quarta-feira, 23 de setembro de 2026

No mundo da Luna (Parte 3 de 21)

 

 

Falo pela terceira vez sobre a artista plástica brasileira Ana Karina Luna. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Auzini. O vazio é onde precisamente reside a sensualidade, numa questão muito simples: Ao se decorar uma mesa, esta tem que ter espaços vazios para o uso do dia a dia, sendo, assim, útil, fazendo do vazio tal força gravitacional, como um prato, vazio, pronto para ser usado, no vazio de Tao, do infinito, a folha em branco na qual escrevemos nossa história, no inconcebível poder do infinito, na ideia de que jamais findaremos – não é poder demais? Aqui é como uma máscara ritualística, de grupos humanos primitivos, na universalidade da festa, da celebração, da ocasião especial, como em eventos solenes, para os quais nos assumamos o máximo possível, querendo ter a melhor aparência possível, remetendo ao Plano Superior, no qual temos, para sempre, a aparência que desejamos ter, na glória da vida espiritual, jovens para sempre, fazendo da materialidade uma ilusão, como a aparência da pessoa na Terra, uma ilusão, como no famoso espírito Patrícia, o qual, ao desencarnar e tomar um banho, deparou-se no espelho e viu seu cabelo, num passe de mágica, ter exatamente a aparência que Patrícia queria ter. Aqui é como algo cozinhando numa panela de pressão, como não me canso de dizer que foram da preguiça que nasceram grandes invenções: Por que ficar um tempão cozinhando algo na panela convencional se posso o fazer em muito menos tempo numa panela de pressão? Não tenha medo dos gostosos pecadinhos capitais, no absurdo de se entrar num confessionário e pedir perdão por que se masturbou, pois a sexualidade é natural no Ser Humano e na Natureza, fazendo das flores as genitálias das plantas, na explosão de vida e libido na primavera, como um urso acordando da hibernação, faminto, devorando salmões que nadam rio acima para reprodução, nas forças da Natureza, no fascínio que os campos exercem sobre as pessoas da cidade, em doces memórias de infância que tenho, passeando pelos campos com familiares, naquele cheiro de bosta ao ar livre, numa sensação de liberdade, como nadar nu no mar. Aqui é um trabalho de minuciosidade, de dedicação, remetendo ao trabalho de xilogravura da artista plástica Mara de Carli, pegando o estilete e cortando madeira, num trabalho árduo, de dar dores nas costas, na dedicação de um artista, num esforço máximo, como uma Maria Callas, exigindo o máximo da própria voz, como esses artistas que saem em turnês pelo Mundo, meses longe de casa, passando por tanto tempo por hotéis, aeroportos etc., num espírito mambembe, nômade, por assim dizer, na magia do circo, nas sábias palavras de uma certa senhora: Por mais belo que seja o circo, chegará um ponto em que ele levantará a lona e irá embora, como em comédias musicais nos anos de II Guerra Mundial, em estrelas como Carmen Miranda, dando ao espectador um pouco de alento durante a exibição da película, num momento de se desligar um pouco das notícias de horrores bélicos, com eu já disse a um certo senhor: Guerra já tem demais no Mundo! Aqui é como algo indo ralo abaixo, como alguém jogando alguma coisa fora, alguma experiência desagradável, como uma certa senhora, a qual aborreci profundamente, nessa senhora desligando o telefone na minha cara, uma atitude a qual não puno, pois eu mereci tal atitude e tratamento, no modo como as desavenças não são eternas, e o perdão é o caminho natural da Eternidade, e esta senhora e eu seremos grandes amigos, no poder do Bem e da Paz, a qual reina no Plano Superior, o plano no qual estamos entre amigos, sem estressantes prazos ou pressões mundanas, em ruas plácidas, com cantos de pássaros, na magia de bem te vis nas ruas de Porto Alegre, fazendo da Paz algo tão subestimado na Terra, a esfera das guerras e das raivas – é um horror. Aqui é como uma genitália feminina, no termo “racha”, em referência ao aspecto de ovo rachado de tal genitália, no modo como, para o homem heterossexual, a vagina da mulher é um passaporte para o paraíso. Aqui é como uma alegoria chacoalhando, em festas de aldeias, como na festa da vizinhança do seriado Chaves, uma ocasião solene na qual nos desligamos um pouco da dura rotina sisuda da Vida. Aqui é como o vazio de um CD ou um disco de vinil, tecnologias para lá de obsoletas, num louco galgar de tecnologias, na noção dialética de que tudo é processo, podendo o Homem um dia ir a Marte voltar são e salvo.

 


Acima, Baby Doll 1. Aqui é um monte de palha, no termo “encontrar agulha num palheiro”, como em trabalhos de investigações, como desvendar os assassinos de Marielle Franco, no árduo trabalho de policial, numa vida dura e difícil ante um salário não muito rico, como no labor de professor, uma profissão desvalorizada, no modo como o professor é FUNDAMENTAL na construção de um país, e cada professor é importante na trajetória da pessoa, no termo “um país de faz com homens e livros”, num Brasil que tanto carece de cultura erudita civilizatória. Os furos aqui são como alças de bolsas, na elegância de uma mulher, num interior uterino perfumado, na letra de uma certa canção pop: “Quero estar dentro de você!”, na sedução entre masculino e feminino, como numa comédia com George Clooney e Catherine Zeta-Jones, na universalidade de Yin e Yang, em algo inevitável no casal heterossexual: Publicamente, ele personifica o Yang dela; ela, o Yin dele. É como em tradicionais casais japoneses: Ele, grosso, antipático e fechado, na grosseria anticavalheiresca de caminhar na frente da esposa; ela, extremamente doce e simpática, receptiva, bela e alegre. É como cumprimentar um casal heterossexual: Se cumprimento um deles, o casal está cumprimentado. É como recentemente me desconcertou uma moça, dizendo-se lésbica, uma moça que eu julgava ser perfeitamente mulher! Aqui é algo sendo levado pelo vento, pela erosão, como nos milênios de erosão desértica nas pirâmides do Egito, uma sombra do esplendor de antigamente de tal edificações, fazendo do Plano Material tal templo de danação, na ilusão das pedras preciosas, as quais parecem ser eternas, mas não o são, pois tudo de matéria está condenado à danação, com tudo girando metaforicamente ao redor do Plano Superior, no qual, sim, há eternidade, na noção espírita: Pensamento é tudo; matéria é nada. É como uma aparência de uma pessoa belíssima de corpo e rosto – parecem ser deuses, mas só parecem, como numa certa comédia adolescente americana dos anos 1980, com uma moça loira, de beleza mais óbvia e vulgar, revelando-se uma porta de burra e desinteressante; já, a moça morena, de uma beleza mais sutil e discreta, muito mais inteligente, acaba se revelando um tesouro de interessante, na capacidade de sabermos olhar dentro das pessoas, como uma certa senhora, a qual trouxe para dentro de sua vida um rapaz lindo de corpo e rosto, uma senhora deixando-se levar pelas aparências, um rapaz o qual, de fato, era sociopata, numa senhora que aprendeu a lição de olhar dentro das pessoas, e não só fora. Aqui é um corpo amorfo em processo de transformação, como um feto se fazendo bebê, em processos de crescimento, como já ouvi dizer que a gravidez e o parto são grandes piadas de Deus para com as mulheres, como uma certa senhora, a qual teve uma depressão pós parto muito forte, caindo na cilada da cocaína e tendo que baixar hospital por tal – malditas sejam as drogas, remetendo a uma cera pessoa, a qual é conivente com o fato do filho estar fumando maconha, uma droga a qual, em excesso, pode sequelar a pessoa, remetendo a outro certo senhor, inegavelmente sequelado, e é como álcool – tudo o que é demais, é nocivo, na noção taoista de moderação, pois cavalgar pelos campos é excitante, mas vai enlouquecer você se você cavalgar demais! Aqui é como uma vassoura varrendo, nos labores da rotina, remetendo a uma certa senhora, a qual varre diariamente a casa, num trabalho de disciplina e dedicação, algo que eu mesmo não tenho, pois minha casa não é imunda, mas não é tão limpa apolineamente assim. Aqui é um trabalho minucioso, na dedicação de uma mãe em criar o filho, como já ouvi de uma mãe: “Dá trabalho, mas vale a pena!”, nessa paciência enorme em lidar com a energia intensa das crianças, uma energia a qual o adulto não consegue acompanhar, no termo “Ser mãe é padecer no paraíso!”. Aqui é algo furado e esfarrapado, como na moda dos jeans rasgados e detonados, joviais, atrevidos, algo impossível na época do 11 de setembro, quando o inconsciente coletivo estava psiquicamente detonado.

 


Acima, Balisassu. Aqui é algo com vários braços, como uma pessoa articulada, como meu querido bisavô Joaquim Pedro Lisboa, uma pessoa respeitada pela comunidade, um homem tido com o pai, o início da Festa Nacional da Uva, um homem cujas ideias eram adotadas pela comunidade, na pessoa desinteressada, a qual faz pelo prazer, fazendo nada de si mesmo e fazendo nada para si mesmo, no homem de Tao, o qual não tem ambições mundanas, pois o homem de Tao é visto, amado e respeitado. Aqui são como braços de deuses hindus, com múltiplos atributos, na universalidade dos anjinhos no Céu, pois os anjos são os espíritos felizes, livres, que cuidam de nós, seus irmãos, na noção espírita de que cada um de nos é cuidado por um anjo da guarda, como numa companhia psíquica de um psicoterapeuta, o qual, diz a sabedoria popular, é uma comadre bem paga, no nobre ofício de dar acompanhamento espiritual a alguém, num terapeuta que tem que ser isento, mostrando-nos o Mundo da forma mais clara e fria possível, pois o frio pensamento racional serve exatamente para deixar nossos corações tranquilos, pois, sem Paz, a Vida é um inferno, e uma pessoa cheia de raiva não tem como estar ok, como uma certa senhora, a qual cuspiu na cara de uma aeromoça, e uma pessoa com tanta raiva não tem como ter paz. Aqui é como uma aranha, remetendo aos aracnofóbicos, tendo pavor de tais bichinhos, nas fobias humanas, como vertigem, fobias sendo tratadas em psicoterapia, como num certo seriado, no qual um psiquiatra confronta um paciente que tinha medo de palhaços, num terapeuta vestido e maquiado de palhaço, confrontando fortemente o paciente, remetendo ao supervilão Hannibal Lecter, o psiquiatra sociopata de brilhante inteligência e paupérrimo caráter, sem apuro moral algum, quando que o sentido da Vida é adquirir apuro moral, no poder do bem e da verdade, com desenhos animados de super heróis, ensinando desde pequena a criança a discernir entre bem e mal, no conceito: Quando o herói fica em perigo, seus amigos heróis o ajudam; quando o vilão fica em perigo, os comparsas vilões NÃO o ajudam. E é fácil de se detectar a sociopatia, como uma certa senhora, a qual dizia, realmente, que e o Mal é mais interessante do que o Bem, ou como outro certo senhor professor, certamente sociopata, o qual queria, de fato, aliciar os alunos para o Nazismo – é um horror, nessa capacidade que o sociopata tem em manipular nossa mentes. Aqui é como um chocalho, entretendo a criança, a qual brinca com tudo, conhecendo o Mundo, remetendo a um tragédia gigantesca de uma certa família, numa menininha de cinco anos de idade que morreu esmagada por uma roda de caminhão, e é difícil imaginar dor maior do que enterrar um caixão pequenino e lacrado, com o cadáver desfigurado de uma criança dentro, numa avó que desencarnou, reencontrou com a netinha morta na Terra, e tudo ficou bem: Pronto, minha amiga, passou! Foi só um pesadelo! Tudo acaba se resolvendo! Aqui são essas formas primitivas de Vida, desenvolvendo-se biologicamente por mutações evolutivas, gerando a incrível biodiversidade da Terra, com tanta, mas tanta Vida, uma esfera tão bela e ínfima, frente a um Cosmos tão vasto e enigmático. Aqui é como uma infecção se desenvolvendo, com bactérias se reproduzindo, no avanço dos antibióticos, nos avanços da Medicina, na importância da Ciência, imprescindível, essencial, como nas medicações psiquiátricas, abreviando enormemente os período de internação psiquiátrica, como um certo senhor, certamente borderline, uma pessoa sempre no limite, e não tem segredo: É só tomar remedinho! Um senhor que tomou no cu, com o perdão do termo chulo, não sabendo conduzir sua própria empresa, remetendo a uma certa senhora medíocre, a qual, ao não ter obtido sucesso, acha que a culpa é do Mundo, quando que, quem não sabe conduzir, não obtém sucesso, remetendo ao talento de empreendedorismo de Luiza Trajano, uma mulher para lá de independente, de brilhante capacidade empresarial. Aqui é a tradição mexicana da pichorra, um boneco cheio de doces dentro o qual as crianças quebram com tacos!

 


Acima, Boca presa. Aqui é como uma vagina, no termo chulo “boceta”, na gíria de se chamar de “racha” uma mulher, no sentido do formato de tal genitália – como um ovo rachado. É como num monstro de Tolkien num lago, numa misógina vagina cheia de dentes castradores, colocando a mulher como perigo, no mito de Eva, a vadia que se rendeu à serpente, corrompendo o então perfeito Adão, ou no mito de Medusa, tão feia que transforma homens em pedra, trazendo ruína aos homens, como na Copa do Mundo de 1998, misoginamente culpando uma mulher pelo fracasso da seleção brasileira, no mito de São Jorge matando o dragão e salvando a indefesa, pura e casta donzela, no modo patriarcal de se tolher a sexualidade feminina, encorajando a masculina, no machismo de se crer que só há dois tipos de mulher: a virgem e a mundana, num Jesus perdoando os pecados da meretriz Madalena, “virginalizando” esta. Aqui é como um formato de cacau, na sedução universal do chocolate, o qual passou a bombar Mundo afora no momento em que foi misturado com leite e açúcar, na universalidade da boca humana, no modo como o sushi e a pizza ganharam o Mundo. Aqui é como uma fogueira de São João, na brincadeira de se pular fogueira, no fascínio de tal festa popular, com quentões e, no caso do RS, pinhões, num sincretismo popular, pois, para o gaúchos, a festividade pode ser feita com rapazes gaúchos de bombachas e meninas vestidas de prenda, remetendo a um certo padre, que foi desligado da ordem, um padre que tinha a melhor das intenções, querendo fazer um sincretismo na missa, misturando catolicismo com os orixás, um senhor que se maquiava para rezar as missas, um senhor com alma sensível de artista, e um senhor com um espírito mais jovem do que muita juventude por aí, nas palavras do revolucionário Papa Francisco a uma plateia de jovens cristãos: “Sejam revolucionários!”, fazendo de Francisco tal homem excepcional, na qualidade do homem de Tao, que é um homem simples, sem frescuras frívolas, num rei tomando o mesmo tipo de café que os súditos tomam, nas palavras de Juliana Paes sobre um sambista carioca: “Ele é simples! Ele é do povo!”. Aqui é como uma boca aberta, com os dentes enraizados, numa pessoa com a força em se enraizar, sedimentar-se e centrar-se em algo nobre e produtivo, no desperdício que é uma pessoa não se colocar para o Mundo de alguma forma, nas palavras de Tom Cruise: “Tenho que mostrar algo!”, remetendo a uma certa pessoa, a qual é um poço de inteligência brilhante, mas uma pessoa a qual, definitivamente, não está se colocando para o Mundo, uma pessoa para lá de intelectualizada, devoradora de livros, tendo em casa uma farta biblioteca, e todos que conhecem esta pessoa sabem: Ela é muito inteligente, ou seja, coloque-se para o Mundo! Aqui é como num programa televisivo de Marcos Mion, o Mucho Macho, misógino, é claro, somente convidando homens para o programa, e a porta de entrada no estúdio era uma vagina gigante, no machão que menospreza a mulher, achando esta um cidadão de segunda grandeza, como em certas culturas, fazendo da mulher uma moeda de troca, em homens com todo um harém: Quanto mais mulheres, mais poder tal homem tem, no claro machismo: Uma mulher só pode ter um marido, remetendo ao final feminista de Thelma & Louise, na dupla fugindo de toda a misoginia, em atos de agressividade, como detonar o caminhão de um motorista para lá de desrespeitoso para com as mulheres, remetendo ao termo “Respeite as minas”, orientando o homem a tratar bem tais pessoas do sexo feminino, remetendo a um pseudointelectual, um animal que dizia que as mulheres têm que suportar passivamente tal desrespeito – é um horror, no modo como a mulher odeia cantadas agressivas. Aqui é como um meteoro vindo, em rota de colisão, como um popstar explodindo no Mundo, no poder da Indústria Fonográfica Mundial, uma indústria que tem que se adaptar aos dias de hoje, na era revolucionária do download, com tudo resumido a software, sepultando para sempre a era do objeto de consumo, da coisa palpável e do tangível.

 


Acima, Bomba de peitos e cobras. O ponto preto central é como uma pessoa articulando o corpo social, como uma pessoa orquestrando o Mundo, distribuindo, na capacidade distributiva de uma pessoa, como um lar provendo os filhos, como uma mãe dando de mamar, remetendo a uma foto de perfil que vi recentemente no Facebook, na mulher de seios descobertos, dando de mamar ao filho, ou seja, uma imagem bonita, na generosidade materna, num caminho de dedicação incondicional, numa mulher que ama o próprio filho, mesmo sendo este um sociopata, pois tal bandido foi certa vez um bebezinho inofensivo, na tragédia que é haver um sociopata uma família, sendo um filho adotado ou biológico, na mágoa de se saber que seu filho ou filha jamais adquirirá juízo, remetendo ao caso de uma famosa sociopata, a qual tramou o assassinato dos próprios pais, tramando, talvez, assassinar depois o próprio irmão para, assim, ficar com todo o dinheiro da família, na atrocidade de Caim matando Abel, e o Ser Humano é assim, com suas raivosa guerras, com irmão derramando sangue de irmão, contrariando completamente a recomendação de Jesus: Sejam amigos uns dos outros! Aqui vemos serpentes libidinosas em cio, nas forças do instinto natural, num animal no mato em busca de comida e sexo, no pecadinho capital da Luxúria, tendo sexo como algo natural e inevitável, no costume de se castrar cães e gatos, fazendo metáfora com a “castração” da mortificação espiritual, deixando de crer em bobagens, como no Mito da Caverna, saindo da superstição e abraçando a liberdade do pensamento da razão e da iluminação, como no busto blindado da Mulher Maravilha, um ícone feminista, forte ao ponto de torcer um duro e fálico canhão de tanque de guerra, dando uma boa surra em marmanjos mal intencionados, no Espírito da Verdade, um dos budas que guiaram Kardec na concepção do Livro dos Espíritos, fazendo do Espiritismo tal doutrina do futuro, lidando de forma natural com a morte física, remetendo a uma certa senhora já falecida, a qual me disse: “Um dia vou estar bem pequeninha no meu caixão!”, surpreendendo-me com tal senso de humor, remetendo aos gritos desolados de uma moça que viu a própria amiga morrer num acidente de trânsito: “Eu vou morrer!”, na recomendação taoista: Se seu corpo morrer, não tem problema!, e é como eu digo a meus entes já desencarnados: Você está na glória; você está desencarnado! E a Vida continua com toda sua seriedade, num espírito que percebe a necessidade de trabalhar ou estudar, no modo como uma vida não pode ser estritamente contemplativa, como um certo excelente restaurante de Caxias do Sul, o qual não funciona nos fins de semana, exatamente para o dono desfrutar de estabelecimento concorrentes, na sabedoria de que no sétimo dia Deus descansou – se até Ele descansa, por que não devo descansar também? É como um certo senhor sofredor, o qual, certa vez, tocou duas jornadas de trabalho sem descansar no meio, ou seja, não aceitando ser humano. Aqui vemos bicos de patos ou outras aves, na beleza dos bandos de aves no ar, no modo como, em grupos de relacionamento social, todos pensam mais ou menos da mesma forma, como em grupos de adolescentes, grupos nos quais todos se vestem mais ou menos da mesma forma, num caminho de identificação, em grupos com suas própria regras, como eu certa vez, sendo desprezado por um grupo cujas regras eu não seguia muito, no termo “ser colocado na geladeira”. A nuvem negra é um auspício, uma tempestade vindo, como uma crise chegando à vida de uma pessoa, como me disse uma psicóloga, dizendo que as crises são positivas, pois estas assinalam um ponto de renovação na vida da pessoa, em remédios amargos que surtem doces efeitos, num Pai zeloso, que quer o melhor para cada um de nós, ao ponto da pessoa se negar a trafegar num submundo, o qual é escuro e desolador; fútil. Os fios remetem aos fios de telefones analógicos, algo tão “pré histórico” para essa nova geração que está vindo aí, uma geração puramente digital, sem saber da era dos bens de consumo fonográficos e cinematográficos.

 


Acima, Bruxinha moldura. Aqui pode ser um acidente de carro, no infeliz modo como tais acidentes acontecem, como eu certa vez com minha família, num brutal acidente na estrada, e, se não fosse pelos cintos de segurança, não estaríamos vivos para contar a história, remetendo a remotos tempos em que tal acessório de segurança não era obrigatório, num caminho evolutivo da Humanidade, em avanços como a lei que proíbe donos de cães destes fazerem cocô nas calçadas, um dono que é obrigado a levar um saco plástico para catar as fezes do bichinho, ou seja, uma lei minimalista, clean, simples, visando a limpeza da cidade, a qual tem que ser limpa, no nobre e árduo trabalho de gari, uma vida tão dura, varrendo as ruas, um gari que merece todo o nosso respeito, pois nenhum trabalho é em vão, fazendo tudo parte da construção da grande carreira espiritual, sendo sem sentido uma vida puramente contemplativa, sem alguma produtividade, no modo como cada um dos brasileiros tem que trabalhar pela grandeza do Brasil, no caminho saudável do patriotismo, ao contrário do chauvinista, o qual é um patriota agressivo, só dando valor ao que tange a seu país, desprezando outros países ao redor do Mundo, como uma certa pessoa, a qual teve uma fase chauvinista, dizendo que filmes brasileiros são perfeitos só porque são feitos no Brasil! Os pontinhos pretos ao redor são como fãs num show de algum astro, em multidões enlouquecidas, querendo ver o ídolo de perto, em turnês de comoção mundial, arrastando milhões de pessoas, como em shows na orla de Copacabana, em shows tão, mas tão suntuosos. É como os inclementes paparazzi ao redor de celebridades, nunca deixando estas em paz, num paradoxo de Diana, a qual adorava aparecer, mas se sentia invadida. Aqui é como cientistas ao redor do Mundo abraçando as pesquisas de outros cientistas, formando, assim, a comunidade científica mundial, como psiquiatras ao redor do mundo, deixando de ver homossexualidade como doença, e a Ciência tem que ser respeitada, mesmo por quem desta discorda, como um certo senhor, candidato a deputado federal, uma pessoa na qual não votarei, mas uma pessoa a qual respeito, na noção: Não quero que Fulano concorde comigo; quero que Fulano me respeite! E o respeito é algo relativamente fácil: Se Luizinho decidiu ser tal coisa, cabe a mim respeitar Luizinho, pois a vida é dele; não minha. Simples. Aqui é como um supertelescópio da NASA explorando as profundezas do Universo, uma sopa infindável de galáxias, fazendo de nossa Via Láctea uma em uma multidão, na “loucura” inútil que é querer catalogar cada grão de areia que existe no Saara – é muito vasto! Aqui é como um objeto se aprimorando, no advento das novas tecnologias, em celulares cada vez mais fininhos e modernos, remetendo às eras das máquinas de filmar e fotografar, com tudo hoje sendo digital, com tudo sendo feito via celular, no modo como, nos anos 1990, e-mail era chic e o auge da tecnologia; hoje, e-mail é o que há de banal – qual o futuro da Humanidade? Aqui é como uma máquina complexa, como numa linha de montagem de carros, num processo longo e difícil, na sedução dos bens de consumo, no modo como indivíduo pode ser um escravo de Matrix: Tenho que acordar para trabalhar “feito um burro de carga” para produzir capital e, assim, adquirir bens cobiçados de consumo, na busca do poder pelo poder, em concorrências atrozes em época de eleições, na competitividade da Vida em Sociedade. Aqui remete às letais máquinas de Matrix, na meta de destruir a vida humana, no futuro da Inteligência Artificial, num caminho de perfeição técnica, mas tudo sempre dependendo da mão que a guie – se a mão for boa, o ato é bom, fazendo da IA algo puramente instrumental. Aqui é como o Gollum de Tolkien, mergulhando nas lavas da Montanha da Perdição, morrendo escravizado pelo Anel do Poder, como num viciado em heroína, sem querer viver; só se drogar, num caminho de sofrimento e desolação, em pesadelos de crises de abstinência, algo mostrado em Trainspotting, o filme que tanto marcou minha geração.

 

Referências bibliográficas:

 

Arte. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.

Curriculum Vitae. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

No mundo da Luna (Parte 2 de 21)

 

 

Falo pela segunda vez sobre artista plástica brasileira Ana Karina Luna. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Amauurj. Aqui é como algo se desenvolvendo, na noção dialética de que tudo é processo, e de que as pessoas estão em constante processo de depuração moral, fazendo disso o sentido da Vida – ter apuro moral, ao ponto da pessoa odiar mentir, ao contrário do sociopata, um mentiroso de marca maior que acaba a vida “enterrado como um cachorro”, sem fazer muita falta no Mundo, ao contrário das pessoas boas, num velório cheio de amigos, uma pessoa que fará falta no Mundo, mesmo sendo um funeral discreto, como no funeral de uma querida prima minha, cercada do carinho das pessoas, na vitória do bem e da verdade. Estas obras de Luna são como desenhos indianos, orientais, como nas mandalas islâmicas, como em rosáceas de igrejas, na magia das cores de um templo, na agressividade do homem europeu, impondo-se de forma dura e cruel, destruindo povos e civilizações, como nos romanos incendiando a biblioteca egípcia de tal país, na imposição de males muito, muito distantes de Jesus, o príncipe do Amor, da Amizade e da Paz, pois, fora desses valores, não há salvação, num Deus que quer nos ver amigos uns dos outros, na sensação de estarmos entre amigos no Plano Superior, nas saudades que temos de nossos coleguinhas no colégio, numa época da Vida em que trazemos todo um residual no Céu, a dimensão da amizade, na noção cristã de que o Reino dos Céus é das criancinhas, na inocência e na simplicidade da criança, a qual se contenta com pouco, como me ensinou uma pessoa muito especial: Não precisamos ser donos de meio Mundo para sermos felizes, no minimalismo taoista no qual menos é mais, na limpeza, fazendo da simplicidade o grau mais elevado de sofisticação, como um dom designer de logomarcas, sabendo da importância da simplicidade. Aqui é um ritmo de euforia carnavalesca, num mágico salão de baile iluminado, como um certo amigo meu, um “bicho” de carnavais, preparando-se para um baile, no poder do riso e da alegria, existindo no Céu uma vibrante agenda social, numa vida tão plena e apolínea, na vitória avassaladora da beleza, como num sonho que tive certa vez, vendo um ente querido, já desencarnado, com este saindo pela porta de um prédio, e este ente tinha uma profunda alegria em si, com uma luz emoldurando tal ente, como no “banho de luz” em centros espíritas, no passe, servindo para nos dar paz, no papel do psicoterapeuta, que é nos mostrar o Mundo da forma mais clara possível, fazendo com que nos sintamos bem, fazendo da frieza racional a ferramenta para deixarmos nossos corações em paz, pois a Vida sem paz é um inferno, e as pessoas sem apuro moral sofrem, cutucados pela suas respectivas consciências, como um certo senhor que me enganou certa vez, ou como nas pessoas ricas, as quais só podem ser sãs se trabalharem, no poder terapêutico do trabalho, no qual não pode faltar nem na Terra, nem no Céu, fazendo de Tao o laborador incansável, sempre criando, em invenções simples como os plátanos, no ritmo de queda de folhas: fresquinho no Verão, pela sombra; quentinho no Inverno, deixando passar a luz do Sol – simples e genial, no modo como os campos e florestas vestem roupas majestosas, num rei consciente da beleza de seu reino, um homem simples, que toma o mesmo tipo de café dos súditos, como numa cena do clássico Titanic, com um homem simples, apesar de rico, impondo a simplicidade numa mesa cheia de malícia e deselegância, de arrogância, na noção de que a arrogância precede a queda, como um certo senhor arrogante, o qual foi punido por um processo de impeachment, perdendo por vários anos o direito de exercer a profissão. Aqui é como algo cíclico, como na pessoa observando as estações indo e vindo, acompanhando plátanos, na dança climática, observando os as folhas caindo no Outono e renascendo na Primavera, na força da Vida, uma Vida que o Ser Humano tanto busca fora da Terra, num mistério que ainda não foi desvendado, numa Terra tão rica e ínfima, numa explosão de Vida e diversidade, fazendo da Vida tal nervo da Arte, como tambores fluidios marcando as batidas do coração, no mistério da Vida: O que faz o coração bater? É como risadas com som de água fluindo, no talento humano de rir de si mesmo, em palhaços que o são com ou sem pagamento de cachê, em palhaços formidáveis como Jim Carey, no seu inesquecível Máskara, na vitória do talento, o qual não pode ser comprado ou vendido.

 


Acima, Ana Karina. O autorretrato é o artista querendo ver a si mesmo, como nas modernas selfies, nos avanços tecnológicos, deixando perplexa minha geração, a qual foi criança nos anos 1980, com o telefone de disco e gancho, a TV de tubo sem controle remoto e só com canais de TV aberta, a carta pelo correio, a foto revelada em laboratórios etc., e hoje é tudo via celular, no advento poderoso do software, na era do streaming e do download, sepultando o fetiche do objeto, do bem de consumo que pode ser alugado ou comprado, como era chic DVD nos anos 1990, hoje uma tecnologia ultrapassada, enterrando gigantes como a rede Blockbuster, em muitas lojas sendo fechadas, como um certa locadora de Porto Alegre, liquidando o acervo e fechando as portas, no verso da MPB: O novo sempre vem, como em adventos poderosos de divas como Gaga, uma bomba atômica de atitude, num talento e numa ousadia, conquistando corações de fãs ao redor do Mundo, como no famoso vestido de bifes da carne crua, cem por cento atitude e verve, frescor, e zero por cento custo financeiro, na vitória da simplicidade, que é a mãe da sofisticação. O decote aqui é ousado, na mulher ocidental, sensual, livre para se expressar, em popstars com gigantescos fã clubes Mundo afora, na universalidade da Arte. Aqui, este traje ousado e sexy contrasta com a burca da mulher islâmica, na mulher escondida, considerada, assim, decente, em homens como Dom Pedro I, com uma esposa e uma amante, dividindo as mulheres como santinhas e putinhas, com o perdão do termo chulo, enfurecendo as feministas, para as quais a mulher é um ser livre, sem ser puta ou santa, de novo com o perdão do termo chulo. O preto é essa moda poderosa que veio nos anos 1990, fazendo o preto não sinônimo de luto e sisudez, mas de sensualidade, remetendo a uma certa senhora, digníssima, respeitada, o qual, após enviuvar, passou o resto da vida vestindo apenas roupas pretas, nessas pessoas que conquistam o respeito da sociedade, uma senhora carismática, recebendo muitas visitas em casa, no talento do bom anfitrião, que é nos acolher com generosidade e polidez. Aqui temos um continuum cromático entre as unhas, o batom e o fundo, numa cor de feminilidade, no interior uterino, no ato de autoestima da mulher fazendo as unhas em institutos de beleza, num tempo para consigo mesma, numa mulher que vê maquiagem e salto alto como prazeres, ao contrário da lésbica, a qual vê isso tudo como obrigações e imposições sociais, odiando se arrumar muito, quando que, na vida pública, a aparência da pessoa é muito importante, remetendo a um certo sociopata, o qual conquistou  o povo exatamente por ter uma aparência acima de qualquer suspeita, remetendo a uma certa senhora, a qual acima de tudo, precisa de um design de sobrancelhas, sem falar maquiagem, unhas, cabelo pintado etc., remetendo à grande estadista que foi Elizabeth I, levando muito sério o se arrumar na hora de ir a público, e isso conquista o povo. A artista aqui está um tanto retirada, querendo ser discreta, sem querer ser o centro das atenções, no valor da pessoa discreta, como meu ídolo, o escritor Luis Fernando Verissimo, um homem pacato que vivia uma vida centrada e produtiva, mas, mesmo assim, sendo assediado pelas pessoas na Rua, como o vi certa vez num shopping de Porto Alegre, com pessoas querendo tirar selfies com o escritor, perturbando o cidadão, o qual era avesso a essas celebrizações. A mulher aqui é jovem e vibrante, charmosa, na mulher que gosta de se arrumar, como uma prima minha, a qual fica um tempão na frente do espelho de maquiando, como num clipe da cantora Annie Lennox, maquiando-se em frente ao espelho, merecendo o título do álbum, que era Diva. O cabelo está impecável, pintadinho, como nos impecáveis cabelos de Cristina Kirschner e Simone Tebbet, com aquela presa, no modo como só damos valor à liberdade quando a perdemos, como um certo senhor preso, pois estar encarnado já é uma prisão; estar preso é duas vezes pior.

 


Acima, Aneehna. Aqui são como alegorias de festas no Norte e Nordeste do Brasil, no poder da cultura popular, a qual veio do povo e a este pertence, como cada caxiense se sente um pouco dona da Festa da Uva, com a beleza da festa girando em torno da beleza inabalável do Plano Superior, onde tudo é só beleza, na imortalidade dos regentes de tais lugares metafísicos, numa rainha bela e jovem para sempre, imortal, na vitória da beleza, com cada edição da Festa elegendo uma nova rainha, numa sucessão que faz metáfora com tal juventude eterna, como eu mesmo disse recentemente a uma doce senhora, ex rainha da Festa: “Deus abençoe nossa rainha!”. É a universalidade da festa, como em rituais amazônicos, como em casamentos, na universalidade de tais ritos de passagem, como uma formatura, num momento de alegria, como em pais orgulhosos, remetendo a uma certa tragédia, num rapaz, em plena semana de sua própria formatura, que foi covardemente assassinado por um ladrão imoral e animalesco, e quero que este assassino se dê conta da tragédia que trouxe para esta família, arrependo-se do que fez e pedindo perdão, no Céu, para sua vítima, no valor do perdão, que é o caminho natural da Eternidade, pois as brigas e desavenças não são eternas, como um certo professor, com o qual tive grave atrito, e este senhor e eu, lá em cima, faremos as pazes e seremos grandes amigos, na vitória do amor e da fraternidade, nos constantes esforços de padres em missas, sempre nos lembrando que somos príncipes, filhos do mesmo Rei, o qual nos fez únicos, eternos e indivisíveis, nos versos de Gaga: “Ele te fez perfeitamente!”, no caminho de autoestima, que é bloquear desrespeitos, como certa vez, na Rua, vi um transexual sendo agredido verbalmente por um homem,o qual berrou para o transexual: “Não é mulher de verdade!”, quando que o respeito é algo simples: Se Fulano foi para esse ou aquele lado, tenho que respeitar, afinal a vida de Fulano é de Fulano, e não minha, como em países democráticos como o Brasil, no qual o cidadão é livre para ter o cabelos que quiser ter, no prazer da liberdade, como numa deliciosa piscina, nos versos de uma certa canção: “Sem amor, não há liberdade; sem liberdade, não há amor!”. É como nos conceitos da Revolução Francesa, num golpe de estado de alto rompimento com as tradições, ao contrário da Inglaterra, ainda muito ligada a tradições, no “abismo” entre ingleses e franceses, numa eterna rivalidade, como em competições, nos áureos tempos em que, nos sorteios de grupos da Copa do Mundo, ninguém queria pegar o Brasil! Estes pontinhos de Luna são como alvejamentos, como em alvos furados por dardos, como na impressora a laser, queimando o papel, na suprema invenção que é o computador, sem o qual nada somos hoje em dia, pois já nos anos 1980 sabia-se da imortalidade e da necessidade de tal tecnologia, fazendo do Terceiro Milênio tal era Digital, no modo como o Cinema foi a marca do Século XX, numa Hollywood hoje completamente digitalizada, na era da IA, deixando-nos perplexos com tal perfeição, numa ferramenta perigosa, a qual, se fizer o bem ou o mal, depende da mão que a guia, numa questão simples: Se dou a Jamie Oliver uma faca, ele vai descascar uma laranja; se dou uma faca a um assassino, ele vai me matar esfaqueado. Aqui é como um microscópico macrófago, a célula branca sanguínea do nosso sistema imunológico, como um polvo captando as bactérias, podendo gerar o pus quando tal macrófago entra em colapso, tendo “comido” demais. Este traço de Luna é como na simplicidade das artes neolíticas, com em cocares de indígenas, em ocasiões especiais, na universalidade da festa, um momento em que nos desligamos do cotidiano para celebrar a Vida, a qual é desperdiçada com o suicídio – é como recebermos um lindo presente e jogarmos este de volta na cara do presenteador, ou seja, uma ingratidão, como um certo senhor que se suicidou recentemente, e claro que não é fácil enterrar um ente querido que se matou, um ente na flor da idade e no auge da virilidade.

 


Acima, Apiupa. Aqui é como uma dança festiva, no poder da Arte, e as Artes estão umas dentro das outras, no casamento entre Música e Dança, como no Cinema, abrangendo todas as Artes, fazendo da Arte tal instrumento de saúde mental, remetendo ao frio sociopata, o fascista que vê Arte como doença, e é bem pelo contrário – o sociopata é quem é doente, como um certo sociopata o qual exclui de minha vida, uma pessoa que queria controlar as pessoas, como um desvairado ditador, oprimindo o povo, na metáfora de Matrix, fazendo do cidadão uma bateria alcalina a serviço de um sistema sem sentido, como na Sociedade de Consumo, na pessoa como escrava: Tenho que trabalhar feito louco para produzir capital e, assim, ter poder aquisitivo, na noção de Tolkien: O Ser Humano, acima de tudo, quer poder, como em milhões de brasileiros apostando na Loteria, como um rapaz caminhoneiro que conheci certa vez, uma pessoa que trabalhava arduamente para só poder pagar as contas, sem poder acumular, e este rapaz usava ao redor do pescoço um pingente em forma de cédulas de dinheiro, na noção taoista: Você não imagina a que estado espiritual fica uma pessoa que é considerada feliz na Terra, ou seja, os ganhadores da Loteria, numa personagem de O Advogado do Diabo: “Eu achava que ter muita grana seria bom, mas não é!”. Aqui é como uma gata se contorcendo em cio e libido, no gostoso pecadinho capital da Luxúria, como um casal fazendo brincadeiras, como um passar talco no bumbum do outro, em joguinhos para apimentar a relação, no modo como, para um casamento durar para sempre, todo dia tem que haver um pequeno ato de reconquista, em coisa simples, que não custam um centavo, como ele abraçando ela por trás enquanto ela cozinha, no modo como podemos ser felizes com pouco, na mensagem de um pôster que eu tinha em casa: “A maior riqueza é se contentar com pouco”, como na simplicidade da criança, que é se contentar com pouco, como narrou certa vez um senhor, o qual deu presentes de Natal aos filhos, e este senhor disse que as crianças se divertiam mais com as fitas dos pacotes do que com os brinquedos em si! Aqui são como criaturas primevas, das entranhas da terra, como no monstro Cuca, do Sitio do Picapau Amarelo, um ser que vivia numa gruta, que é a vagina, na sedução do feminino passivo, seduzindo o masculino ativo, na noção taoista: E uma mulher conquista seu homem. E como ela faz isso? Nada, apenas espera passivamente, como mulheres fazendo auspiciosas simpatias para conseguir um homem, no vácuo da sedução vaginal uterina, atraindo como a força de gravidade, remetendo ao monstruoso brilho de Gisele, e o que ela precisa fazer para se manter no topo? Nada, apenas continuar produtiva, no poder gravitacional da pessoa de Tao, com os ondulados cabelos da diva brasileira sendo imitados por mulheres nos quatro cantinhos do Mundo, numa mulher que conquistou tudo, e ninguém se dá conta, na ironia da Vida, numa Gisele a qual nunca se destacou como atriz, fracassando em tal profissão – até o grandes tomam tombos, como o poderoso medalhão Tom Cruise, fracassando com o filme A Múmia, fazendo do sucesso tal amante infiel, numa Hollywood que é a terra do sucesso e a terra do fracasso, com tantos e tantos sonhos despedaçados todos os dias, na frustração, como um certo senhor, o qual não soube conduzir seu negócio, sendo humilhado ao ter que fechar as portas da empresa que abrira e voltar a ficar submetido a um patrão, e a Vida não nos ensina duras lições de humildade?  Arrogância não precede a queda? Aqui é como algo se libertando, como num momento de desencarne, remetendo aos infelizes suicídios coletivos, achando que se atingiu um ponto de perfeição e que nada mais é necessário ser aprendido, ou seja, arrogância, na noção dialética de que tudo é processo, como num processo de aprendizagem num curso superior, encadeado com o processo de crescimento moral da pessoa, num encadeamento de processos, numa Vida que exige que sejamos pessoas melhores, de grande apuro moral, fazendo do crescimento o sentido de qualquer encarnação; fazendo da Terra tal “faculdade” maravilhosa.

 


Acima, Artyma. Aqui é como no enigmático túnel do clássico 2001, num túnel psicodélico, com mistérios alienígenas, com cores vibrantes, em formas diversas, como inóspitos lagos de metano, hostis à Vida como a conhecemos, nos famosos monólitos, de clara intervenção alienígena, na crença de que a Humanidade foi visitada no passado por tais alienígenas avançados, os quais nos deram noções civilizatórias, como o homem europeu desbravando as Américas, numa corrida de potências europeias para extrair riquezas das colônias, nas riquezas minerais brasileiras sugadas por Portugal, gerando, assim, um Brasil pobre, na noção taoista: Como são ricos! E roubaram tudo dos pobres! Como as pedras preciosas africanas adornando joias inglesas, como no preço da coroa imperial britânica, a qual, nem no dia da coroação do monarca, sai do cofre, tal o valor de tal peça¸ como nas riquezas da tumba de Tut, inicialmente sepultadas por toda a Eternidade, no estupro da curiosidade arqueológica, reabrindo tal tumba e fascinando o Mundo com tal riqueza e beleza, como na famosa máscara mortuária do rei, de puro ouro, num Egito outrora tão rico e potente, militarmente temido pelos países vizinhos, nos impérios que vão subindo e descendo, como no Showbusiness, com estrelas aparecendo a desaparecendo, remetendo a carreiras longevas, de artistas que sabem que, se pararem de lutar pela carreira, desaparecerão, remetendo a uma certa artista, a qual não sobreviveu aos anos 1980, vivendo até hoje em tal década, uma artista incapaz de injetar material novo no mercado, só tendo pertinência para quem foi criança, pré adolescente, adolescente ou pós adolescente nos anos 1980, em artistas que viram “peça de museu”, quando que a Vida é luta sempre, remetendo aos moradores de Rua, os quais querem, com todas as suas forças, evitar a Vida, nem que, para isso, tenham que dormir numa calçada dura, fria e suja, tal o desejo de fugir da luta, nas palavras de uma sábia médium espírita: Deus não quer nos ver atirados nas cordas do ringue da Vida, pois até Ele é batalhador e laborioso, como nos trabalhos do Gênesis. Aqui é um ser exótico, como um polvo, nas delícias de frutos do Mar, em iguarias tão fascinantes como camarão, na universalidade da barriga humana, com cozinhas que vão conquistando o Mundo, como o Sushi, entrando num mundo ocidental no qual a peixe tem que ser cozido ou frito, no modo como a culinária italiana ganhou o Mundo, em chefs de tanto renome, como Jamie Oliver, num tremendo talento culinário, remetendo a uma certa senhora, já falecida, a qual era uma deusa na cozinha, ou como uma certa cozinheira baiana, com delícias como lagosta e peixes. Aqui é como uma explosão acontecendo, como numa poderosa supernova, como astros estourando no Mundo, no mundo pop, em fenômenos como o kpop, em contraste com a Coreia do Norte, a ditadura na qual o cidadão é um prisioneiro, como na China, o país no qual o cidadão tem que acatar tudo o que o governo impõe. A festa vence a guerra; a fraternidade vence o ódio. Aqui é como um ralo indo abaixo com resíduos, como no formato espiral de galáxias, fazendo do Cosmos tal lugar imenso, numa infindável sopa de galáxias, num Cosmos tão vasto, na máxima islâmica de que Alá é grande, muito grande, como perguntar a Deus no filme Dogma: Por que tudo isso? Num Ser Humano que ainda é muito “criança”, nas amorosas palavras de espíritos superiores a nós: “Como vai, pequenino?”. É a questão do Amor, num Deus que quer nos ver amigos, lamentando pelas guerras na Terra, nesse milenar talento humano pela raiva, subestimando a paz e a harmonia, fazendo do Plano Superior tal paraíso, com paz, onde tudo é feito com calma, como certa vez uma atriz em entrevista, dizendo fazer com bastante calma um documentário sobre um certo artista. Essas formas de Luna são estranhas e enigmáticas, diferentes, no homem de Tao, diferente, particular, no caminho da individualidade, e como são poucos os que entendem Tao, pois quanto mais classe tenho, menos controle viso obter sobre o Mundo e sobre as pessoas.

 


Acima, A terra e o tempo. Aqui é como uma boneca, num texto muito sensível de um certo escritor, narrando que a menina debutante, antes de ir ao baile, despede-se das bonecas, sepultando a infância e abraçando a vida social, no modo como é natural a pessoa ir se desinteressando pelos brinquedos, acabando por guardar os brinquedos numa caixa, entrando na maturidade sexual, nas altivas palavras de Marta Suplicy para uma plateia de adolescentes: “A adolescência é uma fase em que se masturbar dez vezes pro dia é totalmente natural!”, deixando perplexos os jovens que assistiam, numa mulher imponente como uma fachada de prédio neoclássico. Vemos um pequenino crucifixo, como na cruz em salões de assembleias de autoridades, como no Congresso em Brasília, apesar do governo ser laico. A cruz é tal símbolo de força suprema, na ironia de que a crucificação é de total fraqueza, num Jesus fraco, vulnerável, maltratado, na ironia taoista de que forte é fraco e de que fraco é forte, trazendo imenso poder à imagem de Jesus crucificado, e esse discernimento é entendido por poucos, no eterno erro humano em achar que grosso é forte, na sabedoria popular de que a caneta é mais poderosa do que a espada, remetendo ao serviço militar, o qual sequela psiquicamente o rapaz, pois o quartel é qualquer coisa, menos um lar, como no infante em Cidadão Kane, arrancado de seu paraíso de infância, um homem que morreu rico, porém simples, balbuciando no leito de morte o nome de seu amado trenó de neve, numa época em que Vida era mais simples, e a Vida é boa quando é simples. No rosto da boneca vemos forma de diamante, na capacidade de uma pessoa em brilhar em simplicidade, como num líder honesto, que acompanha o próprio povo, num rei visto, amado e respeitado, trazendo harmonia a um reino, como em altivos monarcas europeus hoje em dia, nunca recomendando violência, ao contrário do Ser Humano em geral, o qual é um rei que nunca está contente dentro de seu próprio reino, sempre querendo anexar os territórios vizinhos, em fomes napoleônicas, nessa patetice humana, sempre em nome do maldito Anel do Poder, o qual corrompe até os melhores homens, no modo como deve ser difícil “desencarnar” do poder, como um certo senhor, o qual não aceitou com elegância a derrota nas urnas, desobedecendo o protocolo de um líder em passar a faixa governamental no corpo do vencedor das eleições, em homens deselegantes, que riem de Tao quando deste ouvem. A cor vermelha é a menstruação, na menina virando mulher, como uma certa mulher, a qual foi mãe ainda adolescente, tendo que amadurecer “na marra” frente a tal responsabilidade, arrancada de sua adolescência, impedida de ir a festas e de fazer demais atividades de jovens, remetendo a um certo senhor, com quádrupla responsabilidade, tendo que sustentar a si, a esposa e duas filhas, esforçando-se para proporcionar um bom nível de vida, como outro certo senhor, o qual nunca foi rico, mas sempre proporcionou boas casas à própria família, mesmo que alugadas. O cabelo está aprumado, penteado para o lado, como na moda que Madonna lançou nos anos 1980, com um rabo no cabelo pendendo ao lado, numa assimetria, no poder do estilo e da atitude, como nessas bombas atômicas de atitude como Gaga, no modo autodidata de que a pessoa tem que aprender por si o que é simplicidade, remetendo a uma certa pessoa sem estilo, uma pessoa que é “escrava” de vitrines de shopping, pois quando adquiri critérios de estilo em minha cabeça, posso me vestir na Campanha do Agasalho e estar extremamente bem, parecendo que recém saí de uma loja carésima. É como na formidável transgressão de Chanel, estabelecendo que o que conta é o efeito do adorno, e não o valor econômico, na simplicidade de uma bela mulher em usar flores no cabelo. A boneca aqui se encolhe, recatada, com pudor, como uma certa senhora, discretíssima, raramente se maquiando, discreta até em seu tom de voz, no poder da discrição do camaleão, que á sumir para se aproximar de presas, na sabedoria da evolução natural biológica, entalhando a mulher de instinto materno.

 

Referências bibliográficas:

 

Arte. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.

Curriculum Vitae. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.