Falo pela sétima vez sobre artista plástica brasileira Ana Karina Luna. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, Pregnant while not flying 6. Aqui é uma vassoura de bruxa, nas histórias infantis, como na tenebrosa Bruxa má do escuro oeste em O Mágico de Oz, em contraste com Glenda, a bruxa boa do claro leste, no pensamento binário infantil – ou algo é do bem, ou do mal, como vi certa vez uma instalação em Porto Alegre, numa famosa casa de cultura da urbe gaúcha, com duas cortinas, sendo uma clara e a outra escura, no discernimento taoista: Quando digo que algo é bom, é porque conheço o oposto, que é mau, e as pessoas sociopatas, frias, sádicas e grossas servem exatamente para darmos valor quando nos deparamos com uma pessoa almada, bondosa e clemente, como Papa Francisco, humilde, simples, na qualidade do homem de Tao, um rei simples, que toma o mesmo tipo de café dos seus súditos, no caminho da simplicidade, mas, infelizmente, as pessoas contemplam os palácios, mas ignoram os campos e florestas, e estes vestem roupas maravilhosas, como na bela rodovia gaúcha Rota do Sol, com os Campos de Cima da Serra Gaúcha, com tapetes de pastagens vastas, até onde alcança a visão, e matas de araucárias virgens, altivas, voltando-se ao céu, na linha divisória entre arrogância e altivez: A altivez é nobre e digna, decente, respeitável; já, a arrogância é um passaporte para o inferno, pois a arrogância precede a queda, em duras lições de humildade para entender que o sentido da Vida é a aquisição de elevação moral, depuração esta que definitivamente falta ao sociopata, o qual é um verme que se aproveita das brechas da vida em sociedade, um sádico que gosta de ver os outros sofrerem, pessoas sádicas que temos que extirpar de nossas vidas, como um certo sociopata, sádico, deliciando-se em ver os próprios filhos sofrendo, sem um pingo de amor pelos próprios netos – é um horror. O chapéu pontiagudo é do icônico mago Gandalf, de Tolkien, um mago de grande poder, interpretado pelo grande mestre Ian McKellen, esses altivos atores britânicos, que começam a carreira fazendo Shakespeare, no modo como a Academia de Hollywood ama as tradições britânicas, amando histórias de reis e rainhas, em contraste com a França, a qual rompeu com a monarquia em um gigantesco golpe de estado, executando membros da realeza, trazendo o paradigma contemporâneo democrático, sendo o presidente um dos nossos, nosso irmão, nosso igual que elegemos para nos governar por um certo tempo, rechaçando misticismos, como no Antigo Egito, quando o rei era considerado um representante dos deuses, um rei em cujas veias corria o sangue sacro dos deuses, remetendo ao velho e bom Mito da Caverna, com pessoas presas ali dentro, cheias de auspícios e fantasias falaciosas, havendo então a libertação democrática, no divertido paradoxo inglês, num rei que reina, mas não governa, com poderes de fato apenas para o primeiro ministro, na responsa que é sentar no mesmo assento de grandes e lendários líderes, como na sobrenatural Elizabeth I, dividindo em duas a História da Inglaterra, uma líder que levava extremamente a sério o se arrumar na hora de ir a público, famosa por gostar de suntuoso vestidos, ganhando, assim, o apoio do povo, como um certo senhor, o qual se elegeu presidente exatamente porque tinha uma aparência cima de qualquer suspeita, como uma certa senhora, a qual já poderia ter sido eleita presidente, mas não o foi porque tem uma aparência desleixada, precisando urgentemente e primeiramente de um design de sobrancelhas, ou como outra senhora, a qual já poderia ter sido eleita prefeita, mas não o foi, por ter uma aparência tão, mas tão desarrumada, crendo que, se arrumar-se, será vista como dondoca e perua e não seria levada a sério, quando é bem pelo contrário, como a política Simone Tebet, sempre com os cabelos impecavelmente tingidos, arrumados, no caminho da autoestima, do gostar de si mesmo, como uma certa dama caxiense, arrumadíssima, só saindo de casa se estiver absolutamente arrumada, nos esforços dos psicoterapeutas para que seus pacientes tenham tal autoestima, no amor por si mesmo, sem narcisismos, é claro. A vassoura é a limpeza necessária, na árdua vida de gari, varrendo as calçadas de uma cidade, ganhando um salário magrinho, pessoas cujas vidas são uma vassoura, no caminho da construção da grande carreira espiritual, na qual cada trabalho conta.
Acima, Renda. O vermelho remete à sala de estar da casa de um certo senhor, uma parede rubra que atiçava e provocava quem entrava em tal sala, como uma pizza de calabresa forte, no poder dos condimentos, na rota das especiarias que conduziu a Europa das Navegações, ou na rota da seda, num momento de pré globalização, por assim dizer, com mercados se abrindo para o Mundo, como hoje no paradoxo chinês – de jure uma ditadura comunista e de facto um país perfeitamente capitalista no qual o cidadão é absolutamente livre para empreender, com produtos exportados para o Mundo todo, como no início do episódio quatro de Star Wars, falando das rotas de comércio dentro de uma determinada galáxia, na universalidade de tal história, num roteiro tão, mas tão formidável, seduzindo nerds ao redor do Mundo, marcando o Mundo com tal talento de roteirista, nessa endêmica doença de Hollywood, que é a escassez de bons argumentos, com tantos e tantos filmes disfarçados de história bem contada, quando a receita é simples – conte uma história bem contada, com começo, meio e fim, respeitando sempre a inteligência do espectador, em pequenas pérolas como A Rainha, numa formidável história bem contada, oscarizando a deusa Hellen Mirren, assombrosa ao interpretar a monarca célebre, num siso enorme: Dever primeiro; pessoal depois. É o paradoxo das chics famílias de realeza, tão finas e tão grossas, nas quais homem é varão e mulher é fêmea, sendo heresia tudo o que escapar disso, como vi hoje na Rua um casal de lésbicas, as quais respeito profundamente, num Mundo que precisa se modernizar e adequar-se ao Terceiro Milênio, com a Psiquiatria tirando homossexualidade da lista de doenças mentais, num caminho de clemência e humanidade. O bloco alvo aqui faz contraste, como num casal, com ele mais alto do que ela, remetendo a um certo casal, no qual ele é mais baixinho do que ela, com ela, ao posar para fotos com o marido, agachando-se um pouco para o marido não parecer tão baixinho, nos eternos preconceitos patriarcais, no homem sempre mais importante do que a mulher, no modo como as próprias mulheres podem ser misóginas, como no romance A Letra Escarlate, partindo de uma mulher a ideia de punir moralmente uma mulher da comunidade, no puritanismo protestante, nuns EUA paradoxais, no país de liberdade e no país em que o cidadão não pode se prostituir, com o corpo do cidadão americano pertencendo ao estado, ao contrário do Brasil. Vemos pequenas bolinhas brancas, como uma queda de água, no poder das águas do Iguaçu, fornecendo energia, na busca por energia, numa cidade como Gramado, no crescente problema de se fornecer água, esgoto e energia à urbe turística, na prefeitura barrando novas obras provisoriamente, num crescimento vertiginoso, num destino tão amado por turistas, numa cidade que nos seduz e “arranca” nosso dinheiro, no caminho da especulação imobiliária, com espaços comerciais de alto custo financeiro de aluguel, como deve ser alto o aluguel de um certo famoso restaurante na cidade, num caminho de elitização, como na elitização de Balneário Camboriú, na ilusão de que grana traz felicidade, como mm ensinou uma pessoa especial: Não precisamos ser donos de meio Mundo para sermos felizes. Do bloco branco vemos vias se derivando, como nos exploradores europeus desbravando a América virgem e selvagem, encantando a Europa com relatos como os de indígenas canibais, no caminho do apuro moral, que é não comer carne humana, pelo amor de Deus. Este bloco alvo é como uma janela para um belo dia, no abrir a janela e deparar-se com tal luz, na Terra da Estrela da Manhã, a terra sacrossanta à qual todos pertencemos, fazendo da Eternidade a resolução de todos os desentendimentos, e ninguém está no Umbral para sempre, remetendo aos diabos sofredores moradores de Rua, os quais querem, como todas as suas forças, fugir da luta pela Vida, não se importando em viver a degradante vida de morador de Rua – é um horror.
Acima, Samarisguevolubê. Uau, que nome para esta obra! Aqui é como uma festa vibrante, com batidas de tambores, como na cena de um baile de tambores da franquia Matrix, nas merdas que Hollywood é capaz de inventar para arrancar dinheiro do espectador, com o perdão do termo chulo, em filmes como Matrix Resurections, desrespeitando o final conclusivo de Matrix Revolutions, no qual a Humanidade venceu e Neo deu a própria vida para salvar a Humanidade, fazendo de Hollywood a terra da pretensão: “Eu sou maravilhoso; eu pego um roteiro qualquer e transformo em filmão!”, quando não é bem assim, no modo como um bom filme parte de um bom roteiro, como pegar um bom romance e transformar em filme. Aqui é algo chacoalhando, numa pista de dança, no poder terapêutico das pistas de dança, dançando até suar de tanto dançar, na importância de vivermos nossas respectivas juventudes, como ter uma etapa de vida boêmia, seja na adolescência ou na pós adolescência, varando pelos bares e boates da cidade, tomando um trago, enfim, curtindo a Vida, na qual nem tudo é puro siso, no poder do senso de humor, rezando a lenda de que da Vinci era extremamente irreverente e piadista – idade não é pretexto para parar de ter senso de humor, o qual é uma virtude, na capacidade do Ser Humano em rir de si mesmo, na figura de um bom palhaço, nas deliciosas trapalhadas de Mr. Bean, em gênios cômicos como Jô Soares, Chico Anysio e Renato Aragão, recheando a TV brasileira com tal talento humorístico, ou em outro mestre como Chespirito, o qual teve um funeral digno de rei no México, nesses grandes homens como Tom Jobim, enchendo o Brasil de orgulho, na capacidade do homem de Tao em ser visto, amado e respeitado pelo povo, o qual gosta de homens simples. Aqui é como chacoalhar uma coberta cheia de poeira, nos trabalhos diários de casa, como limpar, passar, cozinhar etc., nas furiosas palavras de uma certa senhora ao marido: “Eu me matando para manter esta casa limpa e organizada! Eu vou embora desta casa!”, na questão delicada que são os casamentos. Aqui é como um airbag se abrindo de forma extremamente instantânea, assim que a frente do carro sofre a batida, remetendo a eras em que o cinto de segurança não era obrigatório, com tal acessório hoje poupando tantas e tantas vidas, na famosa campanha publicitária do carro Xsara estrelado por Claudia Schiffer, mostrando a excelência em segurança automobilística. Aqui é como um pavão se pavoneando para seduzir a fêmea, nos instintos evolutivos, nos quais sentimos atração por pessoas saudáveis, no instinto de se colocarem no Mundo descendentes saudáveis, na seleção natural, como em pombos urbanos, evolutivamente adquirindo a cor cinzenta da urbe, para, assim, serem discretos e evitarem aparecer para presas e predadores, como na sabedoria e esperteza do camaleão, invisível para presas e predadores, passando sua genética de esperteza para a gerações seguintes, como na cor dos ursos polares, da cor da neve, adaptados a tal bioma. Aqui é como uma ideia se desenvolvendo, como nas brainstorms de agências de propaganda, tempestades mentais em que cada um fala o que vier à mente para, assim, surgirem conceitos para anunciar um determinado produto ou serviço, em sacadas geniais como num anúncio da Unimed em uma edição passada do Rock in Rio: “O Rock não morreu – ele tem um plano Unimed”. Aqui é como uma cidade crescendo e se transformando, como eu mesmo hoje em dia mal me localizo na Porto Alegre que conheci nos anos 1990, na noção dialética de que tudo é processo; na noção taoista de que a Eternidade sobre a qual podemos falar não é a verdadeira Eternidade; na noção espírita de que Deus é o infinito, nesse imensurável poder de que nunca findaremos! Aqui é como uma tradição se consolidando, como nos quase cem anos da Festa da Uva, iniciada em 1931 como uma discreta exposição de cachos de uva, desenvolvendo-se em uma festa que é a identidade cultural e histórica e de um povo altivo e corajoso, na figura heroica do colono, ao qual tudo devemos, como disse uma respeitada dama da comunidade caxiense, na vitória da elegância.
Acima, Siriu. Aqui é um ponto central de convergência, com um destino só. Ironicamente, pode ser também um ponto de divergência, na sabedoria dialética de que tudo traz em si sua própria contradição, no jogo entre Yin e Yang, com um tendo um pouquinho do outro, na sabedoria de que liso e áspero são faces do mesmo trabalho, como no trabalho de jogador de Futebol: A parte difícil são as viagens para jogos pelo Brasil, com muito avião, aeroporto e hotel, num esforço de locomoção, na disciplina dos exercícios físicos preparatórios, na figura exigente e dura do técnico, numa dura hierarquia; a parte fácil é o prazer que o jogador encontra ao entrar na quadra e jogar, como disse certa vez um jogador: “Sou pago para fazer o que amo!”. Na parte inferior vemos bolinhas, como no modo de histórias em quadrinhos de representar o pensamento do personagem, no formidável casamento de Pop Art com os quadrinhos, num momento tão único na História da Arte, no casamento de indústria com Arte, em ícones tão poderosos como Andy Warhol, de um estilo para lá de inconfundível, original, inédito, no poder da Arte em nos seduzir e trazer novos ventos de renovação, como no frescor da Renascença, namorando com a Antiguidade, como na nostalgia no início dos anos 1990, casando um tanto com os anos 1960, seja em forma de moda ou de música, no novo que sempre vem, como na geração Gaga, uma artista que respeito profundamente, apesar de eu mesmo não fazer parte de tal fã clube, um fã clube gigantesco, diga-se de passagem, atraindo milhões de espectadores para as areias de Copacabana, na demanda da prefeitura carioca em, depois do evento, recolocar as areias em ordem, catando um catatau de lixo, tocos de cigarro, copos e garrafas de plástico, latas de alumínio etc., remetendo a uma certa celebridade, catando da areia de Rio o lixo que as pessoas relaxadas deixam na orla, e esta celebridade com toda a razão, remetendo ao povo japonês, um povo tão limpo, discreto e rico, mas, mesmo assim, com altos índices de suicídio, na sabedoria popular de que dinheiro traz tudo, menos felicidade. Aqui é como uma flor desabrochando, na magia do renascimento na primavera, no homem de Tao, observando as estações indo e vindo, e o homem de Tao é polido, e nunca vai se envolver com armas ou conflitos, ao contrário de tantos e tantos homens, na ponta arrogante e odiosa de uma faca, homens grosseiros, muito longe de ser um homem de Tao, o qual é visto, amado e respeitado, num bom rei, sempre ao lado do povo, nunca sendo deposto, ao contrário dos Romanov, destituídos, executados oficialmente pelas forças comunistas, nessa covardia de se matarem crianças. Aqui é como uma esponja de banho, ensaboada, na espuma para nos limparmos, em rituais diários de limpeza e higiene, em algo tão básico, que é tomar um banho por dia, ao contrário desse país amigo chamado Bahia, no qual o cidadão toma dois banhos por dia, na gigantesca demanda de água na cidade de Salvador, a cidade do calorzinho agradável, ao contrário de outras urbes brasileiras, com temperaturas que vão a quarenta graus, quiçá mais, numa Salvador a qual raramente extrapola os trinta graus, numa cidade muito interessante para quem estuda História do Brasil, com prédios históricos da primeira capital do Brasil, na figura da baiana, seduzindo o Mundo com Miranda, num trato de boa vizinhança entre Brasil e EUA na tenebrosa II Guerra Mundial, que é a prova de que até que ponto horrível o Ser Humano pode chegar, em denúncias históricas como a A Lista de Schindler, com seres humanos tratados como nem animais devem ser tratados, como negros numa senzala, num canil, na prática – é um horror, remetendo aos avanços sociais do feriado nacional brasileiro de Consciência Negra, ao contrário de outro certo país, um país racista. Aqui é algo vindo em rota de colisão, nas “cicatrizes” da superfície lunar, cheia de crateras, como num passaporte, cheio de carimbos de várias viagens, na carreira do espírito, passando por várias vidas, na revolução da doutrina espírita, explicando o Mundo da forma mais lógica possível.
Acima, Social encounter intro. Aqui é como um redemoinho, no ponto central da tormenta, no silêncio do centro, na capacidade de um artista em se tornar uma força da Natureza, levando tudo e todo consigo, em filmes de altíssima popularidade como Titanic, numa comovente mensagem metafísica, na sobrevivência à morte do corpo físico, na noção taoista de que, se seu corpo morrer, não tem problema, como uma certa pessoa, a qual se emocionou profundamente com tal película, chorando copiosamente ao sair da sala de Cinema, em carismas tão avassaladores de Leo, um homem discreto, ecologicamente engajado ao ponto de ter recentemente uma reunião a portas fechadas com o presidente Lula, provavelmente falando sobre a Amazônia, num Leo que se deu ao trabalho ficar horas e horas em aviões entre Brasília e Nova York, ou como na elegância de uma Cate Blanchett, compadecendo-se com o sofrimento do povo gaúcho nas recentes enchentes destrutivas, numa atriz que se deu ao trabalho de pegar um avião até Porto Alegre para ter uma audiência com o governador Leite, no caminho da humanidade e da comiseração, algo incompreendido pelo sociopata egoísta, o qual está o tempo toso buscando vantagens – é um horror, no completo oposto da irmandade e da fraternidade, pois, fora da amizade, não há salvação, num Deus que quer nos ver amigos uns dos outros. Aqui é como algo delgado, como o intestino delgado, num processo digestivo, remetendo aos miseráveis sofredores que engolem cápsulas com drogas para fazer tráfico internacional em aeroportos, nesse desespero por droga, como uma certa pessoa, a qual, frente à descriminalização da droga no Brasil, está se drogando diariamente – a heroína está descriminalizada, mas não legalizada, e hoje no Brasil o único meio de se adquirirem tais substâncias é via traficante bandido fora da lei, uma pessoa de má fé que quer burlar a lei para obter dinheiro, um traficante o qual, ao desencarnar, olhará para a vida miserável que levou na Terra e acabará pedindo perdão a todos os jovens para o quais vendeu droga, num caminho de arrependimento, numa pessoa que se equivocou na Terra, desejando reencarnar e levar uma vida mais nobre, como uma certa senhora já desencarnada, a qual levou uma vida nobre e produtiva, auxiliando os que tinham problemas espirituais, desencarnando voltando de cabeça altivamente erguida ao Plano Superior, no clima de missão cumprida. Aqui é uma situação complicada, pois quando a polidez de Tao acaba, o caos reina, em guerras sanguinolentas, como eu disse certa vez a um senhor: Guerra já tem demais no Mundo! E então Caim mata Abel, com irmão derramando sangue de irmão, no eterno modo humano de subestimar a amizade e a concórdia, havendo tal paz inabalável no Plano Superior, o plano no qual ninguém quer mentir ou enganar, no poder da amizade, pois o ódio traz sofrimento àquele que odeia, como nos pobres diabos sofredores do Umbral, como disse certa vez um pai de santo de Umbanda, uma pessoa sensível, e este pai de santo narrou que quando entrou numa certa casa noturna escura e fétida, sentiu ali dentro espíritos se arrastando e sofrendo, na magia das pessoas sensíveis, humanas e almadas, fora do caminho degradante da automartirização masoquista, em pessoas as quais, em época de Páscoa, desejam ser crucificadas de fato, e o Espiritismo é contra isso, dizendo: Mortifique o espírito e não o corpo, e a mortificação é parar de pensar em bobagens auspiciosas, nas altivas palavras de uma certa senhora: O Mundo só pertence aos dignos merecedores – os resto são sinais auspiciosos, como essas tediosas alas vip de boates, quando que o coração da festa não está na ala vip, mas na pista de dança, em ícones como John Travolta, dançando na era das discotecas, seduzindo o Mundo com tal talento e carisma, no poder da Arte em nos envolver, quando uma artista entra em nossas mentes, e obra de Arte boa é quando nos dá o desejo de roubar e levar para casa! Aqui é um rastro errático de mosca tonta, no termo “moscão”, referindo-se aos que não têm um foco preciso, numa vida dentro de um labirinto existencial.
Acima, Soroyca. Aqui é como a delgada e elegante cintura de Carmem Miranda, na busca humana por beleza, nessas “mulheres bisturi”, ignorando que beleza vem de dentro, resultando em brutais distúrbios de imagem, como uma certa socialite americana, rica, num profundo distúrbio de imagem, desfigurada, um retrato de filme de terror, um monstro horrível, num pesadelo de vida, e o que espanta não é só tal distúrbio, mas a falta de apuro moral de um cirurgião plástico que topa operá-la, mesmo sabendo que uma nova cirurgia só a deixará ainda mais desfigurada, um cirurgião antiético que só quer dinheiro – como é importante o apuro moral, o qual é o sentido da Vida. Aqui é um chocalho de bebê, na criança interagindo com o Mundo por meio dos brinquedos, num longo processo de crescimento, numa criança ainda muito jovem, sem saber do Mundo que a cerca, remetendo à triste história de vida de Michael Jackson, uma criança à qual foi negado ter uma infância normal, num pai duro e enérgico, exigindo de Michael postura adulta, em rotinas espartanas de labor, como gravar, ensaiar e apresentar-se, no modo como tudo tem seu preço, pois a Vida é feita de escolhas, como uma grande amiga minha, escolhendo um marido o qual de fato ama, casando bem e sendo feliz, ao contrário de tantos e tantos casos de casais que se separam, talvez descasando frente à primeira crisezinha ou desentendimento, e os relacionamentos amorosos são difíceis, sendo gay ou hétero, no modo como a Vida dói em todos nós – o que muda é se nos permitimos sofrer por tal dor, na capacidade humana de rir das dores e rir do Mundo, no poder terapêutico da comédia e do riso, no modo como Arte é uma capital questão de saúde mental, ao contrário da Arte em países ditatoriais, em artistas escravizados pela ideologia política, sistemas opressores como em Matrix, fazendo do indivíduo uma mera pilha alcalina a serviço de um sistema insano, prisioneiros no Mito da Caverna, sem ver o Mundo da forma mais lógica, clara e racional possível. Aqui é como arte africana de magias tribais, no envolvente setor de arte africana do museu novaiorquino Met, com objetos de magia estranhos, arrebatadores, fortes, na força humana para lidar com a Vida, dotando o artista como alguém mágico, como na magia de Diana, carismática, sensível, com alma de artista, buscando meios para se colocar ao Mundo, uma mulher que tinha tudo para naufragar ao dar um pé na bunda de um príncipe de fato, com o perdão do termo chulo, um homem prestes a reinar sobre um terço da Humanidade, uma Di cuja morte virou o Mundo de cabeça para baixo, rendendo o formidável filme A Rainha, numa Di que foi de fato a rainha do Mundo, morando nos corações do povo, o qual gosta de pessoas simples, em homens simples como Barretão, o patriarca da família cinematográfica Barreto, que Deus o tenha, um homem longe de afetações pernósticas, sabendo que simplicidade, limpeza e beleza andam juntas, no homem de Tao, um homem preguiçoso que só faz o que é necessário, como num rei sábio, o qual só faz o que é necessário em relação a alguma questão importante, numa atitude limpa, no fato de que grandes invenções nasceram do gosto pecadinho capital da preguiça: Por que ficar um tempão cozinhando numa panela comum se posso fazer isso em muito menos tempo numa panela de pressão? Aqui remete a tambores africanos, marcando para sempre a Cultura Popular Brasileira, nos tambores do samba, imitando as batidas do coração, fazendo da Vida o nervo da Arte, numa fluidez rítmica, na delícia uterina de uma piscina bem quentinha, remetendo ao útero sacrossanto de Maria, nossa Mãe divina que nos abençoa e quer o melhor para nos, na plenitude do Plano Superior, onde somos felizes e sabemos, na vitória da beleza fria dos números, deixando de ouvir as traiçoeiras palavras do coração, o qual pode nos meter em belas enrascadas, no caminho da mortificação, que é parar de pensar em bobagens. Aqui é a riqueza cultural do Brasil, com tantas vibrantes manifestações de Cultura Popular, amada pelo célebre Ariano Suassuna, como Festa da Uva de Caxias do Sul, expressando todo um povo.
Referências bibliográficas:
Arte. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.
Curriculum Vitae. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.











