quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Chinneck é Chic (Parte 5 de 6)

 

 

Falo pela quinta vez sobre o artista britânico Alex Chinneck. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Primeiro beijo da última luz. O laço é um relacionamento, num amor e amizade entre duas pessoas, no modo como os amigos são o ouro da vida, e fora da amizade não há salvação, num Deus que quer nos ver amigos uns dos outros; num Deus que não quer ver guerras, raivas e desavenças. Eu próprio tive que comprar um desafeto em minha vida, expulsando de minha vida um sociopata, o qual, como sociopata, é uma pessoa completamente fora de parâmetros de lógica ou saúde, e realmente não penso em ter mais desavenças em minha vida, como uma certa senhora maliciosa e fofoqueira, a qual com certeza já deve ter falado mal de mim, uma senhora vazia e obtusa, miserável, apesar de ser financeiramente rica, com um certo semblante malicioso, tendo a coragem de me chamar de “querido” quando me vê na Rua – vá tomar no cu, com o perdão do termo chulo. O laço é o envolvimento emocional, no modo como pessoas têm medo de tal intimidade, com o medo de machucar seus próprios sentimentos. A luz é como a amizade ilumina a vida, na saúde mental que é se relacionar com tais entes queridos, no caminho lógico da amizade e do perdão, caminho natural, pois nenhuma desavença é perene, na noção taoista de que tudo acaba se resolvendo, como penas ao vento sendo retiradas. O laço é a humildade, na capacidade de se curvar e ter humildade, pois a arrogância precede a queda, e quem é humilde não se dá mal, no modo como a vida nos ensina duras lições de humildade, em vicissitudes que vão fazendo de nós pessoas melhores e mais moralmente depuradas, até chegar ao ponto da pessoa odiar mentir, e a mentira é naturalmente desmascarada, como num vilão de telenovela sendo exposto em sua bandidagem e mentira, pois a Eternidade é prazo para derrubar qualquer mentira, remetendo a um certo sociopata, o qual mente, mente e mente, afogando-se em sua própria vida de raso apuro moral, pois no Plano Superior as mentiras não entram, na vitória da verdade e da autenticidade. O nó aqui é como uma sociedade, como numa firma ou numa longeva banda de música, num casamento sem sexo que são as sociedades, em bandas longevas como o U2, sobrevivendo há décadas nessa “selva” que é a Indústria Fonográfica Mundial, remetendo a uma certa senhora, a eterna quase lá, a eterna quase estrela, a eterna morrendo na praia, uma mulher que já teve várias chances, tendo lançado vários álbuns, sempre fracassando, uma mulher que subestima o fato de que, em tal âmbito industrial, o artista precisa ter muito estilo e atitude, como nessa “bomba atômica” de atitude que é Lady Gaga, destacando-se e conquistando esse público exigente que é o público gay, em hinos pop como a frase “eu nasci assim”, encorajando rapazes e a assumirem com naturalidade sua própria inclinação sexual, num caminho de aceitação e autoestima, no modo como a sociedade heterocentrada não perde chances de agredir a autoestima do gay, infelizmente. Aqui é como um derretimento dos famosos relógios derretidos de Dalí, em noções de espaço e tempo sendo perdidas, como em termos cósmicos as medidas humanas de tempo e espaço nada significam, num espaço em que não há norte, sul, hoje ou amanhã, num espaço tão, mas tão vasto, na noção islâmica de que Alá é grande, fazendo da rápida velocidade da luz uma “lesma” de lenta em termos cósmicos, numa Humanidade que sequer sabe se há vida fora da Terra. Esse derretimento é como se apaixonar por alguém, nos sofrimentos que o coração pode nos trazer, fazendo do coração algo tão traiçoeiro, nos esforços de um consultório de psicoterapia, no terapeuta nos mostrando o Mundo da forma mais fria possível, racional, pois tal frieza serve pata proteger o coração e deixar este ileso e tranquilo, no modo como a pessoa que se deixa se guiar pelo coração, sofre, como um certo rapaz sofredor, sofrendo pelo coração, levando uma vida dura e árdua, numa certa carência afetiva, a qual destrói relacionamentos. Aqui é como um nó de gravata ou cadarços, num caminho de aprendizado, que é aprender tais laços, num caminho autodidata que é a vida, pois não há livro ou faculdade que nos ensine a viver. O laço é uma concórdia, uma concordância, sem atritos ou discordâncias, como num trato entre cavalheiros, no fio do bigode, no modo como o maior bem de um homem é sua própria palavra – dinheiro não compra honra.

 


Acima, Protótipo para pobre segurança (1). A escada é um acesso a algo, como nos chamados “alpinistas sociais”, pessoas que querem ascender socialmente, remetendo a uma certa senhora, a qual quis dar uma guinada em sua própria vida, fazendo uma cirurgia plástica, reformando sua casa e construindo uma bela piscina em seu pátio, tendo até a sensação, nos primeiros anos após isso tudo, de ter dado tal guinada, mas o tempo e foi passando e mostrando que nada mudara, apesar do esforço de tal senhora, e essa então mergulhou numa fossa depressiva muito forte e longa, decepcionando-se pela vida, na noção realista de que a vida é dura em qualquer lugar, na impossibilidade de se fugir de tais vicissitudes, na noção do carma que nos acompanha, na ilusão de se crer de que a vida vai mudar profundamente só porque nos mudamos de cidade, num desejo de se fugir da vida, como no morador de rua, uma pessoa que quer, com todas as suas forças, fugir da vida, da luta pela vida, na imagem do deus Marte, o deus da guerra, na pessoa lutando pela vida, no espírito de guerreiro, como uma certa senhora, a qual me ensinou que não há vitória sem luta, remetendo a uma certa pessoa, desanimada, sem vontade de lutar, como um surfista que não quer mais pegar onda, e enquanto estamos em tal fossa, a nossa vida está passando, e isso é muito sério. Os tijolos são o paciente trabalho de construção, no modo como prédios levam anos para serem erguidos, na sabedoria popular de que Roma não foi erguida num dia só, como no trabalho bíblico do Gênese, com vários dias tomando o tempo de Deus, o qual não quer nos ver desanimados, num Pai que quer nos ver lutando pela vida, na figura umbandista do Capa Preta, que é o lado macho da vida, da luta, como ver, por exemplo, uma ferramenta útil no Facebook, o qual pode ser muito pertinente se soubermos usá-lo a nosso favor, como operar uma ferramenta numa plantação. O muro são os limites, como entre vizinhos, na harmonia numa vizinhança, num mútuo respeito, na noção de que a casa do vizinho é só deste, no modo como o nível pode baixar em brigas de vizinhos, no eterno talento humano em nome da desavença e da guerra, em raivas ao redor do Mundo, em cenários infames como o Estreito de Ormuz, fazendo do Mundo um insensível tabuleiro de jogo, matando inocentes e destruindo lares, deixando rastros de fome e privação, em homens que pouco se importam com o sofrimento do homem comum. A escada é um crescimento e uma elevação, como num curso universitário, ou como no caminho autodidata espiritual, em encarnações duras que tanto nos ajudam a crescer, chegando ao ponto do espírito sentir a necessidade de aprendizado e depuração, em espíritos tão corajosos, que decidem reencarnar em contextos tão, mas tão duros, como um certo rapaz que conheci, o qual veio ao Mundo órfão, sem qualquer família ou referência, crescendo num duro orfanato, um rapaz o qual, além disso, tinha várias vicissitudes, sendo gay, negro e pobre, decidindo se dedicar à sua religião, que é a vibrante Umbanda, no termo “batuqueiro”, referindo-se aos tambores afro de tal culto. Aqui é como um trabalho paciente de erguimento, como na construção de um formigueiro, em seus labirínticos meandros, num caos que só a formiga instintivamente pode compreender, como num caótico atelier de artista, no qual só este pode se encontrar, na capacidade humana em se adaptar a ambientes, como fazer compras em nosso supermercado de costume, sabendo direitinho onde vamos encontrar tal mercadoria, ou como ir a uma cafeteria na qual os garçons já sabem de nosso pedido de sempre. Essa construção remete às sábias palavras de Obama, sugerindo desaprovação a terroristas: “Você será lembrado pelo que construiu, e não pelo que destruiu!”. É como o vândalo, uma pessoa sem lá muito amor pela vida em sociedade, e se nem amo nem respeito a vida, minha vida é um inferno, na desolação do Umbral, a dimensão sem amigos. A escada são essas simples e geniais invenções, tudo em nome da praticidade, em outra invenção simples e ótima, que é a bandeja.

 


Acima, Protótipo para pobre segurança (2). Aqui é uma ruptura, como uma certa drag queen, a qual provavelmente rompeu com suas próprias origens, raízes e família para se tornar quem se tornou, uma pessoa que sofre em cada momento de sua vida, sofrendo doses cavalares de preconceito e discriminação, quando não violência, na crueldade natural do Ser Humano, que é definitivamente esquecer que somos todos príncipes, filhos o do mesmo Rei, na revolução cristã do Reino dos Céus, o Lar Superior no qual temos total noção de estarmos entre amigos, como nas inocentes amizades de infância, sem interesses, longe do mundo dos adultos, os quais são cheios de interesses e ambições, no modo como a criancinha traz todo um residual de pré encarnação, trazendo vultos da felicidade simples metafísica, que é se contentar com pouco, como uma pessoa especial assim me ensinou. Essa bipartição é como um mitose, num ser vivo se dividindo e formando um par, como bactérias se disseminando, nas vicissitudes da matéria, como doenças e sujeira, em hábitos civilizatórios básicos como um banho diário, num caminho de autoestima, como ensina às meninas a boneca Barbie, ensinando que uma mulher pode ser o que ela quiser, nunca se descuidando, sempre se cuidando e se arrumando, num amor próprio, como uma certa professora que eu tive, a qual, de manhã bem cedinho, estava totalmente arrumada, no caminho do gostar de si mesmo, nos esforços de psicoterapia para o paciente descobrir o tesouro que ele mesmo é. Essa ruptura é como um trato desfeito, como um documento sendo rasgado, num papel rasgado, como um professor desaprovando o aluno, numa experiência pela qual passei, que é repetir de ano na escola, no modo social de punir aqueles que não têm muita disciplina, remetendo a uma certa mulher, uma aluna sempre muito aplicada nos estudos, passando em colocações ótimas no vestibular, estudiosa, sentando na primeira fileira na sala de aula, seguindo à risca as exigências dos professores, na natural competitividade da vida em sociedade, que é ver quem é o mais aplicado, como em concursos de beleza, exigindo agressividade competitiva, como um empresário entrando de forma competitiva no mercado, como um certo laboratório de análises clínicas, enfrentando a colossal concorrência de um certo plano de saúde, nas palavras na embalagem do tira manchas Vanish: “Melhor do que cloro”, como um atleta se preparando intensamente, sabendo da concorrência que encontrará na competição. Aqui é um movimento de decadência, como impérios em decadência, como o Egito, antes uma superpotência; hoje um mero sítio arqueológico, um país hoje pobre, um vulto da glória da era dos poderosos faraós, num Egito outrora temido militarmente pelos reinos vizinhos, nas prepotentes palavras de Trump numa reunião de estadistas: “Eu sou o patrão!”, na metáfora de Matrix: Um homem poderoso que o que? Mais poder! Aqui é uma separação, como num litigioso divórcio, em separações complicadas, nessa questão que é ser obrigado por lei a sustentar uma pessoa a qual não mais faz parte de sua vida, como aconteceu com um certo senhor, num casamento que acabou tão mal, como uma certa mulher, a qual estudou e estudou para, depois, tornar-se uma mera dondoca, sustentada pelo ex marido, e fora do trabalho e do estudo não há salvação, como eu digo a um querido ente recém desencarnado: Arrume um trabalho! Aqui são rupturas como no impacto reformista que separou a Europa entre católicos e protestantes, em execuções cruéis orquestradas pela sanguinolenta Maria Tudor, na extrema crueldade que é queimar pessoas vivas em fogueiras, algo que Jesus JAMAIS faria. Aqui é o impacto do Cristianismo em Roma, ao chegar ao ponto do imperador se converter a tal religião, no modo como tudo é processo, como no galgar das tecnologias, remetendo a eras em que definitivamente não se previa o download de música, o qual suplantou a era do bem de consumo, que foi o vinil, o CD, a fita cassete, a fita VHS e o DVD – hoje é tudo software! Aqui são pessoas olhando para direções diferentes, num casal rompendo.

 


Acima, Richard de York batalhou em Vegas. Mais uma vez, a paixão de Chinneck por zíperes. Aqui é como algo sendo inaugurado, como na Livraria Cultura de Porto Alegre, a qual inaugurou sem festas ou alardes midiáticos, simplesmente abrindo as portas num shopping da cidade, na beleza de qualquer loja da rede no Brasil, remetendo à decadência de mídias físicas como CD e DVD, na sabedoria popular de que o novo sempre vem, como no advento de Gaga, a diva da nova geração, uma artista a qual respeito enormemente, mas simplesmente não faço parte do fãclube, na questão do respeito: Se quiseres fazer parte do fãclube, és livre para tal; a única coisa exigida é respeito, no modo como dinheiro traz tudo, menos o que interessa, que é respeito, austeridade e dignidade, remetendo a duas senhoras ricas, as quais querem aparecer por aparecer, e ninguém no fundo respeita uma pessoa tão vazia, que nada de válido tem a trazer ou mostrar. Aqui é quase uma interatividade, pois o zíper nos convida e baixá-lo, na famosa capa de um disco de uma certa bombástica popstar, com o botão da calça jeans aberto, numa exibição sexual, uma artista tão ousada e provocante, uma pessoa a qual, por trás de tanta transgressão, é uma pessoa extremamente careta e pudica, na ironia de contradições naturais, no ditado popular: “Casa de ferreiro, espeto de pau!”. Podemos ouvir aqui o barulho do zíper sendo aberto, como num bom design de logomarcas, no qual podemos ouvir um som agregado, apesar de ser um desenho estritamente gráfico, sem sons agregados. Aqui é uma maçã caindo de podre do pé de macieira, numa verdade caindo de podre, em algo revelado logicamente, como no jogo Roda a Roda do SBT, nas palavras que vão sendo aos poucos reveladas, chegando no final lógico e natural, um jogo que desafia a inteligência, como no jogo de palavras cruzadas, as quais, disse uma biógrafa, agradavam muito a diva Elis Regina, numa atividade saudável, que exige da cabeça e mantém esta saudável, remetendo a uma certa pessoa de uma suma inteligência, num grande desperdício, numa pessoa que definitivamente não está se colocando para o Mundo, nas palavras de Tom Cruise: “Tenho que mostrar algo!”. Aqui é o trabalho de se encaparem livros e cadernos da escola, na lembrança que tenho de meu pai ajudando minha irmã e eu a encapar os artigos, iniciando mais um ano no colégio, em pais zelosos, sempre presentes na vida dos filhos, numa extrema responsabilidade, que é não só sustentar financeiramente, mas também incutir valores nobres na cabeça da criança, remetendo a um certo senhor, com quádrupla responsabilidade, que é sustentar a si, a esposa e as duas filhas, um homem que trabalha de Sol e Sol para prover um bom apartamento e bons carros, nas sábias palavras de conselho que recebi certa vez: “Pense bem antes de ter filhos, pois, se tiver filhos, sua vida nunca mais será a mesma!”, remetendo a homens que fogem das responsabilidades de pai, como uma certa senhora, com duas filhas de pais diferentes, pais que não ajudam com um único centavo, dois merdas, com o perdão do termo chulo. Aqui é como um mistério sendo elucidado, na revelação solar de que somos todos irmãos, filhos do mesmo Rei Supremo, o qual nos fez de forma absolutamente única e particular, especial. Aqui é como na revelação de uma premiação, com o vencedor sendo chamado ao palco, na frustração daquele que não leva o troféu, tendo que aceitar e respeitar o resultado, nas palavras de Kate Winslet ao levar um Oscar tendo concorrido com Meryl Streep: “Meryl, você vai ter que me engolir!”. Aqui é uma confidência, um segredo sendo revelado a uma fiel comadre, num consultório de Psicologia, no papel do terapeuta em guiar e fazer com que a pessoa se sinta melhor, mostrando o Mundo da forma mais fria e racional possível, preservando, assim, o coração de sofrimentos. Aqui é na revelação da personagem Ana do Véu, vivida em telenovela pela nossa querida Patricia Pillar, na moça revelando toda a sua beleza, na vitória da beleza da Terra da Estrela da Manhã.

 


Acima, Rock and roll. Esta esquina remete à famosa casa restaurante/bar/boate Ocidente, carinhosamente apelidada de Oci, regida pelo famoso Fiapo, uma figura emblemática de Porto Alegre, um empresário muito bem sucedido, que trabalha de Sol a Sol, e eu era “sócio” do Ocidente, frequentando a casa por inúmeras noites, nessa fase boêmia que tive em minha pós adolescência, uma época vivida, que ficou para trás, tirando de mim a vontade de seguir fervendo pela boemia, abandonando o hábito que eu tinha em tal época, que era tomar cerveja, um hábito que larguei de vez. Aqui, neste prédio, um cenário degradado, feio e decadente, como nas precárias cercanias do Mercado Público de São Paulo, uma urbe que reúne o Primeiro com o Quarto Mundo, nos abismos sociais brasileiros, como no Rio, nos morros em contraste com aos prédios de luxo à beira mar, no sonho de um favelado em sair da favela e morar num lugar mais bonito, em sonhos de loteria, na noção taoista, falando de um vencedor da loto: “Você não faz ideia a que nível fica reduzida uma pessoa que é considerada feliz na Terra!”, como um certo vencedor de tal prêmio, do qual aproximaram-se pessoas interesseiras, falsas, interessadas no dinheiro, como uma certa senhora celebridade, a qual está com um novo homem em sua vida, e reza o rumor de que este rapaz está com ela não porque a curte, mas pelo dinheiro, no modo como, de perto, o mundo das celebridades é desinteressante, com pessoas narcisistas que só sabem falar de si mesmas, dando uma eterna entrevista, na questão taoista do egoísmo: “Eu! Eu! Eu!”, nas vicissitudes da Vida que vão fazendo de nós pessoas mas depuradas, como no clássico A Lista de Schindler, com um playboy fútil que acaba se compadecendo com as dores e os sofrimentos do Mundo, em personagens que crescem e tornam-se pessoas melhores – nenhuma encarnação é em vão. Aqui é como uma transformação, no sapo que vira príncipe, remetendo a um certo senhor, o qual, por fora, aparentemente, é um príncipe; por dentro, um homem grossão, sem uma pingo de vida cultural, decepcionando a própria esposa, tendo essa acabando por se divorciar de tal homem, numa decepção profunda. Aqui é a transformação da Cinderela pela Fada Madrinha, no belo que se revela, havendo em tal fada uma aliada importante e poderosa, influente, podendo ajudar, no modo como todos precisamos de uma ajudinha, e ninguém faz tudo sozinho, no caminho da humildade, que é aceitar ajuda. Aqui é uma coisa feia revelando-se bela, como na famosa participação de Susan Boyle num reality show de concurso de cantores, uma mulher feia a qual, ao pegar o microfone, surpreendeu a todos, na beleza interna sendo revelada, como na pedra de ametista, que é feia por fora e maravilhosa por dentro, no caminho da pessoa subestimada, revelando ir muito além do esperado, em pessoas que nos ensinam lições poderosas e importantes, que é nunca subestimar, como na fábula da lebre e da tartaruga, e esta venceu porque aquela subestimou a seriedade da situação. Aqui é como um novo astro sendo revelado, no modo como não se pode viver só no passado, como em rádios, as quais, apesar de tocar clássicos, têm que estar conectadas com o que está sendo feito de novo no Mundo, numa rádio que não pode parar no tempo, como uma certa rádio, a qual, para a meninada que está vindo aí, é uma rádio de velhos. Aqui é uma violação de embalagem, numa ruptura, num estupro, por assim dizer, na importância suma do apuro moral, que é não cometer crimes ou desrespeitos, como no desrespeito do vândalo, que é emporcalhar a vida em sociedade, como num vilão de um desenho dos anos 1980, um vilão que sujava avidamente as ruas da cidade, havendo as maravilhosas cidades metafísicas, limpíssimas, remetendo ao humilde trabalho de gari, o qual é essencial para a vida em sociedade, um gari que leva uma vida tão dura, mas com tudo sendo incorporado à grande carreira espiritual, e nenhum trabalho é em vão ou desconsiderado. Aqui é um invólucro e uma proteção, como proteger o coração de sofrimentos, um coração que pode ser tão traiçoeiro – ouça a cabeça!

 


Acima, Sala de estar Hermes (1). Os tênis são como a transgressão no filme Maria Antonieta, num par de calçados All Star no closet da famosa rainha francesa, decapitada na Revolução Francesa, um grande golpe de estado, remetendo a um certo senhor, preso por ser acusado de participar de uma tentativa de golpe, no inferno que é estar preso, pois estar encarnado já é uma prisão; estar preso é a prisão dentro da prisão, ou seja, duas vezes pior. O piano aqui é a Arte, na ironia de metalinguagem, que é fulano falando de fulano, ou seja, a arte do piano falada pela arte das mãos de Chinneck, no poder transformador da mente do artista, deixando o Mundo perplexo com tal talento, como na suntuosidade das instalações do casal Christo e Jeanne-Claude, na função da Arte, que é deslumbrar, como um bom filme ganhando um Oscar, na noção taoista de que o sucesso é um cu, com o perdão do termo chulo: Walter Salles terá que “sambar feito louco” para superar o recente Oscar que recebeu, como nos cinco atores remanescentes do seriadão Friends, atores e atrizes que estão até hoje BUSCANDO sobreviver a tal sucesso, no modo como o sucesso pode ser uma prisão, uma jaula. Aqui é como uma elegante gravata borboleta, no garbo de um cavalheiro galante, elegante, encantando moçoilas, como um certo senhor que recentemente se suicidou, o qual era, na época do Ensino Médio, o galã queridinho das meninas, e claro que não é fácil de enterrar um irmão que se matou, na cabeça do suicida, que é não haver alternativa se não se matar, como Getúlio, achando que simplesmente não tinha escolha, havendo no Umbral o Vale dos Suicidas, a dimensão dos que desprezaram um presente, que é a vida. Aqui temos um nó extremamente apertado, rigoroso, como um rigoroso inverno, gelado, na figura do morador de rua, o qual não se importa de dormir no gelo de uma calçada, querendo, assim, fugir da luta pela vida, nos versos de nosso hino nacional: “Verá que filho teu não foge à luta!”. É o lado macho da vida, da batalha pela vida, como um certo senhor psiquiatra que respeito, o qual acorda de manhã, toma café, faz a barba, engravata-se e vai à luta, mesmo em meio a uma gélida manhã invernal, na qual queremos ficar no quentinho da cama. O nó é um forte braço viril, em mulheres viris e trabalhadoras, como a Pierina de O Quatrilho, esfregando o chão com força vontade, nas palavras de uma certa mulher brigando com o marido: “Eu me matando para manter esta casa limpa e organizada!”, no término dos três meses de lua de mel, quando a dura realidade bate à porta, em casais sem persistência, que se separam na primeira desarmonia, nas palavras de um certo senhor: “Estou até hoje casado com minha esposa porque ela aguenta meus defeitos!”. Aqui é uma grande restrição, como na retirada do passaporto italiano por descendentes de italianos ao redor do Mundo, um documento o qual, hoje em dia, é difícil de ser conseguido, com pessoas que ganhavam o passaporto com o objetivo de viajar tranquilamente pela União Europeia, numa “mordomia”. Aqui é como uma torneira bem fechada, evitando desperdícios, como uma pessoa pão dura, gastando só o mínimo, mas no modo como todos nós, de alguma forma, somos escravos da Sociedade de Consumo, na metáfora de Matrix, que é o indivíduo escravo de um sistema insano, numa “senzala”: Tenho que acordar para trabalhar, produzir capital e adquirir bens cobiçados de consumo, como um celular de última geração, no Mito da Caverna, que é a pessoa hipnotizada por tolos auspícios, no papel do filósofo, que é nos libertar de tal mito tolo. Aqui é um antes e depois, como Jesus, o centro sobrenatural da História, no poder do pensamento de um homem de ímpar inteligência, como no reinado da lendária Elizabeth I, dividindo em duas a História da Inglaterra, num ícone tão feminista, na prova de que o machismo é uma bobagem. Aqui é como uma bipartição, numa rachadura, num colapso, no lento e gradual colapso do Império Romano, nas vaidades humanas que ascendem e descendem.

 

Referências bibliográficas:

 

Alex Chinneck. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 15 jul. 2026.

Home. Disponível em: <www.alexchinneck.com>. Acesso em: 15 jul. 2026.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Chinneck é Chic (Parte 4 de 6)

 

 

Falo pela quarta vez sobre o artista britânico Alex Chinneck. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Jaqueta direita e pulo de estrela. Aqui é um túnel, no túnel enigmático de 2001, num mistério de vida alienígena, na incessante busca humana por vida fora da Terra, algo ainda além de nossa compreensão, no conceito científico de que vida só pode existir com água e oxigênio, numa questão simples: Se pergunto ao peixe se há vida fora da água, o peixe dirá que não; dirá que fora da água não é possível respirar! Aqui é um emaranhado complexo, como num interior de formigueiro, com suas próprias regras instintivas, na figura da abelha rainha, responsável pela perpetuação da espécie, na questão da dignidade, de ser útil ao Mundo, em dignidades como as de realeza, num poder representativo, nas palavras de uma altiva e sábia senhora: “Nós somos representantes de algo!”. Aqui é uma ardilosa teia, na aranha em posição passiva, esperando por uma mosca desavisada e masoquista, em metáfora com o sociopata, que quer nos envolver em suas teias psíquicas traiçoeiras, em pessoas com uma energia dantesca, péssima, pessoas desprovidas de apuro moral, cuja aquisição é o sentido da vida, numa pessoa íntegra, que nunca se proporá a roubar, matar, estuprar etc., em pessoas honestas, que ganham a vida com trabalho, num caminho de construção patrimonial, deixando um legado a herdeiros, como uma certa senhora, a qual, ao falecer, deixou uma herança de joias finas, nas palavras do imortal Silvio Santos: “Do Mundo não se leva nada! Vamos sorrir e cantar!”. Aqui é um sistema complexo, como gerenciar sites como o Facebook, um site de tamanha serventia, num Face que, se usado com sabedoria e esperteza, pode se tornar uma ferramenta muito interessante, como divulgar um blog, surfando na Inteligência Artificial, a qual “adivinha” tópicos e assuntos que possam nos interessar, no futuro pessimista de Matrix, na IA que acabou pro escravizar o Ser Humano, na vitória, ao fim, da Humanidade, vencendo as máquinas, num Neo que deu sai vida para salvar o Ser Humano, no Mito da Caverna, que é o filósofo/intelectual nos libertando dos sinais auspiciosos projetados no interior da gruta, convidando-nos a sair da caverna e ver o Mundo de uma forma mais fria e objetiva, racional, em termos positivistas como “Ordem e Progresso”. Aqui é uma situação complicada e intrincada, exigindo paciência e delicado tato diplomático, em trabalhos de paz, sempre primando para saídas pacíficas de conflitos, remetendo a um certo senhor, o qual, definitivamente, carece de qualquer tato, indo pelo caminho da raiva, a qual é menor do que a paz, pois só a paz é terna, e todas as desavenças são inevitavelmente resolvidas no decorrer do tempo, no natural caminho do perdão, no pensamento de Jesus sepultando o termo “olho por olho, dente por dente”, no gostoso pecadinho capital da vingança, a qual pode ser ministrada, só que em doses discretas, como no filmão Uma Linda Mulher, na personagem de Julia se vingando de mulheres esnobes e arrogantes – quem não vai se apaixonar por Julia? São esses carismas arrebatadores que marcam para sempre a História do Cinema; já, outros atores, nem tanto, havendo uma hierarquia no panteão hollywoodiano, com astros de primeira grandeza, de segunda etc. Aqui é como um momento de explosão, como num artista explodindo inegavelmente, no boom fenomenal de Whitney Houston, alçada à condição não de estrela, mas de superestrela, sofrendo, assim, pressões enormes, caindo no mundo das drogas, as quais devastaram a voz da diva negra – ao ouvirmos o último trabalho de estúdio de WH, não sabemos dizer que foi um álbum gravado por esta, no horror das drogas que é destruir vidas, como um certo rapaz, o qual morreu em busca de crack, essa droga altamente destrutiva, um rapaz alto, jovem e bonito, do qual jamais me esquecerei, um rapaz o qual espero que esteja lá em cima, longe da droga, na questão brasileira: Apesar de descriminalizada, a droga ainda precisa ser vendida por meio de traficantes, pessoas de má fé que querem burlar a lei para obter dinheiro, num traficante o qual, ao desencarnar e olhar para vida moralmente miserável que levou na Terra, pedirá perdão a cada pessoa para a qual vendeu droga, num caminho de arrependimento e regeneração. Esta complexidade é a delicadeza da questão da terra no Brasil, remetendo à Serra Gaúcha, a qual é uma reforma agrária que deu certo.

 


Acima, Memórias de um vidente. Aqui remete a mim mesmo, precisando usar óculos desde criança, na revolução do vidro, fabricando algo tão banal hoje, que é a lente ocular, remetendo a tempos em que tal recurso não existia, como me dizia um oftalmopediatra: “Já imaginou viver na era dos faraós, sem lentes?”. O espelho é tal reflexão sobre si mesmo, num caminho de pensar sobre o sentido da vida. E o espelho aqui também pode ser a questão do narcisista, como muitas celebridades, eternamente dando uma entrevista, como uma certa senhora estrela certa vez, quando tive a oportunidade de sentar e jantar com ela, uma senhora a qual só sabia falar de si mesma, das fazes de sua vida, dos momentos de sua carreira etc., no desafio que é a humildade, que é parar de girar em torno do próprio umbigo, nas durezas da vida, remédios amargos que geram doces efeitos, no modo como a vida vai nos “lapidando” e fazendo de nós pessoas melhores, como um diamante bruto sendo lapidado para brilhar, na questão da pessoa ter os pés no chão – os humildes vão mais longe. São gênios como Chico Anysio, construindo uma carreira de encher o Brasil de orgulho por ter tido aqui tal gênio cômico, num amor pelo Brasil, pois os que não amam, sofrem, pois o amor e a amizade são o ouro da vida, e fora de tal laço de amizade não há salvação. Por que o Umbral é tão horrível? Porque lá não temos amigos, numa desolação terrível, como vagar pelas ruas de uma cidade deserta, como encarar um domingo de solidão, sem ver família ou amigos, como uma pessoa que vai se tornando um “lobo solitário”, passando sozinho seu próprio aniversário, ou passando sozinho uma virada de ano, sem ter uma viva alma amiga para abraçar – é um horror. No topo das duas lentes, temos adornos decorativos, como já ouvi dizer que as molduras no Louvre são um espetáculo à parte, numa metáfora que abro aqui: Quando a pintura é ruim, não há moldura que a salve; quando se tem uma postura comportamental má e fedorenta, não há perfume fino que salve. É como o sociopata, numa aparência boa que causa má impressão, como certa vez na Rua, quando vi um rapaz de tornozeleira eletrônica, um rapaz com uma aparência acima de qualquer respeita, na metáfora de Tolkien: O bandido tem uma aparência boa que causa uma sensação má; o homem bom tem uma aparência ruim que causa uma ótima sensação, na sabedoria popular de que as aparências enganam, como uma certa senhora famosa, a qual trouxe para o âmago de sua vida um rapaz sociopata, o qual tinha tal aparência impecável, numa senhora que aprendeu a duras penas que devemos saber enxergar dentro das pessoas, e não só fora. Aqui os dois espelhos são como banheiros para um casal, com cada um com sua pia e torneira, no modo como os relacionamentos amorosos são difíceis, não importando se são homo ou heterossexuais, num trabalho diário de reconquista, impedindo que o relacionamento esfrie, como uma certa senhora, a qual reconquista diariamente o marido, em questões simples, como um beijinho ou um carinho de forma geral, do tipo dizer: “Você é tão bonitinho de pijama!”, ou como o marido abraçar por trás a esposa que cozinha no fogão. Nesta obra, temos uma clássica simetria, ao contrário do Congresso de Niemeyer em Brasília, com os domos do Senado da Câmara Federal em posições opostas, entre côncavo e convexo, mas o Senado é menorzinho, e as torres ao fundo recuam um pouco para direção do Senado exatamente para conferir equilíbrio, num trabalho de racionalidade, de uma equação: Três pequenos equivalem a um grande, do tipo 3x é igual a y. Perguntamos aqui como Chinneck soube produzir tal impecável simetria, pois dois vidros iguais, ao serem quebrados, quebram-se de forma diferente, em agouros populares de que um espelho quebrado traz anos de azar, nessas “simpatias” que mulheres fazem para agarrar um homem para si, no caminho da passividade, que é absorver a atividade, na mulher que fica em tal posição passiva, atraindo o homem, na sedução de uma certa popstar, ou de Vera Fischer numa série de TV, dizendo ao amante: “Vem!”.

 


Acima, Nascimento, morte e crise de meia idade. Aqui remete às colunas tortuosas do Vaticano, numa sensualidade de processo em andamento, na sexy serpente, a qual, em algumas culturas, não é sinônimo de malícia ou mal, mas de  fertilidade e sensualidade, na misoginia do mito de Eva, que trouxe a desgraça Mundo, no modo como o patriarcado tolhe a sexualidade feminina, na castração do mito de Maria, a mulher sem fazer sexo, como na menininha recém nascida, no pai dizendo: “Esta vou guardar debaixo de sete chaves e entregar pura e casta ao marido na Igreja!”, no modo como a própria mulher pode ser misógina, nas palavras de uma certa moça: “Quero um namorado que seja mais alto do que eu!”, no homem eternamente acima da mulher, fazendo desta um cidadão de segunda categoria, como em certas culturas, numa mulher que só pode sair de casa mediante um papel assinado pelo marido, na mulher como uma moeda de troca, como na canção Woman in Chain, do Tears for Fears, na mulher vendida como um anima de carga. Aqui é uma força que sustenta, num pai sustentando um lar, na autoridade de pai de família, impondo ordem e respeito, deixando bem claro quem é que manda ali dentro, nas palavras de uma certa pessoa numa família: “Eu estou aqui trabalhando em prol da família – quero que vocês me tratem com mais respeito!”. É a dignificação do trabalho, do labor, nos barulhos diários de tal labor, em trabalho humildes, com o de gari, num gari responsável por deixar nossas ruas limpas e parecidas com as ruas impecáveis do Plano Superior, no qual não exista uma única partícula de poeira ou bactéria – é a glória, meu irmão! Aqui é um nó forte, na mão forte do colono italiano, calejado pelo labor árduo na roça, num labor de tal virilidade, como num majestoso quadro do pintor Pedro Weingärtner, no casal de colonos descansando um pouco do labor, no homem sentado e cansado e na mulher olhando para os calos de suas próprias mãos, como em ...E o vento levou, numa Scarlet que vai de menininha mimada a mulher forte, calejando suas mãos de moça fina para fazer o trabalho de colheita de algodão no Sul dos EUA, numa história que se passa nos horrores bélicos, os quais, em sua raiva, deixam traços de fome, arrancando pessoas de suas próprias casas, como em bombardeios cruéis, matando crianças, as quais nada têm a ver com os conflitos dos adultos, no modo como um homem de Tao JAMAIS recomendará violência, no caminho da civilidade e da humanidade, rechaçando a inclinação cruel do Ser Humano, como um Papa condenado conflitos ao redor do Mundo. Aqui é um árduo trabalho de edificação, de incorporação imobiliária, num trabalho de anos, construindo aos poucos, num trabalho de esforço e paciência, como um certo senhor digníssimo, já aposentado, o qual foi incorporador, respeitado pela comunidade, nessa capacidade de certos homens em se tornar grandes e importantes, remetendo a um certo senhor, o qual, na adolescência, achava que iria se tornar os mais postar de todos os tempos, num caminho de arrogância, um senhor que hoje é uma pessoa comum, em duras lições de humildade, um senhor o qual, no Ensino Médio, maltratava injustificavelmente um certo rapaz, o qual hoje é uma pessoa importante, nas reviravoltas maravilhosas da vida! Aqui é a universalidade de Engenharia, em pomposos templos construídos, como hoje em dia, na fálica competição mundial para ver qual país tem a torre mais alta do Mundo, na inevitável competitividade da Vida em Sociedade, quando alunos competem para ver quem tira as notas mais brilhantes, em alunos aplicado que enchem de razão e significado uma carreira doente, como eu próprio já fui professor de Inglês – dá gosto de se ver um aluno crescendo! As colunas são necessidades materiais, pois as construções metafísicas são feitas de pensamento, não de matéria, em estruturas de tamanho apuro arquitetônico, na função do bom arquiteto, que é nos deslumbrar com tamanho avanço civilizatório. As colunas são a garantia do Yang, do masculino, da força, na figura de Atlas, sustentando o Mundo nas costas, na dignidade da dedicação ao Mundo.

 


Acima, Num instante, jacaré. Aqui é em situações engraçadas, com pessoas sem perceber que suas respectivas braguilhas estão abertas, em freudianos atos falhos, inconscientes, como uma certa senhora, inocentemente responsável pela morte do próprio neto, sem dolo, sem intenção, uma senhora que já deve ter desencarnado, reencontrando-se lá em cima com o neto, vendo que ele está vivinho da silva, como outra certa senhora já desencarnada, a qual na Terra perdeu de forma brutal a própria netinha, reencontrando esta lá em cima – pronto, minha amiga, foi só um pesadelo! Podemos ouvir aqui o som do zíper, numa praticidade, no modo como nos anos 1990 houve uma moda retrô, com jeans só podendo ser abertos com vários botões, no modo como a praticidade sempre acaba falando mais alto, como nas tampas rosca de vinhos – não há o glamour tradicional da rolha de cortiça, mas é uma facilidade, tal qual abrir uma garrafa pet de água mineral, em povos práticos como os americanos, trazendo o conceito das simples caneca sem pires. Aqui é como uma cobra trocando de pele, como tirar a roupa para lavar esta, em renovações, releituras, como desencarnar e deixar para trás tal “pele”, tal corpo, tal encarnação, na glória dos desencarnados, que é viver livre de qualquer problema relativo ao corpo carnal, na metáfora do filme Elysium, no qual uma máquina era capaz de sanar toda e qualquer doença, fazendo da saúde o centro da vida, com tudo girando em torno de saúde, mental ou física, na dignidade dos médicos, como uma certa psiquiatra já desencarnada, uma mulher que levou uma vida nobre e produtiva, auxiliando os que tinham problemas espirituais, uma médica que voltou de cabeça erguida ao Plano Superior, em clima de missão cumprida, uma mulher que tinha autoestima, que se gostava e arrumava-se, na questão da pessoa gostar de si mesma, como sair de casa perfumado, pois uma das pessoas que mais devo amar é eu mesmo, na questão da pessoa ser amiga de si mesma, no glorioso conceito espírita de que ninguém está sozinho, na figura do anjo da guarda, que é um espírito amigo que quer sempre nos ver no bom caminho, alertando-nos, por exemplo, quando estamos perto de sociopatas malévolos, que são pessoas interessadas em nossa ruína – os sociopatas são minorias, porém estão entre nós. Aqui é como uma pintura descascando, numa erosão de milênios, como no Antigo Egito, com pirâmides que hoje são uma sombra da glória de quando foram erguidas, nos impérios que ascendem e descendem, nas vaidades humanas, como reger guerras, as quais são o caminho da infelicidade e da crueldade, da destruição, deixando cruéis rastros de fome, na capacidade humana em ser o mais cruel possível. Esta camada é uma proteção e um resguardo, no instinto da mãe em proteger o filho, num instinto entalhado por muitos milênios de evolução, no instinto da mulher em proteger a vulnerável cria, em homens “frágeis” como Woody Allen, no talento de “macho sensível”, um grande mestre da Sétima Arte, num estilo inconfundível, marcando a história de tal arte, um homem com uma mãe castradora, pois Freud explica, uma mãe que dizia que Woody teria que ter sido farmacêutico, e não diretor, uma senhora sem consciência de como seu filho foi longe profissionalmente. Aqui, nessa amostragem, nesta revelação, é como um provocante striptease, tirando a roupa num palco, remetendo a um divertido caso, de uma moça que conheci – de dia, uma pacata estudante da PUCRS; de noite, uma stripper numa casa de shows de Porto Alegre, ou seja, vida dupla, pessoas que não conseguem ter uma vida só, como um certo senhor, o qual tem duas famílias! Aqui, neste ato de se mostrar, faz metáfora com o trabalho do artista em expor, como no submundo dos filmes pornôs, pessoas que acham que não têm escolha e que têm que trabalhar em tal ramo. Aqui, a abertura revela uma luz, uma esperançosa luz no fim do túnel, como no programa televisivo Portas da Esperança, em sonhos sendo atendidos, nesse legado de Silvio Santos, um dos maiores homens da História do Brasil.

 


Acima, Pop Art efervescente. A Pop Art é este maravilhoso casamento entre arte cultura de massa, em esteiras industriais, expondo o desejo do artista em se vender de alguma forma – eu não estou dizendo que você não pode se vender; só estou dizendo que, se for para se vender, que seja com fatos e não com mentiras, remetendo a um certo senhor de má fé, o qual quis se vender com mentiras, agredindo, desta forma, a inteligência dos outros, no caminho da mentira, que é enganar, numa mãe dura, ensinando desde cedo à criança que esta não pode mentir, nas palavras de uma certa mãe: “A mentira tem pernas curtas!”, ou seja, só a verdade é eterna e duradoura, nobre, em metáfora com uma mesa eu tenho, uma mesa de madeira nobre, a qual, em mais de quatro décadas de vida, não um único foco de cupim, na função da joias, que é nos transmitir tal eternidade, mas é só metáfora, pois as joias são a ilusão da matéria, e tudo de material acaba se danando, na máxima espírita: Pensamento é tudo, matéria é nada, fazendo do Mundo Material tal ilusão, no modo como somos escravos da sociedade de consumo: Tenho que trabalhar feito um “escravo” para produzir capital e, assim, adquirir bens cobiçados de consumo, como um celular, uma TV, um computador, um perfume fino etc., na metáfora de Matrix, que é um indivíduo escravo de um sistema insano e sem sentido. Este nó é nas estratégias da dialética, que é usar a ironia de Yin e Yang para confundir o opositor, no modo como tudo traz em si sua própria contradição, no senso de humor de Deus, na figura do palhaço, cuja função é fazer com que riamos de nós mesmos, em palhaços fabulosos como Rowan Atkinson, num Mr. Bean o mais antiético possível, na fraqueza da conduta humana, nos versos de uma antiga canção em Hollywood: “Faça-os rir! Faça-os rir!”, na infelicidade de um comediante que não arranca risos da plateia, em gênios teatrais como Ilana Kaplan, numa peça em que espectador tem apenas duas diretrizes – sentar e rir, fazendo do senso de humor algo tão peculiarmente humano. A latinha aqui está descartada, no feliz modo como no Brasil 100% das latas de alumínio são reciclados, fazendo do alumínio um elemento químico que pode ser reciclado inúmeras vezes, sem perder a integridade, na era dos containeres de lixo seco, algo tão inimaginado no passado, com tudo indo junto no caminhão de lixo, nas responsabilidades de prefeito, que é deixar a cidade limpa e sanada, nos pesos de responsabilidades de uma “coroa”, em figuras transgressoras e transcendentais como Diana, tornando-se algo mais do que realeza, numa Inglaterra em que ninguém pode ser mais do que realeza, nesses carismas mágicos, numa morte trágica, pois, infelizmente acidentes automobilísticos não são extremamente raros. Aqui é o nó que a sociedade de consumo quer dar em nossas cabeças, tentando nos convencer que não podemos viver sem tais produtos, nos esforços de vendas, dizendo-nos que tal produto vai resolver todos os nossos problemas, como me disse uma certa dentista, dizendo que os enxaguatórios bucais, vendidos em farmácia e supermercados, pouco auxiliam na saúde bucal, produtos os quais, no máximo, apenas nos deixam com um gostinho com na boca, ou seja, mera perfumaria, sem combater de fato a placa bacteriana. Aqui é o ato de comprimir as latinhas para o processo de reciclagem, num processamento industrial, na Art Pop da esteira de produção industrial, nessas ondas, nessas vogues poderosas, nessas modas avassaladoras, numa poderosa Gisele, ditando, há mais de década, paradigma capilar feminino, com os cabelos ondulados da diva das passarelas, uma Gisele humilde que sabe que, se parar de produzir, virará “peça de museu”, na capacidade da pessoa de Tao, que é conquistar sem ninguém perceber, num Tao que nos faz brilhar. Aqui é um forte aperto de mão, num trato entre dois cavalheiros, na honestidade no fio do bigode, no tato da conversa e da diplomacia, no papel de dignidade de um diplomata, que é representar todo um povo.

 


Acima, Primavera no seu passo. Aqui remete a uma memorável instalação perene na Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre, com cobras saindo de buracos na parede, em algo implacável e avassalador, na avassaladora beleza, na vitória da beleza, na Terra da Estrela da Manhã, a terra belíssima que nos espera, na vitória da luz, como na iluminada Galadirel de Tolkien, bela, fria, numa água gelada que acaba por limpar profundamente, em remédios amargos que geram doces efeitos, como nas inevitáveis vicissitudes da vida, nas crises que acabam por serem positivas, pois as crises fazem com que cresçamos, como me disse uma excelente psicóloga, aquelas pessoas que aprendemos a respeitar profundamente. Aqui é uma escada que vai se colapsando, indo a lugar nenhum, na busca do indivíduo em servir o Mundo de alguma forma, no caminho do encontrar a si mesmo, como vi certa vez na Rua um rapaz que vendia obras de arte feitas com latas de alumínio, uma sensibilidade e uma criatividade ignoradas por um Mundo tão frio e difícil, indiferente, como em artistas de Rua em semáforos, pessoas que não estão mendigando, mas trabalhando, remetendo ao morador de Rua, uma pessoa que quer, com todas as suas forças, fugir da luta pela vida, propondo-se, assim, a dormir numa calçada dura e úmida – é um horror, numa completa falta de autoestima, a qual é visceral para uma pessoa, como no Plano Superior, no qual temos o cabelo exatamente do jeitinho que queremos, num lugar onde amamos ser nós mesmos. Aqui é como uma estrutura de DNA, no código genético, nos avanços científicos em detectar paternidade, como na detecção do esperma de Bill Clinton no infame vestido azul de Monica Lewinsky, um episódio que “sepultou” tal homem, um episódio que expôs a mentira de tal homem, o qual negara ter feito sexo com a moça, uma moça a qual, convenhamos, não tinha lá muita autoestima, pois se é para ser a em segundo lugar, a mera amante, é melhor então ficar solteira, no caminho da pessoa respeitar a si mesma. Aqui são com lombrigas, verminoses, como no infernal Presídio Central de Porto Alegre, no qual todos os detentos têm verminose, no modo social de punir os que faltam com o apuro moral, fazendo do presídio qualquer coisa, menos um lar, e a vida sem um lar é uma merda, com o perdão do termo chulo. Aqui é um processo que vai se desenrolando, como num mistério num romance policial, com o assassino sendo desmascarado, nesses gênios como Agatha Christie, mexendo com a inteligência do leitor, distribuindo pistas falsas, numa escritora tão divertida, vendendo mais livros do que muitos homens vendem, na tolice que é a misoginia, que é considerar a mulher um ser desprezível, num Vaticano que só pode ser regido por homens. Aqui é uma desvinculação e uma libertação, como passar de ano no colégio, no glorioso último dia de aula, brincando, abraçando as doces férias de verão, na magia doce dos verões, doce como canela, em brincadeiras com os amigos, os quais são o ouro da vida, e a vida não é infernal sem amigos? Aqui é como uma fita de pacote de presente sendo aberta, violada, em papéis avidamente rasgados pelas crianças na mágica noite de Natal, remetendo aos Natais que eu passava com meus avós em Porto Alegre, nos divertidos amigos secretos entre as pessoas da família, mas uma época que infelizmente passou, nesse talento de patriarca ou matriarca, que é manter a família unida. Aqui é como na libertação do desencarne, num alívio, como recentemente no velório de uma certa pessoa, velório no qual se respirava um ar de alívio, pois era uma pessoa que estava sofrendo muito. Aqui é como um grupo desmantelado, como na boyband N’Sync, na qual tudo era carregado nas costas de Justin Timberlake, pois apenas este soube de fato ter uma carreira solo após tal dissolução, nesses talentos que nos deixam perplexos, como na técnica perfeita dos artistas do Cirque Du Soleil, na vitória do talento e da dignidade de artista. Aqui são como tranças desfeitas, libertadas, como entrar no banho e desfazer tal penteado.

 

Referências bibliográficas:

 

Alex Chinneck. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 15 jul. 2026.

Home. Disponível em: <www.alexchinneck.com>. Acesso em: 15 jul. 2026.