quarta-feira, 11 de março de 2026

Bom Bo (Parte 21 de 28)

 

 

Falo pela vigésima primeira vez sobre o pintor realista modernista americano Bo Bartlett. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Cena de multidão. A cruz é tal símbolo poderoso, na noção taoista de que forte é fraco e de que fraco é forte, ou seja, torna-se fortíssima a fraqueza e a vulnerabilidade de Jesus no Calvário, humilhado, maltratado, agredido, fraco, tornando-se, assim, forte, numa imagem indelével, ao ponto de perguntar: “Senhor, por que me abandonaste?”. Já falei de Jesus no meu blog anterior, o Blog desde 2015 por Gonçalo Mascia – é só digitar “Superstar Jesus” no search. A fita de isolamento é o respeito às regras da vida em sociedade, com limites a serem respeitados, no modo social de punir severamente os que mentem, sendo estas pessoas que acabam enterradas como um cachorro, como no fim da vida de Mussolini, odiado, execrado, como a vilã Raposa de Jade em O Tigre e o Dragão, totalmente rechaçada pelo Mundo, no fim de vida trágico de um sociopata, o qual nenhuma falta fará em nossas vidas – bem pelo contrário. O guarda é a autoridade que tem que ser respeitada, num policial que pode nos prender por desacato, num poder que o policial tem, no civilizado ato de cumprimentar na Rua os PMs, que são pessoas que vivem dentro da lei, ao contrário daqueles que foram exemplarmente excluídos da corporação, pessoas que, definitivamente, extrapolaram limites, como um certo senhor, expulso pela corporação, pois uma coisa é perder o emprego; outra é perder o direito de exercer a profissão, num homem humilhado, que teve que recomeçar do zero e ter o ENORME trabalho de reconstrução de uma vida, nos versos da famosa canção: “Começar de novo!”. A menina de vestido floreado é a delicadeza perfumada de feminilidade, no ato de autoestima de se perfumar, no fascínio das fragrâncias, as quais são meras “molduras”, pois um perfume só surtirá efeito se usado por uma pessoa fina, que tenha um comportamento polido e civilizado, com apuro moral, pois se um sociopata usar perfume, este perfume vai se revelar ruim, por mais caro que seja financeiramente – se a “pintura” é ruim, não há moldura que a salve; quando um álbum é ruim, não há capa que o salve. Aqui as pessoas assistem atônitas numa cena de crime, em crimes tão cruéis, promovidos por pessoas que zombam da Vida, da vida das pessoas, da vida em sociedade, no modo como um sociopata pode ter tal impecável aparência, enganado, assim, muitas pessoas, como vi certa vez na Rua um rapaz com tornozeleira eletrônica, um rapaz de boa aparência, acima de qualquer suspeita, com barba feita, cabelo cortado e roupa boa, na sabedoria popular de que as aparências podem enganar muito, manipulando, assim, os outros, como uma certa sociopata me abordando na Rua, querendo que eu caísse em suas ardilosas teias, como uma inocente mosquinha desavisada, num sádico que precisa de masoquistas. O menininho de camisa listrada remete ao personagem dos livros de Onde está Wally?, desafiando nossa atenção, fazendo-nos adivinhar onde Wally está, em imagens cheias de pistas falsas, como num livro de Agatha Christie, enganado o leitor, sendo raros os leitores que adivinham, antes do fim, quem é o assassino, em letras que desafiam nossas mentes, num jogo de inteligência. Neste grupo de cidadãos, há brancos e negros, na diversidade dos EUA, nos avanços culturais de haver um presidente negro, num Obama impecável, pacífico, cordial, cordato, civilizado, mas com o pulso firme de mandar executar oficialmente Osama Bin Laden, num homem firme, mas carismático em sua simplicidade, no homem de Tao, simples, tomando o mesmo tipo de café do que o de seus súditos, num rei próximo do povo, com simplicidade, no modo como amar um homem de Tao é confiar em tal homem correto, amoroso e simpático, um homem que jamais recomendará o uso da força, ao contrário de um Trump belicoso, reprovado por muitos cidadãos americanos, no modo como não devemos ter pena de um povo que recolocou tal homem na Casa Branca. As algemas na cintura do policial são tal prisão, no modo como a encarnação é uma cela, uma prisão, e tudo reside no que desejamos fazer de nossos dias de cárcere na Terra – uns levam uma vida nobre, produtiva; outros, nem tanto, como um mendigo jogado numa calçada, querendo, assim, fugir da Vida e da luta pela Vida. Aqui é algo atraindo atenção e causando comoção, como um escândalo estourando, como no adultério de Bill Clinton.

 


Acima, Comunidade. Aqui é o básico civilizatório de ter higiene, remetendo a um certo colega meu de faculdade, o qual definitivamente, não tinha o hábito de tomar banhos diários, pois o rapaz tinha um cheiro de queijo, e de que adianta eu usar uma roupa limpa se meu corpo fede? Não deixa de ser engraçado, numa pessoa que somente se banha nas quartas feiras e domingos! Aqui são como rituais de renovação, como um espírito desencarnado, no sujo Umbral, resgatado por um espírito irmão amigo, levado para um banheiro ensolarado para tomar um glorioso banho, nessa renovação tão prazerosa, numa pessoa que, em tal banho, volta ao status de ser civilizado, remetendo ao estado da Bahia, um país à parte, numa região em que o padrão cultural é dois banhos diários, quiçá três, ao contrário do região sul do Brasil, estados em que, talvez por uma questão climática de temperaturas, o padrão cultural é um único banho ao dia. A moça está alheia a nós, reservada, tímida, como uma celebridade tentando passear por lugares públicos, como uma Gisele, uma pessoa tão midiatizada e celebrizada, tendo que se disfarçar para caminhar no Parcão em Porto Alegre, como vi certa vez o assédio num shopping ao discretíssimo Luis Fernando Veríssimo, que Deus o tenha, meu escritor preferido, o qual se expressava com tanta clareza, na noção de da Vinci de que a simplicidade e a clareza são os mais elevados graus de sofisticação, como nas pinturas do grande Botticelli, com tudo revelado com clareza, no poder da luz, no continuum entre luz, luxo e leveza, na Dimensão Metafísica onde tudo é claro, num lugar em que a pessoa, para se feliz, tem que ou trabalhar, ou estudar, no conselho que dou, por telepatia, a meus entes queridos lá em cima: Faça algo de bom; produtivo! É um lugar maravilhoso, no qual não há falta de emprego ou de instituições de estudo. A bacia é o receptáculo feminino, como a jarra do espelho de Galadriel, de Tolkien, fazendo do espelho tal símbolo de feminilidade, em mulheres arrumadas, com autoestima, sejam moças ou idosas, remetendo à mulher homossexual, a qual odeia usar maquiagem, e temos que respeitar tal gosto, tal orientação, na questão entre homem e mulher: Quando ambos voltam de uma festa, ele só tem que se atirar na cama; já, ela tem que tirar a maquiagem antes – como é duro ser mulher! Os banheiros com encanamento e vias de esgoto tão tal marcos civilizatórios, na facilitação dos hábitos de higiene, remetendo a épocas em que não havia tal estrutura sanitária, como em castelos medievais, como o xixi e o cocô feitos em tubulações, as quais, provavelmente, eram extremamente fétidas, remetendo a épocas em que as mulheres, em seus vestidos, sofriam para fazer tal ato fisiológico, como nos vestidos da corte de Versalhes, pouco antes da revolução que trouxe a nós a Idade Contemporânea, num sangrento golpe de estado, numa Maria Antonieta decapitada, no empenho humano em ser o mais violento e brutal possível, num Ser Humano que ignora o conceito de amizade, de ser amigo, de respeitar as diferenças, na novidade trazida por Jesus, fazendo de Deus não um pai duro e desconfiado, mas um grande amigo, na página da Eternidade na qual escrevemos nossa história, no imensurável poder da Eternidade, no fato de que jamais findaremos – não é maravilhoso e inconcebível? Podemos ouvir aqui a água correndo e gotejando, no poder da fluidez e do ritmo, no papel da Arte, que é abraçar a Vida, o mistério da Vida, nas batidas de tambores africanos imitando os pulsos cardíacos, no mistério: O que faz o coração bater? De onde vem a Vida? O que é a Vida? A Vida é como a Arte – um mistério, numa Arte que nunca cessa, no poder da Arte em mexer com nossas mentes, como um filme causando comoção mundial, como na mensagem antiburguesa de Titanic. Aqui é o impacto do uso de glicerina na civilização, no prazer de se sair de casa de manhã com o cabelo recém lavado, cheiroso, úmido, na sensualidade da mulher brasileira, no modo como poder ser desinteressante uma pessoa que não toma banho, como um infeliz morador de Rua.

 


Acima, Cordeiro. Aqui é uma sustentação, um apoio, um acolhimento, como corajosos bombeiros resgatando vítimas, num ato tão heroico como doar órgãos, numa fábula: Um homem ao caminhar, percebeu que era seguido por Deus, com as pegadas deste junto às pegadas do homem, e, ao homem se sentir mal, observou que só havia marcas de uma só pegada, e perguntou a Deus porque este o abandonara, e este lhe disse que só havia marcas de uma pegada apenas porque, nesse momento, Deus carregava tal homem nos braços, na esperança de que há alguém que nos ama muito, no mito de Nossa Senhora, na nossa mãe divina, no Útero Sacrossanto que nos criou de forma imaculada e perfeita, pois somos todos príncipes, filhos do mesmo Rei, na suprema felicidade dos espíritos evoluídos, de impecável apuro moral, contra a total falta de apuro moral de Hitler, trazendo tanta maldade ao Mundo, causando sofrimento e mortes em massa, em espíritos odiosos, num Hitler que até hoje é ídolo de outros sociopatas – é um horror. Aqui é um bicho sacrificado para um jantar, enfurecendo os veganos, pessoas que, por exemplo, não usam produtos que foram testados em animais, num posicionamento que vai além da culinária. Aqui é como sacrificar um porco, com quase todas as partes do corpo aproveitadas para fins alimentares, num bom salame salgadinho, como um certo senhor, cardiopata na terceira idade, comendo, escondido no supermercado, o delicioso salame que tinha sido vetado pelo médicos de tal senhor, fazendo do comer um dos maiores prazeres do Mundo, no modo como há, no Plano Superior, confeitarias maravilhosas, no gostoso pecadinho capital da Gula, como presentear uma pessoa com chocolate, como mágicos ovos coloridos de Páscoa, no zelo da senhora minha mãe, confeccionando, para mim e minha irmã, cestos com ovos coloridos e deliciosos, em épocas doces de infância, numa época em que a vida é mais simples, na criança que se contenta com pouco, em eternos “faz de conta”, longe dos sisudos critérios dos adultos. Aqui, o abate é tal sacrifício, num sacrifício animal para se comer, na falta de apuro moral de antigas tribos amazônicas, no hábito de canibalismo, algo absolutamente impensável para quem tem o mínimo de apuro moral, na função civilizatória do homem europeu no continente americano, em conceitos cristãos, como na imagem de Maria esmagando a cobra da maldade, uma imagem misteriosa para o indígena, o qual lidava mais naturalmente com sexo, em casais da tribo transando em frente a todos os outros membros da tribo, sem compreender a metáfora por trás da Imaculada Conceição, na imagem de uma Maria à qual foi negado ter sexualidade, no patriarcado tão criticado no filme Barbie, na menininha que vira mulher, como no reinado de uma rainha da Festa da Uva, iniciando menina e concluindo mulher, numa experiência de vida que faz com que a moça cresça muito. Aqui é como o mercado exportador e importador de carne, como frangos brasileiros enviados aos EUA, nas universais rotas de comércio, numa China tão rica e capitalista, apesar de ser um país comunista na teoria, num cidadão que não pode escolher os rumos políticos, mas que pode empreender economicamente à vontade – não é irônico? A bermuda azul é a cor do mar, na cor do vestido de Iemanjá, trazendo riqueza às redes dos pescadores, no milagre cristão da multiplicação dos pães, num reino farto, rico, em nações ricas, que não foram exploradas por outras nações, como Portugal sugando as riquezas minerais brasileiras, no modo como, onde há riqueza, há pobreza, como nos abismos sociais brasileiros, como na cidade de São Paulo, a qual abriga o primeiro mundo junto ao quarto mundo – nada mais brasileiro. Aqui é a responsabilidade de um homem em prover uma casa, uma família, no peso de tal responsabilidade, num pai zeloso, que nada deixa faltar em casa, como o senhor meu avô materno, o qual sempre proveu boas casas para a família morar, mesmo que alugadas.

 


Acima, Crença no pós vida. A cadeira é a desordem, o caos, pois quando Tao é perdido, a confusão reina, num líder de condução tortuosa, incompetente, com uma visão rala, que não vai além da “esquina”. A cadeira é um sinal de alguém que passou e fez tal dano, como na infame balbúrdia em Brasília, nos atos golpistas de vandalismo amplo, resultando na prisão de Bolsonaro, no modo como só damos valor à liberdade quando a perdemos, e posso estar preso num lindo castelo de ouro maciço e, ainda assim, estarei infeliz, pois estar encarnado já é uma prisão, e estar num presídio é a prisão dentro da prisão, como uma Kirchner em prisão domiciliar, numa vida infernal, com cada dia sendo um esforço enorme para sobreviver, como estar internado numa clínica psiquiátrica, ficando nas mãos de um médico, e só sairemos dali se este achar que podemos, algo tão humilhante, como uma Britney Spears se comunicando com os fãs pelo Twitter, dizendo que fora a uma lugar humilhante, ou seja, uma instituição psiquiátrica, um lugar de desolação, em pessoas que estão em fundos de poço em suas vidas, numa devastação existencial enorme, sem saber para onde ir ou qual ação tomar, como se fosse dentro de um traiçoeiro labirinto, como uma pessoa que só ouve o coração e não ouve a cabeça, na noção espírita de nos mortificarmos, ignorando o traiçoeiro coração e ouvindo a cabeça, com tudo girando em torno da razão, da ponderação, sem os sofrimentos das paixões. O sofá é ordeiro, arrumado e estável, acolhedor, num vácuo que nos puxa e nos convida, atraindo-nos, no poder magnético dos espaços vazios, como decorar uma mesa de centro de sala de estar – a sensualidade reside exatamente no espaço vazio, pois este é útil ao Mundo, servindo para coisas, e tal mesa tem que ter tal serventia, como colocar ali jornais ou canecas, no sentido da pessoa em se sentir útil ao Mundo, servindo este, no poder do trabalho, do labor, na dignidade do que produz, pois como posso tirar o chapéu para uma pessoa que não faz merda nenhuma, com o perdão do termo chulo? A janela fornece luz, e revela uma vizinhança pacata, silenciosa, na dádiva de se morar num prédio cheio de moradores idosos, num delicioso silêncio, na sabedoria da idade, numa idade em que temos sabedoria e juízo, algo impossível na juventude, pois a juventude feliz, plena e perfeita é uma invenção de velhos nostálgicos, pois, quando se é jovem demais, fazem-se muitas merdas, com o perdão do termo chulo. A cerca ao fundo são os limites, que devem ser observados, em um juízo, no sentido de respeitar os outros, nunca invadindo o gramado do vizinho, remetendo às infelizes briga de vizinhos, às vezes regadas a violência verbal e até física, numa deselegância, pois quando o Tao diplomático é perdido, o nível baixa, e vizinhos são algo que devemos levar com toda a delicadeza, num tato de conversa, de cavalheirismo no fio do bigode, na classe de um diplomática cordato, educado, polido, na dignidade de representar todo um povo, como um altivo príncipe, que inspira o próprio povo, como numa rainha da Festa da Uva, uma menina com alma de diva, inspirando a comunidade, no poder das tradições, as quais têm que ser respeitadas, mesmo para um rebelde transgressor. A sala aqui está abandonada e silenciosa, no prazer da calma e do silêncio, como no sisudo silêncio durante uma sessão espírita, evocando espíritos e dando assistências aos encarnados que estão na sala neste momento, numa comunicação sensível que ultrapassa barreiras, no mesmo amor que minha bisavó tem por mim, apesar de não termos nos conhecido na Terra, na gloriosa imortalidade dos vínculos de família, numa bisavó que tanto que ilumina lá de cima, na maravilha que é a boa e simples amizade, pois amigos são tudo o que levamos do Mundo, e os amigos são o ouro da vida – fora da amizade não há salvação. As cortinas revelam algo além, num astro sendo revelado ao Mundo, no boom do videoclipe de Michael Jackson virando um assustador lobisomem, abrindo mão da vaidade, no poder do Yang masculino, o qual tem que ser respaldado pelo Yin feminino, numa mescla de sentido universal: Delicado com áspero, faces do mesmo trabalho.

 


Acima, Cruzamento do pintor. Aqui são idas eras em que casacos de pele não eram considerados antiecológicos, como um episódio do seriadão Sex and the City, na personagem Samantha agredida por uma ativista, com esta jogando tinta no casaco de Samantha e gritando a esta: “Assassina! Assassina!”, como na heresia que é jogar lixo na areia da famosa Praia do Rosa, em Floripa, um santuário de natureza pura, na beleza de tal ilha no verão, uma ilha que no inverno se torna complicada, como um certo senhor, o qual, ainda muito jovem, quis ser ratão de praia em Floripa, deparando-se com o advento do inverno e do frio – a Vida não é só verão; a Vida não é somente férias, num jovem que percebeu que queria fazer algo que não pode ser feito, que é fugir da Vida e esconder-se da luta. Aqui é uma paisagem invernal, no frio da Serra Gaúcha que tanto atrai turistas, no termo “Europa verde tupiniquim” para designar a cidade de Gramado, a cidade em que tudo é feito pata encantar o visitante, com suas lojas de chocolates, numa “cidade de boneca” na qual o turista se sente criança novamente, como no sucesso da loja Criamigos, na qual o cliente monta seu próprio bicho de pelúcia, num ato altamente customizado, no transferencial que a criança faz, criando vínculos com tais bichinhos, e é como no doce ato de receber amiguinhos em casa para brincar, em doces tardes com um lanche no meio da tarde, em mães zelosas, as quais nos fazem uma falta enorme quando saímos de casa e vamos morar sozinhos, sem aquela mãe para manter tudo limpo e organizado, com comida feita na mesa e com aquela geladeira abastecida de supermercado, no termo “geladeira de solteiro”, que é a geladeira tão vazia ou pobre, na imaginação que devemos ter na hora de decidir o que será servido de jantar, como no meu caso, comprando com frequência alimentos já preparados na copa do supermercado, como feijão preto, lentinha, purê de batata, frango xadrez etc. Aqui são pessoas de uma certa idade, na calma e ponderação da pessoa sábia, percebendo que não pode impor as coisas à força, como no Exército e suas rígidas hierarquias, algo longe da hierarquia espiritual, a qual, apesar de ser irresistível, nunca é e imposta à força, ao chegar ao ponto de eu fazer questão de obedecer meu irmão mais depurado, em ordens que sempre surgem em nome da paz e da harmonia, na deliciosa paz do Plano Superior, em um lugar onde tudo é feito com calma e polidez, numa energia de trabalho e produtividade, de labor, pois o Céu não são anjinhos loiros tocando harpas, mas um lugar em que impera a necessidade de nos ocuparmos de alguma forma nobre, como eu digo a meus entes querido desencarnados: Trabalhe ou estude! Aqui há pessoas abastadas, que levam uma vida confortável, com bons agasalhos que barram o frio, na delícia de uma lareira num dia frio, no fogo que nos atrai, em sedução, no prazer de se estar num cômodo seco e quentinho, recebendo amigos numa tarde de sábado, no prazer em receber amigos em casa, num bom vinho à beira do fogo! As pessoas aqui sorriem, e estão contentes, como na família do famoso romance de Dan Brown, uma família descendente direta de Jesus, revelando um segredo, até uma moça saber que pertence a tal família discretíssima, encontrando um alento no Mundo, como no mito da princesa russa Anastácia, a qual, creu-se por um tempo, ter sobrevivido à execução da família real russa pelos soviéticos, um assassinato coletivo que escandalizou a Europa da época, pois, convenhamos, devemos matar crianças? É um horror. Aqui o campo é vasto, como nos Campos de Cima da Serra Gaúcha, como na cidade de Vacaria, com pastagens majestosas, que vão até onde a visão alcança, no prazer da área rural, com cheiro de bosta ao ar livre, numa sensação de liberdade e de simplicidade, de contato com a Natureza, pois os campos e florestas vestem roupas maravilhosas, na paixão do gaúcho pelas terras do RS, criando toda uma cultura tradicionalista, com cantores e músicos de prestígio por tal tradição, na tragédia da Revolução Farroupilha, quando os rebeldes gaúchos foram esmagados pelas forças imperiais.

 


Acima, De manhã. Aqui é uma pessoa conduzida, quiçá presa, numa custódia, como pessoas flagradas com drogas em aeroportos, nos chamados “mulas”, que são pessoas aliciadas pelo narcotráfico para transportar os entorpecentes, com esses “mulas” sendo um elo frágil em tal cadeia, na sedutora perspectiva de dinheiro fácil, em pessoas as quais, ao serem presas, dão-se conta do erro que cometeram, dando valor à liberdade perdida, no modo como dizem que o Presídio Central de Porto Alegre é uma sucursal do inferno, com cem por cento dos detentos com verminose, no modo da sociedade em punir severamente os criminosos, num Mundo que não se importa com tais condições no cárcere. A porta ao lado é uma saída, uma opção, uma alternativa, uma rota de fuga, na saída para um problema ou para uma situação espinhosa, num plano b, como em meio a uma crise, a qual é positiva, disse-me uma excelente psicoterapeuta, pois a crise assinala um momento de renovação na vida da pessoa em crise, no poder das catarses, que são faxinas da alma, no ato de se lavar uma roupa ou limpar uma casa, numa sensação revigorante como cortar o cabelo, numa renovação, num recomeço, como eu repetindo de ano no colégio, na ausência de sabedoria da juventude, numa irresponsabilidade enorme, como eu descuidando de minha faculdade na PUCRS, como me disse uma grande e querida amiga na época: “Não se descuide de sua faculdade!”, palavras verdadeiras de um amigo real, de verdade, amigão, irmão, fazendo dos amigos tal ouro da Vida, remetendo à pessoa solitária, sempre só, construindo dentro de si toda uma carência afetiva, no estilo de vida de “lobo solitário”, no modo como as famílias existem exatamente para aplacar em nós tal sentimento de solidão, como um certo rapaz solitário, o qual tem que saber que tem irmão, que tem mãe, que tem madrinha, que tem sobrinho, que tem tios e que tem primos, ou seja, família, e ter família é importante, remetendo a um certo rapaz paupérrimo, o qual veio ao Mundo sem pai e sem mãe, crescendo num orfanato, um rapaz que certa vez tentou se matar, decidindo se dedicar à sua religião, que é a Umbanda, uma religião tão vibrante e forte, intensa, com uma das divindades sendo o Capa Preta, que é o lado macho da Vida, na luta, do empenho para nos afirmarmos em tal Mundo, no deus da guerra Marte, como eu já disse sobre uma certa popstar: “Ela é guerreira! Ela é uma deusa! Ela á mulher de verdade!”. Aqui o masculino envolve o feminino, como num sanduíche, como em filmes pornôs de uma mulher transando com dois homens, num sexo frio e mecânico, muito, muito longe do sexo manso com intimidade, gostoso, doce, na linha divisória clara entre fazer sexo e fazer amor. A moça aqui é oprimida pelo patriarcado, tendo tolhida em si sua própria sexualidade, na questão da galinha e do garanhão: Se é um homem com várias mulheres, pode; se é mulher com vários homens, não pode. É como na donzela Arwen, de Tolkien, entregue pura e casta ao marido rei, como no caso de uma personagem coadjuvante no seriadão Friends, a qual teve durante a vida apenas um parceiro sexual, que era seu próprio marido. É como no rapaz estreando sexualmente em prostíbulos, construindo em machismo dois tipos de mulher – a santinha e a putinha, com o perdão do termo chulo, enfurecendo as feministas, as quais não querem ser nem uma, nem outra, mas um ser independente, de “jeans e camiseta”, de igual para igual com os homens, como na lendária faraó Hatshepsut, impondo-se num Egito de homens, um país no qual o máximo que uma mulher podia ser era a grande esposa real do faraó, numa mulher faraó que fez tal ousada transgressão, tornando-se uma grande líder, inspirando o seriado da super heroína Ísis, no qual uma arqueóloga egiptologista descobre um colar mágico dado pela deusa Ísis a Hatshepsut, um adorno que dava à usuária superpoderes, como voar e ter superforça, numa libertação feminista.

 

Referências bibliográficas:

 

Bo Bartlett. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 20 ago. 2025.

Paintings. Disponível em: <www.bobartlett.com>. Acesso em: 20 ago. 2025.

quarta-feira, 4 de março de 2026

Bom Bo (Parte 20 de 28)

 

 

Falo pela vigésima vez sobre o pintor realista modernista americano Bo Bartlett. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, De volta ao lar. O fogo é a diversão de festas juninas, como pular fogueira. O fogo é o desejo ardente por notoriedade, num artista querendo se expressar, como um certo senhor, o qual está em busca de se expressar, nessas pessoas contundentes como Lady Gaga, uma bomba atômica de atitude, lotando shows Mundo afora, como arrastar dois milhões de pessoas para as areias da praia de Copacabana, remetendo a outra certa artista, a qual é uma boa voz, mas não tem um pingo de atitude, ou seja, não consegue se expressar a nível global, e atitude tem a ver com simplicidade, que é o mais elevado grau de sofisticação, num caminho autodidata, sendo um instinto, pois não há livro ou faculdade que nos ensine a brilhar, pois mesmo em doutrinas como a taoista a pessoa, o leitor, tem que se esforçar para entender com inteligência emocional, algo que o sociopata não tem, como eu hoje mesmo me deparando na Rua com uma sociopata, e a receita é bastante simples: Simplesmente não se relacione com tal sociopata, pois, definitivamente, não vale a pena, e o sociopata em si não se importa, pois é um infeliz sofredor que não sabe o que é amor e amizade, pois amigos são o ouro da Vida, na minha doce lembrança de infância com meus coleguinhas no início do Ensino Fundamental, na sensação de se estar entre amigos. O casamento é a aprovação social, com a sociedade aprovando uma noite de sexo de núpcias pós cerimônia, como em tribos amazônicas, com os recém casados transando na frente de toda a tribo, no modo indígena de ver Sexo com naturalidade, não compreendendo a imagem de Maria esmagando a serpente, pois em certas culturas a serpente não é um símbolo de maldade, mas de fertilidade, no modo cristão de castrar a sexualidade feminina, com em certas culturas, com a castração de moças – é um horror. Os jogadores de Futebol Americano são a virilidade, o lado macho da Vida, da competitividade, exigindo agressividade por parte do rapaz, pois a sociedade exige do homem o desenvolvimento da agressividade; já, da mulher, nem tanto, numa sociedade que aceita mulheres que sejam anônimas esposas, mães e donas de casa, como na famosa transexual Roberta Close, a qual passou pelo excruciante processo de transição para se tornar uma mera socialite, aquelas pessoas as quais, no fundo, ninguém respeita muito, como duas certas famosas socialites, na noção taoista de que, no fundo, ninguém respeita a pessoa improdutiva, pois como posso tirar o chapéu para uma pessoa que não faz merda nenhuma, com o perdão do termo chulo? É como outra certa senhora, a qual abandonou a carreira para ser uma anônima do lar, em desperdícios como o de Grace Kelly, abandonando tudo para se casar – é uma pena. Aqui remete ao contundente início do filme Elizabeth, com a deusa Cate Blanchett, mostrando a suma crueldade de Maria Tudor, a sanguinolenta, queimando protestantes vivos, dizendo agir em nome de Jesus, mas fazendo algo que Ele jamais faria, como nas guerras dos malteses; como em homens que optam pela guerra, como Trump, fazendo coisas que homens sábios como Obama jamais fariam, pois quando Tao é perdido, a confusão começa e reinar, e traços de fome e destruição tomam conta de nações inteiras, como eu mesmo disse certa vez a meu querido avô materno: “Guerra já tem demais no Mundo, vô!”. O branco da noiva é a castração social, tolhendo a sexualidade feminina, em figuras tão provocantes e transgressoras como Madonna, com sua prolífica e longeva carreira, em pulsos feministas que buscam atacar o patriarcado, como no filme Barbie, dizendo à mulher que esta pode ser o que quiser ser, na coragem feminista de ir contra tais “ventos” de preconceitos, no modo como a própria mulher pode ser machista, como no filme A Letra Escarlate, no qual parte de uma mulher a ideia de punir moralmente uma mulher que não se encaixava em tais preconceitos patriarcais, como no passado protestante dos EUA, com mulheres condenadas por bruxaria, na contradição da data americana de Halloween, na qual o cidadão veste sua fantasia para se expressar, em “micos” como festas à fantasia, como eu mesmo, indo fantasiado de faraó, expondo-me ao ridículo, como todas as outras pessoas em tal festa. No quadro, duas moças que não são a noiva; não são a estrela do dia, como mulheres ardorosamente competindo pelo buquê jogado pela noiva.

 


Acima, Defensor. O valor do labor, como na árdua vida campesina de imigrante italiano na Serra Gaúcha, numa cultura de trabalho árduo, no termo “Vá carpir um lote!”, nas palavras da comunicadora gaúcha Tânia Carvalho sobre Caxias do Sul, numa edição da tradicional Festa da Uva: “Que cidade que tem uma energia de trabalho!”. É como na ironia pós desencarne, quando o espírito se depara com a necessidade de se manter produtivo, pois o Céu, engraçado do se dizer, não é feito de anjinhos tocando harpas de louvor, mas um lugar que é o Éden para os que trabalham ou estudam, como num espírito infeliz num certo filme espírita, com este espírito miserável indagado por um irmão também desencarnado: “Não existe aqui, no Céu, um único trabalho que desperte seu interesse?”. E Tao é tal trabalhador, sempre criando, deixando-nos perplexos com tal perfeição, na metáfora do livro bíblico do Gênesis, com seis dias de labor, descansando no sétimo, e o imigrante italiano só não trabalhava no domingo porque o padre e a religião não permitiam, fazendo de tal dia um dia enfadonho, e tudo o que restava ao colono era visitar os colonos dos lotes vizinhos, no costume cultural do colono de, ao visitar o vizinho, sempre levar de presente alguma coisa do pomar, fazendo do Céu tal vizinhança pacífica e amorosa, num lugar onde todos respeitam todos, nos versos do músico gaúcho Lucas Leindecker: “Sonhei que as pessoas eram boas num mundo de amor; e acordei neste mundo marginal!”. E o Umbral não é desolador porque lá não temos amigos? A casa ao fundo é tal obra do homem laborioso, nas responsabilidades do chefe de família, sustentando uma casa, nas enérgicas palavras da senhora minha mãe para mim, ao meu pai chegar em casa: “Vá abrir a porta para teu pai, que está trabalhando até agora para nos sustentar!”, no esforço de pais em criar o filho da forma mais realista possível, preparando tal filho para o Mundo lá fora, no desafio de incutir mentalmente valores e virtudes, na tristeza de Dona Florindo em ver o filho Quico faltar com tal apuro moral. A escada ao fundo é tal elevação, num desenvolvimento perene, infinito, no conceito dialético de que tudo é processo; no conceito taoista de que a Eternidade sobre a qual podemos falar não é a verdadeira Eternidade, fazendo de Deus tal infinito; no conceito islâmico de que Alá é grande; no poder imensurável e inacreditável de que jamais findaremos – é muito poder, meu irmão! Aqui é o labor de reconstrução depois de inclementes enchentes, espalhando água suja e lama por cidades, em uma lembrança que tenho, quando, na casa em que eu morava com minha família, uma inclemente chuva alagou nossa casa, e cada um de nós teve que pegar um balde para secar o imóvel, fazendo das tragédias naturais uma das provas que é a imperfeita Terra o que tenta imitar o perfeito Céu, havendo neste o lugar divino no qual estamos livres de todos os problemas relativos a nossos próprios corpos carnais, como qualquer doença, pois, na Terra, tudo gira em torno de saúde, no caminho do Amor incondicional, saudável, leve, fácil de se ter, ao contrário do amor doente e possessivo, obsessivo, como um certo senhor, o qual nutria um amor para lá de obsessivo, doente, e não sei se hoje, décadas depois, continua nutrindo tal fixação, no conceito cristão de que somos todos irmãos, iguais perante Deus, e o Amor obsessivo é uma bobagem sem tamanho. O homem aqui está só, como descrevendo Deus no filme Dogma: Solitário, mas engraçado! É o modo como cada um de nós precisa de momentos de solidão, de retiro da vida em sociedade, nos versos de uma certa canção: “Todos precisamos de tempo com consigo mesmos!”. A ferramenta é tal evolução do Homo sapiens, na inteligência de se usar lago para fazer algo, no início do clássico 2001, quando o Homem, ainda num estágio primário de evolução, descobriu tal ferramenta para abater animais. A casa construída é tal orgulho, tal recompensa por um trabalho árduo, numa pessoa colhendo os frutos de persistência, como uma pessoa sendo promovida dentro de uma firma.

 


Acima, Deixando o Éden. Aqui é um marasmo e uma estagnação, como na água suja e parada tóxica de Gollum em O Senhor dos Anéis, no modo como os submundos são assim, estagnados, uma prisão, uma situação na qual temos que ter muita força para contestar tal submundo, no modo como nossos pais nos colocam no Mundo para o Mundo, e não para um submundo, nas palavras de uma prostituta num certo documentário: “Eu criei meu filho para o Mundo!”, em altivez como a da falecida política gaúcha Nega Diaba, a qual ia à TV dizendo-se ex prostituta e ex presidiária, dando uma volta por cima em sua vida, vencendo as vicissitudes e retornando triunfante ao Plano Superior, num clima de missão cumprida, como uma certa psiquiatra já desencarnada, a qual levou na Terra uma vida produtiva, auxiliando os que tinham problemas espirituais, na vitória do trabalho e da virtude, do bem, da classe, pois, infelizmente, nem todos levam vidas válidas e produtivas na Terra, como miseráveis em situação de rua, querendo se esconder da luta pela Vida. Aqui é como um surfista prostrado em frente a um mar sem ondas, sem desafios, como eu disse a um certo professor meu de faculdade: “Estou aí para novos desafios!”, naqueles professores excelentes, que valem cada centavo da mensalidade, mestres que acabam sendo nossos amigos, na imortalidade dos vínculos de amor e amizade, pois, fora da amizade, não há salvação, fazendo do Amor tal força que perdura pelo infinito, fazendo das desavenças coisas passageiras, com um prazo de validade, por assim dizer, na noção taoista de que tudo se resolve por si, e o perdão é o caminho natural da Eternidade – o ódio não é eterno; só o Amor. A moça de branco clama por paz, sossego, numa pessoa que opta ir morar em pacatas cidades do interior, numa vizinhança, como eu em meu prédio de residência, com vizinhos amigos, com os quais sei que posso contar, em pequenos favores como me dar um fiozinho de azeite ou um tablete de caldo de galinha. A paisagem aqui é vasta, como nos vinhedos do Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, com altivos vinhedos que vão até onde a vista alcança, na vitória do labor e da dedicação, num enoturismo que tanta riqueza traz a tal município, na universalidade do álcool, como o saquê japonês, a vodca russa, a cerveja alemã, o vinho italiano etc., num hábito que deve ser moderando, incluindo a incrível força de vontade de um certo senhor alcoólatra, o qual está há mais de meio século sem colocar uma gota de álcool na boca, na máxima dos Alcoólicos Anônimos: “Se você quer beber, o problema é seu; se você quer parar, o problema é nosso!”. Bartlett gosta desses modelos que encaram o espectador, no papel da Arte em nos abordar, em tocar a inteligência emocional que existe dentro de nós, com exceção do sociopata frio, insensível em meio a grandes canções de beleza arrebatadora, como no megahit I will always love you, da eterna deusa Whitney Houston, cuja voz foi arruinada pelas drogas – malditas estas sejam, havendo o submundo das drogas, remetendo à vida destruída de um certo senhor, condenado a apodrecer o resto de sua décadas de vida numa clínica psiquiátrica, como na patética praça dos drogados em Amsterdã, com toda aquela juventude se drogando, num antiponto turístico, no qual nos sentimos com o coração pesado, muito pesado, em filmes de final pouco redentor, como O Silêncio dos Inocentes, na percepção de que o draculesco Hannibal Lecter está solto por aí fazendo suas maldades. O barco é o consolo do lar, o refúgio no qual estamos tão familiarizados, na máxima em O Mágico de Oz: “Não existe lugar como o lar!”. Aqui é uma solidão e um retiro, no modo como tudo o que é demais, enjoa, e isso inclui amigos, pois não devemos ser “gêmeos siameses” uns dos outros, havendo no Amor Incondicional tal desapego e tal leveza, em amizades leves que duram pela Eternidade, no conceito que somos iguais perante Tao, nas nobres intenções da urna democrática, num momento eletrônico no qual não há sexo, raça, classe social, crença religiosa etc.

 


Acima, Desenho de criança. Aqui é um socorro e uma dependência, como no trabalho de salvavidas, ou como num caridoso doador de órgãos, dedicando-se para salvar vidas. É como na tragédia da boate Kiss, com homens quebrando as paredes da casa noturna para buscar salvar vidas, em atos de heroísmo, num momento em que sabemos que somos irmãos, nos eternos esforços do padre no púlpito, sempre nos dizendo que somos irmãos, príncipes filhos do mesmo Rei, no modo como tudo se resume a amizade, a amor entre irmãos, no conceito de fraternidade da Revolução Francesa, um grande golpe de estado, transgressor, depondo um rei que se desligara de seu próprio povo, o qual sofria com o simples preço do pão, num rei que vivia numa alienada bolha de privilégios em Versalhes, como na deposição de Romanov na Revolução Comunista, num povo se articulando para depor um rei que pouco se importava com o próprio povo, e o homem de Tao é tal homem no qual o povo confia, num líder benévolo, como no imortal Papa Francisco, clemente, com as douradas intenções de unir as pessoas, deixando no Mundo um legado inoxidável, referência suprema para seus sucessores, os quais não podem fazer retrocessos, nesses homens benévolos, que respeitam as pessoas, num rei simples, que toma o mesmo tipo de café do que o dos seus súditos, como num rei da Inglaterra, assistindo à TV aberta do reino, no mesmo canal do que de seus súditos, um rei que sabe que os campos e florestas vestem roupas maravilhosas, ignorando, assim, pomposos palácios, num homem simples, que se mantém com os pés no chão, ganhando a confiança de tal povo, num homem cordato, que nunca opta pela violência, num caminho de tato diplomático: Vamos sentar e conversar! Cavalheirismo no fio do bigode! Aqui é a função dos fortes, que é proteger os fracos, ao contrário do covarde, que ataca os mais fracos, virando, assim, um vilão de Disney, nessas personalidades odiosas, de raso apuro moral, e o apuro moral é capital, pois, sem ele, perde-se a ordem e a sanidade, e adquirir apuro moral é o sentido de qualquer vida, de qualquer encarnação, e o crescimento e o aprimoramento são a chave para uma vida séria e centrada, e ninguém está no Mundo puramente a passeio, pois a Vida é algo muito sério, no glorioso fato de que ninguém está no Mundo para sempre, e que o glorioso dia de soltura chegará, na imagem de esperança do Espírito Santo, na libertação, num prisioneiro cujo dia de soltura chegou, no modo como só damos valor à liberdade quando a  perdemos, remetendo a certas pessoas públicas, presas, num inferno, pois, estar encarnado, já é uma prisão; estar num presídio é a prisão dentro da prisão, nos pobres diabos sofredores, populações carcerárias. Aqui é o papel heroico do super herói, como no Super Homem, salvando o Mundo de malévolos vilões, no papel do desenho animado em ensinar a criança em relação ao Bem e ao Mal: Quando um herói precisa de respaldo, seus amigos heróis o ajudam; quando o vilão precisa também de tal respaldo, os outros vilões não o ajudam! E a criancinha sociopata, ao ver que a Sociedade repudia o Mal, constrói uma máscara de normalidade e leva vida dupla, nesse nó absurdo que os sociopatas querem dar em nossas mentes, querendo nos manipular, em pessoas tão frias, que zombam do apuro moral, da verdade e da honestidade. Aqui remete a uma vez em que carreguei nos braços meu sobrinho adormecido, em coisas que não têm preço, na bênção que é uma criança chegando numa família, amolecendo nossos corações e enchendo a casa de alegria, na inocência infantil de se contentar com pouco. As estruturas metálicas aqui são a segurança, como contratar serviço de seguranças para alguma loja ou banco, remetendo aos cavalheiros guardas de carros forte, munidos de amedrontadoras espingardas, num recado do corpo social ao indivíduo: Comporte-se! Aqui é um vínculo de amizade, num amigo que sabe que precisamos de uma ajudinha – fora do Amor não há salvação.

 


Acima, Destino. Aqui é o oposto do quadro de Botticelli de Vênus e Marte, com ela acordada e ele dormente. Aqui, ela está desligada e ele está consciente. A prancha é a agressividade do surfista em rasgar ondas, num esporte tão belo e exótico, que ganhou o Mundo, no mesmo modo como a Culinária Italiana ganhou o Mundo, sendo a pizza um dos pratos preferidos dos americanos. A moça quase nua é como nas praias cariocas, com mulheres fazendo topless, na sensualidade da mulher carioca, brasileira, lidando com naturalidade com o busto feminino, fazendo da mulher brasileira tal mulher única no Mundo, com sua sensualidade e seus sumos trajes, remetendo à tentativa de Xuxa de prosperar na TV americana, com telespectadores americanos reclamando das roupas da estrela dos baixinhos, uma Xuxa que, então, tomou no cu, com perdão do termo chulo, voltando humilde ao Brasil – ninguém está por cima o tempo todo, e o termo “conquistar o Mundo” não pode ser levado ao pé da letra, visto que a Vida é dura e difícil em qualquer lugar, na ilusão de que se pode fugir da luta, da lida, da Vida, como um orador de Rua, querendo se esconder dessa forma. O mar aqui é plácido, sem ondas desafiantes, na coragem de certos surfistas em pegar ondas gigantescas, perigosas, nas forças da Natureza, como no Antigo Egito, no qual o egípcio via divindades em aspectos da Natureza, como animais, no impacto do Cristianismo, acabando por derrubar o Paganismo, ao ponto do imperador romano se converter cristão, numa Roma a qual, antes disso, odiava os cristãos, executando brutalmente estes, como usar corpos de cristãos para fazer tochas que iluminassem o Coliseu, na capacidade humana de ser o mais cruel possível, com o queimar pessoas vivas em fogueiras. O homem aqui é um voluntário, preocupado com a moça entorpecida, dando todas as atenções, no forte ajudando os fracos, como uma pessoa poderosa e respeitada que se revela um aliado importante e visceral, ajudando-nos a obter respeito, como certa vez uma professora minha no Ensino Médio, ajudando-me a obter o respeito do resto da turma, ao contrário de outra pessoa, esta, sim, uma sociopata, que viu que eu precisava de ajuda e nada fez para interceder a meu favor – como são diabólicos! É a malícia da falta de apuro moral, na malícia de se taparem os sexos de pinturas sacras, em contraste com o grego antigo, o qual lidava com muita naturalidade em relação a nudez, como no Éden antes da serpente, culpando uma mulher pelas misérias da Humanidade – é um horror. A água aqui parece ser morna e deliciosa, no retorno ao conforto uterino, no trauma de nascer e sair de tal conforto, ou como no trauma de sair de casa para morar sozinho, perdendo todos os zelos maternos do lar, até o ponto da pessoa se acostumar a viver sozinha, em disciplinas como fazer supermercado e lavar roupas na máquina, remetendo à casa de uma certa senhora, bem sujinha, sinto em dizer, em contraste com outra certa senhora, a qual passa diariamente a vassoura na casa, num trabalho de paciência, na casa mais limpa do Mundo. O homem é bronzeado, com a pele curtida pelo esporte solar; já, a moça é pálida, como na palidez dos londrinos, com poucos dias de Sol da urbe cinzenta e rica em neblina. É como em pessoas que vão morar no Rio de Janeiro, ficando com a pele curtida pelo Sol carioca, uma cidade a qual, fora dos meses de verão tórrido, é uma delícia de temperatura, numa deliciosa mescla de urbe e natureza, numa cidade que pulsa vida e beleza, num destino turístico internacional, seduzindo quem quer fugir de países mais frios e tristonhos, como nos inclementes invernos escandinavos, em altos índices de depressão da população. A prancha é a salvação e o resguardo, como resgatar bichinhos que se perderam de seus donos nas recentes enchentes gaúchas, numa Porto Alegre que virou um lago, décadas depois de outra grande cheia, no ano de 1941. Aqui remete a um resort maravilhoso que visitei em Salvador, BA, com amplas piscinas e jardins e uma praia particular, numa estadia digna de presidente da República.

 


Acima, Destino manifestado. Aqui remete a um traço divertido da pessoa do ídolo futebolista Romário, o qual, ao voar, gostava de ficar sempre na janela. As passagens aéreas são caras, e voar fica inacessível para certas classes sociais, no modo como, no passado, voar era algo chic e nobre, sofisticado, elegante, e as pessoas arrumavam-se para voar, nos áureos tempos da companhia aérea Varig, com aquela aeromoça bonita nos entregando uma bandeja com o almoço, algo diferente de hoje em dia, com custos sendo enxugados, num passageiro o qual, no máximo, ganha um saquinho com biscoitos e um mísero copo de suco ou refrigerante, ou seja, foram-se tais tempos de glamour. A moça aqui está alheia a nós, ao espectador, fixada na paisagem, como sobrevoar a Amazônia e observar o rio Amazonas em sua exótica tortuosidade, como uma serpente cortando a terra, numa floresta que tanto fascina o Mundo, em eventos como a Cop, preocupados com o destino da Natureza, num evento prestigiado pelo carismático príncipe William, o qual está se esforçando com a melhor das intenções, servindo seu país e preparando-se para o destino poderoso que o aguarda, no divertido modo como já ouvi num filme, cujo personagem era um príncipe inglês: “Nós não somos uma família; nós somos uma firma!”. É como no Mundo há tantas famílias problemáticas, com desavenças e desunião, na ironia de que o Desencarne não dissolve os laços de família, e para toda a Eternidade teremos aqueles avós zelosos e amorosos, na maravilha da imortalidade dos laços de amizade e amor, entes que nos esperam lá em cima, um lugar, meu irmão, para o qual você eu iremos – é só questão de tempo, fazendo com que a diferença more no que decidimos fazer de nossos dias de prisão na Terra – uns levam uma vida nobre e produtiva; outros, nem tanto. O cabelo disciplinado da moça é tal ordem e garbo, numa mulher com autoestima, que se arruma para sair de casa, no ato de se perfumar, de sair cheiroso de casa, no fascínio das fragrâncias, remetendo a um cavalheiro malicioso, o qual usa perfume de senhoras, achando que isso seja sexy e válido, chic, mas revela-se algo sem sentido – o que você diria de um homem que cheira a Chanel número cinco? A grande montanha nevada é tal opulência natural, como na cidade de Santiago do Chile, aos pés da célebre cordilheira, num país que é uma potência, com bons vinhos, boas nozes, bons azeites e boas cerejas, com suas estações de Esqui, na diversão de crianças em descer de trenó montes de neve, num fenômeno natural tão raro no Brasil, fazendo a alegria de turistas na Serra Gaúcha, num fenômeno que, em excesso, causa transtorno, como nos EUA, e tudo que é em excesso é prejudicial, na noção taoista: Cavalgar pelos campos é bom e excitante, mas vai enlouquecer você se você cavalgar demais! A paisagem aqui é tal majestade, como na estrada Rota do Sol, na Serra Gaúcha, na qual podemos observar os recortes geológicos da serra meridional, numa paisagem tão majestosa, no esforço humano para explorar Marte e ver as paisagens do planeta, no modo como, fora da Terra, o Cosmos odeia o Ser Humano, e temos que ouvir os ecologistas – esta é a nossa única casa! Aqui são dependências de um reino vasto e majestoso, com a altivez do monarca fazendo metáfora com tal beleza e majestade, no peso sobre a cabeça que reina, em responsabilidades de gestor, como tomar atitudes contra desastres naturais, num trabalho seríssimo, sisudo, em esforços para sempre manter a paz, sempre contra a violência e a brutalidade, no homem de Tao, como Jesus, o Príncipe da Paz, pregando o conceito de que Deus não é aquele rei carrancudo e desconfiado, mas um Pai de Amor incondicional, na infinitude sobre a qual escrevemos nossas vidas, nesse poder inconcebível no qual nunca findaremos – não é poder demais? Podemos ouvir aqui o zunido dos motores do veículo, em privilégios como os da primeira classe, longe dos motores do avião, tomando vinhos finos e recebendo tratamento de rei, em companhias aéreas como a Emirates, na qual o passageiro se sente um rei.

 

Referências bibliográficas:

 

Bo Bartlett. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 20 ago. 2025.

Paintings. Disponível em: <www.bobartlett.com>. Acesso em: 20 ago. 2025.