quarta-feira, 4 de março de 2026

Bom Bo (Parte 20 de 28)

 

 

Falo pela vigésima vez sobre o pintor realista modernista americano Bo Bartlett. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, De volta ao lar. O fogo é a diversão de festas juninas, como pular fogueira. O fogo é o desejo ardente por notoriedade, num artista querendo se expressar, como um certo senhor, o qual está em busca de se expressar, nessas pessoas contundentes como Lady Gaga, uma bomba atômica de atitude, lotando shows Mundo afora, como arrastar dois milhões de pessoas para as areias da praia de Copacabana, remetendo a outra certa artista, a qual é uma boa voz, mas não tem um pingo de atitude, ou seja, não consegue se expressar a nível global, e atitude tem a ver com simplicidade, que é o mais elevado grau de sofisticação, num caminho autodidata, sendo um instinto, pois não há livro ou faculdade que nos ensine a brilhar, pois mesmo em doutrinas como a taoista a pessoa, o leitor, tem que se esforçar para entender com inteligência emocional, algo que o sociopata não tem, como eu hoje mesmo me deparando na Rua com uma sociopata, e a receita é bastante simples: Simplesmente não se relacione com tal sociopata, pois, definitivamente, não vale a pena, e o sociopata em si não se importa, pois é um infeliz sofredor que não sabe o que é amor e amizade, pois amigos são o ouro da Vida, na minha doce lembrança de infância com meus coleguinhas no início do Ensino Fundamental, na sensação de se estar entre amigos. O casamento é a aprovação social, com a sociedade aprovando uma noite de sexo de núpcias pós cerimônia, como em tribos amazônicas, com os recém casados transando na frente de toda a tribo, no modo indígena de ver Sexo com naturalidade, não compreendendo a imagem de Maria esmagando a serpente, pois em certas culturas a serpente não é um símbolo de maldade, mas de fertilidade, no modo cristão de castrar a sexualidade feminina, com em certas culturas, com a castração de moças – é um horror. Os jogadores de Futebol Americano são a virilidade, o lado macho da Vida, da competitividade, exigindo agressividade por parte do rapaz, pois a sociedade exige do homem o desenvolvimento da agressividade; já, da mulher, nem tanto, numa sociedade que aceita mulheres que sejam anônimas esposas, mães e donas de casa, como na famosa transexual Roberta Close, a qual passou pelo excruciante processo de transição para se tornar uma mera socialite, aquelas pessoas as quais, no fundo, ninguém respeita muito, como duas certas famosas socialites, na noção taoista de que, no fundo, ninguém respeita a pessoa improdutiva, pois como posso tirar o chapéu para uma pessoa que não faz merda nenhuma, com o perdão do termo chulo? É como outra certa senhora, a qual abandonou a carreira para ser uma anônima do lar, em desperdícios como o de Grace Kelly, abandonando tudo para se casar – é uma pena. Aqui remete ao contundente início do filme Elizabeth, com a deusa Cate Blanchett, mostrando a suma crueldade de Maria Tudor, a sanguinolenta, queimando protestantes vivos, dizendo agir em nome de Jesus, mas fazendo algo que Ele jamais faria, como nas guerras dos malteses; como em homens que optam pela guerra, como Trump, fazendo coisas que homens sábios como Obama jamais fariam, pois quando Tao é perdido, a confusão começa e reinar, e traços de fome e destruição tomam conta de nações inteiras, como eu mesmo disse certa vez a meu querido avô materno: “Guerra já tem demais no Mundo, vô!”. O branco da noiva é a castração social, tolhendo a sexualidade feminina, em figuras tão provocantes e transgressoras como Madonna, com sua prolífica e longeva carreira, em pulsos feministas que buscam atacar o patriarcado, como no filme Barbie, dizendo à mulher que esta pode ser o que quiser ser, na coragem feminista de ir contra tais “ventos” de preconceitos, no modo como a própria mulher pode ser machista, como no filme A Letra Escarlate, no qual parte de uma mulher a ideia de punir moralmente uma mulher que não se encaixava em tais preconceitos patriarcais, como no passado protestante dos EUA, com mulheres condenadas por bruxaria, na contradição da data americana de Halloween, na qual o cidadão veste sua fantasia para se expressar, em “micos” como festas à fantasia, como eu mesmo, indo fantasiado de faraó, expondo-me ao ridículo, como todas as outras pessoas em tal festa. No quadro, duas moças que não são a noiva; não são a estrela do dia, como mulheres ardorosamente competindo pelo buquê jogado pela noiva.

 


Acima, Defensor. O valor do labor, como na árdua vida campesina de imigrante italiano na Serra Gaúcha, numa cultura de trabalho árduo, no termo “Vá carpir um lote!”, nas palavras da comunicadora gaúcha Tânia Carvalho sobre Caxias do Sul, numa edição da tradicional Festa da Uva: “Que cidade que tem uma energia de trabalho!”. É como na ironia pós desencarne, quando o espírito se depara com a necessidade de se manter produtivo, pois o Céu, engraçado do se dizer, não é feito de anjinhos tocando harpas de louvor, mas um lugar que é o Éden para os que trabalham ou estudam, como num espírito infeliz num certo filme espírita, com este espírito miserável indagado por um irmão também desencarnado: “Não existe aqui, no Céu, um único trabalho que desperte seu interesse?”. E Tao é tal trabalhador, sempre criando, deixando-nos perplexos com tal perfeição, na metáfora do livro bíblico do Gênesis, com seis dias de labor, descansando no sétimo, e o imigrante italiano só não trabalhava no domingo porque o padre e a religião não permitiam, fazendo de tal dia um dia enfadonho, e tudo o que restava ao colono era visitar os colonos dos lotes vizinhos, no costume cultural do colono de, ao visitar o vizinho, sempre levar de presente alguma coisa do pomar, fazendo do Céu tal vizinhança pacífica e amorosa, num lugar onde todos respeitam todos, nos versos do músico gaúcho Lucas Leindecker: “Sonhei que as pessoas eram boas num mundo de amor; e acordei neste mundo marginal!”. E o Umbral não é desolador porque lá não temos amigos? A casa ao fundo é tal obra do homem laborioso, nas responsabilidades do chefe de família, sustentando uma casa, nas enérgicas palavras da senhora minha mãe para mim, ao meu pai chegar em casa: “Vá abrir a porta para teu pai, que está trabalhando até agora para nos sustentar!”, no esforço de pais em criar o filho da forma mais realista possível, preparando tal filho para o Mundo lá fora, no desafio de incutir mentalmente valores e virtudes, na tristeza de Dona Florindo em ver o filho Quico faltar com tal apuro moral. A escada ao fundo é tal elevação, num desenvolvimento perene, infinito, no conceito dialético de que tudo é processo; no conceito taoista de que a Eternidade sobre a qual podemos falar não é a verdadeira Eternidade, fazendo de Deus tal infinito; no conceito islâmico de que Alá é grande; no poder imensurável e inacreditável de que jamais findaremos – é muito poder, meu irmão! Aqui é o labor de reconstrução depois de inclementes enchentes, espalhando água suja e lama por cidades, em uma lembrança que tenho, quando, na casa em que eu morava com minha família, uma inclemente chuva alagou nossa casa, e cada um de nós teve que pegar um balde para secar o imóvel, fazendo das tragédias naturais uma das provas que é a imperfeita Terra o que tenta imitar o perfeito Céu, havendo neste o lugar divino no qual estamos livres de todos os problemas relativos a nossos próprios corpos carnais, como qualquer doença, pois, na Terra, tudo gira em torno de saúde, no caminho do Amor incondicional, saudável, leve, fácil de se ter, ao contrário do amor doente e possessivo, obsessivo, como um certo senhor, o qual nutria um amor para lá de obsessivo, doente, e não sei se hoje, décadas depois, continua nutrindo tal fixação, no conceito cristão de que somos todos irmãos, iguais perante Deus, e o Amor obsessivo é uma bobagem sem tamanho. O homem aqui está só, como descrevendo Deus no filme Dogma: Solitário, mas engraçado! É o modo como cada um de nós precisa de momentos de solidão, de retiro da vida em sociedade, nos versos de uma certa canção: “Todos precisamos de tempo com consigo mesmos!”. A ferramenta é tal evolução do Homo sapiens, na inteligência de se usar lago para fazer algo, no início do clássico 2001, quando o Homem, ainda num estágio primário de evolução, descobriu tal ferramenta para abater animais. A casa construída é tal orgulho, tal recompensa por um trabalho árduo, numa pessoa colhendo os frutos de persistência, como uma pessoa sendo promovida dentro de uma firma.

 


Acima, Deixando o Éden. Aqui é um marasmo e uma estagnação, como na água suja e parada tóxica de Gollum em O Senhor dos Anéis, no modo como os submundos são assim, estagnados, uma prisão, uma situação na qual temos que ter muita força para contestar tal submundo, no modo como nossos pais nos colocam no Mundo para o Mundo, e não para um submundo, nas palavras de uma prostituta num certo documentário: “Eu criei meu filho para o Mundo!”, em altivez como a da falecida política gaúcha Nega Diaba, a qual ia à TV dizendo-se ex prostituta e ex presidiária, dando uma volta por cima em sua vida, vencendo as vicissitudes e retornando triunfante ao Plano Superior, num clima de missão cumprida, como uma certa psiquiatra já desencarnada, a qual levou na Terra uma vida produtiva, auxiliando os que tinham problemas espirituais, na vitória do trabalho e da virtude, do bem, da classe, pois, infelizmente, nem todos levam vidas válidas e produtivas na Terra, como miseráveis em situação de rua, querendo se esconder da luta pela Vida. Aqui é como um surfista prostrado em frente a um mar sem ondas, sem desafios, como eu disse a um certo professor meu de faculdade: “Estou aí para novos desafios!”, naqueles professores excelentes, que valem cada centavo da mensalidade, mestres que acabam sendo nossos amigos, na imortalidade dos vínculos de amor e amizade, pois, fora da amizade, não há salvação, fazendo do Amor tal força que perdura pelo infinito, fazendo das desavenças coisas passageiras, com um prazo de validade, por assim dizer, na noção taoista de que tudo se resolve por si, e o perdão é o caminho natural da Eternidade – o ódio não é eterno; só o Amor. A moça de branco clama por paz, sossego, numa pessoa que opta ir morar em pacatas cidades do interior, numa vizinhança, como eu em meu prédio de residência, com vizinhos amigos, com os quais sei que posso contar, em pequenos favores como me dar um fiozinho de azeite ou um tablete de caldo de galinha. A paisagem aqui é vasta, como nos vinhedos do Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, com altivos vinhedos que vão até onde a vista alcança, na vitória do labor e da dedicação, num enoturismo que tanta riqueza traz a tal município, na universalidade do álcool, como o saquê japonês, a vodca russa, a cerveja alemã, o vinho italiano etc., num hábito que deve ser moderando, incluindo a incrível força de vontade de um certo senhor alcoólatra, o qual está há mais de meio século sem colocar uma gota de álcool na boca, na máxima dos Alcoólicos Anônimos: “Se você quer beber, o problema é seu; se você quer parar, o problema é nosso!”. Bartlett gosta desses modelos que encaram o espectador, no papel da Arte em nos abordar, em tocar a inteligência emocional que existe dentro de nós, com exceção do sociopata frio, insensível em meio a grandes canções de beleza arrebatadora, como no megahit I will always love you, da eterna deusa Whitney Houston, cuja voz foi arruinada pelas drogas – malditas estas sejam, havendo o submundo das drogas, remetendo à vida destruída de um certo senhor, condenado a apodrecer o resto de sua décadas de vida numa clínica psiquiátrica, como na patética praça dos drogados em Amsterdã, com toda aquela juventude se drogando, num antiponto turístico, no qual nos sentimos com o coração pesado, muito pesado, em filmes de final pouco redentor, como O Silêncio dos Inocentes, na percepção de que o draculesco Hannibal Lecter está solto por aí fazendo suas maldades. O barco é o consolo do lar, o refúgio no qual estamos tão familiarizados, na máxima em O Mágico de Oz: “Não existe lugar como o lar!”. Aqui é uma solidão e um retiro, no modo como tudo o que é demais, enjoa, e isso inclui amigos, pois não devemos ser “gêmeos siameses” uns dos outros, havendo no Amor Incondicional tal desapego e tal leveza, em amizades leves que duram pela Eternidade, no conceito que somos iguais perante Tao, nas nobres intenções da urna democrática, num momento eletrônico no qual não há sexo, raça, classe social, crença religiosa etc.

 


Acima, Desenho de criança. Aqui é um socorro e uma dependência, como no trabalho de salvavidas, ou como num caridoso doador de órgãos, dedicando-se para salvar vidas. É como na tragédia da boate Kiss, com homens quebrando as paredes da casa noturna para buscar salvar vidas, em atos de heroísmo, num momento em que sabemos que somos irmãos, nos eternos esforços do padre no púlpito, sempre nos dizendo que somos irmãos, príncipes filhos do mesmo Rei, no modo como tudo se resume a amizade, a amor entre irmãos, no conceito de fraternidade da Revolução Francesa, um grande golpe de estado, transgressor, depondo um rei que se desligara de seu próprio povo, o qual sofria com o simples preço do pão, num rei que vivia numa alienada bolha de privilégios em Versalhes, como na deposição de Romanov na Revolução Comunista, num povo se articulando para depor um rei que pouco se importava com o próprio povo, e o homem de Tao é tal homem no qual o povo confia, num líder benévolo, como no imortal Papa Francisco, clemente, com as douradas intenções de unir as pessoas, deixando no Mundo um legado inoxidável, referência suprema para seus sucessores, os quais não podem fazer retrocessos, nesses homens benévolos, que respeitam as pessoas, num rei simples, que toma o mesmo tipo de café do que o dos seus súditos, como num rei da Inglaterra, assistindo à TV aberta do reino, no mesmo canal do que de seus súditos, um rei que sabe que os campos e florestas vestem roupas maravilhosas, ignorando, assim, pomposos palácios, num homem simples, que se mantém com os pés no chão, ganhando a confiança de tal povo, num homem cordato, que nunca opta pela violência, num caminho de tato diplomático: Vamos sentar e conversar! Cavalheirismo no fio do bigode! Aqui é a função dos fortes, que é proteger os fracos, ao contrário do covarde, que ataca os mais fracos, virando, assim, um vilão de Disney, nessas personalidades odiosas, de raso apuro moral, e o apuro moral é capital, pois, sem ele, perde-se a ordem e a sanidade, e adquirir apuro moral é o sentido de qualquer vida, de qualquer encarnação, e o crescimento e o aprimoramento são a chave para uma vida séria e centrada, e ninguém está no Mundo puramente a passeio, pois a Vida é algo muito sério, no glorioso fato de que ninguém está no Mundo para sempre, e que o glorioso dia de soltura chegará, na imagem de esperança do Espírito Santo, na libertação, num prisioneiro cujo dia de soltura chegou, no modo como só damos valor à liberdade quando a  perdemos, remetendo a certas pessoas públicas, presas, num inferno, pois, estar encarnado, já é uma prisão; estar num presídio é a prisão dentro da prisão, nos pobres diabos sofredores, populações carcerárias. Aqui é o papel heroico do super herói, como no Super Homem, salvando o Mundo de malévolos vilões, no papel do desenho animado em ensinar a criança em relação ao Bem e ao Mal: Quando um herói precisa de respaldo, seus amigos heróis o ajudam; quando o vilão precisa também de tal respaldo, os outros vilões não o ajudam! E a criancinha sociopata, ao ver que a Sociedade repudia o Mal, constrói uma máscara de normalidade e leva vida dupla, nesse nó absurdo que os sociopatas querem dar em nossas mentes, querendo nos manipular, em pessoas tão frias, que zombam do apuro moral, da verdade e da honestidade. Aqui remete a uma vez em que carreguei nos braços meu sobrinho adormecido, em coisas que não têm preço, na bênção que é uma criança chegando numa família, amolecendo nossos corações e enchendo a casa de alegria, na inocência infantil de se contentar com pouco. As estruturas metálicas aqui são a segurança, como contratar serviço de seguranças para alguma loja ou banco, remetendo aos cavalheiros guardas de carros forte, munidos de amedrontadoras espingardas, num recado do corpo social ao indivíduo: Comporte-se! Aqui é um vínculo de amizade, num amigo que sabe que precisamos de uma ajudinha – fora do Amor não há salvação.

 


Acima, Destino. Aqui é o oposto do quadro de Botticelli de Vênus e Marte, com ela acordada e ele dormente. Aqui, ela está desligada e ele está consciente. A prancha é a agressividade do surfista em rasgar ondas, num esporte tão belo e exótico, que ganhou o Mundo, no mesmo modo como a Culinária Italiana ganhou o Mundo, sendo a pizza um dos pratos preferidos dos americanos. A moça quase nua é como nas praias cariocas, com mulheres fazendo topless, na sensualidade da mulher carioca, brasileira, lidando com naturalidade com o busto feminino, fazendo da mulher brasileira tal mulher única no Mundo, com sua sensualidade e seus sumos trajes, remetendo à tentativa de Xuxa de prosperar na TV americana, com telespectadores americanos reclamando das roupas da estrela dos baixinhos, uma Xuxa que, então, tomou no cu, com perdão do termo chulo, voltando humilde ao Brasil – ninguém está por cima o tempo todo, e o termo “conquistar o Mundo” não pode ser levado ao pé da letra, visto que a Vida é dura e difícil em qualquer lugar, na ilusão de que se pode fugir da luta, da lida, da Vida, como um orador de Rua, querendo se esconder dessa forma. O mar aqui é plácido, sem ondas desafiantes, na coragem de certos surfistas em pegar ondas gigantescas, perigosas, nas forças da Natureza, como no Antigo Egito, no qual o egípcio via divindades em aspectos da Natureza, como animais, no impacto do Cristianismo, acabando por derrubar o Paganismo, ao ponto do imperador romano se converter cristão, numa Roma a qual, antes disso, odiava os cristãos, executando brutalmente estes, como usar corpos de cristãos para fazer tochas que iluminassem o Coliseu, na capacidade humana de ser o mais cruel possível, com o queimar pessoas vivas em fogueiras. O homem aqui é um voluntário, preocupado com a moça entorpecida, dando todas as atenções, no forte ajudando os fracos, como uma pessoa poderosa e respeitada que se revela um aliado importante e visceral, ajudando-nos a obter respeito, como certa vez uma professora minha no Ensino Médio, ajudando-me a obter o respeito do resto da turma, ao contrário de outra pessoa, esta, sim, uma sociopata, que viu que eu precisava de ajuda e nada fez para interceder a meu favor – como são diabólicos! É a malícia da falta de apuro moral, na malícia de se taparem os sexos de pinturas sacras, em contraste com o grego antigo, o qual lidava com muita naturalidade em relação a nudez, como no Éden antes da serpente, culpando uma mulher pelas misérias da Humanidade – é um horror. A água aqui parece ser morna e deliciosa, no retorno ao conforto uterino, no trauma de nascer e sair de tal conforto, ou como no trauma de sair de casa para morar sozinho, perdendo todos os zelos maternos do lar, até o ponto da pessoa se acostumar a viver sozinha, em disciplinas como fazer supermercado e lavar roupas na máquina, remetendo à casa de uma certa senhora, bem sujinha, sinto em dizer, em contraste com outra certa senhora, a qual passa diariamente a vassoura na casa, num trabalho de paciência, na casa mais limpa do Mundo. O homem é bronzeado, com a pele curtida pelo esporte solar; já, a moça é pálida, como na palidez dos londrinos, com poucos dias de Sol da urbe cinzenta e rica em neblina. É como em pessoas que vão morar no Rio de Janeiro, ficando com a pele curtida pelo Sol carioca, uma cidade a qual, fora dos meses de verão tórrido, é uma delícia de temperatura, numa deliciosa mescla de urbe e natureza, numa cidade que pulsa vida e beleza, num destino turístico internacional, seduzindo quem quer fugir de países mais frios e tristonhos, como nos inclementes invernos escandinavos, em altos índices de depressão da população. A prancha é a salvação e o resguardo, como resgatar bichinhos que se perderam de seus donos nas recentes enchentes gaúchas, numa Porto Alegre que virou um lago, décadas depois de outra grande cheia, no ano de 1941. Aqui remete a um resort maravilhoso que visitei em Salvador, BA, com amplas piscinas e jardins e uma praia particular, numa estadia digna de presidente da República.

 


Acima, Destino manifestado. Aqui remete a um traço divertido da pessoa do ídolo futebolista Romário, o qual, ao voar, gostava de ficar sempre na janela. As passagens aéreas são caras, e voar fica inacessível para certas classes sociais, no modo como, no passado, voar era algo chic e nobre, sofisticado, elegante, e as pessoas arrumavam-se para voar, nos áureos tempos da companhia aérea Varig, com aquela aeromoça bonita nos entregando uma bandeja com o almoço, algo diferente de hoje em dia, com custos sendo enxugados, num passageiro o qual, no máximo, ganha um saquinho com biscoitos e um mísero copo de suco ou refrigerante, ou seja, foram-se tais tempos de glamour. A moça aqui está alheia a nós, ao espectador, fixada na paisagem, como sobrevoar a Amazônia e observar o rio Amazonas em sua exótica tortuosidade, como uma serpente cortando a terra, numa floresta que tanto fascina o Mundo, em eventos como a Cop, preocupados com o destino da Natureza, num evento prestigiado pelo carismático príncipe William, o qual está se esforçando com a melhor das intenções, servindo seu país e preparando-se para o destino poderoso que o aguarda, no divertido modo como já ouvi num filme, cujo personagem era um príncipe inglês: “Nós não somos uma família; nós somos uma firma!”. É como no Mundo há tantas famílias problemáticas, com desavenças e desunião, na ironia de que o Desencarne não dissolve os laços de família, e para toda a Eternidade teremos aqueles avós zelosos e amorosos, na maravilha da imortalidade dos laços de amizade e amor, entes que nos esperam lá em cima, um lugar, meu irmão, para o qual você eu iremos – é só questão de tempo, fazendo com que a diferença more no que decidimos fazer de nossos dias de prisão na Terra – uns levam uma vida nobre e produtiva; outros, nem tanto. O cabelo disciplinado da moça é tal ordem e garbo, numa mulher com autoestima, que se arruma para sair de casa, no ato de se perfumar, de sair cheiroso de casa, no fascínio das fragrâncias, remetendo a um cavalheiro malicioso, o qual usa perfume de senhoras, achando que isso seja sexy e válido, chic, mas revela-se algo sem sentido – o que você diria de um homem que cheira a Chanel número cinco? A grande montanha nevada é tal opulência natural, como na cidade de Santiago do Chile, aos pés da célebre cordilheira, num país que é uma potência, com bons vinhos, boas nozes, bons azeites e boas cerejas, com suas estações de Esqui, na diversão de crianças em descer de trenó montes de neve, num fenômeno natural tão raro no Brasil, fazendo a alegria de turistas na Serra Gaúcha, num fenômeno que, em excesso, causa transtorno, como nos EUA, e tudo que é em excesso é prejudicial, na noção taoista: Cavalgar pelos campos é bom e excitante, mas vai enlouquecer você se você cavalgar demais! A paisagem aqui é tal majestade, como na estrada Rota do Sol, na Serra Gaúcha, na qual podemos observar os recortes geológicos da serra meridional, numa paisagem tão majestosa, no esforço humano para explorar Marte e ver as paisagens do planeta, no modo como, fora da Terra, o Cosmos odeia o Ser Humano, e temos que ouvir os ecologistas – esta é a nossa única casa! Aqui são dependências de um reino vasto e majestoso, com a altivez do monarca fazendo metáfora com tal beleza e majestade, no peso sobre a cabeça que reina, em responsabilidades de gestor, como tomar atitudes contra desastres naturais, num trabalho seríssimo, sisudo, em esforços para sempre manter a paz, sempre contra a violência e a brutalidade, no homem de Tao, como Jesus, o Príncipe da Paz, pregando o conceito de que Deus não é aquele rei carrancudo e desconfiado, mas um Pai de Amor incondicional, na infinitude sobre a qual escrevemos nossas vidas, nesse poder inconcebível no qual nunca findaremos – não é poder demais? Podemos ouvir aqui o zunido dos motores do veículo, em privilégios como os da primeira classe, longe dos motores do avião, tomando vinhos finos e recebendo tratamento de rei, em companhias aéreas como a Emirates, na qual o passageiro se sente um rei.

 

Referências bibliográficas:

 

Bo Bartlett. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 20 ago. 2025.

Paintings. Disponível em: <www.bobartlett.com>. Acesso em: 20 ago. 2025.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Bom Bo (Parte 19 de 28)

 

 

Falo pela décima nona vez sobre o pintor realista modernista americano Bo Bartlett. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Deus. O negro remete ao feriado nacional brasileiro de Consciência Negra, num país em que racismo é crime, remetendo a xingamentos de negros em campos de Futebol, chamados de “macacos”, como num certo país, um país racista, sinto em dizer, um país no qual pessoas negras são malvistas e consideradas semi humanos – é um horror, no mesmo absurdo de se dizer que siamês não é gato. O rapaz aqui é todo um orgulho afro, como na seção africana do museu novaiorquino Met, com artigos de magia tribal, em obras instigantes, como vi em tal lugar um rapaz negro, orgulhoso de suas próprias raízes, remetendo a uma certa agência de Propaganda, cujo nome é África, inclusive com uma moça negra atendendo na recepção, como dizia minha falecida avó a sua empregada negra muito bonita: “Tu és descendente de príncipes africanos!”, com a moça com seus cabelos rastafári, remetendo ao estilo capilar blackpower dos anos 1970, com a cabeleiras assumidas, volumosas e exuberantes, nos versos de uma certa canção, dizendo a uma moça de cabelo afro: “Não deixe estes rapazes enganarem você! Adoro seu cabelo afro!”, no caminho da autoestima, em gostar de si mesmo, em lugares como salões de beleza e clínicas de estética, em mulheres elegantes, que se arrumam, como uma professora que tive, a qual, de manhã bem cedinho, estava impecavelmente arrumada, vestida e maquiada, fazendo-me imaginar no horário em que ela acordava de manhã cedo para se arrumar de tal forma, ao contrário de outra ex-professora minha, a qual definitivamente perdeu a autoestima, saindo de casa com qualquer roupa, com o cabelo de qualquer jeito, ao contrário das senhoras que sabem que idade não é pretexto para parar de se arrumar, como numa personagem chic da deusa Maggie Smith, elegantíssima no topo de seus cabelos brancos, em atos de autoestima como se perfumar. Ao fundo podemos ver uma paisagem africana, como na capa de um CD da cantora negra Des’ree, com uma paisagem afro ao fundo, remetendo a heróis como Mandela e Luther King, ao ponto de se eleger Obama, este, sim, um grande homem, ponderado, sábio e carismático, na evolução de se ter uma família negra na Casa Branca, desgostando um certo país racista, no retrocesso racista, remetendo à infame imagem de Obama e a esposa como macacos, em ares residuais de nazismo, no ponto em que pode chegar um homem sem um pingo de apuro moral, com os planos de, simplesmente, acabar com o Mundo, colocando uma metade contra a outra, no modo como o sentido da Vida é adquirir tal apuro moral, na vitória da verdade e da nobreza, do garbo e da elegância diplomática, num tato delicado, na noção taoista de que delicado é forte e de que grosseiro é fraco. O rapaz é jovem, belo, remetendo a uma certa popstar a qual adora belos homens negros, nuns EUA em que, via de regra, branco tem filho com branca e negro tem filho com negra, ao contrário da intensa miscigenação brasileira. É como uma pessoa racista, sinto em dizer, a qual, ao ver uma negra beber numa caneca, nunca mais bebe em tal caneca, num racismo tão arraigado na vida em sociedade, num Hitler que simplesmente não aplaudia atletas negros. Riquezas minerais da África foram extraídas por potências mundiais, assim como Portugal sugou a riquezas minerais brasileiras, na noção taoista: Como são ricos! E roubaram tudo dos pobres! É num Brasil com contrastes sociais tão fortes, como na cidade de São Paulo, reunindo o Primeiro e o Quarto Mundo, como nas imediações do Mercado Público da pulsante urbe, totalmente degradantes. O rapaz altivo usa uma tiara, talvez num líder africano, em culturas tribais neolíticas, sem ainda o uso da Escrita, mas com organizações, como arte, rituais e organização social, na figura patriarcal do cacique, na universalidade do machismo, fazendo de tal patriarca uma compensação ao sumo poder que a mulher tem em trazer Vida ao Mundo, como no Islamismo, na figura de Deus como um patriarca, num mundo de homens, como um certo político chamando outra certa política de “vagabunda”, remetendo ao final do filmão Thelma & Louise, fugindo de tal patriarcado, como no final do filmão Barbie, numa mulher que pode ser o que ela quiser.

 


Acima, Deus Ex Machina. Aqui é uma elevação, como uma pessoa sendo promovida dentro de uma empresa, uma pessoa humilde, que começou por baixo, colhendo os frutos de sua persistência, como uma pessoa alçada ao poderoso cargo de secretário de estado dos EUA, como numa feminista Hillary Clinton, algo raro em tal mundo de homens, com freiras tendo que acatar um homem, que é o Papa, remetendo a grandes homens como Francisco, sendo simples, humilde e clemente, agregador, positivo, civilizado, progressista, jovem de alma, cheio de senso de humor, remetendo a outro certo senhor, o qual era de uma cabeça cheia de “teias de aranha”, no modo como as crianças, ainda jovens, podem desenvolver malícia em relação a sexo, num absurdo, pois como Deus pode ter vergonha de algo que Ele mesmo inventou? Aqui são como containeres em portos de trânsito internacional, como na poderosa China, num divertido paradoxo: De jure, uma ditadura comunista na qual o cidadão não tem liberdades como votar ou fazer manifestações públicas; de facto, um país perfeitamente capitalista, num cidadão totalmente livre para empreender. Aqui é a questão ancestral de troca de mercadorias, quando as especiarias indianas com a seda chinesa seduziram a Europa de séculos atrás, numa situação tão universal e atemporal, como no início de Guerra nas Estrelas volume 4, falando sobre rotas de comércio entre sistemas os solares de uma  mesma galáxia, nesse absurdo de grande que é o Cosmos, grande demais para a pequenina compreensão humana, na máxima islâmica de que Alá é grande, numa Humanidade ainda tão aquém de explorar tal vastidão, nutrindo o fascínio de ufólogos, como em Arquivo X, num Mulder fascinado por descobrir tais formas de Vida, frente à cética e racional Scully, no casamento entre razão e loucura, na ironia de que um homem interpreta a loucura feminina e uma mulher interpreta a razão masculina, angariando fãs ao redor do Mundo, na universalidade do drama humano, com artistas com fãs ao redor do Mundo, e fã clubes tão grandes, como no de Whitney Houston, com vídeos com bilhões de acesso no Youtube, numa linda negra que conheceu o céu do sucesso com o inferno das drogas, na noção taoista de que o sucesso é um cu, com o perdão do termo chulo, pois quando o sucesso vem, temos que saber sobreviver a ele e continuar tocando a vida para a frente com humildade e pés no chão, em cobiçados prêmios que podem ser um problema, com tantos artistas oscarizados que têm dificuldade em continuar conduzindo a Vida com humildade, como Michael Jackson, o qual passou o resto da vida tentando, isso mesmo, neste termo, tentando superar o sucesso esmagador do álbum Thriller, e é como numa queda de braço: Quem perde se torna o homem grande; quem ganha, entra em inferno astral – preço alto para a vitória, não? O céu ao fundo são os sonhos de um artista ainda desconhecido, querendo atingir fama e renome, em artistas privilegiados como Andy Warhol, valorizado ainda em vida, num estilo inconfundível, como Romero Britto, descaradamente imitado por um outro certo artista, cujo nome não mencionarei, no modo como os pequenos têm que boquetear os grandes, com o perdão do termo chulo. Aqui é como num ferro velho, com um acumulador compulsivo com sua coleção de coisas inúteis e sem valor, no apego ao material, como uma certa compulsiva, a qual era incapaz de se sentar numa privada e fazer as necessidades fisiológicas, fazendo xixi e cocô em galões de cinco litros e estocando, colecionando os galões cheios de porcaria – é um horror. Aqui é uma ascensão, como Jesus ressuscitando, ou seja, desencarnando, no glorioso dia de soltura, o qual vai chegar, meu irmão, sendo só questão de tempo, num momento em que nos libertamos de TODOS os problemas relacionados ao nosso corpo físico – é a glória! Fora do trabalho ou do estudo, não há salvação, na ironia de que a Vida continua, e que, lá em cima, temos que nos manter produtivos – como posso tirar o chapéu para uma pessoa improdutiva, que vive à toa? Aqui é o sonho do desenho Os Jetsons, num mundo de futuro, de aprimoramento científico, com carros voadores.

 


Acima, Deusa. Aqui parece Lady Gaga, uma megaestrela que sabe que, para se destacar em nível mundial, é necessário que se tenha muita, muita atitude, num caminho sofisticado de simplicidade, pois estilo não tem a ver com o preço financeiro do traje, mas com a atitude jovial de transgressão, como no famoso vestido de pedaços de carne de Gaga, um traje que atraiu tanta atenção, com um preço de custo baixíssimo, na revolução de Chanel, trazendo o conceito da bijuteria, pois o que importa é o efeito, e não o preço, como na beleza de uma mulher arrumada com flores no cabelo – custo baixo, atitude alta, e não há livro ou faculdade que nos ensine a ter atitude, num caminho autodidata, na noção taoista: As pessoas precisam aprender simplicidade por si mesmas, na noção de da Vinci de que a simplicidade é o mais elevado grau de sofisticação, como nas imagens simples e claras de Botticelli, na capacidade em se expressar de forma clara, simples e fácil, no continuum entre luz, luxo e leveza, no termo latino lux. A moça nos olha com altivez, como na altivez de um DiCaprio recebendo seu Oscar, premiado por um trabalho no qual  astro se esforçou ao máximo, indo a terrenos gélidos para filmar sua participação, no modo como a Academia de Hollywood adora atores que abrem mão da vaidade para se desfigurar para um papel, no termo popular de que beleza não põe à mesa, pois há muitos rostinhos lindos e muitos corpões por aí que jamais serão astros, como um certo senhor, o qual tem o corpanzil do milênio, e jamais será astro, pois Brad Pitt, além de bonitão, tem algo a mais, e o que é este algo a mais? Não se sabe. É uma questão de instinto, num pessoa que simplesmente nasce assim, numa questão de dom, de dádiva, como saber cantar, em talentos como uma Bethânia, na questão de que o que devo mostrar não são meus músculos, mas meu talento, como um certo senhor com corpo de deus, num senhor para lá de medíocre e inexpressivo, uma pessoa desinteressante, que nada de válido tem a dizer – eu sei que parece que é um deus, mas, infelizmente, só parece. A moça está envolta numa colcha de retalhos, no poder criativo do artesanato, das mãos de artesão, no poder do artista plástico em pegar elementos dissociados e associá-los, fabricando, assim, algo novo, como pegar retalhos e fazer tal colcha, como uma certa obra de Arte que vi certa vez, com uma faca com um furo na lâmina, e, agregado a este furo, um cadeado fechado, ou seja, fabricando algo novo, no poder da mente criativa, no papel da Arte em nos deslumbrar e nos deixar perplexos, pois a Arte tem que mexer conosco, se não, não é Arte, como em películas que se tornam comoções mundiais, fazendo filas histéricas nas salas de Cinema, no poder da Sétima Arte, no modo como, já ouvi dizer, as Artes estão umas dentro das outras, como em salas interconectadas, pois o que seria da Dança ou do Cinema sem a Música? O que seria do Cinema sem as Letras para se fazer um roteiro? O estrelato pode ser complicado, principalmente por causa das pressões, como Whitney, a qual disse que, depois do sucesso esmagador do álbum O Guardacostas, passou a sofrer pressões pesadas, como esses técnicos e jogadores de Futebol: Como você acha que é um país inteiro pressionando você para trazer o Hexa para casa? Não é necessária uma estrutura psíquica forte, muito forte? Não é um grande desafio se manter humilde, com os pés no chão? A moça aqui está séria, sem um mínimo traço de sorriso, como no famoso rapper Eminem, sempre sério, sem sorrir, desenvolvendo uma hiperagressividade, num estilo musical que pode ser tão machista e homofóbico, numa pessoa que constrói tais “muralhas” dentro de si como uma defesa, buscando sobreviver num mundo duro, competitivo e agressivo. Os cabelos da moça ondulam no vento, num frescor, num sopro de renovação, na capacidade de se trazer tal frescor ao cenário mundial, no modo como já ouvi dizer: Temos que ver mais jovialidade e mais transgressão no tapete vermelho. A Gaga aqui sente o peso da responsabilidade, de conduzir sua própria vida e carreira, num protagonismo.

 


Acima, Diáspora. O fogo é um desejo ardente, numa fome de artista por fama e renome, numa luta incessante, renhida, numa luta que tem que ser encarada, ao contrário da pessoa em situação de rua, colocando-se em tal situação, querendo, com todas as suas forças, fugir da vida, fugir da luta, nos versos do hino nacional brasileiro: “Verás que filho teu não foge à luta!”, nas palavras altivas de uma certa senhora: “Dos fracos, a história nada conta!”, nas palavras de uma amiga médium espírita minha: “Deus quer nos ver lutando; Deus não quer nos ver atirados nas cordas do ringue da vida”. É o lado macho da vida, de Marte, deus da luta, num mundo competitivo, desde cedo na escola, quando competimos para ver qual é o aluno mais aplicado, num mundo que exige agressividade de nós, na figura feminista da Mulher Maravilha: Bela e formosa como uma boneca, mas superforte, blindada, dando uma surra em qualquer marmanjo mal intencionado. As moças se unem em solidariedade, amor, união, na imortalidade dos laços de amor e amizade, na perspectiva de que teremos a Eternidade inteira para nos relacionarmos com tais entes, no poder imenso do infinito, que é Deus, no inconcebível poder de que jamais findaremos, neste vazio do infinito no qual escrevemos nossas vidas, no vazio de Tao, num vazio tão magnético, numa folha em branco na qual podemos escrever. Ao fundo temos uma anti Pietà, pois é um homem que segura uma mulher, e não o oposto da Pietà tradicional, de Maria triste com Jesus morto. É num divertido episódio do superseriado Chaves, com Dona Florinda segurando o filho Quico, achando que este fora picado por um letal escorpião, na divina imortalidade dos laços de família, com nossos queridos avós nos esperando lá em cima, no modo como toda e qualquer desavença em família tem prazo de validade, e tudo acaba se resolvendo, pois o perdão é o caminho natural do infinito, no modo como eu mesmo resolvi perdoar uma certa pessoa, pois quem odeia, sofre, pois o ódio é uma perda de tempo, no modo como o Ser Humano foi fadado para o erro, e os erros são inevitáveis, na imperfeição natural das pessoas, no sentido da Vida que é o crescimento e a depuração moral, pois as durezas da Vida vão nos fazendo pessoas melhores e mais depuradas, mais sábias, com mais classe e virtude. Aqui é este gosto de Bartlett por paisagens praianas, na liberdade do ar fresco da beiramar, numa sensação de liberdade, com tantas e tantas pessoas que tiram férias no litoral, num momento de nos desplugarmos do dia a dia, abraçando um pouco de ócio e vadiagem, num merecido descanso após um ano inteiro de trabalho e estudo, ao contrário do wokaholic, o qual simplesmente não se permite descansar, como uma certa publicitária, cujo nome é claro que não mencionarei, uma infeliz que se submetia a varar madrugada adentro de sua própria agência, num vício em trabalho, e o Mundo não vai nos abonar por sermos workaholics; o Mundo está cagando e andando, com o perdão do termo chulo. A pedra é o fundamento, a firmeza de uma pessoa centrada no trabalho, no labor, num homem sério, com sua firma, uma rocha firme na qual a esposa pode se segurar com confiança, num homem que dá a sensação de segurança e firmeza, ao contrário das pessoas que vivem ao sabor do vento, sem se centrar, e a Vida exige que sejamos sérios e responsáveis, remetendo a um certo senhor, um alcoólatra e um drogadito de marca maior, abraçando uma vida em torno de suas dependências químicas, uma pessoa que deveria ir a um a hospital psiquiátrico para saber, uma vez na Vida, o que é estar limpo. O fogo aqui é o consolo de uma lareira num dia frio e úmido, naquele frio que penetra nos ossos, em cidades de clima como Londres, com os londrinos de faces pálidas, numa Londres com raros dias de Sol, sonhando com cidades ensolaradas como o Rio de Janeiro, atraindo turistas numa cidade que pulsa natureza e orla. O mar sereno ao fundo é tal estabilidade e tranquilidade, num mar doce, manso, gostoso, numa gloriosa sensação de liberdade e prazer, sem culpa.

 


Acima, Domínio. Aqui é um refúgio, uma zona de conforto, numa base de projeção, uma fuga num mar gelado e traiçoeiro, traiçoeiro como é o coração, o qual só podemos deixar em paz se dermos ouvidos à cabeça, à fria razão, ao psíquico, à mente, pois é exatamente quando ouvimos o coração que nos fodemos, com o perdão do termo chulo, como na infame facada de Bolsonaro, o qual, naquele momento, deixou-se guiar pelo coração, pagando um preço bem, mas bem alto, numa agressão que não desejo a pessoa alguma. É a questão espírita da mortificação, do bloquear o coração de bobagens, bloqueando, assim, espíritos que querem nosso mal, como eu mesmo tive que cortar laços com um sociopata, numa inimizade a qual tive que comprar, e não desejo fazer o mesmo com outras pessoas, pois um só desafeto já o suficiente em minha vida. O urso aqui é corajoso, na figura do leão rei da selva, na figura corajosa de um rei, numa feminista Elizabeth I, com a coragem de desafiar a assim chamada Invencível Armada da Espanha, poderosa então, uma armada que a famosa estadista inglesa venceu, nesses poderes de liderança, como uma certa pessoa, a qual, no colégio, liderou a própria turma na gincana da instituição, vencendo tal gincana, em talento de liderança em grandes homens como Obama e Francisco, humildes, primando pela paz e pela concórdia, longe dos insanos tarifaços de Trump, um homem que causa mais mal do que imagina, no que o Taoismo chama de “guia instável”, como guiar um carro cuja direção não esteja funcionando perfeitamente. A cor do urso é fruto da infalível seleção natural, adquirindo a cor do gelo, escondendo-se, assim, de presas, na sabedoria do camaleão, protegendo-se de predadores e atacando presas, na capacidade do homem de Tao em ser tal nada, tal invisível, no valor da discrição, ao contrário do robert, o showman, o exibidinho, uma pessoa que quer pura e simplesmente aparecer, sem trazer algo de válido ou interessante, e ninguém, ninguém no fundo respeita o robert, como uma certa senhora, inclusive sequeladinha das drogas, uma mulher rica que ninguém leva muito a sério, no modo como dinheiro traz tudo, menos o que interessa, remetendo à socialite Paris Hilton, uma atriz, uma cantora e uma modelo que ninguém leva com seriedade – bem pelo contrário. O urso aqui é tal agressividade na luta pela Vida, tendo que lutar para ganhar o pão de cada dia, nas responsabilidades de um pai de família, como um certo senhor, com uma quádrupla responsabilidade: Sustentar a si, a esposa e as duas filhas, tendo que trabalhar de Sol a Sol para prover tal nível de vida, dirigindo belos carros e morando num belo apartamento, nas lembranças de infância que tenho de meu pai, um homem que deixava bem claro quem mandava ali dentro daquela casa, fazendo a criança entender a hierarquia numa família. A cromaticidade da seleção natural aqui remete a pombos de urbes, cinzentos, acolhidos pelas cores cinzentas das urbes, ficando, assim, “invisíveis”, discretos, nas inevitáveis mutações que geram evoluções e depurações, no modo como a mutação é o ingresso para a evolução, na evolução da Terra, partindo de seres microscópicos até animais e vegetais, gerando o Ser Humano, na crença de ufologistas de que a Humanidade, num remoto passado, recebeu um auxílio de raças alienígenas civilizadas, numa espécie de “empurrãozinho”, numa crença que fere um tanto o orgulho humano, combatendo a ideia altiva de que o Ser Humano evoluiu por si só – será que um Cosmos tão vasto não tem vida além da Terra? Aqui é um cenário de seriedade e solidez, como na catedral de Caxias do Sul, erguida sobre uma pedra gigante, o ponto mais alto da cidade então, deixando bem claro quem mandava ali, no choque entre católicos e protestantes, na transgressão de Lutero, um homem corajoso, desafiando um poderoso Vaticano de então, um Vaticano que não era desafiado nem pela então poderosíssima Espanha, no valor da transgressão, a qual causa a evolução das sociedades.

 


Acima, Donzela viajante. A viagem dá dois prazeres: ir e voltar. É sempre bom sair de casa e ver lugares novos; é sempre bom voltar ao velho e bom lar. Ao fundo vemos um majestoso transatlântico, um navio de cruzeiro, na memória que tenho de Salvador, BA, no museu de arte sacra da cidade, antes um monastério, com uma bela vista para a Bahia de Todos os Santos, com um portentoso navio, na sedução de tais urbes tropicais, nos pés de mangueira na cidade, seduzindo pessoas como eu, de uma cidade de invernos inclementes, com suas poderosas frentes frias, na eterna insatisfação humana: Se estou no frio, quero ir par ao calor; se estou no calor, quero ir para o frio. É como turistas “enlouquecidos” em Gramado, RS, em noites de rara neve, nesse fenômeno tão raro, longe da branca Bariloche argentina, em zonas de clima temperado como Nova York – verões tórridos e invernos rigorosos, na capacidade do homem de Tao em observar as estações indo e vindo, num ritmo, num eterno ciclo que volta ao princípio, saboreando as frutas da estação, como figos no verão e bergamotas no inverno, no hábito gaúcho de se comer bergamota debaixo de um acalentador sol de inverno, em cidades serranas as quais, em dias de verão, podem ter frio digno de inverno, como nas recentes nevascas inclementes surrando os EUA, na capacidade do Ser Humano ancestral em ver divindades nas forças da Natureza, num paganismo derrubado pelas três grandes religiões monoteístas. A moça aqui relaxa no trem, na paciência do viajante em chegar ao destino, como encarar horas e horas num avião, remetendo a um divertido videoclipe da banda Foofighters, num enredo cômico que se passa dentro de um avião, no poder dos videoclipes, ferramenta indispensável para a Indústria Fonográfica Mundial, na revolução da MTV, traduzindo os anseios da juventude, na importância da imagem junto à Música, em astros de tamanha ousadia e transgressão, no poder transformador da Arte, a qual existe para nos deixar mentalmente sãos – Arte é indispensável, no contraste entre as Coreias – na do sul, grupos pop coloridos, no poder da celebração e da paz; na do norte, tudo investido em armistício, o que é um horror insano. É a desintoxicação pela qual refugiados nortecoreanos têm que encarar quando vão à do sul, vindos de um estado opressor e absoluto, no sonho marxista de estados máximos, escravizando e aprisionando os próprios cidadãos, no modo como os ditadores têm muito, muito medo da liberdade de expressão, em países que proíbem ou controlam a Internet – é um horror, pois quanto mais Tao tenho, quanto mais classe tenho, menos controle viso obter, na deliciosa sensação de liberdade que as democracias têm, como na Experiência Extracorporal espírita, quando nos desplugamos temporariamente de nossos corpos carnais, como mergulhar numa piscina quentinha e deliciosa, no conforto uterino de lar e acolhimento, nas cidades metafísicas, perfeitas, limpas, belas, cheias de pessoas que vivem de forma produtiva, laborando no poder do trabalho, o qual não pode faltar. A moça aqui segura um cartão vermelho, no poder dos árbitros de Futebol, na sabedoria popular de que Deus não joga, mas fiscaliza, no rigor do juiz, na chamada Sala de Justiça de super-heróis como Super-Homem e Mulher Maravilha, numa urbe ensolarada, linda, um lugar no qual dá gosto de se viver, na infalibilidade da Justiça Divina, num ser que coloca a si mesmo no Umbral, como espíritos revoltados, que zombam da limpeza do Plano Superior, como pessoas revoltadas, que não conseguem ver o amor de um espírito amigo, que quer nos tirar das terras sujas do Umbral, como tomar banho num banheiro ensolarado, num perfume de limpeza, da gloriosa sensação revigorante de se tomar um bom banho depois de um dia inteiro de transpiração, como no traço cultural salvadorenho, que é tomar não um, mas dois banhos diários, numa cidade cujo clima encoraja tal hábito, longe das terras mais frias meridionais brasileiras. Viajar é um prazer, quando nos deparamos com o mesmo Ser Humano nos quatro cantos do Mundo.

 

Referências bibliográficas:

 

Bo Bartlett. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 20 ago. 2025.

Paintings. Disponível em: <www.bobartlett.com>. Acesso em: 20 ago. 2025.