quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Chinneck é Chic (Parte 3 de 6)

 

 

Falo pela terceira vez sobre o artista britânico Alex Chinneck. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Debaixo do clima, mas sobre a lua. Aqui é uma transgressão, como na feminista, caminhando contra os poderosos ventos do patriarcado, no título de um livro de uma certa feminista: Contra o vento. Aqui é uma casa maluca, entretendo as crianças, numa dose de bagunça e diversão, mas numa criança que, no fundo, gosta de regras de disciplina dentro de casa, pois tais regras dão a sensação de lar, de invólucro e de segurança, como eu mesmo com uma certa criança, estabelecendo regras rígidas, como na casa de uma certa psicóloga, com regras rígidas para os filhos, como meu pai quando eu era criança, chamando-me para dormir exatamente às dez da noite, impondo exigências, num pai no qual até pode doer um pouco no coração ter tal dureza, mas que sabe que é o certo a se fazer, como no filme da Disney A Pequena Sereia, no pai punindo severamente a filha, mas um pai com um pouco de dor e pena da menina, ao contrário do sádico sociopata, que faz sofrer por fazer sofrer, como um certo sociopata insuportável, impondo escolhas cruéis aos filhos, fazendo do sociopata tal verme que busca por um masoquista, como eu certa vez na Rua, abordado por uma sociopata que queria aliciar pessoas para um culto para lá de suspeito, uma sádica acompanhada por uma masoquista – não sei qual das duas era mais patética, uma sociopata que achava que iria me envolver em suas teias ardilosas e pegajosas, como uma mosquinha desavisada numa teia de aranha: Vá tomar no cu, sua sociopata, com o perdão do termo chulo. A entrada do prédio parece uma guilhotina, numa forma de execução, em execuções de decapitações, como uma Maria Antonieta, enfrentando a fúria revolucionária e sendo guilhotinada, no conselho taoista: Se é para haver uma punição, que seja por meios oficiais e legais, formais; se você quiser fazer justiça com as próprias mãos, você só irá sujar de sangue suas próprias mãos! É como um altivo Obama ordenando a execução de um terrorista, ou seja, uma execução oficial, sem raivas ou emoções ilusórias, mas com racionalidade e cordura, num Obama que se revelou tal grande homem, ao contrário de outro certo senhor, um babaca total e absoluto, um homem que é a prova de como o Ser Humano pode ser patético com suas raivas e com suas guerras, gastando montanhas de dinheiro em conflitos globais, como eu, ainda infante, disse a meu querido avô: “Guerra já tem demais no Mundo, vô!”. Aqui é como o homossexual, uma pessoa que nasceu de cabeça para baixo, trafegando na contramão, como num certo patético videoclipe, mostrando um gay sendo execrado pelo corpo social, inclusive execrado por seus próprios pais, um rapaz ao qual, no fim do clipe, num errante trem, tudo o que resta é compartilhar do pão com aqueles que, assim como ele, foram execrados – é um horror. Aqui é um enorme esforço de diferenciação, num artista querendo tanto se destacar e fazer a diferença, como nas irrefutáveis e inignoráveis instalações do casal de artistas Christo e Jeanne-Claude, num talento tão claro e evidente, em intervenções grandiosas e marcantes, no poder e no dever da Arte, que é nos deslumbrar, como no boom de Star Wars há muitas décadas, deslumbrando multidões com tal verve, numa história tão bem contada, algo meio raro e Hollywood, a qual tem uma doença crônica – a escassez de bons roteiros, remetendo a filmes ruins, que são indicados ao debochado antitroféu que é a Framboesa de Ouro, debochando de quem está por baixo, como numa estelar Hale Berry, oscarizada, ganhando a Framboesa pelo malfadado filme Mulhergato, com a coragem de subir ao palco e exibir seu Oscar e sua Framboesa, ou seja, ninguém está por cima o tempo todo, mesmo deuses sacrossantos como Meryl Streep. Aqui é uma fome por singularidade e particularidade, com artistas que são reconhecidos ainda em vida e artistas como Van Gogh, reconhecidos somente postumamente, como um feliz Andy Warhol, recebendo inúmeras encomendas, caindo nas graças do Mundo, nesses artistas bruxos, que nos deixam perplexos com tal inventividade, como um certo senhor estilista, um talento claro, numa mente esbanjando criatividade e talento, um homem de amplo espírito de iniciativa, como meu falecido bisavô Joaquim Pedro Lisboa, o qual é considerado o Pai da Festa Nacional da Uva de Caxias do Sul, a qual virou uma manifestação de identidade coletiva.

 


Acima, Dizendo a verdade por dentes falsos. Aqui é uma espécie de vandalismo ordenado, organizado, como numa esteira de produção industrial, numa padronização, como num chef fazendo cupcakes, usando uma concha de sorvete para se certificar que os bolinhos vão ficar de tamanhos iguais uns dos outros. Aqui são como poros respirando, como numa roupa de algodão, na fibra que respira e deixa o ar circular, como num ambiente de trabalho salubre, prazeroso, ao contrário de uma certa firma na qual já trabalhei, um ambiente o qual, apesar de limpo, moderno e climatizado, era insalubre psiquicamente, na pessoa presa numa baia na frente de um computador, nas sábias noções do feng shui, estabelecendo que, numa mesa com um computador, deve haver ao lado uma janela, uma vista, para a pessoa respirar psicologicamente, um ambiente ao qual reagi de forma enérgica, mandando ali tudo e todos à merda, com o perdão do termo chulo, como me disse um certo publicitário: Você tem que estar feliz no lugar onde você trabalha, e, lá, meu não estava feliz, principalmente com uma certa pessoa, a qual estava embevecida com a perspectiva de ter alguém abaixo de si na hierarquia, no poder do Anel, que é trazer o que o Homem mais quer, que é poder. Aqui é como uma padronização, como na escola, ensinando coisas aos alunos, na difícil tarefa de impor disciplina, mantendo na linha tais infantes, como certa vez eu adolescente, sendo energicamente orientado por uma coordenadora: “Vá para a sala de aula agora!”, na transgressão natural do adolescente, como na bem sucedia novela Rebelde, com os adolescentes usando de forma transgressora o uniforme da escola, como uma certa menina, transgredindo a constituição inicial do uniforme escolar, cortando uma parte da cola e deixando um dos ombros à mostra, uma menina muito bonita e gostosona, daquelas mulheres que encantam não só homens héteros, mas os gays também, como na revista Playboy brasileira, um nu de tão bom gosto que encantava até os gays, os quais são exigentes, fodas, com o perdão do termo chulo. Se aqui os buracos fossem aleatórios, seriam um puro vandalismo, no ódio dentro do vândalo, que é emporcalhar e destruir, uma pessoa que não ama a vida em sociedade, como arrancar mudinhas de árvores, como nos dizeres de uma certa pichação vândala: “ Nóis picha, eles pintam, e nóis picha de novo!”. É um caminho de rebeldia, no coração rebelde de Madonna, ouvindo do próprio pai, numa Madona ainda menininha: “Por que você não é como as outras meninas?”. Nessa ordenação, temos uma obra de Arte, que é pegar algo, interferir e fazer algo novo, como uma certa obra de Arte, que era uma faca com um buraco na lâmina, e no buraco se encaixava um cadeado fechado, selado, para sempre, ou como outra certa obra, que era uma cópia da Monalisa, só que com um bigode pintado no rosto da célebre modelo. Aqui é como uma prova sendo aplicada a estudantes, na competição social para ver quem é o mais aplicado, como um certo rapaz, o qual sempre foi muito aplicado nos estudos, sendo, desde menino, pressionado a cursar Medicina, num Mundo que nunca tem a sensibilidade de nos perguntar se estamos felizes, um rapaz que mandou tudo e todas à merda, com o perdão do termo chulo, mostrando o dedo do meio ao Mundo e indo cursar Jornalismo, no ato de adquirir o controle de sua própria vida, num desenvolvimento de virilidade e autonomia de voo, nas palavras de psicoterapeuta no consultório ao paciente: “Dane-se o Mundo!”. Aqui nos deixa intrigados como Chinneck conseguiu fazer tal efeito ordenado, com cada quebra sendo igual à outra. Aqui, nesta esteira de produção, é como na Pop Art, num casamento entre arte e produção industrial, como biscoitinhos numa esteira de produção, no boom global inglês da Revolução Industrial, em épocas em que os direitos trabalhistas não eram lá muitos respeitosos para com o trabalhador, na revolução no Brasil, que foram os direitos trabalhistas, com o décimo terceiro e férias remuneradas.

 


Acima, Dos joelhos de meu nariz à barriga de meu dedo. Aqui é algo cedendo, entregando-se, como alguém apaixonado, derretendo-se por alguém, num coração sendo conquistado, na exigência de se ouvir também a cabeça, como uma pessoa se apaixonando por um sociopata, tendo ilusões em relação a este, no poder manipulador do sociopata, dando-nos vontade no coração de estarmos perto de tal pária social, como um certo senhor, absolvido da acusação de homicídio duplo, vivendo como pária, um homem que recebeu com extrema frieza sua própria absolvição, quando olhamos nos olhos de um sociopata e ninguém vemos ali, ou como amizades fúteis, pessoas as quais, depois de um certo tempo sem as ver, reencontramos, olhamos nos olhos e vemos ali um estranho – não sabemos quem está ali, amizades fúteis desnecessárias, diferente do sociopata que, é uma amizade tóxica, uma pessoa interessada em nossa ruína, o que é um horror. Aqui é como um papel flexionado, torcido, distorcido, como notícias distorcidas pela praga das fake news, comuns em época de campanha eleitoral, numa falta de apuro moral, querendo o poder pelo poder, e não para usar tal poder para o bem, como me disse uma médium espírita: “Se tua religião visa o bem, então está tudo bem!”. Aqui é como o efeito de leveza da Brasília de Niemeyer, na impressão de que os tetos e as colunas são feitos de leve papel, num caminho de identidade brasileira, na enorme incumbência do Cinema Brasileiro, que é estabelecer uma identidade própria e fugir das poderosas influências hollywoodianas, assim como o Modernismo Brasileiro partiu em busca de tal identidade brasileira, em ícones como Tarsila do Amaral, alimentando um musical em que Claudia Raia interpreta tal ícone, fazendo de Raia tal heroína da cultura nacional, uma artista impecável, que atua, canta e dança, muito bem, diga-se de passagem, conduzindo com maestria tais peças, numa artista de carisma, batalhadora, com décadas de invejável carreira construída, transitando muito bem entre TV e Teatro, ao contrário de outra certa atriz, a qual tem medo de pisar num palco, o que é uma bobagem, pois falo aqui de uma atriz de tremendo talento, ao ponto de ter catarses no set de filmagem. Aqui é como uma erosão gentil, lenta, doce, com a parede cedendo a pressões, na curvatura polida do judô, em respeito ao oponente, fazendo dos japoneses tal povo limpo, ao contrário de outro certo povo, um povo sujo, principalmente na beira da praia, enfurecendo ecologistas. Aqui é como uma folha saindo da impressora, nos avanços industriais de nossos tempos, deixando perplexa minha geração, que foi criança no final de era analógica, vivendo a TV de tubo, só com poucos canais de TV aberta, remetendo aos anos 1990, nos quais TV a cabo era para lá de chic, algo que hoje é tão trivial, no paradoxo de nossos tempos: Antigamente, éramos felizes com poucos canais; hoje, com centenas de canais à nossa disposição, zapeamos e zapeamos sem encontrar algo que nos agrade! Aqui é na gíria “descolado”, como uma certa rede de cafeterias, num ambiente jovial e descolado, moderno, a cara da geração digital, numa era em que o e-mail, antes chic nos anos 1990, hoje é algo para lá de banal, como na telefonia móvel, algo hoje disponível até para pessoas mais pobres, em suas suaves prestações, num caminho de democratização, num galgar frenético de tecnologias, deixando obsoletos sites que antes eram moda. Aqui é como uma fragilidade, com algo cedendo à força da gravidade, como na erosão de milênios sobre as grandes pirâmides egípcias, antigamente perfeitas e impecáveis, simples, limpas, maravilhosas, no poder da limpeza e da simplicidade, fazendo da Vinci dizer que a simplicidade é o mais elevado grau de sofisticação, como tomar um bom banho perfumado, no poder das fragrâncias, que é dar tal sensação de limpeza. Aqui é uma distorção no espaço-tempo, fazendo dos modos humanos de medir tempo e espaço uma forma insignificante de se ver o vasto Cosmos, o qual é uma sopa infindável de galáxias, na noção islâmica de que Ale é grande, no poder do infinito, que é Deus, no poder incrível de que jamais findaremos.

 


Acima, Em algum lugar debaixo do arco íris. Chinneck adora zíperes. Aqui é um novo dia nascendo, uma nova possibilidade, como um artista se reinventando, sobrevivendo a décadas de carreira, esforçando-se para não se repetir, num caminho duro, mas que vale a pena, como em bandas longevas, sobrevivendo a muitas décadas, num eterno trabalho de recomeço, e é assim para todo mundo, até para deusas sacrossantas como Gisele, sempre se mantendo produtiva, sabendo que, se parar, virará “peça de museu”, como uma certa rádio, a qual, ao surgir nos anos 1990, foi um prodígio de audiência, mas uma rádio que está se tornando um “abacaxi”, considerada uma “rádio de velhos” por quem nasceu em tal década ou após dela. Aqui é como uma saída para uma crise, num renascimento, como já me disseram que as crises são positivas, pois apontam um momento de renovação da pessoa, como uma pessoa que passou por uma crise depressiva muito forte, como uma certa senhora, a qual se viciou em cocaína, já tendo alguns episódios de internação hospitalar, recaindo na droga por ter tido uma depressão pós parto muito forte, remetendo a um certo senhor, a história mais deprimente que conheço pessoalmente, um senhor que se perdeu nas drogas, numa vida sem perspectiva de reconstrução, um homem condenado a apodrecer o resto de seus dias numa clínica psiquiátrica, numa vida sem qualquer chance de reconstrução, algo muito mais grave do que uma mera crise. Aqui é um processo cognitivo de esclarecimento, como um dia nascendo lentamente, numa aurora tão bela, pintando o céu de cores, na deusa grega Eos, deusa da aurora, na poderosa ária pop: “A aurora venceu!”. Aqui é como a saída de uma prisão, no glorioso dia se soltura, de desencarne, numa missão cumprida na Terra, ao contrário dos que fogem, evitando a Vida, fazendo nada de seus dias na Terra, como uma certa senhora maliciosa e fofoqueira, financeiramente rica e espiritualmente miserável, uma senhora ociosa, numa vida tão vazia que tudo o que lhe resta é falar da vida dos outros, uma pessoa a qual, ao desencarnar, vai se dar conta do vazio que foi sua vida, topando reencarnar e partir em busca de tal tempo perdido, uma senhora equivocada, que inclusive muito mal de mim já deve ter falado, tendo a coragem de me cumprimentar na Rua, como se nada tivesse acontecido – como pode ser feliz uma pessoa que nem trabalha; nem estuda? Aqui é como na elucidação de um mistério, como em romances policiais, como Agatha Christie, desafiando a inteligência do leitor, numa escritora tão talentosa, jogando pistas falsas ao leitor, sendo rara minoria os leitores que conseguiam adivinhar quem foi o assassino, sendo uma mulher uma das maiores vendedoras de livros da História da Humanidade – viram como a misoginia é uma bobagem? Aqui é como um quarto fechado sendo aberto de manhã, nas palavras da senhora minha mãe acordando minha irmã e eu: “Acordem! Está um dia maravilhoso!”, no modo como certas pessoas têm dificuldade de sair da cama, na turma do “só mais cinco minutinhos”, na sedução dos braços de Morfeu, no delicioso pecadinho capital da preguicinha, a mãe de grandes invenções: Por que sofrer subindo e descendo escadas se posso pegar um elevador? Aqui é como um empreendimento sendo aberto ao público, como na inauguração da Livraria Cultura em Porto Alegre, sem marketing, sem anúncios, simplesmente abrindo as portas, numa beleza sendo revelada, em talentos de arquitetos, como entrar num shopping novinho, recém inaugurado, como na abertura do Moinhos Shopping, na capital gaúcha, numa zona chic da cidade, chamada coloquialmente de “Calça da Fama” uma via de empreendimentos nobres, como eu mesmo vi certa vez em tal via um famoso colunista social, elegantíssimo, com uma flor vistosa na lapela, dando esta a alguma moça bonita que passasse pela via. Aqui é como um striptease, ou como na dança dos véus, numa dançarina se revelando, como uma Sharon Stone, um pouco irritada por ter sido estigmatizada no mercado por aparecer sempre nua, nuns EUA de raízes puritanas protestantes.

 


Acima, Fogo na geleia. Aqui é uma restrição, como fechar uma torneira que está vazando. É como no espelho da Galadriel de Tolkien, mostrando apenas pouco do que está para acontecer, como numa dona de casa fazendo compras de supermercado, sempre aproveitando promoções, como levar três e pagar dois, como numa certa rede de supermercados, sempre com promoções de vinhos muito boas, imperdíveis, no desejo do lojista em ver a mercadoria saindo da loja, mesmo que, para isso, tenha que fazer atraentes promoções. Aqui é como um saco de lixo sendo fechado para não produzir odores, na seguinte metáfora: Acumular ressentimentos dentro de si é prejudicial, pois é como acumular lixo dentro de casa – vai começar a feder! É como eu certa vez, muito magoado e desrespeitado por uma certa senhora, uma senhora a qual resolvi perdoar, podendo eu, algum na Rua, cumprimentá-la, no poder do perdão, que é o caminho da Eternidade, pois os ressentimentos não são eternos, na noção taoista de que tudo acaba se resolvendo por si, na sabedoria popular de que, no andar da carroça, as coisas ali dentro vão de encaminhando no decorrer. Aqui é o divertido recurso da dialética, no intuito de se dar um nó na cabeça de outrem, na ironia de que tudo traz em si sua própria oposição, no inevitável casamento entre luz e escuro, no jogo de sedução entre os sexos, em aspecto simples, como um certo anúncio de telefone móvel, anúncio no qual o dispositivo estava do mesmo tamanho de uma mulher ao lado: É ela quem ficou do tamanho do aparelho ou é o aparelho quem ficou do tamanho dela? É no casamento entre positivo e negativo, no trabalho de xilogravura, “carimbos” nesse jogo de contradições, remetendo à minha xilogravurista preferida, que é artista caxiense Mara De Carli, da qual já falei, com muito prazer, no Blog desde 2015 por Gonçalo Mascia, numa Mara tão respeitada e levada a sério, sempre fazendo mostras fartas e muito bem montadas, num capricho de profissional, no papel do artista, que é nos deslumbrar. Aqui é como um “nó” no intestino, numa dificuldade para is aos pés, em fezes muito rígidas, difíceis de serem expelidas, tendo que ser ministrados laxantes, no pesadelo que é não ir aos pés todos os dias, em quadros graves de saúde, como obesidade mórbida, na pessoa indo ao banheiro apenas uma vez ou semana, ou até mais do que uma semana, remetendo ao recente Oscar dado a Brendan Fraser, interpretando um homem para lá de obeso, no modo como a Academia de Hollywood ama atores que se desfiguram para um papel, em interpretações assombrosas como o icônico Coringa de Heath Ledger, num triste Oscar póstumo, num homem jovem, com toda uma carreira pela frente, nas razões misteriosas da Divina Providência – quando uma pessoa vai, é porque simplesmente chegou a hora. Aqui é uma rigidez, como em misóginos espartilhos, oprimindo a mulher em meio a cruéis padrões de beleza, como uma certa menina que conheci, uma moça linda, uma boneca de linda, a qual nem estava comendo, nem bebendo, sequer água, achando que esta inchava e engordava – o que um pai e uma mãe vão fazer numa hora dessas se não internar a menina antes que a menina morra? E tudo por culpa desses padrões, enfurecendo as feministas, as quais, como elite, pensam contra os fortes ventos do patriarcado, no título da canção de Madonna: “Papai, não dê sermão!”. É como no sermão na missa, com as freiras sendo que submeter a um homem, que é o Papa, na ironia de que padres e freiras vivem em mundos diferentes uns dos outros, como antigamente em Caxias do Sul, com duas instituições tradicionais de ensino, com os padres educando os meninos e as freiras educando as meninas, na evolução que foi o surgimento de colégios mistos. Aqui, o extintor não quer trabalhar, como moradores de Rua, fugindo da necessária luta pela Vida, como eu ao cumprimentar qualquer amigo na Rua, dizendo: “Na luta! Na luta sempre!”. Aqui é um impedimento, na capacidade patriarcal de tolher a sexualidade feminina.

 


Acima, Imagem de Walt Disney. Aqui é o dia a dia do artista, na sua “bagunça organizada”, sabendo direitinho onde encontrar o que quer, como no lar, o lugar sagrado no qual tudo é de nosso jeito, ou como irmos e nosso supermercado preferido, sabendo direitinho onde encontrar qual mercadoria, num trabalho de familiaridade, no poder do costume, como chegar em estabelecimentos em que somos já conhecidos da casa, como clientes fieis, ou como sermos atendidos por um operador de caixa que já nos conhece, no peso do bom atendimento, como numa famosa rede de lojas pelo Brasil, uma loja em que nos sentimos tão bem atendidos, ao contrário de lojas da concorrência, nas quais não no sentimos muito bem vindos, como em um outro certo estabelecimento, num atendimento tão antipático, tendo no caixa uma moça antipática, que nos trata como se tivéssemos ofendido quinze gerações da família de tal moça – é um horror. Aqui são os vestígios do dia, como cinzas na lareira, na sedução de se namorar e beber vinho na beira do fogo, remetendo ao monstro Balrog de Tolkien, feito de sombra e fogo, na sedução das labaredas, num mundinho fechado, interior, Yin, em oposição ao lado macho da Vida, o Yang, na recomendação taoista: Entenda a força e o poder do Yang, mas seja mais Yin dentro de si mesmo, como na célebre atriz Meryl Streep, respeitadíssima no mercado, um nome forte, macho, imponente, titânico, mas uma Meryl pacata, vivendo quieta seus dias numa aconchegante casa retirada e discreta, apreciando roteiros para avaliar se são projetos interessantes, nos quais se vale apena embarcar, no bom gosto de artistas como Leo DiCaprio, normalmente farejando roteiros bons, de histórias bem contadas, como não me canso de dizer: Hollywood tem uma doença crônica, que é a escassez de histórias bem contadas, havendo o deboche da Framboesa de Ouro, que zomba dos que estão por baixo! O laço é um vínculo, na ligação do artista com sua arte, na felicidade de um artista ainda reconhecido em vida, como uma Frida Kahlo, ultrapassando barreiras internacionais, sendo uma mulher um dos maiores surrealistas da História, na prova de que a misoginia é gêmea siamesa da estupidez e da idiotice, como qualquer preconceito, como o preconceito de que vinho, para ser bom, tem que ser muito caro; como no preconceito de que negro não é gente! Esta tábua pode ser também uma obra de Arte em si, no poderoso advento da Arte Moderna, transgredindo a Arte Acadêmica, no papel sumo do transgressor, que é causar a evolução de uma sociedade, nas palavras imortais de Dalí: “Feliz daquele que causa o escândalo!”. Como no escândalo de Leila Diniz grávida de biquíni no Rio, agredindo o preconceito de que a mulher é um ser inferior ao homem, no mito misógino de Eva, a mulher que corrompeu o perfeito Adão, numa Eva que trouxe todos os males à Humanidade, no mito castrador de Nossa Senhora, a mulher que é perfeita só porque nunca transou, num indígena que não compreendia aversão do europeu a sexo e  sexualidade, na imagem de Nossa Senhora esmagando a serpente da malícia, mas na importância do mito de Maria, que é nos fazer compreender que somos todos frutos de imaculada conceição, sendo todos nós príncipes, filhos de mesmo Rei, fazendo das realezas mundanas representantes de tal sangue divino que em nossas veias corre. Aqui é um papel de registros, como carimbos num passaporte, num espírito que já passou por muitas encarnações, num processo de crescimento e depuração moral, pois este é o sentido da Vida – tornarmo-nos pessoas melhores! Aqui é como um sharing, com cada pessoa fazendo sua própria colaboração, como num elenco de filme, um elenco no qual, no frigir dos ovos, mesmo sob o controle do diretor, cada ator e atriz acaba por fazer o que pensa ser melhor, nas palavras enérgicas, porém carinhosas, de um diretor para mim: “Quando eu falo algo, você tem que obedecer!”. Aqui é como na Arte, onde cada um vê o que quiser ver, no poder da grande obra, que é render inúmeras interpretações, como na Monalisa de da Vinci, o maior mistério da História da Arte, na prova de que tamanho não é documento, numa Monalisa pequenina.

 

Referências bibliográficas:

 

Alex Chinneck. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 15 jul. 2026.

Home. Disponível em: <www.alexchinneck.com>. Acesso em: 15 jul. 2026.

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Chinneck é Chic (Parte 2 de 6)

 

 

Falo pela segunda vez sobre o artista britânico Alex Chinneck. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, A Indústria. Uma imagem de reviravolta, numa justiça tardia sendo feita, na sabedoria popular de que a verdade vem à tona, no termo latino: Verdade, a filha do tempo. O lago é a placidez, a calma, na paz inabalável do Plano Superior, onde tudo é feito com calma e ninguém quer enganar as pessoas, estando entre amigos, nas doces memórias que tenho de meus coleguinhas no início do Ensino Fundamental, sentindo-me entre amigos; sentindo-me amado e respeitado, pois os amigos são o ouro da Vida, e o sociopata é tão miserável porque não tem amigos, no egoísmo e na crueldade da sociopatia, como um certo senhor sociopata, o qual desprezo, um senhor sádico, especializado em fazer com que os outros sofram, maltratando principalmente seus próprios filhos, fazendo estes fazerem escolhas cruéis – é um horror. Aqui é como uma montanha russa, na universalidade da diversão e do entretenimento, como ir a um parque, como nos emocionantes parques temáticos da Flórida, EUA, num lugar onde voltamos a ser crianças, nessa incrível riqueza dos EUA, ao contrário dos países colonizados pela Espanha ou Portugal, sendo estes últimos responsáveis por terem gerado países pobres. O lago é o espelho de Narciso, nas palavras de uma certa popstar, a qual confessou ter passado por uma fase narcisista em sua carreira, na arrogância que precede a queda, pois os humildes não tomam no cu, com o perdão do termo chulo, remetendo a uma certa senhora, a qual simplesmente se achava imune a erros, pois, se algo desse errado, essa senhora acreditava que nada tinha a ver com tal fracasso, uma senhora que acabou fechando as portas da empresa que abrira, em duras lições de humildade, numa pessoa a qual, acostumada a ser patroa de si mesma, teve que voltar a ficar submetida a um patrão! Aqui é como uma torção, como espremer ao máximo algum assunto, como no passado remoto sem máquinas de lavar roupas, tendo que se torcerem lençóis úmidos, com duas pessoas envolvidas na tarefa, com cada uma numa extremidade da torção, torcendo em sentidos opostos, como não me canso de dizer que foram da preguiça que nasceram grandes invenções, fazendo dos pecadinhos capitais algo tão delicioso, como ficar mais um pouquinho na cama, nos deliciosos e sedutores braços de Morfeu! Aqui é como uma pessoa dando uma volta imensa, passando por um processo, por uma crise, indo de alfa a ômega, submetendo-se a alguma humilhação, no poder positivo das crises, as quais apontam um momento áureo de renovação na vida da pessoa, como me disse uma excelente psicoterapeuta, naqueles clínicos bons, precisos, que valem cada centavo da consulta, no caminho da seriedade profissional, merecendo ter sucesso na carreira, como um artista de carreira longeva, como a banda U2, sobrevivendo, desde os anos 1980, nessa “selva” que é a Indústria Fonográfica Mundial, num U2 com a mesma formação original da banda, ao contrário dos Guns n’ Roses, sofrendo um enorme desfalque com a saída do genial guitarrista Slash, na lenda que corre de que, até hoje, o vocalista Axl Rose e o guitarrista Slash seguem em alta mágoa um com o outro, na noção taoista: Se ainda há uma amargura residual, o que pode ser feito? Aqui é a sensualidade do vazio, no magnetismo sensual do vazio, como numa mesa de decoração, vaga, sem objetos em cima, exatamente para ter serventia no dia a dia, no nu uso diário, remetendo à casa de uma certa pessoa, uma casa que virou uma “loja de enfeites”, uma pessoa que não entendeu ainda que o sexy  reside no vazio, no útil, no vago. Aqui é como um alvo, na precisão de um arqueiro, como na metáfora do filme A Época da Inocência, numa personagem ganhando um concurso de arco e flecha, uma personagem que tinha um plano de vida firme e claro, querendo ser mãe, esposa, dona de casa e matriarca, ao contrário de outra personagem errante do filme, uma pessoa incerta e deslocada, perdida, deprimida, como um objeto cujo uso não é conhecido, no caminho da pessoa se encontrar na Vida, como um certo senhor, o qual se tornou padre para saber qual é seu próprio lugar no Mundo, nessa busca existencial dentro de um “labirinto”, no sentimento triste da pessoa qual ainda não se encontrou na Vida, como duas certas pessoas inteligentíssimas, as quais definitivamente não estão se colocando para o Mundo.

 


Acima, Aberto ao público. Aqui é como os portões abertos num show, com fãs ardorosos em tumulto e comoção, como nas pessoas pateticamente se pisoteando num show no Brasil da banda mexicana RBD, em algo tão bem vendido, fazendo uma ousada mescla entre real e ficcional, no instinto que é a pessoa saber se vender tão bem, numa monstruosa Gisele, subestimada, uma mulher que é o centro nervoso de um paradigma capilar feminino que há mais de década reina no Mundo, numa mulher tão, mas tão forte, nas altivas palavras de uma certa senhora: “Dos fracos, a história nada conta!”. Aqui é como numa estreia de uma peça teatral, ou um filme, em comoções pop como Parque dos Dinossauros, no poder da Arte em penetrar poderosamente nas mentes das pessoas, num artista fazendo contato mental conosco, no modo como a Arte é maravilhosa, pois a Arte nos faz humanos, pensantes e civilizados, no fato irônico de que os macacos não se sentam na frente de um computador para redigir; não sobem num palco para atuar etc. Aqui podemos ouvir o som do zíper, em algo que trouxe praticidade ao ato de vestir, em atalhos sendo feitos, em praticidades como a garrafa de vinho com tampa rosca, sepultando o uso de sacarrolhas, na inevitabilidade das novas tecnologias, como já me disseram que o Instagram é mais moderno do que o Facebook, num Face que terá de se reinventar se quiser sobreviver e não virar um “abacaxi”, como na era Orkut, num site de relacionamento que foi uma vogue, uma onda tão poderosa, um must para internautas, num Orkut o qual, pura e simplesmente, acabou, virando pó, como um cigarro consumido pelo calor do fogo, nos versos de um clássico da MPB: “O novo sempre vem!”, e cada geração com seus ídolos, em figuras poderosas como Lady Gaga, a qual respeito, mas cujo fãclube não integro. Aqui é como na abertura de um ano letivo, reencontrando os colegas e encarando uma nova série de desafios e aprendizados, remetendo à figura do “crente”, que é a pessoa extremamente dedicada aos estudos, uma pessoa que vai à escola para estudar, fazendo do intervalo um momento para ir ao banheiro e hidratar-se, uma pessoa alheia a joguinhos de paqueras, como uma certa senhora, a qual, no colégio, tinha o sonho de gabaritar todas as disciplinas, recebendo com profundo pesar uma prova corrigida na qual não tirava o conceito máximo, nas inevitáveis competições da Vida em Sociedade, na qual competimos para ver quem é o mais aplicado nos estudos, como me disse um certo psiquiatra competente: “Tens que ter mais agressividade, pois vives num mundo competitivo!”. Aqui é um desbravamento, como exploradores europeus em terras devolutas americanas, dizimando os indígenas, na agressividade do homem europeu, na imposição de valores europeus, como condenar a prática do canibalismo, em padres com a missão de catequizar tais selvagens americanos, impondo o mito de Nossa Senhora, que é a dificuldade de lidar de forma natural com sexo e sexualidade. Aqui é a magia de noites de Natal de infância, com pacotes de presente sendo avidamente estraçalhados pela criança, em presente sonhados o ano inteiro, como já ouvi que o Natal é das crianças, na noção cristã de que o Reino dos Céus é das criancinhas, no modo como a criança, recém reencarnada, traz ainda todo um residual de tal plano divino, em épocas da Vida em que esta é mais simples, como no trenó Rosebud de Cidadão Kane, como na juventude de um certo senhor, numa vida simples, na qual ele estudava de manhã e namorava de tarde, no modo como a Vida é boa quando é simples, como sentar num gramado de parque e tomar alguma bebida com amigos, como o chimarrão no RS. Aqui é como um astro sendo revelado ao Mundo, como num Brad Pitt, o qual soube surfar na onda de ser o caubói gostosão de Thelma & Louise, pois nem todos têm tal instinto, tal dom autodidata, como um certo ator bonitão, o qual não soube surfar em tal onda, na sabedoria popular de que beleza não põe à mesa, pois Brad, além do visual, tem um algo a mais; um misterioso algo a mais.

 


Acima, Abraço grupal. Aqui são como laços de família ou amizade, com tudo se resumindo a amizade, a amor entre irmãos, no ato de caridade que é um ato de amizade, como em boas almas que auxiliaram quando minha família e eu sofremos um grave acidente na estrada, no nome de um centro espírita: “Fora da caridade não há salvação”, num Deus que quer sejamos todos amigos, lamentando pelas guerras e pelas raivas humanas, num Ser Humano que eternamente ignora que a paz é maior do que a raiva, crendo sempre que o grosso e o arrogante são melhores do que o fino, o elegante e o humilde, em esforços diplomáticos sempre pela paz e pela concórdia. Aqui é como a criancinha aprendendo a fazer o nó nos tênis, numa lista existencial de aprendizados, compreendendo que o fino é sempre o melhor, na inocência infantil, que é ser simples, na memória que tenho de um pôster no quarto de minha irmã quando éramos crianças: “A maior riqueza é se contentar com pouco!”. É como a passagem de uma grande pessoa especial na minha vida, uma pessoa bondosa e iluminada que me ensinou que podemos ser felizes com pouco, como ter um pequeno bichinho de pelúcia – não necessitamos de uma coleção gigantesca de muitos bichos de pelúcia, na sabedoria de que não precisamos ser donos de “meio Mundo” para sermos felizes. Aqui é como me ensinou uma professora em minha faculdade de PP, uma pessoa que me ensinou a fazer um texto “amarradinho”, sempre insinuando e nunca “entregando o jogo”, no poder da inteligência emocional, algo inacessível ao frio sociopata, o qual está sempre em busca de vantagens sobre seus companheiros da caminhada, como um certo senhor sociopata, o qual foi ao aniversário de quinze anos da própria neta não por amar esta, mas porque se tratava de uma festa pomposa e rica, num clube luxuoso e financeiramente exclusivo, no modo como a Arte é ignorada pelos sociopatas frios, pois a Arte nos toca como seres de inteligência emocional, como o grande livro de Tao, o qual só pode ser compreendido instintivamente, num caminho autodidata de sensibilidade e criatividade. Aqui é como um sufocante e misógino espartilho, como no espartilho da Rose de Titanic, oprimindo e aprisionando a mulher, em cruéis padrões de beleza, como só é considerada sexy, hoje, uma mulher que seja semianoréxica, numa crueldade que alveja a autoestima da moça e da mulher, numa Rose a qual, num caminho de independência, mandou tudo e todos à merda, inclusive dando adeus à própria mãe, a qual forçava Rose a ser uma mera dondoca improdutiva, uma perua a qual ninguém, no fundo, respeita muito. Esses laços de relacionamentos remetem a um colega que tive no final do Ensino Fundamental, um rapaz que tinha extrema dificuldade de se entrosar e fazer amigos, sendo simplesmente sem amigos, e a Vida, sem amigos, é um inferno. O caminho do apuro moral é amar, pois, se engano, é porque não amo, como um senhor que me enganou certa vez, o qual, em tal atitude infeliz, entrou em inferno astral, na sabedoria taoista: Numa queda de braço, perca, pois quem perde se torna o homem sábio e maduro; quem vence, entra em inferno astral, como um certo rapaz em uma casa noturna de Porto Alegre, o qual me ameaçou, e eu cedi, tornando-me, assim, o adulto nobre da historia, e o inferno astral é complicado, pois pode perdurar por muitos dias, mais do que uma virose gripal de sete dias. Aqui é como um belo e caprichado pacote de presente, fazendo do presente uma homenagem à pessoa presenteada, naquelas pessoas generosas, que gostam de presentear outrem, na ironia de que, quanto mais presentes damos, mais ricos nos sentimos, remetendo a uma doce senhora, já falecida, uma pessoa que presenteava os vizinhos com produtos do pomar de tal senhora, no caminho da harmonia e da amizade, na recomendação taoista: “Não seja avarento por comida!”, nunca negando pão aos que têm fome, como catadores de lixo seco, pessoas que levam tal vida dura, mal sabendo se terão um pedaço de pão na barriga no fim do dia.

 


Acima, Alfabeto de espaguete. Aqui é um nó como os nós que os sociopatas querem dar em nossas cabeças, num sádico em busca de um masoquista, como num brutal e inacreditável episódio, de um homem que aprisionou por muitos anos a própria filha num cativeiro, inclusive tendo filhos com a menina, numa sequela incontornável em tal menina, assim como nas crianças nascidas do perturbador incesto – observa você a que ponto pode chegar a falta de apuro moral? Aqui é como um fato sendo distorcido, no “império” das fake news, principalmente em épocas de campanha eleitoral, na era da inteligência artificial, como num recente vídeo fake com Gisele, numa perfeição técnica de nos fazer jurar que de fato é um vídeo feito com a supermodelo, ou como num recente comercial com Elis Regina e a filha Maria Rita, numa perfeição de nos fazer jurar que Elis ressuscitou, tal a impecabilidade técnica, impressionando minha geração, a qual foi criança nos anos 1980, no final da Era Analógica, com o televisor de tubo e só com canais abertos, com o telefone de gancho e com a carta pelo correio, no advento do velho e bom e-mail, sendo este, hoje em dia, profundamente banal, ao contrário dos anos 1990, quando ter um e-mail era para lá de chic, na mesma época em que era chic caminhar na Rua falando num celular, em tecnologias que sofrem com a passagem do tempo, assim como as redes sociais abreviaram o uso do e-mail, como no meu caso, como só uso raramente o e-mail, comunicando-me com as pessoas pelo Facebook, o qual pode ser uma ferramenta bem interessante se bem usado com criatividade e estratégia. Aqui o hidrante está tolhido e censurado, impedido de trabalhar e operar, como numa censura, nos militares tolhendo os artistas brasileiros, numa grande frustração para um artista, em ícones de resistência como Chico Buarque, na vitória da inteligência benévola sobre a burrice e a grosseria truculentas, como um certo senhor, num Complexo de Napoleão, no maldito Anel do Poder, sempre corrompendo homens, fazendo do Mundo um mero tabuleiro de jogo, na capacidade das guerras em deixar rastros de morte, fome e destruição, com pessoas arrancadas de suas casas, e a Vida sem um lar não é um inferno? É como no serviço militar, no rapaz arrancado de seu lar, fazendo do quartel qualquer coisa, menos um lar, num rapaz que fica psiquicamente sequelado por tal experiência, não conseguindo se ressocializar completamente ao cumprir tal serviço, como um certo senhor militar, o qual se suicidou dentro do quartel, no caminho da infelicidade, em “pontas de faca” de líderes insensíveis, que envolvem em guerras seus respectivos corpos sociais, na competição fálica para ver quem tem o maior pau do Mundo, com o perdão do termo chulo. A cor vermelha é um aviso, uma advertência, como no cartão vermelho expulsando jogadores do jogo, na sabedoria popular de que Deus não joga, mas fiscaliza, no termo “Sala da Justiça” do desenho animado com os super-heróis da DC Comics, marcando minha geração com tal desenho animado, ensinando a criança a discernir entre Bem e Mal, na mensagem de que o Bem sempre acaba vencendo, na sabedoria espírita de que os ressentimentos não são eternos, e o perdão é o caminho natural, como um certo professor com o qual me desentendi, e vamos nos reencontrar lá em cima, faremos as pazes e seremos grandes amigos, no caminho da fraternidade e da igualdade perante Tao, o ente supremo que nos fez com perfeição e individualidade – as pessoas são únicas. E o sociopata passará por muitas vidas, crescerá e tornar-se-á um grande espírito de luz – ninguém está no Umbral para sempre. Aqui é uma contenção de gastos, numa economia, como uma pessoa fazendo uma poupança, na figura do porquinho cheio de moedinhas; na figura do Tio Patinhas, feliz em sua caixaforte, no gostoso pecadinho da avareza. Aqui é como um vazamento sendo evitado, minimizando desperdícios. O nó é um problema sendo enfrentado, nos “pepinos” que vão aparecendo, como num dia a dia numa loja ou empresa.

 


Acima, Anel torcido. Aqui é o sepultamento da era dos telefones de rua, e hoje a tecnologia de dispositivos está totalmente democratizada, e até pessoas bem pobres têm seu celular, esta ferramenta tão multifacetada, sepultando a era das máquinas fotográficas e das filmadoras, e até pagamentos podem ser feitos pelo celular, num ritmo frenético, podendo eu conversar em tempo real com alguém que está em Tóquio, no poder das redes sociais, na era do download e do streaming, com tudo se resumindo a software, sepultando a era do fetiche do objeto de consumo, o qual podia ser comprado ou alugado, sepultando uma rede tão poderosa como a Blockbuster, como uma certa locadora de Porto Alegre, a qual passou pela era VHS, pela era DVD e acabou fechando as portas, liquidando o estoque para os cidadãos, como na atual crise dos Correios do Brasil, numa era em que sites de compras e entregas fazem um serviço antes exclusivo dos Correios, num ponto de crise e incerteza, como um certo senhor, dono de uma agência de correios, um homem que enfrenta hoje uma incerteza se poderá continuar se sustentando por ser dono de uma agência. Aqui é como um pano sendo torcido esforçadamente, como num trabalho acadêmico, num escopo, num foco, torcendo ao máximo o “pano”, como num certo instituto cultural, o qual foi criado para celebrar um certo artista, com os membros de tal instituto espremendo ao máximo tal escopo, inclusive fazendo uma viagem internacional a título de pesquisa, num caminho de tanta dedicação e trabalho, como uma certa inteligente pesquisadora acadêmica, indo para a Itália a título de pesquisa, sofrendo, ao chegar no destino, uma enorme xenofobia, sendo considerada prostituta só porque era brasileira, numa experiência de tal amargor ao fazer com que tal professora jurasse que jamais colocará de novo os pés no país da bota, tal a experiência desagradável, com um certo padre brasileiro, o qual disse que “apanhou” na Itália com a xenofobia, um padre que, mesmo dizendo aos italianos que erma padre, não foi respeitados por estes, no completo avesso do tato diplomático, entendendo a universalidade do Ser Humano. Aqui é uma flexibilização, numa pessoa que sabe negociar, como um comerciante, como em feiras marroquinas, com os vendedores negociando as vendas, na passagem bíblica de Jesus enfurecido com tal assédio de ganância, num Jesus enfurecido com a falta de apuro moral de tais comerciantes. Aqui é como uma bala de doce sendo embalada na folha de plástico, num processo industrial, no impacto da Revolução Industrial na Inglaterra, com uma esteira de produção em massa, barateando o custo de produtos, como no custo irrisório de uma caixa de alfinetes, na ironia de que, hoje, a Inglaterra, antes berço de tal revolução, está desindustrializada, em potências como a China, exportando diariamente muitos containeres para o Mundo, no paradoxo chinês: Uma ditadura comunista na qual o cidadão é livre para empreender. Aqui é algo sendo descartado, destruído, como na destruição de bens confiscados em aeroportos, em regras rígidas, como impedir o comércio indiscriminado, isso sem falar nas duras apreensões de drogas, remetendo à Holanda: Se você quiser se drogar, drogue-se, pois a vida é sua. Ou como no slogan dos Alcoólicos Anônimos: “Se você quiser beber, o problema é seu; se quiser parar, o problema é nosso!”, remetendo à força de vontade de um senhor alcoólatra, já falecido, um senhor que passou mais de meio século longe da bebida. Aqui é como uma distorção de fatos, como num discernimento afetado, prejudicado, como na pessoa sequelada pela maconha, uma droga que anuvia o pensamento e o discernimento da pessoa usuária, fazendo com que esta perca o senso crítico, como uma certa cantora que fez sucesso nos anos 1980, totalmente sequelada hoje em dia, na evolução brasileira, traçando uma linha divisória entre usuário e traficante, sendo este uma pessoa de má fé, que quer burlar a lei para ganhar dinheiro. E o traficante, ao desencarnar, vai se dar conta da vida miserável que levou na Terra, indo pedir perdão para cada pessoa para a qual vendeu droga, num caminho de arrependimento e crescimento moral.

 


Acima, Crescer me entristece. Aqui são os icônicos relógios derretidos de Dalí, no modo como os meios humanos de organizar tempo e espaço são irrisórios em termos cósmicos, num Cosmos sem norte ou sul; sem ontem ou hoje. Aqui é um delicioso espreguiçamento de preguicinha, na delícia de se estar na cama, na letra de uma certa canção, na diva dizendo que ama sua própria cama, como no famoso espírito Patrícia, desencarnando ao dormir, acordando numa cama gostosa, com lençóis levemente perfumados, na paz e na falta de pressa do Plano Superior, um lugar onde tudo é feito com calma, como uma certa atriz que fez um documentário sobre um cantor, na diva dizendo ter muita calma para concretizar o documentário, na sabedoria popular de que a pressa é inimiga da perfeição, e há algo melhor do que fazer as coisa com calma, sem cruéis e estressantes pressões de prazos? É como uma certa senhora workaholic, a qual varava madrugada adentro na firma, obcecada, prisioneira de tal trabalho, pois o trabalho é para trazer dignidade e realização; não sofrimento. Aqui é como os relógios maluquinhos da loja do Mc Donald’s em Gramado, com ponteiros errantes, sem hora certa, numa quebra e num desregramento, conquistando a criança, numa marca de tal apelo infantil, remetendo a uma época em que a primeira loja da franquia em Porto Alegre era o must da cidade, num fenômeno de popularidade, uma rede que hoje é banal, com quatro operações na cidade interiorana de Caxias do Sul, por exemplo, em novidades que vãos e esgotando com o passar do tempo, no modo como o Cinema foi a cara do século XX. Aqui é como uma gata libidinosa no cio, contorcendo-se em volúpia, atraindo os machos com odor reprodutivo, como certa vez na casa onde eu morava, num cachorro da rua que pulou o muro para copular com a cachorra que eu tinha, na implacável influência da carne e da matéria, no modo como tais forças são naturais no Ser Humano, o qual, nos conceitos de uma certa religião, não pode viver em paz sua própria sexualidade, no absurdo de se pedir perdão por ter batido uma punheta, com o perdão do termo chulo, enfurecendo os sexólogos, cientistas que dizem que sexo é natural. Aqui é como um relacionamento, um entrosamento, no modo como a esquizofrenia pode atrapalhar na socialização da pessoa, em pessoas solitárias, perdidas, como num traiçoeiro labirinto, ou como num submundo de merda, com o perdão do termo chulo. Aqui é um problema, uma complicação, como num caso médico complexo, exigindo uma cirurgia complicada, na responsabilidade de um médico, na alegria de comunicar aos parentes do paciente que a cirurgia foi um sucesso, remetendo a casos de erro médico, num médico que fica numa situação delicada, responsável por um óbito, tendo que pedir perdão aos parentes do falecido, remetendo aos arrogantes, os quais se acham imunes a erros ou vicissitudes, remetendo a um certo rapaz, na gíria “metido”, arrogante, achando que simplesmente se tornaria um deus sacrossanto sem precedentes na História do Homo sapiens, um senhor que acabou fracassando retumbantemente, em duras lições de humildade, como Thor punido pelo pai Odin, na mitologia nórdica. Aqui é como um chocolate derretendo, numa pessoa que vai cedendo e vai sendo seduzida, na magia de uma lareira e um vinho, remetendo a um certo senhor, numa vida destroçada pelas drogas, um senhor que nunca mais em vida vai saber o que é namorar na beira do fogo sexy. Aqui é um problema complicado pedindo por uma solução, numa dose enorme de paciência, na imagem da Nossa Senhora desatadora de nós, paciente, persistente, como aguentar pessoas chatas, como uma certa senhora, chata assumida, uma pessoa a qual, paradoxalmente, aturou por décadas um marido fumante, sendo, assim, fumante passiva, no modo como para o viciado nunca é o suficiente – sempre tem que se acender um novo cigarro, num caminho de paciência para se aturar tal aspecto. Aqui é a serpente, não como pecado do Éden, mas como símbolo de fertilidade, na sensual dança do ventre.

 

Referências bibliográficas:

 

Alex Chinneck. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 15 jul. 2026.

Home. Disponível em: <www.alexchinneck.com>. Acesso em: 15 jul. 2026.