Falo pela segunda vez sobre artista plástica brasileira Ana Karina Luna. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, Amauurj. Aqui é como algo se desenvolvendo, na noção dialética de que tudo é processo, e de que as pessoas estão em constante processo de depuração moral, fazendo disso o sentido da Vida – ter apuro moral, ao ponto da pessoa odiar mentir, ao contrário do sociopata, um mentiroso de marca maior que acaba a vida “enterrado como um cachorro”, sem fazer muita falta no Mundo, ao contrário das pessoas boas, num velório cheio de amigos, uma pessoa que fará falta no Mundo, mesmo sendo um funeral discreto, como no funeral de uma querida prima minha, cercada do carinho das pessoas, na vitória do bem e da verdade. Estas obras de Luna são como desenhos indianos, orientais, como nas mandalas islâmicas, como em rosáceas de igrejas, na magia das cores de um templo, na agressividade do homem europeu, impondo-se de forma dura e cruel, destruindo povos e civilizações, como nos romanos incendiando a biblioteca egípcia de tal país, na imposição de males muito, muito distantes de Jesus, o príncipe do Amor, da Amizade e da Paz, pois, fora desses valores, não há salvação, num Deus que quer nos ver amigos uns dos outros, na sensação de estarmos entre amigos no Plano Superior, nas saudades que temos de nossos coleguinhas no colégio, numa época da Vida em que trazemos todo um residual no Céu, a dimensão da amizade, na noção cristã de que o Reino dos Céus é das criancinhas, na inocência e na simplicidade da criança, a qual se contenta com pouco, como me ensinou uma pessoa muito especial: Não precisamos ser donos de meio Mundo para sermos felizes, no minimalismo taoista no qual menos é mais, na limpeza, fazendo da simplicidade o grau mais elevado de sofisticação, como um dom designer de logomarcas, sabendo da importância da simplicidade. Aqui é um ritmo de euforia carnavalesca, num mágico salão de baile iluminado, como um certo amigo meu, um “bicho” de carnavais, preparando-se para um baile, no poder do riso e da alegria, existindo no Céu uma vibrante agenda social, numa vida tão plena e apolínea, na vitória avassaladora da beleza, como num sonho que tive certa vez, vendo um ente querido, já desencarnado, com este saindo pela porta de um prédio, e este ente tinha uma profunda alegria em si, com uma luz emoldurando tal ente, como no “banho de luz” em centros espíritas, no passe, servindo para nos dar paz, no papel do psicoterapeuta, que é nos mostrar o Mundo da forma mais clara possível, fazendo com que nos sintamos bem, fazendo da frieza racional a ferramenta para deixarmos nossos corações em paz, pois a Vida sem paz é um inferno, e as pessoas sem apuro moral sofrem, cutucados pela suas respectivas consciências, como um certo senhor que me enganou certa vez, ou como nas pessoas ricas, as quais só podem ser sãs se trabalharem, no poder terapêutico do trabalho, no qual não pode faltar nem na Terra, nem no Céu, fazendo de Tao o laborador incansável, sempre criando, em invenções simples como os plátanos, no ritmo de queda de folhas: fresquinho no Verão, pela sombra; quentinho no Inverno, deixando passar a luz do Sol – simples e genial, no modo como os campos e florestas vestem roupas majestosas, num rei consciente da beleza de seu reino, um homem simples, que toma o mesmo tipo de café dos súditos, como numa cena do clássico Titanic, com um homem simples, apesar de rico, impondo a simplicidade numa mesa cheia de malícia e deselegância, de arrogância, na noção de que a arrogância precede a queda, como um certo senhor arrogante, o qual foi punido por um processo de impeachment, perdendo por vários anos o direito de exercer a profissão. Aqui é como algo cíclico, como na pessoa observando as estações indo e vindo, acompanhando plátanos, na dança climática, observando os as folhas caindo no Outono e renascendo na Primavera, na força da Vida, uma Vida que o Ser Humano tanto busca fora da Terra, num mistério que ainda não foi desvendado, numa Terra tão rica e ínfima, numa explosão de Vida e diversidade, fazendo da Vida tal nervo da Arte, como tambores fluidios marcando as batidas do coração, no mistério da Vida: O que faz o coração bater? É como risadas com som de água fluindo, no talento humano de rir de si mesmo, em palhaços que o são com ou sem pagamento de cachê, em palhaços formidáveis como Jim Carey, no seu inesquecível Máskara, na vitória do talento, o qual não pode ser comprado ou vendido.
Acima, Ana Karina. O autorretrato é o artista querendo ver a si mesmo, como nas modernas selfies, nos avanços tecnológicos, deixando perplexa minha geração, a qual foi criança nos anos 1980, com o telefone de disco e gancho, a TV de tubo sem controle remoto e só com canais de TV aberta, a carta pelo correio, a foto revelada em laboratórios etc., e hoje é tudo via celular, no advento poderoso do software, na era do streaming e do download, sepultando o fetiche do objeto, do bem de consumo que pode ser alugado ou comprado, como era chic DVD nos anos 1990, hoje uma tecnologia ultrapassada, enterrando gigantes como a rede Blockbuster, em muitas lojas sendo fechadas, como um certa locadora de Porto Alegre, liquidando o acervo e fechando as portas, no verso da MPB: O novo sempre vem, como em adventos poderosos de divas como Gaga, uma bomba atômica de atitude, num talento e numa ousadia, conquistando corações de fãs ao redor do Mundo, como no famoso vestido de bifes da carne crua, cem por cento atitude e verve, frescor, e zero por cento custo financeiro, na vitória da simplicidade, que é a mãe da sofisticação. O decote aqui é ousado, na mulher ocidental, sensual, livre para se expressar, em popstars com gigantescos fã clubes Mundo afora, na universalidade da Arte. Aqui, este traje ousado e sexy contrasta com a burca da mulher islâmica, na mulher escondida, considerada, assim, decente, em homens como Dom Pedro I, com uma esposa e uma amante, dividindo as mulheres como santinhas e putinhas, com o perdão do termo chulo, enfurecendo as feministas, para as quais a mulher é um ser livre, sem ser puta ou santa, de novo com o perdão do termo chulo. O preto é essa moda poderosa que veio nos anos 1990, fazendo o preto não sinônimo de luto e sisudez, mas de sensualidade, remetendo a uma certa senhora, digníssima, respeitada, o qual, após enviuvar, passou o resto da vida vestindo apenas roupas pretas, nessas pessoas que conquistam o respeito da sociedade, uma senhora carismática, recebendo muitas visitas em casa, no talento do bom anfitrião, que é nos acolher com generosidade e polidez. Aqui temos um continuum cromático entre as unhas, o batom e o fundo, numa cor de feminilidade, no interior uterino, no ato de autoestima da mulher fazendo as unhas em institutos de beleza, num tempo para consigo mesma, numa mulher que vê maquiagem e salto alto como prazeres, ao contrário da lésbica, a qual vê isso tudo como obrigações e imposições sociais, odiando se arrumar muito, quando que, na vida pública, a aparência da pessoa é muito importante, remetendo a um certo sociopata, o qual conquistou o povo exatamente por ter uma aparência acima de qualquer suspeita, remetendo a uma certa senhora, a qual acima de tudo, precisa de um design de sobrancelhas, sem falar maquiagem, unhas, cabelo pintado etc., remetendo à grande estadista que foi Elizabeth I, levando muito sério o se arrumar na hora de ir a público, e isso conquista o povo. A artista aqui está um tanto retirada, querendo ser discreta, sem querer ser o centro das atenções, no valor da pessoa discreta, como meu ídolo, o escritor Luis Fernando Verissimo, um homem pacato que vivia uma vida centrada e produtiva, mas, mesmo assim, sendo assediado pelas pessoas na Rua, como o vi certa vez num shopping de Porto Alegre, com pessoas querendo tirar selfies com o escritor, perturbando o cidadão, o qual era avesso a essas celebrizações. A mulher aqui é jovem e vibrante, charmosa, na mulher que gosta de se arrumar, como uma prima minha, a qual fica um tempão na frente do espelho de maquiando, como num clipe da cantora Annie Lennox, maquiando-se em frente ao espelho, merecendo o título do álbum, que era Diva. O cabelo está impecável, pintadinho, como nos impecáveis cabelos de Cristina Kirschner e Simone Tebbet, com aquela presa, no modo como só damos valor à liberdade quando a perdemos, como um certo senhor preso, pois estar encarnado já é uma prisão; estar preso é duas vezes pior.
Acima, Aneehna. Aqui são como alegorias de festas no Norte e Nordeste do Brasil, no poder da cultura popular, a qual veio do povo e a este pertence, como cada caxiense se sente um pouco dona da Festa da Uva, com a beleza da festa girando em torno da beleza inabalável do Plano Superior, onde tudo é só beleza, na imortalidade dos regentes de tais lugares metafísicos, numa rainha bela e jovem para sempre, imortal, na vitória da beleza, com cada edição da Festa elegendo uma nova rainha, numa sucessão que faz metáfora com tal juventude eterna, como eu mesmo disse recentemente a uma doce senhora, ex rainha da Festa: “Deus abençoe nossa rainha!”. É a universalidade da festa, como em rituais amazônicos, como em casamentos, na universalidade de tais ritos de passagem, como uma formatura, num momento de alegria, como em pais orgulhosos, remetendo a uma certa tragédia, num rapaz, em plena semana de sua própria formatura, que foi covardemente assassinado por um ladrão imoral e animalesco, e quero que este assassino se dê conta da tragédia que trouxe para esta família, arrependo-se do que fez e pedindo perdão, no Céu, para sua vítima, no valor do perdão, que é o caminho natural da Eternidade, pois as brigas e desavenças não são eternas, como um certo professor, com o qual tive grave atrito, e este senhor e eu, lá em cima, faremos as pazes e seremos grandes amigos, na vitória do amor e da fraternidade, nos constantes esforços de padres em missas, sempre nos lembrando que somos príncipes, filhos do mesmo Rei, o qual nos fez únicos, eternos e indivisíveis, nos versos de Gaga: “Ele te fez perfeitamente!”, no caminho de autoestima, que é bloquear desrespeitos, como certa vez, na Rua, vi um transexual sendo agredido verbalmente por um homem,o qual berrou para o transexual: “Não é mulher de verdade!”, quando que o respeito é algo simples: Se Fulano foi para esse ou aquele lado, tenho que respeitar, afinal a vida de Fulano é de Fulano, e não minha, como em países democráticos como o Brasil, no qual o cidadão é livre para ter o cabelos que quiser ter, no prazer da liberdade, como numa deliciosa piscina, nos versos de uma certa canção: “Sem amor, não há liberdade; sem liberdade, não há amor!”. É como nos conceitos da Revolução Francesa, num golpe de estado de alto rompimento com as tradições, ao contrário da Inglaterra, ainda muito ligada a tradições, no “abismo” entre ingleses e franceses, numa eterna rivalidade, como em competições, nos áureos tempos em que, nos sorteios de grupos da Copa do Mundo, ninguém queria pegar o Brasil! Estes pontinhos de Luna são como alvejamentos, como em alvos furados por dardos, como na impressora a laser, queimando o papel, na suprema invenção que é o computador, sem o qual nada somos hoje em dia, pois já nos anos 1980 sabia-se da imortalidade e da necessidade de tal tecnologia, fazendo do Terceiro Milênio tal era Digital, no modo como o Cinema foi a marca do Século XX, numa Hollywood hoje completamente digitalizada, na era da IA, deixando-nos perplexos com tal perfeição, numa ferramenta perigosa, a qual, se fizer o bem ou o mal, depende da mão que a guia, numa questão simples: Se dou a Jamie Oliver uma faca, ele vai descascar uma laranja; se dou uma faca a um assassino, ele vai me matar esfaqueado. Aqui é como um microscópico macrófago, a célula branca sanguínea do nosso sistema imunológico, como um polvo captando as bactérias, podendo gerar o pus quando tal macrófago entra em colapso, tendo “comido” demais. Este traço de Luna é como na simplicidade das artes neolíticas, com em cocares de indígenas, em ocasiões especiais, na universalidade da festa, um momento em que nos desligamos do cotidiano para celebrar a Vida, a qual é desperdiçada com o suicídio – é como recebermos um lindo presente e jogarmos este de volta na cara do presenteador, ou seja, uma ingratidão, como um certo senhor que se suicidou recentemente, e claro que não é fácil enterrar um ente querido que se matou, um ente na flor da idade e no auge da virilidade.
Acima, Apiupa. Aqui é como uma dança festiva, no poder da Arte, e as Artes estão umas dentro das outras, no casamento entre Música e Dança, como no Cinema, abrangendo todas as Artes, fazendo da Arte tal instrumento de saúde mental, remetendo ao frio sociopata, o fascista que vê Arte como doença, e é bem pelo contrário – o sociopata é quem é doente, como um certo sociopata o qual exclui de minha vida, uma pessoa que queria controlar as pessoas, como um desvairado ditador, oprimindo o povo, na metáfora de Matrix, fazendo do cidadão uma bateria alcalina a serviço de um sistema sem sentido, como na Sociedade de Consumo, na pessoa como escrava: Tenho que trabalhar feito louco para produzir capital e, assim, ter poder aquisitivo, na noção de Tolkien: O Ser Humano, acima de tudo, quer poder, como em milhões de brasileiros apostando na Loteria, como um rapaz caminhoneiro que conheci certa vez, uma pessoa que trabalhava arduamente para só poder pagar as contas, sem poder acumular, e este rapaz usava ao redor do pescoço um pingente em forma de cédulas de dinheiro, na noção taoista: Você não imagina a que estado espiritual fica uma pessoa que é considerada feliz na Terra, ou seja, os ganhadores da Loteria, numa personagem de O Advogado do Diabo: “Eu achava que ter muita grana seria bom, mas não é!”. Aqui é como uma gata se contorcendo em cio e libido, no gostoso pecadinho capital da Luxúria, como um casal fazendo brincadeiras, como um passar talco no bumbum do outro, em joguinhos para apimentar a relação, no modo como, para um casamento durar para sempre, todo dia tem que haver um pequeno ato de reconquista, em coisa simples, que não custam um centavo, como ele abraçando ela por trás enquanto ela cozinha, no modo como podemos ser felizes com pouco, na mensagem de um pôster que eu tinha em casa: “A maior riqueza é se contentar com pouco”, como na simplicidade da criança, que é se contentar com pouco, como narrou certa vez um senhor, o qual deu presentes de Natal aos filhos, e este senhor disse que as crianças se divertiam mais com as fitas dos pacotes do que com os brinquedos em si! Aqui são como criaturas primevas, das entranhas da terra, como no monstro Cuca, do Sitio do Picapau Amarelo, um ser que vivia numa gruta, que é a vagina, na sedução do feminino passivo, seduzindo o masculino ativo, na noção taoista: E uma mulher conquista seu homem. E como ela faz isso? Nada, apenas espera passivamente, como mulheres fazendo auspiciosas simpatias para conseguir um homem, no vácuo da sedução vaginal uterina, atraindo como a força de gravidade, remetendo ao monstruoso brilho de Gisele, e o que ela precisa fazer para se manter no topo? Nada, apenas continuar produtiva, no poder gravitacional da pessoa de Tao, com os ondulados cabelos da diva brasileira sendo imitados por mulheres nos quatro cantinhos do Mundo, numa mulher que conquistou tudo, e ninguém se dá conta, na ironia da Vida, numa Gisele a qual nunca se destacou como atriz, fracassando em tal profissão – até o grandes tomam tombos, como o poderoso medalhão Tom Cruise, fracassando com o filme A Múmia, fazendo do sucesso tal amante infiel, numa Hollywood que é a terra do sucesso e a terra do fracasso, com tantos e tantos sonhos despedaçados todos os dias, na frustração, como um certo senhor, o qual não soube conduzir seu negócio, sendo humilhado ao ter que fechar as portas da empresa que abrira e voltar a ficar submetido a um patrão, e a Vida não nos ensina duras lições de humildade? Arrogância não precede a queda? Aqui é como algo se libertando, como num momento de desencarne, remetendo aos infelizes suicídios coletivos, achando que se atingiu um ponto de perfeição e que nada mais é necessário ser aprendido, ou seja, arrogância, na noção dialética de que tudo é processo, como num processo de aprendizagem num curso superior, encadeado com o processo de crescimento moral da pessoa, num encadeamento de processos, numa Vida que exige que sejamos pessoas melhores, de grande apuro moral, fazendo do crescimento o sentido de qualquer encarnação; fazendo da Terra tal “faculdade” maravilhosa.
Acima, Artyma. Aqui é como no enigmático túnel do clássico 2001, num túnel psicodélico, com mistérios alienígenas, com cores vibrantes, em formas diversas, como inóspitos lagos de metano, hostis à Vida como a conhecemos, nos famosos monólitos, de clara intervenção alienígena, na crença de que a Humanidade foi visitada no passado por tais alienígenas avançados, os quais nos deram noções civilizatórias, como o homem europeu desbravando as Américas, numa corrida de potências europeias para extrair riquezas das colônias, nas riquezas minerais brasileiras sugadas por Portugal, gerando, assim, um Brasil pobre, na noção taoista: Como são ricos! E roubaram tudo dos pobres! Como as pedras preciosas africanas adornando joias inglesas, como no preço da coroa imperial britânica, a qual, nem no dia da coroação do monarca, sai do cofre, tal o valor de tal peça¸ como nas riquezas da tumba de Tut, inicialmente sepultadas por toda a Eternidade, no estupro da curiosidade arqueológica, reabrindo tal tumba e fascinando o Mundo com tal riqueza e beleza, como na famosa máscara mortuária do rei, de puro ouro, num Egito outrora tão rico e potente, militarmente temido pelos países vizinhos, nos impérios que vão subindo e descendo, como no Showbusiness, com estrelas aparecendo a desaparecendo, remetendo a carreiras longevas, de artistas que sabem que, se pararem de lutar pela carreira, desaparecerão, remetendo a uma certa artista, a qual não sobreviveu aos anos 1980, vivendo até hoje em tal década, uma artista incapaz de injetar material novo no mercado, só tendo pertinência para quem foi criança, pré adolescente, adolescente ou pós adolescente nos anos 1980, em artistas que viram “peça de museu”, quando que a Vida é luta sempre, remetendo aos moradores de Rua, os quais querem, com todas as suas forças, evitar a Vida, nem que, para isso, tenham que dormir numa calçada dura, fria e suja, tal o desejo de fugir da luta, nas palavras de uma sábia médium espírita: Deus não quer nos ver atirados nas cordas do ringue da Vida, pois até Ele é batalhador e laborioso, como nos trabalhos do Gênesis. Aqui é um ser exótico, como um polvo, nas delícias de frutos do Mar, em iguarias tão fascinantes como camarão, na universalidade da barriga humana, com cozinhas que vão conquistando o Mundo, como o Sushi, entrando num mundo ocidental no qual a peixe tem que ser cozido ou frito, no modo como a culinária italiana ganhou o Mundo, em chefs de tanto renome, como Jamie Oliver, num tremendo talento culinário, remetendo a uma certa senhora, já falecida, a qual era uma deusa na cozinha, ou como uma certa cozinheira baiana, com delícias como lagosta e peixes. Aqui é como uma explosão acontecendo, como numa poderosa supernova, como astros estourando no Mundo, no mundo pop, em fenômenos como o kpop, em contraste com a Coreia do Norte, a ditadura na qual o cidadão é um prisioneiro, como na China, o país no qual o cidadão tem que acatar tudo o que o governo impõe. A festa vence a guerra; a fraternidade vence o ódio. Aqui é como um ralo indo abaixo com resíduos, como no formato espiral de galáxias, fazendo do Cosmos tal lugar imenso, numa infindável sopa de galáxias, num Cosmos tão vasto, na máxima islâmica de que Alá é grande, muito grande, como perguntar a Deus no filme Dogma: Por que tudo isso? Num Ser Humano que ainda é muito “criança”, nas amorosas palavras de espíritos superiores a nós: “Como vai, pequenino?”. É a questão do Amor, num Deus que quer nos ver amigos, lamentando pelas guerras na Terra, nesse milenar talento humano pela raiva, subestimando a paz e a harmonia, fazendo do Plano Superior tal paraíso, com paz, onde tudo é feito com calma, como certa vez uma atriz em entrevista, dizendo fazer com bastante calma um documentário sobre um certo artista. Essas formas de Luna são estranhas e enigmáticas, diferentes, no homem de Tao, diferente, particular, no caminho da individualidade, e como são poucos os que entendem Tao, pois quanto mais classe tenho, menos controle viso obter sobre o Mundo e sobre as pessoas.
Acima, A terra e o tempo. Aqui é como uma boneca, num texto muito sensível de um certo escritor, narrando que a menina debutante, antes de ir ao baile, despede-se das bonecas, sepultando a infância e abraçando a vida social, no modo como é natural a pessoa ir se desinteressando pelos brinquedos, acabando por guardar os brinquedos numa caixa, entrando na maturidade sexual, nas altivas palavras de Marta Suplicy para uma plateia de adolescentes: “A adolescência é uma fase em que se masturbar dez vezes pro dia é totalmente natural!”, deixando perplexos os jovens que assistiam, numa mulher imponente como uma fachada de prédio neoclássico. Vemos um pequenino crucifixo, como na cruz em salões de assembleias de autoridades, como no Congresso em Brasília, apesar do governo ser laico. A cruz é tal símbolo de força suprema, na ironia de que a crucificação é de total fraqueza, num Jesus fraco, vulnerável, maltratado, na ironia taoista de que forte é fraco e de que fraco é forte, trazendo imenso poder à imagem de Jesus crucificado, e esse discernimento é entendido por poucos, no eterno erro humano em achar que grosso é forte, na sabedoria popular de que a caneta é mais poderosa do que a espada, remetendo ao serviço militar, o qual sequela psiquicamente o rapaz, pois o quartel é qualquer coisa, menos um lar, como no infante em Cidadão Kane, arrancado de seu paraíso de infância, um homem que morreu rico, porém simples, balbuciando no leito de morte o nome de seu amado trenó de neve, numa época em que Vida era mais simples, e a Vida é boa quando é simples. No rosto da boneca vemos forma de diamante, na capacidade de uma pessoa em brilhar em simplicidade, como num líder honesto, que acompanha o próprio povo, num rei visto, amado e respeitado, trazendo harmonia a um reino, como em altivos monarcas europeus hoje em dia, nunca recomendando violência, ao contrário do Ser Humano em geral, o qual é um rei que nunca está contente dentro de seu próprio reino, sempre querendo anexar os territórios vizinhos, em fomes napoleônicas, nessa patetice humana, sempre em nome do maldito Anel do Poder, o qual corrompe até os melhores homens, no modo como deve ser difícil “desencarnar” do poder, como um certo senhor, o qual não aceitou com elegância a derrota nas urnas, desobedecendo o protocolo de um líder em passar a faixa governamental no corpo do vencedor das eleições, em homens deselegantes, que riem de Tao quando deste ouvem. A cor vermelha é a menstruação, na menina virando mulher, como uma certa mulher, a qual foi mãe ainda adolescente, tendo que amadurecer “na marra” frente a tal responsabilidade, arrancada de sua adolescência, impedida de ir a festas e de fazer demais atividades de jovens, remetendo a um certo senhor, com quádrupla responsabilidade, tendo que sustentar a si, a esposa e duas filhas, esforçando-se para proporcionar um bom nível de vida, como outro certo senhor, o qual nunca foi rico, mas sempre proporcionou boas casas à própria família, mesmo que alugadas. O cabelo está aprumado, penteado para o lado, como na moda que Madonna lançou nos anos 1980, com um rabo no cabelo pendendo ao lado, numa assimetria, no poder do estilo e da atitude, como nessas bombas atômicas de atitude como Gaga, no modo autodidata de que a pessoa tem que aprender por si o que é simplicidade, remetendo a uma certa pessoa sem estilo, uma pessoa que é “escrava” de vitrines de shopping, pois quando adquiri critérios de estilo em minha cabeça, posso me vestir na Campanha do Agasalho e estar extremamente bem, parecendo que recém saí de uma loja carésima. É como na formidável transgressão de Chanel, estabelecendo que o que conta é o efeito do adorno, e não o valor econômico, na simplicidade de uma bela mulher em usar flores no cabelo. A boneca aqui se encolhe, recatada, com pudor, como uma certa senhora, discretíssima, raramente se maquiando, discreta até em seu tom de voz, no poder da discrição do camaleão, que á sumir para se aproximar de presas, na sabedoria da evolução natural biológica, entalhando a mulher de instinto materno.
Referências bibliográficas:
Arte. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.
Curriculum Vitae. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.











