Falo pela quinta vez sobre artista plástica brasileira Ana Karina Luna. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, Taiquassara. Aqui temos um tipo de psicodelia hindu, como em um memorável clipe da banda Deee-Lite, trazendo toda uma verve e toda uma matiz ao início dos anos 1990, no poder da Arte em trazer ventos de renovação, havendo em tal época tal nostalgia, com baterias psicodélicas dos anos 1960, havendo nesta época uma euforia psicodélica indiana, como cada época com seus ícones, no dever de uma rádio em não parar no tempo, sintonizada com o que esta acontecendo neste momento no Mundo, remetendo a uma certa rádio, um “velharia FM”, uma rádio que toca excessivamente clássicos, uma rádio que está virando um “abacaxi”, sendo considerada, pela meninada, uma rádio de velhos, em premiações como o Grammy, sempre trazendo novidades, no novo que sempre vem. Aqui são como fogos de artifício, numa virada de ano, numa ocasião especial, numa festa, um momento em que nos desplugamos temporariamente do siso para celebrarmos um pouco a Vida, com em feriados nacionais, com tantos e tantos feriados no Brasil, uma democracia livre que tem uma lacuna, num cidadão que simplesmente é obrigado a votar, e não deveria haver tal obrigação, como nos EUA, um país no qual o cidadão é livre se quiser ou não votar, e somente a liberdade traz a paz, remetendo a infelizes regimes opressores, num cidadão que é uma “pilha alcalina” a favor de um sistema insano, como no regime capitalista, no indivíduo que é um prisioneiro: Tenho que trabalhar feito um “burro de carga” para produzir capital e, assim, adquirir bens cobiçados de consumo, como um certo senhor, aparentemente sovina e pão duro, mas um senhor o qual, na hora de comprar o carro que dirige, investe bota para quebrar, só comprando carrões – de modo geral, somos todos escravos de “Matrix”, no Mito da Caverna, expostos aos auspícios do consumismo, no caminho oposto da simplicidade de da sabedoria, que não se deixar seduzir, num homem sábio, que não se deixar enganar por bobagens auspiciosas, nas palavras de uma sábia senhora: “O Mundo só pertence aos dignos merecedores – o resto são sinais auspiciosos”, como em tediosas alas vip de boates, no auspício de um cartão de crédito que faz com que nos sintamos a elite das elites, na fatura que chega em algumas semanas, nos juros altíssimos para quem opta por pagar o mínimo exigido, num efeito “bola de neve”, em dívidas pornográficas, como acontece no Brasil, um país de milhões de endividados, na sedução consumista, com pessoas que querem viver acima do que podem, como parcelas em muitas vezes um celular último tipo, na sedução de vitrines de shopping, o oposto do estilo, pois o estilo vem de simplicidade, sem afetações ou frescuras, no caminho autodidata da Vida: As pessoas precisam aprender por is mesmas o que é simplicidade, em pessoas que têm tal instinto, na noção de da Vinci de que a simplicidade é o mais elevado grau de sofisticação, como na limpeza minimalista da bandeira nacional japonesa, impecável, simples, perfumada de tão limpa. Aqui é uma forma estranha, como uma ideia se formando, como num certo instituto cultural, cujos integrantes levaram algum tempo para definir as diretrizes, num escopo, fundando um instituo em homenagem a um pintor italiano, num trabalho de dedicação, indo à Itália para fazer pesquisa, um país o qual, já ouvi dizer de uma intelectual, é um país que vê com maus olhos os brasileiros, considerando o brasileiro sinônimo de prostituição e pobreza, ou como um certo padre, o qual disse ter “apanhado” coma xenofobia na Itália, por mais que tal senhor dissesse que era padre católico apostólico romano, remetendo o a tato diplomático, polido, ciente da universalidade do Ser Humano, em esforços pela paz, remetendo a um certo político brasileiro, um homem que definitivamente não é um homem de Tao, pois um Homem de Tao é polido e jamais recomendará violência, remetendo a esta guerra insana de Trump, um homem anti Tao. Aqui é como uma infecção de se desenvolvendo, em bactérias se proliferando por meio de mitose, como eu certa vez tive uma infecção estomacal ao, provavelmente, entrar em contato com urina de rato num lugar alagado, nas vicissitudes da vida material. Aqui é algo nos provocando, na capacidade do artista em entrar em nossas mentes.
Acima, Tequé. Aqui são como serpentinas em bailes de carnaval, como um certo senhor, um “bicho “ de carnaval, caprichando em suas fantasias, em lembranças que tenho em carnavais em Floripa, numa alegria contagiante, ou como numa festa a fantasia na qual fui, fantasiado de faraó, num “mico” total, como todos ali no baile à fantasia, como no folclore americano do Halloween, com cada um extravasando suas fantasias, na tradição de crianças pedindo doces, nessas misturas culturais, como ainda falando nos EUA, um país cujo caldeirão cultural resultou em estilos “primos” uns dos outros, como o rock, o jazz, os blues e o country, remetendo a um certo senhor o qual respeito, um homem articulado, com iniciativa, promovendo anualmente um belo festival de blues em Caxias do Sul, o mais do gênero na América Latina, nessas pessoas que brilham, remetendo a meu querido bisavô Joaquim Pedro Lisboa, tido pela comunidade como Pai da Festa da Uva, apresentado a Getúlio Vargas quando este visitou a Festa de 1954, meses antes deste se suicidar, na questão delicada do suicida, uma pessoa que pura e simplesmente acha que não tem saída e que tem que se matar, num caminho de baixa autoestima, com o outro certo senhor, inteligentíssimo, mas há décadas numa depressão total, mesmo ouvindo dos amigos que não existe vitória sem luta, como esses pobres diabos sofredores em situação de Rua, querendo, com todas as suas forças, fugir da luta de ela Vida, nas sábias palavras de uma médium espírita: “Deus quer nos ver lutando; Deus não quer nos ver atirados nas cordas do ringue da Vida!”. E o Mundo está aí cheio de labor, de trabalho, de esforço, de luta, como dizia uma excelente professora antropóloga eu tive, indagando outrem: “Como vai a luta?”, daqueles professores bons, que valem cada centavo da mensalidade, como um rígida e dura professora filósofa que tive, numa cadeira na qual quase fui reprovado, e o que me salvou foi a doutrina taoista, a qual, apesar de ter sido escrita há milênios, permanece perfeitamente atual e contemporânea em pleno Terceiro Milênio, na universalidade da espiritualidade humana. Aqui vemos um rastro de cocozinhos de cão na Rua, na feliz lei que impede as calçadas de ficarem imundas de cocô, remetendo à paciência de uma certa senhora, a qual varre diariamente seu apartamento, numa casa limpa como um hospital, uma paciência qual eu, particularmente, não tenho, fazendo de minha casa relativamente limpa, mas não imunda. Esses minuciosos pontinhos são como o labor de uma costureira fazendo vestidos de gala, como disse uma costureira certa vez: “Cada vestido é como um filho meu, e dói um pouco em mim ao me despedir deles e ver estes indo para o Mundo!”. É como uma falecida minha tia costureira, a qual disse, ao doar a produção, ter que fazê-lo com dor no coração, mas é aquela história: Antes de ouvir o coração, ouça a cabeça, num coração que pode ser traiçoeiro e nos enganar, fazendo da Vida algo sério e sisudo, como vários amigos meus, na responsa de se terem filhos no Mundo, no desafio de incutir valores nobres da cabeça da criança. Aqui é como um fogo se alastrando, num sinistro ocorrendo, havendo hoje em prédios os sensores de incêndio, remetendo à tragédia carioca do fogo que destruiu o Museu Nacional, destruindo peças de valor inestimável, como aquele artista que morre deixando tal legado no Mundo, no modo como a morte de Elis Regina virou o Brasil de cabeça para baixo, tão jovem, com tanta carreira pela frente, tudo por causa das drogas, remetendo a uma certa pessoa, a qual está conivente com o fato do filhos estar fumando maconha rotineiramente, numa droga que pode sequelar o pensamento, o discernimento e o pensamento critico da pessoa, uma conivência a qual reprovo, pois hoje, no Brasil, o único modo de se adquirir tais drogas ainda é por meio bandido traficante fora da lei, um traficante que vai desencarnar e ver a vida vazia eu levou na Terra, pedindo perdão a todos para os quais vendeu droga, no sentido da Vida, que é adquirir apuro moral, fazendo do sociopata alguém BEM longe de ter tal apuro, numa pessoa insensível a Arte, em sociopatas tão famosos como Hitler.
Acima, Tunita. Aqui é como um instrumento musical, em grandes artistas como Yamandu Costa, genial, monstro de talento, totalmente íntimo de seu próprio instrumento, em talentos como Slash, o maior guitarrista de todos os tempos, o qual, ao sair da banda lendária Guns n’ Roses, deixou nesta uma lacuna enorme, e teve que ser buscado um guitarrista que chegasse mais ou menos aos pés do célebre instrumentista, como reza a lenda de que até hoje há um profundo melindre entre Slash e o líder Axl Rose, no modo como as desavenças não são eternas, e o infinito é o caminho natural do perdão, fazendo de Deus o vazio do infinito, nesse presente imensurável, e não é poder demais o fato de que jamais findaremos? Deus Jesus do Céu, é muito poder! Aqui é como um nó sendo feito, nesses nós que os sociopatas querem dar em nossas cabeças, como se nós, os normais, fôssemos o execrável mala pedante imoral, na energia dantesca de um sociopata, atirando ameaças, animais que não sabem viver em sociedade, andarilhos do Umbral, a dimensão dos que não amam, um plano sem amigos, pois os amigos são o ouro da Vida. Aqui é uma sensual serpente escorregadia, na capacidade de uma mulher ser sexy, como na Mulhergato de Michelle Pfeiffer, a qual, num piscar de olhos, vai de pata choca a mulher sexérrima, numa atriz que se agarrou com unhas e dentes em tal papel, sendo o único aspecto considerável de um roteiro mal construído, num paradigma indestrutível: Um bom filme nasce de um bom argumento, pois, se não, não adianta querer consertar em elenco, direção de arte etc., remetendo ao abacaxi Ricos, bonitos e infiéis, um filme ruim, que deu prejuízo ao estúdio, mesmo recheado de grandes astros e estrelas, no fato de que o sucesso é um amante infiel – hoje está comigo; amanhã, não sei. Aqui é como uma tatuagem, com pessoas que se cansam de suas próprias tatuagens, como na atriz Megan Fox, a qual passou pelo doloroso tratamento de deletar tatuagens, fazendo metáfora com o submundo, do qual é difícil sair, fazendo de tais subesferas uma prisão para a mente, até a pessoa se dar conta de que está andando em círculos, pois, meu irmão, acredite, os submundos não valem a pena, uma esfera na qual nada estamos construindo e para lugar nenhum vamos, remetendo a uma tremenda catarse um certo artista plástico, o qual “vomitou” a sensação de cárcere e fez do limão uma limonada, no modo como Arte é de uma suma importância de saúde mental, de pessoa boa para pessoa boa, no poder da Arte em tecer comoções coletivas, como a linda mensagem redentora de Titanic, com os personagens de bem, no final, recebendo Rose no Plano Superior, o qual é repleto de amigos, pois fora da amizade e do amor, nada se tem, na adorável oração: “Meu anjinho, meu amiguinho, leve-me sempre pelo bom caminho!”, no reconfortante fato de que cada um de nós é acompanhado por um anjo da guarda. Aqui é como um laço de presente, na magia das cores de adornos de Natal, como na cidade de Gramado se arrumando para o visitante, deslumbrando este, numa cidade de tamanho talento turístico, mas uma cidade cara, com os hipervalorizados aluguéis de espaços comerciais, como o palacete no qual está instalado o Hard Rock Café, uma cidade cujos preços não assustam turistas do eixo Rio-São Paulo, cidades com custo de vida alto. Aqui é a serpente diabólica do Éden, seduzindo Eva e culpando esta pelas misérias da Humanidade, na sujeira misógina, ou homofóbica, nos versos provocantes de uma canção de Madonna: “Você gostaria que eu fosse um homem?”. Aqui é como um alvo alvejadíssimo, com muitos tiros de treino, num foco de escopo científico, nas enérgicas palavras de um professor de fotografia à aluna: “Foco! Foco! Foco!”. É na divindade Capa Preta, da Umbanda, no lado macho da Vida, do Yang, da luta, no fato de que ter só Yin ou só Yang não tem efeitos, consideráveis, no modo como liso e áspero são faces do mesmo trabalho, misturando disciplina com prazer, como um cantor em turnê, com muito tempo de labor longe de casa, longe do incomparável conforto do lar.
Acima, Turigosso. O ponto negro ao centro é a dúvida, nos versos de uma canção: “Há um pontinho preto no Sol hoje”. É a dúvida existencial pelo sentido da Vida, cujo sentido é adquirir apuro moral, nobreza e dignidade. É o terrível olho malévolo do Sauron de Tolkien, no senhor da terra negra de Mordor, na universalidade da luta entre o bem e o mal, fazendo do sociopata quem se identifica com o mal, como um certo senhor, empenhado em aliciar adolescentes para o Nazismo, nas palavras de outra senhora sociopata: “O mal é mais interessante!”, ou seja, fica fácil de se observar a sociopatia, num andarilho do Umbral, a dimensão onde não temos amigos, os quais são o ouro da Vida, como ter uma família amorosa, a qual sabe pelo que passamos a nível existencial, na figura de um ombro amigo, ao contrário das amizades fúteis, as quais só servem para a hora da festa e da risada, do tipo de amizade “Não ajuda; não atrapalha”, pessoas que não estão nem aí se estamos bem ou mal! Nesta obra temos um centro gravitacional, como Júpiter com suas várias luas, como mosquitos em volta da lâmpada acesa, como os impiedosos paparazzi perseguindo Diana, no paradoxo desta: Gostava de aparecer, mas se sentia invadida, num carisma tão lendário, uma mulher simples, do povo, que sabia que a simplicidade é o mais elevado grau de sofisticação, e tal simplicidade conquista o povo, ao contrário do rei da França deposto em revolução, um rei envolto em suas alienantes bolhas de privilégios em Versalhes, insensível ao preço do pão para o súdito, e o líder que se afasta de seu próprio povo, deixa de ser líder, como nos Romanov executados pelos comunistas, na crueldade de se matar crianças, rendendo por um tempo a lenda de que a princesa Anastácia teria sobrevivido, mas uma tese posteriormente refutada cientificamente, em simples testes de DNA, nos deslumbrantes avanços científicos. Aqui é como um disco de vinil rodando, numa espiral, ou um CD, vazio no meio, na nostalgia de se ir à loja e comprar um CD, em eras que, para esta meninada que está vindo aí, são pré história, nas ondas de renovação, na noção dialética de que tudo é processo, como nos shoppings, em constante processo de transformação, numa Porto Alegre hoje tão distante da Porto Alegre que vi e vivi nos anos 1990. Vemos uma discreta forma de cruz, no paradoxo cristão, na noção taoista de que fraco é forte, e Jesus, na cruz, tão fraco, tão surrado e tão maltratado, torna-se tal símbolo poderosíssimo, no poder da simplicidade, como o Menino Jesus na manjedoura, num rei que conquista seu povo, como a diva Juliana Paes falando de um certo sambista: “Ele é simples! Ele é do povo!”, num rei que toma o mesmo tipo de café de seus súditos, um homem que até gosta de palácios, mas sabe que os campos e florestas usam roupas majestosas, como na figura do gaúcho cavalgando pelas terras do RS. Neste quadro vemos um quebracabeça, num trabalho de raciocínio e muita, muita paciência, como desconstruir as ações do sociopata, ações as quais, analisadas, não apresentam lógica, como nos infames atos de vandalismo em Brasília, com pessoas dizendo amar o Brasil, mas destruindo este, e isto não é Tao, pois o homem de Tao é nobre, pacífico, simples e polido. Esses tentáculos remetem às terríveis máquinas destrutivas de Matrix, assassinando seres humanos, na ficção colocando a IA de forma perigosa, uma IA que saiu de controle e quase dizimou a Humanidade, escravizando esta, em metáfora com o sistema capitalista: Tenho que sofrer de tanto trabalhar para ter poder aquisitivo, numa pessoa escrava de vitrines de shopping, e isto é o oposto da simplicidade, pois a pessoa simples é imune a tais apelos consumistas, numa pessoa que está farta de estar “doente”, nas palavras de um certo senhor: Os shoppings são os templos do consumismo! Vemos aqui formas como em crochê, no poder transformador das mãos humanas, num trabalho paciente, terapêutico, na paciência de se colocar a linha pelo buraquinho da agulha, no poder do trabalho, da pessoa se sentir útil ao Mundo, nunca parando totalmente de trabalhar.
Acima, Uaridegonabá. Aqui é como uma bomba, na sequela mental de quem jogou a infame bomba sobre Yroshima, como no serviço militar, no rapaz que é arrancado de seu lar para servir no quartel, como em Cidadão Kane, arrancado de seu amado trenó de neve Rosebud, numa época em que a Vida era mais simples, e o quartel é qualquer coisa, menos um lar, e não existe lugar como o lar, com seu sofá, sua TV, sua patente, sua cama, seu fogão etc., um rapaz o qual, ao voltar do serviço militar, não consegue se ressocializar totalmente – é um horror a crueldade do Ser Humano. Aqui é como um formigueiro, com suas próprias regras, com inúmeros túneis funcionando, cheios de insetos, na figura da abelha rainha, na dignidade de prover o formigueiro, num trabalho de serviço ao povo, nas palavras de posse de Elizabeth II: “Minha vida, seja longa, seja curta, servirá ao povo!”, num peso de responsabilidade, como ter filhos no Mundo, incutindo valores nobres na cabeça da criança, dando um “xixi” se necessário, remetendo a pais tão duros como o pai de Michael Jackson, impedindo este de ter uma infância normal, fazendo da mãe de Michael oposto, uma mulher que não tinha medo de demonstrar afeto e amor, ou seja, uma pessoa normal, almada. É como esta nova live action de He-Man, desrespeitando o universo original de He-Man, no qual o rei Randor era um homem nobre, e, nesta live action, é um pai duro e cruel, covarde, maltratando o próprio filho pequeno, como no sociopata maltratando os próprios filhos, obrigando estes a fazerem escolhas cruéis, por puro sadismo, como um certo sociopata, o qual, definitivamente, não prezo, tendo eu já matado a charada há décadas – é um monstro malévolo, que tem prazer ao ver os outros sofrerem, ao contrário das pessoas normais, as quais, apesar de terem defeitos, são pessoas boas e clementes, almadas. Aqui é como um enxame de abelhas, no trabalho de se fazer mel, esta iguaria tão maravilhosa, remetendo ao urso comendo colmeias, mal se importando com as picadas inclementes das abelhas, remetendo ao adorável personagem Zé Colmeia, adorando o mel das abelhas, cujas picadas doem pra cacete, com o perdão do termo chulo, com algum elemento químico no ferrão. Aqui é uma pulverização e uma destruição, como no lento e gradual colapso do Império Romano, nos altares pagãos sendo tranquilamente substituídos pela imagem da Virgem, cuja figura pura e casta afronta a decadência romana de orgias, como mostrado no contundente filme Calígula, um filme o qual, além de pornô, é uma porrada de violento, mas um filme com uma direção de arte excelente, indicada a um Oscar, fazendo de Hollywood tal palco de sucessos e fracassos, fazendo do sucesso tal amante infiel, havendo o deboche da Framboesa de Ouro, zombando dos que estão por baixo, na coragem de Hale Berry, a qual ao ir receber a Framboesa por Mulhergato, levou junto seu Oscar, nos inevitáveis e liquidiscentes altos e baixos da Vida, fazendo do sucesso um problema, como Walter Salles, com a enorme incumbência de superar o Oscar que recentemente recebeu, um Oscar que pode ser tão bênção quanto maldição, como Fabinho Barreto, contente com sua própria indicação, mesmo não tendo levado a cobiçadíssima estatueta para casa. Aqui são como poros suando, na pele respirando, ou como filtros de café, na revolução das cafeteiras elétricas, no fascínio de tal bebida, a qual ganhou o Mundo, colocando o Brasil no meio do mapa do café, remetendo aos horrores escravocratas em cafezais antigamente, como mostrado na novela Sinhá Moça, com os negros jogados numa senzala como cachorros num canil, negros condenados a uma vida de trabalhos forçados – é um horror, e tudo em nome das ambições dos fazendeiros. Aqui é como um couro cabeludo, no cansativo trabalho de se fazerem alongamentos, com fio por fio sendo colado, numa necessidade de se ter tanta paciência, como a deusa Michelle Pfeiffer, a eterna Mulhergato, uma atriz qual, na produção de uma determinada película, ficou seis horas inteiras numa cadeira de maquiador, ou seja, ralando o coco, meu irmão!
Acima, Um corpo em outro corpo. Aqui é a espiral do código genético, nos avanços dos testes de DNA, como na comprovação do esperma de Bill Clinton na infame Monica Lewinsky, um episódio que destruiu Bill, o qual mentiu, indo aos televisores do Mundo todo dizendo que jamais transara com a moça, na noção taoista: Os que mentem acabam rejeitados e desprezados, como um certo senhor jogando um jogo perigoso, mentindo frequentemente, um senhor o qual, segundo um respeitado jornalista, tem a cabeça de uma criança de cinco anos de idade, e isso não é um homem de Tao, pois um homem de Tao é nobre e odeia mentir, no caminho do apuro moral. Vemos uma aureola, símbolo de divindade, como santos católicos, iluminados, no poder esclarecedor do pensamento racional, avesso a malícias, como na figura da águia americana, livre pelos céus, num país democrático no qual o cidadão só vota se assim quiser, ao contrário do voto obrigatório no Brasil, uma lacuna democrática brasileira, mas, ao menos, um país no qual o cidadão é livre para se prostituir, como na Holanda: Se quer se drogar, o problema é seu! Vemos um tridente, como o do diabo, na figura do Inferno, no sofrimento de espírito de raso apuro moral, fazendo metáfora com o metrô debaixo da terra – nunca fale com estranhos no metrô, como num episódio de Seinfeld, no personagem George Costanza enganado por uma golpista com a qual falou no metrô, como eu próprio certa vez em Nova York, quando desço no metrô e me deparo com pessoas tão, mas tão mal apessoadas, aniquilando meu desejo de andar de metrô na urbe “que nunca dorme”, fazendo metáfora com o Plano Superior, num luar metafísico em que não temos fadiga, sendo, assim, desnecessário descansar e dormir – é a glória, meu irmão! Vemos um solzinho radiante, nesta fonte essencial à Vida, no tradicional por do Sol do Lago Guaíba em Porto Alegre, uma imagem tão bela, num Sol morrendo majestosamente, com aquelas pessoas que aplaudem auroras, na figura de linda deusa grega Eos, a deusa da aurora, cobrindo os céus de ouro magnífico, nos versos da célebre ópera: “A Aurora venceu! Venceu! Venceu!”, e é como na Terra da Estrela da Manhã, nosso berço, nosso lar primordial onde temos a nítida consciência de que somos felizes, como num final feliz num filme, ou como música acaba em paz, no termo de um clube caxiense, o Recreio da Juventude, no refúgio da juventude eterna, onde todos são belos e nobres, em metáfora com a qualidade de vida em Portugal, um lugar no qual mal devemos trancar a porta de nossa casa de noite, ao contrário do belo Brasil, um lugar onde a segurança pública é complicada, como na cidade do Rio, nos versos de Fernanda Abreu: “Purgatório da beleza e do caos!”. Aqui são como borrões de carvão, num churras tão brasileiro, no cheiro de carne em domingos de meio dia, como um certo senhor, pobre, mas um senhor que não deixa faltar picanha no domingo, horrorizando os veganos, pessoas que simplesmente nada de origem animal consomem. Vemos uma luazinha, na Lua com suas próprias regras e condutas, independente, louca, por assim dizer, no termo “ser de lua” aquele que tem ações curiosas e louquinhas. Na base do quadro vemos o dois olhos nos fitando, como a Monalisa nos fitando, um eterno mistério, na maior obra de Arte de todos os tempos, atraindo milhões de pessoas por ano, na prova de que tamanho não é documento, num quadro de pequenas proporções, nas obras de da Vinci tão, mas tão valorizadas, ao ponto de serem inegociáveis, num Leonardo que acabou a Vida cercado de confortos e privilégios, sendo protegido do rei da França, vivendo em meio aos luxos da corte, um Leo o qual, reza a lenda, era muito piadista e brincalhão! Aqui é como um entrelaçamento, um aperto de mãos, como no pôster do filme A Lista de Schindler, com irmão dando a mão a outro irmão, na famosa lista que salvou vidas, com tudo se resumindo a amizade, a amor fraternal, num plano onde estamos entre amigos, diferentemente da Terra, onde bons e maus estão juntos, na ilusão da matéria, que esconde como somos de fato no Plano Superior.
Referências bibliográficas:
Arte. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.
Curriculum Vitae. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.











