quarta-feira, 14 de outubro de 2026

No mundo da Luna (Parte 6 de 21)

 

 

Falo pela sexta vez sobre artista plástica brasileira Ana Karina Luna. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Sufejan. Aqui são como franjas, num talento de cabeleireiro, nas mãos que transformam. Aqui é como um espanador ou uma vassoura, remetendo a uma certa senhora, disciplinada, a qual varre diariamente seu apartamento, e a única coisa que pode organizar nossas vidas é a disciplina, remetendo a uma rígida professora de balé, ultradisciplinada, exigente, séria, exigindo o máximo dos alunos, pois um professor bom é um professor exigente, que faz o aluno crescer, dando uns “puxões de orelha” quando necessário. Já, outros professores são medíocres e desinteressantes, pessoas sem talento ou brilho, dando-nos a impressão de que a mensalidade sai cara demais, como naqueles filmes medíocres, dando-nos a impressão, ao sair da sala de cinema, que perdemos duas horas de nossas vidas, nessas bombas merecedoras do deboche que é a Framboesa de Ouro, debochando de quem está por baixo, como Tom Hanks, vencedor de dois Oscars consecutivos, e, há alguns anos, estava na Framboesa, fazendo do sucesso tal amante infiel – hoje, está comigo; amanhã, não se sabe! É a natureza líquida da Vida, com ondas de altos e baixos, como em uma faculdade, com matérias das quais não gostamos muito, mas tem que cursar, pois faz parte do currículo, gerando alunos descontentes com o curso, desiludidos, como um certo senhor, o qual, a vida inteira, foi pressionado para fazer Medicina, um senhor que fez esta coisa maravilhosa que é mandar o Mundo à merda, com o perdão do termo chulo, e resolver adquirir o controle sobre sua própria vida – se Fulaninho não aprova minha vida, Fulaninho que se exploda! Que vida é esta na qual somos prisioneiros das expectativas dos outros? É como uma pessoa que se viu forçada a desposar alguém do sexo oposto, no caminho da infelicidade, remetendo a uma grande amiga minha, a qual casou bem, pois casou com alguém que a fazia feliz, no caminho da felicidade, remetendo a pessoa que contraíram casamentos infelizes, em separações complicadas e litigiosas. Aqui é uma rica alegoria de carnaval, na magia do carnaval veneziano, com suas fantasias, como numa cena de baile de máscaras do filme cult Labirinto, um primor de produção, mesmo que, de início, em 1986, quando foi lançado, tenha dado prejuízo ao estúdio, fracassando nas bilheterias, “ressuscitando” depois e tornando-se cult, numa espécie de “vingancinha”, como no reconhecimento póstumo de Van Gogh, morrendo frustrado e miserável, observando, lá de cima, seu próprio sucesso póstumo, provavelmente dando gargalhadas! Aqui são como exóticas palmeiras tropicais, como nas sedutoras palmeiras de Los Angeles, exóticas, sexy, na terra do sucesso e do fracasso, fazendo, repito, do sucesso um amante infiel. Aqui são como pontos de campo magnético, como no campo magnético da Terra, protegendo esta de raios solares nocivos, fazendo da Terra tal cenário propício à Vida, numa esfera tão única, tão rica, remetendo a um certo filme, no qual alienígenas buscam extinguir a Humanidade para salvar o planeta, remetendo ao intenso engajamento ambiental de Leo DiCaprio, em recente audiência com o presidente Lula, num Leo que só dirige carros elétricos, num posicionamento político, repreendendo o gasto desnecessário de energia, na finitude dos recursos naturais, como esgoto sendo tratado para ser colocado em arroios, nas vicissitudes da vida material, do Plano Material, muito longe da limpeza suprema do Plano Superior, fazendo com que hábitos terrenos de higiene e limpeza girem em torno de tal plenitude metafísica, na glória que é estar desencarnado, num plano de paz, em que tudo é feito com calma, longe de estressantes e angustiantes prazos na Terra, em profissões árduas como a de publicitário, estressado por prazos para fazer as coisas, remetendo à figura do workaholic, a pessoa que só rala e não descansa, viciada, martirizando-se, como um certo senhor workaholic, o qual tocou duas jornadas de trabalho sem descansar no meio, numa falta de respeito por si mesmo. Aqui é como um corpo se desenvolvendo, como um feto tomando forma no útero, remetendo aos EUA, nos quais o aborto é legal. É como uma ninhada se formando num útero de mamífera, no instinto materno protetor, no modo como a Evolução entalhou a mulher de tal forma, dando a esta tal instinto, em mães furiosas para proteger os próprios filhos, nas palavras de uma certa matriarca: “Não sei do que sou capaz para proteger um filho meu!”.

 


Acima, Surala. Esta linda cor remete a uma certa senhora, a qual ama lilás, vestindo vestidos de tal cor, fazendo da moda e do estilo meios de expressão pessoal, no caminho autodidata da Vida, no qual as pessoas precisam aprender por si mesmas o que é simplicidade, como num bom designer de logomarcas, ou como na impecável bandeira nacional japonesa, limpa, elegante, simples, ao contrário de certas bandeiras carregadas, complicadas, cheias de detalhes, na sabedoria de da Vinci: A simplicidade é o mais elevado grau de sofisticação, como nas obras de Botticelli, claras, expressas, simples, podendo ser observada com precisão, sem excessos ou sujeiras. Aqui é como um exótico microorganismo, com nos seres nas profundezas do mar, onde há Vida mesmo sem muita luz solar, no modo como a Vida sempre luta para sobreviver, como árvores competindo por um lugar ao Sol, nas competições da Vida em Sociedade, jogos de gigantesca audiência televisiva, em milionários esquemas de patrocínio, com tanto, mas tanto dinheiro rolando, como na bets, controversas, com quem gosta de apostar contra quem acha que não é saudável, com certos políticos com a proposta de banir as bets, numa atividade que pode viciar o apostador, como em cassinos em Las Vegas: Ganhei três mil dólares, mas gastei cinco mil, como no filmão Cassino: A casa sempre acaba ganhando. Aqui é um organismo complexo, como numa empresa, com seus vários setores, como é comum que publicitários ocupem cargos do setor de vendas numa empresa, remetendo à arrogância de uma pessoa que se acha um deus midiático, achando que ninguém tem o direito de dizer não a tal firma, como eu certa vez enfureci duas empresas, as quais visavam me assediar moralmente, como no filme O Diabo veste Prada, numa moça que se viu intensamente assediada por uma patroa inflexível e desesperadora, nessa luta em Brasília em relação à escala seis por um, visando trazer mais qualidade de vida ao trabalhador brasileiro, remetendo a uma família de grossos, homens que, definitivamente, não são homens de Tao, pois o homem de Tao é polido e nunca recomendará violência, muito menos terá algo a ver com armas, as quais são coisas terríveis, na agressividade do homem ocidental, pegando a beleza dos fogos de artifício para transformar tal recurso em armas terríveis. O homem de Tao é amado pelas pessoas e nunca será agressivo como uma lâmina de bisturi, pois se me sinto como uma faca sem fio é porque estou bem e estou humilde, visto que a arrogância precede a queda, pois quando embarco numas de sensação de potência, é porque estou faltando com a humildade das pessoas finas. Num detalhe aqui vemos uma espécie de fábrica de panfletos, como materiais de campanhas eleitorais, na feliz lei que proibiu jogar os santinhos no chão da Rua, pois, antes disso, a ruas ficavam todas emporcalhadas em domingos de eleições, como num emporcalhamento de vandalismos, em pessoas vândalas que não amam muito o Mundo, e daí que a Vida sem amor e paz é um inferno, pois na falta de apuro moral minha consciência fica me cutucando, fazendo de minha vida tal inferno, visto que os amigos são o ouro da Vida, e, se sou amigo, não quero enganar ou mentir, como um certo senhor que me enganou, tendo ele próprio se excluído de minha vida, e me diga de valeu a pena, irmão! Seja mais amigo e honesto! Aqui é como numa explosão de orgasmo, como na vida de sociopata, a qual gira em torno de sexo, viajando Mundo afora para fazer turismo sexual, em pessoas que mentem, e os que mentem acabam rejeitados, como vários sociopatas que eu mesmo já extirpei da minha vida, no nó que os sociopatas querem fazer em nossa cabeças, como se nós, os bonzinhos, fôssemos os “vilões de Disney”, sendo tudo uma simples questão de estudar tais ações – se não apresenta lógica, é louco. Aqui é como uma cobra renovando as escamas, em processos de renovação, fazendo das crises algo positivo, pois a crise aponta um momento de renovação na vida da pessoa, como em disse uma excelente psicóloga.

 


Acima, Surviving mother front. Aqui é algo fino, num intestino delgado, pois quando digo que algo é fino, é porque sei o oposto, que é grosso, e as pessoas más servem exatamente para darmos valor quando no deparamos com uma pessoa boa. Aqui é a abstração na escola de propaganda, na cadeira de Teoria da Comunicação, na teoria da espiral, que é dois se comunicando em cada novo momento, não num ciclo, mas num ciclo que cresce e se desenvolve, gerando a espiral. É como no túnel de luz que leva o desencarnado ao Céu, como no caminho da vagina à luz, parindo o filho, como na abertura da novela Barriga de Aluguel, na mãe abrindo as pernas e parindo, em dolorosos esforços de parto como num episódio do seriadão Friends, numa mulher em vídeo dando à luz, berrando de excruciantes dores, gritando desesperada: “Por favor, faça isso parar!”. Aqui é um caminho desnorteado, como numa mosquinha solta e afoita, perdida, como uma pessoa em crise, sem saber qual é seu lugar no Mundo, sem saber o que fazer da Vida, como dentro de um labirinto traiçoeiro de submundo, numa escuridão maliciosa, horrível, com espíritos se arrastando e sofrendo, até a pessoa se dar conta de que nada está construindo e de que para lugar nenhum vai, numa prisão: Não gosto de estar ali com aquelas pessoas, mas não consigo sair, num vício – é um inferno, meu irmão! O fundo preto é tal indefinição e mistério, na sisudez do luto, pois velórios, apesar de não serem festas, não eventos sociais nos quais podemos rever amigos e família, como no recente velório de um ente querido meu, um velório discreto, com pessoas mais chegadas e íntimas, nesse ente me dizendo, em vida, que um dia estaria num caixão, surpreendendo-me com tal senso de humor, pois, na Vida, nada mais natural do que a Morte, no glorioso e inevitável dia de soltura, como receber alta do médico num hospital. Aqui é como uma teia de aranha, remetendo à divertida Casa Assombrada em parque temático da Disney, EUA, na mansão com luminárias sem brilho nem beleza, com teias de aranha numa casa que há muito não vê uma limpeza, como nas caóticas casas de acumuladores compulsivos, com pilhas de objetos acumulados do chão ao teto, num forte apego ao material, ao palpável, fazendo da Terra a ilusão material, da posse, na sabedoria de que tudo de mundano no Mundo fica, como joias, como a coroa imperial britânica, tão valiosa que sequer pode sair do cofre, fazendo o monarca usar uma réplica barata na posse do cargo, como se fosse um medicamento genérico, por assim dizer. Aqui é como a icônica assinatura da lendária monarca Elizabeth I, com espirais elegantes abaixo do nome da monarca, nesse peso de responsabilidade de se ocupar um cargo outrora ocupado por nomes tão emblemáticos, como comparar Maria Rita com Elis Regina, ou como na exigente crítica teatral brasileira Barbara Heliodora, comparando tudo e todos a Shakespeare, construindo a reputação de, normalmente, não gostar das peças que via, sendo certa vez expulsa de um teatro pelo diretor de uma peça, num babado tão forte que foi acabar na revista Veja, a revista que é a prova de que o Sudeste definitivamente não é território petista, na estratégia de Lula em ter Alckmin de vice, buscando, assim, penetrar em tal cenário direitista anti PT, remetendo às pessoas neutras, as quais fogem de tal bangue bangue. Aqui é como uma malha viária complexa, como labirintos de formigueiros, dentro dos quais só a formiga instintivamente sabe se locomover, nessas pessoas de instinto, de brilho inato, na figura do homem de Tao, o qual é visto, amado e respeitado, como um certo cantor, alvo de devoção por parte do povo, nas palavras de uma então muito jovem Gisele numa entrevista, endereçando-se ao povo brasileiro: “Obrigada, povo lindo!”, nesses carismas de marcar época. Aqui é como uma sanfona, abrindo-se e fechando-se, num ciclo respiratório, fazendo da Vida o nervo da Arte, como tambores imitando as batidas do coração.

 


Acima, Sussumiêtibu. Aqui é como uma roupa sendo torcida, remetendo a gerações para as quais antigamente não havia centrifugador, com pessoas em cada extremidade torcendo um lençol, girando em sentidos opostos, como não canso de dizer: Foram da preguiça que nasceram as grandes invenções da Humanidade, pois porque me “matar” para lavar e torcer se posso fazê-lo tranquilamente com uma máquina apropriada? São os gostosos pecadinhos capitais, como ficar um pouco mais na cama, ou como comer um doce, na ilustração da embalagem do chocolate em pó Nestlé, com dois frades fazendo doces de chocolate, esbanjando-se no sabor doce de tal pecadinho, ou como no gostoso pecadinho da vingança, mandando uma penca de gente “chupar uma manga”, como eu próprio mandei alguém chupar tal manga, uma pessoa que no passado foi a público falar mal de mim e me espinafrar, na sabedoria popular de que Deus escreve certo por linhas tortas. Aqui é como uma máscara ritualística, em rituais de magia de populações neolíticas, como ver divindades em aspectos da natureza, como o deus nórdico do Sol, Odin, ou seu filho Thor, o deus do trovão, na revolução do pensamento racional, dando explicações racionais, frias e lógicas, como no Mito da Caverna, rechaçando o misticismo e explicando o Mundo de forma racional, como no processo cognitivo de Neo de Matrix, dando-se conta de que era um escravo de um sistema insano em vampirizador, ao ponto da pessoa ver que é escrava do capitalismo, em sedutoras vitrines de shoppings: Tenho que me “matar” de trabalhar para produzir capital e consumir bens cobiçados de consumo, no ponto de vista de Tolkien, no Ser Humano, acima de tudo, querendo poder, como na ira de Jesus num mercado, rechaçando as ambições mundanas, fazendo do sucesso tal problema: Numa queda de braço, perca, pois, quem vence, entra em inferno astral, como aconteceu comigo certa vez, quando eu estava numa boate com minha amiga, e um rapaz me abordou de forma agressiva e ameaçadora, ponta de faca, por assim dizer, e eu o deixei vencer, tendo ele entrado, então, em inferno astral: O rapaz tinha tudo para estar contente no canto dele e curtindo sua gatinha, mas não – estava em pleno inferno astral, o qual pode durar vários dias, num inferno psicológico, no modo como nossas ações ficam impregnadas em nós mesmos, ou seja, numa queda de braço, perca, pois quem perde se torna o adulto grande no caso! Vemos aqui fiozinhos curtos, na revolução que foram mulheres de cabelos curtos, libertadores, na revolucionária Chanel, libertando a mulher de certo modo, corajosa, ousada, jovial, mais jovial do que muitos jovens por aí, em ícones de estilo e atitude, como esta “bomba atômica” de atitude que é Lady Gaga, uma artista a qual respeito profundamente, mesmo não sendo eu próprio um membro de tal fã clube – respeito é tudo, pois não devemos exigir que concordem conosco; devemos exigir respeito, como religiões coexistindo harmoniosamente, nos três grandes ramos monoteístas: Cristianismo, Judaísmo e Islamismo, remetendo a pessoas que simplesmente querem destituir Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil, nessa dificuldade que o Ser Humano tem em respeitar, com suas guerras e sangue derramado, com irmão derramando sangue de irmão, na figura eterna de Caim matando Abel, nessa corriqueira crueldade humana. Aqui é como um ovo sendo quebrado, ou ovo de Páscoa sendo aberto, numa magia de doces tesouros, numa mãe zelosa e caprichosa, montando os ninhos, na magia de um domingo de Páscoa, nas crianças descobrindo onde o coelhinho escondeu o ninho, nas cores do cesto, em doces lembranças de infância, a idade na qual a Vida é mais simples, numa criança que traz um residual do Plano Superior, a dimensão onde estamos entre amigos, e fora da amizade não há salvação, fazendo dos amigos o ouro da Vida. Aqui parece ser uma cara de cachorro, na lealdade de tal animal, num companheiro, como uma amiga minha, solteira, com dois cães como companhia

 


Acima, Taifaô. Repito: Que engraçados os nomes de Luna para suas obras! Aqui é como um funil, um filtro, como num vestibular, premiando os estudiosos, como uma certa senhora extremamente estudiosa e cdf, tirando o primeiro lugar em vestibulares, num caminho de disciplina e dedicação, no mercado educacional que são os cursos preparatórios para o Enem e outros concursos, nas inevitáveis competitividades da Vida em Sociedade, como uma coleguinha querida que tive no Ensino Fundamental, a queridinha dos professores, tirando as melhores notas da turma, mas uma pessoa a qual, no fundo, não se identificava com essa de menina de ouro, querendo pisar em terrenos mais arriscados, caindo propositalmente numa piscina numa festa da aniversário, querendo ousar mais, ao ponto de, na adolescência, vestir uma camisa que tinha os dizeres em inglês: “E quanto a sexo?”. É o caminho de identidade, mandando o Mundo à merda, com o perdão do termo chulo, na pessoa se libertando das expectativas dos outros: Se Fulaninho não gosta, azar dele! Aqui é um luxuriante pavão, exótico, majestoso, como o personagem Massimo em O Quatrilho, galante, sedutor, envolvente, um pavão, por assim dizer, seduzindo a sensível Teresa, com ambos resolvendo fugir para longe, deixando para trás um cenário de destruição de famílias, num enorme rompimento, numa história livremente adaptada de fatos reais, no ponto alto da carreira de Fabinho Barreto, o qual nunca mais foi indicado a um Oscar, nas sábias palavras da mãe Lucy Barreto ao ler o livro e dizer ao filho: “Este livro vai render seu melhor filme!”, e o sucesso é assim mesmo – um amante infiel, como uma certa senhora, a qual sonhou em ter carreira em Hollywood, a terra dos sonhos frustrados, com tantas e tantas pessoas frustradas. Aqui vemos um rastro de cocozinhos, remetendo a eras em que o dono do cão não era obrigado a catar as fezes do chão na Rua, uma lei sábia, na sabedoria de que menos é mais, primando pela limpeza da simplicidade, o mais elevado grau de sofisticação, no prazer de se toma rum bom banho, como no famoso espírito Patrícia, desencarnando e acordando no Plano Superior, tomando um bom banho num lindo banheiro ensolarado, no poder da luz e do bem, da clareza, da limpeza, remetendo a espíritos revoltados, chamando pejorativamente de “limpinhos” os espíritos nobres e felizes, num degradante caminho de revolta, como uma certa pessoa a qual se desfigurou facialmente, numa busca por beleza e feminilidade, uma pessoa que acabou se destruindo, num caminho de raiva, numa prisão perpétua de submundo, em distúrbios de imagem de famosos, desfigurando-se em público. Aqui é como um mastro com uma bandeira tremulando, em algo saudável como o patriotismo, mas sem chauvinismo, o qual é um patriotismo agressivo, radical, xiita, por assim dizer, remetendo a uma certa senhora, a qual passou por uma fase chauvinista, considerando algo perfeito e divino só porque era brasileiro, na aversão de Marx pelas religiões, pois nenhuma forma de radicalismo é saudável, numa religião que tem que ser ministrada com moderação, no sábio caminho do meio de Keynnes, rechaçado os extremos entre esquerda marxista e direita liberal, no conceito de Keynnes do estado mínimo, discreto, na opção: Se tenho câncer, posso me tratar ou na rede pública, ou na particular, conforme for meu cacife. Aqui são como cabelos ao vento, em comerciais de xampu, em promessas de beleza apolínea, nas seduções dos apelos publicitários, nas sábias palavras do famoso marqueteiro americano Al Ries: A propaganda não inventa desejos; a propaganda desperta o desejo que já existe no consumidor, ou seja, por exemplo, se não gosto de uísque, não há comercial de uísque que possa me seduzir. Aqui é como minuciosos trabalhos de mosaicos romanos, com pedrinha por pedrinha, no poder do artista plástico, que é produzir coisas novas ao associar elementos previamente dissociados, na Arte, que tanto nos diferencia dos animais. Aqui é como algo farfalhando suavemente pela brisa, na magia de dias agradáveis de meia estação.

 


Acima, Taionábu. Aqui é como dissidências, como no mito da Torre de Babel, ruindo, na ambição humana de arrogantes arranhacéus, na competição fálica para ver quem tem o prédio mais alto do Mundo, numa Babel que entrou em colapso, resultando nos idiomas ao redor do Mundo, uma história que não deve ser levada ao pé da letra, evitando, assim, radicalismos. É no modo como a Vida vai separando as pessoas, como colegas de colégios ou faculdade, numa fase de relacionamento, com laços rompidos em questão de tempo, como uma certa pessoa, a qual se relaciona intensamente para depois “sepultar” tal amizade, nos inevitáveis “goodbyes”, dos “até logo” da Vida, na reconfortante perspectiva de que teremos a Eternidade para nos relacionarmos com tais entes queridos, na imortalidade dos vínculos de amizade, como no comovente final de Titanic, metafísico, na imortalidade dos laços de amizade entre Rose e Jack, numa película que tanta comoção causou, ao ponto de meninas colocarem para tocar a famosa canção tema de Celine Dion e chorar pelo heróico Jack, qual deu a vida para salvar a de Rose, num caminho de fraternidade, fora da qual não há salvação, num Deus que quer que sejamos amigos uns dos ouros, e  não em guerras cheias de ódio e crueldade, como comunistas fuzilando as crianças da família do czar violentamente deposto, um rei que simplesmente se afastou de seu próprio povo, deixando, assim, de ser líder, quando que a Vida exige que sejamos num rei simples, que toma o mesmo tipo de café que seus súditos tomam, num caminho de simplicidade, pois a Vida é boa quando é simples, e assim é o homem de Tao, amado e respeitado pelo povo, trazendo ares de paz, sempre paz, tudo o que o Neo de Matrix queria, como escrito num broche de uma certa enfermeira: “Paz!”, como ministrar injeções de tranquilizantes a pacientes agitados, com tudo resumido a  algo muito simples: Se você não se comportar, vai de castigo! É o desafio de criar um filho e incutir na mente deste valores nobres, reprovando moralmente a atitude do covarde, o qual agride os mais fracos. Aqui é como cabelos de estilo rastafári, no imortal Bob Marley, um mito imortal, no poder imortal da Arte, em obras imortais por museus do Mundo, em gigantes como o Louvre, o qual exige que passemos, no mínimo, sete dias inteiros dentro da instituição parisiense. Aqui são laços de relacionamento, como coleguinhas na escola, em amizades sendo feitas, remetendo a um rapaz que foi meu colega certa vez, um rapaz que tinha grande dificuldade em estabelecer relacionamentos, introvertido, perdido, sem amigos, malvisto, execrado, nessa eterna inclinação cruel do Ser Humano, e a Vida não é desoladora sem amigos? Não é o Umbral a dimensão dos sem amigos? É como na figura do sociopata, sem amar e sem ser amado, na tragédia que é na vida de uma pessoa ter filho sociopata, sabendo que, no fundo, tal filho nunca tomará jeito na Vida, como uma notória sociopata, a qual deveria passar o resto da Vida num manicômio judiciário, perigosa demais para viver em Sociedade, remetendo ao rigor judiciário americano, com prisão perpétua e pena de morte. Aqui é o início da Vida, no óvulo feminino e plácido encontrando o espermatozoide competitivo, numa vida sendo formada, revoltando os antiabortistas, considerando o aborto um assassinato, numa questão complicada, na legalidade do aborto nos EUA, remetendo ao filme O último americano virgem, num rapaz apaixonado que se “matou” para bancar o aborto da barriga de uma moça pela qual era apaixonado, e, no fim do filme, em ingratidão, tal moça volta para o velho namorado que a engravidara, num história triste e prostrante, sem romantismo. Aqui são as regras do Cosmos, com galáxias se misturando, numa vastidão que é o poder de Deus, do infinito, a página em branco na qual escrevemos nossa história, na grande carreira espiritual, da qual nenhum trabalho foge, nem mesmo o humilde trabalho de gari, pois até Tao está sempre criando, deixando-nos perplexos com tal perfeição e simplicidade, na simplicidade e humildade da manjedoura do Menino Jesus.

 

Referências bibliográficas:

 

Arte. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.

Curriculum Vitae. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

No mundo da Luna (Parte 5 de 21)

 

 

Falo pela quinta vez sobre artista plástica brasileira Ana Karina Luna. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Taiquassara. Aqui temos um tipo de psicodelia hindu, como em um memorável clipe da banda Deee-Lite, trazendo toda uma verve e toda uma matiz ao início dos anos 1990, no poder da Arte em trazer ventos de renovação, havendo em tal época tal nostalgia, com baterias psicodélicas dos anos 1960, havendo nesta época uma euforia psicodélica indiana, como cada época com seus ícones, no dever de uma rádio em não parar no tempo, sintonizada com o que esta acontecendo neste momento no Mundo, remetendo a uma certa rádio, um “velharia FM”, uma rádio que toca excessivamente clássicos, uma rádio que está virando um “abacaxi”, sendo considerada, pela meninada, uma rádio de velhos, em premiações como o Grammy, sempre trazendo novidades, no novo que sempre vem. Aqui são como fogos de artifício, numa virada de ano, numa ocasião especial, numa festa, um momento em que nos desplugamos temporariamente do siso para celebrarmos um pouco a Vida, com em feriados nacionais, com tantos e tantos feriados no Brasil, uma democracia livre que tem uma lacuna, num cidadão que simplesmente é obrigado a votar, e não deveria haver tal obrigação, como nos EUA, um país no qual o cidadão é livre se quiser ou não votar, e somente a liberdade traz a paz, remetendo a infelizes regimes opressores, num cidadão que é uma “pilha alcalina” a favor de um sistema insano, como no regime capitalista, no indivíduo que é um prisioneiro: Tenho que trabalhar feito um “burro de carga” para produzir capital e, assim, adquirir bens cobiçados de consumo, como um certo senhor, aparentemente sovina e pão duro, mas um senhor o qual, na hora de comprar o carro que dirige, investe bota para quebrar, só comprando carrões – de modo geral, somos todos escravos de “Matrix”, no Mito da Caverna, expostos aos auspícios do consumismo, no caminho oposto da simplicidade de da sabedoria, que não se deixar seduzir, num homem sábio, que não se deixar enganar por bobagens auspiciosas, nas palavras de uma sábia senhora: “O Mundo só pertence aos dignos merecedores – o resto são sinais auspiciosos”, como em tediosas alas vip de boates, no auspício de um cartão de  crédito que faz com que nos sintamos a elite das elites, na fatura que chega em algumas semanas, nos juros altíssimos para quem opta por pagar o mínimo exigido, num efeito “bola de neve”, em dívidas pornográficas, como acontece no Brasil, um país de milhões de endividados, na sedução consumista, com pessoas que querem viver acima do que podem, como parcelas em muitas vezes um celular último tipo, na sedução de vitrines de shopping, o oposto do estilo, pois o estilo vem de simplicidade, sem afetações ou frescuras, no caminho autodidata da Vida: As pessoas precisam aprender por is mesmas o que é simplicidade, em pessoas que têm tal instinto, na noção de da Vinci de que a simplicidade é o mais elevado grau de sofisticação, como na limpeza minimalista da bandeira nacional japonesa, impecável, simples, perfumada de tão limpa. Aqui é uma forma estranha, como uma ideia se formando, como num certo instituto cultural, cujos integrantes levaram algum tempo para definir as diretrizes, num escopo, fundando um instituo em homenagem a um pintor italiano, num trabalho de dedicação, indo à Itália para fazer pesquisa, um país o qual, já ouvi dizer de uma intelectual, é um país que vê com maus olhos os brasileiros, considerando o brasileiro sinônimo de prostituição e pobreza, ou como um certo padre, o qual disse ter “apanhado” coma xenofobia na Itália, por mais que tal senhor dissesse que era padre católico apostólico romano, remetendo o a tato diplomático, polido, ciente da universalidade do Ser Humano, em esforços pela paz, remetendo a um certo político brasileiro, um homem que definitivamente não é um homem de Tao, pois um Homem de Tao é polido e  jamais recomendará violência, remetendo a esta guerra insana de Trump, um homem anti Tao. Aqui é como uma infecção de se desenvolvendo, em bactérias se proliferando por meio de mitose, como eu certa vez tive uma infecção estomacal ao, provavelmente, entrar em contato com urina de rato num lugar alagado, nas vicissitudes da vida material. Aqui é algo nos provocando, na capacidade do artista em entrar em nossas mentes.

 


Acima, Tequé. Aqui são como serpentinas em bailes de carnaval, como um certo senhor, um “bicho “ de carnaval, caprichando em suas fantasias, em lembranças que tenho em carnavais em Floripa, numa alegria contagiante, ou como numa festa a fantasia na qual fui, fantasiado de faraó, num “mico” total, como todos ali no baile à fantasia, como no folclore americano do Halloween, com cada um extravasando suas fantasias, na tradição de crianças pedindo doces, nessas misturas culturais, como ainda falando nos EUA, um país cujo caldeirão cultural resultou em estilos “primos” uns dos outros, como o rock, o jazz, os blues e o country, remetendo a um certo senhor o qual respeito, um homem articulado, com iniciativa, promovendo anualmente um belo festival de blues em Caxias do Sul, o mais do gênero na América Latina, nessas pessoas que brilham, remetendo a meu querido bisavô Joaquim Pedro Lisboa, tido pela comunidade como Pai da Festa da Uva, apresentado a Getúlio Vargas quando este visitou a Festa de 1954, meses antes deste se suicidar, na questão delicada do suicida, uma pessoa que pura e simplesmente acha que não tem saída e que tem que se matar, num caminho de baixa autoestima, com o outro certo senhor, inteligentíssimo, mas há décadas numa depressão total, mesmo ouvindo dos amigos que não existe vitória sem luta, como esses pobres diabos sofredores em situação de Rua, querendo, com todas as suas forças, fugir da luta de ela Vida, nas sábias palavras de uma médium espírita: “Deus quer nos ver lutando; Deus não quer nos ver atirados nas cordas do ringue da Vida!”. E o Mundo está aí cheio de labor, de trabalho, de esforço, de luta, como dizia uma excelente professora antropóloga eu tive, indagando outrem: “Como vai a luta?”, daqueles professores bons, que valem cada centavo da mensalidade, como um rígida e dura professora filósofa que tive, numa cadeira na qual quase fui reprovado, e o que me salvou foi a doutrina taoista, a qual, apesar de ter sido escrita há milênios, permanece perfeitamente atual e contemporânea em pleno Terceiro Milênio, na universalidade da espiritualidade humana. Aqui vemos um rastro de cocozinhos de cão na Rua, na feliz lei que impede as calçadas de ficarem imundas de cocô, remetendo à paciência de uma certa senhora,  a qual varre diariamente seu apartamento, numa casa limpa como um hospital, uma paciência qual eu, particularmente, não tenho, fazendo de minha casa relativamente limpa, mas não imunda. Esses minuciosos pontinhos são como o labor de uma costureira fazendo vestidos de gala, como disse uma costureira certa vez: “Cada vestido é como um filho meu, e dói um pouco em mim ao me despedir deles e ver estes indo para o Mundo!”. É como uma falecida minha tia costureira, a qual disse, ao doar a produção, ter que fazê-lo com dor no coração, mas é aquela história: Antes de ouvir o coração, ouça a cabeça, num coração que pode ser traiçoeiro e nos enganar, fazendo da Vida algo sério e sisudo, como vários amigos meus, na responsa de se terem filhos no Mundo, no desafio de incutir valores nobres da cabeça da criança. Aqui é como um fogo se alastrando, num sinistro ocorrendo, havendo hoje em prédios os sensores de incêndio, remetendo à tragédia carioca do fogo que destruiu o Museu Nacional, destruindo peças de valor inestimável, como aquele artista que morre deixando tal legado no Mundo, no modo como a morte de Elis Regina virou o Brasil de cabeça para baixo, tão jovem, com tanta carreira pela frente, tudo por causa das drogas, remetendo a uma certa pessoa, a qual está conivente com o fato do filhos estar fumando maconha rotineiramente, numa droga que pode sequelar o pensamento, o discernimento e o pensamento critico da pessoa, uma conivência a qual reprovo, pois hoje, no Brasil, o único modo de se adquirir tais drogas ainda é por meio bandido traficante fora da lei, um traficante que vai desencarnar e ver a vida vazia eu levou na Terra, pedindo perdão a todos para os quais vendeu droga, no sentido da Vida, que é adquirir apuro moral, fazendo do sociopata alguém BEM longe de ter tal apuro, numa pessoa insensível a Arte, em sociopatas tão famosos como Hitler.

 


Acima, Tunita. Aqui é como um instrumento musical, em grandes artistas como Yamandu Costa, genial, monstro de talento, totalmente íntimo de seu próprio instrumento, em talentos como Slash, o maior guitarrista de todos os tempos, o qual, ao sair da banda lendária Guns n’ Roses, deixou nesta uma lacuna enorme, e teve que ser buscado um guitarrista que chegasse mais ou menos aos pés do célebre instrumentista, como reza a lenda de que até hoje há um profundo melindre entre Slash e o líder Axl Rose, no modo como as desavenças não são eternas, e o infinito é o caminho natural do perdão, fazendo de Deus o vazio do infinito, nesse presente imensurável, e não é poder demais o fato de que jamais findaremos? Deus Jesus do Céu, é muito poder! Aqui é como um nó sendo feito, nesses nós que os sociopatas querem dar em nossas cabeças, como se nós, os normais, fôssemos o execrável mala pedante imoral, na energia dantesca de um sociopata, atirando ameaças, animais que não sabem viver em sociedade, andarilhos do Umbral, a dimensão dos que não amam, um plano sem amigos, pois os amigos são o ouro da Vida. Aqui é uma sensual serpente escorregadia, na capacidade de uma mulher ser sexy, como na Mulhergato de Michelle Pfeiffer, a qual, num piscar de olhos, vai de pata choca a mulher sexérrima, numa atriz que se agarrou com unhas e dentes em tal papel, sendo o único aspecto considerável de um roteiro mal construído, num paradigma indestrutível: Um bom filme nasce de um bom argumento, pois, se não, não adianta querer consertar em elenco, direção de arte etc., remetendo ao abacaxi Ricos, bonitos e infiéis, um filme ruim, que deu prejuízo ao estúdio, mesmo recheado de grandes astros e estrelas, no fato de que o sucesso é um amante infiel – hoje está comigo; amanhã, não sei. Aqui é como uma tatuagem, com pessoas que se cansam de suas próprias tatuagens, como na atriz Megan Fox, a qual passou pelo doloroso tratamento de deletar tatuagens, fazendo metáfora com o submundo, do qual é difícil sair, fazendo de tais subesferas uma prisão para a mente, até a pessoa se dar conta de que está andando em círculos, pois, meu irmão, acredite, os submundos não valem a pena, uma esfera na qual nada estamos construindo e para lugar nenhum vamos, remetendo a uma tremenda catarse um certo artista plástico, o qual “vomitou” a sensação de cárcere e fez do limão uma limonada, no modo como Arte é de uma suma importância de saúde mental, de pessoa boa  para pessoa boa, no poder da Arte em tecer comoções coletivas, como a linda mensagem redentora de Titanic, com os personagens de bem, no final, recebendo Rose no Plano Superior, o qual é repleto de amigos, pois fora da amizade e do amor, nada se tem, na adorável oração: “Meu anjinho, meu amiguinho, leve-me sempre pelo bom caminho!”, no reconfortante fato de que cada um de nós é acompanhado por um anjo da guarda. Aqui é como um laço de presente, na magia das cores de adornos de Natal, como na cidade de Gramado se arrumando para o visitante, deslumbrando este, numa cidade de tamanho talento turístico, mas uma cidade cara, com os hipervalorizados aluguéis de espaços comerciais, como o palacete no qual está instalado o Hard Rock Café, uma cidade cujos preços não assustam turistas do eixo Rio-São Paulo, cidades com custo de vida alto. Aqui é a serpente diabólica do Éden, seduzindo Eva e culpando esta pelas misérias da Humanidade, na sujeira misógina, ou homofóbica, nos versos provocantes de uma canção de Madonna: “Você gostaria que eu fosse um homem?”. Aqui é como um alvo alvejadíssimo, com muitos tiros de treino, num foco de escopo científico, nas enérgicas palavras de um professor de fotografia à aluna: “Foco! Foco! Foco!”. É na divindade Capa Preta, da Umbanda, no lado macho da Vida, do Yang, da luta, no fato de que ter só Yin ou só Yang não tem efeitos, consideráveis, no modo como liso e áspero são faces do mesmo trabalho, misturando disciplina com prazer, como um cantor em turnê, com muito tempo de labor longe de casa, longe do incomparável conforto do lar.

 


Acima, Turigosso. O ponto negro ao centro é a dúvida, nos versos de uma canção: “Há um pontinho preto no Sol hoje”. É a dúvida existencial pelo sentido da Vida, cujo sentido é adquirir apuro moral, nobreza e dignidade. É o terrível olho malévolo do Sauron de Tolkien, no senhor da terra negra de Mordor, na universalidade da luta entre o bem e o mal, fazendo do sociopata quem se identifica com o mal, como um certo senhor, empenhado em aliciar adolescentes para o Nazismo, nas palavras de outra senhora sociopata: “O mal é mais interessante!”, ou seja, fica fácil de se observar a sociopatia, num andarilho do Umbral, a dimensão onde não temos amigos, os quais são o ouro da Vida, como ter uma família amorosa, a qual sabe pelo que passamos a nível existencial, na figura de um ombro amigo, ao contrário das amizades fúteis, as quais só servem para a hora da festa e da risada, do tipo de amizade “Não ajuda; não atrapalha”, pessoas que não estão nem aí se estamos bem ou mal! Nesta obra temos um centro gravitacional, como Júpiter com suas várias luas, como mosquitos em volta da lâmpada acesa, como os impiedosos paparazzi perseguindo Diana, no paradoxo desta: Gostava de aparecer, mas se sentia invadida, num carisma tão lendário, uma mulher simples, do povo, que sabia que a simplicidade é o mais elevado grau de sofisticação, e tal simplicidade conquista o povo, ao contrário do rei da França deposto em revolução, um rei envolto em suas alienantes bolhas de privilégios em Versalhes, insensível ao preço do pão para o súdito, e o líder que se afasta de seu próprio povo, deixa de ser líder, como nos Romanov executados pelos comunistas, na crueldade de se matar crianças, rendendo por um tempo a lenda de que a princesa Anastácia teria sobrevivido, mas uma tese posteriormente refutada cientificamente, em simples testes de DNA, nos deslumbrantes avanços científicos. Aqui é como um disco de vinil rodando, numa espiral, ou um CD, vazio no meio, na nostalgia de se ir à loja e comprar um CD, em eras que, para esta meninada que está vindo aí, são pré história, nas ondas de renovação, na noção dialética de que tudo é processo, como nos shoppings, em constante processo de transformação, numa Porto Alegre hoje tão distante da Porto Alegre que vi e vivi nos anos 1990. Vemos uma discreta forma de cruz, no paradoxo cristão, na noção taoista de que fraco é forte, e Jesus, na cruz, tão fraco, tão surrado e tão maltratado, torna-se tal símbolo poderosíssimo, no poder da simplicidade, como o Menino Jesus na manjedoura, num rei que conquista seu povo, como a diva Juliana Paes falando de um certo sambista: “Ele é simples! Ele é do povo!”, num rei que toma o mesmo tipo de café de seus súditos, um homem que até gosta de palácios, mas sabe que os campos e florestas usam roupas majestosas, como na figura do gaúcho cavalgando pelas terras do RS. Neste quadro vemos um quebracabeça, num trabalho de raciocínio e muita, muita paciência, como desconstruir as ações do sociopata, ações as quais, analisadas, não apresentam lógica, como nos infames atos de vandalismo em Brasília, com pessoas dizendo amar o Brasil, mas destruindo este, e isto não é Tao, pois o homem de Tao é nobre, pacífico, simples e polido. Esses tentáculos remetem às terríveis máquinas destrutivas de Matrix, assassinando seres humanos, na ficção colocando a IA de forma perigosa, uma IA que saiu de controle e quase dizimou a Humanidade, escravizando esta, em metáfora com o sistema capitalista: Tenho que sofrer de tanto trabalhar para ter poder aquisitivo, numa pessoa escrava de vitrines de shopping, e isto é o oposto da simplicidade, pois a pessoa simples é imune a tais apelos consumistas, numa pessoa que está farta de estar “doente”, nas palavras de um certo senhor: Os shoppings são os templos do consumismo! Vemos aqui formas como em crochê, no poder transformador das mãos humanas, num trabalho paciente, terapêutico, na paciência de se colocar a linha pelo buraquinho da agulha, no poder do trabalho, da pessoa se sentir útil ao Mundo, nunca parando totalmente de trabalhar.

 


Acima, Uaridegonabá. Aqui é como uma bomba, na sequela mental de quem jogou a infame bomba sobre Yroshima, como no serviço militar, no rapaz que é arrancado de seu lar para servir no quartel, como em Cidadão Kane, arrancado de seu amado trenó de neve Rosebud, numa época em que a Vida era mais simples, e o quartel é qualquer coisa, menos um lar, e não existe lugar como o lar, com seu sofá, sua TV, sua patente, sua cama, seu fogão etc., um rapaz o qual, ao voltar do serviço militar, não consegue se ressocializar totalmente – é um horror a crueldade do Ser Humano. Aqui é como um formigueiro, com suas próprias regras, com inúmeros túneis funcionando, cheios de insetos, na figura da abelha rainha, na dignidade de prover o formigueiro, num trabalho de serviço ao povo, nas palavras de posse de Elizabeth II: “Minha vida, seja longa, seja curta, servirá ao povo!”, num peso de responsabilidade, como ter filhos no Mundo, incutindo valores nobres na cabeça da criança, dando um “xixi” se necessário, remetendo a pais tão duros como o pai de Michael Jackson, impedindo este de ter uma infância normal, fazendo da mãe de Michael oposto, uma mulher que não tinha medo de demonstrar afeto e amor, ou seja, uma pessoa normal, almada. É como esta nova live action de He-Man, desrespeitando o universo original de He-Man, no qual o rei Randor era um homem nobre, e, nesta live action, é um pai duro e cruel, covarde, maltratando o próprio filho pequeno, como no sociopata maltratando os próprios filhos, obrigando estes a fazerem escolhas cruéis, por puro sadismo, como um certo sociopata, o qual, definitivamente, não prezo, tendo eu já matado a charada há décadas – é um monstro malévolo, que tem prazer ao ver os outros sofrerem, ao contrário das pessoas normais, as quais, apesar de terem defeitos, são pessoas boas e clementes, almadas. Aqui é como um enxame de abelhas, no trabalho de se fazer mel, esta iguaria tão maravilhosa, remetendo ao urso comendo colmeias, mal se importando com as picadas inclementes das abelhas, remetendo ao adorável personagem Zé Colmeia, adorando o mel das abelhas, cujas picadas doem pra cacete, com o perdão do termo chulo, com algum elemento químico no ferrão. Aqui é uma pulverização e uma destruição, como no lento e gradual colapso do Império Romano, nos altares pagãos sendo tranquilamente substituídos pela imagem da Virgem, cuja figura pura e casta afronta a decadência romana de orgias, como mostrado no contundente filme Calígula, um filme o qual, além de pornô, é uma porrada de violento, mas um filme com uma direção de arte excelente, indicada a um Oscar, fazendo de Hollywood tal palco de sucessos e fracassos, fazendo do sucesso tal amante infiel, havendo o deboche da Framboesa de Ouro, zombando dos que estão por baixo, na coragem de Hale Berry, a qual ao ir receber a Framboesa por Mulhergato, levou junto seu Oscar, nos inevitáveis e liquidiscentes altos e baixos da Vida, fazendo do sucesso um problema, como Walter Salles, com a enorme incumbência de superar o Oscar que recentemente recebeu, um Oscar que pode ser tão bênção quanto maldição, como Fabinho Barreto, contente com sua própria indicação, mesmo não tendo levado a cobiçadíssima estatueta para casa. Aqui são como poros suando, na pele respirando, ou como filtros de café, na revolução das cafeteiras elétricas, no fascínio de tal bebida, a qual ganhou o Mundo, colocando o Brasil no meio do mapa do café, remetendo aos horrores escravocratas em cafezais antigamente, como mostrado na novela Sinhá Moça, com os negros jogados numa senzala como cachorros num canil, negros condenados a uma vida de trabalhos forçados – é um horror, e tudo em nome das ambições dos fazendeiros. Aqui é como um couro cabeludo, no cansativo trabalho de se fazerem alongamentos, com fio por fio sendo colado, numa necessidade de se ter tanta paciência, como a deusa Michelle Pfeiffer, a eterna Mulhergato, uma atriz qual, na produção de uma determinada película, ficou seis horas inteiras numa cadeira de maquiador, ou seja, ralando o coco, meu irmão!

 


Acima, Um corpo em outro corpo. Aqui é a espiral do código genético, nos avanços dos testes de DNA, como na comprovação do esperma de Bill Clinton na infame Monica Lewinsky, um episódio que destruiu Bill, o qual mentiu, indo aos televisores do Mundo todo dizendo que jamais transara com a moça, na noção taoista: Os que mentem acabam rejeitados e desprezados, como um certo senhor jogando um jogo perigoso, mentindo frequentemente, um senhor o qual, segundo um respeitado jornalista, tem a cabeça de uma criança de cinco anos de idade, e isso não  é um homem de Tao, pois um homem de Tao é nobre e odeia mentir, no caminho do apuro moral. Vemos uma aureola, símbolo de divindade, como santos católicos, iluminados, no poder esclarecedor do pensamento racional, avesso a malícias, como na figura da águia americana, livre pelos céus, num país democrático no qual o cidadão só vota se assim quiser, ao contrário do voto obrigatório no Brasil, uma lacuna democrática brasileira, mas, ao menos, um país no qual o cidadão é livre para se prostituir, como na Holanda: Se quer se drogar, o problema é seu! Vemos um tridente, como o do diabo, na figura do Inferno, no sofrimento de espírito de raso apuro moral, fazendo metáfora com o metrô debaixo da terra – nunca fale com estranhos no metrô, como num episódio de Seinfeld, no personagem George Costanza enganado por uma golpista com a qual falou no metrô, como eu próprio certa vez em Nova York, quando desço no metrô e me deparo com pessoas tão, mas tão mal apessoadas, aniquilando meu desejo de andar de metrô na urbe “que nunca dorme”, fazendo metáfora com o Plano Superior, num luar metafísico em que não temos fadiga, sendo, assim, desnecessário descansar e dormir – é a glória, meu irmão! Vemos um solzinho radiante, nesta fonte essencial à Vida, no tradicional por do Sol do Lago Guaíba em Porto Alegre, uma imagem tão bela, num Sol morrendo majestosamente, com aquelas pessoas que aplaudem auroras, na figura de linda deusa grega Eos, a deusa da aurora, cobrindo os céus de ouro magnífico, nos versos da célebre ópera: “A Aurora venceu! Venceu! Venceu!”, e é como na Terra da Estrela da Manhã, nosso berço, nosso lar primordial onde temos a nítida consciência de que somos felizes, como num final feliz num filme, ou como música acaba em paz, no termo de um clube caxiense, o Recreio da Juventude, no refúgio da juventude eterna, onde todos são belos e nobres, em metáfora com a qualidade de vida em Portugal, um lugar no qual mal devemos trancar a porta de nossa casa de noite, ao contrário do belo Brasil, um lugar onde a segurança pública é complicada, como na cidade do Rio, nos versos de Fernanda Abreu: “Purgatório da beleza e do caos!”. Aqui são como borrões de carvão, num churras tão brasileiro, no cheiro de carne em domingos de meio dia, como um certo senhor, pobre, mas um senhor que não deixa faltar picanha no domingo, horrorizando os veganos, pessoas que simplesmente nada de origem animal consomem. Vemos uma luazinha, na Lua com suas próprias regras e condutas, independente, louca, por assim dizer, no termo “ser de lua” aquele que tem ações curiosas e louquinhas. Na base do quadro vemos o dois olhos nos fitando, como a Monalisa nos fitando, um eterno mistério, na maior obra de Arte de todos os tempos, atraindo milhões de pessoas por ano, na prova de que tamanho não é documento, num quadro de pequenas proporções, nas obras de da Vinci tão, mas tão valorizadas, ao ponto de serem inegociáveis, num Leonardo que acabou a Vida cercado de confortos e privilégios, sendo protegido do rei da França, vivendo em meio aos luxos da corte, um Leo o qual, reza a lenda, era muito piadista e brincalhão! Aqui é como um entrelaçamento, um aperto de mãos, como no pôster do filme A Lista de Schindler, com irmão dando a mão a outro irmão, na famosa lista que salvou vidas, com tudo se resumindo a amizade, a amor fraternal, num plano onde estamos entre amigos, diferentemente da Terra, onde bons e maus estão juntos, na ilusão da matéria, que esconde como somos de fato no Plano Superior.

 

Referências bibliográficas:

 

Arte. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.

Curriculum Vitae. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.