quarta-feira, 7 de outubro de 2026

No mundo da Luna (Parte 5 de 21)

 

 

Falo pela quinta vez sobre artista plástica brasileira Ana Karina Luna. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Taiquassara. Aqui temos um tipo de psicodelia hindu, como em um memorável clipe da banda Deee-Lite, trazendo toda uma verve e toda uma matiz ao início dos anos 1990, no poder da Arte em trazer ventos de renovação, havendo em tal época tal nostalgia, com baterias psicodélicas dos anos 1960, havendo nesta época uma euforia psicodélica indiana, como cada época com seus ícones, no dever de uma rádio em não parar no tempo, sintonizada com o que esta acontecendo neste momento no Mundo, remetendo a uma certa rádio, um “velharia FM”, uma rádio que toca excessivamente clássicos, uma rádio que está virando um “abacaxi”, sendo considerada, pela meninada, uma rádio de velhos, em premiações como o Grammy, sempre trazendo novidades, no novo que sempre vem. Aqui são como fogos de artifício, numa virada de ano, numa ocasião especial, numa festa, um momento em que nos desplugamos temporariamente do siso para celebrarmos um pouco a Vida, com em feriados nacionais, com tantos e tantos feriados no Brasil, uma democracia livre que tem uma lacuna, num cidadão que simplesmente é obrigado a votar, e não deveria haver tal obrigação, como nos EUA, um país no qual o cidadão é livre se quiser ou não votar, e somente a liberdade traz a paz, remetendo a infelizes regimes opressores, num cidadão que é uma “pilha alcalina” a favor de um sistema insano, como no regime capitalista, no indivíduo que é um prisioneiro: Tenho que trabalhar feito um “burro de carga” para produzir capital e, assim, adquirir bens cobiçados de consumo, como um certo senhor, aparentemente sovina e pão duro, mas um senhor o qual, na hora de comprar o carro que dirige, investe bota para quebrar, só comprando carrões – de modo geral, somos todos escravos de “Matrix”, no Mito da Caverna, expostos aos auspícios do consumismo, no caminho oposto da simplicidade de da sabedoria, que não se deixar seduzir, num homem sábio, que não se deixar enganar por bobagens auspiciosas, nas palavras de uma sábia senhora: “O Mundo só pertence aos dignos merecedores – o resto são sinais auspiciosos”, como em tediosas alas vip de boates, no auspício de um cartão de  crédito que faz com que nos sintamos a elite das elites, na fatura que chega em algumas semanas, nos juros altíssimos para quem opta por pagar o mínimo exigido, num efeito “bola de neve”, em dívidas pornográficas, como acontece no Brasil, um país de milhões de endividados, na sedução consumista, com pessoas que querem viver acima do que podem, como parcelas em muitas vezes um celular último tipo, na sedução de vitrines de shopping, o oposto do estilo, pois o estilo vem de simplicidade, sem afetações ou frescuras, no caminho autodidata da Vida: As pessoas precisam aprender por is mesmas o que é simplicidade, em pessoas que têm tal instinto, na noção de da Vinci de que a simplicidade é o mais elevado grau de sofisticação, como na limpeza minimalista da bandeira nacional japonesa, impecável, simples, perfumada de tão limpa. Aqui é uma forma estranha, como uma ideia se formando, como num certo instituto cultural, cujos integrantes levaram algum tempo para definir as diretrizes, num escopo, fundando um instituo em homenagem a um pintor italiano, num trabalho de dedicação, indo à Itália para fazer pesquisa, um país o qual, já ouvi dizer de uma intelectual, é um país que vê com maus olhos os brasileiros, considerando o brasileiro sinônimo de prostituição e pobreza, ou como um certo padre, o qual disse ter “apanhado” coma xenofobia na Itália, por mais que tal senhor dissesse que era padre católico apostólico romano, remetendo o a tato diplomático, polido, ciente da universalidade do Ser Humano, em esforços pela paz, remetendo a um certo político brasileiro, um homem que definitivamente não é um homem de Tao, pois um Homem de Tao é polido e  jamais recomendará violência, remetendo a esta guerra insana de Trump, um homem anti Tao. Aqui é como uma infecção de se desenvolvendo, em bactérias se proliferando por meio de mitose, como eu certa vez tive uma infecção estomacal ao, provavelmente, entrar em contato com urina de rato num lugar alagado, nas vicissitudes da vida material. Aqui é algo nos provocando, na capacidade do artista em entrar em nossas mentes.

 


Acima, Tequé. Aqui são como serpentinas em bailes de carnaval, como um certo senhor, um “bicho “ de carnaval, caprichando em suas fantasias, em lembranças que tenho em carnavais em Floripa, numa alegria contagiante, ou como numa festa a fantasia na qual fui, fantasiado de faraó, num “mico” total, como todos ali no baile à fantasia, como no folclore americano do Halloween, com cada um extravasando suas fantasias, na tradição de crianças pedindo doces, nessas misturas culturais, como ainda falando nos EUA, um país cujo caldeirão cultural resultou em estilos “primos” uns dos outros, como o rock, o jazz, os blues e o country, remetendo a um certo senhor o qual respeito, um homem articulado, com iniciativa, promovendo anualmente um belo festival de blues em Caxias do Sul, o mais do gênero na América Latina, nessas pessoas que brilham, remetendo a meu querido bisavô Joaquim Pedro Lisboa, tido pela comunidade como Pai da Festa da Uva, apresentado a Getúlio Vargas quando este visitou a Festa de 1954, meses antes deste se suicidar, na questão delicada do suicida, uma pessoa que pura e simplesmente acha que não tem saída e que tem que se matar, num caminho de baixa autoestima, com o outro certo senhor, inteligentíssimo, mas há décadas numa depressão total, mesmo ouvindo dos amigos que não existe vitória sem luta, como esses pobres diabos sofredores em situação de Rua, querendo, com todas as suas forças, fugir da luta de ela Vida, nas sábias palavras de uma médium espírita: “Deus quer nos ver lutando; Deus não quer nos ver atirados nas cordas do ringue da Vida!”. E o Mundo está aí cheio de labor, de trabalho, de esforço, de luta, como dizia uma excelente professora antropóloga eu tive, indagando outrem: “Como vai a luta?”, daqueles professores bons, que valem cada centavo da mensalidade, como um rígida e dura professora filósofa que tive, numa cadeira na qual quase fui reprovado, e o que me salvou foi a doutrina taoista, a qual, apesar de ter sido escrita há milênios, permanece perfeitamente atual e contemporânea em pleno Terceiro Milênio, na universalidade da espiritualidade humana. Aqui vemos um rastro de cocozinhos de cão na Rua, na feliz lei que impede as calçadas de ficarem imundas de cocô, remetendo à paciência de uma certa senhora,  a qual varre diariamente seu apartamento, numa casa limpa como um hospital, uma paciência qual eu, particularmente, não tenho, fazendo de minha casa relativamente limpa, mas não imunda. Esses minuciosos pontinhos são como o labor de uma costureira fazendo vestidos de gala, como disse uma costureira certa vez: “Cada vestido é como um filho meu, e dói um pouco em mim ao me despedir deles e ver estes indo para o Mundo!”. É como uma falecida minha tia costureira, a qual disse, ao doar a produção, ter que fazê-lo com dor no coração, mas é aquela história: Antes de ouvir o coração, ouça a cabeça, num coração que pode ser traiçoeiro e nos enganar, fazendo da Vida algo sério e sisudo, como vários amigos meus, na responsa de se terem filhos no Mundo, no desafio de incutir valores nobres da cabeça da criança. Aqui é como um fogo se alastrando, num sinistro ocorrendo, havendo hoje em prédios os sensores de incêndio, remetendo à tragédia carioca do fogo que destruiu o Museu Nacional, destruindo peças de valor inestimável, como aquele artista que morre deixando tal legado no Mundo, no modo como a morte de Elis Regina virou o Brasil de cabeça para baixo, tão jovem, com tanta carreira pela frente, tudo por causa das drogas, remetendo a uma certa pessoa, a qual está conivente com o fato do filhos estar fumando maconha rotineiramente, numa droga que pode sequelar o pensamento, o discernimento e o pensamento critico da pessoa, uma conivência a qual reprovo, pois hoje, no Brasil, o único modo de se adquirir tais drogas ainda é por meio bandido traficante fora da lei, um traficante que vai desencarnar e ver a vida vazia eu levou na Terra, pedindo perdão a todos para os quais vendeu droga, no sentido da Vida, que é adquirir apuro moral, fazendo do sociopata alguém BEM longe de ter tal apuro, numa pessoa insensível a Arte, em sociopatas tão famosos como Hitler.

 


Acima, Tunita. Aqui é como um instrumento musical, em grandes artistas como Yamandu Costa, genial, monstro de talento, totalmente íntimo de seu próprio instrumento, em talentos como Slash, o maior guitarrista de todos os tempos, o qual, ao sair da banda lendária Guns n’ Roses, deixou nesta uma lacuna enorme, e teve que ser buscado um guitarrista que chegasse mais ou menos aos pés do célebre instrumentista, como reza a lenda de que até hoje há um profundo melindre entre Slash e o líder Axl Rose, no modo como as desavenças não são eternas, e o infinito é o caminho natural do perdão, fazendo de Deus o vazio do infinito, nesse presente imensurável, e não é poder demais o fato de que jamais findaremos? Deus Jesus do Céu, é muito poder! Aqui é como um nó sendo feito, nesses nós que os sociopatas querem dar em nossas cabeças, como se nós, os normais, fôssemos o execrável mala pedante imoral, na energia dantesca de um sociopata, atirando ameaças, animais que não sabem viver em sociedade, andarilhos do Umbral, a dimensão dos que não amam, um plano sem amigos, pois os amigos são o ouro da Vida. Aqui é uma sensual serpente escorregadia, na capacidade de uma mulher ser sexy, como na Mulhergato de Michelle Pfeiffer, a qual, num piscar de olhos, vai de pata choca a mulher sexérrima, numa atriz que se agarrou com unhas e dentes em tal papel, sendo o único aspecto considerável de um roteiro mal construído, num paradigma indestrutível: Um bom filme nasce de um bom argumento, pois, se não, não adianta querer consertar em elenco, direção de arte etc., remetendo ao abacaxi Ricos, bonitos e infiéis, um filme ruim, que deu prejuízo ao estúdio, mesmo recheado de grandes astros e estrelas, no fato de que o sucesso é um amante infiel – hoje está comigo; amanhã, não sei. Aqui é como uma tatuagem, com pessoas que se cansam de suas próprias tatuagens, como na atriz Megan Fox, a qual passou pelo doloroso tratamento de deletar tatuagens, fazendo metáfora com o submundo, do qual é difícil sair, fazendo de tais subesferas uma prisão para a mente, até a pessoa se dar conta de que está andando em círculos, pois, meu irmão, acredite, os submundos não valem a pena, uma esfera na qual nada estamos construindo e para lugar nenhum vamos, remetendo a uma tremenda catarse um certo artista plástico, o qual “vomitou” a sensação de cárcere e fez do limão uma limonada, no modo como Arte é de uma suma importância de saúde mental, de pessoa boa  para pessoa boa, no poder da Arte em tecer comoções coletivas, como a linda mensagem redentora de Titanic, com os personagens de bem, no final, recebendo Rose no Plano Superior, o qual é repleto de amigos, pois fora da amizade e do amor, nada se tem, na adorável oração: “Meu anjinho, meu amiguinho, leve-me sempre pelo bom caminho!”, no reconfortante fato de que cada um de nós é acompanhado por um anjo da guarda. Aqui é como um laço de presente, na magia das cores de adornos de Natal, como na cidade de Gramado se arrumando para o visitante, deslumbrando este, numa cidade de tamanho talento turístico, mas uma cidade cara, com os hipervalorizados aluguéis de espaços comerciais, como o palacete no qual está instalado o Hard Rock Café, uma cidade cujos preços não assustam turistas do eixo Rio-São Paulo, cidades com custo de vida alto. Aqui é a serpente diabólica do Éden, seduzindo Eva e culpando esta pelas misérias da Humanidade, na sujeira misógina, ou homofóbica, nos versos provocantes de uma canção de Madonna: “Você gostaria que eu fosse um homem?”. Aqui é como um alvo alvejadíssimo, com muitos tiros de treino, num foco de escopo científico, nas enérgicas palavras de um professor de fotografia à aluna: “Foco! Foco! Foco!”. É na divindade Capa Preta, da Umbanda, no lado macho da Vida, do Yang, da luta, no fato de que ter só Yin ou só Yang não tem efeitos, consideráveis, no modo como liso e áspero são faces do mesmo trabalho, misturando disciplina com prazer, como um cantor em turnê, com muito tempo de labor longe de casa, longe do incomparável conforto do lar.

 


Acima, Turigosso. O ponto negro ao centro é a dúvida, nos versos de uma canção: “Há um pontinho preto no Sol hoje”. É a dúvida existencial pelo sentido da Vida, cujo sentido é adquirir apuro moral, nobreza e dignidade. É o terrível olho malévolo do Sauron de Tolkien, no senhor da terra negra de Mordor, na universalidade da luta entre o bem e o mal, fazendo do sociopata quem se identifica com o mal, como um certo senhor, empenhado em aliciar adolescentes para o Nazismo, nas palavras de outra senhora sociopata: “O mal é mais interessante!”, ou seja, fica fácil de se observar a sociopatia, num andarilho do Umbral, a dimensão onde não temos amigos, os quais são o ouro da Vida, como ter uma família amorosa, a qual sabe pelo que passamos a nível existencial, na figura de um ombro amigo, ao contrário das amizades fúteis, as quais só servem para a hora da festa e da risada, do tipo de amizade “Não ajuda; não atrapalha”, pessoas que não estão nem aí se estamos bem ou mal! Nesta obra temos um centro gravitacional, como Júpiter com suas várias luas, como mosquitos em volta da lâmpada acesa, como os impiedosos paparazzi perseguindo Diana, no paradoxo desta: Gostava de aparecer, mas se sentia invadida, num carisma tão lendário, uma mulher simples, do povo, que sabia que a simplicidade é o mais elevado grau de sofisticação, e tal simplicidade conquista o povo, ao contrário do rei da França deposto em revolução, um rei envolto em suas alienantes bolhas de privilégios em Versalhes, insensível ao preço do pão para o súdito, e o líder que se afasta de seu próprio povo, deixa de ser líder, como nos Romanov executados pelos comunistas, na crueldade de se matar crianças, rendendo por um tempo a lenda de que a princesa Anastácia teria sobrevivido, mas uma tese posteriormente refutada cientificamente, em simples testes de DNA, nos deslumbrantes avanços científicos. Aqui é como um disco de vinil rodando, numa espiral, ou um CD, vazio no meio, na nostalgia de se ir à loja e comprar um CD, em eras que, para esta meninada que está vindo aí, são pré história, nas ondas de renovação, na noção dialética de que tudo é processo, como nos shoppings, em constante processo de transformação, numa Porto Alegre hoje tão distante da Porto Alegre que vi e vivi nos anos 1990. Vemos uma discreta forma de cruz, no paradoxo cristão, na noção taoista de que fraco é forte, e Jesus, na cruz, tão fraco, tão surrado e tão maltratado, torna-se tal símbolo poderosíssimo, no poder da simplicidade, como o Menino Jesus na manjedoura, num rei que conquista seu povo, como a diva Juliana Paes falando de um certo sambista: “Ele é simples! Ele é do povo!”, num rei que toma o mesmo tipo de café de seus súditos, um homem que até gosta de palácios, mas sabe que os campos e florestas usam roupas majestosas, como na figura do gaúcho cavalgando pelas terras do RS. Neste quadro vemos um quebracabeça, num trabalho de raciocínio e muita, muita paciência, como desconstruir as ações do sociopata, ações as quais, analisadas, não apresentam lógica, como nos infames atos de vandalismo em Brasília, com pessoas dizendo amar o Brasil, mas destruindo este, e isto não é Tao, pois o homem de Tao é nobre, pacífico, simples e polido. Esses tentáculos remetem às terríveis máquinas destrutivas de Matrix, assassinando seres humanos, na ficção colocando a IA de forma perigosa, uma IA que saiu de controle e quase dizimou a Humanidade, escravizando esta, em metáfora com o sistema capitalista: Tenho que sofrer de tanto trabalhar para ter poder aquisitivo, numa pessoa escrava de vitrines de shopping, e isto é o oposto da simplicidade, pois a pessoa simples é imune a tais apelos consumistas, numa pessoa que está farta de estar “doente”, nas palavras de um certo senhor: Os shoppings são os templos do consumismo! Vemos aqui formas como em crochê, no poder transformador das mãos humanas, num trabalho paciente, terapêutico, na paciência de se colocar a linha pelo buraquinho da agulha, no poder do trabalho, da pessoa se sentir útil ao Mundo, nunca parando totalmente de trabalhar.

 


Acima, Uaridegonabá. Aqui é como uma bomba, na sequela mental de quem jogou a infame bomba sobre Yroshima, como no serviço militar, no rapaz que é arrancado de seu lar para servir no quartel, como em Cidadão Kane, arrancado de seu amado trenó de neve Rosebud, numa época em que a Vida era mais simples, e o quartel é qualquer coisa, menos um lar, e não existe lugar como o lar, com seu sofá, sua TV, sua patente, sua cama, seu fogão etc., um rapaz o qual, ao voltar do serviço militar, não consegue se ressocializar totalmente – é um horror a crueldade do Ser Humano. Aqui é como um formigueiro, com suas próprias regras, com inúmeros túneis funcionando, cheios de insetos, na figura da abelha rainha, na dignidade de prover o formigueiro, num trabalho de serviço ao povo, nas palavras de posse de Elizabeth II: “Minha vida, seja longa, seja curta, servirá ao povo!”, num peso de responsabilidade, como ter filhos no Mundo, incutindo valores nobres na cabeça da criança, dando um “xixi” se necessário, remetendo a pais tão duros como o pai de Michael Jackson, impedindo este de ter uma infância normal, fazendo da mãe de Michael oposto, uma mulher que não tinha medo de demonstrar afeto e amor, ou seja, uma pessoa normal, almada. É como esta nova live action de He-Man, desrespeitando o universo original de He-Man, no qual o rei Randor era um homem nobre, e, nesta live action, é um pai duro e cruel, covarde, maltratando o próprio filho pequeno, como no sociopata maltratando os próprios filhos, obrigando estes a fazerem escolhas cruéis, por puro sadismo, como um certo sociopata, o qual, definitivamente, não prezo, tendo eu já matado a charada há décadas – é um monstro malévolo, que tem prazer ao ver os outros sofrerem, ao contrário das pessoas normais, as quais, apesar de terem defeitos, são pessoas boas e clementes, almadas. Aqui é como um enxame de abelhas, no trabalho de se fazer mel, esta iguaria tão maravilhosa, remetendo ao urso comendo colmeias, mal se importando com as picadas inclementes das abelhas, remetendo ao adorável personagem Zé Colmeia, adorando o mel das abelhas, cujas picadas doem pra cacete, com o perdão do termo chulo, com algum elemento químico no ferrão. Aqui é uma pulverização e uma destruição, como no lento e gradual colapso do Império Romano, nos altares pagãos sendo tranquilamente substituídos pela imagem da Virgem, cuja figura pura e casta afronta a decadência romana de orgias, como mostrado no contundente filme Calígula, um filme o qual, além de pornô, é uma porrada de violento, mas um filme com uma direção de arte excelente, indicada a um Oscar, fazendo de Hollywood tal palco de sucessos e fracassos, fazendo do sucesso tal amante infiel, havendo o deboche da Framboesa de Ouro, zombando dos que estão por baixo, na coragem de Hale Berry, a qual ao ir receber a Framboesa por Mulhergato, levou junto seu Oscar, nos inevitáveis e liquidiscentes altos e baixos da Vida, fazendo do sucesso um problema, como Walter Salles, com a enorme incumbência de superar o Oscar que recentemente recebeu, um Oscar que pode ser tão bênção quanto maldição, como Fabinho Barreto, contente com sua própria indicação, mesmo não tendo levado a cobiçadíssima estatueta para casa. Aqui são como poros suando, na pele respirando, ou como filtros de café, na revolução das cafeteiras elétricas, no fascínio de tal bebida, a qual ganhou o Mundo, colocando o Brasil no meio do mapa do café, remetendo aos horrores escravocratas em cafezais antigamente, como mostrado na novela Sinhá Moça, com os negros jogados numa senzala como cachorros num canil, negros condenados a uma vida de trabalhos forçados – é um horror, e tudo em nome das ambições dos fazendeiros. Aqui é como um couro cabeludo, no cansativo trabalho de se fazerem alongamentos, com fio por fio sendo colado, numa necessidade de se ter tanta paciência, como a deusa Michelle Pfeiffer, a eterna Mulhergato, uma atriz qual, na produção de uma determinada película, ficou seis horas inteiras numa cadeira de maquiador, ou seja, ralando o coco, meu irmão!

 


Acima, Um corpo em outro corpo. Aqui é a espiral do código genético, nos avanços dos testes de DNA, como na comprovação do esperma de Bill Clinton na infame Monica Lewinsky, um episódio que destruiu Bill, o qual mentiu, indo aos televisores do Mundo todo dizendo que jamais transara com a moça, na noção taoista: Os que mentem acabam rejeitados e desprezados, como um certo senhor jogando um jogo perigoso, mentindo frequentemente, um senhor o qual, segundo um respeitado jornalista, tem a cabeça de uma criança de cinco anos de idade, e isso não  é um homem de Tao, pois um homem de Tao é nobre e odeia mentir, no caminho do apuro moral. Vemos uma aureola, símbolo de divindade, como santos católicos, iluminados, no poder esclarecedor do pensamento racional, avesso a malícias, como na figura da águia americana, livre pelos céus, num país democrático no qual o cidadão só vota se assim quiser, ao contrário do voto obrigatório no Brasil, uma lacuna democrática brasileira, mas, ao menos, um país no qual o cidadão é livre para se prostituir, como na Holanda: Se quer se drogar, o problema é seu! Vemos um tridente, como o do diabo, na figura do Inferno, no sofrimento de espírito de raso apuro moral, fazendo metáfora com o metrô debaixo da terra – nunca fale com estranhos no metrô, como num episódio de Seinfeld, no personagem George Costanza enganado por uma golpista com a qual falou no metrô, como eu próprio certa vez em Nova York, quando desço no metrô e me deparo com pessoas tão, mas tão mal apessoadas, aniquilando meu desejo de andar de metrô na urbe “que nunca dorme”, fazendo metáfora com o Plano Superior, num luar metafísico em que não temos fadiga, sendo, assim, desnecessário descansar e dormir – é a glória, meu irmão! Vemos um solzinho radiante, nesta fonte essencial à Vida, no tradicional por do Sol do Lago Guaíba em Porto Alegre, uma imagem tão bela, num Sol morrendo majestosamente, com aquelas pessoas que aplaudem auroras, na figura de linda deusa grega Eos, a deusa da aurora, cobrindo os céus de ouro magnífico, nos versos da célebre ópera: “A Aurora venceu! Venceu! Venceu!”, e é como na Terra da Estrela da Manhã, nosso berço, nosso lar primordial onde temos a nítida consciência de que somos felizes, como num final feliz num filme, ou como música acaba em paz, no termo de um clube caxiense, o Recreio da Juventude, no refúgio da juventude eterna, onde todos são belos e nobres, em metáfora com a qualidade de vida em Portugal, um lugar no qual mal devemos trancar a porta de nossa casa de noite, ao contrário do belo Brasil, um lugar onde a segurança pública é complicada, como na cidade do Rio, nos versos de Fernanda Abreu: “Purgatório da beleza e do caos!”. Aqui são como borrões de carvão, num churras tão brasileiro, no cheiro de carne em domingos de meio dia, como um certo senhor, pobre, mas um senhor que não deixa faltar picanha no domingo, horrorizando os veganos, pessoas que simplesmente nada de origem animal consomem. Vemos uma luazinha, na Lua com suas próprias regras e condutas, independente, louca, por assim dizer, no termo “ser de lua” aquele que tem ações curiosas e louquinhas. Na base do quadro vemos o dois olhos nos fitando, como a Monalisa nos fitando, um eterno mistério, na maior obra de Arte de todos os tempos, atraindo milhões de pessoas por ano, na prova de que tamanho não é documento, num quadro de pequenas proporções, nas obras de da Vinci tão, mas tão valorizadas, ao ponto de serem inegociáveis, num Leonardo que acabou a Vida cercado de confortos e privilégios, sendo protegido do rei da França, vivendo em meio aos luxos da corte, um Leo o qual, reza a lenda, era muito piadista e brincalhão! Aqui é como um entrelaçamento, um aperto de mãos, como no pôster do filme A Lista de Schindler, com irmão dando a mão a outro irmão, na famosa lista que salvou vidas, com tudo se resumindo a amizade, a amor fraternal, num plano onde estamos entre amigos, diferentemente da Terra, onde bons e maus estão juntos, na ilusão da matéria, que esconde como somos de fato no Plano Superior.

 

Referências bibliográficas:

 

Arte. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.

Curriculum Vitae. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

No mundo da Luna (Parte 4 de 21)

 

 

Falo pela quarta vez sobre artista plástica brasileira Ana Karina Luna. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Valapaneja. Aqui é como um ciclo, como num ciclo de lavagem numa máquina de lavar roupa, como um ciclo fechando e encerrando, esgotando, como um certo instituto cultural, esgotando, virando um “abacaxi”, como uma certa rádio, a qual, ao surgir nos anos 1990, era top de audiência, agradando todos os grupos, mas uma rádio que, hoje, está virando abacaxi, e terá que se reinventar para se manter, como um artista se reinventando, sabendo que, se parar, virará “peça de museu”, em bandas longevas como o U2, sabendo que, de tempos em tempos, material novo tem que ser injetado na praça, remetendo à excelente banda A-Ha, a qual terminou, infelizmente, marcando tanto nos anos 1980, mas virando abacaxi com o passar dos anos, num desperdício, pois se trata de uma banda talentosa, de canções belas, marcantes, remetendo a Cindy Lauper, a qual não sobreviveu aos anos 1980, só tendo pertinência para quem viveu tal época, uma artista insignificante para esta nova geração que está vindo aí – a geração digital. Aqui são os braços gravitacionais de planetas, atraindo satélites, na hierarquia gravitacional do Cosmos: As luas giram em torno dos planetas; os planetas giram em torno das estrelas; as estrelas giram em torno dos centros galácticos. Remete ao absurdo dos terraplanistas, achando que a Terra é plana como uma tábua, algo refutado absolutamente pela Ciência, a qual tem que ser respeitada: O quer seria do Mundo sem a Ciência? Não é universal a Ciência? Não são universais o Ser Humano e o pensamento racional? Aqui é como um polvo se movendo, em todo um instinto, movendo-se para se alimentar, numa função tão básica de um ser vivo, remetendo aos esforços para tirar o Brasil do mapa da fome, em cidadãos que não vivem, mas sobrevivem, vivendo com o mínimo, como esses catadores de lixo seco, levando uma vida tão, mas tão dura, como no árduo serviço de gari, passando os dias de sua encarnação varrendo para cima e para baixo as ruas de uma cidade, um serviço tão essencial, que é a limpeza de uma cidade, como o atual prefeito de Caxias do Sul, mantendo em ordem os containeres de lixo pela cidade, na coleta maquinada, sepultando a era dos lixeiros que catavam os casacos de lixo a mão, nas responsabilidades de um prefeito, remetendo a um certo senhor impichado, uma pessoa arrogante, que não ouvia os outros, num caminho autocrata, no modo como o poder pode seduzir o Homem, na metáfora do Anel do Poder, corrompendo os mais nobres corações, em sonhos de loteria, fazendo infelizes os ganhadores da loteria, mesmo parecendo que tais vencedores são as pessoas mais felizes do Mundo, remetendo ao Plano Superior, no qual existe riqueza, mas não dinheiro, em lugares suntuosos, belos, luxuosos, nas mansões da Vida Eterna, no inconcebível poder o infinito, que é Deus, no fato de que jamais findaremos, e a Eternidade sobre a qual pode ser falada não é a verdadeira Eternidade – Vida Eterna, que assim seja! Aqui é como um disco girando, como um planeta girando, na espiral dos discos de vinil, em eras em que tais discos não podiam ser expostos à luz direta do Sol, vindo então o CD, uma mídia mais simples e moderna, algo hoje ultrapassado, reduzindo tudo a software, como já era dito nos anos 1980, com o advento dos microcomputadores – quem não tiver acesso a tais tecnologias, não viverá no Mundo normal, e, hoje, quem não está conectado, sente-se “nu” e desalentado, fora do Mundo real. Aqui é como um crustáceo aderindo a pedras, na força da Vida, sempre lutando para viver, para vencer, na luta pela Vida, como uma pessoa guerreira, que sabe que não há vitória sem luta, remetendo a um certo senhor workaholic, trabalhando demais, sem ter sábados, domingos e feriados, sempre na firma, desrespeitando a si mesmo, um senhor que acabou tomando no cu, com o perdão do termo chulo, tendo que fechar as portas da firma que abrira e voltar a ficar submetido a um patrão, em duras lições da Vida, num Deus que quer no ver humildes, com os pés no chão, no caminho da pessoa ser amiga de si mesma, num autorrespeito. Aqui é como a organização de uma tribo amazonense, no centro da aldeia, no caminho do Homo sapiens em definitivamente se diferenciar dos animais, produzindo artefatos de Arte, como cerâmicas, algo que nos diferencia dos primatas restantes. Aqui é como a “multidão” de luas em torno de planetas de forte gravidade como Júpiter, ou de lixo espacial na Terra.

 


Acima, Vazio na quarentena. Aqui é o pesadelo da crise de abstinência de heroína no filmão Trainspotting, no desespero do dependente químico, que é só querer se drogar, sem se alimentar, sem tomar banho, sem dormir, sem trabalhar e sem estudar, remetendo a um rapaz que conheci certa vez, viciado nessa droga horrorosa que é o crack, a droga que é um “pé na cova”, no rapaz que vivia preso dentro de sua própria casa, sem poder sair e viver, um rapaz que morreu ao tentar fugir de casa, no pai declarado a um repórter de jornal: “Foi um alívio meu filho ter morrido – ele estava sofrendo muito!”, e era um guri alto e bonito, com toda uma vida pela frente, botando tudo a perder pela pedra maldita, como no filmão Traffic, mostrando todos os lados envolvidos na droga, inclusive uma moça que se vicia em crack, num filme contundente, num narcotraficante o qual, ao desencarnar, vai ver a vida vazia e egoísta que levou na Terra, chegando ao ponto de pedir perdão a cada jovem para o qual vendeu droga, num caminho de arrependimento, numa pessoa que se equivocou na Terra, decidindo reencarnar numa vida mais nobre e produtiva, longe dos horrores do submundo do narcotráfico, no qual a inadimplência tem pena capital, no traficante mandando executar o inadimplente, como certa vez um senhor que roubou o carro de minha amiga, talvez um homem desesperado para não ser executado pelo chefão traficante, com este dando a arma ao drogado e dizendo: “Aqui tá o cano! Te vira!”. Aqui é um isolamento, num pesadelo de cárcere, como no submundo, no qual a pessoa, no fundo, não gosta de estar, mas não consegue sair dali - prisão, meu irmão. É como num desolado labirinto, no qual estamos perdidos e solitários, e eis que nessa escuridão toda surgirá alguém verdadeiro, na vitória do nobre e do fino sobre o submundo, remetendo ao breu de uma certa boate, com um pai de santo de Umbanda entrando ali e percebendo ali dentro espíritos se arrastando e sofrendo, na sujeira do Umbral, o lugar onde estamos sem amigos, como o sociopata, sem amar e sem ser amado, nesses “nós” que os sociopatas querem dar em nossas mentes, como se nós, os bonzinhos, fôssemos o sociopatas malas, pedantes e cruéis –é um horror, pessoas cujas ações analisamos e não encontramos lógica, como já disse uma certa sociopata: “O Mal é mais interessante!”, ou seja, fica fácil de detectar tal defeito de caráter. Aqui é como túmulos no Vale dos Reis no Egito, numa técnica tão perfeita e civilizatória, deixando-nos perplexos frente a tal sofisticação, no modo do Homem ver a morte e lidar com esta, nas palavras de alento espírita, dizendo que um Mundo melhor nos espera lá em cima, na dimensão na qual estamos entre amigos, nos versos sensíveis do excelente músico gaúcho Duca Leindecker: “Sonhei que as pessoas eram boas em um mundo de amor, e acordei neste mundo marginal!”. No fundo do quadro, uma luz de esperança, na imagem de esperança do Espírito Santo, no glorioso dia de desencarne, no qual nos libertamos de todo e qualquer problema relativo ao corpo carnal, na noção taoista de que, se o corpo morrer, não tem problema, na universalidade da fé humana, como num centro espírita, no qual temos que entrar com fé, pois, do contrário, a visita não surtirá efeitos positivos. Na cabeça aqui, uma fertilidade de ideias, num artista rico mentalmente, cheio de instinto e verve, ousadia, como num precursor Elvis Presley, um tanto mal compreendido em vida, causando frisson com o seu tradicional rebolado roqueiro, valendo o apelido: “Elvis, o pélvis!”, no poder da Arte de renovar e trazer o novo, como num boom revolucionário nos anos 1980, “sepultando” a década anterior. O vermelho é o interior uterino, a sala, o mundinho fechado, o pertencimento, num lugar agradável, como no Plano Superior, no prazer de uma piscina quentinha e acolhedora, no Ventre Sacrossanto que nos criou de forma imaculada e única.

 


Acima, Verbulana. Aqui é como uma banda, com um pandeiro sendo tocado, nas raízes afro vibrantes do Brasil, nos tambores, na cultura popular do samba, vindo dos morros, do povo, das favelas do Rio, numa cultura que veio do povo e a este pertence, derivando posteriormente para o pagode, num ritmo tão brasileiro, como todos os outros ritmos brasileiros, encantando turistas que vão ao Rio para respirar tal arte, como falou certa vez um sociólogo, dizendo que tais movimentos afro de cultura foram uma resistência frente aos horrores escravocratas, como na novela Sinhá Moça, da Globo nos anos 1980, mostrando os negros jogados numa senzala como cachorros num canil, na evolução sociocultural que foi a abolição de tal escravatura, resultando, depois, no feriado nacional de Consciência Negra, em recursos para se denunciarem crimes de injúria racial, como numa rede de supermercado de Caxias do Sul, numa funcionária negra processando o empregador, ganhando uma farta indenização na Justiça, em questões raciais delicadas na Argentina, por exemplo, na qual, na abolição da escravatura, os negros foram reunidos em navios e enviados África, numa espécie faxina étnica, ao contrário do Brasil, um país de pardos e negros, na evolução das cotas em universidades, na democratização do conhecimento e da educação, no poder civilizatório da caneta, da escrita, da palavra registrada, num acúmulo de conhecimento e esclarecimento. Aqui é como medusas, águas vivas com seus cáusticos tentáculos, provocando queimaduras na praia, com salva vidas já equipados com vinagre para tratar de tais ferimentos cutâneos, no nobre trabalho do salva vidas, zelando pelas vidas dos banhistas, como os bombeiros e os policiais, nossos heróis, zelando pelo corpo social, autoridades que devemos respeitar, num trabalho tão duro, com um “leão sendo morto por dia”, autoridades que podem nos enquadrar por desacato, ou seja, comporte-se! E tudo se reduz a comportamento: Se não se comportar, vai de castigo, como pessoas internadas psiquiatricamente, colocadas “de castigo” por terem se comportado mal, no broche no jaleco de uma certa enfermeira, com uma pombo e a palavra “Paz”, seguida de ponto de exclamação, num paciente que fica um tempo sob observação de psiquiatra, como um certo psiquiatra o qual aprendi a respeitar, um homem sério, que sabe que o Mundo é um plano competitivo, no qual a pessoas têm que ter competência se quiserem ter sucesso, numa lei muito simples: Quem não sabe conduzir, não se estabelece! Remete a uma certa cantora, a qual, de tão microscópica, acha que á culpa é do Mundo por tal cantora não ter obtido sucesso, e não diz o ditado popular de que quem tem pena é pato? Aqui remete ao brinquedo do Castelo de Grayskull, o qual tive em minha infância, com um porão no qual ficam aprisionados e reprimidos os instintos básicos animalescos, como disse um certo psiquiatra: “Não desperte a fera que existe em você!”, na sabedoria taoista de que a paz é maior do que a raiva e de que o perdão é o caminho natural da Eternidade, com desavenças sendo resolvidas e amizades sendo feitas, como uma senhora a qual incomodei profundamente, e um dia ela e eu seremos amigos, antes ou depois do desencarne, na noção taoista de que tudo se resolve por si, como um ferimento cicatrizando lentamente. Aqui é como uma plateia sendo “incendiada”, num artista que sabe pisar num palco e puxar o povo, ao contrário do show de Lenny Kravitz no Rock in Rio, um artista o qual, apesar de ser uma grande voz e uma grande presença pop rock, não soube puxar o povo, mesmo tendo entregue competentemente o show, executando bem todas as canções, ao contrário de Madonna, esta, sim, uma incendiadora de plateias – é uma questão de dom inato, instintivo. Aqui é um momento de euforia carnavalesca, no momento em que nos desligamos um pouco do siso do dia a dia, como na redentora happy hour, num alcoolzinho injetado na corrente sanguínea, na universalidade da bebida alcoólica. Aqui é um quadro de empatia, como amizades sendo feitas, como fazer amizades no colégio.

 


Acima, Vertipani. Engraçados os nomes que Luna dá às suas obras! Aqui remete a um filme da franquia Alien, com a personagem de Sigourney Weaver mergulhando no meio de um ninho mucoso de alienígenas, numa intimidade, num tom de lar, fazendo de nossos irmãos pessoas tão íntimas e próximas, em familiares que sabem pelo que passamos existencialmente, dando-nos um ombro amigo e um acompanhamento existencial e psicológico, no valor do amigão de verdade, como um amigão meu certa vez, uma pessoa que me conhece profundamente, e num momento e que eu estava perdido na Vida, ele me disse: “Estás perdido!”. Remete às amizades fúteis, que só são para a hora da festa e do oba oba, pessoas que nos cercam, mas que fazem com que nos sintamos sozinhos, num paradoxo, amigos que não sabem (e nem querem saber) pelo que passamos, e isso é fácil de detectar, como um amigo fútil pura e simplesmente me dizendo: “Não estou nem aí se estás bem ou mal!”, numa sensação de prisão, com pessoas que não torcem muito por nós. Aqui é como um chocalho para bebês, na fase da Vida em que a criança está se familiarizando com o Mundo ao redor, no processo de crescimento, encadeado com o processo espiritual de apuro moral, na lei dialética que diz que processos podem se encadear, talvez se encadeando com o processo de estudar e passar de ano na escola, nessa delícia que é estudar, com a pessoa se esforçando para fazer muito bem os trabalhos que os professores exigem, enchendo estes de orgulho, como eu mesmo já tive uma experiência como professor, e um aluno aplicado enche o professores de satisfação, como uma colega que tive, aplicadíssima nos estudos, tirando as melhores notas do colégio inteiro, uma pessoa cujo objetivo e sonho era gabaritar todas as disciplinas, adquirindo um semblante seríssimo quando recebia a prova corrigida e não tirava dez, exigindo tanto de si mesma, aqueles “anjinhos” que os professores amam, como outra certa pessoa, aplicadíssima, tirando colocações excelentes em vestibulares, ao ponto de uma instituição universitária oferecer a esta pessoa o curso de Direito, sem necessidade de pagar mensalidade, no modo como cada um vai trilhando seu caminho, cabendo a nós respeitar as decisões dos outros, pois a Vida é destes, e não nossa – respeitar é fácil, meu irmão, mas o Ser Humano é eternamente seduzido por caminhos mais escuros e infelizes, como uma certa senhora fofoqueira, financeiramente rica e psiquicamente miserável, uma senhora que não faz merda nenhuma, com o perdão do termo chulo, e como posso respeitar e tirar o chapéu para uma dondoca improdutiva? Aqui são vários olhos nos observando, como uma plateia, num fã clube, no momento de puro prazer do artista no palco, a parte lisa e doce do trabalho, frente à parte áspera do trabalho mambembe, que é movimentar equipes, banda e maquinários, sem falar em muita estrada, aeroporto e hotel, no discernimento taoista: Fácil e difícil são faces do mesmo trabalho, na questão da disciplina, nas humildes palavras de Gisele a fãs: “Desculpem, gente, mas tenho que trabalhar!”, e quanto mais humilde sou, mais longe vou, apesar de parecer o contrário. Aqui são como vários ovos que as tartarugas botam na areia, frente ao mar, com santuários de preservação ambiental, em lugares como a Praia do Rosa, em SC, um santuário no qual é uma heresia enorme colocar lixo na areia, como uma certa senhora no Rio de Janeiro, catando da areia o lixo que as pessoas relaxadas abandonam na orla, remetendo ao povo japonês, tão polido e limpo, na falta que faz a Cultura Erudita no Brasil, a cultura civilizatória, nos esforços de Brizola em construir escolas pelo Brasil inteiro, esses homens excepcionais, que constroem belas carreiras públicas, ao contrário de outros senhores grossos, pois o homem de Tao é polido e nunca recomendará violência, um homem limpo, por assim dizer, o qual só toma ação quando é necessário, como a monarca Elizabeth II, tomando uma série de ações diante o falecimento da lendária Diana, nesses carismas avassaladores, uma Di a qual, ao perder oficialmente o título de princesa, transcendeu enormemente, dando a volta por cima.

 


Acima, Vissurine. Aqui é uma pessoa com capacidade distributiva, enviando para o Mundo, causando comoções, como no surto psicótico público de Britney Spears, indo para as duras dez semanas na clínica de reabilitação, humilhada, tendo que varrer o chão da clínica, humilhante para uma popstar de tanta fama e renome, na diva dizendo aos fãs pelo Twitter: “Fui para um luar humilhante chamado reabilitação!”, nesses choques de realidade, no termo em Psicologia: Colocar os dedos na tomada elétrica! É como uma pessoa borderline que conheci, aquela pessoa sempre no limite, uma pessoa difícil de se conviver no ambiente de trabalho, e, hoje em dia, com as medicações, é tudo mais simples – tome o remedinho, irmão! Na parte de cima temos um leque, numa cabeça ventilada e arejada, por assim dizer, no avanço que foi a invenção do ar condicionado, remetendo às eras antigas do Rio, com aquele calor de verão “extra senegalês”, com aquelas pessoas com trajes fechados, europeus, remetendo a hoje em dia, com homens e rapazes andando sem camisa pela Rua, ou como as mulheres cariocas de topless na praia, em diferenças culturais, como a burca muçulmana, reprimindo ao máximo a mulher, na figura patriarcal do cacique, fazendo do patriarcado tal força universal, colocando sempre a mulher em segundo lugar, na figura de Eva, a mulher que trouxe toda a ruína para o Mundo, corrompendo Adão, este, sim, a obra prima de Deus – é um horror. Estas formas aqui remetem a uma estranha máscara que a cantora Björk usa em shows, na capacidade do homem de Tao, que é ser estranho e diferente, em bombas atômicas de transgressão como Lady Gaga, com seu famoso vestido de bifes de carne vermelha, no caminho da simplicidade, a qual é o mais elevado grau de sofisticação: O custo de tal vestido era irrisório; o efeito, bombástico! E as pessoas precisam aprender por si mesmas o que é simplicidade, no caminho autodidata da Vida, em mentes revolucionárias como Chanel, libertando a mulher, nas palavras de altiva de Coco em entrevista: “Os jovens de hoje em dia são medrosos! Não têm um pingo de coragem!”. Nas palavras do imortal Francisco a uma plateia de jovens: “Sejam revolucionários!”, um homem que faz muita falta no Mundo, no carisma do homem de Tao, no lendário papa falando: “Quem sou eu para ficar julgando e condenado os homossexuais?”, ao contrário de outro senhor, este, sim, com uma cabeça tomada de “teias de aranha”, e o homem de Tao é respeitoso. Aqui é como um túnel, como uma recente ironia na Festa da Uva, com um túnel que levava o visitante ao centro de eventos, um túnel que, com vários banners, contava a história da Festa, na mente iluminada que concebeu tal instalação, na força da cultura popular, com a comunidade se unindo em torno da rainha, a qual faz metáfora com os espíritos morais e belos que reinam no Céu, na terra onde o tempo não passa, na imortalidade dos vínculos amor e amizade, e na imortalidade dos vínculos de família, com nosso avós falecidos nos esperando lá em cima, a dimensão da felicidade, paz e amizade, no amor de minha bisavó, que me ama lá de cima, abençoando-me, no amor que uma pessoa tem pelo próprio bisneto. Aqui é a cavidade vaginal, nos dolorosos partos, como certa vez vi em um programa na TV, com uma mulher pegando um instrumento de ginecologista para afastar as paredes vaginais, iluminando, assim, o útero, permitindo que as pessoas olhassem para o interior uterino vermelho dela com lanternas, na mulher dizendo: “É daí que todos viemos!”, e nada como lidar com naturalidade em relação a sexo e sexualidade, algo que é natural no Ser Humano. Essas formas de Luan são estranhas, como seres das profundezas da Terra, estranhos, na característica do homem de Tao, que e ser estranho e original, numa pessoa que sabe se diferenciar, como na Indústria Fonográfica Mundial, na qual o artista tem que ter muita, muita atitude – só voz não garante o estrelato, com muitas boas vozes que jamais serão astros.

 


Acima, Voicrii. Aqui é um formato de coroa, símbolo de poder e respeito, numa pessoa buscando ser respeitada, dando ao Mundo uma boa razão para ser respeitada, no caminho da produtividade e do mérito, remetendo a uma certa pessoa ociosa, nada fazendo da Vida, ficando o dia inteiro dentro de casa e perguntando a si mesma: “Por que será que nada acontece na minha vida?”, nos versos de uma canção da diva Macy Gray: “Levante-se! Levante-se! Faça algo! Como você terá êxito se sequer tenta?”. A coroa é nessas tradições monárquicas, nesse contraste histórico entre França a Inglaterra: Esta, sempre amando as tradições do passado, com sua digna família real; aquela, rompendo com tudo e todos no golpe de estado que foi a Revolução Francesa, ao ponto da Inglaterra não querer aderir à União Europeia, rechaçando vínculos de compromisso com os franceses, numa Inglaterra tão altiva e tradicional, em lendários talentos estadistas, no peso de responsa de se sentar em tal trono, sempre comparado a tais grandes estadistas históricos, no modo como uma coroa pode pesar sobre uma cabeça, num senso de responsa, assim como a menina que é eleita rainha da Festa da Uva: Começa o reinado menina; termina mulher. É como uma certa mulher, a qual foi mãe ainda adolescente, tendo que crescer ainda muito jovem, sem poder ter a vida normal de adolescentes, como baladas e festas. Na parte inferior do quadro vemos um peixe, esperto, sempre fugindo de predadores, no modo como a Evolução vai entalhando os seres, como as mulheres, entalhadas evolucionalmente para terem todo um instinto materno protetivo, protegendo as frágeis crias, como eu mesmo já me indispus com certas mães, as quais ficaram me odiando gigantescamente, e espero que um dia chegue o dia do perdão, no caminho natural da Eternidade, onde toda e qualquer desavença se resolve, num futuro de luz que nos espera, como um certo sociopata, o qual passará por muitas vidas, crescerá moralmente e tornar-se-á um espírito de luz – ninguém está no Umbral para sempre, num caminho natural de crescimento, fazendo do Umbral uma mera casa de passagem. Aqui são como joias numa coroa, como na altiva coroa imperial brasileira, com suas pedras, em símbolos de poder e influência, num passado em que uma região do Brasil era próspera produtora de pedras preciosas, com tudo indo embora do Brasil, um país que sempre foi pobre, como extrair e roubar as pedras preciosas em solo africano, na noção taoista: “Com são ricos! E roubaram tudo dos pobres!”. Uma forma aqui é uma lua, em ironia com sobrenome da artista, no modo do antigo em se verem divindades em aspectos da Natureza, numa era pré racionalidade, no Mito da Caverna, na pessoa presa a tolos sinais auspiciosos com a luz projetada no fundo da caverna, no poder de libertação do pensamento racional, no paradigma democrático: Não há deuses, mas seres humanos os quais elegemos para nos governar por algum tempo, nos ecos perenes da Revolução Francesa, guilhotinando a realeza, na eterna crueldade do Ser Humano. A coroa é a figura do Rei Momo, simbolizando fartura, como num reino farto, de qualidade de vida, numa mesa farta de rei, como numa farta mesa de galeteria, impressionando uma certa senhora italiana: “Mas Deus, quanta comida! Como você comem!”. Aqui são como estrelas se alinhando, como em constelações, gerando a Astrologia, a qual não é respeitada por todos, mas os signos e horóscopos não deixam de ser divertidos, como já me disse um senhor muito inteligente: Com um pouco de boa vontade, você pode observar que você se identifica com qualquer signo! É a liberdade do pensamento racional, como na águia Zoar, do universo de He-Man, fazendo contatos telepáticos, como na depurada Galadriel de Tolkien, capaz de conversar por telepatia com outrem, numa beleza fria, glacial, na beleza fria dos números, como cores de cristal, no caminho espírita da mortificação, que é parar de pensar em bobagens, na libertação da mente, como na lança fálica de São Jorge, matando o dragão da malícia e da feiura e libertando a donzela pura e casta, no mito de Maria, a mulher à qual foi negado ter sexualidade.

 

Referências bibliográficas:

 

Arte. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.

Curriculum Vitae. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.