quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Chinneck é Chic (Parte 4 de 6)

 

 

Falo pela quarta vez sobre o artista britânico Alex Chinneck. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Jaqueta direita e pulo de estrela. Aqui é um túnel, no túnel enigmático de 2001, num mistério de vida alienígena, na incessante busca humana por vida fora da Terra, algo ainda além de nossa compreensão, no conceito científico de que vida só pode existir com água e oxigênio, numa questão simples: Se pergunto ao peixe se há vida fora da água, o peixe dirá que não; dirá que fora da água não é possível respirar! Aqui é um emaranhado complexo, como num interior de formigueiro, com suas próprias regras instintivas, na figura da abelha rainha, responsável pela perpetuação da espécie, na questão da dignidade, de ser útil ao Mundo, em dignidades como as de realeza, num poder representativo, nas palavras de uma altiva e sábia senhora: “Nós somos representantes de algo!”. Aqui é uma ardilosa teia, na aranha em posição passiva, esperando por uma mosca desavisada e masoquista, em metáfora com o sociopata, que quer nos envolver em suas teias psíquicas traiçoeiras, em pessoas com uma energia dantesca, péssima, pessoas desprovidas de apuro moral, cuja aquisição é o sentido da vida, numa pessoa íntegra, que nunca se proporá a roubar, matar, estuprar etc., em pessoas honestas, que ganham a vida com trabalho, num caminho de construção patrimonial, deixando um legado a herdeiros, como uma certa senhora, a qual, ao falecer, deixou uma herança de joias finas, nas palavras do imortal Silvio Santos: “Do Mundo não se leva nada! Vamos sorrir e cantar!”. Aqui é um sistema complexo, como gerenciar sites como o Facebook, um site de tamanha serventia, num Face que, se usado com sabedoria e esperteza, pode se tornar uma ferramenta muito interessante, como divulgar um blog, surfando na Inteligência Artificial, a qual “adivinha” tópicos e assuntos que possam nos interessar, no futuro pessimista de Matrix, na IA que acabou pro escravizar o Ser Humano, na vitória, ao fim, da Humanidade, vencendo as máquinas, num Neo que deu sai vida para salvar o Ser Humano, no Mito da Caverna, que é o filósofo/intelectual nos libertando dos sinais auspiciosos projetados no interior da gruta, convidando-nos a sair da caverna e ver o Mundo de uma forma mais fria e objetiva, racional, em termos positivistas como “Ordem e Progresso”. Aqui é uma situação complicada e intrincada, exigindo paciência e delicado tato diplomático, em trabalhos de paz, sempre primando para saídas pacíficas de conflitos, remetendo a um certo senhor, o qual, definitivamente, carece de qualquer tato, indo pelo caminho da raiva, a qual é menor do que a paz, pois só a paz é terna, e todas as desavenças são inevitavelmente resolvidas no decorrer do tempo, no natural caminho do perdão, no pensamento de Jesus sepultando o termo “olho por olho, dente por dente”, no gostoso pecadinho capital da vingança, a qual pode ser ministrada, só que em doses discretas, como no filmão Uma Linda Mulher, na personagem de Julia se vingando de mulheres esnobes e arrogantes – quem não vai se apaixonar por Julia? São esses carismas arrebatadores que marcam para sempre a História do Cinema; já, outros atores, nem tanto, havendo uma hierarquia no panteão hollywoodiano, com astros de primeira grandeza, de segunda etc. Aqui é como um momento de explosão, como num artista explodindo inegavelmente, no boom fenomenal de Whitney Houston, alçada à condição não de estrela, mas de superestrela, sofrendo, assim, pressões enormes, caindo no mundo das drogas, as quais devastaram a voz da diva negra – ao ouvirmos o último trabalho de estúdio de WH, não sabemos dizer que foi um álbum gravado por esta, no horror das drogas que é destruir vidas, como um certo rapaz, o qual morreu em busca de crack, essa droga altamente destrutiva, um rapaz alto, jovem e bonito, do qual jamais me esquecerei, um rapaz o qual espero que esteja lá em cima, longe da droga, na questão brasileira: Apesar de descriminalizada, a droga ainda precisa ser vendida por meio de traficantes, pessoas de má fé que querem burlar a lei para obter dinheiro, num traficante o qual, ao desencarnar e olhar para vida moralmente miserável que levou na Terra, pedirá perdão a cada pessoa para a qual vendeu droga, num caminho de arrependimento e regeneração. Esta complexidade é a delicadeza da questão da terra no Brasil, remetendo à Serra Gaúcha, a qual é uma reforma agrária que deu certo.

 


Acima, Memórias de um vidente. Aqui remete a mim mesmo, precisando usar óculos desde criança, na revolução do vidro, fabricando algo tão banal hoje, que é a lente ocular, remetendo a tempos em que tal recurso não existia, como me dizia um oftalmopediatra: “Já imaginou viver na era dos faraós, sem lentes?”. O espelho é tal reflexão sobre si mesmo, num caminho de pensar sobre o sentido da vida. E o espelho aqui também pode ser a questão do narcisista, como muitas celebridades, eternamente dando uma entrevista, como uma certa senhora estrela certa vez, quando tive a oportunidade de sentar e jantar com ela, uma senhora a qual só sabia falar de si mesma, das fazes de sua vida, dos momentos de sua carreira etc., no desafio que é a humildade, que é parar de girar em torno do próprio umbigo, nas durezas da vida, remédios amargos que geram doces efeitos, no modo como a vida vai nos “lapidando” e fazendo de nós pessoas melhores, como um diamante bruto sendo lapidado para brilhar, na questão da pessoa ter os pés no chão – os humildes vão mais longe. São gênios como Chico Anysio, construindo uma carreira de encher o Brasil de orgulho por ter tido aqui tal gênio cômico, num amor pelo Brasil, pois os que não amam, sofrem, pois o amor e a amizade são o ouro da vida, e fora de tal laço de amizade não há salvação. Por que o Umbral é tão horrível? Porque lá não temos amigos, numa desolação terrível, como vagar pelas ruas de uma cidade deserta, como encarar um domingo de solidão, sem ver família ou amigos, como uma pessoa que vai se tornando um “lobo solitário”, passando sozinho seu próprio aniversário, ou passando sozinho uma virada de ano, sem ter uma viva alma amiga para abraçar – é um horror. No topo das duas lentes, temos adornos decorativos, como já ouvi dizer que as molduras no Louvre são um espetáculo à parte, numa metáfora que abro aqui: Quando a pintura é ruim, não há moldura que a salve; quando se tem uma postura comportamental má e fedorenta, não há perfume fino que salve. É como o sociopata, numa aparência boa que causa má impressão, como certa vez na Rua, quando vi um rapaz de tornozeleira eletrônica, um rapaz com uma aparência acima de qualquer respeita, na metáfora de Tolkien: O bandido tem uma aparência boa que causa uma sensação má; o homem bom tem uma aparência ruim que causa uma ótima sensação, na sabedoria popular de que as aparências enganam, como uma certa senhora famosa, a qual trouxe para o âmago de sua vida um rapaz sociopata, o qual tinha tal aparência impecável, numa senhora que aprendeu a duras penas que devemos saber enxergar dentro das pessoas, e não só fora. Aqui os dois espelhos são como banheiros para um casal, com cada um com sua pia e torneira, no modo como os relacionamentos amorosos são difíceis, não importando se são homo ou heterossexuais, num trabalho diário de reconquista, impedindo que o relacionamento esfrie, como uma certa senhora, a qual reconquista diariamente o marido, em questões simples, como um beijinho ou um carinho de forma geral, do tipo dizer: “Você é tão bonitinho de pijama!”, ou como o marido abraçar por trás a esposa que cozinha no fogão. Nesta obra, temos uma clássica simetria, ao contrário do Congresso de Niemeyer em Brasília, com os domos do Senado da Câmara Federal em posições opostas, entre côncavo e convexo, mas o Senado é menorzinho, e as torres ao fundo recuam um pouco para direção do Senado exatamente para conferir equilíbrio, num trabalho de racionalidade, de uma equação: Três pequenos equivalem a um grande, do tipo 3x é igual a y. Perguntamos aqui como Chinneck soube produzir tal impecável simetria, pois dois vidros iguais, ao serem quebrados, quebram-se de forma diferente, em agouros populares de que um espelho quebrado traz anos de azar, nessas “simpatias” que mulheres fazem para agarrar um homem para si, no caminho da passividade, que é absorver a atividade, na mulher que fica em tal posição passiva, atraindo o homem, na sedução de uma certa popstar, ou de Vera Fischer numa série de TV, dizendo ao amante: “Vem!”.

 


Acima, Nascimento, morte e crise de meia idade. Aqui remete às colunas tortuosas do Vaticano, numa sensualidade de processo em andamento, na sexy serpente, a qual, em algumas culturas, não é sinônimo de malícia ou mal, mas de  fertilidade e sensualidade, na misoginia do mito de Eva, que trouxe a desgraça Mundo, no modo como o patriarcado tolhe a sexualidade feminina, na castração do mito de Maria, a mulher sem fazer sexo, como na menininha recém nascida, no pai dizendo: “Esta vou guardar debaixo de sete chaves e entregar pura e casta ao marido na Igreja!”, no modo como a própria mulher pode ser misógina, nas palavras de uma certa moça: “Quero um namorado que seja mais alto do que eu!”, no homem eternamente acima da mulher, fazendo desta um cidadão de segunda categoria, como em certas culturas, numa mulher que só pode sair de casa mediante um papel assinado pelo marido, na mulher como uma moeda de troca, como na canção Woman in Chain, do Tears for Fears, na mulher vendida como um anima de carga. Aqui é uma força que sustenta, num pai sustentando um lar, na autoridade de pai de família, impondo ordem e respeito, deixando bem claro quem é que manda ali dentro, nas palavras de uma certa pessoa numa família: “Eu estou aqui trabalhando em prol da família – quero que vocês me tratem com mais respeito!”. É a dignificação do trabalho, do labor, nos barulhos diários de tal labor, em trabalho humildes, com o de gari, num gari responsável por deixar nossas ruas limpas e parecidas com as ruas impecáveis do Plano Superior, no qual não exista uma única partícula de poeira ou bactéria – é a glória, meu irmão! Aqui é um nó forte, na mão forte do colono italiano, calejado pelo labor árduo na roça, num labor de tal virilidade, como num majestoso quadro do pintor Pedro Weingärtner, no casal de colonos descansando um pouco do labor, no homem sentado e cansado e na mulher olhando para os calos de suas próprias mãos, como em ...E o vento levou, numa Scarlet que vai de menininha mimada a mulher forte, calejando suas mãos de moça fina para fazer o trabalho de colheita de algodão no Sul dos EUA, numa história que se passa nos horrores bélicos, os quais, em sua raiva, deixam traços de fome, arrancando pessoas de suas próprias casas, como em bombardeios cruéis, matando crianças, as quais nada têm a ver com os conflitos dos adultos, no modo como um homem de Tao JAMAIS recomendará violência, no caminho da civilidade e da humanidade, rechaçando a inclinação cruel do Ser Humano, como um Papa condenado conflitos ao redor do Mundo. Aqui é um árduo trabalho de edificação, de incorporação imobiliária, num trabalho de anos, construindo aos poucos, num trabalho de esforço e paciência, como um certo senhor digníssimo, já aposentado, o qual foi incorporador, respeitado pela comunidade, nessa capacidade de certos homens em se tornar grandes e importantes, remetendo a um certo senhor, o qual, na adolescência, achava que iria se tornar os mais postar de todos os tempos, num caminho de arrogância, um senhor que hoje é uma pessoa comum, em duras lições de humildade, um senhor o qual, no Ensino Médio, maltratava injustificavelmente um certo rapaz, o qual hoje é uma pessoa importante, nas reviravoltas maravilhosas da vida! Aqui é a universalidade de Engenharia, em pomposos templos construídos, como hoje em dia, na fálica competição mundial para ver qual país tem a torre mais alta do Mundo, na inevitável competitividade da Vida em Sociedade, quando alunos competem para ver quem tira as notas mais brilhantes, em alunos aplicado que enchem de razão e significado uma carreira doente, como eu próprio já fui professor de Inglês – dá gosto de se ver um aluno crescendo! As colunas são necessidades materiais, pois as construções metafísicas são feitas de pensamento, não de matéria, em estruturas de tamanho apuro arquitetônico, na função do bom arquiteto, que é nos deslumbrar com tamanho avanço civilizatório. As colunas são a garantia do Yang, do masculino, da força, na figura de Atlas, sustentando o Mundo nas costas, na dignidade da dedicação ao Mundo.

 


Acima, Num instante, jacaré. Aqui é em situações engraçadas, com pessoas sem perceber que suas respectivas braguilhas estão abertas, em freudianos atos falhos, inconscientes, como uma certa senhora, inocentemente responsável pela morte do próprio neto, sem dolo, sem intenção, uma senhora que já deve ter desencarnado, reencontrando-se lá em cima com o neto, vendo que ele está vivinho da silva, como outra certa senhora já desencarnada, a qual na Terra perdeu de forma brutal a própria netinha, reencontrando esta lá em cima – pronto, minha amiga, foi só um pesadelo! Podemos ouvir aqui o som do zíper, numa praticidade, no modo como nos anos 1990 houve uma moda retrô, com jeans só podendo ser abertos com vários botões, no modo como a praticidade sempre acaba falando mais alto, como nas tampas rosca de vinhos – não há o glamour tradicional da rolha de cortiça, mas é uma facilidade, tal qual abrir uma garrafa pet de água mineral, em povos práticos como os americanos, trazendo o conceito das simples caneca sem pires. Aqui é como uma cobra trocando de pele, como tirar a roupa para lavar esta, em renovações, releituras, como desencarnar e deixar para trás tal “pele”, tal corpo, tal encarnação, na glória dos desencarnados, que é viver livre de qualquer problema relativo ao corpo carnal, na metáfora do filme Elysium, no qual uma máquina era capaz de sanar toda e qualquer doença, fazendo da saúde o centro da vida, com tudo girando em torno de saúde, mental ou física, na dignidade dos médicos, como uma certa psiquiatra já desencarnada, uma mulher que levou uma vida nobre e produtiva, auxiliando os que tinham problemas espirituais, uma médica que voltou de cabeça erguida ao Plano Superior, em clima de missão cumprida, uma mulher que tinha autoestima, que se gostava e arrumava-se, na questão da pessoa gostar de si mesma, como sair de casa perfumado, pois uma das pessoas que mais devo amar é eu mesmo, na questão da pessoa ser amiga de si mesma, no glorioso conceito espírita de que ninguém está sozinho, na figura do anjo da guarda, que é um espírito amigo que quer sempre nos ver no bom caminho, alertando-nos, por exemplo, quando estamos perto de sociopatas malévolos, que são pessoas interessadas em nossa ruína – os sociopatas são minorias, porém estão entre nós. Aqui é como uma pintura descascando, numa erosão de milênios, como no Antigo Egito, com pirâmides que hoje são uma sombra da glória de quando foram erguidas, nos impérios que ascendem e descendem, nas vaidades humanas, como reger guerras, as quais são o caminho da infelicidade e da crueldade, da destruição, deixando cruéis rastros de fome, na capacidade humana em ser o mais cruel possível. Esta camada é uma proteção e um resguardo, no instinto da mãe em proteger o filho, num instinto entalhado por muitos milênios de evolução, no instinto da mulher em proteger a vulnerável cria, em homens “frágeis” como Woody Allen, no talento de “macho sensível”, um grande mestre da Sétima Arte, num estilo inconfundível, marcando a história de tal arte, um homem com uma mãe castradora, pois Freud explica, uma mãe que dizia que Woody teria que ter sido farmacêutico, e não diretor, uma senhora sem consciência de como seu filho foi longe profissionalmente. Aqui, nessa amostragem, nesta revelação, é como um provocante striptease, tirando a roupa num palco, remetendo a um divertido caso, de uma moça que conheci – de dia, uma pacata estudante da PUCRS; de noite, uma stripper numa casa de shows de Porto Alegre, ou seja, vida dupla, pessoas que não conseguem ter uma vida só, como um certo senhor, o qual tem duas famílias! Aqui, neste ato de se mostrar, faz metáfora com o trabalho do artista em expor, como no submundo dos filmes pornôs, pessoas que acham que não têm escolha e que têm que trabalhar em tal ramo. Aqui, a abertura revela uma luz, uma esperançosa luz no fim do túnel, como no programa televisivo Portas da Esperança, em sonhos sendo atendidos, nesse legado de Silvio Santos, um dos maiores homens da História do Brasil.

 


Acima, Pop Art efervescente. A Pop Art é este maravilhoso casamento entre arte cultura de massa, em esteiras industriais, expondo o desejo do artista em se vender de alguma forma – eu não estou dizendo que você não pode se vender; só estou dizendo que, se for para se vender, que seja com fatos e não com mentiras, remetendo a um certo senhor de má fé, o qual quis se vender com mentiras, agredindo, desta forma, a inteligência dos outros, no caminho da mentira, que é enganar, numa mãe dura, ensinando desde cedo à criança que esta não pode mentir, nas palavras de uma certa mãe: “A mentira tem pernas curtas!”, ou seja, só a verdade é eterna e duradoura, nobre, em metáfora com uma mesa eu tenho, uma mesa de madeira nobre, a qual, em mais de quatro décadas de vida, não um único foco de cupim, na função da joias, que é nos transmitir tal eternidade, mas é só metáfora, pois as joias são a ilusão da matéria, e tudo de material acaba se danando, na máxima espírita: Pensamento é tudo, matéria é nada, fazendo do Mundo Material tal ilusão, no modo como somos escravos da sociedade de consumo: Tenho que trabalhar feito um “escravo” para produzir capital e, assim, adquirir bens cobiçados de consumo, como um celular, uma TV, um computador, um perfume fino etc., na metáfora de Matrix, que é um indivíduo escravo de um sistema insano e sem sentido. Este nó é nas estratégias da dialética, que é usar a ironia de Yin e Yang para confundir o opositor, no modo como tudo traz em si sua própria contradição, no senso de humor de Deus, na figura do palhaço, cuja função é fazer com que riamos de nós mesmos, em palhaços fabulosos como Rowan Atkinson, num Mr. Bean o mais antiético possível, na fraqueza da conduta humana, nos versos de uma antiga canção em Hollywood: “Faça-os rir! Faça-os rir!”, na infelicidade de um comediante que não arranca risos da plateia, em gênios teatrais como Ilana Kaplan, numa peça em que espectador tem apenas duas diretrizes – sentar e rir, fazendo do senso de humor algo tão peculiarmente humano. A latinha aqui está descartada, no feliz modo como no Brasil 100% das latas de alumínio são reciclados, fazendo do alumínio um elemento químico que pode ser reciclado inúmeras vezes, sem perder a integridade, na era dos containeres de lixo seco, algo tão inimaginado no passado, com tudo indo junto no caminhão de lixo, nas responsabilidades de prefeito, que é deixar a cidade limpa e sanada, nos pesos de responsabilidades de uma “coroa”, em figuras transgressoras e transcendentais como Diana, tornando-se algo mais do que realeza, numa Inglaterra em que ninguém pode ser mais do que realeza, nesses carismas mágicos, numa morte trágica, pois, infelizmente acidentes automobilísticos não são extremamente raros. Aqui é o nó que a sociedade de consumo quer dar em nossas cabeças, tentando nos convencer que não podemos viver sem tais produtos, nos esforços de vendas, dizendo-nos que tal produto vai resolver todos os nossos problemas, como me disse uma certa dentista, dizendo que os enxaguatórios bucais, vendidos em farmácia e supermercados, pouco auxiliam na saúde bucal, produtos os quais, no máximo, apenas nos deixam com um gostinho com na boca, ou seja, mera perfumaria, sem combater de fato a placa bacteriana. Aqui é o ato de comprimir as latinhas para o processo de reciclagem, num processamento industrial, na Art Pop da esteira de produção industrial, nessas ondas, nessas vogues poderosas, nessas modas avassaladoras, numa poderosa Gisele, ditando, há mais de década, paradigma capilar feminino, com os cabelos ondulados da diva das passarelas, uma Gisele humilde que sabe que, se parar de produzir, virará “peça de museu”, na capacidade da pessoa de Tao, que é conquistar sem ninguém perceber, num Tao que nos faz brilhar. Aqui é um forte aperto de mão, num trato entre dois cavalheiros, na honestidade no fio do bigode, no tato da conversa e da diplomacia, no papel de dignidade de um diplomata, que é representar todo um povo.

 


Acima, Primavera no seu passo. Aqui remete a uma memorável instalação perene na Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre, com cobras saindo de buracos na parede, em algo implacável e avassalador, na avassaladora beleza, na vitória da beleza, na Terra da Estrela da Manhã, a terra belíssima que nos espera, na vitória da luz, como na iluminada Galadirel de Tolkien, bela, fria, numa água gelada que acaba por limpar profundamente, em remédios amargos que geram doces efeitos, como nas inevitáveis vicissitudes da vida, nas crises que acabam por serem positivas, pois as crises fazem com que cresçamos, como me disse uma excelente psicóloga, aquelas pessoas que aprendemos a respeitar profundamente. Aqui é uma escada que vai se colapsando, indo a lugar nenhum, na busca do indivíduo em servir o Mundo de alguma forma, no caminho do encontrar a si mesmo, como vi certa vez na Rua um rapaz que vendia obras de arte feitas com latas de alumínio, uma sensibilidade e uma criatividade ignoradas por um Mundo tão frio e difícil, indiferente, como em artistas de Rua em semáforos, pessoas que não estão mendigando, mas trabalhando, remetendo ao morador de Rua, uma pessoa que quer, com todas as suas forças, fugir da luta pela vida, propondo-se, assim, a dormir numa calçada dura e úmida – é um horror, numa completa falta de autoestima, a qual é visceral para uma pessoa, como no Plano Superior, no qual temos o cabelo exatamente do jeitinho que queremos, num lugar onde amamos ser nós mesmos. Aqui é como uma estrutura de DNA, no código genético, nos avanços científicos em detectar paternidade, como na detecção do esperma de Bill Clinton no infame vestido azul de Monica Lewinsky, um episódio que “sepultou” tal homem, um episódio que expôs a mentira de tal homem, o qual negara ter feito sexo com a moça, uma moça a qual, convenhamos, não tinha lá muita autoestima, pois se é para ser a em segundo lugar, a mera amante, é melhor então ficar solteira, no caminho da pessoa respeitar a si mesma. Aqui são com lombrigas, verminoses, como no infernal Presídio Central de Porto Alegre, no qual todos os detentos têm verminose, no modo social de punir os que faltam com o apuro moral, fazendo do presídio qualquer coisa, menos um lar, e a vida sem um lar é uma merda, com o perdão do termo chulo. Aqui é um processo que vai se desenrolando, como num mistério num romance policial, com o assassino sendo desmascarado, nesses gênios como Agatha Christie, mexendo com a inteligência do leitor, distribuindo pistas falsas, numa escritora tão divertida, vendendo mais livros do que muitos homens vendem, na tolice que é a misoginia, que é considerar a mulher um ser desprezível, num Vaticano que só pode ser regido por homens. Aqui é uma desvinculação e uma libertação, como passar de ano no colégio, no glorioso último dia de aula, brincando, abraçando as doces férias de verão, na magia doce dos verões, doce como canela, em brincadeiras com os amigos, os quais são o ouro da vida, e a vida não é infernal sem amigos? Aqui é como uma fita de pacote de presente sendo aberta, violada, em papéis avidamente rasgados pelas crianças na mágica noite de Natal, remetendo aos Natais que eu passava com meus avós em Porto Alegre, nos divertidos amigos secretos entre as pessoas da família, mas uma época que infelizmente passou, nesse talento de patriarca ou matriarca, que é manter a família unida. Aqui é como na libertação do desencarne, num alívio, como recentemente no velório de uma certa pessoa, velório no qual se respirava um ar de alívio, pois era uma pessoa que estava sofrendo muito. Aqui é como um grupo desmantelado, como na boyband N’Sync, na qual tudo era carregado nas costas de Justin Timberlake, pois apenas este soube de fato ter uma carreira solo após tal dissolução, nesses talentos que nos deixam perplexos, como na técnica perfeita dos artistas do Cirque Du Soleil, na vitória do talento e da dignidade de artista. Aqui são como tranças desfeitas, libertadas, como entrar no banho e desfazer tal penteado.

 

Referências bibliográficas:

 

Alex Chinneck. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 15 jul. 2026.

Home. Disponível em: <www.alexchinneck.com>. Acesso em: 15 jul. 2026.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Chinneck é Chic (Parte 3 de 6)

 

 

Falo pela terceira vez sobre o artista britânico Alex Chinneck. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Debaixo do clima, mas sobre a lua. Aqui é uma transgressão, como na feminista, caminhando contra os poderosos ventos do patriarcado, no título de um livro de uma certa feminista: Contra o vento. Aqui é uma casa maluca, entretendo as crianças, numa dose de bagunça e diversão, mas numa criança que, no fundo, gosta de regras de disciplina dentro de casa, pois tais regras dão a sensação de lar, de invólucro e de segurança, como eu mesmo com uma certa criança, estabelecendo regras rígidas, como na casa de uma certa psicóloga, com regras rígidas para os filhos, como meu pai quando eu era criança, chamando-me para dormir exatamente às dez da noite, impondo exigências, num pai no qual até pode doer um pouco no coração ter tal dureza, mas que sabe que é o certo a se fazer, como no filme da Disney A Pequena Sereia, no pai punindo severamente a filha, mas um pai com um pouco de dor e pena da menina, ao contrário do sádico sociopata, que faz sofrer por fazer sofrer, como um certo sociopata insuportável, impondo escolhas cruéis aos filhos, fazendo do sociopata tal verme que busca por um masoquista, como eu certa vez na Rua, abordado por uma sociopata que queria aliciar pessoas para um culto para lá de suspeito, uma sádica acompanhada por uma masoquista – não sei qual das duas era mais patética, uma sociopata que achava que iria me envolver em suas teias ardilosas e pegajosas, como uma mosquinha desavisada numa teia de aranha: Vá tomar no cu, sua sociopata, com o perdão do termo chulo. A entrada do prédio parece uma guilhotina, numa forma de execução, em execuções de decapitações, como uma Maria Antonieta, enfrentando a fúria revolucionária e sendo guilhotinada, no conselho taoista: Se é para haver uma punição, que seja por meios oficiais e legais, formais; se você quiser fazer justiça com as próprias mãos, você só irá sujar de sangue suas próprias mãos! É como um altivo Obama ordenando a execução de um terrorista, ou seja, uma execução oficial, sem raivas ou emoções ilusórias, mas com racionalidade e cordura, num Obama que se revelou tal grande homem, ao contrário de outro certo senhor, um babaca total e absoluto, um homem que é a prova de como o Ser Humano pode ser patético com suas raivas e com suas guerras, gastando montanhas de dinheiro em conflitos globais, como eu, ainda infante, disse a meu querido avô: “Guerra já tem demais no Mundo, vô!”. Aqui é como o homossexual, uma pessoa que nasceu de cabeça para baixo, trafegando na contramão, como num certo patético videoclipe, mostrando um gay sendo execrado pelo corpo social, inclusive execrado por seus próprios pais, um rapaz ao qual, no fim do clipe, num errante trem, tudo o que resta é compartilhar do pão com aqueles que, assim como ele, foram execrados – é um horror. Aqui é um enorme esforço de diferenciação, num artista querendo tanto se destacar e fazer a diferença, como nas irrefutáveis e inignoráveis instalações do casal de artistas Christo e Jeanne-Claude, num talento tão claro e evidente, em intervenções grandiosas e marcantes, no poder e no dever da Arte, que é nos deslumbrar, como no boom de Star Wars há muitas décadas, deslumbrando multidões com tal verve, numa história tão bem contada, algo meio raro e Hollywood, a qual tem uma doença crônica – a escassez de bons roteiros, remetendo a filmes ruins, que são indicados ao debochado antitroféu que é a Framboesa de Ouro, debochando de quem está por baixo, como numa estelar Hale Berry, oscarizada, ganhando a Framboesa pelo malfadado filme Mulhergato, com a coragem de subir ao palco e exibir seu Oscar e sua Framboesa, ou seja, ninguém está por cima o tempo todo, mesmo deuses sacrossantos como Meryl Streep. Aqui é uma fome por singularidade e particularidade, com artistas que são reconhecidos ainda em vida e artistas como Van Gogh, reconhecidos somente postumamente, como um feliz Andy Warhol, recebendo inúmeras encomendas, caindo nas graças do Mundo, nesses artistas bruxos, que nos deixam perplexos com tal inventividade, como um certo senhor estilista, um talento claro, numa mente esbanjando criatividade e talento, um homem de amplo espírito de iniciativa, como meu falecido bisavô Joaquim Pedro Lisboa, o qual é considerado o Pai da Festa Nacional da Uva de Caxias do Sul, a qual virou uma manifestação de identidade coletiva.

 


Acima, Dizendo a verdade por dentes falsos. Aqui é uma espécie de vandalismo ordenado, organizado, como numa esteira de produção industrial, numa padronização, como num chef fazendo cupcakes, usando uma concha de sorvete para se certificar que os bolinhos vão ficar de tamanhos iguais uns dos outros. Aqui são como poros respirando, como numa roupa de algodão, na fibra que respira e deixa o ar circular, como num ambiente de trabalho salubre, prazeroso, ao contrário de uma certa firma na qual já trabalhei, um ambiente o qual, apesar de limpo, moderno e climatizado, era insalubre psiquicamente, na pessoa presa numa baia na frente de um computador, nas sábias noções do feng shui, estabelecendo que, numa mesa com um computador, deve haver ao lado uma janela, uma vista, para a pessoa respirar psicologicamente, um ambiente ao qual reagi de forma enérgica, mandando ali tudo e todos à merda, com o perdão do termo chulo, como me disse um certo publicitário: Você tem que estar feliz no lugar onde você trabalha, e, lá, meu não estava feliz, principalmente com uma certa pessoa, a qual estava embevecida com a perspectiva de ter alguém abaixo de si na hierarquia, no poder do Anel, que é trazer o que o Homem mais quer, que é poder. Aqui é como uma padronização, como na escola, ensinando coisas aos alunos, na difícil tarefa de impor disciplina, mantendo na linha tais infantes, como certa vez eu adolescente, sendo energicamente orientado por uma coordenadora: “Vá para a sala de aula agora!”, na transgressão natural do adolescente, como na bem sucedia novela Rebelde, com os adolescentes usando de forma transgressora o uniforme da escola, como uma certa menina, transgredindo a constituição inicial do uniforme escolar, cortando uma parte da cola e deixando um dos ombros à mostra, uma menina muito bonita e gostosona, daquelas mulheres que encantam não só homens héteros, mas os gays também, como na revista Playboy brasileira, um nu de tão bom gosto que encantava até os gays, os quais são exigentes, fodas, com o perdão do termo chulo. Se aqui os buracos fossem aleatórios, seriam um puro vandalismo, no ódio dentro do vândalo, que é emporcalhar e destruir, uma pessoa que não ama a vida em sociedade, como arrancar mudinhas de árvores, como nos dizeres de uma certa pichação vândala: “ Nóis picha, eles pintam, e nóis picha de novo!”. É um caminho de rebeldia, no coração rebelde de Madonna, ouvindo do próprio pai, numa Madona ainda menininha: “Por que você não é como as outras meninas?”. Nessa ordenação, temos uma obra de Arte, que é pegar algo, interferir e fazer algo novo, como uma certa obra de Arte, que era uma faca com um buraco na lâmina, e no buraco se encaixava um cadeado fechado, selado, para sempre, ou como outra certa obra, que era uma cópia da Monalisa, só que com um bigode pintado no rosto da célebre modelo. Aqui é como uma prova sendo aplicada a estudantes, na competição social para ver quem é o mais aplicado, como um certo rapaz, o qual sempre foi muito aplicado nos estudos, sendo, desde menino, pressionado a cursar Medicina, num Mundo que nunca tem a sensibilidade de nos perguntar se estamos felizes, um rapaz que mandou tudo e todas à merda, com o perdão do termo chulo, mostrando o dedo do meio ao Mundo e indo cursar Jornalismo, no ato de adquirir o controle de sua própria vida, num desenvolvimento de virilidade e autonomia de voo, nas palavras de psicoterapeuta no consultório ao paciente: “Dane-se o Mundo!”. Aqui nos deixa intrigados como Chinneck conseguiu fazer tal efeito ordenado, com cada quebra sendo igual à outra. Aqui, nesta esteira de produção, é como na Pop Art, num casamento entre arte e produção industrial, como biscoitinhos numa esteira de produção, no boom global inglês da Revolução Industrial, em épocas em que os direitos trabalhistas não eram lá muitos respeitosos para com o trabalhador, na revolução no Brasil, que foram os direitos trabalhistas, com o décimo terceiro e férias remuneradas.

 


Acima, Dos joelhos de meu nariz à barriga de meu dedo. Aqui é algo cedendo, entregando-se, como alguém apaixonado, derretendo-se por alguém, num coração sendo conquistado, na exigência de se ouvir também a cabeça, como uma pessoa se apaixonando por um sociopata, tendo ilusões em relação a este, no poder manipulador do sociopata, dando-nos vontade no coração de estarmos perto de tal pária social, como um certo senhor, absolvido da acusação de homicídio duplo, vivendo como pária, um homem que recebeu com extrema frieza sua própria absolvição, quando olhamos nos olhos de um sociopata e ninguém vemos ali, ou como amizades fúteis, pessoas as quais, depois de um certo tempo sem as ver, reencontramos, olhamos nos olhos e vemos ali um estranho – não sabemos quem está ali, amizades fúteis desnecessárias, diferente do sociopata que, é uma amizade tóxica, uma pessoa interessada em nossa ruína, o que é um horror. Aqui é como um papel flexionado, torcido, distorcido, como notícias distorcidas pela praga das fake news, comuns em época de campanha eleitoral, numa falta de apuro moral, querendo o poder pelo poder, e não para usar tal poder para o bem, como me disse uma médium espírita: “Se tua religião visa o bem, então está tudo bem!”. Aqui é como o efeito de leveza da Brasília de Niemeyer, na impressão de que os tetos e as colunas são feitos de leve papel, num caminho de identidade brasileira, na enorme incumbência do Cinema Brasileiro, que é estabelecer uma identidade própria e fugir das poderosas influências hollywoodianas, assim como o Modernismo Brasileiro partiu em busca de tal identidade brasileira, em ícones como Tarsila do Amaral, alimentando um musical em que Claudia Raia interpreta tal ícone, fazendo de Raia tal heroína da cultura nacional, uma artista impecável, que atua, canta e dança, muito bem, diga-se de passagem, conduzindo com maestria tais peças, numa artista de carisma, batalhadora, com décadas de invejável carreira construída, transitando muito bem entre TV e Teatro, ao contrário de outra certa atriz, a qual tem medo de pisar num palco, o que é uma bobagem, pois falo aqui de uma atriz de tremendo talento, ao ponto de ter catarses no set de filmagem. Aqui é como uma erosão gentil, lenta, doce, com a parede cedendo a pressões, na curvatura polida do judô, em respeito ao oponente, fazendo dos japoneses tal povo limpo, ao contrário de outro certo povo, um povo sujo, principalmente na beira da praia, enfurecendo ecologistas. Aqui é como uma folha saindo da impressora, nos avanços industriais de nossos tempos, deixando perplexa minha geração, que foi criança no final de era analógica, vivendo a TV de tubo, só com poucos canais de TV aberta, remetendo aos anos 1990, nos quais TV a cabo era para lá de chic, algo que hoje é tão trivial, no paradoxo de nossos tempos: Antigamente, éramos felizes com poucos canais; hoje, com centenas de canais à nossa disposição, zapeamos e zapeamos sem encontrar algo que nos agrade! Aqui é na gíria “descolado”, como uma certa rede de cafeterias, num ambiente jovial e descolado, moderno, a cara da geração digital, numa era em que o e-mail, antes chic nos anos 1990, hoje é algo para lá de banal, como na telefonia móvel, algo hoje disponível até para pessoas mais pobres, em suas suaves prestações, num caminho de democratização, num galgar frenético de tecnologias, deixando obsoletos sites que antes eram moda. Aqui é como uma fragilidade, com algo cedendo à força da gravidade, como na erosão de milênios sobre as grandes pirâmides egípcias, antigamente perfeitas e impecáveis, simples, limpas, maravilhosas, no poder da limpeza e da simplicidade, fazendo da Vinci dizer que a simplicidade é o mais elevado grau de sofisticação, como tomar um bom banho perfumado, no poder das fragrâncias, que é dar tal sensação de limpeza. Aqui é uma distorção no espaço-tempo, fazendo dos modos humanos de medir tempo e espaço uma forma insignificante de se ver o vasto Cosmos, o qual é uma sopa infindável de galáxias, na noção islâmica de que Ale é grande, no poder do infinito, que é Deus, no poder incrível de que jamais findaremos.

 


Acima, Em algum lugar debaixo do arco íris. Chinneck adora zíperes. Aqui é um novo dia nascendo, uma nova possibilidade, como um artista se reinventando, sobrevivendo a décadas de carreira, esforçando-se para não se repetir, num caminho duro, mas que vale a pena, como em bandas longevas, sobrevivendo a muitas décadas, num eterno trabalho de recomeço, e é assim para todo mundo, até para deusas sacrossantas como Gisele, sempre se mantendo produtiva, sabendo que, se parar, virará “peça de museu”, como uma certa rádio, a qual, ao surgir nos anos 1990, foi um prodígio de audiência, mas uma rádio que está se tornando um “abacaxi”, considerada uma “rádio de velhos” por quem nasceu em tal década ou após dela. Aqui é como uma saída para uma crise, num renascimento, como já me disseram que as crises são positivas, pois apontam um momento de renovação da pessoa, como uma pessoa que passou por uma crise depressiva muito forte, como uma certa senhora, a qual se viciou em cocaína, já tendo alguns episódios de internação hospitalar, recaindo na droga por ter tido uma depressão pós parto muito forte, remetendo a um certo senhor, a história mais deprimente que conheço pessoalmente, um senhor que se perdeu nas drogas, numa vida sem perspectiva de reconstrução, um homem condenado a apodrecer o resto de seus dias numa clínica psiquiátrica, numa vida sem qualquer chance de reconstrução, algo muito mais grave do que uma mera crise. Aqui é um processo cognitivo de esclarecimento, como um dia nascendo lentamente, numa aurora tão bela, pintando o céu de cores, na deusa grega Eos, deusa da aurora, na poderosa ária pop: “A aurora venceu!”. Aqui é como a saída de uma prisão, no glorioso dia se soltura, de desencarne, numa missão cumprida na Terra, ao contrário dos que fogem, evitando a Vida, fazendo nada de seus dias na Terra, como uma certa senhora maliciosa e fofoqueira, financeiramente rica e espiritualmente miserável, uma senhora ociosa, numa vida tão vazia que tudo o que lhe resta é falar da vida dos outros, uma pessoa a qual, ao desencarnar, vai se dar conta do vazio que foi sua vida, topando reencarnar e partir em busca de tal tempo perdido, uma senhora equivocada, que inclusive muito mal de mim já deve ter falado, tendo a coragem de me cumprimentar na Rua, como se nada tivesse acontecido – como pode ser feliz uma pessoa que nem trabalha; nem estuda? Aqui é como na elucidação de um mistério, como em romances policiais, como Agatha Christie, desafiando a inteligência do leitor, numa escritora tão talentosa, jogando pistas falsas ao leitor, sendo rara minoria os leitores que conseguiam adivinhar quem foi o assassino, sendo uma mulher uma das maiores vendedoras de livros da História da Humanidade – viram como a misoginia é uma bobagem? Aqui é como um quarto fechado sendo aberto de manhã, nas palavras da senhora minha mãe acordando minha irmã e eu: “Acordem! Está um dia maravilhoso!”, no modo como certas pessoas têm dificuldade de sair da cama, na turma do “só mais cinco minutinhos”, na sedução dos braços de Morfeu, no delicioso pecadinho capital da preguicinha, a mãe de grandes invenções: Por que sofrer subindo e descendo escadas se posso pegar um elevador? Aqui é como um empreendimento sendo aberto ao público, como na inauguração da Livraria Cultura em Porto Alegre, sem marketing, sem anúncios, simplesmente abrindo as portas, numa beleza sendo revelada, em talentos de arquitetos, como entrar num shopping novinho, recém inaugurado, como na abertura do Moinhos Shopping, na capital gaúcha, numa zona chic da cidade, chamada coloquialmente de “Calça da Fama” uma via de empreendimentos nobres, como eu mesmo vi certa vez em tal via um famoso colunista social, elegantíssimo, com uma flor vistosa na lapela, dando esta a alguma moça bonita que passasse pela via. Aqui é como um striptease, ou como na dança dos véus, numa dançarina se revelando, como uma Sharon Stone, um pouco irritada por ter sido estigmatizada no mercado por aparecer sempre nua, nuns EUA de raízes puritanas protestantes.

 


Acima, Fogo na geleia. Aqui é uma restrição, como fechar uma torneira que está vazando. É como no espelho da Galadriel de Tolkien, mostrando apenas pouco do que está para acontecer, como numa dona de casa fazendo compras de supermercado, sempre aproveitando promoções, como levar três e pagar dois, como numa certa rede de supermercados, sempre com promoções de vinhos muito boas, imperdíveis, no desejo do lojista em ver a mercadoria saindo da loja, mesmo que, para isso, tenha que fazer atraentes promoções. Aqui é como um saco de lixo sendo fechado para não produzir odores, na seguinte metáfora: Acumular ressentimentos dentro de si é prejudicial, pois é como acumular lixo dentro de casa – vai começar a feder! É como eu certa vez, muito magoado e desrespeitado por uma certa senhora, uma senhora a qual resolvi perdoar, podendo eu, algum na Rua, cumprimentá-la, no poder do perdão, que é o caminho da Eternidade, pois os ressentimentos não são eternos, na noção taoista de que tudo acaba se resolvendo por si, na sabedoria popular de que, no andar da carroça, as coisas ali dentro vão de encaminhando no decorrer. Aqui é o divertido recurso da dialética, no intuito de se dar um nó na cabeça de outrem, na ironia de que tudo traz em si sua própria oposição, no inevitável casamento entre luz e escuro, no jogo de sedução entre os sexos, em aspecto simples, como um certo anúncio de telefone móvel, anúncio no qual o dispositivo estava do mesmo tamanho de uma mulher ao lado: É ela quem ficou do tamanho do aparelho ou é o aparelho quem ficou do tamanho dela? É no casamento entre positivo e negativo, no trabalho de xilogravura, “carimbos” nesse jogo de contradições, remetendo à minha xilogravurista preferida, que é artista caxiense Mara De Carli, da qual já falei, com muito prazer, no Blog desde 2015 por Gonçalo Mascia, numa Mara tão respeitada e levada a sério, sempre fazendo mostras fartas e muito bem montadas, num capricho de profissional, no papel do artista, que é nos deslumbrar. Aqui é como um “nó” no intestino, numa dificuldade para is aos pés, em fezes muito rígidas, difíceis de serem expelidas, tendo que ser ministrados laxantes, no pesadelo que é não ir aos pés todos os dias, em quadros graves de saúde, como obesidade mórbida, na pessoa indo ao banheiro apenas uma vez ou semana, ou até mais do que uma semana, remetendo ao recente Oscar dado a Brendan Fraser, interpretando um homem para lá de obeso, no modo como a Academia de Hollywood ama atores que se desfiguram para um papel, em interpretações assombrosas como o icônico Coringa de Heath Ledger, num triste Oscar póstumo, num homem jovem, com toda uma carreira pela frente, nas razões misteriosas da Divina Providência – quando uma pessoa vai, é porque simplesmente chegou a hora. Aqui é uma rigidez, como em misóginos espartilhos, oprimindo a mulher em meio a cruéis padrões de beleza, como uma certa menina que conheci, uma moça linda, uma boneca de linda, a qual nem estava comendo, nem bebendo, sequer água, achando que esta inchava e engordava – o que um pai e uma mãe vão fazer numa hora dessas se não internar a menina antes que a menina morra? E tudo por culpa desses padrões, enfurecendo as feministas, as quais, como elite, pensam contra os fortes ventos do patriarcado, no título da canção de Madonna: “Papai, não dê sermão!”. É como no sermão na missa, com as freiras sendo que submeter a um homem, que é o Papa, na ironia de que padres e freiras vivem em mundos diferentes uns dos outros, como antigamente em Caxias do Sul, com duas instituições tradicionais de ensino, com os padres educando os meninos e as freiras educando as meninas, na evolução que foi o surgimento de colégios mistos. Aqui, o extintor não quer trabalhar, como moradores de Rua, fugindo da necessária luta pela Vida, como eu ao cumprimentar qualquer amigo na Rua, dizendo: “Na luta! Na luta sempre!”. Aqui é um impedimento, na capacidade patriarcal de tolher a sexualidade feminina.

 


Acima, Imagem de Walt Disney. Aqui é o dia a dia do artista, na sua “bagunça organizada”, sabendo direitinho onde encontrar o que quer, como no lar, o lugar sagrado no qual tudo é de nosso jeito, ou como irmos e nosso supermercado preferido, sabendo direitinho onde encontrar qual mercadoria, num trabalho de familiaridade, no poder do costume, como chegar em estabelecimentos em que somos já conhecidos da casa, como clientes fieis, ou como sermos atendidos por um operador de caixa que já nos conhece, no peso do bom atendimento, como numa famosa rede de lojas pelo Brasil, uma loja em que nos sentimos tão bem atendidos, ao contrário de lojas da concorrência, nas quais não no sentimos muito bem vindos, como em um outro certo estabelecimento, num atendimento tão antipático, tendo no caixa uma moça antipática, que nos trata como se tivéssemos ofendido quinze gerações da família de tal moça – é um horror. Aqui são os vestígios do dia, como cinzas na lareira, na sedução de se namorar e beber vinho na beira do fogo, remetendo ao monstro Balrog de Tolkien, feito de sombra e fogo, na sedução das labaredas, num mundinho fechado, interior, Yin, em oposição ao lado macho da Vida, o Yang, na recomendação taoista: Entenda a força e o poder do Yang, mas seja mais Yin dentro de si mesmo, como na célebre atriz Meryl Streep, respeitadíssima no mercado, um nome forte, macho, imponente, titânico, mas uma Meryl pacata, vivendo quieta seus dias numa aconchegante casa retirada e discreta, apreciando roteiros para avaliar se são projetos interessantes, nos quais se vale apena embarcar, no bom gosto de artistas como Leo DiCaprio, normalmente farejando roteiros bons, de histórias bem contadas, como não me canso de dizer: Hollywood tem uma doença crônica, que é a escassez de histórias bem contadas, havendo o deboche da Framboesa de Ouro, que zomba dos que estão por baixo! O laço é um vínculo, na ligação do artista com sua arte, na felicidade de um artista ainda reconhecido em vida, como uma Frida Kahlo, ultrapassando barreiras internacionais, sendo uma mulher um dos maiores surrealistas da História, na prova de que a misoginia é gêmea siamesa da estupidez e da idiotice, como qualquer preconceito, como o preconceito de que vinho, para ser bom, tem que ser muito caro; como no preconceito de que negro não é gente! Esta tábua pode ser também uma obra de Arte em si, no poderoso advento da Arte Moderna, transgredindo a Arte Acadêmica, no papel sumo do transgressor, que é causar a evolução de uma sociedade, nas palavras imortais de Dalí: “Feliz daquele que causa o escândalo!”. Como no escândalo de Leila Diniz grávida de biquíni no Rio, agredindo o preconceito de que a mulher é um ser inferior ao homem, no mito misógino de Eva, a mulher que corrompeu o perfeito Adão, numa Eva que trouxe todos os males à Humanidade, no mito castrador de Nossa Senhora, a mulher que é perfeita só porque nunca transou, num indígena que não compreendia aversão do europeu a sexo e  sexualidade, na imagem de Nossa Senhora esmagando a serpente da malícia, mas na importância do mito de Maria, que é nos fazer compreender que somos todos frutos de imaculada conceição, sendo todos nós príncipes, filhos de mesmo Rei, fazendo das realezas mundanas representantes de tal sangue divino que em nossas veias corre. Aqui é um papel de registros, como carimbos num passaporte, num espírito que já passou por muitas encarnações, num processo de crescimento e depuração moral, pois este é o sentido da Vida – tornarmo-nos pessoas melhores! Aqui é como um sharing, com cada pessoa fazendo sua própria colaboração, como num elenco de filme, um elenco no qual, no frigir dos ovos, mesmo sob o controle do diretor, cada ator e atriz acaba por fazer o que pensa ser melhor, nas palavras enérgicas, porém carinhosas, de um diretor para mim: “Quando eu falo algo, você tem que obedecer!”. Aqui é como na Arte, onde cada um vê o que quiser ver, no poder da grande obra, que é render inúmeras interpretações, como na Monalisa de da Vinci, o maior mistério da História da Arte, na prova de que tamanho não é documento, numa Monalisa pequenina.

 

Referências bibliográficas:

 

Alex Chinneck. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 15 jul. 2026.

Home. Disponível em: <www.alexchinneck.com>. Acesso em: 15 jul. 2026.