quarta-feira, 20 de maio de 2026

AC: Assim Contemporâneo (Parte 2 de 4)

 

 

Falo pela segunda vez sobre o pintor canadense Alex Colville. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Artista e carro. O carro é uma das provas de que foram da preguiça que nasceram as grandes invenções da Humanidade: Por que me “matar” caminhando quilômetros se posso fazer isso confortável e rapidamente num carro? É o modo como o carro suplantou o uso de cavalos, os quais hoje em dia servem para um puro charme retrô, como carruagens com o monarca britânico, nessa pompa e circunstância inglesas. A neve é o uso da fria razão, a qual serve exatamente para deixar o coração tranquilo, o qual tem que ser mortificado, na questão de ouvir a cabeça e não ouvir o coração, como numa sisuda proposta de casamento, em pessoas pragmáticas e com os pés no chão, sabendo que tudo se inicia com a fria mente racional, ao contrário de fogosos casos extraconjugais, nos quais não há razão, mas apenas coração, como um certo senhor, o qual tem (ou ao menos tinha) uma amante, levando, assim, vida dupla, numa Vida que exige que sejamos unos e íntegros, dignos de respeito, tornando-se um exemplo de dignidade e boa conduta, como num filme com a deusa sacrossanta Meryl Streep, mandando o amante à merda, com o perdão do termo chulo, observando que tal amante não tinha uma proposta consistente, numa atitude que doeu no coração de tal mulher, mas sabendo que estava fazendo a coisa certa e racional, pois lençóis de cetim são muito românticos, mas a Vida é mais do que só cama, ou seja, se é para estar com um amante tão inconsistente, num caso sem futuro, é melhor, então, ficar sozinho, como na adorável personagem Bridget Jones, optando por respeitar a si mesma, rechaçando fortemente um amante que tanto feriu o coração nobre de Bridget, no caminho da autoestima, do se dar ao respeito, pois a primeira pessoa que devo amar é eu mesmo. O carro é o avanço tecnológico, num galgar infinito de aprimoramento, nos ausentes limites da Ciência, sempre em um caminho de aprimoramento, na sabedoria popular de que o novo sempre vem, remetendo a épocas em que não se imaginava a era do download e do streaming, quando tudo vira software, derrubando por terra o suporte físico de um vinil, um CD, uma fita VHS ou um DVD, enterrando a era do suporte físico, de coisa, de produto que compramos ou alugamos – é um galgar muito louco! O que virá depois? Os agasalhos são a proteção, numa pessoa que se protege do frio, ou num sentido espiritual, que é blindar o coração para evitar sofrimentos, no caminho espírita da mortificação, que é ouvir à mente e ignorar o traiçoeiro coração, remetendo a uma experiência que tive certa vez, quando ouvi somente o coração, numa história que acabou muito mal, pois se ouvimos só o coração, nós tomamos no cu, com o perdão do termo chulo, com tudo se resumindo ao mental, ao psicológico, à cabeça, a qual sobrevive à morte do corpo físico, na noção taoista de que o desencarne não tem problema algum. A neve é algo raro no extremo sul do Brasil, com precipitações raras e ralas, sem formar grandes montes de neve, ao contrário de cidades como Nova York, com dias tão nevados que a prefeitura da urbe orienta o novaiorquino a não sair de casa, em estações do ano tão definidas, numa cidade que no verão vira um “forno de padaria”, na vicissitudes da matéria, que é suportar os extremos climáticos, havendo no Plano Superior uma perene temperatura agradável, primaveril, com noites doces e amenas, pois é um plano de puro pensamento, sem as vicissitudes materiais; sem a bipolaridade entre muito frio e muito calor, pois o Céu é a glória, meu irmão! O homem aqui neste autorretrato está só, em necessários momentos de solidão, de retiro, de tempo consigo mesmo, mas sem remeter ao lobo solitário, sempre sozinho, vagando e vagando pelas ruas de uma cidade, desenvolvendo uma enorme carência afetiva, no veneno do estilo de vida solitário. O caloroso tom de amarelo do carro traz um pouco de vida a tal paisagem fria e inóspita, invernal, como no boom cultural dos anos 1960 na cinzenta Londres, com jovens de roupas de cores vibrantes, assim como as tradicionais cabines telefônicas rubras na cidade, uma tecnologia hoje ultrapassada, na era do dispositivo móvel, o qual é um “coringa” de muitas funções, detonando tecnologias analógicas como o filme fotográfico, no antigo ato de ir ao laboratório de revelação e aguardar com expectativa o resultado das fotos impressas.

 


Acima, Beijo com Honda. Aqui são casamentos longevos, sabendo que deve haver paciência para suportar os defeitos do outro, nas palavras de um certo senhor: “Eu estou até hoje casado com minha esposa porque ela aguenta meus defeitos!”. Aqui é como um adorável casal formado pela chef americana Ina Garten e seu marido Jefrey, com ela carinhosamente cozinhando para o marido, num casal de terceira idade, deixando viva a chama da paixão, no título de um dos livros da chef: “Cozinhando para Jefrey”, num caminho de dedicação e simplicidade, no modo como a Vida é boa quando é simples, como sentar um gramado de parque com amigos, curtindo as coisas simples da Vida, como conversar com amigos e trocar uma ideia, numa sala de star com pessoas bonitas, na imortalidade da beleza, a qual vence no Plano Superior, na eternidade do belo versus a finitude da matéria, num cadáver se decompondo, no termo bíblico “do pó ao pó”, na ilusão que é a dimensão material, na ilusão da coisa, do palpável, como pedras preciosas, ilusões que querem imitar o Infinito, o qual impera sobre tudo o que é material, mesmo joias que se julgam eternas, fazendo das oníricas realezas mundanas cópias de tal imortalidade, no sangue estelar sacrossanto que corre nas veias de cada um de nós, remetendo a espíritos corajosos, que topam reencarnar como paupérrimos órfãos, vindo duramente ao Mundo sem pai nem mãe. Aqui é um momento de intervalo, com ela girando em torno dela, parando o carro para beijar a mulher, no conceito de passividade feminina, passiva, inativa, atraindo o homem, numa metáfora que pode soar um pouco misógina, que é a aranha construindo a teia e esperando que ali caia alguma mosquinha distraída, como mulheres fazendo simpatias supersticiosas para agarrar seu homem, na imagem da mulher sedutora, chamando o homem, em imagens de esplendor feminino como a Noite de Pedro Américo, meu artista acadêmico preferido, numa obra majestosa que pude certa vez ver em “carne e osso” no Margs, o tradicional museu de Porto Alegre, esta urbe que tanto amo e na qual fiz tantos bons amigos, na imortalidade do laços de amor e amizade, perdurando pela Eternidade, num Deus que quer que sejamos amigos uns dos outros, sem as agressivas guerras mundanas, nas quais perde-se qualquer noção de amizade, rumando pelo caminho da raiva, a qual é menor que a paz, no caminho da Eternidade, que é destruir qualquer inimizade, no modo como ninguém está no Umbral para sempre, num futuro de luz suprema que aguarda por cada um de nós, como um certo sociopata que conheci, o qual passará por muitas vidas, depurar-se-á e tornar-se-á um grande espírito de luz, remetendo aos espíritos de supremo apuro moral, gozando da suprema felicidade, no caminho do labor eterno, num Tao exemplar, o qual está sempre criando, no caminho do autorrespeito, que é tirar um tempo de folga, longe do estilo de vida sofredor de workaholic, uma pessoa que simplesmente não se permite viver, remetendo a um certo rapaz que se dava ao respeito, deslanchando, assim, profissionalmente, ao contrário de um certo workaholic, o qual tomou no cu, com o perdão do termo chulo. As luzes acesas no veículo são tal calor de relação, no momento decisivo que foi o controle do fogo pelo Ser Humano, sem superstições, fazendo do fogo algo racional e não divino, no Mito da Caverna, que é nos libertar e a nós mostrar o Mundo de forma fria, racional, como no processo do herói Neo de Matrix, dando-se conta de que era um escravo de um sistema, como podemos ser escravos do Capitalismo: Tenho que trabalhar como um “burro de carga” para produzir capital e adquirir bens cobiçados de consumo, como um celular ou um carro de luxo, bens cobiçados pelo Ser Humano, na metáfora do Anel de Tolkien: Os homens querem poder e mais poder. Aqui, os pombinhos estão a sós, no termo “enfim sós” dos recém casados, na privacidade da noite de núpcias, numa cópula socialmente aprovada, como recém casados numa tribo amazônica, transando em frente da tribo inteira, inclusive de crianças.

 


Acima, Cavalo e trem. Aqui temos um duelo e um confronto, em embates esportivos que tanta audiência televisiva têm, na universalidade da luta, atividades socialmente só bem vistas se forem lutas de homens, olhando com preconceito a mulher lutadora. É o sumo, o caratê, o boxe etc, como em tribos amazônicas, com lutas só permitidas a homens, na universalidade dos preconceitos patriarcais, num mundo de homens, no qual as freiras estão submetidas a um homem, que é o papa, nos versos de uma canção de Cher: “É um mundo de homens, mas nada seria sem uma mulher ou menina!”, na misoginia do muito de Eva, a qual corrompeu o perfeito Adão, como na misoginia de culpar uma mulher pelo fracasso da Seleção Brasileira na Copa de 1998, no nome da personagem de Nicole Kidman em Moulin Rouge: Satine, ou seja, satânica, no preconceito de dividir as mulheres entre nobres e mundanas, uma linha divisória combatida pelas feministas, as quais não querem ser nem uma, nem outra, mas uma mulher de jeans e camiseta tão boa quanto qualquer homem, na assexualidade da mente humana, na ilusão de que o sexos nos separam, na misoginia das palavras de um certo cientista ficcional a uma mulher cientista: “Você deveria largar a Ciência para ter filhos e lavar roupa!”. Os trilhos são a travessia existencial, numa pauta de aprendizados, fazendo metáfora com uma faculdade, na qual fazemos todo um itinerário mental de crescimento, até nos formarmos, como no desencarne, fazendo do suicídio algo tão nefasto, como largar uma faculdade no meio do processo, sem acabar o que começou, como uma cópula sem orgasmo – não tem sentido. O cavalo aqui é a coragem, como na coragem da monarca lendária Elizabeth I, enfrentando a então toda poderosa Invencível Armada da Espanha, derrotando esta e sendo um símbolo de altivez e soberania, numa rainha feminista, a qual sabia que, se casasse com outro monarca, faria da Inglaterra um mero quintal de outro país, numa mulher que tanto poder obteve em tal mundo de homens, numa contradição: Fundou os tradicionais colleges ingleses; por outro lado, tais instituições eram vetadas a mulheres! Aqui é como no final redentor e feminista de Thelma & Louise, com a dupla indo penhasco abaixo e rechaçando todos os preconceitos patriarcais, como no filmão Barbie, numa mulher que pode ser o que ela quiser, como uma certa psiquiatra que conheci, já falecida, uma mulher tão linda, altiva, elegante, uma “Barbie”, com a competência de qualquer psiquiatra homem, uma mulher que voltou de cabeça erguida ao Plano Superior, em clima de missão cumprida, auxiliando os que tinham problemas espirituais na Terra, um espírito de luz que me ilumina assim que escrevo sobre ela aqui no blog, na maravilha que é a imortalidade! Aqui, o altivo cavalo luta até o fim, numa pessoa que não desiste, como numa Gisele, a qual, ainda antes de ser famosa, pensou em largar a carreira de modelo, uma Gisele que disse ouvir dentro de si a orientação: “Não desista!”, pois quando a pessoa tem potencial, basta ter persistência, como na famosa jornalista Patrícia Poeta, a qual, desde cedo na faculdade de Jornalismo, chamou a atenção dos professores já nos primeiros laboratórios de Telejornalismo. A luz do trem ameaça, e é um aviso, como nas abrasivas pirâmides egípcias, num Egito poderoso, militarmente temido pelos reinos vizinhos, em impérios que ascendem e descendem, permanecendo a humilde imagem de Jesus, um homem nem cuja majestade foi o suficiente para aplacar os problemas do Mundo, mas um homem que segue como imagem para termos a esperança de que uma vida melhor nos aguarda lá em cima, na poderosa imagem do Reino dos Céus, no modo como a monoteísmo ganhou o Mundo, ao ponto do césar romano se converter cristão, numa Roma a qual, antes disso, perseguia cruelmente os cristãos, nessa eterna crueldade do Ser Humano, como jogar bombas em outros irmãos, na imagem cruel de Caim e Abel. Aqui são sentimentos fortes em oposição, como numa bipolaridade, em altos e baixos como um bipolar numa festa, entre euforia antes e prostração depois.

 


Acima, Dormente. Aqui é o inevitável envelhecimento, como disse Barbra, dizendo que o Showbusiness é um âmbito no qual a pessoa envelhece publicamente, e todos estão submetidos a isso, mesmo os deuses sacrossantos de Hollywood, citando aqui duas mulheres que estão envelhecendo com uma beleza impressionante, que são Lynda Carter, a eterna Mulher Maravilha da TV, e Demi Moore, a eterna linda de corpo e rosto, numa beleza que parece que tomaram a milagrosa fórmula da juventude eterna na pequena pérola que é o filme A Morte lhe cai bem, um filme de efeitos visuais deslumbrantes, nessa excelência técnica hollywoodiana, como no filme Gravidade, o qual podemos jurar que foi realmente feito no espaço! A nudez entre cônjuges é a intimidade, nas palavras de uma certa senhora: “Meu casamento acabará a partir do momento em que meu marido me ver sentada numa privada!”, no ato de segurar os flatos na cama, poupando o cônjuge de tal odor desagradável, nas divertidas palavras do anti herói Radicci, do genial cartunista gaúcho Iotti, num Radicci sozinho na cama, sem a esposa, dizendo: “Agora é negócio é peidar à vontade!”. O corpo aqui é de terceira idade, numa idade em que temos sabedoria e juízo, ao contrário das vicissitudes de adolescência, uma idade na qual temos merda na cabeça, com o perdão do termo chulo, como um jovem dirigindo sem ter carteira de motorista, expondo-se e expondo outrem a riscos, como eu disse recentemente na Rua a uma velha amiga: “A idade nos traz responsabilidade!”. A mulher desperta e vai acordar o marido, no modo como a mulher pode controlar o homem, numa figura materna, nos termos divertidos de uma certa associação, chamando do homens de “leões” e as mulheres de “domadoras”, como um certo casal, no qual ela colocou ele nos eixos, um senhor que divertidamente me disse ao mostrar a mesa na qual assinou sua certidão de casamento: “Foi nesta mesa que assinei meu atestado de óbito!”, no modo como a mulher pode controlar o homem, longe da doce e passiva imagem de Nossa Senhora, a mulher à qual foi negado ter sexualidade, na imagem de pureza de uma moça na lata de leite condensado, como na cara de santa de Evita, a qual, de santa, só tinha a cara, uma mulher que foi tão perniciosa, cultivando inimigos pela Argentina, comprando briga com a aristocracia rural argentina, os ricos detentores de terras, numa Eva que deixava bem claro no discurso que a razão de sua vida era o proletariado, lançando mão do termo “descamisados”, rechaçando a classe média da grande Buenos Aires, uma mulher a qual, de tão odiada, viu seus inimigos celebrarem o câncer que começou a conspirar contra a saúde de Evita, com inimigos pintando em muros na capital portenha a frase: “Viva o câncer!”, só para termos uma ideia de como Evita colecionou inimigos. Aqui a luz entra como penumbra, num ambiente propício ao descanso, como no famoso espírito Patrícia ao desencarnar, acordando numa cama confortável e cheirosa, num quarto na penumbra, num momento em que a pessoa tem todo o tempo do Mundo para descansar e, depois, abraçar a vida metafísica, a qual é maravilhosa, na obrigatoriedade da pessoa em se manter ocupada com algo nobre, na ironia de que o Céu não são anjinhos tocando harpas! A cama é tal merecido repouso, remetendo a um certo senhor workaholic, o qual, certa vez, não dormiu entre duas jornadas de trabalho, num caminho degradante, de falta de respeito para consigo mesmo, na sabedoria popular de que respeito é para quem se dá ao respeito. Aqui é como a Vênus desperta de Botticelli, frente a um Marte dormente, entorpecido, no lugar Yin que é o lar, na nossa cama, nosso banheiro, nossa cozinha etc., ao contrário do sequelante serviço militar, no qual o rapaz é arrancado de seu lar, num quartel que é qualquer coisa, menos um lar, como no “desmame” precoce em Cidadão Kane, num rapazinho arrancado de seu paraíso de infância, num Mundo que pode ser tão duro e cruel, na inclinação cruel do Ser Humano.

 


Acima, Em um rio. O cão é tal amigo e companheiro, fazendo uma festa quando chegamos em casa, no modo como ter um bicho pode ser trabalhoso e oneroso: Tenho que acordar para trabalhar e ganhar dinheiro para, assim, poder comprar ração para o meu bicho! O bicho aqui aplaca tal sensação de solidão, como uma certa solteirona empedernida, com cães como companhia, em responsabilidades como alimentar, vacinar e tratar em caso de doenças, como uma cachorrinha minha certa vez, a qual teve verminose, e tive que medicar o bicho, remetendo a uma certa pessoa, a qual se desinteressou pelo seu cãozinho, doando este para uma casal de amigos, remetendo aos pobres bichinhos em situação de Rua, magérrimos, tal a fome, com pessoas nobres, que colocam pela rua potes com ração para alimentar tais abandonados, em canis públicos, cheios de bichinhos esperando por um lar, por uma família, como órfãos sonhando em ser adotados, deixando para trás toda a dureza do orfanato, como um certo órfão que conheci certa vez, dizendo ter apanhado várias vezes dos supervisores da instituição, remetendo a uma certa senhora, filha adotiva, adotada com todo amor e carinho por um casal, no qual ele era estéril, como um certo astro, o qual já tentou ter filhos biológicos com várias mulheres, um senhor que acabou adotando, dando lar e carinho para pessoas que vieram ao Mundo em tal desalento e dureza, nas palavras do pobre órfão Chaves da TV: “Se eu tivesse uma mãe, não a desperdiçaria desobedecendo!”. Aqui é uma travessia, num líder cauteloso, como se soubesse que pode haver perigo, sempre poupando seu povo, respeitando este, no caminho da simplicidade, num rei que toma exatamente o mesmo tipo de café dos súditos, no ato de se confiar num homem de Tao, num homem simples, o qual, apesar de morar num luxuoso palácio, ignora este, atendo-se à beleza dos campos e florestas, os quais vestem roupas maravilhosas, na saúde do ar livre de um reino, na excitação de cavalgar por tais domínios. Num detalhe no quadro, uma sinalização, um aviso, na importância das placas de trânsito, as quais têm que ser respeitadas, no caos que seria sem tal respeito, nas inevitáveis regras da Vida em Sociedade, com penas sobre crimes, remetendo ao sociopata, o qual é um animalzinho desde criança, maltratando coleguinhas e maltratando pequenos animais, sendo, assim, punido pela Sociedade, a qual rechaça o comportamento sociopático, num sociopata que constrói uma “máscara” e leva vida dupla, num “lobo em pele de cordeiro”, como já conheci tantos sociopatas até hoje me minha vida, pessoas que não devemos aceitar em nossas vidas, tal o veneno. O rio é doce e plácido, gentil, sem ameaçar, na prostração de um surfista perante um mar calmo e sem ondas, no tesão do desafio, que é arregaçar as mangas e fazer algo com tesão e vontade, nas palavras de um certo pregador na Rua certa vez: “Deus ajuda, mas a pessoa tem que ter vontade!”, na sabedoria popular de que Deus ajuda a quem ajuda a si mesmo. O dia aqui ou morre, ou nasce, em não sabemos ao certo, num momento de limiar, como na sexy luz do luar, a qual tanto exibe quanto esconde, num limite interessante entre feio e belo, numa pessoa feia e bela ao mesmo tempo, no modo como tudo traz em si sua própria contradição, com duas leituras: A razão masculina e a loucura feminina, num jogo de sedução entre a Bela e a Fera, nos termos de uma dupla da Jovem Guarda: A ternurinha, que era Wanderléa, e o tremendão, que era Erasmo, nos versos de uma canção da deusa Cher: “Um rei chora em seu trono, pois ele tinha uma rainha, e ela morreu. Que magia é esta que procuramos – o forte poderoso e a fraca poderosa?”. Aqui temos um rumo e um objetivo, numa pessoa centrada, com foco na Vida, na necessidade da pessoa em se centrar, nos versos de uma certa canção pop: “Você quer voar ao redor do Mundo num lindo balão!”, no sentido da pessoa não viver “ao sabor do vento”, colocando os pés no chão. Aqui um horizonte é vislumbrado, num empresário vendo oportunidades de negócio, de mercado, observando um ramo interessante, em tinos de vendedores, nos apelos da Sociedade de Consumo, a qual pode ser uma prisão, como em Matrix.

 


Acima, Embarcação. Aqui é uma sociedade, numa empresa com sócios, como acionistas, nas palavras em um certo filme de um personagem príncipe: “Não somos uma família; somos uma firma!”. Aqui é como me disse um certo senhor sobre uma sociedade, uma banda: “Casamento sem sexo”, em bandas longevas como U2, sobrevivendo desde os anos 1980 com a mesa formação, nessa selva que é a Indústria Fonográfica Mundial, em tantos astros que vemos aparecer e desaparecer, numa vida que exige muita força do artista, na forma para virar a página e encarar uma nova fase e um novo desafio, remetendo a uma certa artista, a qual foi uma estrela emblemática dos anos 1980, transitando entre Cinema, Música e atitude, mas uma artista que não soube sobreviver a tal momento, sendo hoje um mero “fóssil”, só tendo pertinência para quem foi criança, adolescente ou pós adolescente em tal época, como Cindy Lauper, até hoje vivendo nos anos 1980, sem pertinência para essa meninada que vem por aí, jovens nascidos nos anos 2000 e 2010, uma geração para a qual pouco significa uma certa rádio, a qual toca exaustivamente clássicos, uma rádio não muito antenada no que ocorre neste momento ao redor do Mundo, nas palavras de um certa professora: “Tens que viver no teu próprio tempo!”. Aqui ou é embarque, ou desembarque, e não sabemos ao certo, na “cilada” da dialética, como vi certa vez numa revista uma imagem de uma mulher ao lado de um celular da altura dela: Não sabemos se é a mulher que ficou do tamanho do celular ou se é o celular que ficou do tamanho da mulher, num truque para desorientarmos alguém com quem debatemos, na ironia de que tudo traz ironia, fazendo de Deus tal palhaço maravilhoso, num senso de humor que é o sexo, algo de que Ele não pode ter vergonha. O deque aqui é um porto seguro, uma segurança, uma garantia, uma firmeza, num homem fazendo uma séria e sisuda proposta de casamento, combinando com a esposa a compra de móveis e eletrodomésticos para casa dos recém casados, como um certo senhor, o qual era apaixonadinho por uma certa senhora, e esta rechaçou a sisuda proposta de casamento do homem, magoando este, nas palavras dos sisudos personagens Pierina e Ângelo de O Quatrilho: “Nós dois juntos vamos longe!”, um casal de pessoas realistas, pés no chão, acabando suas vidas ricos e bem sucedidos, cercados de todo o conforto do dinheiro. Aqui é como uma parceria, com ambos embarcando no mesmo projeto, como no famoso casal de artistas plásticos Christo e Jeanne-Claude, como suas suntuosas instalações, fazendo-nos “cair o queixo”, na função do artista, que é nos fazer “babar”, no poder da Arte em mexer conosco, deslumbrando-nos, como um álbum de nosso artista preferido, em fã clubes ao redor do Mundo, com artistas com bilhões de visualizações de videoclipes no Youtube, em fã clubes bem grandes e substanciosos, na universalidade da Arte e da espiritualidade humana, no modo como Arte era sinônimo de magia em formações humanas primitivas, como no início do clássico O Rei Leão, com o altivo rei cumprimentando o feiticeiro da tribo, como no Antigo Egito, no qual a casta dos sacerdotes era poderosa e respeitada, remetendo a um certo amigo meu, o qual se tornou padre para encontrar seu próprio lugar no Mundo, no caminho existencial cognitivo. Aqui é um convívio, com uma pessoa convivendo com alguma dor, como no seriado Chaves, que fala sobre convívio numa vila, com atritos e desentendimentos, na sabedoria popular de que vizinho não se escolhe; vizinho se tem! Aqui há um objetivo em comum como numa certa empresa, na qual uma mãe era sócia dos filhos, nesses planos diferentes um do outro, que é lar e firma, mas em momentos em que a mãe, na firma, tinha o poder de mando de mãe no lar, em algo inevitável assim. Aqui é como numa comunhão de bens, em separações complicadas e litigiosas, como um certo senhor, o qual desabou ao se separar, tendo que baixar no hospital por causa de Alcoolismo.

 

Referências bibliográficas:

 

Alex Colville. Disponível em: <www.artgalleryofhamilton.com>. Acesso em: 6 mai. 2026.

Alex Colville. Disponível em: <www.beaux-arts.ca>. Acesso em: 6 mai. 2026.

Alex Colville. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 6 mai. 2026.

Alex Colville. Disponível em: <www.moma.org>. Acesso em: 6 mai. 2026.

Alex Colville. Disponível em: <www.pt.wikipedia.org>. Acesso em: 6 mai. 2026.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

AC: Assim Contemporâneo (Parte 1 de 4)

 

 

O pintor canadense Alex Colville (1920 – 2013) integra as coleções de diversos museus, inclusive o MoMa de Nova York. Teve onze publicações sobre seus trabalhos. Fez mais de vinte mostras, com seu debut em uma mostra em 1951. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Refrigerador. Aqui é uma imagem de intimidade, perdendo qualquer pudor, como num certo filme, com o casal comendo, em pé, da mesma panela, sem qualquer formalidade, como nos versos de uma certa canção brega: “Completamente apaixonados, perdendo toda nossa timidez!”. A geladeira é a frieza racional, a qual serve para proteger o coração de sofrimentos, pois ouvir somente o coração é sofrer, no termo “paixão”, que é sofrimento, como uma pessoa que conheci certa vez, uma pessoa tão sofrida, que levava uma vida duríssima, tendo que trabalhar feito um “escravo” para ganhar um dinheirinho que só servia para pagar as contas, sem poder acumular muito. É como num filme com Ethan Hawke e Gwyneth Paltrow, com ela esnobando ele, exigindo muito dele, exigindo uma proposta sólida de casamento, e no fim do filme ela o aceita finalmente, e eles ficam juntos, na questão de exigir uma proposta sólida, sempre ouvindo a cabeça, como uma dama antiga, avaliando qual pretendente tem o maior dote, como na junção de duas pessoas pragmáticas, pés no chão, sabendo que o casamento é, antes de tudo, uma sociedade, um trato e um contrato, deixando em segundo plano o afeto e o prazer sexual, ao contrário do sofredor que se deixa guiar pelo traiçoeiro coração. Aqui a nudez é mista, e agrada tanto quem gosta de mulher, quanto de homem. É a inocência da nudez, como no Éden antes da maçã infame, quando veio a malícia, remetendo a uma grande amiga minha, uma freira que foi minha professora no Ensino Fundamental, uma senhora que dava aulas de Educação Sexual exatamente para neutralizar a malícia na mente dos jovens alunos, com esta freira pensando: “Esta meninada mal ‘quebrou a casca do ovo’ e já está supermaliciosa me relação a Sexo!”, e existe nudez mais inocente do que a do feto na barriga da mãe? Os gatos são a beleza, no termo em inglês “catwalk”, ou seja, caminhar do gato, referindo-se às passarelas de Moda, com as belas modelos desfilando, brilhando como deusas, no modo como já ouvi dizer que o mundo da Moda é de um brilho bem superficial, num mercado volúvel, sempre em busca do frescor de rostinhos novos, um mercado cruel, que descarta facilmente tantos modelos, remetendo a uma certa lindíssima mulher, a qual não deslanchou como modelo porque não tem altura suficiente, uma mulher a qual, apesar de ser de uma beleza de uma Helena de Troia, nunca obteve sucesso, talvez por não ter muito instinto ou carisma, uma mulher de uma persona um tanto antipática e arisca, fechada, refratária, por assim dizer. Aqui é o aconchego do lar, na experiência traumática do serviço militar, no rapaz que é arrancado de seu lar, como o protagonista de Cidadão Kane, arrancado de seu paraíso de infância, balbuciando, no leito de morte, o nome de seu amado trenó de neve, o Rosebud, numa época em que a vida era mais simples, como um certo senhor, o qual sofreu tal rompimento, tendo que se fazer homem desde cedo na vida, como no filmão O Império do Sol, no personagem que passa pela II Guerra Mundial, começando o filme menino e acabando homem, finalmente voltando ao lar depois do conflito que tanto mal trouxe à Humanidade, na eterna inclinação humana em direção à crueldade, como queimar pessoas vivas em fogueiras, dizendo agir em nome de Jesus, mas fazendo coisas que Ele jamais faria – é um horror. O homem bebe, no prazer de um drinque no glorioso momento de happy hour, injetando um pouco de álcool na corrente sanguínea depois de um engravatado e sisudo dia de obrigações profissionais, como na hora do recreio nos colégios, uma pausa para curtirmos um pouco a Vida, no modo como a Vida não é só obrigação, nos versos em O Iluminado: “Muito trabalho e pouca diversão fazem de Jack um bobão!”, no modo bíblico como até Deus descansou no sétimo dia, remetendo aos workaholics, pessoas que não se dão ao respeito, varando madrugada adentro trabalhando e sofrendo como um escravo – não tem como ser saudável. O piso em xadrez é a ludicidade, em tardes de infância jogando jogos de tabuleiro com amigos, em desafios como o Xadrez, exigindo tanto de nossa inteligência.

 


Acima, Sala de estar. O cão é o descanso necessário, a pausa que divide duas jornadas – para o pragmático, a noite é para descansar e abraçar no dia seguinte uma nova jornada; já, para o sensível, é um momento de se apreciar as estrelas e perguntar-se sobre os segredos do Universo, nos versos de uma certa canção: “Pois a noite pertence ao amantes; pois a noite pertence a nós!”. A sensibilidade é a reação humana perante a Arte, e a função desta é mexer conosco como seres humanos, pois, se não mexe, não é Arte, visto que o frio sociopata ignora completamente a Arte, pois esta só atinge quem tem inteligência emocional, remetendo a um certo sociopata, totalmente insensível ao megahit I Will Always Love You, da deusa Whitney Houston, uma artista cuja voz foi destruída pelas drogas, no modo como nesse business que é o Showbusiness, as pressões são enormes, numa pessoa que tem que ter uma estrutura psicológica para aguentar tal pressão – como você acha que é um país inteiro pressionando você para você trazer o Hexa para casa? É muita pressão, nas palavras da personagem valentona Dona Florinda: “Já vou avisando que não gosto que me pressionem!”. A mulher toca o piano e perfuma a sala com música, como um artista de rua, o qual está trabalhando e não mendigando, perfumando a rua com tal som, numa vida tão dura, num Mundo tão insensível, tão indiferente, nas palavras de um artista que vendia na Rua coisas feitas a partir de latas de alumínio: “É fácil me ajudar – é só me dar dinheiro!”, num Mundo que pode ser tão duro, gerando pessoas empedernidas, nos versos de uma certa canção: “Os homens vão ficando frios (...) E, no final, todos perdemos nosso charme!”. O senhor sentado é o ócio, o descanso ouvindo a música da esposa, num momento necessário de contemplação, mas nunca em excesso, pois não há sentido em uma vida estritamente contemplativa, e todos temos que produzir de alguma forma – como posso tirar o chapéu para uma pessoa que não faz merda nenhuma, com o perdão do termo chulo? Remete a uma certa senhora rica, a qual é, ao mesmo tempo, miserável, numa vidinha bem desinteressante, na qual só lhe resta fofocar e cuidar da vida dos outros, certamente já tido falado bem mal de mim – vá tomar no cu, minha senhora, com o perdão do termo chulo. A janela é a perspectiva, um vislumbre de oportunidade, como numa pessoa com tino empresarial, com iniciativa de empreender, em profissionais tão bem sucedidas e respeitadas como Luiza Trajano, guiando tão bem um império de lojas pelo Brasil, com o foco no atendimento, num cliente que se sente muito à vontade numa loja Magalu, pois, em lojas da concorrência, já não nos sentimos tão bem recebidos, no modo como a qualidade no atendimento pode pesar muito na hora da compra. Aqui é uma ironia de metalinguagem, pois é coisa falando de coisa, ou seja, a arte do pincel de Alex falando da arte musical do piano, no inevitável modo como as artes estão umas dentro das outras, no poder da sensibilidade humana, fazendo da Arte tal poder civilizatório, na Cultura Erudita que começa nos bancos escolares, num Brasil que tanto carece de cultura civilizatória, em problemas como a evasão escolar, em programas do Governo Federal para manter o jovem até o fim do Ensino Médio, remetendo a um ex aluno de minha mãe, professora aposentada, um rapaz que largou o colégio para trabalhar, e como posso conseguir bons empregos se sequer tenho o Ensino Médio completo? O cão dorme ao som do piano, numa canção de ninar, como uma Barbra cantando para sua afilhada pequena, nesses talentos monstruosos, que nos deixam perplexos, numa voz que, apesar de ter envelhecido, não perdeu a excelência, ao contrário de vozes destruídas pelas drogas, malditas estas sejam. Aqui é um espectador num show de um artista, como nesses megashows nas areias de Copacabana, numa prefeitura que tem que “sambar” para recolocar tais areias em ordem, recolhendo toneladas de dejetos como resíduos plásticos, os quais são um problema ecológico no nosso planeta. Aqui há um relacionamento – uns fazem; outros apreciam.

 


Acima, Sete corvos. Os corvos remetem ao onírico videoclipe Frozen, de Madonna, com esta caindo e se fragmentando em vários corvos, no poder mágico da Arte, como a Arte em civilizações antigas ou tribais, com rituais de magia que arrebatam o Ser Humano, na Arte como uma janela para contemplarmos Tao, pois os estilos de Arte são caminhos diferentes que levam ao mesmo destino, que é Tao, em caminhos tão diferentes um do outro, como a Música Clássica e as vertentes de Heavy Metal, no caminho da Terra da Estrela da Manhã, no sangue estelar que corre em nossas veias, nos versos de uma canção da megadiva Lady Gaga: “Todos nascemos superestrelas!”. O terreno ermo é a necessidade de termos alguns momentos de retiro e solidão, remetendo a um certo casamento que não deu certo, pois a esposa foi trabalhar com o marido, e isto provavelmente sobrecarregou o relacionamento, pois casa e firma são planos diferentes um do outro, e tudo o que é demais, enjoa, e isso inclui o cônjuge, na advertência taoista em relação aos excessos: Cavalgar nos campos é bom e excitante, mas vai enlouquecer você se você cavalgar demais! Aqui remete a uma pessoa que achava que dava para fugir da Vida, uma pessoa que quis ser ratão de praia em Floripa, amando os meses de verão na bela ilha, mas observando o verão indo embora, numa orla que se tornou erma, solitária e deprimente, numa pessoa que viu que queria fazer algo que não se pode fazer, que é fugir da Vida, remetendo ao morador de Rua, sendo este uma pessoa que quer, com todas as suas forças, fugir da luta, nos versos de nosso hino nacional: “Verá que filho teu não foge à luta!”, remetendo às pessoas perdidas, que não veem que é necessário que a pessoa se centre em algo nobre, no sentido de colocar os pés do chão e parar de fazer da Vida uma reles aventura sem rumo. Aqui é a Natureza que não cessa, como nas ondas à beiramar, requebrando o ano inteiro numa praia, indiferentes aos modos humanos de organizar o ano, como o doce verão vago frente ao sisudo inverno de responsabilidades, na fábula da formiga e da cigarra: A formiga trabalhou o ano inteiro para se preparar par ao inverno duro, trabalhando para um dia se aposentar, pensando no futuro. Os corvos andam em bando, como num grupo de amigos, como em grupos de adolescentes, nos quais podemos observar que os integrantes se vestem mais ou menos da mesma forma, num caminho de identificação, no termo “diga-me com quem andas e dir-te-ei quem és”, remetendo a uma querida amiga minha, a qual começou a cheirar cocaína num grupo de cheiradores, na suma recomendação: Nunca se envolva com drogas, seja fabricando, vendendo ou consumindo! O rumo aqui é galgado instintivamente, no instinto de uma pessoa em crescer e destacar-se, pois não há livro ou faculdade que nos ensine a brilhar, na noção taoista: As pessoas precisam aprender por si mesmas o que é simplicidade, como num Luis Fernando Veríssimo, dizendo que um escritor tem que ser claro ao colocar as palavras no papel, como na claridade das obras do mito Botticelli, com tudo colocado com clareza, como uma aranha feita de cristal, como certa vez num jornal caxiense, falando sobre candidatas a rainha da Festa da Uva, com as bolsas “iluminadas” das candidatas, mostrando o que não pode não faltar nas bolsas das mulheres, como no contraste de Tolkien entre Galadriel e Laracna: Aquela, iluminada, com os segredos elucidados, num poder de luz e numa água fria, porém que cura e limpa; já, a Laracna é um monstro horrível, cheio de escuridão fétida, em algo que tanto pavor causa aos aracnofóbicos, num lugar negro do submundo, com espíritos se arrastando e sofrendo num submundo que é um labirinto escuro, horrível, cheio de pistas falsas e armadilhas, numa prisão para a mente. Aqui remete aos pássaros quero-quero no Rio Grande do Sul, no seu canto que embala as terras sulistas, na capacidade fina de se verem belezas em paisagens e seres naturais, como deuses egípcios, aludindo seres como crocodilos, gatos, chacais etc.

 


Acima, Sobrevivente. Aqui é a curiosidade humana, enviando sondas espaciais sistema solar afora, numa Humanidade que sequer sabe se há vida no Universo fora da rica Terra. Aqui é como um voyeur espionando as casas dos outros, como no malfadado filme Invasão de Privacidade, num tarado pervertido que vigiava as casas de todos no seu prédio, instalando, em segredo, câmeras pelos apartamentos, monitorando tudo de dentro de uma sala secreta em seu apartamento, num filme que, no frigir dos ovos, nada tem de interessante para dizer, e Hollywood é assim, com uma doença crônica, que é a escassez de bons projetos, num paradigma indestrutível de tal indústria: Um bom filme parte de um bom roteiro, boas letras no papel, em histórias bem contadas, pois quando se parte de um argumento ruim, não há como consertar mais lá para a frente, como num certo infame filme recheado de grandes astros e estrelas, um filme que acabou dando prejuízo multimilionário ao estúdio, fazendo de Hollywood a terra da pretensão, num homem dizendo para si mesmo: “Eu sou maravilhoso! Eu pego qualquer roteiro ruim e transformo em ouro!”, como num certo filme com Leo DiCaprio e Meryl Streep, cujas estelares presenças não salvaram o filme de um fiasco internacional, daqueles filmes que o ator ou atriz se arrepende amargamente de ter feito, remetendo ao deboche que é a Framboesa de Ouro, rindo da cara dos que estão por baixo, fazendo do sucesso tal amante infiel – hoje, está comigo; amanhã, não se sabe, como Tom Hanks, o qual foi outrora considerado, por dois anos consecutivos, a nata da nata de Hollywood, amargando, há alguns anos, uma presença na infame Framboesa. Aqui é uma mulher, numa libertação feminista, numa mulher que tem tanta capacidade quanto um homem, num mercado de trabalho ainda desigual, numa misoginia arraigada na sociedade, prejulgando, em preconceito, uma mulher só porque ela é bela e arrumada, remetendo às mulheres homossexuais, as quais não se arrumam muito, com um aspecto masculino, senhoras que acham que, se forem se arrumar, serão levadas como dondocas e peruas fúteis, e não serão levadas a sério, o que é um equívoco: Na vida pública, quanto mais eu me arrumar, melhor para mim, com lésbicas que não vão muito longe exatamente por terem tal aparência “crua”, por assim dizer, remetendo a uma certa senhora, a qual já poderia ter chegado a presidente se prestasse atenção no modo como se arruma frente ao olho do público. A cena aqui é erma e solitária, como num estilo de vida de lobo solitário, uma pessoa que vai construindo toda uma carência afetiva, num estilo de vida tão triste e melancólico, vagando e vagando pelas ruas de uma cidade, almoçando sozinho num vago domingo, talvez se cercando de pessoas que não são amigões de verdade, em amizades que não são amigos, mas conhecidos, pessoas que não aplacam em nós tal sensação de solidão – posso estar cercado de tais pessoas e, mesmo assim, sentir-me tão só. O curso do rio é sensual e tortuoso, como num caminhar sexy de uma modelo na passarela, nesses talentos como Naomi Campbell, desfilando como uma deusa, na crítica mordaz de Woody Allen sobre o stablishment das celebridades: Normalmente, a mulher celebridade é uma mulher vulgar, com Naomi certa vez cuspindo na cara de uma aeromoça, a qual processou a supermodelo, com esta condenada a prestar determinadas horas de serviço comunitário, como varrer chão de repartições públicas, e a Vida não nos ensina duras lições de humildade? O dia aqui é nublado e encoberto, na dúvida cinzenta da encarnação, esta travessia cinzenta entre o Céu e o Inferno, como no Castelo da Caveira Cinza, do universo de He-Man, castelo disputado pelo bem iluminado e pelo mal escuro, resultando, então num meio termo cromático – o cinza. Aqui ouvimos os sons campestres, como pássaros, num bálsamo para os ouvidos, num acalentador som de bemtevi, num som plácido, que me remete às ruas arborizadas de Porto Alegre, uma cidade que é minha “filha adotiva”, a qual tanto amo.

 


Acima, Soldado e menina na estação. O amor é lindo! Aqui remete à famosa fotografia no final da II Grande Guerra, com o rapaz beijando fervorosamente a moça, na vitória da virtude e da liberdade, derrotando as forças sombrias de ditaduras, as quais oprimem e aterrorizam o cidadão, nos opostos que podem se assemelhar – Fascismo ou Comunismo, é tudo ditadura igual, no intuito de Matrix, que é manter o cidadão sob controle, como no filme Brazil, numa tecnocracia aprisionando o cidadão, em lugares agonizantes do Mundo com tais ditaduras, num Comunismo agonizante, no paradoxo chinês – de jure, uma ditadura comunista na qual o cidadão não é livre para opinar ou contestar em protesto; de facto, um país perfeitamente capitalista, no qual o cidadão é livre para empreender, no termo paradoxal “socialismo de mercado”, numa China rica, mas num cidadão chinês não tão rico, um tanto sugado pelo sistema, num vampirismo ideológico, como nos exilados no Brasil, num Caetano Velloso exilado em Londres, compondo a melancólica canção London, London, numa Londres cinzenta e fria, muito longe do delicioso clima baiano e das cores tropicais, em sabores de frutas exóticas, fazendo do estado da Bahia um país à parte, com seus próprios padrões culturais, como tomar dois banhos por dia, numa Salvador que, no verão, é mais fresquinha do que Porto Alegre, na máxima popular: Na Bahia é proibido ficar triste! Aqui o casal está retirado em grande privacidade, ao contrário de um casal indiscreto, fazendo coisas inapropriadas em público, como certa vez uma professora minha falando de um casal indiscreto num baile de gala, naqueles profundos beijos de língua, com um praticamente lambendo a amídala do outro, nas palavras de tal professora: “Desse jeito, o que sobra para se fazer entre quatro paredes?”. É no termo em inglês “get a room”, ou seja, faça isso num quarto fechado! Os postes são tal iluminação criativa, num artista se esforçando para não se repetir e, mesmo assim, criar uma identidade, como nos inconfundíveis círculos e bolas de Yayoi Kusama, já analisada aqui no blog: Para ler, é só digitar “Quem ama Kusama” no search aqui do blog! O ardor é tão grande que a bagagem é esquecida no chão, nos versos do imortal Tim Maia: “Quando a gente ama, não pensa em dinheiro! Só se quer amar!”. E a Vida não é boa quando é simples? Podemos ser felizes com pouco, em pessoas especiais, que podem nos ensinar isto, nesse constante processo de aprendizagem que é a Vida, no objetivo existencial de nos tornarmos pessoas melhores, em metáfora com um processo de curso universitário, fazendo do desencarne tal formatura, na hora de voltarmos para casa de cabeça erguida, num clima de missão cumprida na Terra, como no velório da senhora minha avó, no qual respirava-se o ar de que ela, a avó, estava totalmente consciente do próprio desencarne, como nas máscaras mortuárias egípcias, com os olhos despertos, conscientes da morte do corpo físico, na noção taoista de que, se seu corpo físico morrer, não tem problema! É o glorioso momento de libertação, como pegar um diploma, num sentimento de realização e de missão cumprida. O barulho do trem passando nada aqui significa, e tudo parece ter um silêncio plácido e redentor, como quando estamos concentrados numa leitura, alheios aos sons em volta, num momento de vida em que deixamos o Mundo lá fora para curtir a Vida da forma mais simples possível, como sentar num gramado de parque e tomar um chimarrão com amigos, no caso de ser tratar um grupo de gaúchos, é claro, na universalidade do chá, da bebida quente, esquentando a garganta numa sensação deliciosa de acalento e conforto. O Trem aqui são as obrigações do dia a dia, no siso de responsabilidades, na jornada de trabalho, com a responsabilidade de se prover um lar, num pai herói, o qual nada deixa faltar dentro de casa. O passar do trem é a passagem do tempo, numa travessia existencial, remetendo ao atemporal Plano Superior, num lugar onde temos a aparência que desejamos ter, sem as vicissitudes da matéria, como o envelhecimento.

 


Acima, Viajante. A solidão da travessia existencial, num caminho individual de depuração, em durezas que são remédios amargos que surtem doces efeitos, como na água gelada na entrada da floresta mágica Lothlórien, de Tolkien: Gelada, mas que trata de limpar! É como as vicissitudes acabam por nos ajudar e guiar, no termo “tanto melhor”, nas palavras de uma grande professora: “Nunca deixe o fracasso lhe subir à cabeça!”, como na estelar Gisele, a qual, ainda não celebrizada e famosa, pensou em abandonar a dura vida de modelo, mas uma Gisele que podia ouvir dentro de si uma voz que dizia: “Não desista!”, em espíritos amigos que nos guiam pela Terra, na crença de que cada um de nós é guiado por um anjo da guarda, um espírito amigo que quer o melhor para nós, na eternidade dos vínculos de amor e amizade, com tudo se reduzindo a amizade – Deus quer que sejamos amigos uns dos outros, e não como na Terra, nesse brutal lugar aguerrido, num Mundo com suas guerras, e nem a passagem de Jesus pela Terra soube sanar tais problemas, num Ser Humano eternamente patético e odioso, em líderes mundiais cujas raivas afetam a todos, como no preço de combustíveis, no termo taoista “twisted guidance”, que é um guia tortuoso, que não sabe guiar com firmeza ou placidez, na queda de aprovação do americano em relação a um presidente belicoso, com um grave complexo de Napoleão, no Anel do Poder, o qual tanto corrompe os homens, no pensamento: Um homem poderoso quer o quê? Mais poder! O painel de controle é o controle sobre sua própria vida, como num amigo meu, o qual a vida inteira se sentiu forçado a fazer o curso de Medicina, encontrando-se infeliz em tal curso, mandando o Mundo à merda, com o perdão do termo chulo, e indo cursar Jornalismo, ou seja, fez algo saudável, que é mandar tudo e todos à merda, com o perdão do termo chulo, pois que vida é esta na qual sou prisioneiro dos outros? Não devo eu assumir o controle de minha própria vida? Dane-se o Mundo. É como pessoas que levam vidas sem felicidade, ou seja, pessoas que não respeitam a si mesmas, e a primeira pessoa que devo respeitar é eu mesmo. A neve aqui é a frieza racional, desmascarando o Mal e trazendo paz ao coração, no trabalho de esmiuçar o comportamento do sociopata, que é uma pessoa louca, cujas ações não têm lógica, tudo sob a luz da razão, numa águia majestosa voando alto no céu. A ponte é tal travessia existencial, como na ponte do famoso grito de Munch, no cuidado do líder carinhoso, atravessando com cuidado um rio, como se soubesse que ali há perigo, num líder amoroso, que nunca vai se opor ao próprio cidadão, pois se me afasto do povo, deixo de ser líder, como na famosa imagem de um simples homem proletário chutando o traseiro de um executivo engravatado, ou qual, claro, não era lá muito popular entre os homens simples, no caminho da simplicidade, como um rei que bebe exatamente o mesmo café dos súditos, num povo confiando em tal homem isento e digno de respeito. Nesta imagem quase há um atropelamento, nos cuidados que temos que ter nas vias urbanas, nas fatalidades de acidentes, no modo como podem ser comuns os acidentes automobilísticos, como eu próprio sofri um grave acidente com minha família certa vez, ao ponto de serem ativados os airbags, num susto muito, muito grande, com uma pessoa de minha família fraturando cinco costelas, ou seja, meses de noites mal dormidas, em metáfora com as inevitáveis dores existenciais, nas palavras de Barbra num concerto: “É possível sobreviver aos desapontamentos da Vida!”, como em expectativas sendo frustradas, num desapontamento existencial que pode resultar em depressão, essa doença horrível que priva a pessoa de ser feliz, no chamado “fantasma do meio dia”. O espelho retrovisor é olhar para o passado e observar os movimentos da Vida, aprendendo com o passado, em lições tão importantes sendo aprendidas, nas divertidas palavras de uma canção da banda Ramones: “Eu não quero viver minha vida de novo!”. As duas mãos no volante são a pessoa com a cabeça no lugar.

 

Referências bibliográficas:

 

Alex Colville. Disponível em: <www.artgalleryofhamilton.com>. Acesso em: 6 mai. 2026.

Alex Colville. Disponível em: <www.beaux-arts.ca>. Acesso em: 6 mai. 2026.

Alex Colville. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 6 mai. 2026.

Alex Colville. Disponível em: <www.moma.org>. Acesso em: 6 mai. 2026.

Alex Colville. Disponível em: <www.pt.wikipedia.org>. Acesso em: 6 mai. 2026.

Biography. Disponível em: <www.alexcolville.ca>. Acesso em: 6 mai. 2026.

Collections. Disponível em: <www.alexcolville.ca>. Acesso em: 6 mai. 2026.

Gallery. Disponível em: <www.alexcolville.ca>. Acesso em: 6 mai. 2026.

Home. Disponível em: <www.alexcolville.ca>. Acesso em: 6 mai. 2026.

Selected Publications. Disponível em: <www.alexcolville.ca>. Acesso em: 6 mai. 2026.