quarta-feira, 29 de julho de 2026

Chinneck é Chic (Parte 1 de 6)

 

 

Falo pela primeira vez sobre o artista britânico Alex Chinneck, nascido em 1984. É membro da Royal Society of Sculptors, instituição de honra de artistas do Reino Unido. O artista é famoso por suas obras públicas temporárias. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Tome minha iluminação, mas não roube o meu trovão. Um rompante, uma interrupção, como num casamento rompido, em inimizades, no modo como eu mesmo tive que romper com um certo sociopata, uma pessoa a qual, definitivamente, não faz falta em minha vida, e espero que esta seja a única inimizade que terei que ter em vida, pois o restante das pessoas das quais não gosto, eu perdoo, como uma certa senhora, a qual foi deselegante comigo, muito deselegante, uma pessoa a qual resolvi perdoar, fazendo do perdão o caminho natural da Eternidade, pois as desavenças nunca são eternas, como num atrito forte que tive com um certo senhor, e este senhor eu, irmãos, seremos grandes amigos, uma pessoa que quero reencontrar metafisicamente, e aquele sociopata do qual falei, passará por muitas vidas, crescerá e tornar-se-á um grande espírito de luz, fazendo da depuração moral o sentido da Vida, numa Vida que vai fazendo de nós pessoas melhores – você não é muito melhor do que era antigamente? Eu sou – ninguém está no Mundo à toa. Aqui é como num envelhecimento, numa passagem de tempo, numa erosão natural e inevitável como nos milênios de erosão das pirâmides do Egito, um vulto do que eram na época de auge de tal império, nas vaidades humanas que vão ascendendo e descendendo, permanecendo a humildade de Jesus, pobre, maravilhoso, na simplicidade de uma manjedoura, no poder da simplicidade, a qual é o mais elevado grau de sofisticação, no caminho minimalista da limpeza simples, na recomendação taoista, quando não devemos sentir vergonha de sermos preguiçosos: Quando você precisa tomar algum tipo de ação, faça só o que é necessário, como me disse uma artista plástica, a qual respeito profundamente: “Sou preguiçosa!”. Aqui é como um papel rasgado, num professor reprovando o aluno, em professores que tanto nos fazem crescer, como certa vez uma senhora professora de Filosofia, dura, muito dura, mas maravilhosa, a qual me fez compreender muito bem o legado de Santo Agostinho – somos todos prisioneiros aqui na Terra, e a diferença reside no que decidimos fazer de nossos dias de cárcere, remetendo ao miserável morador de Rua, num forte desejo de fugir da luta pela Vida, disposto a dormir numa calçada fria, suja e úmida, tal o desejo de fugir da luta. Aqui é como uma censura, na vida difícil do artista brasileiro nos anos de chumbo, na frustração de ser vetado, como numa canção de Leo Jaime, citando humoristicamente uma mulher chamada Solange, responsável esta pela censura cultural na época, na suma inteligência de um icônico Chico Buarque, fazendo um jogo de letras musical entre “cálice” e “cale-se”, na figura do pai duro e frio citado na canção, dizendo “Pai, afasta de mim este cálice!”, em menção ao militar em suas rígidas hierarquias, exigindo discrição e inteligência para despistar os censores, no modo como a geração dos meus pais saiu azarada, vivendo tais tempos de chumbo, no ardor do jovem em se expressar, como Elis Regina, a qual aprendeu que, em tal época, nem fora do Brasil podia-se falar mal do governo, nem em Tóquio, pois a embaixada do Brasil no Japão mandaria as palavras de Elis para Brasília! Aqui é como na moda atual dos jeans rasgados, joviais, nas vogues que vêm e vão, numa imperfeição, naquela roupa da qual gostamos tanto. Aqui é como um maltrapilho na Rua pedindo esmola, a qual só atrapalha, incentivando a pessoa a permanecer em situação de Rua. Aqui é como uma enchente passando e destruindo, em tragédias hídricas como no RS, sensibilizando a atriz Cate Blanchett, a qual se deu ao nobre trabalho de pegar um avião até Porto Alegre para ter uma audiência com o governador Leite, o homem altivo que se assumiu gay publicamente, cometendo a façanha de ser o primeiro governador gaúcho a ser reeleito! Aqui é como os precários arredores do Mercado Municipal da cidade de São Paulo, nem o terceiro, mas o quarto mundo, nos abismos sociais brasileiros, numa urbe que junta alfa e ômega, numa volumosa população moradora de Rua, pessoas invisíveis para a sociedade de consumo. Aqui é um desgaste pela passagem de tempo, como rugas e sinais de expressão nas faces, o “pavor” da mulher vaidosa, recorrendo a “tudo” para se manter com uma aparência a mais jovem possível.

 


Acima, Uma bala de uma estrela cadente. Aqui é como um vestígio depois de uma inclemente enchente, em rastros de destruição, em pessoas já pobres, que ficaram ainda mais pobres, perdendo tudo, em ações humanitárias ao redor do Mundo, como médicos em missões na África, atendendo populações tão miseráveis, assim como dizem que é a Coreia do Norte, um país miserável, com um insensível ditador, que investe tudo em armistício, ao contrário dos ventos de liberdade da vizinha do Sul, em manifestações festivas e coloridas como o kpop, ao contrário na do norte, na qual blogueiros não são bem vindos, no medo que um ditador tem da liberdade de expressão, em países como a China, em manifestações artísticas moldadas pela inflexível ideologia, num artista que tem que seguir padrões tradicionais, sem ousar novas coisas – é um horror. É como na maravilhosa transgressão do Modernismo Brasileiro, “sepultando” a arte acadêmica, como já ouvi dizer: Uma sociedade só pode evoluir por causa da transgressão de alguns de seus cidadãos. Aqui é algo de ponta a cabeça, como me disse uma psicóloga, dizendo que ser homossexual é “transitar na contramão”, num espírito que tem que ter muita coragem para topar reencarnar como homossexual num mundo heterocentrado como o nosso, com tudo girando em torno da união homem & mulher. Aqui é a ironia de Tao, pois o homem de Tao conquista tudinho e ninguém percebe, como Gisele, ditando há mais de década paradigma capilar, com mulheres nos quatro cantos do globo imitando os cabelos ondulados da deusa gaúcha, numa Gisele que conquistou tudo, e ninguém percebe, subestimando Gisele, e é exatamente o mais subestimado aquele que reina, sendo o subestimado exatamente o nervo da questão, como não canso de dizer que Gisele não é estrela; é mais; é monstro sacrossanto. Aqui são cabos de eletricidade, alimentando uma urbe, em demandas de cidades como São Paulo, a qual já passou por uma séria crise hídrica, em desafios a prefeitos de urbes tão grandes, como na demanda de água na cidade de Salvador, no hábito do baiano de se banhar duas vezes por dia, num baiano limpíssimo, gozando de temperaturas de calor ameno em tal urbe tropical, muito longe dos inclementes verões de Porto Alegre, no divertido apelidinho: Forno Alegre! Aqui é algo sendo fincado, como uma pessoa se estabelecendo na Vida, com dois exemplos – um homem grande, o Bom, e um homem comum, o Mau, em nomes fictícios aqui: Na adolescência de ambos, quando eram colegas de Ensino médio, o Mau maltratava desnecessariamente o Bom, e este se tornou, hoje na meia idade, uma pessoa importante e respeitada; o Mau, que achava que se tornaria o maior popstar de todos os tempos, acabou como homem comum e pequeno, e a Vida não nos ensina duras lições de humildade? Não são gostosas essas “vingancinhas”? Aqui é um ego tombando, na arrogância que precede a queda, pois quem é humilde não toma no cu, com o perdão do termo chulo. Aqui é um esforço para se erguer um prédio, no trabalho de força e virilidade, como empresários no ramo de construção civil, num trabalho paciente, de “formiguinha”, num processo de construção que consome anos de labor, como um certo senhor, um homem respeitado, elegante, honesto, competente, que faz prédios de boa qualidade, patriarca de uma família a qual muito respeito. Aqui é um esforço de diferenciação, numa pessoa que quer fugir de óbvias mediocridades, na iluminação de um Niemeyer concebendo Brasília, como no grande intelectual gaúcho Tatata Pimentel, in memoriam, um professor duro, que respeitava a inteligência somente de alunos raros e excepcionais, sendo TP esses intelectuais de descomunal peso mental. Aqui é como um buraco sendo cavado, na terra desvirginada para se plantar, no trabalho árduo do colono italiano no RS, lavrando de Sol a Sol terras virgens, no caminho do labor intenso e dedicado.

 


Acima, Uma libra de carne por 50 libras. Aqui é algo derretendo, numa verdade que vai se revelando gradualmente, num processo cognitivo, num nascer de Sol, na revelação solar de que somos todos irmãos, apesar do Ser Humano, em sua típica crueldade, não perceber isso, como me disse um certo professor filósofo aposentado, nas crueldades bélicas, como enterrar pessoas vivas, algo que não se faz nem com um cachorro, um professor inteligentíssimo, numa mente que brilha, um homem que sempre tem algo interessante e válido para dizer, ao contrário da pessoa vazia, a qual se revela desinteressante, mesmo habitando um corpo de deus, nessas pessoas as quais só PARECEM ser deuses, não o sendo, pois o sexy reside na mente. Esta fachada foi agredida e vandalizada, na figura do vândalo, uma pessoa que odeia a vida em sociedade, querendo destruir esta, remetendo a cidades tão bem cuidadas como Garibaldi, RS, sem um único foco de pichação, como dizia certa vez um senhor portoalegrense, chamando a atenção para o fato da capital gaúcha ser vítima crônica de tais agressões visuais, nas palavras sábias de Obama, este, sim, um grande homem: “Você será lembrado pelo que construiu; não pelo que destruiu!”, nesses homens grandes como o eterno e imortal Papa Francisco, numa intenção nobre de unir as pessoas, na humildade de dizer: “Quem sou eu para criticar as pessoas?”, em contraste com outros homens, os quais acham que a desunião é melhor. Aqui é um cenário de abandono, ou algo feito com uma tinta ruim, que não serve para algo de bom, remetendo a dois homens – o de bem e o nem tão de bem: O homem de bem se esforça para fazer as coisas bem feitas, merecendo sucesso e respeito; o nem tão de bem se revela um homem sem palavra, uma pessoa de pouco apuro moral, psicologicamente “míope”, como um certo senhor, o qual mentiu para mim, e quem tem pouco apuro moral, não tem paz, e a Vida sem paz é um inferno astral total, ou seja, este certo senhor é uma pessoa que sofre cada dia de sua vida – valeu a pena mentir assim para os outros? O que o senhor ganha com isso? Felicidade? Creio que não, meu senhor. Aprenda a ser um homem de bem e de palavra, a qual vale mais do que dinheiro. Aqui é como uma hera que vai aos poucos tomando conta, em discretos passinhos de bebê, indo lentamente, até chegar a um ponto de evidência total, como no programa televisivo Roda a Roda, do SBT, com as palavras tendo que ser adivinhadas, até chegar ao ponto claro de revelação. Aqui é como chocolate derretendo, como nas belas chocolaterias gramadenses, naquele perfume de cacau pairando no ar, mas uma cidade cara, na qual só vamos nos divertir se tivermos dinheiro, como por exemplo no caro ingresso para um certo parque temático, numa cidade de especulação imobiliária intensa, na supervalorização dos espaços comerciais, num empreendedor que tem que colocar o preço lá em cima para poder pagar o caro aluguel, talvez uma cidade não tão cara para pessoas do eixo Rio-São Paulo,  cidades com alto custo de vida, mas uma Gramado cara para mim, pois não moro em tal eixo. Aqui é um trabalho paciente de esperar o cabelo crescer, como uma coleguinha que tive no Ensino Fundamental, cuja mãe a obrigava a ter o cabelo bem curtinho, uma menina que sonhava em ter cabelos longos como os de suas coleguinhas, no modo como, no Plano Superior, temos os cabelos exatamente do jeitinho que queremos, fazendo da Dimensão Material tal lugar de ilusões, na ilusão de que uma pessoa obesa não pode ser bela, como uma certa senhora já desencarnada, a qual, lá em cima, está linda como no dia de seu casamento, na vitória da beleza! Aqui é como no paciente trabalho de rentista, esperando tempo passar para receber seu dinheiro, numa vida vazia e desinteressante, pois no Plano Superior impera plena a noção de que labor não pode faltar, em consonância com as palavras sábias e sóbrias de Leo DiCaprio, um artista de tal carisma, ao contrário de outro certo senhor oscarizado, sem muito carisma, como no contraste entre Luciano Pavarotti e Plácido Domingo, com a mesma excelência vocal, mas num LP com muito mais carisma.

 


Acima, Uma semana de joelhos. Aqui é a teoria científica de se fazer uma dobra no espaço tempo para acelerar as viagens cósmicas, visto que a velocidade da luz, apesar de parecer ser tão veloz, é extremamente lenta em termos cósmicos – a estrela mais perto do nosso sistema solar exige que viajemos quatro anos na velocidade da luz, numa grandiosidade incrível, no termo islâmico de que Alá é grande. Aqui é uma flexibilidade, como uma pessoa sábia, flexível, que negocia pela paz, na questão taoista de que “curva-te e reinarás”, como recentemente na carreira da cantora Anitta, fazendo uma homenagem a Carmen Miranda, ou seja, uma Anita se curvando perante tal mito sacrossanto, remetendo a uma certa cantora que não é muito bem sucedida, à qual, no início da carreira, foi sugerido que ela fizesse uma homenagem a Madonna, mas uma sugestão que não foi ouvida, no boom de Madonna quando esta se curvou perante Marilyn Monroe, na fraqueza que se revela força, como na poderosa imagem do Calvário de Jesus, fraquíssimo, agredido, vulnerável, numa imagem de tamanha força, cruzando milênios incólume, mas num Ser Humano sempre se confundindo, achando que o grosso é melhor do que o fino, remetendo a um certo senhor, um grosso de marca maior, nessas fomes napoleônicas por poder, sempre poder, na metáfora do Anel do Poder, num Ser Humano eternamente seduzido pelo poder, como um certo ditador, proibindo eleições democráticas em seu país, como outro certo senhor, um ditador disfarçado de homem bom e honesto, no poder pelo poder, e não no uso do poder a favor do cidadão, o qual sente quando seu líder está afastado de tal povo, numa deposição como na Revolução Francesa, num rompimento com o tradicional, em contraste com a Inglaterra, até hoje honrando tal tradição monárquica milenar, no escândalo mundial que foi o assassinato da família imperial russa, quando um rei tem que ser um homem simples, tomando o mesmo tipo de café de seu súditos, num caminho de simplicidade, a qual a pessoa tem que aprender de forma autodidata – não há livro ou faculdade que nos ensine a viver em paz e simplicidade. Aqui é na sensualidade curvilínea de uma minhoca ou serpente, na figura malévola da serpente no Éden, na imagem maldita de Eva, a qual trouxe à ruína o perfeito Adão, a obra prima de Deus, no modo como as próprias mulheres podem ser machistas e misóginas, como no drama A Letra Escarlate, no qual parte de uma mulher a ideia de punir moralmente outra mulher da comunidade, nas palavras de uma certa postar feminista e libertária: “Muitas mulheres gostariam que eu me calasse a boca e fosse embora!”, no modo como o próprio homossexual pode ser homofóbico, contentando-se com uma degradante e miserável vida de submundo. Aqui são como os relógios derretidos de Salvador Dalí, na relatividade do tempo, na ideia de Einstein de que espaço e tempo podem ser flexibilizados, como numa certa ficção científica, na qual pessoas que foram para o espaço, longe da gravidade terrena, não envelheceram com o passar dos anos, nesse “pavor” que muitas pessoas têm de tal envelhecimento, como em pessoas famosas da arte e da política, envelhecendo publicamente, num destino e numa inevitabilidade, como no ator Bruno Gagliasso, um homem jovem, na flor da idade e no auge da virilidade, com os cabelos completamente brancos, remetendo à primorosa comédia em que existia uma poção que conferia juventude eterna à pessoa, numa frivolidade, no modo como ninguém está no Mundo para sempre, no glorioso destino que nos aguarda, que é a vida de desencarnado, livre de todo e qualquer problema relacionado ao corpo carnal. Essa ondulação é o prazer da preguicinha, o pecadinho capital que tantas maravilhosas invenções trouxe: Por que me “matar” lavando roupas a mão se posso fazê-lo confortavelmente numa máquina apropriada? Aqui é como a flexibilidade da humildade, curvatura nos protege de sermos alvejados.

 


Acima, Vejo você depois, jacaré. Aqui é uma abertura, ou reabertura, como na reabertura política no Brasil após os anos de chumbo, com as pessoas voltando do exílio ao arrebatador som de O Bêbado e a Equilibrista, o maior hino de toda a história da MPB, nesses mitos sacrossantos, numa Elis que morreu tão jovem, tudo por causa das drogas, em mortes prematuras como a de Cássia Eller, ou como no ator americano River Phoenix, tão jovem e belo, com toda uma vida e carreira pela frente, e as drogas não são uma merda, com o perdão do termo chulo? Aqui é algo revelado, como na personagem Ana do Véu, vivida por Patricia Pillar, esta deusa com a qual tive o privilégio de atuar, numa Ana que tirou seu véu e revelou-se ao Brasil, numa estrela nascendo, nessas revelações, numa Pillar a qual respeito, a qual veio do nada e tornou-se tudo o que se tornou, sem ter um papai poderoso ou uma mamãe poderosa par abrir portas na indústria, nessas pessoa que começaram tão por baixo, como Barbra, esse monstro sacrossanto que começou como uma humilde lanterninha na Broadway – é impressionante! O desenho de formas no contorno do círculo é como na grife de luxo Versace, remetendo à Antiguidade Clássica, em desenhos de deuses gregos, num classicismo que tanto vibrou na Renascença, numa época de sopros de frescor e renovação na Europa, a qual vinha de um contexto gótico, de puro apelo religioso, numa grife poderosa e cara, como ouvi certa vez as divertidas palavras: “Não permita que um bando de homossexuais italianos lhe diga como um homem tem que se vestir!”, como já ouvi dizer que o Mundo da Moda é de um brilho superficial, em pessoas para as quais roupas são extremamente importantes, como um certo padre condescendente, o qual se vestia com roupas caras e luxuosas, pregando o “dar aos pobres”, mas um padre o qual nunca de fato deu aos pobres, remetendo às palavras divertidas desse comunicador cômico que é Faustão: “Você acha que quem dá aos pobres tem que pagar a camisinha?”, na sabedoria popular de que rir é o melhor remédio. Aqui é como um novo dia nascendo, na poderosa imagem de Eos, a deusa grega da aurora, bela, avassaladora, num grego antigo que não entendia que a aurora é a primeira nesga de nascimento do Sol, num Ser Humano que achava que o dia começava só a partir do momento em que podíamos observar o disco solar no horizonte, na revolução científica de descobrir a gravidade e saber que o Mundo é redondo, num Galileu tão perseguido e punido pela Igreja, a qual no passado queimava pessoas vivas em fogueiras, no eterno lema patético do Ser Humano: Quanto mais cruel, melhor. Aqui é na provocação de um striptease, como moças em palcos tirando a roupa, remetendo ao divertido caso que conheci, numa moça que levava vida dupla: De dia, uma pacata estudante universitária; de noite, uma stripper numa casa de shows da cidade, como aqueles homens que levam vida dupla, com duas famílias, numa vida que nos ensina que sejamos unos e íntegros. Aqui é na criança rasgando avidamente um pacote de presente, na magia de noites de Natal, algo impossível para crianças paupérrimas, num espírito corajoso, que resolveu reencarnar numa vida tão dura e miserável, para, assim, em tamanha dureza, crescer muito como espírito, pois se tornar uma pessoa melhor é o sentido da Vida, num caminho de depuração moral. Aqui é a revolução do zíper, mais fácil do que calças antigas com vários botões para fechar a abrir, no modo como a praticidade sempre acaba falando mais alto, na facilidade, como dois modos de se acondicionar vinho: A tradicional e complexa rolha de cortiça e a inovadora tampa rosca, esta fácil como abrir uma garrafa pet de refrigerante, aqui havendo de novo a importância da preguiça em atalhos práticos e fáceis. Aqui é como um eclipse, no modo do antigo Homo Sapiens em ver divindades em tal fenômeno natural, achando que um dragão mágico engolia a Lua, na revolução científica de se ver o Mundo de forma fria e lógica, numa infindável fome por conhecimento, enviando sondas pelo nosso misterioso sistema solar.

 


Acima, Venha e coloque-se junto. Aqui é como uma desafiadora onda para um surfista, num desafio, no tesão de se pegar onda, remetendo a uma certa pessoa, deprimida, desmotivada, perdendo o tesão pela Vida, uma pessoa para a qual inteligência e sofisticação não faltam, mas uma pessoa que carece de força, de Yang, de espírito  de guerreiro, na figura de Marte, o deus da guerra, num Deus que quer nos ver lutando pela Vida, ao contrário de morador de Rua, fugindo de tal desafio, ao ponto de não se importar de levar a vida degradante de morador de Rua, dormindo em calçadas duras, sujas e frias – é um horror. É uma falta de autoestima, como esperar o sinal auspicioso de um belo príncipe num cavalo branco, ao ponto da pessoa projetar em outrem seu próprio Yang, um erro o qual eu mesmo cometi, até aprender que a Vida é agora, e que o tempo está passando, exigindo que tenhamos uma vida nobre e produtiva. Aqui é uma inversão, no modo como a morte de Elis virou o Brasil de cabeça para baixo, em comoções fúnebres como a de Diana, assombrando o Mundo, numa rainha Elizabeth que teve que voltar atrás e reconhecer Diana como tal figura poderosa, curvando-se publicamente ao carro fúnebre da célebre princesa, a qual brilhou num país no qual o máximo que se pode ser é realeza, numa Diana que correu o risco de perder tudo a se divorciar de um príncipe aparentemente saído de páginas de contos de fadas. Aqui imaginamos como foi difícil, duro e complexo erguer tal obra, com maquinário necessário, sem falar no esforço para se fixar o carro ao bloco de asfalto, nesses labores incríveis, de pessoas dedicadas, sem medo de arregaçar as mangas e trabalhar, como me ensinou uma certa publicitária: As coisas não caem do céu, e que temos que ralar para que a Vida mostre resultados, nas palavras de um certo pregador certa vez em Porto Alegre: “Deus ajuda, mas a pessoa tem que ter vontade!”, num Deus que escreve certo por linhas tortas, na ironia de que as coisas nunca acontecem direitinho como imaginávamos! Aqui remete a um brutal acidente de carro que sofri com minha família anos atrás, no qual só sobrevivemos por causa dos cintos de segurança, remetendo a épocas em que tal acessório não era obrigatório, com tantas mortes que poderiam ter sido evitadas, num acidente no qual obtivemos a ajuda de boas almas, de pessoas generosas e prestativas, e pessoas más servem exatamente para saber quando nos deparamos com pessoas boas, como pessoas gentis dirigindo, respeitando, por exemplo, a norma da faixa de segurança para o pedestre. Aqui é como deitar de cabeça para baixo e observar o céu estrelado, para vermos que em cima ou abaixo são relativos, e que uma imensidão cósmica nos cerca, sem norte ou sul, sem ontem ou hoje, longe do modo humano de organizar tempo e espaço, como dar nomes para cidades, países, regiões, vales, rios etc., como mapear Marte em sua vastidão árida e gélida, tão hostil ao Ser Humano. Aqui é como em brinquedos em parques de diversões, nas montanhas russas nos excitando, num frio na barriga, que é temer um acidente, remetendo ao deslumbrante complexo de parques temáticos em Orlando, EUA, um lugar onde nos tornamos crianças novamente, numa experiência tão emocionante, como num brinquedo simulador de Star Wars, genial, no qual nos sentimos dentro do filme, desembocando direto numa loja de produtos da franquia, nesse marketing esperto, americano, numa compra por impulso, comprando coisas que não compraríamos de cabeça fria. Aqui é ironia de que o Japão, em relação a nós, no Brasil, está de cabeça para baixo, quando um hemisfério tem verão e no outro o oposto, em Tao tal piadista, no poder do riso e da sátira, num Ser Humano rindo de si mesmo, numa comicidade arraigada no Senso Comum, o qual sempre existiu no Homem, em palhaços primorosos como Jim Carey, fazendo palhaçadas estando ou não pago por tal, como sair de um restaurante de mãos dadas com o roqueiro Steven Tyler, como um casal gay, na sabedoria popular de que rir é o melhor remédio. Aqui temos um ponto de retorno, como voltar atrás de uma decisão.

 

Referências bibliográficas:

 

Alex Chinneck. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 15 jul. 2026.

Home. Disponível em: <www.alexchinneck.com>. Acesso em: 15 jul. 2026.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Akira Aqui (Parte 7 de 7)

 

 

Falo pela sétima vez sobre o pintor japonês Akira Ikezoe. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Não tão natureza morta IX. Aqui temos uma concordância, como num grupo de jovens, com todos se vestindo mais ou menos da mesma forma, num caminho de identificação, punindo aquele que destoa, como eu próprio fui excluído de um grupo por eu não me encaixar perfeitamente, no termo “ser colocado na geladeira”. Aqui é um caminho de mediocridade, remetendo a um certo mestre intelectual, já falecido, o qual só respeitava alunos cuja inteligência era claramente acima da média; acima de mediocridades, como uma certa crítica teatral brasileira, já falecida, a qual era fóda, com o perdão do termo chulo, pois tal senhora comparava tudo e todos a Shakespeare, rejeitando normalmente as peças que assistia, equivalendo a jogar fora cantoras boas como Sandy, Paula Toller e Maria Rita só porque estas não são Elis Regina. Aqui é como numa turma de faculdade, numa classe, na qual há os brilhantes e os medíocres, com alunos acima da média, que se esforçam para fazer muito bem feitos os trabalhos que o professor exige, como eu próprio numa cadeira em minha faculdade, fazendo o melhor trabalho da classe, enchendo de orgulho o professor, na delícia que é estudar e fazer bem feitos tais trabalhos, nessa luta de anos que é uma faculdade, tendo eu anos antes cometido uma cagada, com o perdão do termo chulo, que foi abandonar a faculdade, subestimando a importância de se ter tal diploma, nas palavras de um certo senhor, o qual cometeu o mesmo erro que eu cometi: “Como eu gostaria de voltar a estudar!”, pois, ao preenchermos um cadastro, no item “escolaridade” dá gosto de se assinalar “superior completo”, num ciclo que se fecha, terminando o que começamos, fazendo do abandono do curso uma relação sexual sem orgasmo. A luminária é a exposição pública de celebridades, frequentemente com invasão de privacidade, no paradoxo de Diana: Adorava aparecer e, ao mesmo tempo, sentia-se invadida pelo assédio dos fotógrafos, no modo como tudo traz em si sua própria contradição, na ironia de Tao, o grande palhaço, em gênios cômicos como Chico Anysio, construindo uma deslumbrante galeria de personagens distintos, no privilégio do Brasil ter tido tal gênio, na dignificação do trabalho de artistas brilhantes. O holofote é a iluminação de uma ideia, num conceito, num caminho de criatividade, o “sangue” cobiçado pelos sociopatas, os quais nada têm de inteligência emocional, como eu próprio tive que excluir expressamente de minha vida um sociopata, o qual queria dar um “nó” em minha cabeça, querendo fazer de mim o pedante insuportável, nesses nós que tais gênios do mal querem fazer em nossas cabeças, num conselho simples: Não se relacione com tais sociopatas. Nesta prateleira, temos uma organização, como colocar uma casa em ordem, na dupla jornada dura de uma mulher, que é trabalhar fora de casa e, ao voltar ao lar, cuidar deste também, na luta de se extinguir a escala seis por um sem redução salarial, nessas pessoas que levam uma vida tão, mas tão dura, como os catadores de lixo seco, puxando seus carrinhos com lixo seco, ganhando uns trocados por dia, em pessoas que sobrevivem com tão pouco, mal sabendo se terá, no fim do dia, um pedaço de pão no estômago, no caminho degradante da fome, como artistas de rua, tentando mostrar ao Mundo o seu valor artístico, num Mundo frio e duro, por tantas vezes indiferente, no modo como ignoramos moradores de rua, que são estas pessoas simplesmente invisíveis para a sociedade de consumo. Vemos peixes bonitos, na presença do peixe na cozinha japonesa, a qual ganhou o Mundo, em iguarias de peixe cru, algo inexistente na cozinha ocidental, num divertido episódio de telenovela em que uma senhora simples, do povo, num restaurante japonês, perguntou: “Não tem uma mísera colher de óleo para cozinhar este peixe?”. As tigelas são a serventia do vazio, pois a sensualidade reside exatamente em tal vazio útil ao dia a dia, como decorar um console com objetos de enfeite: Deve haver um espaço vago no móvel, para o cotidiano, pois um móvel completamente tomado de objetos perde tal serventia. Aqui é como num hotel com cada hóspede em seu quarto, na poderosa rede hoteleira de Gramado, uma cidade que sofre em termos de infraestrutura para receber tantos visitantes, como há anos no Natal Luz, com uma queda de energia elétrica na cidade toda!

 


Acima, Não tão natureza morta VI. As nuvens são o sonho, como no personagem Anjinho de Mauricio de Sousa, na sua nuvenzinha, numa pessoa sonhando em ser um artista de renome, na cidade das frustrações que é Hollywood, com uma competitividade enorme, com um querendo “devorar as tripas” do outro, como em herdeiros na partilha de uma herança, ou como na negociação de um imóvel – todos querem levar a melhor, nos versos de uma certa canção pop: “Todos querem mandar no Mundo!”, na metáfora do Anel de Tolkien, que é o poder, em milhões de brasileiros apostando na loteria, na noção espírita de que tal ganhador fica reduzido a algo deprimentemente patético, apesar de parecer que tal ganhador é felicíssimo. Aqui vemos um processo industrial, com coisas sendo processadas numa esteira de produção, como no complexo processo de montagem de carros, com tantos robôs que “roubam” o emprego de trabalhadores humanos, como em Caxias do Sul, onde o processo de coleta de lixo nas ruas é automatizado, ou como em colheitas que, antigamente, eram feitas a mão. A água jorra como nos espelhos de água de Brasília, remetendo ao infame episódio de vandalismo com intenções golpistas, tal qual Trump mentindo e enfurecendo uma turba raivosa que invadiu espaços públicos americanos, na eterna confusão na mente humana, a qual acha que o grosso é melhor do que o fino, quando é bem pelo contrário. A Vida aqui ruge bela e forte, em exuberâncias como a Amazônia, seduzindo a atenção de outros países, na responsabilidade brasileira que é cuidar de tal espaço vasto, enorme, ficando dura a fiscalização de garimpos ilegais, no clamor ecologista, que é ter a noção de que, fora da Terra, a Vida é impossível ao Ser Humano. O telhado é a proteção, a cautela, num carinho de um lar protetor, como numa apólice de seguro, num esforço como usar preservativo sexual, no modo como minha geração, que foi criança nos anos 1980, já chegou alertada na maturidade sexual sobre a importância de tal preservativo, pegando de surpresa uma subgeração antes de mim, a qual chegou à maturidade sexual desalertada. Vemos formas exuberantes como algodões doces, no modo infantil de se alimentar mal, sem dar valor a alimentos saudáveis, como vegetais, como certa vez o chef inglês Jamie Oliver numa escola, fantasiado de vagem, encorajando as crianças a comer tal produto, em homens de tanto carisma e talento, construindo toda uma carreira, num Jamie incansável: Quando está de folga em casa com a família, no fim de semana, Jamie também cozinha, numa vida de muito, muito trabalho, num homem de talento, o qual merece tal sucesso. Aqui temos um ciclo, como rios desembocando em mares, renascendo em suas nascentes nas entranhas da Terra, nesse mecanismo misterioso que é nosso planetinha, tão ínfimo e tão único. A vegetação aqui é tal diversidade, nas inevitáveis diferenças entre as pessoas, no modo como Tao nos fez únicos, inconfundíveis, nos versos da grande estrela Gaga: “Ele fez você perfeitamente!”, no sentido da Vida, que é se tornar uma pessoa melhor, num caminho de depuração e crescimento, como entrar numa faculdade, e as vicissitudes da Vida não vão fazendo de nós pessoas melhores? Existe Vida em vão? As formas de plumagem com pés delgados são como elegantes flamingos, na magia das cores da natureza, numa exótica América seduzindo a Europa do século XVI, com histórias dos indígenas canibais, no caminho de apuro moral dos colonizadores, que é deplorar tal prática, na imposição de valores europeus, cristãos, que é ver com maus olhos a sexualidade, fazendo de Maria a mulher à qual foi negado ter sexualidade, algo difícil para o indígena compreender, o qual via sexo como algo natural, como casais transando na frente de todo o resto da tribo. Aqui são os labores do dia, com os barulhos do labor, como maquinário em geral, num organismo de empresa, na qual cada um tem sua função, na metáfora de Matrix, que é deletar programas que não têm finalidade ou função, dignidade, no termo “razão social”.

 


Acima, Não tão natureza morta VII. Aqui é todo um mecanismo, numa abstração de produção, como encontrar imagens na Internet para se ilustrar um trabalho universitário, abstraindo e, assim, catando imagens fódas, com o perdão do termo chulo, no modo como a sensualidade está na cabeça, e não no corpo, podendo ser muito decepcionante uma pessoa linda de corpo, como um certo pseudoator: Por fora, um deus; por dentro, uma nulidade. É como vi certa vez um casal, com ele halterofilista, de excelência de desenvolvimento de massa muscular, e ela obesa, talvez mais inteligente do que ele, num casal que casou tão bem! As hélices são como os moinhos, como num moinho movido a curso de água num rio, na importante indústria de produção de farinha, num produto tão importante, desde a Antiguidade, importante ao ponto de ser o estopim da Revolução Francesa, estopim que era o simples preço do pão, num monarca francês que vivia alienado numa bolha de privilégios, afastado do homem comum, e um rei que abandona o próprio povo deixa de ser rei, como no Romanov deposto pelos comunistas, talvez reis arrogantes, pouco preocupados com o próprio povo, nas palavras da Elizabeth de Cate Blanchett: “Meu povo é meu único carinho!”. Aqui vemos vasinhos modestos, que são os pequenos produtores, como vegetais em feiras livres, no ato brasileiro de se fazer feira, algo inusitado em países como os EUA, este um país em que o cidadão médio come mal, em altos índices de obesidade mórbida, num problema de saúde complicado, numa pessoa que sequer consegue defecar todos os dias, em um filme em que o ator Branden Frasier se desfigurou para interpretar um obeso de péssima saúde, no modo como a Academia de Hollywood adora atores que abrem a mão da vaidade e desfiguram-se para um papel, oscarizando Frasier, na máxima popular de que beleza não põe à mesa! Vemos pedras negras como carvão, no tradicional churrasco brasileiro, na magia de almoços de domingo, reunindo família e amigos, talvez para ver Futebol pela TV, um esporte tão popular no Brasil, em depressões coletivas na seleção brasileira excluída de uma Copa, num Brasil que deixou de ser o país do Futebol. Vemos uma tela, como um filtro, como num patrão em uma empresa, na sabedoria popular de que patrão é um colega que sempre tem a razão, remetendo a um certo senhor, o qual abriu um empresa a qual se viu forçado a fechar dez anos depois, num fracasso, tendo que voltar a ficar submetido a um patrão, e a Vida não nos ensina duras lições de humildade? Vemos uma fumaça, como gelo seco, como num certo baile de casamento, com os nubentes valsando por uma salão de gelo seco, em momentos guardados para sempre, como num recente casamento, numa festa tão linda, que deve ter custado caro, tudo, creio eu, do bolso do pai da noiva, nas palavras de um Chandler de Friends prestes a se casar: “Vou pagar jantar para duzentas pessoas!”. Na grande estrutura em marrom escuro, algo como uma corneta, numa buzina, na lei de se proibir buzinar próximo de hospitais, como aconteceu com um grande relógio público de Caxias do Sul, o qual funciona sem mais badalar, tanto melhor, pois é uma poluição sonora a menos, nas rígidas leis americanas, protegendo o silêncio e a quietude, num cidadão americano com todos os direitos de acionar o famoso número 911 e acabar com festinhas indesejadas, como disse certa vez uma menina americana, dizendo que as festas acabam quando chega a polícia! Este artefato parece ser uma máscara africana, em rituais de magia, como no filme A Guerra do Fogo, com três níveis de evolução humana: 1) Um estado animalesco, com o corpo todo coberto de pelos; 2) Um estado intermediário, com o uso de peles de animais como roupas; 3) Um estado já evoluído, neolítico, tribal, com o domínio da técnica do fogo e construção de artefatos de magia e de rituais, com o cacique usando uma máscara de autoridade na tribo. Os vasinhos são a Vida lutando parar prosperar, como numa pessoa batalhando na carreira, crescendo assim dentro de uma empresa, fazendo metáfora com a grande carreira espiritual, onde tudo é processo.

 


Acima, Não tão natureza morta VIII. Vemos uma fumaça, como numa queimada em florestas, como num sinal de fumaça, numa sinalização, num apelo, na misoginia no filme Lagoa Azul, na mulher que não fez sinal de fumaça para um navio ao longe, na mulher querendo ficar para sempre numa ilha isolada, no mito de Eva, a qual trouxe azar a Adão, como na cortesã do filme Moulin Rouge, Satine, ou seja, Satanás, no enfurecimento de feministas, as quais pensam contra os poderosos ventos do patriarcado, na formação de elites, cuja função é acordar o corpo social, no Mito da Caverna, na pessoa ali dentro presa, conectada a sinais auspiciosos na luz projetada na parede ao fundo, presa a sinais traiçoeiros, sem razão ou racionalidade, na função do filósofo, que é nos libertar, no mito de Jesus, o libertador, num Jesus o qual não foi capaz de resolver os problemas crônicos do Mundo, mas uma figura que permanece como mensagem de esperança, na metáfora cromática que sempre trago: Num aguerrido Mundo de amarelos versus azuis, seja verde! As pedras aqui estão organizadas por ordem de tamanho, como numa turma de crianças pequenas na escola, na fila por ordem de estatura, ensinando à criança o conceito de organização do caos, no pensamento positivista em nossa bandeira: Ordem e progresso. Aqui é como uma pirâmide social, numa estratificação, numa divisão de classes, nas sábias palavras de Obama: “Um presidente tem que governar para todos!”, criticando um certo senhor de fome napoleônica, um homem o qual não é um homem de Tao, pois um homem de Tao jamais recomendará violência. Num vaso em forma de vulcão, uma origem, como ramos de uma família, em sucessões monárquicas, como no violento filme Calígula, com o pretendente ao trono romano matando o atual regente, em famílias que não são famílias, mas firmas, remetendo a uma certa rica família gaúcha, uma família a qual, definitivamente, não se reúne, ao contrário da família de meu cunhado em Salvador, BA, uma família unida, que se reúne e faz brincadeiras, como amigo secreto, remetendo-me a lembranças de infância, quando meu falecido avô, com talento de patriarca, mantinha a família unida, num auê, com todos falando alto, nas tristes palavras de uma menina rica, porém não muito feliz: “Minha família nunca se reúne!”, no modo como dinheiro em excesso não é bom, remetendo a uma certa senhora, uma pessoa simples: Ela tem o ouro, mas o ouro não a tem! Vemos pequenos bibelôs de peixinhos, remetendo ao passeio guiado pela casa de Jorge Amado em Salvador, com os enfeitezinhos que o romancista colecionou na vida, com uma placa escrita pelo escritor: “Não posso viver sem minhas inutilidades!”. É como uma casa de uma certa pessoa, com aspecto de loja de enfeites, num apego a coisinhas, com uma minicristaleira cheia de traqueirinhas, no fato de que um dia tal senhora desencarnará, deixando tudo de material para trás, na humildade de se entrar “pobre” no Reino dos Céus, sendo complicado o desencane de pessoas apegadas ao material, como nos fetiches da sociedade de consumo, seduzindo-nos com tal apego material, numa escravatura: Tenho que trabalhar feito “louco” para produzir capital e ser alguém em tal sociedade, nos versos de uma certa sanção pop: “Já percebi que o dinheiro não vai pagar! Não vai pagar!”. Vemos exóticas flores monumentais, na ironia de que a maior flor do Mundo tem cheiro de carniça! Tais flores podem acumular água de chuvas e abrigar ovos de espécies anfíbias, em ecossistemas tão exóticos como nossa Amazônia, seduzindo nações de clima mais frio e de vida pouco exótica. Vemos pequenas borboletas em varetas bem fininhas e discretas, na magia de borboletas ensandecidas em flores na primavera, na memória que tenho de flores de lantanas “assoberbadas” por borboletas, na explicação à criança do que é sexo e reprodução, remetendo a uma certa freira professora, a qual dava aulas de Educação Sexual exatamente para aniquilar a malícia nas crianças.

 


Acima, sem título (1). A cor do fundo é o feminino interior da garrafa de Jeannie é um Gênio, numa reclusão, na saudável pitada de solidão que temos que ter em nossas vidas, no Deus descrito no filme Dogma: Solitário, mas engraçado! É como num certo casamento, o qual ruiu, pois a esposa foi trabalhar com o marido na firma deste, ou seja, um assoberbamento: Na firma, lá está tal pessoa; em casa, lá está tal pessoa; no supermercado, lá está tal pessoa. Aqui vemos uma estrutura como em experiências químicas, no modo como sou descendente do químico industrial Luiz Veronese, numa longeva e secular firma em Caxias do Sul, um homem inteligente, que soube dar serventia a subprodutos de vinificação, nessa indústria vinícola tão forte na Serra Gaúcha, num ponto de reviravolta nos anos 1980, quando uvas finas começaram a ser plantadas em tal região, “sepultando” a era dos vinhos de mesa de garrafão de cinco litros, um produto de qualidade mais simples, sem eu aqui querer ser blasé ou nojento! Vemos dois pés parados, num quadro de estagnação, como pessoas inteligentes, de grande potencial, que não mostram ao Mundo tal talento, num Mundo que exige que mostremos algo de bom, nas palavras do lendário Tom Cruise: “Tenho que mostrar algo!”. Os pés aqui são uma amputação, uma exclusão, como num pária sendo naturalmente execrado pelo corpo social, remetendo a um certo deprimente videoclipe, com um rapaz homossexual sendo execrado de tal forma, inclusive rejeitado pelos próprios pais, e, no fim do clipe, num solitário trem, tudo o que resta a tal rapaz é compartilhar o pão com aqueles que, como ele, foram execrados. Nesses pés há um tolhimento, como eu em uma época de minha vida me cercando de pessoas que me tolhiam: Olhe aqui rapaz, vá tolher a senhora sua avó! Eram amizades que me faziam me sentir preso, inativo, preso num mundinho de faz de conta, num submundo tão desconectado do senso comum, o qual é muito importante, como certos rapazes quando o Brasil conquistou o Penta, rapazes sem ideia desse fato nacional, num mundinho com seus próprios subvalores distorcidos. Aqui vemos uma piscina, como em piscinas luxuosas em topos de prédios, na sedução de tal prazer, como no resort Vila Galé, em Salvador, deslumbrante, digno de férias de presidente da República, em um turismo poderoso, seduzindo outros povos, como os argentinos, na mesma força da indústria do tabaco no Brasil, num brasileiro que tanto fuma, indiferente às expressas advertências em carteiras de cigarro, alertando obre câncer, impotência sexual etc., num hábito de ambos os sexos, de todas as raças e de todas as classes sociais, remetendo aos EUA, um país severo no qual,  provavelmente no futuro, o cidadão só poderá fumar dentro de sua casa! Vemos um cogumelo como o de uma bomba atômica, no instinto de uma pessoa em se tornar tal postar avassalador, como divas internacionais arrastando incríveis multidões à praia de Copacabana, no poder da Arte, que é criar tal magia, fazendo da Vida o nervo da Arte, numa celebração da Vida, daquilo que nos faz humanos – os macacos não sobem num palco para fazer um show. Este quadro é um pouco excepcional na carreira de Akira, pois há poucos elementos, ao contrário da variedade de elementos em outras obras do artista japonês, na ironia de que menos é mais, num caminho de limpeza e simplicidade, em simplicidades como a do templo erguido pela mulher faraó Hatshepsut, no conceito de da Vinci: A simplicidade é o mais elevado grau de sofisticação, como tomar um bom banho depois de um dia de labor e transpiração. O suporte é tal amigo poderoso aliado, pessoas que nos ajudam a obter respeito do corpo social, como certa vez a diretora do colégio em que estudei, a qual, em seu poder na instituição, interveio para me fazer uma pessoa respeitada, uma diretora a qual, apesar de ter uma aura rigorosíssima e quase amedrontadora, revelou-se uma amiga, pessoas das quais jamais vamos nos esquecer: Obrigado, querida! Aqui temos um trabalho de análise, como se desmontar um relógio para um conserto.

 


Acima, sem título (2). Aqui é algo bem inusitado na obra de Akira, pois se trata de um quadro horizontal, num artista que normalmente faz quadros quadriculares. Vemos um recorte de um relevo, numa topografia, como na estrada gaúcha Rota do Sol, na qual, ao descermos da serra para o litoral, deparamo-nos com tal recorte de cânions, na beleza dos campos e florestas, os quais vestem roupas majestosas, como no manifesto ecológico de Tolkien, numa lendária Terra Média repleta de florestas mágicas, no modo como os navegadores europeus foram seduzidos pela exuberância tropical americana, num vastíssimo trabalho de se catalogar cada espécie animal e vegetal, dando nomes para terras devolutas, como eu vi certa vez na Rua, em Caxias do Sul, um rapaz intelectual conversando com uma paupérrima indígena, com esta pedindo esmola, com tal rapaz dizendo: “Teus antepassados eram donos e senhores destas terras, e então veio o homem branco e tomou tudo à força”, nesse talento humano em espraiar o ódio e a raiva, na noção taoista de que a raiva é menor do que a paz, fazendo do Plano Superior tal plano de amigos, no qual ninguém quer nos enganar, na morte da mentira, havendo no Umbral o plano de quem mentiu em vida, como um certo senhor sociopata, o qual mente, mente e mente, uma pessoa que vai acabar “enterrada como um cachorro”, pois os mentirosos acabam rechaçados pela sociedade, como num Bill Clinton, até hoje pagando por ter mentido no episódio infame de Monica Lewinsky. O azul é a cor do céu de brigadeiro, do sonho, da aspiração, num artista com sonhos em meio a um mundo tão frio e indiferente, duro, em vidas amargas como a de Van Gogh, só reconhecido postumamente, ao contrário de Andy Warhol, monstro da Pop Art, reconhecido em vida, recebendo inúmeras encomendas. Na extremidade direita, uma bandeirinha, numa sinalização, remetendo aos tempos em que não havia VAR no Futebol, eras nas quais tínhamos que confiar no bandeirinha, o qual era impopular ao marcar impedimentos de jogadas, nesse “balde de água gelada” que são os gols anulados por impedimento, como num coito interrompido. A bandeira é a universalidade do patriotismo, remetendo a uma certa senhora chauvinista, para a qual algo era perfeito e maravilhoso só porque era brasileiro, num patriota agressivo, ignorando a universalidade do Ser Humano, da Arte, da Ciência e do Esporte. Vemos forminhas como cálices de vinho, de cabo bem fino e delicado, na forma do delicado, mais forte do que o grosso, mas num Ser Humano que eternamente acha o grosso melhor do que o fino, subestimando a delicadeza diplomática e a fraternidade, nos eternos esforços do padre na missa, dizendo que somos todos irmãos, pois somos todos príncipes, filhos do mesmo Rei, no sangue estelar sacrossanto que corre em nossas veias. Uma das formas aqui é como um livro aberto, numa pessoa de vida nobre e simples, um livro aberto, no caminho da lisura e da dignidade, remetendo a um certo senhor, o qual é bígamo, como duas esposas, duas proles e duas casas, e a Vida exige que sejamos unos e íntegros – difícil entender o que faz uma pessoa ter vida dupla, uma pessoa que acha que é obrigada a levar tal vida dupla! Vemos uma mangueira frouxa e caída, como num quadro depressivo, uma pessoa que está passando por uma prostração muito grande em relação à Vida, numa doença que faz com que a pessoa fique fisicamente abalada, como uma certa senhora, a qual quis dar uma boa guinada na vida, deprimindo-se ao perceber que nunca chegara perto de tal guinada pretendida, como ao conversarmos com uma pessoa deprimida, a qual fica prostrada e apática, jogada numa cadeira, sem quer fazer uma coisa simples e prazerosa, que é conversar. Vemos uma bandeirinha caída, derrotada, na prostração do povo argentino na última Copa do Mundo, como certa vez a seleção brasileira, derrotada na final do mundial, em tristezas coletivas. Vemos uma forma como óculos, na reviravolta que foi a invenção das lentes de óculos, algo tão simples, como me disse um certo oftalmologista: “Imagine você viver na era dos faraós, quando não havia óculos!”.

 

Referências bibliográficas:

 

CV. Disponível em: <www.akiraikezoe.com>. Acesso em: 30 mai. 2026.

Paintings. Disponível em: <www.akiraikezoe.com>. Acesso em: 30 mai. 2026.