quarta-feira, 9 de setembro de 2026

No mundo da Luna (Parte 1 de 21)

 

 

Falo pela primeira vez sobre artista plástica brasileira Ana Karina Luna. Inicialmente arquiteta, Ana é trilíngue e também escritora, tendo lançado 7 publicações. Fez 11 cursos, 14 mostras coletivas, 8 solo, ganhou 6 prêmios, integrou 11 saraus e 16 eventos, fez 25 palestras e integra coleções pelo Mundo, como nos EUA, Europa e Ásia, além do Brasil, é claro. Radicou-se por mais de década em Seattle, EUA. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, 1973 bounce backs. Aqui é algo fino e sutil discreto, no discernimento taoista: Fino/fraco é forte; grosso/forte é fraco. Mas o Ser Humano eternamente se equivoca, achando valor na raiva bélica, num Trump envolvido em conflitos, havendo tantas outras guerras no Mundo, com inocentes sendo mortos, num desrespeito à Vida, e por que o suicídio é inválido? Porque a Vida é uma dádiva a qual não pode ser jogada fora, sendo o suicídio equivalente à ingratidão de rejeitarmos um presente dado com todo o carinho, numa deselegância, como uma certa senhora, para a qual fiz um favor, o qual não foi muito fácil de ser feito, e tal senhora não gostou do resultado, criticando-me – a ingratidão é uma merda, com o perdão do termo chulo, como na imagem de ingratidão a Jesus no Calvário, tratado com toda a crueldade típica do Ser Humano, como, por exemplo, queimar pessoas vivas em fogueiras, pois, se queres a raiva, prepara-te para a guerra. Aqui é um córrego escorrendo, encontrando um caminho, uma via, uma saída, um êxito, na letra de uma canção de Celine Dion: “O Amor encontrará um jeito!”, não fazendo do Amor algo piegas, mas algo como amizade, e, fora desta, não há salvação, pois adquirir apuro moral é o sentido da existência, pois, se minto, não amo, e, sem Amor, a Vida é uma merda, com o perdão do termo chulo, na figura do sociopata mentiroso, o qual acaba a vida “enterrado como um cachorro”, sem fazer muita falta no Mundo, como um certo sociopata, uma pessoa que mente, mente e mente, desrespeitando a inteligência das pessoas, nas palavras de uma certa psicóloga: “Sem respeito, nada se tem!”, como duas certas socialites, ricas, mas desrespeitadas, e ninguém leva no fundo a sério o robert, a pessoa que quer aparecer por aparecer, sem trazer algo de válido ou positivo, numa vida vazia e improdutiva, como uma certa dondoca fofoqueira e improdutiva, nada fazendo de seus dias aqui na Terra – produz? Sim, produz fezes na privada, só isso. Aqui é um caminho de discrição, numa pessoa reservada, como um certo senhor, o qual já governou um estado brasileiro, um senhor simples, que anda pela cidade de ônibus e conduções públicas, um cidadão, com todas as letras, num caminho de humildade e simplicidade, como um rei simples, no qual o povo deposita respeito e esperanças, ao contrário do czar Romanov, insensível em relação ao povo, deposto pelos comunistas, executado posteriormente, pois um rei tem que ser simples, como no paradigma democrático – o líder é um dos nossos, que escolhemos para nos representar por alguns anos, no ponto positivo brasileiro, um país democrático, na nobre intenção da urna de votação, perante a qual somos iguais, sem diferenças de sexo, cor, raça, classe social, religião etc., no modo como somos todos iguais frente a nosso Pai Divino, o qual nos concebeu com particularidade e perfeição, amando-nos para sempre, fazendo de Deus isso, o infinito, e não é poder demais o fato de que jamais findaremos? Uau. Aqui é um esforço de escrita, na revolução que foi a invenção da escrita, começando a contar o tempo de forma linear, ao contrário de povos pré escrita, nos quais a passagem do tempo é cíclica, sempre voltando ao ponto inicial de recomeço fazendo do fim tal recomeço. Aqui é como uma tripa, um intestino, num processo de digestão, como no processo judicial de se ter o passaporto italiano, no sonho de se viajar pelo Mundo com tal passaporto, especialmente pela União Europeia, no empecilho que é um brasileiro ir aos EUA, pagando por um visto o qual não é lá bem baratinho de se obter. Aqui é como uma exótica luminária, em sonhos de designer, no poder da imaginação humana, em talentos que nos deixam perplexos, como um Michael Jackson, esbanjando tal talento, responsável pelo álbum mais bem vendido de toda a História do Homo Sapiens, no poder do artista em nos unir, nos versos de uma certa canção pop: “A Música une a burguesia e os rebeldes!”.

 


Acima, A cobra na espinha. Aqui é como a espiral do código genético, na decodificação de tal mistério, na ironia genética, que é transmitir características a filhos, naquelas filhas que são a cara da mesma mãe, remetendo ao conceito darwinista de seleção natural, no qual só os mais espertos passam seus genes para a frente, como herbívoros fugindo de carnívoros, na luta pela vida, pela comida, remetendo a pombos em áreas urbanas, adquirindo as cores cinzentas do concreto e do asfalto, fugindo de predadores, na sabedoria do camaleão, invisível para presas e predadores, em metáfora com a sabedoria taoista: Nunca subestime alguém; sempre seja subestimado, no delicioso pecadinho capital da ira e da vingança, mandando uma penca de gente “chupar uma manga”, nas enérgicas palavras de um certo treinador esportivo: “Vocês vão ter que em engolir!”, na necessidade de termos aliados poderosos, que nos ajudem a obter tal respeito, como pessoas influentes, respeitadas, na humildade de aceitarmos ajuda, como a Cinderela obteve uma ajudinha decisiva da Fada Madrinha, no caminho do amor fraternal e incondicional, sem cobranças, que é ajudar e guiar, remetendo ao arrogante, o qual acha que conseguirá tudo sozinho, perecendo, assim, pelo caminho, como um certo cantor, uma pena, pois é um homem de voz talentosa, um senhor que acabou perecendo, embarcando no bote narcisista, no qual a pessoa é autossuficiente, na humildade do se curvar para governar, como uma certa popstar, homenageando outra grande estrela, tendo aquela então crescendo e aparecendo a nível global, no caminho da humildade, ao contrário do arrogante sociopata, o qual, simplesmente, se acha Deus, no caminho da loucura, espíritos andarilhos do Umbral, o plano infernal no qual não temos amigos, numa desolação, como vagar por uma cidade deserta, erma, sem um ombro amigo, remetendo às amizades fúteis, as quais são só para a hora da festa e da diversão, sem serem um ombro amigo de acompanhamento existencial, amigos fúteis que não aplacam em nós o sentimento de solidão. Aqui dois grandes olhos rubros nos fitam, como olhos de alienígenas, nos mistérios do Cosmos, na pergunta que não quer calar, buscando Vida fora da Terra, algo ainda aquém da sapiência humana, com suas humildes sondas pelo sistema solar, numa NASA cara, gastando muitos e muitos dólares para tais empreendimentos, só podendo ser bancados por uma potência tão rica como os EUA, remetendo à corrida espacial da Guerra Fria, nas inevitáveis competitividades da Vida em Sociedade, como cedo na escola, para ver quem tira as melhores notas, em espetáculos de campeonatos nacionais e internacionais, ficando no passado os tempos de glória do Futebol Brasileiro, nos quais, nos sorteios de grupos da Copa, ninguém queria pegar o Brasil, num eterno adiamento do sonho do Hexa. Aqui, os traços de Ana Karina Luna são fortes e impetuosos, apaixonados, numa artista em busca de se expressar para um Mundo tão frio e indiferente, um Mundo que seguidamente subestima e despreza artistas bons, como no reconhecimento póstumo de Van Gogh, um homem que tanto se frustrou em vida, como no triste Oscar póstumo de Heath Ledger, na paixão da Academia de Hollywood por atores que se desfiguram para um papel, abrindo mão da vaidade, na humildade de uma certa senhora, a qual, em momento de indicação a um Oscar, em um momento de evidência profissional tão grande, disse ser uma fodida, com o perdão do termo chulo, na finesse das pessoas modestas, fazendo das pessoas arrogantes algo insuportável e desinteressante. Esta espiral é um processo de envolvimento, de comprometimento, como disse uma senhora à filha, a qual tinha interesse de se candidatar a rainha da Festa da Uva: “Veja bem, ser rainha é um compromisso seríssimo que você assume com as pessoas e com a sociedade, e, como rainha, terá que se dedicar ao máximo, esforçando-se para marcar a história de uma edição da Festa da Uva!”. É o senso de responsabilidade, fazendo que tal menina se torne mulher, como um filho mais velho participando da criação dos irmãos mais novos.

 


Acima, A festa das meninas. Aqui é como a menstruação, no modo como é duro ser mulher, com inclementes cólicas menstruais, na memória que tenho do Ensino Médio, com uma colega chorando de cor, tendo que tomar medicação antiespasmódica, na ilusão de se imaginar que a Vida é perfeita para a mulher, a qual, por exemplo, odeia cantadas agressivas na Rua, na mulher, assim, sentindo-se um lixo, desrespeitada, como certos moleques despeitados, chamando de “bocetuda” uma certa moça, com o perdão do termo chulo, numa frase recente: “Respeite as minas!”, referindo-se, é claro, às mulheres, como em atos agressivos de se chamar de “farol aceso” os mamilos salientes de mulheres sob a roupa, nas insensíveis palavras de um certo sociopata disfarçado de intelectual, dizendo que a mulheres têm a obrigação de aguentar tais agressões – é um horror. Aqui são os vínculos de intimidade, com amigas que passam a menstruar no mesmo ritmo, como em fiéis comadres, íntimas entre si, como na figura do psicoterapeuta, o qual, no frigir dos ovos, é uma comadre bem paga, muito bem paga, no alto custo de psicoterapia, remetendo a uma digníssima senhora psiquiatra, já falecida, a qual levou uma vida centrada e produtiva, auxiliando os que tinham problemas espirituais, desencarnado e voltando ao Céu de cabeça erguida, no clima de missão cumprida, como no velório de uma certa senhora, no qual sentia-se que a falecida tinha a completa noção do próprio desencarne, num clima de missão cumprida, na felicidade dos que fazem que uma encarnação seja produtiva e positiva, numa intensa busca por apuro moral, até o ponto da pessoa odiar mentir, na sabedoria popular de que a mentira tem pernas curtas, pois na Eternidade qualquer mentira cai, fazendo da verdade tal força infinita, na bela frieza dos números, na racionalidade, como na lança fálica de São Jorge, matando o dragão do mal e da malícia e libertando a donzela pura e casta, no modo patriarcal de tolher a sexualidade feminina, fazendo de Maria divina só porque esta nunca transou, num pai dizendo que manterá a própria filha debaixo de sete chaves, entregando esta pura e casta ao marido na Igreja, na cor branca, a contrário da sexualidade masculina, a qual é absolutamente encorajada e estimulada pela Sociedade, no rapaz estreando a vida sexual em prostíbulos, dividindo as mulheres entre santas e putinhas, com o perdão do termo chulo, quando que a mulher não é nem uma, nem outra, na imagem da mulher de jeans e camiseta, no mesmo nível do homem. Aqui é numa casa com várias filhas mulheres, com as irmãs compartilhando as coisas, como roupas, maquiagens e acessórios, nas palavras de uma certa senhora, a qual nunca teve irmãs: “Meu sonho era ter uma irmãs para compartilhar as coisas!”, tendo tal senhora, certa vez na infância, vestido de mulher o irmão mais novo, dizendo a este: “Hoje você vai ser minha irmã!”, um rapaz que acabou virando perfeitamente heterossexual. Aqui é como em grupos de adolescentes, dentro dos quais os membros de vestem mais ou menos da mesma forma, num caminho de identificação, de adequação, de pertencimento, na sabedoria popular do “diga-me com quem andas e dir-te-ei quem és”, como uma certa pessoa, a qual começou a andar com uma galerinha barra pesada, com esta fazendo uso de cocaína, e esta pessoa começou a cheirar só por curiosidade, e acabou se viciando, tendo que baixar hospital psiquiatricamente, na sedução do pó, que é dar sensação, em passageiro pico de euforia, de que o usuário é o “dono do Mundo”, remetendo a um certo senhor que se perdeu nas drogas, condenado a apodrecer o resto de suas décadas de Vida numa clínica psiquiátrica, ou seja, prisão perpétua – é um horror, remetendo a um certa pessoa, a qual está fumando maconha direto, no poder de tal droga em sequelar a pessoa e anuviar o pensamento e o senso crítico desta, apesar da maconha estar descriminalizada no Brasil. Aqui é como um grupo de irmãs herdeiras, como nas filhas herdeiras de Silvio Santos, administrando o SBT, como um certo herdeiro, o qual foi forçado a adquirir o controle sobre as firmas do pai, num Mundo que não tem a sensibilidade de nos perguntar se estamos felizes.

 


Acima, Aguandi. Aqui é como algo alvejado por tiros, na divertida letra de uma canção de Elis: “De tanto levar ‘frechada’ do seu olhar, meu peito até, parece sabe o quê? ‘Táubua’ de tirou ao ‘álvaro’! Não tem mais  onde furar!”, nesse bom gosto fenomenal que a imortal diva tinha para selecionar repertório, em critérios, os quais a pessoa tem que adquirir de forma instintiva e autodidata, como Leo DiCaprio, num bom gosto para selecionar projetos, escolhendo filmes fortes e contundentes, como a crítica teatral Bárbara Heliodora, a qual construiu a reputação de ser foda na hora de criticar peças, com o perdão do termo chulo, tendo sido certa vez expulsa de um teatro no Rio pelo diretor da peça, nesses babados fortes que repercutem. Aqui vemos tentáculos, braços de polvo, em formas de vida exótica, no fascínio que o então selvagem continente americano exerceu sobre a Europa das Navegações, numa corrida entre potências europeias para ver quem chegava primeiro, como na corrida espacial da Guerra Fria, nas inevitáveis competitividades da sociedade, do Ser Humano, em torneios esportivos de altos índices de audiência, com espaços comerciais que custam milhões de reais ou dólares. No topo vemos algo como uma coroação, como nas pomposas coroações de monarcas ingleses, encantando o Mundo com tais altivas tradições, como em casamentos de realeza, transmitidos pela TV pelo Mundo, na universalidade dos rituais humanos, no ritual da noiva entrando de branco, assim como em rituais de casamento em aldeias amazônicas, em ocasiões especiais, como preparar a noiva, no modo indígena de lidar com naturalidade com sexo, no casal recém enlaçado fazendo sexo na frente de todos os membros da tribo, na dificuldade do indígena de compreender a imagem de Nossa Senhora, na dificuldade ocidental de lidar com naturalidade com sexo, castrando a sexualidade feminina, no machismo de fazer da mulher uma moeda de troca, como certa vez numa viagem de um primo meu pelo Oriente Médio, um primo acompanhado da filha, e esse primo foi indagado por um homem se ele, o pai da moça, queria vendê-la, no modo como as próprias mulheres são machistas, como em haréns de faraós, na gritante preconceito: Um homem com várias mulheres, pode; uma mulher com vários homens, não pode. É como em jogos de Futebol das seleções masculina e feminina do Brasil: Para os jogos dos homens, o Brasil para; para os jogos das mulheres, o Brasil não para. Aqui é como um traje ritualístico de festas, em manifestações de cultura popular, a qual vem do povo e a este pertence, na paixão de Ariano Suassuna por tais manifestações populares, como na Festa da Uva, a qual pertence ao cidadão caxiense, com comerciantes enfeitando tematicamente suas vitrines, na comunidade se unindo em torno da rainha, a qual acumula um poder representativo forte e grande, num encargo de responsabilidades junto ao povo da cidade. No centro desta composição de Ana Karina Luna, algo como um redemoinho, com em espirais de galáxias, na imensidão cósmica, muito, muito além da compreensão humana, sendo absolutamente inútil tentar catalogar todas as estrelas e planetas que existem no Cosmos, numa loucura similar a tentar catalogar cada grão de areia que existe no Saara – qual o futuro da Humanidade? Aqui vemos algo como alinhamentos de estrelas e corpos celestes, como num alinhamento de eclipses, encantando o homem primitivo, que achava que o eclipse era uma fenômeno de monstros míticos devorando a Luna, digo, a Lua, na revolução científica, que é dar explicações frias e racionais sobre auspícios, no Mito da Caverna, que é sair da caverna e libertar-se, vendo o Mundo da forma mais clara possível, no modo como o Neo de Matrix passou por tal despertar, por tal revelação da verdade, numa água gelada que purifica, numa pessoa moradora de Rua, sem querer lutar pela Vida, como eu mesmo hoje na Rua, vendo um senhor atirado numa calçada, dormindo, num Deus que quer nos ver lutando pela Vida, pois até Ele é laborioso.

 


Acima, Vormedorê. Aqui vemos algo como uma dança, no modo como as artes estão umas dentro das outras, no casamento entre dança e música, ou entre cinema e música, fazendo da Arte algo que nos faz humanos, sapiens, partindo das artes neolíticas, como pinturas corporais de indígenas em rituais tribais, na universalidade do machismo, que é a figura do cacique, do patriarca, numa “compensação” em relação ao sumo poder da mulher em trazer Vida para o Mundo, nos versos de uma canção de Cher: “É um mundo de homens, mas nada seria sem uma mulher ou garota!”. Aqui é como um animal se contorcendo em cio e libido, como eu vi certa vez uma gata em cio, se retorcendo, louca para transar, no mito de Eva, a libidinosa maliciosa, trazendo ruína ao perfeito Adão, o queridinho de Deus, fazendo da mulher tal ser secundário, com a misógina missão de gerar prole, como num desabafo de Diana, dizendo sentir-se um mero útero reprodutivo a serviço de uma coroa, nesses carismas quilométricos, mágicos, numa morte tão trágica, no infeliz modo como os acidentes de carro são comuns, como eu próprio sofri um grave acidente de carro com minha família, e, se não fosse pelo cinto de segurança, estaríamos mortos, remetendo ao passado, em que tais cintos não eram usados. É tudo para preservar e valorizar a Vida, remetendo a uma exigente professora filósofa que tive, a qual nos perguntava por que não fazemos suicídio coletivo, e eu respondo: A Vida é uma dádiva; um belo curso de aprimoramento e evolução! A Vida não pode ser jogada fora! Aqui é como uma hélice, pás de moinhos, de ventiladores, em ventilações em inclementes dias quentes de verão, no modo como as bipolares extremidades são desinteressantes, sendo muito frio ou muito calor, como no nos extremos ideológicos entre o capitalista liberal Smith e o comunista Marx, na “luta” entre o estado zero e o estado total, havendo a ponderação, o caminho do meio de Keynnes, num estado que interfere de forma discreta na economia, no paradoxo chinês, que é uma perfeita ditadura comunista na qual o cidadão é totalmente livre para empreender, num dos sinais do apodrecimento do comunismo – será que algum dia a China será democrática? Aqui é como um exótico microorganismo, em seres microscópicos, na abrangência da Vida, sempre lutando para viver, no espírito de Marte, o deus guerreiro, no espírito de luta, como uma certa pessoa borderline que conheci, a qual, apesar de ter tal distúrbio, ensinou-me que as coisas não caem do céu, e que temos que batalhar para obter as coisa na Vida, mas uma pessoa a qual, apesar de tanto ter lutado pela Vida, não tinha muito respeito por si mesma, acabando por fracassar e fechar as portas da empresa que abrira, numa derrota amarga e humilhante, nas duras lições de humildade e dignidade que a Vida nos ensina, no modo como o Mundo é dos austeros, dignos e corretos, na sedução do poder do Anel de Tolkien, que é faltar com o necessário apuro moral, o qual é o centro da Vida, seja na Terra, seja no Céu. Aqui é como algo explodindo, como uma bomba atômica, no poder de artista em causar tais comoções, na comoção do clássico Titanic, num final redentor, na imortalidade dos laços de amor e amizade, num nobre manifesto contra a amoral ambição mundana do Ser Humano, o qual quer obter poder e adquirir vantagens em relação a seus companheiros de caminhada, como um certo senhor sociopata, ardiloso, diabólico, com o desejo de destruir tudo e todos, uma personalidade odiosa, maltratando os próprios filhos, forçando estes a fazer escolhas cruéis – é um horror. Aqui é como uma máscara de carnaval veneziano, trazendo, assim, conceito das alegorias carnavalescas brasileiras, no momento de festa em que nos desprendemos do cotidiano para festejar um pouquinho, no modo como no Plano Superior há uma vibrante agenda festiva, na sabedoria popular de que até Deus descansou no sétimo dia, como no laborioso colono italiano no RS, o qual só não trabalhava no domingo porque o padre não permitia!

 


Acima, Vraja. Aqui vemos um peixe, na esperteza de um peixe na água, esquivando-se de predadores, fugidio, rápido, sensível, na universalidade de tal iguaria, pro exemplo na culinária japonesa, em comidas que ganham o Mundo, no modo como a cozinha italiana ganhou o Mundo, no momento em que as especiarias perfumadas do Oriente ganharam a Europa, em rotas de comércio, como no início do episódio IV de Guerra nas Estrelas, falando das rotas de comércio entre sistemas solares de uma mesma galáxia, remetendo às antigas cidades estado, autossuficientes, fechadas para o Mundo, na construção do Império Romano, em rotas ligando o império, como em rotas de correspondências, nos impérios que vão subindo e descendo, nas ambições vaidosas humanas, nos versos de uma certa canção pop: “Todos querem mandar no Mundo!”, como uma certa senhora, a qual se achava simplesmente a rainha de uma cidade, no poder degradante das ambições, na noção taoista: Se você não está o tempo todo querendo, você pode ter paz, na figura do homem de Tao, o qual tem o Mundo exatamente porque não quer ter o Mundo! Aqui são esses tentáculos frequentes na obra de Luna, em medusas, no mito misógino de Medusa, a maldita, feia, tão feia que transformava em pedra qualquer homem que a visse, na malícia dos cabelos de serpentes, em acessos histéricos, como meninos histéricos em shows de divas, em fãs chorando, em fenômenos de boybands, numa fórmula antiga, desde os Beatles, com meninas histéricas, na recomendação a galãs belos de telenovelas da Globo: Nunca vá a shoppings em fins de semana, pois o assédio pode ser violento. É como a fama pode ser tal prisão, como uma Madonna no Rio, “presa” em seu quarto de hotel, impedida de pisar na areia e tomar um banho de mar, nos níveis perigosos da fama, como um Michael Jackson, impedido de sair na Rua em qualquer canto do planeta, como vi certa vez num shopping pessoas assediando o pacato e discreto Luis Fernando Veríssimo, um homem que era alheio a celebrizações e midiatizações; um homem que é meu escritor predileto, escrevendo com clareza e humor. Aqui são como cocozinhos de bichos, no avanço que foi a lei de calçadas limpas, na qual o dono do bicho é obrigado a catar do chão o cocô de seu bicho, tudo pela limpeza, que faz com que fiquemos mentalmente perto das limpíssimas cidades metafísicas, nas funções de prefeito, que é servir o cidadão, nunca descuidando dos parques, das lixeiras e das calçadas. Aqui é como uma cabeleira ao vento, numa sensação de liberdade, como nadar nu no mar, na inocência de nudez uterina, na genitália infantil do Adão de Michelangelo, sem qualquer malícia, na malícia do Pecado Original, com Adão e Eva usando folhas de parreira para tapar a genitália, na malícia do sociopata, totalmente insensível frente a qualquer humanismo, fazendo da alicia ta cegueira, apesar da malícia parecer ser clarividência e lucidez, como um certo sociopata que conheci, uma pessoa de amplo poder de manipulação, e a receita é simples: Não se relacione com sociopatas, como eu próprio tive que extirpar de minha vida um sociopata, e rezo que este seja o único desafeto de minha vida, numa extirpação que se tornou uma medida de segurança, por assim dizer. Aqui são como cabelos afro, com tranças rastafári, na cabeleira de Bob Marley, o rei imortal do Reagge, no caminho complicado da maconha, a qual pode prejudicar a mente do consumidor da erva, como eu gostaria de dizer para uma certa pessoa que fuma maconha, pois, no Brasil, o meio de se adquirir a droga continua sendo via traficante, via bandido, o qual é uma pessoa de má fé que quer burlar a lei para ganhar dinheiro, um traficante que vão desencarnar e dar-se conta da vida vazia que levou na Terra, pedindo perdão a cada pessoa par a qual vendeu droga, no caminho do apuro moral, que é ter classe, Tao, na vitória do fino sobre o grosso. Aqui temos um jogo binário entre cheio de vazio, com bolas cheias e bolas vazias, num carimbo de xilogravura. Aqui temos um trabalho minucioso, com meticulosas bolinhas, como no trabalho de certos artistas, cheios de detalhes, ricos, como nos livros de Onde está Wally?, no personagem se escondendo num mar de informações.

 

Referências bibliográficas:

 

Arte. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.

Curriculum Vitae. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Chinneck é Chic (Parte 6 de 6)

 

 

Falo pela sexta vez sobre o artista britânico Alex Chinneck. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Sala de estar Hermes (2). Aqui é um equilíbrio, numa busca por harmonia, como uma pessoa se centrando na vida, buscando organizar a própria vida, num caminho de amor próprio, que é gostar de ser você mesmo, nas reviravoltas da vida, na ironia divina, colocando os “pingos nos is”. O cavalo é tal bicho majestoso, altivo, belo, forte, num símbolo aristocrático de tal altivez, remetendo a um certo senhor, o qual, para tentar se vender como aristocrata, espalhou a mentira de que tinha um cavalo de raça nobre, na sabedoria popular de que a mentira tem “pernas curtas”, pois não estou dizendo que você não pode se vender; só estou dizendo que, se for para se vender, que seja com fatos e com verdades, não com mentiras, um senhor que desrespeitava a inteligência dos outros, algo muito grave, pois um amigo eu amo e respeito, e nunca vou querer enganar um amigo, no caminho do apuro moral, caminho este que é ao sentido da vida, que é adquirir excelência moral. Aqui é a capacidade do artista plástico, que é pegar coisas dissociadas, associá-las e produzir algo novo, num caminho de produtividade, pois só com esta é que podemos ter paz na vida, numa vida centradinha, com os pés no chão, remetendo aos que vivem ao sabor do vento, sem se centrar, remetendo a duas certas pessoas de sumas inteligências, pessoas que não estão se colocando para o Mundo, e tenho que mostrar talento para o Mundo, e essas pessoas das quais falo estão perdendo tempo, como aquelas pessoas que levam uma vida meio vaga na Terra, errante, no milagre do desencarne, que é abandonar todos os problemas relativos ao corpo carnal, havendo no Plano Superior a necessidade da pessoa se manter ocupada com algo nobre, na perguntinha inevitável quando encontramos um ente querido lá em cima: “Onde estás trabalhando?”. O cavalo aqui é um Atlas sustentando o Mundo, nas responsabilidades de um chefe de família, trabalhando de Sol a Sol para prover um bom nível de vida à família, como um certo senhor, envolvido numa vida de pleno labor, proporcionando à família uma boa casa e bons carros, no peso de tal responsa, como em canções de um álbum famoso de Madonna, no qual a estrela fala sobre o impacto da maternidade em sua vida, como me disse uma senhora: Quando uma mulher se torna mãe, isso muda para sempre o modo dessa mãe ver o Mundo! Aqui é tudo por um fio, e o conjunto está prestes a ruir, como no mito da Torre de Babel, na competição fálica para ver qual país tem a maior torre do Mundo. Aqui, o cavalinho está num ponto tão frágil, num delicado equilíbrio, e um simples sopro pode fazer tudo ruir, na noção taoista de que fraco é forte de que forte é fraco, como, por exemplo, a crucificação de Jesus, humilhadíssimo, agredido, maltratado, odiado, machucado e ferido, numa figura de extrema fraqueza e vulnerabilidade, ou seja, uma passagem que se tornou tal poder e força, atravessando milênios, na recomendação taoista: Numa queda de braço, perca, pois quem perde e se torna o adulto e, quem vence, entra em inferno astral, o qual é complicado, pois tal inferno pode durar vários dias, como eu certa vez em atrito com uma moça, e esta ganhou a briga, entrando a moça, assim, em tal inferno, pois o inferno astral é complicado, pois tenho tudo para ser feliz, mas estou mal! O relógio no conjunto é a passagem do tempo, no modo humano de medir o tempo, remetendo às antigas ampulhetas, no modo como o tempo passa rápido, e, na vida, nada mais certo do que o desencarne glorioso, como no último dia de aula no colégio, abraçando merecidas férias, na noção espírita de que uma encarnação na Terra é um ponto valioso no currículo espiritual da pessoa, como cursar uma faculdade prestigiada, na delícia que é estudar e fazer muito bem feitos os trabalhos que os professores exigem, enchendo estes de orgulho, na cagada que cometi no passado, com o perdão do termo chulo, que foi subestimar a importância de eu fechar um ciclo e formar-me na faculdade, pegando na mão o diploma e enchendo os pais de orgulho, num esforço de vários anos, de dedicação, passando não só pelos estudos em si, mas pelos esforços de ir e voltar do campus todos os dias, e isso sem falar, é claro, da mensalidade, num filho grato aos próprios pais. As disciplinadas linhas aristocráticas são tal garbo, num caminho de elegância, como um bom perfume, no caminho da autoestima, que é gostar de si mesmo.

 


Acima, Sala de estar Hermes (3). Os livros são a reviravolta na invenção da impressão tipográfica, sepultando a era dos manuscritos. É a acumulação de conhecimento, como nos mosteiros medievais, numa era em que a tal conhecimento era um privilégio, não um direito, como na concessão de cidadania nos EUA, em levas de imigrantes buscando por oportunidades em países ricos, como no momento em Caxias do Sul, com muitos latinoamericanos buscando uma vida melhor na cidade da Serra Gaúcha, como, por exemplo, venezuelanos, os quais trato com respeito, dizendo eu “gracias” numa caixa de supermercado quando tal caixa é operada por um imigrante, numa questão de tato diplomático, na consciência de que o Ser Humano é universal, e de que somos iguais ao redor do Mundo, pois quando em algum lugar do Mundo nos deparamos com a inteligência, damo-nos conta de tal universalidade, como na universalidade das artes, dos esportes e das ciências. Aqui temos uma violação, um estupro, por assim dizer, e um buraco foi feito na biblioteca, como bandidos cavando buracos para roubar cofres, remetendo a vigilantes fortemente armados de carros forte, portando intimidadoras espingardas, na questão simples de Tolkien: o Ser Humano, acima de tudo, quer poder, em homens embriagados de poder, num Saddam energicamente aos subalternos: “Não estou pedindo que você faça isso; estou mandando!”, remetendo a homens nobres como Obama, na sabedoria do homem de Tao, que é nunca lançar mão da violência, mas, mesmo assim, um Obama firme, mandando executar Bin Laden, e aqueles que mentem acabam “enterrados como um cachorro”, rejeitados pelo corpo social, no modo social de punir os imorais, colocando estes em infernais presídios, num lugar que é qualquer coisa, menos um lar, sendo, mesmo assim, um inferno a prisão domiciliar, na questão de que só damos valor à liberdade quando perdemos esta, pois estar encarnado já é uma prisão; estar preso é duas vezes pior. A bolsa é o viajante, pessoas que gostam de passear pelo Mundo, nessas “aventuras”, no prazer de se conhecerem lugares, como no Plano Superior, com agências de viagens com pacotes de viagens para colônias espirituais, no prazer de esse entrosar com companheiros de viagem, como uma gentil moça certa vez, acolhendo-me em seu círculo social, em lugares tão fascinantes, nos versos de uma certa canção pop: “Nova York é bom! Paris é demais!”, em lugares tão ricos como o Louvre, no qual precisaríamos de, ao menos, sete dias dentro da instituição para darmos conta de tudo de Arte que o museu supremo abriga, na riqueza da França; no poder civilizatório da Arte. O quadro torto é uma fragilidade, um erro, uma inocente falha, como num freudiano ato falho, na imperfeição humana, como numa mãe zelosa que se esqueceu do filho no clássico de comédia Esqueceram de Mim, no modo como o sucesso é um cu, com o perdão do termo chulo, num Macauly Culkin o qual, até hoje, está tentando sobreviver ao sucesso de tal filme, no problema que é o sucesso, como Walter Salles, o qual vai ter que “sambar” para superar o Oscar recente que ganhou, fazendo do sucesso uma prisão, por assim dizer. As roupas penduradas são o dia a dia, numa bagunça mínima e inevitável, no cotidiano de uma casa, sendo limpa, com roupas lavadas e passadas, nas demandas da Vida, como num árduo trabalho de dona de casa, “matando-se” para manter uma casa limpa e organizada, numa vida de Maria, dura, como na personagem Pierina de O Quatrilho, esfregando o chão com força e vontade, no caminho do dignificante trabalho, ao contrário do morador de Rua, uma pessoa que quer fugir da luta, num Deus Pai que quer nos ver lutando! Nesse conjunto, temos o jogo entre côncavo e convexo, entre Yin e Yang, como nos carimbos da xilogravura, na ironia dialética de que tudo traz em si sua própria contradição, e aqui temos o jogo binário entre zero e um, numa foto em preto e branco, no glamour da Hollywood em preto e branco, como já ouvi falar eu que ao conversarmos com espíritos superiores, estes só respondem “sim” ou “não”!

 


Acima, Sala de estar Hermes (4). A vitrine é a sedução da sociedade de consumo, nessa ditadura do consumo, na metáfora de Matrix, no indivíduo sendo um escravo de um sistema: Tenho que “ralar” feito louco para produzir capital e, desse modo, adquirir bens cobiçados de consumo, fazendo da pessoa uma bateria alcalina, como um vampiro sugando em nosso pescoço. As sandálias são a humildade franciscana, na classe elevada das pessoas humildes, as quais, por serem modestas e humildes, não enfrentam tombos monumentais, na sabedoria popular de que a arrogância precede a queda, como um certo senhor ex prefeito, um homem arrogante, que não ouvia ninguém, um “reizinho” autocrata, por assim dizer, um homem que passou por um duro processo de impeachment, perdendo por anos o direito de exercer cargos de poder, como o deus nórdico Odin, o deus do Sol, dando uma dura lição de humildade ao filho Thor, deus do trovão, numa metáfora que vi recentemente do Facebook: Ao caminharmos de nariz empinado e arrogante, não vemos os buracos no chão e, dessa forma, caímos! A cadeira é o necessário repouso, como um celular carregando na tomada elétrica, num descanso necessário, remetendo a um certo senhor workaholic, o qual, em falta de respeito para consigo mesmo, chegou a tocar duas jornadas de trabalho sem descansar no meio, num caminho degradante, um senhor o qual tomou no cu muito bem tomado, com o perdão do termo chulo, e aqui, novamente, a Vida nos ensinando duras lições de humildade, e esta é o passaporte para o apuro moral, em homens de tamanha modéstia como o sábio, humilde e clemente Papa Francisco, nas palavras do imortal líder religioso: “Quem sou eu para condenar os homossexuais?”, na nobreza de unir o Mundo, e não dividir este com guerras e desavenças, na metáfora cromática, que são azuis em eterno pé de guerra contra amarelos, e, em tal Mundo instável e cruel, seja verde, pois não resolverás os problemas do Mundo, mas poderás ser uma figura na qual esperanças possam ser depositadas. Os livros empilhados são a formação de alguém, de alguma cabeça, no papel do bom professor, que é nos guiar e exigir de nossas cabeças, professores que nos fazem crescer, como minha querida professora de pré escola, e até hoje não esqueço da aula em que ela nos ensinou o discernimento entre os opostos, como o liso e o áspero, na simples noção taoista de que quando digo que algo é belo, é porque conheço o oposto, que é feio, pois se digo que há pessoas boas no Mundo, é porque conheço oposto, que são as pessoas más. Nesta instalação é o desejo do artista, que é ver sua opus exposta o quanto mais possível, na busca por reconhecimento e valorização, em artistas reconhecidos postumamente, em oposição aos reconhecidos ainda em vida, como o majestoso e inconfundível Andy Warhol, tornando-se símbolo de sofisticação, no modo como a  Arte pode ser algo fino, na Arte que tanto nos faz humanos: Os macacos não pintam. A bolsa é o objeto de desejo da mulher, em elegantes e sedutoras vitrines, como vitrines de joias, com vidros fortíssimos, a prova de bala, no papel das pedras preciosas, que é fazer metáfora com a imortalidade moral do espírito, e tais pedras, apesar de parecerem eternas, não o são, pois são matéria, e a matéria é fadada à danação, fazendo do Mundo Material tal ilusão, remetendo a um certo senhor fisiculturista, o qual passa os dias de sua vida puxando ferro em academias, um senhor vazio, que nada tem a mostrar além dos músculos, pois este senhor parece ser um deus, mas só parece, infelizmente. O cavaleiro ou amazona são a elegância aristocrática, em esportes elitistas como o Tênis, com os humildes gandulas catando as bolinhas na quadra, remetendo a um rapaz pobre gandula, o qual, ao pegar numa raquete e entrar em quadra para jogar, dava um “banho” em qualquer rapaz rico que jogava ali, na questão da força de vontade e na sabedoria popular de que Deus ajuda a quem ajuda a si mesmo.

 


Acima, Sangue, suor e lágrimas com um twist de limão. O nó é esse nó que um sociopata quer dar em nossas cabeças, numa capacidade de manipulação, como eu próprio tive que extirpar de minha vida um certo sociopata, o qual é, como sociopata, uma pessoa fora de tudo que é válido e lógico, e esses sociopatas são pessoas que enganam “meio Mundo”, pessoas diabólicas, que querem cultivar a desavença e o ódio entre as pessoas, na noção taoista de que os que mentem acabam enterrados “como um cachorro”, completamente rechaçados pela sociedade, nessa compulsão por mentira que o sociopata tem, como outro certo sociopata, uma pessoa que diz mentiras após mentiras, desrespeitando, assim, a inteligência dos outros, na contramão da amizade, pois um amigo é alguém que não quero enganar ou magoar, na imortalidade dos laços de amizade e amor fraternal, fazendo do amor tal força infinita, como na imortalidade dos vínculos de família, em zelosos avós e bisavós que nos iluminam lá de cima, no caminho do amor incondicional, sem cobranças, nas sábias palavras de Hebe Camargo: “Em amizade não pode haver cobrança!”. A vassoura é a limpeza, girando em torno da limpeza impecável do Plano Superior, em cidades tão limpas e bem administradas, remetendo à admirável paciência de uma certa senhora, a qual varre diariamente seu apartamento, algo um tanto difícil para mim, pois minha casa não é imunda, mas também não é tal limpinha assim! A vassoura é o labor, no duro labor de gari, passando os dias de sua encarnação varrendo calçadas por uma cidade, uma pessoa cuja dura vida é uma vassoura, com mãos calejadas e costas doloridas, e tendo que dar graças a Deus por ter um emprego, no modo como, aos que não têm muita escolaridade, restam os trabalhos mais duros, nas palavras de um certo senhor: “Se você não estudar, sua vida será uma merda!”, com o perdão do termo chulo, na delícia que é estudar, dedicando-se a uma faculdade, nas palavras de uma certa pessoa, a qual largou os estudos e subestimou a importância de fechar um ciclo: “Como eu gostaria de voltar a estudar!”. São os erros que vamos cometendo ao decorrer da jornada, como eu mesmo, também abandonando uma faculdade, mas, depois, corri em busca do tempo perdido e reentrei na faculdade, finalmente me formando, numa noite de encher de orgulho meus pais, remetendo a uma tragédia, um rapaz que foi brutalmente assassinado na semana da formatura de tal rapaz – é uma crueldade o que o Ser Humano pode fazer! Aqui não é um lugar muito limpinho, e a vassoura tem um papel importante aqui, e podemos ouvir o barulho do varrer, nos inevitáveis barulhos do labor, como máquinas em construções, no dia a dia de uma jornada, na dignificação do labor. É como um trabalho pode libertar, pois quando estou na frente do computador redigindo, minha cabeça está em qualquer lugar, menos dentro de casa, no poder libertador do labor e da Arte, como não canso de dizer que a Arte é de suma importância, pois é uma questão de saúde mental, e o que seria de nós sem nossos artistas?  Que seria do Brasil sem a MPB? O que seria do Mundo sem Hollywood? O nó aqui é um jeito sendo dado para contornar um problema, numa solução, nas sábias palavras de um certo senhor: “Tudo se dá um jeito!”. A vassoura é o labor dos desencarnados, pois no Céu a ociosidade não existe, com tudo fazendo parte da construção da grande carreira espiritual, da qual nada escapa, nem mesmo humilde labor de gari, remetendo aos espíritos de supremo apuro moral, trabalhando e gozando da felicidade suprema, recebendo as ordens diretas de Deus, que é o infinito, no imensurável poder de que nunca findaremos – não é poder demais? Neste cenário, a vassoura é a beleza limpa e o ambiente é a degradação, como moradores de rua, fugindo da luta pela vida, evitando abrigos de assistência social, nos quais a pessoa é confrontada com a realidade, colocando “seus dedos na tomada elétrica”, em choques de realidade. A vassoura é o labor sendo encarado, nas humildes palavras de uma Gisele aos fãs: “Desculpem, gente, mas tenho que trabalhar!”.

 


Acima, Seis pregos e meia dúzia de agulhas. Aqui é o caos, algo ruindo, como numa tragédia de terremoto ou maremoto, nas palavras de minha querida avó, ao se negar a ver o Globo Repórter que falava sobre um terrível terremoto no México: “Não quero ver as desgraças dos outros!”, nessa saudade que sentimos dos nossos avós, pessoas que estão no esperando lá em cima, na maravilhosa imortalidade de tais laços, na amizade que atravessa a Eternidade, num Deus que quer nos ver amigos uns dos outros, longe das guerras e das raivas, como em brigas de vizinhos, nesse “talento” humano para com a crueldade e o ódio, como num Trump belicista, gastando rios de dinheiro em conflitos, ou como no cruel ditador nortecoreano, arrancando dinheiro do povo para investir em armistício, em contraste com a Coreia do Sul, no k-pop estourando no Mundo, na vitória da festa sobre a guerra, fazendo da Coreia do Norte um país o qual DEFINITIVAMENTE nunca visitarei, um país no qual blogueiros são malvistos, no medo dos que os ditadores têm da liberdade de expressão, no modo como a geração de meus pais, que foi jovem nos anos 1960, foi sequelada pelos anos de chumbo no Brasil, na frustração de um artista sendo censurado. Aqui é um colapso, como impérios ruindo, como o Império Romano, outrora poderosíssimo, ruindo e se tornando um vulto apago do que foi, nos orgulhos humanos, com impérios que sobem e descem, permanecendo a imagem de humildade de Jesus, na simples manjedoura, na noção de da Vinci de que a simplicidade é o mais elevado grau de sofisticação, da limpeza, do minimalismo, como a simples e impecável bandeira nacional japonesa, no rubro sol oriental emoldurado pelas brumas da manhã nipônica, num povo japonês tão limpo, rico e polido, ao contrário de povos que emporcalham suas próprias praias, numa Patricia Pillar “furiosa” na orla carioca, catando da areia o lixo que deveria estar em lixeiras, numa Pillar que tanto ama o Brasil, uma pessoa coma qual me sinto honrado de ter trabalhado, numa PP que veio de baixo e se tornou todo o grande nome que se tornou, num caminho de persistência, numa mulher guerreira, que sabe que não pode faltar luta. Aqui é uma aniquilação, como um documento sendo rasgado, numa invalidação, como num rompimento, como um casal se separando, talvez faltando paciência e persistência ao casal, em casais que se separam frente ao primeiro desentendimento, como um certo casal que se separou, talvez sobrecarregado pelo fato de que os dois foram trabalhar juntos, e casa e firma são esferas diferentes uma da outra, na sabedoria taoista de que, tudo o que é demais, enjoa! Aqui é o poder de Jesus, dividindo em duas a História da Humanidade, no poder do pensamento sobre a finita matéria, pois a riqueza de Jesus está em seu pensamento, e não na lasca da cruz onde foi crucificado: Matéria é nada; pensamento é tudo. E o Plano Superior é feito de pensamento, longe das vicissitudes materiais, como doenças, fadiga e envelhecimento. Aqui é uma erosão, uma rachadura de forças da natureza. A rachadura é um ponto de reviravolta na vida de uma pessoa, uma pessoa que acordou para a realidade, sabendo que, se quero conquistar, tenho que ter mérito, nas sábias palavras de uma certa senhora: “O Mundo pertence aos dignos merecedores; o resto são tolos sinais auspiciosos!”. Aqui é uma vulnerabilidade, talvez num imóvel condenado, remetendo a tragédias de enchentes e destruições, e tais tragédias são uma prova forte de que é a imperfeita Terra que tenta imitar o perfeito Céu, em vicissitudes terrenas que acabam por causar um crescimento enorme no ser encarnado, em remédio amargos que trazem doces resultados, na sabedoria popular de Deus escreve reto por linhas tortas! Aqui está tudo por um fio, no modo como a paz é frágil na belicosa Terra, e nem a majestade de Jesus foi capaz de sanar tais problemas, numa Maria Tudor queimando pessoas vivas – é um horror, algo totalmente anticristão.

 


Acima, Só bolhas, sem rangido. Chinneck ama esses laços e nós, no desafio da criancinha em fazer os laços nos tênis, ou como fazer um nó de gravata, o qual não sei fazer, pois raramente uso gravatas e sapatos sociais, na sabedoria popular de que pode se julgar um homem pelos sapatos deste, na fala de Liza Minnelli sendo entrevista pelo imortal mestre gaúcho Tatata Pimentel, elogiando os sapatos deste: “Sapatos fabulosos!”. Os baldes são o dia a dia de uma diarista, num trabalho árduo, sofrido, nas demandas de uma casa, numa pessoa de classe média ou superior a isso, tendo condições de ter uma faxineira, ao menos semanal, um serviço caro, numa faxina que não deve custar muito menos do que trezentos reais, custando, no acumulado do ano, vários milhares de reais, no prazer de se estar uma casa recém limpa, com perfume de produto de limpeza, remetendo a uma certa marca de produtos de limpeza, uma marca que acabou não dando certo, pois competia com gigantes nacionais como a Unilever, na imagem de Davi enfrentando o gigante Golias, nas palavras de uma certa querida professora em minha faculdade: “Nunca deixe o fracasso lhe subir à cabeça!”, aqueles professores bons, que valem cada centavo da faculdade, frente a outros professores, mais medíocres – deve ser assim em qualquer faculdade. Ao fundo, máquinas de lavar, num cenário escolhido a dedo por Chinneck, no ritual de purificação, em um esforço sendo empreendido, talvez dando dores nas costas, no suor do labor, em todos os sentidos: Suar no sentido literal e no sentido figurado! Isso remete a uma certa pessoa, a qual fica por aí gastando seu dinheirinho suado, sem ter reservas, e reservas são importantes, no gostoso capital pecadinho da avareza, na imagem do Tio Patinhas nadando em sua caixa forte cheia de tesouros, na noção taoista: Quando mais tesouros tenho, menos seguro... É como a coroa imperial britânica, tão valiosa que nunca pode sair do cofre, nem no dia da pomposa coroação, no monarca usando uma réplica de bijuteria. O laço é um laço de amizade entre duas comadres, num relacionamento de intimidade e cumplicidade, como já ouvi dizer que um psicoterapeuta é uma comadre bem paga, uma pessoa que nos conhece profundamente, ao chegar ao ponto do paciente ganhar alta, com seus conflitos resolvidos, na glória da idade, que é estar bem resolvido, como um certo senhor homossexual, já um sessentão, absolutamente em harmonia com sua própria inclinação sexual, e isso, a autoestima, é algo lindo de se ver – parabéns amigo! O entrosamento é um alterego, uma pessoa de alta intimidade, em amigos que nos conhecem com profundidade, como um amigão meu da época de colégio, que certa vez olhou para dentro de mim e viu que, naquele momento, eu estava perdido existencialmente, ao contrário do amigo fútil, o qual só existe na hora da festa e do oba oba, um amigo fútil que não nos conhece profundamente, mas não chegando a ser um amigo falso, interessando em nossa ruína – são três níveis. Podemos ouvir aqui o som do labor, da água torcendo o instrumento de limpeza, em rituais básicos como um banho diário, ao contrário de zonas mais quentes do Brasil, nas quais o padrão cultural é dois banhos diários, na demanda de água numa cidade como Salvador, num Brasil heterogêneo, feito de muitos Brasis, inevitável isso num país de dimensões amplas, continentais, nas divertida palavras da adorável personagem Bridget Jones, falando de seu próprio traseiro: “Minha bunda do tamanho do Brasil!”, nesses personagens adoráveis, como Ugly Betty, ou Charlie Brown, personagens humanos, com defeitos, mas com corações de ouro, ao contrário do sociopata, que é uma inteligência brilhante a serviço de um espírito de raso apuro moral, um espírito que vai se depurar e um dia será um grande espírito de luz – o futuro é lindo. Aqui é um cortês aperto de mão, num trato entre cavalheiros, na elegância no fio do bigode, num polido trato diplomático, sempre primando pela paz e pela harmonia, como uma pessoa estilosa se vestindo, primando pela harmonia cromática fazendo, por exemplo, um tom sur tom de azul, vestindo roupas com variações diferentes de azul – estilo vem da cabeça!

 

Referências bibliográficas:

 

Alex Chinneck. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 15 jul. 2026.

Home. Disponível em: <www.alexchinneck.com>. Acesso em: 15 jul. 2026.