quarta-feira, 28 de outubro de 2026

No mundo da Luna (Parte 8 de 21)

 

 

Falo pela oitava vez sobre artista plástica brasileira Ana Karina Luna. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Pele. Aqui é um papel amassado, com algo sendo descartado, como num desafeto, como um certo desafeto que tive, uma pessoa que extirpei de minha vida, uma pessoa tóxica, sociopata, uma amizade falsa, numa pessoa interessada em minha ruína, uma pessoa que me odiava e que queria me destruir, num enorme decepção que sofri, uma pessoa com a qual nunca reatarei em vida, fazendo do sociopata tal pessoa extirpada, um andarilho do Umbral, sofrendo, sem amigos, pois os amigos são o ouro da Vida, num Deus que quer que sejamos amigos uns dos outros, nas palavras imortais de Jesus: “Amai-vos uns aos outros!”, e fora da caridade não há salvação, pois caridade é amizade. Aqui, pontos vermelhos são como sangue, no clássico Drácula de Bram Stoker, no vampiro se deliciando com sangue na navalha de barbear de um homem, numa imagem patética, remetendo ao sociopata, um sugador de almas, como um certo senhor sádico, empenhado e deliciado em ver os outros sofrer, odiando tudo e todos, e odiando até os próprios netos, numa pessoa de rasíssimo apuro moral, quando que o sentido da Vida é adquirir tal apuro moral, no caminho de Jesus – o caminho, a verdade e a Vida, e Tao é tal caminho, no poder do homem de Tao, o qual é polido, muito longe de muitos e muitos homens grosseiros, os quais ignoram o poder da delicadeza, do tato diplomático, remetendo às recentes eleições no Brasil, numa disputa tão, mas tão acirrada, dividindo o Brasil em dois, pois metade do Brasil não quer Lula na presidência, no preço da democracia, que é aceitar a derrota elegantemente, na figura do atual presidente passando a faixa para si mesmo. Aqui é como um itinerário e um percurso do intestino, num processamento, como numa linha de montagem industrial, em um processo longo e complexo, como montar um carro, em economias tão arrojadas como a China, exportando diariamente muitos containeres Mundo afora, no divertido paradoxo chinês: De jure, uma ditadura comunista na qual o cidadão não pode interferir; de facto, um país perfeitamente capitalista no qual o cidadão é livre para empreender, nessa morte agonizante do Comunismo, na imortalidade ideológica que perdura, principalmente no Brasil: A direita liberal de Smith, com zero por cento estado e cem por cento mercado, versus Marx, cem por cento estado, no bangue bangue entre PL e PT, com pessoas contra e a favor de incentivos do Estado, como o Bolsa Família, na grande controvérsia do filme dos Barretos sobre Lula – amado e odiado. Aqui vemos a dúvida cinzenta, num dia nublado, na junção entre o bem claro e o mal escuro, na disputa entre luz e sombra, como no universo de Tolkien, com o terrível senhor do escuro Sauron, ou como em Matrix, na luta entre homens e máquinas, sendo estar terríveis e inclementes, com o desejo de eliminar a Humanidade, nos perigos da Inteligência Artificial, a qual pode sair de controle, como na perfeição da IA, em vídeos os quais juramos que são verdadeiros, como num certo vídeo no qual foi usada a imagem de Gisele, ou como espetacular comercial de Maria Rita com a mãe e deusa Elis Regina, no qual juramos que a diva está viva e entre nós, num legado inestimável, numa Elis cuja morte causou grande comoção nacional, uma artista a qual, se não falecida tão precocemente, teria alcançado renome mundial, como, por exemplo, gravando com Sinatra, e tudo por causa dessas merdas dessas drogas, com o perdão do termo chulo, como uma pessoa a qual crê que pode se drogar com heroína só porque descriminalizou, remetendo à sequela da maconha, a qual pode tirar da pessoa o senso crítico, como um certo senhor, claramente sequelado, um senhor meramente contemplativo, sem ter qualquer opinião crítica. Os pontos vermelhos são pontos de dor, nas inevitáveis dores existenciais, fazendo com que convivamos com tal dor, sendo desnecessário sofrer por tais dores, na sabedoria popular: “Cada um com sua cruz!”. Aqui o grafite é afoito, impetuoso, numa pessoa de ímpeto, desbravando corajosamente seu caminho, como um certo senhor, no qual não votei nas últimas eleições, mas um senhor que respeito, o qual se elegeu deputado estadual, construindo uma bela carreira pública – não exijo que concordem com Fulaninho; exijo que respeitem Fulaninho. Aqui é como um absorvente íntimo da mulher, nas dores de cólicas – como é duro ser mulher!

 


Acima, Pé vulva. Aqui são como peixes livres na água, na deliciosa sensação de se nadar nu no mar, numa nudez inocente, como a nudez do bebê na barriga da mãe, no choque que é sair do conforto uterino e ir para o Mundo, num “choque térmico”, na sensação desagradável de colocar os dedos na tomada elétrica, na execução de criminosos nos EUA, como num tocante filme no qual um condenado à morte – Sean Penn – fica amigo de uma freira – Susan Sarandon –, havendo no final a execução com o homem se arrependendo de seus crimes, como na vida vazia de um narcotraficante, o qual, ao desencarnar, olhará para a vida vazia que teve na Terra, desejando assim pedir perdão para cada jovem para o qual vendeu droga, num caminho de arrependimento, desejando voltar à Terra numa nova missão e reparar os erros que cometeu, como essas pessoas empenhadas em aplicar golpes por telefone ou pela Internet, desencarnando e vendo a vida miserável que levaram, como um certo senhor, o qual roubou violentamente o carro de uma amiga minha, um senhor equivocado, o qual, talvez, no fundo, fosse uma pessoa boa, talvez desesperado por não ficar inadimplente com o traficante, pois, no submundo do tráfico, se fico inadimplente, o traficante manda me executar! Aqui é o complexo de veias e artérias do corpo, na complexidade de um ser vivo, na gigantez do Cosmos, inacessível para a compreensão humana, numa Humanidade ainda tão aquém de desvendar tais mistérios, na missão do físico em averiguar tais mistérios, como no seriadão The Big Bang Theory, no inteligentíssimo Sheldon, interpretado pelo genial Jim Parsons, um físico empenhado em se apoiar em teorias para compreender tais entornos, fazendo da velocidade da luz altamente lenta em termos cósmicos, apesar de ser uma velocidade capaz de dar várias voltas ao redor da Terra em um único segundo. Aqui vemos a tortuosidade do DNA humano, nos avanços de decodificar tal mistério, em avanços como o teste de paternidade ou de DNA, como no caso Monica Lewinsky, o qual sepultou publicamente Bill Clinton, cuja mentira foi esclarecida por um simples teste de DNA, com a gota de esperma detectada no infame vestido azul da moça putinha, com o perdão do termo chulo, sem eu querer aqui ser de machismo patriarcal, no fato de que, se quero ser respeitado, tenho que me dar ao respeito, e ser a número dois, a mera amante, não é bom, meu irmão, numa questão da pessoa respeitar a si mesma. Vemos uma forma de cacau, num chocolate o qual, ao ser servido com leite e açúcar, ganhou o Mundo, nessa comida tão deliciosa, tão poderosa no Mundo, partindo de ser uma substância primordialmente amarga, com gosto de remédio, remetendo a vários gostos, partindo do ao leite, passando pelo meio amargo e chegando ao amargo, com 70% de teor de cacau, no clássico na voz da deusa Marisa Monte: “Eu só quero chocolate!”, nessas divas que tanto arrebatam o público, com cada geração com seus ícones, no novo que sempre vem, como no advento de uma Lady Gaga, a qual respeito, mesmo não sendo eu mesmo membro de tal numeroso fã clube – respeito é tudo, e no Plano Superior estamos entre amigos, num lugar em que ninguém quer enganar ou trair, fazendo da verdade tal ouro eterno, no nome de um dos budas que guiaram Kardec na concepção da doutrina espírita – o Espírito da Verdade, no laço da Mulher Maravilha, o qual, ao enlaçar alguém, com que este diga somente a verdade, nesse poderoso ícone feminista, num bela e formosa mulher que é capaz de dar uma surra em qualquer marmanjo mal intencionado. Vemos uma lua crescente e estrelas, nos versos de uma certa balada romântica: “Beijos ao luar!”, nessas pessoas especiais, as quais nos transformam para sempre, na magia de apaixonados, relacionamentos os quais, enquanto duraram, foram eternos. Aqui é como pobres bichos marinhos sendo abatidos por inclementes lanças dolorosas, como num clipe da banda A-Ha, com o bicho sendo impiedosamente abatido, remetendo a eras sem apuro ecológico, como caçar livremente animais na África.

 


Acima, Picoração. Aqui é como um túnel, como no túnel vaginal de 2001, em espaços coloridos e estranhos, nos mistérios da Humanidade: Existe ou não Vida fora da Terra? Aqui é como no desencarne, num túnel de luz que nos leva ao glorioso Plano Superior, na direção da luz, fazendo do submundo tal escuridão fétida, com sofrimento e privação, sendo sintomática a pessoa que começa e a se contentar e aceitar tal submundo, numa falta de autoestima, como ratos vagando num esgoto, num estilo de vida degradante, sofrido, como estar abatido numa poça de lama, no poder renovador de um banho, nesses rituais de limpeza que nos aproximam do Plano Superior, no qual tudo é absolutamente limpo, sem uma única bactéria, sem uma única partícula de pó ou poeira, havendo beleza em todos os lugares, na libertação do Desencarne, no momento em que nos desligamos de todos os problemas relativos a nossos respectivos corpos carnais, como envelhecimento e doenças em geral, na metáfora do filme Elysium, no qual uma moderna máquina curava de qualquer doença, havendo na Vida tudo girando em torno de saúde, seja física ou mental. Aqui vemos dedos com unhas vermelhas, femininas, nesses rituais de autoestima como ir a um salão de beleza, remetendo a certos cavalheiros, os quais pintam de esmalte incolor as próprias unhas, nada que os faça menos homens, na figura do metrossexual, o homem sofisticado, de urbes desenvolvidas, como no famoso jogador Cristiano Ronaldo, delineando cuidadosamente as próprias sobrancelhas, contradizendo os costumes mexicanos, nos quais o homem tem que ter uma certa “monocelha”, ou seja, sobrancelhas ligadas por uma pequena sobrancelha central, significando algo viril e válido para um homem, numa construção de virilidade, nas divertidas palavras: “Não deixe que homossexuais italianos lhe digam como um homem tem que se vestir! ”. Aqui vemos uma arquibancada, como em arenas de gladiadores, num suntuoso Coliseu, com os arcos habitados por esculturas de deuses, no auge do paganismo, no impacto cristão, num homem da coragem de Jesus, opondo-se ao sistema vigente, chegando ao ponto do imperador romano se converter ao Cristianismo, iniciando a Era Cristã, no poder do monoteísmo, no qual não há deuses, mas seres humanos de apuro moral que nos servem de exemplos, nas palavras de um certo padre: “Essas imagens de santos não são mera decoração, mas exemplos que devemos seguir!”. Aqui há uma certa insinuação sexual, numa forma de pênis invadindo a vagina, como na chave entrando na fechadura, na imagem de São Jorge com a fálica lança matando o dragão, libertando a donzela virgem, no machismo patriarcal de tolher a sexualidade feminina, como no pai ao ver a própria filhinha nascer: “Esta vou guardar debaixo de sete chave e entregar pura e casta ao marido na igreja”, ao contrário do homem, cuja sexualidade é estimulada, indo a prostíbulos, dividindo as mulheres entre santinhas e putinhas, como o perdão do termo chulo, quando que  a mulher não é uma, nem outra, mas um ser humano igual o ser humano do sexo masculino, como na nobre intenção democrática do voto, no qual somos iguais, sem termo sexo, classe social, raça etc. Os dedos aqui são ramificações espirituais, no modo como, se alguma crença visa o bem, é válida, como dedos que saem da mesma mão, que é a bondade humana, na universalidade da espiritualidade humana, na Revolução Científica, abrangendo tudo e todos ao redor da racionalidade, fazendo das Artes, dos Esporte e da Ciência algo universal. Aqui é como uma pirâmide vista de cima, em degraus que levam ao Céu, ao metafísico, no modo do grego antigo em ver no Olimpo a metáfora para o Plano Superior, um lugar colorido e cheio de vida e beleza, ao contrário do costume humano em ver a morte como algo tão tenebroso, havendo na pessoa espírita o modo de ver a morte como algo natural e compreensível, nas palavras de uma amiga minha freira: “Os católicos respeitam os espíritas!”, assim como o Espiritismo é amigo da Ciência.

 


Acima, Poupizifu. Aqui é como uma proliferação, uma mitose, numa infestação bacteriana, como uma ideia sendo desenvolvida, como num certo instituto cultural, cujos membros levaram algum tempo para definir um escopo nítido, como Madonna, a qual levou anos para resolver que queria uma carreira solo, no caminho de uma pessoa se encontrar na Vida, sabendo o que quer, em processos que levam um tempo, como um dia amanhecendo, clareando, esclarecendo, até chegar a um ponto de “orgasmo”, por assim dizer. Aqui são como confetes carnavalescos, na magia de um baile de carnaval, remetendo a essas pessoas que são “bichos” de carnaval, preparando-se para um baile, caprichando na fantasia, nesse momento mágico como o Halloween, em que as pessoas expressam a si mesmas por meio de fantasias, na universalidade humana de celebração, remetendo ao colorido kpop, muito longe da cruel Coreia do Norte, num déspota cruel que investe tudo em armamento, num país miserável, sem escolas, hospitais ou estradas, como na atual crise argentina, com cofres públicos exauridos, num governo com dificuldades para manter as estradas em ordem, como no lado argentino da ponte que liga esta nação ao Brasil, havendo na parte argentina crateras enormes, nocivas a qualquer pneu ou roda, num Milei que teve que cortar integralmente os incentivos ao cinema argentino, sendo, é claro, odiado pelos cineastas de tal país, em inevitáveis medidas antipáticas, como um certo senhor, o qual se tornou um prefeito que enfrentou impeachment, um senhor arrogante, que só fazia o que queria e não ouvia as pessoas, no inevitável modo de que a arrogância precede a queda, um senhor que perdeu por anos o direito de exercer cargos eletivos, nas duras lições de humildade da existência. Essas formas de Luna são estranhas, ctônicas, das profundezas da terra, como no demônio Balrog, de Tolkien, um demônio feito de sombra e chama, ou como a personagem Cuca de Monteiro Lobato, um ser estranho que vive numa caverna vaginal, no inconsciente do Ser Humano, em mistérios. Aqui é algo poroso como um filtro, como fazer café, ou como numa empresa selecionando funcionários, como eu próprio fui “reprovado” em tal teste, sendo negada minha entrada numa certa agência de Propaganda, barrado por uma “chata” autoassumida, nessa experiência que tive como publicitário, experiências que ficam incrustadas em nós, e sempre terei um lado marqueteiro, pois a divulgação é um flanco muito importante do trabalho, na questão de se “fazer barulho”, na metáfora na academia de Propaganda: Ambas pata e galinha colocam um ovo delicioso e nutritivo, só que a galinha bota o ovo fazendo mais barulho, vendendo, assim, mais do que a pata. Aqui é um feto em formação, num processo que leva meses, como já ouvi dizer que a gravidez e o parto são grandes piadas de Deus para com as mulheres, na questão complicada de depressão pós parto, na sabedoria popular de que ser mãe é padecer no paraíso, em pesos de responsabilidade, quando ouvi uma certa mãe dizendo: “Dá trabalho, mas vale a pena!”, e a evolução assim entalhou a mulher, dando a esta todo um instinto materno protetivo, no modo como ser meramente mãe, esposa e dona de casa não traz muita identidade à mulher, nas palavras de uma certa psicóloga: “É tão desinteressante uma pessoa que só é dona de casa!”. Aqui é como no orgasmo de uma explosão de supernova, como um astro pop estourando no Mundo, no tombo de uma Britney, tendo um surto psicótico público, indo para uma humilhante clínica psiquiátrica, numa dura lição de humildade, comunicando-se depois com os fãs pelo Twitter, dizendo: “Fui para um lugar humilhante chamado reabilitação!”, e todos temos o direito de levar nossos tombos, pois todos estamos aqui para aprender, e adquirir apuro moral é o sentido da Vida, pois o resto são tolos sinais auspiciosos, no caminho da dignidade e da austeridade: Erga a cabeça e seja digno! É como no árduo trabalho de gari. Aqui são como tatuagens tribais, em pessoas que tanto gostam de se tatuar, mesmo sendo um processo doloroso. Aqui é como algo sendo pulverizando, como um alvo de tiro de canhão ou alvo de bomba atômica.

 


Acima, Pregnant while not flying 3. Aqui é algo embrulhado, como um corpo sendo mumificado, nos rituais egípcios, crendo que há um pós vida, fazendo suntuosas tumbas para faraós, na grande descoberta da tumba de Tutancâmon, o maior achado arqueológico da História, no mito da maldição da múmia, com um arqueólogo morrendo ao entrar em contato com fungos da tumba, no fascínio de irmos ao Museu do Cairo e deparamo-nos com a s múmias de célebres reis e rainhas, em ícones como o busto de Nefertiti, importante ao ponto de ser um pomo de discórdia internacional, com o Egito querendo trazer a rainha para casa, mas com a Alemanha não abrindo mão da valiosa peça, num ícone de beleza e majestade, na vastidão do Antigo Egito. Aqui linhas horizontais lutam contra linhas verticais, como em conflitos internacionais, na tensão entre Rússia e Ucrânia, com inocentes sendo mortos, na “beleza” das guerras, que é deixar traços de fome e arrancar pessoas de suas casas, destruindo estas, na universal e atemporal crueldade do Ser Humano, cujo lema é: Quanto mais cruel, melhor. Aqui são como rasuras, como antigamente ao datilografarmos cartas e documentos, havendo hoje o Word, revolucionando modo de se redigir, no formidável recurso de corretor automático, um texto que pode ser manipulado à vontade, deixando perplexa minha geração, a qual pegou os últimos tempos da Era Analógica, e hoje em dia é tudo via celular, sepultando as máquinas de filmar e de fotografar, fechando laboratórios de revelação, sepultando o televisor de tubo, sem controle remoto e só com os canais de TV aberta, sepultando o telefone de gancho e a carta pelo correio, sepultando as fitas cassete e VHS, sepultando a era do objeto de consumo, da coisa que podíamos alugar ou comprar e levar para casa, e hoje em dia é tudo software, no paradoxo da TV por assinatura, com muitos canais à nossa disposição, mas nada que nos interessem muito. Aqui são como barras numa prisão, na prisão que é a encarnação, fazendo de todos nós prisioneiros, sem exceções, desde um mendigo na Rua até o rei da Inglaterra, e a diferença reside no que fazemos de nossos dias de cárcere na Terra: Uns levam uma vida nobre e produtiva; já, outros levam uma vida vazia, como uma certa senhora rica, a qual só produz merda na privada, com o perdão do termo chulo, levando uma vida sem propósito, uma senhora que vai desencarnar e notar a vida vazia que levou na Terra, uma vida tão miserável na qual tudo o que resta a esta senhora é cuidar da vida dos outros, tornando-se uma fofoqueira maliciosa de marca maior, e a Vida é algo sério, e temos que fazer algo nobre da Vida. Aqui é como um vidro sendo limpo com espuma, num serviço de limpeza de parabrisa em posto de gasolina, num sentimento de renovação, no poder revigorante de um banho, remetendo ao país amigo chamado Bahia, no qual o padrão cultural é dois banhos por dia, ao contrário do Sul do Brasil, no qual o padrão e apenas um banho diário, fazendo do Brasil tal “colcha de retalhos”, numa diversidade enorme, remetendo às recentes eleições no Brasil, um país cuja metade está descontente com Lula reeleito – é a Democracia! Aqui é como um aço escovado, no poderoso polo industrial de Caxias do Sul, no setor metal mecânico, perdendo só para o parque industrial de São Paulo, fazendo da Imigração Italiana uma reforma agrária que deu certo, na complicada questão da terra no Brasil, nas tensões de conflitos de terra, com pessoas de esquerda e as elites, chamando estas de retrógradas. Aqui é um formato de celular, ou dos monólitos de 2001, na revolução do Homo sapiens, diferenciando-se dos animais e produzindo Arte, pois Arte é o que nos faz humanos, pois os macacos não dançam, não cantam, não pintam etc. Arte é uma questão de saúde mental; Arte é o que há de importante. Aqui é um complexo de pendrive, um pequenino componente de grande poder de memória, em vertiginosos avanços tecnológicos, sendo só questão de tempo para o Homem ir a Marte voltar a salvo para casa.

 


Acima, Pregnant while not flying 5. Aqui blocos constroem, num paciente trabalho de construção civil, num esforço de anos, num “trabalho de formiguinha”, como na construção instintiva de um formigueiro, no modo como a evolução assim entalha os seres vivos, no caminho autodidata da Vida, na qual a pessoa em que aprender por si mesma o que é simplicidade, a qual é o mais elevado grau de sofisticação – assim disse o sábio da Vinci. A vassoura é o humilde e árduo trabalho de gari, varrendo as ruas de uma cidade, num trabalho tão essencial e importante, com tudo fazendo parte da grande carreira espiritual, havendo os espíritos de perfeito apuro moral, gozando da felicidade suprema, recebendo as ordens diretamente de Deus, o qual é o infinito, nesse poder imensurável da Eternidade, sobre a qual não é possível de se falar, nesse poder inconcebível que é o fato de que jamais findaremos, fazendo este vazio de Tao, o infinito, a página em branco na qual escrevemos nossas histórias, na dignidade de invenções como as redes sociais, servindo ao Mundo, e Tao é esta serventia, esse vazio no qual vivemos nossas vidas, fazendo do homem de Tao tal vazio em torno do que nós nos unimos, num talento de líder, pois o homem de Tao, polido, é visto, amado e respeitado, ao contrário de tantos e tantos homens grosseiros, muito longe de Tao, o qual é um diplomata impecável, sempre primando pela paz e pela concórdia, no cavalheirismo no fio do bigode. No topo aqui temos uma falo patriarcal, como no falo do Código de Hamurabi, na revolução freudiana, como num pontiagudo guardachuva, ou como nas abrasivas pirâmides do Egito, o qual já foi uma potência, num recado claro aos reinos vizinhos: Se você não quer se espetar, mantenha distância e respeite! E o Ser Humano é assim, com vaidades ascendendo e descendendo, permanecendo a simplicidade de Jesus, o homem cuja cabeça revolucionou a Humanidade, mas infelizmente a Filosofia não muda o Mundo, e mesmo depois de Jesus a Humanidade continuou tendo problemas, como guerras e raivas, na agressividade humana, como pegar a pólvora e transformar em armas – é um horror, e nenhum homem de Tao terá algo a ver com armas, remetendo a um certo senhor, o qual anda armado. Aqui temos uma forma de vestido com cintura fina e elegante, nas moçoilas de outrora encantando os rapazes, como me disse uma certa fina senhora: “Não se fazem mais cavalheiros como antigamente!”. Aqui é um afunilamento, como no Estreito de Gibraltar, na lenda que este foi aberto pelos poderosos braços de Hércules, nos trabalhos de Hércules, na dignidade do trabalho, fora do qual não há salvação, fazendo do Céu tal plano de labor, no qual sentimos a necessidade de nos mantermos atuantes e operantes, na inevitável perguntinha que fazemos a entes queridos lá em cima: “Onde estás trabalhando?”. E Tao é isto, um trabalhador, e Tao está sempre criando, deslumbrando-nos com tanta genialidade e simplicidade, como nas estações climáticas – calor lá em cima, frio lá embaixo, com tudo invertido depois, algo simples e deslumbrante, e se até Tao está sempre criando, o que me faz pensar que não devo produzir também? É como artistas com longas carreiras, conquistando o respeito das pessoas, em grandes carreiras públicas, como políticos de longo currículo, como a monarca Elizabeth II, sisuda e séria, servindo ao povo, o qual é a razão de um líder, num caminho de dedicação, sobrevivendo a tantos e tantos primeiros ministros. Os risos afoitos são o ímpeto do artista, querendo conquistar o Mundo, como no desenho animado Pink e Cérebro, no casamento entre razão e loucura, masculino e feminino, com Cérebro querendo conquistar o Mundo e Pink mal se importando, com se este vivesse em outra dimensão, com tudo trazendo em si sua própria contradição, no jogo de sedução entre Yin e Yang. Aqui os elementos estão dissociados e analisados, numa análise clínica, como num exame de sangue, numa verificação empírica, numa amostra que revela o conjunto, como ver se um macarrão está cozido: A partir de um mínimo fio de macarrão, podemos ter uma ideia do conjunto

 

Referências bibliográficas:

 

Arte. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.

Curriculum Vitae. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

No mundo da Luna (Parte 7 de 21)

 

 

Falo pela sétima vez sobre artista plástica brasileira Ana Karina Luna. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Pregnant while not flying 6. Aqui é uma vassoura de bruxa, nas histórias infantis, como na tenebrosa Bruxa má do escuro oeste em O Mágico de Oz, em contraste com Glenda, a bruxa boa do claro leste, no pensamento binário infantil – ou algo é do bem, ou do mal, como vi certa vez uma instalação em Porto Alegre, numa famosa casa de cultura da urbe gaúcha, com duas cortinas, sendo uma clara e a outra escura, no discernimento taoista: Quando digo que algo é bom, é porque conheço o oposto, que é mau, e as pessoas sociopatas, frias, sádicas e grossas servem exatamente para darmos valor quando nos deparamos com uma pessoa almada, bondosa e clemente, como Papa Francisco, humilde, simples, na qualidade do homem de Tao, um rei simples, que toma o mesmo tipo de café dos seus súditos, no caminho da simplicidade, mas, infelizmente, as pessoas contemplam os palácios, mas ignoram os campos e florestas, e estes vestem roupas maravilhosas, como na bela rodovia gaúcha Rota do Sol, com os Campos de Cima da Serra Gaúcha, com tapetes de pastagens vastas, até onde alcança a visão, e matas de araucárias virgens, altivas, voltando-se ao céu, na linha divisória entre arrogância e altivez: A altivez é nobre e digna, decente, respeitável; já, a arrogância é um passaporte para o inferno, pois a arrogância precede a queda, em duras lições de humildade para entender que o sentido da Vida é a aquisição de elevação moral, depuração esta que definitivamente falta ao sociopata, o qual é um verme que se aproveita das brechas da vida em sociedade, um sádico que gosta de ver os outros sofrerem, pessoas sádicas que temos que extirpar de nossas vidas, como um certo sociopata, sádico, deliciando-se em ver os próprios filhos sofrendo, sem um pingo de amor pelos próprios netos – é um horror. O chapéu pontiagudo é do icônico mago Gandalf, de Tolkien, um mago de grande poder, interpretado pelo grande mestre Ian McKellen, esses altivos atores britânicos, que começam a carreira fazendo Shakespeare, no modo como a Academia de Hollywood ama as tradições britânicas, amando histórias de reis e rainhas, em contraste com a França, a qual rompeu com a monarquia em um gigantesco golpe de estado, executando membros da realeza, trazendo o paradigma contemporâneo democrático, sendo o presidente um dos nossos, nosso irmão, nosso igual que elegemos para nos governar por um certo tempo, rechaçando misticismos, como no Antigo Egito, quando o rei era considerado um representante dos deuses, um rei em cujas veias corria o sangue sacro dos deuses, remetendo ao velho e bom Mito da Caverna, com pessoas presas ali dentro, cheias de auspícios e fantasias falaciosas, havendo então a libertação democrática, no divertido paradoxo inglês, num rei que reina, mas não governa, com poderes de fato apenas para o primeiro ministro, na responsa que é sentar no mesmo assento de grandes e lendários líderes, como na sobrenatural Elizabeth I, dividindo em duas a História da Inglaterra, uma líder que levava extremamente a sério o se arrumar na hora de ir a público, famosa por gostar de suntuoso vestidos, ganhando, assim, o apoio do povo, como um certo senhor, o qual se elegeu presidente exatamente porque tinha uma aparência cima de qualquer suspeita, como uma certa senhora, a qual já poderia ter sido eleita presidente, mas não o foi porque tem uma aparência desleixada, precisando urgentemente e primeiramente de um design de sobrancelhas, ou como outra senhora, a qual já poderia ter sido eleita prefeita, mas não o foi, por ter uma aparência tão, mas tão desarrumada, crendo que, se arrumar-se, será vista como dondoca e perua e não seria levada a sério, quando é bem pelo contrário, como a política Simone Tebet, sempre com os cabelos impecavelmente tingidos, arrumados, no caminho da autoestima, do gostar de si mesmo, como uma certa dama caxiense, arrumadíssima, só saindo de casa se estiver absolutamente arrumada, nos esforços dos psicoterapeutas para que seus pacientes tenham tal autoestima, no amor por si mesmo, sem narcisismos, é claro. A vassoura é a limpeza necessária, na árdua vida de gari, varrendo as calçadas de uma cidade, ganhando um salário magrinho, pessoas cujas vidas são uma vassoura, no caminho da construção da grande carreira espiritual, na qual cada trabalho conta.

 


Acima, Renda. O vermelho remete à sala de estar da casa de um certo senhor, uma parede rubra que atiçava e provocava quem entrava em tal sala, como uma pizza de calabresa forte, no poder dos condimentos, na rota das especiarias que conduziu a Europa das Navegações, ou na rota da seda, num momento de pré globalização, por assim dizer, com mercados se abrindo para o Mundo, como hoje no paradoxo chinês – de jure uma ditadura comunista e de facto um país perfeitamente capitalista no qual o cidadão é absolutamente livre para empreender, com produtos exportados para o Mundo todo, como no início do episódio quatro de Star Wars, falando das rotas de comércio dentro de uma determinada galáxia, na universalidade de tal história, num roteiro tão, mas tão formidável, seduzindo nerds ao redor do Mundo, marcando o Mundo com tal talento de roteirista, nessa endêmica doença de Hollywood, que é a escassez de bons argumentos, com tantos e tantos filmes disfarçados de história bem contada, quando a receita é simples – conte uma história bem contada, com começo, meio e fim, respeitando sempre a inteligência do espectador, em pequenas pérolas como A Rainha, numa formidável história bem contada, oscarizando a deusa Hellen Mirren, assombrosa ao interpretar a monarca célebre, num siso enorme: Dever primeiro; pessoal depois. É o paradoxo das chics famílias de realeza, tão finas e tão grossas, nas quais homem é varão e mulher é fêmea, sendo heresia tudo o que escapar disso, como vi hoje na Rua um casal de lésbicas, as quais respeito profundamente, num Mundo que precisa se modernizar e adequar-se ao Terceiro Milênio, com a Psiquiatria tirando homossexualidade da lista de doenças mentais, num caminho de clemência e humanidade. O bloco alvo aqui faz contraste, como num casal, com ele mais alto do que ela, remetendo a um certo casal, no qual ele é mais baixinho do que ela, com ela, ao posar para fotos com o marido, agachando-se um pouco para o marido não parecer tão baixinho, nos eternos preconceitos patriarcais, no homem sempre mais importante do que a mulher, no modo como as próprias mulheres podem ser misóginas, como no romance A Letra Escarlate, partindo de uma mulher a ideia de punir moralmente uma mulher da comunidade, no puritanismo protestante, nuns EUA paradoxais, no país de liberdade e no país em que o cidadão não pode se prostituir, com o corpo do cidadão americano pertencendo ao estado, ao contrário do Brasil. Vemos pequenas bolinhas brancas, como uma queda de água, no poder das águas do Iguaçu, fornecendo energia, na busca por energia, numa cidade como Gramado, no crescente problema de se fornecer água, esgoto e energia à urbe turística, na prefeitura barrando novas obras provisoriamente, num crescimento vertiginoso, num destino tão amado por turistas, numa cidade que nos seduz e “arranca” nosso dinheiro, no caminho da especulação imobiliária, com espaços comerciais de alto custo financeiro de aluguel, como deve ser alto o aluguel de um certo famoso restaurante na cidade, num caminho de elitização, como na elitização de Balneário Camboriú, na ilusão de que grana traz felicidade, como mm ensinou uma pessoa especial: Não precisamos ser donos de meio Mundo para sermos felizes. Do bloco branco vemos vias se derivando, como nos exploradores europeus desbravando a América virgem e selvagem, encantando a Europa com relatos como os de indígenas canibais, no caminho do apuro moral, que é não comer carne humana, pelo amor de Deus. Este bloco alvo é como uma janela para um belo dia, no abrir a janela e deparar-se com tal luz, na Terra da Estrela da Manhã, a terra sacrossanta à qual todos pertencemos, fazendo da Eternidade a resolução de todos os desentendimentos, e ninguém está no Umbral para sempre, remetendo aos diabos sofredores moradores de Rua, os quais querem, como todas as suas forças, fugir da luta pela Vida, não se importando em viver a degradante vida de morador de Rua – é um horror.

 


Acima, Samarisguevolubê. Uau, que nome para esta obra! Aqui é como uma festa vibrante, com batidas de tambores, como na cena de um baile de tambores da franquia Matrix, nas merdas que Hollywood é capaz de inventar para arrancar dinheiro do espectador, com o perdão do termo chulo, em filmes como Matrix Resurections, desrespeitando o final conclusivo de Matrix Revolutions, no qual a Humanidade venceu e Neo deu a própria vida para salvar a Humanidade, fazendo de Hollywood a terra da pretensão: “Eu sou maravilhoso; eu pego um roteiro qualquer e transformo em filmão!”, quando não é bem assim, no modo como um bom filme parte de um bom roteiro, como pegar um bom romance e transformar em filme. Aqui é algo chacoalhando, numa pista de dança, no poder terapêutico das pistas de dança, dançando até suar de tanto dançar, na importância de vivermos nossas respectivas juventudes, como ter uma etapa de vida boêmia, seja na adolescência ou na pós adolescência, varando pelos bares e boates da cidade, tomando um trago, enfim, curtindo a Vida, na qual nem tudo é puro siso, no poder do senso de humor, rezando a lenda de que da Vinci era extremamente irreverente e piadista – idade não é pretexto para parar de ter senso de humor, o qual é uma virtude, na capacidade do Ser Humano em rir de si mesmo, na figura de um bom palhaço, nas deliciosas trapalhadas de Mr. Bean, em gênios cômicos como Jô Soares, Chico Anysio e Renato Aragão, recheando a TV brasileira com tal talento humorístico, ou em outro mestre como Chespirito, o qual teve um funeral digno de rei no México, nesses grandes homens como Tom Jobim, enchendo o Brasil de orgulho, na capacidade do homem de Tao em ser visto, amado e respeitado pelo povo, o qual gosta de homens simples. Aqui é como chacoalhar uma coberta cheia de poeira, nos trabalhos diários de casa, como limpar, passar, cozinhar etc., nas furiosas palavras de uma certa senhora ao marido: “Eu me matando para manter esta casa limpa e organizada! Eu vou embora desta casa!”, na questão delicada que são os casamentos. Aqui é como um airbag se abrindo de forma extremamente instantânea, assim que a frente do carro sofre a batida, remetendo a eras em que o cinto de segurança não era obrigatório, com tal acessório hoje poupando tantas e tantas vidas, na famosa campanha publicitária do carro Xsara estrelado por Claudia Schiffer, mostrando a excelência em segurança automobilística. Aqui é como um pavão se pavoneando para seduzir a fêmea, nos instintos evolutivos, nos quais sentimos atração por pessoas saudáveis, no instinto de se colocarem no Mundo descendentes saudáveis, na seleção natural, como em pombos urbanos, evolutivamente adquirindo a cor cinzenta da urbe, para, assim, serem discretos e evitarem aparecer para presas e predadores, como na sabedoria e esperteza do camaleão, invisível para presas e predadores, passando sua genética de esperteza para a gerações seguintes, como na cor dos ursos polares, da cor da neve, adaptados a tal bioma. Aqui é como uma ideia se desenvolvendo, como nas brainstorms de agências de propaganda, tempestades mentais em que cada um fala o que vier à mente para, assim, surgirem conceitos para anunciar um determinado produto ou serviço, em sacadas geniais como num anúncio da Unimed em uma edição passada do Rock in Rio: “O Rock não morreu – ele tem um plano Unimed”. Aqui é como uma cidade crescendo e se transformando, como eu mesmo hoje em dia mal me localizo na Porto Alegre que conheci nos anos 1990, na noção dialética de que tudo é processo; na noção taoista de que a Eternidade sobre a qual podemos falar não é a verdadeira Eternidade; na noção espírita de que Deus é o infinito, nesse imensurável poder de que nunca findaremos! Aqui é como uma tradição se consolidando, como nos quase cem anos da Festa da Uva, iniciada em 1931 como uma discreta exposição de cachos de uva, desenvolvendo-se em uma festa que é a identidade cultural e histórica e de um povo altivo e corajoso, na figura heroica do colono, ao qual tudo devemos, como disse uma respeitada dama da comunidade caxiense, na vitória da elegância.

 




Acima, Siriu. Aqui é um ponto central de convergência, com um destino só. Ironicamente, pode ser também um ponto de divergência, na sabedoria dialética de que tudo traz em si sua própria contradição, no jogo entre Yin e Yang, com um tendo um pouquinho do outro, na sabedoria de que liso e áspero são faces do mesmo trabalho, como no trabalho de jogador de Futebol: A parte difícil são as viagens para jogos pelo Brasil, com muito avião, aeroporto e hotel, num esforço de locomoção, na disciplina dos exercícios físicos preparatórios, na figura exigente e dura do técnico, numa dura hierarquia; a parte fácil é o prazer que o jogador encontra ao entrar na quadra e jogar, como disse certa vez um jogador: “Sou pago para fazer o que amo!”. Na parte inferior vemos bolinhas, como no modo de histórias em quadrinhos de representar o pensamento do personagem, no formidável casamento de Pop Art com os quadrinhos, num momento tão único na História da Arte, no casamento de indústria com Arte, em ícones tão poderosos como Andy Warhol, de um estilo para lá de inconfundível, original, inédito, no poder da Arte em nos seduzir e trazer novos ventos de renovação, como no frescor da Renascença, namorando com a Antiguidade, como na nostalgia no início dos anos 1990, casando um tanto com os anos 1960, seja em forma de moda ou de música, no novo que sempre vem, como na geração Gaga, uma artista que respeito profundamente, apesar de eu mesmo não fazer parte de tal fã clube, um fã clube gigantesco, diga-se de passagem, atraindo milhões de espectadores para as areias de Copacabana, na demanda da prefeitura carioca em, depois do evento, recolocar as areias em ordem, catando um catatau de lixo, tocos de cigarro, copos e garrafas de plástico, latas de alumínio etc., remetendo a uma certa celebridade, catando da areia de Rio o lixo que as pessoas relaxadas deixam na orla, e esta celebridade com toda a razão, remetendo ao povo japonês, um povo tão limpo, discreto e rico, mas, mesmo assim, com altos índices de suicídio, na sabedoria popular de que dinheiro traz tudo, menos felicidade. Aqui é como uma flor desabrochando, na magia do renascimento na primavera, no homem de Tao, observando as estações indo e vindo, e o homem de Tao é polido, e nunca vai se envolver com armas ou conflitos, ao contrário de tantos e tantos homens, na ponta arrogante e odiosa de uma faca, homens grosseiros, muito longe de ser um homem de Tao, o qual é visto, amado e respeitado, num bom rei, sempre ao lado do povo, nunca sendo deposto, ao contrário dos Romanov, destituídos, executados oficialmente pelas forças comunistas, nessa covardia de se matarem crianças. Aqui é como uma esponja de banho, ensaboada, na espuma para nos limparmos, em rituais diários de limpeza e higiene, em algo tão básico, que é tomar um banho por dia, ao contrário desse país amigo chamado Bahia, no qual o cidadão toma dois banhos por dia, na gigantesca demanda de água na cidade de Salvador, a cidade do calorzinho agradável, ao contrário de outras urbes brasileiras, com temperaturas que vão a quarenta graus, quiçá mais, numa Salvador a qual raramente extrapola os trinta graus, numa cidade muito interessante para quem estuda História do Brasil, com prédios históricos da primeira capital do Brasil, na figura da baiana, seduzindo o Mundo com Miranda, num trato de boa vizinhança entre Brasil e EUA na tenebrosa II Guerra Mundial, que é a prova de que até que ponto horrível o Ser Humano pode chegar, em denúncias históricas como a A Lista de Schindler, com seres humanos tratados como nem animais devem ser tratados, como negros numa senzala, num canil, na prática – é um horror, remetendo aos avanços sociais do feriado nacional brasileiro de Consciência Negra, ao contrário de outro certo país, um país racista. Aqui é algo vindo em rota de colisão, nas “cicatrizes” da superfície lunar, cheia de crateras, como num passaporte, cheio de carimbos de várias viagens, na carreira do espírito, passando por várias vidas, na revolução da doutrina espírita, explicando o Mundo da forma mais lógica possível.

 



Acima, Social encounter intro. Aqui é como um redemoinho, no ponto central da tormenta, no silêncio do centro, na capacidade de um artista em se tornar uma força da Natureza, levando tudo e todo consigo, em filmes de altíssima popularidade como Titanic, numa comovente mensagem metafísica, na sobrevivência à morte do corpo físico, na noção taoista de que, se seu corpo morrer, não tem problema, como uma certa pessoa, a qual se emocionou profundamente com tal película, chorando copiosamente ao sair da sala de Cinema, em carismas tão avassaladores de Leo, um homem discreto, ecologicamente engajado ao ponto de ter recentemente uma reunião a portas fechadas com o presidente Lula, provavelmente falando sobre a Amazônia, num Leo que se deu ao trabalho ficar horas e horas em aviões entre Brasília e Nova York, ou como na elegância de uma Cate Blanchett, compadecendo-se com o sofrimento do povo gaúcho nas recentes enchentes destrutivas, numa atriz que se deu ao trabalho de pegar um avião até Porto Alegre para ter uma audiência com o governador Leite, no caminho da humanidade e da comiseração, algo incompreendido pelo sociopata egoísta, o qual está o tempo toso buscando vantagens – é um horror, no completo oposto da irmandade e da fraternidade, pois, fora da amizade, não há salvação, num Deus que quer nos ver amigos uns dos outros. Aqui é como algo delgado, como o intestino delgado, num processo digestivo, remetendo aos miseráveis sofredores que engolem cápsulas com drogas para fazer tráfico internacional em aeroportos, nesse desespero por droga, como uma certa pessoa, a qual, frente à descriminalização da droga no Brasil, está se drogando diariamente – a heroína está descriminalizada, mas não legalizada, e hoje no Brasil o único meio de se adquirirem tais substâncias é via traficante bandido fora da lei, uma pessoa de má fé que quer burlar a lei para obter dinheiro, um traficante o qual, ao desencarnar, olhará para a vida miserável que levou na Terra e acabará pedindo perdão a todos os jovens para o quais vendeu droga, num caminho de arrependimento, numa pessoa que se equivocou na Terra, desejando reencarnar e levar uma vida mais nobre, como uma certa senhora já desencarnada, a qual levou uma vida nobre e produtiva, auxiliando os que tinham problemas espirituais, desencarnando voltando de cabeça altivamente erguida ao Plano Superior, no clima de missão cumprida. Aqui é uma situação complicada, pois quando a polidez de Tao acaba, o caos reina, em guerras sanguinolentas, como eu disse certa vez a um senhor: Guerra já tem demais no Mundo! E então Caim mata Abel, com irmão derramando sangue de irmão, no eterno modo humano de subestimar a amizade e a concórdia, havendo tal paz inabalável no Plano Superior, o plano no qual ninguém quer mentir ou enganar, no poder da amizade, pois o ódio traz sofrimento àquele que odeia, como nos pobres diabos sofredores do Umbral, como disse certa vez um pai de santo de Umbanda, uma pessoa sensível, e este pai de santo narrou que quando entrou numa certa casa noturna escura e fétida, sentiu ali dentro espíritos se arrastando e sofrendo, na magia das pessoas sensíveis, humanas e almadas, fora do caminho degradante da automartirização masoquista, em pessoas as quais, em época de Páscoa, desejam ser crucificadas de fato, e o Espiritismo é contra isso, dizendo: Mortifique o espírito e não o corpo, e a mortificação é parar de pensar em bobagens auspiciosas, nas altivas palavras de uma certa senhora: O Mundo só pertence aos dignos merecedores – os resto são sinais auspiciosos, como essas tediosas alas vip de boates, quando que o coração da festa não está na ala vip, mas na pista de dança, em ícones como John Travolta, dançando na era das discotecas, seduzindo o Mundo com tal talento e carisma, no poder da Arte em nos envolver, quando uma artista entra em nossas mentes, e obra de Arte boa é quando nos dá o desejo de roubar e levar para casa! Aqui é um rastro errático de mosca tonta, no termo “moscão”, referindo-se aos que não têm um foco preciso, numa vida dentro de um labirinto existencial.

 


Acima, Soroyca. Aqui é como a delgada e elegante cintura de Carmem Miranda, na busca humana por beleza, nessas “mulheres bisturi”, ignorando que beleza vem de dentro, resultando em brutais distúrbios de imagem, como uma certa socialite americana, rica, num profundo distúrbio de imagem, desfigurada, um retrato de filme de terror, um monstro horrível, num pesadelo de vida, e o que espanta não é só tal distúrbio, mas a falta de apuro moral de um cirurgião plástico que topa operá-la, mesmo sabendo que uma nova cirurgia só a deixará ainda mais desfigurada, um cirurgião antiético que só quer dinheiro – como é importante o apuro moral, o qual é o sentido da Vida. Aqui é um chocalho de bebê, na criança interagindo com o Mundo por meio dos brinquedos, num longo processo de crescimento, numa criança ainda muito jovem, sem saber do Mundo que a cerca, remetendo à triste história de vida de Michael Jackson, uma criança à qual foi negado ter uma infância normal, num pai duro e enérgico, exigindo de Michael postura adulta, em rotinas espartanas de labor, como gravar, ensaiar e apresentar-se, no modo como tudo tem seu preço, pois a Vida é feita de escolhas, como uma grande amiga minha, escolhendo um marido o qual de fato ama, casando bem e sendo feliz, ao contrário de tantos e tantos casos de casais que se separam, talvez descasando frente à primeira crisezinha ou desentendimento, e os relacionamentos amorosos são difíceis, sendo gay ou hétero, no modo como a Vida dói em todos nós – o que muda é se nos permitimos sofrer por tal dor, na capacidade humana de rir das dores e rir do Mundo, no poder terapêutico da comédia e do riso, no modo como Arte é uma capital questão de saúde mental, ao contrário da Arte em países ditatoriais, em artistas escravizados pela ideologia política, sistemas opressores como em Matrix, fazendo do indivíduo uma mera pilha alcalina a serviço de um sistema insano, prisioneiros no Mito da Caverna, sem ver o Mundo da forma mais lógica, clara e racional possível. Aqui é como arte africana de magias tribais, no envolvente setor de arte africana do museu novaiorquino Met, com objetos de magia estranhos, arrebatadores, fortes, na força humana para lidar com a Vida, dotando o artista como alguém mágico, como na magia de Diana, carismática, sensível, com alma de artista, buscando meios para se colocar ao Mundo, uma mulher que tinha tudo para naufragar ao dar um pé na bunda de um príncipe de fato, com o perdão do termo chulo, um homem prestes a reinar sobre um terço da Humanidade, uma Di cuja morte virou o Mundo de cabeça para baixo, rendendo o formidável filme A Rainha, numa Di que foi de fato a rainha do Mundo, morando nos corações do povo, o qual gosta de pessoas simples, em homens simples como Barretão, o patriarca da família cinematográfica Barreto, que Deus o tenha, um homem longe de afetações pernósticas, sabendo que simplicidade, limpeza e beleza andam juntas, no homem de Tao, um homem preguiçoso que só faz o que é necessário, como num rei sábio, o qual só faz o que é necessário em relação a alguma questão importante, numa atitude limpa, no fato de que grandes invenções nasceram do gosto pecadinho capital da preguiça: Por que ficar um tempão cozinhando numa panela comum se posso fazer isso em muito menos tempo numa panela de pressão? Aqui remete a tambores africanos, marcando para sempre a Cultura Popular Brasileira, nos tambores do samba, imitando as batidas do coração, fazendo da Vida o nervo da Arte, numa fluidez rítmica, na delícia uterina de uma piscina bem quentinha, remetendo ao útero sacrossanto de Maria, nossa Mãe divina que nos abençoa e quer o melhor para nos, na plenitude do Plano Superior, onde somos felizes e sabemos, na vitória da beleza fria dos números, deixando de ouvir as traiçoeiras palavras do coração, o qual pode nos meter em belas enrascadas, no caminho da mortificação, que é parar de pensar em bobagens. Aqui é a riqueza cultural do Brasil, com tantas vibrantes manifestações de Cultura Popular, amada pelo célebre Ariano Suassuna, como Festa da Uva de Caxias do Sul, expressando todo um povo.

 

Referências bibliográficas:

 

Arte. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.

Curriculum Vitae. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.