quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Chinneck é Chic (Parte 6 de 6)

 

 

Falo pela sexta vez sobre o artista britânico Alex Chinneck. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Sala de estar Hermes (2). Aqui é um equilíbrio, numa busca por harmonia, como uma pessoa se centrando na vida, buscando organizar a própria vida, num caminho de amor próprio, que é gostar de ser você mesmo, nas reviravoltas da vida, na ironia divina, colocando os “pingos nos is”. O cavalo é tal bicho majestoso, altivo, belo, forte, num símbolo aristocrático de tal altivez, remetendo a um certo senhor, o qual, para tentar se vender como aristocrata, espalhou a mentira de que tinha um cavalo de raça nobre, na sabedoria popular de que a mentira tem “pernas curtas”, pois não estou dizendo que você não pode se vender; só estou dizendo que, se for para se vender, que seja com fatos e com verdades, não com mentiras, um senhor que desrespeitava a inteligência dos outros, algo muito grave, pois um amigo eu amo e respeito, e nunca vou querer enganar um amigo, no caminho do apuro moral, caminho este que é ao sentido da vida, que é adquirir excelência moral. Aqui é a capacidade do artista plástico, que é pegar coisas dissociadas, associá-las e produzir algo novo, num caminho de produtividade, pois só com esta é que podemos ter paz na vida, numa vida centradinha, com os pés no chão, remetendo aos que vivem ao sabor do vento, sem se centrar, remetendo a duas certas pessoas de sumas inteligências, pessoas que não estão se colocando para o Mundo, e tenho que mostrar talento para o Mundo, e essas pessoas das quais falo estão perdendo tempo, como aquelas pessoas que levam uma vida meio vaga na Terra, errante, no milagre do desencarne, que é abandonar todos os problemas relativos ao corpo carnal, havendo no Plano Superior a necessidade da pessoa se manter ocupada com algo nobre, na perguntinha inevitável quando encontramos um ente querido lá em cima: “Onde estás trabalhando?”. O cavalo aqui é um Atlas sustentando o Mundo, nas responsabilidades de um chefe de família, trabalhando de Sol a Sol para prover um bom nível de vida à família, como um certo senhor, envolvido numa vida de pleno labor, proporcionando à família uma boa casa e bons carros, no peso de tal responsa, como em canções de um álbum famoso de Madonna, no qual a estrela fala sobre o impacto da maternidade em sua vida, como me disse uma senhora: Quando uma mulher se torna mãe, isso muda para sempre o modo dessa mãe ver o Mundo! Aqui é tudo por um fio, e o conjunto está prestes a ruir, como no mito da Torre de Babel, na competição fálica para ver qual país tem a maior torre do Mundo. Aqui, o cavalinho está num ponto tão frágil, num delicado equilíbrio, e um simples sopro pode fazer tudo ruir, na noção taoista de que fraco é forte de que forte é fraco, como, por exemplo, a crucificação de Jesus, humilhadíssimo, agredido, maltratado, odiado, machucado e ferido, numa figura de extrema fraqueza e vulnerabilidade, ou seja, uma passagem que se tornou tal poder e força, atravessando milênios, na recomendação taoista: Numa queda de braço, perca, pois quem perde e se torna o adulto e, quem vence, entra em inferno astral, o qual é complicado, pois tal inferno pode durar vários dias, como eu certa vez em atrito com uma moça, e esta ganhou a briga, entrando a moça, assim, em tal inferno, pois o inferno astral é complicado, pois tenho tudo para ser feliz, mas estou mal! O relógio no conjunto é a passagem do tempo, no modo humano de medir o tempo, remetendo às antigas ampulhetas, no modo como o tempo passa rápido, e, na vida, nada mais certo do que o desencarne glorioso, como no último dia de aula no colégio, abraçando merecidas férias, na noção espírita de que uma encarnação na Terra é um ponto valioso no currículo espiritual da pessoa, como cursar uma faculdade prestigiada, na delícia que é estudar e fazer muito bem feitos os trabalhos que os professores exigem, enchendo estes de orgulho, na cagada que cometi no passado, com o perdão do termo chulo, que foi subestimar a importância de eu fechar um ciclo e formar-me na faculdade, pegando na mão o diploma e enchendo os pais de orgulho, num esforço de vários anos, de dedicação, passando não só pelos estudos em si, mas pelos esforços de ir e voltar do campus todos os dias, e isso sem falar, é claro, da mensalidade, num filho grato aos próprios pais. As disciplinadas linhas aristocráticas são tal garbo, num caminho de elegância, como um bom perfume, no caminho da autoestima, que é gostar de si mesmo.

 


Acima, Sala de estar Hermes (3). Os livros são a reviravolta na invenção da impressão tipográfica, sepultando a era dos manuscritos. É a acumulação de conhecimento, como nos mosteiros medievais, numa era em que a tal conhecimento era um privilégio, não um direito, como na concessão de cidadania nos EUA, em levas de imigrantes buscando por oportunidades em países ricos, como no momento em Caxias do Sul, com muitos latinoamericanos buscando uma vida melhor na cidade da Serra Gaúcha, como, por exemplo, venezuelanos, os quais trato com respeito, dizendo eu “gracias” numa caixa de supermercado quando tal caixa é operada por um imigrante, numa questão de tato diplomático, na consciência de que o Ser Humano é universal, e de que somos iguais ao redor do Mundo, pois quando em algum lugar do Mundo nos deparamos com a inteligência, damo-nos conta de tal universalidade, como na universalidade das artes, dos esportes e das ciências. Aqui temos uma violação, um estupro, por assim dizer, e um buraco foi feito na biblioteca, como bandidos cavando buracos para roubar cofres, remetendo a vigilantes fortemente armados de carros forte, portando intimidadoras espingardas, na questão simples de Tolkien: o Ser Humano, acima de tudo, quer poder, em homens embriagados de poder, num Saddam energicamente aos subalternos: “Não estou pedindo que você faça isso; estou mandando!”, remetendo a homens nobres como Obama, na sabedoria do homem de Tao, que é nunca lançar mão da violência, mas, mesmo assim, um Obama firme, mandando executar Bin Laden, e aqueles que mentem acabam “enterrados como um cachorro”, rejeitados pelo corpo social, no modo social de punir os imorais, colocando estes em infernais presídios, num lugar que é qualquer coisa, menos um lar, sendo, mesmo assim, um inferno a prisão domiciliar, na questão de que só damos valor à liberdade quando perdemos esta, pois estar encarnado já é uma prisão; estar preso é duas vezes pior. A bolsa é o viajante, pessoas que gostam de passear pelo Mundo, nessas “aventuras”, no prazer de se conhecerem lugares, como no Plano Superior, com agências de viagens com pacotes de viagens para colônias espirituais, no prazer de esse entrosar com companheiros de viagem, como uma gentil moça certa vez, acolhendo-me em seu círculo social, em lugares tão fascinantes, nos versos de uma certa canção pop: “Nova York é bom! Paris é demais!”, em lugares tão ricos como o Louvre, no qual precisaríamos de, ao menos, sete dias dentro da instituição para darmos conta de tudo de Arte que o museu supremo abriga, na riqueza da França; no poder civilizatório da Arte. O quadro torto é uma fragilidade, um erro, uma inocente falha, como num freudiano ato falho, na imperfeição humana, como numa mãe zelosa que se esqueceu do filho no clássico de comédia Esqueceram de Mim, no modo como o sucesso é um cu, com o perdão do termo chulo, num Macauly Culkin o qual, até hoje, está tentando sobreviver ao sucesso de tal filme, no problema que é o sucesso, como Walter Salles, o qual vai ter que “sambar” para superar o Oscar recente que ganhou, fazendo do sucesso uma prisão, por assim dizer. As roupas penduradas são o dia a dia, numa bagunça mínima e inevitável, no cotidiano de uma casa, sendo limpa, com roupas lavadas e passadas, nas demandas da Vida, como num árduo trabalho de dona de casa, “matando-se” para manter uma casa limpa e organizada, numa vida de Maria, dura, como na personagem Pierina de O Quatrilho, esfregando o chão com força e vontade, no caminho do dignificante trabalho, ao contrário do morador de Rua, uma pessoa que quer fugir da luta, num Deus Pai que quer nos ver lutando! Nesse conjunto, temos o jogo entre côncavo e convexo, entre Yin e Yang, como nos carimbos da xilogravura, na ironia dialética de que tudo traz em si sua própria contradição, e aqui temos o jogo binário entre zero e um, numa foto em preto e branco, no glamour da Hollywood em preto e branco, como já ouvi falar eu que ao conversarmos com espíritos superiores, estes só respondem “sim” ou “não”!

 


Acima, Sala de estar Hermes (4). A vitrine é a sedução da sociedade de consumo, nessa ditadura do consumo, na metáfora de Matrix, no indivíduo sendo um escravo de um sistema: Tenho que “ralar” feito louco para produzir capital e, desse modo, adquirir bens cobiçados de consumo, fazendo da pessoa uma bateria alcalina, como um vampiro sugando em nosso pescoço. As sandálias são a humildade franciscana, na classe elevada das pessoas humildes, as quais, por serem modestas e humildes, não enfrentam tombos monumentais, na sabedoria popular de que a arrogância precede a queda, como um certo senhor ex prefeito, um homem arrogante, que não ouvia ninguém, um “reizinho” autocrata, por assim dizer, um homem que passou por um duro processo de impeachment, perdendo por anos o direito de exercer cargos de poder, como o deus nórdico Odin, o deus do Sol, dando uma dura lição de humildade ao filho Thor, deus do trovão, numa metáfora que vi recentemente do Facebook: Ao caminharmos de nariz empinado e arrogante, não vemos os buracos no chão e, dessa forma, caímos! A cadeira é o necessário repouso, como um celular carregando na tomada elétrica, num descanso necessário, remetendo a um certo senhor workaholic, o qual, em falta de respeito para consigo mesmo, chegou a tocar duas jornadas de trabalho sem descansar no meio, num caminho degradante, um senhor o qual tomou no cu muito bem tomado, com o perdão do termo chulo, e aqui, novamente, a Vida nos ensinando duras lições de humildade, e esta é o passaporte para o apuro moral, em homens de tamanha modéstia como o sábio, humilde e clemente Papa Francisco, nas palavras do imortal líder religioso: “Quem sou eu para condenar os homossexuais?”, na nobreza de unir o Mundo, e não dividir este com guerras e desavenças, na metáfora cromática, que são azuis em eterno pé de guerra contra amarelos, e, em tal Mundo instável e cruel, seja verde, pois não resolverás os problemas do Mundo, mas poderás ser uma figura na qual esperanças possam ser depositadas. Os livros empilhados são a formação de alguém, de alguma cabeça, no papel do bom professor, que é nos guiar e exigir de nossas cabeças, professores que nos fazem crescer, como minha querida professora de pré escola, e até hoje não esqueço da aula em que ela nos ensinou o discernimento entre os opostos, como o liso e o áspero, na simples noção taoista de que quando digo que algo é belo, é porque conheço o oposto, que é feio, pois se digo que há pessoas boas no Mundo, é porque conheço oposto, que são as pessoas más. Nesta instalação é o desejo do artista, que é ver sua opus exposta o quanto mais possível, na busca por reconhecimento e valorização, em artistas reconhecidos postumamente, em oposição aos reconhecidos ainda em vida, como o majestoso e inconfundível Andy Warhol, tornando-se símbolo de sofisticação, no modo como a  Arte pode ser algo fino, na Arte que tanto nos faz humanos: Os macacos não pintam. A bolsa é o objeto de desejo da mulher, em elegantes e sedutoras vitrines, como vitrines de joias, com vidros fortíssimos, a prova de bala, no papel das pedras preciosas, que é fazer metáfora com a imortalidade moral do espírito, e tais pedras, apesar de parecerem eternas, não o são, pois são matéria, e a matéria é fadada à danação, fazendo do Mundo Material tal ilusão, remetendo a um certo senhor fisiculturista, o qual passa os dias de sua vida puxando ferro em academias, um senhor vazio, que nada tem a mostrar além dos músculos, pois este senhor parece ser um deus, mas só parece, infelizmente. O cavaleiro ou amazona são a elegância aristocrática, em esportes elitistas como o Tênis, com os humildes gandulas catando as bolinhas na quadra, remetendo a um rapaz pobre gandula, o qual, ao pegar numa raquete e entrar em quadra para jogar, dava um “banho” em qualquer rapaz rico que jogava ali, na questão da força de vontade e na sabedoria popular de que Deus ajuda a quem ajuda a si mesmo.

 


Acima, Sangue, suor e lágrimas com um twist de limão. O nó é esse nó que um sociopata quer dar em nossas cabeças, numa capacidade de manipulação, como eu próprio tive que extirpar de minha vida um certo sociopata, o qual é, como sociopata, uma pessoa fora de tudo que é válido e lógico, e esses sociopatas são pessoas que enganam “meio Mundo”, pessoas diabólicas, que querem cultivar a desavença e o ódio entre as pessoas, na noção taoista de que os que mentem acabam enterrados “como um cachorro”, completamente rechaçados pela sociedade, nessa compulsão por mentira que o sociopata tem, como outro certo sociopata, uma pessoa que diz mentiras após mentiras, desrespeitando, assim, a inteligência dos outros, na contramão da amizade, pois um amigo é alguém que não quero enganar ou magoar, na imortalidade dos laços de amizade e amor fraternal, fazendo do amor tal força infinita, como na imortalidade dos vínculos de família, em zelosos avós e bisavós que nos iluminam lá de cima, no caminho do amor incondicional, sem cobranças, nas sábias palavras de Hebe Camargo: “Em amizade não pode haver cobrança!”. A vassoura é a limpeza, girando em torno da limpeza impecável do Plano Superior, em cidades tão limpas e bem administradas, remetendo à admirável paciência de uma certa senhora, a qual varre diariamente seu apartamento, algo um tanto difícil para mim, pois minha casa não é imunda, mas também não é tal limpinha assim! A vassoura é o labor, no duro labor de gari, passando os dias de sua encarnação varrendo calçadas por uma cidade, uma pessoa cuja dura vida é uma vassoura, com mãos calejadas e costas doloridas, e tendo que dar graças a Deus por ter um emprego, no modo como, aos que não têm muita escolaridade, restam os trabalhos mais duros, nas palavras de um certo senhor: “Se você não estudar, sua vida será uma merda!”, com o perdão do termo chulo, na delícia que é estudar, dedicando-se a uma faculdade, nas palavras de uma certa pessoa, a qual largou os estudos e subestimou a importância de fechar um ciclo: “Como eu gostaria de voltar a estudar!”. São os erros que vamos cometendo ao decorrer da jornada, como eu mesmo, também abandonando uma faculdade, mas, depois, corri em busca do tempo perdido e reentrei na faculdade, finalmente me formando, numa noite de encher de orgulho meus pais, remetendo a uma tragédia, um rapaz que foi brutalmente assassinado na semana da formatura de tal rapaz – é uma crueldade o que o Ser Humano pode fazer! Aqui não é um lugar muito limpinho, e a vassoura tem um papel importante aqui, e podemos ouvir o barulho do varrer, nos inevitáveis barulhos do labor, como máquinas em construções, no dia a dia de uma jornada, na dignificação do labor. É como um trabalho pode libertar, pois quando estou na frente do computador redigindo, minha cabeça está em qualquer lugar, menos dentro de casa, no poder libertador do labor e da Arte, como não canso de dizer que a Arte é de suma importância, pois é uma questão de saúde mental, e o que seria de nós sem nossos artistas?  Que seria do Brasil sem a MPB? O que seria do Mundo sem Hollywood? O nó aqui é um jeito sendo dado para contornar um problema, numa solução, nas sábias palavras de um certo senhor: “Tudo se dá um jeito!”. A vassoura é o labor dos desencarnados, pois no Céu a ociosidade não existe, com tudo fazendo parte da construção da grande carreira espiritual, da qual nada escapa, nem mesmo humilde labor de gari, remetendo aos espíritos de supremo apuro moral, trabalhando e gozando da felicidade suprema, recebendo as ordens diretas de Deus, que é o infinito, no imensurável poder de que nunca findaremos – não é poder demais? Neste cenário, a vassoura é a beleza limpa e o ambiente é a degradação, como moradores de rua, fugindo da luta pela vida, evitando abrigos de assistência social, nos quais a pessoa é confrontada com a realidade, colocando “seus dedos na tomada elétrica”, em choques de realidade. A vassoura é o labor sendo encarado, nas humildes palavras de uma Gisele aos fãs: “Desculpem, gente, mas tenho que trabalhar!”.

 


Acima, Seis pregos e meia dúzia de agulhas. Aqui é o caos, algo ruindo, como numa tragédia de terremoto ou maremoto, nas palavras de minha querida avó, ao se negar a ver o Globo Repórter que falava sobre um terrível terremoto no México: “Não quero ver as desgraças dos outros!”, nessa saudade que sentimos dos nossos avós, pessoas que estão no esperando lá em cima, na maravilhosa imortalidade de tais laços, na amizade que atravessa a Eternidade, num Deus que quer nos ver amigos uns dos outros, longe das guerras e das raivas, como em brigas de vizinhos, nesse “talento” humano para com a crueldade e o ódio, como num Trump belicista, gastando rios de dinheiro em conflitos, ou como no cruel ditador nortecoreano, arrancando dinheiro do povo para investir em armistício, em contraste com a Coreia do Sul, no k-pop estourando no Mundo, na vitória da festa sobre a guerra, fazendo da Coreia do Norte um país o qual DEFINITIVAMENTE nunca visitarei, um país no qual blogueiros são malvistos, no medo dos que os ditadores têm da liberdade de expressão, no modo como a geração de meus pais, que foi jovem nos anos 1960, foi sequelada pelos anos de chumbo no Brasil, na frustração de um artista sendo censurado. Aqui é um colapso, como impérios ruindo, como o Império Romano, outrora poderosíssimo, ruindo e se tornando um vulto apago do que foi, nos orgulhos humanos, com impérios que sobem e descem, permanecendo a imagem de humildade de Jesus, na simples manjedoura, na noção de da Vinci de que a simplicidade é o mais elevado grau de sofisticação, da limpeza, do minimalismo, como a simples e impecável bandeira nacional japonesa, no rubro sol oriental emoldurado pelas brumas da manhã nipônica, num povo japonês tão limpo, rico e polido, ao contrário de povos que emporcalham suas próprias praias, numa Patricia Pillar “furiosa” na orla carioca, catando da areia o lixo que deveria estar em lixeiras, numa Pillar que tanto ama o Brasil, uma pessoa coma qual me sinto honrado de ter trabalhado, numa PP que veio de baixo e se tornou todo o grande nome que se tornou, num caminho de persistência, numa mulher guerreira, que sabe que não pode faltar luta. Aqui é uma aniquilação, como um documento sendo rasgado, numa invalidação, como num rompimento, como um casal se separando, talvez faltando paciência e persistência ao casal, em casais que se separam frente ao primeiro desentendimento, como um certo casal que se separou, talvez sobrecarregado pelo fato de que os dois foram trabalhar juntos, e casa e firma são esferas diferentes uma da outra, na sabedoria taoista de que, tudo o que é demais, enjoa! Aqui é o poder de Jesus, dividindo em duas a História da Humanidade, no poder do pensamento sobre a finita matéria, pois a riqueza de Jesus está em seu pensamento, e não na lasca da cruz onde foi crucificado: Matéria é nada; pensamento é tudo. E o Plano Superior é feito de pensamento, longe das vicissitudes materiais, como doenças, fadiga e envelhecimento. Aqui é uma erosão, uma rachadura de forças da natureza. A rachadura é um ponto de reviravolta na vida de uma pessoa, uma pessoa que acordou para a realidade, sabendo que, se quero conquistar, tenho que ter mérito, nas sábias palavras de uma certa senhora: “O Mundo pertence aos dignos merecedores; o resto são tolos sinais auspiciosos!”. Aqui é uma vulnerabilidade, talvez num imóvel condenado, remetendo a tragédias de enchentes e destruições, e tais tragédias são uma prova forte de que é a imperfeita Terra que tenta imitar o perfeito Céu, em vicissitudes terrenas que acabam por causar um crescimento enorme no ser encarnado, em remédio amargos que trazem doces resultados, na sabedoria popular de Deus escreve reto por linhas tortas! Aqui está tudo por um fio, no modo como a paz é frágil na belicosa Terra, e nem a majestade de Jesus foi capaz de sanar tais problemas, numa Maria Tudor queimando pessoas vivas – é um horror, algo totalmente anticristão.

 


Acima, Só bolhas, sem rangido. Chinneck ama esses laços e nós, no desafio da criancinha em fazer os laços nos tênis, ou como fazer um nó de gravata, o qual não sei fazer, pois raramente uso gravatas e sapatos sociais, na sabedoria popular de que pode se julgar um homem pelos sapatos deste, na fala de Liza Minnelli sendo entrevista pelo imortal mestre gaúcho Tatata Pimentel, elogiando os sapatos deste: “Sapatos fabulosos!”. Os baldes são o dia a dia de uma diarista, num trabalho árduo, sofrido, nas demandas de uma casa, numa pessoa de classe média ou superior a isso, tendo condições de ter uma faxineira, ao menos semanal, um serviço caro, numa faxina que não deve custar muito menos do que trezentos reais, custando, no acumulado do ano, vários milhares de reais, no prazer de se estar uma casa recém limpa, com perfume de produto de limpeza, remetendo a uma certa marca de produtos de limpeza, uma marca que acabou não dando certo, pois competia com gigantes nacionais como a Unilever, na imagem de Davi enfrentando o gigante Golias, nas palavras de uma certa querida professora em minha faculdade: “Nunca deixe o fracasso lhe subir à cabeça!”, aqueles professores bons, que valem cada centavo da faculdade, frente a outros professores, mais medíocres – deve ser assim em qualquer faculdade. Ao fundo, máquinas de lavar, num cenário escolhido a dedo por Chinneck, no ritual de purificação, em um esforço sendo empreendido, talvez dando dores nas costas, no suor do labor, em todos os sentidos: Suar no sentido literal e no sentido figurado! Isso remete a uma certa pessoa, a qual fica por aí gastando seu dinheirinho suado, sem ter reservas, e reservas são importantes, no gostoso capital pecadinho da avareza, na imagem do Tio Patinhas nadando em sua caixa forte cheia de tesouros, na noção taoista: Quando mais tesouros tenho, menos seguro... É como a coroa imperial britânica, tão valiosa que nunca pode sair do cofre, nem no dia da pomposa coroação, no monarca usando uma réplica de bijuteria. O laço é um laço de amizade entre duas comadres, num relacionamento de intimidade e cumplicidade, como já ouvi dizer que um psicoterapeuta é uma comadre bem paga, uma pessoa que nos conhece profundamente, ao chegar ao ponto do paciente ganhar alta, com seus conflitos resolvidos, na glória da idade, que é estar bem resolvido, como um certo senhor homossexual, já um sessentão, absolutamente em harmonia com sua própria inclinação sexual, e isso, a autoestima, é algo lindo de se ver – parabéns amigo! O entrosamento é um alterego, uma pessoa de alta intimidade, em amigos que nos conhecem com profundidade, como um amigão meu da época de colégio, que certa vez olhou para dentro de mim e viu que, naquele momento, eu estava perdido existencialmente, ao contrário do amigo fútil, o qual só existe na hora da festa e do oba oba, um amigo fútil que não nos conhece profundamente, mas não chegando a ser um amigo falso, interessando em nossa ruína – são três níveis. Podemos ouvir aqui o som do labor, da água torcendo o instrumento de limpeza, em rituais básicos como um banho diário, ao contrário de zonas mais quentes do Brasil, nas quais o padrão cultural é dois banhos diários, na demanda de água numa cidade como Salvador, num Brasil heterogêneo, feito de muitos Brasis, inevitável isso num país de dimensões amplas, continentais, nas divertida palavras da adorável personagem Bridget Jones, falando de seu próprio traseiro: “Minha bunda do tamanho do Brasil!”, nesses personagens adoráveis, como Ugly Betty, ou Charlie Brown, personagens humanos, com defeitos, mas com corações de ouro, ao contrário do sociopata, que é uma inteligência brilhante a serviço de um espírito de raso apuro moral, um espírito que vai se depurar e um dia será um grande espírito de luz – o futuro é lindo. Aqui é um cortês aperto de mão, num trato entre cavalheiros, na elegância no fio do bigode, num polido trato diplomático, sempre primando pela paz e pela harmonia, como uma pessoa estilosa se vestindo, primando pela harmonia cromática fazendo, por exemplo, um tom sur tom de azul, vestindo roupas com variações diferentes de azul – estilo vem da cabeça!

 

Referências bibliográficas:

 

Alex Chinneck. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 15 jul. 2026.

Home. Disponível em: <www.alexchinneck.com>. Acesso em: 15 jul. 2026.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Chinneck é Chic (Parte 5 de 6)

 

 

Falo pela quinta vez sobre o artista britânico Alex Chinneck. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Primeiro beijo da última luz. O laço é um relacionamento, num amor e amizade entre duas pessoas, no modo como os amigos são o ouro da vida, e fora da amizade não há salvação, num Deus que quer nos ver amigos uns dos outros; num Deus que não quer ver guerras, raivas e desavenças. Eu próprio tive que comprar um desafeto em minha vida, expulsando de minha vida um sociopata, o qual, como sociopata, é uma pessoa completamente fora de parâmetros de lógica ou saúde, e realmente não penso em ter mais desavenças em minha vida, como uma certa senhora maliciosa e fofoqueira, a qual com certeza já deve ter falado mal de mim, uma senhora vazia e obtusa, miserável, apesar de ser financeiramente rica, com um certo semblante malicioso, tendo a coragem de me chamar de “querido” quando me vê na Rua – vá tomar no cu, com o perdão do termo chulo. O laço é o envolvimento emocional, no modo como pessoas têm medo de tal intimidade, com o medo de machucar seus próprios sentimentos. A luz é como a amizade ilumina a vida, na saúde mental que é se relacionar com tais entes queridos, no caminho lógico da amizade e do perdão, caminho natural, pois nenhuma desavença é perene, na noção taoista de que tudo acaba se resolvendo, como penas ao vento sendo retiradas. O laço é a humildade, na capacidade de se curvar e ter humildade, pois a arrogância precede a queda, e quem é humilde não se dá mal, no modo como a vida nos ensina duras lições de humildade, em vicissitudes que vão fazendo de nós pessoas melhores e mais moralmente depuradas, até chegar ao ponto da pessoa odiar mentir, e a mentira é naturalmente desmascarada, como num vilão de telenovela sendo exposto em sua bandidagem e mentira, pois a Eternidade é prazo para derrubar qualquer mentira, remetendo a um certo sociopata, o qual mente, mente e mente, afogando-se em sua própria vida de raso apuro moral, pois no Plano Superior as mentiras não entram, na vitória da verdade e da autenticidade. O nó aqui é como uma sociedade, como numa firma ou numa longeva banda de música, num casamento sem sexo que são as sociedades, em bandas longevas como o U2, sobrevivendo há décadas nessa “selva” que é a Indústria Fonográfica Mundial, remetendo a uma certa senhora, a eterna quase lá, a eterna quase estrela, a eterna morrendo na praia, uma mulher que já teve várias chances, tendo lançado vários álbuns, sempre fracassando, uma mulher que subestima o fato de que, em tal âmbito industrial, o artista precisa ter muito estilo e atitude, como nessa “bomba atômica” de atitude que é Lady Gaga, destacando-se e conquistando esse público exigente que é o público gay, em hinos pop como a frase “eu nasci assim”, encorajando rapazes e a assumirem com naturalidade sua própria inclinação sexual, num caminho de aceitação e autoestima, no modo como a sociedade heterocentrada não perde chances de agredir a autoestima do gay, infelizmente. Aqui é como um derretimento dos famosos relógios derretidos de Dalí, em noções de espaço e tempo sendo perdidas, como em termos cósmicos as medidas humanas de tempo e espaço nada significam, num espaço em que não há norte, sul, hoje ou amanhã, num espaço tão, mas tão vasto, na noção islâmica de que Alá é grande, fazendo da rápida velocidade da luz uma “lesma” de lenta em termos cósmicos, numa Humanidade que sequer sabe se há vida fora da Terra. Esse derretimento é como se apaixonar por alguém, nos sofrimentos que o coração pode nos trazer, fazendo do coração algo tão traiçoeiro, nos esforços de um consultório de psicoterapia, no terapeuta nos mostrando o Mundo da forma mais fria possível, racional, pois tal frieza serve pata proteger o coração e deixar este ileso e tranquilo, no modo como a pessoa que se deixa se guiar pelo coração, sofre, como um certo rapaz sofredor, sofrendo pelo coração, levando uma vida dura e árdua, numa certa carência afetiva, a qual destrói relacionamentos. Aqui é como um nó de gravata ou cadarços, num caminho de aprendizado, que é aprender tais laços, num caminho autodidata que é a vida, pois não há livro ou faculdade que nos ensine a viver. O laço é uma concórdia, uma concordância, sem atritos ou discordâncias, como num trato entre cavalheiros, no fio do bigode, no modo como o maior bem de um homem é sua própria palavra – dinheiro não compra honra.

 


Acima, Protótipo para pobre segurança (1). A escada é um acesso a algo, como nos chamados “alpinistas sociais”, pessoas que querem ascender socialmente, remetendo a uma certa senhora, a qual quis dar uma guinada em sua própria vida, fazendo uma cirurgia plástica, reformando sua casa e construindo uma bela piscina em seu pátio, tendo até a sensação, nos primeiros anos após isso tudo, de ter dado tal guinada, mas o tempo e foi passando e mostrando que nada mudara, apesar do esforço de tal senhora, e essa então mergulhou numa fossa depressiva muito forte e longa, decepcionando-se pela vida, na noção realista de que a vida é dura em qualquer lugar, na impossibilidade de se fugir de tais vicissitudes, na noção do carma que nos acompanha, na ilusão de se crer de que a vida vai mudar profundamente só porque nos mudamos de cidade, num desejo de se fugir da vida, como no morador de rua, uma pessoa que quer, com todas as suas forças, fugir da vida, da luta pela vida, na imagem do deus Marte, o deus da guerra, na pessoa lutando pela vida, no espírito de guerreiro, como uma certa senhora, a qual me ensinou que não há vitória sem luta, remetendo a uma certa pessoa, desanimada, sem vontade de lutar, como um surfista que não quer mais pegar onda, e enquanto estamos em tal fossa, a nossa vida está passando, e isso é muito sério. Os tijolos são o paciente trabalho de construção, no modo como prédios levam anos para serem erguidos, na sabedoria popular de que Roma não foi erguida num dia só, como no trabalho bíblico do Gênese, com vários dias tomando o tempo de Deus, o qual não quer nos ver desanimados, num Pai que quer nos ver lutando pela vida, na figura umbandista do Capa Preta, que é o lado macho da vida, da luta, como ver, por exemplo, uma ferramenta útil no Facebook, o qual pode ser muito pertinente se soubermos usá-lo a nosso favor, como operar uma ferramenta numa plantação. O muro são os limites, como entre vizinhos, na harmonia numa vizinhança, num mútuo respeito, na noção de que a casa do vizinho é só deste, no modo como o nível pode baixar em brigas de vizinhos, no eterno talento humano em nome da desavença e da guerra, em raivas ao redor do Mundo, em cenários infames como o Estreito de Ormuz, fazendo do Mundo um insensível tabuleiro de jogo, matando inocentes e destruindo lares, deixando rastros de fome e privação, em homens que pouco se importam com o sofrimento do homem comum. A escada é um crescimento e uma elevação, como num curso universitário, ou como no caminho autodidata espiritual, em encarnações duras que tanto nos ajudam a crescer, chegando ao ponto do espírito sentir a necessidade de aprendizado e depuração, em espíritos tão corajosos, que decidem reencarnar em contextos tão, mas tão duros, como um certo rapaz que conheci, o qual veio ao Mundo órfão, sem qualquer família ou referência, crescendo num duro orfanato, um rapaz o qual, além disso, tinha várias vicissitudes, sendo gay, negro e pobre, decidindo se dedicar à sua religião, que é a vibrante Umbanda, no termo “batuqueiro”, referindo-se aos tambores afro de tal culto. Aqui é como um trabalho paciente de erguimento, como na construção de um formigueiro, em seus labirínticos meandros, num caos que só a formiga instintivamente pode compreender, como num caótico atelier de artista, no qual só este pode se encontrar, na capacidade humana em se adaptar a ambientes, como fazer compras em nosso supermercado de costume, sabendo direitinho onde vamos encontrar tal mercadoria, ou como ir a uma cafeteria na qual os garçons já sabem de nosso pedido de sempre. Essa construção remete às sábias palavras de Obama, sugerindo desaprovação a terroristas: “Você será lembrado pelo que construiu, e não pelo que destruiu!”. É como o vândalo, uma pessoa sem lá muito amor pela vida em sociedade, e se nem amo nem respeito a vida, minha vida é um inferno, na desolação do Umbral, a dimensão sem amigos. A escada são essas simples e geniais invenções, tudo em nome da praticidade, em outra invenção simples e ótima, que é a bandeja.

 


Acima, Protótipo para pobre segurança (2). Aqui é uma ruptura, como uma certa drag queen, a qual provavelmente rompeu com suas próprias origens, raízes e família para se tornar quem se tornou, uma pessoa que sofre em cada momento de sua vida, sofrendo doses cavalares de preconceito e discriminação, quando não violência, na crueldade natural do Ser Humano, que é definitivamente esquecer que somos todos príncipes, filhos o do mesmo Rei, na revolução cristã do Reino dos Céus, o Lar Superior no qual temos total noção de estarmos entre amigos, como nas inocentes amizades de infância, sem interesses, longe do mundo dos adultos, os quais são cheios de interesses e ambições, no modo como a criancinha traz todo um residual de pré encarnação, trazendo vultos da felicidade simples metafísica, que é se contentar com pouco, como uma pessoa especial assim me ensinou. Essa bipartição é como um mitose, num ser vivo se dividindo e formando um par, como bactérias se disseminando, nas vicissitudes da matéria, como doenças e sujeira, em hábitos civilizatórios básicos como um banho diário, num caminho de autoestima, como ensina às meninas a boneca Barbie, ensinando que uma mulher pode ser o que ela quiser, nunca se descuidando, sempre se cuidando e se arrumando, num amor próprio, como uma certa professora que eu tive, a qual, de manhã bem cedinho, estava totalmente arrumada, no caminho do gostar de si mesmo, nos esforços de psicoterapia para o paciente descobrir o tesouro que ele mesmo é. Essa ruptura é como um trato desfeito, como um documento sendo rasgado, num papel rasgado, como um professor desaprovando o aluno, numa experiência pela qual passei, que é repetir de ano na escola, no modo social de punir aqueles que não têm muita disciplina, remetendo a uma certa mulher, uma aluna sempre muito aplicada nos estudos, passando em colocações ótimas no vestibular, estudiosa, sentando na primeira fileira na sala de aula, seguindo à risca as exigências dos professores, na natural competitividade da vida em sociedade, que é ver quem é o mais aplicado, como em concursos de beleza, exigindo agressividade competitiva, como um empresário entrando de forma competitiva no mercado, como um certo laboratório de análises clínicas, enfrentando a colossal concorrência de um certo plano de saúde, nas palavras na embalagem do tira manchas Vanish: “Melhor do que cloro”, como um atleta se preparando intensamente, sabendo da concorrência que encontrará na competição. Aqui é um movimento de decadência, como impérios em decadência, como o Egito, antes uma superpotência; hoje um mero sítio arqueológico, um país hoje pobre, um vulto da glória da era dos poderosos faraós, num Egito outrora temido militarmente pelos reinos vizinhos, nas prepotentes palavras de Trump numa reunião de estadistas: “Eu sou o patrão!”, na metáfora de Matrix: Um homem poderoso que o que? Mais poder! Aqui é uma separação, como num litigioso divórcio, em separações complicadas, nessa questão que é ser obrigado por lei a sustentar uma pessoa a qual não mais faz parte de sua vida, como aconteceu com um certo senhor, num casamento que acabou tão mal, como uma certa mulher, a qual estudou e estudou para, depois, tornar-se uma mera dondoca, sustentada pelo ex marido, e fora do trabalho e do estudo não há salvação, como eu digo a um querido ente recém desencarnado: Arrume um trabalho! Aqui são rupturas como no impacto reformista que separou a Europa entre católicos e protestantes, em execuções cruéis orquestradas pela sanguinolenta Maria Tudor, na extrema crueldade que é queimar pessoas vivas em fogueiras, algo que Jesus JAMAIS faria. Aqui é o impacto do Cristianismo em Roma, ao chegar ao ponto do imperador se converter a tal religião, no modo como tudo é processo, como no galgar das tecnologias, remetendo a eras em que definitivamente não se previa o download de música, o qual suplantou a era do bem de consumo, que foi o vinil, o CD, a fita cassete, a fita VHS e o DVD – hoje é tudo software! Aqui são pessoas olhando para direções diferentes, num casal rompendo.

 


Acima, Richard de York batalhou em Vegas. Mais uma vez, a paixão de Chinneck por zíperes. Aqui é como algo sendo inaugurado, como na Livraria Cultura de Porto Alegre, a qual inaugurou sem festas ou alardes midiáticos, simplesmente abrindo as portas num shopping da cidade, na beleza de qualquer loja da rede no Brasil, remetendo à decadência de mídias físicas como CD e DVD, na sabedoria popular de que o novo sempre vem, como no advento de Gaga, a diva da nova geração, uma artista a qual respeito enormemente, mas simplesmente não faço parte do fãclube, na questão do respeito: Se quiseres fazer parte do fãclube, és livre para tal; a única coisa exigida é respeito, no modo como dinheiro traz tudo, menos o que interessa, que é respeito, austeridade e dignidade, remetendo a duas senhoras ricas, as quais querem aparecer por aparecer, e ninguém no fundo respeita uma pessoa tão vazia, que nada de válido tem a trazer ou mostrar. Aqui é quase uma interatividade, pois o zíper nos convida e baixá-lo, na famosa capa de um disco de uma certa bombástica popstar, com o botão da calça jeans aberto, numa exibição sexual, uma artista tão ousada e provocante, uma pessoa a qual, por trás de tanta transgressão, é uma pessoa extremamente careta e pudica, na ironia de contradições naturais, no ditado popular: “Casa de ferreiro, espeto de pau!”. Podemos ouvir aqui o barulho do zíper sendo aberto, como num bom design de logomarcas, no qual podemos ouvir um som agregado, apesar de ser um desenho estritamente gráfico, sem sons agregados. Aqui é uma maçã caindo de podre do pé de macieira, numa verdade caindo de podre, em algo revelado logicamente, como no jogo Roda a Roda do SBT, nas palavras que vão sendo aos poucos reveladas, chegando no final lógico e natural, um jogo que desafia a inteligência, como no jogo de palavras cruzadas, as quais, disse uma biógrafa, agradavam muito a diva Elis Regina, numa atividade saudável, que exige da cabeça e mantém esta saudável, remetendo a uma certa pessoa de uma suma inteligência, num grande desperdício, numa pessoa que definitivamente não está se colocando para o Mundo, nas palavras de Tom Cruise: “Tenho que mostrar algo!”. Aqui é o trabalho de se encaparem livros e cadernos da escola, na lembrança que tenho de meu pai ajudando minha irmã e eu a encapar os artigos, iniciando mais um ano no colégio, em pais zelosos, sempre presentes na vida dos filhos, numa extrema responsabilidade, que é não só sustentar financeiramente, mas também incutir valores nobres na cabeça da criança, remetendo a um certo senhor, com quádrupla responsabilidade, que é sustentar a si, a esposa e as duas filhas, um homem que trabalha de Sol e Sol para prover um bom apartamento e bons carros, nas sábias palavras de conselho que recebi certa vez: “Pense bem antes de ter filhos, pois, se tiver filhos, sua vida nunca mais será a mesma!”, remetendo a homens que fogem das responsabilidades de pai, como uma certa senhora, com duas filhas de pais diferentes, pais que não ajudam com um único centavo, dois merdas, com o perdão do termo chulo. Aqui é como um mistério sendo elucidado, na revelação solar de que somos todos irmãos, filhos do mesmo Rei Supremo, o qual nos fez de forma absolutamente única e particular, especial. Aqui é como na revelação de uma premiação, com o vencedor sendo chamado ao palco, na frustração daquele que não leva o troféu, tendo que aceitar e respeitar o resultado, nas palavras de Kate Winslet ao levar um Oscar tendo concorrido com Meryl Streep: “Meryl, você vai ter que me engolir!”. Aqui é uma confidência, um segredo sendo revelado a uma fiel comadre, num consultório de Psicologia, no papel do terapeuta em guiar e fazer com que a pessoa se sinta melhor, mostrando o Mundo da forma mais fria e racional possível, preservando, assim, o coração de sofrimentos. Aqui é na revelação da personagem Ana do Véu, vivida em telenovela pela nossa querida Patricia Pillar, na moça revelando toda a sua beleza, na vitória da beleza da Terra da Estrela da Manhã.

 


Acima, Rock and roll. Esta esquina remete à famosa casa restaurante/bar/boate Ocidente, carinhosamente apelidada de Oci, regida pelo famoso Fiapo, uma figura emblemática de Porto Alegre, um empresário muito bem sucedido, que trabalha de Sol a Sol, e eu era “sócio” do Ocidente, frequentando a casa por inúmeras noites, nessa fase boêmia que tive em minha pós adolescência, uma época vivida, que ficou para trás, tirando de mim a vontade de seguir fervendo pela boemia, abandonando o hábito que eu tinha em tal época, que era tomar cerveja, um hábito que larguei de vez. Aqui, neste prédio, um cenário degradado, feio e decadente, como nas precárias cercanias do Mercado Público de São Paulo, uma urbe que reúne o Primeiro com o Quarto Mundo, nos abismos sociais brasileiros, como no Rio, nos morros em contraste com aos prédios de luxo à beira mar, no sonho de um favelado em sair da favela e morar num lugar mais bonito, em sonhos de loteria, na noção taoista, falando de um vencedor da loto: “Você não faz ideia a que nível fica reduzida uma pessoa que é considerada feliz na Terra!”, como um certo vencedor de tal prêmio, do qual aproximaram-se pessoas interesseiras, falsas, interessadas no dinheiro, como uma certa senhora celebridade, a qual está com um novo homem em sua vida, e reza o rumor de que este rapaz está com ela não porque a curte, mas pelo dinheiro, no modo como, de perto, o mundo das celebridades é desinteressante, com pessoas narcisistas que só sabem falar de si mesmas, dando uma eterna entrevista, na questão taoista do egoísmo: “Eu! Eu! Eu!”, nas vicissitudes da Vida que vão fazendo de nós pessoas mas depuradas, como no clássico A Lista de Schindler, com um playboy fútil que acaba se compadecendo com as dores e os sofrimentos do Mundo, em personagens que crescem e tornam-se pessoas melhores – nenhuma encarnação é em vão. Aqui é como uma transformação, no sapo que vira príncipe, remetendo a um certo senhor, o qual, por fora, aparentemente, é um príncipe; por dentro, um homem grossão, sem uma pingo de vida cultural, decepcionando a própria esposa, tendo essa acabando por se divorciar de tal homem, numa decepção profunda. Aqui é a transformação da Cinderela pela Fada Madrinha, no belo que se revela, havendo em tal fada uma aliada importante e poderosa, influente, podendo ajudar, no modo como todos precisamos de uma ajudinha, e ninguém faz tudo sozinho, no caminho da humildade, que é aceitar ajuda. Aqui é uma coisa feia revelando-se bela, como na famosa participação de Susan Boyle num reality show de concurso de cantores, uma mulher feia a qual, ao pegar o microfone, surpreendeu a todos, na beleza interna sendo revelada, como na pedra de ametista, que é feia por fora e maravilhosa por dentro, no caminho da pessoa subestimada, revelando ir muito além do esperado, em pessoas que nos ensinam lições poderosas e importantes, que é nunca subestimar, como na fábula da lebre e da tartaruga, e esta venceu porque aquela subestimou a seriedade da situação. Aqui é como um novo astro sendo revelado, no modo como não se pode viver só no passado, como em rádios, as quais, apesar de tocar clássicos, têm que estar conectadas com o que está sendo feito de novo no Mundo, numa rádio que não pode parar no tempo, como uma certa rádio, a qual, para a meninada que está vindo aí, é uma rádio de velhos. Aqui é uma violação de embalagem, numa ruptura, num estupro, por assim dizer, na importância suma do apuro moral, que é não cometer crimes ou desrespeitos, como no desrespeito do vândalo, que é emporcalhar a vida em sociedade, como num vilão de um desenho dos anos 1980, um vilão que sujava avidamente as ruas da cidade, havendo as maravilhosas cidades metafísicas, limpíssimas, remetendo ao humilde trabalho de gari, o qual é essencial para a vida em sociedade, um gari que leva uma vida tão dura, mas com tudo sendo incorporado à grande carreira espiritual, e nenhum trabalho é em vão ou desconsiderado. Aqui é um invólucro e uma proteção, como proteger o coração de sofrimentos, um coração que pode ser tão traiçoeiro – ouça a cabeça!

 


Acima, Sala de estar Hermes (1). Os tênis são como a transgressão no filme Maria Antonieta, num par de calçados All Star no closet da famosa rainha francesa, decapitada na Revolução Francesa, um grande golpe de estado, remetendo a um certo senhor, preso por ser acusado de participar de uma tentativa de golpe, no inferno que é estar preso, pois estar encarnado já é uma prisão; estar preso é a prisão dentro da prisão, ou seja, duas vezes pior. O piano aqui é a Arte, na ironia de metalinguagem, que é fulano falando de fulano, ou seja, a arte do piano falada pela arte das mãos de Chinneck, no poder transformador da mente do artista, deixando o Mundo perplexo com tal talento, como na suntuosidade das instalações do casal Christo e Jeanne-Claude, na função da Arte, que é deslumbrar, como um bom filme ganhando um Oscar, na noção taoista de que o sucesso é um cu, com o perdão do termo chulo: Walter Salles terá que “sambar feito louco” para superar o recente Oscar que recebeu, como nos cinco atores remanescentes do seriadão Friends, atores e atrizes que estão até hoje BUSCANDO sobreviver a tal sucesso, no modo como o sucesso pode ser uma prisão, uma jaula. Aqui é como uma elegante gravata borboleta, no garbo de um cavalheiro galante, elegante, encantando moçoilas, como um certo senhor que recentemente se suicidou, o qual era, na época do Ensino Médio, o galã queridinho das meninas, e claro que não é fácil de enterrar um irmão que se matou, na cabeça do suicida, que é não haver alternativa se não se matar, como Getúlio, achando que simplesmente não tinha escolha, havendo no Umbral o Vale dos Suicidas, a dimensão dos que desprezaram um presente, que é a vida. Aqui temos um nó extremamente apertado, rigoroso, como um rigoroso inverno, gelado, na figura do morador de rua, o qual não se importa de dormir no gelo de uma calçada, querendo, assim, fugir da luta pela vida, nos versos de nosso hino nacional: “Verá que filho teu não foge à luta!”. É o lado macho da vida, da batalha pela vida, como um certo senhor psiquiatra que respeito, o qual acorda de manhã, toma café, faz a barba, engravata-se e vai à luta, mesmo em meio a uma gélida manhã invernal, na qual queremos ficar no quentinho da cama. O nó é um forte braço viril, em mulheres viris e trabalhadoras, como a Pierina de O Quatrilho, esfregando o chão com força vontade, nas palavras de uma certa mulher brigando com o marido: “Eu me matando para manter esta casa limpa e organizada!”, no término dos três meses de lua de mel, quando a dura realidade bate à porta, em casais sem persistência, que se separam na primeira desarmonia, nas palavras de um certo senhor: “Estou até hoje casado com minha esposa porque ela aguenta meus defeitos!”. Aqui é uma grande restrição, como na retirada do passaporto italiano por descendentes de italianos ao redor do Mundo, um documento o qual, hoje em dia, é difícil de ser conseguido, com pessoas que ganhavam o passaporto com o objetivo de viajar tranquilamente pela União Europeia, numa “mordomia”. Aqui é como uma torneira bem fechada, evitando desperdícios, como uma pessoa pão dura, gastando só o mínimo, mas no modo como todos nós, de alguma forma, somos escravos da Sociedade de Consumo, na metáfora de Matrix, que é o indivíduo escravo de um sistema insano, numa “senzala”: Tenho que acordar para trabalhar, produzir capital e adquirir bens cobiçados de consumo, como um celular de última geração, no Mito da Caverna, que é a pessoa hipnotizada por tolos auspícios, no papel do filósofo, que é nos libertar de tal mito tolo. Aqui é um antes e depois, como Jesus, o centro sobrenatural da História, no poder do pensamento de um homem de ímpar inteligência, como no reinado da lendária Elizabeth I, dividindo em duas a História da Inglaterra, num ícone tão feminista, na prova de que o machismo é uma bobagem. Aqui é como uma bipartição, numa rachadura, num colapso, no lento e gradual colapso do Império Romano, nas vaidades humanas que ascendem e descendem.

 

Referências bibliográficas:

 

Alex Chinneck. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 15 jul. 2026.

Home. Disponível em: <www.alexchinneck.com>. Acesso em: 15 jul. 2026.