quarta-feira, 15 de julho de 2026

Akira Aqui (Parte 6 de 7)

 

 

Falo pela sexta vez sobre o pintor japonês Akira Ikezoe. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Futuro primitivo XIII. O vaso é o conforto do lar, na incumbência de se regar a plantinha, num trabalho de paciência, como ter um bicho, provendo este de toda as necessidades, como um certo menino, o qual implorou, por quase um ano, um cachorro à mãe, com esta cedendo e dando um shitzu ao rapaz, um rapaz que acabou se desinteressando pelo bicho, tendo a mãe, então, doado e o bicho a um casal de amigos, nessas vicissitudes da vida de mãe. O fundo rosa é tenro e feminino, remetendo a um certo time de Futebol, o qual pintava de rosa o vestiário dos clubes visitantes, querendo, assim, taxar de “veadinho” tal visitante, na ironia dialética de que tudo tem duas leituras, uma a contradição da outra: Por um lado, feminiliza o oponente; por outro, dá a impressão do anfitrião ter tal ausência de agressividade, sendo rosa a cor da casa de tal anfitrião, como no símbolo universal de Yin e Yang, com um trazendo um pouquinho do outro, no jogo de sedução cósmica entre tais opostos. A prateleira é a organização, numa mente organizada, centrada, numa vida centrada em algo nobre e produtivo, numa pessoa que está se encontrando em tal ordem e progresso, no lema positivista da bandeira nacional brasileira, a qual, apesar de bela, é mais complexa do que a simples e impecável bandeira japonesa, sem eu aqui querer ser antipatriota. De um tronco se deriva um ramo, como na ramificação monoteísta, com Cristianismo, Judaísmo e Islamismo, na universalidade da mente humana, da espiritualidade, com caminhos diferentes que levam ao mesmo destino, que é Tao, fazendo da Vida o nervo da Arte, a qual é uma questão de saúde mental, ao contrário de sistemas ditatoriais, que tolhem a liberdade de expressão, num cidadão que se vê escravo de uma ideologia, com esta ditando padrões de produção artística, num artista que se vê escravo de um sistema, como no Brasil militar, na frustração de ser censurado, como foi censurada a primeira versão da telenovela Roque Santeiro, com Betty Faria como a Viúva Porcina, uma Bette a qual, anos depois, deu a volta por cima como a inesquecível Tieta, numa novela tão popular, sucesso de audiência, no modo como a Vida exige que tenhamos paciência, na noção taoista de que, se eu esperar, posso agir, na noção de que Deus escreve certo por linhas tortas. Vemos uma planta caída e prostrada, deprimida, abatida, sem tesão para lutar pela Vida, como um surfista que não quer pegar onda, remetendo a uma certo senhor, numa fossa de décadas, um senhor o qual, no passado, tinha tal tesão, conquistando o respeito de um certo célebre professor altamente exigente, nessas pessoas num eterno labirinto, sem noção se vai para cá ou para lá, numa pessoa que quer fugir da luta, como um morador de Rua, nas palavras de uma certa médium espírita: Deus quer nos ver lutando, e não atirados nas cordas do ringue da Vida! Akira adora a vida das plantas, numa exuberância tropical em meio a um Japão de clima não tropical, na sedução de cidades como o Rio de Janeiro, no seu calor e sua natureza exuberante, num Rio que tanto pulsa Vida, na memória que tenho da casa de minha tia em tal cidade, como o canto de pássaros tropicais, numa cidade paradoxal, bela e complicada, com muita violência e criminalidade, nos abismos sociais brasileiros. As rodinhas da prateleira são a mobilidade e a flexibilidade, numa pessoa que se curva sabiamente, sabendo que o se curvar é o mais simples e sábio, como na polidez japonesa na luta de judô, com os oponentes se curvando em sinal de respeito, sem subestimar o oponente, na fábula da lebre e da tartaruga: Esta ganhou a corrida exatamente porque a lebre subestimou a seriedade da situação, como um jogador entrando com humildade em campo, no inevitável modo como a arrogância precede a queda. A Vida aqui é abundante, no milagre da Vida, numa Terra tão rica nesse sentido, no modo como temos que dar valor aos ecologistas: Temos que cuidar da Terra, pois o Homem não tem para onde ir! Uma planta aqui desponta como líder e elite, no ponto mais alto da cena, como na liderança de um grupo, na irresistível hierarquia espiritual, nunca imposta à força, no mais moralmente depurado guiando o menos, na força da classe e da fineza, num Ser Humano sempre equivocado, achando que a grosseria é o melhor e mais eficiente caminho, com um certo senhor, embriagado de poder.

 


Acima, Futuro primitivo XIV. Aqui temos uma quebra e uma interrupção, como num suicídio, ou como alguém largando a faculdade para nada fazer no lugar desta, como um certo senhor, o qual desvirtuou a própria vida, abandonando um curso superior, num intenso empobrecimento existencial, um senhor que fica em casa o dia inteiro perguntando a si mesmo por que será que nada acontece em sua vida, pois, fora do trabalho e do estudo, não há salvação, como no Plano Superior, no qual temos que nos manter produtivos de alguma forma nobre, pois como posso respeitar alguém que merda nenhuma faz, com o perdão do termo chulo? Vemos uma mesa, um suporte, como um poderoso aliado nos ajudando de alguma forma, como certa vez no meu Ensino Fundamental, com a rigorosa diretora do colégio me ajudando a ser respeitado pelos meus colegas, os quais me submetiam a bullying, na perversidade do Ser Humano, que é esquecer que somos iguais perante o mesmo Rei, na nobre intenção democrática, que é nos igualar perante a urna eleitoral, deixando de lado gênero, classe social, raça, religiosidade etc. Vemos plantinhas pequeninas, coadjuvantes, como num jovem Ronaldo reserva na Copa de 1994, jogando na de 1998 e dando a volta por cima na Copa de 2002, no Penta, na comoção nacional que tal torneio traz ao Brasil, numa tristeza no senso comum do brasileiro, num Brasil que já deixou de ser o país do Futebol, deixando para trás os áureos tempos em que, nos sorteios de grupos da Copa, ninguém queria pegar o Brasil! Vemos uma forma como um balão de São João, nas festas tipicamente brasileiras, no poder de tal cultura popular, fazendo da Festa da Uva tal momento de projeção social, na comunidade que se vê projetada e representada, no poder da rainha, que é representar a beleza de tal terra, numa rainha que tem que ter um ar não de gatinha, mas de mulher madura, fazendo, assim, metáfora com o ponto de maturação da uva na época de vindima, fazendo da Itália tal país das vindimas, com cada comunidade com sua identidade cultural, num ato de agradecimento ao labor árduo do colono italiano, o qual é nosso herói. Vemos uma mangueira jogada e inutilizada, sem função, no poder da dignidade, que é servir ao Mundo, na pessoa se sentir importante no Mundo, como num artista querendo renome e fama, num fracasso como o de Van Gogh, só reconhecido postumamente, numa espécie de “vingança póstuma”, fazendo com que mandemos à merda os que nos subestimavam, com o perdão do termo chulo, como um certo senhor, o qual foi, há anos, falar mal de mim em público – chupe esta manga, rapaz! Como é gostoso o pecadinho capital da ira e da vingança! De um vaso vemos uma ramificação tripla, em todas a ramificações cristãs, como o anglicanismo, em transgressões inevitáveis, na noção de que tudo é processo, como as línguas, as quais vão aparecendo e desaparecendo, como no latim, fonte das línguas latinas, um latim que desapareceu, com ultraconservadores, que acham que os ritos católicos têm que ser em latim, em toda uma ala conservadora do Vaticano, em homens nobres e únicos como o imortal Francisco, clemente, com o intuito de unir as pessoas, um homem excepcional, abrindo inovações as quais transformaram para sempre o Vaticano. Vemos um tronco cortado, em mortificação, como lenha para fogueira, ou como troncos de eucaliptos para obras de construção civil, na estratégia do reflorestamento, como na via gaúcha da Rota do Sol, com vastas matas de reflorestamento, no modo como a era digital abreviou enormemente o uso de papel, em adventos de tecnologias como o e-mail, o qual, hoje, é banal, um e-mail o qual, eu próprio uso pouco, pois, com as redes sociais, o uso do e-mail ficou menos volumoso, numa tecnologia tão “louca”, com você conversando em tempo real quem está a milhares de quilômetros de distância, em outro continente, na minha geração, que viu o sepultamento da era analógica. Na base do quadro vemos uma discreta bifurcação, como gêmeos siameses, em espíritos de alta coragem, escolhendo reencarnar em tal incrível vicissitude.

 


Acima, Futuro primitivo XV. O fundo preto é tal discrição, remetendo a uma brincadeira que fiz certa vez com uma mulher, a qual estava de preto da cabeça aos pés, e eu perguntei, como piadinha: “Onde é o enterro?”, e a mulher levou a brincadeira a “ponta de faca”, carecendo de bom humor, no risco que corremos quando fazemos uma inocente brincadeira com alguém. Vemos um vulcão, nas forças da natureza do famoso vulcão que destruiu Pompeia, nas vicissitudes naturais, como em maremotos japoneses, ou terremotos na Venezuela, num momento de auxílio humanitário, com envio de ajuda e recursos financeiros, no modo como tais catástrofes nos trazem a mensagem de que somos irmãos, na classe de uma Cate Blanchett, compadecendo-se com o sofrimento do povo gaúcho nas recentes enchentes, numa atriz que se deu ao trabalho de pegar um avião até Porto Alegre para ter uma audiência com o governador, nesses artistas que nos dão exemplos de solidariedade, algo tão raro no Ser Humano, o qual tende à guerra e à desarmonia, sempre. Vemos uma pequena piscina, com plantinhas, como brincar com os amiguinhos no verão, numa piscina, em doces diversões de verão, à beira da água, na magia do verão, das férias, no descanso, o qual não pode faltar, ao contrário do workaholic, o qual só trabalha e não vive, como um certo senhor, sem respeito para consigo mesmo, ao ponto de não descansar entre duas jornadas de trabalho, num caminho degradante, num senhor que fracassou, fechando as portas da empresa que abrira, voltando a ficar submetido a um patrão, e a Vida não nos ensina duras lições de humildade? Vemos uma variedade de folhinhas pequeninas, como num astro com vários fãs, pessoas comuns, em pessoas que se tornam excepcionais, como uma pessoa batalhando pela vida, como numa Patricia Pillar, batalhadora, uma mulher que veio do nada e tornou-se tal grande nome que se tornou, ao contrário de quem é privilegiado, com um pai poderoso ou uma mãe poderosa para abrir portas na indústria, como um Tom Cruise, o qual veio do nada, sobrevivendo desde os anos 1980 nesta “selva” que é Hollywood, a terra do fracasso e da frustração. Vemos vasos bem pequenos, comuns, irrelevantes, subestimados, como discretos coadjuvantes num filme, fazendo se sobressaírem os protagonistas, na noção de comparação: Quando digo que algo é grande, é porque comparo com algo menor, como num casal em que o homem, mais alto, se destaca, o qual se destaca exatamente por estar ao lado da esposa mais baixinha, na noção taoista de que liso e áspero, fácil e difícil são faces do mesmo trabalho, como numa Marisa Monte em turnê: Na hora de cantar no placo, prazer total; por outro lado, o trabalho da turnê, com muitas estradas, aeroportos e hotéis, sem falar no trabalho de transportação de equipe, banda e maquinário para a realização do show, ou seja, não há trabalho que seja cem por cento prazer. Vemos uma luminária caída, algo inusitado na obra de Akira, o qual costuma trazer plantas, seres vivos. A luminária é a iluminação da mente do artista, em ideias felizes, como num bom roteirista, bolando uma história bem contada, nessa doença crônica de Hollywood, que é a escassez de bons roteiros, com filmes tecnicamente bons, mas com argumento pobre, como um certo recente filme, uma porcaria, sinto em dizer, numa história sem pé nem cabeça, admirando-me o fato de tal roteiro ter passado pelo crivo do estúdio. Vemos uma forma como um fóssil, com marcas de vegetação, no trabalho científico de reconstituir eras no Mundo, como me disse um certo professor: Reconstituir uma civilização extinta é como remontar uma pessoa a partir do lixo desta. Neste quadro vemos uma estrutura de concreto, simples, minimalista, modernista, como em casas modernistas feitas há um século, parecendo que foram criadas hoje mesmo, em 2026, no poder da transgressão modernista, que “sepultou” a arte acadêmica, em sopros necessários de renovação, numa época em que a Renascença era o último sopro de renovação a Europa, ressuscitando a Antiguidade Clássica, com cada geração com seus ícones.

 


Acima, Futuro primitivo XVI. Na base uma estrutura azul, como um meio ovo, como no domo do Senado em Brasília, na obra de Niemeyer, num jogo entre côncavo e convexo, num talento de Arquitetura, num caminho de identidade brasileira, como na enorme incumbência do Cinema Brasileiro, que é encontrar tal identidade, “libertando-se” de Hollywood e das influências desta. Uma forma é como um fogo cinzento, nas cinzas como os vestígios, como nos vestígios de um crime, num minucioso trabalho de reconstituição, no trabalho de remover as cinzas e limpar a lareira para uma nova queima de lenha, na sedução de um vinho na beira da lareira num dia ou noite frios, no romantismo dos enamorados, como um casal buscando recuperar o calor na relação, como numa segunda lua de mel, ou como inocentes joguinhos eróticos, como passar talco na nádega do outro, num caminho de intimidade, em pessoas que se tornam tão importantes em nossas vidas. Vemos estruturas como flechas reunidas, escoradas, num formato de cerca com lanças, como um soldado fazendo a guarda, na proteção de lares, numa “neurose”, que é prever possíveis crimes, no cuidado de se instalar cercas elétricas, num filão de mercado, que é a segurança particular, remetendo a eras em que não eram necessários tantos aparatos de segurança, como na Caxias do Sul na primeira metade do século XX, com as casas abertas, sem medo de assaltos, fazendo do Plano Superior tal lugar em que estamos entre amigos, sem paranoias de assaltos e criminalidade, num plano de apuro moral, em que ninguém quer nos mentir ou nos enganar, na delícia de se estar entre amigos. Vemos uma forma como um vulcão inativo, pacífico, dormente, como uma pessoa na “tocaia”, esperando pelo momento para agir, na noção taoista de que, se sei esperar, posso agir, num caminho de calma e serenidade, esperando pelo momento propício, como na persistência de se vender um imóvel, sabendo que o momento vai chegar propício. Vemos uma forma como um aquecedor de ambiente, nos invernos no RS e em SC, em padrões culturais como um banho diário, ao contrário da Bahia, na qual a pessoa toma dois banhos por dia, na demanda de água em tal urbe, fazendo da Bahia, na prática, um país à parte. Vemos um buraco, uma intervenção, como num corte cirúrgico, num corte de bisturi, em um momento de grande seriedade e concentração da parte do médico, como uma amiga minha, fazendo parto de cesarianas, seríssima, no peso adulto da responsabilidade, no modo como a juventude perfeita é uma invenção de velhos, pois na juventude não temos cautela, sabedoria, paciência ou juízo, ou seja, é uma merda, com o perdão do termo chulo. Vemos formas que parecem ser os aparatos judaicos de sete velas, fazendo dos judeus tal povo perseguido, tendo que adotar sobrenomes para despistar tal perseguição, no impacto de filmes como A Lista de Schindler, em preto e branco, num momento do filme que mostra uma menininha de vermelho, menininha que, em outra cena, aparece morta e reduzida a cinzas, tudo por causa de um grande sociopata, na capacidade do sociopata em manipular pessoas e tomar o controle de estados inteiros, como um certo sociopata que se tornou presidente, o qual se elegeu por ter uma aparência impecável, acima de qualquer suspeita, um sociopata malicioso que sabe que, na vida pública, a aparência da pessoa é extremamente importante, remetendo a certas senhoras de má aparência, as quais creem que, se arrumarem-se muito, serão tidas como dondocas fúteis e peruas frívolas, o que é um equívoco, com uma certa senhora que concorreu a prefeita, como cabelo de qualquer jeito, sem um único pingo de maquiagem, com as unhas de qualquer jeito e com uma visual pobre, sem distinção, remetendo a grandes talentos estadistas como Elizabeth I, a qual levava extremamente a sério o se arrumar na hora de ir a público, e isso ganha a confiança do povo. Vemos uma espécie de funil, como na seleção de um concurso vestibular, selecionando os mais estudiosos, na formação de nossas elites, que pensam acima da média.

 


Acima, Não tão natureza morta I. Vemos palmeiras cortadas do pé, alienadas, como cortar árvores para se obter lenha, num trabalho de extração, de exploração da natureza, em eras em que não havia legislação de crimes ambientais, fazendo do século XXI tal momento ecologista, como em celebridades ecologicamente engajadas, dirigindo somente carros elétricos, no cheiro de óleo diesel de cidades como Nova York, ou Pequim, no preço do progresso, em problemas como o descarte do lixo plástico, numa Humanidade ainda muito dependente do plástico. Vemos um objeto como um ovo, na expectativa de algo que vem, como num nenê chegando numa família, na bênção que é uma criança, “derretendo” o coração dos avós, fazendo da criança algo tão inocente e especial, pois a criança traz um residual do Plano Superior, a dimensão do amor incondicional, que é o amor sem cobranças, ao contrário dos negócios, no popular ditado: “Amigos, amigos; negócios, à parte!”. O ovo parece um coco, numa fruta tão exótica e única, ma magia das frutas, obras de Tao, o grande criador, em magias como a da manga, da Índia, dando muito bem no Brasil , sendo ambos países de clima quente, em diferenças culturais, como templos hindus tomados de ratos, em riscos enormes de leptospirose, como já ouvi dizer que são insalubres as condições de limpeza na Índia, na qual a vaca é sagrada, em contraste intenso com o Ocidente, que consome avidamente a carne de tal animal, no tradicional hambúrguer. Vemos folhas picotadas, podadas, como num revigorante corte de cabelo, numa renovação, num caminho de autoestima, que é a pessoa se arrumar e gostar de si mesma, no exemplo do psicoterapeuta, arrumado, bonito, gostando de si mesmo, como no filme As Patricinhas de Beverly Hills, numa menina primeiramente sem tal autoestima, recebendo o auxílio de outras duas moças com autoestima, fazendo de tal menina uma pessoa com tal amor próprio, numa reinvenção. Vemos uma forma como um boné, que é o resguardo e a proteção, num acessório jovial, como disse uma certa popstar, dizendo que há dias em ela se sente masculina e veste-se como um menino, fazendo da moda e do estilo tais meios de se expressar, no poder da indústria da Moda, movendo tanto dinheiro em tal mercado, em cobiçados bens de consumo, na escravatura da sociedade de consumo: Tenho que trabalhar feito um “burro de carga” para produzir capital e, deste modo, adquirir bens cobiçados de consumo, como roupas, carros, celulares, joias etc., fazendo do indivíduo tal escravo de um sistema, na metáfora de Matrix, que é aprisionar e manter sob controle o cidadão. Vemos plantinhas que parecem ser levadas pelo vento, numa humilde curvatura, no caminho da discrição e da humildade, que é nunca subestimar a seriedade da situação, como no filmão A Rainha, com a célebre monarca se vendo acuada, tendo que tomar ações em relação ao falecimento trágico da ex nora, chegando a um momento, no final, em que a monarca diz: “Tenho escolha?”. O vento é tal força natural, por vezes causando tragédias e destruição, fazendo de tais intempéries a prova de que é a imperfeita Terra quem tenta imitar o perfeito Céu. Vemos uma estatueta como um corpo humano sem cabeça, como numa execução, com o carrasco com seu machado, em países como os EUA, com pena de morte, ao contrário das sentenças brasileiras, em aspectos como a progressão de pena, com um sociopata que sairá da prisão sendo o mesmo sociopata de sempre, pois uma pessoa de tal raso apuro moral JAMAIS vai se regenerar em vida. Vemos uma máscara africana, na magia carnavalesca de fantasias e máscaras, ou como em rituais africanos de magia, na figura do feiticeiro da tribo, fazendo da Arte tal recurso de magia, como na magia de carisma de popstars, arrastando multidões para shows Mundo afora. Na base, vemos rochas residuais, nas profundezas geológicas, como nas raízes de vinhedos, na magia das entranhas da terra, como veias colhendo nutrientes, na seiva vital correndo como nutritivo sangue, na magia da Vida, no mistério que faz um coração bater.

 


Acima, Não tão natureza morta II. Uma majestosa flor se ergue soberana, exuberante, no crisântemo chinês, na universalidade das flores, da beleza, num adorno que é um presente dos enamorados, nos eternos ramalhetes de rosas do Professor Girafalez para a Dona Florinda, num amor cego, que só vê coisas boas no namorado, nos eternos versos de Tim Maia: “Quando a gente ama, não pensa em dinheiro; só se quer amar!”, num amor profundo que não cobra qualquer preço, em pessoas tão especiais, que passam por nossas vidas deixando tais marcas eternas, em pessoas que se tornam nossos amigos para sempre, conhecendo-nos profundamente, no poder da amizade, a qual é o sentido da Terra e do Céu, pois fora de tais laços de amizade não há salvação, na saudade que sentimos de velhos amigos, na inevitabilidade da Vida, que é separar as pessoas, pois cada um acaba indo para um lado diferente, e a Vida são tais constantes oportunidades de fazermos tais amigos. Vemos uma fumaça mágica, como na alegre feminilidade de Jeannie é um Gênio, da TV americana, na mulher se transformando em mágica fumaça rubra, na magia de perfumes doces femininos, nos versos fogosos de uma certa canção rock: “Lábios como açúcar! Beijos de açúcar!”. A fumaça é tal glamour que enfeitiça, num jogo de sedução entre masculino e feminino, como no flerte no filme O Amor custa caro, ou como no jogo de sedução de Cleópatra, num talento estadista, uma mulher com a qual morreu a multimilenar tradição faraônica, no inevitável modo como os impérios nascem e morrem, ou como já vimos, no Showbusiness, estrelas aparecendo e desaparecendo, como uma moça chamada Betty Boo, a qual teve um relativo sucessinho no início dos anos 1990, e hoje, décadas depois, não fazemos ideia de onde está tal mulher, e nem sabemos se ainda está viva, pois os que param de lutar pela Vida, desaparecem, remetendo a carreiras longevas, de artistas que têm a humildade de virar a página e recomeçar do zero, numa eterna reconstrução e reinvenção. Na base vemos uma tartaruga, retirada dentro de sua concha, num recolhimento do lar, no lugar sem igual, no conforto do lar, fazendo das guerras tal força horrível, pois as guerras arrancam as pessoas de seus lares, deixando rastros de fome e destruição, e nem a majestosa passagem de Jesus pela Terra soube sanar os problemas do Mundo, fazendo de Jesus uma imagem em que podemos depositar as esperanças de que uma vida melhor nos espera lá em cima, na dimensão em que vivemos num mundo feliz de amor e amizade. No topo vemos uma separação, com duas formas separadas, como em gêmeos sendo separados no nascimento, no modo como há uma grande intimidade entre gêmeos, remetendo às explosões de Vida em ninhadas de cães ou gatos, na força da Vida, do cio, num animal escravo de tal libido, ou como pessoas adolescentes, escravas de seus próprios hormônios, nas imponentes palavras de Marta Suplicy a uma plateia de adolescentes: “A adolescência é uma época em que se masturbar dez vezes por dia é perfeitamente normal!”, deixando a plateia perplexa com tal imponência, numa Marta muito elegante, num tailleur impecável – dá gosto de se ver uma mulher elegante! Vemos formas como hélices num parque eólico, no caminho dos combustíveis limpos, como na casa em que morei com minha família, com placas que captavam energia solar, em eventos como a Cop, alertando a Humanidade, em esforços como o do príncipe inglês William, preparando-se para o destino que o aguarda, um rapaz que quer muito servir ao seu amado país. Vemos mudinhas bem pequeninas, como girinos, ou como num berçário, num jardim de infância, numa escolinha, quando a criança começa sua vida social, relacionando-se com outrem. Vemos formas como peixes, em animais tão bem adaptados, espertos, esquivando-se de predadores, na magia do sushi, o peixe cru que ganhou o Mundo, na universalidade da boca humana. Vemos uma planta murcha e sem vida, derrotada, mortificada, na mortificação espiritual, que é parar de se pensar em bobagens e começar a se ater ao que é importante, protegendo o coração de sofrimentos.

 

Referências bibliográficas:

 

CV. Disponível em: <www.akiraikezoe.com>. Acesso em: 30 mai. 2026.

Paintings. Disponível em: <www.akiraikezoe.com>. Acesso em: 30 mai. 2026.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Akira Aqui (Parte 5 de 7)

 

 

Falo pela quinta vez sobre o pintor japonês Akira Ikezoe. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Futuro Primitivo VI. A prancha é tal belo esporte – o surf. Além de belo, é também muito conectado à Natureza, como me disse certa vez um rapaz, o qual queria se mudar para Florianópolis para ter um fábrica de pranchas, num trabalho artesanal, nas mãos dedicadas do artesão, calejadas, numa ocupação, ao contrário de pessoas ociosas, que nada fazem de seus dias na Terra, como uma certa senhora, rica e, ao mesmo tempo, miserável, e como posso tirar o chapéu para uma pessoa que não faz merda alguma, com o perdão do termo chulo? A mesa é a elegância do lar, num bom decorador, montando ambientes de sonhos, no prazer de se estar em casa, no prazer Yin do recolhimento, na recomendação taoista: Entenda a força e a credibilidade do Yang, mas seja mais Yin dentro de si mesmo, na metáfora do Super Homem, no pacato Clark Kent que se transforma em tal homem poderoso: Seja pacato e serás um gigante! Vemos um vaso “gordinho”, no receptáculo feminino de Galadriel em contraste com os rudes pés masculinos de Frodo, na capacidade de um diretor em transformar livros em filmes, como um certo senhor, o qual vivenciou que o sucesso é um amante infiel, um senhor que obteve muito sucesso com um determinado trabalho, nunca mais tendo, até o final da carreira, outro sucesso igual, como no famoso álbum Duets, de Sinatra com outros grandes astros, um sucesso total, fracassando retumbantemente o álbum posterior, o Duets II, ou como na primeira Playboy de Galisteu, ouro total, sucesso avassalador, fracassando a segunda Playboy dela, anos depois, nesse amante infiel que é o sucesso, fazendo do sucesso uma merda, com o perdão do termo chulo, fazendo do sucesso tal problema, como o diretor Walter Salles, o qual tem o enorme desafio de superar seu recente Oscar. Vemos uma forma como uma borboleta, num símbolo de graça, delicadeza e feminilidade, beleza, na magia de borboletas coloridas, num cio de primavera, nas borboletas ensandecidas entre as flores, nos versos de uma canção de Marisa Monte sobre uma borboleta: “Vivo no meio das flores procurando quem me queira!”. Vemos uma luminária, numa ideia feliz, numa ideia de artista ou publicitário, em alguém sendo feliz ao desenvolver um conceito, numa profissão simbolizada pela lâmpada, numa pessoa sendo feliz em ter ideias, como num bom compositor, tecendo uma canção bela, em gênios como Jobim, tecendo o icônico álbum com a suprema Elis, juntando dois monstros sagrados da MPB – não tem como dar errado! Vemos um vaso sem vida, infeliz, infértil, como um homem estéril, que não pode ter filhos biológicos, como um certo senhor de Hollywood, o qual já tentou ter filhos biológicos com várias mulheres, vendo-se obrigado a adotar, num ato nobre, acolhendo uma criança de pouca sorte, a qual veio ao Mundo sem pais. Na base do quadro, uma folhagem exuberante, como nos cabelos ralos do personagem Cebolinha, na magia do universo infantil de Mauricio de Souza, um gênio brasileiro, tanto conquistando as crianças da nação, nesse dom de se conversar com os infantes. Vemos uma planta altíssima, luxuriante, como uma palmeira sexy de Beverly Hills, como uma pluma exótica e exuberante, como no clipe Vogue de Madonna, um clipe chic, sofisticado e elegante, com plumas revelando a beleza refinada e aristocrática, no termo “atitude”, que é ser marcante, na incumbência do popstar em ter tal atitude, destacando-se a nível mundial, como Lady Gaga, uma bomba atômica de atitude, no seu famoso vestido de pedaços de carne, no caminho da simplicidade: Atitude não é sinônimo de gastar fortunas em trajes, no caminho da simplicidade, o mais elevado grau de sofisticação. Vemos um vasinho pequeno com formas circulares, como ovas de um inseto ou peixe, remetendo à cara iguaria que é o caviar, sem eu querer aqui ser blasé: Caviar tem gosto de peixe podre. Vemos na base um pau nu, como no pau fálico do monumento dos irmãos Bertussi, na zona rural de Caxias do Sul, ícones da música tradicionalista gaúcha, no formato abrasivo piramidal, na agressividade de uma Elizabeth I, encarando a então toda poderosa Espanha, nesses talentos estadistas. Vemos aqui tudo disposto de forma harmônica, como numa decoração do lar, ou numa coleção de museu, com tudo catalogado, ao contrário do caos de casas de acumuladores compulsivos.

 


Acima, Futuro Primitivo VII. O fundo é quente, como nas cores vibrantes dos anos 1970, no advento da foto colorida, num antigo anúncio de filme fotográfico, com pessoas vestidas cada uma de uma cor, nos versos de Janis Joplin: “Ó Senhor, não vais comprar para mim um televisão a cores?”. É o galgar das novas tecnologia, como para a minha geração, que foi criança nos anos 1980, em plena era analógica, uma geração que fica perplexa com os avanços contemporâneos, com tudo sendo feito a partir dos dispositivos móveis, sepultando as máquinas de foto e as máquinas de filmar, na incrível era da IA, como na perfeição de um certo anúncio publicitário, fazendo a cantora Maria Rita interagir com sua mãe Elis! Vemos um pau torto, numa reverência, numa humildade, na humildade das pessoas elegantes, e não é insuportável uma pessoa arrogante, que se acha imune a erros? É como uma certa senhora – só ela sabia hora certa de fazer piadas e só as piadas dela eram engraçadas, nessas pessoas que se acham perfeitas. Vemos uma forma que parece ser um receptáculo, como em água acumulada em folhas de plantas, num cenário propenso à Vida, a qual é o nervo da Arte, no mistério que é a Vida, num coração que bate sem sabermos o porquê, no mistério que é a Arte, no Ser Humano vendo a si mesmo, como no senso de humor, algo tão humano, na figura do palhaço, na pessoa rindo de si mesma, em gênios humoristas como Chespirito, Jô Soares e Chico Anysio, no dom de fazer rir, ou como na talentosa atriz Ilana Kaplan, cuja peça cômica vi no ano de 1995 em Porto Alegre, numa peça na qual só temos duas coisas para fazer – sentar e rir! Vemos uma estrutura bem delgada e longa, como nos frágeis e elegantes pilares do desenho Os Jetsons, num mundo futurista que faz metáfora com as cidades metafísicas, perfeitas, plácidas e limpas, um mundo de paz onde todos se respeitam, no caminho supremo da amizade: Deus quer que sejamos amigos uns dos outros, ao contrário do talento humano pela desarmonia, a guerra e a raiva, como num raivoso Trump e suas desarmonias globais, um homem embriagado de poder, falando alto e bom tom: “Eu sou o chefe!”, um senhor que vai ter muita dificuldade em “desencarnar” do poder, na opinião de Tolkien: O Ser Humano, acima de tudo, quer poder! Vemos uma forma elegante, com fios se entrelaçando, num talento de arquiteto, num talento de artesão, ou de estilista, desenhando suas formas elegantes, como no filme dos anos 1980 A Garota Rosa Shocking, numa moça pobre de enorme talento de estilista, desenhando roupas lindas a partir de poucos recursos, no caminho da simplicidade, como no mestre Li Mu Bai em O Tigre e o Dragão, mostrando à discípula que se pode fazer muito com um simples graveto, sem necessitar de espadas luxuosas cravejadas de pedras preciosas, na revolução de Chanel, trazendo o conceito de que, num acessório, o que vale é o efeito, e não o preço, numa bijuteria que vale bem menos do que uma joia, como usar flores no cabelo, numa beleza enorme, sem altos custos, numa Chanel que sabia o valor da simplicidade. Vemos uma forma que tem uma base mais gordinha do que a o topo, como num certo prédio no Oriente Médio, com o topo mais delgado, num formato de agulha, de penetração, na figura fálica da espada, ameaçando, num Ser Humano que é um rei que nunca está feliz dentro de seu próprio reino, sempre querendo anexar os lotes vizinhos, no caminho da desarmonia e da inimizade, em vaidosos impérios que ascendem e descendem, como Roma, sendo tudo e, depois, nada, permanecendo a imagem de humildade e de simplicidade de Jesus, a maior mente de todos os tempos, dividindo a História em duas, no poder do pensamento, dos conceitos, no conceito inédito do Reino dos Céus, que é a vitória do fino sobre o grosso; da amizade sobre a inimizade. Aqui é como uma biodiversidade, com seres vivos distintos, ou como numa galeria de personagens de um artista, num panteão, como eu em minha infância, colecionando bonequinhos do universo de He-Man, num panteão colorido, em doces infâncias, como o trenó Rosebud de Cidadão Kane.

 


Acima, Futuro Primitivo VIII. Vemos uma folhagem exuberante, luxuriante, tropical, exótica, na magia de um vento noturno, farfalhando as folhas, num som sensual, num sussurro, num processo intermitente de transformação, como na cena inicial de um filme que deu a Kim Basinger o Oscar de atriz, na diva com um capuz de veludo, virando e produzindo o sutil e discreto farfalhar de veludo, na delícia de se deitar em românticos lençóis de cetim, mas nas palavras de uma certa canção pop: Cetim é romântico, mas a Vida não é só cama! Vemos uma forma que parece ser um fálico foguete espacial, em posição ereta de ejeção, na corrida espacial para ver quem conquista o espaço primeiro, como na corrida na Europa das Navegações, desbravando as Américas, com Espanha, Portugal e Inglaterra concorrendo, numa Europa que se abria aos ventos de renovação da Renascença, no novo que sempre vem, como no posterior advento do Barroco, com cada época com suas características, como estão na moda os cabelos ondulados de Gisele, na moda há mais de década, com mulheres todas ao redor do Mundo imitando tais ondulações, na característica da pessoa de Tao, que é conquistar o Mundo e ninguém se dar conta. Vemos uma estrutura com ventiladores, como num parque eólico, no advento das energias limpas, num esforço ecológico de Leonardo DiCaprio, dirigindo carros elétricos, na ameaça das mudanças climáticas, como dizem ser poluída a grande e suntuosa Pequim, no paradoxo chinês: De jure, uma ditadura comunista; de facto, um país capitalista no qual o cidadão é totalmente livre para empreender. Vemos uma forma que parece ser um espelho, nesse símbolo de feminilidade, como na idosa Rose de Titanic, segurando um espelho que fora seu quando jovem, dizendo divertidamente: “Só o reflexo mudou um pouco!”. O espelho é tal forma de autoestima, como uma professora que tive no Ensino Médio, uma mulher a qual, de manhã bem cedinho, estava perfeitamente arrumada – maquiagem, cabelos, roupas, acessórios, perfume etc. –, uma senhora que provavelmente acordava bem cedo para se arrumar de tal modo, ao contrário de outra professora que tive na mesma época, a qual perdeu a autoestima, saindo de casa de qualquer roupa, com o cabelo de qualquer jeito, remetendo a outra certa senhora, ex primeira dama municipal, uma mulher sempre impecavelmente arrumada, no caminho do gostar de si mesmo. É como na comédia As Patricinhas de Beverly Hills, numa moça que encontrou tal autoestima, arrumando-se. Na porção direita, uma forma como vários braços de um deus hindu, nos atributos divinos, como chamar Jesus como Ele, e não ele, no atributo divino, na universalidade da espiritualidade humana, com caminhos diferentes que levam ao mesmo destino, que é Tao, como não me canso de dizer que somos todos príncipes, filhos do mesmo Rei, tendo que evitar o radicalismo, o qual não é saudável, como até entendo a aversão de Marx pelas religiões, pois nenhuma forma de xiitismo é sábia ou saudável. O vaso é a base, a proveniência, como em vinhos feitos no Vale dos Vinhedos, numa denominação de origem, ou como nos Chocolates de Gramado, em selos de qualidade, como no ponto em que foi proibido que os espumantes de fora da região francesa da Champagne fossem chamados de champagne, na universalidade do álcool, como no saquê japonês, de arroz, como já ouvi dizer: As pessoas não gostam do sabor de álcool; as pessoas gostam do efeito do álcool! Nesta cena, um carpete impecavelmente limpo, no prazer de se estar numa casa recém limpa, perfumada, como no perfume de óleo de peroba, nas elegantes salas metafísicas, com pessoas finas e bonitas, na vitória do fino sobre o grosso, num Ser Humano eternamente equivocado, achando que o grosso é mais válido do que o fino, subestimando, assim, o polido tato diplomático, o qual prima pela paz, pois a Vida sem paz é um inferno. Aqui é como numa mostra industrial, com firmas diversas, variadas, expondo seus produtos, no Brasil do empreendedorismo.

 


Acima, Futuro Primitivo X. O ziguezague é uma regência tortuosa, num homem que não é um homem de Tao, pois um homem de Tao jamais recomendará violência ou guerras, no caminho diplomático do diálogo, num cavalheirismo no fio do bigode, algo tão raro no Mundo, em homens embriagados de poder, num Saddam dizendo energicamente aos subalternos: “Não estou pedindo que você faça isso; eu estou mandando!”. O ziguezague é como uma rua tortuosa de Gramado, tortuosa para possibilitar a descida de veículos com tração animal, numa rua que é ponto turístico da urbe serrana, com vários turistas tirando fotos, nesse talento turístico de tal região do RS, só perdendo em termos turísticos, dentro do Brasil, para o Rio, ou seja, medalha de prata para Gramado, como em disse certa vez um primo meu: “Aqui em Gramado existe toda uma sinergia, com tudo combinando com tudo!”. Vemos uma goleira, um vão, um buraco, na passividade feminina, numa mulher que conquista seu homem, na goleira do futebol, tendo que ser defendida pelo goleiro, remetendo à recente derrota do Brasil na Copa, num Brasil o qual, infelizmente, não é mais o país do Futebol, pois foram-se os tempos em que, nos sorteios de grupos da Copa, ninguém queria pegar o Brasil! Vemos uma planta desproporcional, pequena demais para o vaso, no termo “areia demais para o camihãozinho”, como certa vez numa telenovela da Globo, numa personagem que era uma famosa atriz francesa em passagem pelo Brasil, uma mulher marcante e exuberante, revelando-se demais para um jovem rapaz brasileiro que a namorava, num momento em que tal atriz foi a um evento vestida de smoking de cavalheiro, remetendo a uma certa moça caxiense num baile de gala na cidade, vestida de smoking, transgredindo e marcando assim, marcando profundamente, na capacidade do transgressor em provocar o crescimento e a evolução de uma determinada sociedade, nos versos de uma canção de Carly Simon: “Deixe que os sonhadores acordem a nação!”. Vemos uma forma como uma bandeja apoiando algo, talvez um macarrão, fazendo da bandeja tal praticidade e facilidade, no caminho delicioso da preguicinha: Por que carregar coisas aos poucos se posso fazê-lo por muito menos tempo e muito mais conveniência numa bandeja? É como numa certa rede de hotéis, com uma bandeja para o buffet de café da manhã, ao contrário de outras redes de hotel, quando temos que fazer várias “viagens” do buffet até a nossa mesa. Nessas formas aqui vemos bases, apoios, como ganhar o respaldo de aliados poderosos e influentes, como o diretor Fabio Barreto, o qual apadrinhou uma moça atriz, ajudando esta a obter visualidade no Rio de Janeiro, fazendo aparições públicas com a moça, ao ponto da imprensa carioca achar que se tratava de uma noiva do célebre diretor, fazendo do sucesso tal amante infiel, num Fabio o qual, depois de ser indicado a um Oscar, nunca mais o foi até o fim da vida, na noção taoista de que o sucesso é um problema, pois, quando vem, tem que ser superado, como na atriz Marisa Tomei, a qual não soube sobreviver ao Oscar que ganhou ainda muito jovem – o sucesso é um cu, com o perdão do termo chulo. Vemos uma forma delgada como uma delicada taça de cristal de vinho, na sutileza do brinde, no poder da delicadeza, em contraste com o sociopata, o qual definitivamente carece de tal delicadeza, fazendo do sociopata uma pessoa totalmente fora de tudo que pode ser considerado válido e razoável, numa questão muito simples: Não se relacione com um sociopata, como no clássico O Silêncio dos Inocentes, num diabólico homem manipulador, brincando com a cabeça das pessoas, como uma certa senhora, a qual tinha uma comadre sociopata, com aquela fazendo exatamente o que não se deve fazer, que é dar informações pessoais a um sociopata, uma comadre que acabou por destruir um casamento – não há espaço para amor e amizade num coração podre de sociopata. Akira gosta de formas delgadas, finas, frágeis, delicadas, na polidez do povo japonês, um povo polido e limpo, fazendo de Tóquio a maior cidade do Mundo, como me narrou meu cunhado, in memoriam, dizendo que na capital japonesa há uma avenida do porte de uma avenida Paulista, só que toda de lojas de eletrônicos, ou seja, riqueza.

 


Acima, Futuro Primitivo XI. Vemos uma peneira, uma purificação, uma seleção, como num critério de seleção de candidatos num vestibular, em vestibulares concorridos, como na UFRGS, remetendo a um certo senhor, o qual iniciou o curso de Direito em tal instituição, puramente abandonando o curso para nada fazer no lugar, mergulhando numa desinteressante vidinha de submundo, na máxima “trabalhe ou estude”, fazendo do Plano Superior tal exigência, um plano em que temos que nos manter operantes, na construção da grande carreira espiritual, como uma pessoa de vasto currículo, com várias experiências, como um passaporte cheio de carimbos, numa trajetória de carreira, como um popstar com vários clipes, no termo “penteadeira de puta”, com o perdão do termo chulo. Vemos uma forma que parece ser um polvo, com vários tentáculos, como um deus hindu, remetendo a um certo controverso quadro, com Jesus crucificado, com vários braços de deus hindu, na universalidade da espiritualidade, fazendo de todos nós filhos do mesmo Rei, fazendo das diferenças culturais algo superficial, nos versos de uma canção de Tina Turner: “Realmente não há diferença quando olhamos por baixo da pele!”, no absurdo de se dizer que beagle não é cachorro; sim, é cachorro, remetendo a um certo país, racista, sinto em dizer, em contraste com o Brasil, no qual injúria racial é crime, no feriado nacional de Consciência Negra, remetendo a uma certa senhora carioca que conheci, preconceituosa, microscópica, lançando mão do termo pejorativo “aquela coisa marrom” – é um horror. Vemos uma forma como uma mangueira, no aspecto do pênis para entrar na vagina, pois como Deus pode ter vergonha de algo que Ele mesmo inventou? Remete a uma querida professora freira que tive, a qual dava aulas de Educação Sexual exatamente para neutralizar tal malícia nos jovens alunos, os quais viam graça maliciosa em termo frios e científicos como “pênis” e “testículo”, na figura do Éden, com a folha nas genitálias, abandonando a inocente nudez primordial uterina, em aulas de nu artístico em faculdades de Arte, na beleza do corpo humano, obra de Tao, o artesão que nunca para de atuar, pois se até Ele trabalha, por que você não deve trabalhar também? Vemos uma forma com folhagem nascendo de folhagem, como no brinquedo de bonecas russas, com filha, mãe, neta, avó e bisavó, umas dentro das outras, numa sucessão de gerações, no mesmo amor de uma bisavó a qual, apesar de não termos conhecido em vida, nos ama e nos ilumina lá de cima, no mesmo amor que nossas mães teriam por nossos netos, na imortalidade fabulosa dos vínculos de família, os quais não se dissolvem com o Desencarne, na sobrevivência do nobre e do metafísico, derrotando a morte do corpo físico, na noção taoista de que, se tal corpo carnal morrer, não tem problema! Uma mesinha de centro de sala de estar é tal organização, numa praticidade, com a função de apoiar coisas, em objetos úteis ao dia a dia, na dignidade dos espaços vazios, do nada, do vago, magnetizando assim as coisas, atraindo as coisas, no caminho do homem de Tao, que é inspirar o Mundo, em figuras poderosas como uma Gisele, a princesa do Brasil, uma moça comum, que veio de uma família comum, com sangue comum, tornando-se tal nobre figura, ao contrário de outra moça, de sangue azul, tataraneta da princesa Isabel, mas uma moça que, no frigir dos ovos, é comum – não é engraçado? Vemos aqui uma sutil desorganização, numa desordem mínima e inevitável, num aparelho jogado e desprezado, subestimado, na vitória do subestimado, “vingando-se” e mostrando-se muito útil, na capacidade de mandar uma penca de gente “chupar uma manga”, no delicioso pecadinho capital da ira e da vingança! As formas de Akira são exóticas, diferentes, estranhas, no homem de Tao, o qual é diferente, estranho, adorável, em personagens fascinantes como o monstrinho Gollum, consumido pelo Anel do Poder, como uma pessoa que terá extrema dificuldade de se desapegar de tal poder mundano, o qual no Mundo fica.

 


Acima, Futuro Primitivo XII. Vemos um pedaço de tronco de árvore, na intervenção humana de explorar a Natureza, nos esforços do IBAMA em rastrear madeiras coletadas de forma ilegal, num Brasil tão rico em Natureza, com extração de importantes insumos usados a nível mundial, em parques enormes de garimpo ilegal, na capacidade humana de destruir o natural, no modo como temos que dar ouvidos aos ecologistas, pois a Terra é nosso único lar – o Ser Humano simplesmente não tem para onde ir, num Cosmos o qual, fora da Terra, é hostil à Humanidade. Vemos uma folhagem na forma de coração, no símbolo do amor e da amizade, na incapacidade do sociopata em amar e ser amado, numa pessoa que acaba “enterrada como um cachorro”, na noção taoista de que os que mentem acabam desprezados e rejeitados, como o ex presidente Bill Clinton, o qual está até hoje pagando por ter mentido sobre um caso extraconjugal com a infame Monica Lewinsky, uma moça a qual, sem autoestima, topou ser a fulaninha do presidente, nos versos de uma certa canção pop: “Você fica bem melhor estando sozinha!”. Vemos uma forma como um abanador, como um ventilador de teto, nos ventos minuanos inclementes no pampa gaúcho, derrubando a sensação térmica, como em municípios fronteiriços como Uruguaiana, em um frio de se “congelarem” os ouvidos, no turismo de inverno, atraindo pessoas de regiões mais quentes do Brasil, no fascínio da neve, um fenômeno o qual, de tão raro, vira notícia nacional quando acontece, ao contrário de terras de abundante neve como nos EUA, em dias em que a prefeitura de Nova York orienta o cidadão a não sair de casa, tal a quantidade de neve, numa cidade a qual, no verão, vira um “forno de padaria”, na beleza do baile das estações do ano, no homem de Tao que observa tudo indo e vindo, como nos vinhedos, sendo podados no outono, hibernando no inverno, renascendo em floração na primavera e resultando em fruta no verão. No topo do quadro uma folhagem como na imagem do deus de disco solar egípcio Áton, com vários braços saindo do disco, abençoando o Mundo com luz e calor, Vida, no contundente início do musical da Broadway O Rei Leão, com o poderoso Sol africano nascendo, na luz da Vida, nutrindo o Mundo, nas palavras de Deus no Gênesis: “Faça-se a luz!”. No tronco cortado, vemos uma derivação ou excrescência, na pergunta: Como posso tirar o chapéu para uma pessoa que não faz merda alguma, com o perdão do termo chulo? É na noção de que uma pessoa rica só pode se manter sã se for fazer algum tipo de trabalho, remetendo a uma certa senhora, a qual se acha a rainha de uma comunidade, uma mulher inativa, de vida vazia, preocupando-se principalmente com suas extensões capilares, na ilusão de que existe dignidade na inatividade, como em socialites, fazendo suas pomposas festas, como em festas de uma certa socialite, com bandejas com cocaína circulando entre os convidados, no poder da droga em destruir vidas, como um certo senhor, o qual está condenado a prisão perpétua, um homem que passará o resto de suas décadas de vida numa clínica psiquiátrica, numa devastação sem qualquer chance de reconstrução, um senhor que se perdeu nas drogas, como uma grande amiga minha, a qual começou a andar com uma galerinha barra pesada e começou, por inocente curiosidade, a cheirar cocaína, tornado-se dependente, com tal amiga me dizendo: “Quando você cheira, você se sente o suprassumo!”, na ilusão que a droga vende, no preço após a euforia, que é a depressão pós pico, como um amigo meu narcodependente disse: “Depois de cheirar, você acorda no dia seguinte se sentindo um nada!”. A clareza de Akira nos traz um discernimento, uma diferenciação, como aprender o discernimento entre amigo e conhecido – amigo é uma pessoa com a qual podemos contar, tornando-se um companheiro existencial, que sabe pelo que passamos; conhecido é uma amizade só para a hora da festa e do oba oba, num conhecido que “desaparece” em momentos em que precisamos de um ombro amigo, pois quando ficamos um tempo sem ver tal conhecido e o reencontramos, olhamos nos olhos da pessoa e vemos ali um estranho!

 

Referências bibliográficas:

 

CV. Disponível em: <www.akiraikezoe.com>. Acesso em: 30 mai. 2026.

Paintings. Disponível em: <www.akiraikezoe.com>. Acesso em: 30 mai. 2026.