Falo pela quarta vez sobre artista plástica brasileira Ana Karina Luna. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, Valapaneja. Aqui é como um ciclo, como num ciclo de lavagem numa máquina de lavar roupa, como um ciclo fechando e encerrando, esgotando, como um certo instituto cultural, esgotando, virando um “abacaxi”, como uma certa rádio, a qual, ao surgir nos anos 1990, era top de audiência, agradando todos os grupos, mas uma rádio que, hoje, está virando abacaxi, e terá que se reinventar para se manter, como um artista se reinventando, sabendo que, se parar, virará “peça de museu”, em bandas longevas como o U2, sabendo que, de tempos em tempos, material novo tem que ser injetado na praça, remetendo à excelente banda A-Ha, a qual terminou, infelizmente, marcando tanto nos anos 1980, mas virando abacaxi com o passar dos anos, num desperdício, pois se trata de uma banda talentosa, de canções belas, marcantes, remetendo a Cindy Lauper, a qual não sobreviveu aos anos 1980, só tendo pertinência para quem viveu tal época, uma artista insignificante para esta nova geração que está vindo aí – a geração digital. Aqui são os braços gravitacionais de planetas, atraindo satélites, na hierarquia gravitacional do Cosmos: As luas giram em torno dos planetas; os planetas giram em torno das estrelas; as estrelas giram em torno dos centros galácticos. Remete ao absurdo dos terraplanistas, achando que a Terra é plana como uma tábua, algo refutado absolutamente pela Ciência, a qual tem que ser respeitada: O quer seria do Mundo sem a Ciência? Não é universal a Ciência? Não são universais o Ser Humano e o pensamento racional? Aqui é como um polvo se movendo, em todo um instinto, movendo-se para se alimentar, numa função tão básica de um ser vivo, remetendo aos esforços para tirar o Brasil do mapa da fome, em cidadãos que não vivem, mas sobrevivem, vivendo com o mínimo, como esses catadores de lixo seco, levando uma vida tão, mas tão dura, como no árduo serviço de gari, passando os dias de sua encarnação varrendo para cima e para baixo as ruas de uma cidade, um serviço tão essencial, que é a limpeza de uma cidade, como o atual prefeito de Caxias do Sul, mantendo em ordem os containeres de lixo pela cidade, na coleta maquinada, sepultando a era dos lixeiros que catavam os casacos de lixo a mão, nas responsabilidades de um prefeito, remetendo a um certo senhor impichado, uma pessoa arrogante, que não ouvia os outros, num caminho autocrata, no modo como o poder pode seduzir o Homem, na metáfora do Anel do Poder, corrompendo os mais nobres corações, em sonhos de loteria, fazendo infelizes os ganhadores da loteria, mesmo parecendo que tais vencedores são as pessoas mais felizes do Mundo, remetendo ao Plano Superior, no qual existe riqueza, mas não dinheiro, em lugares suntuosos, belos, luxuosos, nas mansões da Vida Eterna, no inconcebível poder o infinito, que é Deus, no fato de que jamais findaremos, e a Eternidade sobre a qual pode ser falada não é a verdadeira Eternidade – Vida Eterna, que assim seja! Aqui é como um disco girando, como um planeta girando, na espiral dos discos de vinil, em eras em que tais discos não podiam ser expostos à luz direta do Sol, vindo então o CD, uma mídia mais simples e moderna, algo hoje ultrapassado, reduzindo tudo a software, como já era dito nos anos 1980, com o advento dos microcomputadores – quem não tiver acesso a tais tecnologias, não viverá no Mundo normal, e, hoje, quem não está conectado, sente-se “nu” e desalentado, fora do Mundo real. Aqui é como um crustáceo aderindo a pedras, na força da Vida, sempre lutando para viver, para vencer, na luta pela Vida, como uma pessoa guerreira, que sabe que não há vitória sem luta, remetendo a um certo senhor workaholic, trabalhando demais, sem ter sábados, domingos e feriados, sempre na firma, desrespeitando a si mesmo, um senhor que acabou tomando no cu, com o perdão do termo chulo, tendo que fechar as portas da firma que abrira e voltar a ficar submetido a um patrão, em duras lições da Vida, num Deus que quer no ver humildes, com os pés no chão, no caminho da pessoa ser amiga de si mesma, num autorrespeito. Aqui é como a organização de uma tribo amazonense, no centro da aldeia, no caminho do Homo sapiens em definitivamente se diferenciar dos animais, produzindo artefatos de Arte, como cerâmicas, algo que nos diferencia dos primatas restantes. Aqui é como a “multidão” de luas em torno de planetas de forte gravidade como Júpiter, ou de lixo espacial na Terra.
Acima, Vazio na quarentena. Aqui é o pesadelo da crise de abstinência de heroína no filmão Trainspotting, no desespero do dependente químico, que é só querer se drogar, sem se alimentar, sem tomar banho, sem dormir, sem trabalhar e sem estudar, remetendo a um rapaz que conheci certa vez, viciado nessa droga horrorosa que é o crack, a droga que é um “pé na cova”, no rapaz que vivia preso dentro de sua própria casa, sem poder sair e viver, um rapaz que morreu ao tentar fugir de casa, no pai declarado a um repórter de jornal: “Foi um alívio meu filho ter morrido – ele estava sofrendo muito!”, e era um guri alto e bonito, com toda uma vida pela frente, botando tudo a perder pela pedra maldita, como no filmão Traffic, mostrando todos os lados envolvidos na droga, inclusive uma moça que se vicia em crack, num filme contundente, num narcotraficante o qual, ao desencarnar, vai ver a vida vazia e egoísta que levou na Terra, chegando ao ponto de pedir perdão a cada jovem para o qual vendeu droga, num caminho de arrependimento, numa pessoa que se equivocou na Terra, decidindo reencarnar numa vida mais nobre e produtiva, longe dos horrores do submundo do narcotráfico, no qual a inadimplência tem pena capital, no traficante mandando executar o inadimplente, como certa vez um senhor que roubou o carro de minha amiga, talvez um homem desesperado para não ser executado pelo chefão traficante, com este dando a arma ao drogado e dizendo: “Aqui tá o cano! Te vira!”. Aqui é um isolamento, num pesadelo de cárcere, como no submundo, no qual a pessoa, no fundo, não gosta de estar, mas não consegue sair dali - prisão, meu irmão. É como num desolado labirinto, no qual estamos perdidos e solitários, e eis que nessa escuridão toda surgirá alguém verdadeiro, na vitória do nobre e do fino sobre o submundo, remetendo ao breu de uma certa boate, com um pai de santo de Umbanda entrando ali e percebendo ali dentro espíritos se arrastando e sofrendo, na sujeira do Umbral, o lugar onde estamos sem amigos, como o sociopata, sem amar e sem ser amado, nesses “nós” que os sociopatas querem dar em nossas mentes, como se nós, os bonzinhos, fôssemos o sociopatas malas, pedantes e cruéis –é um horror, pessoas cujas ações analisamos e não encontramos lógica, como já disse uma certa sociopata: “O Mal é mais interessante!”, ou seja, fica fácil de detectar tal defeito de caráter. Aqui é como túmulos no Vale dos Reis no Egito, numa técnica tão perfeita e civilizatória, deixando-nos perplexos frente a tal sofisticação, no modo do Homem ver a morte e lidar com esta, nas palavras de alento espírita, dizendo que um Mundo melhor nos espera lá em cima, na dimensão na qual estamos entre amigos, nos versos sensíveis do excelente músico gaúcho Duca Leindecker: “Sonhei que as pessoas eram boas em um mundo de amor, e acordei neste mundo marginal!”. No fundo do quadro, uma luz de esperança, na imagem de esperança do Espírito Santo, no glorioso dia de desencarne, no qual nos libertamos de todo e qualquer problema relativo ao corpo carnal, na noção taoista de que, se o corpo morrer, não tem problema, na universalidade da fé humana, como num centro espírita, no qual temos que entrar com fé, pois, do contrário, a visita não surtirá efeitos positivos. Na cabeça aqui, uma fertilidade de ideias, num artista rico mentalmente, cheio de instinto e verve, ousadia, como num precursor Elvis Presley, um tanto mal compreendido em vida, causando frisson com o seu tradicional rebolado roqueiro, valendo o apelido: “Elvis, o pélvis!”, no poder da Arte de renovar e trazer o novo, como num boom revolucionário nos anos 1980, “sepultando” a década anterior. O vermelho é o interior uterino, a sala, o mundinho fechado, o pertencimento, num lugar agradável, como no Plano Superior, no prazer de uma piscina quentinha e acolhedora, no Ventre Sacrossanto que nos criou de forma imaculada e única.
Acima, Verbulana. Aqui é como uma banda, com um pandeiro sendo tocado, nas raízes afro vibrantes do Brasil, nos tambores, na cultura popular do samba, vindo dos morros, do povo, das favelas do Rio, numa cultura que veio do povo e a este pertence, derivando posteriormente para o pagode, num ritmo tão brasileiro, como todos os outros ritmos brasileiros, encantando turistas que vão ao Rio para respirar tal arte, como falou certa vez um sociólogo, dizendo que tais movimentos afro de cultura foram uma resistência frente aos horrores escravocratas, como na novela Sinhá Moça, da Globo nos anos 1980, mostrando os negros jogados numa senzala como cachorros num canil, na evolução sociocultural que foi a abolição de tal escravatura, resultando, depois, no feriado nacional de Consciência Negra, em recursos para se denunciarem crimes de injúria racial, como numa rede de supermercado de Caxias do Sul, numa funcionária negra processando o empregador, ganhando uma farta indenização na Justiça, em questões raciais delicadas na Argentina, por exemplo, na qual, na abolição da escravatura, os negros foram reunidos em navios e enviados África, numa espécie faxina étnica, ao contrário do Brasil, um país de pardos e negros, na evolução das cotas em universidades, na democratização do conhecimento e da educação, no poder civilizatório da caneta, da escrita, da palavra registrada, num acúmulo de conhecimento e esclarecimento. Aqui é como medusas, águas vivas com seus cáusticos tentáculos, provocando queimaduras na praia, com salva vidas já equipados com vinagre para tratar de tais ferimentos cutâneos, no nobre trabalho do salva vidas, zelando pelas vidas dos banhistas, como os bombeiros e os policiais, nossos heróis, zelando pelo corpo social, autoridades que devemos respeitar, num trabalho tão duro, com um “leão sendo morto por dia”, autoridades que podem nos enquadrar por desacato, ou seja, comporte-se! E tudo se reduz a comportamento: Se não se comportar, vai de castigo, como pessoas internadas psiquiatricamente, colocadas “de castigo” por terem se comportado mal, no broche no jaleco de uma certa enfermeira, com uma pombo e a palavra “Paz”, seguida de ponto de exclamação, num paciente que fica um tempo sob observação de psiquiatra, como um certo psiquiatra o qual aprendi a respeitar, um homem sério, que sabe que o Mundo é um plano competitivo, no qual a pessoas têm que ter competência se quiserem ter sucesso, numa lei muito simples: Quem não sabe conduzir, não se estabelece! Remete a uma certa cantora, a qual, de tão microscópica, acha que á culpa é do Mundo por tal cantora não ter obtido sucesso, e não diz o ditado popular de que quem tem pena é pato? Aqui remete ao brinquedo do Castelo de Grayskull, o qual tive em minha infância, com um porão no qual ficam aprisionados e reprimidos os instintos básicos animalescos, como disse um certo psiquiatra: “Não desperte a fera que existe em você!”, na sabedoria taoista de que a paz é maior do que a raiva e de que o perdão é o caminho natural da Eternidade, com desavenças sendo resolvidas e amizades sendo feitas, como uma senhora a qual incomodei profundamente, e um dia ela e eu seremos amigos, antes ou depois do desencarne, na noção taoista de que tudo se resolve por si, como um ferimento cicatrizando lentamente. Aqui é como uma plateia sendo “incendiada”, num artista que sabe pisar num palco e puxar o povo, ao contrário do show de Lenny Kravitz no Rock in Rio, um artista o qual, apesar de ser uma grande voz e uma grande presença pop rock, não soube puxar o povo, mesmo tendo entregue competentemente o show, executando bem todas as canções, ao contrário de Madonna, esta, sim, uma incendiadora de plateias – é uma questão de dom inato, instintivo. Aqui é um momento de euforia carnavalesca, no momento em que nos desligamos um pouco do siso do dia a dia, como na redentora happy hour, num alcoolzinho injetado na corrente sanguínea, na universalidade da bebida alcoólica. Aqui é um quadro de empatia, como amizades sendo feitas, como fazer amizades no colégio.
Acima, Vertipani. Engraçados os nomes que Luna dá às suas obras! Aqui remete a um filme da franquia Alien, com a personagem de Sigourney Weaver mergulhando no meio de um ninho mucoso de alienígenas, numa intimidade, num tom de lar, fazendo de nossos irmãos pessoas tão íntimas e próximas, em familiares que sabem pelo que passamos existencialmente, dando-nos um ombro amigo e um acompanhamento existencial e psicológico, no valor do amigão de verdade, como um amigão meu certa vez, uma pessoa que me conhece profundamente, e num momento e que eu estava perdido na Vida, ele me disse: “Estás perdido!”. Remete às amizades fúteis, que só são para a hora da festa e do oba oba, pessoas que nos cercam, mas que fazem com que nos sintamos sozinhos, num paradoxo, amigos que não sabem (e nem querem saber) pelo que passamos, e isso é fácil de detectar, como um amigo fútil pura e simplesmente me dizendo: “Não estou nem aí se estás bem ou mal!”, numa sensação de prisão, com pessoas que não torcem muito por nós. Aqui é como um chocalho para bebês, na fase da Vida em que a criança está se familiarizando com o Mundo ao redor, no processo de crescimento, encadeado com o processo espiritual de apuro moral, na lei dialética que diz que processos podem se encadear, talvez se encadeando com o processo de estudar e passar de ano na escola, nessa delícia que é estudar, com a pessoa se esforçando para fazer muito bem os trabalhos que os professores exigem, enchendo estes de orgulho, como eu mesmo já tive uma experiência como professor, e um aluno aplicado enche o professores de satisfação, como uma colega que tive, aplicadíssima nos estudos, tirando as melhores notas do colégio inteiro, uma pessoa cujo objetivo e sonho era gabaritar todas as disciplinas, adquirindo um semblante seríssimo quando recebia a prova corrigida e não tirava dez, exigindo tanto de si mesma, aqueles “anjinhos” que os professores amam, como outra certa pessoa, aplicadíssima, tirando colocações excelentes em vestibulares, ao ponto de uma instituição universitária oferecer a esta pessoa o curso de Direito, sem necessidade de pagar mensalidade, no modo como cada um vai trilhando seu caminho, cabendo a nós respeitar as decisões dos outros, pois a Vida é destes, e não nossa – respeitar é fácil, meu irmão, mas o Ser Humano é eternamente seduzido por caminhos mais escuros e infelizes, como uma certa senhora fofoqueira, financeiramente rica e psiquicamente miserável, uma senhora que não faz merda nenhuma, com o perdão do termo chulo, e como posso respeitar e tirar o chapéu para uma dondoca improdutiva? Aqui são vários olhos nos observando, como uma plateia, num fã clube, no momento de puro prazer do artista no palco, a parte lisa e doce do trabalho, frente à parte áspera do trabalho mambembe, que é movimentar equipes, banda e maquinários, sem falar em muita estrada, aeroporto e hotel, no discernimento taoista: Fácil e difícil são faces do mesmo trabalho, na questão da disciplina, nas humildes palavras de Gisele a fãs: “Desculpem, gente, mas tenho que trabalhar!”, e quanto mais humilde sou, mais longe vou, apesar de parecer o contrário. Aqui são como vários ovos que as tartarugas botam na areia, frente ao mar, com santuários de preservação ambiental, em lugares como a Praia do Rosa, em SC, um santuário no qual é uma heresia enorme colocar lixo na areia, como uma certa senhora no Rio de Janeiro, catando da areia o lixo que as pessoas relaxadas abandonam na orla, remetendo ao povo japonês, tão polido e limpo, na falta que faz a Cultura Erudita no Brasil, a cultura civilizatória, nos esforços de Brizola em construir escolas pelo Brasil inteiro, esses homens excepcionais, que constroem belas carreiras públicas, ao contrário de outros senhores grossos, pois o homem de Tao é polido e nunca recomendará violência, um homem limpo, por assim dizer, o qual só toma ação quando é necessário, como a monarca Elizabeth II, tomando uma série de ações diante o falecimento da lendária Diana, nesses carismas avassaladores, uma Di a qual, ao perder oficialmente o título de princesa, transcendeu enormemente, dando a volta por cima.
Acima, Vissurine. Aqui é uma pessoa com capacidade distributiva, enviando para o Mundo, causando comoções, como no surto psicótico público de Britney Spears, indo para as duras dez semanas na clínica de reabilitação, humilhada, tendo que varrer o chão da clínica, humilhante para uma popstar de tanta fama e renome, na diva dizendo aos fãs pelo Twitter: “Fui para um luar humilhante chamado reabilitação!”, nesses choques de realidade, no termo em Psicologia: Colocar os dedos na tomada elétrica! É como uma pessoa borderline que conheci, aquela pessoa sempre no limite, uma pessoa difícil de se conviver no ambiente de trabalho, e, hoje em dia, com as medicações, é tudo mais simples – tome o remedinho, irmão! Na parte de cima temos um leque, numa cabeça ventilada e arejada, por assim dizer, no avanço que foi a invenção do ar condicionado, remetendo às eras antigas do Rio, com aquele calor de verão “extra senegalês”, com aquelas pessoas com trajes fechados, europeus, remetendo a hoje em dia, com homens e rapazes andando sem camisa pela Rua, ou como as mulheres cariocas de topless na praia, em diferenças culturais, como a burca muçulmana, reprimindo ao máximo a mulher, na figura patriarcal do cacique, fazendo do patriarcado tal força universal, colocando sempre a mulher em segundo lugar, na figura de Eva, a mulher que trouxe toda a ruína para o Mundo, corrompendo Adão, este, sim, a obra prima de Deus – é um horror. Estas formas aqui remetem a uma estranha máscara que a cantora Björk usa em shows, na capacidade do homem de Tao, que é ser estranho e diferente, em bombas atômicas de transgressão como Lady Gaga, com seu famoso vestido de bifes de carne vermelha, no caminho da simplicidade, a qual é o mais elevado grau de sofisticação: O custo de tal vestido era irrisório; o efeito, bombástico! E as pessoas precisam aprender por si mesmas o que é simplicidade, no caminho autodidata da Vida, em mentes revolucionárias como Chanel, libertando a mulher, nas palavras de altiva de Coco em entrevista: “Os jovens de hoje em dia são medrosos! Não têm um pingo de coragem!”. Nas palavras do imortal Francisco a uma plateia de jovens: “Sejam revolucionários!”, um homem que faz muita falta no Mundo, no carisma do homem de Tao, no lendário papa falando: “Quem sou eu para ficar julgando e condenado os homossexuais?”, ao contrário de outro senhor, este, sim, com uma cabeça tomada de “teias de aranha”, e o homem de Tao é respeitoso. Aqui é como um túnel, como uma recente ironia na Festa da Uva, com um túnel que levava o visitante ao centro de eventos, um túnel que, com vários banners, contava a história da Festa, na mente iluminada que concebeu tal instalação, na força da cultura popular, com a comunidade se unindo em torno da rainha, a qual faz metáfora com os espíritos morais e belos que reinam no Céu, na terra onde o tempo não passa, na imortalidade dos vínculos amor e amizade, e na imortalidade dos vínculos de família, com nosso avós falecidos nos esperando lá em cima, a dimensão da felicidade, paz e amizade, no amor de minha bisavó, que me ama lá de cima, abençoando-me, no amor que uma pessoa tem pelo próprio bisneto. Aqui é a cavidade vaginal, nos dolorosos partos, como certa vez vi em um programa na TV, com uma mulher pegando um instrumento de ginecologista para afastar as paredes vaginais, iluminando, assim, o útero, permitindo que as pessoas olhassem para o interior uterino vermelho dela com lanternas, na mulher dizendo: “É daí que todos viemos!”, e nada como lidar com naturalidade em relação a sexo e sexualidade, algo que é natural no Ser Humano. Essas formas de Luan são estranhas, como seres das profundezas da Terra, estranhos, na característica do homem de Tao, que e ser estranho e original, numa pessoa que sabe se diferenciar, como na Indústria Fonográfica Mundial, na qual o artista tem que ter muita, muita atitude – só voz não garante o estrelato, com muitas boas vozes que jamais serão astros.
Acima, Voicrii. Aqui é um formato de coroa, símbolo de poder e respeito, numa pessoa buscando ser respeitada, dando ao Mundo uma boa razão para ser respeitada, no caminho da produtividade e do mérito, remetendo a uma certa pessoa ociosa, nada fazendo da Vida, ficando o dia inteiro dentro de casa e perguntando a si mesma: “Por que será que nada acontece na minha vida?”, nos versos de uma canção da diva Macy Gray: “Levante-se! Levante-se! Faça algo! Como você terá êxito se sequer tenta?”. A coroa é nessas tradições monárquicas, nesse contraste histórico entre França a Inglaterra: Esta, sempre amando as tradições do passado, com sua digna família real; aquela, rompendo com tudo e todos no golpe de estado que foi a Revolução Francesa, ao ponto da Inglaterra não querer aderir à União Europeia, rechaçando vínculos de compromisso com os franceses, numa Inglaterra tão altiva e tradicional, em lendários talentos estadistas, no peso de responsa de se sentar em tal trono, sempre comparado a tais grandes estadistas históricos, no modo como uma coroa pode pesar sobre uma cabeça, num senso de responsa, assim como a menina que é eleita rainha da Festa da Uva: Começa o reinado menina; termina mulher. É como uma certa mulher, a qual foi mãe ainda adolescente, tendo que crescer ainda muito jovem, sem poder ter a vida normal de adolescentes, como baladas e festas. Na parte inferior do quadro vemos um peixe, esperto, sempre fugindo de predadores, no modo como a Evolução vai entalhando os seres, como as mulheres, entalhadas evolucionalmente para terem todo um instinto materno protetivo, protegendo as frágeis crias, como eu mesmo já me indispus com certas mães, as quais ficaram me odiando gigantescamente, e espero que um dia chegue o dia do perdão, no caminho natural da Eternidade, onde toda e qualquer desavença se resolve, num futuro de luz que nos espera, como um certo sociopata, o qual passará por muitas vidas, crescerá moralmente e tornar-se-á um espírito de luz – ninguém está no Umbral para sempre, num caminho natural de crescimento, fazendo do Umbral uma mera casa de passagem. Aqui são como joias numa coroa, como na altiva coroa imperial brasileira, com suas pedras, em símbolos de poder e influência, num passado em que uma região do Brasil era próspera produtora de pedras preciosas, com tudo indo embora do Brasil, um país que sempre foi pobre, como extrair e roubar as pedras preciosas em solo africano, na noção taoista: “Com são ricos! E roubaram tudo dos pobres!”. Uma forma aqui é uma lua, em ironia com sobrenome da artista, no modo do antigo em se verem divindades em aspectos da Natureza, numa era pré racionalidade, no Mito da Caverna, na pessoa presa a tolos sinais auspiciosos com a luz projetada no fundo da caverna, no poder de libertação do pensamento racional, no paradigma democrático: Não há deuses, mas seres humanos os quais elegemos para nos governar por algum tempo, nos ecos perenes da Revolução Francesa, guilhotinando a realeza, na eterna crueldade do Ser Humano. A coroa é a figura do Rei Momo, simbolizando fartura, como num reino farto, de qualidade de vida, numa mesa farta de rei, como numa farta mesa de galeteria, impressionando uma certa senhora italiana: “Mas Deus, quanta comida! Como você comem!”. Aqui são como estrelas se alinhando, como em constelações, gerando a Astrologia, a qual não é respeitada por todos, mas os signos e horóscopos não deixam de ser divertidos, como já me disse um senhor muito inteligente: Com um pouco de boa vontade, você pode observar que você se identifica com qualquer signo! É a liberdade do pensamento racional, como na águia Zoar, do universo de He-Man, fazendo contatos telepáticos, como na depurada Galadriel de Tolkien, capaz de conversar por telepatia com outrem, numa beleza fria, glacial, na beleza fria dos números, como cores de cristal, no caminho espírita da mortificação, que é parar de pensar em bobagens, na libertação da mente, como na lança fálica de São Jorge, matando o dragão da malícia e da feiura e libertando a donzela pura e casta, no mito de Maria, a mulher à qual foi negado ter sexualidade.
Referências bibliográficas:
Arte. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.
Curriculum Vitae. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.











