Falo pela vigésima terceira vez sobre o pintor realista modernista americano Bo Bartlett. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, Balanço. O balanço é o prazer do vaivém, das ondas à beiramar respirando, no pulmão respirando, no mistério da Vida – o que faz o coração bater? O balanço é tal diversão infantil, na gritaria do intervalo do colégio, nas crianças na areia do parquinho, cheias de areia nos sapatos! É o glorioso momento do intervalo, da folga, das férias, em merecidas férias de verão, na praia, na sensação deliciosa de liberdade na orla, na água salgada e fresquinha banhando nossos pés nus, em ilhas como a de Florianópolis, seduzindo turistas no verão, com muitos argentinos, no fascínio que os trópicos exercem sobre pessoas de clima mais frio, como na sedução do Rio de Janeiro, um potente destino turístico mundial, numa cidade bela e problemática, com tanta beleza e tanta criminalidade, nos versos da canção de Fernanda Abreu, carioca da gema: “Rio quarenta graus! Cidade maravilha, purgatório da beleza e do caos!”. Aqui é uma brincadeira solitária, na pessoa vivendo consigo mesma, em gloriosos momentos de solidão, de retiro, como no filmão Dogma, em que Deus tirava folgas e simplesmente sumia, só retornando depois, numa merecida dose de retiro, como no Gênesis, quando Ele descansou no sétimo dia, dando um exemplo de férias e de folga, remetendo ao laborioso colono italiano na Serra Gaúcha, o qual só não trabalhava no domingo porque o padre e a religião não permitiam, numa vida tão dura de colono, com as mãos todas calejadas pelo duro labor na lavoura. Aqui remete a um recente comercial de TV com a estrelona Gisele, com a diva num balanço indo e vindo, nesse monstro sacrossanto em que a menina de Horizontina se tornou, com seus cabelos ondulados sendo imitados por todas as mulheres no planeta Terra, na característica da pessoa de Tao, a qual conquista o Mundo inteirinho e ninguém se dá conta, numa pessoa que brilha como um diamante, deixando-nos perplexos com tal brilho e tal fascínio, no respeito que tenho por pessoas que vieram do nada e conquistaram seu espaço, como na diva Marisa Monte, a qual veio, conquistou seu espaço e segue na luta para reafirmar tal espaço, num talento claro, o qual só precisava de tempo e persistência para se revelar, numa voz tão cristalina e afinadinha, ou como Tom Cruise, o qual veio do nada e tornou-se tal medalhão de Hollywood, sobrevivendo há décadas nessa “selva” que é a Meca do Cinema, num mundo tão competitivo, no qual a pessoa sabe que, se quiser se destacar, tem que ser digna e merecedora, como nossa amiga Madonna, a qual sabe que, ao fazer um videoclipe, tem que se esforçar para fazer um senhor videoclipe, remetendo a uma certa quase estrela, uma cantora de boa voz, mas sem estilo nem atitude, ao contrário de Gaga, uma bomba atômica de atitude, sabendo que tal atitude, além de boa música, assegura o se destacar a nível mundial, nesse mercado tão concorrido, com tantas divas maravilhosas concorrendo pela atenção do público, nas palavras de um certo psiquiatra para mim: “Tens que ter mais agressividade, pois vives num mundo competitivo!”. É a imagem do deus Marte, o deus da guerra, da batalha, da luta pela vida, na pessoa que encara a luta, ao contrário do morador de Rua, o qual quer, com todas as suas forças, fugir da luta, pagando um preço muito alto, que é o degradante estilo de vida de morador de rua, nas palavras de uma certa e inesquecível médium espírita: “Deus quer nos ver lutando! Deus não quer nos ver atirados nas cordas do ringue da vida!”. Neste quadro temos um impulso, uma projeção, numa pessoa alçando voos altos, num sonho e numa ambição, remetendo às pessoas equivocadas, as quais acham que não obtiveram sucesso por causa do Mundo, quando o Mundo não tem culpa se fulano é um medíocre, remetendo a um certo senhor, o qual almejou ser o homem mais sexy do planeta, falhando retumbantemente, nas duras lições de humildade que a Vida nos ensina, um senhor arrogante, que inclusive me chamou de “idiota” – a arrogância precede a queda. Aqui é um momento de diversão e recreio, como no deslumbrante complexo de parques temáticos da cidade americana de Orlando, nuns EUA tão, mas tão ricos, numa malha hoteleira arrojadíssima, no lazer de famílias americanas, como Gramado, com tudo feito para encantar tal turista. Aqui é uma jovialidade, na capacidade da criança em se contentar com pouco, como aprendi que podemos ser felizes com pouco.
Acima, Bela. Esta modelo é recorrente nas obras de Bo Bartlett, olhando-nos, desafiando-nos, como numa enigmática Monalisa, seduzindo as pessoas que vão ao Louvre, na característica da grande obra de Arte, que é render inúmeras interpretações, num quadro pelo qual da Vinci se apegou muito, não querendo ficar longe de tal obra, algo como uma figura materna, fazendo de uma mulher a maior obra de Arte de todos os tempos, numa certa decepção ao visitante, vendo que se trata de um quadro pequeno, na sabedoria popular de que tamanho não é documento, num Tom Cruise, um tampinha que se tornou tão poderoso, na busca do Mundo da Moda por modelos altos, no termo “Sua Real Alteza”, ou seja, altitude, na superioridade dos espíritos que têm apuro moral, o qual é o sentido da Vida, pois tornar-se uma pessoa melhor e mais honesta é o sentido da Vida, num caminho de depuração, como num diamante sendo lapidado; como entrar numa faculdade e passar por uma bateria de ensinamentos, num caminho autodidata, no qual a pessoa tem que aprender por si o que é simplicidade, na noção de da Vinci de que a simplicidade é o mais elevado grau de sofisticação, como nas obras de Botticelli, iluminadas, claras, com traços atentos ao essencial, no continuum entre luz, luxo e leveza. O amarelo do vestido é a vida, o brilho do ouro, na cor da gema de ovo, do alimento, numa cor quente, que traz vida, na cor do Sol, da luz da vida, aquecendo, no deus egípcio de Rá, o disco solar que traz a luz e a vida, na noção de Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida!”, como “Tao” significa “caminho”, em guias nossos, como minha irmã e eu, ouvindo, desde pequenos, Elis Regina no carro com nossos pais, numa Elis guia, guiando-nos pela estrada da Vida, na capacidade do grande artista, que é se tornar um deus sacrossanto de Arte e Vida, no poder da Arte em unir as pessoas, como uma multidão ensandecida num concerto de grandes bandas e cantores, no dom de certos artistas em excitar uma plateia e “atiçar fogo” nesta, ao contrário de um show de Lenny Kravitz no Brasil, um artista o qual, apesar de ser um grande astro, uma grande voz e um grande repertório, não soube puxar o povo, fazendo um show morninho, meio sem sal, por assim dizer, o que é uma pena – na vida não se pode ter tudo, não? Os cabelos da musa ondulam sensualmente ao vento da beiramar, numa orla que tanto fascina Bartlett, na liberdade do ar puro do mar, no sopro de vida que vem do mar, no frescor da Vênus de Botticelli, novinha, como nas rainhas metafísicas, líderes que não envelhecem no Plano Superior, no costume caxiense de sempre eleger uma nova rainha para a Festa da Uva, fazendo com que a nova moça faça metáfora com a juventude imortal metafísica, num sucessão de rainhas que faz metáfora com tal ausência da passagem de tempo, numa dimensão onírica, bela e fina, na qual nada se perde, nem o mais humilde trabalho de gari varrendo ruas, com tudo fazendo parte da construção da grande carreira espiritual, na ironia de que, no Céu, segue imperando a necessidade de nos mantermos operantes e produtivos, no Éden para os que gostam de se sentir úteis ao Mundo; no prazer de se fazer algo de bom para o Mundo. O pingente é uma nobreza, nos metais nobres, fazendo da durabilidade das coisas nobres metáfora com a ausência de passagem de tempo, como uma mesa de madeira que eu tenho em casa, de uma madeira nobre, a qual, com várias décadas de uso, não tem um único foco de cupins, ao contrário das madeiras de baixa qualidade, com seus focos de cupins, no termo “marca diabo”, apontando produtos de baixa qualidade. A moça aqui é a juventude, como na embalagem do leite condensado Moça, com a menina com um balde de leite sobre a cabeça, na pureza da donzela Arwen, de Tolkien, entregue pura e casta ao marido, no machismo patriarcal no qual a mulher não pode ter vida sexual ativa, trazendo a transgressão corajosa de certas mulheres famosas, na mensagem ao final do filme Barbie, num manifesto antipatriarcado, na liberdade da mulher em ser o que ela mesma quiser ser.
Acima, Betsy no espelho. O espelho é tal símbolo de feminilidade, no esforço pela beleza, nas mulheres fazendo “loucuras” em nome da beleza, como se submeter a dolorosas e complicadas cirurgias plásticas, remetendo a uma certa socialite americana, desfiguradíssima, num transtorno de imagem gravíssimo, uma mulher rica, que pode bancar tantas cirurgias, em cirurgiões antiéticos, que sabem que uma nova cirurgia só a deixará ainda mais desfigurada, mas que topam operá-la por causa do dinheiro, ou seja, uma falta de apuro moral, como um certo senhor que me enganou certa vez, e a vida é um inferno para os que não são honestos, com suas consciências os cutucando, como um certo assassino desencarnado, vendo os olhos alegres e sorridentes das pessoas que matara na Terra, num peso de culpa, num inferno, em sociopatas que acabam rechaçados, sepultados sem entes que os amam, como um certo sociopata, um mentiroso de marca maior, uma pessoa que, com certeza, vai acabar enterrada “como um cachorro”, sem fazer muita falta no Mundo. O decote aqui é ousado, nas ousadias da Moda, em sopros de vogues que varrem o Mundo, como no boom de Carmen Miranda, num boom de alegria e música em meio aos horrores da II Grande Guerra, num contexto em que não havia muito clima para celebrações, como na Festa da Uva de Caxias, num hiato sem festas desde o início da Guerra até o fim dos anos 1940 – não havia ânimo no inconsciente coletivo. O quadro aqui não é totalmente centralizado, e a modelo está no lado, como em coberturas jornalísticas pela TV, com o jornalista à esquerda ou à direita, deixando aparecer um destaque gráfico na reportagem. Aqui, nesta obra, o retiro ao lado mostra uma folga, um vazio magnético, no magnetismo sensual dos espaços vazios, num decorador sábio, que sabe que um ambiente tem que ter tais espaços vazios para o uso do dia a dia, como enfeites e adornos em uma mesa de console: A parte mais dianteira, à frente da pessoa, tem que estar vazia, sem adornos, para o uso do cotidiano, ou como numa de centro numa sala de estar, vazia, sem adornos, ou se, com adornos, adornos que não podem roubar totalmente os espaços vazios em tal mesa – a sensualidade reside precisamente nos espaços vazios, nesse vazio de Tao, que é a página em branco na qual escrevemos nossas vidas, como um escritor, ou como um bom ator, que some perante o personagem, ao contrário do mau ator, que “esconde” o personagem. Os cabelos presos são a disciplina, o siso e a discrição, como antigamente, quando mulheres não podiam sair pela Rua com os cabelos soltos ao vento, em sopros transgressores de renovação corajosa de Chanel, uma espécie de feminista, libertando a mulher, no famoso corte de cabelo Chanel, numa Coco corajosa, inovadora, dizendo certa vez a um jornalista: “Os jovens de hoje não têm coragem! São uns medrosos!”. É como no pedido de um glorioso Papa Francisco a uma plateia de jovens católicos: “Sejam revolucionários!”, num homem humilde e simples, do povo, no rei simples, que toma o mesmo tipo de café que os seus súditos tomam, pois o rei que se afasta de seu próprio povo deixa de ser líder, como num Romanov deposto pelos comunistas, ou como no grande golpe de estado que foi a Revolução Francesa, na voz de um povo oprimido e infeliz, padecendo por causa do simples preço do pão. O vermelho é a vida, no sangue que seduz os vampiros, na famosa capa rubra de Drácula do filmão Drácula de Bram Stoker, num merecido Oscar de Figurinos para tal película, em cineastas que se esforçam ao máximo num filme, colocando ali tudo de bom e de melhor, no modo como não me canso de dizer que o sucesso é um amante infiel, pois hoje está com você, e amanhã você não sabe, como um certo diretor, cujo ponto alto de sua carreira fez “diminuir” a percepção sobre outros filmes de sua carreira – o sucesso é um cu, com o perdão do termo chulo. A moça sorri brandamente como uma altiva Nefertiti, num sorriso discreto de uma Gisele, nessas mulheres que tecem teias de sedução, no talento estadista de uma Cleópatra, num filme que quase quebrou um estúdio!
Acima, Betsy Eby. Aqui são altivos perfis de monarcas em moedas, na sabedoria de que, quem já reinou, jamais perde a majestade, numa pessoa que reinou numa vida passada, trazendo todo um residual, como uma certa artista plástica, altiva, parecendo ser a “dona da festa”, parecendo usar uma altiva coroa, no peso sobre a cabeça de quem reina, nos encargos de responsabilidade, remetendo a reis sociopatas como Calígula, no poder pelo poder, num rei em relação ao qual o povo romano, o senado romano e a corte romana se deram conta: Nosso rei é louco! Então, um parente do monarca louco tramou o assassinato de Calígula, colocando fim num reinado conturbado, como no infame reinado do faraó Aquenáton, desprezado dos registros oficiais, num Egito que quis se esquecer de tal legado transgressor, sepultando o corpo dele sem a tradicional mumificação, tal o desprezo do Egito por tal líder, num Egito em que qualquer faraó era devidamente mumificado, nos rituais de passagem da pessoa pelo mundo dos mortos, no impacto que o Cristianismo teve sobre o clássico paganismo da Antiguidade, ao ponto do rei romano se tornar cristão oficialmente, nos impérios que ascendem e descendem, como as vaidades humanas indo e vindo, vivendo e morrendo, perecendo, permanecendo Jesus pela eternidade, uma figura na qual podemos depositar as esperanças de que um mundo bem melhor nos espera lá em cima, num mundo de amizade, onde todos se respeitam, sem qualquer criminalidade, remetendo a um certo senhor sociopata, um mentiroso, um espírito que certamente irá ao Umbral ao desencarnar. O pescoço delgado é forte, no pescoço poderoso do busto famoso de Nefertiti, na fragilidade que se revela força, no discernimento básico de que fino é forte de que grosso é fraco, num Ser Humano que sempre se perde, ignorando o discernimento taoista, como nas tragédias das guerras, deixando rastros de destruição, privação e fome, pois quando Tao é perdido, a confusão reina, como no bangue bangue de Trump contra o Irã, numa condução conturbada e tortuosa, pois um homem de Tao jamais recomendará violência, sempre primando pelo diálogo diplomático, no cavalheirismo no fio do bigode: Vamos sentar e conversar, pois, conversando, nós nos entendemos! É como no rei da Tailândia, um homem cordato e respeitado, sempre primando pelo diálogo, sempre fazendo tudo em nome da paz, na dignidade das famílias de realeza, as quais, em suas belas tradições, representam um mundo melhor e mais pacífico, num mundo mais belo, no qual o tempo não passa. A janela ao fundo é a perspectiva, na luz que entra beijando a tela, no talento de um diretor de fotografia num filme, merecendo prêmios, no modo como a arte do Cinema abraça as Artes Plásticas, pois as artes estão umas dentro das outras, como no inevitável casamento entre Música e Dança. O cabelo ajeitado é a autoestima, da pessoa que gosta de si mesma e que se arruma para sair de casa, pois dá gosto de ver uma mulher elegante, bem vestida, arrumada, como num talento estadista de Elizabeth I, a qual sabia do valor da aparência na vida pública, arrumando-se muito na hora de ir a público, como em sessões com o parlamento, no modo como a aparência ajuda a pessoa na vida pública, numa mulher impecável, sempre com os cabelos impecavelmente tingidos, ou como no ato de se perfumar, agradando as pessoas. A moça aqui tem uma grande paciência para posar, como antigamente, antes da Fotografia, no modo como a Fotografia libertou a Arte da função retratista, remetendo a um certo artista plástico em Porto Alegre, o qual tira fotos tuas no estúdio e, depois, a partir da melhor foto escolhida, faz uma pintura tua a óleo. Aqui temos uma elegância, na elegância do homem de Tao, como um Obama, amado e respeitado, um homem que respeita os vizinhos no Mundo, mas firme para ordenar a execução oficial de um grande terrorista. A moça aqui tem disciplina e abraça sua função social de líder, como numa cédula de dinheiro, na regência responsável, no paradoxo inglês – o monarca reina, mas não governa!
Acima, Bodhisattva. Aqui é um papel de guia, num pastor numa igreja, no sermão do padre, remetendo a um coleguinha meu de Ensino Fundamental, o qual se tornou padre, e cabe a mim respeitar, pois a vida dele não é minha – respeitar é algo relativamente simples. Neste cume, neste topo, há a elevação espiritual, numa elevação moral, na pessoa que odeia mentir, no modo como, lá em cima, a mentira perece, e tudo é colocado de forma clara, indo para o Umbral os que mentiram na Terra, no modo social de execrar os mentirosos, como um certo senhor, sofrendo processo de impeachment, rechaçado pelo povo, no fim trágico do ditador Mussolini, odiado pelas pessoas, enterrado sem qualquer honra ou dignidade, muito menos respeito, no modo inevitável de que respeito é para quem o tem – como posso ser respeitado se sou um sádico que gosta de ver os outros sofrerem? É como um certo senhor sádico, o qual exclui de minha vida, um senhor que terá tal fim trágico de vida, indo ao Umbral inevitavelmente, no plano da loucura de um prisioneiro que não quer sair da prisão no glorioso dia de soltura, de desencarne – é uma ausência de lógica, numa pessoa cujos atos analisamos e não encontramos lógica, como um certo sociopata recentemente preso por feminicídio, com uma inocente cara acima de qualquer suspeita. O guia aqui está para nos mostrar o Mundo da forma mais clara possível, no papel do psicoterapeuta de nos mostrar o Mundo da forma mais fria possível, no poder do pensamento racional, protegendo o coração das dores sombrias, ao contrário da pessoa que se deixa guiar pelo coração, sofrendo assim, como um certo rapaz caminhoneiro, o qual levava uma vida duríssima, trabalhando arduamente, uma pessoa que sofria ao se deixar guiar apenas pelo coração, nunca ouvindo a fria razão, na metáfora do busto blindando a Mulher Maravilha, que é a pessoa bloquear o assédio de espíritos maldosos, num espírito maldoso que os espíritas chamam de “encosto”, ou seja, um vampiro desencarnado empenhado em nos fazer sofrer, no caminho espírita da mortificação, quando a pessoa deixa de ouvir o traiçoeiro coração e ouve esta coisa maravilhosa que Deus nos deu chama CABEÇA, na fria razão dos números, na beleza fria dos números, fazendo de Deus tal lógica, partindo de um para dois, de dois para três etc. As vestes aqui são pudicas e decentes, como numa imagem de Nossa Senhora, na qual apenas e face os alvos pés descalços são mostrados, como na machista burca, impedindo a mulher de viver, no modo patriarcal de tolher a sexualidade feminina, como na boneca Barbie, sem vagina, no pai que, ao ver a filha nascer, planeja entregá-la pura e casta ao marido na Igreja, como na donzela Arwen, de Tolkien, pura como a mais pura e alva nata, na mulher que vive na sombra de um homem, no modo como a Vida em Sociedade sempre cobra do homem o desenvolvimento da agressividade, pois se sou uma mulher mãe, esposa e dona de casa, anônima e microscópica, não tem problema. A fumaça aos pés do líder espiritual é o espírito fluidio, sexy, numa água com vida, que nunca para de correr, como Tao é tal água com vida, sempre regando e nutrindo, num papel de provedor de um lar, deixando claro quem manda ali dentro de tal casa, impondo normas aos filhos, como meu pai, o qual sempre, às dez da noite, mandava minha irmã e eu para a cama, mesmo que fôssemos a contragosto para a cama, como na casa de uma certa psicóloga, com leis rígidas para os três filhos, numa sensação de proteção e invólucro, de lar, como um pai dizendo ao filho no fim de um domingo de doce vadiagem: “Acabou o fim de semana! Tu tens que jantar, tomar banho, revisar as tarefas de casa escolares a arrumar teus livros para amanhã, pois, amanhã, começa tudo de novo!”. Remete a uma certa rígida e exigente professora de balé, nunca permitindo que uma aula parasse de render. O líder aqui está no mais elevado grau de sofisticação, que é a simplicidade, como numa pessoa que tem estilo, que tem critérios na cabeça, ao contrário daqueles que têm que ser “escravos” de grifes pretensiosas.
Acima, Bons e velhos dias. Aqui é o encargo de pai, provendo um lar e uma família, num pai tão zeloso que foi o senhor meu avô por parte de mãe, nunca deixando algo faltar dentro de casa, sempre proporcionando boas casas para a esposa e os filhos, sempre proporcionando uma mesa farta no almoço, numa família numerosa, com seis filhos. O peixe aqui é como um troféu, numa pilhagem, como um certo senhor, o qual amava ir ao campo com amigos para caçar perdizes, num homem que ama tais desafios, como uma certa pessoa, para a qual quanto mais difícil, melhor, como numa eterna gincana, no tesão de um surfista frente a um desafiador mar com ondas grandes, prostrado perante um mar sem ondas, como eu disse a um certo professor meu de faculdade, no primeiro dia de aula da cadeira: “Estou aqui para novos desafios”, naqueles professores talentosos e exigentes, que valem cada centavo da mensalidade, mas já, outros professores, nem tanto – deve assim ser em qualquer faculdade. O peixe é a tradição da Semana Santa, no poder das tradições, como a senhora minha bisavó, a qual, na Sexta Feira Santa, proibia em casa as pessoas de rir ou falar alto, com o rádio emitindo canções fúnebres, no milagre do desencarne, quando Jesus se libertou da carne e voltou a maravilhoso lar primordial celestial, no inevitável dia de libertação – sim, meu irmão, desencarnarás, na sabedoria popular de que, para morrer, basta estar vivo. Os altivos pinos ao fundo são tal majestade de natureza, no modo como os campos e florestas vestem roupas maravilhosas, fazendo dos palácios meras cópias de tal beleza natural, num rei que contempla o ar puro de seu reino, mal se importando com os luxos palacianos, nas simples casas do cidadão comum, recebendo-nos e servindo-nos um café, na proximidade de um líder de seu povo, como no paradigma democrático, a forma mais legítima de governo – o presidente é um dos nossos, é nosso igual, que elegemos para nos governar por alguns anos, ao contrário do Egito Antigo, no qual o líder era visto como um deus em carne de homem, numa mescla entre religião, arte e política. A mulher repousa a cabeça no marido num ato de carinho e amor, amando o homem que provê o lar, nas divertidas palavras de um certo colega meu de faculdade: “Quem gosta de homem é veado! Mulher gosta mesmo é de dinheiro!”. A criancinha ainda é muito pequena para entender o Mundo, na candura infantil de se divertir com pouco, como no trenó Rosebud de Cidadão Kane, numa época em que a vida é simples, com brincadeiras com amiguinhos, no delicioso faz de conta da criança, como no seriadão Chaves, na criança que quer brincar para imitar o mundo dos adultos, como brincar de cabeleireiro, num seriado que tão fundo penetrou nos corações de inúmeros fãs, no poder da comédia, que é o Ser Humano rindo de si mesmo, no poder de um bom palhaço, como os mestres Rowan Atkinson e Jim Carey. Aqui é algo exibido com orgulho, numa conquista, como um Oscar, no problema do sucesso – quando este vem, tenho que saber sobreviver e continuar tocando a vida com humildade, em troféus que pode se revelar maldições. O peixe é a biodiversidade, numa Natureza tão rica na Terra, num planeta tão rico biologicamente, riquíssimo, nos esforços de cientistas em detectar vida fora daqui, em sondas enviadas sistema solar afora, num Ser Humano ainda tão aquém de conhecer o que nos cerca, num Cosmos tão, mas tão vasto, na máxima islâmica de que Alá é grande, com galáxias as quais precisaríamos de alguns milhões de anos na velocidade da luz para cruzá-las de ponta a ponta, sendo que o Homo sapiens pela Terra mal tem um milhão de anos de história – é muito grande. Aqui temos a estrutura de uma família, num grupo organizado, com hierarquia – os mais velhos mandam! É como na hierarquia espiritual, a qual nunca é imposta a força, hierarquia na qual os mais pacíficos regem os menos, tudo em nome da paz e da amizade, ao ponto de eu fazer questão de obedecer ao meu irmão mais depurado.
Referências bibliográficas:
Bo Bartlett. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 20 ago. 2025.
Paintings. Disponível em: <www.bobartlett.com>. Acesso em: 20 ago. 2025.











