quarta-feira, 30 de setembro de 2026

No mundo da Luna (Parte 4 de 21)

 

 

Falo pela quarta vez sobre artista plástica brasileira Ana Karina Luna. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Valapaneja. Aqui é como um ciclo, como num ciclo de lavagem numa máquina de lavar roupa, como um ciclo fechando e encerrando, esgotando, como um certo instituto cultural, esgotando, virando um “abacaxi”, como uma certa rádio, a qual, ao surgir nos anos 1990, era top de audiência, agradando todos os grupos, mas uma rádio que, hoje, está virando abacaxi, e terá que se reinventar para se manter, como um artista se reinventando, sabendo que, se parar, virará “peça de museu”, em bandas longevas como o U2, sabendo que, de tempos em tempos, material novo tem que ser injetado na praça, remetendo à excelente banda A-Ha, a qual terminou, infelizmente, marcando tanto nos anos 1980, mas virando abacaxi com o passar dos anos, num desperdício, pois se trata de uma banda talentosa, de canções belas, marcantes, remetendo a Cindy Lauper, a qual não sobreviveu aos anos 1980, só tendo pertinência para quem viveu tal época, uma artista insignificante para esta nova geração que está vindo aí – a geração digital. Aqui são os braços gravitacionais de planetas, atraindo satélites, na hierarquia gravitacional do Cosmos: As luas giram em torno dos planetas; os planetas giram em torno das estrelas; as estrelas giram em torno dos centros galácticos. Remete ao absurdo dos terraplanistas, achando que a Terra é plana como uma tábua, algo refutado absolutamente pela Ciência, a qual tem que ser respeitada: O quer seria do Mundo sem a Ciência? Não é universal a Ciência? Não são universais o Ser Humano e o pensamento racional? Aqui é como um polvo se movendo, em todo um instinto, movendo-se para se alimentar, numa função tão básica de um ser vivo, remetendo aos esforços para tirar o Brasil do mapa da fome, em cidadãos que não vivem, mas sobrevivem, vivendo com o mínimo, como esses catadores de lixo seco, levando uma vida tão, mas tão dura, como no árduo serviço de gari, passando os dias de sua encarnação varrendo para cima e para baixo as ruas de uma cidade, um serviço tão essencial, que é a limpeza de uma cidade, como o atual prefeito de Caxias do Sul, mantendo em ordem os containeres de lixo pela cidade, na coleta maquinada, sepultando a era dos lixeiros que catavam os casacos de lixo a mão, nas responsabilidades de um prefeito, remetendo a um certo senhor impichado, uma pessoa arrogante, que não ouvia os outros, num caminho autocrata, no modo como o poder pode seduzir o Homem, na metáfora do Anel do Poder, corrompendo os mais nobres corações, em sonhos de loteria, fazendo infelizes os ganhadores da loteria, mesmo parecendo que tais vencedores são as pessoas mais felizes do Mundo, remetendo ao Plano Superior, no qual existe riqueza, mas não dinheiro, em lugares suntuosos, belos, luxuosos, nas mansões da Vida Eterna, no inconcebível poder o infinito, que é Deus, no fato de que jamais findaremos, e a Eternidade sobre a qual pode ser falada não é a verdadeira Eternidade – Vida Eterna, que assim seja! Aqui é como um disco girando, como um planeta girando, na espiral dos discos de vinil, em eras em que tais discos não podiam ser expostos à luz direta do Sol, vindo então o CD, uma mídia mais simples e moderna, algo hoje ultrapassado, reduzindo tudo a software, como já era dito nos anos 1980, com o advento dos microcomputadores – quem não tiver acesso a tais tecnologias, não viverá no Mundo normal, e, hoje, quem não está conectado, sente-se “nu” e desalentado, fora do Mundo real. Aqui é como um crustáceo aderindo a pedras, na força da Vida, sempre lutando para viver, para vencer, na luta pela Vida, como uma pessoa guerreira, que sabe que não há vitória sem luta, remetendo a um certo senhor workaholic, trabalhando demais, sem ter sábados, domingos e feriados, sempre na firma, desrespeitando a si mesmo, um senhor que acabou tomando no cu, com o perdão do termo chulo, tendo que fechar as portas da firma que abrira e voltar a ficar submetido a um patrão, em duras lições da Vida, num Deus que quer no ver humildes, com os pés no chão, no caminho da pessoa ser amiga de si mesma, num autorrespeito. Aqui é como a organização de uma tribo amazonense, no centro da aldeia, no caminho do Homo sapiens em definitivamente se diferenciar dos animais, produzindo artefatos de Arte, como cerâmicas, algo que nos diferencia dos primatas restantes. Aqui é como a “multidão” de luas em torno de planetas de forte gravidade como Júpiter, ou de lixo espacial na Terra.

 


Acima, Vazio na quarentena. Aqui é o pesadelo da crise de abstinência de heroína no filmão Trainspotting, no desespero do dependente químico, que é só querer se drogar, sem se alimentar, sem tomar banho, sem dormir, sem trabalhar e sem estudar, remetendo a um rapaz que conheci certa vez, viciado nessa droga horrorosa que é o crack, a droga que é um “pé na cova”, no rapaz que vivia preso dentro de sua própria casa, sem poder sair e viver, um rapaz que morreu ao tentar fugir de casa, no pai declarado a um repórter de jornal: “Foi um alívio meu filho ter morrido – ele estava sofrendo muito!”, e era um guri alto e bonito, com toda uma vida pela frente, botando tudo a perder pela pedra maldita, como no filmão Traffic, mostrando todos os lados envolvidos na droga, inclusive uma moça que se vicia em crack, num filme contundente, num narcotraficante o qual, ao desencarnar, vai ver a vida vazia e egoísta que levou na Terra, chegando ao ponto de pedir perdão a cada jovem para o qual vendeu droga, num caminho de arrependimento, numa pessoa que se equivocou na Terra, decidindo reencarnar numa vida mais nobre e produtiva, longe dos horrores do submundo do narcotráfico, no qual a inadimplência tem pena capital, no traficante mandando executar o inadimplente, como certa vez um senhor que roubou o carro de minha amiga, talvez um homem desesperado para não ser executado pelo chefão traficante, com este dando a arma ao drogado e dizendo: “Aqui tá o cano! Te vira!”. Aqui é um isolamento, num pesadelo de cárcere, como no submundo, no qual a pessoa, no fundo, não gosta de estar, mas não consegue sair dali - prisão, meu irmão. É como num desolado labirinto, no qual estamos perdidos e solitários, e eis que nessa escuridão toda surgirá alguém verdadeiro, na vitória do nobre e do fino sobre o submundo, remetendo ao breu de uma certa boate, com um pai de santo de Umbanda entrando ali e percebendo ali dentro espíritos se arrastando e sofrendo, na sujeira do Umbral, o lugar onde estamos sem amigos, como o sociopata, sem amar e sem ser amado, nesses “nós” que os sociopatas querem dar em nossas mentes, como se nós, os bonzinhos, fôssemos o sociopatas malas, pedantes e cruéis –é um horror, pessoas cujas ações analisamos e não encontramos lógica, como já disse uma certa sociopata: “O Mal é mais interessante!”, ou seja, fica fácil de detectar tal defeito de caráter. Aqui é como túmulos no Vale dos Reis no Egito, numa técnica tão perfeita e civilizatória, deixando-nos perplexos frente a tal sofisticação, no modo do Homem ver a morte e lidar com esta, nas palavras de alento espírita, dizendo que um Mundo melhor nos espera lá em cima, na dimensão na qual estamos entre amigos, nos versos sensíveis do excelente músico gaúcho Duca Leindecker: “Sonhei que as pessoas eram boas em um mundo de amor, e acordei neste mundo marginal!”. No fundo do quadro, uma luz de esperança, na imagem de esperança do Espírito Santo, no glorioso dia de desencarne, no qual nos libertamos de todo e qualquer problema relativo ao corpo carnal, na noção taoista de que, se o corpo morrer, não tem problema, na universalidade da fé humana, como num centro espírita, no qual temos que entrar com fé, pois, do contrário, a visita não surtirá efeitos positivos. Na cabeça aqui, uma fertilidade de ideias, num artista rico mentalmente, cheio de instinto e verve, ousadia, como num precursor Elvis Presley, um tanto mal compreendido em vida, causando frisson com o seu tradicional rebolado roqueiro, valendo o apelido: “Elvis, o pélvis!”, no poder da Arte de renovar e trazer o novo, como num boom revolucionário nos anos 1980, “sepultando” a década anterior. O vermelho é o interior uterino, a sala, o mundinho fechado, o pertencimento, num lugar agradável, como no Plano Superior, no prazer de uma piscina quentinha e acolhedora, no Ventre Sacrossanto que nos criou de forma imaculada e única.

 


Acima, Verbulana. Aqui é como uma banda, com um pandeiro sendo tocado, nas raízes afro vibrantes do Brasil, nos tambores, na cultura popular do samba, vindo dos morros, do povo, das favelas do Rio, numa cultura que veio do povo e a este pertence, derivando posteriormente para o pagode, num ritmo tão brasileiro, como todos os outros ritmos brasileiros, encantando turistas que vão ao Rio para respirar tal arte, como falou certa vez um sociólogo, dizendo que tais movimentos afro de cultura foram uma resistência frente aos horrores escravocratas, como na novela Sinhá Moça, da Globo nos anos 1980, mostrando os negros jogados numa senzala como cachorros num canil, na evolução sociocultural que foi a abolição de tal escravatura, resultando, depois, no feriado nacional de Consciência Negra, em recursos para se denunciarem crimes de injúria racial, como numa rede de supermercado de Caxias do Sul, numa funcionária negra processando o empregador, ganhando uma farta indenização na Justiça, em questões raciais delicadas na Argentina, por exemplo, na qual, na abolição da escravatura, os negros foram reunidos em navios e enviados África, numa espécie faxina étnica, ao contrário do Brasil, um país de pardos e negros, na evolução das cotas em universidades, na democratização do conhecimento e da educação, no poder civilizatório da caneta, da escrita, da palavra registrada, num acúmulo de conhecimento e esclarecimento. Aqui é como medusas, águas vivas com seus cáusticos tentáculos, provocando queimaduras na praia, com salva vidas já equipados com vinagre para tratar de tais ferimentos cutâneos, no nobre trabalho do salva vidas, zelando pelas vidas dos banhistas, como os bombeiros e os policiais, nossos heróis, zelando pelo corpo social, autoridades que devemos respeitar, num trabalho tão duro, com um “leão sendo morto por dia”, autoridades que podem nos enquadrar por desacato, ou seja, comporte-se! E tudo se reduz a comportamento: Se não se comportar, vai de castigo, como pessoas internadas psiquiatricamente, colocadas “de castigo” por terem se comportado mal, no broche no jaleco de uma certa enfermeira, com uma pombo e a palavra “Paz”, seguida de ponto de exclamação, num paciente que fica um tempo sob observação de psiquiatra, como um certo psiquiatra o qual aprendi a respeitar, um homem sério, que sabe que o Mundo é um plano competitivo, no qual a pessoas têm que ter competência se quiserem ter sucesso, numa lei muito simples: Quem não sabe conduzir, não se estabelece! Remete a uma certa cantora, a qual, de tão microscópica, acha que á culpa é do Mundo por tal cantora não ter obtido sucesso, e não diz o ditado popular de que quem tem pena é pato? Aqui remete ao brinquedo do Castelo de Grayskull, o qual tive em minha infância, com um porão no qual ficam aprisionados e reprimidos os instintos básicos animalescos, como disse um certo psiquiatra: “Não desperte a fera que existe em você!”, na sabedoria taoista de que a paz é maior do que a raiva e de que o perdão é o caminho natural da Eternidade, com desavenças sendo resolvidas e amizades sendo feitas, como uma senhora a qual incomodei profundamente, e um dia ela e eu seremos amigos, antes ou depois do desencarne, na noção taoista de que tudo se resolve por si, como um ferimento cicatrizando lentamente. Aqui é como uma plateia sendo “incendiada”, num artista que sabe pisar num palco e puxar o povo, ao contrário do show de Lenny Kravitz no Rock in Rio, um artista o qual, apesar de ser uma grande voz e uma grande presença pop rock, não soube puxar o povo, mesmo tendo entregue competentemente o show, executando bem todas as canções, ao contrário de Madonna, esta, sim, uma incendiadora de plateias – é uma questão de dom inato, instintivo. Aqui é um momento de euforia carnavalesca, no momento em que nos desligamos um pouco do siso do dia a dia, como na redentora happy hour, num alcoolzinho injetado na corrente sanguínea, na universalidade da bebida alcoólica. Aqui é um quadro de empatia, como amizades sendo feitas, como fazer amizades no colégio.

 


Acima, Vertipani. Engraçados os nomes que Luna dá às suas obras! Aqui remete a um filme da franquia Alien, com a personagem de Sigourney Weaver mergulhando no meio de um ninho mucoso de alienígenas, numa intimidade, num tom de lar, fazendo de nossos irmãos pessoas tão íntimas e próximas, em familiares que sabem pelo que passamos existencialmente, dando-nos um ombro amigo e um acompanhamento existencial e psicológico, no valor do amigão de verdade, como um amigão meu certa vez, uma pessoa que me conhece profundamente, e num momento e que eu estava perdido na Vida, ele me disse: “Estás perdido!”. Remete às amizades fúteis, que só são para a hora da festa e do oba oba, pessoas que nos cercam, mas que fazem com que nos sintamos sozinhos, num paradoxo, amigos que não sabem (e nem querem saber) pelo que passamos, e isso é fácil de detectar, como um amigo fútil pura e simplesmente me dizendo: “Não estou nem aí se estás bem ou mal!”, numa sensação de prisão, com pessoas que não torcem muito por nós. Aqui é como um chocalho para bebês, na fase da Vida em que a criança está se familiarizando com o Mundo ao redor, no processo de crescimento, encadeado com o processo espiritual de apuro moral, na lei dialética que diz que processos podem se encadear, talvez se encadeando com o processo de estudar e passar de ano na escola, nessa delícia que é estudar, com a pessoa se esforçando para fazer muito bem os trabalhos que os professores exigem, enchendo estes de orgulho, como eu mesmo já tive uma experiência como professor, e um aluno aplicado enche o professores de satisfação, como uma colega que tive, aplicadíssima nos estudos, tirando as melhores notas do colégio inteiro, uma pessoa cujo objetivo e sonho era gabaritar todas as disciplinas, adquirindo um semblante seríssimo quando recebia a prova corrigida e não tirava dez, exigindo tanto de si mesma, aqueles “anjinhos” que os professores amam, como outra certa pessoa, aplicadíssima, tirando colocações excelentes em vestibulares, ao ponto de uma instituição universitária oferecer a esta pessoa o curso de Direito, sem necessidade de pagar mensalidade, no modo como cada um vai trilhando seu caminho, cabendo a nós respeitar as decisões dos outros, pois a Vida é destes, e não nossa – respeitar é fácil, meu irmão, mas o Ser Humano é eternamente seduzido por caminhos mais escuros e infelizes, como uma certa senhora fofoqueira, financeiramente rica e psiquicamente miserável, uma senhora que não faz merda nenhuma, com o perdão do termo chulo, e como posso respeitar e tirar o chapéu para uma dondoca improdutiva? Aqui são vários olhos nos observando, como uma plateia, num fã clube, no momento de puro prazer do artista no palco, a parte lisa e doce do trabalho, frente à parte áspera do trabalho mambembe, que é movimentar equipes, banda e maquinários, sem falar em muita estrada, aeroporto e hotel, no discernimento taoista: Fácil e difícil são faces do mesmo trabalho, na questão da disciplina, nas humildes palavras de Gisele a fãs: “Desculpem, gente, mas tenho que trabalhar!”, e quanto mais humilde sou, mais longe vou, apesar de parecer o contrário. Aqui são como vários ovos que as tartarugas botam na areia, frente ao mar, com santuários de preservação ambiental, em lugares como a Praia do Rosa, em SC, um santuário no qual é uma heresia enorme colocar lixo na areia, como uma certa senhora no Rio de Janeiro, catando da areia o lixo que as pessoas relaxadas abandonam na orla, remetendo ao povo japonês, tão polido e limpo, na falta que faz a Cultura Erudita no Brasil, a cultura civilizatória, nos esforços de Brizola em construir escolas pelo Brasil inteiro, esses homens excepcionais, que constroem belas carreiras públicas, ao contrário de outros senhores grossos, pois o homem de Tao é polido e nunca recomendará violência, um homem limpo, por assim dizer, o qual só toma ação quando é necessário, como a monarca Elizabeth II, tomando uma série de ações diante o falecimento da lendária Diana, nesses carismas avassaladores, uma Di a qual, ao perder oficialmente o título de princesa, transcendeu enormemente, dando a volta por cima.

 


Acima, Vissurine. Aqui é uma pessoa com capacidade distributiva, enviando para o Mundo, causando comoções, como no surto psicótico público de Britney Spears, indo para as duras dez semanas na clínica de reabilitação, humilhada, tendo que varrer o chão da clínica, humilhante para uma popstar de tanta fama e renome, na diva dizendo aos fãs pelo Twitter: “Fui para um luar humilhante chamado reabilitação!”, nesses choques de realidade, no termo em Psicologia: Colocar os dedos na tomada elétrica! É como uma pessoa borderline que conheci, aquela pessoa sempre no limite, uma pessoa difícil de se conviver no ambiente de trabalho, e, hoje em dia, com as medicações, é tudo mais simples – tome o remedinho, irmão! Na parte de cima temos um leque, numa cabeça ventilada e arejada, por assim dizer, no avanço que foi a invenção do ar condicionado, remetendo às eras antigas do Rio, com aquele calor de verão “extra senegalês”, com aquelas pessoas com trajes fechados, europeus, remetendo a hoje em dia, com homens e rapazes andando sem camisa pela Rua, ou como as mulheres cariocas de topless na praia, em diferenças culturais, como a burca muçulmana, reprimindo ao máximo a mulher, na figura patriarcal do cacique, fazendo do patriarcado tal força universal, colocando sempre a mulher em segundo lugar, na figura de Eva, a mulher que trouxe toda a ruína para o Mundo, corrompendo Adão, este, sim, a obra prima de Deus – é um horror. Estas formas aqui remetem a uma estranha máscara que a cantora Björk usa em shows, na capacidade do homem de Tao, que é ser estranho e diferente, em bombas atômicas de transgressão como Lady Gaga, com seu famoso vestido de bifes de carne vermelha, no caminho da simplicidade, a qual é o mais elevado grau de sofisticação: O custo de tal vestido era irrisório; o efeito, bombástico! E as pessoas precisam aprender por si mesmas o que é simplicidade, no caminho autodidata da Vida, em mentes revolucionárias como Chanel, libertando a mulher, nas palavras de altiva de Coco em entrevista: “Os jovens de hoje em dia são medrosos! Não têm um pingo de coragem!”. Nas palavras do imortal Francisco a uma plateia de jovens: “Sejam revolucionários!”, um homem que faz muita falta no Mundo, no carisma do homem de Tao, no lendário papa falando: “Quem sou eu para ficar julgando e condenado os homossexuais?”, ao contrário de outro senhor, este, sim, com uma cabeça tomada de “teias de aranha”, e o homem de Tao é respeitoso. Aqui é como um túnel, como uma recente ironia na Festa da Uva, com um túnel que levava o visitante ao centro de eventos, um túnel que, com vários banners, contava a história da Festa, na mente iluminada que concebeu tal instalação, na força da cultura popular, com a comunidade se unindo em torno da rainha, a qual faz metáfora com os espíritos morais e belos que reinam no Céu, na terra onde o tempo não passa, na imortalidade dos vínculos amor e amizade, e na imortalidade dos vínculos de família, com nosso avós falecidos nos esperando lá em cima, a dimensão da felicidade, paz e amizade, no amor de minha bisavó, que me ama lá de cima, abençoando-me, no amor que uma pessoa tem pelo próprio bisneto. Aqui é a cavidade vaginal, nos dolorosos partos, como certa vez vi em um programa na TV, com uma mulher pegando um instrumento de ginecologista para afastar as paredes vaginais, iluminando, assim, o útero, permitindo que as pessoas olhassem para o interior uterino vermelho dela com lanternas, na mulher dizendo: “É daí que todos viemos!”, e nada como lidar com naturalidade em relação a sexo e sexualidade, algo que é natural no Ser Humano. Essas formas de Luan são estranhas, como seres das profundezas da Terra, estranhos, na característica do homem de Tao, que e ser estranho e original, numa pessoa que sabe se diferenciar, como na Indústria Fonográfica Mundial, na qual o artista tem que ter muita, muita atitude – só voz não garante o estrelato, com muitas boas vozes que jamais serão astros.

 


Acima, Voicrii. Aqui é um formato de coroa, símbolo de poder e respeito, numa pessoa buscando ser respeitada, dando ao Mundo uma boa razão para ser respeitada, no caminho da produtividade e do mérito, remetendo a uma certa pessoa ociosa, nada fazendo da Vida, ficando o dia inteiro dentro de casa e perguntando a si mesma: “Por que será que nada acontece na minha vida?”, nos versos de uma canção da diva Macy Gray: “Levante-se! Levante-se! Faça algo! Como você terá êxito se sequer tenta?”. A coroa é nessas tradições monárquicas, nesse contraste histórico entre França a Inglaterra: Esta, sempre amando as tradições do passado, com sua digna família real; aquela, rompendo com tudo e todos no golpe de estado que foi a Revolução Francesa, ao ponto da Inglaterra não querer aderir à União Europeia, rechaçando vínculos de compromisso com os franceses, numa Inglaterra tão altiva e tradicional, em lendários talentos estadistas, no peso de responsa de se sentar em tal trono, sempre comparado a tais grandes estadistas históricos, no modo como uma coroa pode pesar sobre uma cabeça, num senso de responsa, assim como a menina que é eleita rainha da Festa da Uva: Começa o reinado menina; termina mulher. É como uma certa mulher, a qual foi mãe ainda adolescente, tendo que crescer ainda muito jovem, sem poder ter a vida normal de adolescentes, como baladas e festas. Na parte inferior do quadro vemos um peixe, esperto, sempre fugindo de predadores, no modo como a Evolução vai entalhando os seres, como as mulheres, entalhadas evolucionalmente para terem todo um instinto materno protetivo, protegendo as frágeis crias, como eu mesmo já me indispus com certas mães, as quais ficaram me odiando gigantescamente, e espero que um dia chegue o dia do perdão, no caminho natural da Eternidade, onde toda e qualquer desavença se resolve, num futuro de luz que nos espera, como um certo sociopata, o qual passará por muitas vidas, crescerá moralmente e tornar-se-á um espírito de luz – ninguém está no Umbral para sempre, num caminho natural de crescimento, fazendo do Umbral uma mera casa de passagem. Aqui são como joias numa coroa, como na altiva coroa imperial brasileira, com suas pedras, em símbolos de poder e influência, num passado em que uma região do Brasil era próspera produtora de pedras preciosas, com tudo indo embora do Brasil, um país que sempre foi pobre, como extrair e roubar as pedras preciosas em solo africano, na noção taoista: “Com são ricos! E roubaram tudo dos pobres!”. Uma forma aqui é uma lua, em ironia com sobrenome da artista, no modo do antigo em se verem divindades em aspectos da Natureza, numa era pré racionalidade, no Mito da Caverna, na pessoa presa a tolos sinais auspiciosos com a luz projetada no fundo da caverna, no poder de libertação do pensamento racional, no paradigma democrático: Não há deuses, mas seres humanos os quais elegemos para nos governar por algum tempo, nos ecos perenes da Revolução Francesa, guilhotinando a realeza, na eterna crueldade do Ser Humano. A coroa é a figura do Rei Momo, simbolizando fartura, como num reino farto, de qualidade de vida, numa mesa farta de rei, como numa farta mesa de galeteria, impressionando uma certa senhora italiana: “Mas Deus, quanta comida! Como você comem!”. Aqui são como estrelas se alinhando, como em constelações, gerando a Astrologia, a qual não é respeitada por todos, mas os signos e horóscopos não deixam de ser divertidos, como já me disse um senhor muito inteligente: Com um pouco de boa vontade, você pode observar que você se identifica com qualquer signo! É a liberdade do pensamento racional, como na águia Zoar, do universo de He-Man, fazendo contatos telepáticos, como na depurada Galadriel de Tolkien, capaz de conversar por telepatia com outrem, numa beleza fria, glacial, na beleza fria dos números, como cores de cristal, no caminho espírita da mortificação, que é parar de pensar em bobagens, na libertação da mente, como na lança fálica de São Jorge, matando o dragão da malícia e da feiura e libertando a donzela pura e casta, no mito de Maria, a mulher à qual foi negado ter sexualidade.

 

Referências bibliográficas:

 

Arte. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.

Curriculum Vitae. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

No mundo da Luna (Parte 3 de 21)

 

 

Falo pela terceira vez sobre a artista plástica brasileira Ana Karina Luna. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Auzini. O vazio é onde precisamente reside a sensualidade, numa questão muito simples: Ao se decorar uma mesa, esta tem que ter espaços vazios para o uso do dia a dia, sendo, assim, útil, fazendo do vazio tal força gravitacional, como um prato, vazio, pronto para ser usado, no vazio de Tao, do infinito, a folha em branco na qual escrevemos nossa história, no inconcebível poder do infinito, na ideia de que jamais findaremos – não é poder demais? Aqui é como uma máscara ritualística, de grupos humanos primitivos, na universalidade da festa, da celebração, da ocasião especial, como em eventos solenes, para os quais nos assumamos o máximo possível, querendo ter a melhor aparência possível, remetendo ao Plano Superior, no qual temos, para sempre, a aparência que desejamos ter, na glória da vida espiritual, jovens para sempre, fazendo da materialidade uma ilusão, como a aparência da pessoa na Terra, uma ilusão, como no famoso espírito Patrícia, o qual, ao desencarnar e tomar um banho, deparou-se no espelho e viu seu cabelo, num passe de mágica, ter exatamente a aparência que Patrícia queria ter. Aqui é como algo cozinhando numa panela de pressão, como não me canso de dizer que foram da preguiça que nasceram grandes invenções: Por que ficar um tempão cozinhando algo na panela convencional se posso o fazer em muito menos tempo numa panela de pressão? Não tenha medo dos gostosos pecadinhos capitais, no absurdo de se entrar num confessionário e pedir perdão por que se masturbou, pois a sexualidade é natural no Ser Humano e na Natureza, fazendo das flores as genitálias das plantas, na explosão de vida e libido na primavera, como um urso acordando da hibernação, faminto, devorando salmões que nadam rio acima para reprodução, nas forças da Natureza, no fascínio que os campos exercem sobre as pessoas da cidade, em doces memórias de infância que tenho, passeando pelos campos com familiares, naquele cheiro de bosta ao ar livre, numa sensação de liberdade, como nadar nu no mar. Aqui é um trabalho de minuciosidade, de dedicação, remetendo ao trabalho de xilogravura da artista plástica Mara de Carli, pegando o estilete e cortando madeira, num trabalho árduo, de dar dores nas costas, na dedicação de um artista, num esforço máximo, como uma Maria Callas, exigindo o máximo da própria voz, como esses artistas que saem em turnês pelo Mundo, meses longe de casa, passando por tanto tempo por hotéis, aeroportos etc., num espírito mambembe, nômade, por assim dizer, na magia do circo, nas sábias palavras de uma certa senhora: Por mais belo que seja o circo, chegará um ponto em que ele levantará a lona e irá embora, como em comédias musicais nos anos de II Guerra Mundial, em estrelas como Carmen Miranda, dando ao espectador um pouco de alento durante a exibição da película, num momento de se desligar um pouco das notícias de horrores bélicos, com eu já disse a um certo senhor: Guerra já tem demais no Mundo! Aqui é como algo indo ralo abaixo, como alguém jogando alguma coisa fora, alguma experiência desagradável, como uma certa senhora, a qual aborreci profundamente, nessa senhora desligando o telefone na minha cara, uma atitude a qual não puno, pois eu mereci tal atitude e tratamento, no modo como as desavenças não são eternas, e o perdão é o caminho natural da Eternidade, e esta senhora e eu seremos grandes amigos, no poder do Bem e da Paz, a qual reina no Plano Superior, o plano no qual estamos entre amigos, sem estressantes prazos ou pressões mundanas, em ruas plácidas, com cantos de pássaros, na magia de bem te vis nas ruas de Porto Alegre, fazendo da Paz algo tão subestimado na Terra, a esfera das guerras e das raivas – é um horror. Aqui é como uma genitália feminina, no termo “racha”, em referência ao aspecto de ovo rachado de tal genitália, no modo como, para o homem heterossexual, a vagina da mulher é um passaporte para o paraíso. Aqui é como uma alegoria chacoalhando, em festas de aldeias, como na festa da vizinhança do seriado Chaves, uma ocasião solene na qual nos desligamos um pouco da dura rotina sisuda da Vida. Aqui é como o vazio de um CD ou um disco de vinil, tecnologias para lá de obsoletas, num louco galgar de tecnologias, na noção dialética de que tudo é processo, podendo o Homem um dia ir a Marte voltar são e salvo.

 


Acima, Baby Doll 1. Aqui é um monte de palha, no termo “encontrar agulha num palheiro”, como em trabalhos de investigações, como desvendar os assassinos de Marielle Franco, no árduo trabalho de policial, numa vida dura e difícil ante um salário não muito rico, como no labor de professor, uma profissão desvalorizada, no modo como o professor é FUNDAMENTAL na construção de um país, e cada professor é importante na trajetória da pessoa, no termo “um país de faz com homens e livros”, num Brasil que tanto carece de cultura erudita civilizatória. Os furos aqui são como alças de bolsas, na elegância de uma mulher, num interior uterino perfumado, na letra de uma certa canção pop: “Quero estar dentro de você!”, na sedução entre masculino e feminino, como numa comédia com George Clooney e Catherine Zeta-Jones, na universalidade de Yin e Yang, em algo inevitável no casal heterossexual: Publicamente, ele personifica o Yang dela; ela, o Yin dele. É como em tradicionais casais japoneses: Ele, grosso, antipático e fechado, na grosseria anticavalheiresca de caminhar na frente da esposa; ela, extremamente doce e simpática, receptiva, bela e alegre. É como cumprimentar um casal heterossexual: Se cumprimento um deles, o casal está cumprimentado. É como recentemente me desconcertou uma moça, dizendo-se lésbica, uma moça que eu julgava ser perfeitamente mulher! Aqui é algo sendo levado pelo vento, pela erosão, como nos milênios de erosão desértica nas pirâmides do Egito, uma sombra do esplendor de antigamente de tal edificações, fazendo do Plano Material tal templo de danação, na ilusão das pedras preciosas, as quais parecem ser eternas, mas não o são, pois tudo de matéria está condenado à danação, com tudo girando metaforicamente ao redor do Plano Superior, no qual, sim, há eternidade, na noção espírita: Pensamento é tudo; matéria é nada. É como uma aparência de uma pessoa belíssima de corpo e rosto – parecem ser deuses, mas só parecem, como numa certa comédia adolescente americana dos anos 1980, com uma moça loira, de beleza mais óbvia e vulgar, revelando-se uma porta de burra e desinteressante; já, a moça morena, de uma beleza mais sutil e discreta, muito mais inteligente, acaba se revelando um tesouro de interessante, na capacidade de sabermos olhar dentro das pessoas, como uma certa senhora, a qual trouxe para dentro de sua vida um rapaz lindo de corpo e rosto, uma senhora deixando-se levar pelas aparências, um rapaz o qual, de fato, era sociopata, numa senhora que aprendeu a lição de olhar dentro das pessoas, e não só fora. Aqui é um corpo amorfo em processo de transformação, como um feto se fazendo bebê, em processos de crescimento, como já ouvi dizer que a gravidez e o parto são grandes piadas de Deus para com as mulheres, como uma certa senhora, a qual teve uma depressão pós parto muito forte, caindo na cilada da cocaína e tendo que baixar hospital por tal – malditas sejam as drogas, remetendo a uma cera pessoa, a qual é conivente com o fato do filho estar fumando maconha, uma droga a qual, em excesso, pode sequelar a pessoa, remetendo a outro certo senhor, inegavelmente sequelado, e é como álcool – tudo o que é demais, é nocivo, na noção taoista de moderação, pois cavalgar pelos campos é excitante, mas vai enlouquecer você se você cavalgar demais! Aqui é como uma vassoura varrendo, nos labores da rotina, remetendo a uma certa senhora, a qual varre diariamente a casa, num trabalho de disciplina e dedicação, algo que eu mesmo não tenho, pois minha casa não é imunda, mas não é tão limpa apolineamente assim. Aqui é um trabalho minucioso, na dedicação de uma mãe em criar o filho, como já ouvi de uma mãe: “Dá trabalho, mas vale a pena!”, nessa paciência enorme em lidar com a energia intensa das crianças, uma energia a qual o adulto não consegue acompanhar, no termo “Ser mãe é padecer no paraíso!”. Aqui é algo furado e esfarrapado, como na moda dos jeans rasgados e detonados, joviais, atrevidos, algo impossível na época do 11 de setembro, quando o inconsciente coletivo estava psiquicamente detonado.

 


Acima, Balisassu. Aqui é algo com vários braços, como uma pessoa articulada, como meu querido bisavô Joaquim Pedro Lisboa, uma pessoa respeitada pela comunidade, um homem tido com o pai, o início da Festa Nacional da Uva, um homem cujas ideias eram adotadas pela comunidade, na pessoa desinteressada, a qual faz pelo prazer, fazendo nada de si mesmo e fazendo nada para si mesmo, no homem de Tao, o qual não tem ambições mundanas, pois o homem de Tao é visto, amado e respeitado. Aqui são como braços de deuses hindus, com múltiplos atributos, na universalidade dos anjinhos no Céu, pois os anjos são os espíritos felizes, livres, que cuidam de nós, seus irmãos, na noção espírita de que cada um de nos é cuidado por um anjo da guarda, como numa companhia psíquica de um psicoterapeuta, o qual, diz a sabedoria popular, é uma comadre bem paga, no nobre ofício de dar acompanhamento espiritual a alguém, num terapeuta que tem que ser isento, mostrando-nos o Mundo da forma mais clara e fria possível, pois o frio pensamento racional serve exatamente para deixar nossos corações tranquilos, pois, sem Paz, a Vida é um inferno, e uma pessoa cheia de raiva não tem como estar ok, como uma certa senhora, a qual cuspiu na cara de uma aeromoça, e uma pessoa com tanta raiva não tem como ter paz. Aqui é como uma aranha, remetendo aos aracnofóbicos, tendo pavor de tais bichinhos, nas fobias humanas, como vertigem, fobias sendo tratadas em psicoterapia, como num certo seriado, no qual um psiquiatra confronta um paciente que tinha medo de palhaços, num terapeuta vestido e maquiado de palhaço, confrontando fortemente o paciente, remetendo ao supervilão Hannibal Lecter, o psiquiatra sociopata de brilhante inteligência e paupérrimo caráter, sem apuro moral algum, quando que o sentido da Vida é adquirir apuro moral, no poder do bem e da verdade, com desenhos animados de super heróis, ensinando desde pequena a criança a discernir entre bem e mal, no conceito: Quando o herói fica em perigo, seus amigos heróis o ajudam; quando o vilão fica em perigo, os comparsas vilões NÃO o ajudam. E é fácil de se detectar a sociopatia, como uma certa senhora, a qual dizia, realmente, que e o Mal é mais interessante do que o Bem, ou como outro certo senhor professor, certamente sociopata, o qual queria, de fato, aliciar os alunos para o Nazismo – é um horror, nessa capacidade que o sociopata tem em manipular nossa mentes. Aqui é como um chocalho, entretendo a criança, a qual brinca com tudo, conhecendo o Mundo, remetendo a um tragédia gigantesca de uma certa família, numa menininha de cinco anos de idade que morreu esmagada por uma roda de caminhão, e é difícil imaginar dor maior do que enterrar um caixão pequenino e lacrado, com o cadáver desfigurado de uma criança dentro, numa avó que desencarnou, reencontrou com a netinha morta na Terra, e tudo ficou bem: Pronto, minha amiga, passou! Foi só um pesadelo! Tudo acaba se resolvendo! Aqui são essas formas primitivas de Vida, desenvolvendo-se biologicamente por mutações evolutivas, gerando a incrível biodiversidade da Terra, com tanta, mas tanta Vida, uma esfera tão bela e ínfima, frente a um Cosmos tão vasto e enigmático. Aqui é como uma infecção se desenvolvendo, com bactérias se reproduzindo, no avanço dos antibióticos, nos avanços da Medicina, na importância da Ciência, imprescindível, essencial, como nas medicações psiquiátricas, abreviando enormemente os período de internação psiquiátrica, como um certo senhor, certamente borderline, uma pessoa sempre no limite, e não tem segredo: É só tomar remedinho! Um senhor que tomou no cu, com o perdão do termo chulo, não sabendo conduzir sua própria empresa, remetendo a uma certa senhora medíocre, a qual, ao não ter obtido sucesso, acha que a culpa é do Mundo, quando que, quem não sabe conduzir, não obtém sucesso, remetendo ao talento de empreendedorismo de Luiza Trajano, uma mulher para lá de independente, de brilhante capacidade empresarial. Aqui é a tradição mexicana da pichorra, um boneco cheio de doces dentro o qual as crianças quebram com tacos!

 


Acima, Boca presa. Aqui é como uma vagina, no termo chulo “boceta”, na gíria de se chamar de “racha” uma mulher, no sentido do formato de tal genitália – como um ovo rachado. É como num monstro de Tolkien num lago, numa misógina vagina cheia de dentes castradores, colocando a mulher como perigo, no mito de Eva, a vadia que se rendeu à serpente, corrompendo o então perfeito Adão, ou no mito de Medusa, tão feia que transforma homens em pedra, trazendo ruína aos homens, como na Copa do Mundo de 1998, misoginamente culpando uma mulher pelo fracasso da seleção brasileira, no mito de São Jorge matando o dragão e salvando a indefesa, pura e casta donzela, no modo patriarcal de se tolher a sexualidade feminina, encorajando a masculina, no machismo de se crer que só há dois tipos de mulher: a virgem e a mundana, num Jesus perdoando os pecados da meretriz Madalena, “virginalizando” esta. Aqui é como um formato de cacau, na sedução universal do chocolate, o qual passou a bombar Mundo afora no momento em que foi misturado com leite e açúcar, na universalidade da boca humana, no modo como o sushi e a pizza ganharam o Mundo. Aqui é como uma fogueira de São João, na brincadeira de se pular fogueira, no fascínio de tal festa popular, com quentões e, no caso do RS, pinhões, num sincretismo popular, pois, para o gaúchos, a festividade pode ser feita com rapazes gaúchos de bombachas e meninas vestidas de prenda, remetendo a um certo padre, que foi desligado da ordem, um padre que tinha a melhor das intenções, querendo fazer um sincretismo na missa, misturando catolicismo com os orixás, um senhor que se maquiava para rezar as missas, um senhor com alma sensível de artista, e um senhor com um espírito mais jovem do que muita juventude por aí, nas palavras do revolucionário Papa Francisco a uma plateia de jovens cristãos: “Sejam revolucionários!”, fazendo de Francisco tal homem excepcional, na qualidade do homem de Tao, que é um homem simples, sem frescuras frívolas, num rei tomando o mesmo tipo de café que os súditos tomam, nas palavras de Juliana Paes sobre um sambista carioca: “Ele é simples! Ele é do povo!”. Aqui é como uma boca aberta, com os dentes enraizados, numa pessoa com a força em se enraizar, sedimentar-se e centrar-se em algo nobre e produtivo, no desperdício que é uma pessoa não se colocar para o Mundo de alguma forma, nas palavras de Tom Cruise: “Tenho que mostrar algo!”, remetendo a uma certa pessoa, a qual é um poço de inteligência brilhante, mas uma pessoa a qual, definitivamente, não está se colocando para o Mundo, uma pessoa para lá de intelectualizada, devoradora de livros, tendo em casa uma farta biblioteca, e todos que conhecem esta pessoa sabem: Ela é muito inteligente, ou seja, coloque-se para o Mundo! Aqui é como num programa televisivo de Marcos Mion, o Mucho Macho, misógino, é claro, somente convidando homens para o programa, e a porta de entrada no estúdio era uma vagina gigante, no machão que menospreza a mulher, achando esta um cidadão de segunda grandeza, como em certas culturas, fazendo da mulher uma moeda de troca, em homens com todo um harém: Quanto mais mulheres, mais poder tal homem tem, no claro machismo: Uma mulher só pode ter um marido, remetendo ao final feminista de Thelma & Louise, na dupla fugindo de toda a misoginia, em atos de agressividade, como detonar o caminhão de um motorista para lá de desrespeitoso para com as mulheres, remetendo ao termo “Respeite as minas”, orientando o homem a tratar bem tais pessoas do sexo feminino, remetendo a um pseudointelectual, um animal que dizia que as mulheres têm que suportar passivamente tal desrespeito – é um horror, no modo como a mulher odeia cantadas agressivas. Aqui é como um meteoro vindo, em rota de colisão, como um popstar explodindo no Mundo, no poder da Indústria Fonográfica Mundial, uma indústria que tem que se adaptar aos dias de hoje, na era revolucionária do download, com tudo resumido a software, sepultando para sempre a era do objeto de consumo, da coisa palpável e do tangível.

 


Acima, Bomba de peitos e cobras. O ponto preto central é como uma pessoa articulando o corpo social, como uma pessoa orquestrando o Mundo, distribuindo, na capacidade distributiva de uma pessoa, como um lar provendo os filhos, como uma mãe dando de mamar, remetendo a uma foto de perfil que vi recentemente no Facebook, na mulher de seios descobertos, dando de mamar ao filho, ou seja, uma imagem bonita, na generosidade materna, num caminho de dedicação incondicional, numa mulher que ama o próprio filho, mesmo sendo este um sociopata, pois tal bandido foi certa vez um bebezinho inofensivo, na tragédia que é haver um sociopata uma família, sendo um filho adotado ou biológico, na mágoa de se saber que seu filho ou filha jamais adquirirá juízo, remetendo ao caso de uma famosa sociopata, a qual tramou o assassinato dos próprios pais, tramando, talvez, assassinar depois o próprio irmão para, assim, ficar com todo o dinheiro da família, na atrocidade de Caim matando Abel, e o Ser Humano é assim, com suas raivosa guerras, com irmão derramando sangue de irmão, contrariando completamente a recomendação de Jesus: Sejam amigos uns dos outros! Aqui vemos serpentes libidinosas em cio, nas forças do instinto natural, num animal no mato em busca de comida e sexo, no pecadinho capital da Luxúria, tendo sexo como algo natural e inevitável, no costume de se castrar cães e gatos, fazendo metáfora com a “castração” da mortificação espiritual, deixando de crer em bobagens, como no Mito da Caverna, saindo da superstição e abraçando a liberdade do pensamento da razão e da iluminação, como no busto blindado da Mulher Maravilha, um ícone feminista, forte ao ponto de torcer um duro e fálico canhão de tanque de guerra, dando uma boa surra em marmanjos mal intencionados, no Espírito da Verdade, um dos budas que guiaram Kardec na concepção do Livro dos Espíritos, fazendo do Espiritismo tal doutrina do futuro, lidando de forma natural com a morte física, remetendo a uma certa senhora já falecida, a qual me disse: “Um dia vou estar bem pequeninha no meu caixão!”, surpreendendo-me com tal senso de humor, remetendo aos gritos desolados de uma moça que viu a própria amiga morrer num acidente de trânsito: “Eu vou morrer!”, na recomendação taoista: Se seu corpo morrer, não tem problema!, e é como eu digo a meus entes já desencarnados: Você está na glória; você está desencarnado! E a Vida continua com toda sua seriedade, num espírito que percebe a necessidade de trabalhar ou estudar, no modo como uma vida não pode ser estritamente contemplativa, como um certo excelente restaurante de Caxias do Sul, o qual não funciona nos fins de semana, exatamente para o dono desfrutar de estabelecimento concorrentes, na sabedoria de que no sétimo dia Deus descansou – se até Ele descansa, por que não devo descansar também? É como um certo senhor sofredor, o qual, certa vez, tocou duas jornadas de trabalho sem descansar no meio, ou seja, não aceitando ser humano. Aqui vemos bicos de patos ou outras aves, na beleza dos bandos de aves no ar, no modo como, em grupos de relacionamento social, todos pensam mais ou menos da mesma forma, como em grupos de adolescentes, grupos nos quais todos se vestem mais ou menos da mesma forma, num caminho de identificação, em grupos com suas própria regras, como eu certa vez, sendo desprezado por um grupo cujas regras eu não seguia muito, no termo “ser colocado na geladeira”. A nuvem negra é um auspício, uma tempestade vindo, como uma crise chegando à vida de uma pessoa, como me disse uma psicóloga, dizendo que as crises são positivas, pois estas assinalam um ponto de renovação na vida da pessoa, em remédios amargos que surtem doces efeitos, num Pai zeloso, que quer o melhor para cada um de nós, ao ponto da pessoa se negar a trafegar num submundo, o qual é escuro e desolador; fútil. Os fios remetem aos fios de telefones analógicos, algo tão “pré histórico” para essa nova geração que está vindo aí, uma geração puramente digital, sem saber da era dos bens de consumo fonográficos e cinematográficos.

 


Acima, Bruxinha moldura. Aqui pode ser um acidente de carro, no infeliz modo como tais acidentes acontecem, como eu certa vez com minha família, num brutal acidente na estrada, e, se não fosse pelos cintos de segurança, não estaríamos vivos para contar a história, remetendo a remotos tempos em que tal acessório de segurança não era obrigatório, num caminho evolutivo da Humanidade, em avanços como a lei que proíbe donos de cães destes fazerem cocô nas calçadas, um dono que é obrigado a levar um saco plástico para catar as fezes do bichinho, ou seja, uma lei minimalista, clean, simples, visando a limpeza da cidade, a qual tem que ser limpa, no nobre e árduo trabalho de gari, uma vida tão dura, varrendo as ruas, um gari que merece todo o nosso respeito, pois nenhum trabalho é em vão, fazendo tudo parte da construção da grande carreira espiritual, sendo sem sentido uma vida puramente contemplativa, sem alguma produtividade, no modo como cada um dos brasileiros tem que trabalhar pela grandeza do Brasil, no caminho saudável do patriotismo, ao contrário do chauvinista, o qual é um patriota agressivo, só dando valor ao que tange a seu país, desprezando outros países ao redor do Mundo, como uma certa pessoa, a qual teve uma fase chauvinista, dizendo que filmes brasileiros são perfeitos só porque são feitos no Brasil! Os pontinhos pretos ao redor são como fãs num show de algum astro, em multidões enlouquecidas, querendo ver o ídolo de perto, em turnês de comoção mundial, arrastando milhões de pessoas, como em shows na orla de Copacabana, em shows tão, mas tão suntuosos. É como os inclementes paparazzi ao redor de celebridades, nunca deixando estas em paz, num paradoxo de Diana, a qual adorava aparecer, mas se sentia invadida. Aqui é como cientistas ao redor do Mundo abraçando as pesquisas de outros cientistas, formando, assim, a comunidade científica mundial, como psiquiatras ao redor do mundo, deixando de ver homossexualidade como doença, e a Ciência tem que ser respeitada, mesmo por quem desta discorda, como um certo senhor, candidato a deputado federal, uma pessoa na qual não votarei, mas uma pessoa a qual respeito, na noção: Não quero que Fulano concorde comigo; quero que Fulano me respeite! E o respeito é algo relativamente fácil: Se Luizinho decidiu ser tal coisa, cabe a mim respeitar Luizinho, pois a vida é dele; não minha. Simples. Aqui é como um supertelescópio da NASA explorando as profundezas do Universo, uma sopa infindável de galáxias, fazendo de nossa Via Láctea uma em uma multidão, na “loucura” inútil que é querer catalogar cada grão de areia que existe no Saara – é muito vasto! Aqui é como um objeto se aprimorando, no advento das novas tecnologias, em celulares cada vez mais fininhos e modernos, remetendo às eras das máquinas de filmar e fotografar, com tudo hoje sendo digital, com tudo sendo feito via celular, no modo como, nos anos 1990, e-mail era chic e o auge da tecnologia; hoje, e-mail é o que há de banal – qual o futuro da Humanidade? Aqui é como uma máquina complexa, como numa linha de montagem de carros, num processo longo e difícil, na sedução dos bens de consumo, no modo como indivíduo pode ser um escravo de Matrix: Tenho que acordar para trabalhar “feito um burro de carga” para produzir capital e, assim, adquirir bens cobiçados de consumo, na busca do poder pelo poder, em concorrências atrozes em época de eleições, na competitividade da Vida em Sociedade. Aqui remete às letais máquinas de Matrix, na meta de destruir a vida humana, no futuro da Inteligência Artificial, num caminho de perfeição técnica, mas tudo sempre dependendo da mão que a guie – se a mão for boa, o ato é bom, fazendo da IA algo puramente instrumental. Aqui é como o Gollum de Tolkien, mergulhando nas lavas da Montanha da Perdição, morrendo escravizado pelo Anel do Poder, como num viciado em heroína, sem querer viver; só se drogar, num caminho de sofrimento e desolação, em pesadelos de crises de abstinência, algo mostrado em Trainspotting, o filme que tanto marcou minha geração.

 

Referências bibliográficas:

 

Arte. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.

Curriculum Vitae. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.