Falo pela vigésima primeira vez sobre o pintor realista modernista americano Bo Bartlett. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, Cena de multidão. A cruz é tal símbolo poderoso, na noção taoista de que forte é fraco e de que fraco é forte, ou seja, torna-se fortíssima a fraqueza e a vulnerabilidade de Jesus no Calvário, humilhado, maltratado, agredido, fraco, tornando-se, assim, forte, numa imagem indelével, ao ponto de perguntar: “Senhor, por que me abandonaste?”. Já falei de Jesus no meu blog anterior, o Blog desde 2015 por Gonçalo Mascia – é só digitar “Superstar Jesus” no search. A fita de isolamento é o respeito às regras da vida em sociedade, com limites a serem respeitados, no modo social de punir severamente os que mentem, sendo estas pessoas que acabam enterradas como um cachorro, como no fim da vida de Mussolini, odiado, execrado, como a vilã Raposa de Jade em O Tigre e o Dragão, totalmente rechaçada pelo Mundo, no fim de vida trágico de um sociopata, o qual nenhuma falta fará em nossas vidas – bem pelo contrário. O guarda é a autoridade que tem que ser respeitada, num policial que pode nos prender por desacato, num poder que o policial tem, no civilizado ato de cumprimentar na Rua os PMs, que são pessoas que vivem dentro da lei, ao contrário daqueles que foram exemplarmente excluídos da corporação, pessoas que, definitivamente, extrapolaram limites, como um certo senhor, expulso pela corporação, pois uma coisa é perder o emprego; outra é perder o direito de exercer a profissão, num homem humilhado, que teve que recomeçar do zero e ter o ENORME trabalho de reconstrução de uma vida, nos versos da famosa canção: “Começar de novo!”. A menina de vestido floreado é a delicadeza perfumada de feminilidade, no ato de autoestima de se perfumar, no fascínio das fragrâncias, as quais são meras “molduras”, pois um perfume só surtirá efeito se usado por uma pessoa fina, que tenha um comportamento polido e civilizado, com apuro moral, pois se um sociopata usar perfume, este perfume vai se revelar ruim, por mais caro que seja financeiramente – se a “pintura” é ruim, não há moldura que a salve; quando um álbum é ruim, não há capa que o salve. Aqui as pessoas assistem atônitas numa cena de crime, em crimes tão cruéis, promovidos por pessoas que zombam da Vida, da vida das pessoas, da vida em sociedade, no modo como um sociopata pode ter tal impecável aparência, enganado, assim, muitas pessoas, como vi certa vez na Rua um rapaz com tornozeleira eletrônica, um rapaz de boa aparência, acima de qualquer suspeita, com barba feita, cabelo cortado e roupa boa, na sabedoria popular de que as aparências podem enganar muito, manipulando, assim, os outros, como uma certa sociopata me abordando na Rua, querendo que eu caísse em suas ardilosas teias, como uma inocente mosquinha desavisada, num sádico que precisa de masoquistas. O menininho de camisa listrada remete ao personagem dos livros de Onde está Wally?, desafiando nossa atenção, fazendo-nos adivinhar onde Wally está, em imagens cheias de pistas falsas, como num livro de Agatha Christie, enganado o leitor, sendo raros os leitores que adivinham, antes do fim, quem é o assassino, em letras que desafiam nossas mentes, num jogo de inteligência. Neste grupo de cidadãos, há brancos e negros, na diversidade dos EUA, nos avanços culturais de haver um presidente negro, num Obama impecável, pacífico, cordial, cordato, civilizado, mas com o pulso firme de mandar executar oficialmente Osama Bin Laden, num homem firme, mas carismático em sua simplicidade, no homem de Tao, simples, tomando o mesmo tipo de café do que o de seus súditos, num rei próximo do povo, com simplicidade, no modo como amar um homem de Tao é confiar em tal homem correto, amoroso e simpático, um homem que jamais recomendará o uso da força, ao contrário de um Trump belicoso, reprovado por muitos cidadãos americanos, no modo como não devemos ter pena de um povo que recolocou tal homem na Casa Branca. As algemas na cintura do policial são tal prisão, no modo como a encarnação é uma cela, uma prisão, e tudo reside no que desejamos fazer de nossos dias de cárcere na Terra – uns levam uma vida nobre, produtiva; outros, nem tanto, como um mendigo jogado numa calçada, querendo, assim, fugir da Vida e da luta pela Vida. Aqui é algo atraindo atenção e causando comoção, como um escândalo estourando, como no adultério de Bill Clinton.
Acima, Comunidade. Aqui é o básico civilizatório de ter higiene, remetendo a um certo colega meu de faculdade, o qual definitivamente, não tinha o hábito de tomar banhos diários, pois o rapaz tinha um cheiro de queijo, e de que adianta eu usar uma roupa limpa se meu corpo fede? Não deixa de ser engraçado, numa pessoa que somente se banha nas quartas feiras e domingos! Aqui são como rituais de renovação, como um espírito desencarnado, no sujo Umbral, resgatado por um espírito irmão amigo, levado para um banheiro ensolarado para tomar um glorioso banho, nessa renovação tão prazerosa, numa pessoa que, em tal banho, volta ao status de ser civilizado, remetendo ao estado da Bahia, um país à parte, numa região em que o padrão cultural é dois banhos diários, quiçá três, ao contrário do região sul do Brasil, estados em que, talvez por uma questão climática de temperaturas, o padrão cultural é um único banho ao dia. A moça está alheia a nós, reservada, tímida, como uma celebridade tentando passear por lugares públicos, como uma Gisele, uma pessoa tão midiatizada e celebrizada, tendo que se disfarçar para caminhar no Parcão em Porto Alegre, como vi certa vez o assédio num shopping ao discretíssimo Luis Fernando Veríssimo, que Deus o tenha, meu escritor preferido, o qual se expressava com tanta clareza, na noção de da Vinci de que a simplicidade e a clareza são os mais elevados graus de sofisticação, como nas pinturas do grande Botticelli, com tudo revelado com clareza, no poder da luz, no continuum entre luz, luxo e leveza, na Dimensão Metafísica onde tudo é claro, num lugar em que a pessoa, para se feliz, tem que ou trabalhar, ou estudar, no conselho que dou, por telepatia, a meus entes queridos lá em cima: Faça algo de bom; produtivo! É um lugar maravilhoso, no qual não há falta de emprego ou de instituições de estudo. A bacia é o receptáculo feminino, como a jarra do espelho de Galadriel, de Tolkien, fazendo do espelho tal símbolo de feminilidade, em mulheres arrumadas, com autoestima, sejam moças ou idosas, remetendo à mulher homossexual, a qual odeia usar maquiagem, e temos que respeitar tal gosto, tal orientação, na questão entre homem e mulher: Quando ambos voltam de uma festa, ele só tem que se atirar na cama; já, ela tem que tirar a maquiagem antes – como é duro ser mulher! Os banheiros com encanamento e vias de esgoto tão tal marcos civilizatórios, na facilitação dos hábitos de higiene, remetendo a épocas em que não havia tal estrutura sanitária, como em castelos medievais, como o xixi e o cocô feitos em tubulações, as quais, provavelmente, eram extremamente fétidas, remetendo a épocas em que as mulheres, em seus vestidos, sofriam para fazer tal ato fisiológico, como nos vestidos da corte de Versalhes, pouco antes da revolução que trouxe a nós a Idade Contemporânea, num sangrento golpe de estado, numa Maria Antonieta decapitada, no empenho humano em ser o mais violento e brutal possível, num Ser Humano que ignora o conceito de amizade, de ser amigo, de respeitar as diferenças, na novidade trazida por Jesus, fazendo de Deus não um pai duro e desconfiado, mas um grande amigo, na página da Eternidade na qual escrevemos nossa história, no imensurável poder da Eternidade, no fato de que jamais findaremos – não é maravilhoso e inconcebível? Podemos ouvir aqui a água correndo e gotejando, no poder da fluidez e do ritmo, no papel da Arte, que é abraçar a Vida, o mistério da Vida, nas batidas de tambores africanos imitando os pulsos cardíacos, no mistério: O que faz o coração bater? De onde vem a Vida? O que é a Vida? A Vida é como a Arte – um mistério, numa Arte que nunca cessa, no poder da Arte em mexer com nossas mentes, como um filme causando comoção mundial, como na mensagem antiburguesa de Titanic. Aqui é o impacto do uso de glicerina na civilização, no prazer de se sair de casa de manhã com o cabelo recém lavado, cheiroso, úmido, na sensualidade da mulher brasileira, no modo como poder ser desinteressante uma pessoa que não toma banho, como um infeliz morador de Rua.
Acima, Cordeiro. Aqui é uma sustentação, um apoio, um acolhimento, como corajosos bombeiros resgatando vítimas, num ato tão heroico como doar órgãos, numa fábula: Um homem ao caminhar, percebeu que era seguido por Deus, com as pegadas deste junto às pegadas do homem, e, ao homem se sentir mal, observou que só havia marcas de uma só pegada, e perguntou a Deus porque este o abandonara, e este lhe disse que só havia marcas de uma pegada apenas porque, nesse momento, Deus carregava tal homem nos braços, na esperança de que há alguém que nos ama muito, no mito de Nossa Senhora, na nossa mãe divina, no Útero Sacrossanto que nos criou de forma imaculada e perfeita, pois somos todos príncipes, filhos do mesmo Rei, na suprema felicidade dos espíritos evoluídos, de impecável apuro moral, contra a total falta de apuro moral de Hitler, trazendo tanta maldade ao Mundo, causando sofrimento e mortes em massa, em espíritos odiosos, num Hitler que até hoje é ídolo de outros sociopatas – é um horror. Aqui é um bicho sacrificado para um jantar, enfurecendo os veganos, pessoas que, por exemplo, não usam produtos que foram testados em animais, num posicionamento que vai além da culinária. Aqui é como sacrificar um porco, com quase todas as partes do corpo aproveitadas para fins alimentares, num bom salame salgadinho, como um certo senhor, cardiopata na terceira idade, comendo, escondido no supermercado, o delicioso salame que tinha sido vetado pelo médicos de tal senhor, fazendo do comer um dos maiores prazeres do Mundo, no modo como há, no Plano Superior, confeitarias maravilhosas, no gostoso pecadinho capital da Gula, como presentear uma pessoa com chocolate, como mágicos ovos coloridos de Páscoa, no zelo da senhora minha mãe, confeccionando, para mim e minha irmã, cestos com ovos coloridos e deliciosos, em épocas doces de infância, numa época em que a vida é mais simples, na criança que se contenta com pouco, em eternos “faz de conta”, longe dos sisudos critérios dos adultos. Aqui, o abate é tal sacrifício, num sacrifício animal para se comer, na falta de apuro moral de antigas tribos amazônicas, no hábito de canibalismo, algo absolutamente impensável para quem tem o mínimo de apuro moral, na função civilizatória do homem europeu no continente americano, em conceitos cristãos, como na imagem de Maria esmagando a cobra da maldade, uma imagem misteriosa para o indígena, o qual lidava mais naturalmente com sexo, em casais da tribo transando em frente a todos os outros membros da tribo, sem compreender a metáfora por trás da Imaculada Conceição, na imagem de uma Maria à qual foi negado ter sexualidade, no patriarcado tão criticado no filme Barbie, na menininha que vira mulher, como no reinado de uma rainha da Festa da Uva, iniciando menina e concluindo mulher, numa experiência de vida que faz com que a moça cresça muito. Aqui é como o mercado exportador e importador de carne, como frangos brasileiros enviados aos EUA, nas universais rotas de comércio, numa China tão rica e capitalista, apesar de ser um país comunista na teoria, num cidadão que não pode escolher os rumos políticos, mas que pode empreender economicamente à vontade – não é irônico? A bermuda azul é a cor do mar, na cor do vestido de Iemanjá, trazendo riqueza às redes dos pescadores, no milagre cristão da multiplicação dos pães, num reino farto, rico, em nações ricas, que não foram exploradas por outras nações, como Portugal sugando as riquezas minerais brasileiras, no modo como, onde há riqueza, há pobreza, como nos abismos sociais brasileiros, como na cidade de São Paulo, a qual abriga o primeiro mundo junto ao quarto mundo – nada mais brasileiro. Aqui é a responsabilidade de um homem em prover uma casa, uma família, no peso de tal responsabilidade, num pai zeloso, que nada deixa faltar em casa, como o senhor meu avô materno, o qual sempre proveu boas casas para a família morar, mesmo que alugadas.
Acima, Crença no pós vida. A cadeira é a desordem, o caos, pois quando Tao é perdido, a confusão reina, num líder de condução tortuosa, incompetente, com uma visão rala, que não vai além da “esquina”. A cadeira é um sinal de alguém que passou e fez tal dano, como na infame balbúrdia em Brasília, nos atos golpistas de vandalismo amplo, resultando na prisão de Bolsonaro, no modo como só damos valor à liberdade quando a perdemos, e posso estar preso num lindo castelo de ouro maciço e, ainda assim, estarei infeliz, pois estar encarnado já é uma prisão, e estar num presídio é a prisão dentro da prisão, como uma Kirchner em prisão domiciliar, numa vida infernal, com cada dia sendo um esforço enorme para sobreviver, como estar internado numa clínica psiquiátrica, ficando nas mãos de um médico, e só sairemos dali se este achar que podemos, algo tão humilhante, como uma Britney Spears se comunicando com os fãs pelo Twitter, dizendo que fora a uma lugar humilhante, ou seja, uma instituição psiquiátrica, um lugar de desolação, em pessoas que estão em fundos de poço em suas vidas, numa devastação existencial enorme, sem saber para onde ir ou qual ação tomar, como se fosse dentro de um traiçoeiro labirinto, como uma pessoa que só ouve o coração e não ouve a cabeça, na noção espírita de nos mortificarmos, ignorando o traiçoeiro coração e ouvindo a cabeça, com tudo girando em torno da razão, da ponderação, sem os sofrimentos das paixões. O sofá é ordeiro, arrumado e estável, acolhedor, num vácuo que nos puxa e nos convida, atraindo-nos, no poder magnético dos espaços vazios, como decorar uma mesa de centro de sala de estar – a sensualidade reside exatamente no espaço vazio, pois este é útil ao Mundo, servindo para coisas, e tal mesa tem que ter tal serventia, como colocar ali jornais ou canecas, no sentido da pessoa em se sentir útil ao Mundo, servindo este, no poder do trabalho, do labor, na dignidade do que produz, pois como posso tirar o chapéu para uma pessoa que não faz merda nenhuma, com o perdão do termo chulo? A janela fornece luz, e revela uma vizinhança pacata, silenciosa, na dádiva de se morar num prédio cheio de moradores idosos, num delicioso silêncio, na sabedoria da idade, numa idade em que temos sabedoria e juízo, algo impossível na juventude, pois a juventude feliz, plena e perfeita é uma invenção de velhos nostálgicos, pois, quando se é jovem demais, fazem-se muitas merdas, com o perdão do termo chulo. A cerca ao fundo são os limites, que devem ser observados, em um juízo, no sentido de respeitar os outros, nunca invadindo o gramado do vizinho, remetendo às infelizes briga de vizinhos, às vezes regadas a violência verbal e até física, numa deselegância, pois quando o Tao diplomático é perdido, o nível baixa, e vizinhos são algo que devemos levar com toda a delicadeza, num tato de conversa, de cavalheirismo no fio do bigode, na classe de um diplomática cordato, educado, polido, na dignidade de representar todo um povo, como um altivo príncipe, que inspira o próprio povo, como numa rainha da Festa da Uva, uma menina com alma de diva, inspirando a comunidade, no poder das tradições, as quais têm que ser respeitadas, mesmo para um rebelde transgressor. A sala aqui está abandonada e silenciosa, no prazer da calma e do silêncio, como no sisudo silêncio durante uma sessão espírita, evocando espíritos e dando assistências aos encarnados que estão na sala neste momento, numa comunicação sensível que ultrapassa barreiras, no mesmo amor que minha bisavó tem por mim, apesar de não termos nos conhecido na Terra, na gloriosa imortalidade dos vínculos de família, numa bisavó que tanto que ilumina lá de cima, na maravilha que é a boa e simples amizade, pois amigos são tudo o que levamos do Mundo, e os amigos são o ouro da vida – fora da amizade não há salvação. As cortinas revelam algo além, num astro sendo revelado ao Mundo, no boom do videoclipe de Michael Jackson virando um assustador lobisomem, abrindo mão da vaidade, no poder do Yang masculino, o qual tem que ser respaldado pelo Yin feminino, numa mescla de sentido universal: Delicado com áspero, faces do mesmo trabalho.
Acima, Cruzamento do pintor. Aqui são idas eras em que casacos de pele não eram considerados antiecológicos, como um episódio do seriadão Sex and the City, na personagem Samantha agredida por uma ativista, com esta jogando tinta no casaco de Samantha e gritando a esta: “Assassina! Assassina!”, como na heresia que é jogar lixo na areia da famosa Praia do Rosa, em Floripa, um santuário de natureza pura, na beleza de tal ilha no verão, uma ilha que no inverno se torna complicada, como um certo senhor, o qual, ainda muito jovem, quis ser ratão de praia em Floripa, deparando-se com o advento do inverno e do frio – a Vida não é só verão; a Vida não é somente férias, num jovem que percebeu que queria fazer algo que não pode ser feito, que é fugir da Vida e esconder-se da luta. Aqui é uma paisagem invernal, no frio da Serra Gaúcha que tanto atrai turistas, no termo “Europa verde tupiniquim” para designar a cidade de Gramado, a cidade em que tudo é feito pata encantar o visitante, com suas lojas de chocolates, numa “cidade de boneca” na qual o turista se sente criança novamente, como no sucesso da loja Criamigos, na qual o cliente monta seu próprio bicho de pelúcia, num ato altamente customizado, no transferencial que a criança faz, criando vínculos com tais bichinhos, e é como no doce ato de receber amiguinhos em casa para brincar, em doces tardes com um lanche no meio da tarde, em mães zelosas, as quais nos fazem uma falta enorme quando saímos de casa e vamos morar sozinhos, sem aquela mãe para manter tudo limpo e organizado, com comida feita na mesa e com aquela geladeira abastecida de supermercado, no termo “geladeira de solteiro”, que é a geladeira tão vazia ou pobre, na imaginação que devemos ter na hora de decidir o que será servido de jantar, como no meu caso, comprando com frequência alimentos já preparados na copa do supermercado, como feijão preto, lentinha, purê de batata, frango xadrez etc. Aqui são pessoas de uma certa idade, na calma e ponderação da pessoa sábia, percebendo que não pode impor as coisas à força, como no Exército e suas rígidas hierarquias, algo longe da hierarquia espiritual, a qual, apesar de ser irresistível, nunca é e imposta à força, ao chegar ao ponto de eu fazer questão de obedecer meu irmão mais depurado, em ordens que sempre surgem em nome da paz e da harmonia, na deliciosa paz do Plano Superior, em um lugar onde tudo é feito com calma e polidez, numa energia de trabalho e produtividade, de labor, pois o Céu não são anjinhos loiros tocando harpas, mas um lugar em que impera a necessidade de nos ocuparmos de alguma forma nobre, como eu digo a meus entes querido desencarnados: Trabalhe ou estude! Aqui há pessoas abastadas, que levam uma vida confortável, com bons agasalhos que barram o frio, na delícia de uma lareira num dia frio, no fogo que nos atrai, em sedução, no prazer de se estar num cômodo seco e quentinho, recebendo amigos numa tarde de sábado, no prazer em receber amigos em casa, num bom vinho à beira do fogo! As pessoas aqui sorriem, e estão contentes, como na família do famoso romance de Dan Brown, uma família descendente direta de Jesus, revelando um segredo, até uma moça saber que pertence a tal família discretíssima, encontrando um alento no Mundo, como no mito da princesa russa Anastácia, a qual, creu-se por um tempo, ter sobrevivido à execução da família real russa pelos soviéticos, um assassinato coletivo que escandalizou a Europa da época, pois, convenhamos, devemos matar crianças? É um horror. Aqui o campo é vasto, como nos Campos de Cima da Serra Gaúcha, como na cidade de Vacaria, com pastagens majestosas, que vão até onde a visão alcança, no prazer da área rural, com cheiro de bosta ao ar livre, numa sensação de liberdade e de simplicidade, de contato com a Natureza, pois os campos e florestas vestem roupas maravilhosas, na paixão do gaúcho pelas terras do RS, criando toda uma cultura tradicionalista, com cantores e músicos de prestígio por tal tradição, na tragédia da Revolução Farroupilha, quando os rebeldes gaúchos foram esmagados pelas forças imperiais.
Acima, De manhã. Aqui é uma pessoa conduzida, quiçá presa, numa custódia, como pessoas flagradas com drogas em aeroportos, nos chamados “mulas”, que são pessoas aliciadas pelo narcotráfico para transportar os entorpecentes, com esses “mulas” sendo um elo frágil em tal cadeia, na sedutora perspectiva de dinheiro fácil, em pessoas as quais, ao serem presas, dão-se conta do erro que cometeram, dando valor à liberdade perdida, no modo como dizem que o Presídio Central de Porto Alegre é uma sucursal do inferno, com cem por cento dos detentos com verminose, no modo da sociedade em punir severamente os criminosos, num Mundo que não se importa com tais condições no cárcere. A porta ao lado é uma saída, uma opção, uma alternativa, uma rota de fuga, na saída para um problema ou para uma situação espinhosa, num plano b, como em meio a uma crise, a qual é positiva, disse-me uma excelente psicoterapeuta, pois a crise assinala um momento de renovação na vida da pessoa em crise, no poder das catarses, que são faxinas da alma, no ato de se lavar uma roupa ou limpar uma casa, numa sensação revigorante como cortar o cabelo, numa renovação, num recomeço, como eu repetindo de ano no colégio, na ausência de sabedoria da juventude, numa irresponsabilidade enorme, como eu descuidando de minha faculdade na PUCRS, como me disse uma grande e querida amiga na época: “Não se descuide de sua faculdade!”, palavras verdadeiras de um amigo real, de verdade, amigão, irmão, fazendo dos amigos tal ouro da Vida, remetendo à pessoa solitária, sempre só, construindo dentro de si toda uma carência afetiva, no estilo de vida de “lobo solitário”, no modo como as famílias existem exatamente para aplacar em nós tal sentimento de solidão, como um certo rapaz solitário, o qual tem que saber que tem irmão, que tem mãe, que tem madrinha, que tem sobrinho, que tem tios e que tem primos, ou seja, família, e ter família é importante, remetendo a um certo rapaz paupérrimo, o qual veio ao Mundo sem pai e sem mãe, crescendo num orfanato, um rapaz que certa vez tentou se matar, decidindo se dedicar à sua religião, que é a Umbanda, uma religião tão vibrante e forte, intensa, com uma das divindades sendo o Capa Preta, que é o lado macho da Vida, na luta, do empenho para nos afirmarmos em tal Mundo, no deus da guerra Marte, como eu já disse sobre uma certa popstar: “Ela é guerreira! Ela é uma deusa! Ela á mulher de verdade!”. Aqui o masculino envolve o feminino, como num sanduíche, como em filmes pornôs de uma mulher transando com dois homens, num sexo frio e mecânico, muito, muito longe do sexo manso com intimidade, gostoso, doce, na linha divisória clara entre fazer sexo e fazer amor. A moça aqui é oprimida pelo patriarcado, tendo tolhida em si sua própria sexualidade, na questão da galinha e do garanhão: Se é um homem com várias mulheres, pode; se é mulher com vários homens, não pode. É como na donzela Arwen, de Tolkien, entregue pura e casta ao marido rei, como no caso de uma personagem coadjuvante no seriadão Friends, a qual teve durante a vida apenas um parceiro sexual, que era seu próprio marido. É como no rapaz estreando sexualmente em prostíbulos, construindo em machismo dois tipos de mulher – a santinha e a putinha, com o perdão do termo chulo, enfurecendo as feministas, as quais não querem ser nem uma, nem outra, mas um ser independente, de “jeans e camiseta”, de igual para igual com os homens, como na lendária faraó Hatshepsut, impondo-se num Egito de homens, um país no qual o máximo que uma mulher podia ser era a grande esposa real do faraó, numa mulher faraó que fez tal ousada transgressão, tornando-se uma grande líder, inspirando o seriado da super heroína Ísis, no qual uma arqueóloga egiptologista descobre um colar mágico dado pela deusa Ísis a Hatshepsut, um adorno que dava à usuária superpoderes, como voar e ter superforça, numa libertação feminista.
Referências bibliográficas:
Bo Bartlett. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 20 ago. 2025.
Paintings. Disponível em: <www.bobartlett.com>. Acesso em: 20 ago. 2025.











