quarta-feira, 4 de novembro de 2026

No mundo da Luna (Parte 9 de 21)

 

 

Falo pela nona vez sobre artista plástica brasileira Ana Karina Luna. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Paths 3. Entroncamentos, como em estampas de kilt, com pessoas passando umas pelas vidas das outras, como numa faculdade, nos inevitáveis “goodbyes” da Vida, com cada um indo para um canto, no modo como a Vida vai separando, pois em amizades não pode haver cobrança, no caminho espírita do amor incondicional, sem cobranças, no amar por amar, sem esperar algo em troca, mortificando o tolo coração e ouvindo à fria mente, na recomendação: Mortifique o espírito e não o corpo, no modo como o Espiritismo condena aqueles que se crucificam literalmente, ou aqueles que fazem mutilações, como um certo senhor, o qual mutilou seu próprio pênis para mão ter libido, numa dor excruciante, no modo ocidental de negar a sexualidade, como no mito de Nossa Senhora, a mulher à qual foi negado ter vida sexual, um mito que tem a nobre intenção de fazer com que entendamos que somos todos frutos de Imaculada Conceição, príncipes filhos do mesmo Rei, um Deus que nos fez de forma única, na sabedoria popular de que Deus escreve certo por linhas tortas; de que Deus não joga, mas fiscaliza. Aqui é como um tear, uma malha sendo feita, na poderosa indústria da malha no RS, uma região de clima mais frio em relação ao restante do Brasil tropical, com temperaturas chegam a 40 graus Celsius no Norte e Nordeste, até um pouco mais do que isso! Aqui são como desenvolvidos prédios de uma urbe, como nas deslumbrantes urbes metafísicas, na metáfora: Do topo do Cristo redentor, o Rio é uma cidade linda, apolínea, limpíssima e pacífica, um presente de Deus; de perto, o Rio é violento, sujo e com temperaturas escaldantes, uma espécie de nervo do Brasil do narcotráfico, na vida vazia de um infeliz narcotraficante, uma pessoa de má fé que quer burlar a lei para ganhar dinheiro, um espírito que vai desencarnar e dar-se conta da vida vazia que levou, acabando por pedir perdão para cada jovem para o qual vendeu droga, num caminho de arrependimento, um espírito que se equivocou e errou, desejando reencarnar e levar uma vida mais nobre, na noção de Tolkien que o Ser Humano quer, acima de tudo, poder, na metáfora de Matrix: Um homem poderoso quer ainda mais poder, em homens embriagados de poder, num povo americano que passa a não aderir às campanhas militares bilionárias de Trump, pois um homem de Tao é polido e jamais recomendará violência, raiva ou guerra, no caminho da concórdia, como no embate ideológico no Brasil dividido entre Flávio e Lula, nos eternos parâmetros ideológicos: O liberal Smith versus Marx, o do estado total, com pessoas que criticam pacotes como o Bolsa Família, num Mundo no qual há gosto para tudo! Aqui são como rasuras afoitas, em erros sendo cometidos no galgar da carruagem, no modo como ninguém está no Mundo a passeio, e a Vida é algo sério, exigindo que estudemos ou trabalhemos, como no Plano Superior, no qual temos que nos ocupar com algo nobre, num lugar maravilhoso, no qual não há desemprego, em trabalhos nobres, que exigem de nossas cabeças, pois até Tao está sempre criando, deixando-nos perplexos com tamanha perfeição e impecabilidade, como um fã clube ávido pelo próprio passo do artista ícone, em artistas de estilo tão próprio, como Andy Warhol, o monstro sagrado da Pop Art, reconhecido ainda em vida, recebendo inúmeras encomendas, ao contrário de artistas como Van Gogh, que morrem frustrados, vendo, lá de cima seu próprio sucesso póstumo, “vingando-se”, por assim dizer, no gostoso pecadinho capital da ira e da vingança, que é mandar uma penca de gente chupar uma manga, como Julia Roberts em Uma Linda Mulher, vingando-se de atendentes arrogantes e nojentas – quem não vai se apaixonar por Julia? Que excepcionais que são esses carismas, como o de Diana! Aqui é uma urbe à noite, iluminada artificialmente, no mito de que Nova York é a cidade que nunca dorme, fazendo metáfora com as cidades metafísicas, nas quais não temos fadiga, numa vida tão plena e preciosa, deslumbrante, o Éden para os que gostam de se manter produtivos, fazendo dos desocupados pessoas infelizes, e, no Plano Superior, a pessoa sente a necessidade de se aprimorar, topando reencarnar numa vida dura na Terra, esta grande faculdade que tanto nos faz crescer, fazendo do crescimento moral o sentido da Vida.

 


Acima, Paths 5. Aqui há um respiro, e não um bloqueio, pois a malha preta não acoberta a forma vermelha, como num intervalo na escola, ou como simplesmente dormir entre duas jornadas de trabalho, remetendo a um certo senhor workaholic, obcecado em trabalhar, sem se permitir viver, chegando, certa vez, a simplesmente não descansar entre duas jornadas de trabalho, faltando, assim, com o respeito pra consigo mesmo, um senhor que se revelou incompetente, não sabendo conduzir a própria firma, amargando uma derrota e tendo que fechar tal firma, como uma certa quase estrela, uma pessoa a qual, de tão microscópica, acha que o fato de não ter obtido sucesso é culpa do fulano da gravadora tal, quando que, na verdade, quem não sabe conduzir não ganha sucesso, no caminho do mérito e da dignidade, nas altivas palavras de uma digna senhora: “O Mundo é dos dignos. O resto são sinais auspiciosos!”, como em tediosas e auspiciosas alas vip de boates, quando, na verdade, a festa acontece no meio da pista de dança, nas palavras de um certo jovem boêmio: “Vou dançar até gastar o sapato!”. Esta malha é uma transparência, como um amigo autêntico, no qual sabemos que podemos confiar, num caminho de amizade e intimidade, um amigo verdadeiro, que torce por nós e por nossa felicidade, como eu certa vez apresentei a um amigo meu aquela foi a primeira namorada dele, a contrário do amigo falso, uma pessoa moralmente decepcionante, a qual quer nos ver em ruínas, num sociopata que odeia até os próprios netos, num caminho cruel e sádico de insensibilidade, empenhado em fazer os outros sofrer, fazendo dessas vítimas que são os filhos de sociopatas, vindo ao Mundo com um pai sem qualquer pitada de amor ou amizade. Aqui é como uma tela, óculos escuros, numa proteção entre raios nocivos do Sol, na sensualidade da luz do luar, uma luz que tanto exibe quanto oculta, no luar dos enamorados, numa noite romântica de lua cheia, como num romântico resort na região metropolitana de Salvador, ideal para quem está em lua de mel, com noites tropicais e jardins exóticos, no prazo da lua de mel, que é de três meses, pois depois vem o siso do dia a dia, em brigas inevitáveis, como uma certa senhora irritada com o próprio marido: “Eu me matando para manter esta casa limpa e organizada! Eu vou-me embora desta casa!”, no modo como filhos sofrem ao ver os pais brigando, tendo que haver paciência num relacionamento, remetendo a casais que se separam no primeiro pequeno desentendimento. Aqui são como tijolos formando uma construção, em trabalho paciente de formiguinha, em edificações que levam anos para serem concluídas, num trabalho persistente de incorporador, como uma certa família tradicional, um clã de incorporadores, remetendo às ultratradicionais famílias de realeza, em algo tão dúbio e paradoxal: Por um lado, algo fino, belo e onírico, respeitável; por outro, algo obtuso em que homem é varão e mulher é fêmea, dando a esses príncipes vidas veladas, no preço que se paga ao se pertencer a tais clãs digníssimos. Nessa transparência vemos a adorável Bridget Jones vestindo roupas ousadas para seduzir o próprio chefe, o qual chega a assediar BJ, mas acaba rechaçando a mesma, numa Bridget que se sente um lixo ao ser rejeitada, encontrando, no filme, um amor verdadeiro, fazendo dos filmes de BJ posteriores fraquinhos, se comparado à película original, fazendo do sucesso tal amante infiel: Hoje, comigo; amanhã, não sei. Aqui é como um trabalho de serigrafia, na jovialidade da moda, como no boom adolescente nos anos 1980, com lojas coloridas e joviais, uma década que teve tanta sinergia entre moda, cinema e música, como no cabelo de David Bowie no filme cult Labirinto – o cúmulo dos anos oitenta, fazendo de DB tal deus sacrossanto do pop rock, em gênios artistas. Aqui é como um tecido que nos faz respirar, como fibra de algodão, como na recomendação de deixar o vinho “respirar” antes de ser bebido, no maravilhoso mundo dos vinhos, remetendo a uma linda adega climatizada que o senhor meu cunhado tinha.

 


Acima, Paths 6. Aqui remete aos quadrados em movimento em cenário do canal Globonews, com as formas subindo e descendo, como influências sendo feitas, em opiniões em movimento, em embate de opiniões, nesses “barracos” que são debates entre concorrentes a um cargo eletivo, nessa inevitável agressividade da Vida em Sociedade, da competitividade, desde cedo no colégio, para ver quem é o mais aplicado e mais queridinho do professor, numa experiência que eu mesmo tive como professor de Inglês: Um aluno aplicado dá sentido à vida docente, na delícia em se esforçar para fazer muito bem feitos os trabalhos que os professores exigem, professores marcantes, que nos fazem crescer, professores que valem cada centavo da mensalidade, ao contrário de outros professores mais medíocres, não tão brilhantes. Aqui é um entrelaçamento, como vínculos de amor e amizade, e fora da amizade não há salvação, sem amor no sentido piegas, mas amor no sentido de amizade mesmo, no famoso espírito Patrícia, o qual, ao desencarnar, perguntou onde estava, e um espírito amigo lhe disse: “Entre amigos!”, como em doces lembranças de nossos coleguinhas no colégio, uma época em que a vida é mais simples, com duas coisas apenas: Estudar e brincar, havendo no sociopata tal antiamigo, uma criança que começa o sendo desde muito pequeno, maltratando os coleguinhas na escola e maltratando pequenos animais, num caminho de sadismo vampiresco, tornando-se uma pessoa que suga almas, como um certo sociopata, um mentiroso de qualidade maior, uma pessoa a qual não se guarda com muito carinho, numa vida miserável, sem ouro da Vida, que são os amigos. Aqui é como um trabalho em conjunto, um sharing, como em agências de Propaganda, onde cada um dá sua contribuição, algo frustrante para pessoas mais reservadas, que não gostam de interferências, em gênios como da Vinci, rechaçando toda e qualquer interferência, nesses artistas que marcam para sempre a História do Homo sapiens, em mentes poderosas como Jesus, dividindo a História em duas. Numa forma bem sutil vemos aqui o Santo Sudário, nos olhos de Jesus abertos nos fitando, como num certo filme de Jesus, num ator com olhos azuis intensos e penetrantes, altivos, diferenciados, nas palavras de uma senhora pregadora a pessoas na Rua: “Jesus te ama!”, na tranquilidade que é ter organizações religiosas no Brasil, não tendo que pagar impostos, no modo como todos os tipos de pessoas no Mundo: Uns são respeitosos e dignos; outros, nem tanto. O Sudário é essas relíquias religiosas, num apego humano ao material, ao palpável, quando que a riqueza da passagem de Jesus pela Terra não reside numa lasca de cruz, mas nos conceitos propagados por tal cabeça inovadora, enfrentando com coragem o então todo poderoso paganismo terrestre, como o deuses romanos ao redor do Coliseu, como uma deslumbrante deusa no MASP, direto da Antiguidade, num museu tão envolvente, apesar de não tão vasto como o Louvre, um MASP que se torna nervo de manifestações urbanas paulistanas, tal o nervo que tal instituição é na maior metrópole da América Latina, uma cidade tão cosmopolita e aberta ao Mundo, como em Brasília, a cidade das embaixadas, com gentes de todos os cantos do Mundo na capital federal brasileira, a cidade para a qual vai o nosso dindim dos impostos, fazendo com que os liberais odeiem programas como o Bolsa Família. Aqui é uma combinação, uma cooperação, um esforço em conjunto, como em ajudas feitas por amizade e caridade, como numa banda musical, um casamento sem sexo, em bandas tão longevas como o U2, sobrevivendo desde os remotos anos 1980 nessa “selva” que é a Indústria Fonográfica Mundial, com tantos astros que ascendem e descendem, pessoas que não souberam conduzir muito bem, remetendo a talentos instintivos, no caminho autodidata da Vida, na noção taoista: As pessoas precisam aprender por si mesmas o que é simplicidade.

 


Acima, Paths 9. No centro vemos uma exceção, como uma pessoa acima de mediocridades, remetendo ao famoso intelectual gaúcho Tatata Pimentel, professor universitário, um mestre que só respeitava a inteligência de alunos excepcionais, e quando um desses alunos falava na aula, Tatata dizia aos demais alunos: “Calem a boca – a elite vai falar!”. É como uma certa pessoa, a qual só preza e considera pessoas acima de mediocridades, como uma exigente professora de dança, muito disciplinada, austera, quase assustadora, desses professores que marcam nossas vidas para sempre, no perene papel do professor, como minha querida professora de pré escola, com a qual mantenho contato até hoje, em lembranças claras, como ela mostrando aos alunos o discernimento entre áspero e liso, na noção taoista: Se digo que algo é belo, é  porque conheço o oposto, que é feio, na noção dialética de que tudo traz em si sua própria contradição, como no jogo de sedução entre a razão masculina e a loucura feminina, nos ciclos lunares ditando o ritmo de menstruação, no pesadelo das cólicas – como é duro ser mulher! Aqui há sempre respiros, como tecidos ou gazes, deixando o ferimento respirar, nos cuidados hospitalares, remetendo a um certo senhor, o qual quis dar uma de machão, dizendo à enfermeira: “Olhe aqui, eu venho e vocês cuidem de mim!”, com a enfermeira dizendo: “Ninguém vai cuidar de ti porque tu és um homem adulto!”, na naturalidade de que a arrogância precede a queda. Aqui são os carimbos de xilogravura, no jogo entre côncavo e convexo, como na arquitetura do Congresso em Brasília, nessa obraprima de Niemeyer, na poderosa mente de um arquiteto, pois no Plano Superior a arquitetura é depurada e deslumbrante, na vitória da mente sobre o traiçoeiro coração, no caminho espírita da mortificação espiritual: Pare de ouvir o danado coração e coloque a cabeça no lugar! Aqui é como um castelinho de lenha numa fogueira, no fascínio de uma lareira num dia ou noite frios, como tomar um vinho à beira do fogo, algo romântico, numa vida que pulsa quentinha, como em países frios e úmidos como a Inglaterra, naquele frio úmido que penetra nos ossos, no consolo de um fogo, remetendo a eras em que não havia calefação. Aqui é como aquele jogo, de cujo nome não me recordo, num prédio de retângulos, com cada jogador tirando um retângulo por vez, e perde quem faz o prédio ruir, na noção taoista de que o sucesso é um cu, com o perdão do termo chulo, pois quando o sucesso vem, temos que ter a força para virar a página e recomeçar com humildade do zero, como no grande cineasta Walter Salles, o qual terá que sambar feito louco para superar o Oscar que ganhou, num filme contundente para quem viveu os anos de chumbo no Brasil, como a geração de meus pais, azarada pela ditadura, sendo jovens em pleno governo militar, pois minha geração não faz ideia do que é censura, pois eu cresci em plena reabertura democrática, fazendo das ditaduras regimes opressores que assustam o povo, o qual vira uma mera bateria alcalina a serviço de um sistema – é um horror, como em Matrix, um sistema opressor, em focos remanescentes ditatoriais ao redor do Mundo, como a Coreia do Norte, com tudo sendo investido em armamentos, longe da Coreia do Sul, o colorido e pacífico berço do kpop. Aqui se prima pela leveza, e nenhum bloco bloqueia os demais, sempre com um respiro, um meio de propagação, como uma pessoa aberta ao Mundo, construindo pontes de comunicação, viabilizando, uma pessoa simples, sem afetações pernósticas ou frescuras, na capacidade de um homem de Tao, um rei simples, que toma o mesmo tipo de café de seus súditos, no poder da simplicidade, a qual conquista os corações do povo, longe de homens não polidos, que lançam mão da violência, como um certo senhor, um homem que, definitivamente, não é um homem de Tao. Aqui são como folhas caindo no outono, nos ciclos da Natureza, como na beleza dourada do Central Park em tempos outonais, numa cidade que tanto pulsa Arte, no oásis para quem curte aquilo que nos faz humanos – os macacos não esculpem. Aqui são como retalhos de marcenarias, em memórias minhas de infância, brincado com retalhos com um kit de marceneiro.

 


Acima, Paths 11. O vermelho casa tão bem com os tons de cinza, como no contundente A Lista de Schindler, um filme em preto e branco, com uma menininha de vestido vermelho, mais tarde assassinada e cremada em fornos cruéis, na inacreditável maldade do Nazismo, nas palavras de uma certa sociopata, a qual disse: “O mal é mais interessante!”, ou seja, fica fácil e claro de se detectar tal sociopatia, na chamada “loucura sã”, numa pessoa que tem a consciência de que é sociopata, sabendo que está no Umbral ou que para este vai, uma patologia que dá à pessoa inteligência fria e esquemática, nunca inteligência emocional ou sensibilidade, como outro certo sociopata, insensível ao megahit I will always love you de Whitney Houston, uma pessoa que tanto, mas tanto me decepcionou, revelando-se não um amigo, mas um inimigo, um grande desafeto que tive em minha vida, um pobre diabo sofredor que não ama, que não tem e nem quer ter amigos, fazendo da Vida tal inferno sem amigos, pois fazer amigos é o que dá sentido a uma vida, e fora da amizade não há salvação, como no nome de um certo centro espírita. Aqui temos um encaixe perfeito, como num quebracabeça, num trabalho de grande paciência, na paciência que a Vida exige que tenhamos, como esperar por horas para ser atendido num determinado lugar, ou como esperar por horas por atendimento num hospital, remetendo àqueles doutores que nos deixam muito tempo na sala de espera, ao contrário de outros doutores, os quais nos atendem pontualmente, demonstrando respeito. Esses encaixes são o enigmático encaixe de pedras em antigas construções incas, num primor de engenharia, alimentando a crença de alguns que acham que a Humanidade teve, em tempos remotos, o auxílio civilizatório de raças alienígenas, algo não tão duro de se crer, remetendo aos esforços civilizatórios do homem europeu em virgens terras americanas, como na imposição do Cristianismo a civilizações pagãs indígenas, no contraste entre tais grupos humanos, no indígena não compreendendo o repúdio europeu a sexo e sexualidade, não compreendendo a imagem de Maria esmagando com os pés a serpente da malícia, na naturalidade indígena de lidar com sexo, com o casal copulando na frente de todos os membros da tribo, num esforço europeu de dar apuro moral, como, por exemplo, repudiar o canibalismo, num esforço civilizatório, como no advento da doutrina espírita, a doutrina do futuro, fazendo do apuro moral o sentido da Vida, de qualquer Vida, colocando o sociopata lá no fim da fila de aquisição de apuro moral, espíritos que crescerão e tornar-se-ão espíritos de luz, num futuro brilhante – ninguém está no Umbral para sempre, e o perdão é o caminho natura da Eternidade, sobre a qual não é possível de se falar, nesse imensurável poder de Deus, que é a Vida Eterna, no fato de que jamais findaremos. Aqui remete um tanto às obras da excelente artista plástica Mara De Carli, em trabalho de xilogravura, num trabalho paciente, na artista cortando formas de fibras de madeira, fazendo jogos divertidos com forças retangulares, construindo formas, aqueles artistas que “brincam”, deixando-nos perplexos com tal desenvoltura de talento. Aqui temos pessoas que vão influenciando umas às outras, num inevitável intercâmbio entre artistas, com artista inspirando artista, como Madonna homenageando Marilyn Monroe, uma Madonna humilde em tal caso, na noção taoista: Curva-te e reinarás! Num videoclipe que definitivamente lançou Madonna a nível mundial, nesses talentos instintivos, no caminho autodidata da Vida, com cada um precisando aprender por si a viver, na gloriosa sensação de provarmos que as pessoas se equivocaram em relação a nós! Este jogo cromático é como fotos em preto e branco casam bem com um fundo rubro, num contraste, no fascínio binário da foto em preto e branco, no jogo entre negativo e positivo, entre sim e não, como nas deslumbrantes fotos do mestre Sebastião Salgado, num talento, como tenho em minha casa o livro Gênesis, num fotógrafo que simplesmente viaja pelo globo todo para fazer seus talentosos registros.

 


Acima, Paths 12. Aqui é como um beijo, num contraste, como nos filmes inspirados na obra de Tolkien, nos toscos pés masculinos de Frodo em contraste com a jarra de receptáculo feminino de Galadriel. É como num beijo magnético, em amantes felizes, nos versos de uma certa canção pop: “A noite pertence aos amantes! A noite pertence a nós!”. É como nesses encontros às escuras, como na era do telefone 138, o chamado Teleamigos, com tantas e tantas pessoas marcando encontros, no perigo de se relacionar com estranhos, como na promiscuidade de encontros causais em banheiros públicos, com a AIDS que ainda circula por aí, com cartazes expressos num certo banheiro público masculino: “Ato obsceno em público é crime previsto em lei!”, como um certo cantor inglês já falecido, o qual foi certa vez preso em Londres por fazer sexo num banheiro público. Aqui temos um casamento entre siso e alegria, como na figura folclórica dos casais tradicionais japoneses: Ele, carrancudo e fechado, antipaticíssimo, grosso, caminhando na frente da esposa; ela, doce, simpática e receptiva, adorável, agradável, sendo isso inevitável, no casal heterossexual: Ela personifica o Yin dele e ele personificar o Yang dela, na questão de se cumprimentar um casal heterossexual – se um deles está cumprimentando, o casal está, então, cumprimentado! É como num casal gay que vi recentemente, com uma das moças doce e feminina e a outra bem, bem grossa, inclusive praticante de artes marciais, numa experiência que tive certa vez em entrar em aulas de judô, algo que eu odiava com todas as minhas forças, o seja, a pessoa tem que respeitar a si mesma, nos versos da genial Lady Gaga: “Tenho que ser eu mesma e respeitar minha juventude!”, numa artista de tanto apelo gay avassalador, arrastando milhões de espectadores para as famosas areias de Copacabana, nesses talentos que tanto sabem conduzir uma carreira instintivamente, no caminho autodidata da Vida. Aqui é uma relação sendo construída, como amizades sendo feitas, como no colégio, com amigo sendo feitos, remetendo a um certo rapaz triste, o qual tinha dificuldades em se relacionar, sendo solitário, sem um único amigo, vagando sozinho pelo pátio da escola no intervalo, com uma sensível moça colega perguntando a ele: “De quem és amigo?”, e ele disse: “De ninguém!”. Aqui é uma atração, uma força gravitacional, numa atração entre enamorados, no famoso casal Rose e Jack de Titanic, numa história tão tocante, num final redentor, com as pessoas mortas se reencontrando, numa amizade para sempre, num Jack que salvou Rose, no caminho da dignidade, numa eterna gratidão, no ouro infindável das amizades, as quais duram para sempre, como uma certa amiga já falecida, com a qual faço contato metafísico diário para ela abençoar o meu dia, numa questão muito simples: É só fechar os olhos e mentalizar a pessoa. Aqui é uma relação de intimidade, como um professor que acaba virando amigo, como numa certa senhora, minha professora de Redação no Ensino Médio, uma pessoa que fez parte de minha descoberta de que gosto de escrever, remetendo ao meu ídolo Luis Fernando Veríssimo, meu escritor predileto, um homem de textos tão envolventes, no divertido livro Comédias da Vida Privada, na divertidíssima crônica sobre aniversário de criança – que divertido, Veríssimo! Obrigado por teres passado pela Terra! É como Chico Anysio, genial, no privilégio do Brasil ter tudo aqui tal gênio supremo, numa rica galeria de personagens. Aqui um supre as carências do outro, como uma especial pessoa que passou pela minha vida, uma pessoa que me ensinou que podemos ser felizes com pouco, sem precisarmos ser donos de meio Mundo, no caminho da simplicidade, e a Vida é boa quando é simples, como na infância, no trenó Rosebud de Cidadão Kane. Aqui é como um casal contrastante que vi certa vez, com ele fisiculturista e ela obesa, com cada um trazendo algo no relacionamento, talvez ela sendo mais inteligente. Aqui é a imagem do faraó ao lado da esposa principal, no harém do rei do Egito Antigo, em puro patriarcalismo.

 

Referências bibliográficas:

 

Arte. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.

Curriculum Vitae. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

No mundo da Luna (Parte 8 de 21)

 

 

Falo pela oitava vez sobre artista plástica brasileira Ana Karina Luna. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Pele. Aqui é um papel amassado, com algo sendo descartado, como num desafeto, como um certo desafeto que tive, uma pessoa que extirpei de minha vida, uma pessoa tóxica, sociopata, uma amizade falsa, numa pessoa interessada em minha ruína, uma pessoa que me odiava e que queria me destruir, num enorme decepção que sofri, uma pessoa com a qual nunca reatarei em vida, fazendo do sociopata tal pessoa extirpada, um andarilho do Umbral, sofrendo, sem amigos, pois os amigos são o ouro da Vida, num Deus que quer que sejamos amigos uns dos outros, nas palavras imortais de Jesus: “Amai-vos uns aos outros!”, e fora da caridade não há salvação, pois caridade é amizade. Aqui, pontos vermelhos são como sangue, no clássico Drácula de Bram Stoker, no vampiro se deliciando com sangue na navalha de barbear de um homem, numa imagem patética, remetendo ao sociopata, um sugador de almas, como um certo senhor sádico, empenhado e deliciado em ver os outros sofrer, odiando tudo e todos, e odiando até os próprios netos, numa pessoa de rasíssimo apuro moral, quando que o sentido da Vida é adquirir tal apuro moral, no caminho de Jesus – o caminho, a verdade e a Vida, e Tao é tal caminho, no poder do homem de Tao, o qual é polido, muito longe de muitos e muitos homens grosseiros, os quais ignoram o poder da delicadeza, do tato diplomático, remetendo às recentes eleições no Brasil, numa disputa tão, mas tão acirrada, dividindo o Brasil em dois, pois metade do Brasil não quer Lula na presidência, no preço da democracia, que é aceitar a derrota elegantemente, na figura do atual presidente passando a faixa para si mesmo. Aqui é como um itinerário e um percurso do intestino, num processamento, como numa linha de montagem industrial, em um processo longo e complexo, como montar um carro, em economias tão arrojadas como a China, exportando diariamente muitos containeres Mundo afora, no divertido paradoxo chinês: De jure, uma ditadura comunista na qual o cidadão não pode interferir; de facto, um país perfeitamente capitalista no qual o cidadão é livre para empreender, nessa morte agonizante do Comunismo, na imortalidade ideológica que perdura, principalmente no Brasil: A direita liberal de Smith, com zero por cento estado e cem por cento mercado, versus Marx, cem por cento estado, no bangue bangue entre PL e PT, com pessoas contra e a favor de incentivos do Estado, como o Bolsa Família, na grande controvérsia do filme dos Barretos sobre Lula – amado e odiado. Aqui vemos a dúvida cinzenta, num dia nublado, na junção entre o bem claro e o mal escuro, na disputa entre luz e sombra, como no universo de Tolkien, com o terrível senhor do escuro Sauron, ou como em Matrix, na luta entre homens e máquinas, sendo estar terríveis e inclementes, com o desejo de eliminar a Humanidade, nos perigos da Inteligência Artificial, a qual pode sair de controle, como na perfeição da IA, em vídeos os quais juramos que são verdadeiros, como num certo vídeo no qual foi usada a imagem de Gisele, ou como espetacular comercial de Maria Rita com a mãe e deusa Elis Regina, no qual juramos que a diva está viva e entre nós, num legado inestimável, numa Elis cuja morte causou grande comoção nacional, uma artista a qual, se não falecida tão precocemente, teria alcançado renome mundial, como, por exemplo, gravando com Sinatra, e tudo por causa dessas merdas dessas drogas, com o perdão do termo chulo, como uma pessoa a qual crê que pode se drogar com heroína só porque descriminalizou, remetendo à sequela da maconha, a qual pode tirar da pessoa o senso crítico, como um certo senhor, claramente sequelado, um senhor meramente contemplativo, sem ter qualquer opinião crítica. Os pontos vermelhos são pontos de dor, nas inevitáveis dores existenciais, fazendo com que convivamos com tal dor, sendo desnecessário sofrer por tais dores, na sabedoria popular: “Cada um com sua cruz!”. Aqui o grafite é afoito, impetuoso, numa pessoa de ímpeto, desbravando corajosamente seu caminho, como um certo senhor, no qual não votei nas últimas eleições, mas um senhor que respeito, o qual se elegeu deputado estadual, construindo uma bela carreira pública – não exijo que concordem com Fulaninho; exijo que respeitem Fulaninho. Aqui é como um absorvente íntimo da mulher, nas dores de cólicas – como é duro ser mulher!

 


Acima, Pé vulva. Aqui são como peixes livres na água, na deliciosa sensação de se nadar nu no mar, numa nudez inocente, como a nudez do bebê na barriga da mãe, no choque que é sair do conforto uterino e ir para o Mundo, num “choque térmico”, na sensação desagradável de colocar os dedos na tomada elétrica, na execução de criminosos nos EUA, como num tocante filme no qual um condenado à morte – Sean Penn – fica amigo de uma freira – Susan Sarandon –, havendo no final a execução com o homem se arrependendo de seus crimes, como na vida vazia de um narcotraficante, o qual, ao desencarnar, olhará para a vida vazia que teve na Terra, desejando assim pedir perdão para cada jovem para o qual vendeu droga, num caminho de arrependimento, desejando voltar à Terra numa nova missão e reparar os erros que cometeu, como essas pessoas empenhadas em aplicar golpes por telefone ou pela Internet, desencarnando e vendo a vida miserável que levaram, como um certo senhor, o qual roubou violentamente o carro de uma amiga minha, um senhor equivocado, o qual, talvez, no fundo, fosse uma pessoa boa, talvez desesperado por não ficar inadimplente com o traficante, pois, no submundo do tráfico, se fico inadimplente, o traficante manda me executar! Aqui é o complexo de veias e artérias do corpo, na complexidade de um ser vivo, na gigantez do Cosmos, inacessível para a compreensão humana, numa Humanidade ainda tão aquém de desvendar tais mistérios, na missão do físico em averiguar tais mistérios, como no seriadão The Big Bang Theory, no inteligentíssimo Sheldon, interpretado pelo genial Jim Parsons, um físico empenhado em se apoiar em teorias para compreender tais entornos, fazendo da velocidade da luz altamente lenta em termos cósmicos, apesar de ser uma velocidade capaz de dar várias voltas ao redor da Terra em um único segundo. Aqui vemos a tortuosidade do DNA humano, nos avanços de decodificar tal mistério, em avanços como o teste de paternidade ou de DNA, como no caso Monica Lewinsky, o qual sepultou publicamente Bill Clinton, cuja mentira foi esclarecida por um simples teste de DNA, com a gota de esperma detectada no infame vestido azul da moça putinha, com o perdão do termo chulo, sem eu querer aqui ser de machismo patriarcal, no fato de que, se quero ser respeitado, tenho que me dar ao respeito, e ser a número dois, a mera amante, não é bom, meu irmão, numa questão da pessoa respeitar a si mesma. Vemos uma forma de cacau, num chocolate o qual, ao ser servido com leite e açúcar, ganhou o Mundo, nessa comida tão deliciosa, tão poderosa no Mundo, partindo de ser uma substância primordialmente amarga, com gosto de remédio, remetendo a vários gostos, partindo do ao leite, passando pelo meio amargo e chegando ao amargo, com 70% de teor de cacau, no clássico na voz da deusa Marisa Monte: “Eu só quero chocolate!”, nessas divas que tanto arrebatam o público, com cada geração com seus ícones, no novo que sempre vem, como no advento de uma Lady Gaga, a qual respeito, mesmo não sendo eu mesmo membro de tal numeroso fã clube – respeito é tudo, e no Plano Superior estamos entre amigos, num lugar em que ninguém quer enganar ou trair, fazendo da verdade tal ouro eterno, no nome de um dos budas que guiaram Kardec na concepção da doutrina espírita – o Espírito da Verdade, no laço da Mulher Maravilha, o qual, ao enlaçar alguém, com que este diga somente a verdade, nesse poderoso ícone feminista, num bela e formosa mulher que é capaz de dar uma surra em qualquer marmanjo mal intencionado. Vemos uma lua crescente e estrelas, nos versos de uma certa balada romântica: “Beijos ao luar!”, nessas pessoas especiais, as quais nos transformam para sempre, na magia de apaixonados, relacionamentos os quais, enquanto duraram, foram eternos. Aqui é como pobres bichos marinhos sendo abatidos por inclementes lanças dolorosas, como num clipe da banda A-Ha, com o bicho sendo impiedosamente abatido, remetendo a eras sem apuro ecológico, como caçar livremente animais na África.

 


Acima, Picoração. Aqui é como um túnel, como no túnel vaginal de 2001, em espaços coloridos e estranhos, nos mistérios da Humanidade: Existe ou não Vida fora da Terra? Aqui é como no desencarne, num túnel de luz que nos leva ao glorioso Plano Superior, na direção da luz, fazendo do submundo tal escuridão fétida, com sofrimento e privação, sendo sintomática a pessoa que começa e a se contentar e aceitar tal submundo, numa falta de autoestima, como ratos vagando num esgoto, num estilo de vida degradante, sofrido, como estar abatido numa poça de lama, no poder renovador de um banho, nesses rituais de limpeza que nos aproximam do Plano Superior, no qual tudo é absolutamente limpo, sem uma única bactéria, sem uma única partícula de pó ou poeira, havendo beleza em todos os lugares, na libertação do Desencarne, no momento em que nos desligamos de todos os problemas relativos a nossos respectivos corpos carnais, como envelhecimento e doenças em geral, na metáfora do filme Elysium, no qual uma moderna máquina curava de qualquer doença, havendo na Vida tudo girando em torno de saúde, seja física ou mental. Aqui vemos dedos com unhas vermelhas, femininas, nesses rituais de autoestima como ir a um salão de beleza, remetendo a certos cavalheiros, os quais pintam de esmalte incolor as próprias unhas, nada que os faça menos homens, na figura do metrossexual, o homem sofisticado, de urbes desenvolvidas, como no famoso jogador Cristiano Ronaldo, delineando cuidadosamente as próprias sobrancelhas, contradizendo os costumes mexicanos, nos quais o homem tem que ter uma certa “monocelha”, ou seja, sobrancelhas ligadas por uma pequena sobrancelha central, significando algo viril e válido para um homem, numa construção de virilidade, nas divertidas palavras: “Não deixe que homossexuais italianos lhe digam como um homem tem que se vestir! ”. Aqui vemos uma arquibancada, como em arenas de gladiadores, num suntuoso Coliseu, com os arcos habitados por esculturas de deuses, no auge do paganismo, no impacto cristão, num homem da coragem de Jesus, opondo-se ao sistema vigente, chegando ao ponto do imperador romano se converter ao Cristianismo, iniciando a Era Cristã, no poder do monoteísmo, no qual não há deuses, mas seres humanos de apuro moral que nos servem de exemplos, nas palavras de um certo padre: “Essas imagens de santos não são mera decoração, mas exemplos que devemos seguir!”. Aqui há uma certa insinuação sexual, numa forma de pênis invadindo a vagina, como na chave entrando na fechadura, na imagem de São Jorge com a fálica lança matando o dragão, libertando a donzela virgem, no machismo patriarcal de tolher a sexualidade feminina, como no pai ao ver a própria filhinha nascer: “Esta vou guardar debaixo de sete chave e entregar pura e casta ao marido na igreja”, ao contrário do homem, cuja sexualidade é estimulada, indo a prostíbulos, dividindo as mulheres entre santinhas e putinhas, como o perdão do termo chulo, quando que  a mulher não é uma, nem outra, mas um ser humano igual o ser humano do sexo masculino, como na nobre intenção democrática do voto, no qual somos iguais, sem termo sexo, classe social, raça etc. Os dedos aqui são ramificações espirituais, no modo como, se alguma crença visa o bem, é válida, como dedos que saem da mesma mão, que é a bondade humana, na universalidade da espiritualidade humana, na Revolução Científica, abrangendo tudo e todos ao redor da racionalidade, fazendo das Artes, dos Esporte e da Ciência algo universal. Aqui é como uma pirâmide vista de cima, em degraus que levam ao Céu, ao metafísico, no modo do grego antigo em ver no Olimpo a metáfora para o Plano Superior, um lugar colorido e cheio de vida e beleza, ao contrário do costume humano em ver a morte como algo tão tenebroso, havendo na pessoa espírita o modo de ver a morte como algo natural e compreensível, nas palavras de uma amiga minha freira: “Os católicos respeitam os espíritas!”, assim como o Espiritismo é amigo da Ciência.

 


Acima, Poupizifu. Aqui é como uma proliferação, uma mitose, numa infestação bacteriana, como uma ideia sendo desenvolvida, como num certo instituto cultural, cujos membros levaram algum tempo para definir um escopo nítido, como Madonna, a qual levou anos para resolver que queria uma carreira solo, no caminho de uma pessoa se encontrar na Vida, sabendo o que quer, em processos que levam um tempo, como um dia amanhecendo, clareando, esclarecendo, até chegar a um ponto de “orgasmo”, por assim dizer. Aqui são como confetes carnavalescos, na magia de um baile de carnaval, remetendo a essas pessoas que são “bichos” de carnaval, preparando-se para um baile, caprichando na fantasia, nesse momento mágico como o Halloween, em que as pessoas expressam a si mesmas por meio de fantasias, na universalidade humana de celebração, remetendo ao colorido kpop, muito longe da cruel Coreia do Norte, num déspota cruel que investe tudo em armamento, num país miserável, sem escolas, hospitais ou estradas, como na atual crise argentina, com cofres públicos exauridos, num governo com dificuldades para manter as estradas em ordem, como no lado argentino da ponte que liga esta nação ao Brasil, havendo na parte argentina crateras enormes, nocivas a qualquer pneu ou roda, num Milei que teve que cortar integralmente os incentivos ao cinema argentino, sendo, é claro, odiado pelos cineastas de tal país, em inevitáveis medidas antipáticas, como um certo senhor, o qual se tornou um prefeito que enfrentou impeachment, um senhor arrogante, que só fazia o que queria e não ouvia as pessoas, no inevitável modo de que a arrogância precede a queda, um senhor que perdeu por anos o direito de exercer cargos eletivos, nas duras lições de humildade da existência. Essas formas de Luna são estranhas, ctônicas, das profundezas da terra, como no demônio Balrog, de Tolkien, um demônio feito de sombra e chama, ou como a personagem Cuca de Monteiro Lobato, um ser estranho que vive numa caverna vaginal, no inconsciente do Ser Humano, em mistérios. Aqui é algo poroso como um filtro, como fazer café, ou como numa empresa selecionando funcionários, como eu próprio fui “reprovado” em tal teste, sendo negada minha entrada numa certa agência de Propaganda, barrado por uma “chata” autoassumida, nessa experiência que tive como publicitário, experiências que ficam incrustadas em nós, e sempre terei um lado marqueteiro, pois a divulgação é um flanco muito importante do trabalho, na questão de se “fazer barulho”, na metáfora na academia de Propaganda: Ambas pata e galinha colocam um ovo delicioso e nutritivo, só que a galinha bota o ovo fazendo mais barulho, vendendo, assim, mais do que a pata. Aqui é um feto em formação, num processo que leva meses, como já ouvi dizer que a gravidez e o parto são grandes piadas de Deus para com as mulheres, na questão complicada de depressão pós parto, na sabedoria popular de que ser mãe é padecer no paraíso, em pesos de responsabilidade, quando ouvi uma certa mãe dizendo: “Dá trabalho, mas vale a pena!”, e a evolução assim entalhou a mulher, dando a esta todo um instinto materno protetivo, no modo como ser meramente mãe, esposa e dona de casa não traz muita identidade à mulher, nas palavras de uma certa psicóloga: “É tão desinteressante uma pessoa que só é dona de casa!”. Aqui é como no orgasmo de uma explosão de supernova, como um astro pop estourando no Mundo, no tombo de uma Britney, tendo um surto psicótico público, indo para uma humilhante clínica psiquiátrica, numa dura lição de humildade, comunicando-se depois com os fãs pelo Twitter, dizendo: “Fui para um lugar humilhante chamado reabilitação!”, e todos temos o direito de levar nossos tombos, pois todos estamos aqui para aprender, e adquirir apuro moral é o sentido da Vida, pois o resto são tolos sinais auspiciosos, no caminho da dignidade e da austeridade: Erga a cabeça e seja digno! É como no árduo trabalho de gari. Aqui são como tatuagens tribais, em pessoas que tanto gostam de se tatuar, mesmo sendo um processo doloroso. Aqui é como algo sendo pulverizando, como um alvo de tiro de canhão ou alvo de bomba atômica.

 


Acima, Pregnant while not flying 3. Aqui é algo embrulhado, como um corpo sendo mumificado, nos rituais egípcios, crendo que há um pós vida, fazendo suntuosas tumbas para faraós, na grande descoberta da tumba de Tutancâmon, o maior achado arqueológico da História, no mito da maldição da múmia, com um arqueólogo morrendo ao entrar em contato com fungos da tumba, no fascínio de irmos ao Museu do Cairo e deparamo-nos com a s múmias de célebres reis e rainhas, em ícones como o busto de Nefertiti, importante ao ponto de ser um pomo de discórdia internacional, com o Egito querendo trazer a rainha para casa, mas com a Alemanha não abrindo mão da valiosa peça, num ícone de beleza e majestade, na vastidão do Antigo Egito. Aqui linhas horizontais lutam contra linhas verticais, como em conflitos internacionais, na tensão entre Rússia e Ucrânia, com inocentes sendo mortos, na “beleza” das guerras, que é deixar traços de fome e arrancar pessoas de suas casas, destruindo estas, na universal e atemporal crueldade do Ser Humano, cujo lema é: Quanto mais cruel, melhor. Aqui são como rasuras, como antigamente ao datilografarmos cartas e documentos, havendo hoje o Word, revolucionando modo de se redigir, no formidável recurso de corretor automático, um texto que pode ser manipulado à vontade, deixando perplexa minha geração, a qual pegou os últimos tempos da Era Analógica, e hoje em dia é tudo via celular, sepultando as máquinas de filmar e de fotografar, fechando laboratórios de revelação, sepultando o televisor de tubo, sem controle remoto e só com os canais de TV aberta, sepultando o telefone de gancho e a carta pelo correio, sepultando as fitas cassete e VHS, sepultando a era do objeto de consumo, da coisa que podíamos alugar ou comprar e levar para casa, e hoje em dia é tudo software, no paradoxo da TV por assinatura, com muitos canais à nossa disposição, mas nada que nos interessem muito. Aqui são como barras numa prisão, na prisão que é a encarnação, fazendo de todos nós prisioneiros, sem exceções, desde um mendigo na Rua até o rei da Inglaterra, e a diferença reside no que fazemos de nossos dias de cárcere na Terra: Uns levam uma vida nobre e produtiva; já, outros levam uma vida vazia, como uma certa senhora rica, a qual só produz merda na privada, com o perdão do termo chulo, levando uma vida sem propósito, uma senhora que vai desencarnar e notar a vida vazia que levou na Terra, uma vida tão miserável na qual tudo o que resta a esta senhora é cuidar da vida dos outros, tornando-se uma fofoqueira maliciosa de marca maior, e a Vida é algo sério, e temos que fazer algo nobre da Vida. Aqui é como um vidro sendo limpo com espuma, num serviço de limpeza de parabrisa em posto de gasolina, num sentimento de renovação, no poder revigorante de um banho, remetendo ao país amigo chamado Bahia, no qual o padrão cultural é dois banhos por dia, ao contrário do Sul do Brasil, no qual o padrão e apenas um banho diário, fazendo do Brasil tal “colcha de retalhos”, numa diversidade enorme, remetendo às recentes eleições no Brasil, um país cuja metade está descontente com Lula reeleito – é a Democracia! Aqui é como um aço escovado, no poderoso polo industrial de Caxias do Sul, no setor metal mecânico, perdendo só para o parque industrial de São Paulo, fazendo da Imigração Italiana uma reforma agrária que deu certo, na complicada questão da terra no Brasil, nas tensões de conflitos de terra, com pessoas de esquerda e as elites, chamando estas de retrógradas. Aqui é um formato de celular, ou dos monólitos de 2001, na revolução do Homo sapiens, diferenciando-se dos animais e produzindo Arte, pois Arte é o que nos faz humanos, pois os macacos não dançam, não cantam, não pintam etc. Arte é uma questão de saúde mental; Arte é o que há de importante. Aqui é um complexo de pendrive, um pequenino componente de grande poder de memória, em vertiginosos avanços tecnológicos, sendo só questão de tempo para o Homem ir a Marte voltar a salvo para casa.

 


Acima, Pregnant while not flying 5. Aqui blocos constroem, num paciente trabalho de construção civil, num esforço de anos, num “trabalho de formiguinha”, como na construção instintiva de um formigueiro, no modo como a evolução assim entalha os seres vivos, no caminho autodidata da Vida, na qual a pessoa em que aprender por si mesma o que é simplicidade, a qual é o mais elevado grau de sofisticação – assim disse o sábio da Vinci. A vassoura é o humilde e árduo trabalho de gari, varrendo as ruas de uma cidade, num trabalho tão essencial e importante, com tudo fazendo parte da grande carreira espiritual, havendo os espíritos de perfeito apuro moral, gozando da felicidade suprema, recebendo as ordens diretamente de Deus, o qual é o infinito, nesse poder imensurável da Eternidade, sobre a qual não é possível de se falar, nesse poder inconcebível que é o fato de que jamais findaremos, fazendo este vazio de Tao, o infinito, a página em branco na qual escrevemos nossas histórias, na dignidade de invenções como as redes sociais, servindo ao Mundo, e Tao é esta serventia, esse vazio no qual vivemos nossas vidas, fazendo do homem de Tao tal vazio em torno do que nós nos unimos, num talento de líder, pois o homem de Tao, polido, é visto, amado e respeitado, ao contrário de tantos e tantos homens grosseiros, muito longe de Tao, o qual é um diplomata impecável, sempre primando pela paz e pela concórdia, no cavalheirismo no fio do bigode. No topo aqui temos uma falo patriarcal, como no falo do Código de Hamurabi, na revolução freudiana, como num pontiagudo guardachuva, ou como nas abrasivas pirâmides do Egito, o qual já foi uma potência, num recado claro aos reinos vizinhos: Se você não quer se espetar, mantenha distância e respeite! E o Ser Humano é assim, com vaidades ascendendo e descendendo, permanecendo a simplicidade de Jesus, o homem cuja cabeça revolucionou a Humanidade, mas infelizmente a Filosofia não muda o Mundo, e mesmo depois de Jesus a Humanidade continuou tendo problemas, como guerras e raivas, na agressividade humana, como pegar a pólvora e transformar em armas – é um horror, e nenhum homem de Tao terá algo a ver com armas, remetendo a um certo senhor, o qual anda armado. Aqui temos uma forma de vestido com cintura fina e elegante, nas moçoilas de outrora encantando os rapazes, como me disse uma certa fina senhora: “Não se fazem mais cavalheiros como antigamente!”. Aqui é um afunilamento, como no Estreito de Gibraltar, na lenda que este foi aberto pelos poderosos braços de Hércules, nos trabalhos de Hércules, na dignidade do trabalho, fora do qual não há salvação, fazendo do Céu tal plano de labor, no qual sentimos a necessidade de nos mantermos atuantes e operantes, na inevitável perguntinha que fazemos a entes queridos lá em cima: “Onde estás trabalhando?”. E Tao é isto, um trabalhador, e Tao está sempre criando, deslumbrando-nos com tanta genialidade e simplicidade, como nas estações climáticas – calor lá em cima, frio lá embaixo, com tudo invertido depois, algo simples e deslumbrante, e se até Tao está sempre criando, o que me faz pensar que não devo produzir também? É como artistas com longas carreiras, conquistando o respeito das pessoas, em grandes carreiras públicas, como políticos de longo currículo, como a monarca Elizabeth II, sisuda e séria, servindo ao povo, o qual é a razão de um líder, num caminho de dedicação, sobrevivendo a tantos e tantos primeiros ministros. Os risos afoitos são o ímpeto do artista, querendo conquistar o Mundo, como no desenho animado Pink e Cérebro, no casamento entre razão e loucura, masculino e feminino, com Cérebro querendo conquistar o Mundo e Pink mal se importando, com se este vivesse em outra dimensão, com tudo trazendo em si sua própria contradição, no jogo de sedução entre Yin e Yang. Aqui os elementos estão dissociados e analisados, numa análise clínica, como num exame de sangue, numa verificação empírica, numa amostra que revela o conjunto, como ver se um macarrão está cozido: A partir de um mínimo fio de macarrão, podemos ter uma ideia do conjunto

 

Referências bibliográficas:

 

Arte. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.

Curriculum Vitae. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.