quarta-feira, 21 de outubro de 2026

No mundo da Luna (Parte 7 de 21)

 

 

Falo pela sétima vez sobre artista plástica brasileira Ana Karina Luna. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Pregnant while not flying 6. Aqui é uma vassoura de bruxa, nas histórias infantis, como na tenebrosa Bruxa má do escuro oeste em O Mágico de Oz, em contraste com Glenda, a bruxa boa do claro leste, no pensamento binário infantil – ou algo é do bem, ou do mal, como vi certa vez uma instalação em Porto Alegre, numa famosa casa de cultura da urbe gaúcha, com duas cortinas, sendo uma clara e a outra escura, no discernimento taoista: Quando digo que algo é bom, é porque conheço o oposto, que é mau, e as pessoas sociopatas, frias, sádicas e grossas servem exatamente para darmos valor quando nos deparamos com uma pessoa almada, bondosa e clemente, como Papa Francisco, humilde, simples, na qualidade do homem de Tao, um rei simples, que toma o mesmo tipo de café dos seus súditos, no caminho da simplicidade, mas, infelizmente, as pessoas contemplam os palácios, mas ignoram os campos e florestas, e estes vestem roupas maravilhosas, como na bela rodovia gaúcha Rota do Sol, com os Campos de Cima da Serra Gaúcha, com tapetes de pastagens vastas, até onde alcança a visão, e matas de araucárias virgens, altivas, voltando-se ao céu, na linha divisória entre arrogância e altivez: A altivez é nobre e digna, decente, respeitável; já, a arrogância é um passaporte para o inferno, pois a arrogância precede a queda, em duras lições de humildade para entender que o sentido da Vida é a aquisição de elevação moral, depuração esta que definitivamente falta ao sociopata, o qual é um verme que se aproveita das brechas da vida em sociedade, um sádico que gosta de ver os outros sofrerem, pessoas sádicas que temos que extirpar de nossas vidas, como um certo sociopata, sádico, deliciando-se em ver os próprios filhos sofrendo, sem um pingo de amor pelos próprios netos – é um horror. O chapéu pontiagudo é do icônico mago Gandalf, de Tolkien, um mago de grande poder, interpretado pelo grande mestre Ian McKellen, esses altivos atores britânicos, que começam a carreira fazendo Shakespeare, no modo como a Academia de Hollywood ama as tradições britânicas, amando histórias de reis e rainhas, em contraste com a França, a qual rompeu com a monarquia em um gigantesco golpe de estado, executando membros da realeza, trazendo o paradigma contemporâneo democrático, sendo o presidente um dos nossos, nosso irmão, nosso igual que elegemos para nos governar por um certo tempo, rechaçando misticismos, como no Antigo Egito, quando o rei era considerado um representante dos deuses, um rei em cujas veias corria o sangue sacro dos deuses, remetendo ao velho e bom Mito da Caverna, com pessoas presas ali dentro, cheias de auspícios e fantasias falaciosas, havendo então a libertação democrática, no divertido paradoxo inglês, num rei que reina, mas não governa, com poderes de fato apenas para o primeiro ministro, na responsa que é sentar no mesmo assento de grandes e lendários líderes, como na sobrenatural Elizabeth I, dividindo em duas a História da Inglaterra, uma líder que levava extremamente a sério o se arrumar na hora de ir a público, famosa por gostar de suntuoso vestidos, ganhando, assim, o apoio do povo, como um certo senhor, o qual se elegeu presidente exatamente porque tinha uma aparência cima de qualquer suspeita, como uma certa senhora, a qual já poderia ter sido eleita presidente, mas não o foi porque tem uma aparência desleixada, precisando urgentemente e primeiramente de um design de sobrancelhas, ou como outra senhora, a qual já poderia ter sido eleita prefeita, mas não o foi, por ter uma aparência tão, mas tão desarrumada, crendo que, se arrumar-se, será vista como dondoca e perua e não seria levada a sério, quando é bem pelo contrário, como a política Simone Tebet, sempre com os cabelos impecavelmente tingidos, arrumados, no caminho da autoestima, do gostar de si mesmo, como uma certa dama caxiense, arrumadíssima, só saindo de casa se estiver absolutamente arrumada, nos esforços dos psicoterapeutas para que seus pacientes tenham tal autoestima, no amor por si mesmo, sem narcisismos, é claro. A vassoura é a limpeza necessária, na árdua vida de gari, varrendo as calçadas de uma cidade, ganhando um salário magrinho, pessoas cujas vidas são uma vassoura, no caminho da construção da grande carreira espiritual, na qual cada trabalho conta.

 


Acima, Renda. O vermelho remete à sala de estar da casa de um certo senhor, uma parede rubra que atiçava e provocava quem entrava em tal sala, como uma pizza de calabresa forte, no poder dos condimentos, na rota das especiarias que conduziu a Europa das Navegações, ou na rota da seda, num momento de pré globalização, por assim dizer, com mercados se abrindo para o Mundo, como hoje no paradoxo chinês – de jure uma ditadura comunista e de facto um país perfeitamente capitalista no qual o cidadão é absolutamente livre para empreender, com produtos exportados para o Mundo todo, como no início do episódio quatro de Star Wars, falando das rotas de comércio dentro de uma determinada galáxia, na universalidade de tal história, num roteiro tão, mas tão formidável, seduzindo nerds ao redor do Mundo, marcando o Mundo com tal talento de roteirista, nessa endêmica doença de Hollywood, que é a escassez de bons argumentos, com tantos e tantos filmes disfarçados de história bem contada, quando a receita é simples – conte uma história bem contada, com começo, meio e fim, respeitando sempre a inteligência do espectador, em pequenas pérolas como A Rainha, numa formidável história bem contada, oscarizando a deusa Hellen Mirren, assombrosa ao interpretar a monarca célebre, num siso enorme: Dever primeiro; pessoal depois. É o paradoxo das chics famílias de realeza, tão finas e tão grossas, nas quais homem é varão e mulher é fêmea, sendo heresia tudo o que escapar disso, como vi hoje na Rua um casal de lésbicas, as quais respeito profundamente, num Mundo que precisa se modernizar e adequar-se ao Terceiro Milênio, com a Psiquiatria tirando homossexualidade da lista de doenças mentais, num caminho de clemência e humanidade. O bloco alvo aqui faz contraste, como num casal, com ele mais alto do que ela, remetendo a um certo casal, no qual ele é mais baixinho do que ela, com ela, ao posar para fotos com o marido, agachando-se um pouco para o marido não parecer tão baixinho, nos eternos preconceitos patriarcais, no homem sempre mais importante do que a mulher, no modo como as próprias mulheres podem ser misóginas, como no romance A Letra Escarlate, partindo de uma mulher a ideia de punir moralmente uma mulher da comunidade, no puritanismo protestante, nuns EUA paradoxais, no país de liberdade e no país em que o cidadão não pode se prostituir, com o corpo do cidadão americano pertencendo ao estado, ao contrário do Brasil. Vemos pequenas bolinhas brancas, como uma queda de água, no poder das águas do Iguaçu, fornecendo energia, na busca por energia, numa cidade como Gramado, no crescente problema de se fornecer água, esgoto e energia à urbe turística, na prefeitura barrando novas obras provisoriamente, num crescimento vertiginoso, num destino tão amado por turistas, numa cidade que nos seduz e “arranca” nosso dinheiro, no caminho da especulação imobiliária, com espaços comerciais de alto custo financeiro de aluguel, como deve ser alto o aluguel de um certo famoso restaurante na cidade, num caminho de elitização, como na elitização de Balneário Camboriú, na ilusão de que grana traz felicidade, como mm ensinou uma pessoa especial: Não precisamos ser donos de meio Mundo para sermos felizes. Do bloco branco vemos vias se derivando, como nos exploradores europeus desbravando a América virgem e selvagem, encantando a Europa com relatos como os de indígenas canibais, no caminho do apuro moral, que é não comer carne humana, pelo amor de Deus. Este bloco alvo é como uma janela para um belo dia, no abrir a janela e deparar-se com tal luz, na Terra da Estrela da Manhã, a terra sacrossanta à qual todos pertencemos, fazendo da Eternidade a resolução de todos os desentendimentos, e ninguém está no Umbral para sempre, remetendo aos diabos sofredores moradores de Rua, os quais querem, como todas as suas forças, fugir da luta pela Vida, não se importando em viver a degradante vida de morador de Rua – é um horror.

 


Acima, Samarisguevolubê. Uau, que nome para esta obra! Aqui é como uma festa vibrante, com batidas de tambores, como na cena de um baile de tambores da franquia Matrix, nas merdas que Hollywood é capaz de inventar para arrancar dinheiro do espectador, com o perdão do termo chulo, em filmes como Matrix Resurections, desrespeitando o final conclusivo de Matrix Revolutions, no qual a Humanidade venceu e Neo deu a própria vida para salvar a Humanidade, fazendo de Hollywood a terra da pretensão: “Eu sou maravilhoso; eu pego um roteiro qualquer e transformo em filmão!”, quando não é bem assim, no modo como um bom filme parte de um bom roteiro, como pegar um bom romance e transformar em filme. Aqui é algo chacoalhando, numa pista de dança, no poder terapêutico das pistas de dança, dançando até suar de tanto dançar, na importância de vivermos nossas respectivas juventudes, como ter uma etapa de vida boêmia, seja na adolescência ou na pós adolescência, varando pelos bares e boates da cidade, tomando um trago, enfim, curtindo a Vida, na qual nem tudo é puro siso, no poder do senso de humor, rezando a lenda de que da Vinci era extremamente irreverente e piadista – idade não é pretexto para parar de ter senso de humor, o qual é uma virtude, na capacidade do Ser Humano em rir de si mesmo, na figura de um bom palhaço, nas deliciosas trapalhadas de Mr. Bean, em gênios cômicos como Jô Soares, Chico Anysio e Renato Aragão, recheando a TV brasileira com tal talento humorístico, ou em outro mestre como Chespirito, o qual teve um funeral digno de rei no México, nesses grandes homens como Tom Jobim, enchendo o Brasil de orgulho, na capacidade do homem de Tao em ser visto, amado e respeitado pelo povo, o qual gosta de homens simples. Aqui é como chacoalhar uma coberta cheia de poeira, nos trabalhos diários de casa, como limpar, passar, cozinhar etc., nas furiosas palavras de uma certa senhora ao marido: “Eu me matando para manter esta casa limpa e organizada! Eu vou embora desta casa!”, na questão delicada que são os casamentos. Aqui é como um airbag se abrindo de forma extremamente instantânea, assim que a frente do carro sofre a batida, remetendo a eras em que o cinto de segurança não era obrigatório, com tal acessório hoje poupando tantas e tantas vidas, na famosa campanha publicitária do carro Xsara estrelado por Claudia Schiffer, mostrando a excelência em segurança automobilística. Aqui é como um pavão se pavoneando para seduzir a fêmea, nos instintos evolutivos, nos quais sentimos atração por pessoas saudáveis, no instinto de se colocarem no Mundo descendentes saudáveis, na seleção natural, como em pombos urbanos, evolutivamente adquirindo a cor cinzenta da urbe, para, assim, serem discretos e evitarem aparecer para presas e predadores, como na sabedoria e esperteza do camaleão, invisível para presas e predadores, passando sua genética de esperteza para a gerações seguintes, como na cor dos ursos polares, da cor da neve, adaptados a tal bioma. Aqui é como uma ideia se desenvolvendo, como nas brainstorms de agências de propaganda, tempestades mentais em que cada um fala o que vier à mente para, assim, surgirem conceitos para anunciar um determinado produto ou serviço, em sacadas geniais como num anúncio da Unimed em uma edição passada do Rock in Rio: “O Rock não morreu – ele tem um plano Unimed”. Aqui é como uma cidade crescendo e se transformando, como eu mesmo hoje em dia mal me localizo na Porto Alegre que conheci nos anos 1990, na noção dialética de que tudo é processo; na noção taoista de que a Eternidade sobre a qual podemos falar não é a verdadeira Eternidade; na noção espírita de que Deus é o infinito, nesse imensurável poder de que nunca findaremos! Aqui é como uma tradição se consolidando, como nos quase cem anos da Festa da Uva, iniciada em 1931 como uma discreta exposição de cachos de uva, desenvolvendo-se em uma festa que é a identidade cultural e histórica e de um povo altivo e corajoso, na figura heroica do colono, ao qual tudo devemos, como disse uma respeitada dama da comunidade caxiense, na vitória da elegância.

 




Acima, Siriu. Aqui é um ponto central de convergência, com um destino só. Ironicamente, pode ser também um ponto de divergência, na sabedoria dialética de que tudo traz em si sua própria contradição, no jogo entre Yin e Yang, com um tendo um pouquinho do outro, na sabedoria de que liso e áspero são faces do mesmo trabalho, como no trabalho de jogador de Futebol: A parte difícil são as viagens para jogos pelo Brasil, com muito avião, aeroporto e hotel, num esforço de locomoção, na disciplina dos exercícios físicos preparatórios, na figura exigente e dura do técnico, numa dura hierarquia; a parte fácil é o prazer que o jogador encontra ao entrar na quadra e jogar, como disse certa vez um jogador: “Sou pago para fazer o que amo!”. Na parte inferior vemos bolinhas, como no modo de histórias em quadrinhos de representar o pensamento do personagem, no formidável casamento de Pop Art com os quadrinhos, num momento tão único na História da Arte, no casamento de indústria com Arte, em ícones tão poderosos como Andy Warhol, de um estilo para lá de inconfundível, original, inédito, no poder da Arte em nos seduzir e trazer novos ventos de renovação, como no frescor da Renascença, namorando com a Antiguidade, como na nostalgia no início dos anos 1990, casando um tanto com os anos 1960, seja em forma de moda ou de música, no novo que sempre vem, como na geração Gaga, uma artista que respeito profundamente, apesar de eu mesmo não fazer parte de tal fã clube, um fã clube gigantesco, diga-se de passagem, atraindo milhões de espectadores para as areias de Copacabana, na demanda da prefeitura carioca em, depois do evento, recolocar as areias em ordem, catando um catatau de lixo, tocos de cigarro, copos e garrafas de plástico, latas de alumínio etc., remetendo a uma certa celebridade, catando da areia de Rio o lixo que as pessoas relaxadas deixam na orla, e esta celebridade com toda a razão, remetendo ao povo japonês, um povo tão limpo, discreto e rico, mas, mesmo assim, com altos índices de suicídio, na sabedoria popular de que dinheiro traz tudo, menos felicidade. Aqui é como uma flor desabrochando, na magia do renascimento na primavera, no homem de Tao, observando as estações indo e vindo, e o homem de Tao é polido, e nunca vai se envolver com armas ou conflitos, ao contrário de tantos e tantos homens, na ponta arrogante e odiosa de uma faca, homens grosseiros, muito longe de ser um homem de Tao, o qual é visto, amado e respeitado, num bom rei, sempre ao lado do povo, nunca sendo deposto, ao contrário dos Romanov, destituídos, executados oficialmente pelas forças comunistas, nessa covardia de se matarem crianças. Aqui é como uma esponja de banho, ensaboada, na espuma para nos limparmos, em rituais diários de limpeza e higiene, em algo tão básico, que é tomar um banho por dia, ao contrário desse país amigo chamado Bahia, no qual o cidadão toma dois banhos por dia, na gigantesca demanda de água na cidade de Salvador, a cidade do calorzinho agradável, ao contrário de outras urbes brasileiras, com temperaturas que vão a quarenta graus, quiçá mais, numa Salvador a qual raramente extrapola os trinta graus, numa cidade muito interessante para quem estuda História do Brasil, com prédios históricos da primeira capital do Brasil, na figura da baiana, seduzindo o Mundo com Miranda, num trato de boa vizinhança entre Brasil e EUA na tenebrosa II Guerra Mundial, que é a prova de que até que ponto horrível o Ser Humano pode chegar, em denúncias históricas como a A Lista de Schindler, com seres humanos tratados como nem animais devem ser tratados, como negros numa senzala, num canil, na prática – é um horror, remetendo aos avanços sociais do feriado nacional brasileiro de Consciência Negra, ao contrário de outro certo país, um país racista. Aqui é algo vindo em rota de colisão, nas “cicatrizes” da superfície lunar, cheia de crateras, como num passaporte, cheio de carimbos de várias viagens, na carreira do espírito, passando por várias vidas, na revolução da doutrina espírita, explicando o Mundo da forma mais lógica possível.

 



Acima, Social encounter intro. Aqui é como um redemoinho, no ponto central da tormenta, no silêncio do centro, na capacidade de um artista em se tornar uma força da Natureza, levando tudo e todo consigo, em filmes de altíssima popularidade como Titanic, numa comovente mensagem metafísica, na sobrevivência à morte do corpo físico, na noção taoista de que, se seu corpo morrer, não tem problema, como uma certa pessoa, a qual se emocionou profundamente com tal película, chorando copiosamente ao sair da sala de Cinema, em carismas tão avassaladores de Leo, um homem discreto, ecologicamente engajado ao ponto de ter recentemente uma reunião a portas fechadas com o presidente Lula, provavelmente falando sobre a Amazônia, num Leo que se deu ao trabalho ficar horas e horas em aviões entre Brasília e Nova York, ou como na elegância de uma Cate Blanchett, compadecendo-se com o sofrimento do povo gaúcho nas recentes enchentes destrutivas, numa atriz que se deu ao trabalho de pegar um avião até Porto Alegre para ter uma audiência com o governador Leite, no caminho da humanidade e da comiseração, algo incompreendido pelo sociopata egoísta, o qual está o tempo toso buscando vantagens – é um horror, no completo oposto da irmandade e da fraternidade, pois, fora da amizade, não há salvação, num Deus que quer nos ver amigos uns dos outros. Aqui é como algo delgado, como o intestino delgado, num processo digestivo, remetendo aos miseráveis sofredores que engolem cápsulas com drogas para fazer tráfico internacional em aeroportos, nesse desespero por droga, como uma certa pessoa, a qual, frente à descriminalização da droga no Brasil, está se drogando diariamente – a heroína está descriminalizada, mas não legalizada, e hoje no Brasil o único meio de se adquirirem tais substâncias é via traficante bandido fora da lei, uma pessoa de má fé que quer burlar a lei para obter dinheiro, um traficante o qual, ao desencarnar, olhará para a vida miserável que levou na Terra e acabará pedindo perdão a todos os jovens para o quais vendeu droga, num caminho de arrependimento, numa pessoa que se equivocou na Terra, desejando reencarnar e levar uma vida mais nobre, como uma certa senhora já desencarnada, a qual levou uma vida nobre e produtiva, auxiliando os que tinham problemas espirituais, desencarnando voltando de cabeça altivamente erguida ao Plano Superior, no clima de missão cumprida. Aqui é uma situação complicada, pois quando a polidez de Tao acaba, o caos reina, em guerras sanguinolentas, como eu disse certa vez a um senhor: Guerra já tem demais no Mundo! E então Caim mata Abel, com irmão derramando sangue de irmão, no eterno modo humano de subestimar a amizade e a concórdia, havendo tal paz inabalável no Plano Superior, o plano no qual ninguém quer mentir ou enganar, no poder da amizade, pois o ódio traz sofrimento àquele que odeia, como nos pobres diabos sofredores do Umbral, como disse certa vez um pai de santo de Umbanda, uma pessoa sensível, e este pai de santo narrou que quando entrou numa certa casa noturna escura e fétida, sentiu ali dentro espíritos se arrastando e sofrendo, na magia das pessoas sensíveis, humanas e almadas, fora do caminho degradante da automartirização masoquista, em pessoas as quais, em época de Páscoa, desejam ser crucificadas de fato, e o Espiritismo é contra isso, dizendo: Mortifique o espírito e não o corpo, e a mortificação é parar de pensar em bobagens auspiciosas, nas altivas palavras de uma certa senhora: O Mundo só pertence aos dignos merecedores – os resto são sinais auspiciosos, como essas tediosas alas vip de boates, quando que o coração da festa não está na ala vip, mas na pista de dança, em ícones como John Travolta, dançando na era das discotecas, seduzindo o Mundo com tal talento e carisma, no poder da Arte em nos envolver, quando uma artista entra em nossas mentes, e obra de Arte boa é quando nos dá o desejo de roubar e levar para casa! Aqui é um rastro errático de mosca tonta, no termo “moscão”, referindo-se aos que não têm um foco preciso, numa vida dentro de um labirinto existencial.

 


Acima, Soroyca. Aqui é como a delgada e elegante cintura de Carmem Miranda, na busca humana por beleza, nessas “mulheres bisturi”, ignorando que beleza vem de dentro, resultando em brutais distúrbios de imagem, como uma certa socialite americana, rica, num profundo distúrbio de imagem, desfigurada, um retrato de filme de terror, um monstro horrível, num pesadelo de vida, e o que espanta não é só tal distúrbio, mas a falta de apuro moral de um cirurgião plástico que topa operá-la, mesmo sabendo que uma nova cirurgia só a deixará ainda mais desfigurada, um cirurgião antiético que só quer dinheiro – como é importante o apuro moral, o qual é o sentido da Vida. Aqui é um chocalho de bebê, na criança interagindo com o Mundo por meio dos brinquedos, num longo processo de crescimento, numa criança ainda muito jovem, sem saber do Mundo que a cerca, remetendo à triste história de vida de Michael Jackson, uma criança à qual foi negado ter uma infância normal, num pai duro e enérgico, exigindo de Michael postura adulta, em rotinas espartanas de labor, como gravar, ensaiar e apresentar-se, no modo como tudo tem seu preço, pois a Vida é feita de escolhas, como uma grande amiga minha, escolhendo um marido o qual de fato ama, casando bem e sendo feliz, ao contrário de tantos e tantos casos de casais que se separam, talvez descasando frente à primeira crisezinha ou desentendimento, e os relacionamentos amorosos são difíceis, sendo gay ou hétero, no modo como a Vida dói em todos nós – o que muda é se nos permitimos sofrer por tal dor, na capacidade humana de rir das dores e rir do Mundo, no poder terapêutico da comédia e do riso, no modo como Arte é uma capital questão de saúde mental, ao contrário da Arte em países ditatoriais, em artistas escravizados pela ideologia política, sistemas opressores como em Matrix, fazendo do indivíduo uma mera pilha alcalina a serviço de um sistema insano, prisioneiros no Mito da Caverna, sem ver o Mundo da forma mais lógica, clara e racional possível. Aqui é como arte africana de magias tribais, no envolvente setor de arte africana do museu novaiorquino Met, com objetos de magia estranhos, arrebatadores, fortes, na força humana para lidar com a Vida, dotando o artista como alguém mágico, como na magia de Diana, carismática, sensível, com alma de artista, buscando meios para se colocar ao Mundo, uma mulher que tinha tudo para naufragar ao dar um pé na bunda de um príncipe de fato, com o perdão do termo chulo, um homem prestes a reinar sobre um terço da Humanidade, uma Di cuja morte virou o Mundo de cabeça para baixo, rendendo o formidável filme A Rainha, numa Di que foi de fato a rainha do Mundo, morando nos corações do povo, o qual gosta de pessoas simples, em homens simples como Barretão, o patriarca da família cinematográfica Barreto, que Deus o tenha, um homem longe de afetações pernósticas, sabendo que simplicidade, limpeza e beleza andam juntas, no homem de Tao, um homem preguiçoso que só faz o que é necessário, como num rei sábio, o qual só faz o que é necessário em relação a alguma questão importante, numa atitude limpa, no fato de que grandes invenções nasceram do gosto pecadinho capital da preguiça: Por que ficar um tempão cozinhando numa panela comum se posso fazer isso em muito menos tempo numa panela de pressão? Aqui remete a tambores africanos, marcando para sempre a Cultura Popular Brasileira, nos tambores do samba, imitando as batidas do coração, fazendo da Vida o nervo da Arte, numa fluidez rítmica, na delícia uterina de uma piscina bem quentinha, remetendo ao útero sacrossanto de Maria, nossa Mãe divina que nos abençoa e quer o melhor para nos, na plenitude do Plano Superior, onde somos felizes e sabemos, na vitória da beleza fria dos números, deixando de ouvir as traiçoeiras palavras do coração, o qual pode nos meter em belas enrascadas, no caminho da mortificação, que é parar de pensar em bobagens. Aqui é a riqueza cultural do Brasil, com tantas vibrantes manifestações de Cultura Popular, amada pelo célebre Ariano Suassuna, como Festa da Uva de Caxias do Sul, expressando todo um povo.

 

Referências bibliográficas:

 

Arte. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.

Curriculum Vitae. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

No mundo da Luna (Parte 6 de 21)

 

 

Falo pela sexta vez sobre artista plástica brasileira Ana Karina Luna. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Sufejan. Aqui são como franjas, num talento de cabeleireiro, nas mãos que transformam. Aqui é como um espanador ou uma vassoura, remetendo a uma certa senhora, disciplinada, a qual varre diariamente seu apartamento, e a única coisa que pode organizar nossas vidas é a disciplina, remetendo a uma rígida professora de balé, ultradisciplinada, exigente, séria, exigindo o máximo dos alunos, pois um professor bom é um professor exigente, que faz o aluno crescer, dando uns “puxões de orelha” quando necessário. Já, outros professores são medíocres e desinteressantes, pessoas sem talento ou brilho, dando-nos a impressão de que a mensalidade sai cara demais, como naqueles filmes medíocres, dando-nos a impressão, ao sair da sala de cinema, que perdemos duas horas de nossas vidas, nessas bombas merecedoras do deboche que é a Framboesa de Ouro, debochando de quem está por baixo, como Tom Hanks, vencedor de dois Oscars consecutivos, e, há alguns anos, estava na Framboesa, fazendo do sucesso tal amante infiel – hoje, está comigo; amanhã, não se sabe! É a natureza líquida da Vida, com ondas de altos e baixos, como em uma faculdade, com matérias das quais não gostamos muito, mas tem que cursar, pois faz parte do currículo, gerando alunos descontentes com o curso, desiludidos, como um certo senhor, o qual, a vida inteira, foi pressionado para fazer Medicina, um senhor que fez esta coisa maravilhosa que é mandar o Mundo à merda, com o perdão do termo chulo, e resolver adquirir o controle sobre sua própria vida – se Fulaninho não aprova minha vida, Fulaninho que se exploda! Que vida é esta na qual somos prisioneiros das expectativas dos outros? É como uma pessoa que se viu forçada a desposar alguém do sexo oposto, no caminho da infelicidade, remetendo a uma grande amiga minha, a qual casou bem, pois casou com alguém que a fazia feliz, no caminho da felicidade, remetendo a pessoa que contraíram casamentos infelizes, em separações complicadas e litigiosas. Aqui é uma rica alegoria de carnaval, na magia do carnaval veneziano, com suas fantasias, como numa cena de baile de máscaras do filme cult Labirinto, um primor de produção, mesmo que, de início, em 1986, quando foi lançado, tenha dado prejuízo ao estúdio, fracassando nas bilheterias, “ressuscitando” depois e tornando-se cult, numa espécie de “vingancinha”, como no reconhecimento póstumo de Van Gogh, morrendo frustrado e miserável, observando, lá de cima, seu próprio sucesso póstumo, provavelmente dando gargalhadas! Aqui são como exóticas palmeiras tropicais, como nas sedutoras palmeiras de Los Angeles, exóticas, sexy, na terra do sucesso e do fracasso, fazendo, repito, do sucesso um amante infiel. Aqui são como pontos de campo magnético, como no campo magnético da Terra, protegendo esta de raios solares nocivos, fazendo da Terra tal cenário propício à Vida, numa esfera tão única, tão rica, remetendo a um certo filme, no qual alienígenas buscam extinguir a Humanidade para salvar o planeta, remetendo ao intenso engajamento ambiental de Leo DiCaprio, em recente audiência com o presidente Lula, num Leo que só dirige carros elétricos, num posicionamento político, repreendendo o gasto desnecessário de energia, na finitude dos recursos naturais, como esgoto sendo tratado para ser colocado em arroios, nas vicissitudes da vida material, do Plano Material, muito longe da limpeza suprema do Plano Superior, fazendo com que hábitos terrenos de higiene e limpeza girem em torno de tal plenitude metafísica, na glória que é estar desencarnado, num plano de paz, em que tudo é feito com calma, longe de estressantes e angustiantes prazos na Terra, em profissões árduas como a de publicitário, estressado por prazos para fazer as coisas, remetendo à figura do workaholic, a pessoa que só rala e não descansa, viciada, martirizando-se, como um certo senhor workaholic, o qual tocou duas jornadas de trabalho sem descansar no meio, numa falta de respeito por si mesmo. Aqui é como um corpo se desenvolvendo, como um feto tomando forma no útero, remetendo aos EUA, nos quais o aborto é legal. É como uma ninhada se formando num útero de mamífera, no instinto materno protetor, no modo como a Evolução entalhou a mulher de tal forma, dando a esta tal instinto, em mães furiosas para proteger os próprios filhos, nas palavras de uma certa matriarca: “Não sei do que sou capaz para proteger um filho meu!”.

 


Acima, Surala. Esta linda cor remete a uma certa senhora, a qual ama lilás, vestindo vestidos de tal cor, fazendo da moda e do estilo meios de expressão pessoal, no caminho autodidata da Vida, no qual as pessoas precisam aprender por si mesmas o que é simplicidade, como num bom designer de logomarcas, ou como na impecável bandeira nacional japonesa, limpa, elegante, simples, ao contrário de certas bandeiras carregadas, complicadas, cheias de detalhes, na sabedoria de da Vinci: A simplicidade é o mais elevado grau de sofisticação, como nas obras de Botticelli, claras, expressas, simples, podendo ser observada com precisão, sem excessos ou sujeiras. Aqui é como um exótico microorganismo, com nos seres nas profundezas do mar, onde há Vida mesmo sem muita luz solar, no modo como a Vida sempre luta para sobreviver, como árvores competindo por um lugar ao Sol, nas competições da Vida em Sociedade, jogos de gigantesca audiência televisiva, em milionários esquemas de patrocínio, com tanto, mas tanto dinheiro rolando, como na bets, controversas, com quem gosta de apostar contra quem acha que não é saudável, com certos políticos com a proposta de banir as bets, numa atividade que pode viciar o apostador, como em cassinos em Las Vegas: Ganhei três mil dólares, mas gastei cinco mil, como no filmão Cassino: A casa sempre acaba ganhando. Aqui é um organismo complexo, como numa empresa, com seus vários setores, como é comum que publicitários ocupem cargos do setor de vendas numa empresa, remetendo à arrogância de uma pessoa que se acha um deus midiático, achando que ninguém tem o direito de dizer não a tal firma, como eu certa vez enfureci duas empresas, as quais visavam me assediar moralmente, como no filme O Diabo veste Prada, numa moça que se viu intensamente assediada por uma patroa inflexível e desesperadora, nessa luta em Brasília em relação à escala seis por um, visando trazer mais qualidade de vida ao trabalhador brasileiro, remetendo a uma família de grossos, homens que, definitivamente, não são homens de Tao, pois o homem de Tao é polido e nunca recomendará violência, muito menos terá algo a ver com armas, as quais são coisas terríveis, na agressividade do homem ocidental, pegando a beleza dos fogos de artifício para transformar tal recurso em armas terríveis. O homem de Tao é amado pelas pessoas e nunca será agressivo como uma lâmina de bisturi, pois se me sinto como uma faca sem fio é porque estou bem e estou humilde, visto que a arrogância precede a queda, pois quando embarco numas de sensação de potência, é porque estou faltando com a humildade das pessoas finas. Num detalhe aqui vemos uma espécie de fábrica de panfletos, como materiais de campanhas eleitorais, na feliz lei que proibiu jogar os santinhos no chão da Rua, pois, antes disso, a ruas ficavam todas emporcalhadas em domingos de eleições, como num emporcalhamento de vandalismos, em pessoas vândalas que não amam muito o Mundo, e daí que a Vida sem amor e paz é um inferno, pois na falta de apuro moral minha consciência fica me cutucando, fazendo de minha vida tal inferno, visto que os amigos são o ouro da Vida, e, se sou amigo, não quero enganar ou mentir, como um certo senhor que me enganou, tendo ele próprio se excluído de minha vida, e me diga de valeu a pena, irmão! Seja mais amigo e honesto! Aqui é como numa explosão de orgasmo, como na vida de sociopata, a qual gira em torno de sexo, viajando Mundo afora para fazer turismo sexual, em pessoas que mentem, e os que mentem acabam rejeitados, como vários sociopatas que eu mesmo já extirpei da minha vida, no nó que os sociopatas querem fazer em nossa cabeças, como se nós, os bonzinhos, fôssemos os “vilões de Disney”, sendo tudo uma simples questão de estudar tais ações – se não apresenta lógica, é louco. Aqui é como uma cobra renovando as escamas, em processos de renovação, fazendo das crises algo positivo, pois a crise aponta um momento de renovação na vida da pessoa, como em disse uma excelente psicóloga.

 


Acima, Surviving mother front. Aqui é algo fino, num intestino delgado, pois quando digo que algo é fino, é porque sei o oposto, que é grosso, e as pessoas más servem exatamente para darmos valor quando no deparamos com uma pessoa boa. Aqui é a abstração na escola de propaganda, na cadeira de Teoria da Comunicação, na teoria da espiral, que é dois se comunicando em cada novo momento, não num ciclo, mas num ciclo que cresce e se desenvolve, gerando a espiral. É como no túnel de luz que leva o desencarnado ao Céu, como no caminho da vagina à luz, parindo o filho, como na abertura da novela Barriga de Aluguel, na mãe abrindo as pernas e parindo, em dolorosos esforços de parto como num episódio do seriadão Friends, numa mulher em vídeo dando à luz, berrando de excruciantes dores, gritando desesperada: “Por favor, faça isso parar!”. Aqui é um caminho desnorteado, como numa mosquinha solta e afoita, perdida, como uma pessoa em crise, sem saber qual é seu lugar no Mundo, sem saber o que fazer da Vida, como dentro de um labirinto traiçoeiro de submundo, numa escuridão maliciosa, horrível, com espíritos se arrastando e sofrendo, até a pessoa se dar conta de que nada está construindo e de que para lugar nenhum vai, numa prisão: Não gosto de estar ali com aquelas pessoas, mas não consigo sair, num vício – é um inferno, meu irmão! O fundo preto é tal indefinição e mistério, na sisudez do luto, pois velórios, apesar de não serem festas, não eventos sociais nos quais podemos rever amigos e família, como no recente velório de um ente querido meu, um velório discreto, com pessoas mais chegadas e íntimas, nesse ente me dizendo, em vida, que um dia estaria num caixão, surpreendendo-me com tal senso de humor, pois, na Vida, nada mais natural do que a Morte, no glorioso e inevitável dia de soltura, como receber alta do médico num hospital. Aqui é como uma teia de aranha, remetendo à divertida Casa Assombrada em parque temático da Disney, EUA, na mansão com luminárias sem brilho nem beleza, com teias de aranha numa casa que há muito não vê uma limpeza, como nas caóticas casas de acumuladores compulsivos, com pilhas de objetos acumulados do chão ao teto, num forte apego ao material, ao palpável, fazendo da Terra a ilusão material, da posse, na sabedoria de que tudo de mundano no Mundo fica, como joias, como a coroa imperial britânica, tão valiosa que sequer pode sair do cofre, fazendo o monarca usar uma réplica barata na posse do cargo, como se fosse um medicamento genérico, por assim dizer. Aqui é como a icônica assinatura da lendária monarca Elizabeth I, com espirais elegantes abaixo do nome da monarca, nesse peso de responsabilidade de se ocupar um cargo outrora ocupado por nomes tão emblemáticos, como comparar Maria Rita com Elis Regina, ou como na exigente crítica teatral brasileira Barbara Heliodora, comparando tudo e todos a Shakespeare, construindo a reputação de, normalmente, não gostar das peças que via, sendo certa vez expulsa de um teatro pelo diretor de uma peça, num babado tão forte que foi acabar na revista Veja, a revista que é a prova de que o Sudeste definitivamente não é território petista, na estratégia de Lula em ter Alckmin de vice, buscando, assim, penetrar em tal cenário direitista anti PT, remetendo às pessoas neutras, as quais fogem de tal bangue bangue. Aqui é como uma malha viária complexa, como labirintos de formigueiros, dentro dos quais só a formiga instintivamente sabe se locomover, nessas pessoas de instinto, de brilho inato, na figura do homem de Tao, o qual é visto, amado e respeitado, como um certo cantor, alvo de devoção por parte do povo, nas palavras de uma então muito jovem Gisele numa entrevista, endereçando-se ao povo brasileiro: “Obrigada, povo lindo!”, nesses carismas de marcar época. Aqui é como uma sanfona, abrindo-se e fechando-se, num ciclo respiratório, fazendo da Vida o nervo da Arte, como tambores imitando as batidas do coração.

 


Acima, Sussumiêtibu. Aqui é como uma roupa sendo torcida, remetendo a gerações para as quais antigamente não havia centrifugador, com pessoas em cada extremidade torcendo um lençol, girando em sentidos opostos, como não canso de dizer: Foram da preguiça que nasceram as grandes invenções da Humanidade, pois porque me “matar” para lavar e torcer se posso fazê-lo tranquilamente com uma máquina apropriada? São os gostosos pecadinhos capitais, como ficar um pouco mais na cama, ou como comer um doce, na ilustração da embalagem do chocolate em pó Nestlé, com dois frades fazendo doces de chocolate, esbanjando-se no sabor doce de tal pecadinho, ou como no gostoso pecadinho da vingança, mandando uma penca de gente “chupar uma manga”, como eu próprio mandei alguém chupar tal manga, uma pessoa que no passado foi a público falar mal de mim e me espinafrar, na sabedoria popular de que Deus escreve certo por linhas tortas. Aqui é como uma máscara ritualística, em rituais de magia de populações neolíticas, como ver divindades em aspectos da natureza, como o deus nórdico do Sol, Odin, ou seu filho Thor, o deus do trovão, na revolução do pensamento racional, dando explicações racionais, frias e lógicas, como no Mito da Caverna, rechaçando o misticismo e explicando o Mundo de forma racional, como no processo cognitivo de Neo de Matrix, dando-se conta de que era um escravo de um sistema insano em vampirizador, ao ponto da pessoa ver que é escrava do capitalismo, em sedutoras vitrines de shoppings: Tenho que me “matar” de trabalhar para produzir capital e consumir bens cobiçados de consumo, no ponto de vista de Tolkien, no Ser Humano, acima de tudo, querendo poder, como na ira de Jesus num mercado, rechaçando as ambições mundanas, fazendo do sucesso tal problema: Numa queda de braço, perca, pois, quem vence, entra em inferno astral, como aconteceu comigo certa vez, quando eu estava numa boate com minha amiga, e um rapaz me abordou de forma agressiva e ameaçadora, ponta de faca, por assim dizer, e eu o deixei vencer, tendo ele entrado, então, em inferno astral: O rapaz tinha tudo para estar contente no canto dele e curtindo sua gatinha, mas não – estava em pleno inferno astral, o qual pode durar vários dias, num inferno psicológico, no modo como nossas ações ficam impregnadas em nós mesmos, ou seja, numa queda de braço, perca, pois quem perde se torna o adulto grande no caso! Vemos aqui fiozinhos curtos, na revolução que foram mulheres de cabelos curtos, libertadores, na revolucionária Chanel, libertando a mulher de certo modo, corajosa, ousada, jovial, mais jovial do que muitos jovens por aí, em ícones de estilo e atitude, como esta “bomba atômica” de atitude que é Lady Gaga, uma artista a qual respeito profundamente, mesmo não sendo eu próprio um membro de tal fã clube – respeito é tudo, pois não devemos exigir que concordem conosco; devemos exigir respeito, como religiões coexistindo harmoniosamente, nos três grandes ramos monoteístas: Cristianismo, Judaísmo e Islamismo, remetendo a pessoas que simplesmente querem destituir Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil, nessa dificuldade que o Ser Humano tem em respeitar, com suas guerras e sangue derramado, com irmão derramando sangue de irmão, na figura eterna de Caim matando Abel, nessa corriqueira crueldade humana. Aqui é como um ovo sendo quebrado, ou ovo de Páscoa sendo aberto, numa magia de doces tesouros, numa mãe zelosa e caprichosa, montando os ninhos, na magia de um domingo de Páscoa, nas crianças descobrindo onde o coelhinho escondeu o ninho, nas cores do cesto, em doces lembranças de infância, a idade na qual a Vida é mais simples, numa criança que traz um residual do Plano Superior, a dimensão onde estamos entre amigos, e fora da amizade não há salvação, fazendo dos amigos o ouro da Vida. Aqui parece ser uma cara de cachorro, na lealdade de tal animal, num companheiro, como uma amiga minha, solteira, com dois cães como companhia

 


Acima, Taifaô. Repito: Que engraçados os nomes de Luna para suas obras! Aqui é como um funil, um filtro, como num vestibular, premiando os estudiosos, como uma certa senhora extremamente estudiosa e cdf, tirando o primeiro lugar em vestibulares, num caminho de disciplina e dedicação, no mercado educacional que são os cursos preparatórios para o Enem e outros concursos, nas inevitáveis competitividades da Vida em Sociedade, como uma coleguinha querida que tive no Ensino Fundamental, a queridinha dos professores, tirando as melhores notas da turma, mas uma pessoa a qual, no fundo, não se identificava com essa de menina de ouro, querendo pisar em terrenos mais arriscados, caindo propositalmente numa piscina numa festa da aniversário, querendo ousar mais, ao ponto de, na adolescência, vestir uma camisa que tinha os dizeres em inglês: “E quanto a sexo?”. É o caminho de identidade, mandando o Mundo à merda, com o perdão do termo chulo, na pessoa se libertando das expectativas dos outros: Se Fulaninho não gosta, azar dele! Aqui é um luxuriante pavão, exótico, majestoso, como o personagem Massimo em O Quatrilho, galante, sedutor, envolvente, um pavão, por assim dizer, seduzindo a sensível Teresa, com ambos resolvendo fugir para longe, deixando para trás um cenário de destruição de famílias, num enorme rompimento, numa história livremente adaptada de fatos reais, no ponto alto da carreira de Fabinho Barreto, o qual nunca mais foi indicado a um Oscar, nas sábias palavras da mãe Lucy Barreto ao ler o livro e dizer ao filho: “Este livro vai render seu melhor filme!”, e o sucesso é assim mesmo – um amante infiel, como uma certa senhora, a qual sonhou em ter carreira em Hollywood, a terra dos sonhos frustrados, com tantas e tantas pessoas frustradas. Aqui vemos um rastro de cocozinhos, remetendo a eras em que o dono do cão não era obrigado a catar as fezes do chão na Rua, uma lei sábia, na sabedoria de que menos é mais, primando pela limpeza da simplicidade, o mais elevado grau de sofisticação, no prazer de se toma rum bom banho, como no famoso espírito Patrícia, desencarnando e acordando no Plano Superior, tomando um bom banho num lindo banheiro ensolarado, no poder da luz e do bem, da clareza, da limpeza, remetendo a espíritos revoltados, chamando pejorativamente de “limpinhos” os espíritos nobres e felizes, num degradante caminho de revolta, como uma certa pessoa a qual se desfigurou facialmente, numa busca por beleza e feminilidade, uma pessoa que acabou se destruindo, num caminho de raiva, numa prisão perpétua de submundo, em distúrbios de imagem de famosos, desfigurando-se em público. Aqui é como um mastro com uma bandeira tremulando, em algo saudável como o patriotismo, mas sem chauvinismo, o qual é um patriotismo agressivo, radical, xiita, por assim dizer, remetendo a uma certa senhora, a qual passou por uma fase chauvinista, considerando algo perfeito e divino só porque era brasileiro, na aversão de Marx pelas religiões, pois nenhuma forma de radicalismo é saudável, numa religião que tem que ser ministrada com moderação, no sábio caminho do meio de Keynnes, rechaçado os extremos entre esquerda marxista e direita liberal, no conceito de Keynnes do estado mínimo, discreto, na opção: Se tenho câncer, posso me tratar ou na rede pública, ou na particular, conforme for meu cacife. Aqui são como cabelos ao vento, em comerciais de xampu, em promessas de beleza apolínea, nas seduções dos apelos publicitários, nas sábias palavras do famoso marqueteiro americano Al Ries: A propaganda não inventa desejos; a propaganda desperta o desejo que já existe no consumidor, ou seja, por exemplo, se não gosto de uísque, não há comercial de uísque que possa me seduzir. Aqui é como minuciosos trabalhos de mosaicos romanos, com pedrinha por pedrinha, no poder do artista plástico, que é produzir coisas novas ao associar elementos previamente dissociados, na Arte, que tanto nos diferencia dos animais. Aqui é como algo farfalhando suavemente pela brisa, na magia de dias agradáveis de meia estação.

 


Acima, Taionábu. Aqui é como dissidências, como no mito da Torre de Babel, ruindo, na ambição humana de arrogantes arranhacéus, na competição fálica para ver quem tem o prédio mais alto do Mundo, numa Babel que entrou em colapso, resultando nos idiomas ao redor do Mundo, uma história que não deve ser levada ao pé da letra, evitando, assim, radicalismos. É no modo como a Vida vai separando as pessoas, como colegas de colégios ou faculdade, numa fase de relacionamento, com laços rompidos em questão de tempo, como uma certa pessoa, a qual se relaciona intensamente para depois “sepultar” tal amizade, nos inevitáveis “goodbyes”, dos “até logo” da Vida, na reconfortante perspectiva de que teremos a Eternidade para nos relacionarmos com tais entes queridos, na imortalidade dos vínculos de amizade, como no comovente final de Titanic, metafísico, na imortalidade dos laços de amizade entre Rose e Jack, numa película que tanta comoção causou, ao ponto de meninas colocarem para tocar a famosa canção tema de Celine Dion e chorar pelo heróico Jack, qual deu a vida para salvar a de Rose, num caminho de fraternidade, fora da qual não há salvação, num Deus que quer que sejamos amigos uns dos ouros, e  não em guerras cheias de ódio e crueldade, como comunistas fuzilando as crianças da família do czar violentamente deposto, um rei que simplesmente se afastou de seu próprio povo, deixando, assim, de ser líder, quando que a Vida exige que sejamos num rei simples, que toma o mesmo tipo de café que seus súditos tomam, num caminho de simplicidade, pois a Vida é boa quando é simples, e assim é o homem de Tao, amado e respeitado pelo povo, trazendo ares de paz, sempre paz, tudo o que o Neo de Matrix queria, como escrito num broche de uma certa enfermeira: “Paz!”, como ministrar injeções de tranquilizantes a pacientes agitados, com tudo resumido a  algo muito simples: Se você não se comportar, vai de castigo! É o desafio de criar um filho e incutir na mente deste valores nobres, reprovando moralmente a atitude do covarde, o qual agride os mais fracos. Aqui é como cabelos de estilo rastafári, no imortal Bob Marley, um mito imortal, no poder imortal da Arte, em obras imortais por museus do Mundo, em gigantes como o Louvre, o qual exige que passemos, no mínimo, sete dias inteiros dentro da instituição parisiense. Aqui são laços de relacionamento, como coleguinhas na escola, em amizades sendo feitas, remetendo a um rapaz que foi meu colega certa vez, um rapaz que tinha grande dificuldade em estabelecer relacionamentos, introvertido, perdido, sem amigos, malvisto, execrado, nessa eterna inclinação cruel do Ser Humano, e a Vida não é desoladora sem amigos? Não é o Umbral a dimensão dos sem amigos? É como na figura do sociopata, sem amar e sem ser amado, na tragédia que é na vida de uma pessoa ter filho sociopata, sabendo que, no fundo, tal filho nunca tomará jeito na Vida, como uma notória sociopata, a qual deveria passar o resto da Vida num manicômio judiciário, perigosa demais para viver em Sociedade, remetendo ao rigor judiciário americano, com prisão perpétua e pena de morte. Aqui é o início da Vida, no óvulo feminino e plácido encontrando o espermatozoide competitivo, numa vida sendo formada, revoltando os antiabortistas, considerando o aborto um assassinato, numa questão complicada, na legalidade do aborto nos EUA, remetendo ao filme O último americano virgem, num rapaz apaixonado que se “matou” para bancar o aborto da barriga de uma moça pela qual era apaixonado, e, no fim do filme, em ingratidão, tal moça volta para o velho namorado que a engravidara, num história triste e prostrante, sem romantismo. Aqui são as regras do Cosmos, com galáxias se misturando, numa vastidão que é o poder de Deus, do infinito, a página em branco na qual escrevemos nossa história, na grande carreira espiritual, da qual nenhum trabalho foge, nem mesmo o humilde trabalho de gari, pois até Tao está sempre criando, deixando-nos perplexos com tal perfeição e simplicidade, na simplicidade e humildade da manjedoura do Menino Jesus.

 

Referências bibliográficas:

 

Arte. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.

Curriculum Vitae. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.