quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Chinneck é Chic (Parte 2 de 6)

 

 

Falo pela segunda vez sobre o artista britânico Alex Chinneck. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, A Indústria. Uma imagem de reviravolta, numa justiça tardia sendo feita, na sabedoria popular de que a verdade vem à tona, no termo latino: Verdade, a filha do tempo. O lago é a placidez, a calma, na paz inabalável do Plano Superior, onde tudo é feito com calma e ninguém quer enganar as pessoas, estando entre amigos, nas doces memórias que tenho de meus coleguinhas no início do Ensino Fundamental, sentindo-me entre amigos; sentindo-me amado e respeitado, pois os amigos são o ouro da Vida, e o sociopata é tão miserável porque não tem amigos, no egoísmo e na crueldade da sociopatia, como um certo senhor sociopata, o qual desprezo, um senhor sádico, especializado em fazer com que os outros sofram, maltratando principalmente seus próprios filhos, fazendo estes fazerem escolhas cruéis – é um horror. Aqui é como uma montanha russa, na universalidade da diversão e do entretenimento, como ir a um parque, como nos emocionantes parques temáticos da Flórida, EUA, num lugar onde voltamos a ser crianças, nessa incrível riqueza dos EUA, ao contrário dos países colonizados pela Espanha ou Portugal, sendo estes últimos responsáveis por terem gerado países pobres. O lago é o espelho de Narciso, nas palavras de uma certa popstar, a qual confessou ter passado por uma fase narcisista em sua carreira, na arrogância que precede a queda, pois os humildes não tomam no cu, com o perdão do termo chulo, remetendo a uma certa senhora, a qual simplesmente se achava imune a erros, pois, se algo desse errado, essa senhora acreditava que nada tinha a ver com tal fracasso, uma senhora que acabou fechando as portas da empresa que abrira, em duras lições de humildade, numa pessoa a qual, acostumada a ser patroa de si mesma, teve que voltar a ficar submetida a um patrão! Aqui é como uma torção, como espremer ao máximo algum assunto, como no passado remoto sem máquinas de lavar roupas, tendo que se torcerem lençóis úmidos, com duas pessoas envolvidas na tarefa, com cada uma numa extremidade da torção, torcendo em sentidos opostos, como não me canso de dizer que foram da preguiça que nasceram grandes invenções, fazendo dos pecadinhos capitais algo tão delicioso, como ficar mais um pouquinho na cama, nos deliciosos e sedutores braços de Morfeu! Aqui é como uma pessoa dando uma volta imensa, passando por um processo, por uma crise, indo de alfa a ômega, submetendo-se a alguma humilhação, no poder positivo das crises, as quais apontam um momento áureo de renovação na vida da pessoa, como me disse uma excelente psicoterapeuta, naqueles clínicos bons, precisos, que valem cada centavo da consulta, no caminho da seriedade profissional, merecendo ter sucesso na carreira, como um artista de carreira longeva, como a banda U2, sobrevivendo, desde os anos 1980, nessa “selva” que é a Indústria Fonográfica Mundial, num U2 com a mesma formação original da banda, ao contrário dos Guns n’ Roses, sofrendo um enorme desfalque com a saída do genial guitarrista Slash, na lenda que corre de que, até hoje, o vocalista Axl Rose e o guitarrista Slash seguem em alta mágoa um com o outro, na noção taoista: Se ainda há uma amargura residual, o que pode ser feito? Aqui é a sensualidade do vazio, no magnetismo sensual do vazio, como numa mesa de decoração, vaga, sem objetos em cima, exatamente para ter serventia no dia a dia, no nu uso diário, remetendo à casa de uma certa pessoa, uma casa que virou uma “loja de enfeites”, uma pessoa que não entendeu ainda que o sexy  reside no vazio, no útil, no vago. Aqui é como um alvo, na precisão de um arqueiro, como na metáfora do filme A Época da Inocência, numa personagem ganhando um concurso de arco e flecha, uma personagem que tinha um plano de vida firme e claro, querendo ser mãe, esposa, dona de casa e matriarca, ao contrário de outra personagem errante do filme, uma pessoa incerta e deslocada, perdida, deprimida, como um objeto cujo uso não é conhecido, no caminho da pessoa se encontrar na Vida, como um certo senhor, o qual se tornou padre para saber qual é seu próprio lugar no Mundo, nessa busca existencial dentro de um “labirinto”, no sentimento triste da pessoa qual ainda não se encontrou na Vida, como duas certas pessoas inteligentíssimas, as quais definitivamente não estão se colocando para o Mundo.

 


Acima, Aberto ao público. Aqui é como os portões abertos num show, com fãs ardorosos em tumulto e comoção, como nas pessoas pateticamente se pisoteando num show no Brasil da banda mexicana RBD, em algo tão bem vendido, fazendo uma ousada mescla entre real e ficcional, no instinto que é a pessoa saber se vender tão bem, numa monstruosa Gisele, subestimada, uma mulher que é o centro nervoso de um paradigma capilar feminino que há mais de década reina no Mundo, numa mulher tão, mas tão forte, nas altivas palavras de uma certa senhora: “Dos fracos, a história nada conta!”. Aqui é como numa estreia de uma peça teatral, ou um filme, em comoções pop como Parque dos Dinossauros, no poder da Arte em penetrar poderosamente nas mentes das pessoas, num artista fazendo contato mental conosco, no modo como a Arte é maravilhosa, pois a Arte nos faz humanos, pensantes e civilizados, no fato irônico de que os macacos não se sentam na frente de um computador para redigir; não sobem num palco para atuar etc. Aqui podemos ouvir o som do zíper, em algo que trouxe praticidade ao ato de vestir, em atalhos sendo feitos, em praticidades como a garrafa de vinho com tampa rosca, sepultando o uso de sacarrolhas, na inevitabilidade das novas tecnologias, como já me disseram que o Instagram é mais moderno do que o Facebook, num Face que terá de se reinventar se quiser sobreviver e não virar um “abacaxi”, como na era Orkut, num site de relacionamento que foi uma vogue, uma onda tão poderosa, um must para internautas, num Orkut o qual, pura e simplesmente, acabou, virando pó, como um cigarro consumido pelo calor do fogo, nos versos de um clássico da MPB: “O novo sempre vem!”, e cada geração com seus ídolos, em figuras poderosas como Lady Gaga, a qual respeito, mas cujo fãclube não integro. Aqui é como na abertura de um ano letivo, reencontrando os colegas e encarando uma nova série de desafios e aprendizados, remetendo à figura do “crente”, que é a pessoa extremamente dedicada aos estudos, uma pessoa que vai à escola para estudar, fazendo do intervalo um momento para ir ao banheiro e hidratar-se, uma pessoa alheia a joguinhos de paqueras, como uma certa senhora, a qual, no colégio, tinha o sonho de gabaritar todas as disciplinas, recebendo com profundo pesar uma prova corrigida na qual não tirava o conceito máximo, nas inevitáveis competições da Vida em Sociedade, na qual competimos para ver quem é o mais aplicado nos estudos, como me disse um certo psiquiatra competente: “Tens que ter mais agressividade, pois vives num mundo competitivo!”. Aqui é um desbravamento, como exploradores europeus em terras devolutas americanas, dizimando os indígenas, na agressividade do homem europeu, na imposição de valores europeus, como condenar a prática do canibalismo, em padres com a missão de catequizar tais selvagens americanos, impondo o mito de Nossa Senhora, que é a dificuldade de lidar de forma natural com sexo e sexualidade. Aqui é a magia de noites de Natal de infância, com pacotes de presente sendo avidamente estraçalhados pela criança, em presente sonhados o ano inteiro, como já ouvi que o Natal é das crianças, na noção cristã de que o Reino dos Céus é das criancinhas, no modo como a criança, recém reencarnada, traz ainda todo um residual de tal plano divino, em épocas da Vida em que esta é mais simples, como no trenó Rosebud de Cidadão Kane, como na juventude de um certo senhor, numa vida simples, na qual ele estudava de manhã e namorava de tarde, no modo como a Vida é boa quando é simples, como sentar num gramado de parque e tomar alguma bebida com amigos, como o chimarrão no RS. Aqui é como um astro sendo revelado ao Mundo, como num Brad Pitt, o qual soube surfar na onda de ser o caubói gostosão de Thelma & Louise, pois nem todos têm tal instinto, tal dom autodidata, como um certo ator bonitão, o qual não soube surfar em tal onda, na sabedoria popular de que beleza não põe à mesa, pois Brad, além do visual, tem um algo a mais; um misterioso algo a mais.

 


Acima, Abraço grupal. Aqui são como laços de família ou amizade, com tudo se resumindo a amizade, a amor entre irmãos, no ato de caridade que é um ato de amizade, como em boas almas que auxiliaram quando minha família e eu sofremos um grave acidente na estrada, no nome de um centro espírita: “Fora da caridade não há salvação”, num Deus que quer sejamos todos amigos, lamentando pelas guerras e pelas raivas humanas, num Ser Humano que eternamente ignora que a paz é maior do que a raiva, crendo sempre que o grosso e o arrogante são melhores do que o fino, o elegante e o humilde, em esforços diplomáticos sempre pela paz e pela concórdia. Aqui é como a criancinha aprendendo a fazer o nó nos tênis, numa lista existencial de aprendizados, compreendendo que o fino é sempre o melhor, na inocência infantil, que é ser simples, na memória que tenho de um pôster no quarto de minha irmã quando éramos crianças: “A maior riqueza é se contentar com pouco!”. É como a passagem de uma grande pessoa especial na minha vida, uma pessoa bondosa e iluminada que me ensinou que podemos ser felizes com pouco, como ter um pequeno bichinho de pelúcia – não necessitamos de uma coleção gigantesca de muitos bichos de pelúcia, na sabedoria de que não precisamos ser donos de “meio Mundo” para sermos felizes. Aqui é como me ensinou uma professora em minha faculdade de PP, uma pessoa que me ensinou a fazer um texto “amarradinho”, sempre insinuando e nunca “entregando o jogo”, no poder da inteligência emocional, algo inacessível ao frio sociopata, o qual está sempre em busca de vantagens sobre seus companheiros da caminhada, como um certo senhor sociopata, o qual foi ao aniversário de quinze anos da própria neta não por amar esta, mas porque se tratava de uma festa pomposa e rica, num clube luxuoso e financeiramente exclusivo, no modo como a Arte é ignorada pelos sociopatas frios, pois a Arte nos toca como seres de inteligência emocional, como o grande livro de Tao, o qual só pode ser compreendido instintivamente, num caminho autodidata de sensibilidade e criatividade. Aqui é como um sufocante e misógino espartilho, como no espartilho da Rose de Titanic, oprimindo e aprisionando a mulher, em cruéis padrões de beleza, como só é considerada sexy, hoje, uma mulher que seja semianoréxica, numa crueldade que alveja a autoestima da moça e da mulher, numa Rose a qual, num caminho de independência, mandou tudo e todos à merda, inclusive dando adeus à própria mãe, a qual forçava Rose a ser uma mera dondoca improdutiva, uma perua a qual ninguém, no fundo, respeita muito. Esses laços de relacionamentos remetem a um colega que tive no final do Ensino Fundamental, um rapaz que tinha extrema dificuldade de se entrosar e fazer amigos, sendo simplesmente sem amigos, e a Vida, sem amigos, é um inferno. O caminho do apuro moral é amar, pois, se engano, é porque não amo, como um senhor que me enganou certa vez, o qual, em tal atitude infeliz, entrou em inferno astral, na sabedoria taoista: Numa queda de braço, perca, pois quem perde se torna o homem sábio e maduro; quem vence, entra em inferno astral, como um certo rapaz em uma casa noturna de Porto Alegre, o qual me ameaçou, e eu cedi, tornando-me, assim, o adulto nobre da historia, e o inferno astral é complicado, pois pode perdurar por muitos dias, mais do que uma virose gripal de sete dias. Aqui é como um belo e caprichado pacote de presente, fazendo do presente uma homenagem à pessoa presenteada, naquelas pessoas generosas, que gostam de presentear outrem, na ironia de que, quanto mais presentes damos, mais ricos nos sentimos, remetendo a uma doce senhora, já falecida, uma pessoa que presenteava os vizinhos com produtos do pomar de tal senhora, no caminho da harmonia e da amizade, na recomendação taoista: “Não seja avarento por comida!”, nunca negando pão aos que têm fome, como catadores de lixo seco, pessoas que levam tal vida dura, mal sabendo se terão um pedaço de pão na barriga no fim do dia.

 


Acima, Alfabeto de espaguete. Aqui é um nó como os nós que os sociopatas querem dar em nossas cabeças, num sádico em busca de um masoquista, como num brutal e inacreditável episódio, de um homem que aprisionou por muitos anos a própria filha num cativeiro, inclusive tendo filhos com a menina, numa sequela incontornável em tal menina, assim como nas crianças nascidas do perturbador incesto – observa você a que ponto pode chegar a falta de apuro moral? Aqui é como um fato sendo distorcido, no “império” das fake news, principalmente em épocas de campanha eleitoral, na era da inteligência artificial, como num recente vídeo fake com Gisele, numa perfeição técnica de nos fazer jurar que de fato é um vídeo feito com a supermodelo, ou como num recente comercial com Elis Regina e a filha Maria Rita, numa perfeição de nos fazer jurar que Elis ressuscitou, tal a impecabilidade técnica, impressionando minha geração, a qual foi criança nos anos 1980, no final da Era Analógica, com o televisor de tubo e só com canais abertos, com o telefone de gancho e com a carta pelo correio, no advento do velho e bom e-mail, sendo este, hoje em dia, profundamente banal, ao contrário dos anos 1990, quando ter um e-mail era para lá de chic, na mesma época em que era chic caminhar na Rua falando num celular, em tecnologias que sofrem com a passagem do tempo, assim como as redes sociais abreviaram o uso do e-mail, como no meu caso, como só uso raramente o e-mail, comunicando-me com as pessoas pelo Facebook, o qual pode ser uma ferramenta bem interessante se bem usado com criatividade e estratégia. Aqui o hidrante está tolhido e censurado, impedido de trabalhar e operar, como numa censura, nos militares tolhendo os artistas brasileiros, numa grande frustração para um artista, em ícones de resistência como Chico Buarque, na vitória da inteligência benévola sobre a burrice e a grosseria truculentas, como um certo senhor, num Complexo de Napoleão, no maldito Anel do Poder, sempre corrompendo homens, fazendo do Mundo um mero tabuleiro de jogo, na capacidade das guerras em deixar rastros de morte, fome e destruição, com pessoas arrancadas de suas casas, e a Vida sem um lar não é um inferno? É como no serviço militar, no rapaz arrancado de seu lar, fazendo do quartel qualquer coisa, menos um lar, num rapaz que fica psiquicamente sequelado por tal experiência, não conseguindo se ressocializar completamente ao cumprir tal serviço, como um certo senhor militar, o qual se suicidou dentro do quartel, no caminho da infelicidade, em “pontas de faca” de líderes insensíveis, que envolvem em guerras seus respectivos corpos sociais, na competição fálica para ver quem tem o maior pau do Mundo, com o perdão do termo chulo. A cor vermelha é um aviso, uma advertência, como no cartão vermelho expulsando jogadores do jogo, na sabedoria popular de que Deus não joga, mas fiscaliza, no termo “Sala da Justiça” do desenho animado com os super-heróis da DC Comics, marcando minha geração com tal desenho animado, ensinando a criança a discernir entre Bem e Mal, na mensagem de que o Bem sempre acaba vencendo, na sabedoria espírita de que os ressentimentos não são eternos, e o perdão é o caminho natural, como um certo professor com o qual me desentendi, e vamos nos reencontrar lá em cima, faremos as pazes e seremos grandes amigos, no caminho da fraternidade e da igualdade perante Tao, o ente supremo que nos fez com perfeição e individualidade – as pessoas são únicas. E o sociopata passará por muitas vidas, crescerá e tornar-se-á um grande espírito de luz – ninguém está no Umbral para sempre. Aqui é uma contenção de gastos, numa economia, como uma pessoa fazendo uma poupança, na figura do porquinho cheio de moedinhas; na figura do Tio Patinhas, feliz em sua caixaforte, no gostoso pecadinho da avareza. Aqui é como um vazamento sendo evitado, minimizando desperdícios. O nó é um problema sendo enfrentado, nos “pepinos” que vão aparecendo, como num dia a dia numa loja ou empresa.

 


Acima, Anel torcido. Aqui é o sepultamento da era dos telefones de rua, e hoje a tecnologia de dispositivos está totalmente democratizada, e até pessoas bem pobres têm seu celular, esta ferramenta tão multifacetada, sepultando a era das máquinas fotográficas e das filmadoras, e até pagamentos podem ser feitos pelo celular, num ritmo frenético, podendo eu conversar em tempo real com alguém que está em Tóquio, no poder das redes sociais, na era do download e do streaming, com tudo se resumindo a software, sepultando a era do fetiche do objeto de consumo, o qual podia ser comprado ou alugado, sepultando uma rede tão poderosa como a Blockbuster, como uma certa locadora de Porto Alegre, a qual passou pela era VHS, pela era DVD e acabou fechando as portas, liquidando o estoque para os cidadãos, como na atual crise dos Correios do Brasil, numa era em que sites de compras e entregas fazem um serviço antes exclusivo dos Correios, num ponto de crise e incerteza, como um certo senhor, dono de uma agência de correios, um homem que enfrenta hoje uma incerteza se poderá continuar se sustentando por ser dono de uma agência. Aqui é como um pano sendo torcido esforçadamente, como num trabalho acadêmico, num escopo, num foco, torcendo ao máximo o “pano”, como num certo instituto cultural, o qual foi criado para celebrar um certo artista, com os membros de tal instituto espremendo ao máximo tal escopo, inclusive fazendo uma viagem internacional a título de pesquisa, num caminho de tanta dedicação e trabalho, como uma certa inteligente pesquisadora acadêmica, indo para a Itália a título de pesquisa, sofrendo, ao chegar no destino, uma enorme xenofobia, sendo considerada prostituta só porque era brasileira, numa experiência de tal amargor ao fazer com que tal professora jurasse que jamais colocará de novo os pés no país da bota, tal a experiência desagradável, com um certo padre brasileiro, o qual disse que “apanhou” na Itália com a xenofobia, um padre que, mesmo dizendo aos italianos que erma padre, não foi respeitados por estes, no completo avesso do tato diplomático, entendendo a universalidade do Ser Humano. Aqui é uma flexibilização, numa pessoa que sabe negociar, como um comerciante, como em feiras marroquinas, com os vendedores negociando as vendas, na passagem bíblica de Jesus enfurecido com tal assédio de ganância, num Jesus enfurecido com a falta de apuro moral de tais comerciantes. Aqui é como uma bala de doce sendo embalada na folha de plástico, num processo industrial, no impacto da Revolução Industrial na Inglaterra, com uma esteira de produção em massa, barateando o custo de produtos, como no custo irrisório de uma caixa de alfinetes, na ironia de que, hoje, a Inglaterra, antes berço de tal revolução, está desindustrializada, em potências como a China, exportando diariamente muitos containeres para o Mundo, no paradoxo chinês: Uma ditadura comunista na qual o cidadão é livre para empreender. Aqui é algo sendo descartado, destruído, como na destruição de bens confiscados em aeroportos, em regras rígidas, como impedir o comércio indiscriminado, isso sem falar nas duras apreensões de drogas, remetendo à Holanda: Se você quiser se drogar, drogue-se, pois a vida é sua. Ou como no slogan dos Alcoólicos Anônimos: “Se você quiser beber, o problema é seu; se quiser parar, o problema é nosso!”, remetendo à força de vontade de um senhor alcoólatra, já falecido, um senhor que passou mais de meio século longe da bebida. Aqui é como uma distorção de fatos, como num discernimento afetado, prejudicado, como na pessoa sequelada pela maconha, uma droga que anuvia o pensamento e o discernimento da pessoa usuária, fazendo com que esta perca o senso crítico, como uma certa cantora que fez sucesso nos anos 1980, totalmente sequelada hoje em dia, na evolução brasileira, traçando uma linha divisória entre usuário e traficante, sendo este uma pessoa de má fé, que quer burlar a lei para ganhar dinheiro. E o traficante, ao desencarnar, vai se dar conta da vida miserável que levou na Terra, indo pedir perdão para cada pessoa para a qual vendeu droga, num caminho de arrependimento e crescimento moral.

 


Acima, Crescer me entristece. Aqui são os icônicos relógios derretidos de Dalí, no modo como os meios humanos de organizar tempo e espaço são irrisórios em termos cósmicos, num Cosmos sem norte ou sul; sem ontem ou hoje. Aqui é um delicioso espreguiçamento de preguicinha, na delícia de se estar na cama, na letra de uma certa canção, na diva dizendo que ama sua própria cama, como no famoso espírito Patrícia, desencarnando ao dormir, acordando numa cama gostosa, com lençóis levemente perfumados, na paz e na falta de pressa do Plano Superior, um lugar onde tudo é feito com calma, como uma certa atriz que fez um documentário sobre um cantor, na diva dizendo ter muita calma para concretizar o documentário, na sabedoria popular de que a pressa é inimiga da perfeição, e há algo melhor do que fazer as coisa com calma, sem cruéis e estressantes pressões de prazos? É como uma certa senhora workaholic, a qual varava madrugada adentro na firma, obcecada, prisioneira de tal trabalho, pois o trabalho é para trazer dignidade e realização; não sofrimento. Aqui é como os relógios maluquinhos da loja do Mc Donald’s em Gramado, com ponteiros errantes, sem hora certa, numa quebra e num desregramento, conquistando a criança, numa marca de tal apelo infantil, remetendo a uma época em que a primeira loja da franquia em Porto Alegre era o must da cidade, num fenômeno de popularidade, uma rede que hoje é banal, com quatro operações na cidade interiorana de Caxias do Sul, por exemplo, em novidades que vãos e esgotando com o passar do tempo, no modo como o Cinema foi a cara do século XX. Aqui é como uma gata libidinosa no cio, contorcendo-se em volúpia, atraindo os machos com odor reprodutivo, como certa vez na casa onde eu morava, num cachorro da rua que pulou o muro para copular com a cachorra que eu tinha, na implacável influência da carne e da matéria, no modo como tais forças são naturais no Ser Humano, o qual, nos conceitos de uma certa religião, não pode viver em paz sua própria sexualidade, no absurdo de se pedir perdão por ter batido uma punheta, com o perdão do termo chulo, enfurecendo os sexólogos, cientistas que dizem que sexo é natural. Aqui é como um relacionamento, um entrosamento, no modo como a esquizofrenia pode atrapalhar na socialização da pessoa, em pessoas solitárias, perdidas, como num traiçoeiro labirinto, ou como num submundo de merda, com o perdão do termo chulo. Aqui é um problema, uma complicação, como num caso médico complexo, exigindo uma cirurgia complicada, na responsabilidade de um médico, na alegria de comunicar aos parentes do paciente que a cirurgia foi um sucesso, remetendo a casos de erro médico, num médico que fica numa situação delicada, responsável por um óbito, tendo que pedir perdão aos parentes do falecido, remetendo aos arrogantes, os quais se acham imunes a erros ou vicissitudes, remetendo a um certo rapaz, na gíria “metido”, arrogante, achando que simplesmente se tornaria um deus sacrossanto sem precedentes na História do Homo sapiens, um senhor que acabou fracassando retumbantemente, em duras lições de humildade, como Thor punido pelo pai Odin, na mitologia nórdica. Aqui é como um chocolate derretendo, numa pessoa que vai cedendo e vai sendo seduzida, na magia de uma lareira e um vinho, remetendo a um certo senhor, numa vida destroçada pelas drogas, um senhor que nunca mais em vida vai saber o que é namorar na beira do fogo sexy. Aqui é um problema complicado pedindo por uma solução, numa dose enorme de paciência, na imagem da Nossa Senhora desatadora de nós, paciente, persistente, como aguentar pessoas chatas, como uma certa senhora, chata assumida, uma pessoa a qual, paradoxalmente, aturou por décadas um marido fumante, sendo, assim, fumante passiva, no modo como para o viciado nunca é o suficiente – sempre tem que se acender um novo cigarro, num caminho de paciência para se aturar tal aspecto. Aqui é a serpente, não como pecado do Éden, mas como símbolo de fertilidade, na sensual dança do ventre.

 

Referências bibliográficas:

 

Alex Chinneck. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 15 jul. 2026.

Home. Disponível em: <www.alexchinneck.com>. Acesso em: 15 jul. 2026.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Chinneck é Chic (Parte 1 de 6)

 

 

Falo pela primeira vez sobre o artista britânico Alex Chinneck, nascido em 1984. É membro da Royal Society of Sculptors, instituição de honra de artistas do Reino Unido. O artista é famoso por suas obras públicas temporárias. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Tome minha iluminação, mas não roube o meu trovão. Um rompante, uma interrupção, como num casamento rompido, em inimizades, no modo como eu mesmo tive que romper com um certo sociopata, uma pessoa a qual, definitivamente, não faz falta em minha vida, e espero que esta seja a única inimizade que terei que ter em vida, pois o restante das pessoas das quais não gosto, eu perdoo, como uma certa senhora, a qual foi deselegante comigo, muito deselegante, uma pessoa a qual resolvi perdoar, fazendo do perdão o caminho natural da Eternidade, pois as desavenças nunca são eternas, como num atrito forte que tive com um certo senhor, e este senhor eu, irmãos, seremos grandes amigos, uma pessoa que quero reencontrar metafisicamente, e aquele sociopata do qual falei, passará por muitas vidas, crescerá e tornar-se-á um grande espírito de luz, fazendo da depuração moral o sentido da Vida, numa Vida que vai fazendo de nós pessoas melhores – você não é muito melhor do que era antigamente? Eu sou – ninguém está no Mundo à toa. Aqui é como num envelhecimento, numa passagem de tempo, numa erosão natural e inevitável como nos milênios de erosão das pirâmides do Egito, um vulto do que eram na época de auge de tal império, nas vaidades humanas que vão ascendendo e descendendo, permanecendo a humildade de Jesus, pobre, maravilhoso, na simplicidade de uma manjedoura, no poder da simplicidade, a qual é o mais elevado grau de sofisticação, no caminho minimalista da limpeza simples, na recomendação taoista, quando não devemos sentir vergonha de sermos preguiçosos: Quando você precisa tomar algum tipo de ação, faça só o que é necessário, como me disse uma artista plástica, a qual respeito profundamente: “Sou preguiçosa!”. Aqui é como um papel rasgado, num professor reprovando o aluno, em professores que tanto nos fazem crescer, como certa vez uma senhora professora de Filosofia, dura, muito dura, mas maravilhosa, a qual me fez compreender muito bem o legado de Santo Agostinho – somos todos prisioneiros aqui na Terra, e a diferença reside no que decidimos fazer de nossos dias de cárcere, remetendo ao miserável morador de Rua, num forte desejo de fugir da luta pela Vida, disposto a dormir numa calçada fria, suja e úmida, tal o desejo de fugir da luta. Aqui é como uma censura, na vida difícil do artista brasileiro nos anos de chumbo, na frustração de ser vetado, como numa canção de Leo Jaime, citando humoristicamente uma mulher chamada Solange, responsável esta pela censura cultural na época, na suma inteligência de um icônico Chico Buarque, fazendo um jogo de letras musical entre “cálice” e “cale-se”, na figura do pai duro e frio citado na canção, dizendo “Pai, afasta de mim este cálice!”, em menção ao militar em suas rígidas hierarquias, exigindo discrição e inteligência para despistar os censores, no modo como a geração dos meus pais saiu azarada, vivendo tais tempos de chumbo, no ardor do jovem em se expressar, como Elis Regina, a qual aprendeu que, em tal época, nem fora do Brasil podia-se falar mal do governo, nem em Tóquio, pois a embaixada do Brasil no Japão mandaria as palavras de Elis para Brasília! Aqui é como na moda atual dos jeans rasgados, joviais, nas vogues que vêm e vão, numa imperfeição, naquela roupa da qual gostamos tanto. Aqui é como um maltrapilho na Rua pedindo esmola, a qual só atrapalha, incentivando a pessoa a permanecer em situação de Rua. Aqui é como uma enchente passando e destruindo, em tragédias hídricas como no RS, sensibilizando a atriz Cate Blanchett, a qual se deu ao nobre trabalho de pegar um avião até Porto Alegre para ter uma audiência com o governador Leite, o homem altivo que se assumiu gay publicamente, cometendo a façanha de ser o primeiro governador gaúcho a ser reeleito! Aqui é como os precários arredores do Mercado Municipal da cidade de São Paulo, nem o terceiro, mas o quarto mundo, nos abismos sociais brasileiros, numa urbe que junta alfa e ômega, numa volumosa população moradora de Rua, pessoas invisíveis para a sociedade de consumo. Aqui é um desgaste pela passagem de tempo, como rugas e sinais de expressão nas faces, o “pavor” da mulher vaidosa, recorrendo a “tudo” para se manter com uma aparência a mais jovem possível.

 


Acima, Uma bala de uma estrela cadente. Aqui é como um vestígio depois de uma inclemente enchente, em rastros de destruição, em pessoas já pobres, que ficaram ainda mais pobres, perdendo tudo, em ações humanitárias ao redor do Mundo, como médicos em missões na África, atendendo populações tão miseráveis, assim como dizem que é a Coreia do Norte, um país miserável, com um insensível ditador, que investe tudo em armistício, ao contrário dos ventos de liberdade da vizinha do Sul, em manifestações festivas e coloridas como o kpop, ao contrário na do norte, na qual blogueiros não são bem vindos, no medo que um ditador tem da liberdade de expressão, em países como a China, em manifestações artísticas moldadas pela inflexível ideologia, num artista que tem que seguir padrões tradicionais, sem ousar novas coisas – é um horror. É como na maravilhosa transgressão do Modernismo Brasileiro, “sepultando” a arte acadêmica, como já ouvi dizer: Uma sociedade só pode evoluir por causa da transgressão de alguns de seus cidadãos. Aqui é algo de ponta a cabeça, como me disse uma psicóloga, dizendo que ser homossexual é “transitar na contramão”, num espírito que tem que ter muita coragem para topar reencarnar como homossexual num mundo heterocentrado como o nosso, com tudo girando em torno da união homem & mulher. Aqui é a ironia de Tao, pois o homem de Tao conquista tudinho e ninguém percebe, como Gisele, ditando há mais de década paradigma capilar, com mulheres nos quatro cantos do globo imitando os cabelos ondulados da deusa gaúcha, numa Gisele que conquistou tudo, e ninguém percebe, subestimando Gisele, e é exatamente o mais subestimado aquele que reina, sendo o subestimado exatamente o nervo da questão, como não canso de dizer que Gisele não é estrela; é mais; é monstro sacrossanto. Aqui são cabos de eletricidade, alimentando uma urbe, em demandas de cidades como São Paulo, a qual já passou por uma séria crise hídrica, em desafios a prefeitos de urbes tão grandes, como na demanda de água na cidade de Salvador, no hábito do baiano de se banhar duas vezes por dia, num baiano limpíssimo, gozando de temperaturas de calor ameno em tal urbe tropical, muito longe dos inclementes verões de Porto Alegre, no divertido apelidinho: Forno Alegre! Aqui é algo sendo fincado, como uma pessoa se estabelecendo na Vida, com dois exemplos – um homem grande, o Bom, e um homem comum, o Mau, em nomes fictícios aqui: Na adolescência de ambos, quando eram colegas de Ensino médio, o Mau maltratava desnecessariamente o Bom, e este se tornou, hoje na meia idade, uma pessoa importante e respeitada; o Mau, que achava que se tornaria o maior popstar de todos os tempos, acabou como homem comum e pequeno, e a Vida não nos ensina duras lições de humildade? Não são gostosas essas “vingancinhas”? Aqui é um ego tombando, na arrogância que precede a queda, pois quem é humilde não toma no cu, com o perdão do termo chulo. Aqui é um esforço para se erguer um prédio, no trabalho de força e virilidade, como empresários no ramo de construção civil, num trabalho paciente, de “formiguinha”, num processo de construção que consome anos de labor, como um certo senhor, um homem respeitado, elegante, honesto, competente, que faz prédios de boa qualidade, patriarca de uma família a qual muito respeito. Aqui é um esforço de diferenciação, numa pessoa que quer fugir de óbvias mediocridades, na iluminação de um Niemeyer concebendo Brasília, como no grande intelectual gaúcho Tatata Pimentel, in memoriam, um professor duro, que respeitava a inteligência somente de alunos raros e excepcionais, sendo TP esses intelectuais de descomunal peso mental. Aqui é como um buraco sendo cavado, na terra desvirginada para se plantar, no trabalho árduo do colono italiano no RS, lavrando de Sol a Sol terras virgens, no caminho do labor intenso e dedicado.

 


Acima, Uma libra de carne por 50 libras. Aqui é algo derretendo, numa verdade que vai se revelando gradualmente, num processo cognitivo, num nascer de Sol, na revelação solar de que somos todos irmãos, apesar do Ser Humano, em sua típica crueldade, não perceber isso, como me disse um certo professor filósofo aposentado, nas crueldades bélicas, como enterrar pessoas vivas, algo que não se faz nem com um cachorro, um professor inteligentíssimo, numa mente que brilha, um homem que sempre tem algo interessante e válido para dizer, ao contrário da pessoa vazia, a qual se revela desinteressante, mesmo habitando um corpo de deus, nessas pessoas as quais só PARECEM ser deuses, não o sendo, pois o sexy reside na mente. Esta fachada foi agredida e vandalizada, na figura do vândalo, uma pessoa que odeia a vida em sociedade, querendo destruir esta, remetendo a cidades tão bem cuidadas como Garibaldi, RS, sem um único foco de pichação, como dizia certa vez um senhor portoalegrense, chamando a atenção para o fato da capital gaúcha ser vítima crônica de tais agressões visuais, nas palavras sábias de Obama, este, sim, um grande homem: “Você será lembrado pelo que construiu; não pelo que destruiu!”, nesses homens grandes como o eterno e imortal Papa Francisco, numa intenção nobre de unir as pessoas, na humildade de dizer: “Quem sou eu para criticar as pessoas?”, em contraste com outros homens, os quais acham que a desunião é melhor. Aqui é um cenário de abandono, ou algo feito com uma tinta ruim, que não serve para algo de bom, remetendo a dois homens – o de bem e o nem tão de bem: O homem de bem se esforça para fazer as coisas bem feitas, merecendo sucesso e respeito; o nem tão de bem se revela um homem sem palavra, uma pessoa de pouco apuro moral, psicologicamente “míope”, como um certo senhor, o qual mentiu para mim, e quem tem pouco apuro moral, não tem paz, e a Vida sem paz é um inferno astral total, ou seja, este certo senhor é uma pessoa que sofre cada dia de sua vida – valeu a pena mentir assim para os outros? O que o senhor ganha com isso? Felicidade? Creio que não, meu senhor. Aprenda a ser um homem de bem e de palavra, a qual vale mais do que dinheiro. Aqui é como uma hera que vai aos poucos tomando conta, em discretos passinhos de bebê, indo lentamente, até chegar a um ponto de evidência total, como no programa televisivo Roda a Roda, do SBT, com as palavras tendo que ser adivinhadas, até chegar ao ponto claro de revelação. Aqui é como chocolate derretendo, como nas belas chocolaterias gramadenses, naquele perfume de cacau pairando no ar, mas uma cidade cara, na qual só vamos nos divertir se tivermos dinheiro, como por exemplo no caro ingresso para um certo parque temático, numa cidade de especulação imobiliária intensa, na supervalorização dos espaços comerciais, num empreendedor que tem que colocar o preço lá em cima para poder pagar o caro aluguel, talvez uma cidade não tão cara para pessoas do eixo Rio-São Paulo,  cidades com alto custo de vida, mas uma Gramado cara para mim, pois não moro em tal eixo. Aqui é um trabalho paciente de esperar o cabelo crescer, como uma coleguinha que tive no Ensino Fundamental, cuja mãe a obrigava a ter o cabelo bem curtinho, uma menina que sonhava em ter cabelos longos como os de suas coleguinhas, no modo como, no Plano Superior, temos os cabelos exatamente do jeitinho que queremos, fazendo da Dimensão Material tal lugar de ilusões, na ilusão de que uma pessoa obesa não pode ser bela, como uma certa senhora já desencarnada, a qual, lá em cima, está linda como no dia de seu casamento, na vitória da beleza! Aqui é como no paciente trabalho de rentista, esperando tempo passar para receber seu dinheiro, numa vida vazia e desinteressante, pois no Plano Superior impera plena a noção de que labor não pode faltar, em consonância com as palavras sábias e sóbrias de Leo DiCaprio, um artista de tal carisma, ao contrário de outro certo senhor oscarizado, sem muito carisma, como no contraste entre Luciano Pavarotti e Plácido Domingo, com a mesma excelência vocal, mas num LP com muito mais carisma.

 


Acima, Uma semana de joelhos. Aqui é a teoria científica de se fazer uma dobra no espaço tempo para acelerar as viagens cósmicas, visto que a velocidade da luz, apesar de parecer ser tão veloz, é extremamente lenta em termos cósmicos – a estrela mais perto do nosso sistema solar exige que viajemos quatro anos na velocidade da luz, numa grandiosidade incrível, no termo islâmico de que Alá é grande. Aqui é uma flexibilidade, como uma pessoa sábia, flexível, que negocia pela paz, na questão taoista de que “curva-te e reinarás”, como recentemente na carreira da cantora Anitta, fazendo uma homenagem a Carmen Miranda, ou seja, uma Anita se curvando perante tal mito sacrossanto, remetendo a uma certa cantora que não é muito bem sucedida, à qual, no início da carreira, foi sugerido que ela fizesse uma homenagem a Madonna, mas uma sugestão que não foi ouvida, no boom de Madonna quando esta se curvou perante Marilyn Monroe, na fraqueza que se revela força, como na poderosa imagem do Calvário de Jesus, fraquíssimo, agredido, vulnerável, numa imagem de tamanha força, cruzando milênios incólume, mas num Ser Humano sempre se confundindo, achando que o grosso é melhor do que o fino, remetendo a um certo senhor, um grosso de marca maior, nessas fomes napoleônicas por poder, sempre poder, na metáfora do Anel do Poder, num Ser Humano eternamente seduzido pelo poder, como um certo ditador, proibindo eleições democráticas em seu país, como outro certo senhor, um ditador disfarçado de homem bom e honesto, no poder pelo poder, e não no uso do poder a favor do cidadão, o qual sente quando seu líder está afastado de tal povo, numa deposição como na Revolução Francesa, num rompimento com o tradicional, em contraste com a Inglaterra, até hoje honrando tal tradição monárquica milenar, no escândalo mundial que foi o assassinato da família imperial russa, quando um rei tem que ser um homem simples, tomando o mesmo tipo de café de seu súditos, num caminho de simplicidade, a qual a pessoa tem que aprender de forma autodidata – não há livro ou faculdade que nos ensine a viver em paz e simplicidade. Aqui é na sensualidade curvilínea de uma minhoca ou serpente, na figura malévola da serpente no Éden, na imagem maldita de Eva, a qual trouxe à ruína o perfeito Adão, a obra prima de Deus, no modo como as próprias mulheres podem ser machistas e misóginas, como no drama A Letra Escarlate, no qual parte de uma mulher a ideia de punir moralmente outra mulher da comunidade, nas palavras de uma certa postar feminista e libertária: “Muitas mulheres gostariam que eu me calasse a boca e fosse embora!”, no modo como o próprio homossexual pode ser homofóbico, contentando-se com uma degradante e miserável vida de submundo. Aqui são como os relógios derretidos de Salvador Dalí, na relatividade do tempo, na ideia de Einstein de que espaço e tempo podem ser flexibilizados, como numa certa ficção científica, na qual pessoas que foram para o espaço, longe da gravidade terrena, não envelheceram com o passar dos anos, nesse “pavor” que muitas pessoas têm de tal envelhecimento, como em pessoas famosas da arte e da política, envelhecendo publicamente, num destino e numa inevitabilidade, como no ator Bruno Gagliasso, um homem jovem, na flor da idade e no auge da virilidade, com os cabelos completamente brancos, remetendo à primorosa comédia em que existia uma poção que conferia juventude eterna à pessoa, numa frivolidade, no modo como ninguém está no Mundo para sempre, no glorioso destino que nos aguarda, que é a vida de desencarnado, livre de todo e qualquer problema relacionado ao corpo carnal. Essa ondulação é o prazer da preguicinha, o pecadinho capital que tantas maravilhosas invenções trouxe: Por que me “matar” lavando roupas a mão se posso fazê-lo confortavelmente numa máquina apropriada? Aqui é como a flexibilidade da humildade, curvatura nos protege de sermos alvejados.

 


Acima, Vejo você depois, jacaré. Aqui é uma abertura, ou reabertura, como na reabertura política no Brasil após os anos de chumbo, com as pessoas voltando do exílio ao arrebatador som de O Bêbado e a Equilibrista, o maior hino de toda a história da MPB, nesses mitos sacrossantos, numa Elis que morreu tão jovem, tudo por causa das drogas, em mortes prematuras como a de Cássia Eller, ou como no ator americano River Phoenix, tão jovem e belo, com toda uma vida e carreira pela frente, e as drogas não são uma merda, com o perdão do termo chulo? Aqui é algo revelado, como na personagem Ana do Véu, vivida por Patricia Pillar, esta deusa com a qual tive o privilégio de atuar, numa Ana que tirou seu véu e revelou-se ao Brasil, numa estrela nascendo, nessas revelações, numa Pillar a qual respeito, a qual veio do nada e tornou-se tudo o que se tornou, sem ter um papai poderoso ou uma mamãe poderosa par abrir portas na indústria, nessas pessoa que começaram tão por baixo, como Barbra, esse monstro sacrossanto que começou como uma humilde lanterninha na Broadway – é impressionante! O desenho de formas no contorno do círculo é como na grife de luxo Versace, remetendo à Antiguidade Clássica, em desenhos de deuses gregos, num classicismo que tanto vibrou na Renascença, numa época de sopros de frescor e renovação na Europa, a qual vinha de um contexto gótico, de puro apelo religioso, numa grife poderosa e cara, como ouvi certa vez as divertidas palavras: “Não permita que um bando de homossexuais italianos lhe diga como um homem tem que se vestir!”, como já ouvi dizer que o Mundo da Moda é de um brilho superficial, em pessoas para as quais roupas são extremamente importantes, como um certo padre condescendente, o qual se vestia com roupas caras e luxuosas, pregando o “dar aos pobres”, mas um padre o qual nunca de fato deu aos pobres, remetendo às palavras divertidas desse comunicador cômico que é Faustão: “Você acha que quem dá aos pobres tem que pagar a camisinha?”, na sabedoria popular de que rir é o melhor remédio. Aqui é como um novo dia nascendo, na poderosa imagem de Eos, a deusa grega da aurora, bela, avassaladora, num grego antigo que não entendia que a aurora é a primeira nesga de nascimento do Sol, num Ser Humano que achava que o dia começava só a partir do momento em que podíamos observar o disco solar no horizonte, na revolução científica de descobrir a gravidade e saber que o Mundo é redondo, num Galileu tão perseguido e punido pela Igreja, a qual no passado queimava pessoas vivas em fogueiras, no eterno lema patético do Ser Humano: Quanto mais cruel, melhor. Aqui é na provocação de um striptease, como moças em palcos tirando a roupa, remetendo ao divertido caso que conheci, numa moça que levava vida dupla: De dia, uma pacata estudante universitária; de noite, uma stripper numa casa de shows da cidade, como aqueles homens que levam vida dupla, com duas famílias, numa vida que nos ensina que sejamos unos e íntegros. Aqui é na criança rasgando avidamente um pacote de presente, na magia de noites de Natal, algo impossível para crianças paupérrimas, num espírito corajoso, que resolveu reencarnar numa vida tão dura e miserável, para, assim, em tamanha dureza, crescer muito como espírito, pois se tornar uma pessoa melhor é o sentido da Vida, num caminho de depuração moral. Aqui é a revolução do zíper, mais fácil do que calças antigas com vários botões para fechar a abrir, no modo como a praticidade sempre acaba falando mais alto, na facilidade, como dois modos de se acondicionar vinho: A tradicional e complexa rolha de cortiça e a inovadora tampa rosca, esta fácil como abrir uma garrafa pet de refrigerante, aqui havendo de novo a importância da preguiça em atalhos práticos e fáceis. Aqui é como um eclipse, no modo do antigo Homo Sapiens em ver divindades em tal fenômeno natural, achando que um dragão mágico engolia a Lua, na revolução científica de se ver o Mundo de forma fria e lógica, numa infindável fome por conhecimento, enviando sondas pelo nosso misterioso sistema solar.

 


Acima, Venha e coloque-se junto. Aqui é como uma desafiadora onda para um surfista, num desafio, no tesão de se pegar onda, remetendo a uma certa pessoa, deprimida, desmotivada, perdendo o tesão pela Vida, uma pessoa para a qual inteligência e sofisticação não faltam, mas uma pessoa que carece de força, de Yang, de espírito  de guerreiro, na figura de Marte, o deus da guerra, num Deus que quer nos ver lutando pela Vida, ao contrário de morador de Rua, fugindo de tal desafio, ao ponto de não se importar de levar a vida degradante de morador de Rua, dormindo em calçadas duras, sujas e frias – é um horror. É uma falta de autoestima, como esperar o sinal auspicioso de um belo príncipe num cavalo branco, ao ponto da pessoa projetar em outrem seu próprio Yang, um erro o qual eu mesmo cometi, até aprender que a Vida é agora, e que o tempo está passando, exigindo que tenhamos uma vida nobre e produtiva. Aqui é uma inversão, no modo como a morte de Elis virou o Brasil de cabeça para baixo, em comoções fúnebres como a de Diana, assombrando o Mundo, numa rainha Elizabeth que teve que voltar atrás e reconhecer Diana como tal figura poderosa, curvando-se publicamente ao carro fúnebre da célebre princesa, a qual brilhou num país no qual o máximo que se pode ser é realeza, numa Diana que correu o risco de perder tudo a se divorciar de um príncipe aparentemente saído de páginas de contos de fadas. Aqui imaginamos como foi difícil, duro e complexo erguer tal obra, com maquinário necessário, sem falar no esforço para se fixar o carro ao bloco de asfalto, nesses labores incríveis, de pessoas dedicadas, sem medo de arregaçar as mangas e trabalhar, como me ensinou uma certa publicitária: As coisas não caem do céu, e que temos que ralar para que a Vida mostre resultados, nas palavras de um certo pregador certa vez em Porto Alegre: “Deus ajuda, mas a pessoa tem que ter vontade!”, num Deus que escreve certo por linhas tortas, na ironia de que as coisas nunca acontecem direitinho como imaginávamos! Aqui remete a um brutal acidente de carro que sofri com minha família anos atrás, no qual só sobrevivemos por causa dos cintos de segurança, remetendo a épocas em que tal acessório não era obrigatório, com tantas mortes que poderiam ter sido evitadas, num acidente no qual obtivemos a ajuda de boas almas, de pessoas generosas e prestativas, e pessoas más servem exatamente para saber quando nos deparamos com pessoas boas, como pessoas gentis dirigindo, respeitando, por exemplo, a norma da faixa de segurança para o pedestre. Aqui é como deitar de cabeça para baixo e observar o céu estrelado, para vermos que em cima ou abaixo são relativos, e que uma imensidão cósmica nos cerca, sem norte ou sul, sem ontem ou hoje, longe do modo humano de organizar tempo e espaço, como dar nomes para cidades, países, regiões, vales, rios etc., como mapear Marte em sua vastidão árida e gélida, tão hostil ao Ser Humano. Aqui é como em brinquedos em parques de diversões, nas montanhas russas nos excitando, num frio na barriga, que é temer um acidente, remetendo ao deslumbrante complexo de parques temáticos em Orlando, EUA, um lugar onde nos tornamos crianças novamente, numa experiência tão emocionante, como num brinquedo simulador de Star Wars, genial, no qual nos sentimos dentro do filme, desembocando direto numa loja de produtos da franquia, nesse marketing esperto, americano, numa compra por impulso, comprando coisas que não compraríamos de cabeça fria. Aqui é ironia de que o Japão, em relação a nós, no Brasil, está de cabeça para baixo, quando um hemisfério tem verão e no outro o oposto, em Tao tal piadista, no poder do riso e da sátira, num Ser Humano rindo de si mesmo, numa comicidade arraigada no Senso Comum, o qual sempre existiu no Homem, em palhaços primorosos como Jim Carey, fazendo palhaçadas estando ou não pago por tal, como sair de um restaurante de mãos dadas com o roqueiro Steven Tyler, como um casal gay, na sabedoria popular de que rir é o melhor remédio. Aqui temos um ponto de retorno, como voltar atrás de uma decisão.

 

Referências bibliográficas:

 

Alex Chinneck. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 15 jul. 2026.

Home. Disponível em: <www.alexchinneck.com>. Acesso em: 15 jul. 2026.