Falo pela vigésima vez sobre o pintor realista modernista americano Bo Bartlett. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, De volta ao lar. O fogo é a diversão de festas juninas, como pular fogueira. O fogo é o desejo ardente por notoriedade, num artista querendo se expressar, como um certo senhor, o qual está em busca de se expressar, nessas pessoas contundentes como Lady Gaga, uma bomba atômica de atitude, lotando shows Mundo afora, como arrastar dois milhões de pessoas para as areias da praia de Copacabana, remetendo a outra certa artista, a qual é uma boa voz, mas não tem um pingo de atitude, ou seja, não consegue se expressar a nível global, e atitude tem a ver com simplicidade, que é o mais elevado grau de sofisticação, num caminho autodidata, sendo um instinto, pois não há livro ou faculdade que nos ensine a brilhar, pois mesmo em doutrinas como a taoista a pessoa, o leitor, tem que se esforçar para entender com inteligência emocional, algo que o sociopata não tem, como eu hoje mesmo me deparando na Rua com uma sociopata, e a receita é bastante simples: Simplesmente não se relacione com tal sociopata, pois, definitivamente, não vale a pena, e o sociopata em si não se importa, pois é um infeliz sofredor que não sabe o que é amor e amizade, pois amigos são o ouro da Vida, na minha doce lembrança de infância com meus coleguinhas no início do Ensino Fundamental, na sensação de se estar entre amigos. O casamento é a aprovação social, com a sociedade aprovando uma noite de sexo de núpcias pós cerimônia, como em tribos amazônicas, com os recém casados transando na frente de toda a tribo, no modo indígena de ver Sexo com naturalidade, não compreendendo a imagem de Maria esmagando a serpente, pois em certas culturas a serpente não é um símbolo de maldade, mas de fertilidade, no modo cristão de castrar a sexualidade feminina, com em certas culturas, com a castração de moças – é um horror. Os jogadores de Futebol Americano são a virilidade, o lado macho da Vida, da competitividade, exigindo agressividade por parte do rapaz, pois a sociedade exige do homem o desenvolvimento da agressividade; já, da mulher, nem tanto, numa sociedade que aceita mulheres que sejam anônimas esposas, mães e donas de casa, como na famosa transexual Roberta Close, a qual passou pelo excruciante processo de transição para se tornar uma mera socialite, aquelas pessoas as quais, no fundo, ninguém respeita muito, como duas certas famosas socialites, na noção taoista de que, no fundo, ninguém respeita a pessoa improdutiva, pois como posso tirar o chapéu para uma pessoa que não faz merda nenhuma, com o perdão do termo chulo? É como outra certa senhora, a qual abandonou a carreira para ser uma anônima do lar, em desperdícios como o de Grace Kelly, abandonando tudo para se casar – é uma pena. Aqui remete ao contundente início do filme Elizabeth, com a deusa Cate Blanchett, mostrando a suma crueldade de Maria Tudor, a sanguinolenta, queimando protestantes vivos, dizendo agir em nome de Jesus, mas fazendo algo que Ele jamais faria, como nas guerras dos malteses; como em homens que optam pela guerra, como Trump, fazendo coisas que homens sábios como Obama jamais fariam, pois quando Tao é perdido, a confusão começa e reinar, e traços de fome e destruição tomam conta de nações inteiras, como eu mesmo disse certa vez a meu querido avô materno: “Guerra já tem demais no Mundo, vô!”. O branco da noiva é a castração social, tolhendo a sexualidade feminina, em figuras tão provocantes e transgressoras como Madonna, com sua prolífica e longeva carreira, em pulsos feministas que buscam atacar o patriarcado, como no filme Barbie, dizendo à mulher que esta pode ser o que quiser ser, na coragem feminista de ir contra tais “ventos” de preconceitos, no modo como a própria mulher pode ser machista, como no filme A Letra Escarlate, no qual parte de uma mulher a ideia de punir moralmente uma mulher que não se encaixava em tais preconceitos patriarcais, como no passado protestante dos EUA, com mulheres condenadas por bruxaria, na contradição da data americana de Halloween, na qual o cidadão veste sua fantasia para se expressar, em “micos” como festas à fantasia, como eu mesmo, indo fantasiado de faraó, expondo-me ao ridículo, como todas as outras pessoas em tal festa. No quadro, duas moças que não são a noiva; não são a estrela do dia, como mulheres ardorosamente competindo pelo buquê jogado pela noiva.
Acima, Defensor. O valor do labor, como na árdua vida campesina de imigrante italiano na Serra Gaúcha, numa cultura de trabalho árduo, no termo “Vá carpir um lote!”, nas palavras da comunicadora gaúcha Tânia Carvalho sobre Caxias do Sul, numa edição da tradicional Festa da Uva: “Que cidade que tem uma energia de trabalho!”. É como na ironia pós desencarne, quando o espírito se depara com a necessidade de se manter produtivo, pois o Céu, engraçado do se dizer, não é feito de anjinhos tocando harpas de louvor, mas um lugar que é o Éden para os que trabalham ou estudam, como num espírito infeliz num certo filme espírita, com este espírito miserável indagado por um irmão também desencarnado: “Não existe aqui, no Céu, um único trabalho que desperte seu interesse?”. E Tao é tal trabalhador, sempre criando, deixando-nos perplexos com tal perfeição, na metáfora do livro bíblico do Gênesis, com seis dias de labor, descansando no sétimo, e o imigrante italiano só não trabalhava no domingo porque o padre e a religião não permitiam, fazendo de tal dia um dia enfadonho, e tudo o que restava ao colono era visitar os colonos dos lotes vizinhos, no costume cultural do colono de, ao visitar o vizinho, sempre levar de presente alguma coisa do pomar, fazendo do Céu tal vizinhança pacífica e amorosa, num lugar onde todos respeitam todos, nos versos do músico gaúcho Lucas Leindecker: “Sonhei que as pessoas eram boas num mundo de amor; e acordei neste mundo marginal!”. E o Umbral não é desolador porque lá não temos amigos? A casa ao fundo é tal obra do homem laborioso, nas responsabilidades do chefe de família, sustentando uma casa, nas enérgicas palavras da senhora minha mãe para mim, ao meu pai chegar em casa: “Vá abrir a porta para teu pai, que está trabalhando até agora para nos sustentar!”, no esforço de pais em criar o filho da forma mais realista possível, preparando tal filho para o Mundo lá fora, no desafio de incutir mentalmente valores e virtudes, na tristeza de Dona Florindo em ver o filho Quico faltar com tal apuro moral. A escada ao fundo é tal elevação, num desenvolvimento perene, infinito, no conceito dialético de que tudo é processo; no conceito taoista de que a Eternidade sobre a qual podemos falar não é a verdadeira Eternidade, fazendo de Deus tal infinito; no conceito islâmico de que Alá é grande; no poder imensurável e inacreditável de que jamais findaremos – é muito poder, meu irmão! Aqui é o labor de reconstrução depois de inclementes enchentes, espalhando água suja e lama por cidades, em uma lembrança que tenho, quando, na casa em que eu morava com minha família, uma inclemente chuva alagou nossa casa, e cada um de nós teve que pegar um balde para secar o imóvel, fazendo das tragédias naturais uma das provas que é a imperfeita Terra o que tenta imitar o perfeito Céu, havendo neste o lugar divino no qual estamos livres de todos os problemas relativos a nossos próprios corpos carnais, como qualquer doença, pois, na Terra, tudo gira em torno de saúde, no caminho do Amor incondicional, saudável, leve, fácil de se ter, ao contrário do amor doente e possessivo, obsessivo, como um certo senhor, o qual nutria um amor para lá de obsessivo, doente, e não sei se hoje, décadas depois, continua nutrindo tal fixação, no conceito cristão de que somos todos irmãos, iguais perante Deus, e o Amor obsessivo é uma bobagem sem tamanho. O homem aqui está só, como descrevendo Deus no filme Dogma: Solitário, mas engraçado! É o modo como cada um de nós precisa de momentos de solidão, de retiro da vida em sociedade, nos versos de uma certa canção: “Todos precisamos de tempo com consigo mesmos!”. A ferramenta é tal evolução do Homo sapiens, na inteligência de se usar lago para fazer algo, no início do clássico 2001, quando o Homem, ainda num estágio primário de evolução, descobriu tal ferramenta para abater animais. A casa construída é tal orgulho, tal recompensa por um trabalho árduo, numa pessoa colhendo os frutos de persistência, como uma pessoa sendo promovida dentro de uma firma.
Acima, Deixando o Éden. Aqui é um marasmo e uma estagnação, como na água suja e parada tóxica de Gollum em O Senhor dos Anéis, no modo como os submundos são assim, estagnados, uma prisão, uma situação na qual temos que ter muita força para contestar tal submundo, no modo como nossos pais nos colocam no Mundo para o Mundo, e não para um submundo, nas palavras de uma prostituta num certo documentário: “Eu criei meu filho para o Mundo!”, em altivez como a da falecida política gaúcha Nega Diaba, a qual ia à TV dizendo-se ex prostituta e ex presidiária, dando uma volta por cima em sua vida, vencendo as vicissitudes e retornando triunfante ao Plano Superior, num clima de missão cumprida, como uma certa psiquiatra já desencarnada, a qual levou na Terra uma vida produtiva, auxiliando os que tinham problemas espirituais, na vitória do trabalho e da virtude, do bem, da classe, pois, infelizmente, nem todos levam vidas válidas e produtivas na Terra, como miseráveis em situação de rua, querendo se esconder da luta pela Vida. Aqui é como um surfista prostrado em frente a um mar sem ondas, sem desafios, como eu disse a um certo professor meu de faculdade: “Estou aí para novos desafios!”, naqueles professores excelentes, que valem cada centavo da mensalidade, mestres que acabam sendo nossos amigos, na imortalidade dos vínculos de amor e amizade, pois, fora da amizade, não há salvação, fazendo do Amor tal força que perdura pelo infinito, fazendo das desavenças coisas passageiras, com um prazo de validade, por assim dizer, na noção taoista de que tudo se resolve por si, e o perdão é o caminho natural da Eternidade – o ódio não é eterno; só o Amor. A moça de branco clama por paz, sossego, numa pessoa que opta ir morar em pacatas cidades do interior, numa vizinhança, como eu em meu prédio de residência, com vizinhos amigos, com os quais sei que posso contar, em pequenos favores como me dar um fiozinho de azeite ou um tablete de caldo de galinha. A paisagem aqui é vasta, como nos vinhedos do Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, com altivos vinhedos que vão até onde a vista alcança, na vitória do labor e da dedicação, num enoturismo que tanta riqueza traz a tal município, na universalidade do álcool, como o saquê japonês, a vodca russa, a cerveja alemã, o vinho italiano etc., num hábito que deve ser moderando, incluindo a incrível força de vontade de um certo senhor alcoólatra, o qual está há mais de meio século sem colocar uma gota de álcool na boca, na máxima dos Alcoólicos Anônimos: “Se você quer beber, o problema é seu; se você quer parar, o problema é nosso!”. Bartlett gosta desses modelos que encaram o espectador, no papel da Arte em nos abordar, em tocar a inteligência emocional que existe dentro de nós, com exceção do sociopata frio, insensível em meio a grandes canções de beleza arrebatadora, como no megahit I will always love you, da eterna deusa Whitney Houston, cuja voz foi arruinada pelas drogas – malditas estas sejam, havendo o submundo das drogas, remetendo à vida destruída de um certo senhor, condenado a apodrecer o resto de sua décadas de vida numa clínica psiquiátrica, como na patética praça dos drogados em Amsterdã, com toda aquela juventude se drogando, num antiponto turístico, no qual nos sentimos com o coração pesado, muito pesado, em filmes de final pouco redentor, como O Silêncio dos Inocentes, na percepção de que o draculesco Hannibal Lecter está solto por aí fazendo suas maldades. O barco é o consolo do lar, o refúgio no qual estamos tão familiarizados, na máxima em O Mágico de Oz: “Não existe lugar como o lar!”. Aqui é uma solidão e um retiro, no modo como tudo o que é demais, enjoa, e isso inclui amigos, pois não devemos ser “gêmeos siameses” uns dos outros, havendo no Amor Incondicional tal desapego e tal leveza, em amizades leves que duram pela Eternidade, no conceito que somos iguais perante Tao, nas nobres intenções da urna democrática, num momento eletrônico no qual não há sexo, raça, classe social, crença religiosa etc.
Acima, Desenho de criança. Aqui é um socorro e uma dependência, como no trabalho de salvavidas, ou como num caridoso doador de órgãos, dedicando-se para salvar vidas. É como na tragédia da boate Kiss, com homens quebrando as paredes da casa noturna para buscar salvar vidas, em atos de heroísmo, num momento em que sabemos que somos irmãos, nos eternos esforços do padre no púlpito, sempre nos dizendo que somos irmãos, príncipes filhos do mesmo Rei, no modo como tudo se resume a amizade, a amor entre irmãos, no conceito de fraternidade da Revolução Francesa, um grande golpe de estado, transgressor, depondo um rei que se desligara de seu próprio povo, o qual sofria com o simples preço do pão, num rei que vivia numa alienada bolha de privilégios em Versalhes, como na deposição de Romanov na Revolução Comunista, num povo se articulando para depor um rei que pouco se importava com o próprio povo, e o homem de Tao é tal homem no qual o povo confia, num líder benévolo, como no imortal Papa Francisco, clemente, com as douradas intenções de unir as pessoas, deixando no Mundo um legado inoxidável, referência suprema para seus sucessores, os quais não podem fazer retrocessos, nesses homens benévolos, que respeitam as pessoas, num rei simples, que toma o mesmo tipo de café do que o dos seus súditos, como num rei da Inglaterra, assistindo à TV aberta do reino, no mesmo canal do que de seus súditos, um rei que sabe que os campos e florestas vestem roupas maravilhosas, ignorando, assim, pomposos palácios, num homem simples, que se mantém com os pés no chão, ganhando a confiança de tal povo, num homem cordato, que nunca opta pela violência, num caminho de tato diplomático: Vamos sentar e conversar! Cavalheirismo no fio do bigode! Aqui é a função dos fortes, que é proteger os fracos, ao contrário do covarde, que ataca os mais fracos, virando, assim, um vilão de Disney, nessas personalidades odiosas, de raso apuro moral, e o apuro moral é capital, pois, sem ele, perde-se a ordem e a sanidade, e adquirir apuro moral é o sentido de qualquer vida, de qualquer encarnação, e o crescimento e o aprimoramento são a chave para uma vida séria e centrada, e ninguém está no Mundo puramente a passeio, pois a Vida é algo muito sério, no glorioso fato de que ninguém está no Mundo para sempre, e que o glorioso dia de soltura chegará, na imagem de esperança do Espírito Santo, na libertação, num prisioneiro cujo dia de soltura chegou, no modo como só damos valor à liberdade quando a perdemos, remetendo a certas pessoas públicas, presas, num inferno, pois, estar encarnado, já é uma prisão; estar num presídio é a prisão dentro da prisão, nos pobres diabos sofredores, populações carcerárias. Aqui é o papel heroico do super herói, como no Super Homem, salvando o Mundo de malévolos vilões, no papel do desenho animado em ensinar a criança em relação ao Bem e ao Mal: Quando um herói precisa de respaldo, seus amigos heróis o ajudam; quando o vilão precisa também de tal respaldo, os outros vilões não o ajudam! E a criancinha sociopata, ao ver que a Sociedade repudia o Mal, constrói uma máscara de normalidade e leva vida dupla, nesse nó absurdo que os sociopatas querem dar em nossas mentes, querendo nos manipular, em pessoas tão frias, que zombam do apuro moral, da verdade e da honestidade. Aqui remete a uma vez em que carreguei nos braços meu sobrinho adormecido, em coisas que não têm preço, na bênção que é uma criança chegando numa família, amolecendo nossos corações e enchendo a casa de alegria, na inocência infantil de se contentar com pouco. As estruturas metálicas aqui são a segurança, como contratar serviço de seguranças para alguma loja ou banco, remetendo aos cavalheiros guardas de carros forte, munidos de amedrontadoras espingardas, num recado do corpo social ao indivíduo: Comporte-se! Aqui é um vínculo de amizade, num amigo que sabe que precisamos de uma ajudinha – fora do Amor não há salvação.
Acima, Destino. Aqui é o oposto do quadro de Botticelli de Vênus e Marte, com ela acordada e ele dormente. Aqui, ela está desligada e ele está consciente. A prancha é a agressividade do surfista em rasgar ondas, num esporte tão belo e exótico, que ganhou o Mundo, no mesmo modo como a Culinária Italiana ganhou o Mundo, sendo a pizza um dos pratos preferidos dos americanos. A moça quase nua é como nas praias cariocas, com mulheres fazendo topless, na sensualidade da mulher carioca, brasileira, lidando com naturalidade com o busto feminino, fazendo da mulher brasileira tal mulher única no Mundo, com sua sensualidade e seus sumos trajes, remetendo à tentativa de Xuxa de prosperar na TV americana, com telespectadores americanos reclamando das roupas da estrela dos baixinhos, uma Xuxa que, então, tomou no cu, com perdão do termo chulo, voltando humilde ao Brasil – ninguém está por cima o tempo todo, e o termo “conquistar o Mundo” não pode ser levado ao pé da letra, visto que a Vida é dura e difícil em qualquer lugar, na ilusão de que se pode fugir da luta, da lida, da Vida, como um orador de Rua, querendo se esconder dessa forma. O mar aqui é plácido, sem ondas desafiantes, na coragem de certos surfistas em pegar ondas gigantescas, perigosas, nas forças da Natureza, como no Antigo Egito, no qual o egípcio via divindades em aspectos da Natureza, como animais, no impacto do Cristianismo, acabando por derrubar o Paganismo, ao ponto do imperador romano se converter cristão, numa Roma a qual, antes disso, odiava os cristãos, executando brutalmente estes, como usar corpos de cristãos para fazer tochas que iluminassem o Coliseu, na capacidade humana de ser o mais cruel possível, com o queimar pessoas vivas em fogueiras. O homem aqui é um voluntário, preocupado com a moça entorpecida, dando todas as atenções, no forte ajudando os fracos, como uma pessoa poderosa e respeitada que se revela um aliado importante e visceral, ajudando-nos a obter respeito, como certa vez uma professora minha no Ensino Médio, ajudando-me a obter o respeito do resto da turma, ao contrário de outra pessoa, esta, sim, uma sociopata, que viu que eu precisava de ajuda e nada fez para interceder a meu favor – como são diabólicos! É a malícia da falta de apuro moral, na malícia de se taparem os sexos de pinturas sacras, em contraste com o grego antigo, o qual lidava com muita naturalidade em relação a nudez, como no Éden antes da serpente, culpando uma mulher pelas misérias da Humanidade – é um horror. A água aqui parece ser morna e deliciosa, no retorno ao conforto uterino, no trauma de nascer e sair de tal conforto, ou como no trauma de sair de casa para morar sozinho, perdendo todos os zelos maternos do lar, até o ponto da pessoa se acostumar a viver sozinha, em disciplinas como fazer supermercado e lavar roupas na máquina, remetendo à casa de uma certa senhora, bem sujinha, sinto em dizer, em contraste com outra certa senhora, a qual passa diariamente a vassoura na casa, num trabalho de paciência, na casa mais limpa do Mundo. O homem é bronzeado, com a pele curtida pelo esporte solar; já, a moça é pálida, como na palidez dos londrinos, com poucos dias de Sol da urbe cinzenta e rica em neblina. É como em pessoas que vão morar no Rio de Janeiro, ficando com a pele curtida pelo Sol carioca, uma cidade a qual, fora dos meses de verão tórrido, é uma delícia de temperatura, numa deliciosa mescla de urbe e natureza, numa cidade que pulsa vida e beleza, num destino turístico internacional, seduzindo quem quer fugir de países mais frios e tristonhos, como nos inclementes invernos escandinavos, em altos índices de depressão da população. A prancha é a salvação e o resguardo, como resgatar bichinhos que se perderam de seus donos nas recentes enchentes gaúchas, numa Porto Alegre que virou um lago, décadas depois de outra grande cheia, no ano de 1941. Aqui remete a um resort maravilhoso que visitei em Salvador, BA, com amplas piscinas e jardins e uma praia particular, numa estadia digna de presidente da República.
Acima, Destino manifestado. Aqui remete a um traço divertido da pessoa do ídolo futebolista Romário, o qual, ao voar, gostava de ficar sempre na janela. As passagens aéreas são caras, e voar fica inacessível para certas classes sociais, no modo como, no passado, voar era algo chic e nobre, sofisticado, elegante, e as pessoas arrumavam-se para voar, nos áureos tempos da companhia aérea Varig, com aquela aeromoça bonita nos entregando uma bandeja com o almoço, algo diferente de hoje em dia, com custos sendo enxugados, num passageiro o qual, no máximo, ganha um saquinho com biscoitos e um mísero copo de suco ou refrigerante, ou seja, foram-se tais tempos de glamour. A moça aqui está alheia a nós, ao espectador, fixada na paisagem, como sobrevoar a Amazônia e observar o rio Amazonas em sua exótica tortuosidade, como uma serpente cortando a terra, numa floresta que tanto fascina o Mundo, em eventos como a Cop, preocupados com o destino da Natureza, num evento prestigiado pelo carismático príncipe William, o qual está se esforçando com a melhor das intenções, servindo seu país e preparando-se para o destino poderoso que o aguarda, no divertido modo como já ouvi num filme, cujo personagem era um príncipe inglês: “Nós não somos uma família; nós somos uma firma!”. É como no Mundo há tantas famílias problemáticas, com desavenças e desunião, na ironia de que o Desencarne não dissolve os laços de família, e para toda a Eternidade teremos aqueles avós zelosos e amorosos, na maravilha da imortalidade dos laços de amizade e amor, entes que nos esperam lá em cima, um lugar, meu irmão, para o qual você eu iremos – é só questão de tempo, fazendo com que a diferença more no que decidimos fazer de nossos dias de prisão na Terra – uns levam uma vida nobre e produtiva; outros, nem tanto. O cabelo disciplinado da moça é tal ordem e garbo, numa mulher com autoestima, que se arruma para sair de casa, no ato de se perfumar, de sair cheiroso de casa, no fascínio das fragrâncias, remetendo a um cavalheiro malicioso, o qual usa perfume de senhoras, achando que isso seja sexy e válido, chic, mas revela-se algo sem sentido – o que você diria de um homem que cheira a Chanel número cinco? A grande montanha nevada é tal opulência natural, como na cidade de Santiago do Chile, aos pés da célebre cordilheira, num país que é uma potência, com bons vinhos, boas nozes, bons azeites e boas cerejas, com suas estações de Esqui, na diversão de crianças em descer de trenó montes de neve, num fenômeno natural tão raro no Brasil, fazendo a alegria de turistas na Serra Gaúcha, num fenômeno que, em excesso, causa transtorno, como nos EUA, e tudo que é em excesso é prejudicial, na noção taoista: Cavalgar pelos campos é bom e excitante, mas vai enlouquecer você se você cavalgar demais! A paisagem aqui é tal majestade, como na estrada Rota do Sol, na Serra Gaúcha, na qual podemos observar os recortes geológicos da serra meridional, numa paisagem tão majestosa, no esforço humano para explorar Marte e ver as paisagens do planeta, no modo como, fora da Terra, o Cosmos odeia o Ser Humano, e temos que ouvir os ecologistas – esta é a nossa única casa! Aqui são dependências de um reino vasto e majestoso, com a altivez do monarca fazendo metáfora com tal beleza e majestade, no peso sobre a cabeça que reina, em responsabilidades de gestor, como tomar atitudes contra desastres naturais, num trabalho seríssimo, sisudo, em esforços para sempre manter a paz, sempre contra a violência e a brutalidade, no homem de Tao, como Jesus, o Príncipe da Paz, pregando o conceito de que Deus não é aquele rei carrancudo e desconfiado, mas um Pai de Amor incondicional, na infinitude sobre a qual escrevemos nossas vidas, nesse poder inconcebível no qual nunca findaremos – não é poder demais? Podemos ouvir aqui o zunido dos motores do veículo, em privilégios como os da primeira classe, longe dos motores do avião, tomando vinhos finos e recebendo tratamento de rei, em companhias aéreas como a Emirates, na qual o passageiro se sente um rei.
Referências bibliográficas:
Bo Bartlett. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 20 ago. 2025.
Paintings. Disponível em: <www.bobartlett.com>. Acesso em: 20 ago. 2025.






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