De volta das férias. Falo pela décima oitava vez sobre o pintor realista modernista americano Bo Bartlett. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, Eliot em Chaddsford. Aqui é um abandono e uma solidão, desolação, como um tio meu, o qual foi à praia no inverno, e disse que era deprimente, com uma praia erma e cinzenta, fria, no modo como são deprimentes longos invernos escandinavos, numa certa canção pop famosa, dizendo sonhar com o dourado sol californiano em meio a um dia desolador de inverno, como um professor que tive, o qual, ainda gurizote, quis ser ratão de praia em Florianópolis, mas se desiludiu quando o verão passou e todas as pessoas voltaram para suas vidas – a Vida não é só verão! Aqui é o medo de abandono que a pessoa borderline tem, como uma pessoa border que conheci, aquela pessoa que vivia no limiar, sempre com os nervos à flor da pele, sempre preocupada com a família, querendo diariamente saber como estavam, se estavam a salvo em casa. A solidão é como numa canção do deus David Bowie, numa pessoa num labirinto, perdida e solitária, num submundo, cheio de tolos sinais auspiciosos e ilusões, numa pessoa pouco centrada, como uma certa pessoa, numa desolação que já dura décadas, ou algo perto disso, uma pessoa já na casa dos cinquenta anos de idade, perdendo tempo com autocomiseração, e cinquenta é uma idade para já estarmos bem resolvidos na Vida, longe de conflitos de adolescente; longe de revoltas. A jaqueta vermelha é o ardor da Vida, numa pessoa que quer viver. É como a capa rubra dos excelentes e devidamente oscarizados figurinos da grande produção Drácula de Bram Stoker, num homem que se revolta contra a Igreja, refugiando-se nas trevas, na metáfora do sociopata, sugando as almas de pessoas masoquistas, como um sociopata certa vez em assediou, querendo, simplesmente, mandar em mim, e eu o mandei à merda, com o perdão do termo chulo, como na recomendação em O Silêncio dos Inocentes – nunca dê informações pessoais a um sociopata, nessa capacidade que o sociopata tem em manipular ardilosamente as pessoas, brincando com as vidas destas, pessoas malévolas as quais temos que mandar para longe de nossas vidas, como me disse uma grande amiga psicóloga: Sociopatas são algo que encontramos em qualquer lugar, até mesmo no prédio em que moramos, e até mesmo em nossas próprias famílias ou círculos sociais. O gorro é a proteção e o resguardo, num dia frio de inverno, como nas inclementes frentes frias chegam ao Sul do Brasil, atraindo visitantes para Gramado, pessoas que querem, exatamente, passar frio, quiçá vendo uma bela e rara neve. A lata ao fundo fumegando é uma consolação, como numa casa seca, com lareira, nos fortes invernos úmidos ingleses, naquele frio úmido que “penetra nos ossos”, com os ingleses pálidos, com poucos dias de Sol, num fog que pode ser tão deprimente, num sentimento de solidão. O menino nos encara, como no menininho ao início do clássico Cidadão Kaine, no menino que é inclementemente arrancado de seu paraíso de infância, alienado de seu querido trenó Rosebud, numa época em que a Vida era mais simples, num Kaine que, no leito de morte, evoca o amado brinquedo, na simplicidade das crianças, contentando-se com pouco, sem as exigências e critérios os adultos, no conceito cristão de que o Reino dos Céus é das criancinhas, pois a criança traz um residual do Plano Superior, o glorioso lugar em que estamos cercados de amigos, nos versos de uma certa canção: “Sonhei que as pessoas eram boas num mundo de amor, e acordei neste mundo marginal!”. É a questão de pessoas que não querem nos enganar ou explorar, no caminho capital do apuro moral, no modo como há tantas pessoas de má fé, sempre querendo adquirir vantagens, como um certo sociopata, o qual foi ao aniversário da neta não por amar esta, mas por se tratar de uma festa num clube exclusivo e diferenciado – é um horror, numa enorme insensibilidade destrutiva. A jaqueta vermelha é um sinal de esperança e volta por cima, como na menininha de vermelho no clássico A Lista de Schindler, no impacto da cena de cadáveres queimados, tudo por causa da diabólica inteligência de um sociopata, uma pessoa realmente sem apuro moral – viste como apuro moral é importante?
Acima, Enseada de sereia. O reflexo é a queda de Narciso, numa pessoa a qual simplesmente se acha Deus, numa perfeição, no Narciso se afogando na água traiçoeira. A areia molhada é a gloriosa sensação de se caminhar na beiramar, com os pés banhados pela água, no modo como o litoral no verão atrai tantas pessoas, numa deliciosa sensação de liberdade, de simplicidade, de chinelos Havaianas, como no traço cultural do salvadorenho, passeando de chinelos nos melhores shoppings da cidade, algo talvez impensável na região Sul do Brasil, com um segurança barrando a entrada no shopping de pessoas como chinelos, no termo “sandálias da humildade”, e não é insuportável uma pessoa arrogante? Bartlett gosta de modelos que encaram o espectador, talvez provocando e atiçando este, no papel da Arte em nos interpelar como seres pensantes, com inteligência emocional, no modo como Tao é uma filosofia que só pode ser entendida instintivamente, bloqueada para sociopatas, os quais definitivamente carecem de tal inteligência emocional, apenas com inteligência fria e esquemática. O barco branco é a paz, numa orla pacífica e deliciosa, como no fim do filmão Contato, numa orla tão doce e prazerosa, num lugar em que, com todas as nossas forças, queremos ficar, como eu certa vez, ainda criança, acordei querendo, com todo meu coração, ficar em tal lugar prazeroso, mas não pude, pois o dia raiou e a obrigação escolar chamava, no siso de se acordar em manhãs geladas de inverno, deixando de ouvir o coração para ouvir a fria cabeça, no caminho espírita da mortificação, deixando de ouvir os traiçoeiros conselhos do coração, ouvindo, então, a cabeça, como numa médium espírita, minha amiga, a qual disse bloquear dentro de si tais sinais traiçoeiros do coração, no modo como, quando nos guiamos puramente pelo coração, tomamos no cu, com o perdão do termo chulo, pois o coração nos faz sofrer, como nas canções sertanejas de sofrência, como uma certa pessoa que conheci, a qual se deixava levar pelo coração, sofrendo, assim, o Diabo a quatro. Uma das moças está alheia a nós, olhando para trás, negando o espectador. Seu vestido vermelho é a Vida, a força da Vida, na seiva que corre nas plantas, em vias de uma urbe vibrante, com vias movimentadas, em urbes tão infernais como São Paulo, uma cidade a qual, em dias úteis, é uma sucursal do inferno, ao contrário de sábados, domingos e feriado, quando Sampa é um retrato do Éden, numa cidade de abismos sociais tão brasileiros, reunindo o Primeiro e o Quarto Mundo. Aqui é um cenário de quietude e placidez, como no título de um dos álbuns da deusa jazzista Diana Krall, o Turn up the quiet, ou seja, algo como Ative a quietude, na sabedoria da pessoa em viver em paz e quietude, numa artista tão discreta e reservada, longe dos auspícios tolinhos do frívolo mundo das celebridades, mundo desprezado pelo diretor intelectual Woody Allen, num filme que mostra o lado nojento das celebridades, como no personagem de Leonardo DiCaprio, destruindo uma suíte de hotel e sendo amplamente perdoado pelo gerente, numa asquerosa massagem de ego, em pessoas narcisistas, que só sabem falar de si mesmas, eternamente dando uma entrevista, como tive a oportunidade de certa vez jantar com uma certa estrela atriz, e era impressionante – a mulher só sabia falar de si mesma, ou seja, uma pessoa de papo desinteressante e vazio, no oposto caminho das pessoas humildes e interessantes. Podemos sentir aqui a doce brisa, em algo brando, como na branda fada Glenda, do superclássico O Mágico de Oz, gentil e doce, num doce chuvisco que rega a terra, como nas temperaturas do Plano Superior: Dias agradáveis e noites amenas, numa eterna Festa da Uva, numa rainha regendo a cidade espiritual, como rosas sem espinhos, no lugar que é o Éden para os que trabalham ou estudam, pois fora da produtividade não há salvação, pois como posso tirar o chapéu para uma pessoa improdutiva? A Vida não cobra sério? A canoa é a simplicidade de uma tigela, atraindo com seu magnetismo vazio, numa sensação de organização, no prazer de se estar numa casa recém limpa, na limpeza impecável das cidades metafísicas.
Acima, Escola das Américas. Aqui pode ser a consequência de uma bomba, numa destruição tão cruel, como no infeliz indivíduo que jogou a bomba atômica sobre Hiroshima, ficando psiquicamente sequelado, como no rapaz que presta serviço militar, arrancado de seu lar, no modo como quartel é qualquer coisa, menos um lar, num rapaz o qual, ao voltar do serviço militar e reinserir-se na sociedade, não consegue se ressocializar totalmente, ficando sequelado – é um horror, nessa crueldade natural do Ser Humano, como queimar pessoa vivas em fogueiras, dizendo agir em nome de Jesus, mas fazendo coisas que Ele JAMAIS faria. Aqui é como numa intimidade de num lar, como numa cena de um filme da poderosa franquia Alien, na personagem se jogando no meio de monstros alienígenas, sentindo-se tão à vontade e em casa, num nível de intimidade, como numa certa cruel mulher, arrancando de um homem a vida em família que este tinha, deixando-o “nu”, tal como arrancar uma cenoura da horta, talvez uma mulher com a cabeça poluída pela comadre sociopata que tinha, fazendo exatamente o que não se pode fazer, que é se abrir para um sociopata. Aqui é um torpor, como na obraprima de Botticelli, com Marte entorpecido perante Vênus, na recomendação taoista: Entenda a força e o impulso do Yang, do masculino, mas seja mais Yin dentro de si mesmo, mais feminino, na sensação gostosa de se estar em casa, nas falas de uma certa peça teatral com o deus comediante Ney Latorraca: “Casa é uma delícia! Que delícia que é casa!”. Aqui é como num clube reunindo sócios em torno da piscina, numa comunhão, numa irmandade, num sharing, num compartilhamento, como numa agência de Propaganda, com todos dividindo o mérito, com várias cabeças sobre uma só questão, nas chamadas branstorms, “surubas” mentais nas quais as ideias podem se formar, com cada um falando o que pensa, num trabalho tribal, coletivo em torno de um conceito. Aqui é como num videoclipe da estrela pop Kylie Minogue, com pessoas deitadas na beira da piscina, num doce dia de verão, na doçura de verão com brincadeiras com os amigos, em momentos em que a vida é simples, nas palavras de uma querida amiga minha de adolescência: “Éramos felizes e sabíamos!”, no modo como os amigos são o ouro da Vida, remetendo a um rapaz que conheci no Ensino Fundamental, uma pessoa que tinha grande dificuldade de fazer amigos e socializar-se, vagando solitário pelo pátio do colégio no momento do intervalo, sendo uma pessoa mal vista e mal quista. Aqui é como no momento de repouso das donzelas em ...E o vento levou, com a moças com a obrigação de sestear, enquanto s homens se reuniam para falar de assuntos importantes, num machismo incrível, tolhendo a sexualidade feminina, como na donzela Arwen, de Tolkien, entregue pura e casta ao marido, no pai ao pensar no nascimento da própria filha: “Esta vou guardar debaixo de sete chaves!”, como nos filmes pornôs, nos quais apenas ao homem é permitido ter orgasmo. É como no fim do filmão Thelma e Louise, no final feminista das mulheres escapando de tal patriarcado, com a tela branca encerrando a película, numa mensagem de esperança e libertação, em ícones redentores como Chanel, libertando a mulher, numa revolução estilística, no conceito de que o acessório não vale pelo valor financeiro, mas pelo efeito que produz, na simplicidade de uma mulher com flores no cabelo, com pouco e nenhum custo financeiro. Aqui é o glorioso momento em que a criança pequeninha engata no sono e deixa os pais em paz, numa paz tão frágil, no encargo enorme de se criar um bebê, na responsabilidade de se ter prole no Mundo, nas sábias palavras de um certo senhor a mim: “Se quiseres permanecer com a tua vida do jeito que ela é, não tenha filhos!”. Aqui é como no filme gaúcho Anahy de Las Missiones, com uma família encontrando despojos entre os mortos no conflito da Guerra dos Farrapos, um filme que nos traz a mensagem de que nada no Mundo é para sempre, numa atriz protagonista, Aracy Esteves, a qual tive a dourada oportunidade de elogiar pessoalmente certa vez em Porto Alegre.
Acima, Escola de etiqueta. Aqui é a disciplina, o lado áspero do trabalho, na noção de que não há trabalho que seja 100% prazer, pois fácil e difícil são faces do mesmo labor, como disse o escritor Moacyr Scliar em entrevista: “Tenho que ter a disciplina para sentar e produzir!”. Aqui são as boas maneiras sociais, numa cobrança por bom comportamento, como em cadernos de caligrafia, exigindo do aluno uma letra perfeita, algo que, ao menos comigo, nunca funcionou, pois, mesmo escrevendo em tais cadernos, minha caligrafia segue tosca e feia, muito longe daquela caligrafia perfeita de professora. O livro na cabeça é o equilíbrio, como numa fria equação, no modo como a Matemática é bela e divertida, fria, na fria razão que serve para deixar o coração tranquilo, como num consultório de psicoterapeuta, colocando-nos as coisas da forma mais fria possível, no caminho espírita da mortificação, quando bloqueio meu coração contra coisas que podem me fazer sofrer, e, quem se deixa guiar somente pelo coração, sofre e toma no cu, como o perdão do termo chulo, pois, se Deus nos deu uma caixa cerebral, é porque devemos usá-la. A menininha ao centro parece feliz, contente, pouco aborrecida com tal cobrança de disciplina, naqueles alunos aplicados, que enchem o professor de orgulho, dando razão à vida docente, como uma colega que tive no colégio, uma menina cujo sonho era gabaritar todas as disciplinas, uma menina com o semblante seríssimo quando recebia a prova corrigida e não tirava nota dez, talvez vindo de uma encarnação anterior na qual vivera ao sabor do vento, sem se centrar, uma moça que hoje é médica, numa vida disciplinada, no modo como não se pode viver ao sabor do vento, e cada pessoa tem que se centrar de alguma forma, com seriedade, na sedução do sociopata, os quais nos seduzem para uma vida de aventuras, como num episódio de Friends, quando Mônica entra no canto sedutor de uma sociopata, numa questão muito simples: Quando a aranha tece sua teia, tudo o que eu, mosca, tenho que fazer é manter distância, ou seja, não se relacionar. O chão em xadrez é a ludicidade, em jogos em tardes em casa com amigos, como salões de jogos em hotéis, seduzindo a meninada, no modo como o videogame ganhou o Mundo, desde o primário Atari nos anos 1980 até formas extremamente sofisticadas, num infindável caminho de aprimoramento, com jogos novos lançados anualmente, num hábito que pode virar um certo vício, como um certo rapazinho, o qual, em pleno dia de verão ensolarado com amigos na Rua, preferia passar o dia inteiro num quarto escuro jogando os games eletrônicos, exigindo dos pais e responsáveis medidas duras em nome da qualidade de vida da criança, no modo como a criança, no fundo, gosta de receber limites, pois estes dão a sensação de lar, proteção e invólucro, como na casa de uma certa psicóloga, com regras rígidas dentro do lar. O menininho ensaia uma dança com uma mulher mais velha, no momento de interação social, como na menina debutante, desinteressando-se pelas bonecas e abraçando a vida social, na infância ficando para trás, com os sexos se atraindo, a salvo em casos de homossexualidade, é claro, em toda a dureza da sociedade heterocentrada, na qual homossexualidade é sinônimo de doença. Aqui são como as menininhas de Renoir no MASP, no advento transgressor do Impressionismo, no modo como a Arte, com suas vogues, suas ondas de renovação, no advento modernista sobre a arte clássica de nomes clássicos acadêmicos como Pedro Américo, nos versos imortais de Elis: “É você que é mal passado e que não vê que o novo sempre vem!”, como no cenário pop, em novos nomes como Gaga, com cada geração com seus ídolos, como a geração de meus pais; a geração Elis Regina. A etiqueta é a cobrança, num bom professor, que cobra sério, como uma professora de Filosofia que tive, dura, mas maravilhosa, na única cadeira de minha faculdade em que quase rodei, e o que me salvou foi o Taoismo, quando mostrei à professora que há todo um ramo oriental de Filosofia, na universalidade do Ser Humano, em caminho diferentes que levam ao mesmo destino, que é Tao.
Acima, Estivadores. As estruturas ao fundo são o desenvolvimento, na riqueza de certas nações. É como no parque eólico gaúcho na estrada Freeway, que liga a capital gaúcha ao litoral norte do estado, nessas energias limpas, como a elétrica, em ativistas ambientais como Leonardo DiCaprio, na noção de que a Terra é nossa única morada, e que o Ser Humano não tem para onde ir, ou seja, temos que cuidar de nossa casa, em eventos mundiais sobre a crise climática, pois, fora da Terra, o Cosmos é absolutamente hostil ao Ser Humano, como no início do filme tecnicamente impecável Gravidade: “A Vida é impossível no espaço”. O homem velho e o rapaz são a passagem do tempo, no inevitável envelhecimento, no modo como a passagem do tempo nos afeta, e todos envelhecemos, até os grandes astros de Hollywood, como disse certa vez Barbra Streisand: “No Showbusiness, nós envelhecemos publicamente!”. Os módulos coloridos são a organização da Vida em Sociedade, numa cidade organizada e planejada, no modo humano social de impor ordem ao caos, com ruas com regras de trânsito, exigindo respeito ao cidadão, como no clássico Pássaros, na ordem apolínea sendo destroçada pelo caos dos animais, no ponto decisivo de desenvolvimento humano, impondo a ordem ao caos, com regras de convivência social, em medidas básicas como respeitar o pedestre na faixa de pedestres, em nações tão limpas e ricas como o Japão, com cidadãos polidos e limpos, num país apolíneo, com uma elegante e impecável bandeira nacional, clean, simples, majestosa, no caminho da simplicidade, na noção taoista de que as pessoas têm que aprender a simplicidade por si mesmas, num caminho autodidata, no modo como não há livro ou faculdade que nos ensine a brilhar, num caminho instintivo, como uma certa popstar, a qual veio do nada e conquistou o Mundo, num caminho instintivo, como Gisele, nascendo numa cidadezinha anônima, conquistando o Mundo, com seus célebres cabelos ondulados sendo imitados, há muitos anos, pelas mulheres no Mundo inteirinho, numa Gisele de tal brilho colossal e monstruoso, na noção taoista de que a pessoa de Tao conquista o Mundo, e ninguém se dá conta, em brilhos que, de tão raros, são tratados como fenômeno, e como uma pessoa de Tao se sente? Como uma tesoura cega, no caminho da humildade, pois a arrogância precede a queda, e quem é metido e arrogante toma no cu, com o perdão do termo chulo, como um certo senhor ex-prefeito, arrogante, um autocrata que simplesmente não conversava com assessores ou pessoas próximas, um senhor que acabou impichado, com direitos caçados por anos, e só damos valor à liberdade quando a perdemos, e não é um horror estar preso? Creio que sim. Aqui são como extrações petrolíferas, no sangue negro da terra, no império dos petroleiros asiáticos, no Oriente Médio, exportando para o Mundo todo, em barões petrolíferos que temem o advento das energias limpas, pois isso ameaçaria o império do petróleo em tal parte do Mundo, no modo como a Humanidade está ainda muito dependente de combustíveis fósseis, como no petróleo brasileiro em altomar, em problemas como o descarte do lixo plástico, num Mundo ainda muito dependente do plástico. O senhor de branco é a paz consigo mesmo, num caminho de serenidade, numa pessoa madura e bem resolvida, deixando para trás conflitos de juventude, pois a idade é para nos trazer estabilidade. O rapaz de preto é o luto, o siso, a seriedade de um funeral, um evento social o qual, apesar de sério e pesaroso, é uma boa oportunidade de se reverem amigos e família, no modo espírita de lidar de forma arejada com o desencarne de uma pessoa, aceitando a finitude do corpo carnal, na orientação taoista: Se teu corpo morrer, não tem problema! Então, vamos ao glorioso Plano Superior, no qual não há desemprego, com trabalhos bons, que exigem de nossa cabeça, num lugar que é um paraíso aos que gostam de trabalhar ou estudar, numa agenda social cheia de eventos lindos.
Acima, Fidelidade. Aqui é o sonho da criança de ter superpoderes e voar como um super-herói, na doce época em que trazemos todo um residual do Plano Superior, na doce inocência infantil, na simplicidade, como disse certa vez um senhor, o qual presenteou o filho com um pomposo brinquedo, e o filho se divertiu mais com a fita que embrulhava o presente, no caminho de se contentar com pouco, como uma pessoa feliz com seu cônjuge, apesar dos defeitos deste, como uma certa senhora já viúva, a qual aturou com mais de meio século um marido fumante – não é perfeito, mas é meu marido e eu o amo! É como estar contente com seu lugar de moradia, pois não há morada perfeita, no sentido da pessoa estar contente com o que tem. Os olhos fechados são o sonho, num doce episódio do seriado Chaves, com o menino pobre sonhando com uma grande brinquedoteca, cheia de carrinhos, bolas e bonecos, um menino que acordou de tal sonho e teve que se contentar com seu simples brinquedo improvisado, pobre, chegando o glorioso dia de desencarne, como no funeral da senhora minha avó paterna, no qual respirava-se o clima de missão cumprida, numa senhora absolutamente consciente de seu próprio desencarne, na energia da pessoa, nas saudades que temos de tais entes queridos, entes que nos esperam lá em cima, no plano maravilhoso no qual há saúde completa, no caminho do amor incondicional, leve, desapegado, fresquinho, na perspectiva de que teremos a Eternidade inteira para nos relacionarmos com tais entes, como uma pessoa sociopata que conheci, a qual passará por muitas encarnações, depurar-se-á e tornar-se-á um grande espírito de luz, no caminho do crescimento inevitável, no glorioso modo como ninguém está no Umbral para sempre, pois só o Céu é eterno, neste poder imensurável da Vida Eterna, no modo como jamais findaremos, e Deus é isso, é o infinito, um poder grande demais para a pobre compreensão humana. O menino listrado é como um farol guiando navegadores, no papel de líder em guiar o povo, num líder de Tao, no qual o povo confia, o qual o povo ama, num homem o qual, apesar de poderoso, mantém-se simples, tomando o mesmo tipo de café de seus súditos, e assistindo ao mesmo canais de TV os quais os súditos assistem, na noção de não só contemplarmos os palácios, mas contemplarmos a Natureza, com campos e florestas que vestem roupas maravilhosas, como nas terras virgens americanas defloradas pelo descobridor europeu, fascinando a Europa com relatos exóticos e inusitados, como em tribos amazônicas canibais, num estágio primitivo de evolução humana, pois o apuro moral é o sentido de tudo, pois se quero enganar você, não sou seu amigo, e a amizade é o ouro da Vida, como na doce sensação de tempos de pré-escola, quando estamos cercados de tais amigos – como a infância e seus brinquedos são doces! O menininho aqui ergue a mão como num sinal para atender à chamada na aula do professor, como eu na minha faculdade, ávido por estudar e dar sentido à minha própria vida, partindo em busca do tempo perdido, num tempo remoto em que abandonei os estudos, cometendo, assim, um erro enorme, nas palavras de um certo senhor, o qual também subestimou a importância de fechar o ciclo e formar-se na faculdade: “Como eu gostaria de voltar a estudar!”. E é uma delícia esforçar-se para se fazerem muito bem feitos os trabalhos que o professor exige, em quatro anos muito gratos de minha vida, numa sensação de encerrar um ciclo e concretizar algo, como disse Hebe Camargo em entrevista: “Como eu gostaria de ter tido a oportunidade de estudar!”. Os olhos fechados são a concentração em algo, num empenho, numa pessoa envolvida no trabalho, como um certo senhor, o qual trabalhava, mas são era workaholic, ou seja, respeitava a si mesmo, tendo, assim, deslanchado profissionalmente, ao contrário de outro certo senhor, um workaholic que não se dava ao respeito, fracassando profissionalmente, no caminho da pessoa ter autoestima e não se submeter a degradantes estilos de vida. Aqui o menininho encara uma responsabilidade, crescendo desde muito cedo, como o Kevin de Esqueceram de Mim, sendo o homem da casa.
Referências bibliográficas:
Bo Bartlett. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 20 ago. 2025.
Paintings. Disponível em: <www.bobartlett.com>. Acesso em: 20 ago. 2025.





