quarta-feira, 8 de julho de 2026

Akira Aqui (Parte 5 de 7)

 

 

Falo pela quinta vez sobre o pintor japonês Akira Ikezoe. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Futuro Primitivo VI. A prancha é tal belo esporte – o surf. Além de belo, é também muito conectado à Natureza, como me disse certa vez um rapaz, o qual queria se mudar para Florianópolis para ter um fábrica de pranchas, num trabalho artesanal, nas mãos dedicadas do artesão, calejadas, numa ocupação, ao contrário de pessoas ociosas, que nada fazem de seus dias na Terra, como uma certa senhora, rica e, ao mesmo tempo, miserável, e como posso tirar o chapéu para uma pessoa que não faz merda alguma, com o perdão do termo chulo? A mesa é a elegância do lar, num bom decorador, montando ambientes de sonhos, no prazer de se estar em casa, no prazer Yin do recolhimento, na recomendação taoista: Entenda a força e a credibilidade do Yang, mas seja mais Yin dentro de si mesmo, na metáfora do Super Homem, no pacato Clark Kent que se transforma em tal homem poderoso: Seja pacato e serás um gigante! Vemos um vaso “gordinho”, no receptáculo feminino de Galadriel em contraste com os rudes pés masculinos de Frodo, na capacidade de um diretor em transformar livros em filmes, como um certo senhor, o qual vivenciou que o sucesso é um amante infiel, um senhor que obteve muito sucesso com um determinado trabalho, nunca mais tendo, até o final da carreira, outro sucesso igual, como no famoso álbum Duets, de Sinatra com outros grandes astros, um sucesso total, fracassando retumbantemente o álbum posterior, o Duets II, ou como na primeira Playboy de Galisteu, ouro total, sucesso avassalador, fracassando a segunda Playboy dela, anos depois, nesse amante infiel que é o sucesso, fazendo do sucesso uma merda, com o perdão do termo chulo, fazendo do sucesso tal problema, como o diretor Walter Salles, o qual tem o enorme desafio de superar seu recente Oscar. Vemos uma forma como uma borboleta, num símbolo de graça, delicadeza e feminilidade, beleza, na magia de borboletas coloridas, num cio de primavera, nas borboletas ensandecidas entre as flores, nos versos de uma canção de Marisa Monte sobre uma borboleta: “Vivo no meio das flores procurando quem me queira!”. Vemos uma luminária, numa ideia feliz, numa ideia de artista ou publicitário, em alguém sendo feliz ao desenvolver um conceito, numa profissão simbolizada pela lâmpada, numa pessoa sendo feliz em ter ideias, como num bom compositor, tecendo uma canção bela, em gênios como Jobim, tecendo o icônico álbum com a suprema Elis, juntando dois monstros sagrados da MPB – não tem como dar errado! Vemos um vaso sem vida, infeliz, infértil, como um homem estéril, que não pode ter filhos biológicos, como um certo senhor de Hollywood, o qual já tentou ter filhos biológicos com várias mulheres, vendo-se obrigado a adotar, num ato nobre, acolhendo uma criança de pouca sorte, a qual veio ao Mundo sem pais. Na base do quadro, uma folhagem exuberante, como nos cabelos ralos do personagem Cebolinha, na magia do universo infantil de Mauricio de Souza, um gênio brasileiro, tanto conquistando as crianças da nação, nesse dom de se conversar com os infantes. Vemos uma planta altíssima, luxuriante, como uma palmeira sexy de Beverly Hills, como uma pluma exótica e exuberante, como no clipe Vogue de Madonna, um clipe chic, sofisticado e elegante, com plumas revelando a beleza refinada e aristocrática, no termo “atitude”, que é ser marcante, na incumbência do popstar em ter tal atitude, destacando-se a nível mundial, como Lady Gaga, uma bomba atômica de atitude, no seu famoso vestido de pedaços de carne, no caminho da simplicidade: Atitude não é sinônimo de gastar fortunas em trajes, no caminho da simplicidade, o mais elevado grau de sofisticação. Vemos um vasinho pequeno com formas circulares, como ovas de um inseto ou peixe, remetendo à cara iguaria que é o caviar, sem eu querer aqui ser blasé: Caviar tem gosto de peixe podre. Vemos na base um pau nu, como no pau fálico do monumento dos irmãos Bertussi, na zona rural de Caxias do Sul, ícones da música tradicionalista gaúcha, no formato abrasivo piramidal, na agressividade de uma Elizabeth I, encarando a então toda poderosa Espanha, nesses talentos estadistas. Vemos aqui tudo disposto de forma harmônica, como numa decoração do lar, ou numa coleção de museu, com tudo catalogado, ao contrário do caos de casas de acumuladores compulsivos.

 


Acima, Futuro Primitivo VII. O fundo é quente, como nas cores vibrantes dos anos 1970, no advento da foto colorida, num antigo anúncio de filme fotográfico, com pessoas vestidas cada uma de uma cor, nos versos de Janis Joplin: “Ó Senhor, não vais comprar para mim um televisão a cores?”. É o galgar das novas tecnologia, como para a minha geração, que foi criança nos anos 1980, em plena era analógica, uma geração que fica perplexa com os avanços contemporâneos, com tudo sendo feito a partir dos dispositivos móveis, sepultando as máquinas de foto e as máquinas de filmar, na incrível era da IA, como na perfeição de um certo anúncio publicitário, fazendo a cantora Maria Rita interagir com sua mãe Elis! Vemos um pau torto, numa reverência, numa humildade, na humildade das pessoas elegantes, e não é insuportável uma pessoa arrogante, que se acha imune a erros? É como uma certa senhora – só ela sabia hora certa de fazer piadas e só as piadas dela eram engraçadas, nessas pessoas que se acham perfeitas. Vemos uma forma que parece ser um receptáculo, como em água acumulada em folhas de plantas, num cenário propenso à Vida, a qual é o nervo da Arte, no mistério que é a Vida, num coração que bate sem sabermos o porquê, no mistério que é a Arte, no Ser Humano vendo a si mesmo, como no senso de humor, algo tão humano, na figura do palhaço, na pessoa rindo de si mesma, em gênios humoristas como Chespirito, Jô Soares e Chico Anysio, no dom de fazer rir, ou como na talentosa atriz Ilana Kaplan, cuja peça cômica vi no ano de 1995 em Porto Alegre, numa peça na qual só temos duas coisas para fazer – sentar e rir! Vemos uma estrutura bem delgada e longa, como nos frágeis e elegantes pilares do desenho Os Jetsons, num mundo futurista que faz metáfora com as cidades metafísicas, perfeitas, plácidas e limpas, um mundo de paz onde todos se respeitam, no caminho supremo da amizade: Deus quer que sejamos amigos uns dos outros, ao contrário do talento humano pela desarmonia, a guerra e a raiva, como num raivoso Trump e suas desarmonias globais, um homem embriagado de poder, falando alto e bom tom: “Eu sou o chefe!”, um senhor que vai ter muita dificuldade em “desencarnar” do poder, na opinião de Tolkien: O Ser Humano, acima de tudo, quer poder! Vemos uma forma elegante, com fios se entrelaçando, num talento de arquiteto, num talento de artesão, ou de estilista, desenhando suas formas elegantes, como no filme dos anos 1980 A Garota Rosa Shocking, numa moça pobre de enorme talento de estilista, desenhando roupas lindas a partir de poucos recursos, no caminho da simplicidade, como no mestre Li Mu Bai em O Tigre e o Dragão, mostrando à discípula que se pode fazer muito com um simples graveto, sem necessitar de espadas luxuosas cravejadas de pedras preciosas, na revolução de Chanel, trazendo o conceito de que, num acessório, o que vale é o efeito, e não o preço, numa bijuteria que vale bem menos do que uma joia, como usar flores no cabelo, numa beleza enorme, sem altos custos, numa Chanel que sabia o valor da simplicidade. Vemos uma forma que tem uma base mais gordinha do que a o topo, como num certo prédio no Oriente Médio, com o topo mais delgado, num formato de agulha, de penetração, na figura fálica da espada, ameaçando, num Ser Humano que é um rei que nunca está feliz dentro de seu próprio reino, sempre querendo anexar os lotes vizinhos, no caminho da desarmonia e da inimizade, em vaidosos impérios que ascendem e descendem, como Roma, sendo tudo e, depois, nada, permanecendo a imagem de humildade e de simplicidade de Jesus, a maior mente de todos os tempos, dividindo a História em duas, no poder do pensamento, dos conceitos, no conceito inédito do Reino dos Céus, que é a vitória do fino sobre o grosso; da amizade sobre a inimizade. Aqui é como uma biodiversidade, com seres vivos distintos, ou como numa galeria de personagens de um artista, num panteão, como eu em minha infância, colecionando bonequinhos do universo de He-Man, num panteão colorido, em doces infâncias, como o trenó Rosebud de Cidadão Kane.

 


Acima, Futuro Primitivo VIII. Vemos uma folhagem exuberante, luxuriante, tropical, exótica, na magia de um vento noturno, farfalhando as folhas, num som sensual, num sussurro, num processo intermitente de transformação, como na cena inicial de um filme que deu a Kim Basinger o Oscar de atriz, na diva com um capuz de veludo, virando e produzindo o sutil e discreto farfalhar de veludo, na delícia de se deitar em românticos lençóis de cetim, mas nas palavras de uma certa canção pop: Cetim é romântico, mas a Vida não é só cama! Vemos uma forma que parece ser um fálico foguete espacial, em posição ereta de ejeção, na corrida espacial para ver quem conquista o espaço primeiro, como na corrida na Europa das Navegações, desbravando as Américas, com Espanha, Portugal e Inglaterra concorrendo, numa Europa que se abria aos ventos de renovação da Renascença, no novo que sempre vem, como no posterior advento do Barroco, com cada época com suas características, como estão na moda os cabelos ondulados de Gisele, na moda há mais de década, com mulheres todas ao redor do Mundo imitando tais ondulações, na característica da pessoa de Tao, que é conquistar o Mundo e ninguém se dar conta. Vemos uma estrutura com ventiladores, como num parque eólico, no advento das energias limpas, num esforço ecológico de Leonardo DiCaprio, dirigindo carros elétricos, na ameaça das mudanças climáticas, como dizem ser poluída a grande e suntuosa Pequim, no paradoxo chinês: De jure, uma ditadura comunista; de facto, um país capitalista no qual o cidadão é totalmente livre para empreender. Vemos uma forma que parece ser um espelho, nesse símbolo de feminilidade, como na idosa Rose de Titanic, segurando um espelho que fora seu quando jovem, dizendo divertidamente: “Só o reflexo mudou um pouco!”. O espelho é tal forma de autoestima, como uma professora que tive no Ensino Médio, uma mulher a qual, de manhã bem cedinho, estava perfeitamente arrumada – maquiagem, cabelos, roupas, acessórios, perfume etc. –, uma senhora que provavelmente acordava bem cedo para se arrumar de tal modo, ao contrário de outra professora que tive na mesma época, a qual perdeu a autoestima, saindo de casa de qualquer roupa, com o cabelo de qualquer jeito, remetendo a outra certa senhora, ex primeira dama municipal, uma mulher sempre impecavelmente arrumada, no caminho do gostar de si mesmo. É como na comédia As Patricinhas de Beverly Hills, numa moça que encontrou tal autoestima, arrumando-se. Na porção direita, uma forma como vários braços de um deus hindu, nos atributos divinos, como chamar Jesus como Ele, e não ele, no atributo divino, na universalidade da espiritualidade humana, com caminhos diferentes que levam ao mesmo destino, que é Tao, como não me canso de dizer que somos todos príncipes, filhos do mesmo Rei, tendo que evitar o radicalismo, o qual não é saudável, como até entendo a aversão de Marx pelas religiões, pois nenhuma forma de xiitismo é sábia ou saudável. O vaso é a base, a proveniência, como em vinhos feitos no Vale dos Vinhedos, numa denominação de origem, ou como nos Chocolates de Gramado, em selos de qualidade, como no ponto em que foi proibido que os espumantes de fora da região francesa da Champagne fossem chamados de champagne, na universalidade do álcool, como no saquê japonês, de arroz, como já ouvi dizer: As pessoas não gostam do sabor de álcool; as pessoas gostam do efeito do álcool! Nesta cena, um carpete impecavelmente limpo, no prazer de se estar numa casa recém limpa, perfumada, como no perfume de óleo de peroba, nas elegantes salas metafísicas, com pessoas finas e bonitas, na vitória do fino sobre o grosso, num Ser Humano eternamente equivocado, achando que o grosso é mais válido do que o fino, subestimando, assim, o polido tato diplomático, o qual prima pela paz, pois a Vida sem paz é um inferno. Aqui é como numa mostra industrial, com firmas diversas, variadas, expondo seus produtos, no Brasil do empreendedorismo.

 


Acima, Futuro Primitivo X. O ziguezague é uma regência tortuosa, num homem que não é um homem de Tao, pois um homem de Tao jamais recomendará violência ou guerras, no caminho diplomático do diálogo, num cavalheirismo no fio do bigode, algo tão raro no Mundo, em homens embriagados de poder, num Saddam dizendo energicamente aos subalternos: “Não estou pedindo que você faça isso; eu estou mandando!”. O ziguezague é como uma rua tortuosa de Gramado, tortuosa para possibilitar a descida de veículos com tração animal, numa rua que é ponto turístico da urbe serrana, com vários turistas tirando fotos, nesse talento turístico de tal região do RS, só perdendo em termos turísticos, dentro do Brasil, para o Rio, ou seja, medalha de prata para Gramado, como em disse certa vez um primo meu: “Aqui em Gramado existe toda uma sinergia, com tudo combinando com tudo!”. Vemos uma goleira, um vão, um buraco, na passividade feminina, numa mulher que conquista seu homem, na goleira do futebol, tendo que ser defendida pelo goleiro, remetendo à recente derrota do Brasil na Copa, num Brasil o qual, infelizmente, não é mais o país do Futebol, pois foram-se os tempos em que, nos sorteios de grupos da Copa, ninguém queria pegar o Brasil! Vemos uma planta desproporcional, pequena demais para o vaso, no termo “areia demais para o camihãozinho”, como certa vez numa telenovela da Globo, numa personagem que era uma famosa atriz francesa em passagem pelo Brasil, uma mulher marcante e exuberante, revelando-se demais para um jovem rapaz brasileiro que a namorava, num momento em que tal atriz foi a um evento vestida de smoking de cavalheiro, remetendo a uma certa moça caxiense num baile de gala na cidade, vestida de smoking, transgredindo e marcando assim, marcando profundamente, na capacidade do transgressor em provocar o crescimento e a evolução de uma determinada sociedade, nos versos de uma canção de Carly Simon: “Deixe que os sonhadores acordem a nação!”. Vemos uma forma como uma bandeja apoiando algo, talvez um macarrão, fazendo da bandeja tal praticidade e facilidade, no caminho delicioso da preguicinha: Por que carregar coisas aos poucos se posso fazê-lo por muito menos tempo e muito mais conveniência numa bandeja? É como numa certa rede de hotéis, com uma bandeja para o buffet de café da manhã, ao contrário de outras redes de hotel, quando temos que fazer várias “viagens” do buffet até a nossa mesa. Nessas formas aqui vemos bases, apoios, como ganhar o respaldo de aliados poderosos e influentes, como o diretor Fabio Barreto, o qual apadrinhou uma moça atriz, ajudando esta a obter visualidade no Rio de Janeiro, fazendo aparições públicas com a moça, ao ponto da imprensa carioca achar que se tratava de uma noiva do célebre diretor, fazendo do sucesso tal amante infiel, num Fabio o qual, depois de ser indicado a um Oscar, nunca mais o foi até o fim da vida, na noção taoista de que o sucesso é um problema, pois, quando vem, tem que ser superado, como na atriz Marisa Tomei, a qual não soube sobreviver ao Oscar que ganhou ainda muito jovem – o sucesso é um cu, com o perdão do termo chulo. Vemos uma forma delgada como uma delicada taça de cristal de vinho, na sutileza do brinde, no poder da delicadeza, em contraste com o sociopata, o qual definitivamente carece de tal delicadeza, fazendo do sociopata uma pessoa totalmente fora de tudo que pode ser considerado válido e razoável, numa questão muito simples: Não se relacione com um sociopata, como no clássico O Silêncio dos Inocentes, num diabólico homem manipulador, brincando com a cabeça das pessoas, como uma certa senhora, a qual tinha uma comadre sociopata, com aquela fazendo exatamente o que não se deve fazer, que é dar informações pessoais a um sociopata, uma comadre que acabou por destruir um casamento – não há espaço para amor e amizade num coração podre de sociopata. Akira gosta de formas delgadas, finas, frágeis, delicadas, na polidez do povo japonês, um povo polido e limpo, fazendo de Tóquio a maior cidade do Mundo, como me narrou meu cunhado, in memoriam, dizendo que na capital japonesa há uma avenida do porte de uma avenida Paulista, só que toda de lojas de eletrônicos, ou seja, riqueza.

 


Acima, Futuro Primitivo XI. Vemos uma peneira, uma purificação, uma seleção, como num critério de seleção de candidatos num vestibular, em vestibulares concorridos, como na UFRGS, remetendo a um certo senhor, o qual iniciou o curso de Direito em tal instituição, puramente abandonando o curso para nada fazer no lugar, mergulhando numa desinteressante vidinha de submundo, na máxima “trabalhe ou estude”, fazendo do Plano Superior tal exigência, um plano em que temos que nos manter operantes, na construção da grande carreira espiritual, como uma pessoa de vasto currículo, com várias experiências, como um passaporte cheio de carimbos, numa trajetória de carreira, como um popstar com vários clipes, no termo “penteadeira de puta”, com o perdão do termo chulo. Vemos uma forma que parece ser um polvo, com vários tentáculos, como um deus hindu, remetendo a um certo controverso quadro, com Jesus crucificado, com vários braços de deus hindu, na universalidade da espiritualidade, fazendo de todos nós filhos do mesmo Rei, fazendo das diferenças culturais algo superficial, nos versos de uma canção de Tina Turner: “Realmente não há diferença quando olhamos por baixo da pele!”, no absurdo de se dizer que beagle não é cachorro; sim, é cachorro, remetendo a um certo país, racista, sinto em dizer, em contraste com o Brasil, no qual injúria racial é crime, no feriado nacional de Consciência Negra, remetendo a uma certa senhora carioca que conheci, preconceituosa, microscópica, lançando mão do termo pejorativo “aquela coisa marrom” – é um horror. Vemos uma forma como uma mangueira, no aspecto do pênis para entrar na vagina, pois como Deus pode ter vergonha de algo que Ele mesmo inventou? Remete a uma querida professora freira que tive, a qual dava aulas de Educação Sexual exatamente para neutralizar tal malícia nos jovens alunos, os quais viam graça maliciosa em termo frios e científicos como “pênis” e “testículo”, na figura do Éden, com a folha nas genitálias, abandonando a inocente nudez primordial uterina, em aulas de nu artístico em faculdades de Arte, na beleza do corpo humano, obra de Tao, o artesão que nunca para de atuar, pois se até Ele trabalha, por que você não deve trabalhar também? Vemos uma forma com folhagem nascendo de folhagem, como no brinquedo de bonecas russas, com filha, mãe, neta, avó e bisavó, umas dentro das outras, numa sucessão de gerações, no mesmo amor de uma bisavó a qual, apesar de não termos conhecido em vida, nos ama e nos ilumina lá de cima, no mesmo amor que nossas mães teriam por nossos netos, na imortalidade fabulosa dos vínculos de família, os quais não se dissolvem com o Desencarne, na sobrevivência do nobre e do metafísico, derrotando a morte do corpo físico, na noção taoista de que, se tal corpo carnal morrer, não tem problema! Uma mesinha de centro de sala de estar é tal organização, numa praticidade, com a função de apoiar coisas, em objetos úteis ao dia a dia, na dignidade dos espaços vazios, do nada, do vago, magnetizando assim as coisas, atraindo as coisas, no caminho do homem de Tao, que é inspirar o Mundo, em figuras poderosas como uma Gisele, a princesa do Brasil, uma moça comum, que veio de uma família comum, com sangue comum, tornando-se tal nobre figura, ao contrário de outra moça, de sangue azul, tataraneta da princesa Isabel, mas uma moça que, no frigir dos ovos, é comum – não é engraçado? Vemos aqui uma sutil desorganização, numa desordem mínima e inevitável, num aparelho jogado e desprezado, subestimado, na vitória do subestimado, “vingando-se” e mostrando-se muito útil, na capacidade de mandar uma penca de gente “chupar uma manga”, no delicioso pecadinho capital da ira e da vingança! As formas de Akira são exóticas, diferentes, estranhas, no homem de Tao, o qual é diferente, estranho, adorável, em personagens fascinantes como o monstrinho Gollum, consumido pelo Anel do Poder, como uma pessoa que terá extrema dificuldade de se desapegar de tal poder mundano, o qual no Mundo fica.

 


Acima, Futuro Primitivo XII. Vemos um pedaço de tronco de árvore, na intervenção humana de explorar a Natureza, nos esforços do IBAMA em rastrear madeiras coletadas de forma ilegal, num Brasil tão rico em Natureza, com extração de importantes insumos usados a nível mundial, em parques enormes de garimpo ilegal, na capacidade humana de destruir o natural, no modo como temos que dar ouvidos aos ecologistas, pois a Terra é nosso único lar – o Ser Humano simplesmente não tem para onde ir, num Cosmos o qual, fora da Terra, é hostil à Humanidade. Vemos uma folhagem na forma de coração, no símbolo do amor e da amizade, na incapacidade do sociopata em amar e ser amado, numa pessoa que acaba “enterrada como um cachorro”, na noção taoista de que os que mentem acabam desprezados e rejeitados, como o ex presidente Bill Clinton, o qual está até hoje pagando por ter mentido sobre um caso extraconjugal com a infame Monica Lewinsky, uma moça a qual, sem autoestima, topou ser a fulaninha do presidente, nos versos de uma certa canção pop: “Você fica bem melhor estando sozinha!”. Vemos uma forma como um abanador, como um ventilador de teto, nos ventos minuanos inclementes no pampa gaúcho, derrubando a sensação térmica, como em municípios fronteiriços como Uruguaiana, em um frio de se “congelarem” os ouvidos, no turismo de inverno, atraindo pessoas de regiões mais quentes do Brasil, no fascínio da neve, um fenômeno o qual, de tão raro, vira notícia nacional quando acontece, ao contrário de terras de abundante neve como nos EUA, em dias em que a prefeitura de Nova York orienta o cidadão a não sair de casa, tal a quantidade de neve, numa cidade a qual, no verão, vira um “forno de padaria”, na beleza do baile das estações do ano, no homem de Tao que observa tudo indo e vindo, como nos vinhedos, sendo podados no outono, hibernando no inverno, renascendo em floração na primavera e resultando em fruta no verão. No topo do quadro uma folhagem como na imagem do deus de disco solar egípcio Áton, com vários braços saindo do disco, abençoando o Mundo com luz e calor, Vida, no contundente início do musical da Broadway O Rei Leão, com o poderoso Sol africano nascendo, na luz da Vida, nutrindo o Mundo, nas palavras de Deus no Gênesis: “Faça-se a luz!”. No tronco cortado, vemos uma derivação ou excrescência, na pergunta: Como posso tirar o chapéu para uma pessoa que não faz merda alguma, com o perdão do termo chulo? É na noção de que uma pessoa rica só pode se manter sã se for fazer algum tipo de trabalho, remetendo a uma certa senhora, a qual se acha a rainha de uma comunidade, uma mulher inativa, de vida vazia, preocupando-se principalmente com suas extensões capilares, na ilusão de que existe dignidade na inatividade, como em socialites, fazendo suas pomposas festas, como em festas de uma certa socialite, com bandejas com cocaína circulando entre os convidados, no poder da droga em destruir vidas, como um certo senhor, o qual está condenado a prisão perpétua, um homem que passará o resto de suas décadas de vida numa clínica psiquiátrica, numa devastação sem qualquer chance de reconstrução, um senhor que se perdeu nas drogas, como uma grande amiga minha, a qual começou a andar com uma galerinha barra pesada e começou, por inocente curiosidade, a cheirar cocaína, tornado-se dependente, com tal amiga me dizendo: “Quando você cheira, você se sente o suprassumo!”, na ilusão que a droga vende, no preço após a euforia, que é a depressão pós pico, como um amigo meu narcodependente disse: “Depois de cheirar, você acorda no dia seguinte se sentindo um nada!”. A clareza de Akira nos traz um discernimento, uma diferenciação, como aprender o discernimento entre amigo e conhecido – amigo é uma pessoa com a qual podemos contar, tornando-se um companheiro existencial, que sabe pelo que passamos; conhecido é uma amizade só para a hora da festa e do oba oba, num conhecido que “desaparece” em momentos em que precisamos de um ombro amigo, pois quando ficamos um tempo sem ver tal conhecido e o reencontramos, olhamos nos olhos da pessoa e vemos ali um estranho!

 

Referências bibliográficas:

 

CV. Disponível em: <www.akiraikezoe.com>. Acesso em: 30 mai. 2026.

Paintings. Disponível em: <www.akiraikezoe.com>. Acesso em: 30 mai. 2026.

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