quarta-feira, 9 de setembro de 2026

No mundo da Luna (Parte 1 de 21)

 

 

Falo pela primeira vez sobre artista plástica brasileira Ana Karina Luna. Inicialmente arquiteta, Ana é trilíngue e também escritora, tendo lançado 7 publicações. Fez 11 cursos, 14 mostras coletivas, 8 solo, ganhou 6 prêmios, integrou 11 saraus e 16 eventos, fez 25 palestras e integra coleções pelo Mundo, como nos EUA, Europa e Ásia, além do Brasil, é claro. Radicou-se por mais de década em Seattle, EUA. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, 1973 bounce backs. Aqui é algo fino e sutil discreto, no discernimento taoista: Fino/fraco é forte; grosso/forte é fraco. Mas o Ser Humano eternamente se equivoca, achando valor na raiva bélica, num Trump envolvido em conflitos, havendo tantas outras guerras no Mundo, com inocentes sendo mortos, num desrespeito à Vida, e por que o suicídio é inválido? Porque a Vida é uma dádiva a qual não pode ser jogada fora, sendo o suicídio equivalente à ingratidão de rejeitarmos um presente dado com todo o carinho, numa deselegância, como uma certa senhora, para a qual fiz um favor, o qual não foi muito fácil de ser feito, e tal senhora não gostou do resultado, criticando-me – a ingratidão é uma merda, com o perdão do termo chulo, como na imagem de ingratidão a Jesus no Calvário, tratado com toda a crueldade típica do Ser Humano, como, por exemplo, queimar pessoas vivas em fogueiras, pois, se queres a raiva, prepara-te para a guerra. Aqui é um córrego escorrendo, encontrando um caminho, uma via, uma saída, um êxito, na letra de uma canção de Celine Dion: “O Amor encontrará um jeito!”, não fazendo do Amor algo piegas, mas algo como amizade, e, fora desta, não há salvação, pois adquirir apuro moral é o sentido da existência, pois, se minto, não amo, e, sem Amor, a Vida é uma merda, com o perdão do termo chulo, na figura do sociopata mentiroso, o qual acaba a vida “enterrado como um cachorro”, sem fazer muita falta no Mundo, como um certo sociopata, uma pessoa que mente, mente e mente, desrespeitando a inteligência das pessoas, nas palavras de uma certa psicóloga: “Sem respeito, nada se tem!”, como duas certas socialites, ricas, mas desrespeitadas, e ninguém leva no fundo a sério o robert, a pessoa que quer aparecer por aparecer, sem trazer algo de válido ou positivo, numa vida vazia e improdutiva, como uma certa dondoca fofoqueira e improdutiva, nada fazendo de seus dias aqui na Terra – produz? Sim, produz fezes na privada, só isso. Aqui é um caminho de discrição, numa pessoa reservada, como um certo senhor, o qual já governou um estado brasileiro, um senhor simples, que anda pela cidade de ônibus e conduções públicas, um cidadão, com todas as letras, num caminho de humildade e simplicidade, como um rei simples, no qual o povo deposita respeito e esperanças, ao contrário do czar Romanov, insensível em relação ao povo, deposto pelos comunistas, executado posteriormente, pois um rei tem que ser simples, como no paradigma democrático – o líder é um dos nossos, que escolhemos para nos representar por alguns anos, no ponto positivo brasileiro, um país democrático, na nobre intenção da urna de votação, perante a qual somos iguais, sem diferenças de sexo, cor, raça, classe social, religião etc., no modo como somos todos iguais frente a nosso Pai Divino, o qual nos concebeu com particularidade e perfeição, amando-nos para sempre, fazendo de Deus isso, o infinito, e não é poder demais o fato de que jamais findaremos? Uau. Aqui é um esforço de escrita, na revolução que foi a invenção da escrita, começando a contar o tempo de forma linear, ao contrário de povos pré escrita, nos quais a passagem do tempo é cíclica, sempre voltando ao ponto inicial de recomeço fazendo do fim tal recomeço. Aqui é como uma tripa, um intestino, num processo de digestão, como no processo judicial de se ter o passaporto italiano, no sonho de se viajar pelo Mundo com tal passaporto, especialmente pela União Europeia, no empecilho que é um brasileiro ir aos EUA, pagando por um visto o qual não é lá bem baratinho de se obter. Aqui é como uma exótica luminária, em sonhos de designer, no poder da imaginação humana, em talentos que nos deixam perplexos, como um Michael Jackson, esbanjando tal talento, responsável pelo álbum mais bem vendido de toda a História do Homo Sapiens, no poder do artista em nos unir, nos versos de uma certa canção pop: “A Música une a burguesia e os rebeldes!”.

 


Acima, A cobra na espinha. Aqui é como a espiral do código genético, na decodificação de tal mistério, na ironia genética, que é transmitir características a filhos, naquelas filhas que são a cara da mesma mãe, remetendo ao conceito darwinista de seleção natural, no qual só os mais espertos passam seus genes para a frente, como herbívoros fugindo de carnívoros, na luta pela vida, pela comida, remetendo a pombos em áreas urbanas, adquirindo as cores cinzentas do concreto e do asfalto, fugindo de predadores, na sabedoria do camaleão, invisível para presas e predadores, em metáfora com a sabedoria taoista: Nunca subestime alguém; sempre seja subestimado, no delicioso pecadinho capital da ira e da vingança, mandando uma penca de gente “chupar uma manga”, nas enérgicas palavras de um certo treinador esportivo: “Vocês vão ter que em engolir!”, na necessidade de termos aliados poderosos, que nos ajudem a obter tal respeito, como pessoas influentes, respeitadas, na humildade de aceitarmos ajuda, como a Cinderela obteve uma ajudinha decisiva da Fada Madrinha, no caminho do amor fraternal e incondicional, sem cobranças, que é ajudar e guiar, remetendo ao arrogante, o qual acha que conseguirá tudo sozinho, perecendo, assim, pelo caminho, como um certo cantor, uma pena, pois é um homem de voz talentosa, um senhor que acabou perecendo, embarcando no bote narcisista, no qual a pessoa é autossuficiente, na humildade do se curvar para governar, como uma certa popstar, homenageando outra grande estrela, tendo aquela então crescendo e aparecendo a nível global, no caminho da humildade, ao contrário do arrogante sociopata, o qual, simplesmente, se acha Deus, no caminho da loucura, espíritos andarilhos do Umbral, o plano infernal no qual não temos amigos, numa desolação, como vagar por uma cidade deserta, erma, sem um ombro amigo, remetendo às amizades fúteis, as quais são só para a hora da festa e da diversão, sem serem um ombro amigo de acompanhamento existencial, amigos fúteis que não aplacam em nós o sentimento de solidão. Aqui dois grandes olhos rubros nos fitam, como olhos de alienígenas, nos mistérios do Cosmos, na pergunta que não quer calar, buscando Vida fora da Terra, algo ainda aquém da sapiência humana, com suas humildes sondas pelo sistema solar, numa NASA cara, gastando muitos e muitos dólares para tais empreendimentos, só podendo ser bancados por uma potência tão rica como os EUA, remetendo à corrida espacial da Guerra Fria, nas inevitáveis competitividades da Vida em Sociedade, como cedo na escola, para ver quem tira as melhores notas, em espetáculos de campeonatos nacionais e internacionais, ficando no passado os tempos de glória do Futebol Brasileiro, nos quais, nos sorteios de grupos da Copa, ninguém queria pegar o Brasil, num eterno adiamento do sonho do Hexa. Aqui, os traços de Ana Karina Luna são fortes e impetuosos, apaixonados, numa artista em busca de se expressar para um Mundo tão frio e indiferente, um Mundo que seguidamente subestima e despreza artistas bons, como no reconhecimento póstumo de Van Gogh, um homem que tanto se frustrou em vida, como no triste Oscar póstumo de Heath Ledger, na paixão da Academia de Hollywood por atores que se desfiguram para um papel, abrindo mão da vaidade, na humildade de uma certa senhora, a qual, em momento de indicação a um Oscar, em um momento de evidência profissional tão grande, disse ser uma fodida, com o perdão do termo chulo, na finesse das pessoas modestas, fazendo das pessoas arrogantes algo insuportável e desinteressante. Esta espiral é um processo de envolvimento, de comprometimento, como disse uma senhora à filha, a qual tinha interesse de se candidatar a rainha da Festa da Uva: “Veja bem, ser rainha é um compromisso seríssimo que você assume com as pessoas e com a sociedade, e, como rainha, terá que se dedicar ao máximo, esforçando-se para marcar a história de uma edição da Festa da Uva!”. É o senso de responsabilidade, fazendo que tal menina se torne mulher, como um filho mais velho participando da criação dos irmãos mais novos.

 


Acima, A festa das meninas. Aqui é como a menstruação, no modo como é duro ser mulher, com inclementes cólicas menstruais, na memória que tenho do Ensino Médio, com uma colega chorando de cor, tendo que tomar medicação antiespasmódica, na ilusão de se imaginar que a Vida é perfeita para a mulher, a qual, por exemplo, odeia cantadas agressivas na Rua, na mulher, assim, sentindo-se um lixo, desrespeitada, como certos moleques despeitados, chamando de “bocetuda” uma certa moça, com o perdão do termo chulo, numa frase recente: “Respeite as minas!”, referindo-se, é claro, às mulheres, como em atos agressivos de se chamar de “farol aceso” os mamilos salientes de mulheres sob a roupa, nas insensíveis palavras de um certo sociopata disfarçado de intelectual, dizendo que a mulheres têm a obrigação de aguentar tais agressões – é um horror. Aqui são os vínculos de intimidade, com amigas que passam a menstruar no mesmo ritmo, como em fiéis comadres, íntimas entre si, como na figura do psicoterapeuta, o qual, no frigir dos ovos, é uma comadre bem paga, muito bem paga, no alto custo de psicoterapia, remetendo a uma digníssima senhora psiquiatra, já falecida, a qual levou uma vida centrada e produtiva, auxiliando os que tinham problemas espirituais, desencarnado e voltando ao Céu de cabeça erguida, no clima de missão cumprida, como no velório de uma certa senhora, no qual sentia-se que a falecida tinha a completa noção do próprio desencarne, num clima de missão cumprida, na felicidade dos que fazem que uma encarnação seja produtiva e positiva, numa intensa busca por apuro moral, até o ponto da pessoa odiar mentir, na sabedoria popular de que a mentira tem pernas curtas, pois na Eternidade qualquer mentira cai, fazendo da verdade tal força infinita, na bela frieza dos números, na racionalidade, como na lança fálica de São Jorge, matando o dragão do mal e da malícia e libertando a donzela pura e casta, no modo patriarcal de tolher a sexualidade feminina, fazendo de Maria divina só porque esta nunca transou, num pai dizendo que manterá a própria filha debaixo de sete chaves, entregando esta pura e casta ao marido na Igreja, na cor branca, a contrário da sexualidade masculina, a qual é absolutamente encorajada e estimulada pela Sociedade, no rapaz estreando a vida sexual em prostíbulos, dividindo as mulheres entre santas e putinhas, com o perdão do termo chulo, quando que a mulher não é nem uma, nem outra, na imagem da mulher de jeans e camiseta, no mesmo nível do homem. Aqui é numa casa com várias filhas mulheres, com as irmãs compartilhando as coisas, como roupas, maquiagens e acessórios, nas palavras de uma certa senhora, a qual nunca teve irmãs: “Meu sonho era ter uma irmãs para compartilhar as coisas!”, tendo tal senhora, certa vez na infância, vestido de mulher o irmão mais novo, dizendo a este: “Hoje você vai ser minha irmã!”, um rapaz que acabou virando perfeitamente heterossexual. Aqui é como em grupos de adolescentes, dentro dos quais os membros de vestem mais ou menos da mesma forma, num caminho de identificação, de adequação, de pertencimento, na sabedoria popular do “diga-me com quem andas e dir-te-ei quem és”, como uma certa pessoa, a qual começou a andar com uma galerinha barra pesada, com esta fazendo uso de cocaína, e esta pessoa começou a cheirar só por curiosidade, e acabou se viciando, tendo que baixar hospital psiquiatricamente, na sedução do pó, que é dar sensação, em passageiro pico de euforia, de que o usuário é o “dono do Mundo”, remetendo a um certo senhor que se perdeu nas drogas, condenado a apodrecer o resto de suas décadas de Vida numa clínica psiquiátrica, ou seja, prisão perpétua – é um horror, remetendo a um certa pessoa, a qual está fumando maconha direto, no poder de tal droga em sequelar a pessoa e anuviar o pensamento e o senso crítico desta, apesar da maconha estar descriminalizada no Brasil. Aqui é como um grupo de irmãs herdeiras, como nas filhas herdeiras de Silvio Santos, administrando o SBT, como um certo herdeiro, o qual foi forçado a adquirir o controle sobre as firmas do pai, num Mundo que não tem a sensibilidade de nos perguntar se estamos felizes.

 


Acima, Aguandi. Aqui é como algo alvejado por tiros, na divertida letra de uma canção de Elis: “De tanto levar ‘frechada’ do seu olhar, meu peito até, parece sabe o quê? ‘Táubua’ de tirou ao ‘álvaro’! Não tem mais  onde furar!”, nesse bom gosto fenomenal que a imortal diva tinha para selecionar repertório, em critérios, os quais a pessoa tem que adquirir de forma instintiva e autodidata, como Leo DiCaprio, num bom gosto para selecionar projetos, escolhendo filmes fortes e contundentes, como a crítica teatral Bárbara Heliodora, a qual construiu a reputação de ser foda na hora de criticar peças, com o perdão do termo chulo, tendo sido certa vez expulsa de um teatro no Rio pelo diretor da peça, nesses babados fortes que repercutem. Aqui vemos tentáculos, braços de polvo, em formas de vida exótica, no fascínio que o então selvagem continente americano exerceu sobre a Europa das Navegações, numa corrida entre potências europeias para ver quem chegava primeiro, como na corrida espacial da Guerra Fria, nas inevitáveis competitividades da sociedade, do Ser Humano, em torneios esportivos de altos índices de audiência, com espaços comerciais que custam milhões de reais ou dólares. No topo vemos algo como uma coroação, como nas pomposas coroações de monarcas ingleses, encantando o Mundo com tais altivas tradições, como em casamentos de realeza, transmitidos pela TV pelo Mundo, na universalidade dos rituais humanos, no ritual da noiva entrando de branco, assim como em rituais de casamento em aldeias amazônicas, em ocasiões especiais, como preparar a noiva, no modo indígena de lidar com naturalidade com sexo, no casal recém enlaçado fazendo sexo na frente de todos os membros da tribo, na dificuldade do indígena de compreender a imagem de Nossa Senhora, na dificuldade ocidental de lidar com naturalidade com sexo, castrando a sexualidade feminina, no machismo de fazer da mulher uma moeda de troca, como certa vez numa viagem de um primo meu pelo Oriente Médio, um primo acompanhado da filha, e esse primo foi indagado por um homem se ele, o pai da moça, queria vendê-la, no modo como as próprias mulheres são machistas, como em haréns de faraós, na gritante preconceito: Um homem com várias mulheres, pode; uma mulher com vários homens, não pode. É como em jogos de Futebol das seleções masculina e feminina do Brasil: Para os jogos dos homens, o Brasil para; para os jogos das mulheres, o Brasil não para. Aqui é como um traje ritualístico de festas, em manifestações de cultura popular, a qual vem do povo e a este pertence, na paixão de Ariano Suassuna por tais manifestações populares, como na Festa da Uva, a qual pertence ao cidadão caxiense, com comerciantes enfeitando tematicamente suas vitrines, na comunidade se unindo em torno da rainha, a qual acumula um poder representativo forte e grande, num encargo de responsabilidades junto ao povo da cidade. No centro desta composição de Ana Karina Luna, algo como um redemoinho, com em espirais de galáxias, na imensidão cósmica, muito, muito além da compreensão humana, sendo absolutamente inútil tentar catalogar todas as estrelas e planetas que existem no Cosmos, numa loucura similar a tentar catalogar cada grão de areia que existe no Saara – qual o futuro da Humanidade? Aqui vemos algo como alinhamentos de estrelas e corpos celestes, como num alinhamento de eclipses, encantando o homem primitivo, que achava que o eclipse era uma fenômeno de monstros míticos devorando a Luna, digo, a Lua, na revolução científica, que é dar explicações frias e racionais sobre auspícios, no Mito da Caverna, que é sair da caverna e libertar-se, vendo o Mundo da forma mais clara possível, no modo como o Neo de Matrix passou por tal despertar, por tal revelação da verdade, numa água gelada que purifica, numa pessoa moradora de Rua, sem querer lutar pela Vida, como eu mesmo hoje na Rua, vendo um senhor atirado numa calçada, dormindo, num Deus que quer nos ver lutando pela Vida, pois até Ele é laborioso.

 


Acima, Vormedorê. Aqui vemos algo como uma dança, no modo como as artes estão umas dentro das outras, no casamento entre dança e música, ou entre cinema e música, fazendo da Arte algo que nos faz humanos, sapiens, partindo das artes neolíticas, como pinturas corporais de indígenas em rituais tribais, na universalidade do machismo, que é a figura do cacique, do patriarca, numa “compensação” em relação ao sumo poder da mulher em trazer Vida para o Mundo, nos versos de uma canção de Cher: “É um mundo de homens, mas nada seria sem uma mulher ou garota!”. Aqui é como um animal se contorcendo em cio e libido, como eu vi certa vez uma gata em cio, se retorcendo, louca para transar, no mito de Eva, a libidinosa maliciosa, trazendo ruína ao perfeito Adão, o queridinho de Deus, fazendo da mulher tal ser secundário, com a misógina missão de gerar prole, como num desabafo de Diana, dizendo sentir-se um mero útero reprodutivo a serviço de uma coroa, nesses carismas quilométricos, mágicos, numa morte tão trágica, no infeliz modo como os acidentes de carro são comuns, como eu próprio sofri um grave acidente de carro com minha família, e, se não fosse pelo cinto de segurança, estaríamos mortos, remetendo ao passado, em que tais cintos não eram usados. É tudo para preservar e valorizar a Vida, remetendo a uma exigente professora filósofa que tive, a qual nos perguntava por que não fazemos suicídio coletivo, e eu respondo: A Vida é uma dádiva; um belo curso de aprimoramento e evolução! A Vida não pode ser jogada fora! Aqui é como uma hélice, pás de moinhos, de ventiladores, em ventilações em inclementes dias quentes de verão, no modo como as bipolares extremidades são desinteressantes, sendo muito frio ou muito calor, como no nos extremos ideológicos entre o capitalista liberal Smith e o comunista Marx, na “luta” entre o estado zero e o estado total, havendo a ponderação, o caminho do meio de Keynnes, num estado que interfere de forma discreta na economia, no paradoxo chinês, que é uma perfeita ditadura comunista na qual o cidadão é totalmente livre para empreender, num dos sinais do apodrecimento do comunismo – será que algum dia a China será democrática? Aqui é como um exótico microorganismo, em seres microscópicos, na abrangência da Vida, sempre lutando para viver, no espírito de Marte, o deus guerreiro, no espírito de luta, como uma certa pessoa borderline que conheci, a qual, apesar de ter tal distúrbio, ensinou-me que as coisas não caem do céu, e que temos que batalhar para obter as coisa na Vida, mas uma pessoa a qual, apesar de tanto ter lutado pela Vida, não tinha muito respeito por si mesma, acabando por fracassar e fechar as portas da empresa que abrira, numa derrota amarga e humilhante, nas duras lições de humildade e dignidade que a Vida nos ensina, no modo como o Mundo é dos austeros, dignos e corretos, na sedução do poder do Anel de Tolkien, que é faltar com o necessário apuro moral, o qual é o centro da Vida, seja na Terra, seja no Céu. Aqui é como algo explodindo, como uma bomba atômica, no poder de artista em causar tais comoções, na comoção do clássico Titanic, num final redentor, na imortalidade dos laços de amor e amizade, num nobre manifesto contra a amoral ambição mundana do Ser Humano, o qual quer obter poder e adquirir vantagens em relação a seus companheiros de caminhada, como um certo senhor sociopata, ardiloso, diabólico, com o desejo de destruir tudo e todos, uma personalidade odiosa, maltratando os próprios filhos, forçando estes a fazer escolhas cruéis – é um horror. Aqui é como uma máscara de carnaval veneziano, trazendo, assim, conceito das alegorias carnavalescas brasileiras, no momento de festa em que nos desprendemos do cotidiano para festejar um pouquinho, no modo como no Plano Superior há uma vibrante agenda festiva, na sabedoria popular de que até Deus descansou no sétimo dia, como no laborioso colono italiano no RS, o qual só não trabalhava no domingo porque o padre não permitia!

 


Acima, Vraja. Aqui vemos um peixe, na esperteza de um peixe na água, esquivando-se de predadores, fugidio, rápido, sensível, na universalidade de tal iguaria, pro exemplo na culinária japonesa, em comidas que ganham o Mundo, no modo como a cozinha italiana ganhou o Mundo, no momento em que as especiarias perfumadas do Oriente ganharam a Europa, em rotas de comércio, como no início do episódio IV de Guerra nas Estrelas, falando das rotas de comércio entre sistemas solares de uma mesma galáxia, remetendo às antigas cidades estado, autossuficientes, fechadas para o Mundo, na construção do Império Romano, em rotas ligando o império, como em rotas de correspondências, nos impérios que vão subindo e descendo, nas ambições vaidosas humanas, nos versos de uma certa canção pop: “Todos querem mandar no Mundo!”, como uma certa senhora, a qual se achava simplesmente a rainha de uma cidade, no poder degradante das ambições, na noção taoista: Se você não está o tempo todo querendo, você pode ter paz, na figura do homem de Tao, o qual tem o Mundo exatamente porque não quer ter o Mundo! Aqui são esses tentáculos frequentes na obra de Luna, em medusas, no mito misógino de Medusa, a maldita, feia, tão feia que transformava em pedra qualquer homem que a visse, na malícia dos cabelos de serpentes, em acessos histéricos, como meninos histéricos em shows de divas, em fãs chorando, em fenômenos de boybands, numa fórmula antiga, desde os Beatles, com meninas histéricas, na recomendação a galãs belos de telenovelas da Globo: Nunca vá a shoppings em fins de semana, pois o assédio pode ser violento. É como a fama pode ser tal prisão, como uma Madonna no Rio, “presa” em seu quarto de hotel, impedida de pisar na areia e tomar um banho de mar, nos níveis perigosos da fama, como um Michael Jackson, impedido de sair na Rua em qualquer canto do planeta, como vi certa vez num shopping pessoas assediando o pacato e discreto Luis Fernando Veríssimo, um homem que era alheio a celebrizações e midiatizações; um homem que é meu escritor predileto, escrevendo com clareza e humor. Aqui são como cocozinhos de bichos, no avanço que foi a lei de calçadas limpas, na qual o dono do bicho é obrigado a catar do chão o cocô de seu bicho, tudo pela limpeza, que faz com que fiquemos mentalmente perto das limpíssimas cidades metafísicas, nas funções de prefeito, que é servir o cidadão, nunca descuidando dos parques, das lixeiras e das calçadas. Aqui é como uma cabeleira ao vento, numa sensação de liberdade, como nadar nu no mar, na inocência de nudez uterina, na genitália infantil do Adão de Michelangelo, sem qualquer malícia, na malícia do Pecado Original, com Adão e Eva usando folhas de parreira para tapar a genitália, na malícia do sociopata, totalmente insensível frente a qualquer humanismo, fazendo da alicia ta cegueira, apesar da malícia parecer ser clarividência e lucidez, como um certo sociopata que conheci, uma pessoa de amplo poder de manipulação, e a receita é simples: Não se relacione com sociopatas, como eu próprio tive que extirpar de minha vida um sociopata, e rezo que este seja o único desafeto de minha vida, numa extirpação que se tornou uma medida de segurança, por assim dizer. Aqui são como cabelos afro, com tranças rastafári, na cabeleira de Bob Marley, o rei imortal do Reagge, no caminho complicado da maconha, a qual pode prejudicar a mente do consumidor da erva, como eu gostaria de dizer para uma certa pessoa que fuma maconha, pois, no Brasil, o meio de se adquirir a droga continua sendo via traficante, via bandido, o qual é uma pessoa de má fé que quer burlar a lei para ganhar dinheiro, um traficante que vão desencarnar e dar-se conta da vida vazia que levou na Terra, pedindo perdão a cada pessoa par a qual vendeu droga, no caminho do apuro moral, que é ter classe, Tao, na vitória do fino sobre o grosso. Aqui temos um jogo binário entre cheio de vazio, com bolas cheias e bolas vazias, num carimbo de xilogravura. Aqui temos um trabalho minucioso, com meticulosas bolinhas, como no trabalho de certos artistas, cheios de detalhes, ricos, como nos livros de Onde está Wally?, no personagem se escondendo num mar de informações.

 

Referências bibliográficas:

 

Arte. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.

Curriculum Vitae. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.

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