Olá, queridos amiguinhos leitores! O blog está entrando em férias e volta entre fevereiro e março de 2025. Bom Natal! Bom Reveillon! Bom verão!
quarta-feira, 18 de dezembro de 2024
Vacaciones
quarta-feira, 11 de dezembro de 2024
Rei Artush (Parte 2 de 6)
Falo pela segunda vez sobre o artista armênio Artush Voskanyan. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, Orando para ela. Como Artush é divertido e subliminar! A oração é o momento de introspecção, de reserva, no hábito de se rezar antes de pegar a estrada, pedindo por proteção divina, no modo espírita de rezar Ave Maria e Pai Nosso, como me disse uma professora amiga freira minha: “Nós, os católicos, respeitamos os espíritas!”, pois é a universalidade da espiritualidade humana, no modo de entender o metafísico, o divino, o mental, o espiritual. A mulher insinuada aqui fecha os olhos no momento da oração, remetendo a católicos fervorosos como Maria Tudor, queimando protestantes vivos em fogueiras, numa execução tão cruel, tão desprovida de sentimento ou fraternidade, nessas pessoas “xiitas”, intolerantes, que não entendem que a fé é uma questão pessoal, remetendo a uma certa senhora católica, a qual não gostava dos espíritas, uma senhora que já desencarnou, e eu gostaria de dizer para ela: “Se tu quiseres, podes voltar para a Terra numa nova encarnação; numa nova vida; numa nova missão – viste como os espíritas não estavam errados?”. Como tudo é processo, as religiões também o são, como no “choque térmico” da Reforma Protestante, desafiando um Vaticano todo poderoso, que vinha fortificado pela Idade Média, quando o Vaticano era absolutamente tudo na Europa, em eras em que nem a toda então poderosa Espanha, na Renascença, ousava desafiar o Papa, num Catolicismo que hoje perde fiéis para igrejas como a Universal. Esse mundanismo remete a um vídeo com senhores abocanhando pilhas de dinheiro vivo, no mundanismo do Ser Humano, sempre seduzido pela Sociedade de Consumo, da qual somos todos escravos, como no sistema tirano de Matrix. O homem aqui está numa pose de humildade, numa confissão, no absurdo de termos que nos confessar porque batemos punheta, com o perdão do termo chulo, visto que sexualidade é natural na encarnação, nas influências da matéria, nos gostosos pecadinhos capitais, como existe na minha cidade uma sexshop, com artigos para apimentar as relações amorosas, em atos divertidos como passar talquinho no bumbum do cônjuge – o que há de errado nisso? Vemos aqui uma pia batismal, no ato de se entrar no templo e se benzer, entrando assim puro, no delicioso ritual diário do banho, como na crença espírita, com um espírito desencarnado infeliz, jogado numa poça de lama, fazendo surgir um espírito amigo, que nos estende a mão, levando-nos a um banheiro para nos banhar, num banheiro tão lindo e ensolarado, com os raios de Sol da manhã, na beleza da Terra da Estrela da Manhã, à qual todos pertencemos. É como um chafariz, na água viva que brota sempre, em Tao havendo esta fartura, numa fonte que nunca cessa, no poder implacável da beleza, na vitória do nobre sobre o vulgar, como certa vez na revista Veja, colocando lado a lado duas fotos: De um lado, uma moça meio vulgar, empinando o bumbum; de outra, uma modelo maravilhosa, deslumbrante, fina – de quem você acha que a Veja falou mal? O livro aqui é a revolução da imprensa, na fabricação em massa de livros, na revolução da Tipografia, havendo na Bíblia o livro mais vendido de todos os tempos, nas divertidas palavras de uma cética psiquiatra a uma devota católica em um certo seriado de TV: “Você não tem a capacidade de ler um livro além da Bíblia?”. O homem aqui lembra Jesus Cristo, no momento doloroso da cruz, em que Ele teve a impressão de ter sido abandonado por Deus Pai, talvez num evento do qual Ele, Jesus, sequer se lembra hoje, nosso irmão tão chic e depurado, educado, perfumando, bondoso, agradável, no perfume metafísico dos espíritos depurados moralmente, como diziam que era maravilhoso o perfume comportamental de Chico Xavier, num certo fato: Se sou uma pessoa de comportamento fedorento, não adianta eu usar perfumes finos; se sou uma pessoa de comportamento nobre e fino, o perfume que uso é apenas um realce do que eu exalo espiritualmente. Remete ao sociopata, uma pessoa de um hediondo fedor espiritual, pois quando a “pintura” é ruim, não há “moldura” que a salve. A cabeça abaixada é a humildade, numa pessoa discreta, que vive seus dias pacatos, com produtividade, na sábia figura do Preto Velho, quietinho no seu canto, sábio em sua humildade, só observando os egos ascendendo e descendendo.
Acima, Orgulho. Aqui é a exuberância de fantasias de Carnaval, como um senhor que conheço, um “bicho” de Carnaval, sempre brilhando com suas fantasias, brilhando no baile ou desfile, nos contagiantes tambores, os quais vibram para aludir à fluidez das coisas, do Mundo, num Tao que é um rio que sempre flui, na noção taoista de que as coisas se resolvem por si, como uma certa pessoa, com a qual, anos atrás, eu me desentendi, uma pessoa que resolveu me perdoar, no modo como os ressentimentos não são eternos, e o perdão é o caminho natural da Eternidade, na sabedoria popular de que, com o andar da carroça, as coisas ali dentro vão se sedimentando e arrumando-se, e o perdão não é divino? É a Revolução Cristã, derrubando a lei do “olho por olho, dente por dente”. Obrigado por ter me perdoado, querida amiga! O céu atrás da mulher é um rico e dourado céu de alvorecer, na magia da deusa grega Eos, a deusa da aurora, banhando o Mundo de ouro, remetendo à casa onde morei por muitos anos com minha família, na qual a janela da copa era frente leste, ou seja, tomava-se café da manhã em meio às luzes douradas do espetáculo da aurora, pois digo que a Aurora é a filha do Sonho: Antes, tenho que sonhar, quando durmo, e depois desperto nas luzes da manhã para concretizar o sonho, havendo no amanhecer a luz divina do sonho sendo esclarecido e concretizado. A mulher aqui nos olha meio oculta, misteriosa, com metade da face escondida, num recato provocante, como num striptease, removendo as roupas provocantemente, remetendo a uma divertida amiga minha, a qual, por não se achar assim tão sexy, brincava dizendo que, se subisse num palco de striptease, os homens, ao invés de dizer “Tira! Tira!”, diriam “Coloca! Coloca!”, no fato de que rir é o melhor remédio. O colar da mulher é exótico, enigmático, como no colar da super heroína Ísis, quando uma arqueóloga descobre o colar mágico que a deusa Ísis dera à faraó feminista Hatshepsut, com a moça usando o colar e recebendo todos os poderes da deusa. A ave aqui é tal pavão, tal exibicionismo, como no baile de gala novaiorquino do museu Met, no qual as mulheres entram em acirrada competição para ver qual delas tem o vestido mais deslumbrante, numa fogueira de vaidades e ambições, em pessoas ricas que se exibem, dizendo-se caridosas, mas doando ali um dinheiro que, para tais bolsos ricos, pouco significam, diferentemente de uma pessoa pobre, a qual, em proporções guardadas, doa algo que pesa muito no bolso de tal pessoa pobre, no discernimento entre quantidade e qualidade. Aqui é o hábito egípcio da mulher nobre e rica em usar perucas, num Antigo Egito de piolhos endêmicos, terra em que absolutamente todos raspavam a cabeça, desde o faraó até o escravo, contrastando com o paradigma democrático, no qual elegemos um irmão, um dos nossos, sem deuses ou deusas. O pescoço aqui, enfeitado, é firme como o de Nefertiti, num certo brinquedo feminino de outrora, numa cabeça de boneca sustentada por um pescoço firme, proporcionando à menina que maquiasse a boneca, no modo como as lésbicas odeiam usar maquiagem ou usar salto alto, vendo essas coisas como imposições sociais misóginas, em explosões de fúria de feministas, com a força para ir contra os poderosos ventos do patriarcado, como “nascer de cabeça para baixo”. O brinco tremulante aqui é singelo, num sino misterioso ao vento, na magia de folhas de árvores farfalhando ao sabor do vento e da brisa da noite, numa noite enluarada, na noite dos enamorados, no modo como pode esfriar o calor numa relação, indo embora a magia e o calor da lua de mel, como um senhor que conheço, o qual foi rejeitado pelas companheiras por ter se mostrado um homem pouco romântico, no modo como um casamento pode cair na mesmice, nos versos de uma canção da colossal Barbra: “Nós não estamos mais fazendo amor! Nós não estamos mais fazendo amor como antes!”. É a magia do sexo gostoso, com intimidade, manso. A ave aqui é como um cocar indígena, na universalidade dos adereços de festa.
Acima, Orgulhosa – sem estômago. As folhas caídas são o passar do tempo, no homem de Tao, observando as estações climáticas indo e vindo, na sabedoria do Preto Velho, humilde, quieto e discreto no seu canto, só observando os egos subindo e caindo, sabendo que a arrogância precede a queda. A mulher aqui nos olha severa, seríssima, cobrando respeito de nós, sabendo que o Mundo só pertence aos dignos de tal respeito, como um certo rapaz que conheço, um rapaz honesto e batalhador, sem medo de trabalhar e ser digno, na dignidade de um gari varrendo ruas, num serviço tão essencial e importante, ao contrário de um certo senhor, o qual viveu “deitado eternamente em berço esplêndido”, sem fazer merda nenhuma de seus dias aqui na Terra, com o perdão do termo chulo. A ave aqui é meio Carmen Miranda, seduzindo o Mundo com a exuberância tropical, como nos navegadores europeus trazendo novidades para Europa, em curiosos relatos de indígenas canibais, num ponto primitivo de evolução humana, resultando na sofisticação da Revolução Científica, como no contraste de 2001, numa ruptura de extremos, mostrando um simples pedaço de osso usado como instrumento até resultar nas apolíneas estações espaciais humanas ao som de Danúbio Azul, num Ser Humano orgulhoso de ter tais raízes simples, num Ser Humano que veio do nada e evoluiu por si, contradizendo os ufólogos, que creem que a Ser Humano, num passado remoto, recebeu assistência civilizatória de raças alienígenas evoluídas, no ponto de reviravolta que foi o surgimento da Escrita, sepultando a era da transmissão oral de tradição, como num altivo Egito Antigo, registrando sua vasta lista de faraós na História, numa era em que tal país foi potência, como nos EUA de hoje, num poder “temido” por outras nações, assim como no poder espanhol na Era das Navegações, financiando naus até o exótico e misterioso continente americano. A janela aberta ao fundo é uma possibilidade, uma liberdade e uma opção, na lição que uma grande amiga minha psicóloga me ensinou – a Vida é feita de escolhas, como na libertação do Neo de Matrix, optando em liberdade, ameaçando um insano sistema opressor, na libertação dos auspícios da “caverna”, guiando o povo a um esclarecimento, no papel do filósofo em nos libertar, no doloroso modo como ninguém é, foi ou será capaz de resolver os problemas do Mundo, nem mesmo Jesus Cristo em sua indubitável majestade de apuro moral, pois num aguerrido mundo de azuis versus amarelos, seja verde, pois poderás ser uma figura na qual o povo possa depositar esperanças de um amanhã melhor, na promessa do Reino dos Céus, “racionalizado” pelos ventos espíritas, na revelação da Grande Família Estelar, a qual abrange a todos, sem exceção, e isto não é um conceito consolador? Não é maravilhoso o fato de que somos todos príncipes, filhos do mesmo Rei? Não corre em nossas veias o Sangue Sacrossanto Divino? A luz entrando aqui é uma libertação e um esclarecimento, nas palavras de carinho de um padre na missa, nos esforços incansáveis para dizer que somos membros da mesma família, num fiel o qual, ao colocar o pé fora da igreja, esquece-se de tudo o que ouviu ali dentro, como nas furiosas palavras de uma professora minha aos alunos numa cadeira da faculdade: “Vocês não estão ouvindo absolutamente nada do que estou falando aqui!”, no modo como há professores brilhantes, que valem cada centavo da mensalidade, ao contrário de outros professores, que são medíocres, sinto em dizer. O peru aqui é o sacrifício da ceia de Natal, num pobre bichinho que virou comida, num Ser Humano inclinado em mortificar seres como numa cadeia alimentar, resultando nos veganos, os quais têm todo um posicionamento social, como se recusar a usar produtos que foram testados em animais. O coelhinho é o ser adorável, no Amor humano por animais, como pessoas de minha família, as quais adotaram um cãozinho que se perdeu dos donos nas brutais enchentes de maio no RS, simbolizando a força de um povo para se reerguer. O coelho é a fertilidade criativa do artista, como na abertura de um filme de Allen, com coelhinhos se reproduzindo, falando de Sexo.
Acima, Pacificação. O aquário é o lar, o conforto, na limitação científica de que só pode haver Vida com água e oxigênio, na sabedoria de que a ave foi feita para o ar e o peixe para a água, na incessante busca por Vida fora da Terra, num mistério que ainda perdura – qual o futuro da exploração espacial humana? O gato aqui é a tranquilidade, sem cobiçar o suculento peixe, numa espécie de castração, como no Desencarne, quando dizemos adeus a tudo de mundano em nós, incluindo sexo e sexualidade, na assexualidade dos anjos, nas divertidas palavras de uma Elke Maravilha idosa: “Paramos de sentir tesão na virilha! É uma libertação!”. A moça aqui está submersa em pensamentos, numa reclusão de reflexão, como em aulas de Ensino Religioso em colégios católicos, num momento de reflexão, numa cadeira que visa perpetuar a fé nas novas gerações, no modo como hoje em dia é raro ver jovens que querem ser padres ou freiras, como um coleguinha meu de colégio, que resolveu virar padre, dizendo que sofrera muita xenofobia na Itália, uma país no qual, ouvi dizer, os brasileiros são malvistos, nas noções de que lá o Brasil é sinônimo de casas com palafitas e jacarés na Amazônia, de favelas paupérrimas no Rio e de prostituição, como uma certa senhora caxiense, a qual jurou para si mesma que JAMAIS colocará o pés de novo na Itália, no raso apuro de quem carece de sofisticação diplomática, na noção sábia de que o Ser Humano é universal em suas mazelas e virtudes, fazendo das aparentes diferenças culturais diferenças mínimas. O gato aqui é a elegância numa passarela de Moda, desfilando charme e beleza, num bicho que caminha tão suavemente, sem fazer barulho, na figura da Mulhergato, The Gotham Kitty, combinando suavidade de pelos macios com a agressividade de unhas afiadas, numa mescla de Bela e Fera. Neste quadro temos placidez, na água tranquila no aquário, no peixe plácido fluindo quieta e silenciosamente, num terreno de paz, como na Paz Inabalável do Plano Superior, o lugar santo em que ninguém quer passar os outros para trás, no amor por trás do apuro moral, no modo como a mentira é um desamor, nas palavras sábias de que “A mentira tem pernas curtas!”, ou seja, só a Verdade é eterna, perdurando pela Eternidade à qual todos pertencemos, fazendo do perdão o caminho natural da Eternidade, pois as mágoas e os ressentimentos não são eternos, na noção taoista de que as coisas se resolvem por si, como eu em relação a uma certa pessoa, a qual resolveu me perdoar, no poder do perdão, fazendo das eternas desavenças humanas algo tão ínfimo e mesquinho, pequeno, microscópico, na grandeza de um homem que sabe que, numa queda de braço, é melhor perder do que ganhar, pois quem perde se torna o homem maior e quem vence entra em inferno astral, sendo este complicado, pois dura dias, num estado psíquico em que tenho tudo para estar ok, mas não estou... A luz aqui entra suave, com conforto, sabendo que luz demais pode cegar, no caminho da moderação, na sabedoria de que tudo que é demais, enjoa – cavalgar pelos campos é prazeroso e excitante, mas vai enlouquecer você se você cavalgar demais; passear por Gramado é prazeroso, mas passear demais por lá vai se tornar enfadonho. O rosto da moça aqui é feito de peixinhos menores, numa relatividade: Se digo que algo é liso, é porque conheço o oposto, que é áspero; quando digo que algo é grande, é porque comparo com algo menor. Os discretos peixinhos aqui são fundamentais para fazer se destacar o peixão, como num filme, em que os modestos coadjuvantes são essenciais para se fazer destacar o protagonista. É como no casal em que a mulher baixinha é essencial para o marido se fazer maior, nas palavras de uma certa moça: “Quero ter um namorado mais alto do que eu!”, no modo como as próprias mulheres podem ser machistas, misóginas e patriarcais, resultando na figura da feminista, desafiando com coragem os poderosos ventos do Patriarcado, na figura de Mulher Maravilha, capaz de dar um pau em qualquer homem!
Acima, Pantera negra. Aqui remete à capa do álbum solo da ex spice girl Victoria Beckham, com ela num vestidinho sexy negro ao lado de uma pantera, uma capa linda, arrebatadora, mas ilustrando um álbum desinteressante, que não chegou nem um pouquinho perto do sucesso avassalador das Spice Girls – quando a pintura é ruim, não há moldura que a salve, no infame exemplo da bomba Ricos, Bonitos e Infiéis, num roteiro ruim, num filme para o qual foram contratados grandes astros e estrelas, um filme que acabou dando um baita prejuízo ao estúdio, fazendo de Hollywood a terra da pretensão, em pessoas dizendo: “Eu sou fodão! Eu pego qualquer roteirozinho ruim e transformo em filmão!”, quando que a realidade não é bem assim. A mulher aqui é sexy, como uma Mulhergato, provocante e perigosa, nem vilã, nem heroína, uma mulher “de lua”, com suas próprias motivações, no enigma dos gatos, misteriosos, ao contrário do cachorro, que é mais espontâneo e claro em suas expressões, como abanar o rabo, deixando claro quando gosta ou não de alguma coisa. O gato aqui abocanha uma ave, nas leis da cadeia alimentar, com tudo, no final, rendendo-se às bactérias, na inevitável danação da matéria, no modo como o corpo físico é deixado para trás, só sobrevivendo a mente, numa gloriosa libertação, num espírito que não mais está ligado e agrilhoado às doenças mundanas, vivendo exclusivamente como espiritual, na metáfora do filme Elysium, no qual havia uma máquina capaz de curar qualquer problema de saúde, no modo como, na Terra, tudo gira em torno de saúde, na dignidade da figura do médico, tratando pessoas e salvando vidas, como um senhor certa vez começou a encher meu saco, sabendo que sou filho de médico, dizendo-me: “Por que não te tornaste médico? Tu és filho de médico! Tens que ser médico também! Terias tudo pronto para ti!”, um senhor que não respeita a liberdade das escolhas de cada pessoa, pois uma grande amiga me ensinou que a Vida é feita de escolhas, como um rapaz escolhendo ser padre, numa escolha de carreira, como num vestibular, numa pessoa tão jovem ainda, obrigada a fazer uma escolha para o resto da Vida, remetendo a um amigo meu, o qual sempre se sentiu pressionado a cursar Medicina, mandando todos à merda, com o perdão do termo chulo, ingressando no curso de Jornalismo e tratando de ser feliz, fazendo esta coisa saudável, que é mostrar o dedo do meio para o Mundo, pois que vida é esta na qual sou escravo de outrem e não tenho controle e soberania sobre mim mesmo? A sobrancelha é impecavelmente delineada, como nas disciplinadas sobrancelhas do famoso busto de Nefertiti, em hábitos civilizatórios, impondo ordem ao caos, num ato de autoestima, numa mulher se arrumando para sair, com todo um “ritual” de arrumação, começando pelo banho, secando e escovando o cabelo depois, maquiando-se, colocando roupas e acessórios e perfumando-se, sem falar na passada semanal pela manicure, num ato de autoestima, como uma professora que tive no Ensino Médio, impecavelmente arrumada às sete e meia da manhã, talvez acordando muito cedo para se aprontar de tal modo impecável. Aqui temos uma mulher, e não uma menina, como uma menina que inicia a vida sexual e vira mulher, desprendendo-se das bonecas e abraçando a vida social, como no baile de debutantes, quando a menina abandona a infância, nas divertidas palavras de uma certa colega minha de Inglês: “Tu só sabes estudar? Tu não tens vida social?”. O cabelo preto é o mistério e a sedução, no divertido termo: “Os homens preferem a loiras, mas se casam com as morenas!”. O rabo do gato faz uma sensual curvatura, numa insinuação, numa sedutora liquidiscência, como Tao, sexy, sempre fluindo, sempre vivendo, sempre respirando, sempre criando, no exemplo de Tao, que está sempre criando, na vida no Plano Superior, no qual o trabalho é imprescindível, mas, é claro, com pausas e diversões, evitando o estilo de vida degradante do workaholic, como uma pessoa que conheci, não se dando ao respeito, uma pessoa que acabou fracassando, fechando as portas da firma que abrira.
Acima, Paruyr Sevak – ecos de memória. O homem aqui está mergulhado em reflexão e introspecção, em ponderação, como alguém fazendo uma escolha, como na juíza que julgou o traficante Johnny Estrela, abrandando a pena, fazendo-o cumprir dois anos numa instituição psiquiátrica ao invés de condená-lo a muitos e muitos anos numa prisão comum, numa alma piedosa, sensível, ao contrário do juiz insensível que negou uma inocente pensãozinha para a atriz e diretora Norma Bengell, ou como um juiz não permitiu que uma certa famosa atriz pudesse ver o próprio neto, nessa especialidade humana que é a crueldade, como queimar pessoas vivas em fogueiras, num ato tão odioso, levando tal espírito infeliz a um só lugar – o Umbral, pois o Desencarne pouco muda a vida da pessoa, pois se estou encarnado de mal comigo mesmo, estou desencarnado do mesmo modo, como um certo mendigo falecido, indo direto para o Umbral, a dimensão dos arrogantes que não querem ser ajudados a sair de tal situação, no caminho da arrogância, da anti humildade, como no filme espírita Nosso Lar, num espírito de luz estendo a mão para o irmão no Umbral. O livro aberto aqui, com as páginas ao vento, é a liberdade do pensamento, na liberdade de uma democracia, ao contrário da ditadura, que impõe a paz de forma artificial, oprimindo o pacato cidadão, o qual não tem escolha se não obedecer, como nos anos de chumbo no Brasil: Se você não está gostando das coisas aqui, exile-se, como um Caetano Velloso, exilando-se na fria e pálida Londres, muito longe das belezas tropicais de cidades mágicas como Salvador. As mulheres aqui voam como numa fantasia sexual, na beleza de um corpão violão de mulher formosa, ao contrário da magreza doente anoréxica, numa moça a qual, de tão doente, para de menstruar, como uma menina que conheci, a qual concorria num concurso de beleza, uma moça da magreza cadavérica – o que um pai ou uma mãe pode fazer se não hospitalizar urgentemente a menina antes que esta morra? Tudo culpa desses cruéis padrões de beleza, os quais detonam a autoestima da menina e da mulher. Vemos aqui uma infinidade de sinos, como no campanário da Catedral de Caxias do Sul, tocando diariamente ao meio dia e às seis da tarde, unindo a comunidade num só ritmo, nas obrigações de uma rádio FM em tocar novidades, estando antenada como que está acontecendo neste momento no Brasil e no Mundo, ao contrário de uma certa rádio FM, a qual toca muita velharia, pouco significando para quem nasceu nos anos 2000 ou 2010, como nas ondas dos movimentos de Arte, como o Barroco superou a Renascença, ou como na explosão da Arte Moderna, libertando a Arte, deixando tudo sob a criatividade do artista, em artistas talentosos que nos fazem “babar”, como na suntuosidade do famoso casal Christo e Jeanne-Laude, numa força de expressão. Em detalhe na cena vemos soldados lutando, com Caim matando Abel, como mandar matar o próprio irmão ou meio irmão, na “beleza” das guerras, as quais só causam fome e destruição, como Deus no final do filmão Dogma, restaurando a paz e a ordem, num filme divertido, que retrata Deus como uma mulher, tocando no nervo da ferida do orgulho patriarcal, num Mundo de homens, no modo como há muitas mulheres machistas, que condenam puritanamente mulheres bem sucedidas e independentes, como no puritanismo protestante dos EUA de outrora, condenando mulheres por bruxaria, no mito de Eva, aquela que trouxe a ruína ao perfeito e indefectível Adão. Um dos soldados aqui rapta uma donzela indefesa, num ato de covardia como assaltar uma indefesa mulher na Rua, num assaltante que não teria coragem de enfrentar alguém à sua altura. A mesa do livro é o pescoço, o sustentáculo, na força de um patriarca ou uma matriarca em manter a família unida, como dois certos patriarcas que conheci, os quais, ao morrerem, deixaram suas famílias se desintegrar, no glorioso modo como os vínculos de família não se desfazem no Desencarne, na imortalidade do Amor Incondicional leve, light, desapegado.
Referências bibliográficas:
Artush Voskanyan. Disponível em: <www.artfinder.com>. Acesso em: 27 nov. 2024.
Artush Voskanyan. Disponível em: <www.artsper.com>. Acesso em: 27 nov. 2024.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2024
Rei Artush (Parte 1 de 6)
Armênio de 1966, Artush Voskanyan se tornou um grande surrealista com temática no fantástico. Graduou-se nos anos 1980 em Arte na escola que depois levou seu nome. Fez muitas exibições, incluindo os EUA. Ícone da arte contemporânea da Armênia. Suas obras são dúbias e divertidas, “desafiando” a mente do espectador. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, Peixe dourado. O peixe é a liberdade, na deliciosa sensação de se nadar nu no mar, como eu numa praia de nudismo de Florianópolis, na entrega à Mãe Natureza, no conforto uterino do lar, onde estamos à vontade. O peixe é a Vida que começou na água, no mar, desenvolvendo então os anfíbios, répteis, aves e mamíferos, no mistério da Vida: O que faz o coração bater? Existe Vida fora da Terra? As duas perspectivas seriam impressionantes: Haver Vida pelo Cosmos inteiro ou haver Vida só na Terra. Aqui são as delícias de Verão na água, tanto no mar quanto na piscina, nas brincadeiras doces de infância, na libertação do Verão, nos versos de uma certa canção soul: “O Verão veio doce como canela!”. As bolhas subindo são a imaginação, a criatividade, na inteligência emocional, algo que os sociopatas friso não possuem, possuindo apenas uma inteligência fria, esquemática, incapazes de perceber os jogos lúdicos de obras como as de Artush, no modo como eu mesmo já tive professores sociopatas, pessoas infelizes que odeiam cada centímetro cúbico do Mundo e das pessoas, destruindo-se socialmente, como romper qualquer vínculo com um sociopata, por uma medida de segurança, por assim dizer, na metáfora do vampiro, numa pessoa sádica em busca de masoquistas, sugando almas, ou seja, manipulando as pessoas, brincando com as cabeças das pessoas – tudo o que você tem que fazer é nunca dar informações pessoais a um sociopata, como no filme pesado O Silêncio dos Inocentes, num sociopata inteligente, que entra nas mentes das pessoas. As algas aqui são a Vida brotando em toda a sua força, como flores silvestres primaveris, as quais não precisaram ser plantadas pela mão humana, num presente da Natureza, nas forças da Dimensão Material, como terremotos e tufões, no modo humano antigo em ver divindades nas forças da Natureza, passando pela Revolução Científica, na explicação racional do que nos cerca, abolindo deuses pagãos, os quais foram substituídos pelos panteões de atores e cantores, no panteão de Hollywood – enquanto uns são atores competentes que fazem seu trabalho bem feito, outros reinam como deuses, cativando em carisma multidões de fãs ao redor do Mundo. A mulher aqui é bela, arrumada e glamorosa, como uma estrela, numa mulher com autoestima, como uma psicóloga que conheço, uma mulher que se arruma bem, aparentando ter bem menos idade do que realmente tem, no poder do amor próprio, como sair de casa perfumado, pois a primeira pessoa que devo amar é eu mesmo. O brinco da moça é retorcido, como sensuais colunas barrocas, serpentes de sensualidade e fertilidade, como em culturas antigas, nas quais as serpentes não eram a serpente diabólica do Éden, mas um símbolo de fertilidade e Vida, como na dança do ventre, numa celebração da Vida e da fartura, como no gordo Papai Noel, na generosidade de pessoas boas, as quais existem exatamente para detectarmos pessoas que não são tão boas assim, no básico discernimento taoista: Quando digo que algo é belo, é porque conheço o oposto, que é feio, como no paradoxo da poderosa cidade de São Paulo, a qual reúne o primeiro e o quarto Mundo, como nos decadentes arredores do Mercado Público da urbe vibrante. Aqui é como no icônico busto de Nefertiti, nos cuidados civilizatórios, com as sobrancelhas impecavelmente delineadas e depiladas, em ações civilizatórias de cuidado e beleza, como em tribos amazônicas em dias de festa na tribo, usando seus suntuosos e coloridos cocares, na universalidade da celebração social, girando em torno da beleza e da juventude inabaláveis do Plano Superior, na dimensão gloriosa, livre das vicissitudes terrenas, fazendo da Terra tal potente “faculdade” que tanto nos ensina e nos faz crescer – o sentido da Vida é depuração moral, meu irmão, como num dos espíritos que auxiliou Kardec na concepção da Doutrina Espírita: O Espírito da Verdade. O sorriso aqui é sutil, brando, numa mulher fina, numa fina anfitriã numa sala chic, com lustres finos de cristal, na vitória da beleza.
Acima, Pescadora. A isca e o anzol são como golpistas querendo nos aplicar golpes, e uma pessoa com essa carência de apuro moral não tem como estar feliz; não tem como estar ok. Não é que uma pessoa assim sofrerá – uma pessoa assim sofre neste exato momento. O lago espelhado aqui é a placidez e a paz, numa pessoa pacata, vivendo seus dias com discrição e produtividade, ao contrário da pessoa improdutiva, que nada faz de seus dias aqui na Terra, como disse o Gandalf de Tolkien: A diferença reside no que decidimos fazer de nossos dias no Mundo. O espelho é este símbolo do feminino, nos esforços de uma mulher com autoestima, cuidando-se, frequentando institutos de beleza, como ouvi certa vez de uma mulher numa clínica de limpeza de pele: “Qualquer coisa para me deixar mais bonita!”, como mulheres se enxertando próteses de silicone, em seios os quais, sinto em dizer, não ficam muito naturais, tudo culpa de cruéis padrões de beleza, que agridem a autoestima feminina, como num certo comercial de sabonete, numa mulher se banhando e dizendo ser dona de uma beleza que não se encaixa em padrões, no caminho de sessões de Psicoterapia, resgatando a autoestima do paciente, como no homem gay, o qual, desde sempre em sua vida, sentiu sua autoestima ser sempre esfaqueada pela sociedade, num gay que só pode ter autoestima de fizer terapia, na pergunta áurea de um terapeuta: “Como estás te sentindo?”. A ave comendo o peixe é a fome, a ambição de uma pessoa em obter o respeito da sociedade em geral, em homens humildes como Senna, sempre discretos, nunca deixando subir à cabeça os píncaros de glória na carreira, subindo tanto no conceito das pessoas, pois quanto mais humilde eu for, mais longe irei, como um certo publicitário portoalegrense que conheci, o qual ganhou um prêmio recentemente, uma pessoa que, se mantiver-se humilde, irá muito longe na carreira, pois não é insuportável uma pessoa presunçosa e arrogante? A arrogância não precede a queda? Nesta cena temos a cadeia alimentar, pois a ave come o peixe, e nós comemos a ave, no costume e na tradição de fim de ano de cear uma ave assada, reunindo as pessoas ao redor da mesa, nesse ato tão primevo que é a alimentação. A moça aqui nos olha sexy, desafiante, um mulherão, como um toureiro tendo que domar um selvagem touro, no termo “Ser areia demais para o meu caminhãozinho”. Os olhos são peixes, livres no mar, na água, no berço da Vida na Terra, no olor libertador da beiramar, na Mãe Iemanjá que provê as redes dos pescadores, na cornucópia do milagre cristão da multiplicação dos peixes, em países ricos e fartos como o Canadá, ao contrário da Argentina, um país quebrado e falido, como nada de dinheiro, no discurso de posse de Milei: “Não tem dinheiro!”. O busto da mulher são rochas firmes, como um homem sério e centrado, trabalhador, dando à mulher a sensação de segurança e estabilidade, nas responsabilidades de um homem em prover um lar, uma casa, no encargo de nada deixar faltar dentro de casa, como um senhor que conheço, numa baita responsabilidade, sustentando a si mesmo, uma esposa e duas filhas, um homem que trabalha de Sol a Sol, como no colono italiano no RS, só não trabalhando no Domingo porque o padre e a religião não permitiam, num traço cultural que trouxe a cultura do trabalho árduo, dedicado e sério, muito sério, na ironia da pessoa desencarnada, a qual, lá em cima, observa a necessidade de seguir trabalhando, pois até Tao trabalha, sempre criando, deixando-nos perplexos com tamanha perfeição. Aqui é um cenário de solidão e retiro, como no filmão A Rainha, na monarca sozinha ao ar livre, chorando pela morte de Diana, a rosa inglesa. Os pés da ave são a delicadeza e a finura diplomática, sempre em esforços pela paz, pelo diálogo, condenando guerras insanas e desnecessárias, como na Rússia versus Ucrânia, na crueldade das guerras, as quais nada mais fazem do que deixar rastros de fome e destruição – é um horror.
Acima, Retrato de dois cães - Trabalho surrealista. Os cães são a lealdade, o companheirismo, como uma amiga solteirona que tenho, a qual tem como companhia seus cães, nos encargos e responsabilidades de se ter um bicho: Tenho que acordar para trabalhar, ganhar dinheiro e, assim, comprar ração para o meu bicho. Como uma pessoa que conheço, a qual acabou se desinteressando pelo bicho, doando este para um casal de amigos. Aqui é como uma peruca pomposa de rei da França, na bolha de privilégios de Versalhes, num regente isolado dos flagelos do povo, na exorbitância do preço do pão, o estopim para o maior golpe de estado da História, que é a Revolução Francesa, nas acusações de Bolsonaro de tramar um golpe para assassinar os homens mais importantes do país, tudo em nome do Anel do Poder, corrompendo homens basicamente bons, nos protestos de uma Heloísa Helena, denunciando homens que querem o poder pelo poder, na ironia de que o Desencarne retira isto do homem poderoso, havendo no Umbral a dimensão dos que não querem se desapegar do mundano, insano como um presidiário que não quer sair do presídio, num espírito desencarnado que quer, a todo custo, voltar para o mundano na Terra, querendo reaver uma existência perdida, que ficou para trás, como no bandido de Matrix, lamentando por ter se libertado do sistema opressor insano de Matrix, no modo como somos escravos do Capitalismo, pois temos que trabalhar feito “loucos” para produzirmos capital e, assim, adquirir bens cobiçados de consumo, como roupas, carros, celulares, joias etc., no Mito da Caverna, havendo em Neo o indivíduo que olhou além da ilusão e trouxe clareza ao povo, libertando o povo das superstições das imagens projetadas no fundo da caverna. Ao redor da dama aqui vemos planetas e luas, na divertida abertura do seriadão Third Rock from the Sun, com corpos celestes dançando num divertido rock and roll, em sondas enviadas ao espaço para exploração, num Ser Humano de tecnologias ainda pobres, com pouco podermos saber sobre nossos vizinhos no sistema solar, como no filmão Gravidade, dizendo que a Vida é impossível no espaço, num Cosmos que odeia o Ser Humano, num Cosmos frio e escuro, no ambiente hostil de Vênus, com temperaturas altíssimas, pressão atmosférica esmagadora, nuvens de ácido sulfúrico e vulcanismo ativo, ou como Marte, gelado, morto e inóspito, com tempestades de areias avassaladoras, num ponto em que temos que dar ouvidos aos ecologistas: A Terra é nossa única casa, pois o Ser Humano não tem para onde ir. A mulher aqui é furtiva e divertida, sorrindo, amando seus cachorrinhos, no modo como o Ser Humano pode se apegar muito ao bicho, como eu próprio chorei quando faleceu meu adorável cocker spanial, o Quincas. Os brincos da mulher exalam essas esferas, numa geração fértil, no supremo poder feminino de trazer Vida ao Mundo, causando “inveja” aos homens, resultando na sociedade patriarcal, na mulher sempre submetida a um homem, enfurecendo as feministas, as quais, como elite intelectual, pensam “contra a correnteza”, na formação de nossas elites nas universidades, remetendo ao saudoso mestre gaúcho Tatata Pimentel, o qual ignorava os medíocres, respeitando apenas alguns de seus alunos, chamando esses de “elite”, e quando um desses falava na aula, o mestre dizia aos medíocres: “Calem a boca – a elite vai falar!”, no caminho autodidata, na pessoa que em que aprender por si a brilhar, em instintos como uma Gisele, a menina comum que se tornou a princesa do Brasil, orgulho nacional, em carismas esmagadores como o de Leo DiCaprio ou Luciano Pavarotti. Aqui remete a uma vizinha chic de tive, uma mulher bonita e elegantes, agradável, que tinha duas cachorrinhas, nessas pessoas de fino trato, que sabem que o fino se sobrepõe ao grosso, na noção taoista de que fraco é forte e de que forte é fraco, em lições que só podem ser aprendidas instintivamente, com inteligência emocional, ou seja, impossível para um sociopata frio e esquemático, emocionalmente burro. Os cachorros são adoráveis como personagens como Bridget Jones.
Acima, Retrato de Salvador Dalí. Aqui é ironia de metalinguagem, pois é artista falando de artista, como brilhou Goldie Hawn em O Clube das Desquitadas, pois era atriz interpretando atriz, algo que deve ter colaborado para a estrela se sentir tão à vontade no papel, nessa capacidade de certos artistas em atingir fama e renome, ao contrário de artistas que só são reconhecidos postumamente, como no triste Oscar póstumo de Heath Ledger. O bigode eriçado é o tesão, a vontade de viver, ao contrário da pessoa deprimida e desanimada, como um surfista sem vontade de pegar ondas. Aqui é o modo como Dalí se tornou um popstar, como em casos como o de Andy Warhol, artistas que gostam de saracotear na Mídia, como Diana, amando aparecer e, ainda assim, odiando o assédio dos paparazzi, os quais a acompanharam até sua morte, no triste modo como os acidentes automobilísticos são comuns e frequentes, como eu próprio já sofri um feio acidente de carro com minha família, mas graças a Deus não sofremos danos graves – quando não é nossa hora, nós não vamos. O touro é a ferocidade, a coragem, como no famoso touro de Wallstreet, nos testículos opulentos simbolizando a coragem do homem, a virilidade e a competitividade, nas palavras de um certo psiquiatra para mim: “Tens que ter mais agressividade, pois vives num mundo competitivo!”, um médico com essa atitude competitiva, construindo uma clínica psiquiátrica bem diferenciada, entrando de forma competitiva no mercado, em artistas como Jennifer Lopez, a qual se esforça ao máximo na hora de conduzir um videoclipe, sabendo que não obterá sucesso sendo medíocre, na lei suprema de que quem não tem competência não se estabelece, remetendo a um certo senhor, o qual não obteve sucesso porque não soube conduzir. O menininho na porção inferior é o sonho de criança, na criancinha querer crescer e ser forte como um super herói, nos sonhos de criança, como no amado trenó Rosebud de Cidadão Kane, numa época em que a vida era mais simples, e a vida é boa quando é simples, num homem o qual, mesmo tendo alcançado tanto dinheiro e sucesso, sentia falta de suas diversões na neve com o trenó, suspirando seu nome no leito de morte, o trenó que acabou incinerado e destruído, no modo como o que é material fica no Mundo Material, como as joias de faraós não alcançam o Além. A justiça cega, aqui, é tal imparcialidade, na verdade que doa a quem doer, num sistema que vê todos de forma igual, no paradigma democrático em que nosso líder não é um deus, mas um irmão que nós elegemos democraticamente, na urna eleitoral que nos iguala por inteiro, ignorando sexo, raça, religião, classe social etc. Os olhos de Dalí são o discernimento, num artista observando o Mundo de forma tão singular, num ponto de vista único e especial, no modo como Tao nunca faz dois filhos iguais, e cada um de nós é extremamente único e especial, na eternidade do espírito, no presente da Vida Eterna, no absurdo poder de que jamais findaremos. O terreno aqui é ermo e solitário, num momento para introspecção, como num profundo momento de Psicoterapia, em que nos abrimos sem pudores ao terapeuta, numa relação de confiança e confidência, libertando a mente do paciente, no modo como já ouvi dizer num filme: “Deus abençoe Freud!”. Dali nos encara aqui desafiador, “louco”, formidável, remetendo a uma escultura majestosa de Dalí que vi no famoso museu novaiorquino de Arte Moderna, como uma moça com férteis milhos, com formigas marchando, numa explosão de Vida, a qual é o nervo da Arte, nos tambores africanos imitando as batidas cardíacas, no modo como Arte é Vida, é prazer, é o que nos faz pensantes e humanos – os macacos não cantam. A imagem da justiça aqui é alada com as sobrancelhas de Dalí, na liberdade do pensamento racional, na frieza bela dos números, como a bela e glacial Galadriel de Tolkien, intimidadora, o ser mais depurado e emblemático da lendária Terra Média. Aqui a Arte brota selvagem, implacável, “invadindo” nossas mentes, no prazer de se deparar com um artista talentoso.
Acima, Retrato surrealista com peru. Aqui são aqueles chapéus ousados e exóticos de damas inglesas, num traço cultural tal que a mulher, com tal acessório, só o tira da cabeça quando for de noite, em chapéus atrevidos em meio a uma realeza tão sisuda e conservadora, no peso da tradição, numa Diana transgressora, que foi além e libertou-se de tais parâmetros. Aqui é como uma exótica e vibrante Carmen Miranda, uma estrela tão brilhante, agradando e perfumando um mundo que na época vivia os horrores da II Grande Guerra, com notícias atrozes que vinham da Europa, tudo culpa de um sociopata, o qual é seguido por pessoas que realmente creem que o mal é mais interessante, como um senhor que conheci, o qual falava de Hitler com carinho, querendo catequizar diabolicamente estudantes adolescentes inocentes, em algo que é claro de se observar – o sociopata realmente julga que o bem é uma piada. Aqui temos uma exuberância tropical, com perfume de frutas tropicais, como uma deliciosa manga, uma árvore que vingou tão bem no Brasil, na magia de um vinho frutado, com perfume de saladas de frutas, no modo como está bombando o Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, com seus vinhos finos, que nada deixam a desejar em relação a rótulos europeus, na universalidade do álcool, gerando o saquê japonês, como no provocante filme Lagoa Azul, com um senhor náufrago, isolado numa ilha deserta, descobrindo uma caixa de bebidas alcoólicas, fruto do naufrágio de algum navio por perto, tomando um porre, ou como em O Iluminado, num homem “louco” por um trago, como já ouvi dizer: As pessoas não gostam do gosto de álcool; as pessoas gostam do efeito do álcool. É uma questão de moderação, pois tudo que é demais, enjoa. Os brincos aqui tremulam, numa mulher vibrante, no auge da beleza, na autoestima de uma mulher em se arrumar para sair de casa, remetendo a uma professora que tive, a qual, décadas atrás, era uma mulher arrumada, cuidando do cabelo, pele, maquiagem, unhas, roupas, acessórios, joias e perfume, mas uma senhora que acabou perdendo tal autoestima, parando definitivamente de se arrumar, saindo de casa com qualquer roupa, com o cabelo de qualquer jeito, e são esses os esforços num consultório de Psicologia, dizendo para a pessoa jamais perder a autoestima, como nas psicólogas, que são bonitas, arrumadas, dando um exemplo de autoestima para o paciente, pois o amor próprio é imprescindível. Aqui remete a uma certa modelo que tem vitiligo, com o rosto marcado pela condição dermatológica, mas uma menina com autoestima, arrumada, no modo como, na vida pública, a aparência é capital, como uma certa dantesca pessoa, cujo nome não mencionarei, uma pessoa que conquistou a confiança do povo exatamente porque tinha uma aparência acima de qualquer suspeita, como estadistas memoráveis como Elizabeth I, a qual levava extremamente sério o se arrumar na hora de vir a público, conquistando os corações do povo inglês, ao contrário de uma certa senhora da Política, uma mulher que não vai muito longe exatamente porque não se arruma, subestimando a importância disso, uma mulher sem um pingo de maquiagem, sem um brinquinho e com o cabelo desgrenhando, de qualquer jeito, remetendo a Simone Tebet, a qual está sempre com os cabelos impecavelmente tingidos, sabendo que não pode vir a público de qualquer jeito. A mulher aqui usa um colar exótico, com poderes místicos, nos fascínios da feminilidade, no jogo de sedução entre os opostos que geraram o Cosmos, na ironia dialética de que tudo traz em si sua própria contradição, no discernimento de que, quando digo que algo é feio, é porque conheço o oposto, que é belo, como nos carimbos de xilogravura, no jogo entre côncavo e convexo, gerando imagens, como na grande artista xilogravurista que é Mara De Carli, deslumbrando-me com suas obras marcantes, na vitória do talento. A gola aqui é de flora tropical exuberante, na natureza tropical exuberante que tanto fascinou a Europa na Era das Navegações.
Acima, Sergey Parajanov – A cor das romãs. Sergey aqui parece decepcionado com algo, prostrado, olhando para o lado, rejeitando algo, no modo como as prostrações são naturais, visto que ninguém está por cima o tempo todo, como Hollywood, que é a terra do sucesso e a terra do fracasso, ou como na cidade de Gramado, com tantos e tantos empreendimentos que fecham as portas todos os anos, sendo exceção os empreendimentos mais longevos, como nas décadas de carreira da cantina italiana Pastasciuta. Os pilares aqui são a força e a sustentação, numa pessoa se estruturando e encontrando-se na Vida, sabendo quem ela mesma é, no conforto de amigos, os quais não deixam que desistamos, como um amigo meu, inteligentíssimo, mas prostrado, desorientado na travessia existencial, o que é um desperdício, pois cada um de nós tem que mostrar algo para o Mundo, nas palavras sábias de Tom Cruise: “Tenho que mostrar algo”. É como pessoas realistas, que sabem que não podem parar, como artistas com décadas de carreira, sabendo que, se pararem, virarão “peça de museu”, como Cindy Lauper, a talentosa cantora que vive até hoje nos anos 1980, incapaz de virar a página e encarar novos momentos na carreira, o que é uma lástima, pois se trata de uma Cindy talentosa. Vemos rolos de filmes, na Era Analógica do Cinema, sendo que hoje em dia é tudo por computador, em efeitos visuais tão impecáveis como na produção Gravidade, quando juramos que Sandra Bullock está de fato no espaço, nessa fome humana em explorar o Cosmos, numa Humanidade com tecnologias ainda aquém de tais explorações, como nas tecnologias das naus e das bússolas nas Navegações, sendo só uma questão de tecnologia para irmos a Marte e voltarmos ilesos. As plumas são a pompa, num pavão exibindo-se para a fêmea, no cortejo de seleção natural – o macho mais saudável recebe o aval da fêmea, como espermatozoides concorrendo pelo singelo óvulo, na competitividade da vida em sociedade, havendo no óvulo tal feminilidade, beleza, limpeza, fineza, na fêmea cobiçada por todos os machos. A barriga de Sergey é o indicativo da idade, como no chocalho da cascavel – quanto mais longo, maior é o tempo vivido. É como na excelente peça teatral Galileu Galilei, estrelada por Denise Fraga, interpretando o homem célebre, e ao passar de tempo na peça, Galileu ia adquirindo mais barriga, na figura de fartura de Papai Noel, com seu saco cheio, na generosidade, como numa lembrança minha de Natal com minha família, quando minha avó, na ceia, preparava um prato de comida para o porteiro do prédio, num ato de bondade e generosidade, numa data que nos inspira a sermos melhores e mais generosos – oxalá fôssemos assim no ano inteiro! A barba branca é a sabedoria, na imagem patriarcal que temos de Deus, um patriarca de longas barbas brancas, na simples questão taoista: O infinito sobre o qual podemos falar não é o verdadeiro infinito, no poder imensurável de Deus, pois não é absurdo o fato de que jamais findaremos? Não é Deus o infinito? Mulheres aqui flutuam como deusas altivas, como na figura de uma rainha da Festa da Uva, numa moça que tem que ter alma de diva, alma de artista para, assim, inspirar a comunidade em torno da Festa, num poderoso momento de engajamento comunitário, fazendo com que tenhamos uma amostra do Plano Superior, com a colônia espiritual regida por uma rainha de impecável apuro moral, no fino que rege o grosso, num plano divino em que os dias são agradáveis e as noites são amenas, numa eterna Festa da Uva, num lugar com Vida e Paz, sempre Paz, num lugar onde todos se respeitam; onde ninguém quer enganar outrem. Dentro da cabeça grande vemos uma cabeça pequena, como no jogo de bonecas russas, na tataravó que vai até a tataraneta, nossos entes queridos que nos iluminam lá de cima, como nossos bisavós, no glorioso fato de que os vínculos da família não se desfazem com o Desencarne, na imortalidade dos fios sutis que nos unem mas não nos atam, no caminho eterno do Amor Incondicional, leve, desapegado, saudável.
Referências bibliográficas:
Artush Voskanyan. Disponível em: <www.artfinder.com>. Acesso em: 27 nov. 2024.
Artush Voskanyan. Disponível em: <www.artsper.com>. Acesso em: 27 nov. 2024.











