quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Rei Artush (Parte 4 de 6)

 

Falo pela quarta vez sobre o artista armênio Artush Voskanyan. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Ecos de gargalhada um retrato surreal de Chaplin. Chaplin é desses gênios revolucionários, que marcam para sempre a História da Humanidade, como Jesus sendo o centro sobrenatural da História, num homem que foi a maior cabeça de todos os tempos, mesmo não tendo tido educação formal. O chapéu coco arqueado é a humildade, numa pessoa que sabe o valor da modéstia e da discrição, pois há algo mais insuportável do que uma pessoa presunçosa, arrogante, esnobe e metida? É no modo como a Vida, quando somos arrogantes, trata de meter no nosso cu, com o perdão do termo chulo. Chaplin sorri com seu charmoso bigode, numa espécie de marca registrada, nessa maravilha humana que é a comédia, num Ser Humano que ri de si mesmo, em geniais peças de Teatro, nas quais tudo o que precisamos fazer é sentar e rir, como na genial atriz gaúcha Ilana Kaplan, na peça Buffet Glória, num artista que é um tsunami no palco, arrastando tudo e todos, na dádiva que é fazer com que os outros riam. Ao centro, Chaplin flerta com senhoras, num jogo de flerte, num momento de interação social, na época de adolescência, na época em que os sexos começam a se atrair, a salvo casos de homossexualidade, é claro, no paradoxo da escritora sexóloga Marta Suplicy, a qual, apesar de ser aclamada pelos gays como a mãe chic dos gays, ignora estes no seu livro Sexo para adolescentes, em nenhum momento com a sensibilidade para interpelar o adolescente gay que está lendo aquele livro. A bolsa da senhora é o receptáculo feminino, como a jarra de água de Galadriel, como no seriado clássico Jeannie é um gênio, na mulher se refugiando na sua garrafa, num momento consigo mesma, como pintar as unhas, quieta no seu canto, numa pessoa que leva uma vida pacata e discreta, produzindo algo nobre, nas palavras sábias de DiCaprio: “Não pode faltar trabalho!”, ao contrário dos improdutivos, cujas vidas são uma miséria incrível, como uma pessoa que conheço, a qual muito estudou para, no frigir dos ovos, tornar-se uma dondoca improdutiva, sustentada pelo ex marido – existe fria maior do que ser obrigado por lei a sustentar uma pessoa que não mais faz parte de sua vida? Vemos na cena uma filmadora clássica, com o filme, nos primórdios da tecnologia de Cinema, ao contrário dos dias de hoje, na era da Informática, com incríveis efeitos visuais de Inteligência Artificial, com cenários e personagens criados por computador, nos grandes estúdios de efeitos visuais de Hollywood, num alto custo para tal serviço de excelência, numa revolução tecnológica que deixa perplexa minha geração, a qual foi criança nos anos 1980, na época do televisor de tubo e sem controle remoto, só com poucos canais de TV aberta, num galgar de inovações sem término, num Ser Humano o qual, um dia, poderá explorar os planetas, satélites e planetas anões de nosso sistema solar, só numa questão de tempo e tecnologia. Ao pé do quadro, uma moça ergue um pano, como numa cortina de Teatro, no momento mágico da cortina se abrir e encher os olhos do espectador com o cenário, na Arte entrando em nossas mentes, em diretores tão excêntricos como Gerald Thomas, como num enérgico Fellini, tendo ataques de histeria no set, remetendo a meu querido amigo, o diretor Fabio Barreto, que Deus o tenha, um homem que amou muito, muito o Brasil, tendo orgulho deste. Na porção esquerda, vemos um senhor misterioso, obscuro, nos mistérios do Universo, numa Humanidade a qual, até o presente momento, depende de fotos de supertelescópios, no Universo observável, na lentidão da velocidade da luz – quando vejo o Sol no céu, na verdade estou vendo o Sol quando este era oito minutos atrás! A cena aqui, claro, é em preto e branco, no termo “tela prateada”, em alusão ao brilho cinzento de prata nas telas, no modo como, até hoje, na era do Cinema colorido, muitos diretores gostam de trabalhar em preto e branco, como o emblemático Woody Allen, uma das maiores cabeças da Sétima Arte, em tiradas geniais como “subjetivo é objetivo”, um homem “perseguido” pelo espectro materno edipiano, como no divertido filme em que uma mãe aparecia no céu de Nova York, num Allen tão, mas tão cheio de senso de humor. Chaplin sorri satisfeito, gostando de ser ele mesmo.

 


Acima, Estação matinal. Aqui é o mito misógino de Medusa, na mulher cheia de malícia e vícios, sem nobreza ou apuro moral, como no mito de Eva, aquela que trouxe ruína ao perfeito e maravilhoso Adão, no mito do segundo sexo, um arremedo da obraprima Adão, no modo como a própria mulher é machista, resultando em raras exceções feministas, nas pensadoras que têm a coragem de ir contra os poderosos ventos do patriarcado, essa força que existe desde o início do Homo sapiens, na figura do cacique da tribo, na figura do macho alfa, como no faraó com seu harém, em mulheres cujo sonho era ser a mãe do próximo rei do Egito, tornando-se rainha mãe e, assim, subindo na hierarquia dentro da corte, num Egito insalubre em que a mortalidade infantil era alta, mesmo no glamoroso harém, no machismo: Uma mulher sustentada por um homem, pode; o contrário, não. Vemos aqui a candura de flores brotando, na magia da flor silvestre primaveril, a qual não teve que ser plantada pela mão humana, na explosão de libido primaveril, com ursos famintos acordando da hibernação, comendo avidamente salmões em rios, peixes que sobem a correnteza em cio, querendo copular e, depois, morrer, no mito de femme fatale da viúva negra, a Sharon Stone em Instinto Selvagem, sedutora, perigosa com seu agressivo picador de gelo, no filme que alçou Sharon ao estrelato, numa Hollywood com tantos e tantos sonhos que se despedaçam todos os dias, na terra do fracasso e da frustração, na triste e desolada boulevard dos sonhos despedaçados. A mulher aqui está sonolenta, inconsciente, como num transe onírico, nos códigos oníricos de nossos sonhos à noite, dando-nos informações existenciais, na mescla entre sonho e real de Matrix, num indivíduo que é escravo e prisioneiro de um sistema insano, no modo como somos escravos do Capitalismo, pois tenho que acordar para trabalhar, ganhar dinheiro e, desse modo, adquirir bens cobiçados de consumo, como uma pessoa que conheço, a qual é aparentemente muito resistente ao apelos da Sociedade de Consumo, mas uma pessoa a qual, na hora de comprar o carro que dirige, investe intensamente, desembolsando muito dinheiro, na questão do Mito da Caverna, no salvador Neo nos libertando do irracional, mostrando-nos a realidade de que somos prisioneiros. Aqui são os versos da famosa canção: “Debaixo dos caracóis de seus cabelos”, em cachos belos e definidos, na autoestima da mulher que frequenta o salão de beleza, nos hábitos civilizatórios de cuidado e beleza, nas sobrancelhas impecavelmente depiladas e delineadas do busto de Nefertiti, a obra que é um pomo de discórdia entre Alemanha e Egito, com as duas nações competindo pela posse da rainha lendária e misteriosa, a qual pode ter governado o Egito por alguns anos, até a chegada do famoso rei Tut à maioridade, algo raro num Egito de homens. Aqui é uma sonolência, numa gostosa sesta, num momento merecido de pausa e descanso, ao contrário do workaholic, como uma pessoa que conheci, a qual era workaholic, uma pessoa que acabou fracassando na carreira e amargando uma derrota grande, perdendo o ser patroa de si mesma, nas duras lições de humildade que a Vida nos ensina, nesta grande faculdade que é a Terra, como alguém ingressando num curso universitário. Aqui a beleza tenta derrotar a feiura e a malícia, na guerra da ordem sobre o caos. A mulher aqui está maquiada e arrumada, como uma certa senhora professora que conheço, sempre impecavelmente arrumada, devendo acordar bem cedo de manhã para se aprumar de tal modo, ao contrário de outra senhora professora que conheço, a qual perdeu totalmente a autoestima, saindo de casa com qualquer roupa, com o cabelo de qualquer jeito, como uma certa atriz, a qual não se arruma, nem para uma cerimônia do Oscar, ao contrário de uma atriz séria como Meryl Streep, a qual está sempre devidamente arrumada, como no código de conduta das psicólogas, mulheres com autoestima, que se gostam e arrumam-se. Aqui temos um emaranhado caótico, como vias confusas numa cidade, em urbes complexas como São Paulo, uma cidade que é um inferno em dias úteis.

 


Acima, Flamingo rosa. O lago é a placidez e a quietude, na paz inabalável do Plano Superior, num lugar divino, de apuro moral, no qual ninguém quer nos enganar, fazendo do Amor tal fruto de apuro moral. As pernas finas são a elegância, no fato de que grosso é fraco e de que fino é forte, remetendo a uma pessoa equivocada, a qual acha que tem que lançar mão da brutalidade, ao contrário do homem de Tao, o qual nunca recomendará violência, num homem cordato, o qual nada tem a ver com armas, as quais são coisas terríveis, coisas que definitivamente não são brinquedos, como um certo senhor, o qual era fascinado por uma espada, brincando perigosamente com esta. Aqui é como é um Éden o plano no qual todos amam trabalhar e estudar, numa vida produtiva, no modo como a Vida segue no plano acima, no qual todos temos que laborar de algum modo, mas num plano em que também há alegria, festa e diversão, pois até Deus descansou no sétimo dia, numa agenda social linda, com eventos elegantes, finos, educados, polidos, na polidez do homem de Tao, tratando tudo e todos com o maior respeito, e a Vida não é infernal quando não respira respeito no ar? Não são as guerras eventos de pleno desrespeito mútuo? Não é o Ser Humano cruel? Aqui é no redentor final da trilogia O Senhor dos Anéis, num barco nos levando para um lugar plácido e maravilhoso, numa espécie de pausa e aposentadoria momentânea, no modo como, repito, todos têm que laborar de alguma forma no Plano Superior, havendo em Tao, em Deus, o ente que está sempre produzindo, e se Ele produz, por que não devemos nós produzir também? Aqui é um Sol majestoso, na bela deusa grega Eos, da aurora, arrumando o céu com cores douradas, belas, preciosas, arrebatadoras, num novo dia, numa nova página, num novo capítulo em nossas vidas, como acordar cedo e ver tal espetáculo, como certa vez vi o nascer do Sol na praia catarinense Mole, num disco dourado, como no faraó transgressor Aquenáton, um indivíduo que desafiou tradições milenares, e um homem que foi considerado maldito pelos próprios egípcios, sendo perseguida e censurada tal parte da história egípcia, um rei que foi oficialmente apagado dos registros oficiais, num reinado que só foi reconstituído há pouco tempo pelos egiptólogos, no poder de transgredir, num homem incompreendido em seu próprio tempo. A mulher aqui sorri plácida, suave, sabendo do valor da discrição, como uma certa senhora discretíssima que conheço, a qual, normalmente, não usa maquiagem, só se maquiando em eventos especiais como casamentos e, ainda assim, usando o mínimo possível de maquiagem, numa senhora discreta no modo de falar e de se vestir, no poder da discrição do camaleão, o qual, em sua invisibilidade, pode captar presas e esconder-se de predadores. Aqui é o potencial turístico brasileiro, um país tão majestoso em natureza exuberante, mas um país que precisa de investimento em infraestrutura, no exemplo do majestoso complexo de parques temáticos do estado americano da Flórida, na cidade de Orlando, num país tão rico, tão farto, numa viagem inesquecível, a qual toca na criança dentro de cada um de nós, numa experiência emocionante, como o foi para o senhor meu pai, o qual disse ter sido uma das melhores viagens de toda a sua vida, num lugar como Gramado, no qual voltamos a ser crianças. O flamingo é a elegância, a exuberância, fazendo da Terra tal lugar tão único, com cientistas até hoje buscando vida em outras esferas, numa sede de conhecimento, em sondas bilionárias enviadas pelo sistema solar, em astrônomos que dedicam suas vidas inteiras para tais projetos ambiciosos, na cena do Super Homem recolocando a bandeira dos EUA na superfície lunar, num país tão patriota; tão cheio de belas tradições. Aqui é um quadro de doçura, como na magia de um domingo de Páscoa, com crianças procurando os ninhos de ovos de chocolate, no zelo da senhora minha mãe em preparar tais ninhos de delícias doces, no modo como é importante mantermos contato com nossas próprias famílias.

 


Acima, Garota coelho. Aqui é como a paisagem inóspita ao fundo da Monalisa, num pano de fundo, num mero papel coadjuvante, como numa mera moldura – quando o quadro é ruim, não há moldura que o salve; quando o álbum de música é ruim, não há capa de divulgação que o salve. É no caminho da ética, pois se estou anunciando que meu produto é excelente, tenho que me assegurar que tal produto seja, de fato, excelente, no caminho da honestidade e do apuro moral, pois o consumidor não é tolo, pois este nota quando foi ludibriado, nunca mais adquirindo tal produto, e quem carece de competência, não se estabelece. O busto é farto, na fartura feminina, em decotes ousados, como nos áureos tempos de Versalhes, com as damas da nobreza comprimindo fartos seios em decotes ousados, numa bolha alienada de privilégios, num rei Sol insensível em relação a questões simples, como o preço do pão para o cidadão francês comum, como os comunistas depuseram a poderosa dinastia Romanov, pois o líder que se afasta de seu próprio povo deixa de ser líder, resultando em golpes de estado, como no infame episódio golpista em Brasília, como no deselegante Trump, usando seu poder para anistiar vândalos grossos e brutais, num homem cuja cabeça não vai além da esquina, como maltratar, sem necessidade, imigrantes ilegais, o quais deveriam ser firmemente deportados, mas com cortesia e civilidade, como num responsável em raios x de aeroportos – firme, porém gentil. Aqui é o perfil, como no perfil de um monarca em moedas ou cédulas de dinheiro, no poder de responsabilidade de um monarca, no modo como pode pesar uma coroa, havendo no Desencarne tal glória de libertação, num monarca o qual, ao morrer, perde seus poderes mundanos, pois só com humildade se entra lá em cima, ao contrário do arrogante grosso, condenado a vagar pelas terras cruéis do Umbral, no caso de espíritos revoltados, não tendo a consciência de que é um filho de Tao, o Pai que a todos amará sempre, no incrível caminho da Eternidade, este presente inestimável, no poder de que jamais findaremos, no caminho natural do perdão, pois os ressentimentos não são eternos, no modo como teremos a Eternidade inteira para nos relacionarmos com tais entes, resultando, assim, no amor desapegado, leve, sutil, discreto, limpo e mínimo. O coelho é a fertilidade, como na abertura de um filme de Allen, falando sobre Sexo, com os coelhos se reproduzindo insanamente, como numa família numerosa, como na família de um certo senhor, com mais de dez filhos para um mesmo casal. As folhas são aqui como adornos, como num vestido elegante, de festa, numa pessoa que se prepara para um evento solene, de gala, como atrizes sérias como Glenn Close e Meryl Streep, arrumando-se para tais aparições públicas, ao contrário de uma terceira atriz, uma mulher que não se arruma, querendo, inconscientemente, agredir e esfaquear, usando, recentemente, um vestido que era uma piada, como uma certa senhora no tapete vermelho, num vestido para lá de medíocre, ao contrário de outra senhora ao seu lado, esta, sim, elegante, pois quando digo que algo é doce, é porque conheço o oposto, que é amargo. O sorriso aqui é brando e mínimo, como no mínimo sorriso de Nefertiti, no poder do pensamento racional, na beleza fria dos números, da lógica, pois a Eternidade inenarrável é o caminho lógico, visto que nada teria sentido se tudo morresse na morte do corpo físico, na noção taoista de que o óbito carnal pouco importa, como um certo mendigo recém falecido, o qual, provavelmente, está neste exato momento no Umbral, sinto em dizer, num espírito arrogante, que não quer saber de receber ajuda – quem é humilde, não sofre. Esses numerosos coelhinhos são como na imagem de Nossa Senhora fértil, cercada de anjinhos filhos, como uma certa senhora cozinheira da Televisão, uma avó com mais de dez netos, na magia de mentes férteis como a de Jesus, propagando conceitos imortais, em espíritos revolucionários, como no maravilhoso para Francisco, um homem humilde e impecável, o qual deixará saudades.

 


Acima, Guardiões da ilusão. O chão xadrez é a diversão e a brincadeira, como no ambiente esquisito do genial diretor Tim Burton, num surrealismo, em algo estranho, na veia surrealista de artistas, gravitando acima do óbvio, estranhos, fascinantes. O chão aqui remete à onírica Cidade das Crianças, na Argentina, lugar o qual, reza a lenda, inspirou Walt Disney, outro gênio, a construir o parque da Disneylândia na Califórnia, EUA, num lugar onde voltamos a ser crianças, no modo como sinto falta de meus brinquedinhos de infância, em doces lembranças de verão com amigos, os quais fazem falta em nossas vidas, espíritos amigos dos quais nunca iremos nos esquecer, mesmo após o inevitável Desencarne, no caminho da Eternidade – o Amor é imortal, e maravilhoso, como um móvel de madeira nobre, de alta durabilidade, no modo como tudo gira em torno do Plano Superior, havendo na Terra, com suas tragédias naturais, um mero arremedo. O palhaço é o prazer do riso e da comédia, na capacidade do Ser Humano em rir de si mesmo, de rir da Vida, a qual não deixa de ser engraçada, como no instigante filme Dogma, no qual Deus é um ente repleto de senso de humor, na ironia de Yin e Yang, um sendo a contradição do outro, na sedução dos opostos que geram tudo, no casamento entre razão masculina e loucura feminina, nas palavras de Fábio Jr. numa entrevista a uma jornalista mulher: “Cansei de tentar entender as mulheres – vocês são loucas!”, na passividade feminina que atrai o móvel masculino, como no espermatozoide dinâmico em busca do passivo óvulo, numa competitividade atroz, como vi certa vez num evento com vários fotógrafos, os quais se acotovelavam insanamente para tirar fotos, como um certo senhor agressivo, o qual abriu uma empresa o mais diferenciada possível, sabendo que vive num mercado competitivo, como no mercado da cidade de Gramado, num competitividade para ver quem fisga o turista, numa cidade um tanto elitizada, um pouco inacessível para a classe média, como em Balneário Camboriú, elitizado, com suas arrogantes torres altivas de concreto, com seus barcos de luxo, nos abismos sociais brasileiros, nos versos da canção: “Ó mundo tão desigual (...) De um lado, este carnaval; do outro, a fome total”, como na cidade do Rio, com suas enormes favelas, em famílias sem dinheiro para fazer reboco em suas residências, num espírito corajoso, o qual resolver reencarnar num contexto tão sofrido e miserável, adquirindo, assim, um crescimento espiritual enorme. Neste quadro temos uma simetria, com os dois senhores ladeando algo precioso, como uma pedra preciosa, como na coroa imperial inglesa, a qual, de tão valiosa, não pode sair do cofre, nem do dia da coroação do monarca, o qual, em tal evento solene, usa uma réplica, uma bijuteria, no discernimento taoista de que, quanto mais tesouros tenho, menos seguro estou, como um certo casal, o qual colecionava joias preciosas, sofrendo um brutal assalto. O palhaço é a diversão, em atores tão geniais como Rowan Atkinson, no imortal Mr. Bean, naqueles atores geniais que fazem escola, como no deslumbrante espetáculo do Cirque du Soleil, no comediante claramente se inspirando em Rowan, na magia circense, como em grandes turnês mundiais, numa Dercy Gonçalves jovem, a qual fugiu de casa para se juntar a uma trupe circense, nas palavras da própria diva: “Eu sou mambembe!”. Os tijolos aqui são o paciente trabalho de formiguinha, como na obra de uma certa artista, a qual trabalhou com pedacinhos de tecido, colando-os e formando uma imagem, num trabalho de paciência e dedicação, num trabalho árduo, persistente. A gravatinha borboleta é o garbo, no artista que se arruma para pisar no palco, em frente ao olho do público, em artistas que levam muito a sério o se arrumar para vir a público. As árvores atrás são a fertilidade de uma mente criativa, fértil, num artista com uma vasta obra, como no supremo Louvre, o qual exigiria que passássemos um ano inteiro ali dentro para podermos apreender o que ali existe, fazendo de Paris o centro do Mundo, numa cidade cheia de novidades e excitação.

 


Acima, Idades diferentes. Aqui é o modo ocidental de celebrar a beleza do corpo humano, desde os nus gregos, no modo de expor a beleza do seio feminino, algo impossível nas culturas islâmicas, com as burcas, no modo patriarcal de tolher a sexualidade feminina, em transgressões como os nus de Madonna no controverso livro Sex, no modo como ouvi de uma certa artista respeitada, esta falando de Madonna: Por trás deste perfil transgressor, provocador e agressivo, existe uma mulher extremamente careta. O seio é a fartura, como no Brasil colonial escravocrata, com senhoras negras amamentando crianças brancas ricas, numa relação de intimidade, no termo “ama de leite”, no prazer de se mamar numa caixinha de leite condensado, no fascínio mamíferos dos queijos de vaca, cabra, búfala etc., remetendo aos radicais veganos, negando qualquer alimento originário de tetas, remetendo a uma cachorrinha minha que, a qual começou a ficar desnutrida ao dar de mamar aos filhotes, na sabedoria popular: Ser mãe é padecer no inferno! O tecido vermelho é a feminilidade do Chapeuzinho Vermelho, provocante, excitando o agressivo lobo, na cor do sangramento menstrual, nas dores de tensão pré menstrual, no modo como é duro ser mulher, remetendo a uma memória de adolescência minha, como uma colega chorando de dor, tendo que tomar amargas gotas de remédio antiespasmódico. A cabeleira é a fartura, a exuberância, como na bela Isadora Ribeiro na emblemática abertura da telenovela Tieta, na mulher exibindo toda sua beleza nua, em aulas de nus artísticos em faculdades, perdendo a malícia em relação à nudez, como em inocentes praias de nudismo, remetendo a uma freira que foi minha professora no Ensino Fundamental, a qual dava aulas de Educação Sexual exatamente para neutralizar tal malícia, falando da beleza do órgão reprodutor feminino, como na cena do rico, complexo e célebre tríptico O Jardim das Delícias, como num parque de diversões erótico, tendo ao fundo uma estrutura que lembra tal aspecto feminino. O chapéu é o resguardo e a proteção, como num leão atravessando cuidadosamente um rio, sabendo que ali há perigo, como num líder de Tao, cheio de Amor no coração, nunca querendo expor seu próprio súdito ao perigo, num líder excessivamente cortês e polido, respeitando totalmente o cidadão comum, nunca interferindo no dia a dia pacato de tal cidadão, como no finalzinho de O Retorno do Rei: Tudo se resume a uma vida pacata, deixando o Yang do lado de fora e sendo mais Yin dentro de si mesmo, no valor do silêncio e da discrição, ao contrário de indiscretos carros com volume musical altíssimo, desinteressantes. As plumas no chapéu são a delicadeza, em algo se curvando e sendo humilde, dobrando-se ao vento, nunca resistindo, na capacidade da pessoa em saber “surfar na onda”, como Orlando Bloom, o qual soube ser tal surfista, sendo revelado ao Mundo como o belo elfo Legolas, nas pessoas com instinto, sabendo vender a si mesmas, neste talento de uma Gisele, sabendo se vender extremamente bem, deixando-nos perplexos com tais pícaros de fama e popularidade, em homens grandes como Renato Aragão – visto, amado e respeitado. Aqui há uma grande discrição, na moça sem querer revelar o rosto, disfarçada, oculta, sem querer chegar ao ponto de simplesmente não poder caminhar em paz pela Rua, como vi certa vez em Porto Alegre pessoas assediando o escritor Luis Fernando Veríssimo, meu ídolo, diga-se de passagem, um senhor discreto e pacato, alheio a estrelismos, celebrizações e midiatizações, ao contrário da figura do Robert, aquele que quer simplesmente aparecer midiaticamente, nunca sendo secretamente respeitado pelas pessoas, como uma certa senhora, a qual, o que tem de rica, tem de desrespeitada. Aqui, os seios são a dedicação materna, o zelo, em medidas como vedar com fita adesiva buracos de tomadas elétricas, num zelo, na segurança de um lar, como colocar redes nas janelas, no peso de uma responsabilidade, como um certo senhor, o qual tem que trabalhar de Sol a Sol para dar um padrão de vida elevado à própria família.

 

Referências bibliográficas:

 

Artush Voskanyan. Disponível em: <www.artfinder.com>. Acesso em: 27 nov. 2024.

Artush Voskanyan. Disponível em: <www.artsper.com>. Acesso em: 27 nov. 2024.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Rei Artush (Parte 3 de 6)

 

 

Meu blog está de volta das férias. Falo pela terceira vez sobre o artista armênio Artush Voskanyan. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Luciano Pavarotti. Luciano aqui é a dignidade do labor, na dignificação do trabalho, mesmo em humildes trabalhos como o de gari varrendo ruas, num Senna, que morreu trabalhando, equivalendo a um cantor ou ator falecer no palco, na construção de ídolos, como numa carismática Gisele, cujos cabelos ondulados são, há muitos anos, paradigma capilar da moda, imitado por mulheres nos quatro cantos do Mundo, no conceito taoista da pessoa sábia, a qual conquista tudo sem ser percebida, numa Gisele humilde, que sabe que não pode parar de trabalhar, na sabedoria de que não pode faltar trabalho, ao contrário da pessoa improdutiva, desperdiçando uma vida com indolência, como uma pessoa que conheço, dona de um bom gosto fenomenal, mas uma pessoa que passou a vida se escondendo do Mundo, num monumental desperdício. Os arcos aqui são a humildade daquele que se curva, ao contrário do metido, do arrogante, o qual leva da Vida uma dura lição de humildade, como um homem que conheço, o qual achava, em arrogância, que se tornaria o maior popstar de todos os tempos, com uma mãe superprotetora, que massageava o ego do filho, num homem que acabou se tornando uma pessoa muito longe do que ele próprio imaginava, em duras lições de humildade. A mulher desfalecida é a fragilidade e a vulnerabilidade, como uma frágil vela ao vento, numa vida vulnerável, na pessoa que vive ao sabor do vento, numa pessoa aventureira, que nunca se centrou, nunca colocou os pés no chão, no modo como a Vida tem toda uma face séria, sisuda, ao contrário de um saco plástico na Rua, ao sabor do vento, na face séria da Vida, como um professor que tive, o qual queria ser ratão de praia em Floripa, aprendendo que a Vida não é só verão, como na pessoa indigente, na Rua, querendo, com todas as suas forças, fugir da seriedade da Vida. O vaso de barro é o receptáculo feminino, o útero, o jarro de Galadriel, a criatura mais poderosa e depurada da lendária Terra Média de Tolkien, numa Galadriel, a qual, apesar de bondosa, é estranha e intimidadora, muito longe da figura de fadinha perfeita de Disney, num Tolkien que deixou claro que não queria que os direitos de sua obra fossem vendidos à Disney, pois o universo de Tolkien é sombrio, adulto, sério, falando sobre a fraqueza humana diante do sedutor Anel do Poder, na noção espírita de que o vencedor da loteria leva uma vida dura e deprimente, apesar de parecer o contrário, no modo como podemos ser felizes com pouco. A boca aberta é a liberdade de expressão, num país livre e democrático, ao contrário de ditaduras remanescentes sobre a face da Terra, num cidadão que sequer tem o direito de escolher seu governante, em ditaduras podres como a de um certo país, regido por um déspota que pouco se importa com os flagelos do próprio povo, investindo tudo em armistício, resultando em um país miserável, sem escolas, estradas ou hospitais, num rei infeliz, que sempre quer anexar os reinos vizinhos, num complexo de Napoleão, com os egos ascendendo e descendendo, na sabedoria do Preto Velho, quietinho no seu canto, na sua humildade e na sua sabedoria, só observando as fogueiras de vaidades humanas. O muro ao fundo é a divisão entre nós, nós irmãos, divididos em classes sociais, ou raças, ou crenças, como nos abismos sociais brasileiros, como na rica cidade de Gramado, com turistas ricos fazendo suas compras e chocolatarias finas, passando na Rua por mendigos jogados na calçada pedindo esmola, na recomendação da assistência social de que a esmola só incentiva a pessoa a permanecer em tal situação degradante. As vestimentas aqui parecem ser renascentistas, nesse momento tão ímpar que foi a Renascença, quando a Europa começou a respirar ares de renovação, cheios de perfume e novidade, como em cidades como Paris, cheia de novidades, em pioneiros como Chanel, na coragem de revolucionar, libertando a mulher de ranços patriarcais, estabelecendo a bijuteria, no modo como o que importa é o feito do adorno, e não o preço do item. Os bustos ladeando Pavarotti são a dignidade de grandes homens, homenageados, como num Vargas, o homem poderoso e infeliz que deixou tudo subir à cabeça, matando-se.

 


Acima, Marilyn reimaginada – um retrato surreal. Não é exagero dizer que MM é o maior sex symbol de todos os tempos, numa mulher frágil, que passou a vida em busca de figuras paternas, ao contrário da mulher independente, que não espera pelo príncipe no cavalo branco, numa MM genial, talentosa ao ponto de nos fazer crer que ela era de fato tal loira burra, nesses talentos de “supernovas”, abocanhando a tela de Cinema, na hierarquia do panteão hollywoodiano, no qual há o primeiro escalão, o segundo, o terceiro etc., e é assim mesmo – uns se tornam estrelões; outros, nem tanto. Aqui é o momento decisivo na carreira de Madonna, imitando MM no clipe de Material Girl, numa releitura pós moderna, numa ironia de metalinguagem, que é estrela falando de estrela, na capacidade de certos artistas em “fazer escola”, com jovens estreantes buscando se fixar na mente do público, em artistas que têm a humildade de saber que não podem parar de trabalhar, de virar as páginas, com tantos astros que acabam desaparecendo exatamente por pararem de produzir, pois a Vida rola, rola e rola, sem parar, e uma nova página em branco tem que ser encarada, na questão da pessoa não de ficar presunçosa e metidinha, como no surto psicótico público de uma certa pessoa, nas duras e gélidas lições de humildade que a Vida nos ensina. Vemos aqui a sexy cena do vestido de MM ao vento do metrô, em um ícone tão esmagador, com multidões fazendo filas nas salas de Cinema, como na comoção de popularidade de Parque dos Dinossauros, com os monstros pré históricos, num monstruoso Spielberg, um dos maiores nomes da Sétima Arte, numa Hollywood que tanto puniu Mel Gibson por este culpar os judeus pela morte de Jesus, no modo como pode ser a gangorra Vida: Gibson já foi o topo da cadeia alimentar hollywoodiana, e está até hoje pagando o preço pelo filme de Jesus, numa Hollywood na qual não podemos mexer com os judeus. Os cabelos ondulados aqui são tal voluptuosidade, numa MM que não era necessariamente magérrima, com suas sensuais gordurinhas, ao contrário dos cruéis padrões de beleza atuais, nos quais só é sexy a mulher que esteja na antessala da Anorexia, em padrões que bombardeiam a autoestima feminina, como uma certa moça que entrou num concurso de beleza, uma moça de claro distúrbio alimentar, de uma magreza cadavérica, numa moça a qual, de tão doente, simplesmente para de menstruar – é um horror. Os olhos de MM são gatos, na sensualidade da Mulhergato, agressiva com suas garras afiadas e seu chicote adestrador, mas sexy em sua pelagem macia, como um casco de pele, numa junção de feminino e masculino, numa Mulhergato independente, nem vilã, nem heroína, como um misterioso gato com suas motivações pessoais, na Catwoman icônica da deusa Michelle Pfeiffer, na capacidade de certas atrizes em se tornarem deusas cultuadas, na gangorra da Vida: Hoje posso concorre a um Oscar; amanhã posso estar na infame Framboesa de Ouro. A janela aberta é tal vazão de sensualidade, num ar circulando, sexy, no fascínio de folhagens ao sabor da brisa noturna, farfalhando sensualmente como veludo, num processo intermitente de transformação, no modo dialético de que tudo é processo, no caminho de Deus, do infinito: A eternidade sobre a qual podemos falar não é a verdadeira eternidade, no poder imenso de Tao, no qual nunca findaremos, e não é poder demais a perspectiva de que jamais findaremos? A pele da estrela aqui é sedosa, glamorosa, perfeita, na pele perfeita dos espíritos desencarnados, na dimensão em que podemos escolher nossa própria aparência, num cabelo que fica do jeitinho que desejamos, no caminho da autoestima. No centro do quadro, o decote é ousado, como numa ousada fenda num vestido, no erótico sem ser vulgar, como na revista Playboy brasileira, num nu de bom gosto, sem degradar a mulher, numa Playboy da qual até os homens gays gostavam, tal a sofisticação. As portas abertas são a revelação de uma estrela ao Mundo, num boom de uma Gaga, no poder artístico da formidável transgressão.

 


Acima, Mestre no disfarce. A moça flerta com o espectador, piscando o olho. O ambiente aqui é submarino, como na ilustração de pequenas sereias em piscininhas infantis remontáveis, na magia do verão, com brincadeiras na água, em doces memórias de diversão com amigos na estação quente, na época infantil em que a vida é mais simples, e a vida é boa quando é simples, ensinou-me isto uma pessoa muito especial, naquelas pessoas que tocam no lugar mais fundo de nossos corações, na maravilha que é o Amor, o qual tem todo o apuro moral, e o sentido da vida, de qualquer vida, é adquirir tal apuro, num caminho de depuração e crescimento como espírito, numa pessoa que morre melhor do que quando nasceu, num caminho de aprendizados, nas necessárias vicissitudes, as quais acabam por nos ensinar tanto, pois uma encarnação sem vicissitudes não tem sentido, como ingressar numa faculdade, fazendo da Terra tal faculdade maravilhosa, como uma prestigiosa instituição de ensino, como nos tradicionais colleges ingleses, na soberana Elizabeth I visitando regularmente tais instituições, numa contradição: Uma mulher de tanto poder num país em que, na época, só homens podiam frequentar tais instituições, nesses talentos de estadista, ao contrário da maior parte dos líderes, num rei que nunca está feliz dentro do próprio território, sempre desejando anexar os reinos vizinhos, como uma certa pessoa da atualidade, cujo nome não mencionarei, uma pessoa de complexo de Napoleão, querendo o maldito Anel do Poder de Tolkien, o qual corrompe os homens. Aqui é a riqueza da biodiversidade da Terra, um lugar tão ínfimo e insignificante, cheio de vida, riquíssimo neste sentido, nos esforços de cientistas em descobrir vida fora da Terra, enviando sondas bilionárias para o espaço, nesta sede de conhecimento, sendo só questão de tempo até o Ser Humano poder pisar na superfície de Marte, sendo mais complicado o solo de Vênus, este um planeta tão hostil ao Homem. Aqui temos um biossistema harmônico, num quadro de paz, na paz inabalável do Plano Superior, um lugar de apuro moral, onde ninguém quer enganar ninguém, na vitória da verdade, ao contrário de um certo senhor que me enganou, mostrando falta de apuro moral, no modo como é um inferno a vida de quem carece de tal apuro, num senhor que foi “míope”, por assim dizer, pois a palavra de um homem não tem preço, sendo a palavra o maior bem de um homem – a mentira não tem sentido. Aqui remete a um lindo clipe da maravilhosa cantora Sade, estando esta como uma bela sereia no fundo do mar, no poder de feminilidade, na sedução das sereias, seduzindo marinheiros, no olor de mar, no perfume de Iemanjá, a deusa dos mares, trazendo fartura às redes de pescadores, num orixá tão pop e conhecido, num sincretismo, formando um continuum com a Nossa Senhora dos Navegantes, na universalidade da espiritualidade humana, com várias religiões que remetem a um só destino, que é Tao, na gloriosa vida metafísica, na qual estamos livres de TODOS os problemas relativos à matéria, como doenças – é a glória! É no caminho da fé, a qual se opõe à ciência, pois se deve ter fé no Desencarne, mesmo este não ser provado com provas científicas, no caminho da lógica, pois nada teria sentido se a vida acabasse com a morte do corpo físico, no poder imenso da Eternidade, no fato quase assustador de que jamais findaremos. A boca da moça é rubra, vibrante, sedutora, numa mulher elegante, com autoestima, arrumando-se e perfumando-se, no caminho da autoestima, algo amplamente propagado em consultórios de Psicologia, na questão da pessoa gostar de ser ela mesma, não querendo ser outra pessoa. Os cabelos encaracolados são tal sedução fluidia, numa aquosidade feminina, opondo-se ao falo retilíneo da razão, no casamento cósmico entre masculino e feminino, no modo como a pessoa deve buscar, dentro de si, seu oposto cósmico – se sou naturalmente feminino, Yin, devo partir em busca do que me falta, que é o masculino, o Yang, não projetando em outrem o que falta dentro de mim.

 


Acima, Na expectativa. Aqui são aqueles chapéus exóticos e ousados de senhoras inglesas, num país de tradições tão fortes, no trono mais poderoso da Europa, num monarca que reina sobre um terço da Humanidade, num Mundo insensível, o qual não tem a sensibilidade de me perguntar se estou, no fundo da alma, feliz, no modo como é necessário que a pessoa mande o Mundo se foder, com o perdão do termo chulo, como um amigo meu, o qual mandou o Mundo se foder e foi adquirir o controle sobre sua própria vida, pois não posso ser refém e prisioneiro das expectativas do Mundo. A ave aqui é tal exuberância, tal luxúria, no gostoso pecadinho capital, num casal fazendo brincadeiras sexuais para apimentar a relação, com coisas inofensivas como passar talco no bumbum do cônjuge, ou entrar numa banheira com o cônjuge, falando muita bobagem, no caminho da felicidade, como uma grande amiga minha, a qual escolheu seu marido visando a felicidade, tornando-se uma pessoa muito feliz com o marido, tomando suas próprias decisões e mandando o Mundo à merda, com o perdão do termo chulo, no modo como a vida é feita de escolhas, na liberdade de cada pessoa, algo como fazer “cocô metafísico” sobre as pessoas, por assim dizer. Ao fundo vemos um bosque plácido e silencioso, relaxante, como num papel de parece, decorando um cômodo com tal floresta, na magia de um quarto decorado de tal modo, com papéis de parede luxuosos, numa espécie de bosque dentro de casa, limpo, com perfume de lustra móveis, na magia de uma casa recém limpa, a mais próxima possível da limpeza impecável e eterna do Plano Superior, a dimensão onde sequer há uma só bactéria, remetendo aos casos de espíritos revoltados, chamando, preconceituosamente, de “limpinhos” os seus irmãos que vivem felizes no plano acima, como um certo espírito revoltado que conheço, revoltado desde cedo na vida, desde criancinha, numa encarnação com o intuito de neutralizar tal revolta – nenhuma vida é em vão. Aqui temos uma dama, uma mulher elegante e fina, no poder transgressor de Chanel, uma espécie de feminista, que libertou a mulher de alguma forma, em espíritos corajosos e geniais, deixando-nos perplexos com tal ousadia, no fato de que uma sociedade só evolui a partir da transgressão de alguns de seus membros, numa espécie de crescimento coletivo, em brechas novas de frescor sendo abertas, como no sopro de renovação da Renascença, enchendo a Europa de frescor de novidade, nas vogues, nas ondas, no momento decisivo que foi a chegada do som ao Cinema, alçando, assim, a Sétima Arte. O brinco de pérola é singelo, simples e impecável, como uma noiva de branco com um buquê de flores brancas também, num continuum de harmonia, no poder da união, ao contrário da guerra, que só traz rastros de fome e destruição, no modo como nem a suprema majestade de Jesus soube resolver os problemas do Mundo – num aguerrido Mundo de amarelos versus azuis, seja verde, pois não resolverá os problemas, mas poderá ser uma figura na qual o povo possa depositar esperanças, nas esperanças em Jesus, na promessa de que um mundo melhor nos espera lá em cima, numa promessa inoxidável e eterna. Aqui a vida luta para prosperar, como uma pessoa batalhando numa carreira, como um senhor que conheci, o qual deslanchou profissionalmente, mas um senhor que nunca foi workaholic, ou seja, um senhor que se dava ao respeito, ao contrário de outro senhor workaholic, o qual fracassou ao não ter dignidade, nas duras lições de humildade da Vida; lições necessárias. O decote aqui é o sexy sem ser vulgar, na exuberância dos seios femininos, no modo ocidental de expor tal beleza, ao contrário da tradicional burca, no modo patriarcal de tolher a sexualidade feminina, castrando a mulher de todas as formas, com o pai dizendo ao nascer da própria filha: “Esta vou guardar debaixo de sete chaves e entregar pura e casta ao marido na Igreja!”. Aqui é um retrato de feminilidade e sofisticação, num rastro sedutor de perfume feminino; doce.

 


Acima, Nostalgia. O Amor é lindo! Aqui é um encontro, num momento feliz, em que queremos curtir a vida com simplicidade, sem almejos ou ambições – simplesmente viver, em coisas tão singelas, que não custam um único centavo, como um tomar café da manhã no colo do outro, num relacionamento o qual, apesar de não durar para sempre, foi uma eternidade, nessas pessoas que se tornam amigões para toda a Eternidade, amigos que reencontraremos felizmente no Plano Superior. As flores são os galanteios, no símbolo dos enamorados, numa delicadeza, num presente que toca fundo em nossos corações, mas com um porém, pois não podemos ouvir somente o coração – rosas são muito românticas, mas o negócio tem que começar pela cabeça, numa proposta que tem que ser realista e sisuda, como no filme As Pontes de Madison, no qual o amante não tem a capacidade de fazer uma proposta sólida para uma mãe casada de família, no modo como a razão tem que ser ouvida, num casamento sólido, realista, no caminho do respeito e da dignidade; da austeridade. As flores aqui são femininas, pois formam uma face feminina delicada, como numa canção em que Madonna chama o Amor de “ela”, no casamento entre razão e loucura, como no final feliz do filmão O Diário de Bridget Jones, no qual a protagonista, apesar de tão apaixonada por um rapaz, exige que este, antes de tudo, tenha uma proposta realista, pés no chão. A janela aberta são as possibilidades, as alternativas, num meio sempre aberto e viável, respirando, no caminho da vida, do respiro, arejando uma casa e uma vida, em possibilidades em aberto, como um ator privilegiado e estelar, que pode se dar ao luxo de escolher quais filmes fazer, como num bom gosto fenomenal de Leonardo DiCaprio, selecionando projetos contundentes, filmes fortes, interessantes, mas recentemente tendo embarcado numa bomba, num filme de merda, com o perdão do termo chulo, no modo como ninguém está por cima o tempo todo, como uma certa atriz, a qual já estava acostumada a ser indicada todos os anos a um Oscar, pois não canso de dizer que o sucesso é um amante infiel, pois hoje está comigo; amanhã, não se sabe. São os altos e baixos da vida, numa liquidiscência, com ondas ascendendo e descendendo, no modo como o sucesso é um problema, pois quando o doce sucesso vem, temos que sobreviver a ele e continuar tocando a carreira para a frente, no modo como os momentos passam, sempre, sejam doces ou amargos, no livrão As Horas, nas páginas que precisam ser viradas, no modo vi certa vez em Porto Alegre Michael Cunningham, o autor. O relógio é a passagem do tempo, numa vida que tem “prazo de validade”, no modo como precisamos escolher fazer algo de nobre e produtivo de nossos dias na Terra, ao contrário de uma certa dondoca improdutiva, maliciosa e fofoqueira que conheço, uma pessoa que nada faz de seus dias na Terra; uma pessoa para a qual eu, definitivamente, não tiro o chapéu, tendo ela já, certamente, já ter falado mal de mim por aí – vá tomar no cu, sua dondoca, com o perdão do termo chulo. Aqui é um grau de intimidade, perdendo toda a timidez, no amor manso, gostoso, com intimidade, longe do sexo frio e mecânico, como numa linda canção de Barbra, na qual ela sente que o calor na relação esfriou, num sexo frio, brutal, sem romantismo, no modo como o sexo pode esfriar num relacionamento. A luz entra e esclarece as questões, num grau em que conhecemos um ao outro tão profundamente, numa intimidade que vai durar para sempre, num amigo o qual levaremos por toda a eternidade, na imortalidade dos laços de Amor, na imortalidade das amizades, na poderosa perspectiva de que teremos todo o tempo para nos relacionarmos, resultando no glorioso Amor desapegado, sutil, minimalista, leve, ao contrário do amor fixado, possessivo e doente, num laço excessivo, como mostra o filme espírita E a vida continua, num rapaz obcecado por uma moça, como na famosa canção Ronda, num amor possessivo que acaba em assassinato – é um horror. Aqui, o tempo passa voando, num tempo tão doce e gostoso, no modo como o tempo pode voar quando estamos bem. No dedo da moça, uma aliança, num casamento feliz, o qual visa a felicidade.

 


Acima, O gato. O gato é a combinação entre agressividade e suavidade, com suas garras afiadas, mas com pelagem macia, como na Mulhergato, com suas próprias motivações – nem heroína, nem vilã. O gato tem na boca o ganho do dia, um rato, como na corte de Versalhes, na qual havia gatos para caçar os inevitáveis ratos na época, os quais invadiam até os mais luxuosos aposentos, como na insalubridade da Idade Média, com a Peste Negra dizimando um terço da população no continente, na época em que se acreditava na geração espontânea – amontoe lençóis sujos num canto e aparecerão, inevitavelmente, os ratos. Aqui é o divertido desenho de Tom e Jerry, marcando gerações como a minha, numa eterna caça, num eterno flerte, como no eterno flerte entre a babá e o patrão no seriadão The Nanny, num enredo que perdeu a graça a partir do momento em que eles casaram, tirando a graça e o charme do flerte, num seriado que estava fadado a acabar, no lamentável modo como terminam seriadões tão maravilhosos como Seinfeld e Friends, havendo o fracasso de Matt Le Blanc, o eterno e amado Joey, em ter um seriado exclusivo de tal personagem – o sucesso é um amante infiel. A mulher aqui nos fita sedutora e ameaçadora, misteriosa, uma Mulhergato sedutora, em deusas como Michelle Pfeiffer, abraçando um papel com unhas e dentes, tornando-se, infelizmente, a única coisa realmente memorável do fracassado Batman – o retorno, um filme que decepcionou frente ao sucesso do Batam anterior com outra deusa, que é Kim Basinger, na capacidade de certas atrizes em ser divas, como na menina eleita rainha da Festa da Uva de Caxias do Sul, uma moça que tem que ter alma de diva para marcar o seu reinado, resultando em certas rainhas que marcam muito bem marcada tal edição da Festa, numa moça que começa o reinado menina e termina mulher, numa experiência que faz crescer tal indivíduo – eu amo a Festa da Uva! O pedacinho de queijo aqui é uma isca, como enganar um peixe num anzol, numa cilada, num peixe que não tem como aprender a não morder a isca, numa sofisticação de Homo sapiens em pescar, como nas tribos amazônicas, numa tarefa agressiva, relegada aos homens, reservando às mulheres uma tarefa menos agressiva, que é o trabalho de coleta na mata, análogo ao fazer compras no mundo civilizado, na universalidade do Ser Humano, no modo claro como as Ciências, as Artes e os Esportes são altamente universais, e uma poderosa prova disso são os Jogos Olímpicos, atraindo jovens de todos os cantos do Mundo. A boca da mulher é uma pimenta, ardente, rubra, queimando, sensual, sexy, na sedução de uma mulher de vermelho, como vi certa vez uma feiticeira, linda, de vermelho, vibrante, com uma energia tão bela, num rosto lindo cercado por uma luxuriosa hera, na beleza dos espíritos intrigantes, desafiadores, uma feiticeira de uma energia tão boa, que deixou minha espinha energizada – é uma maravilha. O pano retorcido é o caos, como na transa com o momento do orgasmo, como num certo filme, o qual retratava o orgasmo como uma casa de madeira caindo do céu e espatifando-se no chão, como no ponto alto de um filme, num momento de desfecho, de cume, naqueles filmes redentores e catárticos que fazem com que saiamos da sala de Cinema leves e energizados, como gaivotas à beiramar, ao contrário de outros filmes mais pesados, como o contundente A Bruxa de Blair, um filme que me deixou cagado nas calças, com o perdão do termo chulo, ou como filmes escuros como O Silêncio dos Inocentes, no qual saímos da sala de Cinema com a perspectiva de que Hannibal Lecter está solto por aí. Uma luz dourada entra na cena, no poder da aurora num café da manhã, num suco de laranja dourado. Realmente, Artush é um talento, com suas obras dúbias, tocando nossas inteligências emocionais, no poder da sugestão, algo impossível para um frio sociopata, o qual não tem tal inteligência emocional. Os armários são como memórias retidas e guardadas, como temos memórias de vida, desde a doce infância.

 

Referências bibliográficas:

 

Artush Voskanyan. Disponível em: <www.artfinder.com>. Acesso em: 27 nov. 2024.

Artush Voskanyan. Disponível em: <www.artsper.com>. Acesso em: 27 nov. 2024.