Meu blog está de volta das férias. Falo pela terceira vez sobre o artista armênio Artush Voskanyan. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, Luciano Pavarotti. Luciano aqui é a dignidade do labor, na dignificação do trabalho, mesmo em humildes trabalhos como o de gari varrendo ruas, num Senna, que morreu trabalhando, equivalendo a um cantor ou ator falecer no palco, na construção de ídolos, como numa carismática Gisele, cujos cabelos ondulados são, há muitos anos, paradigma capilar da moda, imitado por mulheres nos quatro cantos do Mundo, no conceito taoista da pessoa sábia, a qual conquista tudo sem ser percebida, numa Gisele humilde, que sabe que não pode parar de trabalhar, na sabedoria de que não pode faltar trabalho, ao contrário da pessoa improdutiva, desperdiçando uma vida com indolência, como uma pessoa que conheço, dona de um bom gosto fenomenal, mas uma pessoa que passou a vida se escondendo do Mundo, num monumental desperdício. Os arcos aqui são a humildade daquele que se curva, ao contrário do metido, do arrogante, o qual leva da Vida uma dura lição de humildade, como um homem que conheço, o qual achava, em arrogância, que se tornaria o maior popstar de todos os tempos, com uma mãe superprotetora, que massageava o ego do filho, num homem que acabou se tornando uma pessoa muito longe do que ele próprio imaginava, em duras lições de humildade. A mulher desfalecida é a fragilidade e a vulnerabilidade, como uma frágil vela ao vento, numa vida vulnerável, na pessoa que vive ao sabor do vento, numa pessoa aventureira, que nunca se centrou, nunca colocou os pés no chão, no modo como a Vida tem toda uma face séria, sisuda, ao contrário de um saco plástico na Rua, ao sabor do vento, na face séria da Vida, como um professor que tive, o qual queria ser ratão de praia em Floripa, aprendendo que a Vida não é só verão, como na pessoa indigente, na Rua, querendo, com todas as suas forças, fugir da seriedade da Vida. O vaso de barro é o receptáculo feminino, o útero, o jarro de Galadriel, a criatura mais poderosa e depurada da lendária Terra Média de Tolkien, numa Galadriel, a qual, apesar de bondosa, é estranha e intimidadora, muito longe da figura de fadinha perfeita de Disney, num Tolkien que deixou claro que não queria que os direitos de sua obra fossem vendidos à Disney, pois o universo de Tolkien é sombrio, adulto, sério, falando sobre a fraqueza humana diante do sedutor Anel do Poder, na noção espírita de que o vencedor da loteria leva uma vida dura e deprimente, apesar de parecer o contrário, no modo como podemos ser felizes com pouco. A boca aberta é a liberdade de expressão, num país livre e democrático, ao contrário de ditaduras remanescentes sobre a face da Terra, num cidadão que sequer tem o direito de escolher seu governante, em ditaduras podres como a de um certo país, regido por um déspota que pouco se importa com os flagelos do próprio povo, investindo tudo em armistício, resultando em um país miserável, sem escolas, estradas ou hospitais, num rei infeliz, que sempre quer anexar os reinos vizinhos, num complexo de Napoleão, com os egos ascendendo e descendendo, na sabedoria do Preto Velho, quietinho no seu canto, na sua humildade e na sua sabedoria, só observando as fogueiras de vaidades humanas. O muro ao fundo é a divisão entre nós, nós irmãos, divididos em classes sociais, ou raças, ou crenças, como nos abismos sociais brasileiros, como na rica cidade de Gramado, com turistas ricos fazendo suas compras e chocolatarias finas, passando na Rua por mendigos jogados na calçada pedindo esmola, na recomendação da assistência social de que a esmola só incentiva a pessoa a permanecer em tal situação degradante. As vestimentas aqui parecem ser renascentistas, nesse momento tão ímpar que foi a Renascença, quando a Europa começou a respirar ares de renovação, cheios de perfume e novidade, como em cidades como Paris, cheia de novidades, em pioneiros como Chanel, na coragem de revolucionar, libertando a mulher de ranços patriarcais, estabelecendo a bijuteria, no modo como o que importa é o feito do adorno, e não o preço do item. Os bustos ladeando Pavarotti são a dignidade de grandes homens, homenageados, como num Vargas, o homem poderoso e infeliz que deixou tudo subir à cabeça, matando-se.
Acima, Marilyn reimaginada – um retrato surreal. Não é exagero dizer que MM é o maior sex symbol de todos os tempos, numa mulher frágil, que passou a vida em busca de figuras paternas, ao contrário da mulher independente, que não espera pelo príncipe no cavalo branco, numa MM genial, talentosa ao ponto de nos fazer crer que ela era de fato tal loira burra, nesses talentos de “supernovas”, abocanhando a tela de Cinema, na hierarquia do panteão hollywoodiano, no qual há o primeiro escalão, o segundo, o terceiro etc., e é assim mesmo – uns se tornam estrelões; outros, nem tanto. Aqui é o momento decisivo na carreira de Madonna, imitando MM no clipe de Material Girl, numa releitura pós moderna, numa ironia de metalinguagem, que é estrela falando de estrela, na capacidade de certos artistas em “fazer escola”, com jovens estreantes buscando se fixar na mente do público, em artistas que têm a humildade de saber que não podem parar de trabalhar, de virar as páginas, com tantos astros que acabam desaparecendo exatamente por pararem de produzir, pois a Vida rola, rola e rola, sem parar, e uma nova página em branco tem que ser encarada, na questão da pessoa não de ficar presunçosa e metidinha, como no surto psicótico público de uma certa pessoa, nas duras e gélidas lições de humildade que a Vida nos ensina. Vemos aqui a sexy cena do vestido de MM ao vento do metrô, em um ícone tão esmagador, com multidões fazendo filas nas salas de Cinema, como na comoção de popularidade de Parque dos Dinossauros, com os monstros pré históricos, num monstruoso Spielberg, um dos maiores nomes da Sétima Arte, numa Hollywood que tanto puniu Mel Gibson por este culpar os judeus pela morte de Jesus, no modo como pode ser a gangorra Vida: Gibson já foi o topo da cadeia alimentar hollywoodiana, e está até hoje pagando o preço pelo filme de Jesus, numa Hollywood na qual não podemos mexer com os judeus. Os cabelos ondulados aqui são tal voluptuosidade, numa MM que não era necessariamente magérrima, com suas sensuais gordurinhas, ao contrário dos cruéis padrões de beleza atuais, nos quais só é sexy a mulher que esteja na antessala da Anorexia, em padrões que bombardeiam a autoestima feminina, como uma certa moça que entrou num concurso de beleza, uma moça de claro distúrbio alimentar, de uma magreza cadavérica, numa moça a qual, de tão doente, simplesmente para de menstruar – é um horror. Os olhos de MM são gatos, na sensualidade da Mulhergato, agressiva com suas garras afiadas e seu chicote adestrador, mas sexy em sua pelagem macia, como um casco de pele, numa junção de feminino e masculino, numa Mulhergato independente, nem vilã, nem heroína, como um misterioso gato com suas motivações pessoais, na Catwoman icônica da deusa Michelle Pfeiffer, na capacidade de certas atrizes em se tornarem deusas cultuadas, na gangorra da Vida: Hoje posso concorre a um Oscar; amanhã posso estar na infame Framboesa de Ouro. A janela aberta é tal vazão de sensualidade, num ar circulando, sexy, no fascínio de folhagens ao sabor da brisa noturna, farfalhando sensualmente como veludo, num processo intermitente de transformação, no modo dialético de que tudo é processo, no caminho de Deus, do infinito: A eternidade sobre a qual podemos falar não é a verdadeira eternidade, no poder imenso de Tao, no qual nunca findaremos, e não é poder demais a perspectiva de que jamais findaremos? A pele da estrela aqui é sedosa, glamorosa, perfeita, na pele perfeita dos espíritos desencarnados, na dimensão em que podemos escolher nossa própria aparência, num cabelo que fica do jeitinho que desejamos, no caminho da autoestima. No centro do quadro, o decote é ousado, como numa ousada fenda num vestido, no erótico sem ser vulgar, como na revista Playboy brasileira, num nu de bom gosto, sem degradar a mulher, numa Playboy da qual até os homens gays gostavam, tal a sofisticação. As portas abertas são a revelação de uma estrela ao Mundo, num boom de uma Gaga, no poder artístico da formidável transgressão.
Acima, Mestre no disfarce. A moça flerta com o espectador, piscando o olho. O ambiente aqui é submarino, como na ilustração de pequenas sereias em piscininhas infantis remontáveis, na magia do verão, com brincadeiras na água, em doces memórias de diversão com amigos na estação quente, na época infantil em que a vida é mais simples, e a vida é boa quando é simples, ensinou-me isto uma pessoa muito especial, naquelas pessoas que tocam no lugar mais fundo de nossos corações, na maravilha que é o Amor, o qual tem todo o apuro moral, e o sentido da vida, de qualquer vida, é adquirir tal apuro, num caminho de depuração e crescimento como espírito, numa pessoa que morre melhor do que quando nasceu, num caminho de aprendizados, nas necessárias vicissitudes, as quais acabam por nos ensinar tanto, pois uma encarnação sem vicissitudes não tem sentido, como ingressar numa faculdade, fazendo da Terra tal faculdade maravilhosa, como uma prestigiosa instituição de ensino, como nos tradicionais colleges ingleses, na soberana Elizabeth I visitando regularmente tais instituições, numa contradição: Uma mulher de tanto poder num país em que, na época, só homens podiam frequentar tais instituições, nesses talentos de estadista, ao contrário da maior parte dos líderes, num rei que nunca está feliz dentro do próprio território, sempre desejando anexar os reinos vizinhos, como uma certa pessoa da atualidade, cujo nome não mencionarei, uma pessoa de complexo de Napoleão, querendo o maldito Anel do Poder de Tolkien, o qual corrompe os homens. Aqui é a riqueza da biodiversidade da Terra, um lugar tão ínfimo e insignificante, cheio de vida, riquíssimo neste sentido, nos esforços de cientistas em descobrir vida fora da Terra, enviando sondas bilionárias para o espaço, nesta sede de conhecimento, sendo só questão de tempo até o Ser Humano poder pisar na superfície de Marte, sendo mais complicado o solo de Vênus, este um planeta tão hostil ao Homem. Aqui temos um biossistema harmônico, num quadro de paz, na paz inabalável do Plano Superior, um lugar de apuro moral, onde ninguém quer enganar ninguém, na vitória da verdade, ao contrário de um certo senhor que me enganou, mostrando falta de apuro moral, no modo como é um inferno a vida de quem carece de tal apuro, num senhor que foi “míope”, por assim dizer, pois a palavra de um homem não tem preço, sendo a palavra o maior bem de um homem – a mentira não tem sentido. Aqui remete a um lindo clipe da maravilhosa cantora Sade, estando esta como uma bela sereia no fundo do mar, no poder de feminilidade, na sedução das sereias, seduzindo marinheiros, no olor de mar, no perfume de Iemanjá, a deusa dos mares, trazendo fartura às redes de pescadores, num orixá tão pop e conhecido, num sincretismo, formando um continuum com a Nossa Senhora dos Navegantes, na universalidade da espiritualidade humana, com várias religiões que remetem a um só destino, que é Tao, na gloriosa vida metafísica, na qual estamos livres de TODOS os problemas relativos à matéria, como doenças – é a glória! É no caminho da fé, a qual se opõe à ciência, pois se deve ter fé no Desencarne, mesmo este não ser provado com provas científicas, no caminho da lógica, pois nada teria sentido se a vida acabasse com a morte do corpo físico, no poder imenso da Eternidade, no fato quase assustador de que jamais findaremos. A boca da moça é rubra, vibrante, sedutora, numa mulher elegante, com autoestima, arrumando-se e perfumando-se, no caminho da autoestima, algo amplamente propagado em consultórios de Psicologia, na questão da pessoa gostar de ser ela mesma, não querendo ser outra pessoa. Os cabelos encaracolados são tal sedução fluidia, numa aquosidade feminina, opondo-se ao falo retilíneo da razão, no casamento cósmico entre masculino e feminino, no modo como a pessoa deve buscar, dentro de si, seu oposto cósmico – se sou naturalmente feminino, Yin, devo partir em busca do que me falta, que é o masculino, o Yang, não projetando em outrem o que falta dentro de mim.
Acima, Na expectativa. Aqui são aqueles chapéus exóticos e ousados de senhoras inglesas, num país de tradições tão fortes, no trono mais poderoso da Europa, num monarca que reina sobre um terço da Humanidade, num Mundo insensível, o qual não tem a sensibilidade de me perguntar se estou, no fundo da alma, feliz, no modo como é necessário que a pessoa mande o Mundo se foder, com o perdão do termo chulo, como um amigo meu, o qual mandou o Mundo se foder e foi adquirir o controle sobre sua própria vida, pois não posso ser refém e prisioneiro das expectativas do Mundo. A ave aqui é tal exuberância, tal luxúria, no gostoso pecadinho capital, num casal fazendo brincadeiras sexuais para apimentar a relação, com coisas inofensivas como passar talco no bumbum do cônjuge, ou entrar numa banheira com o cônjuge, falando muita bobagem, no caminho da felicidade, como uma grande amiga minha, a qual escolheu seu marido visando a felicidade, tornando-se uma pessoa muito feliz com o marido, tomando suas próprias decisões e mandando o Mundo à merda, com o perdão do termo chulo, no modo como a vida é feita de escolhas, na liberdade de cada pessoa, algo como fazer “cocô metafísico” sobre as pessoas, por assim dizer. Ao fundo vemos um bosque plácido e silencioso, relaxante, como num papel de parece, decorando um cômodo com tal floresta, na magia de um quarto decorado de tal modo, com papéis de parede luxuosos, numa espécie de bosque dentro de casa, limpo, com perfume de lustra móveis, na magia de uma casa recém limpa, a mais próxima possível da limpeza impecável e eterna do Plano Superior, a dimensão onde sequer há uma só bactéria, remetendo aos casos de espíritos revoltados, chamando, preconceituosamente, de “limpinhos” os seus irmãos que vivem felizes no plano acima, como um certo espírito revoltado que conheço, revoltado desde cedo na vida, desde criancinha, numa encarnação com o intuito de neutralizar tal revolta – nenhuma vida é em vão. Aqui temos uma dama, uma mulher elegante e fina, no poder transgressor de Chanel, uma espécie de feminista, que libertou a mulher de alguma forma, em espíritos corajosos e geniais, deixando-nos perplexos com tal ousadia, no fato de que uma sociedade só evolui a partir da transgressão de alguns de seus membros, numa espécie de crescimento coletivo, em brechas novas de frescor sendo abertas, como no sopro de renovação da Renascença, enchendo a Europa de frescor de novidade, nas vogues, nas ondas, no momento decisivo que foi a chegada do som ao Cinema, alçando, assim, a Sétima Arte. O brinco de pérola é singelo, simples e impecável, como uma noiva de branco com um buquê de flores brancas também, num continuum de harmonia, no poder da união, ao contrário da guerra, que só traz rastros de fome e destruição, no modo como nem a suprema majestade de Jesus soube resolver os problemas do Mundo – num aguerrido Mundo de amarelos versus azuis, seja verde, pois não resolverá os problemas, mas poderá ser uma figura na qual o povo possa depositar esperanças, nas esperanças em Jesus, na promessa de que um mundo melhor nos espera lá em cima, numa promessa inoxidável e eterna. Aqui a vida luta para prosperar, como uma pessoa batalhando numa carreira, como um senhor que conheci, o qual deslanchou profissionalmente, mas um senhor que nunca foi workaholic, ou seja, um senhor que se dava ao respeito, ao contrário de outro senhor workaholic, o qual fracassou ao não ter dignidade, nas duras lições de humildade da Vida; lições necessárias. O decote aqui é o sexy sem ser vulgar, na exuberância dos seios femininos, no modo ocidental de expor tal beleza, ao contrário da tradicional burca, no modo patriarcal de tolher a sexualidade feminina, castrando a mulher de todas as formas, com o pai dizendo ao nascer da própria filha: “Esta vou guardar debaixo de sete chaves e entregar pura e casta ao marido na Igreja!”. Aqui é um retrato de feminilidade e sofisticação, num rastro sedutor de perfume feminino; doce.
Acima, Nostalgia. O Amor é lindo! Aqui é um encontro, num momento feliz, em que queremos curtir a vida com simplicidade, sem almejos ou ambições – simplesmente viver, em coisas tão singelas, que não custam um único centavo, como um tomar café da manhã no colo do outro, num relacionamento o qual, apesar de não durar para sempre, foi uma eternidade, nessas pessoas que se tornam amigões para toda a Eternidade, amigos que reencontraremos felizmente no Plano Superior. As flores são os galanteios, no símbolo dos enamorados, numa delicadeza, num presente que toca fundo em nossos corações, mas com um porém, pois não podemos ouvir somente o coração – rosas são muito românticas, mas o negócio tem que começar pela cabeça, numa proposta que tem que ser realista e sisuda, como no filme As Pontes de Madison, no qual o amante não tem a capacidade de fazer uma proposta sólida para uma mãe casada de família, no modo como a razão tem que ser ouvida, num casamento sólido, realista, no caminho do respeito e da dignidade; da austeridade. As flores aqui são femininas, pois formam uma face feminina delicada, como numa canção em que Madonna chama o Amor de “ela”, no casamento entre razão e loucura, como no final feliz do filmão O Diário de Bridget Jones, no qual a protagonista, apesar de tão apaixonada por um rapaz, exige que este, antes de tudo, tenha uma proposta realista, pés no chão. A janela aberta são as possibilidades, as alternativas, num meio sempre aberto e viável, respirando, no caminho da vida, do respiro, arejando uma casa e uma vida, em possibilidades em aberto, como um ator privilegiado e estelar, que pode se dar ao luxo de escolher quais filmes fazer, como num bom gosto fenomenal de Leonardo DiCaprio, selecionando projetos contundentes, filmes fortes, interessantes, mas recentemente tendo embarcado numa bomba, num filme de merda, com o perdão do termo chulo, no modo como ninguém está por cima o tempo todo, como uma certa atriz, a qual já estava acostumada a ser indicada todos os anos a um Oscar, pois não canso de dizer que o sucesso é um amante infiel, pois hoje está comigo; amanhã, não se sabe. São os altos e baixos da vida, numa liquidiscência, com ondas ascendendo e descendendo, no modo como o sucesso é um problema, pois quando o doce sucesso vem, temos que sobreviver a ele e continuar tocando a carreira para a frente, no modo como os momentos passam, sempre, sejam doces ou amargos, no livrão As Horas, nas páginas que precisam ser viradas, no modo vi certa vez em Porto Alegre Michael Cunningham, o autor. O relógio é a passagem do tempo, numa vida que tem “prazo de validade”, no modo como precisamos escolher fazer algo de nobre e produtivo de nossos dias na Terra, ao contrário de uma certa dondoca improdutiva, maliciosa e fofoqueira que conheço, uma pessoa que nada faz de seus dias na Terra; uma pessoa para a qual eu, definitivamente, não tiro o chapéu, tendo ela já, certamente, já ter falado mal de mim por aí – vá tomar no cu, sua dondoca, com o perdão do termo chulo. Aqui é um grau de intimidade, perdendo toda a timidez, no amor manso, gostoso, com intimidade, longe do sexo frio e mecânico, como numa linda canção de Barbra, na qual ela sente que o calor na relação esfriou, num sexo frio, brutal, sem romantismo, no modo como o sexo pode esfriar num relacionamento. A luz entra e esclarece as questões, num grau em que conhecemos um ao outro tão profundamente, numa intimidade que vai durar para sempre, num amigo o qual levaremos por toda a eternidade, na imortalidade dos laços de Amor, na imortalidade das amizades, na poderosa perspectiva de que teremos todo o tempo para nos relacionarmos, resultando no glorioso Amor desapegado, sutil, minimalista, leve, ao contrário do amor fixado, possessivo e doente, num laço excessivo, como mostra o filme espírita E a vida continua, num rapaz obcecado por uma moça, como na famosa canção Ronda, num amor possessivo que acaba em assassinato – é um horror. Aqui, o tempo passa voando, num tempo tão doce e gostoso, no modo como o tempo pode voar quando estamos bem. No dedo da moça, uma aliança, num casamento feliz, o qual visa a felicidade.
Acima, O gato. O gato é a combinação entre agressividade e suavidade, com suas garras afiadas, mas com pelagem macia, como na Mulhergato, com suas próprias motivações – nem heroína, nem vilã. O gato tem na boca o ganho do dia, um rato, como na corte de Versalhes, na qual havia gatos para caçar os inevitáveis ratos na época, os quais invadiam até os mais luxuosos aposentos, como na insalubridade da Idade Média, com a Peste Negra dizimando um terço da população no continente, na época em que se acreditava na geração espontânea – amontoe lençóis sujos num canto e aparecerão, inevitavelmente, os ratos. Aqui é o divertido desenho de Tom e Jerry, marcando gerações como a minha, numa eterna caça, num eterno flerte, como no eterno flerte entre a babá e o patrão no seriadão The Nanny, num enredo que perdeu a graça a partir do momento em que eles casaram, tirando a graça e o charme do flerte, num seriado que estava fadado a acabar, no lamentável modo como terminam seriadões tão maravilhosos como Seinfeld e Friends, havendo o fracasso de Matt Le Blanc, o eterno e amado Joey, em ter um seriado exclusivo de tal personagem – o sucesso é um amante infiel. A mulher aqui nos fita sedutora e ameaçadora, misteriosa, uma Mulhergato sedutora, em deusas como Michelle Pfeiffer, abraçando um papel com unhas e dentes, tornando-se, infelizmente, a única coisa realmente memorável do fracassado Batman – o retorno, um filme que decepcionou frente ao sucesso do Batam anterior com outra deusa, que é Kim Basinger, na capacidade de certas atrizes em ser divas, como na menina eleita rainha da Festa da Uva de Caxias do Sul, uma moça que tem que ter alma de diva para marcar o seu reinado, resultando em certas rainhas que marcam muito bem marcada tal edição da Festa, numa moça que começa o reinado menina e termina mulher, numa experiência que faz crescer tal indivíduo – eu amo a Festa da Uva! O pedacinho de queijo aqui é uma isca, como enganar um peixe num anzol, numa cilada, num peixe que não tem como aprender a não morder a isca, numa sofisticação de Homo sapiens em pescar, como nas tribos amazônicas, numa tarefa agressiva, relegada aos homens, reservando às mulheres uma tarefa menos agressiva, que é o trabalho de coleta na mata, análogo ao fazer compras no mundo civilizado, na universalidade do Ser Humano, no modo claro como as Ciências, as Artes e os Esportes são altamente universais, e uma poderosa prova disso são os Jogos Olímpicos, atraindo jovens de todos os cantos do Mundo. A boca da mulher é uma pimenta, ardente, rubra, queimando, sensual, sexy, na sedução de uma mulher de vermelho, como vi certa vez uma feiticeira, linda, de vermelho, vibrante, com uma energia tão bela, num rosto lindo cercado por uma luxuriosa hera, na beleza dos espíritos intrigantes, desafiadores, uma feiticeira de uma energia tão boa, que deixou minha espinha energizada – é uma maravilha. O pano retorcido é o caos, como na transa com o momento do orgasmo, como num certo filme, o qual retratava o orgasmo como uma casa de madeira caindo do céu e espatifando-se no chão, como no ponto alto de um filme, num momento de desfecho, de cume, naqueles filmes redentores e catárticos que fazem com que saiamos da sala de Cinema leves e energizados, como gaivotas à beiramar, ao contrário de outros filmes mais pesados, como o contundente A Bruxa de Blair, um filme que me deixou cagado nas calças, com o perdão do termo chulo, ou como filmes escuros como O Silêncio dos Inocentes, no qual saímos da sala de Cinema com a perspectiva de que Hannibal Lecter está solto por aí. Uma luz dourada entra na cena, no poder da aurora num café da manhã, num suco de laranja dourado. Realmente, Artush é um talento, com suas obras dúbias, tocando nossas inteligências emocionais, no poder da sugestão, algo impossível para um frio sociopata, o qual não tem tal inteligência emocional. Os armários são como memórias retidas e guardadas, como temos memórias de vida, desde a doce infância.
Referências bibliográficas:
Artush Voskanyan. Disponível em: <www.artfinder.com>. Acesso em: 27 nov. 2024.
Artush Voskanyan. Disponível em: <www.artsper.com>. Acesso em: 27 nov. 2024.






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