Volto a falar sobre o artista americano Marlon Mullen. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, sem título (1). Pernas delgadas sustentam, como uma pessoa se sustentando, sendo independente, como num filme com River Phoenix, um rapaz farto de ser menino, querendo ser homem, querendo sair imediatamente debaixo da asa do pai, nem que, para isso, tivesse que baixar temporariamente o nível financeiro de vida, no caminho da pessoa em adquirir o controle de sua própria vida, adquirindo, assim, virilidade, como numa pessoa que de forma repentina e chocante se depara com o quadro de empobrecimento de sua vida, dizendo para si mesma: “Calma, você vai se reerguer!”, como ouvi hoje uma canção linda do Rádio, dizendo para não desistir e aguentar firme. Aqui é como uma modelo numa passarela, numa supermodelo caminhando como uma deusa, no modo como já ouvi dizer que o Mundo da Moda tem um ar superficial, no modo como as aparências podem enganar, numa pessoa a qual, apesar de bela, pode ser obtusa, revelando-se uma porta de burra, na noção espírita: Matéria é nada; pensamento é tudo. É na questão de saber olhar dentro da pessoa: Por fora, está tudo bem – vamos ver por dentro! É como numa comédia adolescente dos anos 1980, num rapaz que cresce, decepcionando-se com uma moça de beleza óbvia, vulgar e burra, descobrindo o tesouro que era uma moça de beleza mais discreta e sutil, muito mais inteligente, tendo esta moça se revelado um tesouro, em personagens que crescem, na questão de questionar, como no Mito da Caverna, libertando-se da ignorância e vendo o Mundo da forma mais clara possível, no papel do psicoterapeuta em nos libertar, mostrando-nos as coisas da forma mais fria possível, como já ouvi dizer que um psicoterapeuta é uma comadre bem paga, como uma certa pessoa, a qual teve de comadre uma sociopata, fazendo exatamente o que não se pode fazer, que é dar informações pessoais a um sociopata, como no filmão O Silêncio dos Inocentes, no diabólico Lecter penetrando na mente da agente do FBI Clarice – duvide do caráter do sociopata; não da inteligência. Na figura que caminha, podemos ouvir os passos com os sapatos, na paixão das mulheres por sapatos, como no seriado bem sucedido Sex and the City, com mulheres com suas roupas e sapatos, numa mulher que segue brincando de Barbie, só que embonecando a si mesma, como em Bonequinha de Luxo, na mulher em busca de um homem rico, o qual pode erguer tal mulher a um elevado patamar, no modo como o salto alto dá à mulher tal sensação de elevação, nas divertidas palavras de um colega meu de faculdade: “Quem gosta de homem é veado! Mulher gosta mesmo é de dinheiro!”. É como a personagem Dona Flor, com o homem do dinheiro e o homem do pau duro, com o perdão do termo chulo. No pé do quadro vemos um código de barra, na questão da identidade, num artista querendo se expressar, sem esquecer que aqui temos um artista autista, na questão da inclusão social de tal paciente psiquiátrico, no modo como não me canso de dizer que Arte, em sua suma importância, é uma questão de saúde mental. No rosto da boneca vemos uma faixa branca, como um curativo, no modo como as durezas da Vida vão fazendo de nós pessoas melhores, pois compare a si mesmo em relação a quem você foi no passado, e diga-me se, nesse período de dura encarnação, você não se tornou uma pessoa melhor, fazendo da depuração moral o sentido da Vida, remetendo aos sociopatas, os quais têm um LONGO caminho para a aquisição de apuro moral. A bandeira branca é o apelo por paz, numa artista em paz consigo mesmo, vivendo seus dias com discrição, quietude e produtividade, no senso comum inglês, primando por tal silêncio e discrição, primando por tal quietude, como no filmão A Rainha, com a monarca chorando sozinha e reservada pela morte de Diana, a rosa inglesa, nesses fenômenos de popularidade, num tom quase religioso, em pessoas cujas mortes viram países de cabeça para baixo, como na morte de Elis Regina, a qual teria alcançado renome internacional se não tivesse morrido tão jovem, nessas merdas que são as drogas, com o perdão do termo chulo, como um senhor que conheço, o qual está condenado à prisão perpétua, tendo que apodrecer o resto de suas décadas de vida numa clínica psiquiátrica.
Acima, sem título (2). Aqui temos uma ruptura, como uma certa drag queen famosa, a qual teve que romper com suas próprias raízes para levar a vida sofrida que leva, vivendo com dor e preconceito cada dia de sua vida, expondo-se ao ódio natural do Ser Humano, o qual , sinto em dizer, é desumano e odioso, como queimar pessoas vivas em fogueiras, na contramão do respeito e da tolerância, no modo, por exemplo, como os católicos respeitam os espíritas, na universalidade da espiritualidade humana, havendo o Umbral em qualquer ser humano que tenha raso apuro moral, no modo como as diferenças culturais são rasas e ilusórias, pois somos os mesmos ao redor do Mundo. Aqui é como num traje de toureiro, na coragem do garbo versus a brutalidade insana do furioso touro, como uma pessoa desafiada a domesticar tal fera, como num pôster que tenho, no toureiro assumindo tal desafio, como uma pessoa tentando “domar” outra, no modo como, em meio a tanta dificuldade, você vai encontrar alguém que vai tocar no lugar mais fundo do seu coração, até você aprender que a vida é boa quando é simples, e que podemos ser felizes com pouco, sem precisarmos ser donos de meio Mundo, no caminho sábio da humildade. Aqui é como uma roupa sendo fechada com um zíper ou com botões, num processo sendo selado e finalizado, como na gloriosa sensação de se fechar um ciclo e formar-se numa faculdade, no modo como são tristes as histórias de vida de pessoas que subestimaram fechar tal ciclo, emperrando em um determinado momento da faculdade, como uma transa sem orgasmo, como uma certa pessoa inteligentíssima que conheço, a qual emperrou em determinado momento de sua faculdade, dizendo recentemente, no Facebook: “Como eu gostaria de voltar a estudar!”. O sangue aqui é o sangue das arenas romanas, nesses espetáculos agressivos e selvagens, no modo como o corpo social pode ser tão agressivo e machista, como, por exemplo, não terem muita audiência os jogos da seleção feminina de futebol do Brasil, nos preconceitos que tanto tolhem a sexualidade e a emancipação femininas, numa mulher que tem que estar sempre abaixo de um homem, como as freiras sendo representadas por um homem, que é o papa, trazendo a pergunta: O próximo papa será clemente ou conservador? Veremos outro grande homem como Francisco? Ou Obama? O grande homem é fraternal, e respeita o seu próximo, no caminho da humildade: Quem sou eu para condenar as pessoas? Aqui é como um rio cortando terras, em quedas de pontes, como nas terríveis enchentes em 2024 no RS, na prova amarga que é a Terra imperfeita quem tenta imitar o Céu perfeito, havendo no Olimpo dos deuses o modo do grego antigo ver as cidades espirituais, planos de cidades limpas e bem administradas, ao contrário dos anticidadãos na Terra, incinerando containers de lixo seletivo, havendo só um lugar para uma pessoa de tal atitude odiosa: Umbral, meu irmão, pois são pobres diabos sofredores que causam mais mal do que imaginam, pessoas que não sabem e nem querem saber viver em Sociedade. O vermelho de sangue aqui é como na lei italiana do sangue italiano, conferindo passaportes italianos a descendentes de italianos, havendo recentemente um endurecimento enorme para a retirada de tais passaportes, no modo como o passaporto bordô era uma conveniência para brasileiros que queriam viajar pelo Mundo. A cor parda aqui é como ouro, na jubilar cor da vitória, na inesquecível musiquinha nas vitórias de Senna, tocada também no Penta da Seleção Brasileira em 2002, num país tão sedento por ídolos e colossos, no paradoxo de Gisele: Como modelo, um monstro sagrado; como atriz, nem tanto. Aqui é como Deus abrindo o mar para a fuga dos judeus escravos, punindo os tiranos egípcios, no impacto do Cristianismo sobre o tradicional politeísmo pagão, em revoluções, como os protestantes versus católicos, na sabedoria popular de que o novo sempre vem, até o ponto em que o Cinema virou ferramenta de questionamento com a Nouvelle Vague, na liberdade de expressão, liberdade esta que castra o poder do ditador.
Acima, sem título (3). Aqui temos uma fuga, como uma pessoa tomando calmantes e dormir, fugindo, assim, da Vida, no modo como o Mundo só pertencem aos batalhadores, aos que laboram de alguma forma, no modo como pode ser miserável e vazia a vida de uma pessoa rica improdutiva, como uma dondoca que conheço, miserável, com uma vida sem sentido, só lhe restando cuidar da vida dos outros, no grave modo como, enquanto isso, o tempo passa, e a vida da pessoa passa, como um amigo meu, o qual está há mais de década no chamado “mimimi”, e, enquanto isso, sua vida está passando, num homem que, se já não tem 50 anos de idade, está prestes a completar, como uma senhora que conheço, a qual passou a vida esperando pela próxima encarnação, uma pessoa chic e de bom gosto, cheia de potenciais, mas uma pessoa que esperou demais, e agora é tarde, pois é uma pessoa que se encontra senil – na próxima encarnação, minha amiga, mostre desde cedo a que vieste, pois a Vida é agora, nos versos de Marina Lima: “Mas os momentos felizes não estão escondidos, nem no passado e nem no futuro!”. Aqui é um ponto de arrancada numa corrida, nas competitividades da Vida em Sociedade, em torneios esportivos de alta audiência pela TV, como em especial época de Copa do Mundo, no Brasil inteiro unido e torcendo, esquecendo, momentaneamente, suas diferenças – oxalá o Brasil fosse assim sempre. Aqui é como um atleta se esforçando ao máximo, como num Kuerten, tendo que fazer uma cirurgia no quadril, tal o esforço. É a competitividade. É como uma pessoa que conheço, a qual foi gerente de marca de produtos, tendo que encarar a competição com marcas grandes e poderosas, uma gerente a qual, infelizmente, acabou fracassando, fechando as portas da firma, na fábula de Davi versus Golias, numa gerente a qual teve coragem de entrar em tal mercado, em cidades tão competitivas como Gramado, com tantos empreendimentos que fracassam anualmente na Meca turística, como uma família amiga minha, a qual abriu um parque temático lá, mas um empreendimento que acabou fechando as portas, em duras e amargas lições de humildade que a Vida nos ensina, como uma senhora que conheço, a qual fechou as portas da firma que abriu, deixando de ser patroa de si mesma e voltando a estar submetida e a um patrão, numa pessoa que tomou bem no meio do cu, com o perdão do termo chulo, no modo como a Vida exige que tenhamos força para seguir lutando, como hoje, no Rio de Janeiro, um ex galã de novela da Globo vive vendendo água na orla carioca, no fato de que, quem é humilde, não se dá mal, e este ex galã, provavelmente, embarcou numas de narcisismo, achando-se simplesmente o máximo, sofrendo, assim, uma tomada no cu, com o perdão do termo chulo, num choque de realidade, no desconforto de se colocarem os dedos numa terrível tomada elétrica. O rosto aqui é feliz, sorridente, num artista feliz, produtivo, vivendo seus dias com labor e sentido, colocando em ordem sua própria vida, adquirindo um norte, ao contrário da pessoa sem norte, sem pés no chão, estando perdida por aí, com sua energia descanalizada, no modo como temos que ter tais pés no chão, deixando de idealizar um passado que não foi tão ideal assim, pois cada passo da Vida é pautado de vicissitudes, as quais existem exatamente para nos causar evolução e depuração moral, em remédios amargos que geram doces efeitos – você não é melhor do que você era no passado? A figura humana aqui tem quatro olhos, como num deus hindu com vários braços, numa posição de poder, no universal modo pagão antigo de se observarem divindades em forças da Natureza, como a deusa grega Eos, a deusa dourada da aurora, no impacto monoteísta, com um só Deus, fazendo de nós os príncipes de tal Pai Supremo, o qual nos ama eternamente, no presente da Eternidade, pois não ó poder demais o fato de que nunca findaremos? É muito poder, meu irmão. O chão terroso é a simplicidade, os pés no chão, como nos primórdios da Festa da Uva de Caxias do Sul, nos anos 1930, com vias de chão de terra.
Acima, sem título (4). Uma sombra se insinua, como em eventos de eclipse, interpretados como a vontade dos deuses antigamente, vindo a Revolução Científica, libertando a Humanidade da “caverna”, mostrando o Mundo da forma mais fria e racional possível, nesses desperdícios de comida que eram as oferendas aos deuses, num Ser Humano que evoluiu, partindo de Homo sapiens para Homo sapiens sapiens, no contraste do início do clássico 2001, na rudimentar ferramenta até sofisticadas estações espaciais, na corrida especial para levar o Homem para além da Terra, na fome por conhecer, em esforços como o de Galileu, descobrindo as principais luas do sistema solar, as chamadas luas galileanas, como numa peça teatral que vi com Denise Fraga no papel de Galileu, mostrado o grave atrito do pioneiro intelectual com a Igreja Católica, na Ciência a qual impôs a Evolução aos moldes criacionistas religiosos, até chegar ao ponto da Evolução ser um fato, e não uma opinião ou crença qualquer, remetendo a pessoas que só sabem ler um livro, que é a Bíblia, no modo como não estou pedindo que você não tenha uma religião; só estou pedindo para você não ser “xiita”, por assim dizer, pois a espiritualidade humana é universal, fazendo das diferenças religiosas uma casquinha superficial bem breve e fininha, ilusória, chegando a grandes homens como Francisco, no caminho da sabedoria, gerando agora a expectativa: Como será o próximo papa? Será como Francisco, o papa do povo? Neste quadro, está escrito o nome de uma grande artista japonesa, Yayoi Kusama, da qual já falei no blog aqui, na ironia de que Mullen é autista e Kusama é esquizofrênica, com ambos numa enfermidade psíquica, numa Kusama a qual optou por morar numa clínica psiquiátrica, o que é uma bobagem, pois com as medicações psiquiátricas contemporâneas um esquizofrênico pode tranquilamente viver em sociedade – é só tomar o remedinho diário! Aqui é a ironia de metalinguagem, pois é x falando de x, artista falando de artista, como no clipe em que Madonna homenageia Marilyn Monroe, no inevitável modo como os artistas influenciam uns aos outros, havendo os grandes mestres e os pequenos mestres, numa inevitável hierarquia, como no panteão de Hollywood, com atores do primeiro escalão, do segundo etc. Na base do quadro vemos olhos que nos olham, como nas menininhas de Renoir nos fitando, no intuito do artista em estabelecer pontes, da mente do artista para a mente do espectador, como um popstar com um numeroso fã clube ao redor do Mundo, na prova da universalidade da Arte, a qual gira em torno no mistério da Vida, no mistério que faz um coração bater, algo tão próximo de nós e, ainda, longe. Aqui é como um cabelo Black Power, afro, como na apresentadora Coutinho da Globo, com sua beleza negra, num Brasil que tanto evoluiu, trazendo o feriado da Consciência Negra, num país em que injúria racial é crime, ao contrário de um certo país, no qual pessoas negras são malvistas, no caminho da loucura que é o racismo, como num diabólico Hitler se recusando a aplaudir um atleta negro, como uma pessoa insana que conheço, aliciando os próprios alunos para uma doutrina diabólica e sociopática – é um horror. Neste quadro temos uma data, um período de tempo, no tempo que vai passando, nos momentos que vão passando, como li certa vez a tatuagem da pele de um rapaz, uma tattoo que dizia que devemos aproveitar o momento, no modo como a pessoa tatuada pode futuramente enjoar da marca na pele, submetendo-se a um processo de deletar tais marcas, um processo longo e doloroso como o de se desintoxicar de um submundo e voltar ao Mundo, na conclusão a que chegamos: Os submundos são ilusões, são piadas, são perdas de tempo, pois nossos pais nos colocaram no Mundo para o Mundo, e não para um submundo, meu irmão. O cinza aqui é a cor da discrição e do siso, numa São Paulo cinzenta, como na quarta-feira de cinzas, na hora sisuda de que devemos deixar a festa de lado e voltar a abraçar a Vida em durezas naturais, como ter que sair de uma cama quentinha para encarar um dia frio de inverno.
Acima, sem título (5). Aqui coisas escorrem, como nos códigos de Matrix, como água escorrendo, no modo como já falei de Matrix no meu blog, no Blog desde 2015. É um sistema opressor, no modo como somos todos escravos e prisioneiros do Capitalismo, um sistema insano em que tudo gira em torno de poder aquisitivo, ou seja, estamos dentro do Mito da Caverna, presos, ignorantes, inconscientemente aprisionados: Tenho que acordar para trabalhar, e assim, adquirir bens e serviços cobiçados de consumo. É como um senhor pão duro que conheço, o qual é aparentemente imune aos apelos consumistas, como o divertido personagem Seu Nonô, interpretado pelo grande ator Ary Fontoura, mas um senhor aquele o qual, na hora de comprar o carro que dirige, investe e bota para quebrar, adquirindo carrões, ou seja, é também uma vítima de Matrix, de um sistema insano que transforma um ser humano numa bateria alcalina – é um horror, no modo como uma pessoa especial me ensinou que podemos ser felizes com pouco, no aspecto de que a Vida é boa quando é simples. Aqui é a identidade dos códigos de barra, como nos códigos de barra da grande artista xilogravurista Mara de Carli, da qual já falei no Blog desde 2015, na busca de um artista em ter sua identidade e sua marca registrada, no gigantesco desafio do artista se fazer ver e interpretar, com tantos e tantos artistas ignorados e mal reconhecidos, no modo como o sucesso é uma merda, com o perdão do termo chulo: Quem não obtém sucesso, frustra-se e deprime-se, desnorteando-se; quem obtém, adquire um problema, pois temos que saber sobreviver a tal momento áureo de sucesso, no modo como o sucesso é um amante infiel, pois hoje está comigo, mas amanhã, não sei, como ganhar um Oscar, o qual pode ser uma maldição, no modo como foi bom que Fabio Barreto não levou um Oscar, e inclusive já falei de Fabio no Blog desde 2015, um grande homem, o qual muito amou o Brasil, querendo exportar a imagem deste para o Mundo, num patriotismo lindo, no modo como a Vida pode ser ligeira, curta, como no diretor de Cinema Sérgio Silva, falecido tão prematuramente, só podendo realizar o ótimo filme Anahy de las Missiones, um filme que é uma declaração de amor ao RS, esta terra tão amada pelos gaúchos, na altivez gaúcha desde a Revolução Farroupilha, no modo como o Brasil é uma “colcha de retalhos”, com regiões tão distintas, como o estado da Bahia, o qual é um país à parte, em padrões culturais como tomar, pelo menos, dois banhos por dia, ao contrário do padrão gaúcho, que é somente um banho diário. As cores aqui entram discretas, respaldadas por um cinza discreto, como na urbe de SP, a cidade cinza dos negócios, numa cidade gigantesca a qual, em dias não úteis, é um Éden; já, em dias úteis, é um inferno, sinto em dizer, no modo como se sei que algo é belo, é porque conheço o posto, que é feio, numa base de comparação, na noção taoista de que liso e áspero são faces do mesmo trabalho, ou seja, disciplina combinada com prazer, no modo como Yin traz um pouco de Yang em si, e vice versa, na noção dialética que tudo traz em si sua própria contradição. Normalmente, as obras de Mullen não têm nome, como podemos observar. Aqui são faixas, como numa prisão, no pioneirismo de Santo Agostinho, dizendo que somos feitos de carne e espírito, havendo na carne o finito e no espírito o infinito, no modo como somos todos prisioneiros, e a diferença reside no que decidimos fazer de nossos dias na Terra: Uns levam uma vida produtiva e laboriosa, fazendo algo de nobre de seus dias; já, outros levam uma vida vazia e insuportável, no modo como a pessoa que se prostitui faz do Sexo um leilão, como eu gostaria de dizer a uma pessoa assim: Vá se dar ao respeito e vá arranjar um emprego decente! As listras são a elegância aristocrática, em algo elegante e retilíneo, disciplinado, como no ritual diário de se arrumar para sair na Rua, encarando a interação social, como uma senhora pobre que conheço, a qual é carismática, conversando com todas as pessoas na Rua, no modo como polidez nada tem a ver com dinheiro ou poder mundano.
Acima, sem título (6). Os óculos escuros são o charme e o estilo, mas são mais do que adornos, pois os olhos precisam se proteger da catarata, nas variadas especialidades médicas, na glória do Desencarne, quando nos desprendemos de todas as doenças que nos acometem na Terra, num plano simples, no qual tudo o que temos é nós mesmos, como no voto de pobreza de um padre ou uma freira, numa contradição, pois e Igreja é rica, sendo isenta de pagar impostos, como uma certa igreja, cujo nome não pronunciarei, uma igreja diabólica e de má fé, aproveitando-se da ignorância das pessoas, arrancando dinheiro dos fiéis, como certa vez numa ocasião com um dos pastores olhando maravilhado para pilhas de dinheiro, na eterna inclinação do Ser Humano pelo poder, sempre o poder, em homens de caráter corroído, no maldito Anel do Poder de Tolkien, corroendo os homens mais nobres, como num insano Trump, num Complexo de Napoleão, querendo anexar tudo e todos, ao ponto de caçoar do papa, numa “brincadeira” a qual nada agradou o Vaticano, como certa vez um pastor destruindo uma imagem de Nossa Senhora, numa infantilidade e numa falta de respeito: Se você não é igualzinho a mim, não gosto de você – existe algo mais medíocre e desvirtuoso? Aqui é como um capacete, uma proteção, no modo com um adolescente carece de juízo, como pedalar em alta velocidade por ruas, no modo como eu, certa vez, tive a irresponsabilidade de andar numa bicicleta cujos freios não funcionavam bem, tendo eu, então, atropelado uma menininha na beira da praia – hoje, eu definitivamente não pilotaria tal equipamento, no caminho da responsabilidade, esta joia que a idade nos traz. A boca aqui é voluptuosa, provocante, nos batons femininos, numa mulher vaidosa, arrumando-se ao máximo para um evento social, como um pomposo baile de gala, no momento em que todos se esforçam para ter a melhor aparência possível, entrando em harmonia como os maravilhosos compromissos sociais do Plano Superior, num lugar onde todos são polidos e civilizados, ao contrário de certas pessoas na Terra, com anticidadãos, os quais não sabem e nem querem saber viver em Sociedade, vandalizando, como queimar containers de lixo seletivo – é um horror. O capacete aqui é poroso, num respiro, num ser vivo sempre respirando, num planeta tão ínfimo e tão singular como a Terra, fazendo de nossa galáxia uma mínima galaxiazinhas numa multidão de galáxias, na pergunta para Deus no filme Dogma, uma película que é uma pequena pérola: Por que tudo é tão grade e vasto? Por que há mais estrelas no Universo do que grãos de areia na Terra? É o poder incrível da Eternidade, na noção espírita: Deus é o infinito, numa vida a qual JAMAIS findará – às vezes não soo como um padre? Aqui é como um bicho filmado por sensores e câmeras de escuro numa mata, flagrando a vida selvagem, no modo como é totalmente liberada a caça de javalis, os quais têm a capacidade de dizimar milharais inteiros, numa carne que dizem que é muito gostosa, lembrando carne de porco, remetendo a uma memória de infância, quando vi uma ovelha sendo abatida, lutando até o fim para viver, como deve ser um matadouro, havendo, por trás da carne glamorosa num restaurante chic, um bicho assassinado, com o perdão do termo, remetendo aos veganos, inimigos do abates, evitando até usar roupas de couro! A cabeça grande aqui é a inteligência, numa pessoa interessante, não exatamente obviamente bela, havendo as pessoas evidentemente belas, numa vida insossa, girando em torno de uma academia de musculação, no modo como puxar ferro em academias não é uma atividade que exige muito do cérebro, num homem musculoso o qual exercita todos os músculos, menos o mais importante, que e o cérebro, sinto em dizer, na noção espírita de que matéria é nada e de que pensamento é tudo, no modo como as aparências podem enganar, até a pessoa conseguir ver além da carne – eu não estou dizendo que você não pode malhar; só estou dizendo que você faça algo além disso, meu irmão.
Referências bibliográficas:
Marlon Mullen. Disponível em: <www.adamsandollman.com/Marlon-Mullen-1>. Acesso em: 23 abr. 2025.
Marlon Mullen. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 23 abr. 2025.
Projects: Marlon Mullen. Disponível em: <www.press.moma.org/exhibitions/projects-marlon-mullen/>. Acesso em: 23 abr. 2025.






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