quarta-feira, 4 de junho de 2025

Franqueza realista de Franz (Parte 1 de 2)

 

 

O austríaco Frank Sedlacek (1891 – 1945) foi amigo do célebre Gustav Klimt, do qual já falei no blog. Integra o acervo do museu novaiorquino MOMA. Aderiu ao movimento Nova Objetividade, que se opunha ao Expressionismo – influenciado pela Fotografia, o N.O. se propunha a fazer retratos realistas, objetivos, por vezes em protestos contra os horrores da II Guerra Mundial. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Paisagem. Aqui remete ao tríptico clássico Jardim das Delícias, como num parque de diversões, em experiências emocionantes como visitar os parques temáticos da Flórida, EUA, em algo que nos mexe emocionalmente, como num simulador de voo de Guerra nas Estrelas, genial, pois nos sentimos dentro do filme e, logo depois da simulação, desembocamos direto numa loja temática de souvenir, e, no calor do impulso e da emoção, adquirimos produtos os quais, de cabeça fria, não compraríamos, no modo como os americanos são os mestres do marketing, numa sociedade de consumo, capitalista, no modo protestante de enriquecer, como ouvi certa vez de uma americana: “Deus quer que sejamos ricos!”, trazendo toda uma raiz puritana aos EUA, num país em que o cidadão não pode se prostituir, pertencendo seu corpo ao estado, e não a si mesmo, ao contrário do Brasil, no qual o cidadão é livre parasse prostituir, mas num Brasil em que votar e apresentar-se ao exército é obrigatório. O chão terroso aqui é a simplicidade, a terra, como em ...E o vento levou, num pai dizendo à filha que a melhor coisa que se pode ter é terra, como na estrutura econômica e social do município de Uruguaiana, RS, fronteira com a Argentina, num lugar onde é necessário ter terras, o latifúndio, ao contrário da estrutura econômica da Serra Gaúcha, no colono italiano com seu minifúndio, num colono pobre, que nada tinha na Itália, atraído pela perspectiva de ter um pedaço de chão para chamar de seu, numa árdua vida agrária, na cultura do trabalho árduo e esforçado, na disciplina de sair da cama cedo de manhã, por vezes umas cama quentinha e tentadora frente um dia frio de inverno, na realidade nos chamando, no siso do despertador, sendo necessário um “guindaste” para nos tirar da cama, na realidade que nos chama, nas palavras do senhor meu pai de manhã cedo ao acordar minha irmã e eu para irmos ao colégio: “É fogo!”. Ao fundo no quadro vemos uma brincadeira de roda, como uma galáxia girando, num processo tomando forma, nas horas passando, no modo humano de medir o Cosmos a partir do tempo e do espaço da Terra, medidas que nada significam em termos cósmicos, num Universo díspar, com suas próprias leis, num esforço por conhecimento, desbravando o Cosmos, num Ser Humano ainda muito aquém de desvendar tais mistérios, numa fome por conhecimento, enfurecendo certos religiosos, os quais se opõem à Ciência, remetendo a Marx, odiando as religiões, pois o problema não é a religião em si; o problema é a pessoa ser “xiita” e não respeitar outras crenças, na universalidade do Ser Humano, na espiritualidade universal, na busca por Deus, pelo infinito, pelo poder supremo e imenso, imensurável, eterno, no poder inconcebível da Vida Eterna, no modo como jamais findaremos, e não é poder demais? Não cabe na cabeça do Ser Humano, o qual lança mão da brutalidade e da crueldade, como queimar pessoas vivas em fogueiras, no lema eterno do Ser Humano: Quanto mais cruel, melhor. É um horror. Neste quadro vemos um limiar de luz, num melancólico entardecer, triste, morrendo, agonizando, nos horrores bélicos, em rastros cruéis de destruição e fome, com pessoas desesperadas, acotovelando-se para obter alimentos de ajuda humanitária, numa das funções mais básicas, que é a alimentação. No centro do quadro vemos um túnel, um caminho vaginal ao útero, num processo, numa travessia, numa viagem, num trajeto, na esperança de encontrar uma luz no fim do túnel, na imagem de esperança do Espírito Santo – o glorioso dia de soltura chegará! Aqui é o pitoresco Condado de Tolkien, o lar dos hobbits, num rei sábio, que sabe que não deve interferir no estilo de vida pacato e comunitário do cidadão, respeitando este. Vemos no quadro um lar, uma casa, no destino final, no feto voltando ao útero. Vemos pessoas trepando em árvores desoladas, sem vida, no horror da guerra.

 


Acima, Paisagem de montanha com carro. A estrada é tal travessia, como ouvir no carro músicas de Elis Regina, na capacidade de certas pessoas em ser líderes e guias de um povo, conduzindo o povo, no Tao, no caminho, na travessia existencial, em pessoas que transcendem muito, tornando-se ícones e símbolos de um povo, como num formidável Papa Francisco, fascinante em sua humildade e sua sabedoria, o papa do povo, deixando um legado perene na Santa Sé, num papa revolucionário, aposentando as alas conservadoras do Vaticano, remetendo a um certo senhor infeliz, cheio de teias de aranha na cabeça – como é fácil ser cruel e não se colocar nos sapatos dos outros! Aqui é a beleza da aurora, na deusa grega Eos da aurora, na beleza anunciando um novo dia, como no fim conclusivo da trilogia Matrix, no Sol da alvorada assinalando o fim de uma guerra e o início de um longo período de paz, remetendo ao filme equivocado de Matrix Resurections, nas merdas que Hollywood é capaz de inventar para arrancar dinheiro do espectador, com o perdão do termo chulo, fazendo de Hollywood a terra da presunção, do complexo de toque de Midas – eu pego qualquer roteiro ruim e transformo em filmão! E eu discordo, no modo como um bom filme sempre nasce de um bom argumento, num paradigma indestrutível, no sentido de se respeitar a inteligência do espectador. Os penhascos aqui são cruéis e cortantes, numa vicissitude, a qual aparece para nos ajudar, no modo como não há sentido numa vida sem percalços, pois estes nos ocasionam crescimento, e a depuração moral é o sentido da Vida, não havendo sentido numa vida perfeita, como um surfista prostrado frente a um mar sem ondas, no sentido do desafio, no bom professor, o qual nos desafia, naqueles professores bons, que valem cada centavo de uma mensalidade; já, outros professores, nem tanto. O cenário aqui é morto e inóspito, como na Terra Negra de Mordor, de Tolkien, uma terra desolada, tóxica, escura, sem fertilidade, sem vida, na mente podre de um sociopata, o qual, simplesmente, sente-se Deus, como em certas vezes em que, por polidez e não por obrigação, segurei a porta do elevador para sociopatas, os quais não me agradeceram, pois julgavam que eu estava fazendo nada além de minha obrigação, já que tal sociopata é Deus – é um horror, no caminho da completa arrogância, como ceifar vidas cruelmente, numa arrogância total. Podemos ouvir ao fundo o som do carro, numa travessia solitária, num caminho solitário, mas com amigos em volta, os quais são o ouro da Vida, na amizade incondicional, na qual não pode haver cobrança – há um certo sociopata o qual amo, pois é meu irmão, meu igual, um sociopata o qual passará por muitas vidas e, em depuração, tornar-se-á um grande espírito de luz, no modo como ninguém está no Umbral para sempre; ninguém é sociopata para sempre. Os galhos das árvores desoladas são como raios de trovão, nas forças da Natureza, na capacidade de certos astros em ser como forças da Natureza, arrastando milhões em comoção nos cinemas, como uma supernova explodindo, em fenômenos como Lady Gaga, uma artista que tem um estilo e uma atitude bombásticos, deixando-nos perplexos com tal ousadia e tal criatividade, como no seu famoso vestido de carne crua, no poder da transgressão, a qual abre os olhos do corpo social, no pensamento: Uma sociedade só evolui a partir da transgressão de alguns de seus membros, como em cidades em que casais gays podem caminhar na Rua de mãos dadas, num ato de coragem, visto que, pela Rua, transitam pessoas de má fé, cruéis, desrespeitosas, na dimensão da estupidez e da crueldade – não quero que você seja igual a mim; quero que você me respeite. A estrada ao fundo é tortuosa, sinuosa, em trajetos que vão nos desafiando, na sabedoria popular de que Deus escreve reto por linhas tortas, no modo como as coisas nunca acontecem exatamente como prevemos ou imaginamos. Aqui a luz luta contra a sombra, na universalidade da luta do Bem contra o Mal; na universalidade do Umbral, a dimensão da loucura, num presidiário o qual, no dia de soltura, não quer sair da prisão.

 


Acima, Paisagem noturna. O movimento Nova Objetividade remete à tradicional pintura acadêmica, num realismo fotográfico, como no grande mestre brasileiro Pedro Américo, em quadros tão poderosos como A Noite, na alva deusa noturna nos banhando com sua luz branda, na sensualidade da luz do luar, a qual tanto revela quando oculta, na luz dos enamorados, como na canção em inglês Beijos ao luar. Os penhascos aqui são pontiagudos, cortantes, como num fio de bisturi, remetendo a um amigo meu de infância, o qual, ao brincar com bisturis, acabou se ferindo, atingindo uma veia, num sangramento terrível, um amigo que também gostava de brincar com uma espada, esquecendo que esta era uma arma, e não um brinquedo, na noção taoista de que as armas são coisas terríveis, e nenhum homem de Tao tem algo a ver com elas, num homem que nunca recomenda violência, na hierarquia espiritual, a qual é irresistível, pois nunca é imposta à força, ao contrário da hierarquia militar, terrível, dura e cruel, no caminho da estupidez, no ponto de Fulano se achar superior a outrem, superior a seus irmãos. Bem discretamente num quadro tão solitário e despovoado, vemos um senhor de chapéu sozinho, talvez apreciando a paisagem, num momento de contemplação, longe dos sisos e obrigações do dia em rotina, no modo como a Vida precisa ter um pouco de contemplação, mas nunca em excesso, pois não há sentido numa vida estritamente contemplativa, na metáfora de Matrix, nas quais são deletados os programas que nada de serventia têm, no sentido de que todos temos que contribuir de alguma forma, no caminho da produtividade, não havendo sentido numa vida improdutiva, na horrível sensação de vazio numa pessoa rica e improdutiva, lançando mão aqui de um termo chulo: Só produz merda numa privada, como uma certa senhora, uma dondoca improdutiva, infeliz, numa vida sem propósito, uma mulher fofoqueira, numa vida vazia ao ponto de só cuidar da vida dos outros – é triste. Nesta paisagem vemos a voluptuosidade da terra, dos morros, em formas eróticas e retorcidas, como na abertura da telenovela Tieta, nas curvas lindas de Isadora Ribeiro, nua, na sexy Tieta, cheia de vida e beleza, integrando a mulher nua a aspectos da Natureza, como uma feiticeira que vi certa vez, linda, de vermelho, na beleza da juventude eterna numa relva exuberante, fértil e verdejante, na vibrante beleza, a qual vem sempre de dentro, uma feiticeira que dançava à luz da Lua cheia, nas forças gravitacionais que regem as marés, no jogo de sedução da gravidade, remetendo à impecabilidade técnica do filme Gravidade, ao ponto de crermos que a película de fato foi filmada no espaço – é uma excelência. Franz gosta dessas luzes limiares, fracas, sem sabermos se o dia começa ou acaba, nas duas faces de Vênus, assinalando tanto o fim do dia quanto o começo, nas personagens belas de Tolkien: Arwen, morena, a estrela vespertina; Galadriel, loira, a estrela matutina, na juventude eterna dos elfos de Tolkien, num escritor célebre, que começou escrevendo por puro hobby, ou como na banda Engenheiros do Havaí, estudantes de Engenharia que se tornaram uma banda; como Moacyr Scliar, um médico que começou a escrever como hobby. Ao fundo vemos um vilarejo, como um belo vilarejo que aparece na estrada entre os municípios de Nova Petrópolis e Gramado, com uma igrejinha no meio, incrustada como uma peça de cristal, um lugar o qual, de longe, aprece ser perfeito e indefectível – é belo, apesar de eu saber que é uma mera cópia dos lugares do prometido Reino dos Céus, como comparar flores verdadeiras com flores de plástico – o que Deus fez, o Homem não faz igual. O vilarejo é a intervenção humana, como nas antigas cidades estado, autossuficientes, fechadas para o Mundo ao redor, na evolução de sofisticação, partindo de ocas amazonenses para prédios de grande apuro arquitetônico, partindo de Homo sapiens para Homo sapiens sapiens, como na lacuna evolutiva em 2001, com uma rude ferramenta como um osso até estações espaciais. Aqui é como o Ser Humano contemplando Marte, um mundo morto e desértico, gelado.

 


Acima, Paisagem urbana. Aqui é um certo conflito e comoção, no ancestral talento humano para a guerra, no auge do ódio, assassinando pessoas, em irmão derramando sangue de irmão, como não me canso de dizer: Nada mais humano do que ser desumano. A praça é o local de interação social, do flerte, na criança crescendo e, tornando-se adolescente, abraçando a vida social, como na moça indo a seu baile de debutantes, despedindo-se das bonecas, como num certo momento em que a senhora minha mãe sugeriu que eu guardasse meus brinquedos em caixas, abraçando assim a maturidade sexual, no jovem que é escravo de seus próprios hormônios, nas palavras de Marta Suplicy a uma plateia de adolescentes: “A adolescência é uma fase em que se masturbar dez vezes por dia é perfeitamente normal”, na condição adolescente, considerando desinteressante tanto o mundo das crianças quanto o mundo dos adultos, ou seja, galeto – nem pinto, nem frango. Os movimentos de figuras humanas aqui remetem um pouco ao dinamismo de MC Escher, um grande artista, fascinante, um mago, um gênio, no jogo de escadarias sem centro gravitacional, sem norte, sem base de referência, como no filme cult Labirinto, um filme que, de tão sui generis, fica duro de se imaginar um remake, num diretor Jim Henson tão singular e especial, esforçado na produção, e num David Bowie totalmente insubstituível, numa trilha sonora envolvente, um filme que, de início, foi uma decepção nas bilheterias, mas que, com o passar das décadas, adquiriu verniz cult, ou seja, a verdade é a filha do tempo, na sabedoria popular de que a verdade vem à tona. Esta cena parece ser uma briga, uma guerra, num acerto de contas, como vi certa vez no balneário gaúcho de Capão da Canoa uma briga com vários homens, aos chutes e socos, com uma mulher histérica gritando: “Chamem a polícia! Chamem a polícia!”, num Ser Humano aguerrido, agressivo, no modo como a Sociedade, desde cedo, cobra do homem o desenvolvimento da agressividade; já, da mulher, não, pois se a mulher quiser ser uma mera e anônima dona de casa, esposa e mãe, vivendo na sombra de um homem, não tem problema, com todos os problemas de gênero no Mundo, num Mundo que cobra do homem o êxito e o sucesso – o homem mal sucedido se sente um lixo. A cena aqui é um tanto sombria, numa dúvida, na escuridão da guerra nos envolvendo, em rastros de fome e destruição, com lares sendo destruídos, na cruel sensação de se perder o lar, sem falar em rastros de fome, em pessoas esfomeadas que dependem de ajuda humanitária, em atores doando seu cachê para instituições como a UNICEF, num atitude nobre, no título de um centro espírita caxiense: Fora da caridade, não há salvação! Eu mesmo já dependi da caridade de outrem. Não nego pão para quem tem fome; não nego água para quem tem sede; nego dinheiro e esmola, pois esta só incentiva a pessoa a permanecer na situação de rua, ao contrário de uma certa pessoa de coração mole, distribuindo esmolas pela rua. Aqui é uma cena de predominância masculina, num mundo de homens, na questão do papa homem regendo as freiras mulheres, nos versos de uma canção de Cher: “É um mundo de homens, mas nada seria sem uma mulher ou garota!”. É a universalidade do patriarcado, na figura do cacique amazônico, frente ao poder que a mulher tem em trazer Vida ao Mundo, na imagem de fertilidade de Nossa Senhora cercada de anjinhos, seus filhos, na mente fértil do artista, no poder da criatividade, este “sangue” que o sociopata vampiro quer tanto sugar, no modo como há certos sociopatas em relação aos quais eu me sinto obrigado a me relacionar socialmente, com exceção de um certo sociopata, com o qual, nesta encarnação, jamais me relacionarei, por uma questão de cautela e segurança. Podemos ouvir aqui os gritos do conflito, na experiência sequeladora que é o serviço militar, num rapaz o qual, depois de prestar tal serviço, não consegue se ressocializar completamente, ficando uma espécie de “aleijado”.

 


Acima, Portão do Inferno. Aqui remete ao filme Ghost, no momento de desencarne do sociopata, cercado de espíritos de sombra e horror, na pessoa abraçando as consequências de sua vida sem apuro moral, o qual é o sentido da Vida, num aprimoramento que é a razão da existência, no modo como as duras vicissitudes da Vida vão fazendo de nós pessoas melhores, e você não é melhor do que você era antigamente? Aqui é a universalidade da luta do bem contra o mal, no triunfo final da luz, na aurora que venceu soberana, na princesa pura, como num onírico clipe de Britney Spears, nesta numa manhã virginal de domingo de sol, como num certo amigo meu, o qual se emocionou numa aurora de domingo, na sensação de que está tudo bem, talvez uma pessoa lá com seus problemas existenciais, uma pessoa complicada, com problemas com álcool de drogas, no poder destrutivo das drogas, no modo como as drogas devastaram a voz de Whitney Houston, pois, em seu último trabalho de estúdio, sua voz está irreconhecível, lesada, destruída, no modo como o sucesso é uma merda, com o perdão do termo chulo, numa Whitney que se tornou prisioneira do esmagador sucesso mundial do álbum de trilha sonora do filme O Guardacostas, numa artista a qual, a partir de então, começou a sentir pressões insuportáveis, num mundo exigindo a ela que fosse uma deusa perfeita, e ela não era deusa, mas um ser humano com suas fragilidades naturais, uma artista a qual, desde então, começou a fazer uso de drogas pesadas, perdendo-se nas drogas, como um certo senhor, o qual definitivamente se perdeu na drogadição, condenado a apodrecer o resto de suas décadas de vida numa clínica psiquiátrica – tem algo mais deprimente? A luz aqui se impõe soberana, iluminando os meandros escuros do submundo, o qual é uma prisão para a mente, numa pessoa que se vicia em tal submundo, o qual é uma ilusão e uma piada, pois o Mundo é um só, um só caminho, um só Tao, numa grande avenida na qual todos moramos, nas palavras de uma certa senhora: Jesus é o único caminho, sem eu aqui querer ser cristão xiita, num espírito tão depurado que deixou no Mundo um legado inestimável, na vitória do pensamento sobre a matéria, na noção espírita de que matéria é nada e de que pensamento é tudo, pois a riqueza de Jesus está no pensamento, no psíquico, e não na lasca da cruz onde Ele foi executado cruelmente, um homem que, em vida, fodeu-se, com o perdão do termo chulo, ressuscitando depois na fé das pessoas, até ao ponto do imperador romano se converter ao Cristianismo, com a imagem da Virgem Santíssima substituindo tranquilamente imagens de deusas pagãs como Ísis, no arquétipo feminino da Virgem, do mundo perfeito metafísico, na Terra da Estrela da Manhã, com nosso fiel anjo da guarda nos guiando em tal plano, na vitória da vida sobre a morte, na noção taoista de que a morte do corpo físico pouco importa; na noção de Santo Agostinho de que somos carne e espírito, e de que somos todos prisioneiros, com o dia de soltura que chegará de forma inevitável, pois, na Vida, nada mais certo do que a Morte. Neste quadro temos uma explosão, como na teoria do Big Bang, no enigma do infinito, o qual é Deus, no poder imensurável da Vida Eterna, no poder incompreensível de que jamais findaremos, neste presente que é a Vida Eterna, pois nada teria sentido sem a Eternidade, pois nada teria sentido se tudo acabasse na morte física. Aqui é como na cena de um filme em que o mago Gandalf, envolto em luzes, ataca um exército escuro, como em desenhos animados de super heróis, ensinando desde cedo à criança o discernimento entre luz e sombra, na seguinte lição: Quando um herói entra em perigo, seus amigos heróis o ajudam; já, quando o vilão entra em perigo, seus comparsas vilões NÃO o ajudam. Então, o sociopata, desde pequenino, percebe que a Sociedade rechaça o Mal, num sociopata o qual, então, constrói uma máscara e leva uma vida dupla, como no filmão Fargo, num homem que forja o sequestro da própria esposa, vestindo uma máscara de bondade e inocência. Ao fundo no quadro vemos uma lua discreta, nos ciclos menstruais, nas cruéis cólicas que acometem a pobre mulher.

 


Acima, Tempestade. O cervo é a delicadeza e a fineza, na malícia da fachada de uma boate gay de Porto Alegre, com a pintura do personagem Bambi, de Disney. O cervo é a elegância e a graça, com pernas ágeis, fugindo de predadores carnívoros, em famílias de leões se banqueteando na carne de um herbívoro, remetendo ao radicalismo dos veganos, os quais nada consomem de origem animal, em posicionamentos sociais como não consumir produtos que são testados em animais, remetendo a um certo restaurante vegano caxiense, na prova de que, se bem feita e bem temperada, a comida vegana pode ser muito gostosa, na pena que é o fim do programa de culinária de Bela Gil, em comidas saudáveis, em contato com a natureza vegetal, no fato de que, quem para e desiste, desaparece, como no excelente programa de culinária de Carolina Ferraz, parando de produzir, desaparecendo assim – quem abandona a lida, vira fumaça, como em certos popstars, os quais não conseguiram sobreviver a uma determinada época, ao contrário de bandas longevas como o U2, sempre injetando material novo no mercado mundial, sobrevivendo desde os anos 1980 nesta selva que é a celebrização mundial. A terrível tempestade se impõe aqui, trazendo escuridão, nuvens densas, escuras, e podemos ouvir os trovões anunciando a queda de água, como numa escura crise chegando, num momento duro, no qual a pessoa não sabe para onde ir, num labirinto, no desafio que é a pessoa se encontrar e saber quem é, como uma grande amiga minha, há muitos anos num labirinto, sem forças para seguir vivendo, num quarto escuro, atroz, desnorteante. O vento aqui é violento e devastador, em tragédias naturais como a que destruiu Pompéia, fazendo das tragédias naturais a prova de que é a Terra quem tenta imitar o Céu, e não o contrário, havendo as perfeitas cidades metafísicas, limpíssimas, bem administradas, apolíneas, perfeitas, com toda uma energia de trabalho e produtividade, num lugar de Paz, onde ninguém quer enganar ninguém, na perfeição do apuro moral, sem pessoas em busca de vantagens, havendo no sociopata a pessoa que está o tempo todo em busca de vantagens em relação a seus companheiros de caminhada. Franz gosta dessas rochas pontiagudas e lascadas, que são os infortúnios inevitáveis, durezas que surtem doces efeitos, como num filme com a personagem Lara Croft, no qual ela toma um chá bem amargo que acaba por curá-la, na noção de que as crises são positivas, pois assinalam um momento de renovação na vida da pessoa. O cervo aqui busca refúgio, no ambiente sagrado do lar, da muvuca, como dizem os cariocas, no lugar em que tudo é do nosso jeitinho, como estar acostumado em fazer compras num determinado supermercado, sabendo direitinho onde encontrar cada mercadoria, numa familiaridade, como num filme da franquia Alien, com a personagem de Sigourney Weaver familiarizada e confortável com sua família de alienígenas, como num lar onde todos ficam à vontade, na intimidade entre irmãos, como certa vez com minha irmã mais velha falando com minha turma no colégio, e esta irmã, ao me ver no meio dos alunos, teve um momento de vergonha e embaraçamento, ao sentir o contraste entre ambiente do lar e ambiente da escola. Aqui é uma comoção catártica arrastando tudo e todos, nas forças da Natureza, como impiedosos vulcões jorrando fumaça de fuligem, em fenômenos naturais como certa vez, em que vulcões chilenos arrastaram cinzas para dentro do território brasileiro, chegando à Serra Gaúcha! As árvores aqui lutam para resistir, com raízes fortes, profundas, numa pessoa com suas raízes, seu porto seguro, na proveniência da família, como uma pessoa que conheço, uma filha adotiva, uma pessoa a qual se sente sem família, perguntando-se quem foram seus pais biológicos e qual é sua carga genética. Vemos aqui pedaços de árvore morta, que são a mortificação do espírito, num ponto da pessoa parar de pensar em bobagens mundanas, atendo-se ao necessário, que é a virtude, pois a palavra de um homem vale mais do que dinheiro, como um certo senhor,o qual me ludibriou, e tenho pena dele, pois sofrem os homens de raso apuro moral.

 

Referências bibliográficas:

 

Franz Sedlacek. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 28 mai. 2025.

Franz Sedlacek. Disponível em: <www.meisterdrucke.pt>. Acesso em: 28 mai. 2025.

O que é Nova Objetividade. Disponível em: <www.google.com>. Acesso em: 28 mai. 2025.

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