Falo pela décima quinta vez sobre o pintor realista modernista americano Bo Bartlett. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, Guerra das lagostas. O pirata é o outlaw, o bandido, aquela pessoa que não consegue imaginar a vida sem o crime, numa reincidência total, como no filme Cassino, com senhores cuspindo em sanduíches dados a policiais, sem estes, é claro, saberem do cuspe, numa enorme carência de apuro moral, o qual é capital, importantíssimo, sendo o sentido da vida crescer em apuro moral, pois quem não tem tal apuro, leva uma vida infernal, com a consciência o cutucando, não o deixando em paz, como esses pobres diabos sofredores infelizes que buscam aplicar golpes por telefone, pessoas altamente equivocadas, desencarnando e dando-se conta da vida péssima e infeliz que viveram na Terra, adquirindo, assim, a consciência de como são infelizes, no modo da sociedade em punir o criminoso, como já ouvi dizer que o infame Presídio Central de Porto Alegre é uma sucursal do inferno, com cem por cento dos detentos tendo verminose, no modo como só damos valor à liberdade quando a perdemos, pois posso estar preso num suntuoso palácio de ouro maciço, cravejado de pedras preciosas, e estou, mesmo assim, muito infeliz, como essa pobre coitada ex presidente argentina, presa em casa – é um horror, e tudo isso por causa da ausência de apuro moral. A caça aqui é esta iguaria de luxo que é a lagosta, num animal tão delicioso, exótico, belo, como uma certa cozinheira de minha irmã em Salvador, uma cozinheira de mão cheia, brindando-nos com pratos de frutos do mar maravilhosos, ou como nos estupendos bobós de camarão que a senhora minha madrinha prepara, remetendo a mim, um medíocre na cozinha, com um repertório culinário para lá de limitado, mesmo eu sendo fã de programas de culinária, no excelente canal televisivo Food Network. O homem aqui é a virilidade, no esforço do labor, nessas pessoas que tanto trabalham, na dignificação do labor, como no Plano Superior, onde há trabalho para todos, e trabalhos bons, que exigem de nossa mente, no glorioso modo como a mente sobrevive à morte do corpo físico, remetendo ao recente falecimento de um ente muito querido, numa pessoa divertida, que dizia em vida: “Um dia estarei bem pequenininha no meu caixão!”, pois, na vida, nada mais certo e natural do que a morte, e a diferença reside no que decidimos fazer de nossos dias de cárcere aqui na Terra – uns levam uma vida produtiva; outros, nem tanto, remetendo a essas pessoas desinteressantes, que não fazem merda nenhuma de válida, com o perdão do termo chulo, na letra de uma canção da grande cantora Macy Gray: “Levante-se! Levante-se! Como você vai se realizar se você sequer tenta?”. O sangue no avental é o sacrifício, em pessoas que decidem se sacrificar, desposando pessoas não muito amadas por tais pessoas, no caminho da infelicidade, como um certo senhor, o qual se casou, em sacrifício, com uma pessoa do sexo oposto, tudo em nome das aparências, numa pessoa que parece estar feliz – mas só parece, e é como tomar um vinho de mesa parecendo que está tomando um vinho fino, digno de rei. Aqui é um esforço como um artista numa turnê, como nossa querida Patrícia Pillar, ficando um mês inteiro longe de casa para filmar uma participação numa certa produção, nesses espíritos de mambembe, como esses popstars em suas turnês mundiais, na magia circense, indo de cidade em cidade, como num espírito nômade cigano, num momento de ruptura de Dercy Gonçalves, a qual, muito jovem, fugiu de casa para se juntar a uma trupe circense, numa época em que ser atriz era a mesma coisa do que ser prostituta, nas palavras da diva cômica: “Eu sou mambembe!”. Ao fundo, um homem está ocupado demais para nos olhar, e está atento ao mar, ao mercado, às oportunidades, como um empresário visualizando possibilidades de mercado e negócios, remetendo a um certo senhor, uma pessoa que tomou no cu, com o perdão do termo chulo, tendo que fechar as portas da firma que abrira, perdendo o ser patrão de si mesmo para voltar a se submeter a um patrão, e a vida não nos ensina duras lições de humildade e dignidade? Os dignos não são os que merecem o Mundo? O vermelho é a cor do sacrifício, como num matadouro, enfurecendo os veganos, os quais são contrários a tais sacrifícios de animais, num posicionamento sociocultural. Aqui é a incumbência e a responsabilidade de trazer o pão para casa, sustentando um lar, alimentando crianças.
Acima, Habeas corpus. A noiva é a expectativa, sonhando com uma vida perfeita de casada, pensando que o casamento seria diferente do que o imaginado antes do enlace, no mágico período de três meses de lua de mel – depois disso, o dia a dia da vida começa a cobrar seu preço, em tantos e tantos casamentos que fracassam, talvez por falta de paciência, nas palavras de um certo senhor, num casamento longevo: “Estou até hoje casado com minha esposa porque ela suporta os meus defeitos!”, como outra certa senhora não fumante, a qual aturou, por mais de meio século, um marido fumante, na vicissitudes de vida de fumante, pois o cigarro fica impregnado em tudo: no ar que vem dos pulmões, no cabelo, na pele, na roupa, no carro e na casa, por mais que esta for limpa e higienizada. O menininho nu é o abandono, em crianças abandonadas, vindo ao Mundo sem uma família, nunca sabendo quem foram seus pais. O menininho desalentado aqui remete à lenda gaúcha do Negrinho do Pastoreio, o guri que foi punido cruelmente pelo seu patrão, com este amarrando o menino num cruel formigueiro, numa morte lenta, gradual e infernal, como o negrinho desencarnado e sendo recebido nos braços de Nossa Senhora, na glória que é o desencarne, na libertação do Espírito Santo, na glória que é estar livre de todos os problemas relativos ao corpo carnal, como doenças em geral, num plano em que todos são jovens, belos, divertidos e produtivos, em elegantes salões de fino cristal colorido, nas maravilhosas terras metafísicas, limpas, pacíficas, cheias de vida, num mundo de amor, no qual estamos cercados de amigos, pois os amigos, meu irmão, são o ouro da vida, como num velório, com a presença dos que me amam. A forca aqui é a finitude do desencarne, em homens cruéis como Saddam, acabando enforcado, punido, rejeitado, nesses homens que querem poder e mais poder, nas palavras imperiosas de Saddam a subalternos: “Eu não estou pedindo para você; eu estou mandando!”, como no personagem Merovíngio de Matrix, bêbado de poder, viciado em poder, em vilões como Esqueleto, querendo ser, simplesmente, Deus, no raciocínio: “Eu posso tudo”, em espíritos infelizes que vivem no Umbral, a dimensão do desalento, com extremo frio ou extremo calor, como numa cidade deserta, sem uma única alma amiga, pois o sociopata é amigo de ninguém, nem de si mesmo, odiando tudo e todos, até seus próprios netos – é um horror, na pequenez moral do sociopata, que é obter vantagem em relação a seus irmãos de caminhada, remetendo a homens tão excepcionais como Chico Xavier, pacato, humilde, empenhado em dar palavras de consolo a pessoas como mães que perdêramos filhos, neste homem fabuloso que me ilumina no momento em que redijo este texto – é uma maravilha nosso amigo Chico! É como o homem de Tao – visto, amado e respeitado, um homem que NUNCA busca submeter os outros, no caminho do apuro moral, protegido das seduções do malévolo Anel do Poder, o qual nos dá a vontade de subjugar Mundo, corrompendo nobres corações, este coração traiçoeiro, sendo necessária a mortificação, que é se ater ao que é importante e nobre, sem pensar em bobagens auspiciosas mundanas, nas palavras de uma certa médium espírita: “Não estou aqui para falar de bobagens!”, em conversas sérias. Aqui é um palco, numa encenação, na inovação hollywoodiana de filmar cenas de dança com a câmera baseada nos pés dos dançarinos, exatamente para reproduzir a vista de um teatro num número de dança, nesses talentos massivos como num Fred Astaire, numa técnica perfeita, fruto de disciplina, como nos maravilhosos artistas do internacional Cirque Du Soleil, na função da Arte que é nos deixar perplexos, babando, fascinados, entretidos, como na comoção mundial do megablockbuster Parque dos Dinossauros, em diretores geniais, que sabem nos fascinar. Aqui são execuções públicas, oficiais, como Jesus punido pelo código penal romano, ressuscitando, depois, na fé das pessoas – é a sabedoria popular de que a verdade é filha do tempo.
Acima, Halloween. Que data divertida! As pessoas se fantasiam, num show de diversidade e criatividade, com crianças coletando doces em casas da vizinhança, na magia de uma mesa de aniversário de criança, com um bolo, docinhos, num manjar de delícias, como num bom brigadeiro, na sedução do chocolate, adicionado a leite e açúcar, ganhando, assim, o Mundo, no gostoso pecadinho capital da Gula, no modo como, no Plano Superior, há deliciosos doces para comermos, mas doces que não engordam nem provocam diabetes, na dimensão da saúde, onde temos saúde absolutamente perfeita – é a glória! O menino nos olha, como a morte nos olhando, no momento do desencarne, como na oração da Ave Maria, quando pedimos que esta rogue por nós no momento de nossa morte, no Útero Sacrossanto que a todos nós gerou, nos incansáveis esforços do padre na missa, dizendo que somos todos irmãos, mas palavras das quais esquecemos assim que colocamos os pés fora do templo, infelizmente, num Ser Humano cruel, com irmão derramando sangue de irmão, na figura de Caim matando Abel, como numa notória sociopata, matando os próprios pais, fazendo, dias depois, uma festa para comemorar, fazendo desses sociopatas pessoas absolutamente fora de qualquer pertinência, quando, ao usarmos o pensamento racional para desconstruir e analisar as ações sociopáticas, não encontramos razão ou coerência, no caminho de loucura, de espíritos que parecem sãos, mas só parecem, no termo loucura sã. Enquanto todos aqui rumam ao mesmo lugar, o menino para, numa singularidade, numa individualidade, numa pessoa acima de mediocridades, no slogan da Apple, o Pense diferente, em pessoas acima do óbvio e do comum, remetendo àqueles professores exigentes, fodas, com o perdão do termo chulo, professores que só respeitam a inteligência de alunos excepcionais, ignorando os demais alunos, como no grande mestre gaúcho Tatata Pimentel, que Deus o tenha, um homem que chamava alunos excepcionais de elite, dizendo aos demais alunos: “Calem a boca! A elite vai falar!”, um homem tão respeitado e excepcional; inesquecível. A fantasia de anjo é a bondade, nos espíritos bons e desencarnados, livres, com suas asas de liberdade, na sensação deliciosa de liberdade, havendo em prisões um inferno, pois não é nossa casa, nosso lar, nosso refúgio, ou como num quartel, um lugar que é qualquer coisa, menos nosso lar, numa experiência sequelante, cruel, nessa eterna inclinação humana para a crueldade, como padrões de beleza, que atacam em cheio a autoestima da mulher, na ditadura da magreza semianoréxica, como manequins magérrimas em vitrines, naquele ponto em que os ossos superiores do tórax ficam expostos – é um horror. O diabinho é a maldade, é claro, no caminho da malícia, nessa malícia do sociopata, como numa pessoa viajando à Tailândia para fazer turismo sexual, aproveitando-se das brechas de ser possível fazer tal turismo e tais terras, num verme se aproveitando das brechas da vida em sociedade. A Mulher Maravilha é o heroísmo, num ícone feminista, pois ela é bela e formosa, como uma boneca, mas tem super força e superpoderes, dando uma surra em marmanjos mal intencionados, como na mulher que trabalha, que não é dondoca improdutiva, tendo sua vida e sua identidade, como no personagem Mulan, de Disney, num processo de identidade, indo para a guerra, no deus Marte, o deus dos batalhadores, que lutam para obter as coisas na vida, como eu ao cumprimentar um bom amigo: “Na luta! Na luta sempre!”. A vassoura da bruxa é a magia de tal data, um tanto sombria, mas divertida, no costume americano de esvaziar abóboras e colocar velas ou luzes dentro, com furos que reproduzem olhos e boca, no modo como cada país tem suas próprias festas, numa diversidade cultural, mas numa universalidade, pois é próprio do Ser Humano ter festas, momentos em que nos desligamos temporariamente do afazeres do dia a dia, como nas festas de vindimas, como dizem que é fabulosa a vindima de Mendoza, na Argentina, país produtor de vinhos, na universalidade do álcool.
Acima, Herança. Os idosos são a passagem do tempo, na chegada da aposentadoria, a qual tem três meses de “lua de mel”, pois, depois, a vida continua a nos cutucar, na importância de nos mantermos produtivos, como a senhora minha avó, aposentada como professora de Língua Portuguesa, a qual, depois disso, passou a escrever poesia, dizendo em um de seus textos: “Sem a poesia, o que faria eu desta tarde brumosa?”, e a vida é isso, uma “tarde brumosa”, e temos que decidir o que fazer com esta, pois uns levam uma vida produtiva e interessante; outros, nem tanto. Ao fundo no quadro, uma forma piramidal abrasiva e agressiva, pontiaguda, fálica, patriarcal, como vi ontem o filme Barbie, que é um manifesto antipatriarcal, mostrando um Ken machão, misógino, considerando as mulheres seres de segunda grandeza, no modo machista de ver a mulher como moeda de troca, num pai negociando o casamento da filha, num mundo de homens, com as líderes de torcida, girando em torno do que importa, que é o jogo dos homens, gerando furiosas feministas, como uma certa popstar, uma mulher corajosa, colocando o dedo no nervo do preconceito patriarcal, na função das nossas elites intelectuais de nos acordar para os fatos, na força para se ir contra tais ventos, combatendo o machismo de Adão, a obraprima de Deus, o grande patriarca, fazendo da mulher um utensílio, com a função de reprodução, como no desabafo de uma Diana em entrevista, dizendo se sentir um mero útero reprodutor a serviço de uma coroa, no termo machista nazista, dizendo que a mulher tem três obrigações: Cozinhar, orar na igreja e cuidar de crianças, em filhos da puta como Hitler, com o perdão do termo chulo, remetendo a um certo senhor, sociopata, louco, fora de tudo que é cabível, tentando aliciar as pessoas para o nazismo, quando desconstruímos racionalmente o sociopata e não encontramos, desse modo, lógica ou coerência, nas asas de liberdade do pensamento racional. Este casal remete ao filme delicioso Harry & Sally, com casais contando suas histórias, no modo como vivemos num mundo heterocentrado, com tudo girando em torno da união homem-mulher, fazendo da homossexualidade uma cópia grotesca e má da perfeição heterossexual, na crueldade do Ser Humano, agredindo, desde cedo na vida, a autoestima do homossexual, exigindo, depois, que tal homossexual tenha uma autoestima fabulosa – esfaqueou e depois quer que não haja cicatrizes! Dá para entender? Não temos que mandar o Mundo à merda, com o perdão do termo chulo? Como posso ser prisioneiro das expectativas de outrem? Aqui, temos uma elegância dos idosos, em pessoas que nunca em vida perderam a autoestima, no ato de se sair de casa com perfume, na magia das fragrâncias, no modo como o catolicismo adotou o incenso em templos, dando-nos uma impressão de pureza e limpeza, na delícia de se estar dentro de uma casa recém limpa, com perfume de produto de limpeza, como no perfume de óleo de peroba, fazendo das casas terrenas cópias das perfeitas casas metafísicas, as quais estão sempre limpíssimas, sem uma única partícula de poeira ou bactérias, nas cidades do Plano Superior, limpas e bem administradas, nas responsabilidades de um prefeito em mostrar serviço e fazer obras pela urbe, nos encargos de responsabilidade, como criar um filho, como um grande amigo meu, tendo que trabalhar arduamente para prover à própria família um nível de vida ótimo, abastado. Entre os senhores aqui, um vão, um espaço, uma separação, com um respeitando o espaço do outro. Num detalhe, um tabuleiro de xadrez, em jogos que tanto exigem de nosso raciocínio, em embates entre humanos e computadores, no advento atual da Inteligência Artificial, deixando-nos perplexos com tal perfeição digital, num terreno um tanto perigoso, como recentemente num comercial com uma Gisele a qual JAMAIS fez tal comercial em pessoa, ou seja, temos que ficar atentos para vídeos duvidosos. Esferas no chão como num jogo de bocha, na universalidade lúdica, como nas bonecas russas, na universalidade da doce infância. O sofá aqui é elegante, fino, no prazer de se estar numa casa bem decorada.
Acima, Herdade. Claro que aqui é o homem acima da mulher, a qual assume o sobrenome dele, ficando subalterna, representada pelo homem, passada a ele na igreja no dia do casamento, no preconceito do pai ao ver a filha nascer: “Esta vou guardar debaixo de sete chaves e entregar pura e casta ao marido na igreja!”. É como na passiva figura de Arwen, de Tolkien, entregue pura e casta ao marido, na figura da moça branca na lata de leite condensado, ou como na exigência de que a moça que concorra a rainha da Festa da Uva seja solteira, ou seja, virgem. O machado é a virilidade, no trabalho de esforço e força, em mãos masculinas calejadas, na força de um homem em prover um lar, naquele pai zeloso, que nada deixa faltar dentro de casa. O machado remete a uma cena final do filmão Fargo, numa estátua do lenhador com seu viril machado, uma imagem que, aos olhos de um assassino sociopata, não é um instrumento de labor, mas uma arma para matar, nesse modo do sociopata em não ver valor na vida, zombando desta, como num certo brutal caso de assassinato em Porto Alegre, com um inocente rapaz sendo assassinado covardemente na semana de formatura de tal rapaz, trazendo, assim, uma grande tragédia para uma família inteira, um assassino que só tem um lugar para ir – o Umbral, a dimensão dos que não sabem o valor da amizade, e eu gostaria que esse assassino se desse conta do que fez, por motivo torpe, no slogan de uma campanha pedindo paz no trânsito: “Seu bem maior é a vida!”. A mulher está remota e alheia, distraída, talvez sonhando com outra vida, com outro homem, talvez uma mulher que não encontrou muita felicidade no casamento, como uma personagem de um certo romance, ambicionando outro homem, vendo neste um príncipe e vendo no marido titular um sapo, numa mulher sonhando com uma vida citadina e sofisticada, com ruas movimentadas, teatros e cafés, não se identificando com uma árdua vida campesina, odiando cada centímetro cúbico de tal vida, talvez odiando os calos em suas próprias mãos, como em moças em ...E o vento levou, com mãos calejadas, dizendo que uma mulher se conhece pelas mãos. A casa é o refúgio, a proteção e a segurança, num ambiente em que a criança se depara com regras e normas rígidas, gostando, no fundo, de receber tais limites, sentindo-se, assim, amparada e protegida, como nas palavras de meu pai quando eu era criança, mandando-me ir dormir e acordando-me para eu ir ao colégio, mesmo em inclementes manhãs geladas de inverno, com poças de água com uma fina camada de gelo, no frio da Serra Gaúcha que tanto atrai turistas para Gramado, tal pólo gigantesco de turismo. O avental do pai é o traje de labor, como no jaleco do médico, remetendo a um certo rapaz robert, ou seja, o exibidinho que quer, acima de tudo, aparecer midiaticamente, sem ter algo de válido ou interessante para dizer, na noção taoista de que ninguém, no fundo, respeita o robert, na necessidade da pessoa em se mostrar com seriedade e profissionalismo, no desprezo de Woody Allen pelo stablishment das celebridades, que são pessoas mimadas e bajuladas, com ego massageado, e não sei quem dá mais ânsia de vômito – se é quem oferece a bajulação ou quem aceita a bajulação, na capacidade de artistas sérios em gravitar acima de tais frivolidades, como Meryl Streep, Glenn Close e Judy Dench, no caminho da dignidade e da discrição, valores universais. O homem se apoia numa pedra, que é a base, o labor, o sustento, o sagrado pão de cada dia, como num aspecto cultural do descendente de italiano na Serra Gaúcha, que é ter a firma no andar térreo e o lar no andar superior, ou seja, o labor embasando tudo, num homem centrado, na firma, no labor, num colono italiano que só não trabalhava nos domingos porque o padre e a religião não permitiam, no caminho do trabalho, o qual não cessa no Plano Superior. O toco de árvore cortada é o resultado do labor, do produto, como comidas em bufetes a quilo, num árduo trabalho de se cozinhar para muitas pessoas, no modo como o trabalho está em todos os lugares.
Acima, Hiroshima. O menininho é o milagre de sobrevivência após a infame cruel bomba atômica, na sequela que abateu o detonador de tal artefato, olhando para trás, para o terrível cogumelo, e dando-se conta do que fez, num homem que levou tal trauma para o túmulo: “Deus do Céu, o que fiz?”. A plantação é o árduo labor campesino, como já disse o grande escritor Harari, quando, na Revolução Agrícola, quando o Ser Humano passou a controlar a produção de alimentos, os encargos de labor cresceram enormemente, no agricultor passando o dia inteiro em sua propriedade, cuidando dos brotos, remetendo a uma certa empregada doméstica, descendente de italianos, na Serra Gaúcha, uma mulher que não queria tirar férias nem ver a própria família nos meses de janeiro e fevereiro, pois tratava-se da época da colheita da uva, num árduo trabalho campesino, no agricultor que ia dormir com o corpo todo dolorido, tal o esforço no parreiral de uvas. O peixe ao vento é a liberdade, em países democráticos, na deliciosa sensação de liberdade, de conforto uterino, como nas EECs espíritas, as experiências extracorporais, num momento em que o espírito se desgruda do corpo físico e fica por si mesmo, na sensação de se mergulhar numa piscina térmica, numa sensação de lar e acolhimento, no título do famoso filme espírita Nosso Lar, num mundo de amizades, visto que os amigos são o ouro da vida, e tudo acaba se resumindo a amor, algo tão subestimado pelo cruel Ser Humano, um ser que quer destruir e desagregar, remetendo aos nobres esforços do inesquecível Papa Francisco, querendo unir as pessoas, revelando-se tal homem excepcional, causando um progresso enorme no Vaticano, num papa que deve ser seguido e respeitado pelos seus sucessores, numa transgressão cheia de bondade e nobreza, dizendo aos jovens para estes serem revolucionários, amando a juventude. Aqui, o terreno é vasto e vai até onde a vista alcança, como no Vale dos Vinhedos de Bento Gonçalves, RS, com vinhedos até onde a vista alcança, no resultado do labor e da dedicação, no ponto de reviravolta quando os vinhedos gaúchos passaram a cultivar uvas finas viníferas, em produtos de qualidade internacional, deixando para trás a era do vinho de mesa, servido no garrafão, num trabalho de progresso e aprimoramento, fazendo metáfora com o sentido da vida na Terra, que é crescer e tornar-se uma pessoa melhor, nas vicissitudes essenciais, as quais acabam por nos tornar pessoas melhores, no caminho espírita da mortificação, que é não ouvir o tolo coração e ouvir a sábia cabeça, em espíritos que reencarnam em meio a vicissitudes, como nascer com graves deficiências físicas, deixando, assim, de pensar em bobagens, atendo-se ao que é essencial e importante, como uma criança virando adulta, ou como num curso universitário, num encadeamento de processos, visto que, no caminho de Deus, do infinito, tudo é processo, e o infinito sobre o qual podemos falar não é o verdadeiro infinito, neste presente supremo que é a Vida Eterna, num absurdo poder imensurável. Aqui é um recomeço depois de uma destruição cruel, num Japão que renasceu das cinzas e tornou-se um país rico e desenvolvido, fazendo de Tóquio a maior cidade do planeta, num país tão limpo, como na limpeza da bandeira nacional de tal país, minimalista, impecável, a mais linda do Mundo, na noção taoista de que a pessoa tem que aprender por si o que é simplicidade, num caminho autodidata, pois não há livro ou faculdade que nos diga como viver. Aqui o dia cessa depois de uma jornada árdua, em costas curvadas, num merecido momento de happy hour, de tomar um inocente trago, em cavalheiros de gravatas afrouxadas, injetando um pouco de álcool na corrente sanguínea, num merecido descanso após um dia de obrigações. Os chapéus são a proteção, o traje para a jornada, como um artista plástico com seu avental cheio de manchas de tinta, como um certo artista plástico portoalegrense, o qual ia para a aula com calças jeans manchadas de tinta! O inocente menino clama por paz, na candura infantil de se fazer amigos inocentemente, no modo como a criança traz um residual de paz do Plano Superior.
Referências bibliográficas:
Bo Bartlett. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 20 ago. 2025.
Paintings. Disponível em: <www.bobartlett.com>. Acesso em: 20 ago. 2025.






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