quarta-feira, 29 de abril de 2026

Bom Bo (Parte 27 de 28)

 

 

Falo pela vigésima sétima vez sobre o pintor realista modernista americano Bo Bartlett. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, A enchente. O pai é tal força motriz, na responsa de sustentar um lar, certificando-se de que nada faltará dentro de casa, como achocolatado com leite para os filhos. Aqui remete à brutal enchente recente em território gaúcho, uma tragédia que é uma das várias provas de que é a imperfeita Terra que tenta imitar o perfeito Céu, pois, neste, é tudo pensamento, sem as vicissitudes da matéria, um lugar onde não podemos ficar improdutivos, na eternidade do labor, como Tao, sempre criando, na sabedoria de que Deus descansou no sétimo dia, num indivíduo proibido de trabalhar no domingo, como no laborioso colono italiano na Serra Gaúcha, só não trabalhando no domingo porque o padre e a religião não permitiam. A torre da igreja está para fora, com todo o resto inundado, como no museu portoalegrense do Margs, com os escritórios no subsolo totalmente destruídos, incluindo arquivos e papeladas em geral, no eterno recomeço da Vida, sempre partindo do zero, como um artista com longa carreira, sempre virando a página para encarar um novo momento de trabalho, com tantos e tantos artistas que pereceram pelo caminho, desaparecendo, como uma talentosa Cindy Lauper, uma vogue pop emblemática dos anos 1980, mas uma CL que não soube virar a página, vivendo até hoje em tal década, nada significando para quem não viveu nos anos 1980, como uma certa rádio, uma verdadeira “velharia FM”, nada significando para a meninada que nasceu a partir dos anos 2000, e é necessário que se esteja conectado com o que acontece neste momento no Mundo, como em posptars e rockstars em seu concertos, mesclando clássicos com material novo, na sabedoria de que acordamos no dia seguinte e a vida continua em toda a sua seriedade. O barco é o alento do lar, da casa, da família, com irmãos convivendo, frequentemente brigando, o que é natural, com pessoas tão íntimas nossas, no abrigo do lar, pessoas as quais conhecemos profundamente, como me disse uma cara amiga psicóloga, dizendo que a família é o ambiente para brigarmos e depois pedirmos desculpas, num eterno recomeço, como uma certa posptar, a qual sofreu uma profunda mágoa quando seu próprio irmão publicou um livro falando mal dela, e não deve doer fundo na alma ser atacado publicamente pela pessoa que cresceu com você, vindo da mesma barriga? É a crueldade natural do ser humano, como uma certa mulher movendo uma ação judicial contra a própria senhora sua mãe, impedindo esta de ver o neto desta, num juiz cruel e insensível, que deu causa a tal mulher ingrata: Você não tem remorso de atacar esta mãe que sempre fez tudo por você, como trocar fraldas, amamentar com o leite materno, comprar seus vestidinhos e suas bonequinhas e abrir portas profissionais para você? A família aqui está tranquila, seguras com o pai zeloso, sabendo que tudo vai ficar bem, como em um espinhoso e complicado momento de minha vida, com uma voz dizendo dentro de mim: “Vai passar!”, e as coisas não vão passando, deixando rastros de aprendizado e depuração moral? Não é o sentido da Vida a aquisição de apuro moral? A Vida não vai fazendo de nós pessoas melhores? Existe sentido numa vida estagnada, sem crescimento? Aqui remete a parentes meus, os quais adotaram carinhosamente um cãozinho que se perdeu da família nas enchentes infames, batizando o bichinho de “Sucesso”, num caminho de superação de vicissitudes, no garbo olímpico de vencer obstáculos, no caminho de coragem para viver com verdade, numa pessoa que passa a odiar mentir, na imagem do laço mágico da Mulher Maravilha, o qual, ao enlaçar a pessoa, faz com que esta diga a verdade, no título da super heroína: “O Espírito da Verdade”, uma das entidades que guiaram Kardec na confecção do livro que codificou a doutrina espírita, em espíritos tão excepcionais como Chico Xavier, o qual sempre me ilumina quando falo dele aqui no blog, um espírito tão amigo, tão cheio de amor, na gloriosa sensação de estarmos cercados de amigos, como nos coleguinhas no colégio, deixando saudades de tempos áureos nos quais vivemos num mundo de paz e amizade, ao contrário de homens belicosos, recomendando violência, ao contrário do homem de Tao, o qual nunca recomendará violência, mas diálogo e paz, concórdia, polidez, civilidade – cavalheirismo no fio do bigode. A enchente é um momento de crises, as quais, disse-me uma excelente psicoterapeuta, são positivas.

 


Acima, A era da descoberta. A elevação faz metáfora com o Plano Superior, num mundo de amor no qual ninguém quer nos enganar. Remete aos áureos tempos da aviação civil brasileira, nos quais as pessoas se arrumavam muito para voar, num programa glamoroso, como no auge da companhia aérea Varig, com aquela aeromoça linda, entregando-nos uma bandeja com o almoço, ao contrário de hoje em dia, tempos em que tal glamour cessou, em companhias aéreas que nos dão, no máximo, um suco e um saquinho mínimo de biscoitos ou amendoins. O zepelim é tal programa de glamour, numa elevação espiritual, negando as ilusões da matéria e abraçando o metafísico, o pensamento, no glorioso dia de soltura, no qual nos desligamos de todos os problemas atrelados ao corpo físico, como o envelhecimento, em espíritos que rejuvenescem e vivem jovens para sempre, como uma certa senhora caxiense, já desencarnada, a qual foi rainha de uma edição da Festa da Uva, um espírito que vive hoje lá em cima lindo como no dia de sua coroação, na vitória da beleza sobre a sujeira, a inimizade e a escuridão do Umbral, a dimensão dos que não sabem e nem querem saber amar, pois os amigos são o ouro da Vida, e, fora da amizade, não há salvação, nos esforços constantes dos padres nas missas, sempre nos dizendo que somos todos príncipes, filhos do mesmo Rei, na imagem de Nossa Senhora, a qual serve para nos fazer entender que corre em nossas veias o divino sangue estelar sacrossanto, havendo no sociopata a pessoa que, realmente, não tem noção de suas próprias origens divinas, no divino fato de que ninguém está no Umbral para sempre, e o crescimento é natural e inevitável, em espíritos toscos que se depuram e tornam-se espíritos de luz, no futuro brilhante que nos aguarda, que é a Suprema Felicidade, nos espíritos depuradíssimos, na hierarquia espiritual, a qual nunca é imposta à força, ao contrário da rígida hierarquia militar, sempre por meio da violência e da incivilidade, no caminho do desrespeito, e isso não é Tao! O céu é majestoso e belo, num dia saudável de luz e labor, em cidades com tal energia de labor, de produtividade, ao contrário do workaholic, obcecado em trabalhar, doente, sofredor, como um certo senhor, o qual, pura e simplesmente, não descansou entre duas jornadas de trabalho, e isso não é respeitar a si mesmo! O zepelim é a eterna tentativa humana de vencer a matéria e desafiar os limites da matéria, como no avião, desafiando as leis da Física, um veículo que pode voar mesmo sendo mais pesado do que o ar. O zepelim aqui, apesar de ter sido projetado para proporcionar toda a segurança e comodidade, pode sofrer danos e apresentar imperfeições, como no brutal acidente da nave americana Challenger, explodindo violentamente no ar e matando instantaneamente toda a tripulação a bordo, em tragédias que marcam época, no esforço humano em busca da perfeição, um ser humano que não é perfeito, e a Ciência, obra deste ser, pode ser imperfeita. O zepelim é a força da mão humana, construindo gigantescos navios de cruzeiros, que são, na prática, cidades flutuantes, desafiando as profundezas do mar, como numa imagem que vi da janela do Museu de Arte Sacra de Salvador, BA, com o mar recebendo tais navios de cruzeiros, numa cidade riquíssima para quem estuda História do Brasil, com seus prédios e templos multicentenários, numa cidade que exala tanta vida e cor, nos sabores das comidas e frutas baianas, como num exótico suco de cajá, inexistente no Sul do Brasil. O zepelim é um breve momento, pois o combustível acabará e a nave precisará se reabastecer, nas vicissitudes das invenções humanas. O zepelim é a vitória da civilização, no modo humano de organizar estados, como no Antigo Egito, então uma potência, sendo, hoje, apenas um sítio arqueológico, sem muito poder de mando global, nos impérios humanos que ascendem e descendem, permanecendo a imagem de humildade e simplicidade de Jesus, o fraco que é forte, na volta por cima que é a ressurreição, o desencarne, a vitória da luz.

 


Acima, A estrada de Damasco. A guerra é a inclinação humana em nome da brutalidade, a qual não é o caminho diplomático de Tao. A arma é a necessidade num mundo de crime e violência urbana, como amedrontadores homens armados com vistosas espingardas, protegendo carros forte em frente a agências lotéricas, homens com cara de poucos amigos, numa eterna tensão, com bandidos dispostos a tudo pelo Anel do Poder, que é o dinheiro, o poder mundano que tantas almas seduz, pois quando penso no que eu faria para obter o Anel, é porque este já está se apoderando de minha mente, num poder que corrompe até as mais nobres almas, em homens de poder como Saddam, acostumados a mandar em tudo e todos, num Saddam dizendo expressamente aos subalternos: “Não estou pedindo que você faça isso; estou mandando!”, um déspota que acabou oficialmente enforcado, indo para as terras inóspitas do Umbral, o lugar onde estamos sós, sem um único amigo, como se sente um rapaz homossexual na hora da aula de Educação Física, quando meninos e meninas são separados, como vi certa vez um rapaz fazendo Educação Física com as meninas, simplesmente se recusando a circular por entre o macharedo, no caminho da identidade sexual, num Mundo no qual, ainda hoje, a conotação de homossexualidade continua péssima, apesar de tal orientação não ser mais oficialmente doença. O poste caindo é o declínio da vida em sociedade, tudo perdido por causa da violência, das bombas, da destruição e da fome, com pessoas arrancadas de seus lares, com crianças passando fome, sem leite, na eterna crueldade humana, como no Holocausto, tratando pessoas de um modo que nem animais merecem ser tratados, tudo por causa da mente do maior sociopata de todos os tempos, um homem que é ídolo de neonazistas, como um certo senhor, intencionando doutrinar os próprios alunos para o Nazismo – é um horror. Aqui as crianças são acudidas e abrigadas, consoladas, crianças que não entendem a amargura do mundo dos adultos, no conceito cristão de que o Céu é das criancinhas, pois a criança, cedo ainda na pré escola ou nos primeiros anos do Ensino Fundamental, traz todo um residual do Plano Superior, numa época doce em que nos sentimos entre amigos, na incapacidade infantil de entender porque o Mundo é tão cruel e feio, sem almas amigas. A estrada é a travessia existencial, com artistas que se tornam tais guias espirituais de gerações, como minha irmã e eu crescemos ouvindo Elis Regina no carro de nossos pais, num brilho que guia as pessoas, numa voz tão arrebatadora, única na MPB, uma vida tragicamente ceifada pelas drogas, malditas sejam estas, ceifando vidas precocemente, havendo na Inteligência Artificial uma forma de “ressuscitar” tais ícones, como num recente comercial de TV com Elis contracenando com a filha Maria Rita, numa perfeição técnica de tal inteligência, numa Hollywood que passa a abraçar tal tecnologia, na era dos computadores na Sétima Arte. O terreno aqui é árido e inóspito, arrasado pela guerra, como num árido sertão nordestino, com pessoas sofrendo pela seca, em regiões tão brutalmente inóspitas como o deserto do Saara, conspirando contra a Vida, inclusive a Vida Humana, num lugar tão inclemente, como Mordor, a Terra da Sombra de Tolkien, numa noite eterna, com tudo escuro e tóxico, podre, hostil, um lugar onde não se vive, mas se sobrevive, como num doloroso momento de crise, no meio de um traiçoeiro labirinto, cheio de pistas falsas e confusões, sem um centro gravitacional, numa Vida que exige que tenhamos os pés no chão, numa base, um centro, organizando tal Vida, como eu gostaria de dizer para quem está perdido: Centre-se em algo nobre e produtivo! O soldado aqui é inclemente, cruel, hostil, no caminho humano do ódio, como torcidas se odiando, ou como jogadores de Futebol com time cumprimentando time antes da partida, mas uma civilidade que pode se perder no decorrer da partida, com confusões no campo, muitas vezes com agressões, perdendo, assim, qualquer cavalheirismo. Um homem seminu está ferido e atordoado, vitimado, na covardia que é agredir alguém mais fraco.

 


Acima, A glória da pintura. A igrejinha é o acolhimento comunitário, num acompanhamento psicológico, espiritual, em missões cristãs nos países americanos recém descobertos, na catequização dos indígenas, impondo valores europeus e cristãos ao paganismo indígena, no modo como chegou a um ponto em que o cezar romano se converteu ao Cristianismo, no impacto do monoteísmo frente ao passado pagão da Humanidade, no conceito de que não existem deuses, mas nossos irmãos mais depurados, de alto apuro moral, como numa família, na qual os filhos mais velhos ajudam a criar os mais novos, na sina dos primogênitos, que é adquirir desde cedo o peso da responsabilidade, como minha irmã mais velha, ajudando a me criar. O homem negro é a raiz afro nos EUA, assim como no Brasil, no ramo musical africano, com os tambores africanos, como na seção africana do museu novaiorquino Met, com artigos de magia, suntuosos, estranhos, fascinantes, quando vi em tal seção um rapaz afroamericano, altivo, orgulhoso de suas raízes tribais africanas, numa questão racial complicada nos EUA, como no filme Crash, nos esforços democráticos para nos dizer que somos iguais perante a lei, na urna eleitoral, num âmbito em que não existem raça, sexo, classe social, credo etc., no poderoso paradigma democrático, sem reis de poder divino, mas sendo o presidente um dos nossos, um irmão que elegemos para nos representar por alguns anos, na saudável mudança de governo a cada quatro anos. O homem negro fecha os olhos, num sonho, como na ilusão de Matrix, um mundo falso, de faz de conta, no Mito da Caverna, tendo nós que nos libertarmos dos tolos sinais auspiciosos e ver o Mundo da forma mais fria e racional possível, no caminho da verdade, nas palavras imortais de Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida!”, na função dos heróis, que é nos acordar para a realidade. A altiva igreja está num topo de morro, como na catedral de Caxias do Sul, construída sobre uma rocha, sendo, na época, o ponto mais alto da cidade, numa mensagem clara: Aqui quem manda sou eu! Mas num Vaticano que vem perdendo fiéis para igrejas como a Universal, como na supercomédia Mudança de Hábito, com fiéis atraídos ao templo para os shows do coral de freiras, nesta grande deusa que é Whoopy Goldberg, em artistas de tanto carisma, na universalidade do palhaço, que é nos fazer rir num mundo sisudo e cinzento – quem é palhaço, o será estando ou não remunerado por tal. A escadinha ao lado da igreja é um acesso, uma porta, uma possibilidade, numa pessoa que busca por meios para se expressar, como um certo senhor fisiculturista, buscando meios para se fazer notar, no sonho de artista em alcançar renome, em grandes astros como Dalí, valorizadíssimos, integrando o acervo do Museu de Arte Moderna de Nova York, uma cidade que pulsa Arte, como já ouvi dizer: O melhor de NY é de graça ou custa só alguns dólares, no caminho da simplicidade, que é o mais elevado grau de sofisticação, como numa logomarca bem desenhada, bem projetada, simples, pujante, chamativa, como na impecável bandeira nacional japonesa, no rubro Sol nascente oriental em meio às brumas alvas da manhã, no caminho de tal simplicidade majestosa, na sabedoria de que menos é mais, na ironia taoista: Se quero ser mais, tenho que ser menos, pois tudo o que é demais, enjoa, mesmo passear na linda e apolínea cidade de Gramado, a qual se esgota frente a uma pessoa que vai seguidamente à urbe serrana. A cerquinha é o limite, como nos limites entre propriedades, no respeito mútuo entre vizinhos, num homem polido, de Tao, o qual jamais recomendará violência, na expressiva queda de popularidade de Trump nos EUA, no que Tao chama de “guia tortuoso”, um homem que não é sábio para reger tal estado e tais conflitos. A igreja está fechada, na folga do padre, repousando num domingo como padres em escolas católicas, fazendo do domingo um dia sagrado, sem trabalho, com até Deus descansando depois de seis dias de labor.

 


Acima, A justiça cruel. O espantalho é como um fantasma, um medo, na função de rechaçar animais que possam danificar a lavoura, numa invenção tão americana, inexistente no Brasil, nos cinturões de milho nos EUA, alimentando países, tanto os EUA quanto parceiros comerciais Mundo afora. Esta moça é a “Sônia Braga” de Bartlett, aparecendo em diversas pinturas de Bo, numa espécie de alterego, como diretores de Cinema que amam certos atores, num caminho de profunda intimidade, como Tarantino amando Uma Thurman, como fez certa vez o diretor Fabio Barreto, apadrinhando uma atriz, abrindo portas para esta no Rio de Janeiro, na Globo, no ato de amizade e irmandade, na nobre intenção de ajudar as pessoas, como eu mesmo conto com o apoio de uma pessoa poderosa e respeitada, aliados que gostam do que fazemos, numa construção de pontes, de amizades, e os amigos são o ouro da Vida, pois, fora da amizade, não há salvação, na imortalidade do vínculos de amizade, os quais duram para sempre, como uma madeira nobre, que resiste à passagem do tempo, ou como metais nobres, preciosos, mas sendo puramente matéria, a qual é uma ilusão, na ilusão dos apelos de consumo, em sedutoras vitrines de shoppings, “escravizando” aqueles que não têm estilo, pois, quando tenho estilo, com critérios autodidatas em minha cabeça, posso me vestir num brechó beneficente e parecer que recém saí de uma loja cara de um shopping de luxo – estilo vem de dentro. A moça repousa, mas está consciente, como nas máscaras mortuárias egípcias, de olhos abertos, na pessoa consciente de seu próprio desencarne, como no velório da senhora minha avó, no qual sentia-se que esta estava completamente consciente do próprio desencarne, preparando-se para voltar ao maravilhoso Lar Primordial, nos versos da bela canção tema da franquia O Senhor dos Anéis: “Os navios vieram para carregar você de volta para casa!”, num final arrebatador, de almas desencarnadas embarcando para terras de luz e beleza, no continumm universal entre luz, luxo e leveza, espíritos felizes que vivem lá em cima emoldurados por uma luz, que é o milagre da Vida Eterna, o imensurável poder que nunca nos deixará perecer – não é poder demais? Creio que sim! Ao fundo no quadro um circo, no espírito nômade de mambembe, circense, como um cantor em turnês mundiais, lotando shows Mundo afora, num espírito cigano, no código de conduta entre atores, como atores ricos financiando o Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro, no sentido da pessoa pertencer a uma classe, a uma categoria, no modo dos atores em não fazer diferença entre si só porque uns têm mais sucesso e mais dinheiro do que outros, no caminho da humildade, que é evitar ao máximo a arrogância, a qual precede a queda, como um certo senhor, o qual achou que deslancharia loucamente na carreira, mas um senhor que acabou fracassando, em duras lições de humildade que a Vida nos ensina – quem tem os pés no chão, não sofre. O gramado é como um carpete, numa sala limpa, cheirosa, como deitar em uma cama com lençóis levemente perfumados, numa sensação de lar, de acolhimento, remetendo a órfãos que crescem em orfanatos, numa vida dura, de pessoas que vieram ao Mundo “sem lenço, nem documento”, não tendo a mínima ideia de suas raízes, pais, família etc., um espírito corajoso, que topou reencarnar em tal duro contexto para, assim, crescer enormemente como espírito, fazendo do crescimento moral o sentido da Vida – homens honestos são bem vistos e respeitados. Aqui é como nas palavras de Barbra num concerto, dizendo que, na maior parte do tempo, quer deitar sob uma árvore e fazer coisa nenhuma, num retiro, numa discrição, como uma certa artista plástica, a qual optou por morar na zona rural para viver uma vida de retiro e reserva, numa pessoa pacata, que quer paz em seus dias na Terra, na sabedoria da paz, a qual é maior do que a raiva, e o Plano Superior é divino porque, lá, não há conflitos, fazendo da Terra tal palco de horrores bélicos, em cidades violentas, cheias de ladrões e assassinos, como um certo inocente senhor assassinado por latrocínio, num assassino infeliz, um pobre diabo sofredor que não faz ideia da tragédia que trouxe à família da vítima.

 


Acima, A noiva. Aqui é como a Vênus e o Marte de Botticelli, quando Marte está sedado, dormindo e inconsciente, rendido aos braços de Vênus, na recomendação taoista: Entenda a força do Yang, o Marte, o masculino, mas seja mais Yin, mais feminino e Vênus dentro de si mesmo, no recanto do lar, do retiro da casa, da muvuca, como dizem os cariocas, na recomendação a um líder para este nunca interferir no dia a dia pacato do cidadão. O noivo está abatido, nas divertidas palavras de um certo senhor: “Quando casei, ao assinar o documento de enlace, assinei também meu atestado de óbito!”, ou como outra certa senhora, dizendo: “Casei e minha vida virou um inferno!”, no modo como é necessário ter paciência e persistência para que um casamento dure para sempre, ao contrário de casais que brigam na primeiro mínimo desentendimento. O noivo é a razão, o siso, nos trajes discretos do noivo, pois a estrela do dia é a noiva, no costume de casamentos: Em primeiro lugar, entram no templo o noivo, a mãe deste e os padrinhos; após, as portas da igreja são fechadas e, finalmente, entra em cena a noiva com o pai, no machismo patriarcal de tal ritual, na mulher que vai das mãos do pai direto para as mãos do marido, uma mulher que deposita seu próprio Yang nas mãos de outrem, abraçando uma vida de anonimato, condenada a criar crianças e manter uma casa limpa, organizada e abastecida, com comida feita, no modo como a Sociedade nunca exige da mulher o desenvolvimento da agressividade, ao contrário do homem, do qual é cobrado o êxito e o sucesso mundano, como já vi certos homens não muito contentes em ver as respectivas esposas em momento de sucesso destas, com um homem, assim, sentindo-se aquém da própria parceira, no machismo de ter que ser ao contrário: É a mulher quem tem que girar em torno do homem, como num certo comercial de perfume, com duas escadas rolantes, com uma subindo e a outra descendo, com ele subindo e ela descendo, e, de repente a escada da mulher para e passa a subir para, assim, acompanhar o homem, no modo como as próprias mulheres podem ser machistas, querendo ter um namorado mais alto do que a própria menina, no caso divertido de um certo casal, com ela mais alta do que ele, ficando ela, em poses para fotos, um tanto agachada para não parecer tão mais alta, como disse uma certa ex esposa de um ator baixinho, a qual, ao se divorciar, disse que não mais teria que usar saltos baixinho ao lado do marido, na sabedoria popular de que tamanho não é documento. Ao fundo no quadro, discretamente, a passagem bíblica em que Deus pede a um patriarca para que este mate o próprio filho, com um Deus desconfiado, testando a fidelidade do patriarca, com um anjo clemente segurando a mão do patriarca, com este conquistando a confiança de Deus, na imagem de um velho patriarca, num mundo de homens, com freiras tendo que acatar um padre, que é o papa, ou como vi recentemente na Rua uma mulher de burca, com apenas os olhos expostos, em diferenças culturais, na universalidade do patriarcado, como no filme Barbie, rechaçando a figura do machão misógino, numa mulher que pode ser o que ela mesma quiser. A noiva está começando a se despir, com o decote quase revelando os seios, num sensual striptease, que é provocar o público, no termo “tomara que caia”, que é um bustiê sem alças, na sensualidade da mulher brasileira, saindo de manhã de casa como cabelo úmido e recém lavado, cheiroso, no padrão cultural do salvadorenho, que é tomar não um, mas dois banhos por dia. O homem está aos pés da moça, como na arrebatadora cena de A Época da Inocência, com Newland beijando os pés de Ellen, num amor impossível, podendo trazer um destrutivo escândalo para uma família tradicional de Nova York, num amor de muita emoção, mas com pouca realidade, ou seja, ouça a mente e, só depois, o coração. O vestido é como um pilar, numa rainha de Festa da Uva, majestosa, inspirando a comunidade.

 

Referências bibliográficas:

 

Bo Bartlett. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 20 ago. 2025.

Paintings. Disponível em: <www.bobartlett.com>. Acesso em: 20 ago. 2025.

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