quarta-feira, 15 de julho de 2026

Akira Aqui (Parte 6 de 7)

 

 

Falo pela sexta vez sobre o pintor japonês Akira Ikezoe. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Futuro primitivo XIII. O vaso é o conforto do lar, na incumbência de se regar a plantinha, num trabalho de paciência, como ter um bicho, provendo este de toda as necessidades, como um certo menino, o qual implorou, por quase um ano, um cachorro à mãe, com esta cedendo e dando um shitzu ao rapaz, um rapaz que acabou se desinteressando pelo bicho, tendo a mãe, então, doado e o bicho a um casal de amigos, nessas vicissitudes da vida de mãe. O fundo rosa é tenro e feminino, remetendo a um certo time de Futebol, o qual pintava de rosa o vestiário dos clubes visitantes, querendo, assim, taxar de “veadinho” tal visitante, na ironia dialética de que tudo tem duas leituras, uma a contradição da outra: Por um lado, feminiliza o oponente; por outro, dá a impressão do anfitrião ter tal ausência de agressividade, sendo rosa a cor da casa de tal anfitrião, como no símbolo universal de Yin e Yang, com um trazendo um pouquinho do outro, no jogo de sedução cósmica entre tais opostos. A prateleira é a organização, numa mente organizada, centrada, numa vida centrada em algo nobre e produtivo, numa pessoa que está se encontrando em tal ordem e progresso, no lema positivista da bandeira nacional brasileira, a qual, apesar de bela, é mais complexa do que a simples e impecável bandeira japonesa, sem eu aqui querer ser antipatriota. De um tronco se deriva um ramo, como na ramificação monoteísta, com Cristianismo, Judaísmo e Islamismo, na universalidade da mente humana, da espiritualidade, com caminhos diferentes que levam ao mesmo destino, que é Tao, fazendo da Vida o nervo da Arte, a qual é uma questão de saúde mental, ao contrário de sistemas ditatoriais, que tolhem a liberdade de expressão, num cidadão que se vê escravo de uma ideologia, com esta ditando padrões de produção artística, num artista que se vê escravo de um sistema, como no Brasil militar, na frustração de ser censurado, como foi censurada a primeira versão da telenovela Roque Santeiro, com Betty Faria como a Viúva Porcina, uma Bette a qual, anos depois, deu a volta por cima como a inesquecível Tieta, numa novela tão popular, sucesso de audiência, no modo como a Vida exige que tenhamos paciência, na noção taoista de que, se eu esperar, posso agir, na noção de que Deus escreve certo por linhas tortas. Vemos uma planta caída e prostrada, deprimida, abatida, sem tesão para lutar pela Vida, como um surfista que não quer pegar onda, remetendo a uma certo senhor, numa fossa de décadas, um senhor o qual, no passado, tinha tal tesão, conquistando o respeito de um certo célebre professor altamente exigente, nessas pessoas num eterno labirinto, sem noção se vai para cá ou para lá, numa pessoa que quer fugir da luta, como um morador de Rua, nas palavras de uma certa médium espírita: Deus quer nos ver lutando, e não atirados nas cordas do ringue da Vida! Akira adora a vida das plantas, numa exuberância tropical em meio a um Japão de clima não tropical, na sedução de cidades como o Rio de Janeiro, no seu calor e sua natureza exuberante, num Rio que tanto pulsa Vida, na memória que tenho da casa de minha tia em tal cidade, como o canto de pássaros tropicais, numa cidade paradoxal, bela e complicada, com muita violência e criminalidade, nos abismos sociais brasileiros. As rodinhas da prateleira são a mobilidade e a flexibilidade, numa pessoa que se curva sabiamente, sabendo que o se curvar é o mais simples e sábio, como na polidez japonesa na luta de judô, com os oponentes se curvando em sinal de respeito, sem subestimar o oponente, na fábula da lebre e da tartaruga: Esta ganhou a corrida exatamente porque a lebre subestimou a seriedade da situação, como um jogador entrando com humildade em campo, no inevitável modo como a arrogância precede a queda. A Vida aqui é abundante, no milagre da Vida, numa Terra tão rica nesse sentido, no modo como temos que dar valor aos ecologistas: Temos que cuidar da Terra, pois o Homem não tem para onde ir! Uma planta aqui desponta como líder e elite, no ponto mais alto da cena, como na liderança de um grupo, na irresistível hierarquia espiritual, nunca imposta à força, no mais moralmente depurado guiando o menos, na força da classe e da fineza, num Ser Humano sempre equivocado, achando que a grosseria é o melhor e mais eficiente caminho, com um certo senhor, embriagado de poder.

 


Acima, Futuro primitivo XIV. Aqui temos uma quebra e uma interrupção, como num suicídio, ou como alguém largando a faculdade para nada fazer no lugar desta, como um certo senhor, o qual desvirtuou a própria vida, abandonando um curso superior, num intenso empobrecimento existencial, um senhor que fica em casa o dia inteiro perguntando a si mesmo por que será que nada acontece em sua vida, pois, fora do trabalho e do estudo, não há salvação, como no Plano Superior, no qual temos que nos manter produtivos de alguma forma nobre, pois como posso respeitar alguém que merda nenhuma faz, com o perdão do termo chulo? Vemos uma mesa, um suporte, como um poderoso aliado nos ajudando de alguma forma, como certa vez no meu Ensino Fundamental, com a rigorosa diretora do colégio me ajudando a ser respeitado pelos meus colegas, os quais me submetiam a bullying, na perversidade do Ser Humano, que é esquecer que somos iguais perante o mesmo Rei, na nobre intenção democrática, que é nos igualar perante a urna eleitoral, deixando de lado gênero, classe social, raça, religiosidade etc. Vemos plantinhas pequeninas, coadjuvantes, como num jovem Ronaldo reserva na Copa de 1994, jogando na de 1998 e dando a volta por cima na Copa de 2002, no Penta, na comoção nacional que tal torneio traz ao Brasil, numa tristeza no senso comum do brasileiro, num Brasil que já deixou de ser o país do Futebol, deixando para trás os áureos tempos em que, nos sorteios de grupos da Copa, ninguém queria pegar o Brasil! Vemos uma forma como um balão de São João, nas festas tipicamente brasileiras, no poder de tal cultura popular, fazendo da Festa da Uva tal momento de projeção social, na comunidade que se vê projetada e representada, no poder da rainha, que é representar a beleza de tal terra, numa rainha que tem que ter um ar não de gatinha, mas de mulher madura, fazendo, assim, metáfora com o ponto de maturação da uva na época de vindima, fazendo da Itália tal país das vindimas, com cada comunidade com sua identidade cultural, num ato de agradecimento ao labor árduo do colono italiano, o qual é nosso herói. Vemos uma mangueira jogada e inutilizada, sem função, no poder da dignidade, que é servir ao Mundo, na pessoa se sentir importante no Mundo, como num artista querendo renome e fama, num fracasso como o de Van Gogh, só reconhecido postumamente, numa espécie de “vingança póstuma”, fazendo com que mandemos à merda os que nos subestimavam, com o perdão do termo chulo, como um certo senhor, o qual foi, há anos, falar mal de mim em público – chupe esta manga, rapaz! Como é gostoso o pecadinho capital da ira e da vingança! De um vaso vemos uma ramificação tripla, em todas a ramificações cristãs, como o anglicanismo, em transgressões inevitáveis, na noção de que tudo é processo, como as línguas, as quais vão aparecendo e desaparecendo, como no latim, fonte das línguas latinas, um latim que desapareceu, com ultraconservadores, que acham que os ritos católicos têm que ser em latim, em toda uma ala conservadora do Vaticano, em homens nobres e únicos como o imortal Francisco, clemente, com o intuito de unir as pessoas, um homem excepcional, abrindo inovações as quais transformaram para sempre o Vaticano. Vemos um tronco cortado, em mortificação, como lenha para fogueira, ou como troncos de eucaliptos para obras de construção civil, na estratégia do reflorestamento, como na via gaúcha da Rota do Sol, com vastas matas de reflorestamento, no modo como a era digital abreviou enormemente o uso de papel, em adventos de tecnologias como o e-mail, o qual, hoje, é banal, um e-mail o qual, eu próprio uso pouco, pois, com as redes sociais, o uso do e-mail ficou menos volumoso, numa tecnologia tão “louca”, com você conversando em tempo real quem está a milhares de quilômetros de distância, em outro continente, na minha geração, que viu o sepultamento da era analógica. Na base do quadro vemos uma discreta bifurcação, como gêmeos siameses, em espíritos de alta coragem, escolhendo reencarnar em tal incrível vicissitude.

 


Acima, Futuro primitivo XV. O fundo preto é tal discrição, remetendo a uma brincadeira que fiz certa vez com uma mulher, a qual estava de preto da cabeça aos pés, e eu perguntei, como piadinha: “Onde é o enterro?”, e a mulher levou a brincadeira a “ponta de faca”, carecendo de bom humor, no risco que corremos quando fazemos uma inocente brincadeira com alguém. Vemos um vulcão, nas forças da natureza do famoso vulcão que destruiu Pompeia, nas vicissitudes naturais, como em maremotos japoneses, ou terremotos na Venezuela, num momento de auxílio humanitário, com envio de ajuda e recursos financeiros, no modo como tais catástrofes nos trazem a mensagem de que somos irmãos, na classe de uma Cate Blanchett, compadecendo-se com o sofrimento do povo gaúcho nas recentes enchentes, numa atriz que se deu ao trabalho de pegar um avião até Porto Alegre para ter uma audiência com o governador, nesses artistas que nos dão exemplos de solidariedade, algo tão raro no Ser Humano, o qual tende à guerra e à desarmonia, sempre. Vemos uma pequena piscina, com plantinhas, como brincar com os amiguinhos no verão, numa piscina, em doces diversões de verão, à beira da água, na magia do verão, das férias, no descanso, o qual não pode faltar, ao contrário do workaholic, o qual só trabalha e não vive, como um certo senhor, sem respeito para consigo mesmo, ao ponto de não descansar entre duas jornadas de trabalho, num caminho degradante, num senhor que fracassou, fechando as portas da empresa que abrira, voltando a ficar submetido a um patrão, e a Vida não nos ensina duras lições de humildade? Vemos uma variedade de folhinhas pequeninas, como num astro com vários fãs, pessoas comuns, em pessoas que se tornam excepcionais, como uma pessoa batalhando pela vida, como numa Patricia Pillar, batalhadora, uma mulher que veio do nada e tornou-se tal grande nome que se tornou, ao contrário de quem é privilegiado, com um pai poderoso ou uma mãe poderosa para abrir portas na indústria, como um Tom Cruise, o qual veio do nada, sobrevivendo desde os anos 1980 nesta “selva” que é Hollywood, a terra do fracasso e da frustração. Vemos vasos bem pequenos, comuns, irrelevantes, subestimados, como discretos coadjuvantes num filme, fazendo se sobressaírem os protagonistas, na noção de comparação: Quando digo que algo é grande, é porque comparo com algo menor, como num casal em que o homem, mais alto, se destaca, o qual se destaca exatamente por estar ao lado da esposa mais baixinha, na noção taoista de que liso e áspero, fácil e difícil são faces do mesmo trabalho, como numa Marisa Monte em turnê: Na hora de cantar no placo, prazer total; por outro lado, o trabalho da turnê, com muitas estradas, aeroportos e hotéis, sem falar no trabalho de transportação de equipe, banda e maquinário para a realização do show, ou seja, não há trabalho que seja cem por cento prazer. Vemos uma luminária caída, algo inusitado na obra de Akira, o qual costuma trazer plantas, seres vivos. A luminária é a iluminação da mente do artista, em ideias felizes, como num bom roteirista, bolando uma história bem contada, nessa doença crônica de Hollywood, que é a escassez de bons roteiros, com filmes tecnicamente bons, mas com argumento pobre, como um certo recente filme, uma porcaria, sinto em dizer, numa história sem pé nem cabeça, admirando-me o fato de tal roteiro ter passado pelo crivo do estúdio. Vemos uma forma como um fóssil, com marcas de vegetação, no trabalho científico de reconstituir eras no Mundo, como me disse um certo professor: Reconstituir uma civilização extinta é como remontar uma pessoa a partir do lixo desta. Neste quadro vemos uma estrutura de concreto, simples, minimalista, modernista, como em casas modernistas feitas há um século, parecendo que foram criadas hoje mesmo, em 2026, no poder da transgressão modernista, que “sepultou” a arte acadêmica, em sopros necessários de renovação, numa época em que a Renascença era o último sopro de renovação a Europa, ressuscitando a Antiguidade Clássica, com cada geração com seus ícones.

 


Acima, Futuro primitivo XVI. Na base uma estrutura azul, como um meio ovo, como no domo do Senado em Brasília, na obra de Niemeyer, num jogo entre côncavo e convexo, num talento de Arquitetura, num caminho de identidade brasileira, como na enorme incumbência do Cinema Brasileiro, que é encontrar tal identidade, “libertando-se” de Hollywood e das influências desta. Uma forma é como um fogo cinzento, nas cinzas como os vestígios, como nos vestígios de um crime, num minucioso trabalho de reconstituição, no trabalho de remover as cinzas e limpar a lareira para uma nova queima de lenha, na sedução de um vinho na beira da lareira num dia ou noite frios, no romantismo dos enamorados, como um casal buscando recuperar o calor na relação, como numa segunda lua de mel, ou como inocentes joguinhos eróticos, como passar talco na nádega do outro, num caminho de intimidade, em pessoas que se tornam tão importantes em nossas vidas. Vemos estruturas como flechas reunidas, escoradas, num formato de cerca com lanças, como um soldado fazendo a guarda, na proteção de lares, numa “neurose”, que é prever possíveis crimes, no cuidado de se instalar cercas elétricas, num filão de mercado, que é a segurança particular, remetendo a eras em que não eram necessários tantos aparatos de segurança, como na Caxias do Sul na primeira metade do século XX, com as casas abertas, sem medo de assaltos, fazendo do Plano Superior tal lugar em que estamos entre amigos, sem paranoias de assaltos e criminalidade, num plano de apuro moral, em que ninguém quer nos mentir ou nos enganar, na delícia de se estar entre amigos. Vemos uma forma como um vulcão inativo, pacífico, dormente, como uma pessoa na “tocaia”, esperando pelo momento para agir, na noção taoista de que, se sei esperar, posso agir, num caminho de calma e serenidade, esperando pelo momento propício, como na persistência de se vender um imóvel, sabendo que o momento vai chegar propício. Vemos uma forma como um aquecedor de ambiente, nos invernos no RS e em SC, em padrões culturais como um banho diário, ao contrário da Bahia, na qual a pessoa toma dois banhos por dia, na demanda de água em tal urbe, fazendo da Bahia, na prática, um país à parte. Vemos um buraco, uma intervenção, como num corte cirúrgico, num corte de bisturi, em um momento de grande seriedade e concentração da parte do médico, como uma amiga minha, fazendo parto de cesarianas, seríssima, no peso adulto da responsabilidade, no modo como a juventude perfeita é uma invenção de velhos, pois na juventude não temos cautela, sabedoria, paciência ou juízo, ou seja, é uma merda, com o perdão do termo chulo. Vemos formas que parecem ser os aparatos judaicos de sete velas, fazendo dos judeus tal povo perseguido, tendo que adotar sobrenomes para despistar tal perseguição, no impacto de filmes como A Lista de Schindler, em preto e branco, num momento do filme que mostra uma menininha de vermelho, menininha que, em outra cena, aparece morta e reduzida a cinzas, tudo por causa de um grande sociopata, na capacidade do sociopata em manipular pessoas e tomar o controle de estados inteiros, como um certo sociopata que se tornou presidente, o qual se elegeu por ter uma aparência impecável, acima de qualquer suspeita, um sociopata malicioso que sabe que, na vida pública, a aparência da pessoa é extremamente importante, remetendo a certas senhoras de má aparência, as quais creem que, se arrumarem-se muito, serão tidas como dondocas fúteis e peruas frívolas, o que é um equívoco, com uma certa senhora que concorreu a prefeita, como cabelo de qualquer jeito, sem um único pingo de maquiagem, com as unhas de qualquer jeito e com uma visual pobre, sem distinção, remetendo a grandes talentos estadistas como Elizabeth I, a qual levava extremamente a sério o se arrumar na hora de ir a público, e isso ganha a confiança do povo. Vemos uma espécie de funil, como na seleção de um concurso vestibular, selecionando os mais estudiosos, na formação de nossas elites, que pensam acima da média.

 


Acima, Não tão natureza morta I. Vemos palmeiras cortadas do pé, alienadas, como cortar árvores para se obter lenha, num trabalho de extração, de exploração da natureza, em eras em que não havia legislação de crimes ambientais, fazendo do século XXI tal momento ecologista, como em celebridades ecologicamente engajadas, dirigindo somente carros elétricos, no cheiro de óleo diesel de cidades como Nova York, ou Pequim, no preço do progresso, em problemas como o descarte do lixo plástico, numa Humanidade ainda muito dependente do plástico. Vemos um objeto como um ovo, na expectativa de algo que vem, como num nenê chegando numa família, na bênção que é uma criança, “derretendo” o coração dos avós, fazendo da criança algo tão inocente e especial, pois a criança traz um residual do Plano Superior, a dimensão do amor incondicional, que é o amor sem cobranças, ao contrário dos negócios, no popular ditado: “Amigos, amigos; negócios, à parte!”. O ovo parece um coco, numa fruta tão exótica e única, ma magia das frutas, obras de Tao, o grande criador, em magias como a da manga, da Índia, dando muito bem no Brasil , sendo ambos países de clima quente, em diferenças culturais, como templos hindus tomados de ratos, em riscos enormes de leptospirose, como já ouvi dizer que são insalubres as condições de limpeza na Índia, na qual a vaca é sagrada, em contraste intenso com o Ocidente, que consome avidamente a carne de tal animal, no tradicional hambúrguer. Vemos folhas picotadas, podadas, como num revigorante corte de cabelo, numa renovação, num caminho de autoestima, que é a pessoa se arrumar e gostar de si mesma, no exemplo do psicoterapeuta, arrumado, bonito, gostando de si mesmo, como no filme As Patricinhas de Beverly Hills, numa menina primeiramente sem tal autoestima, recebendo o auxílio de outras duas moças com autoestima, fazendo de tal menina uma pessoa com tal amor próprio, numa reinvenção. Vemos uma forma como um boné, que é o resguardo e a proteção, num acessório jovial, como disse uma certa popstar, dizendo que há dias em ela se sente masculina e veste-se como um menino, fazendo da moda e do estilo tais meios de se expressar, no poder da indústria da Moda, movendo tanto dinheiro em tal mercado, em cobiçados bens de consumo, na escravatura da sociedade de consumo: Tenho que trabalhar feito um “burro de carga” para produzir capital e, deste modo, adquirir bens cobiçados de consumo, como roupas, carros, celulares, joias etc., fazendo do indivíduo tal escravo de um sistema, na metáfora de Matrix, que é aprisionar e manter sob controle o cidadão. Vemos plantinhas que parecem ser levadas pelo vento, numa humilde curvatura, no caminho da discrição e da humildade, que é nunca subestimar a seriedade da situação, como no filmão A Rainha, com a célebre monarca se vendo acuada, tendo que tomar ações em relação ao falecimento trágico da ex nora, chegando a um momento, no final, em que a monarca diz: “Tenho escolha?”. O vento é tal força natural, por vezes causando tragédias e destruição, fazendo de tais intempéries a prova de que é a imperfeita Terra quem tenta imitar o perfeito Céu. Vemos uma estatueta como um corpo humano sem cabeça, como numa execução, com o carrasco com seu machado, em países como os EUA, com pena de morte, ao contrário das sentenças brasileiras, em aspectos como a progressão de pena, com um sociopata que sairá da prisão sendo o mesmo sociopata de sempre, pois uma pessoa de tal raso apuro moral JAMAIS vai se regenerar em vida. Vemos uma máscara africana, na magia carnavalesca de fantasias e máscaras, ou como em rituais africanos de magia, na figura do feiticeiro da tribo, fazendo da Arte tal recurso de magia, como na magia de carisma de popstars, arrastando multidões para shows Mundo afora. Na base, vemos rochas residuais, nas profundezas geológicas, como nas raízes de vinhedos, na magia das entranhas da terra, como veias colhendo nutrientes, na seiva vital correndo como nutritivo sangue, na magia da Vida, no mistério que faz um coração bater.

 


Acima, Não tão natureza morta II. Uma majestosa flor se ergue soberana, exuberante, no crisântemo chinês, na universalidade das flores, da beleza, num adorno que é um presente dos enamorados, nos eternos ramalhetes de rosas do Professor Girafalez para a Dona Florinda, num amor cego, que só vê coisas boas no namorado, nos eternos versos de Tim Maia: “Quando a gente ama, não pensa em dinheiro; só se quer amar!”, num amor profundo que não cobra qualquer preço, em pessoas tão especiais, que passam por nossas vidas deixando tais marcas eternas, em pessoas que se tornam nossos amigos para sempre, conhecendo-nos profundamente, no poder da amizade, a qual é o sentido da Terra e do Céu, pois fora de tais laços de amizade não há salvação, na saudade que sentimos de velhos amigos, na inevitabilidade da Vida, que é separar as pessoas, pois cada um acaba indo para um lado diferente, e a Vida são tais constantes oportunidades de fazermos tais amigos. Vemos uma fumaça mágica, como na alegre feminilidade de Jeannie é um Gênio, da TV americana, na mulher se transformando em mágica fumaça rubra, na magia de perfumes doces femininos, nos versos fogosos de uma certa canção rock: “Lábios como açúcar! Beijos de açúcar!”. A fumaça é tal glamour que enfeitiça, num jogo de sedução entre masculino e feminino, como no flerte no filme O Amor custa caro, ou como no jogo de sedução de Cleópatra, num talento estadista, uma mulher com a qual morreu a multimilenar tradição faraônica, no inevitável modo como os impérios nascem e morrem, ou como já vimos, no Showbusiness, estrelas aparecendo e desaparecendo, como uma moça chamada Betty Boo, a qual teve um relativo sucessinho no início dos anos 1990, e hoje, décadas depois, não fazemos ideia de onde está tal mulher, e nem sabemos se ainda está viva, pois os que param de lutar pela Vida, desaparecem, remetendo a carreiras longevas, de artistas que têm a humildade de virar a página e recomeçar do zero, numa eterna reconstrução e reinvenção. Na base vemos uma tartaruga, retirada dentro de sua concha, num recolhimento do lar, no lugar sem igual, no conforto do lar, fazendo das guerras tal força horrível, pois as guerras arrancam as pessoas de seus lares, deixando rastros de fome e destruição, e nem a majestosa passagem de Jesus pela Terra soube sanar os problemas do Mundo, fazendo de Jesus uma imagem em que podemos depositar as esperanças de que uma vida melhor nos espera lá em cima, na dimensão em que vivemos num mundo feliz de amor e amizade. No topo vemos uma separação, com duas formas separadas, como em gêmeos sendo separados no nascimento, no modo como há uma grande intimidade entre gêmeos, remetendo às explosões de Vida em ninhadas de cães ou gatos, na força da Vida, do cio, num animal escravo de tal libido, ou como pessoas adolescentes, escravas de seus próprios hormônios, nas imponentes palavras de Marta Suplicy a uma plateia de adolescentes: “A adolescência é uma época em que se masturbar dez vezes por dia é perfeitamente normal!”, deixando a plateia perplexa com tal imponência, numa Marta muito elegante, num tailleur impecável – dá gosto de se ver uma mulher elegante! Vemos formas como hélices num parque eólico, no caminho dos combustíveis limpos, como na casa em que morei com minha família, com placas que captavam energia solar, em eventos como a Cop, alertando a Humanidade, em esforços como o do príncipe inglês William, preparando-se para o destino que o aguarda, um rapaz que quer muito servir ao seu amado país. Vemos mudinhas bem pequeninas, como girinos, ou como num berçário, num jardim de infância, numa escolinha, quando a criança começa sua vida social, relacionando-se com outrem. Vemos formas como peixes, em animais tão bem adaptados, espertos, esquivando-se de predadores, na magia do sushi, o peixe cru que ganhou o Mundo, na universalidade da boca humana. Vemos uma planta murcha e sem vida, derrotada, mortificada, na mortificação espiritual, que é parar de se pensar em bobagens e começar a se ater ao que é importante, protegendo o coração de sofrimentos.

 

Referências bibliográficas:

 

CV. Disponível em: <www.akiraikezoe.com>. Acesso em: 30 mai. 2026.

Paintings. Disponível em: <www.akiraikezoe.com>. Acesso em: 30 mai. 2026.

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