Falo pela terceira vez sobre a artista plástica brasileira Ana Karina Luna. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, Auzini. O vazio é onde precisamente reside a sensualidade, numa questão muito simples: Ao se decorar uma mesa, esta tem que ter espaços vazios para o uso do dia a dia, sendo, assim, útil, fazendo do vazio tal força gravitacional, como um prato, vazio, pronto para ser usado, no vazio de Tao, do infinito, a folha em branco na qual escrevemos nossa história, no inconcebível poder do infinito, na ideia de que jamais findaremos – não é poder demais? Aqui é como uma máscara ritualística, de grupos humanos primitivos, na universalidade da festa, da celebração, da ocasião especial, como em eventos solenes, para os quais nos assumamos o máximo possível, querendo ter a melhor aparência possível, remetendo ao Plano Superior, no qual temos, para sempre, a aparência que desejamos ter, na glória da vida espiritual, jovens para sempre, fazendo da materialidade uma ilusão, como a aparência da pessoa na Terra, uma ilusão, como no famoso espírito Patrícia, o qual, ao desencarnar e tomar um banho, deparou-se no espelho e viu seu cabelo, num passe de mágica, ter exatamente a aparência que Patrícia queria ter. Aqui é como algo cozinhando numa panela de pressão, como não me canso de dizer que foram da preguiça que nasceram grandes invenções: Por que ficar um tempão cozinhando algo na panela convencional se posso o fazer em muito menos tempo numa panela de pressão? Não tenha medo dos gostosos pecadinhos capitais, no absurdo de se entrar num confessionário e pedir perdão por que se masturbou, pois a sexualidade é natural no Ser Humano e na Natureza, fazendo das flores as genitálias das plantas, na explosão de vida e libido na primavera, como um urso acordando da hibernação, faminto, devorando salmões que nadam rio acima para reprodução, nas forças da Natureza, no fascínio que os campos exercem sobre as pessoas da cidade, em doces memórias de infância que tenho, passeando pelos campos com familiares, naquele cheiro de bosta ao ar livre, numa sensação de liberdade, como nadar nu no mar. Aqui é um trabalho de minuciosidade, de dedicação, remetendo ao trabalho de xilogravura da artista plástica Mara de Carli, pegando o estilete e cortando madeira, num trabalho árduo, de dar dores nas costas, na dedicação de um artista, num esforço máximo, como uma Maria Callas, exigindo o máximo da própria voz, como esses artistas que saem em turnês pelo Mundo, meses longe de casa, passando por tanto tempo por hotéis, aeroportos etc., num espírito mambembe, nômade, por assim dizer, na magia do circo, nas sábias palavras de uma certa senhora: Por mais belo que seja o circo, chegará um ponto em que ele levantará a lona e irá embora, como em comédias musicais nos anos de II Guerra Mundial, em estrelas como Carmen Miranda, dando ao espectador um pouco de alento durante a exibição da película, num momento de se desligar um pouco das notícias de horrores bélicos, com eu já disse a um certo senhor: Guerra já tem demais no Mundo! Aqui é como algo indo ralo abaixo, como alguém jogando alguma coisa fora, alguma experiência desagradável, como uma certa senhora, a qual aborreci profundamente, nessa senhora desligando o telefone na minha cara, uma atitude a qual não puno, pois eu mereci tal atitude e tratamento, no modo como as desavenças não são eternas, e o perdão é o caminho natural da Eternidade, e esta senhora e eu seremos grandes amigos, no poder do Bem e da Paz, a qual reina no Plano Superior, o plano no qual estamos entre amigos, sem estressantes prazos ou pressões mundanas, em ruas plácidas, com cantos de pássaros, na magia de bem te vis nas ruas de Porto Alegre, fazendo da Paz algo tão subestimado na Terra, a esfera das guerras e das raivas – é um horror. Aqui é como uma genitália feminina, no termo “racha”, em referência ao aspecto de ovo rachado de tal genitália, no modo como, para o homem heterossexual, a vagina da mulher é um passaporte para o paraíso. Aqui é como uma alegoria chacoalhando, em festas de aldeias, como na festa da vizinhança do seriado Chaves, uma ocasião solene na qual nos desligamos um pouco da dura rotina sisuda da Vida. Aqui é como o vazio de um CD ou um disco de vinil, tecnologias para lá de obsoletas, num louco galgar de tecnologias, na noção dialética de que tudo é processo, podendo o Homem um dia ir a Marte voltar são e salvo.
Acima, Baby Doll 1. Aqui é um monte de palha, no termo “encontrar agulha num palheiro”, como em trabalhos de investigações, como desvendar os assassinos de Marielle Franco, no árduo trabalho de policial, numa vida dura e difícil ante um salário não muito rico, como no labor de professor, uma profissão desvalorizada, no modo como o professor é FUNDAMENTAL na construção de um país, e cada professor é importante na trajetória da pessoa, no termo “um país de faz com homens e livros”, num Brasil que tanto carece de cultura erudita civilizatória. Os furos aqui são como alças de bolsas, na elegância de uma mulher, num interior uterino perfumado, na letra de uma certa canção pop: “Quero estar dentro de você!”, na sedução entre masculino e feminino, como numa comédia com George Clooney e Catherine Zeta-Jones, na universalidade de Yin e Yang, em algo inevitável no casal heterossexual: Publicamente, ele personifica o Yang dela; ela, o Yin dele. É como em tradicionais casais japoneses: Ele, grosso, antipático e fechado, na grosseria anticavalheiresca de caminhar na frente da esposa; ela, extremamente doce e simpática, receptiva, bela e alegre. É como cumprimentar um casal heterossexual: Se cumprimento um deles, o casal está cumprimentado. É como recentemente me desconcertou uma moça, dizendo-se lésbica, uma moça que eu julgava ser perfeitamente mulher! Aqui é algo sendo levado pelo vento, pela erosão, como nos milênios de erosão desértica nas pirâmides do Egito, uma sombra do esplendor de antigamente de tal edificações, fazendo do Plano Material tal templo de danação, na ilusão das pedras preciosas, as quais parecem ser eternas, mas não o são, pois tudo de matéria está condenado à danação, com tudo girando metaforicamente ao redor do Plano Superior, no qual, sim, há eternidade, na noção espírita: Pensamento é tudo; matéria é nada. É como uma aparência de uma pessoa belíssima de corpo e rosto – parecem ser deuses, mas só parecem, como numa certa comédia adolescente americana dos anos 1980, com uma moça loira, de beleza mais óbvia e vulgar, revelando-se uma porta de burra e desinteressante; já, a moça morena, de uma beleza mais sutil e discreta, muito mais inteligente, acaba se revelando um tesouro de interessante, na capacidade de sabermos olhar dentro das pessoas, como uma certa senhora, a qual trouxe para dentro de sua vida um rapaz lindo de corpo e rosto, uma senhora deixando-se levar pelas aparências, um rapaz o qual, de fato, era sociopata, numa senhora que aprendeu a lição de olhar dentro das pessoas, e não só fora. Aqui é um corpo amorfo em processo de transformação, como um feto se fazendo bebê, em processos de crescimento, como já ouvi dizer que a gravidez e o parto são grandes piadas de Deus para com as mulheres, como uma certa senhora, a qual teve uma depressão pós parto muito forte, caindo na cilada da cocaína e tendo que baixar hospital por tal – malditas sejam as drogas, remetendo a uma cera pessoa, a qual é conivente com o fato do filho estar fumando maconha, uma droga a qual, em excesso, pode sequelar a pessoa, remetendo a outro certo senhor, inegavelmente sequelado, e é como álcool – tudo o que é demais, é nocivo, na noção taoista de moderação, pois cavalgar pelos campos é excitante, mas vai enlouquecer você se você cavalgar demais! Aqui é como uma vassoura varrendo, nos labores da rotina, remetendo a uma certa senhora, a qual varre diariamente a casa, num trabalho de disciplina e dedicação, algo que eu mesmo não tenho, pois minha casa não é imunda, mas não é tão limpa apolineamente assim. Aqui é um trabalho minucioso, na dedicação de uma mãe em criar o filho, como já ouvi de uma mãe: “Dá trabalho, mas vale a pena!”, nessa paciência enorme em lidar com a energia intensa das crianças, uma energia a qual o adulto não consegue acompanhar, no termo “Ser mãe é padecer no paraíso!”. Aqui é algo furado e esfarrapado, como na moda dos jeans rasgados e detonados, joviais, atrevidos, algo impossível na época do 11 de setembro, quando o inconsciente coletivo estava psiquicamente detonado.
Acima, Balisassu. Aqui é algo com vários braços, como uma pessoa articulada, como meu querido bisavô Joaquim Pedro Lisboa, uma pessoa respeitada pela comunidade, um homem tido com o pai, o início da Festa Nacional da Uva, um homem cujas ideias eram adotadas pela comunidade, na pessoa desinteressada, a qual faz pelo prazer, fazendo nada de si mesmo e fazendo nada para si mesmo, no homem de Tao, o qual não tem ambições mundanas, pois o homem de Tao é visto, amado e respeitado. Aqui são como braços de deuses hindus, com múltiplos atributos, na universalidade dos anjinhos no Céu, pois os anjos são os espíritos felizes, livres, que cuidam de nós, seus irmãos, na noção espírita de que cada um de nos é cuidado por um anjo da guarda, como numa companhia psíquica de um psicoterapeuta, o qual, diz a sabedoria popular, é uma comadre bem paga, no nobre ofício de dar acompanhamento espiritual a alguém, num terapeuta que tem que ser isento, mostrando-nos o Mundo da forma mais clara e fria possível, pois o frio pensamento racional serve exatamente para deixar nossos corações tranquilos, pois, sem Paz, a Vida é um inferno, e uma pessoa cheia de raiva não tem como estar ok, como uma certa senhora, a qual cuspiu na cara de uma aeromoça, e uma pessoa com tanta raiva não tem como ter paz. Aqui é como uma aranha, remetendo aos aracnofóbicos, tendo pavor de tais bichinhos, nas fobias humanas, como vertigem, fobias sendo tratadas em psicoterapia, como num certo seriado, no qual um psiquiatra confronta um paciente que tinha medo de palhaços, num terapeuta vestido e maquiado de palhaço, confrontando fortemente o paciente, remetendo ao supervilão Hannibal Lecter, o psiquiatra sociopata de brilhante inteligência e paupérrimo caráter, sem apuro moral algum, quando que o sentido da Vida é adquirir apuro moral, no poder do bem e da verdade, com desenhos animados de super heróis, ensinando desde pequena a criança a discernir entre bem e mal, no conceito: Quando o herói fica em perigo, seus amigos heróis o ajudam; quando o vilão fica em perigo, os comparsas vilões NÃO o ajudam. E é fácil de se detectar a sociopatia, como uma certa senhora, a qual dizia, realmente, que e o Mal é mais interessante do que o Bem, ou como outro certo senhor professor, certamente sociopata, o qual queria, de fato, aliciar os alunos para o Nazismo – é um horror, nessa capacidade que o sociopata tem em manipular nossa mentes. Aqui é como um chocalho, entretendo a criança, a qual brinca com tudo, conhecendo o Mundo, remetendo a um tragédia gigantesca de uma certa família, numa menininha de cinco anos de idade que morreu esmagada por uma roda de caminhão, e é difícil imaginar dor maior do que enterrar um caixão pequenino e lacrado, com o cadáver desfigurado de uma criança dentro, numa avó que desencarnou, reencontrou com a netinha morta na Terra, e tudo ficou bem: Pronto, minha amiga, passou! Foi só um pesadelo! Tudo acaba se resolvendo! Aqui são essas formas primitivas de Vida, desenvolvendo-se biologicamente por mutações evolutivas, gerando a incrível biodiversidade da Terra, com tanta, mas tanta Vida, uma esfera tão bela e ínfima, frente a um Cosmos tão vasto e enigmático. Aqui é como uma infecção se desenvolvendo, com bactérias se reproduzindo, no avanço dos antibióticos, nos avanços da Medicina, na importância da Ciência, imprescindível, essencial, como nas medicações psiquiátricas, abreviando enormemente os período de internação psiquiátrica, como um certo senhor, certamente borderline, uma pessoa sempre no limite, e não tem segredo: É só tomar remedinho! Um senhor que tomou no cu, com o perdão do termo chulo, não sabendo conduzir sua própria empresa, remetendo a uma certa senhora medíocre, a qual, ao não ter obtido sucesso, acha que a culpa é do Mundo, quando que, quem não sabe conduzir, não obtém sucesso, remetendo ao talento de empreendedorismo de Luiza Trajano, uma mulher para lá de independente, de brilhante capacidade empresarial. Aqui é a tradição mexicana da pichorra, um boneco cheio de doces dentro o qual as crianças quebram com tacos!
Acima, Boca presa. Aqui é como uma vagina, no termo chulo “boceta”, na gíria de se chamar de “racha” uma mulher, no sentido do formato de tal genitália – como um ovo rachado. É como num monstro de Tolkien num lago, numa misógina vagina cheia de dentes castradores, colocando a mulher como perigo, no mito de Eva, a vadia que se rendeu à serpente, corrompendo o então perfeito Adão, ou no mito de Medusa, tão feia que transforma homens em pedra, trazendo ruína aos homens, como na Copa do Mundo de 1998, misoginamente culpando uma mulher pelo fracasso da seleção brasileira, no mito de São Jorge matando o dragão e salvando a indefesa, pura e casta donzela, no modo patriarcal de se tolher a sexualidade feminina, encorajando a masculina, no machismo de se crer que só há dois tipos de mulher: a virgem e a mundana, num Jesus perdoando os pecados da meretriz Madalena, “virginalizando” esta. Aqui é como um formato de cacau, na sedução universal do chocolate, o qual passou a bombar Mundo afora no momento em que foi misturado com leite e açúcar, na universalidade da boca humana, no modo como o sushi e a pizza ganharam o Mundo. Aqui é como uma fogueira de São João, na brincadeira de se pular fogueira, no fascínio de tal festa popular, com quentões e, no caso do RS, pinhões, num sincretismo popular, pois, para o gaúchos, a festividade pode ser feita com rapazes gaúchos de bombachas e meninas vestidas de prenda, remetendo a um certo padre, que foi desligado da ordem, um padre que tinha a melhor das intenções, querendo fazer um sincretismo na missa, misturando catolicismo com os orixás, um senhor que se maquiava para rezar as missas, um senhor com alma sensível de artista, e um senhor com um espírito mais jovem do que muita juventude por aí, nas palavras do revolucionário Papa Francisco a uma plateia de jovens cristãos: “Sejam revolucionários!”, fazendo de Francisco tal homem excepcional, na qualidade do homem de Tao, que é um homem simples, sem frescuras frívolas, num rei tomando o mesmo tipo de café que os súditos tomam, nas palavras de Juliana Paes sobre um sambista carioca: “Ele é simples! Ele é do povo!”. Aqui é como uma boca aberta, com os dentes enraizados, numa pessoa com a força em se enraizar, sedimentar-se e centrar-se em algo nobre e produtivo, no desperdício que é uma pessoa não se colocar para o Mundo de alguma forma, nas palavras de Tom Cruise: “Tenho que mostrar algo!”, remetendo a uma certa pessoa, a qual é um poço de inteligência brilhante, mas uma pessoa a qual, definitivamente, não está se colocando para o Mundo, uma pessoa para lá de intelectualizada, devoradora de livros, tendo em casa uma farta biblioteca, e todos que conhecem esta pessoa sabem: Ela é muito inteligente, ou seja, coloque-se para o Mundo! Aqui é como num programa televisivo de Marcos Mion, o Mucho Macho, misógino, é claro, somente convidando homens para o programa, e a porta de entrada no estúdio era uma vagina gigante, no machão que menospreza a mulher, achando esta um cidadão de segunda grandeza, como em certas culturas, fazendo da mulher uma moeda de troca, em homens com todo um harém: Quanto mais mulheres, mais poder tal homem tem, no claro machismo: Uma mulher só pode ter um marido, remetendo ao final feminista de Thelma & Louise, na dupla fugindo de toda a misoginia, em atos de agressividade, como detonar o caminhão de um motorista para lá de desrespeitoso para com as mulheres, remetendo ao termo “Respeite as minas”, orientando o homem a tratar bem tais pessoas do sexo feminino, remetendo a um pseudointelectual, um animal que dizia que as mulheres têm que suportar passivamente tal desrespeito – é um horror, no modo como a mulher odeia cantadas agressivas. Aqui é como um meteoro vindo, em rota de colisão, como um popstar explodindo no Mundo, no poder da Indústria Fonográfica Mundial, uma indústria que tem que se adaptar aos dias de hoje, na era revolucionária do download, com tudo resumido a software, sepultando para sempre a era do objeto de consumo, da coisa palpável e do tangível.
Acima, Bomba de peitos e cobras. O ponto preto central é como uma pessoa articulando o corpo social, como uma pessoa orquestrando o Mundo, distribuindo, na capacidade distributiva de uma pessoa, como um lar provendo os filhos, como uma mãe dando de mamar, remetendo a uma foto de perfil que vi recentemente no Facebook, na mulher de seios descobertos, dando de mamar ao filho, ou seja, uma imagem bonita, na generosidade materna, num caminho de dedicação incondicional, numa mulher que ama o próprio filho, mesmo sendo este um sociopata, pois tal bandido foi certa vez um bebezinho inofensivo, na tragédia que é haver um sociopata uma família, sendo um filho adotado ou biológico, na mágoa de se saber que seu filho ou filha jamais adquirirá juízo, remetendo ao caso de uma famosa sociopata, a qual tramou o assassinato dos próprios pais, tramando, talvez, assassinar depois o próprio irmão para, assim, ficar com todo o dinheiro da família, na atrocidade de Caim matando Abel, e o Ser Humano é assim, com suas raivosa guerras, com irmão derramando sangue de irmão, contrariando completamente a recomendação de Jesus: Sejam amigos uns dos outros! Aqui vemos serpentes libidinosas em cio, nas forças do instinto natural, num animal no mato em busca de comida e sexo, no pecadinho capital da Luxúria, tendo sexo como algo natural e inevitável, no costume de se castrar cães e gatos, fazendo metáfora com a “castração” da mortificação espiritual, deixando de crer em bobagens, como no Mito da Caverna, saindo da superstição e abraçando a liberdade do pensamento da razão e da iluminação, como no busto blindado da Mulher Maravilha, um ícone feminista, forte ao ponto de torcer um duro e fálico canhão de tanque de guerra, dando uma boa surra em marmanjos mal intencionados, no Espírito da Verdade, um dos budas que guiaram Kardec na concepção do Livro dos Espíritos, fazendo do Espiritismo tal doutrina do futuro, lidando de forma natural com a morte física, remetendo a uma certa senhora já falecida, a qual me disse: “Um dia vou estar bem pequeninha no meu caixão!”, surpreendendo-me com tal senso de humor, remetendo aos gritos desolados de uma moça que viu a própria amiga morrer num acidente de trânsito: “Eu vou morrer!”, na recomendação taoista: Se seu corpo morrer, não tem problema!, e é como eu digo a meus entes já desencarnados: Você está na glória; você está desencarnado! E a Vida continua com toda sua seriedade, num espírito que percebe a necessidade de trabalhar ou estudar, no modo como uma vida não pode ser estritamente contemplativa, como um certo excelente restaurante de Caxias do Sul, o qual não funciona nos fins de semana, exatamente para o dono desfrutar de estabelecimento concorrentes, na sabedoria de que no sétimo dia Deus descansou – se até Ele descansa, por que não devo descansar também? É como um certo senhor sofredor, o qual, certa vez, tocou duas jornadas de trabalho sem descansar no meio, ou seja, não aceitando ser humano. Aqui vemos bicos de patos ou outras aves, na beleza dos bandos de aves no ar, no modo como, em grupos de relacionamento social, todos pensam mais ou menos da mesma forma, como em grupos de adolescentes, grupos nos quais todos se vestem mais ou menos da mesma forma, num caminho de identificação, em grupos com suas própria regras, como eu certa vez, sendo desprezado por um grupo cujas regras eu não seguia muito, no termo “ser colocado na geladeira”. A nuvem negra é um auspício, uma tempestade vindo, como uma crise chegando à vida de uma pessoa, como me disse uma psicóloga, dizendo que as crises são positivas, pois estas assinalam um ponto de renovação na vida da pessoa, em remédios amargos que surtem doces efeitos, num Pai zeloso, que quer o melhor para cada um de nós, ao ponto da pessoa se negar a trafegar num submundo, o qual é escuro e desolador; fútil. Os fios remetem aos fios de telefones analógicos, algo tão “pré histórico” para essa nova geração que está vindo aí, uma geração puramente digital, sem saber da era dos bens de consumo fonográficos e cinematográficos.
Acima, Bruxinha moldura. Aqui pode ser um acidente de carro, no infeliz modo como tais acidentes acontecem, como eu certa vez com minha família, num brutal acidente na estrada, e, se não fosse pelos cintos de segurança, não estaríamos vivos para contar a história, remetendo a remotos tempos em que tal acessório de segurança não era obrigatório, num caminho evolutivo da Humanidade, em avanços como a lei que proíbe donos de cães destes fazerem cocô nas calçadas, um dono que é obrigado a levar um saco plástico para catar as fezes do bichinho, ou seja, uma lei minimalista, clean, simples, visando a limpeza da cidade, a qual tem que ser limpa, no nobre e árduo trabalho de gari, uma vida tão dura, varrendo as ruas, um gari que merece todo o nosso respeito, pois nenhum trabalho é em vão, fazendo tudo parte da construção da grande carreira espiritual, sendo sem sentido uma vida puramente contemplativa, sem alguma produtividade, no modo como cada um dos brasileiros tem que trabalhar pela grandeza do Brasil, no caminho saudável do patriotismo, ao contrário do chauvinista, o qual é um patriota agressivo, só dando valor ao que tange a seu país, desprezando outros países ao redor do Mundo, como uma certa pessoa, a qual teve uma fase chauvinista, dizendo que filmes brasileiros são perfeitos só porque são feitos no Brasil! Os pontinhos pretos ao redor são como fãs num show de algum astro, em multidões enlouquecidas, querendo ver o ídolo de perto, em turnês de comoção mundial, arrastando milhões de pessoas, como em shows na orla de Copacabana, em shows tão, mas tão suntuosos. É como os inclementes paparazzi ao redor de celebridades, nunca deixando estas em paz, num paradoxo de Diana, a qual adorava aparecer, mas se sentia invadida. Aqui é como cientistas ao redor do Mundo abraçando as pesquisas de outros cientistas, formando, assim, a comunidade científica mundial, como psiquiatras ao redor do mundo, deixando de ver homossexualidade como doença, e a Ciência tem que ser respeitada, mesmo por quem desta discorda, como um certo senhor, candidato a deputado federal, uma pessoa na qual não votarei, mas uma pessoa a qual respeito, na noção: Não quero que Fulano concorde comigo; quero que Fulano me respeite! E o respeito é algo relativamente fácil: Se Luizinho decidiu ser tal coisa, cabe a mim respeitar Luizinho, pois a vida é dele; não minha. Simples. Aqui é como um supertelescópio da NASA explorando as profundezas do Universo, uma sopa infindável de galáxias, fazendo de nossa Via Láctea uma em uma multidão, na “loucura” inútil que é querer catalogar cada grão de areia que existe no Saara – é muito vasto! Aqui é como um objeto se aprimorando, no advento das novas tecnologias, em celulares cada vez mais fininhos e modernos, remetendo às eras das máquinas de filmar e fotografar, com tudo hoje sendo digital, com tudo sendo feito via celular, no modo como, nos anos 1990, e-mail era chic e o auge da tecnologia; hoje, e-mail é o que há de banal – qual o futuro da Humanidade? Aqui é como uma máquina complexa, como numa linha de montagem de carros, num processo longo e difícil, na sedução dos bens de consumo, no modo como indivíduo pode ser um escravo de Matrix: Tenho que acordar para trabalhar “feito um burro de carga” para produzir capital e, assim, adquirir bens cobiçados de consumo, na busca do poder pelo poder, em concorrências atrozes em época de eleições, na competitividade da Vida em Sociedade. Aqui remete às letais máquinas de Matrix, na meta de destruir a vida humana, no futuro da Inteligência Artificial, num caminho de perfeição técnica, mas tudo sempre dependendo da mão que a guie – se a mão for boa, o ato é bom, fazendo da IA algo puramente instrumental. Aqui é como o Gollum de Tolkien, mergulhando nas lavas da Montanha da Perdição, morrendo escravizado pelo Anel do Poder, como num viciado em heroína, sem querer viver; só se drogar, num caminho de sofrimento e desolação, em pesadelos de crises de abstinência, algo mostrado em Trainspotting, o filme que tanto marcou minha geração.
Referências bibliográficas:
Arte. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.
Curriculum Vitae. Disponível em: <www.anakarinaluna.com>. Acesso em: 2 set. 2026.






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