quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Bom Bo (Parte 16 de 28)

 

 

Falo pela décima sexta vez sobre o pintor realista modernista americano Bo Bartlett. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Homem iluminado. Aqui é uma projeção, um almejo, como num físico, querendo desvendar os segredos do Universo, numa incansável sede por conhecimento, no trabalho de se enviarem sondas para explorar o sistema solar. Aqui são holofotes desbravadores, como em estreias de filmes em Hollywood, no glamour do tapete vermelho, dos astros, com tietes enlouquecidas: Os astros fingem que são deuses; os fãs fingem que acreditam que aqueles são deuses. Aqui é uma tentativa de marco, nas ambições de um artista, com artista grandiosos, como a dupla célebre Christo e Jeanne-Claude, deixando-nos perplexos com tamanha grandiosidade, no completo caminho oposto do simplório, como disse certa vez Fernandona Montenegro: “Eu acho tão simplório o ator que só faz TV; que não explora todos os meios de expressão cênica!”. Seguindo tal certeira lógica, há uma certa atriz, aclamadíssima e reconhecida, mas que até hoje não teve a coragem de pisar num palco, e eu gostaria de dizer a tal atriz: “Qual é teu medo? Tu és uma grande atriz! Pegue um diretor no qual tu confies; um diretor que te deixe à vontade no palco, com um texto que te proporcione uma catarse. Não tem como dar errado!”. Ou seja, cada um com suas questões a serem resolvidas. A Lua aqui está discreta, e é essencial, pois sua discrição faz realçar, em comparação, o facho paladino, como num casal, com ela mais baixinha do que ele: Ele se realça só porque está do lado da mulher baixa, na questão de darmos o valor a personagens coadjuvantes, na sabedoria popular de que tamanho não é documento, pois, se fosse, um certo homem, de alta estatura, sonhando em ser topmodel, seria o paladino baluarte de uma nação, um homem que acabou com sonhos frustrados, nessa rua de sonhos despedaçados, de frustração, tomando no cu, com o perdão do termo chulo. O facho aqui é a retidão racional, na liberdade do uso da razão, na sofisticação psiquiátrica de se entenderem as projeções da mente humana, prestando atenção em como projeto minhas coisas em outrem, na questão da pessoa buscar as respostas dentro de si, nunca fora. No detalhe no quadro, temos três homens, talvez cientistas, nerds, no modo como a inteligência acaba se revelando a fonte de sensualidade e sedução, em mentes envolventes, brilhantes, sofisticadas, em mentes como a do mestre Woody Allen, ao falar, no filme, com um casal lindo na Rua – eu sei que eles parecem que são deuses. Mas só parecem, na questão popular de que as aparências enganam e de que beleza não põe à mesa – eu sei que parecem ser deuses! Aqui é uma projeção fálica, patriarcal, sempre acorrentando a mulher, a qual gosta do mundo machista, havendo as excepcionais elites, as feministas que nos acordam para tais preconceitos perenes, em professores que respeitam a inteligência de alunos raros e excepcionais, na ação altiva de se ignorarem os ignorantes, pessoas desprovidas de qualquer sofisticação, revelando-se vazias e decepcionantes. O facho desbrava a escuridão, o Cosmos, um lugar que tanto conspira contra o Ser Humano, como nas terras insuportáveis do planeta Vênus, por exemplo, hostil a qualquer astronauta, o qual morreria, na certa, em tal ambiente hostil, visto que, fora da Terra, o Cosmos odeia o Ser Humano, num momento em que temos que dar ouvidos aos ecologistas – esta é nossa única casa! Aqui é uma tentativa de expressão e projeção, num sonho de se destacar, em pessoas que vão tão longe, numa Gisele, a qual conquistou tudo e todos, e ninguém percebe, com os cabelos ondulados da diva sendo imitados pelas mulheres do Mundo inteirinho, numa Gi que não é estrela; é monstro. Aqui é como um marco divisório, dividindo eras, como na maior mente de todos os tempos, que é Jesus Cristo, no centro sobrenatural de tudo, tudo por causa da mente de tal homem, no poder de sedução da inteligência, como sociopatas de inteligência brilhante, numa mente a serviço de um caráter de ralo apuro moral, sociopatas que podem ser facilmente detectados – é só usar o pensamento lógico e racional, em ações que não revelam lógica, no caminho da loucura, como no Umbral, o plano dos que não querem sair co corpo carnal – o que você diria de um prisioneiro que não quer sair da prisão? Aqui é como mandar mensagens ao Cosmos em busca de vida inteligente, uma espécie de “primos” nossos.

 


Acima, Homem voando. Aqui é como um dançarino se expressando, numa ironia de metalinguagem, de coisa falando de coisa, ou seja, da arte do pincel de Bartlett falando da arte do dançarino. Aqui remete à lenda de um bailarino grosseiro, o qual batia nas bailarinas se estas falhassem de algum forma no palco, como dizem rumores de que atletas nortecoreanos, ao fracassarem em competições mundiais, voltam para casa e são submetidos a inclementes discursos ideológicos, como no vilão Esqueleto numa live action dos anos 1980, com o vilão impondo pena capital aos que falhassem com as ordens do arquiinimigo de He-Man. É uma ditadura, na base de opressão e terror, como uma certa senhora diretora de colégio, uma ditadora de marca maior, num fascismo, como no dia de seu aniversário, num dia sem aulas, dedicados a massagear o ego da grosseira terrorista, presenteando tal mulher com flores finas, muito diferentes da grosseria usual de tal mulher, naquela pessoa que acha que, para ser respeitada, tem que ser desrespeitosa, como se gentileza gerasse truculência. Uma grossa de marca maior, em mulheres de aparência tão desleixada, ignorando a sabedoria de que, na vida pública, a aparência da pessoa é capital, em mulheres que acham, que se arrumarem, não serão levadas a sério! O homem aqui sonha, num sonho delicioso, em que temos a sensação de plainar, de deslizar, como uma certa menina certa vez, a qual, ao descer uma ladeira de skate, achou tão engraçado que se urinou nas calças! É em filmes oníricos como O Tigre e o Dragão, em cenas de luta inacreditáveis, numa coreografia perfeita, impecável, deixando-nos perplexos – como será que conseguirem fazer isso tudo? É o papel da Arte em nos deixar perplexos, como obras de Arte que causam comoção, como em filmes de sucesso estrondoso, num papador de troféus, como na direção de arte do filme Barbie, um filme que acaba se revelando uma mensagem feminista – uma mulher pode ser o que ela quiser e, ainda assim, tem autoestima e arruma-se, como atrizes que, por mais sérias que sejam, arrumam-se para eventos solenes, eventos em que nos esforçamos para termos a melhor aparência possível, fazendo metáfora com o Plano Superior, no qual somos belos, jovens e saudáveis para sempre, numa vida com produtividade e sentido, na construção da grande carreira espiritual, na qual nenhum trabalho é em vão, mesmo o humilde trabalho de gari, na dignificação do labor – não há esperanças aos inativos, ociosos e inoperantes. O homem aqui é um desprendimento, como uma pessoa se desfazendo de coisas inúteis, libertando-se, ao contrário do acumulador compulsivo, obcecado em colecionar coisas inúteis, perigosas ou insalubres, como um certo senhor, o qual varava pelo lixo seco da vizinhança para levar tranqueiras inúteis para casa, no oposto da limpeza, que é se ater ao essencial, como num bom e revigorante banho depois de um dia cheio, como espíritos que saem do Umbral, tomando banho num banheiro ensolarado, na vitória da luz, do bem e da vida, esta vida da qual o sociopata tanto zomba, dando cabo de vidas inocentes por causa de motivos fúteis, numa pessoa disposta a matar em nome de um par de tênis, os bens de consumo ambicionados, inacessíveis para muitos, remetendo a uma ação do Governo Federal de financiar pobres a comprar seu par de tênis, no viés de esquerda, que é o estado supremo, no centro de tudo, como numa China, um país rico, mas com cidadãos não tão ricos – cada um com seus parâmetros. Aqui é um sonho, numa pessoa que quer voar alto, num artista sonhando em ser célebre, reconhecido e valorizado, nas tristes histórias de artistas que não foram reconhecidos em vida, como Van Gogh, o qual, no Plano Superior, deve dar gargalhadas de tal reconhecimento tardio, no poder do humor, fazendo de Tao o palhaço supremo, na ironia de que tudo tem seu lado liso e seu lado áspero, pois fácil e difícil são faces do mesmo trabalho, como na barba áspera com a pele macia. Aqui é talento de certos artistas em parecer que voam, como nos bons musicais de Hollywood de outrora, em artistas de inegável talento, no poder da Arte, que é nos elevar.

 


Acima, Hurtsboro. Aqui é a amizade, no seriadão Friends, no amor fraternal que deveria nos unir, um amor tão subestimado, no desenvolvimento do apuro moral, que é não querer enganar alguém, remetendo a um certo senhor, o qual me enganou para ganhar alguns reais, e a palavra de um homem vale mais do que dinheiro, um senhor deletou a si próprio, retirando-se de minha vida, na ironia de que eu nada precisei fazer para tirá-lo de minha vida, numa consciência que nos cutuca em relação à falta de apuro moral, sendo um inferno a vida de uma pessoa imoral, arrastando-se pelas terras escuras do Umbral, zombando dos espíritos limpos, livres e felizes – os anjos. É no mito de Lúcifer, o anjo caído, embebido em vaidade, no fato de que a arrogância precede a queda, pois quem é humilde, não toma no cu, com o perdão do termo chulo. Aqui é o orgulho racial, como recentemente no Brasil, no feriado de Consciência Negra, para nos lembrar de que cor e raça são superficiais, remetendo a um certo senhor, o qual, ao ver uma pessoa negra bebendo em uma determinada caneca, nunca mais colocou a boca em tal caneca, num racismo tão arraigado, no mesmo absurdo de se dizer que a raça cocker spaniel não é cachorro - é sim, rapaz! A areia branca e as roupas brancas são a paz, a qual só pode ocorrer com apuro moral, numa consciência tranquila, nos desejos de festas de virada de ano, em ter um ano com paz, o oposto do inferno, que é a guerra, sendo esta uma fonte de sofrimento, destruindo lares e deixando rastros de pessoas famintas, acotovelando-se para receber ajuda humanitária de comidas emergenciais – como tal privação pode ser bela? Um rapaz encosta a cabeça no outro, num ato de afeto e carinho, como encontrar entes queridos num velório, um evento social triste, mas de validade social, fazendo com que as pessoas se revejam e sejam lembradas de que, na vida, nada mais certo do que a morte, e tudo reside no que decidimos fazer de nossos dias de cárcere na Terra – uns levam uma vida nobre e produtiva; outros, nem tanto, como os bandidos, pessoas equivocadas que, definitivamente, não vão desencarnar em paz, como esses pobres diabos sofredores que buscam aplicar golpes por telefone ou computador, como no hacker, uma inteligência brilhante a serviço de uma falta enorme de apuro moral, pois a inteligência é algo puramente instrumental, e tudo se decide a partir de como é a mão que guia tal ferramenta. Aqui, a areia branca virginal e os trajes em branco formam um continuum, uma harmonia cromática, numa pessoa com estilo, que sabe combinar cores, pois estilo vem da simplicidade, a qual só poder ser aprendida de forma autodidata, com a limpeza do minimalismo, na orientação taoista a um líder: “Quando você precisa tomar ação, faça somente o necessário”, como na monarca Elizabeth II, a qual, num primeiro momento, subestimou a seriedade da morte de Diana, no modo como nunca se é velho demais para aprender. As cabeças carecas são tal simplicidade, como no astro Vin Diesel, assumindo a careca, ao contrário de um certo senhor ridículo, que jura que ninguém percebe que ele não é calvo por trás de um ridículo penteado. Aqui é o termo jovial “galera”, com pessoas ligadas por afinidade, na sabedoria popular: “Diga-me com quem andas e dir-te-ei quem és!”. É a imortalidade do Amor Incondicional, leve, sutil, desapegado, no modo como, em amizade, não pode haver cobrança, como uma grande amiga minha, já desencarnada, e a tenho como amiga mesmo que, na Terra, nunca tenhamos ido à casa um do outro – o Amor é grátis! O céu aqui é glorioso e aberto, num amigo franco e verdadeiro, como no trabalho de guia de psicoterapeuta, sempre nos mostrando o Mundo da forma mais fria e racional possível, num terapeuta isento, distante, com a função de nos fazer mais fortes perante a Vida e o Mundo, como na serventia de uma bússola, guiando navegadores pelas vastidões dos oceanos. Talvez aqui, no centro, há o líder de tal grupo, a pessoa com o poder de coesão e união, na força de um líder, no papel de guia, em grandes talentos estadistas, sempre primando pela união, como num maravilhoso Papa Francisco, querendo unir as pessoas.

 


Acima, Idade carinhosa. Aqui é uma submissão, uma humilhação, na guerra entre classes marxista, na crença de que, onde há riqueza, há pobreza, como na cidade de São Paulo, a qual reúne o primeiro e o quarto mundo, como nas precárias cercanias do Mercado Público da pujante urbe, em prédios totalmente precários, feios, decadentes, na noção taoista: Como são ricos, e roubaram tudo dos pobres! É como nas pedras preciosas de origem africana da coroa imperial inglesa, num objeto o qual, de tão caro e precioso, simplesmente não pode sair do cofre, e, no dia de coroação do monarca daquele país, o rei ou rainha usa uma réplica, uma bijuteria, na noção de que, quanto mais tesouros tenho, menos seguro estou, como nos homens fortemente armados em carros que transportam dinheiro, num Ser Humano patético, que envereda para o submundo do crime, num espírito infeliz equivocado, o qual, ao desencarnar e ir ao inóspito Umbral, dá-se conta do vazio da vida que levou na Terra, na capital importância de se adquirir apuro moral, em espíritos bons, honestos, amorosos, que não querem enganar os outros, como dizia um certo senhor: “Há muitos ladrões no Mundo!”. As mangas arregaçadas são o labor, como num certo senhor, o qual, em vida pública, aparecia com mangas arregaçadas, havendo no Mundo homens que se revelam sociopatas de marca maior, havendo neste uma falta imensurável de apuro moral, na vontade do sociopata em sempre adquirir vantagens em relação a seus companheiros de caminhada, sociopatas que fazem do Mundo um lugar tão duro e difícil, em infelizes encarcerados, pois estar encarnado já é uma prisão; estar num presídio é a prisão dentro da prisão – é um horror, fazendo dos presídios sucursais do Inferno. A tiara vermelha da menina é o fator feminino de Chapeuzinho Vermelho, em contraste com o lobo mau, masculino, agressivo, seduzido pelas doçuras femininas da menina. O vermelho é a dor da cólica menstrual, no modo como é duro ser mulher, numa memória de colégio que tenho, numa colega chorando de dor, tendo que tomar antiespasmódicos, numa mulher que está “naqueles dias”, havendo o equívoco em homens que se tornam transmulheres, crendo que a vida é doce e perfeita para as mulheres, nos imortais versos de Caetano: “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é!”, no caminho do respeito, como uma certa senhora, a qual está desesperadamente precisando de um design de sobrancelhas, mas não direi isto a esta senhora, pois, no frigir dos ovos, as sobrancelhas não são minhas, e ninguém gosta da verdade nua e crua, na sabedoria popular de que, quem tem telhado de vidro, não pode jogar pedra nos outros. O homem aqui é a obrigação de pai provedor, sustentando uma família, em enormes encargos e responsabilidade, como em pais enérgicos, deixando claro quem manda dentro de casa, pois tal pai não é um escravo, e tem que ser respeitado pelos filhos, num pai herói que não deixa algo faltar em casa. Aqui é como casais heterossexuais em shows, com ela trepada nos ombros do namorado, com este tendo que ter a força para bancar tal responsa. Aqui é como uma dominatrix, subjugando, castrando o homem, como em Crepúsculo dos Deuses, com a diva Norma Desmond castrando grandes homens, no mito misógino de Medusa, horrorosa, malévola, arruinando homens, transformando estes em pedra, como num show de uma certa popstar, com dezenas de homens puxando um carro no qual tal diva era transportada, no arrebatador mito de Maria, a Virgem Santíssima, a mulher pela qual homens morreram, como em mitos estadistas como Elizabeth I, num ponto decisivo na História da Inglaterra, uma mulher que levava extremamente a sério o se arrumar na hora de ir a público. Aqui é o funeral de um grande homem, o qual serviu dignamente ao Mundo, num funeral pomposo, de rei, de homem importante, como no comediante mexicano Chespirito, enterrado com todas as honras. Aqui é um trato de casamento: Nós nos unimos e cada um faz uma parte do trabalho!

 


Acima, Império. O cabelo punk é a atitude, num estilo, no modo como atitude e estilo são essenciais para um artista pop que quiser fazer sucesso no Mundo, nessa bomba atômica de atitude que é Lady Gaga, arrebatando tudo e todos com seu frescor e ousadia, no famoso vestido de pedaços de carne crua, remetendo a outra certa artista, a qual, apesar de ter uma voz boa e pujante, não tem lá muita atitude, perecendo, assim, nas percepções do Mundo, uma artista equivocada, que acha que apenas a voz garante o estrelato, uma artista que já teve muitas chances, já tendo lançado vários álbuns, e sempre acabou fracassando. A foice é a foice da morte, no modo como, na vida, nada mais natural do que a morte, como dizia uma divertida querida amiga minha: “Um dia vou estar bem pequenininha em meu caixão!”, fazendo graça da inevitabilidade do óbito carnal, e tudo reside no que resolvemos fazer de nossos dias de cárcere na Terra, esta linda prisão na qual todos nos depuramos e tornamo-nos pessoas melhores – o aprimoramento é o sentido da Vida, como numa espécie de faculdade espiritual, pois nenhuma encarnação é em vão, remetendo a pessoas que perdem tempo com bobagens, e, enquanto isso, as vidas dessas pessoas estão passando. A foice é o labor rural, na bandeira da extinta URSS, no valor dignificante do trabalho, pois nenhum trabalho é em vão, mesmo o humilde e discreto trabalho de gari, sendo tudo parte da grande carreira espiritual, em cidades com uma energia de trabalho e produtividade, em algo que digo a meus entes querido desencarnados: “Arranje um trabalho, meu irmão! Estás num lugar maravilhoso, onde não há desemprego!”, no modo como a vida continua, fazendo da morte uma mera vírgula. As fumaças negras são resquícios de guerras, esses cruéis eventos que arrancam as pessoas de seus lares, deixando horríveis rastros de fome, em uma das funções mais básicas de um ser vivo, que é a alimentação, na responsabilidade de se colocar comida sobre a mesa, no pão de cada dia, pois é essencial qualquer trabalho que dê a uma pessoa um lugar ao Mundo. O cabelo punk se popularizou nos anos 1980, uma década que teve toda uma sinergia entre Cinema, Moda e Música, como num pioneiro como David Bowie, o qual trouxe, em vanguarda nos anos 1970, um cabelo que só seria popular anos depois, na década seguinte, com o cabelo desbastado em cima e compridinho embaixo, na nuca, nesse deus que foi Bowie, arrebatando-me em sua atuação na pérola cult que é o  filme Labirinto, um filme mágico e deslumbrante. O homem aqui é jovem e viril, encarando, desde cedo, responsabilidades, nessa idade em que a pessoa tende a ser um tanto arrogante, não tendo ainda tomado muitos tombos na vida, na sabedoria de que a arrogância precede a queda, remetendo a uma certa pessoa, a qual sofreu uma grande derrota na carreira profissional, numa colherada de remédio bem amargo, mas que cura, e a Vida não nos ensina duras lições de humildade? O homem aqui vislumbra um terreno, uma possibilidade, como num empresário visualizando perspectivas de mercado, em talentos empreendedores, como Luiza Trajano, dona de um império comercial, na prova de que homem e mulher são iguais, numa Luiza feminista, independente, ao contrário da anônima dona de casa, a qual vive na sombra de um homem, num antifeminismo, como uma certa senhora, a qual abandonou a carreira para ser tal anônima mulher, e ser só dona de casa não vai dizer a você quem você é. Este terreno seco e inóspito remete à franquia Mad Max, como na deusa Charlize Theron, num papel ultrafeminista, como no final do filmão Thelma & Louise, jogando-se de um precipício e vencendo todos os ranços do patriarcado, havendo em tal filme um homem cordato, gentil, que acompanhava as dores da dupla de protagonistas. O cabelo punk é o impacto, no poder da moda e do estilo, que é proporcionar que a pessoa se expresse. É como numa famosa via de Porto Alegrem na qual as pessoas punks se reúnem, em pessoas que não fixam o cabelo com gel, mas com clara de ovos, dizendo que gel é coisa de playboy, numa agressividade transgressora.

 


Acima, Istmo. Aqui são as diferenças culturais, no modo como, na Índia, a vaca é um animal sagrado, contrastando com o hambúrguer servido no Ocidente, fazendo do gado mero alimento, como no tradicional churrasco brasileiro, enfurecendo os veganos, os quais adquirem tal posicionamento gastrocultural. Aqui é como no Egito Antigo, na vaca como uma deusa, numa civilização tão notável, desenvolvida, na dádiva do Nilo, do qual o Egito dependia gigantescamente, em contraste com um clima tão árido e desértico, numa época em que não existia ventilador ou ar condicionado, remetendo a um deslumbrante clipe de Michael Jackson, num artista tão singular e, ainda, mal compreendido, num Mundo que não entendia que Michael foi uma criança à qual foi negado ter uma infância normal, num pai duro e enérgico, o qual obrigou a criança a trabalhar desde muito cedo, nesses adultos que não tiveram infância, como uma certa pessoa, a qual queria brincar de carrinho quando criança, mas era tolhida, e tudo foi estourar mais tarde, numa pessoa perfeitamente adulta, a qual gostava de brincar com carrinhos de controle remoto, no modo como o Mundo pode ser tão cruel e duro com pessoas que não se encaixam em padrões. A vaquinha aqui repousa, como num Marte entorpecido de Botticelli aos pés de uma Vênus desperta, na recomendação taoista: Entenda e força masculina do fálico Yang, mas seja mais humilde, feminino e suave como o Yin, na noção cômica de que tudo traz em si sua própria contradição, numa questão de comparação, pois o áspero de disciplina, junto ao prazer doce e liso, são faces do mesmo trabalho. Aqui é um lago de Narciso, no mito que se afogou frente à própria vaidade, nas armadilhas do ego, no qual a pessoa pode viver de forma narcisista, como certa vez pude ter a oportunidade de sentar e conversar com uma certa atriz respeitada, uma mulher a qual, em desinteressante narcisismo, só sabia falar de si mesma, de suas épocas de vida, de seus trabalhos etc., uma pessoa desinteressante, sem conversa, sem lá muita inteligência, eternamente dando uma entrevista – é bem vazio e obtuso, pois, de perto, o mundo das celebridades é decepcionante, acredite. A vaca pacífica é tal paz, numa pessoa que vive em paz com o Mundo, vivendo uma vida produtiva, pois a Vida é uma “tarde brumosa”, e tudo reside no que decidimos fazer de tal tarde, remetendo a pessoas que levam vidas vazias, principalmente as pessoas ricas, as quais só podem se manter sãs se fizerem algum tipo de trabalho, como certa vez num programa de TV, com uma menina rica que dizia, desesperada: “Que vazio!”, na noção taoista de que os vencedores da loteria vivem uma vida infernal, apesar de parecer o contrário, nos versos de uma certa canção de Jazz: “Tudo o que seu dinheiro vai lhe dar é um ataque do coração!”. A vaca é uma pessoa pacata, que vive seus dias com discrição, no papel de um rei, o qual nunca deve interferir no dia a dia pacato do cidadão, num rei que é um homem simples, que toma o mesmo tipo de café dos seus súditos, num homem que está junto de seu povo, e isto é confiar num homem de Tao, no modo como nenhum livro ou faculdade pode nos dizer como nos tornarmos pessoas simples, num caminho autodidata existencial. Podemos ouvir aqui o “mu” característico do bicho, no gado pastando o tempo todo, no modo como as paisagens rurais seduzem as pessoas da cidade, como em doces memórias minhas, quando ia com minha família para fazendas, em rios selvagens, cheios de girinos, na força da Vida, esta força que faz de nosso planetinha tão único e rico, num Ser Humano ainda tão aquém de desvendar os segredos do Cosmos. A vaca aqui repousa de estômago cheio, num delicioso torpor de satisfação alimentar, como numa farta mesa de Natal, com tudo em torno da comida, em esforços de matriarcas em unir a família, como a senhora minha avó Carmen, in memorian, dedicando-se ao máximo para prover com uma ceia majestosa de Natal. A vaquinha aqui nos encara, pacífica, no seu dever em prover leite, como em ...E o vento levou, numa vaca com leite para alimentar as crianças, numa terra devastada pela guerra, numa Scarlet O’hara que foi de menininha mimada a mulher forte.

 

Referências bibliográficas:

 

Bo Bartlett. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 20 ago. 2025.

Paintings. Disponível em: <www.bobartlett.com>. Acesso em: 20 ago. 2025.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Bom Bo (Parte 15 de 28)

 

 

Falo pela décima quinta vez sobre o pintor realista modernista americano Bo Bartlett. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Guerra das lagostas. O pirata é o outlaw, o bandido, aquela pessoa que não consegue imaginar a vida sem o crime, numa reincidência total, como no filme Cassino, com senhores cuspindo em sanduíches dados a policiais, sem estes, é claro, saberem do cuspe, numa enorme carência de apuro moral, o qual é capital, importantíssimo, sendo o sentido da vida crescer em apuro moral, pois quem não tem tal apuro, leva uma vida infernal, com a consciência o cutucando, não o deixando em paz, como esses pobres diabos sofredores infelizes que buscam aplicar golpes por telefone, pessoas altamente equivocadas, desencarnando e dando-se conta da vida péssima e infeliz que viveram na Terra, adquirindo, assim, a consciência de como são infelizes, no modo da sociedade em punir o criminoso, como já ouvi dizer que o infame Presídio Central de Porto Alegre é uma sucursal do inferno, com cem por cento dos detentos tendo verminose, no modo como só damos valor à liberdade quando a perdemos, pois posso estar preso num suntuoso palácio de ouro maciço, cravejado de pedras preciosas, e estou, mesmo assim, muito infeliz, como essa pobre coitada ex presidente argentina, presa em casa – é um horror, e tudo isso por causa da ausência de apuro moral. A caça aqui é esta iguaria de luxo que é a lagosta, num animal tão delicioso, exótico, belo, como uma certa cozinheira de minha irmã em Salvador, uma cozinheira de mão cheia, brindando-nos com pratos de frutos do mar maravilhosos, ou como nos estupendos bobós de camarão que a senhora minha madrinha prepara, remetendo a mim, um medíocre na cozinha, com um repertório culinário para lá de limitado, mesmo eu sendo fã de programas de culinária, no excelente canal televisivo Food Network. O homem aqui é a virilidade, no esforço do labor, nessas pessoas que tanto trabalham, na dignificação do labor, como no Plano Superior, onde há trabalho para todos, e trabalhos bons, que exigem de nossa mente, no glorioso modo como a mente sobrevive à morte do corpo físico, remetendo ao recente falecimento de um ente muito querido, numa pessoa divertida, que dizia em vida: “Um dia estarei bem pequenininha no meu caixão!”, pois, na vida, nada mais certo e natural do que a morte, e a diferença reside no que decidimos fazer de nossos dias de cárcere aqui na Terra – uns levam uma vida produtiva; outros, nem tanto, remetendo a essas pessoas desinteressantes, que não fazem merda nenhuma de válida, com o perdão do termo chulo, na letra de uma canção da grande cantora Macy Gray: “Levante-se! Levante-se! Como você vai se realizar se você sequer tenta?”. O sangue no avental é o sacrifício, em pessoas que decidem se sacrificar, desposando pessoas não muito amadas por tais pessoas, no caminho da infelicidade, como um certo senhor, o qual se casou, em sacrifício, com uma pessoa do sexo oposto, tudo em nome das aparências, numa pessoa que parece estar feliz – mas só parece, e é como tomar um vinho de mesa parecendo que está tomando um vinho fino, digno de rei. Aqui é um esforço como um artista numa turnê, como nossa querida Patrícia Pillar, ficando um mês inteiro longe de casa para filmar uma participação numa certa produção, nesses espíritos de mambembe, como esses popstars em suas turnês mundiais, na magia circense, indo de cidade em cidade, como num espírito nômade cigano, num momento de ruptura de Dercy Gonçalves, a qual, muito jovem, fugiu de casa para se juntar a uma trupe circense, numa época em que ser atriz era a mesma coisa do que ser prostituta, nas palavras da diva cômica: “Eu sou mambembe!”. Ao fundo, um homem está ocupado demais para nos olhar, e está atento ao mar, ao mercado, às oportunidades, como um empresário visualizando possibilidades de mercado e negócios, remetendo a um certo senhor, uma pessoa que tomou no cu, com o perdão do termo chulo, tendo que fechar as portas da firma que abrira, perdendo o ser patrão de si mesmo para voltar a se submeter a um patrão, e a vida não nos ensina duras lições de humildade e dignidade? Os dignos não são os que merecem o Mundo? O vermelho é a cor do sacrifício, como num matadouro, enfurecendo os veganos, os quais são contrários a tais sacrifícios de animais, num posicionamento sociocultural. Aqui é a incumbência e a responsabilidade de trazer o pão para casa, sustentando um lar, alimentando crianças.

 


Acima, Habeas corpus. A noiva é a expectativa, sonhando com uma vida perfeita de casada, pensando que o casamento seria diferente do que o imaginado antes do enlace, no mágico período de três meses de lua de mel – depois disso, o dia a dia da vida começa a cobrar seu preço, em tantos e tantos casamentos que fracassam, talvez por falta de paciência, nas palavras de um certo senhor, num casamento longevo: “Estou até hoje casado com minha esposa porque ela suporta os meus defeitos!”, como outra certa  senhora não fumante, a qual aturou, por mais de meio século, um marido fumante, na vicissitudes de vida de fumante, pois o cigarro fica impregnado em tudo: no ar que vem dos pulmões, no cabelo, na pele, na roupa, no carro e na casa, por mais que esta for limpa e higienizada. O menininho nu é o abandono, em crianças abandonadas, vindo ao Mundo sem uma família, nunca sabendo quem foram seus pais. O menininho desalentado aqui remete à lenda gaúcha do Negrinho do Pastoreio, o guri que foi punido cruelmente pelo seu patrão, com este amarrando o menino num cruel formigueiro, numa morte lenta, gradual e infernal, como o negrinho desencarnado e sendo recebido nos braços de Nossa Senhora, na glória que é o desencarne, na libertação do Espírito Santo, na glória que é estar livre de todos os problemas relativos ao corpo carnal, como doenças em geral, num plano em que todos são jovens, belos, divertidos e produtivos, em elegantes salões de fino cristal colorido, nas maravilhosas terras metafísicas, limpas, pacíficas, cheias de vida, num mundo de amor, no qual estamos cercados de amigos, pois os amigos, meu irmão, são o ouro da vida, como num velório, com a presença dos que me amam. A forca aqui é a finitude do desencarne, em homens cruéis como Saddam, acabando enforcado, punido, rejeitado, nesses homens que querem poder e mais poder, nas palavras imperiosas de Saddam a subalternos: “Eu não estou pedindo para você; eu estou mandando!”, como no personagem Merovíngio de Matrix, bêbado de poder, viciado em poder, em vilões como Esqueleto, querendo ser, simplesmente, Deus, no raciocínio: “Eu posso tudo”, em espíritos infelizes que vivem no Umbral, a dimensão do desalento, com extremo frio ou extremo calor, como numa cidade deserta, sem uma única alma amiga, pois o sociopata é amigo de ninguém, nem de si mesmo, odiando tudo e todos, até seus próprios netos – é um horror, na pequenez moral do sociopata, que é obter vantagem em relação a seus irmãos de caminhada, remetendo a homens tão excepcionais como Chico Xavier, pacato, humilde, empenhado em dar palavras de consolo a pessoas como mães que perdêramos filhos, neste homem fabuloso que me ilumina no momento em que redijo este texto – é uma maravilha nosso amigo Chico! É como o homem de Tao – visto, amado e respeitado, um homem que NUNCA busca submeter os outros, no caminho do apuro moral, protegido das seduções do malévolo Anel do Poder, o qual nos dá a vontade de subjugar Mundo, corrompendo nobres corações, este coração traiçoeiro, sendo necessária a mortificação, que é se ater ao que é importante e nobre, sem pensar em bobagens auspiciosas mundanas, nas palavras de uma certa médium espírita: “Não estou aqui para falar de bobagens!”, em conversas sérias. Aqui é um palco, numa encenação, na inovação hollywoodiana de filmar cenas de dança com a câmera baseada nos pés dos dançarinos, exatamente para reproduzir a vista de um teatro num número de dança, nesses talentos massivos como num Fred Astaire, numa técnica perfeita, fruto de disciplina, como nos maravilhosos artistas do internacional Cirque Du Soleil, na função da Arte que é nos deixar perplexos, babando, fascinados, entretidos, como na comoção mundial do megablockbuster Parque dos Dinossauros, em diretores geniais, que sabem nos fascinar. Aqui são execuções públicas, oficiais, como Jesus punido pelo código penal romano, ressuscitando, depois, na fé das pessoas – é a sabedoria popular de que a verdade é filha do tempo.

 


Acima, Halloween. Que data divertida! As pessoas se fantasiam, num show de diversidade e criatividade, com crianças coletando doces em casas da vizinhança, na magia de uma mesa de aniversário de criança, com um bolo, docinhos, num manjar de delícias, como num bom brigadeiro, na sedução do chocolate, adicionado a leite e açúcar, ganhando, assim, o Mundo, no gostoso pecadinho capital da Gula, no modo como, no Plano Superior, há deliciosos doces para comermos, mas doces que não engordam nem provocam diabetes, na dimensão da saúde, onde temos saúde absolutamente perfeita – é a glória! O menino nos olha, como a morte nos olhando, no momento do desencarne, como na oração da Ave Maria, quando pedimos que esta rogue por nós no momento de nossa morte, no Útero Sacrossanto que a todos nós gerou, nos incansáveis esforços do padre na missa, dizendo que somos todos irmãos, mas palavras das quais esquecemos assim que colocamos os pés fora do templo, infelizmente, num Ser Humano cruel, com irmão derramando sangue de irmão, na figura de Caim matando Abel, como numa notória sociopata, matando os próprios pais, fazendo, dias depois, uma festa para comemorar, fazendo desses sociopatas pessoas absolutamente fora de qualquer pertinência, quando, ao usarmos o pensamento racional para desconstruir e analisar as ações sociopáticas, não encontramos razão ou coerência, no caminho de loucura, de espíritos que parecem sãos, mas só parecem, no termo loucura sã. Enquanto todos aqui rumam ao mesmo lugar, o menino para, numa singularidade, numa individualidade, numa pessoa acima de mediocridades, no slogan da Apple, o Pense diferente, em pessoas acima do óbvio e do comum, remetendo àqueles professores exigentes, fodas, com o perdão do termo chulo, professores que só respeitam a inteligência de alunos excepcionais, ignorando os demais alunos, como no grande mestre gaúcho Tatata Pimentel, que Deus o tenha, um homem que chamava alunos excepcionais de elite, dizendo aos demais alunos: “Calem a boca! A elite vai falar!”, um homem tão respeitado e excepcional; inesquecível. A fantasia de anjo é a bondade, nos espíritos bons e desencarnados, livres, com suas asas de liberdade, na sensação deliciosa de liberdade, havendo em prisões um inferno, pois não é nossa casa, nosso lar, nosso refúgio, ou como num quartel, um lugar que é qualquer coisa, menos nosso lar, numa experiência sequelante, cruel, nessa eterna inclinação humana para a crueldade, como padrões de beleza, que atacam em cheio a autoestima da mulher, na ditadura da magreza semianoréxica, como manequins magérrimas em vitrines, naquele ponto em que os ossos superiores do tórax ficam expostos – é um horror. O diabinho é a maldade, é claro, no caminho da malícia, nessa malícia do sociopata, como numa pessoa viajando à Tailândia para fazer turismo sexual, aproveitando-se das brechas de ser possível fazer tal turismo e tais terras, num verme se aproveitando das brechas da vida em sociedade. A Mulher Maravilha é o heroísmo, num ícone feminista, pois ela é bela e formosa, como uma boneca, mas tem super força e superpoderes, dando uma surra em marmanjos mal intencionados, como na mulher que trabalha, que não é dondoca improdutiva, tendo sua vida e sua identidade, como no personagem Mulan, de Disney, num processo de identidade, indo para a guerra, no deus Marte, o deus dos batalhadores, que lutam para obter as coisas na vida, como eu ao cumprimentar um bom amigo: “Na luta! Na luta sempre!”. A vassoura da bruxa é a magia de tal data, um tanto sombria, mas divertida, no costume americano de esvaziar abóboras e colocar velas ou luzes dentro, com furos que reproduzem olhos e boca, no modo como cada país tem suas próprias festas, numa diversidade cultural, mas numa universalidade, pois é próprio do Ser Humano ter festas, momentos em que nos desligamos temporariamente do afazeres do dia a dia, como nas festas de vindimas, como dizem que é fabulosa a vindima de Mendoza, na Argentina, país produtor de vinhos, na universalidade do álcool.

 


Acima, Herança. Os idosos são a passagem do tempo, na chegada da aposentadoria, a qual tem três meses de “lua de mel”, pois, depois, a vida continua a nos cutucar, na importância de nos mantermos produtivos, como a senhora minha avó, aposentada como professora de Língua Portuguesa, a qual, depois disso, passou a escrever poesia, dizendo em um de seus textos: “Sem a poesia, o que faria eu desta tarde brumosa?”, e a vida é isso, uma “tarde brumosa”, e temos que decidir o que fazer com esta, pois uns levam uma vida produtiva e interessante; outros, nem tanto. Ao fundo no quadro, uma forma piramidal abrasiva e agressiva, pontiaguda, fálica, patriarcal, como vi ontem o filme Barbie, que é um manifesto antipatriarcal, mostrando um Ken machão, misógino, considerando as mulheres seres de segunda grandeza, no modo machista de ver a mulher como moeda de troca, num pai negociando o casamento da filha, num mundo de homens, com as líderes de torcida, girando em torno do que importa, que é o jogo dos homens, gerando furiosas feministas, como uma certa popstar, uma mulher corajosa, colocando o dedo no nervo do preconceito patriarcal, na função das nossas elites intelectuais de nos acordar para os fatos, na força para se ir contra tais ventos, combatendo o machismo de Adão, a obraprima de Deus, o grande patriarca, fazendo da mulher um utensílio, com a função de reprodução, como no desabafo de uma Diana em entrevista, dizendo se sentir um mero útero reprodutor a serviço de uma coroa, no termo machista nazista, dizendo que a mulher tem três obrigações: Cozinhar, orar na igreja e cuidar de crianças, em filhos da puta como Hitler, com o perdão do termo chulo, remetendo a um certo senhor, sociopata, louco, fora de tudo que é cabível, tentando aliciar as pessoas para o nazismo, quando desconstruímos racionalmente o sociopata e não encontramos, desse modo, lógica ou coerência, nas asas de liberdade do pensamento racional. Este casal remete ao filme delicioso Harry & Sally, com casais contando suas histórias, no modo como vivemos num mundo heterocentrado, com tudo girando em torno da união homem-mulher, fazendo da homossexualidade uma cópia grotesca e má da perfeição heterossexual, na crueldade do Ser Humano, agredindo, desde cedo na vida, a autoestima do homossexual, exigindo, depois, que tal homossexual tenha uma autoestima fabulosa – esfaqueou e depois quer que não haja cicatrizes! Dá para entender? Não temos que mandar o Mundo à merda, com o perdão do termo chulo? Como posso ser prisioneiro das expectativas de outrem? Aqui, temos uma elegância dos idosos, em pessoas que nunca em vida perderam a autoestima, no ato de se sair de casa com perfume, na magia das fragrâncias, no modo como o catolicismo adotou o incenso em templos, dando-nos uma impressão de pureza e limpeza, na delícia de se estar dentro de uma casa recém limpa, com perfume de produto de limpeza, como no perfume de óleo de peroba, fazendo das casas terrenas cópias das perfeitas casas metafísicas, as quais estão sempre limpíssimas, sem uma única partícula de poeira ou bactérias, nas cidades do Plano Superior, limpas e bem administradas, nas responsabilidades de um prefeito em mostrar serviço e fazer obras pela urbe, nos encargos de responsabilidade, como criar um filho, como um grande amigo meu, tendo que trabalhar arduamente para prover à própria família um nível de vida ótimo, abastado. Entre os senhores aqui, um vão, um espaço, uma separação, com um respeitando o espaço do outro. Num detalhe, um tabuleiro de xadrez, em jogos que tanto exigem de nosso raciocínio, em embates entre humanos e computadores, no advento atual da Inteligência Artificial, deixando-nos perplexos com tal perfeição digital, num terreno um tanto perigoso, como recentemente num comercial com uma Gisele a qual JAMAIS fez tal comercial em pessoa, ou seja, temos que ficar atentos para vídeos duvidosos. Esferas no chão como num jogo de bocha, na universalidade lúdica, como nas bonecas russas, na universalidade da doce infância. O sofá aqui é elegante, fino, no prazer de se estar numa casa bem decorada.

 


Acima, Herdade. Claro que aqui é o homem acima da mulher, a qual assume o sobrenome dele, ficando subalterna, representada pelo homem, passada a ele na igreja no dia do casamento, no preconceito do pai ao ver a filha nascer: “Esta vou guardar debaixo de sete chaves e entregar pura e casta ao marido na igreja!”. É como na passiva figura de Arwen, de Tolkien, entregue pura e casta ao marido, na figura da moça branca na lata de leite condensado, ou como na exigência de que a moça que concorra a rainha da Festa da Uva seja solteira, ou seja, virgem. O machado é a virilidade, no trabalho de esforço e força, em mãos masculinas calejadas, na força de um homem em prover um lar, naquele pai zeloso, que nada deixa faltar dentro de casa. O machado remete a uma cena final do filmão Fargo, numa estátua do lenhador com seu viril machado, uma imagem que, aos olhos de um assassino sociopata, não é um instrumento de labor, mas uma arma para matar, nesse modo do sociopata em não ver valor na vida, zombando desta, como num certo brutal caso de assassinato em Porto Alegre, com um inocente rapaz sendo assassinado covardemente na semana de formatura de tal rapaz, trazendo, assim, uma grande tragédia para uma família inteira, um assassino que só tem um lugar para ir – o Umbral, a dimensão dos que não sabem o valor da amizade, e eu gostaria que esse assassino se desse conta do que fez, por motivo torpe, no slogan de uma campanha pedindo paz no trânsito: “Seu bem maior é a vida!”. A mulher está remota e alheia, distraída, talvez sonhando com outra vida, com outro homem, talvez uma mulher que não encontrou muita felicidade no casamento, como uma personagem de um certo romance, ambicionando outro homem, vendo neste um príncipe e vendo no marido titular um sapo, numa mulher sonhando com uma vida citadina e sofisticada, com ruas movimentadas, teatros e cafés, não se identificando com uma árdua vida campesina, odiando cada centímetro cúbico de tal vida, talvez odiando os calos em suas próprias mãos, como em moças em ...E o vento levou, com mãos calejadas, dizendo que uma mulher se conhece pelas mãos. A casa é o refúgio, a proteção e a segurança, num ambiente em que a criança se depara com regras e normas rígidas, gostando, no fundo, de receber tais limites, sentindo-se, assim, amparada e protegida, como nas palavras de meu pai quando eu era criança, mandando-me ir dormir e acordando-me para eu ir ao colégio, mesmo em inclementes manhãs geladas de inverno, com poças de água com uma fina camada de gelo, no frio da Serra Gaúcha que tanto atrai turistas para Gramado, tal pólo gigantesco de turismo. O avental do pai é o traje de labor, como no jaleco do médico, remetendo a um certo rapaz robert, ou seja, o exibidinho que quer, acima de tudo, aparecer midiaticamente, sem ter algo de válido ou interessante para dizer, na noção taoista de que ninguém, no fundo, respeita o robert, na necessidade da pessoa em se mostrar com seriedade e profissionalismo, no desprezo de Woody Allen pelo stablishment das celebridades, que são pessoas mimadas e bajuladas, com ego massageado, e não sei quem dá mais ânsia de vômito – se é quem oferece a bajulação ou quem aceita a bajulação, na capacidade de artistas sérios em gravitar acima de tais frivolidades, como Meryl Streep, Glenn Close e Judy Dench, no caminho da dignidade e da discrição, valores universais. O homem se apoia numa pedra, que é a base, o labor, o sustento, o sagrado pão de cada dia, como num aspecto cultural do descendente de italiano na Serra Gaúcha, que é ter a firma no andar térreo e o lar no andar superior, ou seja, o labor embasando tudo, num homem centrado, na firma, no labor, num colono italiano que só não trabalhava nos domingos porque o padre e a religião não permitiam, no caminho do trabalho, o qual não cessa no Plano Superior. O toco de árvore cortada é o resultado do labor, do produto, como comidas em bufetes a quilo, num árduo trabalho de se cozinhar para muitas pessoas, no modo como o trabalho está em todos os lugares.

 


Acima, Hiroshima. O menininho é o milagre de sobrevivência após a infame cruel bomba atômica, na sequela que abateu o detonador de tal artefato, olhando para trás, para o terrível cogumelo, e dando-se conta do que fez, num homem que levou tal trauma para o túmulo: “Deus do Céu, o que fiz?”. A plantação é o árduo labor campesino, como já disse o grande escritor Harari, quando, na Revolução Agrícola, quando o Ser Humano passou a controlar a produção de alimentos, os encargos de labor cresceram enormemente, no agricultor passando o dia inteiro em sua propriedade, cuidando dos brotos, remetendo a uma certa empregada doméstica, descendente de italianos, na Serra Gaúcha, uma mulher que não queria tirar férias nem ver a própria família nos meses de janeiro e fevereiro, pois tratava-se da época da colheita da uva, num árduo trabalho campesino, no agricultor que ia dormir com o corpo todo dolorido, tal o esforço no parreiral de uvas. O peixe ao vento é a liberdade, em países democráticos, na deliciosa sensação de liberdade, de conforto uterino, como nas EECs espíritas, as experiências extracorporais, num momento em que o espírito se desgruda do corpo físico e fica por si mesmo, na sensação de se mergulhar numa piscina térmica, numa sensação de lar e acolhimento, no título do famoso filme espírita Nosso Lar, num mundo de amizades, visto que os amigos são o ouro da vida, e tudo acaba se resumindo a amor, algo tão subestimado pelo cruel Ser Humano, um ser que quer destruir e desagregar, remetendo aos nobres esforços do inesquecível Papa Francisco, querendo unir as pessoas, revelando-se tal homem excepcional, causando um progresso enorme no Vaticano, num papa que deve ser seguido e respeitado pelos seus sucessores, numa transgressão cheia de bondade e nobreza, dizendo aos jovens para estes serem revolucionários, amando a juventude. Aqui, o terreno é vasto e vai até onde a vista alcança, como no Vale dos Vinhedos de Bento Gonçalves, RS, com vinhedos até onde a vista alcança, no resultado do labor e da dedicação, no ponto de reviravolta quando os vinhedos gaúchos passaram a cultivar uvas finas viníferas, em produtos de qualidade internacional, deixando para trás a era do vinho de mesa, servido no garrafão, num trabalho de progresso e aprimoramento, fazendo metáfora com o sentido da vida na Terra, que é crescer e tornar-se uma pessoa melhor, nas vicissitudes essenciais, as quais acabam por nos tornar pessoas melhores, no caminho espírita da mortificação, que é não ouvir o tolo coração e ouvir a sábia cabeça, em espíritos que reencarnam em meio a vicissitudes, como nascer com graves deficiências físicas, deixando, assim, de pensar em bobagens, atendo-se ao que é essencial e importante, como uma criança virando adulta, ou como num curso universitário, num encadeamento de processos, visto que, no caminho de Deus, do infinito, tudo é processo, e o infinito sobre o qual podemos falar não é o verdadeiro infinito, neste presente supremo que é a Vida Eterna, num absurdo poder imensurável. Aqui é um recomeço depois de uma destruição cruel, num Japão que renasceu das cinzas e tornou-se um país rico e desenvolvido, fazendo de Tóquio a maior cidade do planeta, num país tão limpo, como na limpeza da bandeira nacional de tal país, minimalista, impecável, a mais linda do Mundo, na noção taoista de que a pessoa tem que aprender por si o que é simplicidade, num caminho autodidata, pois não há livro ou faculdade que nos diga como viver. Aqui o dia cessa depois de uma jornada árdua, em costas curvadas, num merecido momento de happy hour, de tomar um inocente trago, em cavalheiros de gravatas afrouxadas, injetando um pouco de álcool na corrente sanguínea, num merecido descanso após um dia de obrigações. Os chapéus são a proteção, o traje para a jornada, como um artista plástico com seu avental cheio de manchas de tinta, como um certo artista plástico portoalegrense, o qual ia para a aula com calças jeans manchadas de tinta! O inocente menino clama por paz, na candura infantil de se fazer amigos inocentemente, no modo como a criança traz um residual de paz do Plano Superior.

 

Referências bibliográficas:

 

Bo Bartlett. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 20 ago. 2025.

Paintings. Disponível em: <www.bobartlett.com>. Acesso em: 20 ago. 2025.