Falo pela segunda vez sobre o artista britânico Alex Chinneck. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, A Indústria. Uma imagem de reviravolta, numa justiça tardia sendo feita, na sabedoria popular de que a verdade vem à tona, no termo latino: Verdade, a filha do tempo. O lago é a placidez, a calma, na paz inabalável do Plano Superior, onde tudo é feito com calma e ninguém quer enganar as pessoas, estando entre amigos, nas doces memórias que tenho de meus coleguinhas no início do Ensino Fundamental, sentindo-me entre amigos; sentindo-me amado e respeitado, pois os amigos são o ouro da Vida, e o sociopata é tão miserável porque não tem amigos, no egoísmo e na crueldade da sociopatia, como um certo senhor sociopata, o qual desprezo, um senhor sádico, especializado em fazer com que os outros sofram, maltratando principalmente seus próprios filhos, fazendo estes fazerem escolhas cruéis – é um horror. Aqui é como uma montanha russa, na universalidade da diversão e do entretenimento, como ir a um parque, como nos emocionantes parques temáticos da Flórida, EUA, num lugar onde voltamos a ser crianças, nessa incrível riqueza dos EUA, ao contrário dos países colonizados pela Espanha ou Portugal, sendo estes últimos responsáveis por terem gerado países pobres. O lago é o espelho de Narciso, nas palavras de uma certa popstar, a qual confessou ter passado por uma fase narcisista em sua carreira, na arrogância que precede a queda, pois os humildes não tomam no cu, com o perdão do termo chulo, remetendo a uma certa senhora, a qual simplesmente se achava imune a erros, pois, se algo desse errado, essa senhora acreditava que nada tinha a ver com tal fracasso, uma senhora que acabou fechando as portas da empresa que abrira, em duras lições de humildade, numa pessoa a qual, acostumada a ser patroa de si mesma, teve que voltar a ficar submetida a um patrão! Aqui é como uma torção, como espremer ao máximo algum assunto, como no passado remoto sem máquinas de lavar roupas, tendo que se torcerem lençóis úmidos, com duas pessoas envolvidas na tarefa, com cada uma numa extremidade da torção, torcendo em sentidos opostos, como não me canso de dizer que foram da preguiça que nasceram grandes invenções, fazendo dos pecadinhos capitais algo tão delicioso, como ficar mais um pouquinho na cama, nos deliciosos e sedutores braços de Morfeu! Aqui é como uma pessoa dando uma volta imensa, passando por um processo, por uma crise, indo de alfa a ômega, submetendo-se a alguma humilhação, no poder positivo das crises, as quais apontam um momento áureo de renovação na vida da pessoa, como me disse uma excelente psicoterapeuta, naqueles clínicos bons, precisos, que valem cada centavo da consulta, no caminho da seriedade profissional, merecendo ter sucesso na carreira, como um artista de carreira longeva, como a banda U2, sobrevivendo, desde os anos 1980, nessa “selva” que é a Indústria Fonográfica Mundial, num U2 com a mesma formação original da banda, ao contrário dos Guns n’ Roses, sofrendo um enorme desfalque com a saída do genial guitarrista Slash, na lenda que corre de que, até hoje, o vocalista Axl Rose e o guitarrista Slash seguem em alta mágoa um com o outro, na noção taoista: Se ainda há uma amargura residual, o que pode ser feito? Aqui é a sensualidade do vazio, no magnetismo sensual do vazio, como numa mesa de decoração, vaga, sem objetos em cima, exatamente para ter serventia no dia a dia, no nu uso diário, remetendo à casa de uma certa pessoa, uma casa que virou uma “loja de enfeites”, uma pessoa que não entendeu ainda que o sexy reside no vazio, no útil, no vago. Aqui é como um alvo, na precisão de um arqueiro, como na metáfora do filme A Época da Inocência, numa personagem ganhando um concurso de arco e flecha, uma personagem que tinha um plano de vida firme e claro, querendo ser mãe, esposa, dona de casa e matriarca, ao contrário de outra personagem errante do filme, uma pessoa incerta e deslocada, perdida, deprimida, como um objeto cujo uso não é conhecido, no caminho da pessoa se encontrar na Vida, como um certo senhor, o qual se tornou padre para saber qual é seu próprio lugar no Mundo, nessa busca existencial dentro de um “labirinto”, no sentimento triste da pessoa qual ainda não se encontrou na Vida, como duas certas pessoas inteligentíssimas, as quais definitivamente não estão se colocando para o Mundo.
Acima, Aberto ao público. Aqui é como os portões abertos num show, com fãs ardorosos em tumulto e comoção, como nas pessoas pateticamente se pisoteando num show no Brasil da banda mexicana RBD, em algo tão bem vendido, fazendo uma ousada mescla entre real e ficcional, no instinto que é a pessoa saber se vender tão bem, numa monstruosa Gisele, subestimada, uma mulher que é o centro nervoso de um paradigma capilar feminino que há mais de década reina no Mundo, numa mulher tão, mas tão forte, nas altivas palavras de uma certa senhora: “Dos fracos, a história nada conta!”. Aqui é como numa estreia de uma peça teatral, ou um filme, em comoções pop como Parque dos Dinossauros, no poder da Arte em penetrar poderosamente nas mentes das pessoas, num artista fazendo contato mental conosco, no modo como a Arte é maravilhosa, pois a Arte nos faz humanos, pensantes e civilizados, no fato irônico de que os macacos não se sentam na frente de um computador para redigir; não sobem num palco para atuar etc. Aqui podemos ouvir o som do zíper, em algo que trouxe praticidade ao ato de vestir, em atalhos sendo feitos, em praticidades como a garrafa de vinho com tampa rosca, sepultando o uso de sacarrolhas, na inevitabilidade das novas tecnologias, como já me disseram que o Instagram é mais moderno do que o Facebook, num Face que terá de se reinventar se quiser sobreviver e não virar um “abacaxi”, como na era Orkut, num site de relacionamento que foi uma vogue, uma onda tão poderosa, um must para internautas, num Orkut o qual, pura e simplesmente, acabou, virando pó, como um cigarro consumido pelo calor do fogo, nos versos de um clássico da MPB: “O novo sempre vem!”, e cada geração com seus ídolos, em figuras poderosas como Lady Gaga, a qual respeito, mas cujo fãclube não integro. Aqui é como na abertura de um ano letivo, reencontrando os colegas e encarando uma nova série de desafios e aprendizados, remetendo à figura do “crente”, que é a pessoa extremamente dedicada aos estudos, uma pessoa que vai à escola para estudar, fazendo do intervalo um momento para ir ao banheiro e hidratar-se, uma pessoa alheia a joguinhos de paqueras, como uma certa senhora, a qual, no colégio, tinha o sonho de gabaritar todas as disciplinas, recebendo com profundo pesar uma prova corrigida na qual não tirava o conceito máximo, nas inevitáveis competições da Vida em Sociedade, na qual competimos para ver quem é o mais aplicado nos estudos, como me disse um certo psiquiatra competente: “Tens que ter mais agressividade, pois vives num mundo competitivo!”. Aqui é um desbravamento, como exploradores europeus em terras devolutas americanas, dizimando os indígenas, na agressividade do homem europeu, na imposição de valores europeus, como condenar a prática do canibalismo, em padres com a missão de catequizar tais selvagens americanos, impondo o mito de Nossa Senhora, que é a dificuldade de lidar de forma natural com sexo e sexualidade. Aqui é a magia de noites de Natal de infância, com pacotes de presente sendo avidamente estraçalhados pela criança, em presente sonhados o ano inteiro, como já ouvi que o Natal é das crianças, na noção cristã de que o Reino dos Céus é das criancinhas, no modo como a criança, recém reencarnada, traz ainda todo um residual de tal plano divino, em épocas da Vida em que esta é mais simples, como no trenó Rosebud de Cidadão Kane, como na juventude de um certo senhor, numa vida simples, na qual ele estudava de manhã e namorava de tarde, no modo como a Vida é boa quando é simples, como sentar num gramado de parque e tomar alguma bebida com amigos, como o chimarrão no RS. Aqui é como um astro sendo revelado ao Mundo, como num Brad Pitt, o qual soube surfar na onda de ser o caubói gostosão de Thelma & Louise, pois nem todos têm tal instinto, tal dom autodidata, como um certo ator bonitão, o qual não soube surfar em tal onda, na sabedoria popular de que beleza não põe à mesa, pois Brad, além do visual, tem um algo a mais; um misterioso algo a mais.
Acima, Abraço grupal. Aqui são como laços de família ou amizade, com tudo se resumindo a amizade, a amor entre irmãos, no ato de caridade que é um ato de amizade, como em boas almas que auxiliaram quando minha família e eu sofremos um grave acidente na estrada, no nome de um centro espírita: “Fora da caridade não há salvação”, num Deus que quer sejamos todos amigos, lamentando pelas guerras e pelas raivas humanas, num Ser Humano que eternamente ignora que a paz é maior do que a raiva, crendo sempre que o grosso e o arrogante são melhores do que o fino, o elegante e o humilde, em esforços diplomáticos sempre pela paz e pela concórdia. Aqui é como a criancinha aprendendo a fazer o nó nos tênis, numa lista existencial de aprendizados, compreendendo que o fino é sempre o melhor, na inocência infantil, que é ser simples, na memória que tenho de um pôster no quarto de minha irmã quando éramos crianças: “A maior riqueza é se contentar com pouco!”. É como a passagem de uma grande pessoa especial na minha vida, uma pessoa bondosa e iluminada que me ensinou que podemos ser felizes com pouco, como ter um pequeno bichinho de pelúcia – não necessitamos de uma coleção gigantesca de muitos bichos de pelúcia, na sabedoria de que não precisamos ser donos de “meio Mundo” para sermos felizes. Aqui é como me ensinou uma professora em minha faculdade de PP, uma pessoa que me ensinou a fazer um texto “amarradinho”, sempre insinuando e nunca “entregando o jogo”, no poder da inteligência emocional, algo inacessível ao frio sociopata, o qual está sempre em busca de vantagens sobre seus companheiros da caminhada, como um certo senhor sociopata, o qual foi ao aniversário de quinze anos da própria neta não por amar esta, mas porque se tratava de uma festa pomposa e rica, num clube luxuoso e financeiramente exclusivo, no modo como a Arte é ignorada pelos sociopatas frios, pois a Arte nos toca como seres de inteligência emocional, como o grande livro de Tao, o qual só pode ser compreendido instintivamente, num caminho autodidata de sensibilidade e criatividade. Aqui é como um sufocante e misógino espartilho, como no espartilho da Rose de Titanic, oprimindo e aprisionando a mulher, em cruéis padrões de beleza, como só é considerada sexy, hoje, uma mulher que seja semianoréxica, numa crueldade que alveja a autoestima da moça e da mulher, numa Rose a qual, num caminho de independência, mandou tudo e todos à merda, inclusive dando adeus à própria mãe, a qual forçava Rose a ser uma mera dondoca improdutiva, uma perua a qual ninguém, no fundo, respeita muito. Esses laços de relacionamentos remetem a um colega que tive no final do Ensino Fundamental, um rapaz que tinha extrema dificuldade de se entrosar e fazer amigos, sendo simplesmente sem amigos, e a Vida, sem amigos, é um inferno. O caminho do apuro moral é amar, pois, se engano, é porque não amo, como um senhor que me enganou certa vez, o qual, em tal atitude infeliz, entrou em inferno astral, na sabedoria taoista: Numa queda de braço, perca, pois quem perde se torna o homem sábio e maduro; quem vence, entra em inferno astral, como um certo rapaz em uma casa noturna de Porto Alegre, o qual me ameaçou, e eu cedi, tornando-me, assim, o adulto nobre da historia, e o inferno astral é complicado, pois pode perdurar por muitos dias, mais do que uma virose gripal de sete dias. Aqui é como um belo e caprichado pacote de presente, fazendo do presente uma homenagem à pessoa presenteada, naquelas pessoas generosas, que gostam de presentear outrem, na ironia de que, quanto mais presentes damos, mais ricos nos sentimos, remetendo a uma doce senhora, já falecida, uma pessoa que presenteava os vizinhos com produtos do pomar de tal senhora, no caminho da harmonia e da amizade, na recomendação taoista: “Não seja avarento por comida!”, nunca negando pão aos que têm fome, como catadores de lixo seco, pessoas que levam tal vida dura, mal sabendo se terão um pedaço de pão na barriga no fim do dia.
Acima, Alfabeto de espaguete. Aqui é um nó como os nós que os sociopatas querem dar em nossas cabeças, num sádico em busca de um masoquista, como num brutal e inacreditável episódio, de um homem que aprisionou por muitos anos a própria filha num cativeiro, inclusive tendo filhos com a menina, numa sequela incontornável em tal menina, assim como nas crianças nascidas do perturbador incesto – observa você a que ponto pode chegar a falta de apuro moral? Aqui é como um fato sendo distorcido, no “império” das fake news, principalmente em épocas de campanha eleitoral, na era da inteligência artificial, como num recente vídeo fake com Gisele, numa perfeição técnica de nos fazer jurar que de fato é um vídeo feito com a supermodelo, ou como num recente comercial com Elis Regina e a filha Maria Rita, numa perfeição de nos fazer jurar que Elis ressuscitou, tal a impecabilidade técnica, impressionando minha geração, a qual foi criança nos anos 1980, no final da Era Analógica, com o televisor de tubo e só com canais abertos, com o telefone de gancho e com a carta pelo correio, no advento do velho e bom e-mail, sendo este, hoje em dia, profundamente banal, ao contrário dos anos 1990, quando ter um e-mail era para lá de chic, na mesma época em que era chic caminhar na Rua falando num celular, em tecnologias que sofrem com a passagem do tempo, assim como as redes sociais abreviaram o uso do e-mail, como no meu caso, como só uso raramente o e-mail, comunicando-me com as pessoas pelo Facebook, o qual pode ser uma ferramenta bem interessante se bem usado com criatividade e estratégia. Aqui o hidrante está tolhido e censurado, impedido de trabalhar e operar, como numa censura, nos militares tolhendo os artistas brasileiros, numa grande frustração para um artista, em ícones de resistência como Chico Buarque, na vitória da inteligência benévola sobre a burrice e a grosseria truculentas, como um certo senhor, num Complexo de Napoleão, no maldito Anel do Poder, sempre corrompendo homens, fazendo do Mundo um mero tabuleiro de jogo, na capacidade das guerras em deixar rastros de morte, fome e destruição, com pessoas arrancadas de suas casas, e a Vida sem um lar não é um inferno? É como no serviço militar, no rapaz arrancado de seu lar, fazendo do quartel qualquer coisa, menos um lar, num rapaz que fica psiquicamente sequelado por tal experiência, não conseguindo se ressocializar completamente ao cumprir tal serviço, como um certo senhor militar, o qual se suicidou dentro do quartel, no caminho da infelicidade, em “pontas de faca” de líderes insensíveis, que envolvem em guerras seus respectivos corpos sociais, na competição fálica para ver quem tem o maior pau do Mundo, com o perdão do termo chulo. A cor vermelha é um aviso, uma advertência, como no cartão vermelho expulsando jogadores do jogo, na sabedoria popular de que Deus não joga, mas fiscaliza, no termo “Sala da Justiça” do desenho animado com os super-heróis da DC Comics, marcando minha geração com tal desenho animado, ensinando a criança a discernir entre Bem e Mal, na mensagem de que o Bem sempre acaba vencendo, na sabedoria espírita de que os ressentimentos não são eternos, e o perdão é o caminho natural, como um certo professor com o qual me desentendi, e vamos nos reencontrar lá em cima, faremos as pazes e seremos grandes amigos, no caminho da fraternidade e da igualdade perante Tao, o ente supremo que nos fez com perfeição e individualidade – as pessoas são únicas. E o sociopata passará por muitas vidas, crescerá e tornar-se-á um grande espírito de luz – ninguém está no Umbral para sempre. Aqui é uma contenção de gastos, numa economia, como uma pessoa fazendo uma poupança, na figura do porquinho cheio de moedinhas; na figura do Tio Patinhas, feliz em sua caixaforte, no gostoso pecadinho da avareza. Aqui é como um vazamento sendo evitado, minimizando desperdícios. O nó é um problema sendo enfrentado, nos “pepinos” que vão aparecendo, como num dia a dia numa loja ou empresa.
Acima, Anel torcido. Aqui é o sepultamento da era dos telefones de rua, e hoje a tecnologia de dispositivos está totalmente democratizada, e até pessoas bem pobres têm seu celular, esta ferramenta tão multifacetada, sepultando a era das máquinas fotográficas e das filmadoras, e até pagamentos podem ser feitos pelo celular, num ritmo frenético, podendo eu conversar em tempo real com alguém que está em Tóquio, no poder das redes sociais, na era do download e do streaming, com tudo se resumindo a software, sepultando a era do fetiche do objeto de consumo, o qual podia ser comprado ou alugado, sepultando uma rede tão poderosa como a Blockbuster, como uma certa locadora de Porto Alegre, a qual passou pela era VHS, pela era DVD e acabou fechando as portas, liquidando o estoque para os cidadãos, como na atual crise dos Correios do Brasil, numa era em que sites de compras e entregas fazem um serviço antes exclusivo dos Correios, num ponto de crise e incerteza, como um certo senhor, dono de uma agência de correios, um homem que enfrenta hoje uma incerteza se poderá continuar se sustentando por ser dono de uma agência. Aqui é como um pano sendo torcido esforçadamente, como num trabalho acadêmico, num escopo, num foco, torcendo ao máximo o “pano”, como num certo instituto cultural, o qual foi criado para celebrar um certo artista, com os membros de tal instituto espremendo ao máximo tal escopo, inclusive fazendo uma viagem internacional a título de pesquisa, num caminho de tanta dedicação e trabalho, como uma certa inteligente pesquisadora acadêmica, indo para a Itália a título de pesquisa, sofrendo, ao chegar no destino, uma enorme xenofobia, sendo considerada prostituta só porque era brasileira, numa experiência de tal amargor ao fazer com que tal professora jurasse que jamais colocará de novo os pés no país da bota, tal a experiência desagradável, com um certo padre brasileiro, o qual disse que “apanhou” na Itália com a xenofobia, um padre que, mesmo dizendo aos italianos que erma padre, não foi respeitados por estes, no completo avesso do tato diplomático, entendendo a universalidade do Ser Humano. Aqui é uma flexibilização, numa pessoa que sabe negociar, como um comerciante, como em feiras marroquinas, com os vendedores negociando as vendas, na passagem bíblica de Jesus enfurecido com tal assédio de ganância, num Jesus enfurecido com a falta de apuro moral de tais comerciantes. Aqui é como uma bala de doce sendo embalada na folha de plástico, num processo industrial, no impacto da Revolução Industrial na Inglaterra, com uma esteira de produção em massa, barateando o custo de produtos, como no custo irrisório de uma caixa de alfinetes, na ironia de que, hoje, a Inglaterra, antes berço de tal revolução, está desindustrializada, em potências como a China, exportando diariamente muitos containeres para o Mundo, no paradoxo chinês: Uma ditadura comunista na qual o cidadão é livre para empreender. Aqui é algo sendo descartado, destruído, como na destruição de bens confiscados em aeroportos, em regras rígidas, como impedir o comércio indiscriminado, isso sem falar nas duras apreensões de drogas, remetendo à Holanda: Se você quiser se drogar, drogue-se, pois a vida é sua. Ou como no slogan dos Alcoólicos Anônimos: “Se você quiser beber, o problema é seu; se quiser parar, o problema é nosso!”, remetendo à força de vontade de um senhor alcoólatra, já falecido, um senhor que passou mais de meio século longe da bebida. Aqui é como uma distorção de fatos, como num discernimento afetado, prejudicado, como na pessoa sequelada pela maconha, uma droga que anuvia o pensamento e o discernimento da pessoa usuária, fazendo com que esta perca o senso crítico, como uma certa cantora que fez sucesso nos anos 1980, totalmente sequelada hoje em dia, na evolução brasileira, traçando uma linha divisória entre usuário e traficante, sendo este uma pessoa de má fé, que quer burlar a lei para ganhar dinheiro. E o traficante, ao desencarnar, vai se dar conta da vida miserável que levou na Terra, indo pedir perdão para cada pessoa para a qual vendeu droga, num caminho de arrependimento e crescimento moral.
Acima, Crescer me entristece. Aqui são os icônicos relógios derretidos de Dalí, no modo como os meios humanos de organizar tempo e espaço são irrisórios em termos cósmicos, num Cosmos sem norte ou sul; sem ontem ou hoje. Aqui é um delicioso espreguiçamento de preguicinha, na delícia de se estar na cama, na letra de uma certa canção, na diva dizendo que ama sua própria cama, como no famoso espírito Patrícia, desencarnando ao dormir, acordando numa cama gostosa, com lençóis levemente perfumados, na paz e na falta de pressa do Plano Superior, um lugar onde tudo é feito com calma, como uma certa atriz que fez um documentário sobre um cantor, na diva dizendo ter muita calma para concretizar o documentário, na sabedoria popular de que a pressa é inimiga da perfeição, e há algo melhor do que fazer as coisa com calma, sem cruéis e estressantes pressões de prazos? É como uma certa senhora workaholic, a qual varava madrugada adentro na firma, obcecada, prisioneira de tal trabalho, pois o trabalho é para trazer dignidade e realização; não sofrimento. Aqui é como os relógios maluquinhos da loja do Mc Donald’s em Gramado, com ponteiros errantes, sem hora certa, numa quebra e num desregramento, conquistando a criança, numa marca de tal apelo infantil, remetendo a uma época em que a primeira loja da franquia em Porto Alegre era o must da cidade, num fenômeno de popularidade, uma rede que hoje é banal, com quatro operações na cidade interiorana de Caxias do Sul, por exemplo, em novidades que vãos e esgotando com o passar do tempo, no modo como o Cinema foi a cara do século XX. Aqui é como uma gata libidinosa no cio, contorcendo-se em volúpia, atraindo os machos com odor reprodutivo, como certa vez na casa onde eu morava, num cachorro da rua que pulou o muro para copular com a cachorra que eu tinha, na implacável influência da carne e da matéria, no modo como tais forças são naturais no Ser Humano, o qual, nos conceitos de uma certa religião, não pode viver em paz sua própria sexualidade, no absurdo de se pedir perdão por ter batido uma punheta, com o perdão do termo chulo, enfurecendo os sexólogos, cientistas que dizem que sexo é natural. Aqui é como um relacionamento, um entrosamento, no modo como a esquizofrenia pode atrapalhar na socialização da pessoa, em pessoas solitárias, perdidas, como num traiçoeiro labirinto, ou como num submundo de merda, com o perdão do termo chulo. Aqui é um problema, uma complicação, como num caso médico complexo, exigindo uma cirurgia complicada, na responsabilidade de um médico, na alegria de comunicar aos parentes do paciente que a cirurgia foi um sucesso, remetendo a casos de erro médico, num médico que fica numa situação delicada, responsável por um óbito, tendo que pedir perdão aos parentes do falecido, remetendo aos arrogantes, os quais se acham imunes a erros ou vicissitudes, remetendo a um certo rapaz, na gíria “metido”, arrogante, achando que simplesmente se tornaria um deus sacrossanto sem precedentes na História do Homo sapiens, um senhor que acabou fracassando retumbantemente, em duras lições de humildade, como Thor punido pelo pai Odin, na mitologia nórdica. Aqui é como um chocolate derretendo, numa pessoa que vai cedendo e vai sendo seduzida, na magia de uma lareira e um vinho, remetendo a um certo senhor, numa vida destroçada pelas drogas, um senhor que nunca mais em vida vai saber o que é namorar na beira do fogo sexy. Aqui é um problema complicado pedindo por uma solução, numa dose enorme de paciência, na imagem da Nossa Senhora desatadora de nós, paciente, persistente, como aguentar pessoas chatas, como uma certa senhora, chata assumida, uma pessoa a qual, paradoxalmente, aturou por décadas um marido fumante, sendo, assim, fumante passiva, no modo como para o viciado nunca é o suficiente – sempre tem que se acender um novo cigarro, num caminho de paciência para se aturar tal aspecto. Aqui é a serpente, não como pecado do Éden, mas como símbolo de fertilidade, na sensual dança do ventre.
Referências bibliográficas:
Alex Chinneck. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 15 jul. 2026.
Home. Disponível em: <www.alexchinneck.com>. Acesso em: 15 jul. 2026.






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