quarta-feira, 12 de março de 2025

Rei Artush (Parte 6 de 6)

 

 

Comemoro nesta semana a marca de 400 (quatrocentas) postagens semanais no meu blog, contando as deste com as do Blog desde 2015 por Gonçalo Mascia. A você, leitor, o meu eterno muito obrigado! Falo pela sexta e última vez sobre o artista armênio Artush Voskanyan. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, A batalha da natureza. A pantera é tal sensualidade, no fascínio da Mulhergato, na maciez Yin da pelagem com as garras Yang nas patas, numa personagem com suas próprias motivações, como na “loucura” dos ciclos lunares, nem vilã, nem heroína. Esta majestosa pantera, sinal da genialidade evolutiva de Tao Criador, remete à majestosa capa do CD solo da ex spice girl Victoria Beckham, com esta num tubinho preto ao lado da furiosa pantera, uma capa que promete um grande álbum, digno dos sucessos da memorável girl band, mas um álbum de VB que se revela muito aquém, sem faixas memoráveis dignas de estourar nas rádios do globo inteiro, no modo como as pessoas não são burras, num consumidor que sabe quando está sendo ludibriado, pois quando o produto é ruim, não há embalagem que o salve do fracasso de vendas, como num certo fabricante de biscoitos, com embalagens lindas para produtos carentes de qualidade, na seguinte metáfora: Quando a pintura é ruim, não há moldura que a salve. A mulher aqui nos olha desafiadora, discreta em sua camuflagem de camaleão, num instinto de preservação, num animal arisco, que foge ao mínimo sinal de um predador, na sabedoria do camaleão, no homem de Tao, invisível, sendo sempre subestimado, num homem sábio de Tao que nunca subestima outrem, pois é exatamente o subestimado que acaba nos surpreendendo, como no personagem de Pacino em O Advogado do Diabo, dando sábios conselhos ao filho, alertando este sobre o risco que se corre na indiscrição, como uma senhora que conheço, discretíssima, normalmente sem usar maquiagem, no caminho da dignidade, pois ninguém secretamente respeita o robert, aquele que só quer simplesmente aparecer midiaticamente, como homens indistintos que querem o poder pelo poder, sem apresentar honestas propostas ao povo, ficando insensível às dores deste, como num certo déspota, investindo tudo em insano armistício, gerando, assim, um país pobre, sem estradas, hospitais ou escolas, num cidadão oprimido, que tem que aguentar tudo quietinho, vivendo sua vida pacatamente, como em ditaduras, nas quais só adquire problemas quem “cutuca o tigre com a vara curta”. O alvorecer aqui é uma esperança, na luz de esperança do Espírito Santo, na promessa do dia de soltura, com cada um de nós “formados da faculdade da Terra”, voltando ao glorioso lar metafísico, no qual só há amigos, amor e apuro moral, ao contrário da Terra, com tantas pessoas querendo mentir, enganar e desrespeitar – é um horror. Os galhos aqui estão quase pelados e exauridos, numa pausa outonal, como na poda outonal dos vinhedos, hibernando no inverno e renascendo na primavera com a floração, a qual gerará a uva no verão, na magia das vindimas, como nas inúmeras festas de vindimas no território italiano, na celebração do fruto do trabalho árduo, como na árdua vida campestre do imigrante italiano na Serra Gaúcha, o qual vinha da Itália atraído pela proposta de ter um chão para chamar de seu, fugindo da fome e da pobreza na Itália, indo para a América, remetendo ao pitoresco Little Italy novaiorquino, em cidades cosmopolitas como Brasília, com gente de todos os cantos do Mundo. A ave aqui também tem sua agressividade, abocanhando ratos, no ganha pão de cada dia, em pais zelosos provedores, os quase nunca deixam faltar algo dentro de casa, num encargo enorme de responsabilidade, com o desafio de incutir valores nobres nas cabeças das crianças, num lar nobre e sábio, cheio de nobreza e dignidade. A pantera é a força da Natureza, no instinto de sobrevivência, nas leis da cadeia alimentar, como na competitividade da vida em sociedade, em mercados competitivos, como na cidade de Gramado, a terra do fracasso, sinto em dizer, com tantos e tantos negócios que fecham anualmente na cidade turística, sequer poupando um nobre empreendimento da família do astro Cristiano Ronaldo. A pedra ao fundo é a solidez, num homem centrado, pés no chão, sério, no siso da responsa.

 


Acima, A escolha certa. As mulheres de Artush são vibrantes e apimentadas, de lábios rubros e tentadores, na magia de uma mulher vestindo vermelho, na cor do sangue e da Vida, como na majestosa capa rubra em Drácula da Bram Stoker, numa estilista que levou o Oscar de Figurinos por tal película, num filme de roupas majestosas, elegantes, suntuosas, num Oscar extremamente bem merecido, remetendo ao recente feito de Walter Salles, num clima de gol em Copa do Mundo, no primeiro brasileiro da História levar tal cobiçadíssimo troféu, na riqueza da Cultura Brasileira. A bela dama aqui é uma mulher já de meia idade, mas muito linda para uma pessoa de sua idade, como uma linda senhora idosa que me atendeu no museu Met, uma mulher muito linda para estar em tal estágio da Vida, naquele tipo de mulher que não perde a autoestima, sabendo que idade não é pretexto para parar de se arrumar, como na elegante personagem Gunilla vivida pela deusa Maggie Smith numa supercomédia, numa mulher de impecável classe, como uma professora que tive, impecavelmente arrumada de manhã bem cedinho, uma mulher que continua se arrumando, no modo como dá gosto de ver uma mulher arrumada e elegante, deixando um rastro de perfume no ar, no ato de autoestima que é perfumar-se, remetendo a um senhor que conheci, o qual usava perfume de senhoras, algo desinteressante, na contramão do elegante – o que posso pensar de um homem que cheira como mulher, sem eu aqui querer ser preconceituoso? As pombas estão praticamente simétricas, num encontro e numa concórdia, como duas pessoas dialogando e entendendo-se, nos trabalhos nobres de diplomacia, sempre primando pela paz, no modo como o homem de Tao jamais recomendará violência, como queimar uma pessoa viva numa fogueira, e no modo como o homem de Tao tem pavor das armas, as quais são coisas terríveis, como na figura impecável de Papa Francisco, o qual deixará saudades, pois nunca veremos outro papa tão clemente, humilde e sábio, remetendo a um senhor, cujo nome não mencionarei, este sim um deselegante e pedante de marca maior, criticando as pessoas como se este senhor fosse Deus no centro do Universo, no caminho equivocado da arrogância, a qual precede a queda – vá se olhar no espelho, rapaz! A mulher aqui sorri polida, num fino evento social, como num baile de gala, num momento de diversão, deixando de lado, por um momento, a sisudez da vida de responsabilidades, como um senhor alcoólatra que conheço, o qual, além do Álcool, tem problemas com Maconha e Cocaína, uma pessoa que não está sendo responsável por si mesma, no modo como a Vida nos exige tal siso, como vi hoje um rapaz jovem, forte e saudável dormindo numa calçada, em plena Rua, uma pessoa que quer, com todas as suas forças, fugir da seriedade e da luta pela Vida, nas palavras de uma certa médium espírita: “Deus quer nos ver batalhando!”, remetendo ao ócio pernicioso do Umbral, a dimensão da improdutividade, como uma senhora dondoca improdutiva que conheço, a qual só produz uma coisa – merda, com o perdão do termo chulo. A paisagem atrás são montanhas virgens que desafiam escaladas, como nas terras virgens americanas desafiando o homem europeu, nas gigantescas proporções do continente americano, no momento em que a Europa se abria para o Mundo, no sopro de renovação da Renascença, numa Itália florescendo e cativando o resto da Europa, ao ponto de inspirar Shakespeare na peça que fala do amor entre jovens de famílias inimigas italianas, na paixão da crítica teatral brasileira Bárbara Heliodora pela obra de William, uma senhora exigente, que costumava rechaçar quase todas as peças que assistia, magoando diretores teatrais Brasil a fora, como numa austera professora de Filosofia que tive, na única cadeira em minha faculdade na qual quase fui reprovado, tendo me salvado o discernimento taoista na prova final de semestre, uma professora que acabou sendo importante em minha vida acadêmica.

 


Acima, A noiva. A noiva é o preconceito do patriarcado, na moça que tem que ser pura e casta ao subir ao púlpito, ao contrário do noivo, o qual inicia e vida sexual em prostíbulos, na divisão entre santa e puta, com o perdão do termo chulo, remetendo a um formidável clipe do cantor Peter Gabriel, no homem vestindo a mulher ora de santa, ora de puta, como na mulher vestindo jeans e camiseta e rechaçando o homem, no caminho da igualdade entre gêneros, como li recentemente num jornal local sobre a célebre indústria caxiense Eberle, na qual, antigamente, as mulheres tinham salários menores do que os dos homens, algo que hoje seria alvo de duras críticas. A pomba é a mensagem de esperança do Espírito Santo, na sacra libertação do Desencarne, o momento maravilhoso em que nos libertamos de todos os nossos males físicos, como doenças, na simplicidade metafísica em que temos tudo ok, só precisando arrumar algum emprego lá em cima, no sério fato de que a Vida continua, pois até Tao está sempre criando, deixando-nos perplexos com tal perfeição, como num fã clube seguindo avidamente o popstar, na questão do produzir sem ser workaholic, na noção bíblica de que Ele descansou no sétimo dia, remetendo ao colono italiano gaúcho, trabalhando arduamente de Sol e Sol, só não trabalhando no Domingo porque o padre e a religião não permitiam, só restando ao colono visitar os colonos dos lotes vizinhos, para o colono não ficar o Domingo inteiro em casa olhando para uma parede, no costume do colono em visitar o vizinho levando algo do pomar – quanto mais presentes damos, mais ricos nos sentimos, no caminho da generosidade, da homenagem, na polidez de chegar numa festa de aniversário com um presente, no modo como já tive pessoas que, no meu aniversário, na minha casa, nada me levaram de presente, e não pode ser assim, no modo de aprendermos a diferença entre amigo e conhecido, que são níveis diferentes de relacionamentos, nas sábias palavras de conselho de minha querida madrinha, a qual me disse para eu ter sempre discernimento entre as coisas, evocando aqui as amizades “vaca de presépio” – se está ali, legal; se não está ali, não faz falta, ensinando-nos a valorizar os amigões, os quais torcem por nós, no caminho da fraternidade eterna e inoxidável, com pessoas as quais levaremos para sempre, em vínculos que sobrevivem ao inevitável Desencarne, na perspectiva do Amor Incondicional, o qual é leve e desapegado, no modo como teremos a Eternidade para nos relacionarmos com tais entes queridos, na imortalidade dos vínculos de família, com avôs e avós que nos iluminam lá de cima, na gloriosa imortalidade do Amor, no modo como nada é em vão, e a Eternidade é o caminho lógico da existência, num crescimento perene, até chegarmos ao ponto de Arcanjos, os espíritos perfeitos que gozam da felicidade suprema, como num pai orgulhoso do filho na formatura deste. A noiva aqui dorme, e não está consciente dos preconceitos que a cercam, como numa pessoa sem senso crítico, na sequela da Maconha, num usuário que começa a perder tal senso crítico, puramente contemplando tudo sem ter alguma opinião. O fio aqui é o elo, no enlace, no rigor católico de que o que Deus uniu o Homem não desune, como no escandaloso divórcio entre o rei inglês Henrique VIII de sua primeira esposa, que era fervorosa católica, numa época em que nem a toda poderosa Espanha ousava contradizer o Santo Padre, na coragem de Lutero ao peitar tal poder do Vaticano, no poder da transgressão, a qual causa evolução em um determinado corpo social. O adorno da noiva aqui é exuberante e ousado, como na majestade de um pavão, em bichos tão lindos, frutos das leis imutáveis da mutação, na noção dialética de que tudo é processo, na falta de sentido no suicídio, o qual é como abandonar um curso antes da formatura, no modo como na Vida não há “piloto automático”, ou seja, não há um ponto de perfeição, matando-me após este, no caminho do orgulho duro e nefasto, como num infeliz Getúlio Vargas, não vendo alternativa, chegando à conclusão de que o suicídio era a única saída – é um horror.

 


Acima, A rainha das montanhas. Os seios são a opulência, nos sonhos de uma mulher siliconada, com seios de aspecto não natural, em cruéis padrões de beleza que oprimem a mulher, agredindo esta, ao ponto de passar por um doloroso processo de implantação de silicone, numa canção de uma certa girl band americana, na mulher mandando se foder, com o perdão do termo chulo, o namorado, o qual queria que ela colocasse silicone, pois se alguém não me aceita como sou, é porque não me ama, e se não em ama, devo mandar tal pessoa à merda, com o perdão do termo chulo – amar é aceitar, ao contrário de certa pessoa certa vez, querendo mudar várias coisas em minha vida, querendo me moldar a seu bel prazer. A rainha aqui é suntuosa e grandiosa, como num grande acontecimento social, na grandiosidade da Festa da Uva de Caxias do Sul, com a sociedade se unindo em torno da rainha cuja função é inspirar a comunidade, numa moça que tem que ter alma de diva, alma de deusa, desempenhando seu papel de rainha, numa altivez cheia de poder e dignidade, como em artistas divas que conseguem se vender muito bem, em deliciosas transgressões como as de Lady Gaga, deixando-nos boquiabertos com tal ousadia e jovialidade, no modo como precisamos ver mais juventude e mais transgressão no red carpet. Os olhos aqui são dois pássaros, na liberdade de pensamento, como num país livre, no qual o cidadão e livre para pensar e manifestar-se, ao contrário de estados como o chinês, num presidente escolhido em conclave dentro do único partido político que existe por lá – o comunista, na contradição de que o cidadão chinês é livre para abrir seu próprio negócio, no poderoso termo “socialismo de mercado”. O vaso é o receptáculo feminino, na jarra feminina de Galadriel, fazendo do espelho tal símbolo de feminilidade, nas “loucuras” das quais a mulher é capaz de fazer em nome da beleza, como uma certa mulher que conheço, uma das mulheres mais belas da História do Homo sapiens, mas uma mulher que acabou não concretizando seus sonhos de se tornar uma grande estrela, na sabedoria popular de que beleza não põe à mesa, havendo na prova disto uma certa popstar, que é um tribufu chupando manga de feia, e é, ainda assim, uma deusa – é um mistério. Em um dos ombros da rainha há uma tatuagem, em algo perene, numa marca, no desejo do artista em legar marcas indeléveis, na busca por fama e reconhecimento, em casos tristes como o Oscar póstumo de Heath Ledger, na paixão da Academia de Hollywood por atores que se desfiguram para um papel, numa ausência de vaidade, num ato de se mergulhar tão poderosamente num papel, desaparecendo ante este. Na cabeça da rainha vemos um adorno místico, misterioso, nos mistérios dos ciclos lunares, em deusas lunares cultuadas pela sensualidade da luz do luar, a qual tanto mostra quanto oculta, num sexy limiar, num símbolo dos enamorados, no Amor que nos mostra que a Vida é boa quando é simples, como um amigo meu, o qual hoje olha para o passado com saudades, numa época simples, na qual ele estudava de manhã e namorava de tarde, numa pessoa especial que nos ensina tal simplicidade. Os cabelos ondulados são estradas sinuosas escalando as montanhas, nos esforços humanos de se construírem cidades e estruturas urbanas, no desejo europeu de colonizar as Américas e trazer noções cristãs, na dificuldade do indígena brasileiro em entender a imagem de Nossa Senhora esmagando a serpente da malícia, no modo indígena de olhar o sexo e a sexualidade de uma forma mais natural do que o propagando pela Igreja, a qual tem os confessionários, nos quais temos que pedir perdão por termos batido uma punheta, com o perdão do termo chulo. Aqui são vastidões de reinos, no modo como o Ser Humano, na sua ambição infeliz e irrefreável, é um rei que nunca está contente nem satisfeito dentro de seu próprio reino, sempre querendo anexar os reinos vizinhos, no caminho oposto ao da Paz, como num insano Putin, insatisfeito por reger, de forma autoritária, o país de maior extensão territorial da Terra, no modo ditatorial de oprimir e aterrorizar o próprio povo – é um horror.

 


Acima, A raposa. A raposa é um símbolo de esperteza, num instinto de uma pessoa em saber se vender bem, como na incrível trajetória de uma Gisele, vinda de uma cidadezinha minúscula e conquistando o Mundo, e a prova disso é que as mulheres em todos os cantos do Mundo imitam os célebres cabelos ondulados da diva das passarelas, naquelas pessoas que aprendem rápido, pois não há livro ou faculdade que nos ensine a brilhar, num caminho autodidata, na noção taoista de que as pessoas precisam aprender por si mesmas a simplicidade, nas palavras do sábio da Vinci: “A simplicidade é o mais elevado grau de sofisticação”, como numa chic Jackie O., caminhando sozinha pelas ruas de Nova York com sua bolsa e óculos escuros, numa capacidade de ter se tornado a mulher mais célebre da História dos EUA, fazendo escola para todas as primeiras damas americanas posteriores, remetendo a uma certa primeira dama medíocre, uma mulher bela com uma cabeça medíocre, na sabedoria popular de que beleza não põe à mesa. O gelo aqui é a frieza racional e bela dos números, como na glacial e intimidadora Galadriel, terrível e bela, depurada, lendária, a criatura mais nobre da Terra Média de Tolkien, este universo escrito com tanta maestria, em mentes criativas que conquistam o gosto do público, num Tolkien que começou a escrever por puro hobby, tornando-se, mais tarde, um monstro da Literatura, em sucessos como Coelho, adorado Mundo afora, na universalidade da espiritualidade humana, na grosseria marxista de desrespeitar as religiões, remetendo aos opostos xiitas, ambos desinteressantes, tanto a extrema esquerda quanto a extrema direita, pois só peço a você que não seja xiita, pois qualquer radicalismo é burro. A mulher aqui sorri fria, numa ironia, no divertido personagem Sheldon do seriadão The Big Bang Theory, um físico de avassaladora inteligência, mas incapaz de detectar sarcasmos, na importância da inteligência emocional, aquilo que nos diferencia do sociopata, insensível em shows tocantes como o de Laura Pausini – nunca dê informações pessoais a um sociopata, como no personagem Hannibal Lecter, numa capacidade incrível de manipulação, como uma pessoa que conheço, a qual teve uma comadre sociopata que brincou com a cabeça e com a vida desta pessoa, em corações podres e odiosos, que querem somente destruir, no título do vilão Esqueleto: “O senhor malévolo da destruição”, como na destruição das Torres Gêmeas, nas sábias palavras de Obama, um grande homem: “Você será lembrado pelo que construiu e não pelo que destruiu!”. A raposa aqui tenta abocanhar as aves, nas leis da cadeia alimentar, nessa necessidade primeva de alimentação, pois no restaurante mais chic estamos fazendo algo visceral e básico, distante do glamour de tal estabelecimento sofisticado. Os pássaros são os olhos livres de um cidadão de um regime livre, no qual a pessoa pode pensar e contestar coisas, numa questão de liberdade de expressão, ao contrário da ditadura, no medo que o ditador tem da liberdade de expressão, algo que colocaria em xeque tal poder, como num Putin proibindo de ser exibido na Rússia o filme sobre Elton John, por causa do teor homossexual – Deus que me perdoe, naqueles homens que precisam se enxergar num espelho bem grande, de corpo inteiro. A moça segura um ninho de aves, com ovos, que são a fertilidade da mente criativa, o “sangue” que tanto seduz o sociopata vampiro, sugando almas, como no clássico Cantando na Chuva, numa farsa sendo exposta e aniquilada, dando crédito a uma cantora talentosa, a qual era abafada por uma atriz sem talento, em pessoas cínicas, de raso apuro moral, elaborando teorias para o sucesso, como em Hollywood, uma terra cheia de pessoas presunçosas, que acham que tudo o que tocam vira ouro, no caminho da presunção, na Vida nos dando duras lições de humildade, metendo no nosso cu, com o perdão do termo chulo. Aqui é a estação da hibernação e do retiro, no modo como o inverno longo de países nórdicos pode ser deprimente, num norueguês sonhando com dias tropicais de Sol e natureza exuberante, em cidades deliciosas como Salvador, quente, mas nunca tendo calores inclementes.

 


Acima, Amantes. Aqui um consola o outro, no arrebatador final de Titanic, com Rose e Jack somente tendo um ao outro, com Jack se sacrificando para salvar Rose, no final do filme em que os membros bondosos do navio se reencontram, num final metafísico, na vitória do espírito sobre a matéria, com todos se revendo no sacro amor fraternal, o qual é leve e desapegado, sutil, no modo como teremos toda a Eternidade para nos relacionarmos uns com os outros, no relógio no final do filme, que é a passagem do tempo, numa espécie de contagem regressiva, no Desencarne que virá, no modo como precisamos fazer algo e nobre e produtivo de nossos dias na Terra, nas palavras sábias de minha querida avó Nelly, a qual, depois de se aposentar como professora de Língua Portuguesa, começou a escrever poesia: “Sem a poesia, o que faria eu desta tarde brumosa?”. E não é a vida uma tarde brumosa, na qual temos que fazer algo de bom? Não é vazia a vida da pessoa improdutiva? Após o Desencarne, não segue imperando, lá em cima, a necessidade de nos mantermos ativos? O vaso aqui é o relacionamento florescendo, numa planta germinando, num Amor que vai criando raízes profundas, na vitória da Vida, a qual derrota a morte, na imortalidade dos vínculos de família, como dois senhores que conheço, irmãos um do outro, senhores com relações cortadas, no caminho finito da desavença, no caminho natural do perdão, o qual é o caminho lógico da Eternidade, pois as desavenças nunca são eternas, no modo como ninguém está no Umbral para sempre, como um espírito revoltado que conheci, já falecido, um espírito que está provavelmente vagando pelas terras desoladas do Umbral, a dimensão dos que não têm noção de que são príncipes, filhos do nosso Rei Supremo, o qual nos concebeu de forma imaculada e sacrossanta, no caminho da distinção e da individualidade, no caminho da pessoa em se encontrar, sabendo quem é, havendo no arcanjo tal plena consciência, nos espíritos de depuração perfeita. As flores aqui são a explosão primaveril, como na monumental Primavera de Botticelli, no frescor de renovação renascentista, remetendo a telenovelas apolíneas como Que rei sou eu?, num reino cheio de beleza, como numa região serrana do Rio, na magia turística de Gramado, encantando o turista, como nos parques temáticos de Orlando, EUA, parques nos quais voltamos a ser crianças, num lugar que encantou profundamente o senhor meu pai, o qual amou Orlando. As flores são os órgãos genitais das plantas, em borboletas ensandecidas espalhando o pólen, como num urso acordando da hibernação, faminto, abocanhando salmões e rios, na magia de programas de Culinária, no modo como me sinto muito entretido ao ver outros cozinhar, na magia dos condimentos que conquistaram a Europa das Navegações, em mágicos temperos como a canela, deliciosa, perfumada, irresistível, como um certo restaurante vegano caxiense, o qual, com sua comida deliciosa, é a prova de que a comida vegana, se bem feita, pode ser deliciosa. Aqui as testas se encontram, numa entrega, num momento mágico de entrega e rendição, num amor que tem prazo de validade, mas é eterno enquanto durou, na construção de tais amizades indestrutíveis, como uma madeira nobre, resistindo à passagem do tempo, como cursar uma faculdade, na qual fazemos grandes amigos entre professores e colegas, como uma certa senhora, a qual nem sei se está viva, mas uma pessoa que fez para mim um gesto de amizade, dando-me de presente um suco de mamão, um gesto do qual nunca me esquecerei, no caminho de mentes generosas, que gostam de presentear. As raízes do relacionamento fundam porque precisam sobreviver aos ventos dos tempos, na força de uma pessoa enraizada, centrada, levando uma vida organizada, disciplinada, na importância da disciplina, nas palavras humildes de uma Gisele: “Tenho que trabalhar!”. As folhas ondulam como um beijo doce, cheio de intimidade, no amor manso, gostoso, longe do frio sexo mecânico.

 

Referências bibliográficas:

 

Artush Voskanyan. Disponível em: <www.artfinder.com>. Acesso em: 27 nov. 2024.

Artush Voskanyan. Disponível em: <www.artsper.com>. Acesso em: 27 nov. 2024.

quarta-feira, 5 de março de 2025

Rei Artush (Parte 5 de 6)

 

 

Falo pela quinta vez sobre o artista armênio Artush Voskanyan. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Aram Khachaturyan - Gayane ballet. O senhor aqui é altivo, digno e distinto, na capacidade da pessoa em ter tal dignidade, tal classe, numa pessoa com a capacidade de se vender, num instinto, no caminho autodidata no qual a pessoa tem que aprender por si mesma a brilhar e se destacar, numa Gisele, vendendo-se tão bem, em pessoas que se dão bem na Vida. O balé aqui é majestoso, farto, remetendo a minhas memórias de infância, vendo minha irmã dançando num palco, na magia do palco, da arte circense, num ímã que me atrai, na magia da Arte, essa força que tanto nos faz humanos, tocando nossa instintiva inteligência emocional, algo inacessível ao sociopata, o qual só tem uma inteligência fria e esquemática, ignorando amplamente o apelo emocional da Arte, numa pessoa equivocada e insensível, que realmente crê que o Mal é mais interessante do que o Bem, como num senhor louco que conheci, o qual fazia apologia do Nazismo, tentando doutrinar alunos diabolicamente – é um horror. Aqui são as montagens da Broadway, o lugar onde os medíocres não têm vez, pois só artistas excepcionais conseguem emprego na Broadway, passando pelas rigorosas auditions, os testes de elenco, como num talentoso Ricky Martin, interpretando Che Guevara em Evita, o musical que reverencia o legado da eterna primeira dama argentina, uma mulher controversa, que cultivava inimigos tais quais repolhos em horta, naquelas pessoas que não conseguem imaginar a Vida sem tretas. Ao fundo no quadro vemos cordilheiras nevadas, como nas montanhas de Santiago do Chile, um país apolíneo, de grandes vinhos, nozes e cerejas, numa força econômica. Ao pé do quadro vemos o regente do balé, num papel discreto, porém essencial, no dito popular de que Deus não joga, mas fiscaliza, em árbitros rigorosos como Daronco, sem dó nem piedade, como um certo senhor que conheço, duro, como um treinador de equipes de esportes, num homem austero, que tem que impor respeito aos jogadores, como num diretor num set, nas palavras de advertência do querido Fabio Barreto a mim no set: “Quando eu falo uma coisa você tem que me obedecer!”, levando eu um carinhoso xixi, num grande homem que foi Fabio, o qual, por um momento, foi rei da Serra Gaúcha, numa época em que Barreto estalava os dedos e consegui ao que queria, num catatau de gente que se uniu em torno do diretor para transformar em filme o livro de Pozenato, este outro grande homem, nesses homens respeitados, levados a sério, ao contrário do robert, o qual quer puramente aparecer midiaticamente, nunca conquistando o respeito secreto de outrem, no caminho da indistinção. Esse quadro remete ao poderoso videoclipe da canção Nothing left to lose, do duo britânico Everything but the Girl, com jovens dançarinos talentosos, em coreografias ousadas, instigantes, num clipe original e bem conduzido, num diretor muito feliz na hora de conceber tal clipe, nos altos e baixos da Vida, na qual, num artista pop, alguns clipes de sua carreira são interessantes; outros, nem tanto, como num clipe recente do astro pop Robbie Williams, numa canção maravilhosa para um clipe medíocre,um clipe no qual podemos sentir que o astro não está muito à vontade. O palco é este meio universal de expressão, desde o teatro grego, ou nos gladiadores romanos, em competições sangrentas, num gladiador querendo se tornar um astro da arena sangrenta, na agressividade de uma tourada, na chuva de rosas ao final ao toureiro, na vitória do homem cordato em cima da brutalidade irracional, no termo popular de que a caneta é mais poderosa do que a espada, pois a palavra de um homem vale mais do que dinheiro, como um senhor que conheci, o qual faltou com sua própria palavra de homem, exercendo uma conduta de raso apuro moral, e a Vida é um inferno para quem não tem apuro moral, no caminho infernal do Umbral, o lugar onde não há consolo nem fraternidade, num lugar onde não temos amigos, resultando em espíritos revoltados, que não se dão conta de que são infinitamente únicos e especiais, príncipes filhos do mesmo Rei, na Imaculada Conceição que a todos nós gerou, como nos espíritos revoltados moradores de Rua, pessoas que querem se esconder da Vida, nas palavras de uma certa gentil médium espírita: “Deus quer nos ver na luta!”.

 


Acima, Astuta. Aqui é a sedução do casaco de pele, macio, gostoso, nos dias de hoje em que tais peças de roupa são consideradas antiecológicas, como num episódio do seriado Sex and the City, no qual uma fervorosa ativista ecologista joga tinta e estraga o casaco de pele da personagem Samantha, chamando esta de “assassina”, numa pessoa vegana, a qual não compra produtos testados em animais. A mulher aqui é rica e privilegiada, com uma joia cara de adorno, como no Antigo Egito, no qual apenas mulheres ricas da nobreza tinham acesso a perucas, num Egito insalubre cheio de piolhos, no qual todo e qualquer egípcio raspava a cabeça, desde o escravo até o faraó. A raposa aqui abocanha uma ave, numa fome, numa incumbência de trazer comida para casa, num pai zeloso, que não deixa que faltem coisas dentro de casa, no peso da responsabilidade, no peso de uma coroa, no desafio imposto a um monarca recém entronado, no desafio de conquistar o respeito não só de seus próprios súditos, como também o respeito do Mundo em geral, como num monarca inglês, reinado sobre um terço da Humanidade, sentando num trono ocupado por grandes estadistas como Elizabeth I, o centro sobrenatural da História da Inglaterra, uma personagem tão bem conduzida pela deusa Cate Blanchett, em talentos que nos deixam perplexos, na capacidade do bom ator, que é desaparecer perante o personagem, ao ponto de que, na tela, vemos somente o personagem, nunca o ator, em mestres como Meryl Streep, sumindo perante o papel, uma atriz a qual, apesar de soberba, embarcou recentemente num projeto infeliz e sofrível, no fato de que ninguém está por cima o tempo todo – o sucesso é um amante infiel, pois se está comigo hoje, não se sabe amanhã. A dama nos olha desafiadora, em mulheres privilegiadas, como vi certa vez uma dondoca num shopping, fazendo compras em lojas finas, e, atrás da perua, a humilde empregada carregando as sacolas, numa mulher que se acha sexy demais para carregar as sacolas de suas próprias compras, como senhoras que simplesmente não fazem supermercado, fazendo a lista e mandando a empregada para a loja, peruas que são pessoas desinteressantes, as quais nada fazem de seus dias aqui na Terra, como uma dondoca improdutiva que conheço, a pessoa com uma vida mentalmente miserável, à qual só resta cuidar da vida de outrem, resultando numa fofoqueira maliciosa – é um horror, na prova de que dinheiro traz tudo de bom, menos felicidade, no modo como podemos ser felizes com pouco. O fundo do quadro revela uma paisagem de inverno, de frio, no frio da Serra Gaúcha que tanto atrai pessoas de regiões mais quentes do Brasil, nessa Meca turística que atrai visitantes, numa cidade que sabe se vender muito bem, mas um mercado no caminho da elitização, como em Balneário Camboriú, com sua arrogantes torres majestosas, dignas de urbes como Nova York. A mulher aqui tem uma certa agressividade, como a agressividade da raposa caçando a ave, como aspecto dos olhos de cobras peçonhentas, olhos agressivos, focados, tensos, ao contrário dos brandos olhos de cobras não peçonhentas. Aqui é a agressividade da cadeia alimentar, como na cadeia alimentar hollywoodiana, na qual posso estar hoje lá em cima, posso estar amanhã lá em baixo, como Mel Gibson, enterrando-se com o filme em que culpou os judeus pela morte de Jesus, numa Hollywood tão judaica, em obras primas como A Lista de Schindler, causando comoção mundial, num personagem que cresce, partindo de playboy fútil para homem compadecido com os sofrimentos do Mundo, no inevitável caminho do crescimento e da depuração, que são o sentido da Vida, no modo como ninguém está em vão no Mundo; no modo como morremos melhores do que como nascemos, num espírito que percebe a necessidade de aprimoramento, como, por exemplo, reencarnar num contexto miserável, como miseráveis indígenas em calçadas de Caxias do Sul, em abismos sociais, pessoas miseráveis que sequer têm poder aquisitivo para fazer compras em brechós beneficentes.

 


Acima, Beijo no escuro. Aqui é nesta ironia de Artush e de Escher, na qual, em quadros dúbios, não podemos contemplar os dois lados ao mesmo tempo, só podendo ver um de cada vez. Os longos cabelos são o conto de Rapunzel, encastelada, feminina e indefesa, nos contos do príncipe perfeito, neste libertando a donzela, enfiando o pênis chave, na fechadura vagina, como em São Jorge matando o dragão e libertando a indefesa e passiva donzela, no modo patriarcal de se tolher a sexualidade feminina, no mito de Virgem Maria, a mulher sem vida sexual, nos preconceitos do Mundo – homem pode tudo; mulher, nada! É na coragem feminista de se ir contra os ventos do patriarcado, na coragem de ir contra o vento, como trafegar na contramão, na iluminação das mentes que gravitam acima de ignorância e mediocridade, ao contrário de um certo senhor, cujo nome não mencionarei, um babaca burro e truculento, MUITO distante do homem de Tao, o qual nunca recomenda as coisas à força, como na hierarquia espiritual, a qual, apesar de forte, é irresistível, pois nunca é imposta à força, ao contrário das rígidas hierarquias militares, com tudo sendo enfiado no cu, com o perdão do termo chulo. A vela acesa é o calor da relação, numa noção, numa base de referência, como numa pessoa perdida num labirinto existencial, sem saber para onde ir, num estilo de vida solitário e perdido, como numa pessoa que se torna moradora de rua, uma pessoa a qual, com todas as suas forças, quer fugir da Vida e esconder-se desta, não se importando em dormir numa calçada fria, dura, suja e úmida, ficando exposto à violência urbana, quando a Vida é luta, sempre luta, num Pai que quer nos ver batalhando, sem querer nos ver “atirados nas cordas” do ringue da Vida, por assim dizer, na ironia de que, quando desencarnamos, deparamo-nos com o fato de que a Vida continua, e que temos que seguir trabalhando em algum lugar, fazendo algo de nobre e produtivo, na pergunta inevitável quando encontramos um ente querido lá em cima: “Onde estás trabalhando?”. É a seriedade da Vida, numa dimensão que é um Éden para os que gostam de ser manter produtivos, ao contrário do vago Umbral, um lugar totalmente sem trabalho, numa ociosidade insuportável. A vela derretida é um coração apaixonado se derretendo, num calor, num relacionamento no qual nos damos conta de que a Vida é boa quando é simples, nos versos imortais de Tim Maia: “Quando a gente ama, não pensa em dinheiro – só se quer amar!”, no modo como uma pessoa extraespecial me ensinou que podemos ser felizes com pouco, no fato de que dinheiro traz tudo de conveniente, menos o que importa, que é felicidade, como uma grande amiga minha psicóloga, a qual faz escolhas de Vida sempre visando a felicidade, tornando-se, assim, feliz! A mesa é a base do relacionamento, com tudo lá em cima girando em torno do Amor Incondicional, no Amor leve, sutil e desapegado, fresquinho, na perspectiva de que teremos a Eternidade inteira para nos relacionarmos com tais entes queridos, ao contrário do amor fixado e obsessivo, num amor doente, na completa contramão da fraternidade. A vela aqui não é perene, e perecerá cedo ou tarde, em casamentos que acabam antes ou depois da Morte, mas num relacionamento o qual, apesar de não ter durado para sempre, foi uma eternidade enquanto durou, numa lembrança perene, em coisas simples, como um tomar café da manhã no colo do outro – o Amor não é lindo? Neste tempo aqui concedido, tudo tem que resultar em um conhecendo profundamente o outro, guardando memórias para sempre, na imortalidade da amizade, resistindo sempre à passagem do tempo, em amigos que levaremos por toda a Eternidade, e o infinito sobre o qual podemos falar não é o verdadeiro infinito, na noção espírita de que Deus é tal infinito, no imensurável poder avassalador de que jamais findaremos – não é poder demais? Aqui remete a uma marcante obra do artista plástico Jorgge Menna Barreto, do qual já falei aqui no blog, numa mesa cujas bordas internas eram espelhadas, com duas cabeças se contemplando, numa multiplicação  de casais por causa do espelho – genial.

 


Acima, Borboleta delicada. A boca mínima é como nas bocas de gueixa, em encantos femininos que fascinam os homens, no eterno jogo de sedução entre os opostos que geram o Cosmos, nessa espécie de “internet espiritual” que nos conecta, num universo tão vasto, cheio de galáxias multicoloridas jogadas no espaço como conchinhas à beiramar, nas forças da Natureza, em planetas tão hostis como Vênus, um local improvável para o futuro da exploração espacial humana, num planeta tórrido, de pressão atmosférica esmagadora e vulcanismo ativo, como mostra no filme Perdido em Marte, no astronauta tendo que penar para lá sobreviver, no modo como, fora da Terra, o Cosmos é hostil ao Ser Humano. As borboletas aqui são a beleza furtiva, na beleza do cio primaveril, na Vida renascendo, como uma furtiva borboleta numa bela manhã ensolarada no dia de casamento religioso de minha irmã, na borboleta sobrevoando os nubentes e o padre, na magia dos casamentos, os quais têm uma conveniência prática, uma conveniência que termina no Desencarne, quando a Vida muda, e estamos longe do estilo de Vida terreno, havendo na Terra tal trato: Nós nos enlaçamos e cada um faz uma parte do trabalho, nas brigas de um certo casal, com a mulher ao berros dizendo: “Eu me matando para manter esta casa limpa e organizada!”, num marido sentado e quieto, ouvindo o sermão da patroa. Aqui é como um vaso num frio e estéril ambiente de trabalho, de escritório, um lugar que pode ser psiquicamente insalubre, como num lugar no qual trabalhei certa vez, insalubre, com eu enclausurado numa baia em frente a uma tela de computador, preso, triste, num ambiente que não estava fazendo para mim, ao ponto de eu decidir mandar tudo e todos à merda ali, com o perdão do termo chulo, numa questão de reação, como em outra firma na qual quase comecei a trabalhar, um lugar o qual já me assediava moralmente, mesmo eu nem tendo começado a ralar ali dentro, ou como em outra empresa, cheia de pessoas arrogantes e presunçosas, nas cabeças das quais simplesmente NINGUÉM tinha o direito de se recusar a laborar ali, no caminho da arrogância, a qual precede a queda – tudo o que tenho que fazer para tomar no cu é ser arrogante, com o perdão do termo chulo, como eu certa vez, o qual tombei ao embarcar numas de narcisismo, numa Vida que vem e nos ensina que não somos o centro do Universo, meu irmão. Aqui é uma celebração da beleza feminina, numa mulher vibrante e com autoestima, como vi certa vez uma feiticeira, linda, de vermelho, numa beleza de relva exuberante, arrebatadora, no modo como beleza vem de dentro, no conto da rainha má e da Branca de Neve, numa vilã que queria encontrar beleza fora de si mesma, numa atroz competitividade, no modo como o indivíduo se depara desde cedo com tal rivalidade, quando os aluninhos do colégio competem para ver quem é o mais aplicado nos estudos, como uma coleguinha que tive, a primeira da turma, estudiosa, o menina de ouro da professora, mas uma coleguinha a qual, no fundo, não se identificava com aquilo, querendo ousar e pisar em terrenos mais instigantes, querendo beijar, transar, namorar e ser feliz, como outro colega que tive, o qual mandou o Mundo se foder, com o perdão do termo chulo, e foi tratar de ser feliz, adquirindo o controle de sua própria vida, pois que vida é esta na qual sou prisioneiro de outrem? Os cabelos caem espontaneamente, ao sabor espontâneo do vento, na capacidade de uma pessoa em ter o instinto para saber “surfar” nas ondas da Vida, como no astro Orlando Bloom, o qual soube usar a seu favor o elfo que interpretou nos filmes de Peter Jackson, num instinto que nenhum livro ou faculdade possa ensinar, num caminho autodidata, nos mistérios do carisma – o que faz DiCaprio ser tão amado? As flores são lascivas, pois nada mais são do que genitálias vegetais, na explosão hormonal adolescente, quando somos escravos de nossa própria sexualidade, num adolescente com a capacidade de se masturbar dez vezes por dia. Aqui é uma explosão de Vida e beleza.

 


Acima, Charles Aznavour e a boemia. O senhor aqui já está no inverno da vida, na idade em que temos juízo, sabedoria e responsabilidade, fazendo dos cabelos brancos símbolos de tal sabedoria, resultando em mulheres vaidosas como Simone Tebet, sempre com o cabelo impecavelmente tingido, sem um único fio de cabelo branco, numa senhora que sabe que, na vida pública, a aparência da pessoa é capital, como um certo senhor, cujo nome não mencionarei, o qual conquista a confiança do povo porque tem uma aparência acima de qualquer suspeita – por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento, na questão do sociopata, o qual engana meio mundo, em pessoas ardilosas e manipuladoras, com inteligência brilhante, porém fria e esquemática, sem apuro moral nem inteligência emocional, pois o Amor, na sua majestade, respeita plenamente o apuro moral, o qual  é o sentido da Vida – crescer, ou seja, morrer sendo melhor do que quando nasceu, no caminho da Eternidade, resultando nos arcanjos, nossos irmãos depuradíssimos que gozam da felicidade suprema. Uma moça aqui posa nua, na beleza da Vida, do corpo humano, resultando em ratões de academia, pedaços de carne que nada mais têm a mostrar ao Mundo, se eu pudesse dizer: “Eu não estou falando que você não pode puxar ferro; só estou dizendo que você faça algo além do que só puxar ferro, meu irmão!”. As cortinas esvoaçantes são a liberdade de pensamento, na energia de países civilizados, abertos, livres, no qual o cidadão tem o direito de pensar e ter algo para dizer, no forte paradoxo chinês: O cidadão chinês não tem a liberdade de eleger um presidente, havendo na China um só partido político; por outro lado, o cidadão chinês tem toda a liberdade de abrir seu próprio negócio, sua empresa, sua indústria etc., no socialismo de mercado, mesclando Smith com Marx, num país miserável no sentido de proibição de religião, a qual não é necessariamente o ópio do povo, caro Marx. Vemos uma vareta retilínea, que é o pensamento racional, em atalhos e simplificações, como num recente comercial de uma fragrância masculina de Versace, no deus grego apontando sua flecha para o alto, estraçalhando a garrafa do produto, na luz racional que impera sobre a superstição ignorante, como no Mito da Caverna, numa libertação, numa pessoa vendo o Mundo da forma mais clara e racional possível, na maravilha da Revolução Científica, remetendo ao legado de um certo escritor desrespeitoso, o qual não respeitava a Ciência nem as tradições – é um horror. Neste quadro, o pintor pinta a partir da modelo, na ironia de metalinguagem, em césar falando de césar, ou seja, o pintor Artush pintando o pintor no quadro, remetendo às eras pré fotografia, nas quais o retrato era feito com pincel e tela, na revolução do advento da fotografia, libertando a Arte da função retratista, resultando em revoluções como a impressionista, em sopros de renovação e novidade, resultando na revolução modernista brasileira, em ícone como Tarsila, em pinceladas simples e claras, na noção de da Vinci de que a simplicidade é a mais forma de sofisticação, como nas linhas limpas e simples de Niemeyer em Brasília, clean, limpo, minimalista, como na formidável bandeira nacional japonesa, no singelo sol ardente entre brumas da nação nipônica, no astro rei que tanto inspirou o faraó transgressor Aquenáton, em sopros de algo como o monoteísmo, resultando, hoje, nos três grandes ramos monoteístas: Cristianismo, Islamismo e Judaísmo, ou como na revolução budista no Japão, enterrando o passado xintoísta pagão, no modo ancestral do Homo sapiens em ver divindades nas forças da Natureza, no impacto de Jesus num mundo pagão, revolucionando dizendo que somos todos príncipes, filhos do mesmo Rei, fazendo de Jesus nosso irmão depuradíssimo, perfeito em apuro moral, trazendo a noção espírita de que tudo gira em torno do Amor Incondicional, desapegado, livre, sutil, eterno, na perspectiva de que a Eternidade é tempo para tudo, e ainda sobrando incontável tempo. Os tecidos aqui são finos e fluidios, no fascínio que a seda chinesa exerceu sobre a Europa das Navegações.

 


Acima, Desejo latente. O ambiente aqui é rico e farto, luxuoso, como no psiquiatra condescendente de Ilha do Medo, num consultório dotado de todos os luxos e confortos, em contraste com a vida dos pacientes internados, os quais habitavam quartos simples e desprovidos de qualquer luxo ou conforto, como vi certa numa pintura, de cujo autor não me recordo, com um esnobe príncipe doando um fino tecido de veludo para um mendigo nu, como num certo evento beneficente, esnobe, com as celebridades competindo para ver qual delas tem o vestido mais suntuoso e maravilhoso, como na frivolidade do baile da revista Vogue Brasil, com uma chuva de plumas e lantejoulas, no crescimento de Oscar Schindler, mortificando-se e desvencilhando-se das vaidades fúteis mundanas, no modo como já ouvi falar que um certo ramo de mercado tem um brilho bem superficial, resultando numa certa mulher muito humilde, a qual está no topo do Mundo, com a humildade para perceber que não pode parar de trabalhar, pois, se o fizer, virará “peça de museu”, como na suprema popstar Madonna, a qual sabe que não pode parar, remetendo a um certo casal que conheço, os quais, já aposentados, levam uma vida vazia e improdutiva, o que não é bom, pois sempre temos que nos colocar, de alguma forma, para o Mundo, na continuidade da Vida no Plano Superior – arranje um emprego decente, rapaz! As colunas aqui são o que sustenta o talento de um Artush, em gênios como Escher, fascinando-nos com seus jogos visuais, numa meticulosa dedicação, como no diretor Tim Burton, um deus da técnica stop motion, num trabalho de plena e incondicional dedicação, em artistas que nos deixam perplexos, como na impecabilidade de Michelangelo, em esculturas que parecem ter vida, como num jogo de bustos romanos no museu novaiorquino Met, cheios de vida e de particularidade, parecendo que estão vivos, olhando para nós, os espectadores, no modo como a Vida é o nervo da Arte, pois Arte é o que nos toca com inteligência emocional e sensibilidade, algo inacessível ao sociopata, o qual zomba da Vida e da Sociedade, um sociopata que é um verdadeiro andarilho do Umbral, a dimensão dos arrogantes, que não querem saber de receber ajuda para sair de tal condição degradante – a arrogância precede a queda. O vestido bordado aqui é uma coroa imperial, como na suntuosa coroa imperial brasileira, feita com as riquezas minerais do Brasil, numa Europa navegadora querendo sugar ao máximo as colônias, na noção taoista: Como são ricos, e roubaram tudo dos pobres! É como no paradoxo paulistano, uma cidade que reúne o Primeiro e o Quarto Mundo, como nas decadentes cercanias do Mercado Público de São Paulo, num Brasil ainda respirando os abismos sociais do Brasil Colônia, no qual o preto pobre fica abaixo do branco rico – é um horror. Uma elegante ave branca cobre a cabeça da modelo, numa graciosidade, em algo belo e frágil, como nos apelos ecologistas de cuidarmos da Terra, visto que o Ser Humano, fora a Terra, simplesmente não tem para onde ir, remetendo à carioca Baía da Guanabara, repleta de dejetos plásticos – como conseguiram realizar os Jogos Olímpicos do Rio? Um brinco suntuoso é o topo de tal coroa, como uma pessoa adquirindo um norte nobre para a Vida, como vi certa vez num programa de televisão sobre um amenina rica, a qual sofria com uma vida vazia e sem sentido, mesmo sendo rica, na noção taoista de que o vencedor da loteria é o homem mais infeliz do Mundo – você não faz ideia a qual estado ficam reduzidos os que são considerados na Terra! A moça aqui fecha os olhos, num artista sonhador, no sonho de artista em se tornar um astro no céu, mais valioso do que uma joia, respeitado, admirado, reverenciado, como artistas dentro de seus respectivos fã clubes, sendo amados e respeitados, compreendidos, no modo como nunca se é velho demais para sonhar. A mulher aqui está coberta de tradições, como no entronamento de um monarca inglês, numa pompa que fascina o Mundo, no modo como a Academia de Hollywood ama e respeita as tradições inglesas, consagrando deusas como Damme Judy Dench.

 

Referências bibliográficas:

 

Artush Voskanyan. Disponível em: <www.artfinder.com>. Acesso em: 27 nov. 2024.

Artush Voskanyan. Disponível em: <www.artsper.com>. Acesso em: 27 nov. 2024.