quarta-feira, 5 de março de 2025

Rei Artush (Parte 5 de 6)

 

 

Falo pela quinta vez sobre o artista armênio Artush Voskanyan. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Aram Khachaturyan - Gayane ballet. O senhor aqui é altivo, digno e distinto, na capacidade da pessoa em ter tal dignidade, tal classe, numa pessoa com a capacidade de se vender, num instinto, no caminho autodidata no qual a pessoa tem que aprender por si mesma a brilhar e se destacar, numa Gisele, vendendo-se tão bem, em pessoas que se dão bem na Vida. O balé aqui é majestoso, farto, remetendo a minhas memórias de infância, vendo minha irmã dançando num palco, na magia do palco, da arte circense, num ímã que me atrai, na magia da Arte, essa força que tanto nos faz humanos, tocando nossa instintiva inteligência emocional, algo inacessível ao sociopata, o qual só tem uma inteligência fria e esquemática, ignorando amplamente o apelo emocional da Arte, numa pessoa equivocada e insensível, que realmente crê que o Mal é mais interessante do que o Bem, como num senhor louco que conheci, o qual fazia apologia do Nazismo, tentando doutrinar alunos diabolicamente – é um horror. Aqui são as montagens da Broadway, o lugar onde os medíocres não têm vez, pois só artistas excepcionais conseguem emprego na Broadway, passando pelas rigorosas auditions, os testes de elenco, como num talentoso Ricky Martin, interpretando Che Guevara em Evita, o musical que reverencia o legado da eterna primeira dama argentina, uma mulher controversa, que cultivava inimigos tais quais repolhos em horta, naquelas pessoas que não conseguem imaginar a Vida sem tretas. Ao fundo no quadro vemos cordilheiras nevadas, como nas montanhas de Santiago do Chile, um país apolíneo, de grandes vinhos, nozes e cerejas, numa força econômica. Ao pé do quadro vemos o regente do balé, num papel discreto, porém essencial, no dito popular de que Deus não joga, mas fiscaliza, em árbitros rigorosos como Daronco, sem dó nem piedade, como um certo senhor que conheço, duro, como um treinador de equipes de esportes, num homem austero, que tem que impor respeito aos jogadores, como num diretor num set, nas palavras de advertência do querido Fabio Barreto a mim no set: “Quando eu falo uma coisa você tem que me obedecer!”, levando eu um carinhoso xixi, num grande homem que foi Fabio, o qual, por um momento, foi rei da Serra Gaúcha, numa época em que Barreto estalava os dedos e consegui ao que queria, num catatau de gente que se uniu em torno do diretor para transformar em filme o livro de Pozenato, este outro grande homem, nesses homens respeitados, levados a sério, ao contrário do robert, o qual quer puramente aparecer midiaticamente, nunca conquistando o respeito secreto de outrem, no caminho da indistinção. Esse quadro remete ao poderoso videoclipe da canção Nothing left to lose, do duo britânico Everything but the Girl, com jovens dançarinos talentosos, em coreografias ousadas, instigantes, num clipe original e bem conduzido, num diretor muito feliz na hora de conceber tal clipe, nos altos e baixos da Vida, na qual, num artista pop, alguns clipes de sua carreira são interessantes; outros, nem tanto, como num clipe recente do astro pop Robbie Williams, numa canção maravilhosa para um clipe medíocre,um clipe no qual podemos sentir que o astro não está muito à vontade. O palco é este meio universal de expressão, desde o teatro grego, ou nos gladiadores romanos, em competições sangrentas, num gladiador querendo se tornar um astro da arena sangrenta, na agressividade de uma tourada, na chuva de rosas ao final ao toureiro, na vitória do homem cordato em cima da brutalidade irracional, no termo popular de que a caneta é mais poderosa do que a espada, pois a palavra de um homem vale mais do que dinheiro, como um senhor que conheci, o qual faltou com sua própria palavra de homem, exercendo uma conduta de raso apuro moral, e a Vida é um inferno para quem não tem apuro moral, no caminho infernal do Umbral, o lugar onde não há consolo nem fraternidade, num lugar onde não temos amigos, resultando em espíritos revoltados, que não se dão conta de que são infinitamente únicos e especiais, príncipes filhos do mesmo Rei, na Imaculada Conceição que a todos nós gerou, como nos espíritos revoltados moradores de Rua, pessoas que querem se esconder da Vida, nas palavras de uma certa gentil médium espírita: “Deus quer nos ver na luta!”.

 


Acima, Astuta. Aqui é a sedução do casaco de pele, macio, gostoso, nos dias de hoje em que tais peças de roupa são consideradas antiecológicas, como num episódio do seriado Sex and the City, no qual uma fervorosa ativista ecologista joga tinta e estraga o casaco de pele da personagem Samantha, chamando esta de “assassina”, numa pessoa vegana, a qual não compra produtos testados em animais. A mulher aqui é rica e privilegiada, com uma joia cara de adorno, como no Antigo Egito, no qual apenas mulheres ricas da nobreza tinham acesso a perucas, num Egito insalubre cheio de piolhos, no qual todo e qualquer egípcio raspava a cabeça, desde o escravo até o faraó. A raposa aqui abocanha uma ave, numa fome, numa incumbência de trazer comida para casa, num pai zeloso, que não deixa que faltem coisas dentro de casa, no peso da responsabilidade, no peso de uma coroa, no desafio imposto a um monarca recém entronado, no desafio de conquistar o respeito não só de seus próprios súditos, como também o respeito do Mundo em geral, como num monarca inglês, reinado sobre um terço da Humanidade, sentando num trono ocupado por grandes estadistas como Elizabeth I, o centro sobrenatural da História da Inglaterra, uma personagem tão bem conduzida pela deusa Cate Blanchett, em talentos que nos deixam perplexos, na capacidade do bom ator, que é desaparecer perante o personagem, ao ponto de que, na tela, vemos somente o personagem, nunca o ator, em mestres como Meryl Streep, sumindo perante o papel, uma atriz a qual, apesar de soberba, embarcou recentemente num projeto infeliz e sofrível, no fato de que ninguém está por cima o tempo todo – o sucesso é um amante infiel, pois se está comigo hoje, não se sabe amanhã. A dama nos olha desafiadora, em mulheres privilegiadas, como vi certa vez uma dondoca num shopping, fazendo compras em lojas finas, e, atrás da perua, a humilde empregada carregando as sacolas, numa mulher que se acha sexy demais para carregar as sacolas de suas próprias compras, como senhoras que simplesmente não fazem supermercado, fazendo a lista e mandando a empregada para a loja, peruas que são pessoas desinteressantes, as quais nada fazem de seus dias aqui na Terra, como uma dondoca improdutiva que conheço, a pessoa com uma vida mentalmente miserável, à qual só resta cuidar da vida de outrem, resultando numa fofoqueira maliciosa – é um horror, na prova de que dinheiro traz tudo de bom, menos felicidade, no modo como podemos ser felizes com pouco. O fundo do quadro revela uma paisagem de inverno, de frio, no frio da Serra Gaúcha que tanto atrai pessoas de regiões mais quentes do Brasil, nessa Meca turística que atrai visitantes, numa cidade que sabe se vender muito bem, mas um mercado no caminho da elitização, como em Balneário Camboriú, com sua arrogantes torres majestosas, dignas de urbes como Nova York. A mulher aqui tem uma certa agressividade, como a agressividade da raposa caçando a ave, como aspecto dos olhos de cobras peçonhentas, olhos agressivos, focados, tensos, ao contrário dos brandos olhos de cobras não peçonhentas. Aqui é a agressividade da cadeia alimentar, como na cadeia alimentar hollywoodiana, na qual posso estar hoje lá em cima, posso estar amanhã lá em baixo, como Mel Gibson, enterrando-se com o filme em que culpou os judeus pela morte de Jesus, numa Hollywood tão judaica, em obras primas como A Lista de Schindler, causando comoção mundial, num personagem que cresce, partindo de playboy fútil para homem compadecido com os sofrimentos do Mundo, no inevitável caminho do crescimento e da depuração, que são o sentido da Vida, no modo como ninguém está em vão no Mundo; no modo como morremos melhores do que como nascemos, num espírito que percebe a necessidade de aprimoramento, como, por exemplo, reencarnar num contexto miserável, como miseráveis indígenas em calçadas de Caxias do Sul, em abismos sociais, pessoas miseráveis que sequer têm poder aquisitivo para fazer compras em brechós beneficentes.

 


Acima, Beijo no escuro. Aqui é nesta ironia de Artush e de Escher, na qual, em quadros dúbios, não podemos contemplar os dois lados ao mesmo tempo, só podendo ver um de cada vez. Os longos cabelos são o conto de Rapunzel, encastelada, feminina e indefesa, nos contos do príncipe perfeito, neste libertando a donzela, enfiando o pênis chave, na fechadura vagina, como em São Jorge matando o dragão e libertando a indefesa e passiva donzela, no modo patriarcal de se tolher a sexualidade feminina, no mito de Virgem Maria, a mulher sem vida sexual, nos preconceitos do Mundo – homem pode tudo; mulher, nada! É na coragem feminista de se ir contra os ventos do patriarcado, na coragem de ir contra o vento, como trafegar na contramão, na iluminação das mentes que gravitam acima de ignorância e mediocridade, ao contrário de um certo senhor, cujo nome não mencionarei, um babaca burro e truculento, MUITO distante do homem de Tao, o qual nunca recomenda as coisas à força, como na hierarquia espiritual, a qual, apesar de forte, é irresistível, pois nunca é imposta à força, ao contrário das rígidas hierarquias militares, com tudo sendo enfiado no cu, com o perdão do termo chulo. A vela acesa é o calor da relação, numa noção, numa base de referência, como numa pessoa perdida num labirinto existencial, sem saber para onde ir, num estilo de vida solitário e perdido, como numa pessoa que se torna moradora de rua, uma pessoa a qual, com todas as suas forças, quer fugir da Vida e esconder-se desta, não se importando em dormir numa calçada fria, dura, suja e úmida, ficando exposto à violência urbana, quando a Vida é luta, sempre luta, num Pai que quer nos ver batalhando, sem querer nos ver “atirados nas cordas” do ringue da Vida, por assim dizer, na ironia de que, quando desencarnamos, deparamo-nos com o fato de que a Vida continua, e que temos que seguir trabalhando em algum lugar, fazendo algo de nobre e produtivo, na pergunta inevitável quando encontramos um ente querido lá em cima: “Onde estás trabalhando?”. É a seriedade da Vida, numa dimensão que é um Éden para os que gostam de ser manter produtivos, ao contrário do vago Umbral, um lugar totalmente sem trabalho, numa ociosidade insuportável. A vela derretida é um coração apaixonado se derretendo, num calor, num relacionamento no qual nos damos conta de que a Vida é boa quando é simples, nos versos imortais de Tim Maia: “Quando a gente ama, não pensa em dinheiro – só se quer amar!”, no modo como uma pessoa extraespecial me ensinou que podemos ser felizes com pouco, no fato de que dinheiro traz tudo de conveniente, menos o que importa, que é felicidade, como uma grande amiga minha psicóloga, a qual faz escolhas de Vida sempre visando a felicidade, tornando-se, assim, feliz! A mesa é a base do relacionamento, com tudo lá em cima girando em torno do Amor Incondicional, no Amor leve, sutil e desapegado, fresquinho, na perspectiva de que teremos a Eternidade inteira para nos relacionarmos com tais entes queridos, ao contrário do amor fixado e obsessivo, num amor doente, na completa contramão da fraternidade. A vela aqui não é perene, e perecerá cedo ou tarde, em casamentos que acabam antes ou depois da Morte, mas num relacionamento o qual, apesar de não ter durado para sempre, foi uma eternidade enquanto durou, numa lembrança perene, em coisas simples, como um tomar café da manhã no colo do outro – o Amor não é lindo? Neste tempo aqui concedido, tudo tem que resultar em um conhecendo profundamente o outro, guardando memórias para sempre, na imortalidade da amizade, resistindo sempre à passagem do tempo, em amigos que levaremos por toda a Eternidade, e o infinito sobre o qual podemos falar não é o verdadeiro infinito, na noção espírita de que Deus é tal infinito, no imensurável poder avassalador de que jamais findaremos – não é poder demais? Aqui remete a uma marcante obra do artista plástico Jorgge Menna Barreto, do qual já falei aqui no blog, numa mesa cujas bordas internas eram espelhadas, com duas cabeças se contemplando, numa multiplicação  de casais por causa do espelho – genial.

 


Acima, Borboleta delicada. A boca mínima é como nas bocas de gueixa, em encantos femininos que fascinam os homens, no eterno jogo de sedução entre os opostos que geram o Cosmos, nessa espécie de “internet espiritual” que nos conecta, num universo tão vasto, cheio de galáxias multicoloridas jogadas no espaço como conchinhas à beiramar, nas forças da Natureza, em planetas tão hostis como Vênus, um local improvável para o futuro da exploração espacial humana, num planeta tórrido, de pressão atmosférica esmagadora e vulcanismo ativo, como mostra no filme Perdido em Marte, no astronauta tendo que penar para lá sobreviver, no modo como, fora da Terra, o Cosmos é hostil ao Ser Humano. As borboletas aqui são a beleza furtiva, na beleza do cio primaveril, na Vida renascendo, como uma furtiva borboleta numa bela manhã ensolarada no dia de casamento religioso de minha irmã, na borboleta sobrevoando os nubentes e o padre, na magia dos casamentos, os quais têm uma conveniência prática, uma conveniência que termina no Desencarne, quando a Vida muda, e estamos longe do estilo de Vida terreno, havendo na Terra tal trato: Nós nos enlaçamos e cada um faz uma parte do trabalho, nas brigas de um certo casal, com a mulher ao berros dizendo: “Eu me matando para manter esta casa limpa e organizada!”, num marido sentado e quieto, ouvindo o sermão da patroa. Aqui é como um vaso num frio e estéril ambiente de trabalho, de escritório, um lugar que pode ser psiquicamente insalubre, como num lugar no qual trabalhei certa vez, insalubre, com eu enclausurado numa baia em frente a uma tela de computador, preso, triste, num ambiente que não estava fazendo para mim, ao ponto de eu decidir mandar tudo e todos à merda ali, com o perdão do termo chulo, numa questão de reação, como em outra firma na qual quase comecei a trabalhar, um lugar o qual já me assediava moralmente, mesmo eu nem tendo começado a ralar ali dentro, ou como em outra empresa, cheia de pessoas arrogantes e presunçosas, nas cabeças das quais simplesmente NINGUÉM tinha o direito de se recusar a laborar ali, no caminho da arrogância, a qual precede a queda – tudo o que tenho que fazer para tomar no cu é ser arrogante, com o perdão do termo chulo, como eu certa vez, o qual tombei ao embarcar numas de narcisismo, numa Vida que vem e nos ensina que não somos o centro do Universo, meu irmão. Aqui é uma celebração da beleza feminina, numa mulher vibrante e com autoestima, como vi certa vez uma feiticeira, linda, de vermelho, numa beleza de relva exuberante, arrebatadora, no modo como beleza vem de dentro, no conto da rainha má e da Branca de Neve, numa vilã que queria encontrar beleza fora de si mesma, numa atroz competitividade, no modo como o indivíduo se depara desde cedo com tal rivalidade, quando os aluninhos do colégio competem para ver quem é o mais aplicado nos estudos, como uma coleguinha que tive, a primeira da turma, estudiosa, o menina de ouro da professora, mas uma coleguinha a qual, no fundo, não se identificava com aquilo, querendo ousar e pisar em terrenos mais instigantes, querendo beijar, transar, namorar e ser feliz, como outro colega que tive, o qual mandou o Mundo se foder, com o perdão do termo chulo, e foi tratar de ser feliz, adquirindo o controle de sua própria vida, pois que vida é esta na qual sou prisioneiro de outrem? Os cabelos caem espontaneamente, ao sabor espontâneo do vento, na capacidade de uma pessoa em ter o instinto para saber “surfar” nas ondas da Vida, como no astro Orlando Bloom, o qual soube usar a seu favor o elfo que interpretou nos filmes de Peter Jackson, num instinto que nenhum livro ou faculdade possa ensinar, num caminho autodidata, nos mistérios do carisma – o que faz DiCaprio ser tão amado? As flores são lascivas, pois nada mais são do que genitálias vegetais, na explosão hormonal adolescente, quando somos escravos de nossa própria sexualidade, num adolescente com a capacidade de se masturbar dez vezes por dia. Aqui é uma explosão de Vida e beleza.

 


Acima, Charles Aznavour e a boemia. O senhor aqui já está no inverno da vida, na idade em que temos juízo, sabedoria e responsabilidade, fazendo dos cabelos brancos símbolos de tal sabedoria, resultando em mulheres vaidosas como Simone Tebet, sempre com o cabelo impecavelmente tingido, sem um único fio de cabelo branco, numa senhora que sabe que, na vida pública, a aparência da pessoa é capital, como um certo senhor, cujo nome não mencionarei, o qual conquista a confiança do povo porque tem uma aparência acima de qualquer suspeita – por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento, na questão do sociopata, o qual engana meio mundo, em pessoas ardilosas e manipuladoras, com inteligência brilhante, porém fria e esquemática, sem apuro moral nem inteligência emocional, pois o Amor, na sua majestade, respeita plenamente o apuro moral, o qual  é o sentido da Vida – crescer, ou seja, morrer sendo melhor do que quando nasceu, no caminho da Eternidade, resultando nos arcanjos, nossos irmãos depuradíssimos que gozam da felicidade suprema. Uma moça aqui posa nua, na beleza da Vida, do corpo humano, resultando em ratões de academia, pedaços de carne que nada mais têm a mostrar ao Mundo, se eu pudesse dizer: “Eu não estou falando que você não pode puxar ferro; só estou dizendo que você faça algo além do que só puxar ferro, meu irmão!”. As cortinas esvoaçantes são a liberdade de pensamento, na energia de países civilizados, abertos, livres, no qual o cidadão tem o direito de pensar e ter algo para dizer, no forte paradoxo chinês: O cidadão chinês não tem a liberdade de eleger um presidente, havendo na China um só partido político; por outro lado, o cidadão chinês tem toda a liberdade de abrir seu próprio negócio, sua empresa, sua indústria etc., no socialismo de mercado, mesclando Smith com Marx, num país miserável no sentido de proibição de religião, a qual não é necessariamente o ópio do povo, caro Marx. Vemos uma vareta retilínea, que é o pensamento racional, em atalhos e simplificações, como num recente comercial de uma fragrância masculina de Versace, no deus grego apontando sua flecha para o alto, estraçalhando a garrafa do produto, na luz racional que impera sobre a superstição ignorante, como no Mito da Caverna, numa libertação, numa pessoa vendo o Mundo da forma mais clara e racional possível, na maravilha da Revolução Científica, remetendo ao legado de um certo escritor desrespeitoso, o qual não respeitava a Ciência nem as tradições – é um horror. Neste quadro, o pintor pinta a partir da modelo, na ironia de metalinguagem, em césar falando de césar, ou seja, o pintor Artush pintando o pintor no quadro, remetendo às eras pré fotografia, nas quais o retrato era feito com pincel e tela, na revolução do advento da fotografia, libertando a Arte da função retratista, resultando em revoluções como a impressionista, em sopros de renovação e novidade, resultando na revolução modernista brasileira, em ícone como Tarsila, em pinceladas simples e claras, na noção de da Vinci de que a simplicidade é a mais forma de sofisticação, como nas linhas limpas e simples de Niemeyer em Brasília, clean, limpo, minimalista, como na formidável bandeira nacional japonesa, no singelo sol ardente entre brumas da nação nipônica, no astro rei que tanto inspirou o faraó transgressor Aquenáton, em sopros de algo como o monoteísmo, resultando, hoje, nos três grandes ramos monoteístas: Cristianismo, Islamismo e Judaísmo, ou como na revolução budista no Japão, enterrando o passado xintoísta pagão, no modo ancestral do Homo sapiens em ver divindades nas forças da Natureza, no impacto de Jesus num mundo pagão, revolucionando dizendo que somos todos príncipes, filhos do mesmo Rei, fazendo de Jesus nosso irmão depuradíssimo, perfeito em apuro moral, trazendo a noção espírita de que tudo gira em torno do Amor Incondicional, desapegado, livre, sutil, eterno, na perspectiva de que a Eternidade é tempo para tudo, e ainda sobrando incontável tempo. Os tecidos aqui são finos e fluidios, no fascínio que a seda chinesa exerceu sobre a Europa das Navegações.

 


Acima, Desejo latente. O ambiente aqui é rico e farto, luxuoso, como no psiquiatra condescendente de Ilha do Medo, num consultório dotado de todos os luxos e confortos, em contraste com a vida dos pacientes internados, os quais habitavam quartos simples e desprovidos de qualquer luxo ou conforto, como vi certa numa pintura, de cujo autor não me recordo, com um esnobe príncipe doando um fino tecido de veludo para um mendigo nu, como num certo evento beneficente, esnobe, com as celebridades competindo para ver qual delas tem o vestido mais suntuoso e maravilhoso, como na frivolidade do baile da revista Vogue Brasil, com uma chuva de plumas e lantejoulas, no crescimento de Oscar Schindler, mortificando-se e desvencilhando-se das vaidades fúteis mundanas, no modo como já ouvi falar que um certo ramo de mercado tem um brilho bem superficial, resultando numa certa mulher muito humilde, a qual está no topo do Mundo, com a humildade para perceber que não pode parar de trabalhar, pois, se o fizer, virará “peça de museu”, como na suprema popstar Madonna, a qual sabe que não pode parar, remetendo a um certo casal que conheço, os quais, já aposentados, levam uma vida vazia e improdutiva, o que não é bom, pois sempre temos que nos colocar, de alguma forma, para o Mundo, na continuidade da Vida no Plano Superior – arranje um emprego decente, rapaz! As colunas aqui são o que sustenta o talento de um Artush, em gênios como Escher, fascinando-nos com seus jogos visuais, numa meticulosa dedicação, como no diretor Tim Burton, um deus da técnica stop motion, num trabalho de plena e incondicional dedicação, em artistas que nos deixam perplexos, como na impecabilidade de Michelangelo, em esculturas que parecem ter vida, como num jogo de bustos romanos no museu novaiorquino Met, cheios de vida e de particularidade, parecendo que estão vivos, olhando para nós, os espectadores, no modo como a Vida é o nervo da Arte, pois Arte é o que nos toca com inteligência emocional e sensibilidade, algo inacessível ao sociopata, o qual zomba da Vida e da Sociedade, um sociopata que é um verdadeiro andarilho do Umbral, a dimensão dos arrogantes, que não querem saber de receber ajuda para sair de tal condição degradante – a arrogância precede a queda. O vestido bordado aqui é uma coroa imperial, como na suntuosa coroa imperial brasileira, feita com as riquezas minerais do Brasil, numa Europa navegadora querendo sugar ao máximo as colônias, na noção taoista: Como são ricos, e roubaram tudo dos pobres! É como no paradoxo paulistano, uma cidade que reúne o Primeiro e o Quarto Mundo, como nas decadentes cercanias do Mercado Público de São Paulo, num Brasil ainda respirando os abismos sociais do Brasil Colônia, no qual o preto pobre fica abaixo do branco rico – é um horror. Uma elegante ave branca cobre a cabeça da modelo, numa graciosidade, em algo belo e frágil, como nos apelos ecologistas de cuidarmos da Terra, visto que o Ser Humano, fora a Terra, simplesmente não tem para onde ir, remetendo à carioca Baía da Guanabara, repleta de dejetos plásticos – como conseguiram realizar os Jogos Olímpicos do Rio? Um brinco suntuoso é o topo de tal coroa, como uma pessoa adquirindo um norte nobre para a Vida, como vi certa vez num programa de televisão sobre um amenina rica, a qual sofria com uma vida vazia e sem sentido, mesmo sendo rica, na noção taoista de que o vencedor da loteria é o homem mais infeliz do Mundo – você não faz ideia a qual estado ficam reduzidos os que são considerados na Terra! A moça aqui fecha os olhos, num artista sonhador, no sonho de artista em se tornar um astro no céu, mais valioso do que uma joia, respeitado, admirado, reverenciado, como artistas dentro de seus respectivos fã clubes, sendo amados e respeitados, compreendidos, no modo como nunca se é velho demais para sonhar. A mulher aqui está coberta de tradições, como no entronamento de um monarca inglês, numa pompa que fascina o Mundo, no modo como a Academia de Hollywood ama e respeita as tradições inglesas, consagrando deusas como Damme Judy Dench.

 

Referências bibliográficas:

 

Artush Voskanyan. Disponível em: <www.artfinder.com>. Acesso em: 27 nov. 2024.

Artush Voskanyan. Disponível em: <www.artsper.com>. Acesso em: 27 nov. 2024.

Nenhum comentário: