Volto a falar sobre o ilustrador americano Nathan Fox. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, título não informado na referência bibliográfica (1). O monstro assedia e ameaça, como nas lendas antigas terraplanistas, nas quais terríveis monstros aguardavam por navios nos limites dos oceanos. Aqui o Caos tenta se impor sobre a Ordem, e o monstro é esse caos natural, numa Natureza com suas próprias regras, longe da perfeição apolínea das sociedades metafísicas, cidades perfeitas nas quais temos a total sensação de que tudo está perfeitamente “nos trilhos”, no paraíso para quem gosta de se dedicar aos estudos e ao trabalho, havendo no Umbral tal infeliz improdutividade, pois nunca ouvimos que cabeça vazia é oficina do Diabo? Aqui é a irracionalidade, e nos olhos do monstro não vemos qualquer resquício de Racionalidade. É como uma avassaladora crise chegando, trazendo absurda turbulência à vida da pessoa, no momento de crise em que temos dificuldade para tomar decisões, como numa terrível crise depressiva, em que a pessoa percebe que sua própria vida está despedaçada e empobrecida, numa existência sem norte ou virtude, no momento em que a pessoa se pergunta: “E agora? O que devo fazer? Qual o sentido da Vida?”. O ônibus aqui está perdido, como se sofrido um acidente e mergulhado fatalmente num rio. É como algo desvirtuado e tirado dos trilhos, num descaminho, no modo como o Crime e o Narcotráfico aliciam tantas almas, corrompendo estas, no complexo de violência gerado pelo submundo das drogas, com traficantes mandando executar os usuários inadimplentes, num drogado desesperado que, para não ficar inadimplente, recorre ao Crime para pagar tais dívidas, como assaltar um cidadão ou roubar um carro, no modo como a droga tem a capacidade de devastar vidas inteiras, como num senhor narcodependente que conheci, o qual passará o resto de suas décadas de vida numa clínica psiquiátrica, absolutamente privado de viver, trabalhar, namorar e se divertir, e não é deprimente? Aqui há um afundamento, numa pessoa em uma fossa monumental, não tendo mais prazer em coisas que lhe davam prazer, como assistir um filme no Cinema ou tomar um café numa cafeteria, num absoluto labirinto, cheio de pistas falsas e de descaminho, na sedução do dinheiro fácil do Narcotráfico, com pessoas aliciadas para fazer tráfico transnacional de drogas, sendo estas detectadas pelos agentes da Polícia Federal, implicando em prisão, muitas vezes por mais de dez anos, e não é terrível estar preso? É a prisão dentro da prisão, visto que a pura encarnação já é por si só uma prisão, mas num dia de soltura que sempre chega. O polvo, ou a lula aqui, está absolutamente faminto, como li certa vez sobre uma tartaruga em um parque de Porto Alegre, numa tartaruga que, discreta e subestimada, deu um “bote” e abocanhou um pombo desavisado que passeava distraído – se indiscreta, a tartaruga não teria obtido êxito. Aqui é como na cena do filmão O Império do Sol, com um menino faminto e perdido da própria família, devorando animalescamente um prato de arroz, tal a fome. Aqui é o instinto mais básico de todos – a Alimentação, com pessoas indo a restaurantes chique, caros e elegantes, fazendo algo que qualquer ser vivo faz instintivamente. Aqui o ônibus afunda cada vez mais fundo, até no ponto da pessoa encarar um fundo de poço existencial, tendo que empreender um esforço longo e gi-gan-tes-co para trazer a estabilidade de volta à própria vida, no modo como a Festa da Uva se reconstruiu após a interrupção durante a II Grande Guerra. O destino do ônibus aqui está selado e definido, e só um milagre salvá-lo-á, numa pitada de paciência e esperança, numa pessoa que encara o grande empreendimento que é dar a volta por cima. O monstro se agarra com todas as suas forças, como numa pessoa se dedicando a um projeto positivo e virtuoso. É como uma pessoa perseguindo um sonho, uma meta, vendo que o próprio sucesso depende inteiramente de si mesma, numa pessoa no controle da própria vida.
Acima, título não informado na referência bibliográfica (2). É como a passagem bíblica dos hebreus cruzando o Mar Vermelho, na ira divina punindo os escravocratas egípcios, afogando estes, nos primórdios monoteístas, cuja primeira aparição na Terra foi no reinado controverso do faraó herege Aquenáton, o qual aboliu o culto politeísta tradicional egípcio antigo e instituiu o culto a uma só divindade, num certo talento de ditador, impositivo. O carro aqui cruza furiosamente a vicissitude do lago, jorrando água para todos os lados, talvez num carro num lava rápido. É a sedução automobilística, com corridas que seduzem o Mundo inteiro, num excepcional Senna, entrando em cena como o homem mais rápido do Planeta, com a tradicional e inesquecível música de vitória, a qual foi tocada quando o Brasil alcançou o campeonato mundial de Futebol. Aqui é uma sensação de força e potência, como numa senhora homossexual que conheci, a qual sonhava em dirigir uma potente Pathfinder, nesta sensação de potência que o carro dá ao condutor, num jogo de sedução, num homem endinheirado disposto a seduzir moças lindas, porém não tão ricas como ele, num jogo de sedução, como num certo seriado televisivo que se passava nos anos 1980, no qual uma moça homossexual arrogante e pretensiosa era seduzida por uma moça despretensiosa, no modo como a egocêntrica personagem Piggy era apaixonada pelo despretensioso sapo Caco em Os Muppets, no modo como cada pessoa tem que, dentro de si, sem projeções, perseguir o que lhe falta, no modo como nos casais é inevitável que um personifique o que falta no outro, num jogo de sedução de Eros, unindo os opostos cósmicos numa só piscina sensual metafísica, no sensual que não é sexual. Uma saraivada de pássaros voa furiosamente, remetendo-me a meu passeio pela Flórida em 1993, quando vi pelos parques temáticos aves migratórias, que viajam muitos quilômetros para fugir de temperaturas extremas. Os pássaros aqui são a força e a liberdade, na sedução das altas velocidades, perigosas, que seduzem por dar tal sensação de forma sobre humana, num homem que faz com que um carro se torna uma extensão de si mesmo, como no sucesso avassalador da franquia Velozes e Furiosos, com competições para quem merece os louros da vitória de velocidade, na amarga ironia de que um ator de tais filmes morreu, na vida real, de acidente de carro, como James Dean e sua paixão por carro rápidos, com um querendo ser mais macho do que o outro, como num concurso de beleza, uma carnificina que frustra tantas moças concorrentes. Podemos ouvir o som furioso dos motores, em máquinas cada vez mais modernas e aperfeiçoadas, nos eternos sinais auspiciosos da Sociedade de Consumo, sempre querendo vender o produto que é o último grito de tecnologia e inovação, na sedução auspiciosa dos comercias de Propaganda, sempre querendo vender a ilusão de que o Consumo é o elixir para todos os males, numa pessoa que, embriagada entre tais valores, nunca está satisfeita, pois a Vida é boa quando é simples; quando não estamos o tempo todo querendo coisas ou poderes, na metáfora do Anel: O que um homem poderoso quer é mais poder, numa sede insaciável, desviando a pessoa de Tao, o glorioso contentamento – quando você precisa comprar, compre só o que é necessário. O carro aqui desafia as forças da Natureza, competindo com esta, querendo ser esta, numa projeção, na pessoa se sentindo parte de tal máquina avassaladora, como guiar um drone ou um carro de controle remoto. As montanhas aqui ao fundo são desafiadoras, desafiando-nos a conquistá-las, como na sede das Navegações, desvirginando as terras americanas, neste eterno talento do Ser Humano em escravizar os próprios irmãos, tal qual Caim cometendo seu assassinato. O carro imponente aqui é como uma onda enorme, um tsunami, prometendo felicidade e plenitude, numa pessoa que se permitiu se tornar escrava de tal Sociedade de Consumo, na ironia de um publicitário, o qual, de tanto anunciar bens de consumo, torna-se um escravo destes, com apelos publicitários que despertam a sede consumista já pré existente dento de cada consumidor.
Acima, título não informado na referência bibliográfica (3). Aqui, a China dá uma surra em Trump! O dragão chinês é a força da Vida, a vontade de viver, o tesão de uma pessoa com a força de se reerguer e continuar tocando a Vida para frente, como uma pessoa observando o próprio erro em abandonar os estudos, não concluindo o curso que iniciou, como um carro que empaca num riacho. O dragão é feito de fogo, de Vida, de calor, e sua energia vibrante é dúbia, pois não sabemos se é bom ou mau; só sabemos que é forte, brindando os homens bons e amedrontando os maus. Então, a China se eleva à condição de potência, num mercado tão arrojado, com uma mão de obra barata, o que barateia os produtos Made in China, na contradição chinesa de ser um país teoricamente comunista e praticamente capitalista, num governo esmagador e totalitário, impiedoso, que abocanha o dinheiro do cidadão comum, num país rico que tem cidadãos pobres, no assim chamado “Socialismo de Mercado”, com tantas toneladas de produtos que saem diariamente da China para alimentar o globo inteiro, no exemplo do tradicional chá inglês Twinings, o qual, com um apelo tão britânico, é feito na China, no modo como países como os EUA não têm interesse em fabricar certos produtos, sobrando à China tal filão de Mercado. Aqui, vemos uma China forte, ameaçando a principal potência mundial, nessa dança de cadeira de poderes; nessa eterna competição fálica para ver quem pode mais, como num canil com cachorros, numa hierarquia interna, havendo no macho alfa tal figura hierárquica, no modo humano em organizar a Vida com hierarquias, como numa criança que cresce acostumada a obedecer aos pais, com as hierarquias mundanas brutais sendo meros arremedos da hierarquia espiritual metafísica, a qual nunca é imposta a força, pois é irresistível e deliciosa, delicada, humana, no modo como tudo gira em torno de apuro moral, numa pessoa que simplesmente tem pavor de mentir, ao contrário do sociopata, uma pessoa que simplesmente não consegue deixar de mentir, enterrando-se em meios às próprias mentiras, sendo, no frigir dos ovos, rejeitado pelo Corpo Social. É como no laço mágico da Mulher Maravilha, ao qual, ao enlaçar a pessoa, faz com que esta fale puramente a Verdade, como num dos espíritos que guiaram Kardec na concepção da Doutrina Espírita, o Espírito da Verdade. Neste cenário de diplomacia mundial, vemos ao fundo várias bandeiras, como a da Índia, Japão e Alemanha, assistindo à luta, como num torneio esportivo, com equipes de todos os cantos do Mundo, numa Copa do Mundo, numa festa de diversidade e respeito mútuo, com tal respeito de Tao sendo perdido nas guerras, esses terríveis eventos de derramamento de sangue, eventos com os quais o homem de Tao nada tem a ver. Podemos ouvir aqui o som do murro potente, no modo como os EUA são tão temidos militarmente, numa espécie de Xerife do Mundo, gozando do poder de tomar parte em conflitos armados, num eterno jogo de videogame, ou no jogo de tabuleiro War, ou seja, Guerra, com territórios que despertam o interesse de estados inimigos entre si, como na sangrenta disputa pelas Ilhas Malvinas, no eterno talento de Caim em assassinar Abel. Aqui, o truculento Trump cai na lona, desacordado, tomando uma surra de grandes líderes mundiais no infame episódio da turba raivosa invadindo o Congresso dos EUA, como num raivoso Collor incitando multidões à Raiva e à Destruição, no modo de não perceber que a Paz é maior e melhor do que a Raiva. Aqui é como uma pessoa entrando num ringue já achando que a luta está ganha, subestimando fatalmente o opositor, na fábula da veloz lebre subestimando a vagarosa tartaruga. Aqui a China brilha como potência emergente, uma rara aliada da terrível ditadura nortecoreana, nos rumores de que na Coreia do Norte há campos de concentração que aprisionam os que ousam contestar tal regime, neste indestrutível talento humano em queimar pessoas vivas numa fogueira, fazendo tudo do modo mais malévolo possível, dizendo agir em nome de Jesus, mas fazendo coisa que Ele jamais faria.
Acima, título não informado na referência bibliográfica (4). Aqui é como na degradação do Retrato de Dorian Gray, na pessoa passando por um empobrecimento moral enorme, permanecendo bela mas, num espelho, apresentando toda a degradação feia do Umbral, a infeliz dimensão dos que subestimam o poder da Verdade e da Fraternidade; dos que subestimam o Amor, debochando deste, como num senhor sociopata que conheci, o qual, no seu quadro total de loucura, enaltecia Adolf Hitler – há algo mais patético? Aqui é como um cadáver em pleno processo de decomposição, nos espíritos mundanos que não aceitam a glória metafísica do Desencarne, esta libertação que nos livra de todas as vicissitudes da Matéria. A mulher aqui é formosa, como numa mulher que conheço, a qual sempre esbanjou deslumbrante beleza, mas uma mulher arredia e antipática, sem carisma, uma mulher que nunca mereceu o respeito ou o reconhecimento alheio, nessa dualidade deste quadro de Nathan Fox, com algo tão belo perante algo tão horroroso, na grande e escura ilusão que é a morte do Corpo Físico. A tatuagem da mulher é este registro, este vestígio, num espírito cheio de experiências de crescimento, numa bela carreira de encarnações, como uma pessoa que vai mudando de roupa, ou uma cobra que vai mudando de pele. A tatuagem é este registro de passagem, no modo como uma vida na Terra seja tão responsável por um enorme crescimento no espírito que topou enfrentar tal empreitada, sabendo, antes do Reencarne, de que enfrentará muitos obstáculos duros, exigindo do indivíduo tal espírito olímpico e paladino, encarando a Vida. Aqui, temos a Vaidade, talvez num sociopata que, tendo uma bela estampa, é por dentro um monstro malévolo, sem qualquer indício de depuração moral, sempre mentindo, sempre querendo enganar outrem, sempre querendo obter vantagem em relação a seus próprios irmãos de caminhada, no caminho da Loucura e da ausência total de Lógica, num sociopata que, tendo suas ações analisadas e desconstruídas, não apresenta qualquer sentido. O batom aqui é o embelezamento, fazendo do espelho tal símbolo de Feminilidade, numa pessoa que ou tem autoestima, ou é um narcisista sociopático empenhado em enganar outrem. A loira aqui traz o apelo de sedução das mulheres loiras, por vezes vulgares, burras e desinteressantes, numa mulher talvez querendo mudar um pouco, mudando de cabelo, observando que, para dar uma guinada na Vida, precisará mais do que um novo corte ou tingimento, como numa senhora que conheci, a qual esperou dar uma guinada sem olhar para dentro de si mesma, decepcionando-se coma Vida e caindo em depressão grave, aguda. Aqui são as faces de um mesmo trabalho – a lisa e a áspera, como na lacuna entre inspiração e execução, numa pessoa que precisa saber como concretizar um projeto. O batom é o falo, o corno do unicórnio, no encanto que os sapatos exercem sobre as mulheres, as quais se sentem rainhas ao vestir um belo calçado, sentindo-se respaldadas e protegidas por um marido que é um rei, um homem poderoso que a ergue à condição de rainha, respeitando e adorando tal mulher, pois que casamento é este no qual não há respeito? Aqui , temos uma Gisele, com duas faces: uma é a feminina, numa mulher maquiada e escovada que desfila como uma deusa; a outra é o termo “monstro” competitivo, usado para classificar essas pessoas que, num talento nato indiscutível, têm a capacidade de se sobressair de forma tão poderosa e notória. É o espírito competitivo, no plano de Marte, o deus sangrento da Guerra, numa pessoa que sabe quem tem que merecer algo, batalhando por este algo, como a própria Gisele que, em entrevista certa vez, narrou que, antes de se tornar tal monstro global, pensara em desistir de tudo – imagine se ela tivesse desistido... Esta forma monstruosa remete às bandas de Heavy Metal, ou seja, Metal Pesado, esse gênero musical que tanto esbanja atitude, com cânticos guturais e guitarras e baterias furiosas, cheias de vontade de lutar pela Vida, numa reação de tesão masculino a esta bela mulher formosa.
Acima, título não informado na referência bibliográfica (5). Aqui temos afetuosidade, como grandes amigos com décadas de relacionamento, com duas pessoas que se conhecem profundamente, daqueles amigos de verdade, os quais reencontramos em festa de retorno ao Lar, na Dimensão Metafísica, num lugar de Amor, no qual nos sentimos entre amigos, pois que vida é esta sem amigos? Temos aqui uma candura feminina, doçura, e nada de agressividade, no modo como uma menina homossexual se sente tão entediada e pouco identificada com as brincadeiras cândidas das meninas, como bonecas e casinha – a homossexual quer ação, tiroteio, movimento, excitação. O Céu aqui é doce, num degradê californiano, com uma pizza doce de frutas, como me disse certa vez um amigo que foi ao referido estado americano: “A Califórnia é pink”, como na canção de Katy Perry: “As meninas da Califórnia são irresistíveis, inegáveis”, num videoclipe com as lindas meninas em meio a doces gigantes, como gelatinas, como numa canção de Rock: “Lábios como açúcar. Beijos doces”, como no perfume feminino Touch of Pink, ou seja, Toque rosado. A mulher está absolutamente agarrada ao namorado aqui, e este é uma pedra firme, um porto seguro no qual a mulher se sente respaldada e protegida, como me disse uma prima: “Quero um namorado que seja mais alto do que eu”, no jogo erótico de protetor e protegido, numa interdependência, nos opostos unidos no Universo, na canção de Cher: “Um rei chora no seu trono, pois ele tinha uma rainha, mas ela se foi. O que é esta magia que procuramos? O grande forte e grande fraca”. Aqui é como a simulação de touro domado por paladinos caubóis, como nos corajosos e viris toureiros, expondo-se ao risco e mostrando a vitória do garbo sobre a animalidade, na elegância do toureiro versus a brutalidade caótica e raivosa do touro furioso, numa prova de coragem, com donzelas apaixonadas na primeira fileira da farta plateia. Aqui é como no famoso ensaio fotográfico do príncipe Charles com os filhos pequenos em meio a pôneis, na malícia de um jornalista: “Os principezinhos veem o próprio pai mais pela TV do que em carne e osso”. Aqui temos um amor, na cumplicidade entre dono e bicho, como uma amiga solteirona que tenho, a qual decidiu ter dois cachorros como companhia, nesta amizade tão milenar entre humanos e canídeos, na forma clara como um cachorro expressa as próprias emoções, como um claro rabo abanando, ao contrário dos gatos, que são mais enigmáticos. Este pequeno cavalinho doce como algodão doce se firma acima de um inóspito e duro pedregulho, na dureza da Vida, e o cavalinho é um bálsamo e um alívio em meio a tal dureza, numa menininha que se vê respaldada pelo próprio pai, tendo este, ao ver a menina nascer, dito para si mesmo: “Esta eu vou guardar debaixo de sete chaves e entregar pura e casta ao marido na Igreja”, como no final da saga O Senhor dos Anéis, com a donzela élfica Arwen, pura como leite e doce como lavanda, sendo entregue pura e casta ao marido rei, sendo este um homem cheio de experiências e carreira, entalhado pela dureza de uma carreira de lutas, no modo como a Sociedade encoraja a experiência e a virilidade no homem e a passividade na mulher, sendo mal vistas as mulheres independentes, no mito de Nossa Senhora, a mulher sem carreira e sem rugas, numa doçura total. A pedra aqui é a dureza da Vida, num lar protetivo, no qual a menina se refugia em seu quarto de bonecas, mal sabendo dos perigos no Mundo lá fora, no modo como a Sociedade nunca exige que a Mulher desenvolva agressividade, contrastando com as noções libertadoras da Psicologia, nas quais todos temos que ter tanto Yin quanto Yang, na figura feminista da Mulher Maravilha, uma mulher bonita e feminina que é, ao mesmo tempo, forte e dura como um homem. Aqui, o cavalinho está domando e domesticado, e a mulher é sua senhora e dona, numa domesticação, num apaziguamento, como no chicote disciplinante da Mulhergato. Aqui temos a Disciplina em meio à dureza natural do Mundo.
Acima, título não informado na referência bibliográfica (6). O homem aqui é um astronauta, com seu capacete transparente, que é a clarividência, numa pessoa com a capacidade de observar o Mundo da forma mais clara e expressa possível, no modo como o Mundo não muda, só mudando o modo particular de eu me relacionar com tal Mundo, e isso é um pensamento encorajador, pois, já ouvi, a Filosofia não muda o Mundo, e o machismo e a misoginia permanecerão soberanos, na amarga ironia de que as próprias mulheres são machistas – desculpe-me pela franqueza. Aqui temos um homem bem jovem, adolescente, como num jovem macho leão tentando impor respeito no clã selvagem, na imponente figura de He-Man, o herói mais poderoso do Universo, conquistando os meninos em meio a tanta coragem e força, num homem sem qualquer pinguinho de Yin, ou seja, é um personagem, pois todos temos Yin e Yang – somos espíritos, não personagens. Vemos aqui um fone de ouvido, numa conexão, na nova geração que está vindo aí, uma geração integralmente digital, que mal faz ideia da Tecnologia Analógica. A Música aqui é o que une tribos, numa identificação, no dito sábio: “Diga-me com quem andas e dir-te-ei quem és”. O fone aqui é este “vício” em Música, nas músicas jovens, dos novos ídolos, fazendo com que rádios saudosas como Antena 1 não sejam muito populares no público mais jovem, pois esta rádio toca na memória afetiva de quem já não é adolescente, como no meu caso, pois é sempre bom ouvir um bom clássico do Pop Rock, em meio, é claro, novidades, pois, do contrário, será a “Velharia FM”. O cabelo longo aqui é a rebeldia, como na onda de rapazes cabeludos no início dos anos 1990, no modo como eu próprio integrei a moda e tive longas melenas, na busca de identidade adolescente, num jovem que não vê graça em se relacionar com a própria família, preferindo, sempre, os amigos, a galera. O jovem aqui é altivo, talvez um pouco arrogante, numa idade em que a pessoa ainda não recebeu muitos baques da Vida, crendo que percalços e dificuldades são só para os mais velhos, nesse nicho adolescente, entre Infantil e Adulto, rejeitando estes dois mundos. O ambiente aqui é uma sensual Internet, na escuridão universal salpicada de inúmeras galáxias, num Universo tão vasto que não há serventia em catalogar todas as estrelas que existem no Cosmos. É como na canção de Sade, Smooth Operator, ou seja, Operador Suave, como um sexy telefonista que mantém o Universo unido nesta “piscina térmica de intercomunicação”, no maravilhoso fato de que estamos todos interligados, com nossos “irmãos mais velhos”, os espíritos de perfeito apuro moral – a Mentira tem pernas curtas, por assim dizer, e um sociopata não é viciado em mentir? Este capacete translúcido lembra uma cabeça de alienígena, no mistério em haver raças alienígenas ao nosso redor – o que tal revelação traria ao Senso Comum do Ser Humano: histeria coletiva? No plano de fundo, linhas tensas oblíquas interligam as pessoas, em invenções maravilhosas como o Telefone, o qual faz metáfora com o vínculo espiritual, que é o que importa, num vínculo que nada tem a ver com coisas mundanas, só restando aquilo que há de melhor, psíquico, espiritual, no modo como tudo acaba se reduzindo a Amor Fraternal, esta força que faz com que sejamos a Grande Família Metafísica de Sangue Estelar, num Pai que nos tem de uma forma tão especial e única, nunca fazendo dois filhos de igual personalidade, como na genialidade de um Chico Anysio, construindo uma galeria de personagens distintos. O cabelo do jovem aqui é negro como a asa da graúna, e não tem qualquer fiozinho branco, no modo como o espírito, ao desencarnar, rejuvenesce e vive jovem para sempre, com uma energia inesgotável, sem fadiga. O sorriso aqui é sutil, no momento de prazer na interação com os amigos, essas pessoas que fazem com que não nos sintamos tão sozinhos no Mundo, neste verdadeiro tesouro metafísico que são as amizades, os vínculos de puro Amor Espiritual.
Referência bibliográfica:
Nathan Fox. Disponível em: <www.ba-reps.com/illustrators>. Acesso em: 30 jun. 2021.






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