Americano de 1975, Nathan Fox sempre gostou de animes japoneses e gibis. Graduou-se em 1997 e 2000 em duas diferentes instituições de Arte. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, título não informado na referência bibliográfica (1). Nada mais contemporâneo do que esta imagem, das máscaras que acabaram absorvidas pelo Senso Comum, sendo mal visto o cidadão que sai de casa sem máscara. A máscara aqui tem diversos dizeres, como palavras de ordem num protesto, ou como pichações que emporcalham as cidades, como dizia o finado mestre Tatata Pimentel: “Porto Alegre está pichada de cabo a rabo”. Aqui temos o pânico coletivo, num vírus que não pode ser subestimado, com a glória científica da vacina, esta arma que tantos flagelos humanos já neutralizou. O vírus corre solto, como um boato, um rumor, com fofocas tomando proporções enormes, neste fútil talento humano para perder o tempo com fofocas – no Plano Metafísico não há tal perda de tempo, num plano sem fofocas, só com virtude, bondade e respeito mútuo, num plano em que temos total consciência de que somos todos príncipes filhos do mesmo Rei. O vírus representa as vicissitudes de encarnado, no modo como o Espiritismo é amigo da Ciência, na universalidade do Conhecimento Humano, como salas interligadas na mesma casa, como um aluno numa faculdade, percebendo a interligação entre as disciplinas, na relação de continuidade do Universo, um só corpo unindo eles e elas, na assexualidade dos anjos, os espíritos evoluídos que gozam de perfeito apuro moral, muito longe das ambições mundanas materialistas, no apego humano ao objeto, ao tangível, ao palpável, num Ser Humano que não entende que a Matéria e a morte do corpo físico são ilusões, havendo nos tesouros mundanos tal prisão, tal obsessão, pois não disseram que os últimos serão os primeiros? O senhor aqui está inerte, de braços cruzados, talvez sem vontade de tomar uma atitude, no papel do líder em reconhecer as demandas do povo, pois um líder que se afasta de seu próprio povo deixa de ser líder, como o povo russo foi se afastando da família real russa, resultando em uma das maiores revoluções da História da Humanidade, num Comunismo que acabou caindo de podre, com poucas “ilhas” remanescentes no Mundo, ou com ditadores disfarçados de líderes democráticos, num Ser Humano que simplesmente não imagina a Vida sem Poder, como no apego de Tio Patinhas por sua própria caixaforte – nada mais humano do que ambicionar mais, sempre mais, num apetite insaciável, numa pessoa que nunca está feliz, como um rei que cobiça o reino vizinho, pois não diziam os Mandamentos que não devemos cobiçar a mulher do próximo? O relógio de pulso no homem é o prazo, a validade, o tempo passando, num governo que tem que tomar atitudes para frear tal ameaça viral, como numa notícia ou fato que viraliza na Internet, esta terra de ninguém na qual não podemos crer em tudo o que lemos... Por trás deste homem experiente, há um povo todo, mascarado, prevenido, remetendo à Peste Negra na Europa, numa época em que o obscurantismo ainda não tinha dado espaço à Ciência – será que a Terra é plana? Hehehehe! Aqui temos um surto total e absoluto, numa perda de controle, numa doença que tantos transtornos globais trouxe, com países negando a entrada de pessoas de outros países, quase num estado de histeria coletiva. O vírus aqui é a ameaça de algo misterioso, nessa corrida contra o Tempo que foi confeccionar as vacinas, numa Economia que vai aos poucos dando sinais de recuperação, na capacidade humana de sobrevivência, como baratas sobrevivendo a hecatombes nucleares. O senhor aqui está implacável, rígido, impondo restrições severas e rígidas, pedindo paciência ao cidadão, no modo como tal desconforto global ilustra a universalidade do Ser Humano, na universalidade das dores e das virtudes. O fundo branco aqui é a Esperança, como no Mercado de Trabalho se recuperando. É como numa pessoa que foi demitida, procurando se reinventar, como um senhor que conheço, o qual foi demitido como garçom e se tornou entregador de telentrega.
Acima, título não informado na referência bibliográfica (2). Os tiros aqui cruzam a tela, dando um efeito de teia, como pessoas interconectadas digitalmente, fazendo metáfora com a comunicação telepática, a Internet Cósmica que nos une todos, como todos flutuando na mesma piscina. Podemos ouvir aqui o som impiedoso da saraivada, e o herói resiste impávido, como numa pessoa que, ao ver que tem talento, só precisa de persistência, como na megaestrela Alanis Morissette, a qual, em sua primeira incursão na Indústria Fonográfica, fracassou retumbantemente, voltando anos depois com um dos álbuns mais bem vendidos da História, numa absoluta volta por cima, numa Alanis que teve que ter muita força para se reerguer. Este guerreiro remete aos filmes de John Wick, vividos por Keanu Reeves, um artista que está construindo uma bela carreira, tendo vivido o icônico Neo de Matrix, a trilogia que catalisou todos os anseios de uma geração. Aqui é um cenário de guerra absoluta, vermelho, sanguinolento, da cor de Marte, o deus da Guerra, no eterno talento humano em irmão derramando sangue de irmão, pois, como diz Tao, a Paz é melhor do que a Raiva; é maior do que a Raiva. Aqui remete aos filmes do astro Sylvester Stallone, num homem impávido e paladino, resistente, guerreiro, que sabe que não pode fugir à luta, como numa pessoa que batalha por seu próprio espaço no Mundo, no caminho do autoencontro, no patinho feio que se deu conta de que nunca foi pato, mas cisne, num processo de autocognição, como num dia clareando e pulverizando as dúvidas encarnatórias. Aqui é uma pessoa digna e trabalhadora, acordando numa fria manhã de Inverno para ir trabalhar, batalhar, nas palavras de meu pai quando acordava minha irmã e eu de manhã cedo para ir ao Colégio: “É fogo!”. Aqui, estas “teias” são amarras, e o homem tem que se desvencilhar delas, como Frodo na terrível toca de Laracna, tendo que se livrar de teias ardilosas, teias como as de um sociopata, tentando seduzir as pessoas ao caminho do Mal, aliciando almas e escravizando estas, pois tudo do que um sádico precisa é um masoquista. O homem aqui está absolutamente munido e equipado, pronto para o front de Guerra, como no impenetrável escudo da Mulher Maravilha, resistindo às mais terríveis saraivadas, num trabalho de resistência, como na revolução dos jeans, roupas fortes e duráveis, prontas para a batalha de todo dia, no modo como as vicissitudes da Vida acabam por nos favorecer, tornando-nos mais fortes e fazendo com que obtenhamos progresso existencial, com obstáculos que acabam por fazer com que sigamos em frente na linha da Vida, no caminho, no Tao, na grande avenida. O homem aqui está sozinho e sem aliados, solitário, talvez numa carência afetiva, mas num homem que nunca deixa transparecer. É o exército de um homem só, com vários inimigos, várias investidas e vários assédios, na importância de se impor respeito, no desafio comportamental da pessoa merecer ser vista com bons olhos, e, nisto, só o Trabalho pode ajudar, pois fora deste, realmente não há salvação, ao contrário de uma senhora fofoqueira que conheço, a qual nada faz de útil, pois como posso ser feliz se, ao cuidar da vida dos outros, descuido de minha própria vida? Aqui há um background de um túnel, numa luz de Esperança, numa vitória que é possível, com sangue derramado em todos os lados, no episódio da Guerra das Malvinas, quando uma nação não manifestou respeito por outra nação em específico, numa implacável Thatcher, perfumada como uma flor e dura como aço, numa figura que não deixa de ser feminista, fazendo muito bem o trabalho de um homem, de um rei. O homem aqui está ultraarmado, com ambas as mãos munidas de armas de fogo. É um momento de encarar a lida e observar as vicissitudes, numa pessoa que, como me disse uma médium espírita, não se permite “atirar-se nas cordas”, pois Tao exige que tenhamos tal espírito olímpico, com coragem para encarar tais obstáculos.
Acima, título não informado na referência bibliográfica (3). Temos um cenário de caos e selvageria, e parece que um apocalíptico meteoro vai cair na Terra e destruir esta. No centro vemos um grande urso com cocar, num animal que pode matar um homem, como na fabulosa cena de O Regresso, com um urso quase matando o personagem de DiCaprio, no relacionamento com a Natureza, uma relação que o Homem vem pautando há milênios, tentando domar as forças selvagens e impor ordem apolínea e positivista, colocando a Mente acima do Corpo, numa pessoa sensata que aprendeu a ouvir a Razão e não se deixar levar pelas paixões arbitrárias do Coração, pois este já lhe enganou uma vez e voltará a enganar. Um grande dragão rasga os Céus anunciando o fim, remetendo-me a um lindo par de dragões de porcelana os quais adquiri no bairro chinês novaiorquino, e o senhor chinês que me vendeu pediu que eu não os quebrasse! Apesar de tal apocalipse, o Céu está bonito e aberto, num belo dia para se encher os pulmões de ar e agradecer a Tao pela vida que este nos concedeu, como hoje na Rua falei com um respeitado colunista social, o qual anteriormente me entrevistara, o que me deixou muito grato. Vemos uma pirâmide pré colombiana, na universalidade piramidal, havendo no Egito, uma cultura absolutamente distante e diferente, o mesmo amor por tais estruturas, expondo a universalidade humana, alimentando a imaginação de quem crê que inteligências alienígenas, no passado, ajudaram a Humanidade a evoluir e a atingir o nível de civilização. O topo da pirâmide verte fumaça, talvez num ritual, na selvageria de fazer sacrifício humano a divindades que, na Razão, não existem, como na selvageria de tribos canibalescas, na absoluta falta de sanidade do terrível sociopata canibal vivido pelo mestre Hopkins. Ao lado da pirâmide vemos uma alegoria tribal, no modo humano de produzir eventos sociais excepcionais nos quais o dia a dia é deixado de lado, como na solenidade de um Oscar ou de um baile de debutantes, ocasiões especiais nas quais a pessoa se apruma, visando atingir a melhor aparência possível, na competição do tapete vermelho na qual as mulheres concorrem para ver qual é a mais bela, elegante e glamorosa, como no competitivo cenário mundial da Música Comercial, com muitas divas maravilhosas concorrendo pela atenção do Público. Vemos aqui uma mata fechada, selvagem, pré colombiana, com terras devolutas desbravadas pela agressividade colonialista europeia, numa competição para ver a qual regente pertencerá tal porção de terra, na estupidez humana mostrada na Escravatura – é muita odiosidade. Uma cabeça cai do Céu, num selvagem sacrifício, numa execução de alguém que conspirou contra o regente, como numa Elizabeth I decapitando a própria prima – que família, hein? Vemos cachorros chineses com aspecto de dragão, naquele rosto carente da raça canina pug, neste milenar relacionamento com animais domesticados, anexando tais animais à Vida em Sociedade, havendo até cemitérios para sepultar tais mascotes, no modo do egípcio antigo em endeusar animais como os gatos, mumificando estes como se fossem pessoas. Neste cenário, vários monstros eclodem esfuziantemente, cada um querendo deixar sua marca no Mundo, na capacidade de certas pessoas em ultrapassar o conceito estelar para se tornar monstros sagrados, como nos píncaros de uma Gisele, uma das maiores brasileiras de todos os tempos, tão subestimada antes de “colocar o pau na mesa”, com o perdão do termo chulo. Vemos num pequeno detalhe, ao lado do urso gigante, alguns homens, talvez armados com espadas, no modo como um homem de Tao nada terá a ver com armas, as quais são coisas terríveis, pois posso ser um homem perfeitamente viril e, ao mesmo tempo, pacífico, no modo como certos homens têm a capacidade de se tornar perfeitos cavalheiros, gentis, civilizados. Um grande sapo ecoa nos Céus caóticos, e tudo parece ser uma guerra entre divindades. O sapo é a Vida, e Biologia, num ser que representa o intermédio entre peixes e répteis, no galgar evolutivo da Vida, esta preciosidade a qual ainda não foi detectada fora da Terra (oficialmente).
Acima, título não informado na referência bibliográfica (4). O cão aqui está absolutamente alerta, bem treinado, como os cães farejadores treinados para detectar drogas em bagagens de aeroportos. O ambiente aqui é selvagem, no meio do mato, e podemos ouvir os sons da mata, como grilos e pássaros, numa espécie de “Disneylândia” para o cachorros, os quais ficam tão excitados com tantos odores e estímulos sensoriais. O cão aqui é um membro de uma equipe militar, num bicho tão condicionado à Vida Humana, domesticado, na vitória da domesticação sobre a selvageria de animais letais como lobos. O cão aqui é a lealdade, a amizade, o companheirismo, como numa frase que ouvi certa vez: “Às vezes, tudo o que resta na vida de um homem é o seu cachorro”. O cão é este vínculo afetivo, com pobres animais abandonados na Rua, jogados à própria sorte, mal sabendo se vão comer naquele dia, com pessoas atenciosas ao ponto de dispor na calçada pratos com ração, para alimentar cães sem dono, sem sorte e sem lar, como numa pessoa solitária, carente, vagando pelo Mundo, “derretendo-se” para qualquer um que lhe dê alguma atenção, como numa pessoa cercada por amizades fúteis, as quais não aplacam no indivíduo tal sentimento de solidão, pois que amigo é este pelo qual não me sinto existencialmente acompanhado? O cão tem um colar de identificação, militar, como nas terríveis tatuagens de prisioneiros do Holocausto, reduzindo seres humanos a animais num abatedouro, nas arrebatadoras cenas de A Lista de Schindler, com esteiras cheias de corpos carbonizados, executados como peixes num açude, num momento em que o Ser Humano se encarregou de ser o mais cruel possível – nada mais humano do que ser desumano... O cão aqui parece ouvir um sinal auditivo do dono, como num assobio, havendo no cão tal disciplina, num ser que nunca reclama da Vida, ao contrário de uma pessoa com pena de si mesma, a qual não toma atitude alguma para sair do fundo de poço existencial – nunca ouvimos falar que Deus ajuda a quem se ajuda? A mata aqui é um cenário misterioso, talvez cheio de armadilhas, na completa lei da selva, nas leis naturais da Cadeia Alimentar, com animais sendo comidos por outros animais, nada diferente do que um churrasco para seres humanos; nada diferente do que usar uma jaqueta de couro. O cão é a rígida disciplina militar, remetendo ao formidável Recruta Zero, o recruta preguiçoso que é perseguido por seu superior dentro do quartel, num personagem preguiçoso e tão humano, nesses gostosos pecadinhos capitais, como comer um belo negrinho de panela ou tomar um bom cálice de vinho, na culpa que pode existir em cima de pecadinhos tão inofensivos e tão humanos. Aqui é como uma pessoa perdida na selva, no mato, perdida existencialmente, numa enorme falta de Norte e de noção, no prostrante sentimento de desnorteamento, numa pessoa que simplesmente não sabe o que fazer, precisando desesperadamente do auxílio de um psicoterapeuta, do olhar frio de um terapeuta que mostre os caminhos e a seguir, mas como posso ser ajudado se não quero enfrentar o “bicho de frente”? O cão é a amizade, naqueles amigões que tanto amamos, no fato de que nem sempre a Vida permite que vejamos tais amigos com frequência, no modo como, na vida adulta, os moldes infantis e adolescentes de amizade se tornam relacionamentos, com amigões que, ao vermos depois de anos sem vê-los, parece que os vimos ontem pela última vez! O cachorro é a vontade de encontrar a saída para tal labirinto, farejando instintivamente, numa pessoa que percebeu que o indivíduo tem que ser autodidata, encontrando por si mesmo um caminho, no modo como não há livro ou faculdade que nos ensine a brilhar – é todo um instinto, um talento nato, na ação de uma pessoa que tem vontade de vencer. O cachorro aqui é a atenção e a concentração, num aluno aplicado, completamente concentrado na prova, na avaliação, como numa colega que tive, a qual, simplesmente, não tirava notas abaixo de nove vírgula cinco.
Acima, título não informado na referência bibliográfica (5). Aqui temos toda a irreverência da MTV, a Music Television que surgiu nos EUA nos anos 80 e revolucionou a forma jovem de ver TV, numa linguagem informal e jovial, conquistando a simpatia do público jovem, numa explosão de cores e intervenções artísticas, com clipes vibrantes e inovadores, inacreditáveis, lançando modas e endeusando os ídolos da garotada, com VJs com os quais os jovens se identificam, apresentadores que vendem os fonogramas ilustrados pelos clipes, havendo nos próprios clipes também uma revolução, nas comoções do Pop e do Rock, com programas que agradam todas as tribos e gostos dos jovens. A MTV só chegou ao Brasil no início dos anos 90, trazendo toda essa linguagem despojada e informal, muito distante da sisudez e da seriedade adulta dos professores desses jovens, num universo só da garotada, gerando um filão mercadológico – a cultura jovem. Aqui neste quadro de Nathan Fox temos vários elementos que são parte do cotidiano do adolescente, na idade em que o jovem se identifica enormemente com os amigos, no hábito adolescente de deixar a própria família sempre em segundo plano, na contradição do adolescente, o qual não de identifica nem com o mundo das crianças, nem com o mundo dos adultos, num adolescente que quer crescer mas, ao mesmo tempo, não quer ser chato como um adulto – é como um galeto: nem pinto, nem frango adulto. O astronauta aqui é uma conquista, como no boom das Navegações, e aqui vemos que a gravidade é zero, num universo exclusivo aos que querem música jovem, muito longe de música erudita, por exemplo, e longe da sofisticação adulta de mestres da MPB como Marisa Monte. A bandeira aqui deve ser fincada na Lua, no ato americano de conquista, como na cena do filme do Super Homem na Lua, recolocando no lugar a bandeira americana que fora tirada pelos vilões do filme, nesta enorme capacidade patriótica do americano, absolutamente cheio de orgulho de seu próprio país. Esta bandeira é agressiva e abrasiva, pois é pontuda na base, tal qual um palito ou uma agulha, numa terrível e dolorosa injeção, no topo fálico de um Empire State Building, na capacidade de astros Pop e Rock em entrar no mercado de tal forma agressiva, como num implacável Eminem, acostumado a mostrar ao Mundo ambos os dedos médios, nessa forma do jovem de adquirir tal agressividade contestadora e enfrentadora, numa rebeldia típica da idade, identificando-se com a agressividade de tais astros da Música. É o modo como, no Mercado Fonográfico, a agressividade e a competitividade são altamente necessárias, num artista que sabe que tem que ser muito ousado e competente se quiser obter sucesso nesta “selva” de competição, com tantas divas maravilhosas competindo pela atenção da garotada. A moça astronauta aqui tem o cabelo colorido, irreverente, alegre e jovial, tão longe de sisudos grisalhos, na liberdade de cada pessoa de ter o que cabelo que bem entender, pois não devemos respeitar o estilo de cada um? Os tênis da moça aqui representam tal mercado, com roupas jovens e despojadas, longe de sisudos CEOs em ternos escuros e gravatas disciplinadas, e todo o universo jovem tem tal sinergia, com a força avassaladora da Internet, numa geração que não faz ideia de como foi a Era da Tecnologia Analógica, no galgar implacável dos tempos, no modo como a própria MTV teve que se reinventar, e reinventar-se constantemente, para sempre merecer a atenção do público jovem, no modo como quarentões como eu se identificam com a MTV de outrora, e não com a MTV de hoje. Este mastro pontudo é a agressividade capitalista americana, no que o formidável LF Veríssimo classificou como “O Império da Língua Inglesa” – e não é verdade? Aqui temos uma explosão sensorial, como num clipe varrendo o Mundo e as percepções da garotada, na construção de ídolos de uma geração, como na geração Lady Gaga que está vindo aí – o novo sempre vem.
Acima, título não informado na referência bibliográfica (6). Esta ilustração remete a uma atração de um dos parques da Disney na Flórida, a Space Mountain, que nada mais é do que uma montanha russa no escuro, nessas atrações arrebatadoras de tais parques, em experiências de Vida de diversão enorme, inesquecível, emocionante, com experiências que mexem com o emotivo da pessoa. Aqui remete aos jogos de Inverno com atletas ou veículos deslizando o mais rápido possível por tais rampas curvilíneas. O cenário aqui é todo futurista, como num autorama do futuro, remetendo aos formidáveis desenhos animados de Os Jetsons, num estilo de vida futurista que não é capaz de aniquilar a universalidade dos problemas humanos, com personagens que, apesar de cercados de alta tecnologia futurista, encontram-se em meio a dilemas atemporais humanos, como num pai de família oprimido por um patrão implacável e exigente, na universalidade das castas sociais, essas pirâmides hierárquicas que são cópias grotescas na hierarquia espiritual, a qual gira em torno de apuro moral, e não de dinheiro. Aqui temos a velocidade de uma mente ágil, evoluída, nas enormes abreviações e facilitações proporcionadas pelo Pensamento Racional, com o desafio de equações sendo resolvidas, no injusto asco que a maioria dos alunos tem em relação à Matemática, esta beleza fria que é uma das provas de Tao, o Pensamento Lógico, no modo como a Vida não teria sentido sem a inacreditável Vida Eterna, este poder imensurável, incabível, no poderoso modo como sempre viveremos, num poder tão grande que não cabe na cabecinha humana. Podemos ouvir aqui os zunidos deste vaivém, numa competição, conquistando altos níveis de audiência televisiva, num Brasil que simplesmente pára em dias de jogos da Seleção Brasileira em copas do Mundo, numa união que, infelizmente, só dura o tempo da partida, e, após esta, o Ser Humano volta ao seu usual egoísmo e individualismo, pois que vida é esta na qual não ajudo pessoa alguma? Pois caridade não é esmola, a qual “mima” o indigente; caridade é “dar um empurrãozinho” a um amigo que está precisando de uma mão. Aqui temos um jogo complexo e sofisticado de pistas, num entremeio, como vísceras se enrolando e formando complexos formigueiros, na sofisticação de uma mente simples, pois, já ouvi dizer, a Simplicidade é o mais alto grau de sofisticação, assim como Tao, o limpo, o essencial, o imprescindível, no modo como não canso de citar a beleza minimalista da bandeira nacional japonesa, com brumas brancas envolvendo o ardente sol rubro oriental nascente. Aqui vemos bolas de neve rolando, no termo “efeito bola de neve”, ou seja, um estímulo inicial para que haja um crescimento, como no famoso caso das gêmeas na Festa da Uva, uma desfilando no lugar da outra sem que ninguém tivesse percebido, num caso que só foi revelado pelas mães da meninas, tempos depois, resultando num boom de fofoca inimaginável. Os atletas aqui são blindados, racionais, protegidos como um tanque de Guerra, na arrebatadora cena de um manifestante deitando em frente a um tanque, desafiando este a cometer homicídio. Aqui, o Céu noturno está salpicado de estrelas, como grãos de sal espalhado, num Universo inimaginavelmente vasto, fazendo da singela Terra um mero grãozinho de pó num ambiente tão grandioso, no modo como a Arte busca imitar tal grandiosidade, em artistas empenhados em ser excepcionais, fazendo com que o Mundo “babe” perante tais intervenções artísticas, na onipotente voz de Deus, esta figura que remete a um patriarca, trazendo o preconceito patriarcal no qual a mulher é eternamente um ator coadjuvante, subestimado e diminuído, como jornalistas que chegam no set de filmagem e sequer olham para anônimo o ator coadjuvante ali. Aqui temos um design futurista, como na simplicidade de Niemeyer, como na simplicidade da arte egípcia antiga, com formas tão simples como as pirâmides, no modo como, na História da Humanidade, impérios ascendem e descendem, na eterna fogueira das vaidades humanas, na sombria fraqueza do Ser Humano perante o Anel do Poder. Aqui temos um complexo de jogos numa competição excitante.
Referência bibliográfica:
Nathan Fox. Disponível em: <www.ba-reps.com/illustrators>. Acesso em: 30 jun. 2021.






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