quarta-feira, 20 de agosto de 2025

aBSurdamente talentoso (Parte 10 de 10)

 

 

Falo pela décima e última vez sobre o pintor italiano Bernardo Strozzi. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Santa Verônica. Aqui é a dramática imagem da santa secando o sangue da face de Jesus quando Ele foi encaminhado à cruel crucificação, numa imagem tão poderosa, que persiste no tempo, com todos os ramos de Cristianismo, no homem mais famoso da História, ao ponto de se tornar o centro sobrenatural desta, no modo como eu mesmo tenho todo um lado cristão, estudando inclusive em colégios católicos, com aulas de Ensino Religioso. A santa olha para o Céu, inclinando-se na promessa do Reino dos Céus, a promessa de Jesus, no modo como as catástrofes naturais são a prova de que é a Terra imperfeita o que tenta imitar o Céu perfeito, no modo como tudo na Terra gira em torno de saúde, havendo lá em cima plena saúde, no caminho do Amor Incondicional, que é amar sem fazer cobranças de retorno, no modo como eu mesmo amo um certo sociopata, mas uma pessoa que tive que extirpar de meu ciclo social, por medidas de segurança, e esse sociopata passará por muitas vidas depuradoras, tornando-se finalmente um espírito de luz e bondade; de paz, como o Neo de Matrix, querendo sempre paz, sacrificando-se para salvar a Humanidade, no papel de Jesus de ser tal salvador, libertando o Mundo com palavras de luz e amor, com tudo se reduzindo a amor, numa grande família, na deliciosa sensação de lar e de pertencimento que temos no Céu, ao desencarnarmos. O pé descalço é a simplicidade, pois quanto mais classe e simplicidade tenho, menos controle viso obter, no caminho autodidata, pois não há livro ou faculdade que nos ensine simplicidade, nas sábias palavras de da Vinci: “A simplicidade é o mais elevado grau de sofisticação”, no caminho da pureza e da limpeza, num revigorante banho, como certos espíritos que são retirado do Umbral e guiados por um anjo da guarda num banho num banheiro ensolarado, no poder da luz e da limpeza, nos incessantes trabalho de gari, varrendo nossas ruas, no modo como o menor trabalho pode contar e ser significante, como uma certa psiquiatra recentemente falecida, a qual levou uma vida nobre e produtiva, guiando os que tinham problemas espirituais, uma senhora que voltou de cabeça erguida ao Plano Superior, num clima de missão cumprida, numa pessoa totalmente consciente de seu próprio desencarne, neste glorioso dia de libertação, ao contrário do sociopata, identificado com a matéria, com o físico, na loucura de um prisioneiro que não quer sair da prisão. O pano branco é a purificação, em rituais diários de limpeza e higiene, num trabalho de Maria, limpando uma casa, numa vida sem identidade, como uma certa mulher, a qual abandonou a carreira para se tornar mãe, esposa e dona de casa, num desperdício, como Grace Kelly, abandonando uma carreira brilhante para se tornar dona de casa, numa enfadonha vida de princesa, nada tendo de concreto a fazer de seus dias na Terra, nas palavras de um certo senhor, cuja inteligência respeito: “Mulher que casar! Se tiver carreira e filhos, melhor, do contrário, está casada!”. O pano branco contrasta com tal fundo negro, no céu negro sobre a cruz, num momento em que Jesus se sentiu abandonado: “Senhor, por que me abandonaste?”. São as provações de fé, como entrar num centro espírita, pois neste temos que entrar com fé, pois, do contrário, a visita não renderá frutos. Falando em fruto, remete ao mote da próxima edição da Festa da Uva de Caxias do Sul: “O fruto do sonho imigrante”, uma frase poderosa, para um cartaz não tão poderoso, com afigura patriarcal do colono italiano, no homem sempre acima da mulher, enfurecendo as feministas, como na personagem Chiquinha do seriadão Chaves, invadindo o campo de jogo de futebol americano e igualando-se aos meninos, na figura machista da líder de torcida, girando em torno do que importa, que é o jogo dos homens, no misógino termo “vaca de presépio”, relegando a mulher a uma vida de insignificância, sempre girando em torno de um homem, no modo como as freiras têm que acatar o Papa, ou no modo como nos filmes pornôs apenas ao homem é permitido ter orgasmo. A santa aqui veste roupas majestosas, de rainha, em tecidos finos, ao contrário da mulher pobre que de fato a santa foi, havendo no Plano Superior tecidos finos e vaporosos, mais finos do que qualquer tecido sobre a face da Terra, no continuum entre luz, luxo e leveza.

 


Acima, Santos Roque e Sebastião. As dolorosas flechas são como críticas, em pessoas tão alvejadas, criticadas, pagando um preço alto pela ousadia provocadora, no modo patriarcal de criticar mulheres independentes, as quais são mal vistas pela sociedade, no machismo do harém: Um homem pode ter várias mulheres; uma mulher pode ter apenas um marido. É no uso da mulher como moeda de troca, num pai negociando o casamento da própria filha, no perturbador quadro de incesto no Egito Antigo, como no célebre Tutancâmon, casando-se com sua própria meia irmã, a qual deu a luz a natimortos, algo que o egípcio antigo acreditava ser a vontade dos deuses, nesses casamentos arranjados de realeza, como um certo senhor, o qual foi forçado a namorar e casar com uma mulher, um senhor que passou a não mais aceitar não ser dono e senhor de si mesmo, fazendo essa coisa tão saudável, que é mandar o Mundo à merda, com o perdão do termo chulo, pois tenho que ser dono e senhor de mim mesmo, como um certo senhor de realeza, sacrificando-se com um casamento o qual não traz lá muita alegria a tal senhor, fazendo das famílias de realeza algo tão belo e, ao mesmo tempo, obtuso – não sei se ser um príncipe é lá muito bom... Os santos aqui inclinam-se aos Céus, buscando Deus e Jesus, o metafísico, o qual reina sobre o físico, na noção espírita de que matéria é nada e de que pensamento é tudo, havendo Deus, que é o infinito, a Vida Eterna, no poderosíssimo modo como nunca findaremos, um absurdo de poder, algo inconcebível à limitada mente humana, na incapacidade de contemplarmos a infinita totalidade do Universo, com galáxias tão distantes cuja luz ainda não nos chegou na Terra, no termo “Universo observável”, nas tecnologias humanas ainda tão longe de avanços imensuráveis, como viajar pelo Cosmos numa velocidade maior do que a da luz. A nudez do santo é a exposição, a vulnerabilidade, como numa inocente praia de nudismo, na nudez antes da Serpente da Malícia do Éden, chegando a malícia, com Adão e Eva cobrindo o sexo, como em certas pinturas no Vaticano, com panos tapando os sexos de figuras pintadas primordialmente nuas, na inocente genitália do Adão de Michelangelo, uma genitália de menininho, na inocência de chafarizes com menininhos urinando água na fonte, remetendo a uma grande controvérsia que certa vez causou uma ensaio fotográfico num certo jornal, com inocentes criancinhas nuas, mas, ao lado, um garotão nu, num ensaio tão polêmico, ao ponto de tal jornal, depois desse episódio, nunca mais fazer editorias de moda. É como uma pessoa sociopata, a qual vai à Tailândia para fazer turismo sexual, numa vida girando em torno de sexo, num espírito tão identificado com a matéria, com a carne, com o físico, incapaz de compreender a infinitude do pensamento, como na letra de uma canção escrita pelo mestre Chespirito: “A juventude que nunca morrerá!”. O cachorro é a adorável fidelidade, no bichinho que faz uma festa quando chegamos em casa, numa vida trabalhosa e onerosa, no ato de levar para passear diariamente o bicho, catando o cocô deste com um saco plástico, ou como no preço de banhos e tosas em petshops, ou como medicar o bicho quando necessário, como eu tive que certa vez medicar um cão que teve verminose. O cajado aqui é tal símbolo fálico de patriarcado, numa firmeza, como no poderoso cajado de Moisés, na célebre cena de filme em que o cajado, ao tocar o rio Nilo, transforma este num rio de sangue, trazendo desalento a todo o poderoso Império Egípcio, no modo como as potências ascendem e descendem, em egos que aparecem e desaparecem, como no Showbusiness, com artistas que têm momentos de fama, mas artistas que acabam desaparecendo, como um certo senhor, o qual abandonou a carreira de ator para se tornar advogado, e cabe a mim respeitar, pois a vida não é minha – é tão difícil assim respeitar os outros? O traje rubro é o sangue, a vida que tanto seduz o vampiro, pois vampiros existem, só que, no lugar de sugar sangue, sugam almas, portando, cuide-se, meu irmão! O fundo negro é o imprevisível, no modo como as coisas nunca acontecem do jeitinho como esperávamos.

 


Acima, São Carlos Borromeo. A tiara de cardeal é o poder, no poder que emana do Vaticano, remetendo aos tempos medievais, nos quais o Vaticano era absolutamente tudo na Europa, chegando à transgressão protestante, num choque entre crenças na Europa, chegando à cruel Contrarreforma, queimando pessoas vivas em fogueiras, em figuras tão amedrontadoras e odiosas como Maria Tudor, merecendo o título de “A Sanguinolenta”. A sutil e discreta aureola é a divindade em oposição ao mundano, ao vulgar, ao comum, ao ordinário, como uma pessoa que acaba como ator/atriz pornô, crendo que não tem escolha e que deve fazer tais filmes que fazem do sexo um leilão. O santo aqui pede misericórdia, curvando-se perante o metafísico, num ato de humildade, na questão taoista de “curva-te e reinarás!”, como uma certa popstar, homenageando outra grande artista, na ironia de metalinguagem – estrela falando de estrela. O pé descalço é tal simplicidade, como nos elegantes pés descalços da Galadriel de Tolkien, numa beleza fria, glacial, matemática, na beleza lógica dos números, no caminho da lógica dos números, na lógica de que a Vida não teria razão sem a Vida Eterna, pois não haveria sentido numa vida que acaba com o desencarne, no embate entre ciência e fé, na incapacidade do psicoterapeuta em crer na vida pós encarnação, no modo como nenhum tipo de radicalismo é saudável, como Marx rechaçava os radicalismos religiosos, como por exemplo um católico o qual tem aversão ao Espiritismo, um católico já falecido, e eu gostaria de dizer a este: “Se quiser, há plenas possibilidades de você reencarnar na Terra numa vida de novos aprendizados – viu como os espíritas não estavam errados?”. É como disse uma amiga minha freira: “Os católicos respeitam os espíritas!”. A corda no pescoço é a finitude, uma sentença de morte que invariavelmente chega, como boletos de IPTU chegando pelo correio. É o fim de vida trágico de pessoas tiranas e arrogantes, num Saddam oficialmente executado, um senhor que estava a habituado a ser dono e senhor de tudo e todos, em palavras arrogantes como: “Não estou pedindo; estou mandando!”. É como Obama, autorizando a execução de Bin Laden, um dos homens mais infames da História do Homo Sapiens, na questão taoista: Sempre que for feita uma execução, tem que ser feita oficialmente, pois, do contrário, a justiça feita com as próprias mãos só banhará de sangue sua mão! O altar é o ato de se curvar em respeito num templo católico, curvando-se me humildade perante o poder metafísico de Jesus, um homem que tanto odiava as guerras, mas um homem o qual, apesar da perfeição moral, não soube sanar os problemas do Mundo, como as guerras, as quais ainda correm soltas pelo Mundo, numa Rússia ambiciosa, querendo aniquilar a Ucrânia, em homens de raso apuro moral, um rei que nunca está feliz dentro de seu próprio reino, na questão taoista: Se você não está o tempo todo querendo, você pode ter paz! Ou seja, a ambição é inimiga da paz, e Jesus, na sua simplicidade, nunca quis possuir o Mundo, pois aquele que nada quer, tudo obtém. A tiara de cardeal está numa confortável almofada, que são os luxos e privilégios de tal atividade, em vidas de rei, com casa, comida e roupa lavada, como um certo senhor padre, numa vida confortável, na carreira religiosa, tendo que ter a criatividade para fazer sermões diferentes todos os dias, no termo popular “Matar um leão por dia”, um senhor pelo qual torço, talvez um dia poder cardeal e, mais além, ser o primeiro papa brasileiro da História! A fundo, temos resquícios de Renascença, com os arcos e a perspectiva, numa vista de liberdade e beleza, num reino pacífico, como nas cordatas nações escandinavas, nobres, de Primeiro Mundo, nações que sabem da importância de se gerar cultura erudita e civilizatória, como na premiação do Nobel, ao contrário do Brasil, o qual carece desesperadamente de tal Cultura Erudita, nos heroicos esforços de nossos professores, os quais são importantes em cada fase do aluno.

 


Acima, São Francisco de Assis adorando o Crucifixo. Aqui é ironia de metalinguagem, pois é a devoção do santo por Jesus falada pela devoção de Strozzi por cenas sacras, num artista tão religioso, provavelmente adorado pelo Vaticano. A cabeça iluminada é o esclarecimento, como fazer contato metafísico com um ente querido já falecido, com tudo ocorrendo dentro da cabeça, pois o coração é traiçoeiro, e quem faz escolhas ouvindo o coração, toma no cu, com o perdão do termo chulo, no sofrimento das paixões, fazendo metáfora coma a dantesca Crucificação, num homem tão humilhado e agredido, ressuscitando depois na fé das pessoas, até o Império Romano aposentar o paganismo tradicional e aderir ao Cristianismo – não há deuses, mas nossos irmãos depurados, que nos regem, na hierarquia espiritual, a qual ocorre girando em torno de apuro moral. A caveira é a finitude, o desencarne que chegará, sendo só questão de tempo, remetendo ao Castelo de Grayskull do universo de He-Man, no Castelo da Caveira Cinzenta, que é o Mal mortificado, vencido, neutralizado, no caminho espírita da mortificação, no ponto da pessoa parar de pensar em bobagens e ater-se ao que é importante, no crescimento de Oscar Schindler, um playboyzinho fútil que acaba se compadecendo com as dores dos que eram cruelmente perseguidos pelo Nazismo, na capacidade de um sociopata em tomar controle de estados inteiros, como certa vez no Brasil, um senhor que é um sociopata de marca maior, na capacidade do sociopata em manipular e enganar as pessoas, ganhando votos em eleições. Nas mãos do santo, os furos dos pregos da Cruz, na bobagem de certas pessoas em se submeter a uma crucificação de fato, uma martirização desnecessária, na recomendação espírita: Mortifique o espírito, não o corpo! É como num controverso clipe de Madonna, cheio de referências religiosas, numa diva muito religiosa, numa parte do clipe em que as mãos dela têm tais furos, ou noutra parte do clipe com cruzes ardentes da KKK, um clipe que assustou a Pepsi, a qual estava por financiar uma turnê mundial do álbum da diva, uma turnê que foi cancelada pela própria Pepsi, com esta temendo que tal clipe contundente pudesse prejudicar mercadologicamente a Pepsi, um cancelamento que deve ter sido um tanto frustrante para a estrela pop – todos nós tomamos tombos! O traje de monge aqui é tal dedicação à carreira religiosa, como num filme com Audrey Hepburn, em que a diva interpreta uma moça a qual, ao se tornar freira, decepciona-se com tal vida, deixando a ordem no final do filme, nessas frustrações da Vida, como um certo ator, o qual abandonou tal carreira para se tornar advogado, no modo como todos temos o direito de sonhar com uma vida melhor, como Ronald Reagan, um ator que acabou enveredando para a Política. A dor na Cruz são as inevitáveis dores da Vida, a qual dói em todos nós, na diferença residindo se sofremos ou não por tais dores, no modo como as dores podem ser até engraçadas, como num fisiculturista sendo entrevistado certa vez por Fernando Gabeira: “Vida de fisiculturista é sofrimento!”, na atividade dolorosa é puxar ferro em academias, numa atividade que pouco exige de nosso cérebro, podendo se revelar algo tão tedioso, resultando em homens que simplesmente não têm mais para onde expandir massa muscular. Os braços abertos do santo são tal receptividade, numa pessoa bem resolvida, que vive de braços abertos ao Mundo, aceitando e respeitando as pessoas do jeito que essas são, no modo como respeito pode ser algo bem simples e fácil: A vida de outrem não é minha, ou seja, cabe-me puramente respeitar, nas palavras de Barbra ao final de um pomposo concerto: “Somos iguais, mas não os mesmos!”. É o poder do paradigma democrático, iniciando com o violento golpe de estado que foi a Revolução Francesa, com tudo acontecendo a partir do preço do pão, num rei sol isolado em uma vidinha de privilégios e futilidades – o líder que se afasta de seu próprio povo deixa de ser líder. O traje marrom escuro é tal discrição, na discrição do preto, das cores sóbrias e escuras, em contraste com a alegria carnavalesca, na qual, quanto mais colorido, melhor, na sedução multicolorida de lustres de cristal, em salões tão elegantes, cheios de gente fina.

 


Acima, São Sebastião Curado pelas Santas Mulheres. Aqui é um pouco parecido com a Crucificação, como em santos martirizados, os quais morreram pela Santa Sé. O santo pede por misericórdia, erguendo os braços ao céu, com os anjos do Senhor cantando, no modo como não existem anjos, mas nossos irmãos depurados, espíritos de luz, bondade e perfume, e suas asas fazem metáfora com a gloriosa liberdade dos desencarnados, num Plano Superior no qual não existem os problemas de saúde nas pessoas encarnadas na Terra, no modo como na Terra tudo gira em torno de saúde, seja mental ou física, no nobre trabalho de psiquiatra, que é auxiliar os que têm tais problemas espirituais, na missão de vida do psiquiatra, que é guiar as pessoas, no papel do terapeuta em nos mostrar as coisas do modo mais realista e frio possível, sempre ouvindo a cabeça, nunca o traiçoeiro coração, o qual pode nos trazer tanto sofrimento, como uma certa pessoa que conheci certa vez, uma pessoa tão sofrida, submetida aos caprichos tempestuosos do coração, no modo como um casamento tem que ter todo um lado racional, com pessoas que se juntam como numa sociedade, como sócios numa empresa, havendo a desnecessidade do casamento no Plano Superior, nas palavras do padre no casório: “Até que a morte os separe!”. As mulheres aqui tentam auxiliar e libertar o santo, num trabalho de auxílio e guia, como num mapa nos orientando, como no papel do anjo da guarda, sempre querendo nos colocar no melhor caminho, no privilégio que tive em conhecer uma pessoa extremamente especial, uma pessoa de luz, que me ensinou que podemos ser felizes com pouco, na memória de infância que tenho de um pôster, com as palavras: “A maior riqueza é se contentar com pouco”, como nas crianças, as quais se contentam com pouco, ao contrário do sisudo adulto, o qual é cheio de critérios e exigências, como certa vez falou um pai, o qual narrou que, numa noite de Natal, as crianças, ao receberem seus presentes, divertiam-se mais com as fitas dos pacotes, na lição de simplicidade que as crianças nos ensinam, numa pureza cristã: “Vinde a mim as criancinhas, pois delas é o Reino dos Céus!”, e é só com simplicidade que se entra no Céu, havendo no Umbral a dimensão dos revoltados, como um príncipe que não sabe que é filho de um Rei Supremo, que é o infinito, no poder imensurável da Vida eterna, como nunca cessaremos, e isso não é poder demais? O santo aqui é belo e atlético, como na beleza do corpo de Jesus na cruz, na busca de um corpo bonito em academias, até chegar num ponto da pessoa fazer questão de mostrar o próprio corpo, no resultado de seu esforço, dedicação e dor numa academia, na simples questão: De que adianta Luizinho ter corpo se Luizinho não pode mostrar? Mas, sinto em dizer, aparência física não é tudo, como uma certa senhora, a qual se deixou guiar pelo coração, trazendo para sua vida um rapaz belo e atlético, mas um rapaz que se revelou um sociopata – temos que aprender a olhar dentro das pessoas! É no jogo de contraste entre beleza óbvia e vulgar e beleza sutil e discreta. A flecha então penetra dolorosamente, como críticas dolorosas sendo feitas, como alfinetadas, na picadinha de uma vacina, nos esforços científicos para estabelecer a importância de várias vacinas contra enfermidades diversas, remetendo à irresponsabilidade de uma certa pessoa, dizendo ser uma piada a vacina para uma certa doença, no modo como nunca canso de dizer: Ignore os ignorantes! As flechadas são críticas a certos artistas, como num Michael Jackson, acusado de pedofilia, um homem cujo comportamento excêntrico causava perplexidade, num pobre homem que simplesmente não teve infância, obrigado por um pai tirano a trabalhar arduamente desde pequeno, como uma certa senhora, a qual, adulta, brincava com brinquedos de criança. O corpo bonito é uma herança renascentista, quando a Europa se abriu para a Antiguidade Clássica, como na Grécia com seus deuses lindos, na beleza inabalável metafísica.

 


Acima, São Secundus e anjo. A armadura é um resguardo e uma proteção, como numa pessoa hiperagressiva, como um rapper, num gênero musical tão machista e homofóbico, como um certo rapper, sempre mandando os outros se foder, com o perdão do termo chulo, num homem triste, o qual nunca foi visto sorrindo em público, num homem carrancudo, como um certo senhor músico de heavy metal, sempre com cara de mau nas fotos, fechado, seríssimo, ao contrário de homens carismáticos como Tom Cruise, sempre sorrindo, no primeiríssimo escalão hollywoodiano: Uns se tornam estrelões que marcam épocas e gerações, marcando a História da Sétima Arte; outros, nem tanto, numa espécie de hierarquia no panteão, como no universo de super heróis, com uns acima dos outros. O santo e o anjo olham para cima, em elevação, buscando inspiração, numa pessoa buscando inspiração para lançar seu próximo trabalho, num trabalho de reinvenção, num artista que vai sobrevivendo a décadas de carreira, ao contrário de artistas como Cindy Lauper, a qual vive até hoje nos anos 1980, incapaz de injetar material novo na praça, só tendo pertinência para quem foi jovem em tal época, uma Cindy que pouco significa para quem nasceu depois de tal década, como nesta meninada que nasceu nos anos 2000 ou 2010. O anjo é bem andrógino, e não podemos saber se é homem ou mulher, no modo como o espírito não tem sexo ou sexualidade, pois a sexualidade é algo que fica aniquilado no desencarne, como tirar uma roupa e a devolver, ou como a serpente trocando de pele, em atos de renovação, num artista que tem a força e o realismo de traçar novos momentos na carreira, em sobreviventes como Cher, como baratas, as quais sobrevivem a hecatombes nucleares, num caminho de força e persistência, num artista que sabe que, se parar, vai virar “peça de museu”, no modo como já vimos tantas estrelas aparecendo e desaparecendo, no modo como a Mídia pode fazer disparates, fazendo promessas que não acabam de cumprindo, como na capa de uma certa revista, há décadas, anunciando uma artista com a manchete: “Cuide-se Madonna, pois aí vem ‘Fulana’”. Hoje, muitos anos depois, nada sabemos de tal promessa. A pena aqui é a caneta, a erudição, no termo “A caneta é mais poderosa do que a espada”, no ponto decisivo e civilizatório que foi a chegada da Escrita, trazendo civilizações, no ponto das tradições não mais serem transmitidas oralmente, no acúmulo de conhecimento, em sofisticações de sondas espaciais enviadas planeta solar afora, nessa sede humana por conhecimento, remetendo a um certo pseudointelectual, o qual não respeita a Ciência, os remédios, as vacinas, os avanços, as tecnologias, enfim, o Mundo, um senhor que me decepcionou, pois, ao eu ler um de seus livros, esperei encontrar consonância com a sabedoria de Tao, algo que não encontrei, permanecendo Tao tão atual, mesmo tendo sido escrito há milênios! No fundo, a negritude barroca contrasta com uma janela de um dia bonito, num dia de libertação, glorioso, num Céu de Brigadeiro, em pequenos e simples prazeres, como olhar para tal céu azul, encher os pulmões de ar e agradecer a Deus pela Vida. O homem aqui é jovem, não um idoso, na juventude de Jesus na Cruz – jovem e vigoroso, porém adulto e maduro, como na idade do Batman de Burton, do ano de 1989, num filme tão bem sucedido, num genial Jack Nicholson, num Coringa arrebatador, digno de um grande blockbuster, na decepção que foi o tomo seguinte de Burton, que foi Batman – o Retorno, um filme esquecível, com exceção da Mulhergato suprema da deusa Michelle Pfeiffer. As figuras aqui estão sendo guiadas por algo superior, como numa aula com o professor, na missão de guiar as mentes dos alunos, numa profissão que pode ser um pouquinho frustrante, pois há alunos bons e há alunos ruins, como nas palavras de uma certa professora que tive na faculdade, dizendo aos maus alunos: “Vocês nada estão ouvindo do que estou falando aqui!”. O santo aqui está passando por uma transformação de percepção, aprendendo a diferença entre caneta e espada.

 

Referências bibliográficas:

 

Bernardo Strozzi. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 11 jun. 2025.

Bernardo Strozzi. Disponível em: <www.meisterdrucke.pt>. Acesso em: 11 jun. 2025.

Bernardo Strozzi. Disponível em: <www.pt.wikipedia.org>. Acesso em: 11 jun. 2025.

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