Falo pela oitava vez sobre o pintor italiano Bernardo Strozzi. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, O dinheiro do tributo. A aureola é o indicativo de divindade, de superioridade moral, na hierarquia espiritual – os mais depurados regem os menos. Jesus é este grande senhor entre homens, e nenhum outro ser humano marcou tanto a História do Mundo, no título de um filme sobre Ele: Rei dos reis, assim como Zeus é o rei dos deuses gregos, na figura patriarcal, em Adão à imagem de Deus, na perfeição do masculino frente a Eva, a qual trouxe a miséria ao Mundo, enfurecendo as feministas, as elites intelectuais que pensam contra os poderosos ventos patriarcais, na coragem de se pensar contra o óbvio, remetendo à burca, sempre oprimindo a mulher, numa mulher que tem que pertencer a um homem, no modo como as freiras pertencem ao Papa, no divertido modo como padres e freiras vivem em esferas diferentes, com eles num lado e elas no outro, como na Grécia Antiga, com homens e mulheres vivendo em planos diferentes. O traje rubro de Jesus é o sangue derramado na crucificação, num homem que foi tão mal compreendido em vida, oficialmente processado pelo código penal romano, nos inúmeros egos que ascenderam e descenderam na História da Humanidade, e Jesus permanece em sua divindade, em sua simplicidade, pois a simplicidade é o mais elevado grau de sofisticação, no modo como a vida é boa quando é simples, como curtir um companheiro ou companheira, desfrutando da vida com simplicidade, nos versos de uma canção do imortal Tim Maia: “Quando a gente ama, não pensa em dinheiro – só se quer amar!”. No modo como uma pessoa extraespecial me ensinou que podemos ser felizes com pouco, na noção espírita: Você não faz ideia a que nível ficam reduzidos os que são considerados felizes na Terra, ou seja, os ganhadores da Loteria, como num certo senhor vencedor de tal prêmio, tendo pessoas que se aproximaram dessa pessoa por puro interesse; não por amizade – sim, ter dinheiro parece ser divino, mas não é, meu irmão. A forte e sólida coluna ao fundo é o sedimento da palavra de Jesus, num tesouro metafísico, de puro pensamento, na noção espírita de que matéria é nada e pensamento é tudo, pois o Plano Superior é puro pensamento, livre das paixões e sofrimentos da matéria, na glória dos desencarnados, livres de todos os problemas relacionados ao coro físico, como quaisquer doenças – é a glória, pois tudo na Terra gira me torno de saúde, física ou mental, na prioridade de um governo federal, zelando, em primeiro lugar, pela saúde do cidadão, como na rica China, construindo rapidamente muitos hospitais de campanha pelo país asiático no boom da Covid, pois as doenças e as tragédias naturais são a prova de que é a imperfeita Terra o que tenta imitar o perfeito Céu, num plano em que não sentimos frio; nem calor. Os senhores calvos aqui são a sabedoria que se acumula na idade, numa experiência de vida, em homens tão bons e sábios como Ulysses Guimarães, respeitado, na altivez de construir o Movimento Democrático Brasileiro em plenos anos de chumbo da Ditadura Militar, um homem importante ao ponto de dar nome ao plenário em Brasília, em homens tão sábios, de uma cultura enorme, dando gosto de se conversar com tal pessoa, pois de nada adianta ser belo e ter um cabeça vazia, obtusa e desinteressante, como num filme do genial Woody Allen, num casal aparentemente lindo, mas, no frigir dos ovos, desinteressante, como um certo senhor que tentou carreira de ator – por fora, um deus; por dentro, uma nulidade. É a questão de se saber enxergar além da Dimensão Material. O discreto menininho no quadro é o próprio Jesus infante, inteligente desde pequeno, na passagem bíblica Dele se colocar entre senhores pensadores e, assim, trocar uma ideia, nessas mentes tão excepcionais, deixando-nos perplexos com tal apuro moral, como num fabuloso Chico Xavier, maravilhoso, o qual está sempre comigo quando falo do próprio Chico aqui no blog, no homem de Tao: Visto, amado e respeitado. Como na humildade de um Pelé, merecendo o título de Rei, ou como no fabuloso gênio cômico Chespirito, com um funeral digno de rei no México, com tantas pessoas que o velório teve que ser num estádio. Aqui é o fascínio de uma pessoa interessante, como numa certa comédia do Cinema, num rapaz que aprende a diferença entre beleza fina e beleza vulgar.
Acima, O flautista. Aqui é ironia de metalinguagem, pois é joãozinho falando de joãozinho, ou seja, a arte do pincel de Strozzi falando da arte musical do flautista. Aqui a música é um perfume para os ouvidos, como num templo em frente ao prédio onde moro, com cânticos religiosos, enchendo a vizinhança de tal perfume, como em músicos de rua, paupérrimos, ganhando alguns poucos reais por dia na rua, como existe, ao menos em Caxias do Sul, o Festival de Música de Rua, com artistas em pontos diferentes da cidade serrana, num artista implorando para ser reconhecido, com tantos e tantos sonhos que se despedaçam todos os dias, como em Hollywood, a terra do fracasso e da frustração, no modo como não me canso de dizer que o sucesso é um amante infiel – hoje, está comigo; amanhã, não sei dizer. É como um Oscar, o qual pode ser uma maldição, pois quando o tão cobiçado sucesso chega à pessoa, esta tem que saber sobreviver a este, tendo a humildade para virar a página e encarar novos momentos, como no ídolo Romário, voltando em 1994 em júbilo à nação brasileira ostentando a Copa do Mundo, num atleta o qual, no ano seguinte, estava bem humilde no estádio caxiense Alfredo Jaconi, jogando contra o dono da casa, o Esporte Clube Juventude, meu time, na sabedoria de que a arrogância precede a guerra, como uma certa modelo que se tornou atriz, deixando o sucesso subir à cabeça, embarcando em delírios de estrelismo, como um certo rapaz comediante, em início de carreira, um diamante bruto de formidável talento, pronto para ser lapidado, mas um rapaz que acabou perecendo, embarcando em estrelismo, no modo como já vimos tantas estrelas aparecendo e desaparecendo, no modo como a imprensa pode fazer disparates, como numa capa da finada revista brasileira Bizz, sobre música, comparando uma subestrela com a soberana Madonna, dizendo a esta na capa: “Cuide-se Madonna – aí vem Patsy!”, e hoje, décadas depois, não se sabe o que aconteceu com a tal Patsy... O senhor aqui não é muito jovem, mas ainda está na flor da idade, do vigor, como eu disse a um certo amigo pelo Facebook: “Estamos na flor da idade; somos jovens ainda!”. Como no Aragorn de O Senhor dos Anéis, um homem grisalho de 47 anos de idade, no auge da virilidade e da juventude, saudável para embarcar em grandes aventuras, nesse apelo universal de Tolkien, como ouvi de um certo artista plástico sobre a trilogia do Cinema: “Sinto saudades dos personagens!”. O chapéu preto é a discrição do luto, como a senhora minha bisavó, a qual, a partir do falecimento do marido, só usou roupas pretas até o fim da vida, nessas senhoras sérias e dignas de respeito, amada pela comunidade, na imortalidade dos laços de amor e de família, uma bisa que é claro que me ilumina lá de cima, no mesmo amor que minha mãe teria pelo filho de meu sobrinho, pois pode parecer difícil de acreditar: Só o amor é eterno, pois as pedras preciosas são matéria, ou seja, estão fadadas à danação, no caminho da Eternidade, na noção de que Deus é o infinito, o plano em que viveremos para sempre, e não é poder demais? As mangas arregaçadas são a dedicação ao labor, como num pintor com seu traje de trabalho, protegendo de eventuais manchas de tinta na roupa, na dignidade do jaleco do médico, como um certo senhor médico, falecido tragicamente ainda jovem, tendo recém se formado em Medicina, um senhor que foi sepultado de jaleco, no traje da dignidade dos que servem ao Mundo, como uma falecida psiquiatra a qual conheci, uma pessoa que levou uma vida nobre e produtiva, auxiliando os que tinham problemas psíquicos, uma senhora que voltou de cabeça erguida ao Plano Superior, no clima de missão cumprida, no modo como o aprimoramento moral é sentido da vida. – ninguém está em vão no Mundo. O homem aqui quer nos entreter, na missão do artista em nos brindar com talento, em talentos tão notórios como o de Michael Jackson, um senhor que pagou um preço alto por ser tão estelar, numa criança que se viu privada de ter uma infância normal, num pai tirano e duro, que tanto exigia do pequeno Michael.
Acima, O milagre de São Didaco. O santo aqui é representante do metafísico, na soberania da cabeça sobre o coração, num coração que pode ser tão traiçoeiro, guiando-nos por caminhos de sofrimento. O menininho aqui é como um coroinha, iniciando cedo a vida religiosa, como num coleguinha que tive o Ensino Fundamental, o qual se tornou padre, no caminho de identidade, na pessoa saber qual é seu lugar no Mundo, num processo de autocognição, e torço muito por tal amigo, o qual pode, um dia ser primeiro Papa brasileiro da História, remetendo a um homem tão excepcional como Francisco, realizando avanços os quais não podem ser ignorados pelos próximos responsáveis do papado, nas palavras de Francisco a uma multidão de jovens: “Sejam revolucionários!”, num espírito de jovialidade, como num longevo da Vinci, mantendo-se brincalhão até o fim da vida, no grande piadista que é Tao, no poder do palhaço em fazer com que riamos de nós mesmos. O santo abençoa um senhor, como num passe espírita, num irmão amoroso nos dando um banho de luz psíquica, nas palavras de uma certa médium abrindo os trabalhos num centro espírita: “É com muito amor e respeito que recebemos vocês em nosso centro!”, no ritual de fluidificação de água, quando levamos uma garrafa de água mineral para esta ser abençoada, pois, ao colocarmos os pés dentro de um centro espírita, temos que o fazer com fé, pois, do contrário, sem fé, a visita é em vão, na fé de se crer que a mente sobrevive à morte do corpo físico, na vitória do pensamento sobre a matéria, ou seja, do fino sobre o grosso. O quadro aqui é bem barroco, na luz que entra num ambiente escuro, superando a luminosidade renascentista, como nos iluminados quadros do grande mestre Botticceli, na vitória da luz sobre a sombra, na famosa ária de Ópera: “A Aurora venceu!”. Aqui, as pessoas buscam auxílio, como receber uma bênção, como num filme mostrando a célebre Elizabeth I abençoando o nenê de uma súdita, numa estadista muito corajosa, a qual sempre trabalhou pela soberania inglesa, sabendo que, se fosse se casar, faria da Inglaterra um mero quintal de outro país, como nos esforços em nome da soberania brasileira frente aos criticados tarifaços recentes de Trump – Deus que me perdoe. O objeto metálico pode ser um incensário de igreja, enchendo de perfume, o qual remete a limpeza, na limpeza do metafísico, sem uma única bactéria, nas apolíneas cidades espirituais, perfeitas, limpíssimas, nos esforços de uma prefeitura em pagar garis que varrem as ruas, pois o que seria de nossas cidades sem nossos humildes garis? O perfume é o fascínio do incenso indiano, na época em que a Europa se abriu por meio das Navegações, explorando o Mundo, nas rotas da seda e das especiarias, fascinando a Europa com mundos distantes e exóticos, diferentes, como colonizadores narrando as tribos canibais brasileiras, em esforços civilizatórios, como impor o Cristianismo aos selvagens tribais, na dificuldade do indígena de compreender a imagem de Nossa Senhora esmagando a serpente da malícia, pois em tais tribos ancestrais, os casais faziam sexo frente a todos os outros membros da tribo, não vendo o sexo como algo vergonhoso ou pecaminoso. O altar aqui é a elevação, como no casal sendo enlaçado frente a Deus e ao Mundo, no ritual em que a moça passa direto das mãos do pai para o marido, como em certas culturas a mulher é uma mera moeda de troca, como no harém do faraó, com várias esposas, sempre na incumbência de colocar no Mundo o próximo na linha de sucessão ao trono egípcio, esta nação que foi um império potente e temido, até chegar aos dias de hoje, em que o pobre Egito é um mero sítio arqueológico, remetendo ao recentemente construído Grande Museu Egípcio, faraônico, em todos os sentidos, numa grandiosidade de fazer jus à glória dos antigos faraós. O traje religioso é tal dignidade, numa pessoa servindo ao Vaticano, no modo como o Ser Humano é tão ritualista, como no ritual diário do banho, remetendo ao limpo povo baiano, num padrão cultural de se tomar dois banhos por dia.
Acima, O milagre dos cinco pães e dois peixes. Jesus é tal aspecto sobrenatural, na imposição do mental ao carnal, na vitória da classe e da polidez, do cavalheirismo no fio do bigode, nos diálogos diplomáticos, sempre primando pela paz, no título Dele: O Príncipe da Paz! Aqui Jesus é o epicentro, e todos prestam atenção em Suas palavras, como numa marterclass, na memória que tenho do finado e genial mestre Tatata Pimentel, naqueles professores que valem cada centavo da mensalidade, pois, já, outros professores são mais medíocres e esquecíveis, e imagino que deva ser assim em qualquer curso universitário, na forma de agradecermos por tais mestres inesquecíveis terem passado por nossas vidas. O traje rubro simboliza os mártires, como na católica Maria Stuart sendo decapitada, esperando virar santa, nessas pessoas que se martirizam, como uma certa pessoa, a qual foi presa por dois anos e torturada pela Ditadura Militar Brasileira, e se eu pudesse dizer para esta pessoa: Você “cutucou o tigre com a vara curta” e partiu em busca de problemas, no problema que é só ouvirmos o coração e não a cabeça, nisso tão traiçoeiro que é ouvir o coração, o qual nos faz sofrer, na soberania da cabeça, como num filme com Gwyneth Paltrow, em que ela interpreta uma moça rica que esnoba um rapaz pobre, exigindo que este faça uma proposta de casamento muito séria e sólida, na conveniência do casamento: Nós nos unimos e cada um faz uma parte do trabalho, havendo, no Plano Superior, a desnecessidade de tal conveniência, fazendo com que, lá em cima, marido e mulher sejam puramente amigos, nas palavras do padre ao púlpito: “Até que a morte os separe!”. O fundo aqui é incerto, num Jesus que não sabe que vai ter um fim tão cruel e trágico, e as árvores negras são tal mistério, no modo como a Vida nunca acontece do modo exato como imaginávamos, pois se acontecesse, não aconteceria! É a imprevisibilidade da Vida. O menino abaixo segura o cesto com os pães, no modo como não nego pão a quem tem fome; nem água a quem tem sede; eu nego esmola, pois a esmola só incentiva a pessoa a permanecer na situação degradante de pedinte, nas recomendações de uma instituição de caridade caxiense: Não dê esmola! Então, a pessoa em situação de rua quer fugir da vida e da luta, do desafio, não se importando em morar numa calçada fria, suja, úmida e dura, tal a vontade de evitar o Mundo, nos paladinos versos do Hino Nacional Brasileiro: “Verás que filho teu não foge à luta!”, ou nos versos do imortal Chico Buarque: “Não finja! Não fuja!”, nesses poderosos ícones da MPB, no bom gosto de uma Elis e de uma Marisa, entrando nos lares da Inteligência, sabendo que, se quiser penetrar em tais lares, o labor tem que ser fino e criterioso, como no histórico álbum que uniu dois monstros sagrados – Elis e Tom. E como o Brasil é fino e singular! Jesus aqui é jovem, sem calvície, como na idade do Batman do filme de Burton, na casa dos trinta, jovem, porém maduro, nesta lacuna que temos na biografia de Jesus, com anos em que não sabemos o que Ele fez, resultando no bestseller O Código da Vinci, crendo que Ele se casou com Maria Madalena e gerou uma prole que vive até os dias de hoje, na poderosa imagem do Calvário, na metáfora que nos conta como sofremos quando ouvimos o coração, no sentido da pessoa ter “a cabeça no lugar”, como num filme em que a personagem de Meryl Streep manda o amante à merda, com o perdão do termo chulo, num amante que não fez a ela uma proposta sólida e sedimentada, realista, remetendo a homens que levam vida dupla, tendo duas famílias, no modo como a Vida exige que sejamos unos, íntegros e dignos de respeito, com uma só casa, uma só prole, um só cônjuge e uma só vida, pois é muito grave sabermos que temos no Mundo meios irmãos os quais sequer conhecemos. Os pães aqui são a recomendação taoista para nunca sermos sovinas por comida, como eu recentemente na Rua, dando um pacote de pão a um senhor paupérrimo que vasculhava o lixo em busca de comida, no prazer de se fazer uma boa ação sem pedir algo em troca, no caminho do Amor Incondicional.
Acima, Pietro Anselmi. Aqui é uma pessoa rica, que pode bancar os serviços de tal artista célebre e incensado, como nas inúmeras encomendas ao mestre da Pop Art Andy Warhol, num estilo próprio e inconfundível, na felicidade de artistas que são reconhecidos ainda em vida, ao contrário de Van Gogh, altamente ignorado em vida, ressuscitando depois, como no triste Oscar póstumo a Heath Ledger, num Coringa assombroso, no modo como a Academia de Hollywood adora atores que se desfiguram por um papel, abrindo mão da vaidade, na sabedoria popular de que beleza não põe à mesa, no como há muitos rostos lindos e muitos corpões pro aí os quais jamais serão astros, num infindável mistério: O que faz com que uma pessoa brilhe tanto? Resultando em carismas como Tom Cruise, sobrevivendo desde os anos 1980 nesta selva que é Hollywood, a terra dos sonhos despedaçados, no modo como o Mundo pode ser tão competitivo, em jogos de Futebol de alta audiência, cobrando fortunas dos patrocinadores midiáticos. No peito de tal digno e altivo senhor, a Cruz de Malta, que é o símbolo dos guerreiros cristãos, como na cruz no colete do super herói He-Man, na febre de tal universo infantil nos anos 1980, com minha inesquecível coleção de brinquedos, em doces lembranças de infância, numa época em que a Vida é mais simples, como no trenó Rosebud de Cidadão Kane, numa época doce em que a Vida é simples, na capacidade e na pureza da criança em se contentar com pouco, longe dos critérios e das exigências do adulto, num menininho Kane que é arrancado de seu lar primordial, tornando-se tão rico e poderoso, mas infeliz no fundo, sentindo falta de simplicidade, pois a Vida é boa quando é simples, como encontrar um bom amigo, na imortalidade de tais laços, como nos laços de família, os quais não se dissolvem com o Desencarne, colocando fim, cedo ou tarde, às desavenças de família, no caminho natural do perdão, pois as mágoas e os ressentimentos não são eternos, como um certo sociopata, o qual amo, pois é meu irmão, mas uma pessoa que tive que extirpar de meu círculo social, por medida de segurança, na metáfora de “dar murro em ponta de faca” – se eu mantiver distância, não me machucarei. O traje aqui é solene, luxuoso, num status social, num dinheiro, na ascensão burguesa a partir do paradigma democrático da Revolução Francesa, sepultando o passado monárquico, guilhotinando Maria Antonieta, ou como nos comunistas executando os Romanov, inclusive as crianças da família real, em comunistas merecendo o termo “devoradores de criancinhas”, num Comunismo que acabou caindo de podre, no paradoxo chinês de socialismo de mercado. O homem aqui é austero, solene, muito cheio de dignidade, na tradição dos sangues de realeza, remetendo ao Antigo Egito, com, por exemplo, Tutancâmon desposando a própria meia irmã, resultando em bebês natimortos, algo que os egípcios achavam ser a vontade dos deuses, no impacto cristão no tradicional paganismo romano, como no majestoso coliseu, com um lugar para a escultura de cada deus, no surgimento da democracia na Grécia Antiga, rejeitando os poderes dos deuses, nesses cânones ocidentais, até o Ocidente se impor ao Oriente, na estupidez de golpes de estado causando destruição, sempre impondo de modo grosso e brutal, nessa vocação imortal do Ser Humano de ser o mais cruel possível. O homem aqui tem o peso e a sabedoria da Vida, e seus cabelos e barbas grisalhos são tal apuro de sabedoria, como já ouvi as palavras: “No homem, cabelos brancos são sabedoria; na mulher, desleixo!”, remetendo a mulheres que tanto se arrumam, com os cabelos sempre impecavelmente pintados, como na necessidade da pessoa pública em ter uma boa aparência, como num Collor, arrumado sempre, conquistando os votos do povo brasileiro, impeachado posteriormente, nos votos em pessoas de aparência impecável. Aqui remete a eras em que o modelo tinha que ter a paciência de sentar e posar por horas, como certa vez num filme com Michelle Pfeiffer, a qual teve que ficar seis horas ininterruptas numa cadeira de maquiador, na sabedoria de DiCaprio: “Não pode faltar trabalho!”.
Acima, Rebeca e Eliezer no poço. Os jarros e o poço remetem ao espelho da Galadriel de Tolkien, no espelho como símbolo do feminino, nas “loucuras” das quais a mulher é capaz de fazer em nome da beleza, como na febre do Botox, um recurso o qual, sinto em dizer, não fica natural, e tudo na Terra gira em torno no Céu, pois neste somos belos e jovens para sempre, no caminho sacrossanto da Eternidade, no poder imenso de que jamais findaremos, num poder tal que não cabe na pequena mente humana, como na Psiquiatria, a qual não vê além da morte do corpo físico, o qual, se morrer, não há problema – eu aqui não viso desrespeitar os psiquiatras, pois tenho dentro de mim um pouco de fria psiquiatria científica, a qual é amiga do Espiritismo, na interligação entre as formas de pensamento humano, na universalidade da espiritualidade, com dedos de uma mesma mão, que é Tao, a grande avenida à qual pertencemos incondicionalmente, remetendo aos espíritos revoltados, sem consciência de sua própria ascendência divina, como num príncipe que não sabe que é príncipe. Os seios aqui são saudáveis e voluptuosos, cheios de vida em dobro, na magia mamífera do aleitamento, na delícia de se mamar numa caixinha de leite condensado, no gostoso pecadinho da Gula, em confeitarias metafísicas deliciosas, no modo como o Cacau, ao ser combinado com leite e açúcar, ganhou o Mundo, como na ilustração da caixa de chocolate me pó Nestlé, com dois frades se deliciando com ao chocolate de panela, na magia de um brigadeiro de panela ainda quentinho, reconfortante, na magia de doces tardes de lanches, reunindo amigos em torno da mesma panela. A mulher aqui é protagonista, pois o homem está quase de costas, como se soubesse do valor da discrição, no instinto de um camaleão – invisível às presas; invisível aos predadores. É como no homem de Tao, invisível, metafísico, humilde, num Chico Xavier humilde, dizendo-se apenas um carteiro, nas humildes palavras de uma Gisele aos fãs num set de filmagem: “Desculpa, gente, mas tenho que trabalhar!”, numa pessoa que sabe que, se parar de trabalhar, tornar-se-á “peça de museu”. O poço é o fundo da alma, em pessoas especiais que nos tocam tão fundo, marcando-nos para sempre, em amigos para todo o sempre, sobrevivendo ao Desencarne, no modo como os amigos são o ouro da vida, e o primeiro amigo que preciso ter é eu mesmo, no caminho da dignidade, da pessoa respeitar a si mesma, nunca se sujeitando à situação degradante de ser um mero amante de uma pessoa casada – dê-se ao respeito, por favor! Ao fundo no quadro, em grande discrição, um senhor anônimo observando a cena, pois quando digo que algo é grande, é porque comparo com algo menor, no discernimento taoista de que liso prazeroso e áspero sisudo são faces do mesmo trabalho, na disciplina de se sentar e produzir de alguma forma, ao contrário de um grande amigo meu, o qual está estagnado e inoperante, numa vida sem trabalho ou sentido, e não dá para ser assim, meu irmão! É como outra certa pessoa que conheço, inteligentíssima, mas uma pessoa que não está se colocando para o Mundo, infelizmente, num desperdício enorme e lamentável. As sandálias aqui remetem a eras em que não havia sapatos, como nas sandálias dos soldados romanos, no modo como as modas marcam épocas, no poder de expressão dos figurinos, do estilo, em popstars tão estilosos, ditando tendências, como numa esmagadora Gisele, com seus cabelos ondulados sendo imitados nos QUATRO CANTOS DO MUNDO, numa Gisele que conquistou o globo inteirinho, e ninguém se dá conta, na pessoa de Tao, sempre invisível. e subestimada. Os jarros são o receptáculo uterino, na dignidade de uma rainha mãe, colocando no Mundo o rei de um reino. São as homenagens do Dia da Mães, a segunda maior data do comércio, fazendo da mãe uma pessoa sem a qual não estaríamos aqui, no modo como, quando uma mulher se torna mãe, isso muda para sempre o modo de tal mulher em ver o Mundo, em uma transformação.
Referências bibliográficas:
Bernardo Strozzi. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 11 jun. 2025.
Bernardo Strozzi. Disponível em: <www.meisterdrucke.pt>. Acesso em: 11 jun. 2025.
Bernardo Strozzi. Disponível em: <www.pt.wikipedia.org>. Acesso em: 11 jun. 2025.






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