quarta-feira, 10 de junho de 2026

Akira Aqui (Parte 1 de 7)

 

 

Falo pela primeira vez sobre o pintor japonês Akira Ikezoe, nascido em 1979. Fez oito mostras solos, muitas em Nova York, ou seja, reconhecimento internacional. Fez dezoito mostras coletivas e ganhou nove prêmios. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, sem título (1). Aqui são como microorganismos convivendo num ambiente, numa convivência, como no seriado Chaves, com pessoas convivendo numa humilde vila, com constantes atritos e tensões, na sabedoria popular de que vizinho não se escolhe; vizinho se tem! Aqui os suportes são delgados, finos, frágeis, no discernimento taoista de que grosso é fraco e de que fino é forte, no homem de Tao, um homem muito polido, excessivamente polido, sabendo que tudo é frágil e que precisamos ter delicado tato diplomático, como fiquei sabendo do rei da Tailândia, um homem cordato, que dialoga com as pessoas, numa família popular em seu país, com os livros de diários de viagens de uma certa princesa, fenômeno de vendas na Tailândia, no dom que é o carisma, como dizem que foi morninho o show de Lenny Kravitz no Brasil, um artista o qual, apesar de ser uma grande voz e ter um grande repertório, não soube “atear fogo” na plateia, ao contrário de outros artistas, excitando a plateia, no poder da união e da celebração, no contraste entre as Coreias: No sul, um país em festa, com arte, cor, liberdade, beleza; no norte, um déspota que investe tudo em armamento, num país miserável, num ponto agonizante de ditadura no Mundo, na coragem de chamar de “democracia” tal país. Uma forma aqui é uma serpente, num bicho que, no Cristianismo, simboliza o mal e a malícia; já, em outras culturas, é símbolo de fertilidade e sensualidade, como água escorrendo, na água lutando para sobreviver, na luta de árvores competindo pelo Sol, na luta pela vida, num Deus que quer nos ver lutando pela Vida, ao contrário do morador de Rua, uma pessoa que quer, com toda as suas forças, fugir de tal luta, nas palavras de uma certa canção: “A Vida cobra sério e, realmente, não dá para fugir”, ou nos versos de nosso hino nacional: “Verás que filho teu não foge à luta!”, como meu falecido tio, construindo meio século de atuação no mercado de produtos químicos, um homem guerreiro, digno, deixando tal legado para a família. Outra forma aqui é como um peixe, na esperteza do peixe na água, fugindo furtivamente de predadores, no instinto de sobrevivência, na seleção natural, na qual só os mais espertos passam seus genes para outras gerações, como na cor cinzenta de pombos urbanos, em harmonia com as cores cinzentas da urbe, na sabedoria do camaleão, que é se esconder de presas e predadores, no poder da discrição, em homens tão discretos como Luis Fernando Veríssimo, meu ídolo, o qual vi certa vez num shopping em Porto Alegre, num senhor sendo desrespeitosamente assediado com pessoas querendo fazer selfies com o escritor, um senhor alheio a celebrizações midiáticas, ao contrário do robert, do exibidinho, o qual, no fundo, as pessoas não respeitam muito, como uma certa socialite, a qual quer aparecer por aparecer, simplesmente, uma pessoa para a qual não dá para se tirar o chapéu – sinto muito. Outra forma aqui é como um pote, uma casa de joão de barro, numa casa da felicidade, como uma certa amiga minha, feliz em seu casamento, vivendo uma vida de produtividade e discrição, na capacidade de uma pessoa em fazer escolhas visando tal felicidade, ao contrário de casamentos que naufragam, como hoje em dia, em casais que se separam em meio a um mero desentendimento, ou seja, faltando com a persistência, na sabedoria popular de que ninguém é perfeito, como um não fumante aturando um cônjuge fumante, na questão do fumante passivo. Outra forma aqui é como um gongo, num barulho marcante, como pessoas marcando épocas, em passagens tão poderosas como a de Jesus, atravessando séculos em um legado indelével, propagando conceitos e ideias, pensamentos, no poder do pensamento, que é ir além da matéria, fazendo da matéria uma ilusão, como somos prisioneiro do Capitalismo, de Matrix: Tenho que trabalhar feito um “burro de carga” para produzir capital e, assim, adquirir bens cobiçados de consumo, na questão do endividamento, que é uma pessoa que quer viver acima do que pode, em suaves prestações que se revelam um pesadelo. Aqui, cada um tem seu estilo, numa diversidade que tem que ser respeitada.

 


Acima, sem título (2). Aqui temos uma flexão, uma curvatura, no polido ato japonês de curvatura, como oponentes no judô, num trato entre cavalheiros, numa necessidade de se ter um enorme controle emocional para não levar as porradas para o lado pessoal, no modo como polidez é um valor universal, no tato diplomático, sempre pelo diálogo, no cavalheirismo no fio do bigode, no modo como um homem de Tao jamais recomendará violência, ao contrário de um certo senhor, o qual trilha o caminho de imposição à força, muito diferente da hierarquia espiritual, a qual nunca é imposta à força, num ponto em que faço questão de obedecer a meu irmão mais depurado. Vemos uma nuvem, uma fumaça, como em chaminés de fábricas, no cheiro de óleo diesel de cidades como Nova York, ou como em Pequim, no curioso paradoxo chinês: De jure, uma ditadura comunista na qual o cidadão não tem poder de mando ou voto, de facto, um país no qual o oprimido cidadão é absolutamente livre para empreender e abrir seu negócio, em pontos agonizantes de comunismo no Mundo, remetendo à época da ditadura militar brasileira, numa época em que a Comunismo era temido, no temor do Brasil ser anexado à URSS, fazendo, assim, tal bloco comunista ser muito poderoso. Vemos uma pequena piscina, na alegria de brincadeiras de verão na água, em doces lembranças com amigos, os quais são o ouro da Vida, no poder do compartilhamento, pois só é válido eu ter as coisas se eu puder compartilhar, no equívoco do personagem Quico, o qual queria passar sozinho seu próprio aniversário e comer tudo sozinho, repreendido pela mãe Florinda, a qual disse que temos que aquecer nossos corações e compartilhar as coisas. Vemos aqui uma forma como luminária, ou castiçal com velas, na iluminação na mente de um artista, buscando tal inspiração, como um popstar elucubrando um videoclipe, em artistas tão profissionais como Jennifer Lopez, esforçando-se para fazer clipes criativos e interessantes, como num genial clipe em que a diva interpreta vários papéis num enredo que se passa dentro de uma boate, num clipe marcante e bem conduzido, na diva dizendo certa vez ao conceber uma fragrância: “Se é para fazer algo ruim, é melhor nada fazer, pois não quero me constranger!”, em pessoas com agressividade, sabendo que o Mundo é um lugar competitivo. O suporte aqui é tal respaldo, num artista se estabelecendo, numa luta, como um certo professor que tive em minha faculdade, o qual enveredou para as Artes Plásticas, tecendo um trabalho tão interessantes, naqueles quadros que nos dão vontade de roubar e levar para casa, fazendo da Arte tal poder civilizatório, no modo como os macacos não pintam, nem dança, nem cantam etc. Arte é uma questão de saúde mental; Arte é visceralmente importante, como no Reino Unido, no monarca condecorando artistas com os títulos nobres de tal reino, como no título de Dama de Liz Taylor. O fundo rubro é tal calor, num tempero latino, num restaurante mexicano que em certa época funcionou em Porto Alegre, com molhos picantes, como tambores vibrantes, no poder das especiarias, as quais seduziram a Europa na Era das Navegações, na delícia de se colocar canela em comidas, como em tortas, pastéis etc., na universalidade da barriga humana, no modo como o sushi ganhou o Mundo, ou no modo como a pizza ganhou o Mundo, no poder da culinária italiana. Vemos um tripé sustentando, como num chefe de família sustentando uma família, remetendo a homens que levam vida dupla, com duas família, sustentando ambas, numa Vida que exige que sejamos unos e íntegros, com uma só Vida, na situação grave que é saber que se têm meios irmãos no Mundo os quais sequer conhecemos, podendo nos topar com eles na Rua sem saber quem são! A nuvem é o sonho, como no personagem Anjinho, do mestre cartunista Mauricio de Souza, sonhando em sua nuvenzinha, no termo da firma hollywoodiana Dream Works, ou seja, Sonhos e Trabalhos, sendo necessário sonhar e trabalhar para concretizar tal sonho.

 


Acima, sem título (3). Assim são como itens de decoração para uma casa, como na casa de uma certa senhora, uma casa decorada com extremo bom gosto, parecendo ter saído das páginas de uma revista internacional de decoração, uma senhora que não teve que contratar qualquer decorador, na dádiva que é a pessoa ter bom gosto, num instinto, como ouvi certa na conversa de duas senhoras: “Sabes como é gosto – não se discute; só se lamenta!”, ou seja, caminho diferentes que levam ao mesmo destino, que é Tao, o imaterial, o sacrossanto pensamento, no poder do pensamento de Jesus, trazendo tal conceito inédito espírita do Reino dos Céus, nas cidades espirituais, feitas de pensamento, no modo do grego antigo em projetar tais cidades no metafísico Monte Olimpo, a morada dos deuses, lugares sem as vicissitudes da matéria, do corpo físico, na glória que é o desencarne, num momento em que nos desligamos de todos os problemas relacionados ao corpo físico, como doenças – é a glória, meu irmão! Numa das formas aqui vemos um emaranhado, como numa complexa rede de vias urbanas, numa espécie de labirinto, com placas nos guiando, no incômodo que é transitar por vias desconhecidas e estranhas a nossos olhos, como no supermercado no qual estamos acostumados a fazer compras, pois já sabemos direitinho onde encontrar casa mercadoria, numa familiaridade, como uma pessoa que se muda de cidade, tendo que se orientar e fazer novos amigos, na ilusão de que nossa vida mudará radicalmente só porque nos mudamos de cidade, nas palavras de um certo senhor inteligente: “A Vida é dura e difícil em qualquer lugar!”. Vemos aqui formas fálicas, como no falo patriarcal do Código de Hamurabi, numa séria e expressa advertência: Comporte-se e respeite a lei se você não quiser tomar no cu, com o perdão do termo chulo, com tudo se resumindo a comportamento: Se você se comportar mal, vai de castigo, como pessoas internadas em duras clínicas psiquiátricas, no valor do simples senso comum, o qual é visceral, com línguas em constante processo de transformação, com tudo se rendendo ao senso comum, em línguas mortas como o latim e o egípcio antigo – tudo é processo vivo. Vemos uma forma que parece ser uma folha de árvore, no modo como os campos e florestas vestem roupas maravilhosas, no modo como a beleza de um reino não está nos palácios, mas nas paisagens naturais, na saúde ao ar livre, como cavalgar, como os tropeiros no passado do Rio Grande do Sul, admirados pelos colonos italianos, com estes achando os tropeiros com aspecto de príncipes com seu garbosos cavalos, num bicho tão majestoso, como no altivo cavalo Scadufax, de Tolkien, nobre, cheio de porte e elegância. Aqui vemos uma garrafa, como de vinho, na universalidade do álcool, no saquê japonês, na vodca russa etc., no glorioso momento do happy hour, no qual deixamos de lado as disciplinas sisudas do trabalho, afrouxando gravatas e injetando álcool na corrente sanguínea, como já ouvi dizer numa sitcom americana: As pessoas não gostam do gosto de álcool; as pessoas gostam dos efeitos do álcool. Aqui é como se Akira estivesse pintando uma exposição de esculturas, numa ironia de metalinguagem, que é x falando de x, ou seja, a arte da pintura falando da arte da escultura, como uma atriz interpretando outra atriz, no modo como brilhou a deusa Goldie Hawn na supercomédia O Clube das Desquitadas, sentindo-se muito à vontade em tal papel, em momentos felizes numa carreira, fazendo do sucesso tal amante infiel – hoje, comigo; amanhã, não sei. Uma das formas fálicas é em formato de bala de arma de fogo, no modo como um homem de Tao nada terá a ver com armas, as quais são coisas terríveis, na agressividade do homem ocidental, aproveitando a pólvora para fabricar armas, em países fazendo armas nucleares, punidos pelo “xerifões” de certos países, na competição fálica para ver quem tem o pau maior, com o perdão do termo chulo, em pessoas inocentes envolvidas em guerras que deixam rastros de fome e destruição, na tradicional crueldade do Ser Humano. Aqui as formas diferem umas das outras, como irmãos, com cada um sendo de um jeito, apesar de terem vindo da mesma barriga e terem sido criados debaixo do mesmo teto.

 


Acima, sem título (4). Vemos árvores, vegetação, num bioma rico, numa Terra tão rica em Vida, causando “inveja” ao restante dos planetas do nosso sistema solar, na incessante busca humana por Vida fora da Terra, num Ser Humano que crê que a Vida só pode existir com água e oxigênio, o que pode ser um equívoco, pois se pergunto a um peixe se existe Vida fora da água, o peixe vai dizer: “Não, pois fora da água não se pode respirar!”. Uma árvore aqui tem um caule bem delgado, mínimo, como no desenho animado dos Jetsons, com prédios elevados, sustentados por caules finos, numa relação mínima com a matéria, como na filosofia de Keynnes, que é um estado mínimo, que interfere de forma sutil na economia, num sábio meio termo entre o estado total de Marx e o estado nulo de Smith, no modo como nenhuma forma de radicalismo é saudável, fazendo-nos entender a aversão marxista em relação às religiões, num Comunismo que resultou no endeusamento do estado, vibrando no século XX, mas caindo de podre depois, como diziam de Lula nas eleições de 1989, dizendo que o petista confiscaria comunisticamente nossos bens, na amarga ironia de que foi seu oponente, o Collor, quem acabou confiscando as poupanças dos brasileiros, numa história que acabou mal, com um impeachment, como um certo senhor ex prefeito, arrogante, sendo impeachado, proibido de exercer cargos públicos por anos, numa espécie de prisão, no modo como só damos valor à liberdade quando a perdemos, como na prisão de Bolsonaro – claro que é um inferno. Na base vemos uma formação rochosa, numa base sólida, como a catedral de Caxias do Sul erguida sobre uma altiva rocha, deixando bem claro o poder do Vaticano, o qual, é claro, sofre com a perda de fiéis para outras igrejas, remetendo a homens excepcionais como Francisco, um homem simples, na capacidade do rei de Tao, que é estar perto do povo, com tantos líderes sendo rechaçados pelo povo, como Romanov, engolido pelo Comunismo, um rei que passou a obter tanto poder, oprimindo o cidadão comum, como na Revolução Francesa, acontecendo por causa do preço do pão, num Palácio de Versalhes que era uma bolha alienada de privilégios, na superficialidade do Ser Humano, pois o rei que se afasta do povo é deposto por este, na noção taoista: Se não me oponho ao povo, ele não vai me depor, na capacidade de um homem em se manter simples, como uma certa senhora rica, uma mulher simples – ela tem o ouro, mas o ouro não a tem. Na base vemos uma espécie de piscina, em brincadeiras doces de verão, na simplicidade da criança, deliciada com a beiramar, numa época em que a Vida é mais simples, no residual metafísico que a criança traz ao reencarnar, em épocas de vida em que as amizades são puras, sem interesses. Vemos um arco, que é a humildade e a polidez de se curvar, em civilizações tão polidas e educadas como a japonesa, no poder de um país de primeiro mundo, num japonês o qual, se quiser ir para Nova York, não precisa de visto, ao contrário do brasileiro, precisando de tal documento de permissão, nas palavras certa vez de Marta Suplicy: “Como o Brasil é pobre!”, em consonância com os pensamentos de FHC, o presidente intelectual, sem eu aqui querer aborrecer os petistas! Vemos uma espécie de torre, como uma Torre de Babel, na ambição humana de tocar o céu, em torres altivas como em Balneário Camboriú, numa cidade que tanto se elitizou, no mesmo processo dos preços de uma certa cidade, em preços pouco módicos, como eu certa vez num café da cidade, o qual me cobrou, por um expresso e um refrigerante, três ou quatro vezes mais do que em uma cafeteria normal – é um horror. Aqui as coisas se erguem, na luta pela Vida, ao contrário do morador de Rua, querendo fugir da luta, nos abismos sociais brasileiros, em heranças do Brasil Colônia, no preto pobre escravo, como mostra a telenovela Sinhá Moça, com seres humanos jogados numa senzala como cães num canil, tudo em nome das ambições dos barões do café.

 


Acima, sem título (5). Uma das formas é a forma altiva de coroas de faraós, unificando o Alto e Baixo Egito, na dádiva do Nilo, no modo como os impérios humanos sobem e descem, num Egito que já foi uma potência militar temida pelos reinos vizinhos, e hoje é um país reduzido a sítio arqueológico, no formato abrasivo e agressivo das pirâmides, pontiagudas, afiadas, num recado claro de poder: Não se meta com os egípcios! Uma forma aqui parece um pente, no ritual diário de arrumação em frente a um espelho, preparando-se para o momento de interação social, na pessoa com autoestima, que se arruma, no exemplo da figura do psicoterapeuta, sempre arrumado, dando ao paciente um exemplo de tal autoestima, numa pessoa que se esforça para ser exemplar, nas palavras de uma certa senhora: “Nós somos representantes de algo!”. Numa das formas vemos um corpo, como um inseto, na beleza do corpo humano, há milênios inspirando a Arte, na naturalidade inofensiva do nu, como numa praia de nudismo, sem malícia, na deliciosa sensação de liberdade de se caminhar nu por tal orla, na inocência da nudez de menininhos com pênis minúsculos, como numa certa fonte de Porto Alegre, nos menininhos “urinando” água no chafariz, em algo tão natural que é a micção, abrangendo todos os seres humanos e diversos seres vivos. Vemos uma forma de dois ramos que se geram de um só ramo, como gêmeos siameses, como num vínculo de amor e amizade, numa união entre povos, num Deus que quer que sejamos amigos uns dos outros, e não no caminho da guerra e da raiva, as quais são menores do que a paz, na paz do Plano Superior, onde estamos entre amigos, nos versos da canção do cantor gaúcho Duca Leindecker: “Sonhei que as pessoas eram boas em um mundo de amor, e acordei neste mundo marginal!”, fazendo menção à Terra, o plano em que o amor e amizade são tão, mas tão subestimados, remetendo aos sociopatas, pessoas que mentem incessantemente, acabando sepultadas “como um cachorro”, sem a capacidade de amar ou ser amado, ensinando à criança tal discernimento entre bem e mal: Quando um herói precisa de ajuda, os outros amigos heróis o ajudam; quando um vilão precisa de ajuda, os outros vilões não o ajudam! Então, o sociopata, desde pequeninho, vê que a Sociedade deplora o comportamento malévolo, e o sociopata, assim, veste uma “máscara” e leva vida dupla, como no filmão Fargo, num pai de família que vive vida dupla ao forjar o sequestro da própria esposa, assim como pessoas com duas vidas, duas casas, duas proles etc., num mundo que exige que sejamos unos e íntegros, merecedores de respeito, no modo como o Mundo só considera quem é digno de tal respeito, em oposição a sinais auspiciosos bobinhos, como alas vip de boates. Vemos uma forma que serpenteia sensualmente, numa modelo numa passarela, caminhando como uma deusa, no modo como já ouvi dizer que o mundo da Moda é de um brilho superficial – eles fingem que são deuses e nós fingimos que acreditamos, pessoas que parecem ser deuses, mas só parecem. Vemos uma torre pontiaguda, como em países ricos do Oriente Médio, com as vicissitudes materiais das tempestades de areia, como já ouvi dizer de tais tempestades: Entra areia nos olhos, nos ouvidos, na boca e no nariz, e tais percalços materiais são a prova de que é a imperfeita Terra quem tenta imitar o perfeito Céu, este um lugar sem extremos climáticos, com dias agradáveis e noites amenas, pois, em tal plano, estamos livres da sensibilidade climática de nossos corpos carnais. Aqui é como uma diversidade colorida num panteão, no paganismo que por milênios reinou na Humanidade, na revolução monoteísta, com um só de Deus Pai, sem deuses, mas espíritos depurados que gozam da suprema felicidade, no caminho do aprimoramento moral, o qual é capital para que a Terra seja um mundo de paz e harmonia – se minto para você, é porque não amo você! Aqui tudo parece brotar, com raízes ocultas, numa árvore forte, com raízes profundas, numa vida centrada em labor e produtividade, ao contrário da pessoa que não faz merda alguma, com o perdão do termo chulo.

 


Acima, sem título (6). Um vaso é tal proveniência, como na denominação Vale dos Vinhedos, para os vinhos de Bento Gonçalves, RS, num passeio tão belo, parecendo que estamos nas lindas vinícolas do Vale do Napa, Califórnia, EUA, com ônibus de turistas fazendo compras, em gigantes produtoras como Valduga, Miolo e Salton, com vinhedos até onde a vista alcança. O vaso é o cuidado, como criar um filho, cercado de cuidados, no desafio de se colocar valores nobres na cabeça da criança, evitando falar palavrões na frente da criança, nessa responsabilidade de sustentar um lar, como um certo senhor, “sambando” em meio a tal encargo, trabalhando de Sol a Sol para dirigir um belo carro e morar num belo apartamento, com tudo construído com trabalho, como na coleção de joias de Hebe Camargo, uma mulher sábia que disse em entrevista: “Em amizade não pode haver cobrança”, no caminho espírita do amor incondicional, sem cobranças, no amar sem querer algo em troca, como amar um sociopata, um irmão, o qual devo amar, um irmão que passará por muitas vidas e tornar-se-á um grande espírito de luz, num futuro brilhante pela frente – ninguém é sociopata para sempre, no caminho de esperança do Espírito Santo, lembrando-nos da passagem de Jesus pela Terra, na maior cabeça de todos os tempos, no poder do pensamento, o qual é tudo; matéria é nada. Aqui é como uma loja de enfeites, com coisas expostas, ou como um museu, em lugares poderosos como o novaiorquino Met, com milênios de Arte, num país rico, que pode bancar tal vida cultural pulsante, remetendo ao supremo Louvre, no qual precisamos, pelo menos, de sete dias dentro do estabelecimento para darmos conta de tudo que lá existe, tal a riqueza, fazendo de Paris, de certa forma, o centro do mundo civilizado, nos versos de uma certa canção: “Paris, centro do Mundo!”. Uma das formas tem como um penacho no topo, como uma glamorosa vedete, no poder de sedução em artistas que tão bem sabem se vender, como numa formidável Lady Gaga, talentosa, boa cantora, ousada, estranha, extravagante, marcante, exuberante, em mulheres exuberantes como Gabi Amarantos, a qual é a prova de que a pessoa bela o é estando acima ou abaixo do peso, como essas grandes atrizes, deusas em qualquer idade, como Maggie Smith, reinando até os últimos trabalhos da carreira, no instinto de uma pessoa saber se vender. Vemos uma mesinha, como um suporte, como um padrinho, madrinha ou aliado poderoso, o qual nos ajuda a obter o respeito das pessoas, com pessoas para nos abrir portas na indústria, como uma certa mamãe poderosa, abrindo portas para o filho, remetendo àqueles que vieram do nada e conquistaram seu espaço, como Marisa Monte, deslumbrando-nos desde o início de tal brilhante carreira, tornando-se uma lenda viva da MPB. Uma das formas parece uma corneta, como uma vuvuzela, num barulho, na metáfora de como anunciar é importante para um produto ou serviço: ambas galinha e pata colocam seu ovo, mas a galinha vende mais porque faz mais barulho ao colocar tal ovo, em artistas que sabem que o marketing é importante. Vemos uma forma um tanto espinhosa, como espinhos na roseira, espinhos que a evolução entalhou, pois tais espinhos protegem a flor de ser consumida por predadores, no trabalho de se tirar tais espinhos de buquês de rosas, fazendo menção ao Plano Superior, no qual não há espinhos, numa vida nobre de produtividade, no exemplo de Tao, o qual está sempre criando, e se Ele é ocupado, o que me faz pensar que posso ser desocupado? Aqui é como cada pessoa tem suas características, em diferenças respeitadas, como na distinção da rica galeria de personagens de Chico Anysio, no privilégio do Brasil ter tido aqui tal gênio cômico, no poder do palhaço, que nos fazer rir de nós mesmos! Aqui é como uma exposição nos pavilhões da Festa da Uva, com as empresas exibindo orgulhosamente seus produtos, numa diversidade de mercado, nas palavras de Barbra ao fim de um espetáculo: Somos equivalentes e, definitivamente, não somos iguais!

 

Referências bibliográficas:

 

CV. Disponível em: <www.akiraikezoe.com>. Acesso em: 30 mai. 2026.

Paintings. Disponível em: <www.akiraikezoe.com>. Acesso em: 30 mai. 2026.

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