Falo pela sétima vez sobre o pintor japonês Akira Ikezoe. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, Não tão natureza morta IX. Aqui temos uma concordância, como num grupo de jovens, com todos se vestindo mais ou menos da mesma forma, num caminho de identificação, punindo aquele que destoa, como eu próprio fui excluído de um grupo por eu não me encaixar perfeitamente, no termo “ser colocado na geladeira”. Aqui é um caminho de mediocridade, remetendo a um certo mestre intelectual, já falecido, o qual só respeitava alunos cuja inteligência era claramente acima da média; acima de mediocridades, como uma certa crítica teatral brasileira, já falecida, a qual era fóda, com o perdão do termo chulo, pois tal senhora comparava tudo e todos a Shakespeare, rejeitando normalmente as peças que assistia, equivalendo a jogar fora cantoras boas como Sandy, Paula Toller e Maria Rita só porque estas não são Elis Regina. Aqui é como numa turma de faculdade, numa classe, na qual há os brilhantes e os medíocres, com alunos acima da média, que se esforçam para fazer muito bem feitos os trabalhos que o professor exige, como eu próprio numa cadeira em minha faculdade, fazendo o melhor trabalho da classe, enchendo de orgulho o professor, na delícia que é estudar e fazer bem feitos tais trabalhos, nessa luta de anos que é uma faculdade, tendo eu anos antes cometido uma cagada, com o perdão do termo chulo, que foi abandonar a faculdade, subestimando a importância de se ter tal diploma, nas palavras de um certo senhor, o qual cometeu o mesmo erro que eu cometi: “Como eu gostaria de voltar a estudar!”, pois, ao preenchermos um cadastro, no item “escolaridade” dá gosto de se assinalar “superior completo”, num ciclo que se fecha, terminando o que começamos, fazendo do abandono do curso uma relação sexual sem orgasmo. A luminária é a exposição pública de celebridades, frequentemente com invasão de privacidade, no paradoxo de Diana: Adorava aparecer e, ao mesmo tempo, sentia-se invadida pelo assédio dos fotógrafos, no modo como tudo traz em si sua própria contradição, na ironia de Tao, o grande palhaço, em gênios cômicos como Chico Anysio, construindo uma deslumbrante galeria de personagens distintos, no privilégio do Brasil ter tido tal gênio, na dignificação do trabalho de artistas brilhantes. O holofote é a iluminação de uma ideia, num conceito, num caminho de criatividade, o “sangue” cobiçado pelos sociopatas, os quais nada têm de inteligência emocional, como eu próprio tive que excluir expressamente de minha vida um sociopata, o qual queria dar um “nó” em minha cabeça, querendo fazer de mim o pedante insuportável, nesses nós que tais gênios do mal querem fazer em nossas cabeças, num conselho simples: Não se relacione com tais sociopatas. Nesta prateleira, temos uma organização, como colocar uma casa em ordem, na dupla jornada dura de uma mulher, que é trabalhar fora de casa e, ao voltar ao lar, cuidar deste também, na luta de se extinguir a escala seis por um sem redução salarial, nessas pessoas que levam uma vida tão, mas tão dura, como os catadores de lixo seco, puxando seus carrinhos com lixo seco, ganhando uns trocados por dia, em pessoas que sobrevivem com tão pouco, mal sabendo se terá, no fim do dia, um pedaço de pão no estômago, no caminho degradante da fome, como artistas de rua, tentando mostrar ao Mundo o seu valor artístico, num Mundo frio e duro, por tantas vezes indiferente, no modo como ignoramos moradores de rua, que são estas pessoas simplesmente invisíveis para a sociedade de consumo. Vemos peixes bonitos, na presença do peixe na cozinha japonesa, a qual ganhou o Mundo, em iguarias de peixe cru, algo inexistente na cozinha ocidental, num divertido episódio de telenovela em que uma senhora simples, do povo, num restaurante japonês, perguntou: “Não tem uma mísera colher de óleo para cozinhar este peixe?”. As tigelas são a serventia do vazio, pois a sensualidade reside exatamente em tal vazio útil ao dia a dia, como decorar um console com objetos de enfeite: Deve haver um espaço vago no móvel, para o cotidiano, pois um móvel completamente tomado de objetos perde tal serventia. Aqui é como num hotel com cada hóspede em seu quarto, na poderosa rede hoteleira de Gramado, uma cidade que sofre em termos de infraestrutura para receber tantos visitantes, como há anos no Natal Luz, com uma queda de energia elétrica na cidade toda!
Acima, Não tão natureza morta VI. As nuvens são o sonho, como no personagem Anjinho de Mauricio de Sousa, na sua nuvenzinha, numa pessoa sonhando em ser um artista de renome, na cidade das frustrações que é Hollywood, com uma competitividade enorme, com um querendo “devorar as tripas” do outro, como em herdeiros na partilha de uma herança, ou como na negociação de um imóvel – todos querem levar a melhor, nos versos de uma certa canção pop: “Todos querem mandar no Mundo!”, na metáfora do Anel de Tolkien, que é o poder, em milhões de brasileiros apostando na loteria, na noção espírita de que tal ganhador fica reduzido a algo deprimentemente patético, apesar de parecer que tal ganhador é felicíssimo. Aqui vemos um processo industrial, com coisas sendo processadas numa esteira de produção, como no complexo processo de montagem de carros, com tantos robôs que “roubam” o emprego de trabalhadores humanos, como em Caxias do Sul, onde o processo de coleta de lixo nas ruas é automatizado, ou como em colheitas que, antigamente, eram feitas a mão. A água jorra como nos espelhos de água de Brasília, remetendo ao infame episódio de vandalismo com intenções golpistas, tal qual Trump mentindo e enfurecendo uma turba raivosa que invadiu espaços públicos americanos, na eterna confusão na mente humana, a qual acha que o grosso é melhor do que o fino, quando é bem pelo contrário. A Vida aqui ruge bela e forte, em exuberâncias como a Amazônia, seduzindo a atenção de outros países, na responsabilidade brasileira que é cuidar de tal espaço vasto, enorme, ficando dura a fiscalização de garimpos ilegais, no clamor ecologista, que é ter a noção de que, fora da Terra, a Vida é impossível ao Ser Humano. O telhado é a proteção, a cautela, num carinho de um lar protetor, como numa apólice de seguro, num esforço como usar preservativo sexual, no modo como minha geração, que foi criança nos anos 1980, já chegou alertada na maturidade sexual sobre a importância de tal preservativo, pegando de surpresa uma subgeração antes de mim, a qual chegou à maturidade sexual desalertada. Vemos formas exuberantes como algodões doces, no modo infantil de se alimentar mal, sem dar valor a alimentos saudáveis, como vegetais, como certa vez o chef inglês Jamie Oliver numa escola, fantasiado de vagem, encorajando as crianças a comer tal produto, em homens de tanto carisma e talento, construindo toda uma carreira, num Jamie incansável: Quando está de folga em casa com a família, no fim de semana, Jamie também cozinha, numa vida de muito, muito trabalho, num homem de talento, o qual merece tal sucesso. Aqui temos um ciclo, como rios desembocando em mares, renascendo em suas nascentes nas entranhas da Terra, nesse mecanismo misterioso que é nosso planetinha, tão ínfimo e tão único. A vegetação aqui é tal diversidade, nas inevitáveis diferenças entre as pessoas, no modo como Tao nos fez únicos, inconfundíveis, nos versos da grande estrela Gaga: “Ele fez você perfeitamente!”, no sentido da Vida, que é se tornar uma pessoa melhor, num caminho de depuração e crescimento, como entrar numa faculdade, e as vicissitudes da Vida não vão fazendo de nós pessoas melhores? Existe Vida em vão? As formas de plumagem com pés delgados são como elegantes flamingos, na magia das cores da natureza, numa exótica América seduzindo a Europa do século XVI, com histórias dos indígenas canibais, no caminho de apuro moral dos colonizadores, que é deplorar tal prática, na imposição de valores europeus, cristãos, que é ver com maus olhos a sexualidade, fazendo de Maria a mulher à qual foi negado ter sexualidade, algo difícil para o indígena compreender, o qual via sexo como algo natural, como casais transando na frente de todo o resto da tribo. Aqui são os labores do dia, com os barulhos do labor, como maquinário em geral, num organismo de empresa, na qual cada um tem sua função, na metáfora de Matrix, que é deletar programas que não têm finalidade ou função, dignidade, no termo “razão social”.
Acima, Não tão natureza morta VII. Aqui é todo um mecanismo, numa abstração de produção, como encontrar imagens na Internet para se ilustrar um trabalho universitário, abstraindo e, assim, catando imagens fódas, com o perdão do termo chulo, no modo como a sensualidade está na cabeça, e não no corpo, podendo ser muito decepcionante uma pessoa linda de corpo, como um certo pseudoator: Por fora, um deus; por dentro, uma nulidade. É como vi certa vez um casal, com ele halterofilista, de excelência de desenvolvimento de massa muscular, e ela obesa, talvez mais inteligente do que ele, num casal que casou tão bem! As hélices são como os moinhos, como num moinho movido a curso de água num rio, na importante indústria de produção de farinha, num produto tão importante, desde a Antiguidade, importante ao ponto de ser o estopim da Revolução Francesa, estopim que era o simples preço do pão, num monarca francês que vivia alienado numa bolha de privilégios, afastado do homem comum, e um rei que abandona o próprio povo deixa de ser rei, como no Romanov deposto pelos comunistas, talvez reis arrogantes, pouco preocupados com o próprio povo, nas palavras da Elizabeth de Cate Blanchett: “Meu povo é meu único carinho!”. Aqui vemos vasinhos modestos, que são os pequenos produtores, como vegetais em feiras livres, no ato brasileiro de se fazer feira, algo inusitado em países como os EUA, este um país em que o cidadão médio come mal, em altos índices de obesidade mórbida, num problema de saúde complicado, numa pessoa que sequer consegue defecar todos os dias, em um filme em que o ator Branden Frasier se desfigurou para interpretar um obeso de péssima saúde, no modo como a Academia de Hollywood adora atores que abrem a mão da vaidade e desfiguram-se para um papel, oscarizando Frasier, na máxima popular de que beleza não põe à mesa! Vemos pedras negras como carvão, no tradicional churrasco brasileiro, na magia de almoços de domingo, reunindo família e amigos, talvez para ver Futebol pela TV, um esporte tão popular no Brasil, em depressões coletivas na seleção brasileira excluída de uma Copa, num Brasil que deixou de ser o país do Futebol. Vemos uma tela, como um filtro, como num patrão em uma empresa, na sabedoria popular de que patrão é um colega que sempre tem a razão, remetendo a um certo senhor, o qual abriu um empresa a qual se viu forçado a fechar dez anos depois, num fracasso, tendo que voltar a ficar submetido a um patrão, e a Vida não nos ensina duras lições de humildade? Vemos uma fumaça, como gelo seco, como num certo baile de casamento, com os nubentes valsando por uma salão de gelo seco, em momentos guardados para sempre, como num recente casamento, numa festa tão linda, que deve ter custado caro, tudo, creio eu, do bolso do pai da noiva, nas palavras de um Chandler de Friends prestes a se casar: “Vou pagar jantar para duzentas pessoas!”. Na grande estrutura em marrom escuro, algo como uma corneta, numa buzina, na lei de se proibir buzinar próximo de hospitais, como aconteceu com um grande relógio público de Caxias do Sul, o qual funciona sem mais badalar, tanto melhor, pois é uma poluição sonora a menos, nas rígidas leis americanas, protegendo o silêncio e a quietude, num cidadão americano com todos os direitos de acionar o famoso número 911 e acabar com festinhas indesejadas, como disse certa vez uma menina americana, dizendo que as festas acabam quando chega a polícia! Este artefato parece ser uma máscara africana, em rituais de magia, como no filme A Guerra do Fogo, com três níveis de evolução humana: 1) Um estado animalesco, com o corpo todo coberto de pelos; 2) Um estado intermediário, com o uso de peles de animais como roupas; 3) Um estado já evoluído, neolítico, tribal, com o domínio da técnica do fogo e construção de artefatos de magia e de rituais, com o cacique usando uma máscara de autoridade na tribo. Os vasinhos são a Vida lutando parar prosperar, como numa pessoa batalhando na carreira, crescendo assim dentro de uma empresa, fazendo metáfora com a grande carreira espiritual, onde tudo é processo.
Acima, Não tão natureza morta VIII. Vemos uma fumaça, como numa queimada em florestas, como num sinal de fumaça, numa sinalização, num apelo, na misoginia no filme Lagoa Azul, na mulher que não fez sinal de fumaça para um navio ao longe, na mulher querendo ficar para sempre numa ilha isolada, no mito de Eva, a qual trouxe azar a Adão, como na cortesã do filme Moulin Rouge, Satine, ou seja, Satanás, no enfurecimento de feministas, as quais pensam contra os poderosos ventos do patriarcado, na formação de elites, cuja função é acordar o corpo social, no Mito da Caverna, na pessoa ali dentro presa, conectada a sinais auspiciosos na luz projetada na parede ao fundo, presa a sinais traiçoeiros, sem razão ou racionalidade, na função do filósofo, que é nos libertar, no mito de Jesus, o libertador, num Jesus o qual não foi capaz de resolver os problemas crônicos do Mundo, mas uma figura que permanece como mensagem de esperança, na metáfora cromática que sempre trago: Num aguerrido Mundo de amarelos versus azuis, seja verde! As pedras aqui estão organizadas por ordem de tamanho, como numa turma de crianças pequenas na escola, na fila por ordem de estatura, ensinando à criança o conceito de organização do caos, no pensamento positivista em nossa bandeira: Ordem e progresso. Aqui é como uma pirâmide social, numa estratificação, numa divisão de classes, nas sábias palavras de Obama: “Um presidente tem que governar para todos!”, criticando um certo senhor de fome napoleônica, um homem o qual não é um homem de Tao, pois um homem de Tao jamais recomendará violência. Num vaso em forma de vulcão, uma origem, como ramos de uma família, em sucessões monárquicas, como no violento filme Calígula, com o pretendente ao trono romano matando o atual regente, em famílias que não são famílias, mas firmas, remetendo a uma certa rica família gaúcha, uma família a qual, definitivamente, não se reúne, ao contrário da família de meu cunhado em Salvador, BA, uma família unida, que se reúne e faz brincadeiras, como amigo secreto, remetendo-me a lembranças de infância, quando meu falecido avô, com talento de patriarca, mantinha a família unida, num auê, com todos falando alto, nas tristes palavras de uma menina rica, porém não muito feliz: “Minha família nunca se reúne!”, no modo como dinheiro em excesso não é bom, remetendo a uma certa senhora, uma pessoa simples: Ela tem o ouro, mas o ouro não a tem! Vemos pequenos bibelôs de peixinhos, remetendo ao passeio guiado pela casa de Jorge Amado em Salvador, com os enfeitezinhos que o romancista colecionou na vida, com uma placa escrita pelo escritor: “Não posso viver sem minhas inutilidades!”. É como uma casa de uma certa pessoa, com aspecto de loja de enfeites, num apego a coisinhas, com uma minicristaleira cheia de traqueirinhas, no fato de que um dia tal senhora desencarnará, deixando tudo de material para trás, na humildade de se entrar “pobre” no Reino dos Céus, sendo complicado o desencane de pessoas apegadas ao material, como nos fetiches da sociedade de consumo, seduzindo-nos com tal apego material, numa escravatura: Tenho que trabalhar feito “louco” para produzir capital e ser alguém em tal sociedade, nos versos de uma certa sanção pop: “Já percebi que o dinheiro não vai pagar! Não vai pagar!”. Vemos exóticas flores monumentais, na ironia de que a maior flor do Mundo tem cheiro de carniça! Tais flores podem acumular água de chuvas e abrigar ovos de espécies anfíbias, em ecossistemas tão exóticos como nossa Amazônia, seduzindo nações de clima mais frio e de vida pouco exótica. Vemos pequenas borboletas em varetas bem fininhas e discretas, na magia de borboletas ensandecidas em flores na primavera, na memória que tenho de flores de lantanas “assoberbadas” por borboletas, na explicação à criança do que é sexo e reprodução, remetendo a uma certa freira professora, a qual dava aulas de Educação Sexual exatamente para aniquilar a malícia nas crianças.
Acima, sem título (1). A cor do fundo é o feminino interior da garrafa de Jeannie é um Gênio, numa reclusão, na saudável pitada de solidão que temos que ter em nossas vidas, no Deus descrito no filme Dogma: Solitário, mas engraçado! É como num certo casamento, o qual ruiu, pois a esposa foi trabalhar com o marido na firma deste, ou seja, um assoberbamento: Na firma, lá está tal pessoa; em casa, lá está tal pessoa; no supermercado, lá está tal pessoa. Aqui vemos uma estrutura como em experiências químicas, no modo como sou descendente do químico industrial Luiz Veronese, numa longeva e secular firma em Caxias do Sul, um homem inteligente, que soube dar serventia a subprodutos de vinificação, nessa indústria vinícola tão forte na Serra Gaúcha, num ponto de reviravolta nos anos 1980, quando uvas finas começaram a ser plantadas em tal região, “sepultando” a era dos vinhos de mesa de garrafão de cinco litros, um produto de qualidade mais simples, sem eu aqui querer ser blasé ou nojento! Vemos dois pés parados, num quadro de estagnação, como pessoas inteligentes, de grande potencial, que não mostram ao Mundo tal talento, num Mundo que exige que mostremos algo de bom, nas palavras do lendário Tom Cruise: “Tenho que mostrar algo!”. Os pés aqui são uma amputação, uma exclusão, como num pária sendo naturalmente execrado pelo corpo social, remetendo a um certo deprimente videoclipe, com um rapaz homossexual sendo execrado de tal forma, inclusive rejeitado pelos próprios pais, e, no fim do clipe, num solitário trem, tudo o que resta a tal rapaz é compartilhar o pão com aqueles que, como ele, foram execrados. Nesses pés há um tolhimento, como eu em uma época de minha vida me cercando de pessoas que me tolhiam: Olhe aqui rapaz, vá tolher a senhora sua avó! Eram amizades que me faziam me sentir preso, inativo, preso num mundinho de faz de conta, num submundo tão desconectado do senso comum, o qual é muito importante, como certos rapazes quando o Brasil conquistou o Penta, rapazes sem ideia desse fato nacional, num mundinho com seus próprios subvalores distorcidos. Aqui vemos uma piscina, como em piscinas luxuosas em topos de prédios, na sedução de tal prazer, como no resort Vila Galé, em Salvador, deslumbrante, digno de férias de presidente da República, em um turismo poderoso, seduzindo outros povos, como os argentinos, na mesma força da indústria do tabaco no Brasil, num brasileiro que tanto fuma, indiferente às expressas advertências em carteiras de cigarro, alertando obre câncer, impotência sexual etc., num hábito de ambos os sexos, de todas as raças e de todas as classes sociais, remetendo aos EUA, um país severo no qual, provavelmente no futuro, o cidadão só poderá fumar dentro de sua casa! Vemos um cogumelo como o de uma bomba atômica, no instinto de uma pessoa em se tornar tal postar avassalador, como divas internacionais arrastando incríveis multidões à praia de Copacabana, no poder da Arte, que é criar tal magia, fazendo da Vida o nervo da Arte, numa celebração da Vida, daquilo que nos faz humanos – os macacos não sobem num palco para fazer um show. Este quadro é um pouco excepcional na carreira de Akira, pois há poucos elementos, ao contrário da variedade de elementos em outras obras do artista japonês, na ironia de que menos é mais, num caminho de limpeza e simplicidade, em simplicidades como a do templo erguido pela mulher faraó Hatshepsut, no conceito de da Vinci: A simplicidade é o mais elevado grau de sofisticação, como tomar um bom banho depois de um dia de labor e transpiração. O suporte é tal amigo poderoso aliado, pessoas que nos ajudam a obter respeito do corpo social, como certa vez a diretora do colégio em que estudei, a qual, em seu poder na instituição, interveio para me fazer uma pessoa respeitada, uma diretora a qual, apesar de ter uma aura rigorosíssima e quase amedrontadora, revelou-se uma amiga, pessoas das quais jamais vamos nos esquecer: Obrigado, querida! Aqui temos um trabalho de análise, como se desmontar um relógio para um conserto.
Acima, sem título (2). Aqui é algo bem inusitado na obra de Akira, pois se trata de um quadro horizontal, num artista que normalmente faz quadros quadriculares. Vemos um recorte de um relevo, numa topografia, como na estrada gaúcha Rota do Sol, na qual, ao descermos da serra para o litoral, deparamo-nos com tal recorte de cânions, na beleza dos campos e florestas, os quais vestem roupas majestosas, como no manifesto ecológico de Tolkien, numa lendária Terra Média repleta de florestas mágicas, no modo como os navegadores europeus foram seduzidos pela exuberância tropical americana, num vastíssimo trabalho de se catalogar cada espécie animal e vegetal, dando nomes para terras devolutas, como eu vi certa vez na Rua, em Caxias do Sul, um rapaz intelectual conversando com uma paupérrima indígena, com esta pedindo esmola, com tal rapaz dizendo: “Teus antepassados eram donos e senhores destas terras, e então veio o homem branco e tomou tudo à força”, nesse talento humano em espraiar o ódio e a raiva, na noção taoista de que a raiva é menor do que a paz, fazendo do Plano Superior tal plano de amigos, no qual ninguém quer nos enganar, na morte da mentira, havendo no Umbral o plano de quem mentiu em vida, como um certo senhor sociopata, o qual mente, mente e mente, uma pessoa que vai acabar “enterrada como um cachorro”, pois os mentirosos acabam rechaçados pela sociedade, como num Bill Clinton, até hoje pagando por ter mentido no episódio infame de Monica Lewinsky. O azul é a cor do céu de brigadeiro, do sonho, da aspiração, num artista com sonhos em meio a um mundo tão frio e indiferente, duro, em vidas amargas como a de Van Gogh, só reconhecido postumamente, ao contrário de Andy Warhol, monstro da Pop Art, reconhecido em vida, recebendo inúmeras encomendas. Na extremidade direita, uma bandeirinha, numa sinalização, remetendo aos tempos em que não havia VAR no Futebol, eras nas quais tínhamos que confiar no bandeirinha, o qual era impopular ao marcar impedimentos de jogadas, nesse “balde de água gelada” que são os gols anulados por impedimento, como num coito interrompido. A bandeira é a universalidade do patriotismo, remetendo a uma certa senhora chauvinista, para a qual algo era perfeito e maravilhoso só porque era brasileiro, num patriota agressivo, ignorando a universalidade do Ser Humano, da Arte, da Ciência e do Esporte. Vemos forminhas como cálices de vinho, de cabo bem fino e delicado, na forma do delicado, mais forte do que o grosso, mas num Ser Humano que eternamente acha o grosso melhor do que o fino, subestimando a delicadeza diplomática e a fraternidade, nos eternos esforços do padre na missa, dizendo que somos todos irmãos, pois somos todos príncipes, filhos do mesmo Rei, no sangue estelar sacrossanto que corre em nossas veias. Uma das formas aqui é como um livro aberto, numa pessoa de vida nobre e simples, um livro aberto, no caminho da lisura e da dignidade, remetendo a um certo senhor, o qual é bígamo, como duas esposas, duas proles e duas casas, e a Vida exige que sejamos unos e íntegros – difícil entender o que faz uma pessoa ter vida dupla, uma pessoa que acha que é obrigada a levar tal vida dupla! Vemos uma mangueira frouxa e caída, como num quadro depressivo, uma pessoa que está passando por uma prostração muito grande em relação à Vida, numa doença que faz com que a pessoa fique fisicamente abalada, como uma certa senhora, a qual quis dar uma boa guinada na vida, deprimindo-se ao perceber que nunca chegara perto de tal guinada pretendida, como ao conversarmos com uma pessoa deprimida, a qual fica prostrada e apática, jogada numa cadeira, sem quer fazer uma coisa simples e prazerosa, que é conversar. Vemos uma bandeirinha caída, derrotada, na prostração do povo argentino na última Copa do Mundo, como certa vez a seleção brasileira, derrotada na final do mundial, em tristezas coletivas. Vemos uma forma como óculos, na reviravolta que foi a invenção das lentes de óculos, algo tão simples, como me disse um certo oftalmologista: “Imagine você viver na era dos faraós, quando não havia óculos!”.
Referências bibliográficas:
CV. Disponível em: <www.akiraikezoe.com>. Acesso em: 30 mai. 2026.
Paintings. Disponível em: <www.akiraikezoe.com>. Acesso em: 30 mai. 2026.




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