Falo pela terceira vez sobre o artista britânico Alex Chinneck. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, Debaixo do clima, mas sobre a lua. Aqui é uma transgressão, como na feminista, caminhando contra os poderosos ventos do patriarcado, no título de um livro de uma certa feminista: Contra o vento. Aqui é uma casa maluca, entretendo as crianças, numa dose de bagunça e diversão, mas numa criança que, no fundo, gosta de regras de disciplina dentro de casa, pois tais regras dão a sensação de lar, de invólucro e de segurança, como eu mesmo com uma certa criança, estabelecendo regras rígidas, como na casa de uma certa psicóloga, com regras rígidas para os filhos, como meu pai quando eu era criança, chamando-me para dormir exatamente às dez da noite, impondo exigências, num pai no qual até pode doer um pouco no coração ter tal dureza, mas que sabe que é o certo a se fazer, como no filme da Disney A Pequena Sereia, no pai punindo severamente a filha, mas um pai com um pouco de dor e pena da menina, ao contrário do sádico sociopata, que faz sofrer por fazer sofrer, como um certo sociopata insuportável, impondo escolhas cruéis aos filhos, fazendo do sociopata tal verme que busca por um masoquista, como eu certa vez na Rua, abordado por uma sociopata que queria aliciar pessoas para um culto para lá de suspeito, uma sádica acompanhada por uma masoquista – não sei qual das duas era mais patética, uma sociopata que achava que iria me envolver em suas teias ardilosas e pegajosas, como uma mosquinha desavisada numa teia de aranha: Vá tomar no cu, sua sociopata, com o perdão do termo chulo. A entrada do prédio parece uma guilhotina, numa forma de execução, em execuções de decapitações, como uma Maria Antonieta, enfrentando a fúria revolucionária e sendo guilhotinada, no conselho taoista: Se é para haver uma punição, que seja por meios oficiais e legais, formais; se você quiser fazer justiça com as próprias mãos, você só irá sujar de sangue suas próprias mãos! É como um altivo Obama ordenando a execução de um terrorista, ou seja, uma execução oficial, sem raivas ou emoções ilusórias, mas com racionalidade e cordura, num Obama que se revelou tal grande homem, ao contrário de outro certo senhor, um babaca total e absoluto, um homem que é a prova de como o Ser Humano pode ser patético com suas raivas e com suas guerras, gastando montanhas de dinheiro em conflitos globais, como eu, ainda infante, disse a meu querido avô: “Guerra já tem demais no Mundo, vô!”. Aqui é como o homossexual, uma pessoa que nasceu de cabeça para baixo, trafegando na contramão, como num certo patético videoclipe, mostrando um gay sendo execrado pelo corpo social, inclusive execrado por seus próprios pais, um rapaz ao qual, no fim do clipe, num errante trem, tudo o que resta é compartilhar do pão com aqueles que, assim como ele, foram execrados – é um horror. Aqui é um enorme esforço de diferenciação, num artista querendo tanto se destacar e fazer a diferença, como nas irrefutáveis e inignoráveis instalações do casal de artistas Christo e Jeanne-Claude, num talento tão claro e evidente, em intervenções grandiosas e marcantes, no poder e no dever da Arte, que é nos deslumbrar, como no boom de Star Wars há muitas décadas, deslumbrando multidões com tal verve, numa história tão bem contada, algo meio raro e Hollywood, a qual tem uma doença crônica – a escassez de bons roteiros, remetendo a filmes ruins, que são indicados ao debochado antitroféu que é a Framboesa de Ouro, debochando de quem está por baixo, como numa estelar Hale Berry, oscarizada, ganhando a Framboesa pelo malfadado filme Mulhergato, com a coragem de subir ao palco e exibir seu Oscar e sua Framboesa, ou seja, ninguém está por cima o tempo todo, mesmo deuses sacrossantos como Meryl Streep. Aqui é uma fome por singularidade e particularidade, com artistas que são reconhecidos ainda em vida e artistas como Van Gogh, reconhecidos somente postumamente, como um feliz Andy Warhol, recebendo inúmeras encomendas, caindo nas graças do Mundo, nesses artistas bruxos, que nos deixam perplexos com tal inventividade, como um certo senhor estilista, um talento claro, numa mente esbanjando criatividade e talento, um homem de amplo espírito de iniciativa, como meu falecido bisavô Joaquim Pedro Lisboa, o qual é considerado o Pai da Festa Nacional da Uva de Caxias do Sul, a qual virou uma manifestação de identidade coletiva.
Acima, Dizendo a verdade por dentes falsos. Aqui é uma espécie de vandalismo ordenado, organizado, como numa esteira de produção industrial, numa padronização, como num chef fazendo cupcakes, usando uma concha de sorvete para se certificar que os bolinhos vão ficar de tamanhos iguais uns dos outros. Aqui são como poros respirando, como numa roupa de algodão, na fibra que respira e deixa o ar circular, como num ambiente de trabalho salubre, prazeroso, ao contrário de uma certa firma na qual já trabalhei, um ambiente o qual, apesar de limpo, moderno e climatizado, era insalubre psiquicamente, na pessoa presa numa baia na frente de um computador, nas sábias noções do feng shui, estabelecendo que, numa mesa com um computador, deve haver ao lado uma janela, uma vista, para a pessoa respirar psicologicamente, um ambiente ao qual reagi de forma enérgica, mandando ali tudo e todos à merda, com o perdão do termo chulo, como me disse um certo publicitário: Você tem que estar feliz no lugar onde você trabalha, e, lá, meu não estava feliz, principalmente com uma certa pessoa, a qual estava embevecida com a perspectiva de ter alguém abaixo de si na hierarquia, no poder do Anel, que é trazer o que o Homem mais quer, que é poder. Aqui é como uma padronização, como na escola, ensinando coisas aos alunos, na difícil tarefa de impor disciplina, mantendo na linha tais infantes, como certa vez eu adolescente, sendo energicamente orientado por uma coordenadora: “Vá para a sala de aula agora!”, na transgressão natural do adolescente, como na bem sucedia novela Rebelde, com os adolescentes usando de forma transgressora o uniforme da escola, como uma certa menina, transgredindo a constituição inicial do uniforme escolar, cortando uma parte da cola e deixando um dos ombros à mostra, uma menina muito bonita e gostosona, daquelas mulheres que encantam não só homens héteros, mas os gays também, como na revista Playboy brasileira, um nu de tão bom gosto que encantava até os gays, os quais são exigentes, fodas, com o perdão do termo chulo. Se aqui os buracos fossem aleatórios, seriam um puro vandalismo, no ódio dentro do vândalo, que é emporcalhar e destruir, uma pessoa que não ama a vida em sociedade, como arrancar mudinhas de árvores, como nos dizeres de uma certa pichação vândala: “ Nóis picha, eles pintam, e nóis picha de novo!”. É um caminho de rebeldia, no coração rebelde de Madonna, ouvindo do próprio pai, numa Madona ainda menininha: “Por que você não é como as outras meninas?”. Nessa ordenação, temos uma obra de Arte, que é pegar algo, interferir e fazer algo novo, como uma certa obra de Arte, que era uma faca com um buraco na lâmina, e no buraco se encaixava um cadeado fechado, selado, para sempre, ou como outra certa obra, que era uma cópia da Monalisa, só que com um bigode pintado no rosto da célebre modelo. Aqui é como uma prova sendo aplicada a estudantes, na competição social para ver quem é o mais aplicado, como um certo rapaz, o qual sempre foi muito aplicado nos estudos, sendo, desde menino, pressionado a cursar Medicina, num Mundo que nunca tem a sensibilidade de nos perguntar se estamos felizes, um rapaz que mandou tudo e todas à merda, com o perdão do termo chulo, mostrando o dedo do meio ao Mundo e indo cursar Jornalismo, no ato de adquirir o controle de sua própria vida, num desenvolvimento de virilidade e autonomia de voo, nas palavras de psicoterapeuta no consultório ao paciente: “Dane-se o Mundo!”. Aqui nos deixa intrigados como Chinneck conseguiu fazer tal efeito ordenado, com cada quebra sendo igual à outra. Aqui, nesta esteira de produção, é como na Pop Art, num casamento entre arte e produção industrial, como biscoitinhos numa esteira de produção, no boom global inglês da Revolução Industrial, em épocas em que os direitos trabalhistas não eram lá muitos respeitosos para com o trabalhador, na revolução no Brasil, que foram os direitos trabalhistas, com o décimo terceiro e férias remuneradas.
Acima, Dos joelhos de meu nariz à barriga de meu dedo. Aqui é algo cedendo, entregando-se, como alguém apaixonado, derretendo-se por alguém, num coração sendo conquistado, na exigência de se ouvir também a cabeça, como uma pessoa se apaixonando por um sociopata, tendo ilusões em relação a este, no poder manipulador do sociopata, dando-nos vontade no coração de estarmos perto de tal pária social, como um certo senhor, absolvido da acusação de homicídio duplo, vivendo como pária, um homem que recebeu com extrema frieza sua própria absolvição, quando olhamos nos olhos de um sociopata e ninguém vemos ali, ou como amizades fúteis, pessoas as quais, depois de um certo tempo sem as ver, reencontramos, olhamos nos olhos e vemos ali um estranho – não sabemos quem está ali, amizades fúteis desnecessárias, diferente do sociopata que, é uma amizade tóxica, uma pessoa interessada em nossa ruína, o que é um horror. Aqui é como um papel flexionado, torcido, distorcido, como notícias distorcidas pela praga das fake news, comuns em época de campanha eleitoral, numa falta de apuro moral, querendo o poder pelo poder, e não para usar tal poder para o bem, como me disse uma médium espírita: “Se tua religião visa o bem, então está tudo bem!”. Aqui é como o efeito de leveza da Brasília de Niemeyer, na impressão de que os tetos e as colunas são feitos de leve papel, num caminho de identidade brasileira, na enorme incumbência do Cinema Brasileiro, que é estabelecer uma identidade própria e fugir das poderosas influências hollywoodianas, assim como o Modernismo Brasileiro partiu em busca de tal identidade brasileira, em ícones como Tarsila do Amaral, alimentando um musical em que Claudia Raia interpreta tal ícone, fazendo de Raia tal heroína da cultura nacional, uma artista impecável, que atua, canta e dança, muito bem, diga-se de passagem, conduzindo com maestria tais peças, numa artista de carisma, batalhadora, com décadas de invejável carreira construída, transitando muito bem entre TV e Teatro, ao contrário de outra certa atriz, a qual tem medo de pisar num palco, o que é uma bobagem, pois falo aqui de uma atriz de tremendo talento, ao ponto de ter catarses no set de filmagem. Aqui é como uma erosão gentil, lenta, doce, com a parede cedendo a pressões, na curvatura polida do judô, em respeito ao oponente, fazendo dos japoneses tal povo limpo, ao contrário de outro certo povo, um povo sujo, principalmente na beira da praia, enfurecendo ecologistas. Aqui é como uma folha saindo da impressora, nos avanços industriais de nossos tempos, deixando perplexa minha geração, que foi criança no final de era analógica, vivendo a TV de tubo, só com poucos canais de TV aberta, remetendo aos anos 1990, nos quais TV a cabo era para lá de chic, algo que hoje é tão trivial, no paradoxo de nossos tempos: Antigamente, éramos felizes com poucos canais; hoje, com centenas de canais à nossa disposição, zapeamos e zapeamos sem encontrar algo que nos agrade! Aqui é na gíria “descolado”, como uma certa rede de cafeterias, num ambiente jovial e descolado, moderno, a cara da geração digital, numa era em que o e-mail, antes chic nos anos 1990, hoje é algo para lá de banal, como na telefonia móvel, algo hoje disponível até para pessoas mais pobres, em suas suaves prestações, num caminho de democratização, num galgar frenético de tecnologias, deixando obsoletos sites que antes eram moda. Aqui é como uma fragilidade, com algo cedendo à força da gravidade, como na erosão de milênios sobre as grandes pirâmides egípcias, antigamente perfeitas e impecáveis, simples, limpas, maravilhosas, no poder da limpeza e da simplicidade, fazendo da Vinci dizer que a simplicidade é o mais elevado grau de sofisticação, como tomar um bom banho perfumado, no poder das fragrâncias, que é dar tal sensação de limpeza. Aqui é uma distorção no espaço-tempo, fazendo dos modos humanos de medir tempo e espaço uma forma insignificante de se ver o vasto Cosmos, o qual é uma sopa infindável de galáxias, na noção islâmica de que Ale é grande, no poder do infinito, que é Deus, no poder incrível de que jamais findaremos.
Acima, Em algum lugar debaixo do arco íris. Chinneck adora zíperes. Aqui é um novo dia nascendo, uma nova possibilidade, como um artista se reinventando, sobrevivendo a décadas de carreira, esforçando-se para não se repetir, num caminho duro, mas que vale a pena, como em bandas longevas, sobrevivendo a muitas décadas, num eterno trabalho de recomeço, e é assim para todo mundo, até para deusas sacrossantas como Gisele, sempre se mantendo produtiva, sabendo que, se parar, virará “peça de museu”, como uma certa rádio, a qual, ao surgir nos anos 1990, foi um prodígio de audiência, mas uma rádio que está se tornando um “abacaxi”, considerada uma “rádio de velhos” por quem nasceu em tal década ou após dela. Aqui é como uma saída para uma crise, num renascimento, como já me disseram que as crises são positivas, pois apontam um momento de renovação da pessoa, como uma pessoa que passou por uma crise depressiva muito forte, como uma certa senhora, a qual se viciou em cocaína, já tendo alguns episódios de internação hospitalar, recaindo na droga por ter tido uma depressão pós parto muito forte, remetendo a um certo senhor, a história mais deprimente que conheço pessoalmente, um senhor que se perdeu nas drogas, numa vida sem perspectiva de reconstrução, um homem condenado a apodrecer o resto de seus dias numa clínica psiquiátrica, numa vida sem qualquer chance de reconstrução, algo muito mais grave do que uma mera crise. Aqui é um processo cognitivo de esclarecimento, como um dia nascendo lentamente, numa aurora tão bela, pintando o céu de cores, na deusa grega Eos, deusa da aurora, na poderosa ária pop: “A aurora venceu!”. Aqui é como a saída de uma prisão, no glorioso dia se soltura, de desencarne, numa missão cumprida na Terra, ao contrário dos que fogem, evitando a Vida, fazendo nada de seus dias na Terra, como uma certa senhora maliciosa e fofoqueira, financeiramente rica e espiritualmente miserável, uma senhora ociosa, numa vida tão vazia que tudo o que lhe resta é falar da vida dos outros, uma pessoa a qual, ao desencarnar, vai se dar conta do vazio que foi sua vida, topando reencarnar e partir em busca de tal tempo perdido, uma senhora equivocada, que inclusive muito mal de mim já deve ter falado, tendo a coragem de me cumprimentar na Rua, como se nada tivesse acontecido – como pode ser feliz uma pessoa que nem trabalha; nem estuda? Aqui é como na elucidação de um mistério, como em romances policiais, como Agatha Christie, desafiando a inteligência do leitor, numa escritora tão talentosa, jogando pistas falsas ao leitor, sendo rara minoria os leitores que conseguiam adivinhar quem foi o assassino, sendo uma mulher uma das maiores vendedoras de livros da História da Humanidade – viram como a misoginia é uma bobagem? Aqui é como um quarto fechado sendo aberto de manhã, nas palavras da senhora minha mãe acordando minha irmã e eu: “Acordem! Está um dia maravilhoso!”, no modo como certas pessoas têm dificuldade de sair da cama, na turma do “só mais cinco minutinhos”, na sedução dos braços de Morfeu, no delicioso pecadinho capital da preguicinha, a mãe de grandes invenções: Por que sofrer subindo e descendo escadas se posso pegar um elevador? Aqui é como um empreendimento sendo aberto ao público, como na inauguração da Livraria Cultura em Porto Alegre, sem marketing, sem anúncios, simplesmente abrindo as portas, numa beleza sendo revelada, em talentos de arquitetos, como entrar num shopping novinho, recém inaugurado, como na abertura do Moinhos Shopping, na capital gaúcha, numa zona chic da cidade, chamada coloquialmente de “Calça da Fama” uma via de empreendimentos nobres, como eu mesmo vi certa vez em tal via um famoso colunista social, elegantíssimo, com uma flor vistosa na lapela, dando esta a alguma moça bonita que passasse pela via. Aqui é como um striptease, ou como na dança dos véus, numa dançarina se revelando, como uma Sharon Stone, um pouco irritada por ter sido estigmatizada no mercado por aparecer sempre nua, nuns EUA de raízes puritanas protestantes.
Acima, Fogo na geleia. Aqui é uma restrição, como fechar uma torneira que está vazando. É como no espelho da Galadriel de Tolkien, mostrando apenas pouco do que está para acontecer, como numa dona de casa fazendo compras de supermercado, sempre aproveitando promoções, como levar três e pagar dois, como numa certa rede de supermercados, sempre com promoções de vinhos muito boas, imperdíveis, no desejo do lojista em ver a mercadoria saindo da loja, mesmo que, para isso, tenha que fazer atraentes promoções. Aqui é como um saco de lixo sendo fechado para não produzir odores, na seguinte metáfora: Acumular ressentimentos dentro de si é prejudicial, pois é como acumular lixo dentro de casa – vai começar a feder! É como eu certa vez, muito magoado e desrespeitado por uma certa senhora, uma senhora a qual resolvi perdoar, podendo eu, algum na Rua, cumprimentá-la, no poder do perdão, que é o caminho da Eternidade, pois os ressentimentos não são eternos, na noção taoista de que tudo acaba se resolvendo por si, na sabedoria popular de que, no andar da carroça, as coisas ali dentro vão de encaminhando no decorrer. Aqui é o divertido recurso da dialética, no intuito de se dar um nó na cabeça de outrem, na ironia de que tudo traz em si sua própria oposição, no inevitável casamento entre luz e escuro, no jogo de sedução entre os sexos, em aspecto simples, como um certo anúncio de telefone móvel, anúncio no qual o dispositivo estava do mesmo tamanho de uma mulher ao lado: É ela quem ficou do tamanho do aparelho ou é o aparelho quem ficou do tamanho dela? É no casamento entre positivo e negativo, no trabalho de xilogravura, “carimbos” nesse jogo de contradições, remetendo à minha xilogravurista preferida, que é artista caxiense Mara De Carli, da qual já falei, com muito prazer, no Blog desde 2015 por Gonçalo Mascia, numa Mara tão respeitada e levada a sério, sempre fazendo mostras fartas e muito bem montadas, num capricho de profissional, no papel do artista, que é nos deslumbrar. Aqui é como um “nó” no intestino, numa dificuldade para is aos pés, em fezes muito rígidas, difíceis de serem expelidas, tendo que ser ministrados laxantes, no pesadelo que é não ir aos pés todos os dias, em quadros graves de saúde, como obesidade mórbida, na pessoa indo ao banheiro apenas uma vez ou semana, ou até mais do que uma semana, remetendo ao recente Oscar dado a Brendan Fraser, interpretando um homem para lá de obeso, no modo como a Academia de Hollywood ama atores que se desfiguram para um papel, em interpretações assombrosas como o icônico Coringa de Heath Ledger, num triste Oscar póstumo, num homem jovem, com toda uma carreira pela frente, nas razões misteriosas da Divina Providência – quando uma pessoa vai, é porque simplesmente chegou a hora. Aqui é uma rigidez, como em misóginos espartilhos, oprimindo a mulher em meio a cruéis padrões de beleza, como uma certa menina que conheci, uma moça linda, uma boneca de linda, a qual nem estava comendo, nem bebendo, sequer água, achando que esta inchava e engordava – o que um pai e uma mãe vão fazer numa hora dessas se não internar a menina antes que a menina morra? E tudo por culpa desses padrões, enfurecendo as feministas, as quais, como elite, pensam contra os fortes ventos do patriarcado, no título da canção de Madonna: “Papai, não dê sermão!”. É como no sermão na missa, com as freiras sendo que submeter a um homem, que é o Papa, na ironia de que padres e freiras vivem em mundos diferentes uns dos outros, como antigamente em Caxias do Sul, com duas instituições tradicionais de ensino, com os padres educando os meninos e as freiras educando as meninas, na evolução que foi o surgimento de colégios mistos. Aqui, o extintor não quer trabalhar, como moradores de Rua, fugindo da necessária luta pela Vida, como eu ao cumprimentar qualquer amigo na Rua, dizendo: “Na luta! Na luta sempre!”. Aqui é um impedimento, na capacidade patriarcal de tolher a sexualidade feminina.
Acima, Imagem de Walt Disney. Aqui é o dia a dia do artista, na sua “bagunça organizada”, sabendo direitinho onde encontrar o que quer, como no lar, o lugar sagrado no qual tudo é de nosso jeito, ou como irmos e nosso supermercado preferido, sabendo direitinho onde encontrar qual mercadoria, num trabalho de familiaridade, no poder do costume, como chegar em estabelecimentos em que somos já conhecidos da casa, como clientes fieis, ou como sermos atendidos por um operador de caixa que já nos conhece, no peso do bom atendimento, como numa famosa rede de lojas pelo Brasil, uma loja em que nos sentimos tão bem atendidos, ao contrário de lojas da concorrência, nas quais não no sentimos muito bem vindos, como em um outro certo estabelecimento, num atendimento tão antipático, tendo no caixa uma moça antipática, que nos trata como se tivéssemos ofendido quinze gerações da família de tal moça – é um horror. Aqui são os vestígios do dia, como cinzas na lareira, na sedução de se namorar e beber vinho na beira do fogo, remetendo ao monstro Balrog de Tolkien, feito de sombra e fogo, na sedução das labaredas, num mundinho fechado, interior, Yin, em oposição ao lado macho da Vida, o Yang, na recomendação taoista: Entenda a força e o poder do Yang, mas seja mais Yin dentro de si mesmo, como na célebre atriz Meryl Streep, respeitadíssima no mercado, um nome forte, macho, imponente, titânico, mas uma Meryl pacata, vivendo quieta seus dias numa aconchegante casa retirada e discreta, apreciando roteiros para avaliar se são projetos interessantes, nos quais se vale apena embarcar, no bom gosto de artistas como Leo DiCaprio, normalmente farejando roteiros bons, de histórias bem contadas, como não me canso de dizer: Hollywood tem uma doença crônica, que é a escassez de histórias bem contadas, havendo o deboche da Framboesa de Ouro, que zomba dos que estão por baixo! O laço é um vínculo, na ligação do artista com sua arte, na felicidade de um artista ainda reconhecido em vida, como uma Frida Kahlo, ultrapassando barreiras internacionais, sendo uma mulher um dos maiores surrealistas da História, na prova de que a misoginia é gêmea siamesa da estupidez e da idiotice, como qualquer preconceito, como o preconceito de que vinho, para ser bom, tem que ser muito caro; como no preconceito de que negro não é gente! Esta tábua pode ser também uma obra de Arte em si, no poderoso advento da Arte Moderna, transgredindo a Arte Acadêmica, no papel sumo do transgressor, que é causar a evolução de uma sociedade, nas palavras imortais de Dalí: “Feliz daquele que causa o escândalo!”. Como no escândalo de Leila Diniz grávida de biquíni no Rio, agredindo o preconceito de que a mulher é um ser inferior ao homem, no mito misógino de Eva, a mulher que corrompeu o perfeito Adão, numa Eva que trouxe todos os males à Humanidade, no mito castrador de Nossa Senhora, a mulher que é perfeita só porque nunca transou, num indígena que não compreendia aversão do europeu a sexo e sexualidade, na imagem de Nossa Senhora esmagando a serpente da malícia, mas na importância do mito de Maria, que é nos fazer compreender que somos todos frutos de imaculada conceição, sendo todos nós príncipes, filhos de mesmo Rei, fazendo das realezas mundanas representantes de tal sangue divino que em nossas veias corre. Aqui é um papel de registros, como carimbos num passaporte, num espírito que já passou por muitas encarnações, num processo de crescimento e depuração moral, pois este é o sentido da Vida – tornarmo-nos pessoas melhores! Aqui é como um sharing, com cada pessoa fazendo sua própria colaboração, como num elenco de filme, um elenco no qual, no frigir dos ovos, mesmo sob o controle do diretor, cada ator e atriz acaba por fazer o que pensa ser melhor, nas palavras enérgicas, porém carinhosas, de um diretor para mim: “Quando eu falo algo, você tem que obedecer!”. Aqui é como na Arte, onde cada um vê o que quiser ver, no poder da grande obra, que é render inúmeras interpretações, como na Monalisa de da Vinci, o maior mistério da História da Arte, na prova de que tamanho não é documento, numa Monalisa pequenina.
Referências bibliográficas:
Alex Chinneck. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 15 jul. 2026.
Home. Disponível em: <www.alexchinneck.com>. Acesso em: 15 jul. 2026.






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