O pintor francês Alexandre Cabanel (1823 – 1889) foi do estilo Neoclássico Acadêmico, retratando mitos, aspectos religiosos e aspectos históricos. Atuou também como aquarelista. Foi amigo íntimo de Napoleão III, tendo pintado diversos salões imperiais. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, Poeta florentino. Aqui é metalinguagem, com arte falando de arte – pintura falando de poesia. Aqui é a supremacia e o auge da pintura acadêmica neoclássica, um estilo transgredido posteriormente, como no Modernismo Brasileiro, ou em sopros de frescor de renovação como o Cubismo e o Impressionismo, nos versos da canção de Elis: O novo sempre vem, como nas inúmeras regravações das canções clássicas de Cole Porter, ídolo de Woody Allen, no caldeirão cultural que gerou estilos primos, como o Jazz, os Blues, o Country, o Rock etc., na influência decisiva do negro na Cultura dos EUA, como no Brasil, nos tambores de raízes negras, gerando toda uma identidade nacional, como no Cinema Brasileiro, o qual tem o enorme desafio de encontrar uma identidade própria, nas palavras do grande diretor brasileiro Fabio Barreto, meu querido diretor: “O Brasil tem que exportar mais imagem!”. A moça cobiçada aqui toma conta da cena, como num artista iluminado pelo holofote no palco, deixando na penumbra o restante das pessoas no palco, nesses fenômenos de popularidade, lotando estádios com muitos milhares de espectadores, com artistas causando comoções ao redor do Mundo, na prova da universalidade da Arte, da Cultura, num Ser Humano sempre ávido por alimento espiritual, fazendo da Arte algo que nos faz humanos, desde sempre na Arte Rupestre, na incapacidade de um macaco em pegar um pincel e pintar uma carinha numa tela, em casos de universalização como o Chocolate, o qual, ao ser adicionado de açúcar e leite, ganhou o Mundo, como na massiva universalização da Pizza. A moça aqui é uma donzela virgem, guardada debaixo de sete chaves, nos preconceitos patriarcais do Mundo, numa menina a qual, ao nascer, tem seu próprio pai dizendo: “Esta eu vou guardar debaixo de sete chaves e entregar pura e casta para o marido na Igreja”, ao contrário do menino, o qual, ao nascer, tem seu próprio pai dizendo: “Este vai namorar com todas! Este vai ser o caralho alfa da cidade!”, ou seja: homem pode tudo; mulher pode nada – é um horror. Aqui é um vestígio do Renascimento, na recapitulação da Cultura Clássica Ocidental, quando o Gótico ruiu e uma nova forma de Arte nasceu, fazendo da Itália tal berço, na Florença de tal época, numa competitividade acirrada, com muitos artistas sonhando em ser mestres de tal momento, numa guerra, no modo como um opositor de da Vinci tentou prejudicar este com fake news, numa guerra selvagem, com um querendo devorar as tripas do outro, no termo cínico: Os fins justificam os meios – não é bem assim, meu irmão, pois existe um caminho melhor, que é o caminho do respeito e da elegância, pois quando sou único, ninguém pode competir comigo. O poeta aqui dá seu show, num artista num palco, remetendo aos “comediantes” do televisivo Pânico, trazendo um discernimento aqui: Uma coisa é fazer sátira, pois a sátira é uma declaração de amor; outra coisa é desrespeito, talvez com pessoas que precisem calçar as sandálias da humildade, num televisivo que só é pertinente para a meninada; num televisivo desinteressante para quem tem o mínimo de maturidade e discernimento. Aqui é o momento do poeta, brilhando, sucesso de público, no centro das atenções, mostrando seu talento, como no tricampeão mundial Gabriel Medina, o qual pega uma prancha, entra no Mar a mostra o seu talento em tal esporte, um dos esportes mais belos do Mundo, diga-se de passagem. Aqui é como um digníssimo senhor que conheço, um gentleman, sábio, experiente, inteligente, capcioso, interessante, do tipo de pessoa que sempre tem algo de interessante para dizer, ao contrário de uma pessoa vazia e obtusa, a qual pouco tem a dizer. Este senhor é um espírito evoluidíssimo, extremamente lúcido mesmo estando na casa dos oitenta anos de idade, daquelas pessoas que dão gosto de se conversar. Aqui é como nas palestras de Jesus, atraindo multidões, com seu legado perpetuado pelos evangelistas, num homem o qual, apesar de nunca ter tido educação formal, é a maior mente de todos os tempos.
Acima, Psique com a arma de Proserpina. Aqui remete a um livro juvenil que li no fim do Ensino Fundamental, narrando e lenda grega de Psique, ou seja, a alma, a mente, a espiritualidade, gerando então termo Psiquiatria, no modo como eu sempre terei um flanco psiquiátrico, mas não de forma xiita, pois o problema da Ciência é que esta não vê além do óbito, trazendo então a questão espírita da Fé: Não tenho garantias científicas de que há Vida pós Morte, mas tenho fé de que um mundo melhor nos espera depois de nossas encarnações neste lugar duro e difícil que é a Terra, nas palavras do Oráculo no finzinho da trilogia Matrix: “Eu nunca soube, mas eu acreditei! Eu acreditei!”. Minha Nossa, como Psique é linda aqui, alva, como se feita de porcelana, numa beleza digna de deusa, como nas mulheres celebridades, na competição acirrada para ver qual delas tem o vestido mais deslumbrante da noite, num Ser Humano fútil, o qual se deslumbra com frivolidades enquanto problemas seríssimos se desdobram ao redor do Mundo, num mundinho auspicioso, de faz de conta: Eles juram que são deuses e nos juramos que acreditamos. A caixa aqui traz uma revelação, uma bomba, na malévola Caixa de Pandora, da qual vieram todos os males do Mundo, como no quatro maldito do hotel assombrado de O Iluminado, nas palavras de um senhor: “Nada há naquele quarto! Você nada tem a fazer ali!”, nas palavras de um certo psiquiatra: Nunca desperte a fera dentro de você mesmo, como numa pessoa em surto, tendo que ser contida imediatamente antes que faça mal a si mesma ou a outrem, como vi uma certa senhora num domingo à tarde em Porto Alegre, uma mulher que caminhava com uma verdadeira coroa sobre a cabeça, em pleno surto, achando-se a rainha de sei lá onde, numa mente se refugiando num mundinho de mentirinha, numa pessoa que se perde, como um triste senhor que conheço, um homem que se perdeu nas drogas, uma pessoa condenada a passar o resto de seus dias numa clínica psiquiátrica, proibido de trabalhar, passear, namorar, divertir-se e viver – é muito, muito deprimente, na prova de como a Droga pode devastar uma vida, com tantos artistas que se perdem por aí em tais substâncias, nas sábias palavras de meu pai para mim e minha irmã: “Nunca aceite droga!”. A modelo aqui é um anjo de linda, digna de dar inveja às deusas, como numa icônica Nefertiti, perpetuada para sempre em sua beleza, no peculiar estilo realista do controverso reinado de Aquenáton, o faraó herege e transgressor, o qual rechaçou a forma tradicional de arte egípcia, trazendo um estilo realista, retratando o Mundo do jeito que este é de fato, num homem que é tido como o primeiro indivíduo da História. Aqui temos um truque bem básico de Arte, que é o discernimento taoista: Quando digo que algo é belo, é porque vejo o oposto, que é feio, ou seja, aqui a árvore negra ao fundo é fundamental para que a alva Psique se sobressaia. Aqui é o modo como o grego antigo lidava de forma natural com a nudez, ao contrário da culpa católica, do pecado escuro. Aqui o seio da modelo está quase revelado, num jogo sexy entre revelar e mostrar, num traje do mais fino tecido, vaporoso, nos tecido finíssimos metafísicos, dignos de dar inveja aos tecidos mais finos feitos na Terra, no modo como as recentes cheias catastróficas no Rio Grande do Sul são a prova de que o Mundo Terreno é quem busca imitar a perfeição do Mundo Espiritual, com tudo girando em torno do Metafísico, no modo como na Terra tudo gira em torno de Saúde, havendo Saúde plena e inabalável no Plano Superior, num mundo de paz, onde ninguém quer enganar ninguém, na importância de desenvolvimento do apuro moral, havendo no sociopata uma pessoa a qual, definitivamente, carece de tal apuro, ou seja, o Mal é amigo do raso apuro moral. A paisagem aqui é perfeita, irretocável, num doce dia de Verão, em diversões com os amigos na piscina. O cabelo aqui não é rebelde, mas disciplinado, arrumado, numa mulher com autoestima, arrumando-se para sair na Rua, como no ato de se perfumar, o qual é um ato de amor próprio.
Acima, Rebeca e Eliezer. Aqui é a dedicação do labor, na mulher dando de beber aos camelos, numa cena exótica, distante dos cavalos europeus. Aqui é como o mágico espelho de Galadriel de Tolkien, o espelho que mostrava o passado, o presente e o futuro, neste símbolo de feminilidade que é o espelho, nas “loucuras” das quais uma mulher é capaz de fazer em nome da beleza, para ficar mais bonita, como na poção mágica de A Morte lhe cai bem, numa bênção que se revela uma maldição, nas palavras trágicas de Freddy Mercury: Quem quer viver para sempre? Ou nas palavras dos Ramones: Não quero viver minha vida de novo! A sede dos camelos é tal ambição, tal fome, tal tesão de viver, no modo como a pessoa tem que ter tal tesão, tal vontade, na força da Vida, da vontade, na sabedoria popular de quem Deus ajuda a quem ajuda a si mesmo, como numa mulher forte como Gisele, a qual sabe que, se parar de trabalhar, vai desaparecer, ao contrário de outra certa senhora, cujo nome não mencionarei, uma pessoa que, de tão microscópica, crê que seu próprio fracasso é culpa do Mundo, quando que o Mundo não tem culpa, minha irmã. O homem sentado com a espada é a razão, na fé de que existe um só caminho, num Ser Humano para sempre seduzido por caminhos secundários, na noção cristã de que Jesus é o único caminho, no nosso irmão depuradíssimo que vive para sempre no Plano Superior, no espírito mais depurado que já passou pela Terra, mas um espírito que nos traz o fato doloroso de que ninguém muda o Mundo, num Mundo aguerrido que assim permaneceu mesmo depois da passagem de JC, sendo Ele uma figura na qual podemos depositar nossas esperanças, como ouvi numa formatura do curso de Filosofia, dizendo que esta não muda o Mundo. O homem aqui é o repouso, o resguardo, num merecido repouso, ao contrário da falta de autorrespeito do workaholic, o qual não respeita a si mesmo, como um senhor que conheci, o qual não tinha dignidade, levando uma vida degradante de trabalho, trabalho e trabalho, fracassando na Vida, tendo que fechar seu próprio empreendimento, um senhor que, certa vez, ficou 48 horas sem dormir, só trabalhando – não tem como ser válido ou saudável. A aridez aqui é uma dimensão desolada, como no filmão Vanilla Sky, numa cidade absolutamente deserta, sem um só amigo, numa sensação de desolação, como uma pessoa que conheço, a qual levou um tombo muito grande ao sair de casa para estudar em outra cidade, remetendo aos zelos maternos, quando crescemos acostumados com uma supermãe que mantém a casa limpa, organizada e com comida na mesa, num processo de “desmame”, por assim dizer. Nesta aridez, vemos uma solitária palmeira ao fundo, numa vida lutando para sobreviver, como árvores competindo por um lugar ao Sol, na luta pela Vida, nas palavras sábias de uma certa médium espírita, a qual disse que Deus quer nos ver lutando pela Vida, num Pai que não quer nos ver “atirados nas cordas” do ringue da Vida. Aqui a água é algo raro, num lugar tão seco, como num submundo, num subconjunto, com suas próprias sub regras, num mundinho de faz de conta, na simples questão: Nossos pais nos colocaram no Mundo para o Mundo, e não para um submundo. Podemos ouvir este som delicioso de água escorrendo, como deitar à noite com o barulho de chuva, na linda canção Rain de Madonna, ou seja, Chuva, daquelas canções que marcam nossas vidas, na tarefa do artista em nos inspirar, com artista se inspirando em artista, como na própria Madonna se inspirando em Marilyn Monroe, neste símbolo supremo de feminilidade, numa MM complicada, a qual passou a vida em busca de figuras paternas, gerando todo o Patriarcado, na figura do machão alfa dominante, na figura de Tarzan reinando na selva, num símbolo de hipermasculinidade, como já ouvi dizer que as drag queens, no frigir dos ovos, são algo misógino. Aqui o dia morre lentamente, como no tango anunciando a morte. Aqui falta a estrela venusiana do fim do dia, no fascínio que o Cosmos exerce sobre o Ser Humano, numa Humanidade ainda muito aquém de compreender tal vastidão.
Acima, Rute retornando dos campos. Aqui temos uma ponderação, uma reflexão, como uma pessoa refletindo sobre qual ação tomar, como na monarca Elizabeth II, desnorteada com a comoção da morte de Diana, uma rainha que se viu forçada a voltar atrás e ceder a enormes pressões, na morte de uma pessoa altamente carismática, como uma certa popstar, cuja morte virará o Mundo “de cabeça para baixo”, deixando no Mundo um grande legado, uma artista que paga um preço caro por ser uma mulher num mundo de homens. Aqui é o descanso depois de um dia de labor, com o ramo de trigo colhido ao lado, trazendo para casa a lida do dia, numa responsabilidade, na questão do preço do pão na França dos reis sóis, num alimento tão tradicional, na Santa Ceia, no momento de comunhão na missa, onde todos têm a mesma coisa no estômago, no lembrete de que somos toso príncipes, filhos do mesmo Rei, na questão da pessoa se encontrar e saber quem é, no caminho da identidade, do autodescobrimento, no patinho que se descobriu cisne. Aqui os pés, mãos e costas estão exaustos, num trabalho árduo, na força de uma Scarlet O’hara para reerguer a fazenda de Tara depois da devastação da Guerra Civil Americana, uma mulher que foi de dondoquinha mimada a mulher forte, encarando os calos nas mãos frente à árdua tarefa de colheita do algodão, num romance que mostra os rastros da guerra, deixando fome e destruição pelo país, na “beleza” das guerras, nessa eterna inclinação humana em relação à raiva e o ódio. A moça aqui é pudica, com os cabelos totalmente cobertos, como na burca, impedindo a mulher, como na canção Woman in chains, ou seja, Mulher acorrentada, da banda pop Tears for Fears, narrando uma pobre mulher aprisionada sendo vendida como se fosse um pedaço de carne, no misógino mito de Eva, a mulher que trouxe a desgraça para o perfeito e indefectível Adão, sendo de uma mulher a culpa pelos males da Humanidade, num Mundo tão aguerrido, com questões sem solução, pois nem a passagem de Jesus pela Terra foi capaz de sanar tais problemas, num JC que se tornou uma figura na qual as pessoas possam depositar suas esperanças, na promessa de que, acima deste mundo duro e marginal, existe um mundo melhor, muito melhor, o plano em que as mazelas materiais nada significam, um mundo no qual todos vivem produtivos e ativos, entendendo que, após o Desencarne, a vida continua em toda a sua seriedade – o Céu não são anjinhos tocando harpas. O trigo é a beleza do trigal, nos versos de uma linda canção de Sting, dizendo “enquanto deitamos em campos dourados”, num artista que faz um pop de alta qualidade, num gênero que começou com Os Beatles, na aurora do pop, num gênero que nasceu como uma vertente do rock, em artistas a frente de seu próprio tempo, num trabalho saudável de transgressão, nos sopros de renovação artística, como na gloriosa Renascença, como se fosse uma janela aberta para algo novo, inédito, inusitado, como no sucesso descomunal de Michael Jackson, um homem que sofreu pelos meandros da superfama, um homem que, definitivamente, não podia sair na Rua, tal o ensandecido assédio de tietes, no modo como a fama pode ser uma prisão, como uma Gisele tendo que se disfarçar para passear pelo Parcão em Porto Alegre, como vi certa vez Luis Fernando Verissimo num shopping na capital sendo assediado por pessoas querendo tirar selfies com o escritor, o qual, como pessoa discreta, não se identifica com os holofotes midiáticos da fama, ao chegar num ponto em que não pode passear em paz num shopping – é complicado. O dia aqui morre lentamente, e está na hora de voltar para casa, no glorioso momento de se calçar chinelos e tomar um drinque, no merecido descanso após um dia de luta pela Vida. A moça aqui é humilde; não é uma aristocrata cercada de confortos e privilégios. Aqui é na humildade de uma pessoa em saber que não pode faltar trabalho.
Acima, Sansão e Dalila. Como em Vênus e Marte de Botticelli, o Yang se rende ao Yin, na recomendação taoista: Entenda a credibilidade e a força do Yang, mas seja mais Yin dentro de você mesmo. Aqui é como o descanso de um guerreiro, rendendo-se aos braços de referência materna, numa reedição de Complexo de Édipo, na famosa telenovela Mandala, da Globo, numa releitura do mito grego, na diva Vera Fischer como a linda Jocasta, na canção brega e linda O Amor e o Poder, uma canção que foi fenômeno de popularidade, tocando nas rádios do país inteiro, no modo como o sucesso é um problema, pois quando ele vem, tem que ser superado, no modo como uma Whitney Houston cedeu às drogas para suportar as pressões do megaestrelato – é triste. Sansão está frágil, vulnerável e entorpecido, exposto, rendido, inconsciente, e Dalila vai castrá-lo, cortando seus cabelos e enfraquecendo Sansão, remetendo ao divertido episódio do superseriado Chapolin, no qual uma peruca feita com os cabelos de Sansão dava ao usuário superforça e superpoderes, em mitos como o Super-Homem, um alienígena que obteve superpoderes em contato com as condições naturais da Terra. Aqui temos essas nudezas fascinantes de Cabanel, num jogo de revelação discreta, no sábio ditado popular: “O que é pouco, aparece; o que é muito, aborrece”, numa pessoa que sabe do valor da discrição, como uma médica que conheço, discretíssima, no jeito de falar e no jeito de se vestir, na sabedoria de um camaleão, camuflando-se para fugir de predadores e capturar presas, na recomendação: Seja subestimado por todos; nunca subestime alguém, pois quando sou subestimado, posso agir secretamente, como um ator subestimado, que vai trilhando silenciosa e discretamente seu caminho, como na primeira impressão da revista Veja em relação a um certo filme, uma revista que teve que voltar atrás e dar o devido valor à película, num ato de se redimir, ou seja, alguém mandar uma penca de gente “chupar uma manga”, por assim dizer. Aqui temos uma castração, num preconceito patriarcal, como na Copa do Mundo de 1998, com a Mídia culpando Suzana Werner pelo fracasso de Ronaldo, numa mulher que foi colocada como uma bruxa diabólica, cheia de malefícios e malícia, como no filme horrível Misery, com Kathy Bates, sendo esta uma louca que aprisiona um escritor e promove uma grande, uma gigantesca agressão física ao homem, em loucos que se refugiam num mundo de faz de conta, refugiando-se num surto, numa pessoa tendo que ser imediatamente contida, antes que faça mal, como uma senhora que vi certa vez num táxi lotação, berrando, provavelmente em surto, na sabedoria de que a arrogância precede a queda, num golpe duro que pode ser uma internação psiquiátrica, como uma Britney Spears humilhada, internada numa clínica psiquiátrica. Dalila aqui está ciente do que fará, sabendo o que fazer, traindo Sansão, como em Sex and the City, na escritora Carrie se envolvendo com um homem rico, numa mulher que quer ascender a um patamar mais alto, procurando um homem que possa ser tal trampolim, numa mulher que quer se sentir uma rainha, ao contrário de uma mulher que conheço, a qual se decepcionou com o próprio marido, uma mulher que construiu expectativas românticas, sendo frustradas estas por um homem extremamente pragmático, 100% centrado no trabalho, um homem que se revelou pouquíssimo romântico, numa Lua de Mel que esfriou nos meandros do dia a dia, no modo como os relacionamentos amorosos são difíceis, pouco importando se é heterossexual ou homossexual. A Dalila aqui é sedutora, com seu adorno na cabeça, como nas vampiras romenas de Drácula de Bram Stoker, na metáfora por trás dos vampiros, os quais remetem aos sociopatas, os vampiros de almas, com os quais não devemos nos relacionar. Dalila aqui esperou pelo momento apropriado para agir, fria, premeditada, dissimulada, como em mulheres de romances, dissimuladas, colocando a mulher como tal ser diabólico, como no enigmático olhar de Monalisa, na maior obra de Arte de todos os tempos, na decepção do turista que vai ao Louvre e se depara com tal quadro pequenino, numa obra cercado de medidas de segurança.
Acima, Thamar. Aqui é o oposto de Sansão e Dalila, pois é a mulher que se rende ao homem. A mulher está extremamente pálida, como no controverso anúncio da fragrância Opium, com a modelo alva e nua se contorcendo, como uma gata no cio, no auge da libido primaveril, com os ursos famintos acordando da hibernação, abocanhando avidamente salmões que sobem o rio para copular, na finalidade do Sexo, como na Catherine Tramell de Instinto Selvagem, assassinando o parceiro sexual no momento do orgasmo deste, usando no crime brutal um agressivo furador de gelo, como no instinto da Viúva Negra, assassinando o parceiro, reduzindo este a um mero reprodutor, como num filme B dos anos 1980 que vi certa vez, o Liquid Sky, no qual o homem, ao atingir o orgasmo, simplesmente desaparecia, em figura de dominatrix, a mulher fatal que traz o fim da Vida frente ao supremo prazer sexual. O homem aqui, negro, está em segundo plano, pois a alva mulher é a estrela do quadro, no jogo de sedução entre claro e escuro, como num tabuleiro de Xadrez, como forças opostas em competição, como nos quadrinhos Spy vs. Spy da revista cômica Mad, mostrando dois agentes secretos lutando um contra o outro, sendo um agente negro e o outro agente branco, como no jogo da xilogravura, uma espécie de carimbo, no namoro entre positivo e negativo, no jogo binário dialético em que tudo traz em si sua própria contradição, no jogo entre Razão e Loucura. A mulher aqui está tragicamente abatida, talvez morta, envenenada, e seu alvo seio é mostrado sutilmente, como no nu de bom gosto da revista Playboy brasileira, no erótico sem ser vulgar, numa revista de que até mesmo os homens gays gostavam, em edições épicas como a de Vera Fischer em Paris, ou a de Maitê Proença na Itália, ou a clássica primeira Playboy de Adriane Galisteu, alçando esta ao status de estrela, no modo como o sucesso é um amante infiel, pois a segunda Playboy de Galisteu era para ser um novo debut avassalador, mas uma Playboy que acabou se revelando pouco bem sucedida, no sucesso que pode ser um peixe escorregadio, difícil de ser capturado. O homem aqui é impiedoso, e parece pedir algo. Desta junção nascerá um filho mestiço, no modo como o Brasil é um país de mestiços, como vi certa vez um rapaz que era uma mistura de negro com japonês, como nos belos anúncios publicitários da grife Benetton, com modelos mestiços, sendo a mestiçagem algo saudável, pois reduz a possibilidade de doenças congênitas, ao contrário do perturbador quadro de incesto no Antigo Egito, quando os casamentos dentro da família real eram considerados divinos, chiques, maravilhosos, com num rei Tut desposando a própria meia irmã, a qual deu à luz natimortos, como na natimorta Aurora de O Tempo de o Vento, nascida numa casa cercada por inimigos, como nas famílias inimigas de Romeu e Julieta, fazendo do Amor o elixir para as dores e raivas humanas, como numa roseira espinhosa, rechaçando insetos predadores, nas leis da seleção natural – os mais espertos passam seus próprios genes para a frente. Os cabelos da moça estão tragicamente descabelados, como na impactante foto da moça assassinada junto do marido PC Farias, num crime até hoje cercado de mistérios. Aqui são como os cabelos negros e crespos de Marisa Monte, a lenda viva da MPB, como se fosse uma herdeira do bom gosto de Elis Regina na hora de selecionar repertório, no fato de que nada substitui o talento e o bom gosto, em artistas finos que conquistam os corações da Inteligência, como médicos e advogados, no modo como minha irmã e eu nascemos e crescemos ouvindo Elis Regina, a mulher que, se não ceifada por uma overdose, teria certamente alcançado renome internacional, como, por exemplo, cantando com Sinatra. O homem aqui parece ter esperado pelo entorpecimento, agindo em nome da mulher. As almofadas fofas aqui são a delícia dos braços de Morfeu, num prazer tão básico que é o sono, remetendo a terríveis torturas em campos de concentração, com pessoas impedidas de dormir – é um horror.
Referências bibliográficas:
Alexandre Cabanel. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 8 mai. 2024.
Alexandre Cabanel. Disponível em: <www.meisterdruke.pt>. Acesso em: 8 mai. 2024.
Alexandre Cabanel. Disponível em: <www.pt.wikipedia.org>. Acesso em: 8 mai. 2024.






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