Almeida Júnior (1850 – 1899) retratou a vida regionalista e caipira, sendo pintor reconhecido ainda em vida. É homenageado pelo Dia do Artista Plástico Brasileiro, comemorado no mesmo dia do aniversário de Almeida – 8 de maio. Teve um fim de vida trágico – morreu em crime passional. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, Judas se arrepende. Aqui é o peso da culpa, no termo católico na missa: Minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa! Na questão de que cada um está em controle de sua própria vida, no ponto em que não posso deixar que o Mundo mande em minha vida, pois que vida é esta na qual sou prisioneiro das expectativas de outrem? Não devo mostrar ao Mundo o dedo do meio? É como um amigo meu, o qual se viu pressionado a cursar Medicina, num ponto em que este amigo largou o curso e foi ser feliz, ingressando no curso de Jornalismo – vá se foder, com o perdão do termo chulo. As sandálias aqui são a humildade, pois quanto mais arrogante eu for, mais eu vou cair e tombar, no fato de que a arrogância precede a queda, pois os humildes não quebram a própria cara e vão longe, fazendo-me lembrar de um certo rapaz, um ator comediante de claro talento, mas o qual acabou perecendo por não ter sido muito humilde, na humildade de um gênio como Chico Anysio, o qual trabalhou até o fim da vida, construindo uma monumental galeria de personagens, remetendo a um certo cantor americano, o qual, com uma poderosa e talentosa voz, pereceu, provavelmente porque embarcou numas de “sou perfeito, sou o magistral, sou o fodão”, com o perdão do termo chulo. O dinheiro jogado no chão é a infelicidade de quem só quer ganhar dinheiro, na figura do traficante de drogas, o qual só quer ganhar dinheiro, pouquíssimo se importando com as vidas, famílias e casamentos destruídos pela droga, num espírito infeliz, o qual, ao desencarnar, deparar-se-á com o vazio da vida que levou na Terra, desejando reencarnar para reparar os erros, na eterna paciência de Deus, o qual sempre nos dará uma nova oportunidade, no caminho lógico da Eternidade, pois, sem esta, a vida não teria sentido, no modo como os cientistas não entendem a questão da fé, havendo na Ciência este ponto final da morte do corpo físico, no discernimento taoista: Se o seu corpo físico morrer, não tem problema, num livro o qual, apesar de ter sido escrito há milênios, permanece, em pleno século XXI, extremamente atual e contemporâneo, num escritor que foi tão feliz, gerando todo um ramo religioso filosofal, na universalidade da espiritualidade humana, no modo como eu mesmo faço meu próprio amálgama, misturando Catolicismo, Psiquiatria, Taoismo e Espiritismo, no modo como não preciso viajar pelo Mundo inteiro para conhecer o Ser Humano. Neste quadro de prostração, o dinheiro está jogado fora, pois pouco vale frente à traição de Judas, na tentação do Anel do Poder de Tolkien, destroçando caráteres e almas, transformando em infeliz um homem basicamente bom, como no fascinante personagem Gollum, um ser que era primordialmente bom, mas que foi definitivamente seduzido pelo Anel, como uma pessoa seduzida pelos ares pestilentos de um submundo, perdendo contato com algo importantíssimo, que é o Senso Comum. Ao fundo no quadro vemos as infames cruzes de crucificação, num Judas se dando conta do que fez, tendo que encarar tal culpa, pois o importante é que a pessoa se arrependa e tenha a vontade de reparar o erro, pois quando tenho a vontade de passar uma borracha em meus erros, é porque aprendi a lição. A luz entra no quadro esclarecendo a cabeça de Judas, num estado de consciência, de lucidez, rejeitando o dinheiro mundano e atendo-se ao espiritual, ao essencial, escondendo-se do Mundo numa pudica reclusão, num pudor, carregando para sempre tal peso de culpa. Aqui é uma pessoa que sabe que não está tudo bem, bem pelo contrário, está tudo mal, num homem que entra para a História como a fraqueza do Ser Humano perante poder e dinheiro, na obsessão mundana de se obter dinheiro, no desesperado tráfico de drogas, como um senhor que conheço, o qual se perdeu nas drogas, condenado a passar o resto de suas décadas de vida numa clínica psiquiatra, ou seja, prisão perpétua, numa vida destroçada sem qualquer perspectiva de reconstrução.
Acima, Paisagem fluvial. Aqui é o curso natural das coisas, da vida, no processo de crescimento, na criança se tornando adulta, nesta coisa maravilhosa que é a chegada da maturidade e da sabedoria, da responsabilidade, do juízo, no modo como não é bom ser jovem demais, num jovem irresponsável e inconsequente, guiando um veículo automotor sem ter uma habilitação de motorista, nas palavras de um certa popstar, a qual, na casa do 40, diz-se muito tola na casa dos 20. Aqui é uma cena rural tão quieta e plácida, e podemos ouvir o som dos pássaros, neste bálsamo para os ouvidos que é um canto de pássaro, no modo como a exótica biodiversidade das Américas fascinou a Europa Renascentista, num momento em que a Humanidade experimentava progressos, como nas Navegações, com potências competindo pelo poder sobre tais terras devolutas cheias de indígenas canibais, em choques de civilizações, como a Coroa Espanhola destroçando os povos pré colombianos, como na exploração inglesa sobre as riquezas naturais africanas: Como são ricos, e roubaram tudo dos pobres! O rio aqui é um espelho, como na Ana Terra de Verissimo, olhando-se na água como um espelho, na história sexy de Ana apaixonando-se por um indígena gaúcho, com o pai da moça indo matar o pai da criança no ventre da filha, num ícone tão poderoso como Verissimo, remetendo à majestosa série televisiva de O Tempo e o Vento, na abertura da série com a canção Passarinho de Tom Jobim, na nata da Cultura Brasileira, num Brasil tão rico nesse sentido, tão peculiar, como nos tesouros da MPB, em deuses sagrados como Elis e Marisa, marcando gerações, na vitória da sutileza fina e inteligente sobe as sombras grosseiras do mundano, como na sutileza do manifesto político em Águas de Março e O Bêbado e a Equilibrista, num Brasil se reabrindo com exilados repatriados, no modo como minha geração pouca noção tem de como tais tempos foram complicados no Brasil. Podemos ouvir aqui o delicioso barulho de água fluindo, numa vida fluindo, progredindo, no nome de uma certa urbe italiana: Água Vida da Fonte. Aqui remete a deliciosos passeios com minha família por terras de mato, virgens, com os girinos nadando na água, algo muito exótico e inusitado para crianças da cidade como minha irmã e eu, nesta incrível diversidade ameaçada, no modo ecológico como temos que cuidar de nossa casa, pois a Humanidade não tem para onde ir, pois o Cosmos, fora da Terra, é absolutamente hostil ao Ser Humano, como no início do impecavelmente técnico filme Gravidade: A vida é impossível no Espaço. Aqui é um momento de relaxamento, num artista que se isolou em tal local rural, talvez querendo fugir um pouco das loucuras urbanas, como tráfego congestionado e poluição automotora, no cheiro de óleo diesel que sentimos em Nova York, uma cidade que, apesar de bela e culturalmente rica, pode ser um lugar bem duro e cruel, num lugar onde tudo é dinheiro, em locais tão pretensiosos como o célebre Plaza Hotel, num local que cobra três vezes mais o valor novaiorquino comum de se deixar um casaco na chapelaria. Aqui é uma delícia de contato com a Natureza, num acontecimento que é uma lástima, pois ao lado de um certo apartamento em Gramado, havia, anteriormente, uma deliciosa vista para uma mata virgem atlântica, mas uma mata que foi recentemente devastada para a construção de um prédio, no modo como nada substituí a Natureza, como o delicioso farfalhar de folhas ao vento, num barulho sutil, acetinado, numa delícia relaxante para os ouvidos, mais interessante do que uma televisão. Aqui é o momento de luto da rainha da Inglaterra no filmão A Rainha, chorando pela morte da rosa inglesa Diana, no modo como, de vez em quando, a pessoa tem que se desligar um pouco, como num momento pós-traumático de luto, na sabedoria popular: Ninguém é de ferro! Aqui é a fertilidade da mente de um artista prolífico, construindo uma vasta obra, na vitória do trabalho e do talento, na vitória de uma Gisele, conquistando tudo com trabalho e suor.
Acima, sem título. Aqui é um negror e uma incerteza, no contraste chiaro oscuro entre a modelo e o fundo. Ela está nua, ao menos do peito para cima, numa nudez revelada, como num momento de rendição, quando uma pessoa se abre completamente para outra, numa mágica troca de intimidade, de rendição existencial, quando coloco para outra pessoa todas as minhas tristezas e inseguranças, na linha divisória entre fazer sexo e fazer amor, pois este último é com intimidade, manso e gostoso, ao contrário de uma pessoa que tem medo de se entregar, temendo “machucar o próprio pescoço”, rechaçando, assim, oportunidades de intimidade, talvez num coração endurecido, amargo, como uma pessoa que conheço, a qual está ficando amarga, dura, uma pessoa a qual, desde cedo na vida, apresentava dentro de si tal “semente” de amargura e insensibilidade, só sendo uma questão de tempo até desenvolver tal inclinação amarga. A moça está alheia e deprimida, prostrada perante a Vida, como numa apática pessoa depressiva, a qual sequer quer conversar com alguém, decepcionada com a Vida, não vendo sentido na Vida, não vendo sentido em coisas tão deliciosas como tomar um banho ou sair de casa para ver um filme no Cinema, como uma senhora depressiva que conheço, num momento tão grave de fundo de poço, mal tendo forças para passear na calçada em frente à sua casa, num quadro depressivo em que a pessoa fica fisicamente abatida, parecendo estar no meio de uma grave crise gripal, numa voz de esperança que dia dentro de nós: Vai passar! Como nas palavras de uma certa senhora: Depois da noite mais escura vem o dia mais belo. É como em figuras como Jesus, na qual as pessoas podem depositar suas esperanças, num aguerrido Mundo – as guerras não vão cessar e Caim não vai deixar de matar Abel, mas alguém pode ser uma figura na qual o povo possa depositar as esperanças de que um Mundo melhor nos espera lá em cima, na dimensão onde não há cocôs de pombos ou enchentes de rios, pois, tudo, tudo na Terra tenta imitar a perfeição e a saúde do Plano Superior, o lar sacrossanto que nos espera depois de uma encarnação tão dura e difícil, no descanso merecido dos que cumpriram sua árdua missão na Terra. O brinco aqui é discreto e singelo, como uma pessoa discretíssima que conheço, discreta no modo de se vestir e de falar, num espírito que já reencarnou com a sabedoria de que a discrição é importante, pois se sou subestimado posso surpreender; se sou exibidinho, pouco terei a mostrar, como um homem que conheço, um homem alto e belo, aparentemente um deus colossal, mas um homem que, no frigir dos ovos, nada de importante de revelou, como outro rapaz que conheço, absolutamente superprotegido pela própria mãe, um rapaz que se achava o maior popstar de todos os tempos, tornando-se uma pessoa sem fama ou renome, chocando-se com a dureza do Mundo, o qual é duro sem pedir a nós permissão para tal. A moça aqui é bem jovem, sem um único fio de cabelo branco, numa época em que não havia tintura de cabelo, como numa mulher com autoestima, sempre se arrumando, saindo elegante de casa, perfumada, com autoestima, ao contrário de uma certa senhora que conheço, a qual perdeu toda a autoestima, saindo de casa com qualquer roupa, com o cabelo de qualquer jeito, aposentada, talvez amarga por ser solteirona, num coração que se esfriou, como uma pessoa dura, sem deixar que seu coração derreta um pouco com uma netinha pequena, nos versos de uma certa canção americana: Os homens ficam frios! Portanto, é capital não permitir que esfriemos tanto, como num Leo da Vinci, o qual, apesar de ter sido longevo e morrido com muita idade, manteve-se sempre muito jovial e brincalhão, na necessidade de se ter senso de humor, pois a Vida, em seus altos e baixos, não deixa de ser engraçada no plano geral, com tudo errado acontecendo, num grande filme de comédia, nessa capacidade do Ser Humano de rir de si mesmo, fazendo do senso de humor algo tão humano e peculiar, no talento de um palhaço maravilhoso, como na grande atriz gaúcha Ilana Kaplan – recomendo a você que pesquise no Youtube os vários vídeos de pocketshows da artista. Vale a pena!
Acima, Suspensão interrompida. O espectador aqui é saudado pelo modelo, num gesto de empatia e amizade, na origem de tal aceno, para mostrar que sou amigo e que não tenho uma arma nas mãos, em esforços diplomáticos sempre em nome da paz, num diplomata polido, que sabe que a paz é maior do que a raiva, nesta eterna inclinação do Ser Humano em brigar e guerrear, num rei que nunca está feliz dentro de seu próprio território, sempre querendo anexar os reinos vizinhos, como nas ambições imperiais do Antigo Egito, uma potência militarmente temida, em reinos vizinhos que não ousavam contradizer as vontades do faraó, nessa agressividade destrutiva, no modo como os europeus dizimaram as civilizações pré-colombianas, pois, para a Humanidade, quanto mais cruel, melhor. A água parada é a estagnação, numa água pestilenta e insalubre, como num submundo, com seus próprios subvalores, destoando do Senso Comum, o qual serve para nos manter unidos, no modo como existe um Tao só, um só caminho, uma só Eternidade, no poder imensurável da Eternidade, na força de que nunca findaremos, algo muito, muito além da compreensão humana, a qual vê no óbito físico um ponto final, quando que pontos finais não existem, pois tudo é processo e crescimento, depuração, como num espírito desencarnado que topa um grande desafio, como reencarnar numa situação paupérrima para, assim, evoluir enormemente como espírito, pois os solavancos da Vida vão nos fazendo pessoas melhores, e não somos melhores em relação a como éramos anos atrás? A Vida não é como uma grande faculdade onde temos que ser autodidatas? É como numa capacidade, um instinto de saber surfar numa onda, como no astro Orlando Bloom, o qual soube usar como trampolim sua marcante participação em O Senhor dos Anéis, no modo como não há livro ou faculdade que nos ensine, ao contrário de um outro ator bonitão na mesma franquia, o qual infelizmente não soube surfar tão bem, numa pessoa que tem a sabedoria da atitude limpa e minimalista, fazendo algo perto de nada, só tomando ação quando é estritamente necessário, como numa esmagadora Gisele, sabendo que não pode parar de trabalhar; sabendo que isso a fará estrela, brilhando em sua atitude minimalista, negando o desnecessário, a sujeira comportamental. O machado é a força do Yang, num homem forte, digno, útil ao Mundo, ao contrário de um rapaz mendigo que vi hoje mesmo, um rapaz forte, jovem, saudável e bonito, vivendo na Rua como um rato de esgoto, fugindo da Vida e da luta, num Deus que quer nos ver lutando, nas palavras sábias de Dercy Gonçalves: A Vida é luta! A casa ao fundo é o refúgio, numa casa simples, na sabedoria de que não precisamos ser riquíssimos para sermos felizes, pois a Vida é boa quando é simples. O chão de terra é a simplicidade, como nas ruas antigas de Caxias do Sul, com ruas de chão de terra, nos primeiros desfiles alegóricos da Festa da Uva nos anos 1930, com carros alegóricos decorados com uvas de verdade, puxados por juntas de bois, na fase heroica da Festa, numa manifestação de Cultura Popular Brasileira, em algo que vem do povo e a este pertence, remetendo a uma pessoa arrogante que conheci, a qual se achava dona e senhora da Festa, numa arrogância que pereceu, pois a arrogância precede a queda, numa pessoa para a qual eu não tiro o chapéu, sinto em dizer, assim como não tiro o chapéu para déspotas que castigam o Mundo com guerras, fome e destruição, em irmão derramando sangue de irmão, nas trapalhadas humanas em busca de poder, poder e poder, tentando imitar Tao, o inimitável. O homem aqui é entalhado pela dureza do labor, encarando a lida, como num imigrante italiano, deparando-se com um lote de mata devoluta, abraçando uma vida altamente árdua, observando que a Vida é dura e difícil em qualquer lugar, no modo como não é possível fugir, numa Vida que cobra sério. O caminhozinho no quadro é o curso da Vida, num caminho fluindo, numa pessoa que tem a sabedoria de “deixar rolar”, sabendo que tudo o que tem que fazer é não fugir do labor e da luta.
Acima, Tabaco de corte caipira. O tabagismo é um pequeno prazer da Vida, como tomar um vinhozinho, numa pessoa que vive seus dias com paz e discrição, como Meryl Streep, uma pessoa que se manteve humilde e pacata mesmo tendo alcançado píncaros de glória na carreira, na recomendação taoista: Entenda o poder e a força do Yang, mas seja mais Yin, mais pacato dentro de si mesmo. É na metáfora do Super Homem, quando o pacato e discreto jornalista Clark Kent se transforma em tal herói de inimagináveis superpoderes – seja pacato e serás um colosso. Em tristes casos de suicídio, a pessoa não soube viver seus dias com simplicidade, deixando-se levar pelas glórias mundanas, como num infeliz Getúlio Vargas, o qual chegou à conclusão de que não tinha escolha e que tinha que dar um tiro em seu próprio coração, na prova de que píncaros de poder não trazem felicidade, sendo deprimente o ponto da pessoa achar que o suicídio é o único caminho, indo para um setor do Umbral, que é o Vale dos Suicidas, num local onde o miserável espírito não tem noção de tempo ou espaço, como um ladrão ou um assassino, uma pessoa que não tem condições de estar feliz e estar de bem consigo mesmo e com o Mundo, nas palavras sábias de um professor que tive: O inferno é aqui! O quadro aqui traz uma vida simples, pobre, mas não miserável, simplesmente uma casa humilde, abrigando pessoas, no modo como não preciso estar numa gigantesca mansão para ser feliz, no modo como pode ser miserável uma pessoa rica, porém improdutiva, pois só o Labor traz à pessoa os pés no chão, vivendo o ocioso em uma dimensão miserável, na qual a pessoa não faz merda nenhuma, com o perdão do termo chulo. O homem aqui está quieto e pacato, numa pessoa inofensiva, vivendo seus dias com simplicidade, encontrando prazer em pequenas coisas. Os pés descalços são tal simplicidade, numa pessoa com poucas condições de ter um calçado, fazendo de tênis de grife objetos cobiçados por ladrões, a chegar a um ponto de um sociopata dar cabo da vida de alguém só porque este não lhe deus os tênis. É como no hábito de um vendedor de loja, observando o cliente que entra na loja, observando os calçados deste, sabendo se este é rico ou pobre, na estupidez de tratar mal uma pessoa só porque esta é pobre, como uma pessoa que se recusa a andar de elevador com uma pessoa mais pobre e subserviente, havendo o preconceito dos elevadores de serviço, separando as pessoas por causa da situação social. O homem aqui é bem moreno, queimado de Sol, fazendo do Brasil tal terra de mestiçagem, ao contrário dos EUA, nos quais, via de regra, negro tem filho com negra e branco tem filho com branca, remetendo a um certo país latinoamericano, no qual as pessoas negras e mulatas sofrem extremo preconceito, fazendo das raças uma ilusão, nos versos de uma canção da deusa Tina Turner: Realmente não há diferença quando você olha debaixo da pele. Aqui é uma pessoa acostumada com tal vida simples, talvez sonhando com fortuna, como pessoas apostando na loteria, no modo como já ouvi dizer: Você não tem ideia a que nível ficam reduzidas as pessoas consideradas felizes na Terra, ou seja, os vencedores da loteria, numa pessoa que vive numa estratosfera incômoda, dura e cruel, impedida de curtir os simples prazeres da Vida, os quais pouco ou nada custam, no fato de que dinheiro compra tudo, menos o que importa, que é Amor, como num filme que vi certa vez, num gênio da lâmpada que podia dar tudo, menos proporcionar Amor, fazendo do Amor algo tão subestimando pela bestialidade humana. Nesta pacata cena, podemos ouvir o som dos pássaros, num bálsamo para os ouvidos, num lugar pacato, como numa casa numa zona rural, como em zonas herdeiras do colono italiano na Serra Gaúcha, num cheiro característico de casas coloniais, como uma senhora maravilhosa amiga de minha família, uma senhora altamente generosa, que sempre presenteava os vizinhos com frutos de seu pomar, como chuchus, figos e caquis, no caminho da generosidade, ao contrário de uma pessoa rica, a qual pouca generosidade tem – é um paradoxo.
Acima, Uma tarefa difícil. Aqui é uma incumbência, numa criança que desde cedo sentiu o peso da responsabilidade, como na sina do irmão mais velho, do primogênito, que tem que ajudar os pais a criar os filhos mais jovens, como na ruptura precoce na vida infantil de Cidadão Kane, num menininho que estava feliz e contente com seu trenó Rosebud na neve, deslizando pelos montes de neve, na magia de uma infância feliz, mas sendo tão precocemente arrancado de sua infância, rumando caminhos impostos pelo duro Mundo, como um senhor que conheci, o qual foi obrigado a sair de casa para estudar numa instituição tradicional de ensino, não tendo poder de autonomia, tendo que aceitar tal imposição, como no menino no filmão Império do Sol, num menino de dez anos de idade, filho de um embaixador americano no Japão, bem no estopim da II Guerra Mundial, um menino que foi arrancado de sua própria família, amargando uma vida altamente dura no cenário bélico, tendo que crescer à força, chegando ao redentor final e reencontrando a família, mas num menino que, passado tudo de sofrimento, virou homem, nos versos de uma canção cantada pela deusa Diana Krall: “Você pode estar farto de tudo isso, mas você será um homem, meu filho!”. O menino aqui está repreendido, na carga de responsabilidade de criar uma criança, incutindo valores na cabeça de tal infante, nas palavras emblemáticas da senhora minha mãe, a qual, ao me ver mentindo, dizia-me: “A mentira tem pernas curtas!”. Ou seja, a mentira perece pelo caminho, e só a verdade é eterna, no modo como, no Desencarne, as mentiras mundanas perecem e a verdade vem à tona, no modo como é impossível para um ladrão ou assassino ir para o Céu, o grande plano metafísico no qual as mentiras se dissipam, como num episódio do desenho animado da Pantera Cor de Rosa, no qual a pantera entrou num castelo mal assombrado à noite, num lugar cheio de fantasmas, vampiros e assombrações, mas o dia amanhece e as assombrações se dissipam, num processo de esclarecimento, no fato de que a Aurora vence, causando pavor aos vampiros sociopatas, que são espíritos que estão MUITO aquém na fila de aquisição de apuro moral, o qual é tudo, no Espírito da Verdade, um dos espíritos que guiaram Alan Kardec na concepção da Doutrina Espírita, a qual é respeitada pelos católicos, como no hábito de se rezar num centro espírita, havendo na palestra do médium um formato semelhante ao de um templo católico ou protestante, com o pastor falando para fileiras de bancos com fiéis, assim como uma igreja. O menino aqui recebe ordens expressas, como num professor primando pelo silêncio e pela disciplina em sala de aula, havendo punições para os mal comportados, no modo como eu, ao me comportar mal num dia do final do Ensino Fundamental, fui suspenso do colégio por três dias, no modo como a Vida em Sociedade tem seus próprios mecanismos para manter a ordem e a harmonia, a paz, como no herói Neo de Matrix, querendo, acima de tudo, paz, fazendo da paz algo tão subestimando pelo Ser Humano, havendo a paz inabalável do Plano Superior, o qual é copiado e imitado pelo Plano Material, na ilusão da Matéria, a qual está fadada à danação, pois, sinto em dizer, nem os diamantes são eternos; só o espiritual é eterno, no modo como as pessoas são eternas e únicas, pois Tao colocou alta distinção entre seus filhos queridos, num Pai que tanto nos ama, fazendo de nós príncipes altamente especiais, num sangue azul metafísico que corre em nossas veias, fazendo das realezas mundanas uma cópia de tal sangue estelar, no final do show de uma certa popstar dizendo: “Todos somos estrelas!”. O menino sem chapéu é a humildade, como demonstração de respeito ao entrar num lugar e tirar o chapéu, como entrar na casa de outra pessoa, ao contrário de um deselegante sociopata, o qual não tem o mínimo respeito pela casa de outrem, num ser altamente arrogante, que simplesmente se acha Deus – é um horror. A mulher aqui é uma dura ordem, numa mãe que às vezes se vê tendo que ser dura com o filho.
Referências bibliográficas:
Almeida Júnior. Disponível em: <www.meisterdruke.pt>. Acesso em: 12 jun. 2024.
Almeida Júnior. Disponível em: <www.pt.wikipedia.org>. Acesso em: 12 jun. 2024.






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