Falo pela quinta e última vez sobre o pintor francês Alexandre Cabanel. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, As irmãs Sutton. Aqui são como as famosas menininhas de Renoir expostas no MASP, só que, aqui, é a clássica pintura acadêmica, na imponência de um prédio neoclássico. Aqui remete a um ensaio fotográfico a que a senhora minha mãe levou minha irmã e eu, numa fotógrafa portoalegrense, num ensaio fotográfico onírico, com minha irmã e eu vestindo branco. As meninas de mãos dadas são o incondicional amor fraternal divino, nos constantes esforços dos padres em nos lembrar de que somos todos irmãos, no modo como o povo judeu sofre preconceito por não reconhecer a divindade de Jesus, numa precursora Barbra, a judia cantando músicas natalinas em um concerto, numa artista que tanto quebrou barreiras, na busca por autoestima em incontáveis sessões de Psicoterapia, no modo como é necessário que o indivíduo, de um certo modo, tem que mandar o Mundo à merda, com o perdão do termo chulo, pois não posso permitir que o Mundo agrida minha autoestima. Uma das meninas carrega uma bola, que é a ludicidade da infância, em doces memória infantis, com os amiguinhos no colégio, no modo como as criancinhas, em sua pureza, carregam muita pureza, pois estão reencarnadas há pouco tempo, carregando um residual espiritual do divino Plano Metafísico, no qual estamos cercados de amigos, no modo como a amizade deve ser levada do modo mais leve possível, pois teremos a Eternidade toda para nos relacionarmos com tais entes queridos, em coisas leves e puras, como dar um oi na Rua a alguém, ao contrário do amor possessivo, doente e fixado, como uma pessoa que conheço, a qual é pateticamente fixada em outra pessoa, num amor bem patético e doente, deixando de lado o desapegado amor fraternal que nos cerca: deixe de lado esta possessão, irmão! As menininhas atentas e quietinhas são a disciplina, muito longe das peraltices das quais a criança é capaz, “enlouquecendo” os próprios pais com peraltices, no modo como a criança tem uma energia a qual o adulto não consegue acompanhar. As meninas estão comportadas e disciplinadas, como se soubessem que a falta de respeito acarreta em punições, sejam verbais ou físicas, na missão de um responsável em impor limites a uma criança, remetendo a um pobre rapaz negro que conheci, o qual cresceu num orfanato, relatando que sofria punições físicas em tal asilo, como tapas, no modo como pode ser complicado criar uma criança, num incrível peso de responsabilidade. As menininhas estão arrumadinhas, como na preparação de uma modelo para um ensaio fotográfico. Este estilo tradicional de pintura foi gravemente transgredido por estilos mais modernos, como o Impressionismo, havendo no advento da Fotografia a libertação da Arte da função retratista, havendo hoje, no século XXI, a total e absoluta democratização da Tecnologia Digital, sepultando as máquinas de foto e de filmagem, num vertiginoso galgar de novas tecnologias, em facilidades como teclar em tempo real com uma pessoa que está do outro lado do Mundo. As menininhas aqui vestem vestidos de festa, especiais, chiques, numa mãe zelosa arrumando a filha para uma festinha de aniversário infantil. Aqui é como um comercial de perfume de Patricia Abravanel, brincando com os filhos vestidos com roupas especiais, de festa, numa Patricia empenhada em propagar a imagem mais bela possível, numa mulher que sabe da importância de uma pessoa pública se arrumar na hora de vir a público, ao contrário de uma certa senhora política brasileira, a qual já teria sido eleita presidente se tivesse uma aparência melhor, como uma Elizabeth I, impecavelmente aprumada, conquistando os corações do povo inglês, numa mulher que se tornou o centro sobrenatural da História da Inglaterra, desafiando seus sucessores, como sua descendente xará. As menininhas são a similaridade de irmãos numa família, no modo como há todo um encargo espiritual, pois conheço muitos irmãos que são muito diferentes entre si, como duas mulheres irmãs que conheço, as quais vieram da mesma barriga e foram criadas debaixo do mesmo teto, sob os mesmo valores, mas tornando-se muito diferentes uma da outra. Aqui são os cuidados num lar, o qual deve ser um porto seguro.
Acima, Catarina Vorontsova-Dashkova. As pérolas são a riqueza, o privilégio social, como no Antigo Egito, no qual as mulheres ricas da nobreza tinham o privilégio de usar perucas, num Egito no qual os piolhos eram endêmicos, fazendo com que qualquer egípcio raspasse a cabeça. O fundo escuro é a incerteza, no modo como a pessoa nunca sabe como as coisas acontecerão exatamente, visto que, se soubesse, não aconteceria, na sabedoria popular de que Deus escreve por linhas tortas, em algo que acontece de um modo o qual não esperávamos. O fundo negro serve de base para a moça clara. O perfil é tal dignidade, como no perfil de um monarca em cédulas de dinheiro ou selos de correio, no modo como uma coroa pode pesar sobre uma cabeça, numa pessoa que aprendeu “na marra” a ter majestade e distinção, como em reinados longevos como o de Elizabeth II, no cargo e na responsabilidade de reinar sobre um terço da Humanidade, num acúmulo de poder, na transcendência de uma Diana, a qual brilhou mais do que a Realeza Britânica, num país em que ninguém pode ser maior do que o monarca, numa bomba atômica de carisma; num falecimento que “virou o Mundo de cabeça para baixo”, como no excelente roteiro do filmão A Rainha, mostrando a monarca, num primeiro momento, subestimando a seriedade da situação, sentindo-se forçada e pressionada a voltar atrás, ouvir o primeiro ministro e prestar homenagem pública à ex nora, no modo como pode ser raro uma rainha voltando atrás, na poderosa posição de chefia de estado. A mulher aqui posa tranquila, e parece que nada a abala ou entedia, numa paciência, como na imagem da Nossa Senhora desatadora de nós, num trabalho de paciência, como perguntei certa vez à atriz Gloria Pires como esta construía o personagem, e ela disse que o ator tem que ter paciência para desdobrar o personagem e entender e sentir as motivações deste, numa atriz que, apesar de excelente, nunca se aventurou no Teatro, no oposto de uma genial Ilana Kaplan, a qual brilha nos palcos mas nem tanto na tela de TV – cada um com sua limitações, como Madonna, a qual, apesar de ter uma voz medíocre, arrastou um milhão e meio de pessoas às areias de Copacabana – é um mistério. O vestido aqui é finíssimo, digno de festa, de solenidade, no modo como dá gosto de se ver uma mulher arrumada, com autoestima, no caminho importante da autoestima, na pessoa se gostando e se arrumando, pois a primeira pessoa que devo amar é eu mesmo, ao contrário de uma certa sociopata, a qual desdenha da autoestima, uma sociopata que, no frigir do ovos, é um animal que não sabe viver em Sociedade; uma andarilha do Umbral, a dimensão dos que não amam, na ruína do sociopata, o qual acaba desprezado e rejeitado, no caminho degradante da autodestruição, num nível de miséria existencial, no qual há uma pobre e rala fagulhinha de luz e esperança, um animal que carece de qualquer apuro moral, no modo como o sociopata não consegue parar de mentir, como um certo senhor da Política Brasileira, um homem de coração podre, miserável, pois do que adianta ser uma inteligência brilhante e ser Adolf Hitler? A mulher aqui repousa tranquilamente, deitada em louros de privilégios, com o poder para contratar um artista do quilate de Cabanel, na glória que é um artista receber tantas encomendas, ganhando bastante dinheiro, como no boom fenomenal de um Andy Warhol, num estilo tão inconfundível, estelar, original, no talento de um artista em firmar estilo próprio, como nas tradicionais bolas e círculos de Yayoi Kusama, no sonho de um artista em ser famoso e estelar, numa certa ambição mundana, nos versos de uma famosa canção pop: “Todos querem mandar no Mundo!”. O cabelo da moça, negro, faz continuum com o fundo negro, numa harmonia cromática, e a moça é jovem, sem cabelos grisalhos, numa época em que não havia tintura de cabelo, nas palavras de um certo senhor: “Cabelos brancos, no homem, são sabedoria; na mulher, desleixo”. O cabelo está arrumando para a pose, no hábito de autoestima em cortar o cabelo, ao contrário de mulheres de uma certa religião, as quais simplesmente não cortam o cabelo – tem gosto para tudo.
Acima, Cleópatra testando venenos em criminosos condenados. Uma posição de poder, na eterna crueldade humana, numa regente sem qualquer pudor em testar venenos em prisioneiros, como em primitivos sacrifícios humanos; como em tribos indígenas brasileiras pré civilização, no brutal hábito do canibalismo, assustando a Europa com tais relatos exóticos, na questão do apuro moral, na democracia de que somos todos iguais perante Tao, o Pai que nos originou, nós os príncipes de tal Pai Supremo. O felino aos pés da monarca é a domesticação, o condicionamento, em animais selvagens que foram domesticados, como na domesticação de lobos, até originar uma espécie distinta, que são os cães domésticos. A rainha segura flores, que são a delicadeza, a beleza e a feminilidade, nos exóticos e exuberantes adornos de cabeça da estrela Carmen Miranda, encantando com música e alto astral um Mundo que saboreava as tristes notícias da II Grande Guerra, num espectador que ia ao Cinema exatamente para fugir momentaneamente de tal cenário sombrio e cruel, na crueldade suprema dos campos de concentração, na capacidade do Ser Humano em maltratar seu próprio irmão, na imagem de Caim matando Abel, na inteligência brilhante e cruel do maior sociopata da História da Humanidade, remetendo a uma senhora louca que conheço, a qual falava de Hitler insinuando simpatia em relação a tal mente diabólica, como outra pessoa sociopata que conheço, a qual está há décadas tentando destruir e desunir uma família – é um horror. O palácio aqui é tal posição de poder e privilégio, como nos suntuosos sets de Cleópatra, com a deusa Liz Taylor, num filme que fracassou e quase quebrou o estúdio, no curioso modo como ninguém está por cima o tempo todo, como Meryl Streep e Leonardo DiCaprio, os quais possuem um faro fenomenal para selecionar bons projetos mas que embarcaram recentemente num filme que foi uma bomba de ruim, no modo como não me canso de dizer que Hollywood é a terra do sucesso e do fracasso, com tantos e tantos sonhos despedaçados todos os dias, num mercado tão competitivo, com um querendo devorar as tripas do outro. A rainha aqui é alva, ao contrário da realidade, pois os faraós tinham sangue africano, no divertido episódio escrito pelo inesquecível comediante mexicano Chespirito, episódio no qual Cleópatra aparece negra, mulata, ao contrário da alva e branca Liz. Os seios expostos são como o egípcio lidava normalmente com tal parte do corpo feminino, como nas mulheres de topless no Rio de Janeiro, tomando Sol, numa libertação feminina, como no boom inicial de uma certa popstar, vestindo roupas íntimas como roupa de fato, na função de artista em transgredir e trazer novos sopros de renovação. Os criminosos aqui se contorcem de dor, definhando, sofrendo até o último minuto, numa rainha tão insensível, no modo como em filmes antigos os egípcios eram retratados como uma raça tão insensível, que pouco valor dava à vida humana, escravizando tudo e todos em nome das vaidades e das ambições de cruéis faraós déspotas, no modo como o poder pode corromper corações e caráteres, na metáfora do maldito Anel do Poder de Tolkien, pois quando começo a pensar no que eu faria se tivesse o Anel, é porque este já este se apoderando de minha depuração moral, em homens cruéis como Putin, atacando um país pacífico e inofensivo, fazendo um do Ser Humano um rei que nunca está satisfeito de seu próprio reino, sempre querendo anexar os reinos vizinhos, como na agressividade de um Antigo Egito, numa fome imperial que causava medo a qualquer reino vizinho anexado. A rainha aqui é a personificação da deusa Ísis, no arquétipo de feminilidade, e as asas são tal liberdade racional, como na Feiticeira do universo do super herói He-Man, uma mulher que abria asas como uma águia, pairando acima das tolas ambições mundanas, no caminho de mortificação espiritual. Uma aia abana a monarca para manter esta fresca, numa posição subalterna dentro da corte, numa rígida sociedade egípcia, na qual não havia mobilidade social – o plebeu morria plebeu.
Acima, Condessa De Keller. Aqui são as frequentes encomendas para Cabanel de mulheres ricas, vaidosas, na figura da socialite, uma pessoa a qual, no fundo, não é respeitada, pois no fundo ninguém respeita o Robert, ou seja, aquele que só quer aparecer, sem trazer algo de válido para dizer, como um certo senhor do Rio de Janeiro, o qual não conta com o respeito secreto das pessoas, e a vida sem respeito é uma merda, com o perdão do termo chulo. A mulher se arruma, puxando o vestido suntuoso, num momento de vir a público, numa mulher vaidosa, a qual leva muito, muito a sério o que vestir na hora de vir a público, como numa Lady Gaga, a artista que, além de ter boa voz, sabe que é necessário que a pessoa tenha agressividade, estilo e atitude se quiser se destacar, remetendo a Christian Aguilera, a qual, apesar de ter uma monumental voz negra e potente, não brilha como Britney Spears, a qual goza de uma qualidade vocal inferior, ao ponto de fazer playback do início ao fim em seus shows, num recurso de vozes ruins. Os brincos furtivos parecem balançar em movimento, num efeito cinético, no talento de um artista em trazer tal movimento, como se fosse um prelúdio do Cinema, o qual surgiu como exótica e fútil distração até o surgimento do Cinema Falado, o qual trouxe tal arte, no título glorioso de Sétima Arte, surgindo a Academia de Hollywood, um clube no qual só prospera quem merece, numa academia que sempre tanto ignorou um gênio como Jim Carey, o qual, em sua rica veia cômica, satirizou em público o fato de nunca ter sido indicado a um Oscar, no modo como o palhaço o é estando ou não remunerado por tal. O vestido aqui é ousadinho, pois revela parte do busto, como em fendas sensuais em vestidos, na linha que existe entre sexy e vulgar, como numa atriz pornô, uma pessoa que, no frigir dos ovos, nada está construindo e a lugar nenhum chegará, sem eu aqui querer ser moralista ou careta – é de respeitável inteligência uma pessoa que acaba no mercado pornô? As joias aqui são tal luxo, tal privilégio, na classe burguesa que se originou a partir da Revolução Francesa, numa troca de hierarquia, sem algo mudar de fato, no modo como numa sociedade sempre haverá as elites, na inevitável pirâmide social, no modo como as classes sociais são ilusões, como uma porteira que conheço, a qual, já me disse, deparou-se com o fato de moradores do prédio não gostarem de andar de elevador com a porteira, o que é uma indelicadeza e uma grosseria, no modo como fulano não gosta de beltrano só porque este é mais pobre – é um horror, quando que, a nível espiritual, a hierarquia gira em torno de apuro moral, no laço mágico da Mulher Maravilha, o qual, a enlaçar alguém, faz com que este diga somente a verdade, na obsessão do sociopata em mentir, mentir e mentir. O pescoço aqui é delgado e frágil, numa dama frágil que precisa ser respaldada por um cavalheiro forte, no jogo de sedução de gentilezas, numa dama que, em sua passividade, inspira o cavalheiro a lhe conferir tratamento de dama, ao contrário de uma senhora que conheci, a qual se impunha como dama, deixando, assim, de ser dama, no modo como a Hierarquia Espiritual é imposta sem força, inspirando um espírito a se elevar e ser mais elegante, nos esforços da Indústria da Moda em trazer o garbo e a elegância, valores que giram em torno do Plano Metafísico, numa pessoa que aprende que a gentileza é maior do que a grosseria. Neste plano plácido e silencioso, podemos ouvir o sutil farfalhar acetinado da roupas, como na deliciosa sensação de se acariciar casacos de pele, fazendo com que tal gentileza e suavidade façam metáfora com o comportamento de polidez, pois tudo na Terra gira em torno da Dimensão Metafísica, na qual não há dor, terremotos ou enchentes, num plano em que tudo o que temos a fazer é arrumar um emprego; num plano em que não há desemprego, na recomendação que dou a qualquer pessoa desencarnada: Arranje um emprego, irmão! Aqui o fundo negro tem a função de fazer sobressair a modelo alva.
Acima, Eco. Aqui é uma era em que os padrões de beleza feminina eram diferentes, diferentes de hoje, quando só é considerada sexy uma mulher que esteja na antessala da Anorexia, num padrão que ataca impiedosamente a autoestima da mulher, resultando em sérios transtornos alimentares, numa menina vítima que não come nem bebe água, por achar que esta incha o organismo, uma pessoa que tem que ser imediatamente internada numa clínica de reabilitação, como uma menina que vi certa vez à mesa, mexendo na comida com os talheres e levando o garfo à boca, mas o garfo sem comida, ou seja, fingia que comia – é um horror. Aqui são esses tecidos finos e vaporosos de Cabanel, no modo como a seda chinesa ganhou a Europa, seduzindo com seu toque suave, cordial, com tudo girando em torno da polidez metafísica, na fineza, no perfume espiritual, no modo como ouvi que o médium Chico Xavier tinha um maravilhoso perfume espiritual, no perfume limpo dos espíritos depurados e polidos, numa hierarquia irresistível, numa pessoa que fazia questão de se curvar perante a excelência do médium, sendo brasileiro o maior médium de todos os tempos, num Brasil privilegiado por ter tido tais gênios nacionais, com Chico Anysio, construindo uma monumental galeria de personagens distintos, cada um com seu modo, numa excelência tal ao ponto de nenhum personagem de CA ser mais ou menos parecido com outro da mesma galeria. Aqui temos um susto e um choque, como num brutal acidente de carro que tive há anos com minha família, numa sensação tão desagradável, deixando trêmulas nossas mãos, tudo por culpa do condutor do carro que bateu de frente conosco, um alcoolizado irresponsável, no modo como a idade nos traz sabedoria, precaução, juízo e cautela, pois não é bom ser jovem demais, como eu era há trinta anos, pois o adolescente não tem como compreender a seriedade da vida, subestimando as palavras de conselho de pais e professores, no caminho natural da vida e da idade, que é crescer e adquirir juízo. As longas melenas são a feminilidade, como na moda capilar contemporânea, com os cabelos ondulados de Gisele, a qual conquistou o Mundo inteirinho, inteirinho mesmo, e ninguém se dá conta de tal império de carisma, num dos maiores brasileiros de todos os tempos, em ícones como Senna e Pelé, pessoas que se mantiveram humildes sempre, pois, para ir longe, não posso ser arrogante, pois a arrogância precede a queda, com tantos egos ascendendo e descendendo todos os dias no Mundo, no modo como o êxito e o sucesso podem corromper caráteres, pois se quero conhecer alguém, tenho que lhe dar um pequeno sucesso: Se este sucessinho lhe subiu à cabeça, tenho uma ideia de como funciona tal cabeça, como uma pessoa que conheço, a qual deixou subir o sucesso à cabeça, amargando, assim, uma grave queda, no discernimento taoista, o qual diz que o sucesso é um problema, como num Oscar, o qual pode ser bênção; o qual pode ser tragédia, no modo como o ator consagrado tem que saber sobreviver e continuar tocando a carreira com humildade e pés no chão, numa pessoa a qual, apesar de extremamente bem sucedida, tem a humildade para dizer que não pode faltar trabalho, como nas humildes palavras de um Leo DiCaprio, um esmagador carisma e um talento público e notório. A paisagem pétrea aqui e á dureza da Vida, no modo como eu, certa vez, pensei em morar em Nova York, sem saber que, se eu tivesse ido para tal lugar, eu tomaria no cu, com o perdão do termo chulo, e amargaria uma cidade bem dura e cruel, na qual dinheiro é tudo. Os seios aqui parecem estar lactantes, abundantes, na delícia de se mamar numa caixinha de leite condensado, havendo na moça pura e virginal a metáfora com a pureza de tal produto, como numa rainha da Festa da Uva, a qual precisa ser jovem, solteira e virgem, numa menina que exerce um papel público de ritual, enchendo de sonhos as menininhas que querem ser rainhas.
Acima, Estudo de Adão. O pincel impecável de Cabanel. Em um primeiro momento, Adão era só. Adão foi a obra prima de Deus, havendo em Eva um arremedo com a simples função reprodutiva, sendo culpa de uma mulher a expulsão do Éden, havendo em contraponto a imagem de Maria, a mulher à qual foi negado ter sexualidade, nos eternos preconceitos do patriarcado. A luz aqui entra suave, e o organismo de Adão é completamente desenvolvido, nos artistas vendo a nudez sem malícia, ao contrário das folhas de parreira da malícia, tapando os sexos, proibindo, como uma excelente professora que tive no Ensino Fundamental, uma freira que, ao ver que a meninada mal tinha quebrado a casca do ovo e já estava muito maliciosa em relação a Sexo, resolveu dar semanalmente aulas de Educação Sexual para tirar das crianças tal malícia, pois como Deus pode ter vergonha de algo que Ele mesmo criou? A nudez aqui é inocente, na nudez do feto na barriga, como no Adão de Michelangelo, com a genitália atrofiada, de aspecto infantil, como em inocentes anjinhos, remetendo a um escândalo caxiense de outrora, no qual um ensaio fotográfico numa coluna de Moda escandalizou a sociedade, com criancinhas peladinhas ao lado de um garotão nu, em um ensaio que se provou de extremo mau gosto, num episódio traumático ao ponto do jornal da cidade abolir para sempre o caderno de Moda, pois o escândalo não foram as criancinhas, mas o garotão ao lado das criancinhas, ao contrário da ausência de malícia das aulas de nu em ateliês de pintura. A paisagem ao fundo é tal Éden paradisíaco, no modo como ouvi que o Plano Metafísico é tal Éden para os que gostam de estudar e trabalhar, na ironia de que, depois de desencarnada, a pessoa observa a necessidade de se manter produtiva, num plano de paz, em que cada um faz seu trabalho, em relacionamentos leves de amizade, sutis, desapegados, pois teremos toda a Eternidade para nos relacionarmos com tais entes queridos, numa gloriosa sensação de se estar entre amigos, numa canção de um artista gaúcho: “Sonhei que as pessoas eram boas em um mundo de amor, e acordei neste mundo marginal”, fazendo menção às durezas do Plano Material, no modo como discordo de uma certa pessoa, a qual disse que, no início, era a Natureza, quando que, na verdade, no início, era Tao, o criador para sempre criando, deslumbrado-nos com tal perfeição, como um fã clube ávido pelo próximo trabalho de um artista, em fã clubes tão vastos como o de Whitney Houston, com mais de um BILHÃO de acessos num famoso videoclipe no Youtube, numa artista que, por causa das malditas drogas, teve tudo e perdeu tudo, com sua voz arruinada por drogas violentas como Crack, a droga que pode viciar já na primeira dose, remetendo a clássico jovem dos anos 1990 Trainspoting, num rapaz viciado em heroína que sofreu o diabo para deixar o vício, como nos espectros do Anel de Tolkien, escravos de Matrix, no modo como somos escravos cegos do Capitalismo: Tenho que trabalhar com um burro de carga para adquirir cobiçados bens de consumo, num mundo em que dinheiro é tudo, ao contrário do Plano Superior, no qual verdade é tudo, num plano em que as mentiras mundanas perecem tal qual um vampiro foge do Sol. O Adão aqui é perfeito, em corpo e em caráter, inocente, puro, perfeitinho, corrompido pela malícia da serpente de Eva, provando da maldita maçã, num Ser Humano que pouco pode apreender em relação à Eternidade, da qual não se pode falar, pois a Vida Eterna sobre a qual podemos falar não é a Vida Eterna de fato, e não é poder demais a perspectiva de que jamais findaremos? Não é um presente inestimável? Adão aqui está cabisbaixo, meio prostrado, pedindo a Deus por uma companheira, no modo como homem heterossexual precisa de mulher e viceversa, na mulher com o papel subalterno, girando em torno da vida de um homem, no termo machista “bela, recatada e do lar”, como uma professora que tive na faculdade, a qual largou a carreira para ser mãe, esposa e do lar, o que é um desperdício de inteligência. A luz entra suave no quadro, numa beleza revelada.
Referências bibliográficas:
Alexandre Cabanel. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 8 mai. 2024.
Alexandre Cabanel. Disponível em: <www.meisterdruke.pt>. Acesso em: 8 mai. 2024.
Alexandre Cabanel. Disponível em: <www.pt.wikipedia.org>. Acesso em: 8 mai. 2024.






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