quarta-feira, 25 de setembro de 2024

Ares de Aron (Parte 2 de 7)

 

 

Falo pela segunda vez sobre o artista italiano Aron Demetz. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Criador de bonecos. A Madona com o filho, no poderoso binômio, num apadrinhamento, em aliados poderosos que podem nos ajudar a receber respeito, como uma professora de Redação que tive, a querida Magda Torresini, a qual me ajudou a obter respeito dentro de minha classe na escola, no modo como há algo melhor do que estar na moda, que é respeito, pois modas vêm e vão; já, o respeito é perene e permanece, resistindo à passagem do tempo, no desafio de merecer o respeito das pessoas. Aqui vemos um fantoche, numa manipulação, na capacidade de um sociopata em manipular, como um professor nazista que tive, louco, exaltando Hitler, ou como outro professor que tive, o qual dizia, expressamente, que o Mal é mais interessante do que o Bem, no modo como é simples de se perceber a sociopatia, no sociopata que veste uma máscara e vive vida dupla, como um lobo disfarçado de cordeiro, num louco absolutamente desprovido de Inteligência Emocional, ao contrário da pessoa sensível, usando instinto e intuição para trilhar seu caminho, no instinto de uma pessoa que vem do nada e conquista o Mundo, como na nossa adorada Gisele, a menina comum que virou, de facto, princesa, com seus cabelos ondulados imitados por todo o mulherio ao redor do planeta, no fator psicológico que une admiração a raiva, com as mulheres, a nível inconsciente, tendo raiva de Gisele, querendo arrancar desta o que esta tem, numa Gisele que paga o preço da celebrização, no modo como temos que traçar uma linha divisória bem clara entre a pessoa e a opus da pessoa, como num Michael Jackson, o qual não podia andar na Rua em QUALQUER lugar do globo terrestre, no modo como a fama pode ser uma prisão, na sabedoria popular de que tudo tem seu preço, nos eternos versos de Caetano: “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é!”. A pessoa aqui deposita integral atenção ao filho, no modo como nada nem ninguém é pequeno o suficiente para desmerecer a total atenção de Tao, o infinito, no presente da Vida Eterna, no imensurável poder de que jamais findaremos, num poder o qual, de tão grande, é incompreendido pelo Ser Humano, na eternidade da passagem de Jesus pela Terra, a maior cabeça pensante de todos os tempos, num homem que, em vida, nunca teve acesso a uma educação formal, em pessoas entalhadas pela dureza da Vida, como nos traços selvagens e maravilhosos de Frida Kahlo, numa força para se expressar, com cada um contornando suas próprias capacidades, no desafio da pessoa se expressar ao Mundo. Aqui é um senso de responsabilidade, no modo como um filho primogênito cresce tão rápido, na responsabilidade de ajudar a criar os irmãos mais jovens, no peso das responsabilidades, numa pessoa que é forçada a amadurecer rápido, como no filmão O Império do Sol, com o personagem que começa a guerra menino e a termina homem, no final redentor do rapaz voltando à família depois dos horrores da II Guerra Mundial, esses eventos que deixam rastros de fome e destruição, como num insano Putin liderando uma guerra desnecessária, no caminho da loucura, sinto em dizer, como um insano Napoleão espalhando terror pela Europa, no apego do Ser Humano ao poder, sempre o maldito poder, corrompendo corações basicamente nobres. Aqui é o criador frente à criação, num artista com sua opus, no sentido de discernir entre criador e criatura, respeitando uma pessoa famosa em lugares públicos, como uma atriz famosa e estelar que conheci, a qual reclamou por, num pub, ter que ficar a noite inteira dando autógrafos, numa senhora que tinha uma relação de amor e ódio com a Mídia, amando aparecer midiaticamente e, ainda assim, odiando ser assediada em público, como Diana, amando e odiando a Imprensa. Aqui o menininho pede algo ao pai, o qual reluta, como uma criança choramingando, pedindo ao pai um cachorro, nos pesos de responsabilidade de ter um pet, abraçando as tarefas básicas, como levar o bicho, diariamente, para passear e fazer xixi e cocô, inclusive levando um saco plástico para captar a fezes do animal, isso sem falar no alto preço das rações. Aqui é o desenvolvimento de Amor, num Amor leve, incondicional, como dar um singelo oi na Rua para alguém, no Amor leve que dura pela Eternidade.

 


Acima, Filho. Aqui são as épocas saudosas da Vida, quando a Vida era mais simples, como no amado trenó Rosebud, de Cidadão Kane, num menino arrancado do paraíso infantil, obtendo tanto dinheiro e sucesso em vida, mas rejeitando todas essas glórias mundanas, proferindo, no leito de morte, o nome do brinquedo, no modo como a Infância é simples, pois a criança, na sua inocência, contenta-se com pouco, ao contrário do adulto, que é cheio de critérios e exigências. Aqui remete aos anúncios publicitários de perfumes para jovens, como na colônia unissex One, de Calvin Klein, a CK One, cítrica, fresca, no fascínio que as fragrâncias exercem sobre a Humanidade, como no incenso indiano ganhando igrejas na Europa, fazendo com que tal perfume mundano gire em torno do perfumes espiritual, comportamental, pois de que adianta um sociopata perfumado se trata-se de um espírito fedorento? É como dizem que era o perfume espiritual de Chico Xavier, polido, minimalista, atencioso, humilde, na humildade do homem que não se acha o centro do Universo, ao contrário do sociopata, o qual se acha Deus, no caminho da arrogância, a qual precede a queda. Aqui é a época da maturidade sexual, num rapaz com corpo de homem, mas cabeça de criança, no termo “gurizão”, numa época da Vida em que achamos tão enfadonho o mundo dos adultos, no adolescente que cria uma identidade contestadora, muitas vezes enfrentadora, na árdua tarefa de se impor disciplina numa escola, como um certo senhor, quando eu estava no fim do Ensino Fundamental, com este senhor, ao me ver me comportando mal, suspendendo-me por três dias, nos naturais mecanismos sociais que punem a falta de apuro moral, como a mentira, como um Bill Clinton, o qual foi aos televisores do Mundo todo dizendo nunca ter tido sexo com Monica Lewinsky, algo desmentido por um simples teste de DNA numa gota de esperma, num homem que está até hoje pagando pela mentira que proferiu, ao contrário da esposa Hillary, a qual enfrentou o “bicho” de frente e saiu vitoriosa e renovada do infame acontecimento. Aqui temos a simplicidade libertadora da beiramar, com gaivotas livres, leves e soltas, numa sensação de descarrego, como eu certa vez num evento em Porto Alegre, quando me apresentei para uma plateia, com eu dando berros e falando palavrões, no poder terapêutico da catarses, num acontecimento que fez eu me sentir muito, muito bem, chocando a plateia que me assistia, naqueles momentos em que temos que nos limpar por dentro, em vômitos de renovação, como sentar numa privada e cagar bem, com o perdão do termo chulo. Aqui é aquela gloriosa idade em que nosso metabolismo é mais rápido e ágil, fazendo em me lembrar do adolescente glutão que eu era, sem engordar um único quilo, mas numa época da Vida em que somos imaturos, sem muito juízo, no modo como a idade vai nos trazendo tal maturidade, o que é uma glória. O rapaz aqui está pudico, com as mãos nos bolsos, talvez num recato, como uma pessoa discreta e reservada, como meu ídolo Luis Fernando Veríssimo, o qual vi certa vez num shopping em Porto Alegre, num momento em que respeitei o cidadão, deixando-o passar sem o assediar, num LFV alheio a midiatizações e celebrizações, vivendo seus dias quietinho no seu canto, na figura de sabedoria do Preto Velho, quieto no seu canto, só observando os egos ascendendo e descendendo, nas fogueiras de vaidades mundanas, como no mundo das celebridades, desprezado pelo mestre Woody Allen, o qual afirma que tal mundo é desinteressante, num Allen alheio a tal stablishment. Aqui é como uma pessoa magra fica elegante até vestindo um saco de batatas, nesses cruéis padrões de beleza semianoréxicos, atacando em cheio a autoestima da mulher, remetendo a uma moça linda que vi hoje na Rua, arrumada, com autoestima, mas uma moça sem um dos braços, no modo como tal limitação não é pretexto para a pessoa parar de se arrumar. Aqui é como um galeto: nem pinto, nem galo.

 


Acima, Metamorfose 2. Aqui remete ao filme O Exterminador do Futuro II, quando um andróide malévolo tinha este aspecto de metal cromado, na cor prateada, no termo silver screen, ou seja, tela de prata, para designar os áureos tempos do Cinema em preto e branco, no jogo de sedução binário entre preto e branco, entre zero e um, no modo como tais deuses hollywoodianos imitam a plenitude de nossos irmãos mais depurados do que nós, no caminho da evolução e do crescimento espiritual, pois o sentido da Vida é nos tornarmos pessoas melhores, de maior apuro moral e de amor incondicional, leve, fresquinho, sutil, na perspectiva de que teremos a Eternidade para nos relacionarmos com tais entes, no modo como as amizades não podem ser sobrecarregadas por cobranças, como eu certa vez, na minha então imaturidade, puni severamente uma pessoa a qual não tinha me convidado para sua festa de aniversário, e hoje eu reconheço que fui infantil, como uma grande amiga que tenho, já falecida, uma pessoa a qual evoco todos os dias espiritualmente, apesar de que, quando ela era viva, nunca fomos para a casa um do outro e nunca um convidou o outro para aniversários e, ainda assim, é minha amiga, no modo como, repito, em amizade não pode haver cobrança, no caminho do Amor leve, como dar um singelo oi na Rua, sem cobranças, sem sobrecargas, ao contrário do amor fixado e doente, possessivo, como uma pessoa que conheci certa vez, uma pessoa totalmente fixada em outra pessoa, no caminho insano de propriedade, quando que, entre os espíritos, deve haver liberdade, no caminho democrático ponderado de Keynnes, nem capitalismo selvagem, nem marxismo ditatorial, no conceito do Estado Mínimo, o qual interfere de forma discreta na Economia, visto que o sonho liberal de Smith defende um sistema ditatorial, no modo como podemos ser escravos e prisioneiros de tal sistema: Tenho que trabalhar arduamente para produzir capital e adquirir bens cobiçados de consumo, como um carro, uma TV, um celular, uma roupa de grife cara etc., na metáfora de Matrix, no Ser Humano dentro de uma caverna de sombras e ignorância, atrapalhando a visão real de Mundo, no papel do filósofo de nos abrir os olhos, libertando-nos da caverna auspiciosa. A cor prata aqui é reflexiva, refratária, produzindo o reflexo, no Narciso seduzido por si mesmo, no sociopata egoísta, fixado em si mesmo, no caminho da loucura, que é ignorar que somos irmãos, iguais perante Tao, o qual fez cada um de nós de uma forma absolutamente única e especial, como um pai observando as virtudes de cada filho, ao contrário de um menininho que conheço, o qual dá sinais de que tornará um sociopata, maltratando, desde pequeno, os coleguinhas na escola, por exemplo, ou maltratando pequenos animais, no caminho da covardia, um espírito o qual, de tão insano, não quer sair da prisão material, desencarnando e indo ao Umbral, a dimensão dos que não veem além da Matéria, como uma certa pseudointelectual sociopata, a qual não vê o poder infinito de Tao, no modo como o Taoismo é uma filosofia que só pode ser aprendida intuitivamente, o que é impossível para um sociopata. Aqui temos o momento de entrega da nudez, como numa corajosa Gloria Menezes, a qual encenou uma peça teatral na qual interpretava uma mulher com Câncer, com a atriz, ao final da peça, aparecendo totalmente nua no palco, num ato de paixão pelo personagem, no ator bom, que some perante tal personagem, no modo como a Academia de Hollywood ama atores que se desfiguram para um papel, abrindo mão da vaidade, como no ritual de ordenação de freiras, cortando os cabelos e abrindo mão da vaidade, como no filme em que a deusa Audrey Hepburn interpretou uma moça que virou freira, mas que acabou se desiludindo com a carreira religiosa, abandonando esta. Aqui é uma renovação, despindo-se, como a cobra trocando de pele, como no Desencarne, num corpo sendo deixado para trás, num momento de renovação, no modo como as crises são positivas, pois assinalam um momento de renovação na vida da pessoa em crise, como me disse uma ótima psicoterapeuta.

 


Acima, O.T. O pedestal é um suporte, como num sapato, no modo como as mulheres se fascinam por sapatos, como um homem sério e centrado, que dá à esposa a sensação de segurança e estabilidade, num papel de protetor, no conceito patriarcal de que uma mulher sempre tem que estar respaldada por um homem, no modo como as mulheres independentes são malvistas, como na personagem Olenska de A Época da Inocência, deslocada, perdida, deprimida, malvista pela sociedade, considerada uma mulher vulgar, a qual tem que ser tolerada, mas não necessariamente amada, num caminho de identidade, como a personagem Mulan, de Disney, indo para a guerra num processo de saber qual é o seu lugar no Mundo, como um colega que tive no Ensino Fundamental, um rapaz que se tornou padre para saber qual é o seu lugar no Mundo, no modo como a Vida é feita de escolhas, como me disse uma amigona psicóloga, mas infelizmente há as pessoas que fazem escolhas sem visar a felicidade, abraçando relacionamentos tristes, ruins, sem muito carinho, como um amigo meu, o qual empurrou abaixo de sua própria goela um matrimônio, não estando muito feliz neste. As faces aqui são como em impressoras em 3D, em tecnologias que avançam, nesse galgar frenético de aperfeiçoamentos, no modo como minha geração, que foi criança nos anos 1980, fica embasbacada com tamanhos avanços. Já, a geração do meu sobrinho, que nasceu nos anos 200 ou 2010, são gerações totalmente digitais, acostumadas com tais conveniências tecnológicas, uma geração que não faz ideia de como foi o telefone de gancho e disco, a TV em tubo sem controle remoto, a carta pelo correio e os poucos canais de TV aberta, no paradoxo atual, nessas TVs por assinatura, com centenas de canais à nossa disposição, e ficamos zapeando sem encontrar algo que nos interesse, no aconselhamento espírita: TV é só para vermos um programa que realmente nos interessa, pois quando este programa acaba, temos que desligar a TV e ir fazer outras coisas, na noção taoista de que tudo em excesso é prejudicial, mesmo coisas prazerosas, como Sexo. Essas cabeças remetem a um local do museu novaiorquino Met, deslumbrante, diga-se de passagem, num local que apresenta bustos romanos, num primor de Arte, parecendo que tais cabeças são vivas e que olham para nós, cabeças cheias de vida, num museu que penetrou tão poderosamente em minha mente, fazendo-me crer que eu “enlouqueceria” no supremo Louvre, um museu que, de tão vasto, exigiria um ano inteiro dentro dele para se apreender tudo que ali dentro existe, no modo como, de certa forma, Paris é o centro do mundo civilizado, provavelmente o maior destino turístico do Mundo, no modo como, já ouvi dizer, o parisiense é um tanto provinciano, mas digo mais: o Ser Humano, em geral, é provinciano, numa inevitabilidade. As cabeças aqui são como decapitações, numa guilhotina, numa Maria Antonieta executada pelos revolucionários, causando escândalo em países como a Inglaterra, que honra tanto suas próprias tradições, num trono de tradição milenar, no paradoxo das famílias de realeza: Por um lado, finas e oníricas, numa beleza atemporal, de uma dimensão superior; por outro, vazias, grossas e obtusas, nas quais homem é varão e mulher é fêmea, e nada disso pode ser contestado – não é desinteressante? Não são as realezas mundanas cópias grotescas da Realeza Metafísica, à qual todos pertencemos de forma espiritual e elevada? Não somos todos príncipes, filhos do mesmo Rei Supremo? As cabeças são a intelectualidade, no poder libertador do pensamento racional, em anjos livres em suas asas, livres do cárcere dos corpos carnais, na imagem de esperança do Espírito Santo, na libertação gloriosa que chegará, visto que ninguém está no Mundo para sempre, sendo necessário que façamos algo de nobre e produtivo de nossos dias aqui na Terra, esta dura escola que tanto nos faz crescer, no caminho de depuração, que é o sentido da Vida, como numa faculdade, com vários ensinamentos. As cabeças são o termo “capital”, que é aquilo que importa, na mente sobrevivendo ao óbito do corpo.

 


Acima, Raio. Aqui temos um contraste entre Arte acadêmica tradicional e Arte moderna, como na pirâmide de vidro do Louvre em contraste com o prédio tradicional, numa espécie de transgressão, como em artistas deslumbrantes como Christo e Jeanne-Claude, “embrulhando” prédios, numa dupla de uma suntuosidade e de uma grandiosidade, na luta de um artista para se expressar da forma mais clara possível, com tantos e tantos artistas que se frustram e não obtém sucesso em vida. Esse contraste é como no restauro do Casarão dos Veronese, de meus antepassados, no município gaúcho serrano de Flores da Cunha, uma obra que uniu as tradicionais pedras do casarão com um topo de materiais mais modernos, com dois olhos, sendo um conservador e outro moderninho, como uma certa socialite paulistana de outrora, a qual tinha duas salas de estar: Uma de decoração tradicional, com pinturas tradicionais na parede; a outra, de decoração mais moderna e limpa, com pinturas modernistas na parede. Dependendo de quem ela recebia, recebia nesta ou naquela sala, no intuito de agradar o visitante, no prazer de se receber pessoas em casa, servindo um cafezinho, fazendo, assim, as honras da casa. Aqui é como um descascamento, como uma pele de cobra trocando, em fases da Vida, deixando fases para trás e abraçando novos momentos, como um artista se reinventando, abraçando novos momentos na carreira, ao contrário de vários artistas, os quais, apesar de talentosos, não têm a força para virar tal página, como uma talentosa Cindy Lauper, uma voz ótima, que não precisa de playback, mas um artista que vive até hoje nos anos 1980, só tendo pertinência para quem foi criança, adolescente ou pós adolescente em tal época. Os pedestais das obras clássicas aqui são polidos, retilíneos, disciplinados, conservadores; já, o pedestal da obra de Aron é tosco, como um todo de árvore cortada, no poder do rústico, o qual é acolhedor, pois não tem pretensões ou ares pernósticos, no modo como o rústico é prazeroso, pois a Vida é boa quando é simples, no conceito de da Vinci de que a simplicidade é o mais elevado grau de sofisticação, como uma chic Jackie O. caminhando sozinha pelas ruas de Nova York, no modo como a celebrização pode atrapalhar uma pessoa ao esta circular entre os cidadãos comuns, no modo como a fama pode ser uma prisão, visto que estar encarnado já é uma prisão. Nesse contraste entre fino e rústico é como no discernimento de Tolkien: Os malvados têm uma aparência boa, mas causam uma sensação ruim; os bondosos rústicos têm tal aspecto cru, mas causam uma sensação boa. Aqui é o modo humano de construir panteões, mesmo no paganismo egípcio, até os santos católicos, como em Hollywood, num panteão de alta hierarquia, com artistas que pertencem ao primeiro escalão e artistas que estão abaixo na hierarquia, sendo que uns se tornam grandes estrelões; outros, nem tanto. É assim mesmo. Aqui temos uma renovação e uma ousadia, como na transgressão do Modernismo Brasileiro, enterrando a Arte tradicional, no impacto da Fotografia, libertando a Arte da função retratista, remetendo a um certo artista plástico, o qual tira fotos do cliente e, a partir da foto que o cliente escolher, o artista faz uma pintura a óleo, na modernidade da foto digital frente à pintura tradicional a óleo. Aqui é como a passagem do tempo, como as grandes pirâmides do Egito, passando por milênios de erosão desértica, com muito vento, calor, sendo vestígios de uma civilização perdida, sendo uma mera sombra do que foram certa vez tais pirâmides, perfeitas, brancas, extremamente pontiagudas, num império que tanto assustava militarmente os reinos vizinhos, no modo cruel humano de impor as coisas à força, longe da hierarquia espiritual, na qual o Amor é o que de mais fino existe, nos mais finos regendo os menos, como na elegante personagem Gunilla, de Maggie Smith, na supercomédia O Clube das Desquitadas, uma mulher finíssima, agradável, arrumada, naquelas mulheres que sabem que idade não é pretexto para parar de se arrumar. Aqui é como o impositivo Kouros do Met, na busca humana pelo apolíneo, pelo belo e pelo o eterno.

 


Acima, Ruivo. Aqui remete ao mito de Elizabeth I frente ao próprio povo, o qual dizia que sua pele era alva como neve e seu cabelo era vermelho como fogo, como uma pessoa que conheço, a qual tem uma “tara” por mulheres ruivas – cada um com seus fetiches, no gostoso pecadinho capital da Luxúria, como apimentar um relacionamento com artigos comprados em inocentes sexshops, na culpa escura católica do pecado, condenando atividades inofensivas como masturbação, na naturalidade do Sexo, sendo a sexualidade um flanco importante do Ser Humano. A camisa é a elegância, no fascínio que as roupas exercem, como certos artistas, para os quais é extremamente importante saber o que vestir na hora de vir a público, remetendo ao personagem Oscar Schindler, o qual, no início do filme, era um playboyzinho fútil que só pensava em roupas. A Moda é um excelente modo de autoexpressão, no modo como devemos respeitar o estilo de cada um, no caminho democrático da liberdade, ao contrário de sistemas opressores como a Coreia do Norte, num cidadão que não tem a liberdade de se expressar livremente, nos versos de uma certa canção pop: “Não há liberdade sem Amor; não há Amor sem liberdade”, remetendo a épocas tão complicadas como a Ditadura Militar Brasileira, num sistema insano de censura, em ditadores que se cagam de medo da liberdade de expressão, como o perdão do termo chulo, resultando em finos gênios como Chico Buarque, o qual, em sua inteligência, zombava da burrice de tais ditadores, na vitória discreta do fino sobre o grosso; no triunfo do talento. O rapaz aqui é jovem, com toda uma vida pela frente, remetendo a um caso trágico que conheci, num rapaz jovem, que foi covardemente assassinado na semana de sua formatura, num latrocínio, na crueldade do sociopata, o qual dá cabo da vida de um ser humano por causa de um par de tênis, nos espíritos mundanos, que não veem além da Dimensão Material, como um certo sociopata, cuja vida gira em torno de sexo, viajando ao redor do Mundo para fazer turismo sexual, escravo do Umbral, a dimensão dos que não amam. O jovem aqui está arrumado para uma ocasião, talvez um evento social, como uma doce senhora que conheço, a qual elogiava a aparência de rapazes antes destes irem a uma festa, exaltando assim a necessária autoestima, a qual é capital, pois a primeira pessoa que devo amar sou eu mesmo, nos versos de uma certa canção pop: “Aprenda a amar a si mesmo. É um grande, grande sentimento”. O rapaz aqui é sério, talvez sentindo já a seriedade da Vida, em encargos de responsabilidade, como ir bem no colégio, no modo como eu decepcionei meus próprios pais ao repetir de ano, num clima de recomeço e reconstrução, pois hoje, se eu pudesse voltar no tempo, seria mais aplicado nos estudos, remetendo a um rapaz aplicado que conheço, o qual rejeitou as pressões para cursar Medicina e mandou todos à merda, com o perdão do termo chulo, indo cursar Jornalismo e ser feliz – que vida é esta na qual sou escravo do que os outros consideram? Não sou eu dono e senhor de mim mesmo? O rapaz aqui, bem jovem, talvez é imberbe, no modo como eu próprio demorei um pouco para ter barba, só a tendo partir da pós adolescência, no esforço de uma mulher que virou trans homem, fazendo implantes de barba, numa mulher de identidade totalmente masculina, pois não canso de dizer: Respeite o jeito de cada um, visto que as pessoas são diferentes, pois Tao não fez dois filhos iguais. O cabelo está cortado e disciplinado, ao contrário da moda capilar de rapazes cabeludos no início dos anos 1990, na febre Grunge, no modo como eu próprio fui cabeludão em tal época, no caminho natural de rebeldia do adolescente, no modo como, no Plano Metafísico, a pessoa tem exatamente o cabelo que quiser ter, na liberdade que rege os espíritos, num Pai que nunca vai se impor à força, ao contrário da figura patriarcal de um Deus duro, duríssimo, ao contrário do termo de uma certa campanha religiosa: “Deus é Amor”.

 

Referências bibliográficas:

 

Aron Demetz. Disponível em: <www.artsy.net>. Acesso em: 4 set. 2024.

Exhibitions. Disponível em: <www.arondemetz.it>. Acesso em: 4 set. 2024.

Publications. Disponível em: <www.arondemetz.it>. Acesso em: 4 set. 2024.

Works. Disponível em: <www.arondemetz.it>. Acesso em: 4 set. 2024.

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