Falo pela sétima vez sobre o pintor italiano Bernardo Strozzi. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, Madona da justiça. A lei é fria razão, livre de paixão, de sofrimento, no modo como não podemos ouvir o coração, pois o coração é traiçoeiro, e o coração nos engana e nos faz sofrer, no caminho da razão, da cabeça, protegendo, assim, o coração, nos versos de uma famosa canção pop: “Rosas lindas são o caminho para teu coração, mas este homem precisa começar com tua cabeça!”. É como uma pessoa que concorda em ser um mero amante, como um certo senhor, o qual leva vida dupla, com duas famílias, dois lares, dois cônjuges e duas proles, e isso é gravíssimo, em saber que tenho no Mundo meios irmãos os quais sequer conheço, como numa certa telenovela há muito tempo, com um homem que não tinha duas, mas três famílias, no modo como a Vida exige que sejamos unos e íntegros. A lei é a imparcialidade, na imagem da justiça cega, imparcial, pesando as coisas na fria balança, na arrogância de uma pessoa que se acha acima da lei, na verdade que doa a quem doer, como numa infeliz Cristina Kirchner, em prisão domiciliar, no modo como só damos valor à liberdade quando esta perdemos, pois posso estar preso num lindo castelo de ouro maciço cravejado de diamantes e, mesmo assim, estar infeliz, preso, pois estar encarnado já é uma prisão; estar numa penitenciárias é pior ainda, com a prisão dentro da prisão, no método humano de punir os que desrespeitam a lei, como dizem que o Presídio Central de Porto Alegre é uma sucursal do inferno, com todos os detentos tendo verminose, chegando até a comer carne de gato, remetendo à culinária chinesa, com pratos impensáveis no Mundo Ocidental, como carne de cachorro, numa China de jure comunista; de facto capitalista, nos sonhos liberais de Smith de uma economia global autorregulamentada, sem interferência estatal, no paradoxo de Trump, numa nação tão capitalista e liberal com o estado intervindo de forma por-no-grá-fi-ca na economia. O livro aqui é a base das religiões, as quais precisam de um livro base, na imortalidade da Bíblia, atravessando milênios, na imortalidade de Tao, um livro escrito há milênios, permanecendo atual até os dias de hoje, em plena era digital, na universalidade da espiritualidade humana, com caminhos diferentes que levam ao mesmo destino, que é Tao, com dedos da mesma mão que visam o bem, remetendo a uma certa senhora católica fervorosa, a qual rechaçava o Espiritismo, uma senhora falecida, à qual eu gostaria de dizer: “Se desejares, podes voltar à Terra numa nova encarnação e numa nova bateria de aprendizados e crescimento – viste como os espíritas não estavam errados?”. É o caminho do respeito, como nas três grandes religiões monoteístas, buscando existir em harmonia. A Madona é o poder da feminilidade, de algo doce, como mamar numa deliciosa caixinha de leite condensado, no gostoso pecadinho da gula, como na embalagem do chocolate em pó Nestlé, com dois frades idosos se deliciando numa receita achocolatada, na crença de que no Plano Superior há confeitarias deslumbrantes, deliciosas, num lugar onde não há obesidade ou diabetes, na glória dos desencarnados, longe de todos os problemas relacionados ao corpo carnal, a prisão da qual sairemos cedo ou tarde – ninguém está no Mundo para sempre. O Menino Jesus é a promessa de esperança, na mágica noite de Natal, nas crianças rasgando os papéis de presente, na magia dos presentes sendo entregues, no modo como sinto falta dos Natais de antigamente com minha família, fazendo um divertido amigo secreto, no poder de um patriarca ou de uma matriarca em manter a família unida, pois quando estes se vão, as família sofrem uma certa desintegração, no modo como as épocas passam, deixando-nos lembranças e a esperança do desencarne. Na base do quadro, uma coroa, na coroa divina da Virgem, regendo o Plano Superior. A coroa é a soberania da mente sobre o traiçoeiro coração, mas não num caminho de empedernimento, numa pessoa a qual simplesmente não se permite ser feliz, remetendo a uma grande amiga minha psicóloga, a qual faz escolhas visando sempre a felicidade, sendo feliz ao lado do marido que escolheu, vivendo feliz seus dias de casada. As nuvens aqui são a luz, o luxo e a leveza, numa linda sala metafísica, com pessoas bonitas e elegantes.
Acima, Madona e criança com Santa Clara, Santo Ambrósio e Santo Erasmo. A tocha é a iluminação do pensamento, ou como um desejo ardoroso, que queima dentro de uma alma, numa vontade enorme, num tesão de viver e conquistar, numa pessoa que ama estudar e trabalhar, e o Plano Superior é o Éden para tais pessoas, na sabedoria popular de que sem tesão não há solução! É como numa certa imagem sacra de uma santa sendo atingida por flechas no coração, em algo que inunda a mente, pois só é feliz quem tem o desejo de ser feliz, remetendo a uma certa pessoa deprimida, xoxa, desanimada, como um surfista sem vontade de pegar ondas, uma pessoa a qual, antigamente, adorava “escalar montanhas”, com vontade de empreender, de produzir, conquistando o respeito de um certo professor de descomunal cultura e inteligência, que Deus o tenha, na imortalidade da mente. A santa aqui é pudica, toda coberta, decente, como na rigorosa burca, impedindo a mulher, tolhendo a mulher, como num certo filme, em que uma mulher é tornada uma dama, absolutamente desprovida de qualquer agressividade, e isso não é bom, pois que vida é esta na qual estou nas mãos de outrem? Não dá para ser assim. Ao fundo, o santo padre, o papa em seu poder ecumênico, no sacrossanto trono de São Pedro, num Vaticano que tanto reinou soberano na Idade Média, havendo depois a transgressão protestante, num racha, enchendo a Europa de conflitos, numa sanguinolenta católica Maria Tudor, queimando protestantes vivos em figueiras, dizendo agir em nome de Jesus, mas fazendo coisas que Jesus JAMAIS faria. O menininho é o início da virilidade, como vi certa vez na televisão uma matéria que mostrava um menininho dançando balé, fazendo-o com virilidade, derrubando por terra o preconceito de que um bailarino tem que ser veado, com o perdão do termo chulo. Santa Clara segura um relicário, nos enfeites dentro de uma casa, remetendo à casa de uma certa senhora, uma casa cheia de potes, cristais, enfeites e penduricalhos, num casa a qual, ainda por cima, tem uma minicristaleira cheia de tranqueiras, nas palavras de Jorge Amado em sua casa salvadorenha convertida em centro cultural: “Não posso viver sem minhas inutilidades!”. Na base do quadro vemos uma tiara papal, ou de um bispo, ou arcebispo, repousada, no chão, deixada de lado, no modo como os poderes mundanos no Mundo ficam, no complicado desencarne de um regente, com dificuldade em se desapegar de tal poder, como certos espíritos, os quais, no desencarne, querem voltar ao corpo carnal, na loucura de um prisioneiro que não quer sair da prisão no dia de soltura, num espírito mundano, identificado com a matéria. Também na base do quadro, rostos de anjinhos, que são o metafísico que sobrevive à morte do físico, no amor puramente espiritual e psicológico, mental, na cabeça, e não no coração, como numa conversa telefônica, no divertido modo como foi da preguiça que nasceram as grandes invenções da Humanidade: Por que sair de minha casa para conversar com Fulano se posso fazê-lo confortavelmente por telefone, dentro de minha casa? Os anjinhos são a fertilidade, como na fertilidade criativa de um artista, prolífico, laborioso, encantando o Mundo com talento, nessa claríssima paixão de Strozzi por cenas religiosas, num exercício de fé. A Madona é a responsabilidade de se criar um filho, incutindo valores nobres na mente da criança, no desafio de ser um pai e uma mãe sábios e zelosos, como tenho uma lembrança de infância de um pôster que dizia que a maior riqueza é se contentar com pouco, como me ensinou uma pessoa muito especial, ensinando-me que, para sermos felizes, não precisamos ser donos de meio Mundo. A tocha aqui é segurada por várias mãos, num compartilhamento, num sharing, como num trabalho numa agência de propaganda, nas chamadas “brainstorms”, reuniões catárticas onde cada um expressa sua opinião, no intuito de se formularem conceitos para algum apelo publicitário, no modo como eu sempre terei um flanco marqueteiro, tendo eu já atuado como publicitário, pois as experiências de vida ficam incrustadas na pessoa.
Acima, Martírio de Santa Lúcia. A martirização é como pessoas que buscam problemas, como um workaholic, achando que o Mundo abonará tal falta de respeito para consigo mesmo – não, o Mundo não vai! É como uma certa senhora, a qual foi por dois anos presa e torturada na ditadura militar brasileira, numa pessoa que partiu em busca de problemas, e se eu pudesse dizer: “Querida, você ‘cutucou o tigre com a vara curta’; você pediu; você partiu em busca de dor e sofrimento. A santa olha para o céu, na promessa do Reino dos Céus, no Lar Celestial ao qual todos pertencemos, todos filhos do mesmo Rei, sem exceção, numa santa rejeitando o mundano, o Mundo material, na imagem de esperança do Espírito Santo, na libertação, em figuras como Jesus, na qual podemos depositar esperanças, num poderoso Jesus o qual, mesmo em Sua Majestade, não soube sanar os problemas do Mundo, no modo como já ouvi dizer numa colação de grau do curso de Filosofia na UFRGS: “A Filosofia não muda o Mundo!”; o que muda é o modo como vejo e como me relaciono com tal Mundo. O traje rubro é a cor dos mártires, como a católica Maria Stuart, rainha da Escócia, condenada à morte por ter conspirado contar a vida de sua prima protestante Elizabeth I, rainha da Inglaterra, numa Maria em busca de tal martírio, em santos como Joana d’Arc, morrendo em nome da Santa Sé, em santos posteriormente reconhecidos, como no caso de Jesus, o qual, num primeiro momento, foi mal compreendido e executado legalmente; num segundo momento, ressuscitando na fé as pessoas, ao ponto do césar romano se converter ao Cristianismo, na revolução monoteísta, rejeitando o paganismo tradicional, na ideia de que não existem deuses, mas nossos irmãos depurados, de perfeição moral, na hierarquia espiritual – os mais finos regem os mais grossos, numa hierarquia irresistível, ao ponto de fazermos questão de acatar nosso irmão depurado, ao contrário das cruéis hierarquias humanas, num Saddam acostumado a ser tão poderoso, dizendo a um subalterno: “Não estou pedindo; estou mandando!”, num homem que acabou tão mal, enforcado, julgado oficialmente, na metáfora de Matrix: Um homem poderoso quer mais poder! É o Anel do Poder, corrompendo bons corações, no aspecto de ouvirmos a mente e não o traiçoeiro coração, pois quem ouve só o coração, sofre, e a fria razão existe exatamente para deixar o coração tranquilo. A santa aqui é esfaqueada covardemente, como nos cristãos sendo queimados vivos em espetáculos romanos antigos, no eterno lema do Ser Humano: Quanto mais cruel, melhor. O céu aqui é escuro, fechado, em luto, como no céu escuro na crucificação de Jesus, neste dizendo: “Senhor, por que em abandonaste?”, num polido Jesus o qual provavelmente não se lembra de tal crucificação, dizendo em sua alta classe: “Todos me falam disso! Eu não lembro!”, na perspectiva de encontrarmos Jesus no Plano Superior, o plano em que as pessoas se respeitam mutuamente, sem querer enganar outrem, no caminho da perfeição moral, nas palavras de uma cativante canção do músico gaúcho Duca Leindecker: “Sonhei que as pessoas eram boas em um mundo de amor; e acordei neste mundo marginal!”. Aqui temos uma misoginia, como na Medusa grega, horrível, maliciosa, tóxica, como Eva, trazendo a ruína a Adão, este a obraprima apolínea do patriarcal Deus, como certa vez numa certa revista brasileira, culpando uma inocente moça pelo fracasso da seleção brasileira na Copa do Mundo, como em tempos idos nos EUA, condenando mulheres por bruxaria, num certo misógino senhor atacando suas oponentes mulheres, um homem que é uma porta de burro, conquistando a confiança do eleitorado – dá para entender? A discreta e coadjuvante vaca remete ao presépio, na simplicidade de Jesus, numa humilde manjedoura, resultando em homens tão simples como Papa Francisco, clemente, ao contrário de outro certo senhor, cruel, duro, rijo, inclemente, preconceituoso, um homem microscópico, longe da simplicidade do homem de Tao, o qual é visto, amado e respeitado, como num certo senhor brasileiro, um bom homem.
Acima, Natureza morta com flores em um vaso de vidro e frutas em uma saliência. A ironia de que as flores são a genitália da planta, em regalos que tanto agradam, seja em Dia das Mães, seja em Dia dos Namorados, fazendo da flor algo sutil, frágil e fino, belo, como na flor de lótus representando o faraó ou a flor de lis representando a finesse do rei da França. O vaso translúcido é o mistério científico da Matéria Escura, a “cola” que mantém o Cosmos coeso. É a transparência de uma alma amiga, que não quer nos enganar, havendo as amizades falsas, os sociopatas, pessoas interessadas em nossas ruínas, um amigo falso, o qual temos que extirpar de nossas vidas, um sociopata o qual não tem perspectiva de regeneração, em vida, morrendo e indo ao Umbral, a dimensão dos que zombam da Vida, como um certo rapaz em Porto Alegre certa vez, covardemente assassinado por um bandido que queria o carro da vítima, um bandido sociopata que não vê valor algum na Vida, trazendo uma tragédia para uma família inteira, um rapaz que estava prestes a se formar na faculdade, um bandido o qual, sendo só questão de tempo, vai reconhecer o crime que cometeu, e vai pedir perdão à vítima, a qual perdoará, pois os ressentimentos não são eternos, e o perdão é o caminho natural da Eternidade: Venha, irmão; venha para um lugar melhor! As frutas são os pomos da terra, numa árdua colheita, como nas vindimas, as quais há milênios são feitas a mão, desde o Antigo Egito, sendo complicado o vinho ser barato, pois existe muito trabalho em torno do produto final na gôndola de supermercado, como contratar muitas pessoas não só para a colheita, mas também para a poda no outono – não tem como não ser caro, sinto em dizer, ao contrário da cerveja e da cachaça, pois a captação dos insumos é toda mecanizada, fácil. O vaso é o receptáculo feminino, na mulher quieta no seu canto, fazendo as unhas, num momento de retiro e reserva, remetendo à filha de uma prima minha, tendo aquela amando muito de se maquiar, ficando horas na frente do espelho se maquiando, no modo como, para a mulher, a diversão não começa só na hora de chegar à festa, mas em todo o “ritual” de arrumação: Banho, arrumar cabelo, maquiar, enjoiar, vestir-se e colocar perfume, no caminho da autoestima, algo tão propagado em consultórios de Psicologia, pois a primeira pessoa que devo amar é eu mesmo, como uma certa senhora professora que tive, a qual, de manhã bem cedinho, estava impecavelmente arrumada, feminina, com autoestima, com a maquiagem impecável, fazendo-me imaginar com que antecedência deveria acordar de manhã cedo para abraçar tal rotina de arrumação, ao contrário de outra certa senhora, a qual, hoje, perdeu a autoestima, parando de se arrumar – é meio triste. As flores caídas são a passagem do tempo, como numa fruta “envelhecendo”, no caminho natural da matéria, do físico, numa fruta caindo de podre do pé, como o Comunismo caiu de podre, resultando no paradoxo chinês, um socialismo de mercado, numa China rica, construindo rapidamente muitos hospitais de campanha pelo país no boom da Covid. A água no vaso é a vida, que é o nervo da arte, como nos tambores africanos imitando o pulso do coração, numa fluidez, como um rio correndo, na vida pulsando, em cidades fascinantes como a do Rio de Janeiro, numa exuberância tropical, numa cidade que pulsa vida, beleza e natureza, numa sedutora mescla de urbe e natureza, com suas praias, como me disse uma gaúcha radicada lá: “Fora dos meses de inclemente verão ‘senegalês’ carioca, o Rio é um delícia!”. As flores trazem vida a uma casa, como uma certa senhora, a qual, em sua casa, sempre tem algumas flores, num gosto de lar, de casa, de muvuca, o termo carioca para o lar, remetendo aos hospitais, nos quais infelizmente não nos sentimos em casa, como me indagou um psiquiatra: “Quem gosta de ficar em hospital?”. As flores remetem à ranzinza Dona Florinda do seriado Chaves, dizendo: “As flores são a única cosia que enfeita essa droga de pátio!”. As flores são o frescor das debutantes na Primavera, no modo como a juventude feliz e plena é uma invenção de velhos, pois cada fase da vida é pautada de vicissitudes.
Acima, O anjo da guarda. As asas do anjo são a liberdade dos desencarnados, longe de todo e qualquer problema relativo ao corpo carnal, na glória dos desencarnados, livres para viver a plenitude espiritual, num plano sisudo, no qual segue a necessidade de nos mantermos ativos e produtivos. Aqui é a crença espírita de que cada um de nós é sempre acompanhado por um anjo da guarda, um espírito que sempre quer nos levar pelo bom caminho, no caminho do amor e da concórdia, alertando-nos quando estamos próximos de amigos falsos, como eu certa vez, quando eu me relacionei brevemente com um sociopata, e eu quase podia ouvir em minha mente as palavras de alerta: “Cuidado! Perigo! Afaste-se!”. Não há anjos, e assim nossos irmãos depurados que nos regem, como numa família, na qual o filho mais velho ajuda a criar os mais novos, num encargo de responsabilidade, como minha irmã mais velha, desde cedo sentindo o encargo de responsabilidade. O anjo aqui abre os braços, num ato de amizade, como minha querida avó quando me via, quando eu era pequeno, abrindo os braços para me abraçar, num ato de amizade, de carinho, nos laços de amor que nos ligam, como um carinhoso espírito superior me dizendo: “Como vai, pequenino?”. A criança aqui veste vestes nobres e luxuosas, numa família abastada, como numa família de realeza, cheia de privilégios, nas divertidas palavras da inesquecível Phoebe de Friends: “Eu não nasci rica como vocês! Eu não comi ouro, nem tive um pônei alado!”, nesses seriados que tanto marcam gerações, em artistas de talento e carisma, para sempre nos corações do público, no modo como o sucesso é um amante infiel – hoje está comigo intensamente; amanhã, não se sabe, como em seriados de sucesso, sendo o sucesso um problema, pois quando ele vem, temos que saber sobreviver a ele, buscando virar a página e encarar novos desafios, como na atriz Fran Drescher, até hoje tentando sobreviver ao sucesso do seriado The Nanny, ou como Michael Jackson, o qual passou o resto da vida tentando sobreviver ao clipe em que virava lobisomem – o exemplos são vastos. Aqui é uma companhia, como um fiel cãozinho em casa, num companheiro, como numa certa solteirona, a qual tem dois cães em casa, no modo como ter um bichinho é um encargo: Tenho que acordar para trabalhar e, assim, ter grana para comprar ração para o meu bichinho, isso sem falar de levar o cão diariamente à rua para urinar e defecar. Aqui é uma relação de confiança, numa pessoa em que podemos confiar, na noção taoista de que, quando usamos a confiança em nós depositada, perdemos tal confiança, como, por exemplo, uma diarista, na qual confiamos: Se esta roubar algo de nossa casa, não perdemos, desse modo, a confiança nela? Na base do quadro, as folhagens são a beleza da vida, como uma certa feiticeira que vi certa vez, linda, com um vestido vermelho, vibrante, sexy, intenso, sensual, na beleza de uma relva verde cheia de vida, na beleza eterna do espírito de luz, de paz, como certa vez numa cigana na rua, uma senhora cuja intensa energia me deixou a espinha arrepiada, energizado, como poucas pessoas assim me fizeram sentir. O anjo aqui não controla; apenas guia. Ele não quer nos possuir, e nos deixa livre para fazermos nossas escolhas, sem querer controlar, pois quanto mais Tao tenho, menos controle viso obter, remetendo a pessoas controladoras, obcecadas em mandar, como em ditaduras, seja fascismo, seja comunismo, no cidadão que é mantido sob controle, como no “presídio” capitalista, pois tenho que trabalhar feito um “burro de carga” para produzir capital e, assim, adquirir bens cobiçado de consumo, como um carro, um celular, um relógio etc., no mito da caverna: Estamos dentro da caverna, presos, sem poder observar o que há do lado de fora. Então, vem o filósofo para nos libertar, libertar nossas mentes, no processo cognitivo do Neo de Matrix, dando-se conta do prisioneiro que era, na verdade amarga que traz doces efeitos. O anjo é a letra de uma certa canção pop: “Aprender a ter e não a possuir”. Como ter um amigo, o qual não controlamos; apenas amamos.
Referências bibliográficas:
Bernardo Strozzi. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 11 jun. 2025.
Bernardo Strozzi. Disponível em: <www.meisterdrucke.pt>. Acesso em: 11 jun. 2025.
Bernardo Strozzi. Disponível em: <www.pt.wikipedia.org>. Acesso em: 11 jun. 2025.





Nenhum comentário:
Postar um comentário