quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Bom Bo (Parte 3 de 28)

 

 

Falo pela terceira vez sobre o pintor realista modernista americano Bo Bartlett. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Terra Mãe. Aqui é um sentimento de solidão, numa pessoa que leva tal estilo de vida solitária, desenvolvendo toda uma carência afetiva, no modo nada muda se a pessoa mudar de cidade, pois se estás só ali, estás só aqui, no sentido da pessoa não encontrar as respostas fora de si, como uma certa senhora, a qual está perdendo tempo, pois está esperando pelo príncipe encantado que jamais chegará, e enquanto está em tal mimimi, sua vida está passando, e não se trata de uma pessoa superjovem, pois já passou da marca do 50 anos de idade, na tola construção de expectativas, deixando-se guiar pelo traiçoeiro coração, não escutando o mais importante, que é a cabeça! A senhora aqui está de olhos fechados, sem ver a Vida, como no filosófico Mito da Caverna, na pessoa presa em auspícios de labirintos sem sentido, não sendo capaz de olhar para fora e ver o Mundo da forma mais racional e fria possível, no esforço do psicoterapeuta em nos mostrar as coisas da forma mais fria possível, pois os laços de amor estão na cabeça, não no coração, pois o traiçoeiro coração pode fazer com que nos deixemos seduzir por sociopatas manipuladores e parasitas, sugando almas como vampiros: Se estou bem, o sociopata fica mal, para que, assim, eu fique mal e, desse modo, o sociopata fique bem! O cone aqui é fálico, no poder da mente, num falo patriarcal, tolhendo a sexualidade feminina, no mito da santa e da diabinha, ambos misóginos, aprisionando a mulher em tal burca cruel, no infeliz modo como as próprias mulheres são machistas, nas palavras de uma certa popstar feminista: “Muitas mulheres gostariam que eu me calasse e fosse embora!”. Aqui é o inverno da Vida, numa carreira farta, cheia de sabedoria e aprendizados, no sentido da Vida, que é o crescimento, a depuração e o aprimoramento como pessoa, em duras e amargas lições de humildade que acabam por nos “polir” e nos melhorar – morremos estando melhores do que quando nascemos, e nenhuma encarnação é em vão, como esta senhora da qual falei linhas acima, prostrada, deprimida, xoxa, desanimada, num surfista que não quer pegar onda, na sabedoria popular de que, sem tesão, não há solução! Para os que gostam de trabalhar e estudar, o Plano Superior é uma delícia, em trabalhos bons, que exigem de nossa cabeça, no modo como nenhum trabalho é em vão, em tudo valendo na construção da grande carreira espiritual, a qual é eterna, no poder imensurável da Eternidade, na perspectiva de que jamais findaremos, havendo em Tao tal mistério: A Eternidade sobre a qual podemos falar não é a verdadeira Eternidade, no modo espírita como Deus é o infinito, nessa “orla vazia” na qual escrevemos nossas vidas. A idosa aqui está com uma das mãos no rosto, como se estivesse com uma dor, nas inevitáveis dores encarnatórias, as quais são inevitáveis e acometem a todos nós, na diferença se me permito ou não sofrer por tal dor, no caminho do masoquista, o qual quer um sádico, havendo tudo o que é tipo de gente no Mundo: os que são neutros, os que enfrentam os sociopatas e os que se deixam manipular. A cadeira aqui é um repouso, um trono, um poder, como um monarca longevo, conquistando o respeito dos súditos e do resto do Mundo, nesse desafio extremo que é conquistar tal respeito, num peso sisudo de responsabilidade, na criança que se vê forçada a amadurecer muito cedo, como no filmão O Império do Sol, no menininho que começa a II Guerra Mundial menino e termina homem, vendo-se forçado a amadurecer bem cedo, nos versos de uma certa canção de Jazz: “Você pode estar farto de tudo e todos, mas você será um homem, meu filho!”. O Sol aqui acalenta, consola, como num bom sol em dias de inverno, em coisas simples como comer uma bergamota sob o solzinho gostoso, no modo como a felicidade reside em aspectos simples, que não custam um centavo, como abraçar por trás o cônjuge que está cozinhando no fogão, dando um beijo em tal cônjuge, numa reconquista diária, a fim de não deixar morrer o calor na relação, remetendo a um certo senhor, o qual já fracassou em dois relacionamentos diferentes exatamente por não saber reconquistar tais pessoas, nas duas faces de um casamento – a racional e a afetiva, na noção taoista de que liso e áspero são faces do mesmo trabalho.

 


Acima, Todos estão sempre em qualquer lugar. Aqui remete aos turbantes de mulheres africanas, como na herança afro da Bahia, como na cozinheira Bela Gil com um turbante, nesse país amigo chamado Bahia (!), no qual o padrão cultural é de dois a três banhos diários, diferente do padrão gaúcho, que é somente um banho, talvez por causa da diferença climática entre as duas regiões, na naquele verãozinho gostoso de Salvador o ano todo, como uma amplitude térmica que sempre fica entre vinte e poucos e vinte e tantos graus centígrados, ao contrário de regiões como a de Cuiabá ou do Rio de Janeiro, com graus que ultrapassam os quarenta! Aqui é um caminho solitário, da pessoa fazendo seu caminho, solitária, mas sempre amiga de si mesma, aplacando assim o sentimento de desolação, na simplicidade da autoestima: A primeira pessoa que devo amar é eu mesmo, mas não como no narcisismo sociopático, numa pessoa que, em plena loucura, se acha Deus, como uma sociopata para a qual segurei certa vez a porta do elevador para tal pessoa entrar, uma pessoa que sequer me agradeceu, achando que eu estava fazendo nada menos do que a obrigação, quando que fiz o que fiz por puro ato de gentileza, algo a que eu não estava obrigado. Os paus fincados são alicerces, numa pessoa numa vida sólida e produtiva, com firmeza, numa vida com centro, com sentido, numa pessoa centrada, a qual está organizando sua própria vida, ao contrário da pessoa em crise, numa vida sem norte, desorganizada, como num labirinto sem centro gravitacional, na importância da pessoa se centrar em torno de algo nobre – uns levam uma vida nobre e produtiva; outros, nem tanto. É como uma certa senhora maliciosa e fofoqueira que conheço, uma pessoa rica e desinteressante, a qual nada faz de nobre de seus dias na Terra, numa vida rica e, ao mesmo tempo, paupérrima, e tudo o que lhe resta é cuidar da vida dos outros – vá tomar no cu, querida, com o perdão do termo chulo. Os paus aqui são marcos fálicos, como na atitude agressiva de fincar a bandeira dos EUA na Lua, num filme do Super Homem, neste indo à Lua e recolocando a bandeira, provavelmente arrancando aplausos de americanos em salas de cinema no país todo, no caminho do saudável patriotismo, mas sem chauvinismo, o qual é um patriota agressivo – tal coisa é perfeita só porque é do meu país! A senhora aqui é farta, abundante, como num artista prolífico, numa carreira rica e farta, como num banquete de rei, como em deliciosas galeterias, fartas, impressionando uma certa mulher italiana que estava viajando pelo Rio Grande do Sul, dizendo, numa galeteria: “Mas Deus, quanta comida! Como vocês comem!”. É o sonho gastronômico do imigrante italiano no RS, o qual, em seus primeiros tempos de colônia, quase passava fome. Aqui é um amanhecer ou um entardecer, como nas personagens de Tolkien: Arwen, a morena, era a estrela vespertina; Galadriel, a loura, era a estrela matutina, na magia da aurora, no céu pintado de ouro, na linda deusa grega Eos, responsável pela aurora, na Terra da Estrela da Manhã, linda, dourada, avassaladora, na beleza de Lúcifer, o anjo caído, no ponto de derrocada de Eva, trazendo as dores à Humanidade, na malícia da folha cobrindo as genitálias, no modo indígena de não ver o sexo de forma maliciosa, como os casais copulando na presença de todos os outros membros da tribo, na dificuldade do indígena em entender a imagem da Nossa Senhora esmagando a serpente, na culpa católica em relação a sexo, como uma querida professora freira que tive no Ensino Fundamental, a qual, ao ver que os alunos estavam maliciosos em relação a sexo, tomou a iniciativa de dar aulas de Educação Sexual para, é claro, tirar tal malícia de tais crianças, uma freira que se revelou pensar acima de mediocridades, nesses professores bons e inesquecíveis, que valem cada centavo da mensalidade, professores que nos fazem crescer. Aqui é uma figura de progressão, de evolução, como cursar uma faculdade, fechando o ciclo e formando-se com seu canudo, no modo como são tristes as histórias de vida de pessoas que subestimaram a importância de se fechar o ciclo, abandonando os estudos.

 


Acima, Tom Cego. Aqui remete a uma moça que estava na rua vendendo sabões de confecção caseira, uma moça quase cega, e fui tão duro com ela, não comprando os sabões, e se eu tivesse a oportunidade de lhe pedir perdão, pediria, com tantas pessoas no Mundo que sofrem de extrema pobreza, fome, desolação, como na crueldade das guerras, com pessoas se acotovelando para receber comidas em panelas, em uma das necessidades mais primevas de um ser vivo, que é alimentação, como em pobres moças anoréxicas, doentes, subnutridas, num dano tal à saúde que tais moças começam a parar de menstruar, tal o dano dantesco à saúde, em cruéis padrões de beleza, como em manequins anoréxicas em vitrines de lojas de roupas, com as costelas visíveis na parte superior do tórax, remetendo a uma adolescente que conheci, tendo que ir ao hospital, pois não estava mais se alimentando e nem se hidratando – é triste. O quadro aqui é descentralizado, como na pessoa sem norte na Vida, numa Vida que exige que nos centremos de alguma forma, mas de forma nobre, não como uma pessoa que centra sua própria vida em torno de um submundo de merda, com o perdão do termo chulo, em traiçoeiros subvalores, tirando-nos do contato com isto que é imprescindível, que é o Senso Comum, como no processo intermitente de transformação dos idiomas, como no Português, sendo hoje diferente de como era antigamente, na sabedoria dialética de que tudo é processo, como, por exemplo, o termo “tão pouco” acabou se tornando “tampouco”, ou como na recente abolição da trema, simplificando, assim, tal idioma, na sabedoria de da Vinci de que a simplicidade é o mais elevado grau de sofisticação, como nas linhas simples da Brasília de Niemeyer, em efeitos suaves, dando-nos a impressão de que tais prédios são feitos de folhas de papel, num homem tão longevo, centenário, o qual fumou a vida inteira, ao contrário de fumantes que têm problemas como câncer, como uma certa famosa atriz, a qual teve em público um câncer, nessas pessoas tão públicas e midiatizadas, numa celebridade que tem que se disfarçar para passear pela Rua, como uma Gisele, passeando disfarçada por um parque de Porto Alegre, em pessoas tão expostas pela Mídia, como na cidade do Rio de Janeiro, a cidade das celebridades, na qual já me deparei com Renato Russo, Regina Duarte e Letícia Spiller, algo tão inusitado para um rapaz interiorano como eu! O rapaz negro á altivez racial, no recente feriado brasileiro de Consciência Negra, remetendo a um certo país racista, que tem verdadeira aversão a seres humanos negros – é um horror. O rapaz olha para cima em reverência, em elevação, como num templo, nas diferentes religiões que levam a um mesmo destino, que é Tao, nas palavras de uma protestante Elizabeth I, num filme, dizendo a senhores inquisidores católicos: “Meus senhores, todos acreditamos em Deus!”, na crueldade da Contrarreforma, queimando seres humanos vivos em fogueiras, rendendo o título da inclemente católica Mary Tudor: “A sanguinolenta”, no eterno lema do Ser Humano: Quanto mais cruel, melhor. O cinza ao fundo é a cor do resquício, do vestígio, como um mordomo no dia seguinte limpando a lareira, no ponto de evolução da calefação, em terras tão gélidas e úmidas como Londres, num melancólico Caetano Velloso exilado em tal urbe, cantando a triste canção London, London, regravada posteriormente pela banda RPM, embalando reuniões dançantes de adolescentes no Brasil todo, nesse boom fenomenal que o Rock Brasileiro teve nos anos 1980, numa geração reagindo aos Anos de Chumbo, num delicioso clima de reabertura, como no hino da MPB O Bêbado e a Equilibrista embalando o retorno de exilados à querida pátria Brasil. O rapaz aqui está bem sério, como se consciente dos preconceitos raciais e das crueldades escravocratas, numa herança sociocultural, em favelas com pretos pobres, remetendo à mágica seção africana do museu novaiorquino Met, com elementos de magia tribal, arrebatador, e em tal seção pude observar um altivo rapaz negro, orgulhoso de raízes que vão além de alguns séculos de escravatura.

 


Acima, Tourada. Aqui é engraçado, pois é o touro vencendo o toureiro, e deveria ser ao contrário. O toureiro é o garbo e a elegância que vencem a brutalidade do animal, na chuva de rosas ao final da tourada, como um grande campeão mundial de Tênis. Tenho uma tia, já falecida, que era uma pessoa sensível, e fora certa vez ver uma tourada, e ela disse que pessoas muito sensíveis não devem ver touradas, pois dá muita pena do bicho, como no final do filme de King Kong, com o macaco gigante sendo morto, dando-nos muita pena dele. O sangue são os laços de família, os quais não se dissolvem com o desencarne, na imortalidade das famílias, ao contrário dos animais, num filhote que, ao crescer, desliga-se totalmente da mãe, havendo, assim, uma gritante diferença entre humanos e animais. O toureiro caído está vencido e prostrado, como numa fossa depressiva, numa doença horrível, a qual deixa a pessoa fisicamente abalada, abatida, mal tendo forças para sair da cama e tomar um banho, numa pessoa que fica dias prostrada numa cama, precisando desesperadamente de remédios para aplacar os sintomas, no modo como hoje em dia somos muitos privilegiados, pois há medicação para tal distúrbio, nas maravilhas da Ciência, numa revolução que nos trouxe algo tão essencial como analgésicos e antitérmicos, remetendo a eras passadas, nas quais não havia tal auxílio de fármacos, como um bom psiquiatra fármaco, acertando a medicação para um paciente, numa revolução de psicoterapia, com tudo girando em torno da medicação, fazendo das conversas em salas de psicoterapia algo secundário, de segunda importância, nas maravilhas trazidas pelos cientistas, remetendo a um certo senhor pseudointelectual, um homem que não respeita a Ciência, zombando de medicações e tratamentos, desrespeitando cada pessoa que toma remédio para alguma coisa, ou zombando de cientistas que mandam sondas sistema solar afora, nessa busca humana por racionalidade e conhecimento, enterrando o passado politeísta, no conceito racional de que não há deuses, mas nossos irmãos depurados, que nos guiam, numa construção espiritual, num galgar, como numa faculdade, numa pessoa que não subestima a importância de acabar o que começou, fechando o ciclo e pegando seu diploma, em anos de esforço e dedicação, sem falar nos custos de mensalidade e custos de locomoção para o campus, num sentimento de realização e cumprimento de um certo dever, como uma transa com orgasmo no final – não há sentido se não há o orgasmo, sem eu aqui precisar pedir perdão pelo uso de termo sexual, no absurdo de se entrar num confessionário e pedir perdão porque se masturbou, quando que sexo e sexualidade são naturais no Ser Humano. Aqui neste quadro, a arena está deserta, sem público, numa impopularidade, numa solidão, como um artista não reconhecido, amargando o anonimato, talvez só sendo devidamente reconhecido postumamente, como Van Gogh, em um absurdo ao ponto de extirpar a própria orelha, algo condenado pelo Espiritismo, que diz que devemos mortificar o espírito – não o corpo. É como pessoas que ficam se martirizando, como por exemplo aqueles que se deixam de fato crucificar na Páscoa, para sentir as dores de Jesus, como pessoas que ficam se expondo a tal estilo devida degradante, como uma certa pessoa, a qual foi presa e torturada durante a Ditadura Militar do Brasil, numa época em que quem não “cutucava o tigre com avara curta”, não se incomodava com as autoridades, num caminho de discrição e autopreservação, talvez num quadro de masoquismo, como em inocentes joguinhos eróticos de sadomasoquismo, como em sex shops, com produtos para apimentar relacionamentos, na dádiva que é o sexo manso e com intimidade, longe do sexo frio e mecânico. O touro é a virilidade e a coragem, como no famoso touro de Wallstreet, num rei corajoso, de coração corajoso, na liderança de uma Elizabeth I, desafiando a então toda poderosa Espanha, como uma certa senhora, a qual, no Ensino Médio, liderou sua turma na gincana do colégio, vencendo esta, em talentos de liderança.

 


Acima, Três filhas. Aqui é uma prole, numa família, como um artista fértil e prolífico, como uma certa popstar, prolífica, a qual deixará no Mundo um legado inestimável, na sina dos artistas que só são devidamente reconhecidos postumamente, no conceito taoista de que o sucesso é um problema, como um Oscar, o qual é, no frigir dos ovos, uma maldição, pois o artista oscarizado de que saber superar tal momento e encarar com humildade novos desafios, como na atriz Marisa Tomei, a qual se sepultou com um Oscar que recebeu ainda bem jovem, na questão de que, numa queda de braço, é mais positivo perder do que ganhar, pois quem ganha entra em inferno astral, como certa vez uma moça, a qual me agrediu verbalmente com raiva, e eu aceitei o insulto, numa moça a qual, então, entrou em inferno astral, o qual pode durar vários dias. Aqui é esta paixão de Bo por cenas ao ar livre, no frescor da orla, numa deliciosa sensação de liberdade e simplicidade, caminhando de pés descalços na areia e deixando-se molhar pela deliciosa marola na beira, no modo como a Vida é boa quando é simples, como curtir o companheiro ou companheira nos aspectos mais simples, com ela tomando café da manhã sentada no colo dele, em coisas tão simples, que não custam um único centavo, numa reconquista diária, no modo como os relacionamentos amorosos são difíceis, na importando se é gay ou hétero, como um amigo meu, o qual não soube deixar vivo o calor no casamento, abraçando uma vida de rotina e frieza, talvez num sexo que perdeu o encanto, numa linda canção de Barbra: Não estamos mais fazendo amor! As meninas são jovens, com uma vida pela frente, como um rapaz jovem, alto e bonito que conheci, o qual morreu tragicamente por causa de Crack, essa droga ultradestrutiva que desola qualquer vida, qualquer família, um rapaz que morreu ao tentar fugir de casa num momento de obsessão incontrolável pela droga, como Neuzinha Brizola, filha de Leonel Brizola, uma mulher que se viciou em Heroína, uma droga ainda mais destrutiva do que Cocaína, como me contou certa vez uma prima minha psicóloga, a qual, ao trabalhar numa clínica psiquiátrica, viu uma moça a qual, viciada em heroína, ficou 48 horas ininterruptas atada gritando, num quadro de total e absoluto sofrimento, numa crise de abstinência mostrada claramente no filmão Trainspoting, na obsessão do jovem por mais uma dose da maldita droga, como numa Whitney Houston, com a voz devastada pelas drogas. O cesto é como um piquenique, como num gramado num parque, numa simplicidade, que é comer numa toalha estendida no chão, num ato tão simples e delicioso, chic, como na deusa Audrey Hepburn tomando um simples e elegante café da manha, comendo um croissant e um copo de café, olhando vitrines de cobiçadas joias, como na seriadão Sex and the City, numa Carrie querendo se casar com um homem rico, que pudesse alçá-la a um patamar superior, num homenzarrão que dê à mulher uma sensação de solidez e segurança: “Vem que eu te seguro, gatinha!”, no jogo de sedução entre masculino e feminino, como no clássico Uma Linda Mulher, na prostituta pobre que se apaixona por um homem rico, na diferença entre chic e rico, os quais podem ou não andar juntos, como em cafeterias chics, não necessariamente ricas. Aqui é verão, e as roupas são leves, numa estação doce, de férias, no siso de se retornar das férias e voltar a abraçar os labores rotineiros da Vida, como naquela melancolia de fim de domingo, havendo no dia seguinte, segunda-feira, o retorno às atividades, em intervalos que vêm e vão. A pedra é a segurança, como um pai responsável, sustentando uma casa, num peso de responsabilidade, num pai herói, o qual nada deixa faltar em casa, como um grande amigo meu, o qual tem que trabalhar de Sol e Sol para prover à própria família um estilo de vida muito bom, numa posição de chefe de família, deixando bem claro aos filhos quem é que manda dentro de casa! O mar ao fundo é calmo e plácido, doce, como uma deliciosa piscina térmica, nessas pessoas tão atléticas, que passam o dia fazendo atividade física, num fisiculturista que é um “escravo” de uma academia.

 


Acima, Um lugar perto do oceano. Aqui remete a um sexy clipe de Britney Spears, com a diva de lingerie numa cama, arrebatadora, merecendo enormemente o título de “Princesa do Pop”, talvez causando inveja a outra certa cantora, uma mulher que tem mais voz do que BS, mas que tem muito menos atitude e estilo de Brit, e atitude é fundamental para a pessoa se destacar a nível mundial, como na formidável Lady Gaga, uma bomba atômica de atitude, ao ponto de arrastar dois milhões de pessoas para as areias de Copacabana, nesses fenômenos de popularidade, numa Gaga respeitada, premiada, numa voz muito bem conduzida, ao ponto de não fazer feio em duetos com a lenda Tony Bennett. A moça sem sutiã remete a um momento da biografia Santa Evita, de cujo autor não me recordo, com este, em viés pró Evita, narrando uma foto de Eva, ainda atriz e solteira, posando sem sutiã, cobrindo os seios com as mãos e, ainda por cima, com a língua para fora, lambendo os próprios lábios, numa figura de tamanha inocência, numa cara de santa, como na famosa prosti Bruna Surfistinha, com cara de santa, nessas pessoas que fazem do sexo um leilão, numa Evita a qual nunca foi de fato prosti, apesar dos inimigos quererem enquadrá-la como tal, numa Evita tão, mas tão controversa, dividindo a Argentina em duas, abraçando o proletariado e rejeitando os ricos e a classe média, ao contrário das sábias palavras de Obama: “Um presidente tem que governar para todos!”, ao contrário de um certo senhor, revelando traços de ditador. Aqui remete ao sexy clipe de Aguilera, com ela de bumbum para cima numa paradisíaca praia de Los Angeles, um clipe que foi um grande debut para a cantora, como Madonna, estourando ao fazer um clipe de reverência à eterna deusa Marilyn, na ironia de metalinguagem – artista falando de artista, num caminho de humildade, a qual protege a pessoa humilde. O Sol entra quentinho e agradável, como num delicioso sol de inverno, num cantinho, tomando uma bebida quente, em pequenos prazeres, como tomar um vinho e assistir um pôr do Sol, em pequenos prazeres mundanos, como uma fatia de torta, no conceito espírita de que, no Plano Superior, há deliciosas confeitarias, num plano em que comemos doces, mas não engordamos, nas delícias do inocentes pecadinhos capitais, como a ira, com eu mandando uma certa pessoa “chupar uma manga”! As janelas são a transparência de um verdadeiro amigo, o qual levamos para sempre, além do óbito do corpo carnal, na imortalidade dos laços e amor e carinho, na dádiva da Vida que são os amigos, como no Plano Superior, no qual temos a nítida sensação de estarmos entre amigos, um lugar de apuro moral, onde ninguém quer nos enganar ou ludibriar, ao contrário de um certo senhor, o qual faltou com a palavra de homem, e eu sempre digo que a palavra de um homem vale mais do que dinheiro! A cama é o merecido repouso, ao contrário de um certo senhor workaholic, sem dignidade, chegando ao ponto de tocar duas jornadas de trabalho sem descansar no meio, num caminho de falta de respeito para consigo mesmo, e a primeira pessoa que devo amar é eu mesmo, no caminho do mérito, um senhor que acabou tomando no cu, com o perdão do termo chulo, tendo que fechar as portas da empresa que abriu, tendo que voltar a ficar submetido a um patrão, e a Vida não nos ensina duras lições de humildade? Aqui é uma nudez não agressiva, sem ferir a mulher, como na Playboy brasileira, num nu erótico sem ser vulgar, num bom gosto que conquistava até os homens gays, tal a classe dos fotógrafos, como na bombástica Playboy de Adriane Galisteu, alçando esta ao patamar estelar, uma mulher batalhadora, que desbravou seu próprio caminho, como nesta artista que respeito que é Patricia Pillar, uma pessoa que veio e conquistou seu espaço, uma mulher batalhadora, que veio do nada, ao contrário de atores que têm um pai ou uma mãe poderosos na indústria, com estes abrindo portas. Ao fundo uma chaminé, que são os fumantes, nos versos de uma canção interpretada por Edson Cordeiro: “Fumar é um prazer!”.

 

Referências bibliográficas:

 

Bo Bartlett. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 20 ago. 2025.

Paintings. Disponível em: <www.bobartlett.com>. Acesso em: 20 ago. 2025.

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