Falo pela décima vez sobre o pintor realista modernista americano Bo Bartlett. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, O inconsciente. O tubarão é o perigo à espreita, num predador feroz, capaz de devorar violentamente, como nas leis naturais da cadeia alimentar, em posicionamentos como os dos veganos, negando-se a comer qualquer coisa de origem animal, nos altos e baixos da vida, como Mel Gibson, o qual, com Coração Valente, esteve no topo da cadeia alimentar hollywoodiana, mas num MG que se enterrou com um filme no qual culpou os judeus ela morte de Jesus, numa lei na Meca do Cinema : Não mexa com os judeus, nos altos e baixos, como não me canso de dizer que o sucesso é um amante infiel, pois hoje está comigo; amanhã, não sei. O enorme aquário remete ao formidável Sea World, parque temático de Orlando, EUA, com os animais como atrações turísticas, em aquário enormes, com as baleias, ao nadar, jogando banhos de água nos espectadores que estão mais perto da água, na magia de zoos, com animais que ficam ali protegidos, remetendo a um certo pai, provavelmente sociopata, expondo o filho ao risco, permitindo que o filho pulasse uma cerca e tocasse de fato nos animais selvagens, no completo oposto do pai zeloso e carinhoso, no modo como sofrem os filhos de sociopatas, como um certo senhor, o qual já me fez sofrer quando eu era criança – vá tomar no cu, com o perdão do termo chulo. O homem é a contemplação, no modo como a vida pede um pouco de contemplação, pois a vida não é só produtividade, mas descanso também, na sabedoria popular de que Roma não foi erguida num dia só, nos versos de uma canção de Barbra: “Não me diga para não viver e só sentar e produzir!”, remetendo aos workaholics, os quais não respeitam a si mesmos, num estilo de vida degradante, martirizando-se, num Mundo que pouco se importa se sou workaholic ou não; num Mundo que não vai me abonar por eu trabalhar demais, no caminho da pessoa respeitar a si mesma, num caminho de dignidade e amor próprio, como um certo senhor, o qual chegou ao degradante ponto de tocar duas jornadas de trabalho sem descansar no meio – é um horror. O vidro redondo é o Mundo, a esfera que habitamos, num planeta tão ínfimo e fascinante, cheio de Vida, dando “inveja” às esferas mortas de nosso sistema solar, numa incessante busca por Vida fora da Terra, na busca por conhecimento, num Ser Humano ainda tão aquém de encontrar tal Vida, havendo a Arte, a qual é uma celebração da Vida, como tambores imitando a fluidez das batidas cardíacas, em artistas com suas turnês, numa celebração da Vida, de estarmos vivos, em artistas um tanto mal compreendidos como Madonna, a qual paga um preço alto por ser uma mulher num mundo de homens, no método patriarcal de tolher a mulher, oprimindo esta, no mito de Maria, a Virgem, à qual foi proibido ter vida sexual, enfurecendo as feministas, em mulheres lésbicas que criticam energicamente tais preconceitos, no infeliz modo como as próprias mulheres podem ser machistas, como no filme A Letra Escarlate, no qual parte de uma mulher a iniciativa de punir moralmente uma mulher na comunidade, como uma certa professora, a qual ficou mal vista pelos alunos por ir a motéis com namorados, numa imposição de penitência, como jogar grãos de milho no chão para punir tal mulher, como em países opressores, nos quais a mulher é uma moeda de troca, com um pai vendendo a própria filha, a qual tem que aceitar tudo passivamente, como nos haréns dos faraós, mulheres que simplesmente pertencem a uma homem, como na sensível canção Woman in Chains da banda Tears for Fears, numa mulher acorrentada, vendida como um produto mero. O homem aqui é o garbo e a elegância, como hoje mesmo na Rua vi uma pessoa estilosa, elegante, no modo como dá gosto de se ver uma mulher elegante, como certa vez vi Marta Suplicy nos anos 1990 em Caxias do Sul, dando uma palestra sobre sexo para adolescentes, uma senhora muito elegante, com um tailleur impecável, uma pessoa que sabe que, na vida pública, a aparência da pessoa é muito importante, como um certo babaca sociopata, o qual se elegeu exatamente porque tinha uma aparência acima de qualquer suspeita, ganhando os votos do povo. Aqui é a civilização frente à animalidade, numa Natureza sendo domesticada e domada, no Homo sapiens, como a espécie dominante no planeta.
Acima, O mágico. A moça quase nua remete a um show de Tango que vi em Buenos Aires, com as moças com fendas provocantes em seus vestidos, num momento em que foi possível de se observar a calcinha da dançarina, no modo como antigamente as artistas eram vistas com maus olhos, consideradas vulgares, protis, em pais proibindo a filha de trilhar tal carreira, remetendo a atrizes como Natália do Vale, uma mulher muito fina e discreta, como na majestade de uma respeitada Fernanda Montenegro, no modo como as unanimidades não existem, pois conheço quem não goste de FM, no modo como há dois tipos de pessoas – as que nos amam e as que têm que nos engolir, no gostoso pecadinho capital da ira e da vingança, mandando uma penca de gente “chupar uma manga”, ensinando uma boa lição aos que nos subestimaram, na metáfora da pedra de ametista, subestimada por ser feia por fora, mas um tesouro de beleza por dentro, no modo como temos que saber ver dentro das pessoas, e não só fora, como uma pessoa de bela estampa, pois por fora está tudo bem – vamos ver por dentro! Aqui são os truques de mágicos que nos deixam perplexos, no escândalo dos programas televisivos do infame Mr. M, revelando os truques de mágicos, enfurecendo, é claro, qualquer ilusionista sobre a face da Terra, num caminho rebelde de transgressão, no papel do transgressor, que é trazer evolução a um determinado corpo social, como casais de moças homossexuais na Rua, de mãos dadas, pessoas que podem contar com meu integral respeito. A moça é a beleza feminina, em seios belos, no formato de cuia de chimarrão, no seio moreno que passa de mão em mão, na beleza do seio feminino, remetendo a uma amiga minha, a qual teve que passar por mastectomia, por causa de câncer de mama, num golpe o qual, é claro, atinge em cheio a autoestima da mulher, perdendo a constituição original de seus seios, remetendo às mulheres siliconadas, num seio que não fica com aparência natural, nessas mulheres de beleza óbvia, quiçá vulgar, como numa comédia adolescente dos anos 1980, num rapaz que cresce, decepcionando-se com uma loira de beleza óbvia e descobrindo o tesouro de beleza que era uma moça morena, de beleza mais fina, sutil e discreta, com um papo muito mais interessante do que o papo da loira, em personagens que crescem, no modo como se tornar uma pessoa melhor é o sentido da Vida, no valor das vicissitudes, as quais parecem que nos atrapalham, mas só nos ajudam, pois se morre melhor do que quando se nasce. O homem de preto é o mistério dos truques, em ilusionistas famosos como David Copperfield, mundial, deixando-nos perplexos ao atravessar uma muralha, como se desafiasse as leis da Física, entretendo ávidas crianças, fascinadas pelos truques. A mulher aqui flutua e desafia a Lei da Gravidade, nas forças gravitacionais que regem o Cosmos, como planetas em torno de estrelas, numa hierarquia física, em galáxias que se atraem, em rotas de colisão que duram uma infinidade de anos, no modo como tudo é processo, e o Universo está em constante processo de transformação, no caminho da Eternidade, o plano infinito no qual nos desenvolvemos, nesse presente de poder imenso, num Deus de mistério infinito, o qual sempre esteve aqui e sempre estará, e não é poder demais a perspectiva de que jamais findaremos? Não é a Eternidade o caminho natural? Nada teria sentido se a Vida cessasse com a morte do corpo físico, na noção taoista de que, se o seu corpo físico morrer, não tem problema, na sobrevivência da mente frente ao óbito físico. A mulher bela aqui é passiva, e aceita o homem, num homem que dá à mulher a sensação de segurança e estabilidade, num homem sério e centrado, sustentando uma casa e uma família, como um certo senhor, com o enorme encargo de sustentar a si, a esposa e as duas filhas, no siso do dia a dia de tal senhor, trabalhando de Sol a Sol para prover tal nível de vida abastado, em recomendações sábias que recebi certa vez: Se você tiver filhos, sua vida nunca mais será a mesma, ou seja, pense duas vezes antes de ter filhos! A moça repousa, sustentada pelo homem, como dondocas sendo sustentadas pelos maridos divorciados, numa vida inativa e desinteressante.
Acima, O mensageiro. A bicicleta é a ergonomia, o esforço, como em “ratões” de academias, puxando ferro o tempo todo, num fisiculturista certa vez entrevistado por Fernando Gabeira, dizendo: “Vida de fisiculturista é sofrimento!”, numa pessoa que paga um preço alto por ter tal condicionamento físico, sendo um escravo de uma academia, pessoas para as quais tal condicionamento é capital, numa atividade que pouco exige de nossa cabeça. A bici aqui descansa, numa pausa, num intervalo, como na hora do recreio na escola, num momento de desligamento temporário, nas lembranças que tenho da sala de professores de meu colégio, com os mestres fumando de um a dois cigarros no intervalo, com a nuvem de fumaça vindo de dentro de tal sala, remetendo à admirável paciência de uma certa senhora não fumante, a qual aturou, por mais de meio século, um marido fumante, no questão do vício – nunca é o suficiente, e sempre é necessário acender um novo cigarro, nos esforços do Ministério da Saúde nas carteiras de cigarro, recomendando a interrupção imediata do uso de tal substância, como dizer que cigarro causa impotência sexual, no divertido modo como há homens fumantes que evitam comprar carteiras de cigarro que falam do risco de impotência, numa certa superstição, como, ao usar sal para cozinhar, jogar uma pitada de sal sobre o ombro, para ter sorte! Aqui são essas cenas ao ar livre que tanto aprazem Bo Bartlett, na sensação de ar puro e liberdade, longe do cheiro de óleo diesel de Nova York, na sedução que o campo exerce sobre pessoas da cidade, no cheiro de bosta ao ar livre, no cheiro de mato, de ervas selvagens, como observar girinos num rio, na força da Vida e da Natureza, sempre lutando para sobreviver, como vi certa vez na Rua uma árvore a qual, ao lado de uma cerca de ferro, simplesmente, com o passar dos anos, começou a envolver e “engolir” tal grade, penetrando nesta, na força da Vida que nos cerca, como raízes de árvores distorcendo as calçadas, como um ser vivo selvagem que luta até o último momento, nas palavras de Hemingway, em que este diz nunca ter visto um ser silvestre tendo pena de si mesmo. A casa ao fundo é o lar, o refúgio, o porto seguro, no tombo inicial que se leva ao se sair de casa e ir morar sozinho, fazendo com que sintamos tanta falta dos zelos maternos, em mães heroínas que arrumam camas, limpam a casa, lavam a roupa e a louça e fazem comida, como me disse minha falecida e querida avó Carmen: “Aprendeste a morar sozinho!”. Num detalhe no quadro vemos um corrimão, numa escada, que leva à areia na orla, na deliciosa sensação de se caminhar descalço por tal areia, remetendo ao infeliz modo como muitas praias são sujas na areia, com dejetos jogados de forma irresponsável, na heresia inominável que é jogar lixo na famosa Praia do Rosa, SC, um santuário de preservação ambiental, um lugar altamente respeitado pelos seus frequentadores, remetendo ao lixo plástico nas águas da Baía da Guanabara, RJ, nesse problema que é o descarte de lixo plástico. O capim aqui tremula gentilmente na prazerosa brisa da beiramar, como se fosse um carpete dentro de casa, na liberdade de se estar em casa, à vontade, no hábito de certas pessoas em ficar completamente nuas dentro de casa, deixando do lado de fora os encargos no Yang, que é o lado macho da Vida, na figura umbandista do Capa Preta, no foco para se obter o sucesso mundano, no modo como temos que entender o força do Yang, mas que temos também que entender que, dentro de nós mesmos, devemos ser mais Yin, num refúgio e num retiro, como estar em casa assando um bolo no forno, num momento gostoso de reserva e paz. A bicicleta aqui são estas grandes invenções, como a roda, no caminho delicioso da preguicinha – por que lavar lençóis a mão de posso fazê-lo numa máquina que lava e centrifuga? São os avanços da Humanidade, sempre primando pela praticidade, a qual fala mais alto sempre. A bicicleta é a doce lembrança de infância, como no trenó Rosebud em Cidadão Kane, numa época em que a vida era mais simples.
Acima, O rebelde. Aqui remete à moda atual dos jeans rasgados, numa transgressão de estilo, jovial, como nas modas nos anos 1980, com a juventude com seu estilo, numa década de tamanha sinergia entre moda, cinema e música, minha época de infância, como no boom da AIDS em tal década, fazendo com que minha geração chegasse à maturidade sexual já alertada sobre a necessidade de se usarem preservativos, remetendo às gerações mais velhas do que eu, sendo pegas de surpresa pela AIDS. O vento aqui batendo é a liberdade, como nos EUA, num cidadão que não é obrigado a votar, mas num cidadão que não pode se prostituir, ou seja, com seu corpo pertencendo a um estado, num paradoxo americano, no oposto brasileiro, num cidadão que pode se prostituir, mas que é obrigado a votar. O homem aqui é jovem, com uma vida pela frente, remetendo a um certo rapaz que conheci, viciado em crack, um rapaz alto e bonito, sorrindo para mim e me dando bom dia, falecendo brutalmente ao tentar fugir de casa, onde era prisioneiro, na capacidade da droga de destruir vidas, nessas drogas pesadas, como me relatou uma psicóloga, sobre uma moça viciada em heroína, totalmente fora de controle, tendo que se atada por enfermeiros, uma moça que ficou 48 horas ininterruptas atada gritando, num retrato de puro e absoluto sofrimento, nas drogas que ceifam vidas jovens, como na praça dos drogados em Amsterdã, com uma juventude se drogando, num antiponto turístico, um lugar que nos deixa de coração pesado, como no memorial em Nova York em homenagem às vítimas do infame 11 de setembro, ou como no Museu do Holocausto, deixando-nos de coração pesado, numa porrada na mente, como na peça Masterclass com Marília Pêra, uma peça que começa leve e acaba pesada, como no filme A Bruxa de Blair, no modo como me disse uma psicóloga: “Pessoas muito sensíveis não podem ver filmes de terror”. O rapaz aqui posa firme, sólido, forte, como uma pessoa se autossustentando, farto de ser um menino que depende de outrem, como num filme com o mito River Phoenix, farto de ser menino, querendo ser homem, evocando novamente aqui o poder dantesco das drogas, as quais ceifaram a vida do astro, num rapaz lindo, que ia indo muito bem na carreira, num ídolo da juventude, com tietes histéricas assediando o galã. Aqui remete aos farrapos na Revolução Farroupilha, na tragédia fundadora do RS, nos rebeldes esmagados pelas forças imperiais brasileiras, nas guerras que nada mais são do que fogueiras de vaidades, com um querendo ter o pau maior do que o outro, com o perdão do termo chulo, como na competição fálica para ver qual país tem a maior torre do Mundo, nas inevitáveis competições da vida em sociedade, como no âmbito do showbusiness, com almas narcisistas, desinteressantes, sem papo inteligente, pessoas que só sabem falar de si mesmas, eternamente dando uma entrevista, no modo como, de perto, o mundo das celebridades é desinteressante, sinto em dizer, nessa midiatização sempre para ver quem brilha mais, como em eventos como o baile da revista Vogue Brasil, para ver qual tem o vestido mais maravilhoso, no modo como, em tais eventos midiáticos, dá de tudo em relação a trajes, com trajes elegantes e trajes não tão elegantes, remetendo a uma certa atriz, a qual, talvez a nível inconsciente, quer agredir, pouco se arrumando para premiações solenes de gala, no modo como o se arrumar é uma questão de autoestima e amor próprio, como sair de casa perfumado, no fascínio das fragrâncias, objetos de cobiça, de luxo, como em pessoas em freeshops em aeroportos, tentando burlar a vigilância e levar de graça tais bens de consumo, na noção de Coco Chanel de que estar perfumado é um luxo, pois ninguém vai passar sérias privações por não estar perfumado, na coragem transgressora de CC, libertando a mulher, no conceito de simplicidade de que o que vale não é o valor financeiro do adorno, mas o efeito que este traz, como usar no cabelo flores, num penteado lindo, que pouco custou no bolso, na noção taoista de que cada um tem que aprender por si o que é simplicidade.
Acima, O retorno das três graciosas do exílio. O exílio remete ao Brasil ditatorial, com pessoas anistiadas, voltando do exílio ao som do hino sacrossanto da MPB O Bêbado e a Equilibrista, no modo como minha geração cresceu ouvindo Elis, como meus pais, os quais já foram a diversos shows da diva, mas minha geração acabou sendo a geração Marisa Monte, na noção de que o novo sempre vem. Aqui é uma produção de cinema ou TV, no advento da sétima arte, na revolução que foi a chegada do som ao cinema, inaugurando a Academia de Hollywood, num troféu tão cobiçado, na noção taoista de que o sucesso é um problema, como o diretor Walter Salles, o qual terá que “sambar” para superar o Oscar que ganhou recentemente, fazendo do sucesso tal prisão, como na atriz Marisa Tomei, a qual, definitivamente, não sobreviveu ao Oscar que ganhou cedo na carreira, muito cedo. A casa ao fundo, queimando, é o ardor do artista, no poder dos sonhos, numa pessoa sonhando alto, como disse certa uma mãe a uma certa pessoa: “Você sonha alto demais”, enfurecendo tal filha, a qual mandava a própria mãe à merda, como perdão do termo chulo, remetendo a uma certa pessoa, a qual está há quase vinte anos num mimimi sem fim, perdendo tempo, com sua própria vida passando enquanto isso, no modo como o Mundo pertence aos guerreiros, aos que lutam pela vida, nunca sentindo pena de si mesmos, no verso do hino nacional brasileiro: “Vera que filho teu não foge à luta!”, no modo como os que param de lutar, desaparecem, no modo como todos já vimos tantos astros e estrelas aparecendo e desaparecendo, na força para se sobreviver por décadas no mercado, como num Tom Cruise, um sobrevivente, com décadas de luta na carreira, com filmes memoráveis e filmes nem tão memoráveis – é assim mesmo, meu irmão, pois ninguém está por cima o tempo todo, fazendo do sucesso tal amante infiel. As moças aqui tremulam de branco, na cor da paz, do apelo por paz, no poder da delicada flor sobre a grossa arma, no conceito de que a paz é maior do que a raiva, havendo no divino Plano Superior tal plano de paz, de ruas plácidas, com tudo sendo com calma, num lugar de respeito, onde ninguém quer nos enganar, remetendo a um certo senhor que me enganou, numa falta de apuro moral, e eu sempre digo que a palavra de um homem vale mais do que dinheiro, com pessoas cuja visão não vai além da “esquina”, numa pequenez moral, resultando em homens microscópicos, ínfimos, nunca dignos de respeito. A moça de vermelho que ergue o microfone é o labor, o trabalho, a labuta, no modo como não há esperança aos que não lutam, remetendo a uma certa dondoca fofoqueira, maliciosa, uma pessoa para lá de desinteressante, uma pessoa que nada mais produz do que fezes na privada, havendo no Plano Superior a necessidade de seguirmos com uma vida produtiva, no poder do trabalho, na inevitável pergunta que fazemos aos entes queridos lá em cima: “Onde estás trabalhando?”, num Céu que, definitivamente, não é cheio de anjinhos tocando harpas, na imortal seriedade da vida, na imortalidade dos vínculos de família, na saudades que nos dá os nosso avós já falecidos, entes que nos esperam lá em cima, na suprema inevitabilidade do óbito carnal, fazendo de nossos corpos algo com prazo de validade, por assim dizer. O chão aqui é íngreme, na diagonal, numa rampa, na força da gravidade, remetendo aos ignorantes que, em pleno Século XXI, creem que a Terra é plana, no modo como faz falta num país a produção de cultura erudita, nos bancos escolares, em países pobres como o Brasil, com uma frágil rede de ensino, fazendo das escolas tais instrumentos de cidadania, formando cidadão cultos e cordatos, em nações tão apolíneas como a Suécia ou Suíça. A filmadora é o galgar das tecnologias, sendo só questão de tempo para que o Homem mande astronautas para Marte, garantindo o retorno a salvo destes, numa questão de evolução de tecnologias. Ao fundo no quadro, picos nevados altivos, na frieza do pensamento racional, o qual serve para deixar o coração tranquilo, livre de sofrimentos – ouça a cabeça!
Acima, O sonhador. É claro que aqui é o merecido repouso, como em férias, um momento para nos desplugar dos sisos da vida, no modo como na vida tem que haver uma certa contemplação, no sentido da pessoa apreciar um pouco a vida, como fazer uma viagem, ou como ir à praia, na sensação de férias, de vazio, de vadiagem, sem produzir coisa alguma. Aqui é como na posição de repouso em Matrix, num sono, remetendo ao personagem Morfeu, o deus do sono, numa conexão com o mundo de simulação, na ficção que mostra a inteligência artificial subjugando a Humanidade, numa guerra entre homens e máquinas, no final conclusivo de Matrix Revolutions, com a Humanidade vencendo tal guerra, com o herói Neo dando a própria vida para salvar os seres humanos, remetendo ao filme seguinte Matrix Resurections, um filme sem sentido, nas merdas que Hollywood é capaz de inventar para arrancar dinheiro do espectador, com o perdão do termo chulo, fazendo de tal indústria o hino da presunção: “Eu pego qualquer roteiro ruim e transformo em filmão!”, quando que não é bem assim, num paradigma indestrutível: Um bom filme nasce de um bom argumento, de boas letras no papel. Aqui é a paz inabalável de Deus, na santa paz divina, no verso no hino do Brasil: “Deitado eternamente em berço esplêndido, ao som do mar, à luz do céu profundo”, na canção de ninar do barulho do mar, da orla, do cheiro de mar, de peixe fresco, no fascínio dos frutos do mar, no advento mundial do peixe cru no sushi, superando os padrões ocidentais, que é cozinhar o peixe, remetendo a uma divertida telenovela, numa mulher simples, do povo, num restaurante de comida japonesa, dizendo: “Mas não tem uma mísera colher de óleo para fritar este peixe?”. Aqui remete a queimões de Sol que já tomei na vida, subestimando a importância do uso de protetor solar, numa pele queimada e dolorida, pois neste quadro será que este senhor está protegido contra tais raios nocivos? Aqui é um redentor momento de retiro e solidão, de introspecção, de reserva, no modo como cada um de nós precisa de tais momentos de reclusão, a sós consigo mesmo, deixando de lado, por um momento, o Mundo lá fora, no hábito de se colocar o celular no modo não perturbe, ou como deixar na porta do quarto do hotel o aviso de não perturbe, remetendo a uma transgressão que cometi certa vez, quando, ao me deparar com tal aviso na porta, ignorei, e bati na porta, como nos atos de transgressão de Diana, a qual brilhou num país em que ninguém pode ser mais do que realeza, num ídolo amado pelo povo, numa mulher que só queria ser feliz, conquistando-nos com tal simplicidade, no sentido da pessoa mandar o Mundo à merda, com o perdão do termo chulo, partindo assim em busca da felicidade, como uma grande amiga minha, a qual faz escolhas visando a felicidade, tendo se casado com alguém que a faz muito feliz. Aqui é como na aposentadoria, a qual, sinto em dizer, é uma piada, pois ninguém pode parar totalmente, como na senhora minha avó, a qual, depois de se aposentar como professora, passou a ser escritora, inclusive unindo os intelectuais da comunidade numa academia de letras, nessas pessoas de carisma, respeitadas pelas pessoas. A toalha branca é tal clamor por paz, como desejar que uma guerra acabe, num Mundo tão aguerrido, em guerras que nem a majestade de Jesus soube resolver, mas um homem que segue sendo poderosa figura na qual podemos depositar esperanças, na figura de redenção do Espírito Santo, no glorioso dia de libertação, de desencarne, quando deixamos para trás TODOS os problemas relativos ao corpo carnal, como doenças – é a glória, meu irmão! Aqui é um quadro de paz, num homem que não quer subjugar outrem, num homem de paz, pacato, vivendo sua vida com discrição e produtividade, no modo como a vida é boa quando é simples, como sentar num gramado num parque e papear com amigos, os quais são o ouro da vida. Aqui é o desejo por horizontalização, num homem que sabe que a vida sem paz é um inferno, remetendo a uma certa senhora, cheia de raiva, sofrendo assim.
Referências bibliográficas:
Bo Bartlett. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 20 ago. 2025.
Paintings. Disponível em: <www.bobartlett.com>. Acesso em: 20 ago. 2025.











