Neste mês, estou completando dez anos como escritor blogueiro, contando este blog com o Blog desde 2015 por Gonçalo Mascia. A você, querido leitor, o meu eterno muito obrigado!
Falo pela sexta vez sobre o pintor realista modernista americano Bo Bartlett. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, Pensamento mágico. Aqui é a obrigação e a imposição da escola para a criança, num encargo de responsabilidade: Tenho que ir bem nos estudos para passar de ano, nas palavras da senhora minha mãe: “Você passando de ano é o melhor presente que você pode nos dar!”, na desagradável experiência de repetir de ano, pois, seu eu pudesse voltar no tempo, eu seria mais aplicado nos estudos, nesse problema brasileiro que é a evasão escolar, como eu, abandonando minha faculdade, dando-me conta depois de meu erro, reentrando na faculdade e partindo em busca do tempo perdido, nas palavras de um amigo meu, o qual cometeu o mesmo erro que cometi ao largar os estudos: “Como eu gostaria de voltar e estudar!”. A escola é a vida social da criança e do adolescente, convidando os coleguinhas para uma festa de aniversário, em doces lembranças em que nos sentimos cercados de amigos, como no Plano Superior, no qual temos a nítida sensação de estar entre amigos, num plano de moral apuro no qual ninguém quer nos enganar, fazendo da Terra tal plano de raso apuro moral, em homens sem palavra, sem moralidade, pois a palavra de um homem vale mais do que dinheiro, na noção taoista de que os que mentem acabam desprezados e rejeitados, como na ruína de um Mussolini, o qual morreu cercado de ódio, como na cena final de um filme, com as pessoas agredindo fortemente o cadáver do ditador, em homens de raso apuro moral, como um certo senhor louco, o qual, de fato, quis doutrinar jovens ao Nazismo, na loucura do Neonazismo, enfurecendo uma Hollywood na qual não podemos falar mal dos judeus, como no infame filme de Mel Gibson em que os judeus são os culpados pela morte de Jesus, um filme que acabou sepultando a carreira de Mel, o qual, outrora, já esteve no topo da cadeia alimentar hollywoodiana com o estrondoso sucesso de Coração Valente, num herói que clama por liberdade, esse indelével aspecto dos EUA, nos quais o cidadão é livre, na deliciosa sensação de liberdade, num divertido quadro do televisivo americano de comédia Saturday Night Live, no qual atores interpretavam célebres ditadores que tinham o desejo de morar nos EUA! É o paradigma da Revolução Francesa, este célebre golpe de estado, numa forma democrática de governo que é tida como a melhor e mais viável, sepultando a monarquia: O presidente é um dos nossos, o qual elegemos para nos governar por alguns anos, ao contrário dos ditadores, no apego humano ao poder. No quadro, o menino olhando pela janela é uma pessoa sonhadora, nessa pessoa com seus sonhos na vida, fazendo de Hollywood a terra da frustração, dos sonhos despedaçados, numa “selva” na qual a pessoa tem que ser muito forte para sobreviver, como um Tom Cruise, sobrevivendo há décadas, nesses homens poderosos da Meca do Cinema. Os vidros estão embaçados, e as crianças brincam de escrever na umidade nos vidros, num treino, num ensaio. O menino de vermelho olha ao longe, alheio ao que acontece no ônibus, talvez querendo estar em outro lugar, talvez um menino que acha a vida no colégio muito dura, refugiando-se num mundinho próprio, como num certo filme, no qual o menino escapava das aulas de Educação Física para assistir filmes antigos, remetendo ao finado crítico brasileiro de Cinema Rubens Ewald Filho, o qual tinha uma cultura cinematográfica gigantesca, um grande amante de tal arte, no modo da pessoa apreciar a Arte, esta força civilizatória que nos faz humanos, na luta de um artista em se destacar e sobressair-se, num desafio, em vidas frustradas como a de Van Gogh, amargando a obscuridade, ressuscitando depois no gosto do Mundo, como no triste Oscar póstumo de Heath Ledger, num homem na flor da idade, com toda uma vida pela frente – quando é o momento do Desencarne, não há Cristo que o desfaça. Aqui temos uma diversidade, pois no veículo há uma criança negra, na diversidade dos EUA, um país o qual, como o Brasil, teve escravatura, em telenovelas como Sinhá Moça, mostrando os horrores de tais trabalhos forçados – é um horror.
Acima, Permanência objetiva. Aqui é o lar, aquele lugar inequiparável no qual nos sentimos tão à vontade, na crueldade das guerras, destruindo lares e arrancando pessoas de tais lugares, deixando rastros de fome, como nas arrebatadores cenas pela TV de pessoas se acotovelando para ganhar um pouco de comida de ajuda humanitária, em homens cruéis, que orquestram tais guerras, tudo em nome do Anel do Poder, num homem poderoso o qual nunca está satisfeito, em homens poderosos como Vargas, suicidando-se, tal a infelicidade, no modo como poder traz tudo, menos felicidade, no fato de que podemos ser felizes com pouco, no caminho da humildade e da simplicidade, no modo como a Vida é boa quando é simples, como receber amigos e tomar um café. A dona de casa é tal “prisioneira” das tarefas do lar, “matando-se” para manter uma casa limpa e organizada, num trabalho que não traz identidade à mulher, numa pessoa que não sabe quem ela mesma é, numa mulher que resolve viver na sombra de um homem, na imagem patriarcal do casal hétero, com ela sempre mais baixinha do que ele, no modo como as próprias mulheres são machistas, como no filme A Letra Escarlate, no qual parte de uma mulher a iniciativa de punir moralmente outra mulher da comunidade, nas palavras de uma certa popstar feminista: “Muitas mulheres gostariam que eu me calasse e fosse embora!”, no modo como os próprios homossexuais são homofóbicos, acostumando-se com uma insignificante vidinha de submundo, achando que é aquilo o que merecem, como certa vez num pub gay de Campinas, no qual as comidas eram servidas em potes de cachorros, ou seja, o homossexual como um animal – é um horror. O homem de vermelho é o chefe da família, deixando claro aos filhos que é tal homem quem manda ali dentro. O homem negro é casado com a branca, algo incomum nos EUA, nos quais casais interraciais são raros, ao contrário do Brasil, um país miscigenado de pardos e mulatos. Uma criancinha brinca com bolhas de sabão, na simplicidade da magia das bolhas, na inocência infantil, numa criança que se contenta com pouco, numa idade de se adorar super heróis, projetando-se neles, na simplicidade infantil, alheia às picuinhas do mundo dos adultos: Crianças brincam juntas de super heróis sem se importar se este ou aquele herói é desta ou daquela franquia – tudo o que a criança quer é brincar! Em primeiro plano aqui vemos outro menino, só que um pouco mais velho, na idade em que a pessoa começa a se desinteressar pelos brinquedos, partindo da criança a iniciativa de colocar os brinquedos em caixas e guardá-los, a alguns anos do início da maturidade sexual, chegando ao ponto da pessoa, em fortes fatores hormonais, quer sexo, sexo e sexo, ou seja, um escravo de si mesmo, como no rapaz comprando sua primeira revista de nudez ou de pornografia. Dentro da casa, na janela, outro menino, preso, encarcerado, no modo como só damos valor à liberdade quando a perdemos, como numa infeliz Cristina Kirchner, condenada a prisão domiciliar – posso estar preso de um castelo de ouro maciço cravejado de diamantes, e, mesmo assim, estarei preso e infeliz. As roupas secam num varal, na sedução da brisa noturna farfalhando as folhagens, na sensualidade dos processos se desenrolando, na sabedoria dialética em que tudo é processo, pois a Eternidade sobre a qual podemos falar não é a Eternidade verdadeira, nesse presente imensurável que é a Vida Eterna, na noção espírita de que Deus é o infinito, nesta “orla” vazia na qual escrevemos nossas vidas. Respaldando uma planta, vemos um pedaço de pau firme fincado, que é o fálico Yang, o lado macho da Vida, na figura umbandista do Capa Preta, a divindade que é tal aspecto macho, na pessoa encarando a Vida, sabendo que a Vida é luta, pois os que param de lutar, somem. É como nos versos de uma canção cantada pela minha ídolo Diana Krall: “Você pode estar farto de tudo isso, mas você será um homem, meu filho!”. É como pessoas que fogem da Vida, dormindo em calçadas duras, sujas e úmidas, tal a vontade de fugir de tudo.
Acima, Plaza del toro. O touro é a coragem e a virilidade, como no famoso touro de Wallstreet, fazendo dos testículos símbolo de tal virilidade, como num filme com o grande Bob de Niro, no qual este diz a uma drag queen que está pensando em fazer cirurgia de mudança de sexo: “Você vai extirpar suas próprias bolas?”. Num detalhe mínimo do quadro, um pau fincado, como um marco, na ação patriota de se fincar na Lua a bandeira dos EUA, como num cachorro demarcando território com a urina. É como no monumento aos Irmãos Bertussi, ícones da Música Tradicionalista Gaúcha, um monumento que tem uma ponta lança alta e enorme, num marco, numa denominação, como um arranhacéu desafiando a gravidade, na ambição da Torre de Babel em desafiar Deus, como na famosa Torre de Pisa na Itália, símbolo de tal ambição fálica, ficando torta, tornando-se tal ícone turístico, exatamente por sua imperfeição, no modo como as imperfeições da Vida acabam por nos ajudar, na sabedoria popular de que Deus escreve certo por linhas tortas, numa imprevisibilidade deliciosa, no sendo de humor divino, na ironia de que tudo traz em si sua própria contradição, como o Yang, trazendo um pouco de Yin, e viceversa. Os morros ao fundo são as extensões altivas de um reino, num rei viril respirando os ares de seus domínios, na capacidade de um homem em se manter simples e humilde, como na sabedoria de um Papa Francisco, inesquecível, corajoso, um homem que queria agregar e não segregar, ao contrário de outro certo senhor, este sim um preconceituoso de marca maior. O touro está calmo, longe dos furiosos touros de touradas, na elegância do toureiro vencendo a bestialidade, na chuva de rosas ao fim do evento, num toureiro que tem que ter muita coragem para encarar tal animal furioso, como em rodeios com homens tentando se manter montados e animais furiosos, numa prova de força e resistência, como em culturas de resistência na herança afrobrasileira, com o surgimento, por exemplo, da Capoeira, uma arte marcial tão única, sem igual no Mundo, na força dos escravos em legar tal arte, num Brasil com o feriado da Consciência Negra, longe de outro certo país, este sim um país racista, quase fascista, no qual negros são malvistos – é um horror. O touro está alheio ao espectador, escondendo-se, talvez numa timidez ou numa discrição, no valor da pessoa discreta, na sabedoria invisível do camaleão, nessa biodiversidade tão da Terra, tão única, em astrônomos querendo saber que há prova de Vida fora de nosso planetinha tão ínfimo e tão maravilhoso. O gado aqui é o destino do animal para o abate, como vi certa vez, ainda criança, o abate de uma ovelha, uma cena triste, num bicho que dá os últimos suspiros de vida, uma dor da qual esquecemos ao comermos um suculento pedaço de filé, enfurecendo os veganos, os quais simplesmente nada de origem animal comem, como na gastronomia gaúcha, calcada no churrasco, como nos acampamentos farroupilhas durante os festejos do feriado de Farrapos, com as carnes deixando no ar o cheiro acalentador de churrasco, de domingo, no descobrimento do coração de frango como iguaria, tudo com uma farofa acompanhando, em prazeres gastronômicos, no link cultural entre o RS e o Uruguai e a Argentina, num vasto Brasil que é feito de pequenos Brasis particulares. Sutilmente neste animal, vemos uma marca, um entalhe, uma marca em brasa, demarcando uma propriedade e uma proveniência, como no Vale dos Vinhedos, numa procedência, na sedução do Enoturismo na Serra Gaúcha, esta terra que tanto atrai turistas, no modo como, no Plano Superior, há agências de viagens, programando excursões às colônias espirituais, na relação de continuidade entre Terra e Céu, como, por exemplo, a necessidade de nos mantermos produtivos e trabalhando, no erro que pensar que o Céu consiste em anjinhos loiros tocando harpas. Bem sutil ao fundo, uma casa, o lar, a fonte, no poder das casas grandes, como na grandiosidade de uma Brasília, nas palavras certa vez de uma turista portuguesa: “Tudo no Brasil é tão grande!”.
Acima, Ponto parado. A magia e a beleza do corpo humano, o qual sempre foi linkado à Arte. A moça está no auge da beleza. Ela está bem séria, sentindo-se um pouco invadida pelo artista ou pelo espectador. Aqui remete aos áureos tempos da revista Playboy brasileira, num nu de tão bom gosto que conquistava até os gays, tal o bom gosto, em edições tão célebres quanto à de Marisa Orth, ou à de Vera Fischer em Paris, ou no boom fenomenal da primeira edição de Adriane Galisteu, num divisor de águas na carreira desta, tornando-se, assim, de fato estrela. A cama é o merecido retiro, o descanso, pois até Deus descansou no sétimo dia, remetendo a um certo senhor workaholic, o qual, pura e simplesmente, chegou a sequer descansar entre duas jornadas de trabalho, numa enorme falta de respeito para consigo mesmo, num senhor que acabou fracassando, fechando as portas da empresa que abrira. Os lençóis brancos são a pureza, na cor preferida dos espíritas, na cor do jaleco dos médicos, na cor da pureza e da limpeza. Talvez a moça aqui seja virgem, bem jovem, no mito de doçura e pureza de Maria, a mulher à qual foi negado ter sexualidade, no modo patriarcal de tolher a sexualidade feminina, como nos filmes pornôs, nos quais apenas ao homem é permitido ter orgasmo. Os seios aqui são perfeitos, lindos, irretocáveis, na figura da escrava negra no Brasil antigo, com a mulher negra amamentando com seu leite os filhos dos brancos ricos, numa relação de intimidade e dedicação, no absurdo da escravatura, arrancando pessoas de seus lares africanos, nos flagelos muito bem mostrados no filme Amistad, na vida humana valendo nada, tudo em nome das vaidades dos senhores ricos, e um homem poderoso só quer uma coisa – mais poder. A juventude aqui é apontada pela ausência total de cabelos brancos, numa idade em que a pessoa ainda é imatura, pois a juventude plena e feliz é uma invenção de velhos, pois cada etapa da Vida é pautada de vicissitudes, no modo como a pessoa muito jovem não juízo ou responsabilidade. A moça aqui repousa confortavelmente, posando sem sentir incômodos, no “caso de amor” que temos com nossas respectivas camas, no lugar onde descansamos merecidamente, como no cachorro que adora pular na cama do dono, pois esta tem o cheiro do adorado dono, no modo como certas pessoas adotam cães e gatos como companhias, como uma amiga solteirona que tenho, acompanhada de dois cães, no modo como, em algum aspecto, minha vida gira em torno de um bicho: Tenho que trabalhar para ganhar dinheiro e, assim, comprar ração pro meu bicho. A moça aqui tem autoestima, pois delineia impecavelmente suas sobrancelhas, no hábito de frequentar salões de estética, em atos como cortar o cabelo, ou em atos simples como tomar um revigorante banho, como uma pessoa desencarnada que sai do Umbral, indo a um lindo banheiro ensolarado e tomando um bom banho, deixando para trás a sujeira das desnecessidades, no modo como nos sentimos melhores depois de um banho, pois no Plano Superior tudo é limpo, limpíssimo, sem uma única felpa de poeira, em cidades limpas e bem administradas, pois as sujeiras inevitáveis da Terra são a prova de que é a Terra o que tenta imitar a plenitude do Céu, o plano divino ao qual retornaremos depois de nossas baterias de ensinos na Terra, na glória dos desencarnados, longe das vicissitudes da matéria, das doenças ligadas ao corpo físico, na metáfora do filme Elysium, com uma máquina que curava toda e qualquer doença na pessoa, fosse doença física, fosse doença psíquica, no modo como tudo gira em torno de saúde, dos profissionais da saúde, na dignidade do médico, tratando e curando pessoas, numa profissão tão valorizada, numa mulher que resolve se casar com um médico, considerando este um partidão, numa orgulhosa personagem em um certo seriado cômico americano: “Sou esposa de médico!”. Os seios são a importância materna, trazendo vida ao Mundo, na compensação que é patriarcado, numa “compensação” frente o poder natural feminino.
Acima, Portão aberto. O portão aberto é uma possibilidade, uma perspectiva, como escolher um curso universitário, levando o curso a sério, fechando o ciclo e finalizando aquilo que foi começado, no modo como são tristes as histórias de vidas de pessoas que subestimaram a importância de se formar, no problema brasileiro que é a evasão escolar, levando o governo Lula a dar incentivos financeiros para o jovem não abandonar a escola, algo que enfurece quem é a de direita, nesse bangue bangue político no qual eu não me envolvo, tornando-me neutro, num Mundo aguerrido, com amarelos em eterno pé de guerra contra azuis – num Mundo assim, seja verde, pois nem Jesus soube sanar os problemas das guerras, mas num Jesus que segue como uma figura na qual podemos depositar as esperanças de que há uma vida bem melhor nos esperando lá em cima, na imagem de esperança do Espírito Santo, na incrível perspectiva da Vida Eterna, no poder imensurável do infinito, que é Deus, numa vida que jamais findará – é muito poder! O menininho é a candura infantil, imaturo, acreditando em Papai Noel, numa idade simples, na qual a pessoa se contenta com pouco, ao contrário dos adultos, que são cheios de critérios e exigências. Aqui remete a doces lembranças de versão, saindo de noite para pedalar com meus amigos na praia, na delícia de se pedalar, no siso ao final do veraneio, na hora de voltarmos para casa e reabraçarmos nossas rotinas de trabalho e estudo, como no clima melancólico de fim de domingo, na hora da criança tomar banho, jantar e ir dormir, pois amanhã é segunda feira e começa tudo de novo, no lado áspero da disciplina – tenho que sentar e produzir, frente ao lado liso do trabalho, que é o prazer que o trabalho dá, na noção taoista de que fácil e difícil são partes do mesmo trabalho. O menininho está indeciso, e não sabe se cruza, numa hesitação, aprendendo desde cedo a ter sabedoria, como no privilégio do ator estelar, que é se dar ao luxo de escolher o que fazer, em astros como um Leonardo DiCaprio, com todo um buffett de propostas de trabalho, com diretores ao redor do Mundo sonhando em trabalhar com tal ator, no modo nojento como a bajulação corre solta, como é mostrado no filme Celebridades, do mestre Woody Allen, nas celebridades com seus egos massageados, destruindo suítes de hotéis, perdoados pelo gerente do hotel, um filme em que Allen diz que, via de regra, a mulher celebridade é uma mulher vulgar, como numa personagem celebridade no filme, uma pura e autêntica prosti – WA caga em cima do stablishment das celebridades, com o perdão do termo chulo. Aqui é uma cena bem americana, com as cercas impecavelmente pintadas de branco, em vizinhanças tão pacíficas e sossegadas, nos sonhos dos subúrbios americanos, na qualidade de vida do americano médio. Aqui é uma doce cena de verão, na magia do carro de sorvetes passeando pela vizinhança, vendendo os sorvetes às crianças da redondeza, em doces lembranças de verão com os amigos, em diversões na piscina ou na praia, visto que os amigos são o ouro da Vida, pois no Umbral nós nos sentimos sem amigos, solitários, desolados, sentindo muito frio ou muito calor, conforme mostrado no filme Nosso Lar 2, num espírito revoltado no Umbral, desdenhando de seus irmãos limpos, remetendo a uma certa pessoa, um espírito revoltado desde cedo na Vida. Num detalhe na cena, flores, na beleza da Vida, no boom de Vida primaveril, com borboletas ensandecidas polinizando, na explosão da sexualidade floral, como adolescentes cheios de hormônios, querendo sexo, sexo e sexo, como vi certa vez uma gata no cio, contorcendo-se de libido, como num animal na selva, procurando por comida e sexo, nas fortes influências que a matéria exerce sobre o Ser Humano. O menino aqui remete a Danny, de O Iluminado, com seu triciclo pelos corredores mal assombrados de um hotel, um filme que mostra os danos psíquicos do isolamento social, em mestres como Kubrick, encantando-nos com o poder da Arte.
Acima, Radiestesia. Aqui é a eterna curiosidade do Ser Humano, como no nome da sonda espacial Curiosity, numa avidez por saber o que existe ao nosso redor, com pouco que sabemos ainda de nosso sistema solar, em esferas misteriosas como Netuno, no privilégio da Terra, que é estar na distância ideal do Sol, num planeta cujo campo magnético barra partículas nocivas de raios solares, numa esfera tão rica biologicamente, como temos que dar ouvidos aos ecologistas – fora da Terra, o Ser Humano não tem para onde ir. Aqui é uma cena de solidão, num saudável retiro temporário, nos versos da canção rock November Rain: “Todo mundo precisa de momentos consigo mesmo”, como no filme Dogma, em que Deus é solitário, mas muito, muito bem humorado, como no filme A Guerra do Fogo, num estágio de avanço de Homo sapiens em que há o senso de humor, que é a pessoa rir de si mesma e da Vida, numa comedicidade tão humana, em talentos de palhaço, como no grande palhaço Jim Carey, sendo palhaço estando ou não remunerado por tal, como um certo senhor, repleto de senso de humor, sabendo rir de si e do Mundo, em figuras debochadas como Madonna, provocando o Mundo, berrando à plateia em seus shows: “Vamos lá, filhos da puta!”, com o perdão do termo chulo. O graveto é a simplicidade, na sabedoria do homem simples, como no filmão O Tigre e o Dragão, mostrando o mestre Li Um Bai guiando um graveto e saindo-se melhor do que a oponente, esta com uma luxuosa espada de rei, no caminho de uma Chanel, estabelecendo, em simplicidade, que o que conta é o efeito do adorno, e não quanto este custou propriamente, na noção taoista de que devemos aprender por nós mesmos o que é simplicidade, num caminho autodidata, em livros fascinantes como o de Tao, escrito há milênios, permanecendo atual em pleno século XXI, num talento de escritor, uma religião que me salvou na cadeira de Filosofia que fiz em minha faculdade, sendo a única cadeira na qual quase fracassei, passando com conceito mínimo, numa professora exigente e, assim, maravilhosa, naqueles bons professores, que valem cada centavo da mensalidade. O campo aqui é vasto e amplo, como nas paisagens dos Campos de Cima da Serra Gaúcha, com suas verdes pastagens enormes, como se fossem um grande carpete, nas cenas rurais que fascinam quem é da cidade, como no meu caso, em atos como nadar num rio selvagem, com cheiro de mato, observando os girinos ensandecidos, no baile da Vida, como ursos famintos, recém saídos da hibernação, comendo avidamente salmões no rio, numa das funções mais básicas, que é a alimentação. O guri aqui treina para ser, um dia, um cientista, como na fome de curiosidade do agente Mulder, do superseriado Arquivo X, um homem que quer ver alienígenas, confrontado pela cética Scully, num “casamento” entre razão e loucura, na necessidade de provas frias científicas, numa fome por alienígenas, pois será que num Cosmos tão, mas tão vasto, só existirá vida na Terra? É como se perguntarmos a um peixe se existe vida fora da água, e o peixe dirá que não, pois, para o peixe, fora da água não dá para respirar! Aqui é uma tarde vaga, numa atividade longe dos sisos do colégio, dos deveres de casa, no modo como eu, só para sacanear com meus colegas de Inglês, pedia que a teatcher desse dever de casa, enfurecendo uma colega minha, a qual me disse: “Tu só sabes estudar? Tu não tens vida social?”. Nada como rir da vida! Aqui é um princípio de tudo, talvez um momento que gerará, depois, uma escolha de faculdade, como Física, no arrebatador personagem Sheldon Cooper, irritantemente inteligente, só que incapaz de perceber sarcasmo – cada um com suas carências, com suas imperfeições; cada um com sua lição a ser aprendida. O vento aqui corre delicioso, e as roupas mostram que pode ser um dia ameno, gostoso, como na temperatura dos dias metafísicos – amenos e agradáveis, numa eterna Festa da Uva, com uma rainha regendo uma colônia espiritual, um lugar onde o forte Sol nos bate nos olhos, mas não nos ofusca. O menino aqui é tal caminho autodidata, com iniciativa científica.
Referências bibliográficas:
Bo Bartlett. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 20 ago. 2025.
Paintings. Disponível em: <www.bobartlett.com>. Acesso em: 20 ago. 2025.






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