quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Bom Bo (Parte 7 de 28)

 

 

Falo pela sétima vez sobre o pintor realista modernista americano Bo Bartlett. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Pais. Os pais são a responsabilidade, na responsa de um certo pai de família, sustentado a si, a esposa e as duas filhas, trabalhando de Sol a Sol, como já ouvi dizer: “Ser pai é sentir na carteira as dores do parto!”. Aqui é o hábito inglês do chá, na universalidade do Ser Humano, com o chimarrão no Sul do Brasil e o chá japonês, até chinês, no modo como, no frigir dos ovos, somos os mesmos ao redor do Mundo, ou seja, irmãos, num Mundo aguerrido em eternos pés de guerra, nas patetices do Ser Humano, cujas mazelas se revelam em quaisquer contextos sociais. A mulher repousa, sustentada pelo marido, na vida de dondoca, nessa fria que é ser obrigado por lei a sustentar uma ex esposa, em pessoas que puramente decidem jamais se casar no civil. Aqui é a casa, o recinto inviolável do cidadão, na crueldade bélica que destrói casas, arrancando as pessoas de suas casas, deixando rastros de fome e destruição, no modo como nem a suprema majestade de Jesus soube solucionar os problemas do Mundo, com as guerras que seguiram acontecendo. O lustre é a iluminação, em mentes esclarecidas, pessoas que não se deixam manipular ou explorar, como há pessoas de má fé, que se aproveitam da ignorância de outrem, sugando dinheiro, em lavagens cerebrais nas pessoas. A mulher dorme, de olhos fechados, no encargo de tarefas do lar. Já, o homem está de pé e desperto, consciente das responsabilidades, no encargo de ser um chefe de família, colocando ordem na casa e deixando claro aos filhos quem é que manda ali dentro, em regras enérgicas e duras que dão à criança a sensação de lar, proteção e invólucro, pois, no fundo, a criança gosta de receber limites, como uma certa senhora psicóloga, com regras rígidas dentro de casa, como num diretor de escola, enérgico, tendo que ter a força para manter na linha crianças e adolescentes, dando uns “xixis” ocasionais, como uma certa senhora diretora, ultraenérgica, duríssima, quase espalhando terror pelos corredores do colégio, um tanto grosseira, sinto em dizer, virando alvo de ódio da parte dos alunos, até ao ponto da criança fazer um boneco de vodu e espetar o boneco numa descarga de consciência, como uma certa popstar, duríssima, a qual não se considera um doce de pessoa, tendo que controlar a própria vida e a própria carreira, adquirindo as rédeas da própria vida, nunca dependendo de um homem, ao contrário da eterna diva Marilyn Monroe, a qual passou a vida em busca de figuras paternas, projetando seu próprio Yang em outrem, no modo como, no casal heterossexual, é inevitável que ele personifique em público o Yang dela e que ela personifique em público o Yin dele, como no tradicional casal japonês – ela doce e simpática; já, ele carrancudo e antipático. Aqui é um casal entre a meia idade e a velhice, no modo como estar na casa dos quarenta ou dos cinquenta é jovem, como me disse certa vez um inteligente professora, dizendo que os filmes de James Bond causaram uma revolução cultural, pois o agente era um homem de meia idade, mas no auge da virilidade e na flor da idade, inclusive sexualmente ativo com suas amantes, como no Aragorn de Tolkien, um personagem grisalho com 47 anos de idade, no auge da vida. O casal aqui é a elegância e o garbo, na lembrança que tenho dos senhores meus pais, arrumando-se para ir a um evento social, usando perfumes e deixando rastros de tal fragrância fina, no caminho da autoestima, que é a se arrumar e gostar de si mesmo, como uma certa professora que tive no Ensino Médio, a qual, de manhã bem cedinho, estava impecavelmente arrumada, com tudo em ordem – cabelo, maquiagem, roupa, joias, perfume etc., numa pessoa que gosta de si mesma, ao contrário de outra certa senhora, a qual simplesmente parou de se arrumar, no modo como idade não é pretexto para parar de se arrumar, como na elegante personagem Gunilla, interpretada pela deusa Maggie Smith em O Clube das Desquitadas, uma senhora arrumadíssima, elegante, no modo como dá gosto de se ver uma mulher elegante. A senhora aqui é pudica, e cruza as pernas discretamente, na tradição inglesa de que mulheres aristocráticas não devem cruzar as pernas em público, remetendo às transgressões de Diana, amada pelo povo, numa bomba atômica de carisma.

 


Acima, País ao norte. Aqui é o amor que muitas pessoas têm pelos bichos, remetendo a São Francisco de Assis, o protetor dos animais, na lealdade apreciada nos cachorros, os quais fazem uma festa quando o dono chega em casa, como pessoas solitárias têm bichos, aplacando tal sensação de solidão, como uma certa senhora, com dois cães em casa, no modo como um bicho pode se tornar um membro da família, no modo como chorei quando um cão meu morreu. O cavalo é a majestade, num dos bichos mais lindos da natureza, num animal altivo e forte, elegante, remetendo à figura do unicórnio, cujo corno é o falo, combinando graça e beleza com agressividade, em figuras feministas como a Mulher Maravilha, a qual é bela e formosa como uma Barbie, mas é blindada e tem superforça para dar uma surra em qualquer marmanjo mal intencionado. As plumas no topo da cabeça do bicho são tal altivez monárquica, no contraste entre os privilégios de Versalhes e a pobreza do povo francês nas vésperas da Revolução Francesa, pois o líder que se afasta de seu próprio povo deixa de ser líder, como um Romanov deposto pelos comunistas, num homem que se revelou não muito popular entre os homens simples do povo, no modo como um líder tem que manter a simplicidade, tomando o mesmo tipo de café que o súdito toma; assistindo os mesmos programas de TV que o súdito assiste, resultando no paradigma democrático, no qual o presidente é um dos nossos, o qual elegemos para nos governar por um tempo, numa forma de governo que se revela extremamente coesa e realista, resultando na contradição britânica, num rei que reina, mas não governa, assim como ocorre na Tailândia, nos mesmos moldes ingleses, numa família real que não ter poderes de fato, apesar de serem uma família muito respeitada pelo povo tailandês, como uma princesa de lá, a qual escreve livros de viagens os quais são bestsellers em tal país, como no Brasil temos a famosa princesa Paola, descendente da princesa Idabel, pertencendo, assim, ao ramo de Petrópolis, uma moça que já fez de tudo para se expressar, mas que não deslancha de fato, ao contrário da moça comum interoriana que é Gisele – como são as coisas, não? Aqui é a dor de um dono de cavalo quando tem que sacrificar o bicho, quando o cavalo, por exemplo, quebra uma das patas, como numa pessoa que decide virar veterinário, ou como profissionais que tratam de bichos em zoos, dedicando suas vidas a tais seres, nessa incrível riqueza biológica da Terra, num Ser Humano ávido por descobrir vida fora da Terra, num Cosmos tão vasto, infinito na prática. Aqui é um esporte elegante a aristocrático, chique, como no esporte do polo, com as tradicionais camisas polos, em personalidades atléticas, como um certo menino em minha família, o qual, desde cedo, revelou gosto pelos esportes, num traço de personalidade, como pessoas não tão atléticas, como uma certa pessoa, querendo ter um filho atlético, sem este filho ser de fato atlético, no termo popular: “Dar murro em ponta de faca”. Ao fundo na cena, de forma discreta, um circo com sua tenda, na magia do circo, num estilo de vida nômade, de mambembe, no modo como, antigamente, ser atriz era ser meretriz, havendo na boemia e nos bordéis núcleos de produção de Arte Cênica ou Musical, nas palavras de uma Dercy Gonçalves, a qual disse que, em sua juventude, atriz era a mesma coisa do que puta, com o perdão do termo chulo, numa mulher meio malvista, como numa Eva Perón atriz, confundida com prosti. Aqui é a paixão de Bartlett pelas cenas ao ar livre, no campo, no ar puro, longe da poluição de ar e de som em urbes vibrantes, como em Nova York, com o cheiro característico de óleo diesel na Rua, numa cidade tão dura e tão fascinante, com sua vida cultural vibrante. Aqui, cavalo e dona se tornam um continuum, uma só coisa, como numa banda musical ou numa sociedade numa empresa, em bandas longevas como o U2, com a mesma formação dos anos 1980, sobrevivendo e sabendo que material novo tem que ser injetado na praça, em artistas que sabem que, se pararem, virarão “peça de museu”.

 


Acima, Para Matthew Shepard. O pano é esfarrapado e desesperado por um pedido de paz, como num Papa Leão XIV clamando por paz no Mundo, essa paz tão frágil, num Ser Humano desde sempre aguerrido, com Caim matando Abel, como dois certos senhores, irmãos um do outro, mas com relações cortadas, sequer telefonando um para o outro no dia de aniversário do outro – de que adianta aparecer lindo e maravilhoso na crônica social se, de perto, é uma família complicada e desunida? Mas, felizmente, os rancores não são eternos, e o perdão é o caminho natural da Eternidade, no feliz modo como ninguém está no Umbral para sempre, e o aprimoramento moral é o caminho natural, como um certo sociopata, com o qual cortei todos os laços, mas um sociopata que passará por muitas vidas e tornar-se-á um grande espírito de luz e bondade, pois é meu irmão, meu igual perante Tao, na força do infinito, a orla vazia na qual escrevemos, como na magia do vazio da orla, num lugar simples, em que podemos sair na Rua de chinelos, num estilo de vida sem pretensões. A cerca de arame farpado são as dores da Vida, no modo como a Vida dói em todos nós – o que muda é se decidimos sofrer ou não por tal dor. O arame espinhoso é o caminho do calvário de Cristo, numa imagem muito forte e contundente, num homem que, em vida, deu-se muito mal, sendo oficialmente executado pelo código penal romano, num homem que mais tarde ressuscitou na fé das pessoas, até o ponto em que o imperador romano decidiu se converter ao Cristianismo, enterrando o passado pagão romano, na revolução monoteísta, na qual Deus é um só, no infinito, no poder imensurável de que jamais findaremos, fazendo da Eternidade o caminho lógico, pois nada teria sentido se tudo acabasse no óbito carnal. O pau é a firmeza patriarcal, como um faraó com seu harém, em luxos de monarquia, num Egito no qual tudo se resumia ao faraó, em homens de tanto poder e influência, num Egito que considerava um faraó não um homem, mas um deus, numa época em que não se imaginava em algo mais poderoso do que os deuses, resultando ironicamente no culto aos santos católicos, com cada santo com suas incumbências, como Santo Antônio, o santo casamenteiro, ou como rezar para Santa Clara para que uma inclemente tempestade pare e cesse, no modo como o paganismo, de certa forma, sobreviveu, como no panteão hollywoodiano, com seus deuses e deusas, com tietes histéricas no tapete vermelho do Oscar, num trato silencioso – eles fingem que são deuses; nós fingimos que acreditamos, no Ser Humano brincando de ser um deus, pois tudo o que existe são nossos irmãos depurados, perfeitos em seu apuro moral, como num homem de palavra, sabendo que a palavra de um homem vale mais do que dinheiro. Aqui, temos um limite, uma delimitação, como numa fronteira entre nações, na necessidade de um respeito mútuo, como em reinos vizinhos que vivem em harmonia, havendo no ditador um desrespeito, sempre querendo anexar os reinos vizinhos por meio da forma, da destruição e da estupidez, como num Putin condenado pela Comunidade Internacional, esses homens infelizes, como um Getúlio Vargas, infeliz ao ponto de não se ver com escolha, matando-se, no poder que acaba subindo à cabeça. Nesta cena, o pano tremula, numa paladina bandeira de uma nação sobrevivente, num pedido de paz, para que um conflito acabe o quanto antes, havendo no Plano Superior uma paz inabalável, num lugar onde ninguém quer subjugar ninguém, num mundo de amor e respeito, ao contrário da patetices da Terra, o plano em que o Anel do Poder corrompe nobres corações, como um certo senhor, querendo ter o Mundo aos seus pés, totalmente embriagado de poder, longe do homem de Tao, o qual é visto, amado e respeitado, em grandes homens como Obama, firme para executar Bin Laden, mas gentil ao reger o povo. O pano aqui é um vestígio de guerra, num lugar que passou por um conflito, com a ressurreição da Vida, como no povo gaúcho após as inclementes enchentes de 2024, na força para se reerguer.

 


Acima, Parélio. Aqui é a amizade, nos vínculos de amor que unem irmãos, iguais perante Tao, no modo como tudo acaba em amor, nas palavras cristãs de união, num clemente Papa Francisco, querendo unir as pessoas, agregar, respeitando as diferenças. A mulher negra é tal altivez africana, como na arrebatadora seção afro do Met em Nova York, em artigos de magia tribal, no ponto decisivo do Homo sapiens evoluir e fazer ritos de magia, observando a Natureza e vendo nesta divindades, como os rios, a Lua, o Sol etc., até o ponto de extrema evolução, na Revolução Científica, explicando de forma racional o Mundo e o Cosmos, enfurecendo pessoas que não respeitam a Ciência, o que é grave, pois o que seria da Humanidade sem os avanços científicos, como o analgésico, a anestesia, a quimioterapia etc.? Ao fundo no quadro vemos tal cena de união, de amizade, como nossos coleguinhas no colégio, pessoas que sempre guardamos com carinho, não importando quanto tempo passe, ao contrário da amizade fútil, ou seja, os conhecidos, pois se ficamos um tempo sem ver tal conhecido, ao reencontrá-lo, olhamos nos olhos e vemos ali um estranho, ao contrário da amizade real, pessoas que sabemos quem são, olhando nos olhos e sabendo quem está ali. O céu é limpo e claro, nítido, vendo as coisas do jeito que elas são, num grau de plena consciência, como no Plano Superior, no qual temos completa consciência de nós mesmos, na construção da Grande Carreira Espiritual, na qual cada trabalho conta, mesmo um humilde trabalho de gari varrendo ruas, como uma certa finada psiquiatra, a qual levou uma vida produtiva, auxiliando as pessoas com problemas espirituais, cumprindo sua missão na Terra e voltando de cabeça erguida ao Plano Celestial, o qual é imitado pela Terra, pois as tragédias naturais são a prova de que é a imperfeita Terra quem tenta imitar o perfeito Céu, nas deslumbrantes cidades metafísicas, limpas, belas, ensolaradas, um lugar que definitivamente podemos chamar de lar, numa sensação de pertencimento, num mundo em que fazemos tudo com paz, acima de tudo, com calma. O amor de família aqui remete a um certo senhor sociopata, o qual, em seu raso apuro moral, está há décadas tentando desunir, desmantelar e destruir uma certa família, um senhor diabólico, como qualquer sociopata, perdendo tempo com maldades, um senhor que vive nas terras desoladas do Umbral, como na Terra Escura de Mordor, de Tolkien, um lugar sujo, sem vida, sem luz, sem beleza, com lagos tóxicos, sem vegetação, numa desolação tóxica, um lugar que definitivamente não podemos chamar de lar, num frio ou num calor insuportáveis, como numa bipolaridade, para a qual, felizmente hoje em dia, existe medicação. O mar é o retorno à mãe, à vida, nas curvas lindas de Iemanjá, a Mãe dos Mares, a Nossa Senhora dos Navegantes, no útero sacrossanto do qual todos viemos, criados de forma apolínea e impecável, no mito da Imaculada Conceição, que serve para entendermos o modo como fomos concebidos, no modo como nada se perde, num plano onírico de paz e irmandade, num lugar em que temos a nítida sensação de estarmos entre amigos, pois os amigos são o ouro da Vida, havendo no Umbral tal ausência de amigos – é um horror. Aqui é como entes amigos se reencontrando lá em cima, como reencontrar um avô ou uma avó, espíritos de luz que nos iluminam e nos abençoam lá de cima, no glorioso momento do Desencarne, no qual abandonamos todos os problemas relativos ao corpo carnal, como qualquer doença, qualquer mesmo – é a glória! A interação aqui entre raças é o sonho cristão de igualdade, remetendo ao diabólico Hitler, recusando-se a aplaudir atletas negros, nos avanços culturais no Brasil, com o feriado de Consciência Negra, num país que em racismo é crime, na gravidade do racismo, que equivale dizer que cocker spaniel ou beagle não são cachorros – são cachorros, sim! Aqui é uma revelação ensolarada, num dia novo que se abre, na beleza da Terra da Estrela da Manhã, na beleza da Estrela Dalva, anunciando um novo dia, uma nova chance, uma nova página, num artista com a força para virar a página e encarar novos momentos na carreira.

 


Acima, Páscoa. Aqui é a magia do domingo de Páscoa, com a zelosa senhora minha mãe preparando os ninhos de Páscoa, com seus ovos coloridos, numa cesta, na brincadeira de minha irmã e eu e acordando em tal domingo para procurar pela casa onde o coelho escondera os ninhos, remetendo ao zelo de uma prima minha, uma mulher caprichosa, fazendo coisas para o irmão mais novo dela, como derrubar talco no chão do banheiro e fazendo com os dedos as marcas das patas do coelho, dizendo ao irmão que o coelho tomara banho ali! Aqui temos algo estranho, pois se trata de um cemitério com lápides, no contraste entre a morte de Jesus e a ressurreição Dele, no milagre do domingo, na vitória da Vida e da bondade, da irmandade, das palavras de amor cristão que atravessam milênios, num homem que simplesmente se tornou o centro sobrenatural da História, numa figura na qual podemos depositar esperanças de que um mundo melhor nos espera, na figura de esperança e libertação do Espírito Santo. As meninas aqui são a candura infantil, procurando ovos pelo terreno, talvez na competição para ver quem encontra mais ovos, nas inevitáveis competitividades da Vida em Sociedade, como no colégio desde cedo, para ver quem tira as melhores notas, tornando-se o queridinho do professor, no modo como eu mesmo já tive uma experiência como professor de Inglês, e sei que um aluno aplicado dá sentido à vida docente, pois dá gosto ver um aluno aprendendo e crescendo, como uma certa colega minha no Ensino Médio, aplicadíssima nos estudos, a melhor de todo o colégio, uma menina cujo sonho era gabaritar todas as disciplinas, sentindo-se uma fracassada quando tirava notas abaixo de dez, mesmo que tirasse assim notas altas, talvez um espírito que numa encarnação anterior vivera ao sabor do vento, sem se centrar em algo sério e produtivo. Os adornos do jardim aqui são aristocráticos, neoclássicos, numa elegância de uma família nobre e privilegiada, como na imponência de um prédio neoclássico, numa personalidade impositiva, como numa Hatshepsut, uma mulher que obteve sumo poder em um Egito Antigo de homens, num país em que o máximo que uma mulher podia ser era a Grande Esposa Real, acima de todas as outras mulheres do harém do faraó, nesses ícones feministas, numa líder que se impôs dentro da corte e perante o povo egípcio num modo geral, inclusive uma regente de tocou obras grandiosas, na altivez de um Egito que foi outrora uma potência, sendo hoje nada mais do que um sítio arqueológico, em ecos de eras faraônicas que se perderam na noite dos tempos, nas vaidades humanas ascendendo e descendendo, como no Showbusiness, com estrelas aparecendo e desaparecendo, pois quem abandona a luta da vida, desaparece, num espírito de guerreiro, como o senhor meu tio, dono de uma indústria química que recentemente completou meio século de atividades, nos perenes versos do Hino Nacional Brasileiro: “Verás que filho teu não foge à luta!”. Num detalhe no quadro, flores, que são a delicadeza, a beleza, como na flor de lótus representando o faraó, ou a flor de lis representando os reis sóis franceses, no costume humano de buscar referências na Natureza, como no panteão egípcio, com deuses fazendo menção aos animais da Natureza, como escaravelhos, chacais, crocodilos, gatos etc., no modo como o paganismo sucumbiu, como no Japão, com o Budismo suplantando o Xintoísmo. A manhã aqui é fresca, com as meninas usando roupas leves, na magia de um clima agradável, como em amenas noites de verão, na magia das férias, no siso de se encerrarem as férias e voltar às rotinas de trabalho e estudo, pois não existe esperança para os inativos, que merda nenhuma fazem da Vida, com o perdão do termo chulo. A mãe aqui é o zelo, encarregando-se de confeccionar os ovos. Num detalhe na cena, ao fundo, a silhueta de um homem, quase invisível, talvez um pai ausente, que foge das responsabilidades de ter filhos, como uma pessoa que nunca se centrou, o que é negativo.

 


Acima, Pátria. Aqui é como o icônico quadro de Delacroix da Liberdade conduzindo o povo francês da famosa revolução, que foi o início da Idade Contemporânea, na imposição do paradigma democrático, como na Inglaterra, na qual o monarca simplesmente não pode votar, delineando assim a ausência do monarca no processo democrático de tal país. Aqui são esses pobres coitados sofredores refugiados, embarcando de forma precária para pedir asilo na Europa, arriscando suas vidas, como no fenômeno imigratório na cidade de Caxias do Sul, com pessoas que vêm à urbe em busca de trabalho e de melhores condições de Vida, aportando peruanos, venezuelanos, colombianos, africanos etc., como no sonho do imigrante italiano, abandonando uma Itália na qual tal cidadão não tinha perspectivas, chegando na Serra Gaúcha e deparando-se com uma vida inicialmente muito dura, quase passando fome, como me disse uma certa intelectual, a qual respeito integralmente: “A Imigração Italiana no RS foi uma reforma agrária eu deu certo!”. A moça aqui, sustentada pelo velho pai, agita o pano branco, que é o pedido de paz, na crueldade de se reter prisioneiros de guerra, no infindável talento humano em nome da crueldade, como queimar pessoas vivas em fogueiras, dizendo agir em nome de Jesus, mas fazendo coisas que Ele JAMAIS faria, como em cavaleiros malteses, entrando em guerras santas as quais Jesus não aprovaria. Aqui é o flagelo de todo um povo, remetendo à grosseria de se maltratar imigrantes ilegais nos EUA – posso ser firme e, ainda assim, respeitoso, e nada justifica a brutalidade, em homens que querem o Mundo a seus pés, numa fome napoleônica que destoa da simplicidade franciscana, no poder da limpeza e da simplicidade, com egos que ascendem e descendem todos os dias. Um menininho segura uma vara retilínea, que é o falo, o pensamento racional, o qual serve para detectarmos sociopatia, pois aos desconstruirmos e analisarmos as ações do sociopata, não encontramos lógica, numa doença que parece ser sã, mas não é, no termo “loucura sã”. Aqui é em países plurais como o Brasil e os EUA, como nas comunidades em Nova York, em bairros italianos ou chineses, numa Torre de Babel, como em Caxias do Sul, uma cidade na qual apenas 30% dos habitantes são descendentes de italianos, remetendo à xenofobia de um certo país, no qual brasileiros são malvistos, como me relatou certa vez uma professora universitária, a qual estava na Itália a título de pesquisa, uma senhora que, no setor de imigração italiano, foi confundida com prostituta, uma senhora que jurou para si mesma que jamais voltará a colocar os pés em solo ítalo, tal a experiência negativa. Aqui temos toda um sobrecarga, como num workaholic, trabalhando demais, varando madrugada adentro, prisioneiro de uma tela de computador. Aqui é a busca por respeito e dignidade, como um certo colega meu de Ensino Médio, o qual se tornou um homem sério e respeitado, no caminho da dignidade, rejeitando tolos sinais auspiciosos, não se deixando guiar pelo coração traiçoeiro, mas pela mente sensata, mas talvez um senhor sério demais, talvez não se permitindo viver de certo modo, na sabedoria popular de que cada um tem seus problemas, na vida de psicoterapeuta, que é ficar o dia inteiro ouvindo os problemas dos outros, na luz fria da Ciência, como certos terapeutas, os quais, em nome de tal frieza, não se socializam com seus próprios pacientes, no sentido de ouvir à cabeça, à caixola que Deus nos deu. Aqui temos crianças, adultos e idosos, como numa família, como duas certas amigas minhas, as quais se radicaram em solo europeu, e é claro que não é fácil para um pai ou uma mãe ter filhas que moram do outro lado do Atlântico, no modo como nós criamos nossos filhos para o Mundo, e não para nós mesmos. Aqui é um objetivo e uma meta, numa pessoa querendo dar uma guinada na Vida, partindo em busca de oportunidades, no sonho da casa própria, por exemplo, para sair do aluguel, como um certo senhor, o qual deixou de ser ator para ser advogado.

 

Referências bibliográficas:

 

Bo Bartlett. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 20 ago. 2025.

Paintings. Disponível em: <www.bobartlett.com>. Acesso em: 20 ago. 2025.

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