Falo pela décima segunda vez sobre o pintor realista modernista americano Bo Bartlett. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, Dia de Pentecostes. Aqui é a intimidade entre irmãs, num lar onde todos são criados debaixo do mesmo teto. Remete a uma certa senhora, que nunca teve irmãs, dizendo: “Como eu gostaria de ter uma irmã para compartilhar as coisas, como roupas, acessórios e maquiagens!”, chegando ao ponto de, na infância, vestir de mulher o próprio irmãozinho e dizendo: “Hoje tu serás minha irmã!”. Os vestidos são suntuosos, ao contrário dos nus na obra de Bartlett. Os vestidos são elegantes, apontando um lar rico, abastado, privilegiado, como numa imortal Diana, acostumada, desde sempre, com uma vida de privilégios e confortos aristocráticos, sempre morando em belas residências, no status de ser filha de conde, uma Diana que tinha lá seus problema de depressão e melancolia, felizmente vivendo numa era em que há medicações psiquiátricas para tal doença, ao contrário de uma certa senhora depressiva, a qual só teve acesso a medicamentos no fim de sua vida, já na velhice, com drogas como Efexor, na divertida palavra do astro Robbie Williams, ao ser interrogado por um jornalista sobre o que fazia tal artista feliz: “Efexor!”. Aqui é o conforto do lar, do retiro, no lugar sem igual, nos infernos que são as prisões, lugares que, definitivamente, não são nosso lar, no modo como só damos valor ao lar quando o perdemos, na tragédia de muitas famílias com as enchentes de 2024 no RS, nas águas destruindo casas completamente, no modo como as tragédias naturais na Terra são a prova de que é a imperfeita Terra que tenta imitar o perfeito Céu, no Lar Superior ao qual todos pertencemos, numa deliciosa sensação de pertencimento, de bem estar, ao ponto de não querermos estar em qualquer outro lugar no Universo, num lugar tão limpo, sem uma única bactéria, o lugar onde estamos livres de qualquer problema relativo ao corpo físico. Aqui é o afeto e os laços de amor em família, no feliz modo como os vínculos de família não se dissolvem com o desencarne, na imortalidade de tais laços, como nossos queridos avós, iluminando-nos lá de cima, num maravilhoso reencontro após a morte do corpo físico, na noção taoista de que, se seu corpo carnal morrer, não tem problema, na noção espírita de que pensamento é tudo e de que matéria é nada, no caminho da mortificação, que é não ouvir o traiçoeiro coração e só ouvir à mente, à cabeça, à razão, no sentido da pessoa em parar de pensar em bobagens auspiciosas, nas sábias palavras de uma certa senhora: “O Mundo só pertence aos dignos merecedores, aos austeros, e o resto são só sinais auspiciosos, tolos, bobagens!”, no caminho da pessoa fazer por merecer tal respeito, no homem de Tao, que é visto, amado e respeitado, ao contrário da estupidez do ditador, o qual se impõe com grosseria, opressão e terror, como um certo senhor, saindo-se um neo Napoleão, no modo como o Anel do Poder corrompe os melhores corações, no pensamento de Tolkien: Acima de tudo, os homens querem poder! São os milhões de pessoas que apostam na loteria, na noção espírita: Você não imagina a que ponto ficam reduzidos espiritualmente aqueles que são considerados felizes na Terra, ou seja, os vencedores da loteria, no modo como o dinheiro compra tudo, menos o que importa, que é amor, no modo como não sabemos quem é mais triste – se é quem acha que pode vender amor ou quem acha que pode comprar amor. Aqui é um lar privilegiado, farto, com todos os confortos, como num pai zeloso, herói, que nada deixa faltar em casa, num encargo de responsabilidade, na responsa de manter um lar, no siso de trabalhar e proporcionar tal nível de vida, nas palavras de um certo senhor: “Se tiveres filhos, tua vida nunca mais será a mesma!”, remetendo a um tipo de comportamento, em homens que foram pais ausentes, fugindo das responsabilidades de ter prole no Mundo, nessas pessoas que nunca se centram no vida, levando uma vida ao léu, ao “sabor do vento”, sem adquirir siso, e a vida exige que sejamos sábios e racionais. A discreta planta é a força da vida, numa família sendo construída, sempre lutando para sobreviver, para ter um lugar ao Sol, na luta da vida, no lado macho da vida, que é conquistar o Mundo, como numa suprema Gisele, com seus cabelos ondulados sendo imitados por TODAS as mulheres sobre a face da Terra, numa Gisele a qual, felizmente, mantém-se humilde, indo, assim, longe.
Acima, No meio do caminho. Aqui é uma situação delicada, no tato diplomático, sempre primando pelo diálogo e pela polidez, em esforços que visam a paz, na figura polida do diplomata, no título de Jesus: O Príncipe da paz. Aqui, qualquer deslize pode ser fatal, numa fragilidade, como um leão cruzando um rio, sabendo que ali pode haver perigo, num líder cauteloso, sempre guiando com carinho o seu povo, pois um líder que se afasta de seu próprio povo deixa de ser líder, como na violenta deposição da monarquia francesa, ou como na deposição de Romanov, num povo farto de opressão, no simples modo como a Revolução Francesa começou por causa do preço do pão, num rei Sol em meio a todos os confortos e privilégios de Versalhes, insensível aos flagelos do homem comum, no caminho da mortificação, que é deixar de pensar em frivolidades, como em personagens que crescem, como Oscar Schindler, um playboyzinho fútil que acaba se compadecendo com as dores e os flagelos do Mundo, tecendo a famosa lista que salvou muitas vidas, no caminho da irmandade, da fraternidade, no amor que rege tudo, com tudo se resumindo a amor, na hierarquia espiritual, irresistível, nunca imposta à força, quando recebemos energia de paz de nossos irmãos depurados, na deliciosa sensação de paz, nos versos do músico gaúcho Duca Leindecker: “Sonhei que as pessoas eram boas me um mundo de amor, e acordei neste mundo marginal!”, na deliciosa sensação de liberdade, de democracia, como nadar nu no mar, no conforto uterino, no Útero Sacrossanto que a todos nós gerou, fazendo da Imaculada Conceição uma metáfora para entendermos nossas origens divinas, de sangue estelar, mas num ser humano que se esquece disto, nas amarguras da violência, da força imposta, como em cruéis golpes de estado, em tons de destruição, no título do vilão Esqueleto, do universo de He-Man: O senhor malévolo da destruição, como nos romanos incendiando a biblioteca de Alexandria, no modo humano em impor à força, sempre cruel, no suprassumo da crueldade, como queimar pessoas vivas em fogueiras, tudo por causa de pequenas discórdias, no modo como o respeito é fácil – tenho que respeitar meu irmão, pois a vida deste é deste, e não minha. O homem está tranquilo, sem tensões, e até sorri sutilmente para nós, como se estivesse acostumando com tal duro desafio, num caminho de equilíbrio e ponderação, como no design de logomarcas, sempre primando pelo equilíbrio gráfico, numa pessoa sábia e ponderada, estável, levando uma vida centrada e organizada, na importância em centrarmos nossas vidas em algo produtivo e positivo, pois que esperanças há aos que carecem de um centro nobre em suas vidas? É como uma certa senhora maliciosa e fofoqueira, uma mulher rica a qual, ao mesmo tempo, é miserável, numa vida sem produzir algo de válido ao Mundo, no modo como, fora do trabalho, não há salvação, como nos espíritos desencarnados, no Céu, trabalhando, tocando a vida para frente, nas sábias palavras de uma certa senhora, a qual se manteve ativa até a velhice: “Estou empurrando a vida para a vida não me empurrar!”. É como nas pessoas em situação de rua, pessoas que não querem saber de encarar a vida, de lutar, nos imortais versos do hino nacional brasileiro: “Verás que filho teu não foge à luta!”, como no carismático príncipe inglês William, o qual está se esforçando e trabalhando, preparando-se para o destino que o aguarda, no modo como não me canso de dizer que as realezas mundanas são cópias do sangue estelar que a todos nós une, sem exceção, com tantos e tantos espíritos que não têm noção de sua própria divindade, num William que não está “deitado eternamente em berço esplêndido”, ou seja, labor sempre! Aqui remete a certas fobias, como o medo de altura, a aerofobia, como certa vez num shopping, com uma mulher que não queria embarcar numa escada rolante, com medo da altura abaixo do equipamento. O homem aqui é um astro, como um ilusionista, deixando-nos perplexos com seus truques de ilusão. Aqui temos um retrato de estabilidade.
Acima, Norte do país. O cavalo é tal majestade, num bicho tão belo e altivo, elegante, com porte, na riqueza biológica da Terra, um lugar sem igual, na eterna busca da Humanidade em encontrar vida fora da Terra, num homem ainda tão aquém de desvendar os segredos do Universo, buscando vida em satélites de grandes planetas, como Saturno e Júpiter, no modo como a vida existe em condições diferentes, pois se perguntarmos a um peixe se há vida fora da água, o peixe dirá que não, dizendo que fora da água não é possível se respirar! A montadora aqui ama seu bicho, no amor humano pelos bichos, em fiéis companheiros, em encargos e responsabilidade, como alimentar, vacinar, banhar, levar para passear para fazer xixi e cocô etc., pois, no frigir dos ovos, estamos sustentando um bicho, visto que ração não e uma mercadoria baratíssima, sem falar na logística de transportar tais sacos enormes. Aqui é o condicionamento, a mutação genética, como o cão se gerou do lobo, virando um animal doce e domesticado, em uma mutação ao ponto de gerar uma espécie totalmente nova, sendo impossível que um lobo tenha ninhada fértil com uma cachorra, nas palavras de introdução no filmão X-Men: “A mutação é a chave para a evolução”, fazendo do Ser Humano a espécie dominante no planeta, numa evolução de sofisticação mental tal que fomos de Homo sapiens para Homo sapiens sapiens, num galgar incrível de depuração e evolução tecnológica, sendo só questão de tempo para enviarmos astronautas a Marte, fazendo com que tais homens voltam a salvo para Terra, sendo duro imaginar um dia a Humanidade na inóspita superfície de Vênus, um mundo para lá de hostil, no modo como, fora da Terra, o Cosmos odeia o Ser Humano, num ponto em que temos que dar ouvidos aos ecologistas: Fora da Terra, a Humanidade não tem para onde ir. Aqui remete a um certo senhor mentiroso, que espalhou que tinha um cavalo aristocrático, fidalgo, fino, e tudo era mentir , num senhor que queria se vender a qualquer custo, mesmo que embasado em mentiras, desrespeitando, assim, a inteligência de outrem, pois não estou dizendo que você não pode se vender; só estou dizendo que, se for para se vender, que seja com fatos e não com fake. O cavalo pulando é a superação olímpica de percalços, numa pessoa contornando vicissitudes, na elegância de esportes como ginástica olímpica, altiva, bonita, na vitória do garbo sobre a vulgaridade; da mente sobre a bunda, como certa vez na revista Veja, colocando lado a lado duas mulheres que destoavam uma da outra, sendo uma fina e a outra não tão fina, no poder da mídia de São Paulo, uma cidade poderosa, só que com problemas brasileiros, como em disse uma certa altiva senhora sobre tal urbe: “É o primeiro e o quarto mundo juntos!”, como no decadente entorno do Mercado Público da cidade, com riqueza e pobreza convivendo juntas, num retrato do Brasil, um grande país e majestoso, mas um país problemático, que carece desesperadamente da produção de cultura erudita, civilizatória. Ao fundo na cena uma lona de circo, na magia circense em trazer Arte ao Mundo, como no deslumbrante espetáculo do Cirque Du Soleil, o qual apreciei certa vez em Porto Alegre, na técnica impecável dos artistas, com cor, música, com estímulos à nossa mente, no poder da Arte em celebrar a Vida, a qual é o nervo da Arte, como tambores imitando as batidas do coração, na fluidez incessante, na noção dialética de que tudo é processo, no caminho da Eternidade, sobre a qual não possível de se falar, no poder imenso da Vida Eterna, fazendo de Deus o infinito, pois tornar-se uma pessoa melhor é o sentido da Vida, como entrar numa faculdade, no glorioso dia de formatura, que é o desencarne, no ato dos formandos em jogar os chapéus para cima, numa libertação, num ciclo se fechando, ao contrário de muitas pessoas que subestimaram a importância de se fechar o ciclo e formar-se. Cavaleira e cavalo aqui forma um continuum, numa parceria, como artistas se unindo para um dueto.
Acima, O americano. Aqui, é claro, é o foco, o objetivo, na divindade Capa Preta, da Umbanda, no objetivo de alcançar algo, no princípio fálico, como no falo do Código de Hamurabi, impondo-se em regras, num aviso ao cidadão comum: Comporte-se! O retilíneo é o pensamento racional, o qual serve para detectarmos malícias e mentiras, como analisar e desconstruir o comportamento de um sociopata, fazendo que não vejamos sentido ou lógica, ou seja, uma pessoa louca, completamente fora do aceitável. Aqui é uma declaração de guerra, em homens pequenos como Trump, diferentemente de Obama, este, sim, um homem grande, de paz, mas firme, governando para todos, na capacidade de um líder em atender a todos, de todas as classes sociais, no termo divertido definindo Getúlio Vargas: Pai dos pobres; mãe dos ricos. Aqui é uma arma, algo que um homem de Tao deplora, pois armas são coisas tenebrosas, e nenhum homem de paz terá algo a ver com armas, como na perigosa brincadeira de espingardinha de chumbo, uma arma, não um brinquedo, como um certo amigo, o qual amava uma espada que pertencera a meu falecido tio bisavô, um militar, neste amigo brincando com tal arma, algo perigoso, no modo como a juventude pode ser complicada, pois é uma idade em que não temos lá muito juízo ou responsabilidade, nem sabedoria, pois a juventude plena, perfeita e feliz é uma invenção de velhos, na tendência do ser humano em idealizar um passado que não foi tão ideal assim, como eu certa vez, adolescente, saindo na Rua com uma bicicleta cujos freios não funcionavam muito bem, ou seja, um comportamento perigoso e incauto, tendo eu, então na orla, atropelado uma menininha, algo de que me arrependo até hoje, no caminho do juízo: Não vou sair por aí com uma bicicleta cujos freios não estão funcionando muito bem. É como um moleque que vi recentemente, correndo de bike dentro da Feira do Livro, um lugar que não foi feito para tal prática física, no modo como, na juventude, nós fazemos merda atrás de merda, com o perdão do termo chulo, nas palavras de uma certa popstar: “Eu era tão idiota quando jovem!”. O homem aqui está devidamente trajado, num homem que sabe que, na vida pública, a aparência da pessoa é muito importante, como um certo senhor ator que virou advogado: Imagino ele acordando, tomando café, fazendo a barba, engravatando-se e indo à luta, ao contrário do pedinte em situação de Rua, uma pessoa que não quer saber de encarar tal luta, nas sábias palavras de Dercy Gonçalves: “A vida é luta!”. Aqui é a crueldade humana, num rei que nunca está feliz dentro de seu próprio reino, sempre querendo anexar os reinos vizinhos, no caminho oposto ao da paz, como no Plano Superior, o lugar onde não há tolas ambições humanas, um lugar em que irmão respeita irmão, num mundo de paz, com cada um vivendo sua vida com trabalho e produtividade, na ironia de que, no Céu, segue imperando a necessidade de nos mantermos produtivos, num lugar que é o Éden para quem gosta de se manter ativo e operante. As casas ao fundo são o que o homem busca defender de invasores, como no inesquecível blockbuster Esqueceram de Mim, num menininho que é o homem da casa, tendo que defender esta de bandidos ladrões, num encargo de responsabilidade numa tenra idade, num rapazote que se vê obrigado a crescer rapidamente, como na sina do primogênito, que é ajudar a criar os irmãos mais novos, em metáfora com a hierarquia espiritual, nas palavras de um certo professor de Comunicação: “Os pequenos obedecem aos grandes!”. O homem aqui está focado e tenso, como num jogo, como num tenista, num momento de alta concentração, esquecendo de tudo e só vendo a bola na quadra, nas enérgicas palavras de um professor de Fotografia a uma aluna: “Foco! Foco! Foco!”. É num escopo, num foco científico, como nas especialidades médicas, dividindo o corpo em partes, no modo como tudo se resume a saúde, pois no Plano Superior temos saúde plena – é a glória, meu irmão! O homem aqui está por um fio para disparar, numa tensão, na eterna inclinação humana para a discórdia.
Acima, O aquarelista. Ele está alheio, reservado, numa pessoa que não quer muito aparecer, sabendo que pode haver perigo em exposições, no caminho da discrição, que é não chamar atenção sobre si mesmo, como vi certa vez o discreto Luis Fernando Veríssimo, meu escritor preferido, num shopping em Porto Alegre, assediado por pessoas querendo fazer selfies com ele, nessas pessoas muito famosas, prisioneiras de sua própria fama, uma pessoa que simplesmente não pode sair em paz na Rua, como uma certa atriz que conheci pessoalmente, uma mulher de um paradoxo: Por um lado, amava aparecer midiaticamente; por outro lado, sentia-se desrespeitada com o assédio, dizendo a mim quando a atriz fora a um pub caxiense: “Tive que ficar a noite toda dando autógrafos!”. E é uma delícia a liberdade do cidadão comum, caminhando em paz pela Rua, sem ser assediado, como eu certa vem num domingo num shopping: Como é bom poder passear em paz! Ouvimos aqui o som das ondas quebrando, no som acalentador de mar, de consolo, numa canção de ninar, dormindo em meio a tal som acolhedor e relaxante, nas águas que não param, quebrando tanto no verão quanto no inverno, remetendo à divertida história de um certo senhor, o qual, muito jovem, percebeu que o verão passa e que a vida volta em toda a sua seriedade, percebendo que se paga um preço alto por se querer se esconder da vida. É como nos versos de uma certa canção pop: “Lençóis de cetim são muito românticos, mas o que acontece quando não se está na cama?”. É o sentido espírita de se mortificar e de não ouvir o coração, e sim a mente – só depois do aval da mente é que podemos ouvir o coração, e o amor espiritual está todo na cabeça, na razão, no psicológico, no papel do psicoterapeuta em nos mostrar a vida do modo mais frio possível, como na glacial Galadriel de Tolkien, clara, intimidadora, bela, estranha, poderosa, no poder da luz sobre as trevas, na vitória da cabeça sobre a bunda, e não ouça o coração, pois o coração nos faz sofrer, e a vida com sofrimento é um inferno. É como um certo senhor caminhoneiro, o qual sofria porque fazia escolhas ouvindo o coração, e Deus nos deu uma cabeça, por tanto, temos que esta usar, na vitória da razão fria sobre a serpente da malícia, desmascarando sociopatas, cujas ações analisadas não mostram lógica, no caminho da loucura, como nas duras críticas de Obama ao governo Trump, chamando de demência decisões do truculento líder republicano, um homem este, Deus que me perdoe, que tem penteado com cabelos que tentam disfarçar a careca, um homem deplorado por artistas como Meryl Streep, na vitória da sensibilidade sobre a crueldade, no papel do Anel do Poder, que é corromper e embriagar homens, como num episódio de Friends, na personagem Phoebe bêbada de poder, usando um distintivo que não era dela. O chapéu é a proteção e o resguardo, no cuidado de passar filtro solar, ou usar óculos escuros para prevenir e catarata, na questão do cuidado e do amor, no caminho da autoestima, numa pessoa que se gosta e que se arruma, como uma certa professora, arrumadíssima de manhã bem cedinho, talvez saindo da cama bem cedo para se arrumar de tal forma impecável, em atos como usar perfume, agradando os outros, no fascínio que as fragrâncias exercem sobre as pessoas, remetendo a um certo senhor homossexual, o qual usava perfume de mulher, algo não muito sexy – o que você diria de um homem que cheira a Chanel número cinco? Você pode ser perfumado e, ainda assim, homem! O rochedo é a firmeza, numa vida centrada e sólida, como na Catedral de Caxias do Sul, erguida sobre uma altiva rocha, então o ponto mais alto da cidade, no modo como a Imigração Italiana no RS foi uma reforma agrária que deu certo, num colono que chegava em virgens terras e levava uma vida árdua, só não trabalhando no domingo porque o padre a religião não permitiam, no modo como a vida exige que sejamos fortes e dignos de respeito, nas palavras de uma certa senhora: “Dos fracos a história nada conta!”. Aqui é um momento de contemplação, pois a vida não é só labor. É como no hábito do portoalegrense de contemplar o por do Sol na orla do lago Guaíba.
Acima, O bom viajante. O eterno preconceito patriarcal, no homem acima da mulher, conduzindo o carro, num homem centrado no trabalho; na mulher centrada no homem, no modo como só ser dona de casa não vai dizer à mulher quem esta é, no caminho da identidade, nas palavras de uma certa dona de casa: “Não sei quem sou!”. O homem se distrai e nos olha, como no risco de se mexer no celular enquanto dirigimos, numa distraída fração de segundo que pode fazer toda a diferença, na sabedoria popular de que acidentes acontecem, nas inevitáveis vicissitudes do Plano Material, da Terra, do físico, fazendo da matéria tal ilusão, na noção espírita de que matéria é nada e de que pensamento é tudo, ao contrário de um certo tipo de submundo, numa frivolidade em que tudo gira em torno de corpo, num mundinho desinteressante, numa água estagnada, longe desse aspecto importantíssimo, que é o senso comum, a educação, a polidez e o cavalheirismo, em subvalores que vão intoxicando nossa percepção e nosso pensamento, numa espécie de presídio de segurança máxima, da qual poucos conseguem fugir, como numa prisão – não gosto de estar ali, mas me sinto preso e obrigado a lidar com tais pessoas no cárcere. A mulher está cabisbaixa e triste, decepcionada, talvez decepcionada com o marido, como um certo senhor, um grossão que decepcionou já duas esposas, naquele tipo de homem pragmático, sem lá muita vida cultural ou intelectual, no modo como é desinteressante a vida de uma cabeça obtusa, como nas terras desoladas e solitárias do Umbral, um lugar onde definitivamente não há amigos, e os amigos são o ouro da vida, havendo o oposto no Céu, onde estamos cercados de amigos, pessoas que nos respeitam e que querem nosso bem, na imortalidade do amor fraternal e incondicional, o qual é leve e desapegado, no modo como em amizade não pode haver cobrança, no caminho da Eternidade, o plano imenso no qual teremos todo o tempo para nos relacionarmos uns com os outros. A moça usa uma tiara, como uma princesa, no modo da mulher se sentir tratada como uma princesa, por um homem carinhoso, cauteloso, amoroso, e é como num episódio do seriadão The Big Bang Theory, quando a personagem Amy se derrete toda quando ganha do namorado uma tiara de pedras preciosas, no caminho da pessoa se sentir especial e protegida, como no final de O Código da Vinci, com a moça que encontra sua própria família, descendentes diretos da linhagem entre Jesus e Maria Madalena, remetendo a uma certa doutora acadêmica que conheci, a qual disse que os livros escritos após tal bestseller de Dan Brown são uma piada, desinteressantes, pois foram produzidos a toque de caixa, no modo como o seguinte nunca é tão bom quanto o original, como nos filmes após o primeiro filme da adorável personagem Bridget Jones, nas merdas que Hollywood é capaz de inventar para arrancar dinheiro do espectador, com o perdão do termo chulo, como filmes como Matrix Resurrections, o qual desrespeita o final conclusivo da famosa trilogia com Keanu Reeves. A mulher olha num mapa, guiando assim, de certa forma, o carro, fazendo do homem um mero executor de rota, no modo como a mulher se impõe ao marido dentro de casa, cobrando coisas, como nas palavras raivosas de uma certa senhora ao próprio marido; “Eu me matando para manter esta casa limpa e organizada! Eu vou embora desta casa!”, na contradição frente ao patriarcado, como Evita, a qual cogovernou a Argentina ao lado de Perón, em mulheres em um mundo de homens, como na faraó feminista Hatshepsut, a qual se impôs líder do Egito, num então Egito de homens, no qual o máximo que uma mulher podia ser era a líder do harém do faraó, no eterno preconceito: Um homem com muitas mulheres, pode; uma mulher com muitos homens, não. É a questão da galinha e do garanhão – é um horror. Aqui é um deslocamento, como sair de férias, na sensação gloriosa de se chegar na praia e colocar chinelos Havaianas, numa sensação deliciosa de liberdade.
Referências bibliográficas:
Bo Bartlett. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 20 ago. 2025.
Paintings. Disponível em: <www.bobartlett.com>. Acesso em: 20 ago. 2025.






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