Falo pela segunda e
última vez sobre o pintor francês André Derain. Os textos e análises semióticas
a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, A secagem das embarcações. Aqui remete à
beleza do Rio de Janeiro, uma cidade a qual, de longe, do topo do Cristo
Redentor, é perfeita e linda, mas uma cidade que, de perto, é repleta de
vicissitudes, feiúras e imperfeições, no modo como é a Dimensão Material a qual
tenta imitar a perfeição da Dimensão Imaterial, pois matéria é nada e
pensamento é tudo, no modo como a riqueza da passagem de Jesus na Terra reside
nos pensamentos que tal homem genial propagou, e não numa lasca da cruz onde
Ele foi crucificado, nesta fixação humana pelo material, pelo objeto, pelo
tangível, pelo bem de consumo, no modo como somos todos prisioneiros de Matrix:
Tenho que trabalhar como um burro de carga para comprar um carrão último tipo,
ou seja, somos vítimas da Sociedade de Consumo. A água aqui é bem límpida, como
num amigo transparente, verdadeiro, um amigão que quer nos ver felizes, na
eternidade das amizades, pois o Amor nunca morre, e teremos tais amigos para
todo o sempre, no modo como as brigas, os desentendimentos e as mágoas não são
eternos, no caminho natural do perdão: Claro que te perdoo, irmão! O dinheiro
compra tudo, menos o que importa, que é Amor, como um certo senhor que ganhou
na loteria, com pessoas se aproximando dele não por amar este, mas pelo
dinheiro – você não faz ideia a qual nível fica reduzida uma pessoa considerada
feliz na Terra, ou seja, os ganhadores das loterias, na sabedoria de que
podemos ser felizes com pouco, sem sermos donos de meio Mundo, como uma certa
senhora caxiense, rica, mas uma senhora com raízes humildes, da zona rural,
dizendo em entrevista: “Saí da colônia mas a colônia não saiu de mim!”, na
capacidade áurea de uma pessoa em se manter humilde, pois a arrogância precede
a queda, como um certo rapaz comediante brasileiro, um diamante bruto precioso,
pronto para ser lapidado, mas um rapaz que embarcou numa de se achar o maior
deus de todos os tempos, um rapaz que acabou perecendo, o que é uma lástima,
pois falo aqui de um talento visível, na arrogância de uma pessoa se achar
imune a vicissitudes, achando que estas são para os outros. Aqui são como
barcos pesqueiros, no labor do dia, da jornada, na incumbência de trazer o pão
para casa no fim do dia, nas responsabilidades de um pai de família, naqueles
paizões zelosos, que nunca deixaram algo faltar dentro de casa, ou no zelo
materno, de manter a roupa limpa, no modo como uma pessoa, ao sair de casa e
morar sozinha, sofre um “choque térmico”, sentindo forte falta de tais zelos do
lar primordial, num processo de “desmame”, até a pessoa aprender a morar
sozinha. Aqui podemos ouvir o som do mar na orla, no olor sedutor de mar, na
sensação de libertação na beira da praia, na sensualidade do espaço vazio da
beira, uma página em branco na qual podemos escrever, no modo como a
sensualidade reside exatamente nos espaços vazios, pois estes são úteis aos
usos do dia a dia, como uma mesa de centro numa sala, servindo para receber
coisas, objetos como um celular ou uma xícara de chá, na capacidade do homem de
Tao em ser útil ao Mundo, no poder da austeridade e da dignidade, num homem
nobre que conquistou o respeito das pessoas, como no Rei Pelé, um homem que se
manteve humilde até o últimos momentos
de vida, pois não é insuportável uma pessoa arrogante, que se acha perfeita?
Não é o Ser Humano um ser narcisista e prepotente? As velas aqui são brancas e
límpidas, assim como a água, como numa política francesa recentemente, nadando nas
águas do rio parisiense para mostrar que tal rio está apto a receber as provas
olímpicas de Paris, no ônus do progresso, como no cheiro de ovo podre do rio
paulistano do Tietê, mais uma das vastas provas de que a Terra tenta imitar o
Céu. Aqui remete ao gigantesco e imponente balneário de Camboriú, uma espécie
de Nova York à beiramar, com suas torres altas e arrogantes, elitistas, com as
luxuosas embarcações da água, num caminho de elitização, como nos altos preços
da cidade de Gramado, numa especulação imobiliária que faz aumentar o preço dos
aluguéis dos espaços comerciais da cidade serrana.
Acima, A última ceia. Aqui é o mágico momento
da missa, quando todos temos a mesma coisa no estômago, no lembrete de que
somos iguais perante Ele, na imortal nobreza que reside em cada um de nós, no
sangue estelar eterno, havendo na Terra a metáfora das famílias de realeza,
cuja nobreza serve para nos fazer entender que somos todos da mesma infinitude
imaterial, remetendo a uma dimensão acima, mais nobre, mais bela, onírica,
indestrutível. Jesus aqui, é claro, é o centro da cena, na iluminação do Filho
de Deus, fruto de Imaculada Conceição, a qual serve para nos fazer entender que
somos todos frutos de tal Imaculada Conceição, na poderosa imagem da Virgem,
pois as afinidades são totalmente mentais, espirituais, na metáfora do
Telefone, numa comunicação de pensamento para pensamento, sem influência da
Matéria, da paixão e do sofrimento. Um dos discípulos descansa a cabeça Nele,
num ato de Amor e rendição, curvando-se perante a perfeição do homem mais
notório da História da Humanidade. O vaso florido ao centro é a Vida, o poder
da Vida, no único caminho que existe, que é Tao, em nossos anjos da guarda
sempre nos levando pelo único caminho, na eterna inclinação humana em tomar
atalhos, ignorando a importância da fineza e da polidez, da verdade, do Amor,
num Ser Humano que acha que existe poder na grosseria, o que é um equívoco,
como nos finos esforços diplomáticos em nome da Paz e da concórdia, num homem
de Tao, que evita a guerra, nesta eterna paixão humana pela guerra, sendo a
guerra a responsável por deixar rastros de fome e destruição, como no júbilo de
terroristas ao ver queda das Torres Gêmeas, na alcunha do vilão Esqueleto: “O
senhor malévolo da destruição”. A mesa é branca e limpa, na limpeza e no
perfume do metafísico, como dizem que o médium Chico Xavier tinha um perfume
espiritual fascinante, delicioso, no poder das fragrâncias mundanas, as quais
giram em torno do que importa, que é a elevação moral, num Chico de humildade
indestrutível, dizendo-se um mero carteiro, num homem que foi muito, muito além
disso, trazendo alento principalmente a mães que perderam os filhos, na famosas
cartas psicografadas, num canal de comunicação entre Terra e Céu, na promessa
cristã do Reino dos Céus: Fulano não vai resolver os problemas do Mundo, mas
Fulano pode ser uma figura na qual o povo possa depositar esperanças. Aqui
temos um Jesus com um incrível poder magnético, carismático, unindo as pessoas,
como um Sol unindo um sistema solar, na capacidade de certas pessoas em unir as
pessoas, ao contrário do sociopata, o qual só quer desunir e destruir,
plantando a discórdia entre os seres humanos, como uma certa senhora sociopata,
a qual, no frigir dos ovos, é um animal que não sabe e nem quer saber viver em
sociedade, na sabedoria de que a Paz é maior do que a raiva. Aqui as palavras
de Jesus ecoam por milênios, até chegar ao ponto do césar romano se converter
ao Cristianismo, numa Roma a qual, no passado, perseguia e oprimia os primeiros
cristãos, na capacidade das ditaduras em oprimir e aterrorizar um povo: Quanto
mais Tao tenho, menos quero controlar as pessoas, na humildade de um líder em
se considerar um de seu povo, no caminho democrático de igualdade, no povo
elegendo os próprios líderes, em povos miseráveis como os chineses, impedindo
de eleger seu presidente. Aqui é o poder de um homem de Tao, unindo as pessoas,
num espírito que odeia as guerras e os desentendimentos, até chegar ao ponto da
pessoa ter pavor de mentir, sendo o Espírito da Verdade um dos entes
metafísicos que inspiraram Kardec na concepção da Doutrina Espírita, assim como
Santo Agostinho, na noção de que somos todos prisioneiros de um corpo carnal,
mas uma prisão que não é perpétua, na sobrevivência da mente à morte do corpo
físico, na questão de que temos que fazer algo de válido e produtivo de nossos
dias na Terra, ao contrário de atividade de prostituição, com pessoas que fazem
do Sexo um leilão, como na santa Maria Madalena, vislumbrando algo mais nobre
do que a prostituição, sem eu aqui querer ser moralista demais. A porta
arqueada ao fundo é a saída, a libertação, havendo na ressurreição de Jesus o
puro desencarne, Nele voltando ao lar primordial, na qual só há amigos.
Acima, Autorretrato
Acima, Janela para o parque. A janela é o
vislumbre de possibilidades, como no famoso espírito Patrícia desencarnando,
deparando-se com a vida metafísica, numa readaptação, encarando uma nova vida,
na perfeição do Plano Superior, o qual é amplamente imitado na complicada
dimensão que é a Terra. As flores são a beleza da Vida, na explosão libidinosa
primaveril, com ursos famintos acordando da hibernação, abocanhando salmões que
correm rio acima para a reprodução, nos ciclos da Vida, como girinos
ensandecidos num rio, numa memória de infância que tenho, com várias coloridas
flores de lantanas assediadas por borboletas ensandecidas, num sopro de frescor
como a Vênus primaveril de Botticelli, na revelação da mãe mar numa concha, com
o olor de mar, numa beleza revelada, como no descobrimento do famoso busto de
Nefertiti, na beleza egípcia de uma mulher que obteve muito poder num Egito de
homens, no qual o máximo que uma mulher podia almejar era ser líder do numeroso
harém do faraó, numa Nefertiti que governou o Egito entre a morte de seu marido
Aquenáton e a chegada do enteado dela, Tut, à maioridade. A cortina aqui é a
magia de uma revelação teatral, quando o diretor entra em nossas mentes e nos
traz para o enredo, na missão da Arte, que é penetrar em nossas mentes, como
grandes sucessos do Cinema, em comoções mundiais como Parque dos Dinossauros, fazendo de Spielberg tal deus sagrado de
Hollywood, nestes homens que se tornam extremamente respeitados, numa Hollywood
volúvel, como num Mel Gibson, o qual já ocupou o topo da cadeia alimentar
hollywoodiana com Coração Valente e
enterrou-se com um filme que culpou os judeus pela morte de Jesus – se você
quer obter sucesso em Hollywood, não mexa com os judeus! O jarro é a serventia,
num objeto útil no dia a dia, na capacidade de uma pessoa em ser tal vazio
útil, num homem de Tao, que se coloca para o Mundo, contribuindo para este, na
magia sedutora dos espaços vazios, como um armário vazio, que serve para guardar
as roupas, ao contrário da pessoa improdutiva, que em nada contribui para o
Mundo, pois na Vida é preciso ter três coisas: Trabalho, trabalho e trabalho,
mas não a um ponto exagerado de workaholic, numa pessoa que só trabalha e não
vive, pois até no Plano Superior as pausas são necessárias, no fato bíblico de
que Deus descansou no sétimo dia, ou seja, se até Ele descansou, tenho que
descansar também, como no laborioso colono italiano no RS, um colono que só não
trabalhava no domingo porque a religião e o padre não permitiam. Ao fundo vemos
uma floresta rica, como uma sala de estar ao ar livre, na magia de uma sala
limpa, perfumada, com finos cristais no teto, num anfitrião fino, que faz com
que nos sintamos à vontade, na imposição natural da hierarquia espiritual, a
qual é irresistível, ao ponto de eu fazer questão de obedecer ao meu irmão mais
depurado do que eu, ao contrário da Terra, na qual a hierarquia é imposta à
força, goela abaixo, nas rígidas hierarquias militares, plantando medo nos
subalternos, na existência das ditaduras, impostas à força, no imperfeito modo
humano, na estupidez das imposições, em irmão maltratando irmão, e isso não é
Tao, pois quando mais Tao e nobreza tenho, menos controle viso obter, no modo
como o povo pode perceber que o homem de Tao não é um estúpido grosseiro, pois o
homem que tem classe nunca se impõe à força, em homens nobres como Chico Xavier
humilde, modesto, agradável, acolhedor, sabendo que não é o centro do Universo,
ao contrário do sociopata, que se acha Deus – é um horror. A mesa aqui é o
depositório, como numa pessoa depositando esperanças em algo, em alguém, no
homem de Tao, no qual o povo deposita suas esperanças, num homem de Paz, imune
aos apelos sedutores do Anel do Poder, o qual corrompe homens bons. Nesta cena
podemos sentir a brisa deliciosa que entra pela janela, num hálito fresco de
libertação, no ato básico de se escovarem os dentes, havendo nos rituais de limpeza
e higiene a tentativa humana de se aproximar do Metafísico, o qual é
limpíssimo, sem uma única bactéria; sem um unido fiapo de pó.
Acima, Natureza morta. Nesta cena temos um
abandono, numa ausência, como um senhor que conheço, o qual é um pai um tanto
ausente, o qual em nada contribuiu para o pagamento das mensalidades das
faculdades de seus filhos, como no personagem de As Horas, numa mulher que fugiu das responsabilidades, abandonando
o filho para este ser criado por outrem, como na fuga de se tomar um calmante
para dormir, numa Barbra dizendo que, na maior parte do tempo, gosta de nada
fazer, em momentos de contemplação, fugindo dos estresses do Mundo, nessas
vidas frenética de compromissos e responsabilidades, nas sábias recomendações
de um professor que tive na minha faculdade: “Não se estresse demais!”, ao
contrário do neurótico, como nas patologias do genial Woody Allen, um gênio que
construiu um estilo próprio, num homem que já disse em entrevista: Vai
desencarnar e deixar tudo, tudo para atrás, inclusive a carreira mundana, nos
versos de uma canção jazzística: “Ninguém se importa comigo. Estou feliz como
posso ser. Aprendi a amar e viver. Talvez o Diabo pode se importar!”. Nesta
cena temos uma discrição e uma sisudez, pois não se trata de uma explosão
exuberante de cores, num quadro sério. A cadeira é o merecido repouso, como no
fim de uma jornada de trabalho, para pessoas pragmáticas, para as quais a noite
serve para se descansar para, no dia seguinte bem cedo, abraçar mais uma
jornada de trabalho, ao contrário das pessoas sensíveis, contemplando o céu
noturno e perguntando-se sobre os segredos do Universo. Aqui é uma mesa que já
foi usada, no fim de uma refeição, no modo como acontecia na minha casa quando
tínhamos empregada: Nós quatro, da minha família, fazíamos a refeição e, depois
de sairmos da mesa, a empregada fazia sozinha a refeição, indo contra o costume
de uma certa pessoa, a qual gosta que a empregada faça a refeição junto com o patrão
– tem gosto para tudo, remetendo a pessoas grosseiras, as quais tratam mal
pessoas mais pobres e humildes, como uma senhora que conheço, a qual, ao passar
pela zeladora de seu prédio, sequer olha para esta, muito menos dizendo um
mínimo “oi”, na ilusão das classes sociais, pois a hierarquia espiritual é
relativa ao apuro moral, nos mais verdadeiros regendo os menos. Uma das toalhas
da mesa parece cair como uma cascata, num acontecimento de coisas sucessivas,
como um processo em andamento, no curso natural das coisas, na sabedoria de que
tudo se resolve por si, havendo no perdão o caminho natural da Eternidade, pois
as brigas não são eternas, assim como o Umbral não é eterno, pois nossos irmãos
pouco depurados vão, naturalmente, crescer e adquirir tal apuro, fazendo do
Inferno uma mera casa de passagem, como num paciente internado numa clínica
psiquiátrica, na esperança de que depois da noite vem o dia, num banho de luz e
libertação, como no passe espírita, numa bênção de nosso irmão que nos ama. O
cálice de vinho está meio cheio, num controle e numa renúncia, remetendo à
canção majestosa e sutil de Chico Buarque, fazendo um jogo entre “cálice” e
“cale-se”, numa classe tal que a canção passou ilesa aos controles de censura
ditatorial, na vitória da virtude sobre a vulgaridade, como me disse uma
professora: “Os militares eram tão burros!”, assim como Trump, um homem com a
cabeça do tamanho de uma ervilha e, mesmo assim, tornando-se o homem mais poderoso
do planeta – sei lá, meu irmão. Vemos algum alimento remanescente num prato, na
noção taoista: Se depois de um desentendimento, feitas as pazes, sobrar alguma
amargura, nada pode ser feito a respeito. A cena aqui está desorganizada, em
pleno momento de uso, nas demandas do dia de uma dona de casa, como uma mulher
que conheço, a qual abandonou carreira par ser do lar, nas palavras de uma
amiga minha psicóloga: “É tão desinteressante uma pessoa que é só dona de
casa!”. A luz entra sutil na cena, talvez num Derain morando numa Paris
cinzenta, úmida.
Acima, O pintor e sua família. Ao fundo temos
uma discreta intervenção, numa pessoa misteriosa adentrando na cena, como numa
família que conheço, a qual tem uma sociopata inflitrada, uma louca que teve
uma concunhada, penetrando na mente desta para, assim, danificar tal família,
nessa capacidade do sociopata em manipular as pessoas, na recomendação quanto
ao doutor louco sociopata Hannibal Lecter – nunca dê a este informações
pessoais. Aqui há toda uma interação, com várias coisas acontecendo na cena,
com cada um fazendo alguma coisa, algo fora do real, pois o pintor precisa de
solidão dentro do atelier, num retiro, em saudáveis momentos de solidão, como
Deus descrito no filme Dogma:
Solitário, porém repleto de senso de humor. Vemos uma moça com um cachorrinho,
no mascote da casa, nas incumbências de se criar um bicho, em tarefas como
comprar ração, levar o cão para este fazer na rua suas necessidades básicas,
dar banhos semanais no cão etc., no modo como ter um bicho é trabalhoso e
oneroso – tenho que acordar para trabalhar, ganhar dinheiro e, assim, comprar
ração para o meu bicho, ou seja, uma vida sustentando um animal. Vemos um
furtivo gato preto, no símbolo do agouro e do azar, como no gato negro de Matrix, anunciando algo ruim, como
trovões anunciando uma tormenta, no modo humano em ver as forças da Natureza em
deuses, como Thor, o deus nórdico do trovão, cujo nome é alusivo ao barulho do
impiedoso raio de tempestade estourando, como poderosas marteladas. Vemos um
pavão, que é a beleza, como nos homens pavão galanteadores, os galãs, para o
quais é visceral ter boa aparência, em homens namoradores, populares entre o
mulherio, como um certo político homossexual, o qual deve ter sido eleito por
causa de uma votação massiva por parte do eleitorado feminino, no modo do homem
gay tem suas divas para admirar e cultuar. Vemos uma velha senhora lendo,
totalmente quieta no seu canto, sabendo do valor da discrição, como na figura
folclórica do Preto Velho, quietinho no seu canto, sábio em sua discrição, só
observando os egos ascendendo e descendendo, como numa mensagem de Natal
escrita por meu querido avô falecido Ibanez, dizendo que tantos e tantos egos
já subiram e desceram na História da Humanidade, e Jesus não, pois Jesus
permanece, num homem humilde que se revelou a maior mente de todos os tempos. A
senhora lendo é o retiro, numa vida discreta e pacata, como na vida pacata de
Meryl Streep, retirada em sua discrição, sabendo que a vida é boa quando é
simples, em momentos gostosos ao lar, como fazer uma caneca de chá ou café, nos
prazeres simples da Vida, os quais pouco ou nada custam financeiramente. Aqui
Derain retrata suas raízes, seu lar, convidando-nos a entrar. O pintor parece
pintar a receptáculo de frutas na mesa, na magia de um panetone com frutas
cristalizadas, num pão rico, em ocasiões especiais, no modo de um judeu, ao não
celebrar o Natal, admitir que é muito bela tal época do ano, nessa questão tão
básica que é o respeito às diferenças, mas num ser humano sempre ignorando tal
regra de convívio pacífico. Deran aqui está aprumado, engravatado, como se
estivesse num café elegante, numa roupa que não procede no momento de pintar,
pois qualquer artista pintor veste alguma proteção para trabalhar, como um
avental ou um guarda pó, ou uma roupa bem velha e surrada. Aqui talvez tenhamos
um Derain vaidoso, querendo ser retratado da forma mais garbosa possível. A
mesa é o momento da reunião familiar, com todos à mesa, desfrutando da mesma
comida, no momento da missa de comunhão, na igualdade, nos eternos esforços do
padre da missa ao nos chamar de irmãos, com todos esses príncipes filhos do
mesmo Rei, pois cada um de nós é extremamente único e especial, numa dimensão
acima da Terra, no poder do metafísico, que renega as vulgaridades do Físico. A
cena aqui tem um certo silêncio, numa sala silenciosa, como no silêncio
harmônico dentro de um atelier, no silêncio em que ouvimos o sutil farfalhar de
veludo. Aqui temos harmonia, numa vizinhança onde todos são amigos.
Referências
bibliográficas:
André Derain. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>.
Acesso em: 10 jul. 2024.
André Derain. Disponível em: <www.google.com>. Acesso
em: 10 jul. 2024.
André Derain. Disponível em: <www.pt.wikipedia.org>.
Acesso em: 10 jul. 2024.






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