terça-feira, 8 de outubro de 2024

Ares de Aron (Parte 4 de 7)

 

 

Nesta semana, a postagem está acontecendo com um dia de antecedência. Falo pela quarta vez sobre o artista italiano Aron Demetz. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Adad. Aqui temos um cerceamento, uma prisão, uma censura, no modo como foram duros os Anos de Chumbo para os artistas brasileiros, resultando em grandes artistas cuja sofisticação evidenciava a burrice dos censores, em hinos como Águas de Março: “É pau! É pedra! É o fim do caminho!”, no medo que os ditadores têm da liberdade de expressão, pois esta coloca em cheque um sistema opressor, nos termos da personagem Oráculo de Matrix: Homens poderosos querem poder, sempre poder, mais e mais poder, como já ouvi dizer que escritores blogueiros são inadmitidos na Coreia do Norte, tal o medo do ditador das cabeças pensantes de uma nação, num sistema em que o cidadão fica preso dentro da caverna, sem ver o Mundo com clareza, no poder do pensador, que é libertar as mentes, liberdade esta proibida em ditaduras, proibindo o cidadão de ver o Mundo lá fora, em ditaduras disfarçadas de democracias, como a Rússia, em um déspota que decide quais filmes podem ser exibidos em tal país, num cidadão que sequer tem o direito de escolher qual filme assistir, talvez num país em que o cidadão sequer tem o direito de pintar o cabelo de verde, se quiser, ao contrário do Brasil, no qual o cidadão pode pintar os cabelos da cor que quiser, num Brasil democrático, na intenção nobre das urnas eletrônicas, que é igualar ao máximo os cidadãos, não importando classe social, cor, sexo, credo etc. Aqui temos uma dor, em pregos fincados na cabeça, na coroa de espinhos de Jesus, como nos pregos do demônio de Hellraiser, do Cinema, num mundo infernal, num amor doente, possessivo, fixado, muito longe do amor saudável, que é o amor incondicional, leve e desapegado, na perspectiva de que somos todos irmãos, e de que teremos a Eternidade inteira para nos relacionarmos uns com os outros, resultando, assim, em tal amor leve, light, por assim dizer, no continuum de significado entre luz, luxo e leveza, ou seja, venha para a luz, meu irmão, pois só existe uma só família no Universo inteiro, a Grande Família Estelar, no sangue divino que corre em nossas veias, resultando numa cópia, que são as realezas mundanas, as quais são belas e ao mesmo tempo obtusas, na lei  de que homem é varão e mulher é fêmea, e tudo o que escapar disto é heresia inominável – é um horror. Aqui é uma situação espinhosa, numa pessoa que adquiriu problemas, num momento difícil da Vida, num auge depressivo, com sintomas cruéis, como a insônia, numa pessoa que tem se entupir de calmantes para descansar um pouco, sem atingir o sono profundo, como no método de tortura em campos de concentração, impedindo que as pessoas dormissem, nessa eterna e inabalável tendência humana para a crueldade, como queimar pessoas vivas em fogueiras, dizendo agir em nome de Jesus, mas fazendo coisas que Ele jamais faria, como nas guerras santas, espalhando a guerra e o sofrimento em nome de um homem que odiava as guerras, pois um homem de Tao jamais recomendará violência, como na hierarquia espiritual, na qual tudo gira em torno de apuro moral – os mais finos regem os menos, ao contrário das hierarquias humanas, nas quais os mais grossos prevalecem, indo contra o conceito cristão de irmandade. Aqui é uma cabeça decapitada, numa execução, no aconselhamento de Tao: Se num certo regime a pessoa é oficialmente condenada e executada, tem que ser por meio de um executor oficial dentro da lei, pois se você resolver fazer justiça com as próprias mãos, só vai sujar suas próprias mãos de sangue, nas palavras de um certo psiquiatra: “Nunca desperte a fera que existe em você!”. Aqui é a beleza das rosas cercadas por espinhos, prevenindo-se assim de insetos que podem devorar as flores, no modo encarnatório de que os espinhos são inevitáveis, só havendo diferença se me permito sofrer ou não por tais espinhos, na sabedoria popular de que rir é o melhor remédio, numa pessoa que ri das próprias dores, nessa coisa maravilhosa do Ser Humano que é o senso de humor. Aqui são os problemas do Mundo, como no Brasil, o qual é grande e belo, mas problemático, como na cidade do Rio, violenta, porém bela, no modo como a Vida deve ser, misturando doçura com amargor – é assim mesmo, havendo no Plano Superior o lugar onde tudo é belo, onde tudo é paz, na figura de esperança do Espírito Santo.

 


Acima, Carregando. Aqui é uma sustentação, como nas responsabilidades de um chefe de família, como um senhor que conheço, o qual tem que laborar de Sol a Sol para prover um nível de vida alto e privilegiado para a família, no modo como a idade vai nos trazendo responsabilidade, não cometendo as loucuras de outrora, no lado bom do envelhecimento, que é a sabedoria, numa pessoa aprendendo a viver, no modo como ninguém está no Mundo em vão, no sentido da Vida, que é o crescimento e depuração, no modo como vamos nos tornando pessoas melhores, mas finas, mais nobres, mais realistas, menos iludidas pelos tolos sinais auspiciosos, no caminho da dignidade, que traz respeito, como dos cidadãos se cumprimentando polidamente na Rua, numa relação de igual para igual, no modo como teremos a Eternidade para nos relacionarmos, no caminho natural do Amor Incondicional, leve, sem sobrecargas de afetos desmedidos e doentes, como um senhor que conheci, o qual nutria uma verdadeira fixação, precisando ir urgente a um centro espírita para passar por uma desobsessão, no ato de amor fraternal que é o passe espírita, ou a bênção de um padre. No meio da escultura aqui, temos um casulo, um ovo, um projeto, como alguém desenvolvendo uma ideia, pensando, como pensar em abrir um negócio, num sonho, numa ambição, como um garçom que conheci, o qual acabou abrindo seu próprio restaurante, no modo como todos temos o direito de sonhar, remetendo a uma divertida pessoa que conheci, a qual mandava à m... sua própria mãe quando esta dizia que aquela sonhava alto demais, uma pessoa que acabou tomando no cu, com o perdão do termo chulo, tendo que fechar as portas da empresa que abrira, no modo como a Vida trata de ensinar ao arrogante que a arrogância precede a queda, na lei universal de que quem não tem competência, não se estabelece, como uma pessoa que conheci, a qual sonhou alto na carreira de modelo, mas acabou se fodendo, com o perdão do termo chulo, pois achava-se perfeito e imune a erros, e não é bem assim, meu irmão. Aqui temos um zelo e um cuidado ao redor da peça central, como uma princesa, crescendo cercada de todos os zelos e proteções, no modo como a Sociedade trata de castrar a sexualidade feminina, num pai dizendo para si mesmo ao ver a filha nascer: “Esta vou guardar debaixo de sete chaves e entregar pura e casta ao marido na Igreja!”, ao contrário do menino, cuja sexualidade é amplamente encorajada, no pai dizendo: “Este vai comer todas!”, no modo como o indivíduo sequer saiu da barriga da mãe e já está sendo soterrado pelos preconceitos do Mundo. Aqui são como velas no velório, numa reunião social com um café bem forte, para mostrar que não se trata de festa, na ironia: Quando nascemos, nós choramos e o Mundo ri; quando morrermos, nós rimos e o Mundo chora! É o glorioso dia de soltura, algo ruim para o sociopata, o qual não quer ir embora do Mundo, na loucura de um presidiário que não quer sair da prisão, numa intensa identificação com os prazeres mundanos, como um senhor sociopata que conheci, o qual era obcecado com bons vinhos e boas roupas – um mundano, como uma certa pseudointelectual, a qual dizia que a Natureza é o princípio de tudo, e discordo: Tao é o princípio de tudo, num ente que está sempre fazendo e produzindo, dando-nos o exemplo de uma vida produtiva, de labor e digno suor, no poder imenso de Tao, aquele que sempre esteve aqui, algo incabível para a mente humana, a qual é limitada, no conceito espírita de que Deus é o infinito, a folha em branco na qual escreveremos para sempre, para todo o sempre. Aqui é como um séquito ao redor de uma princesa, cheia de aias e bajulações, no egocentrismo absolutista, no qual o regente se diz tudo, na máxima: “O Estado sou eu!”. Aqui são fatores sobre um só ponto, como vários cientistas trabalhando na mesma sonda espacial, em carreiras inteiras dedicadas a tal ato científico, na eterna curiosidade humana para se saber o que nos cerca no Cosmos, alimentando a imaginação de ufologistas, no icônico Mulder de Arquivo X, frente à cética Scully, no casamento entre razão e loucura.

 


Acima, Confessionário. Aqui é a questão horrorosa e escura do pecado, da culpa, quando os pecadinhos capitais são deliciosos e pertinentes, no modo como não me canso de dizer que grandes invenções nasceram da preguiça: Por que ficar horas cozinhando um alimento na panela convencional e posso fazê-lo por muito menos tempo numa panela de pressão? É como um inocente docinho, adoçando a Vida. É como ficar mais um pouco na cama. Nada de errado com isso. É no auxílio da Psicologia, tirando do paciente tal culpa em relação a prazeres, como num centro espírita, iluminando-nos para vermos a Vida de um modo mais claro, no Mito da Caverna, nas mentes das pessoas sendo libertadas de um sistema insano, como no sistema opressor de Matrix, no modo como podemos ser escravos do esquema capitalista, da sociedade de consumo, num ser humano que se torna um escravo, uma bateria alcalina a serviço de um sistema sem sentido, no caminho das ditaduras, procurando manter o cidadão sob controle: Quanto mais Tao tenho, menos controle desejo obter, fazendo do controle uma ilusão, em questões simples, como respeitar quem está abaixo de mim na hierarquia, em manifestos sociais tão contundentes como a telenovela Sinhá Moça, mostrando os horrores da escravatura, com escravos forçados a trabalhos árduos, sofridos, doloridos, seres humanos jogados numa senzala como cachorros num canil, em moldes sociais que ainda perduram no Brasil, com o pobre preto trabalhando para o rico branco, como nos moldes sociais baianos, nas favelas por todo o país, fazendo das classes sociais uma ilusão, pois somos todos iguais perante nosso Pai, o qual definitivamente não faz diferenças, no caminho da Eternidade, nas amizades leves, minimalistas, num amor desapegado, na perspectiva de que teremos a Eternidade para nos relacionarmos com tais entes, na noção taoista de que as coisas se resolvem por si, na Eternidade do Amor e do perdão, fazendo dos ressentimentos coisas que não são eternas, com o perdão sendo o caminho natural. Aqui nesta obra de Demetz, temos dois indivíduos interagindo e se conhecendo, como no início de um relacionamento amoroso, com um período de construção de intimidade, num processo que leva algum tempo, até chegar ao glorioso ponto de intimidade, com o sexo se tornando amor, num sexo manso, gostoso e com intimidade, na diferença entre fazer sexo e fazer amor. Aqui pode ser o artista olhando para si mesmo, como se aqui houvesse um espelho, numa reflexão, no processo da pessoa em se encontrar, no processo existencial, como na personagem Mulan, passando por um processo de identidade, indo à guerra para saber quem Mulan é, num artista buscando por si mesmo, nas palavras de uma famosa artista, dizendo querer saber quem ela é, na construção de uma carreira, no espírito de mambembe, como uma jovem Dercy Gonçalves fugindo de casa e juntando-se a uma trupe circense, num momento de ruptura com suas raízes, no espírito de vida nômade, por assim dizer, como nas drag queens de Priscila - A Rainha do Deserto, encontrando gente boa e gente não tão boa, num filme que fala sobre preconceito, contra o ódio natural do ser humano, pois, sinto em dizer, o ser humano é um ser odioso, aguerrido, não imaginando a vida sem inimigos, como um Putin procurando por inimigos, travando uma guerra desnecessária, como eu disse um dia a meu querido avô Ibanez: “Guerra já tem demais no Mundo, vô!”, num homem tão honesto e amoroso, um superpai que nunca deixou algo faltar em casa. O confessionário aqui é a presença da Igreja, como um amigo meu, o qual resolveu se tornar padre, no modo como cada um está no controle de sua própria vida, no desenvolvimento de emancipação e virilidade. O confessionário é a tradição, a qual tem que ser respeitada pelo rebelde.

 


Acima, sem título (1). Aqui os objetos colocados visam firmar uma sinergia, como ouvi de um primo meu em Gramado: “Em Gramado existe toda uma sinergia”, pois tudo combina com tudo na cidade turística gaúcha, com seus hotéis, lojas, cafés chocolaterias e parques temáticos, como no rico complexo de parques temáticos em Orlando, EUA, num país tão rico e pujante. À direita vemos um martelo, como num tubarão martelo, numa ferramenta símbolo de trabalho, como no martelo e na foice da bandeira soviética, na exaltação do trabalho, como na árdua vida do imigrante italiano no RS, com suas mãos calejadas pelo trabalho na roça, como no majestoso quadro do pintor Pedro Weingärtner mostrando um casal de colonos, num momento de pausa numa dura jornada de trabalho, na mulher vendo os próprios calos, em personagens fortes como Scarlet O’hara, que foi de menininha mimada a mulher forte, erguendo-se entre os horrores, a fome e a devastação da Guerra Civil Americana, nos rastros de fome e destruição que as guerras deixam, tudo em nome da ambição em torno do Anel do Poder, corrompendo homens, os quais sonham com mais e mais poder, como no vilão Esqueleto, espalhando terror, como um Napoleão, obrigando a família real portuguesa a se abrigar no então longínquo e selvagem Brasil, em homens nefastos, definitivamente inimigos da harmonia, pois um homem poderoso só quer uma coisa: Mais poder, numa sede insaciável, na eterna insatisfação da Sociedade de Consumo, quando nunca é o suficiente, como na fome insaciável de um buraco negro, do qual nem a luz escapa, nos mistérios do Cosmos, o qual, de tão vasto, é infinito, no conceito espírita de que Deus é tal infinito, na folha em branco a qual nunca cessará, no poder imensurável da Eternidade, na perspectiva de que jamais findaremos, neste grande presente que é a Vida Eterna, no poder que não acaba, pois não é absurda a noção de que jamais chegaremos a um fim? É na questão de que a Eternidade sobre a qual podemos falar não é a verdadeira Eternidade, pois se pudéssemos falar, não seria o infinito! Na parede vemos um quadro de textura, talvez algo corroído pela erosão, como as grandes pirâmides do Egito, gastas por milênios de erosão do deserto, sendo uma sombra do que foram em seu ápice, no modo como a Humanidade é assim mesmo, com impérios subindo e descendo, com potências, como o Egito, o qual foi um país rico e militarmente temido, sendo hoje um país pobre, virado num sítio arqueológico, numa sombra do que foi, como no Império Romano, sendo hoje Roma um mero sítio arqueológico, no auge do paganismo politeísta, na transgressão saudável que fez Jesus, o qual trouxe a ideia de que não há deuses, mas nosso irmãos depurados, perfeitos em apuro moral, indo até o esclarecimento da Revolução Científica, na noção de que as forças da Natureza não são deuses, mas fenômenos explicados pela Física, na transgressão herege do faraó Aquenáton, repudiando os deuses pagãos. Vemos aqui ao fundo uma estrutura com pregos cravados, como na dolorosa coroa de espinhos de Jesus, nas dores inevitáveis da existência, na opção se sofro por tais dores ou se rio de tais dores, fazendo do senso de humor uma glória na Humanidade, nas figuras de grandes palhaços como Jim Carey, um gênio cômico, zombando do fato de ser um ator ignorado pela Academia de Hollywood, na sabedoria de que rir é o melhor remédio, em grandes personagens como Mr. Bean, na capacidade do ser humano em rir de si mesmo, em atores geniais, como a talentosa Ilana Kaplan, numa peça teatral na qual tudo o que temos que fazer é sentar e rir! Mais no meio do quadro vemos um cupinzeiro, no instinto animal de um formigueiro ou de uma casinha de joão de barro, nas forças da Natureza, na pujante Natureza Africana, numa Terra tão rica em Vida, alimentando o artista, visto que o nervo da Arte é a Vida, como tambores imitando o ritmo de batidas cardíacas. É como uma vertiginosa Torre de Babel, como uma Caxias do Sul abrigando pessoas de muitos lugares do Mundo.

 


Acima, sem título (2). Aqui temos um desejo ardoroso, em algo que pulsa fundo na mente de uma pessoa, num bom momento de inspiração, numa determinação: Se quero muito, consigo, nas palavras de um certo médium espírita: “Tudo depende de você!”. Aqui é como um super herói com superpoderes, como no poder de atear fogo, com heróis que tanto conquistam as crianças, as quais sonham em crescer e adquirir tais poderes, como num gurizinho colecionando álbum de figurinhas de jogadores de Futebol, sonhando em um dia pisar no gramado e ser um herói nacional, num esporte tão brasileiro, com os meninos pobres de periferia mal tendo dinheiro para comprar um par de tênis para jogar, muitas vezes jogando com uma bola de trapos, como no menino pobre Chaves, tendo que se contentar com seus brinquedos pobres, longe do estilo de vida do privilegiado Quico, mimado por uma mãe superprotetora, como uma certa mãe que conheci, massageando o ego do filho, fazendo este que acreditar que o mesmo tornar-se-ia um super popstar, algo que não aconteceu, no modo como a Vida nos ensina duras lições de humildade, com esta mãe dizendo: “Meu filho não merece dez; meu filho merece onze!”. Aqui remete aos horrores da perseguição a protestantes, numa Europa então tensa, dividida pela corajosa Reforma Protestante, numa época em que nem a então superpoderosa Espanha ousava contradizer o Vaticano, num Catolicismo um tanto combalido hoje em dia no Brasil, perdendo tantos e tantos fiéis para a Igreja Universal, no modo como eu próprio já fui abordado na Rua recebendo um panfleto doutrinário, o qual descartei sequer o lendo, pois não gosto da ideia de eu não estar no controle de minha própria vida. Aqui é o tradicional churrasco de domingo, na hora de reunir a família no dia de descanso, pois até Deus descansou no sétimo dia, num recado para que a pessoa não seja workaholic, como posso observar numa sala comercial em frente ao prédio onde moro, com pessoas trabalhando madrugada adentro, inclusive em fins de semana, no modo como eu gostaria de dizer: Vá descansar, vá tirar uma folga, vá se divertir, vá passear, vá namorar! Como um senhor workaholic que conheci, o qual chegou ao ponto de ficar 48 horas ininterruptas trabalhando, algo que definitivamente não pode ser válido, interessante ou saudável, pois somos seres humanos, e temos que tirar uma folga, como um senhor caminhoneiro que conheci, o qual se drogava para ficar mais de 24 dirigindo, colocando em risco a própria vida, no modo como a pessoa tem que ter amor próprio, respeitando a si mesma, como outro senhor que conheci, o qual trabalhava mas não se submetia ao estilo de vida degradante workaholic, um senhor que acabou deslanchando na profissão, ou seja, com autorrespeito. Aqui é um momento de ira e fúria, no gostoso pecadinho da vingança, como mandar alguém “chupar uma manga”, ensinar uma lição a alguém, como por exemplo uma pessoa que nos subestimava, nas palavras do mestre Zagallo: “Vocês vão ter que em engolir!”, como na personagem de Julia Roberts em Uma Linda Mulher, vingando-se de mulheres esnobes e grosseiras, numa Cinderela pós moderna, numa Julia de tamanho carisma, uma das maiores de toda a História de Hollywood, na terra em que tanto se tantos sonhos se despedaçam todos os dias, numa selva com profissionais longevos como Tom Cruise, sobrevivendo desde os anos 1980, num instinto para conduzir uma carreira, instinto este que nenhum livro ou faculdade pode ensinar, num caminho autodidata, na noção taoista de que as pessoas precisam aprender por si mesmas, no modo como uma vida sem percalços não teria sentido, visto que o percalços vêm para ajudar e ensinar. Aqui é um momento de evidência, como uma Fernanda Montenegro indicada a um Oscar, tendo a humildade de se dizer uma fodida, com o perdão do termo chulo, uma coisa que Fernandona jamais foi, que é fodida. Aqui é um artista plástico ousado e corajoso, impactando o espectador, fazendo este sentir o calor da mente do artista, no papel de um artista em penetrar na mente das pessoas, como um bom diretor de Cinema.

 


Acima, sem título (3). Aqui é como as contemporâneas impressoras em 3D, em recursos de tecnologia. Mas é claro que aqui temos a mão de Demetz, na dedicação de um artista, com as mãos calejadas pelo labor, numa pessoa viril, por assim dizer, sem medo de trabalhar, ao contrário das pessoas improdutivas, as quais são desinteressantes, como um certo senhor herdeiro de uma coroa de realeza, um senhor que passou a vida sem fazer algo, achando-se sexy com sua ascendência de sangue azul, nas sábias palavras de DiCaprio: “Não pode faltar trabalho!”, nas palavras de minha avó querida Nelly Mascia, a qual, ao se aposentar como professora, passou a escrever poesia, dizendo: “Sem a poesia, o que faria eu desta tarde brumosa?”, fazendo menção aos dias de neblina serrana em Caxias do Sul, no modo como eu mesmo, neste momento em que redijo, vejo pela janela uma tarde brumosa, impossível de vermos algo em mais de trinta metros de distância. O homem aqui está inconsciente, dormindo, numa pessoa fazendo coisas a nível inconsciente, sem perceber o que faz, como uma pessoa provocante, excitando as pessoas, a nível instintivo, na capacidade de um popstar em arrastar mais de um milhão e meio de espectadores para as areias de Copacabana, mesmo se tratando de uma artista sem excelência vocal - é um mistério, numa popstar a qual, por outro lado, é uma bomba atômica de estilo e atitude, numa agressividade necessária para a pessoa se sobressair num terreno tão competitivo que é a Indústria Fonográfica Mundial. Aqui, provavelmente, temos uma madeira nobre, que resiste à passagem do tempo, como uma mesa de jantar que tenho, de madeira nobre, sem um único foco de cupim mesmo depois de muitas décadas de existência, no modo como os materiais nobres fazem metáfora com a eternidade do pensamento nobre, na imortalidade das amizades, as quais perduram para sempre, num eterno carinho e gratidão, uma pessoa com a qual teremos a Eternidade para nos relacionarmos, no caminho consequente do Amor Incondicional, levinho, minimalista e sutil, leve como uma pluma, sem obrigatoriedade, nas sábias palavras de Hebe Camargo: “Em amizade não pode haver cobrança!”, pois se é uma relação de cobrança como pagar por um produto, não é amizade, mas negócio, no modo como é necessário o apuro moral, sem querer enganar os outros, pois se engano, não amo, e Amor é tudo, como um senhor que me enganou, ou seja, perdi a confiança nele, um senhor que foi  míope, por assim dizer, faltando com o apuro moral para ganhar uns trocados em um conchavo com outro senhor de raso apuro moral – arrependam-se, irmãos, pois a Vida é mais do que dinheiro, no modo como não sei quem é mais triste, se é quem acha que pode comprar Amor ou quem acha que pode vender Amor, pois o melhor da Vida não se vende, como conheci certa vez um senhor que sustentava um prostituto, numa relação cínica, não sincera, pois nada, nada substitui o se jogar existencialmente nos braços de alguém, abrindo nossas tristezas, num ponto indescritível de intimidade, num amigo de verdade, para todo o sempre, ultrapassando o Desencarne, como Rose e Jack se reencontrando no Plano Metafísico, num filme que tanta comoção causou. Aqui é como o busto de Nefertiti, num pescoço sustentando uma cabeça, na rainha com uma pesada coroa, num Egito tão altivo e poderoso, na atemporalidade da condição humana, nos bustos de homens ilustres, homenageados em praça pública, como Ulysses Guimarães homenageado no Congresso em Brasília, nesses homens sérios, íntegros e honestos, merecendo o amor do povo, apesar de sociopatas, como um notório sociopata, um homem que conquista a admiração do povo por ser um homem com uma aparência acima de qualquer suspeita, em homens que querem só poder, no poder pelo poder, na molecagem de brincar com a cabeça das pessoas, num sociopata ardiloso, que sabe manipular, como um senhor neonazista que conheço, um sociopata de marca maior, com este senhor enaltecendo Hitler, pintando deste um quadro angelical, belo e apolíneo, na crueldade do Ser Humano.

 

Referências bibliográficas:

 

Aron Demetz. Disponível em: <www.artsy.net>. Acesso em: 4 set. 2024.

Exhibitions. Disponível em: <www.arondemetz.it>. Acesso em: 4 set. 2024.

Publications. Disponível em: <www.arondemetz.it>. Acesso em: 4 set. 2024.

Works. Disponível em: <www.arondemetz.it>. Acesso em: 4 set. 2024.

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