quarta-feira, 16 de outubro de 2024

Ares de Aron (Parte 5 de 7)

 

 

Falo pela quinta vez sobre o artista italiano Aron Demetz. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Adad 00. Aqui temos uma tentativa de escape, como um prisioneiro sonhando em se libertar da cruel prisão, com várias mãos querendo ser salvas, no momento da salvação no Desencarne, no termo SOS, que é, nas iniciais em Inglês, “Salve nossas almas”. Aqui remete ao um famoso cartão postal do Uruguai, na beira de uma praia, com dedos tentando sair da areia, como se fosse um gigante enterrado, numa tentativa de sucesso, de expressão, na busca dos artistas em ser compreendidos, na busca pelo renome, com tantos e tantos artistas ignorados por um Mundo, que pode ser tão fruo e cruel, com tantas almas frustradas, resultando na genial canção Boulevard of Broken Dreams, que fala sobre tal sensação de desalento, de se estar perdido num labirinto traiçoeiro, cheio de pistas falsas, como num ardiloso mistério de Agatha Christie, desafiando o leitor a adivinhar a elucidação do mistério, como nos formidáveis desenhos animados de Scooby Doo, com uma trupe de jovens elucidando mistérios, sempre colocando o criminoso atrás das grades, na austeridade dos super heróis reunidos na Sala da Justiça, como agentes aeroportuários encontrando drogas ilícitas escondidas em bagagens, prendendo os que tentam burlar o sistema, na terrível sensação de se ir preso, no modo como só damos valor à liberdade quando perdemos esta, em presídios tão dantescos como o Central de Porto Alegre, numa qualidade de vida péssima, com 100% dos detentos tendo verminose, num lugar conhecido por ser uma sucursal do Inferno, a dimensão dos que não entendem o Amor desapegado, leve, não obsessivo e não fixado, na maravilhosa perspectiva de que teremos a Eternidade para nos relacionarmos com tais entes queridos, no caminho do desapego, até chegar ao ponto da pessoa não ver sentido na Sociedade de Consumo, ficando imune aos apelos sedutores de tal sistema insano, como no insano e tirano sistema de Matrix, num indivíduo que é um prisioneiro e um escravo de tal sistema, na questão da libertação no Mito da Caverna, no sentido da pessoa em se libertar de tais auspícios, saindo da caverna e vendo o Mundo da forma mais clara possível, como no papel de um psicoterapeuta, que é nos mostrar o Mundo da forma mais clara , fria e racional possível, evitando os apelos traiçoeiros do coração, o qual sempre acaba nos enganando, na questão do peito blindado da Mulher Maravilha, forte ao ponto de repelir tiros de canhão, numa pessoa livre e imune a apelos supersticiosos. Aqui nesta obra de Demetz temos um quadro de verminose, com vermes se multiplicando num organismo, como uma cachorrinha que tive, a qual tive que medicar pelo bicho ter verminose, nas vicissitudes dos problemas de Saúde, havendo no Plano Superior tal plenitude saudável, absolutamente desprovida das doenças que temos na Terra, na libertação gloriosa, que é deixar para trás todas as merdas do Mundo, com o perdão do termo chulo, como um ente querido meu já falecido, deixando para trás todas porcarias relativas ao Mundo auspicioso do Poder Mundano. Aqui são como dedos cortados, na crueldade das guerras, com irmão mutilando irmão, no modo como o homem europeu tanto dizimou os povos pré colombianos e os povos indígenas, por todas as Américas, como nas ruas de Caxias do Sul, com miseráveis descendentes de indígenas, cujos antepassados foram outrora donos e senhores de tais terras, numa vida de mendicância, jogados nas calçadas frias de tal cidade, nesses enormes abismos sociais que existem entre nós. Aqui é como um naufrágio, com as pessoas tentando com todas as suas forças sobreviver, em naufrágios famosos como o do Titanic, fazendo com o infame iceberg uma metáfora dos percalços da Vida, os quais, em sua inevitabilidade, surgem para ajudar em nosso progresso como espíritos, no modo como não canso de dizer que uma vida sem percalços é uma vida sem sentido, fazendo do crescimento e da depuração os sentidos máximos da Vida, como espíritos chegando ao ponto de perfeição de Arcanjos, recebendo as ordens diretamente de Deus, que é o mistério infindável da Eternidade. Aqui é como uma areia movediça, poderosa, forte, como numa comoção varrendo um corpo social, no papel do filósofo em nos libertar da “caverna”.

 


Acima, Adad 01. O contraste entre o pé humano e a pata de frango é o duelo entre razão e animalidade, como nos bonequinhos de brinquedo da franquia He-Man, fabricada no Brasil pela marca Estrela, com dois tipos de boneco – o herói e o vilão, sendo que os pés dos heróis eram humanos; já, os dos vilões eram patas animalescas. É como numa cena de O Senhor dos Anéis – a Sociedade do Anel, com o hobbit Pippin se deparando com seu eu animalesco, como no instinto assassino, um espírito tosco, que realmente acha o Mal mais interessante do que o Bem, como um professor sociopata que tive, o qual dizia, claramente, gostar mais do Mal, fazendo do sociopata uma pessoa sem Inteligência Emocional, numa pessoa que só sabe, mas nada sente, numa miséria do Umbral, a dimensão dos que não veem além da Matéria. Aqui é como um pé cortado, decepado, como um médico cirurgião que conheci, o qual disse ter odiado fazer uma cirurgia para extirpar a perna de um jovem paciente, fazendo do áspero e do liso, do fácil e do difícil, faces do mesmo trabalho, sendo mentira que existem trabalhos que nos dão exclusivamente prazer, numa memória de infância minha, com a professora de pré escola ensinando o discernimento entre liso e áspero, entre masculino e feminino, nas forças opostas de Tao regendo o Universo, no básico discernimento taoista de que tudo traz em si a própria contradição, pois se digo que algo é belo, é porque conheço o oposto, que é feio, no modo como o Mal existe exatamente para vermos o Bem, como em desenhos animados de heróis versus vilões, para ensinar a criança de que o Bem sempre vence, fazendo com que a criancinha sociopata, ao ver tal reprovação social do Mal, constrói uma máscara, adquirindo vida dupla na vida adulta – é um horror. Ao fundo vemos pés estáveis, firmes, como uma pessoa séria, sedimentada e centrada, como um senhor que conheço, um homem sério, centrado no labor, trabalhando de Sol e Sol, mas um senhor um tanto grossão, por assim dizer, decepcionando a própria esposa, fazendo com que esta se desse conta de que casara com um homem pouco romântico, pouco sensível, na metáfora de Dona Flor e seus dois maridos, havendo nos dois homens  duas coisas que a mulher que ver no mesmo homem: O homem sério do dinheiro e o homem romântico do pênis. O chão aqui tem um aspecto pastoso, como areia molhada na orla, na deliciosa sensação de caminhar na beiramar e sentir os pés molhados pelas sensuais ondas que respiram indo e vindo, como modas, as vogues, como na Indústria da Moda, com mulheres elegantes, que amam roupas, como para certos popstars, para os quais é importante e profundamente visceral escolher o que vestir na hora de vir a público, fazendo do estilo uma excelente ferramenta de autoexpressão, numa pessoa criativa, como um rapaz que conheço, cheio de personalidade, não gostando muito que digam ao mesmo o que vestir, no caminho da personalidade, na questão de mandar o Mundo se foder, com o perdão do termo chulo, como um senhor que conheço, o qual mandou o Mundo se foder, largando o curso universitário de Medicina e ingressando no curso de Jornalismo, libertando-se das expectativas de outrem, como no personagem Neo de Matrix, libertando-se, sendo dono de si mesmo, na cultura liberal, quando o indivíduo nasce livre, dono de si, mas talvez escravo da Sociedade de Consumo, no contraste violento entre as Coreias, há tempos em guerra técnica, resultando num miserável déspota nortecoreano, daqueles líderes cruéis que pouquíssimo se importam com os flagelos e as dores de seu próprio povo, num Romanov deposto pelos comunistas, no insano assassinato da família real russa, executando inocentes crianças, nessa eterna capacidade cruel humana. Os pés aqui são a intimidade, no prazer de se caminhar na grama, ignorando os avisos de Não pise na grama, numa cena de Uma Linda Mulher, na moça tirando os sapatos sisudos do companheiro para este sentir tal prazer aos pés, numa redescoberta do Mundo. Aqui é glorioso momento de pés nus dentro da muvuca, gíria carioca para “lar”.

 


Acima, Adad 02. Aqui é uma bela assemblage de Aron, como um vinho assemblage, composto por uvas de diversas castas; como uma salada de frutas; como uma pizza quatro queijos. O menino nu é como o Davi de Michelangelo, na inocência da nudez, como no Éden antes da serpente da malícia, na misoginia do mito de Eva, a mulher que corrompeu o perfeito Adão, trazendo todas as misérias da Humanidade, como Suzana Werner, a então namorada de Ronaldo Fenômeno na Copa do Mundo de 1998, mulher que foi culpada pela desgraça da seleção, tendo Suzana prejudicado o perfeito e incorruptível atleta, nas palavras do astro Fábio Jr.: “Cansei de tentar entender as mulheres. As mulheres são loucas!”, como nos programas televisivos de debates no canal GNT, um só com homens e outro só com mulheres, sendo o dos homens mais apreciado e mais levado a sério, como nas seleções brasileiras de Futebol: Nos dias de jogos da seleção masculina, o Brasil para; já, nos dias de jogos da seleção feminina, o Brasil NÃO para, contra o feminismo de um clipe do astro Peter Gabriel, como um homem classificando a mulher ou como santa, ou como puta, no perdão do termo chulo, e a mulher manda o homem à merda, com o perdão do termo chulo, na mulher vestindo camiseta e jeans, na igualdade de gênero, como em Dom Pedro I, com uma esposa titular e uma amante, em cima de um muro infeliz de indecisão, no modo como a Vida exige que sejamos unos e dignos de respeito, no caminho da austeridade. Ao fundo vemos uma mulher calva, remetendo a uma mulher negra linda que vi em Nova York, totalmente careca, e linda, numa pureza, como no filme Minority Report, com uma mulher careca que fazia previsão de crimes, na ficção científica onde os crimes podiam ser previstos e, assim, evitados, em monstros longevos como Tom Cruise, sobrevivendo desde os anos 1980 nesta selva que é Hollywood, numa competitividade atroz, com um querendo devorar as tripas do outro, com muitos pretendentes para poucos papéis, num lugar onde tantos sonhos se despedaçam diariamente, nessa obsessão mundana por sucesso, na noção taoista de que o sucesso é um problema, pois, quando este vem, a pessoa precisa saber superar tal momento, num processo difícil, pois o desejo humano é estar num eterno orgasmo, como nossa amiga Madonna, tentado até hoje sobreviver ao Grammy que ganhou nos anos 1990, e os exemplos são vastos, no modo como um Oscar é uma bênção e uma maldição. A fundo na foto vemos algo como um casulo, numa revelação estelar, na lagarta que hiberna e se liberta na beleza de uma borboleta colorida, numa pessoa se tornando algo, adquirindo certo poder, no modo como o Mundo dá voltas, e não podemos subestimar as pessoas, como um certo crítico brasileiro de Cinema, já falecido, o qual se viu obrigado a engolir uma certa atriz, mesmo não morrendo de amores pela mesma, no delicioso pecadinho da Ira, da vingança, na gíria de mandar alguém “chupar uma manga”, numa vingança que traz senso de justiça, na delícia dos pecadinhos capitais, indo contra este veto das culpas católicas, naquele tom escuro e proibido do pecado, ao contrário de Niemeyer na concepção da Catedral de Brasília, um templo ensolarado, iluminado por luz natural, numa libertação, nas asas de liberdade dos anjos, os espíritos desencarnados felizes, operantes, trabalhando, fazendo do Céu a dimensão na qual a pessoa observa a necessidade de seguir trabalhando, no glorioso sétimo dia de descanso, visto que até Ele descansou. Mais ao fundo vemos uma árvore precária, frágil, como uma pessoa que precisa vestir uma certa armadura, sabendo dizer “não”, impedindo que o Mundo mande na vida da pessoa, no sentido de que é importante que mostremos ao Mundo o dedo do meio, na questão da pessoa adquirir o controle sobre sua própria vida, numa deliciosa sensação de libertação, como eu ainda criancinha, perdendo o medo de me libertar na água da piscina. Mais à direita, vemos um homem com algo como uma gravata, que é o siso e a responsabilidade de prover um lar.

 


Acima, sem título (1). Ao fundo algo rubro, como fogo ardente, como num desejo ardente na alma, como ouvi de um pregador na Rua: “Deus ajuda, mas a pessoa tem que ter vontade!”. O quadro é como algo corroído, num trabalho de erosão, como nas grandes pirâmides do Egito, vítimas de erosão por milênios no clima desértico, na inevitável passagem do tempo, no caminho natural do envelhecimento, nas palavras de Barbra: “É impressionante como no Showbusiness a pessoa envelhece publicamente!”, na diferença entre duas divas – Deneuve e Bardot: Aquela se tornou uma senhora linda; já, esta se tornou uma bruxa, no modo como a beleza verdadeira vem de dentro, e resiste à passagem do tempo, como em minha visita ao majestoso museu novaiorquino Met, sendo eu saudado por uma senhora idosa tão linda, num museu que traz ares de Jackie O., a eterna primeira dama que tanto se envolveu com Arte, fazendo desta uma das maiores provas do fineza e da sofisticação, na missão da Arte em se inspirar na Vida, nos mistérios da Vida, pois o que faz o coração bater? Na foto aqui, vemos à esquerda algo como um corpo caído, como um morador de Rua, jogado numa calçada miserável, uma pessoa que se colocou nesta situação, no desejo de fugir da Vida e de esconder da lida, da labuta, nas sábias palavras de minha falecida avó Nelly: “A Vida é luta renhida!”. Aqui é como algo que ruiu e veio ao chão, como no desmoronamento de uma gigantesca máquina no filme Contato, numa cientista que tem uma experiência metafísica, saudada por seu pai já falecido, numa praia deliciosa, de águas calmas e doces, num lugar de temperatura tão ideal e amena, na promessa de descanso aos que tanto labutaram na Terra, no caminho natural do Desencarne, que é, antes de tudo, repousar longamente para, depois, arrumar um emprego, num lugar maravilhoso, no qual não há desemprego, com trabalhos para todos, e trabalhos bons, que exigem da cabeça da pessoa, algo diferente de trabalhos subservientes, no desperdício de uma pessoa inteligente fazer trabalhos subservientes, como uma pessoa inteligentíssima que conheço, uma pessoa que largou a faculdade, sem fechar o ciclo, ou seja, uma transa sem orgasmo, no modo como eu mesmo já subestimei a importância de fechar um ciclo, largando a faculdade, dando-me conta depois de meu erro, voltando atrás e reingressando na faculdade, partindo em busca do tempo perdido, enchendo meus pais de orgulho, em quatro anos muito gratos de minha vida, fazendo amigos entre professores e colegas; fazendo trabalhos que encheram de prazer, num grande crescimento, no modo como um bom aluno dá sentido a uma carreira docente. O homem caído aqui parece cuspir ou vomitar algo, num libertador momento catártico, numa limpeza da alma, na libertação de tal vômito, num momento de renovação na vida da pessoa, pois uma grande psicoterapeuta me ensinou que as crises são positivas, pois, quando a crise vem, ela assinala tal momento de vida nova, numa renovação, tal qual uma cobra trocando de pele ou uma pessoa entrando embaixo de uma ducha para tomar um bom banho renovador, com muito sabonete e xampu, nas palavras da diva Fernandona: “Meu tratamento de beleza é sabonete e pasta de dente!”, no modo como o espírito desencarnado, no Céu, está sempre limpo e perfumado, num lugar onde não há uma única bactéria, em cidades limpas e bem administradas, fazendo com que as tragédia naturais na Terra mostrem que é a Terra quem tenta imitar o Céu. Na porção direita da foto, um homem impositivo, no princípio patriarcal de tal gênero, numa sociedade que tanto tolhe a liberdade feminina, na questão polêmica do Aborto: A mulher é ou não é dona e senhora de seu próprio corpo? O homem aqui tem um suporte, uma base de sustentação, como uma carta de referência, como uma pessoa com uma longa carreira, como um político, num homem com estrada e história, galgando os caminhos etéreos da Eternidade, na construção da Grande Carreira Espiritual, na qual qualquer trabalho é levado em conta, mesmo o humilde trabalho de gari.

 


Acima, sem título (2). Aqui temos uma dualidade, talvez na hierarquia num pódio, talvez na luta do Bem contra o Mal, em desenhos animados como o dos Superamigos, ensinando à criança a diferença entre tais polos: Entre o super heróis, quando um destes fica em apuros, os amigos o ajudam; já, no Mal, quando um vilão fica em apuros, os outros bandidos não o ajudam. Então, a criancinha sociopata, ao ver que a Sociedade deplora o Mal, veste uma máscara, levando vida dupla, como um lobo disfarçado de cordeiro, como no filmão Fargo, num homem que forja o sequestro da própria esposa, levando vida dupla, dando-se mal no final, preso, talvez condenado a prisão perpétua, num filme baseado em fatos reais, no modo como o Bem acaba triunfando, pois as mentiras não são eternas, nas sábias palavras de senhora minha mãe: “A mentira tem pernas curtas!”. Aqui são esses corpos nus de Aron Demetz, como manequins em lojas, fazendo metáfora com o corpo do desencarnado, livre de absolutamente todas as doenças possíveis e imagináveis, sem sexualidade, só com a mente, só com o psicológico, como conversar com uma pessoa ao telefone, num amor puramente espiritual, como um casal que se separa ao morrer, pois o casamento é uma conveniência mundana, nas palavras do padre no casório: “Até que a morte os separe!”, na ironia de que os vínculos de família não se desfazem com o Desencarne, nas famílias que seguem íntegras, unidas, como na família do senhor meu cunhado na Bahia, já falecido, com uma família unida, que se reúne e faz brincadeiras, com um amigo secreto na véspera de Natal, remetendo-me aos Natais que passei com meus avós em Porto Alegre, na magia de abrir os pacotes de presentes, no gesto que é dar um presente, como uma senhora da qual nunca me esquecerei, a qual me deu um presente sem pedir algo em troca, num gesto de carinho e fraternidade, naquelas pessoas às quais seremos ternamente e eternamente gratos, no caminho da Eternidade, que é a imortalidade do Amor Incondicional, que é um Amor leve, desapegado, sutil, desprendido, ao contrário do amor doente, fixado, possessivo e obsessivo, desinteressante, pois tal amor doente não tem lógica, pois somos todos irmãos, iguais perante Tao, e teremos toda a Eternidade para nos relacionarmos uns com os outros, resultando, então no Amor light, leve, limpo, impecável, fino, saudável. A mulher à direita remete ao filme de terror Carrie, a estranha, com uma moça irada, vingando-se de todos que a mal tratavam, no gostoso pecadinho da Ira, mandando uma penca de gente “chupar uma manga”, na delícia de se fazer isso com quem nos subestimava e menosprezava, como uma certa atriz, a qual teve que ser engolida por um certo crítico de Cinema, mesmo este crítico não morrer de amores por tal atriz, como na grande atriz Jennifer Connelly, quando li algum dia, na Internet, uma crítica amarga sobre a atriz no  filme cult Labirinto, um crítico cagando em cima da atriz, com o perdão do termo chulo, uma atriz a qual, tempos depois, ganhou nada menos do que um Oscar, este troféu cobiçadíssimo, com zilhões de atores que jamais serão indicados a tal prêmio – chupa essa manga! A imagem enegrecida é como a imagem de Nossa Senhora Aparecida, dando-nos o recado de que somos todos iguais, não importando a raça, nos horrores escravocratas, com irmão subjugando irmão, em Caim eternamente matando Abel, neste talento humano para com a desarmonia, subestimando profundamente a Paz, havendo no Plano Superior tal paz inabalável, um lugar onde ninguém quer subjugar ninguém, com cada um vivendo sua vida com significado, tesão e produtividade, na ironia de que o Céu só é glorioso para os que sabem que não pode faltar trabalho ou estudo, no caminho da Eternidade, num Tao que está sempre criando, dando-nos tal exemplo de produtividade, no merecido sétimo dia de descanso, no glorioso momento do happy hour, quando a sisudez do dia resulta num relaxante drinque.

 


Acima, sem título (3). A casinha é a proveniência, o lar seguro, como num experimento feito certa vez com um grupo de crianças: Estas foram colocadas dentro de uma casa sozinhas, com todas as liberdades, como hora de dormir e acordar, como brincadeiras intermitentes e alimentação liberada, com muitos doces, crianças as quais, nas primeiras 48 horas, amavam tais liberdades, mas depois desse período, as crianças começaram a chorar e querer voltar para casa, ou seja, no fundo a criança gosta de receber limites e deparar-se com regras, pois estas são a sensação de invólucro e lar, de casa, de proteção e de segurança, nas palavras de uma certa canção pop de uma mãe dizendo à filha: “Nunca se esqueça de onde você vem – do Amor”. Aqui é como na casinha do blockbuster Esqueceram de Mim, um sucesso tão esmagador, trazendo tal problema para o então astro mirim Macauly Culkin, um ator que até hoje, décadas depois, está tentando sobreviver a tal sucesso, num link aprisionador, na noção taoista de que o sucesso é um problema, pois é uma prisão, como num certo senhor, o qual obteve um problema ao ser indicado para um Oscar, no modo como as pessoas sonham, e alto, nesta sede mundana por poder, numa atriz de excelência como Meryl Streep, a qual declarou em entrevista que gosta de interpretar mulheres poderosas, como no seu Oscar por A Dama de Ferro, encarnando uma chefa célebre de estado, no lamentável episódio da Guerra das Malvinas, numa época pós II Guerra Mundial; numa época em que os horrores das guerras já deveriam ter cessado, com guerras intermitentes, num insano Putin travando uma guerra covarde e desnecessária, na sede de poder, num rei que nunca está feliz, sempre querendo anexar os reinos vizinhos, algo que não acontece no Plano Superior, o lugar onde não há ambições mundanas, na poderosa metáfora do Anel do Poder de Tolkien, no personagem Merovíngio de Matrix, sempre querendo mais e mais poder, num insano e psicopata Napoleão, decididamente subestimando o poder da Paz, esta Paz tão subestimada pelo Ser Humano, numa metáfora cromática que concebi: Num aguerrido Mundo de amarelos em pé de guerra terna contra azuis, seja verde, pois não resolverás os problemas do Mundo, mas poderás ser uma figura na qual o povo poderá depositar esperanças, na imagem de esperança de libertação do Espírito Santo, no glorioso dia de soltura, no sentido de fazermos algo de nobre e produtivo de nossos dias aqui na Terra, este lugar tão duro e tão cheio de desigualdades, em espíritos que decidem reencarnar num contexto duro e miserável para, assim, crescerem enormemente como espírito, pois a depuração e a evolução são o sentido de qualquer encarnação, nesta grande escola que é a Terra, nos versos de uma canção da diva Tina: “A vida é dura, mas é por uma razão!”, na sabedoria popular de que Deus não joga, mas fiscaliza. O homem em pé é o paladino defensor de um lar, como no instinto de um cachorro, afastando ladrões, como nos cães farejando drogas em aeroportos. O homem em pé é tal encargo, nas responsabilidades, como um senhor que conheço, o qual sente nas costas todas as responsabilidades de prover (muito bem provido) um lar com esposa e filhas, num homem que tem que trabalhar de Sol a Sol, nas responsabilidades de um pai em não deixar que algo falte dentro de casa. O pedestal aqui é a elevação, numa reflexão, num suporte, num homem que é uma rocha firme à qual a mulher pode se agarrar, num homem que dá a sensação de segurança, no modo como, neste mesmo homem, a mulher quer também um homem romântico, naquele sexo manso, gostoso e com intimidade. Esta casinha remete ao casarão de pedra que meu tataravô colono italiano Felice Veronese ergueu na zona rural do município de Flores da Cunha, na Serra Gaúcha, numa edificação que passou por uma maravilhosa reforma, tornando-se um ponto chic da cidade, no valor do trabalho e da dedicação, num homem entalhado nas durezas da Vida; um homem do qual tenho pleno orgulho e respeito. O homem aqui faz as honras da casa enquanto a mulher prepara o café, nas conveniências de matrimônio – nós nos unimos e cada um faz uma parte do trabalho.

 

Referências bibliográficas:

 

Aron Demetz. Disponível em: <www.artsy.net>. Acesso em: 4 set. 2024.

Exhibitions. Disponível em: <www.arondemetz.it>. Acesso em: 4 set. 2024.

Publications. Disponível em: <www.arondemetz.it>. Acesso em: 4 set. 2024.

Works. Disponível em: <www.arondemetz.it>. Acesso em: 4 set. 2024.

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