quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Ares de Aron (Parte 6 de 7)

 

 

Falo pela sexta vez sobre o artista italiano Aron Demetz. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Adad 03. Aqui temos algo bruto, cru, por assim dizer, como nos traços “selvagens” de Frida Kahlo, longe das técnicas renascentistas tradicionais, na maravilhosa transgressão da Arte Moderna, resultando em museus tão lindos como o novaiorquino MOMA, numa cidade que tanto transpira Arte, no modo como já li que o melhor de NY é grátis ou custa poucos dólares. Aqui é como algo inacabado, como uma obra inacabada, como uma pessoa que abandona os estudos, subestimando, assim, a importância de se fechar um ciclo, no modo como são tristes as histórias de vida de pessoas que não fecham o ciclo, como uma transa sem orgasmo, como um senhor que conheci, o qual desvirtuou sua própria vida, largando os estudos e mergulhando numa vidinha vazia e desinteressante, numa pessoa que se acha sexy demais para arregaçar as mangas e fazer algum trabalho, como o herdeiro da coroa imperial brasileira, “deitado eternamente em berço esplêndido”, em vidas ociosas e vazias como a do famoso bon vivant Chiquinho Scarpa, na sabedoria do mago Gandalf de Tolkien: Tudo reside no que resolvemos fazer de nossos dias aqui na Terra, numa vida farta, rica, cheia de labor, na palestra de uma certa médium espírita, dizendo que Deus quer nos ver lutando, trabalhando, na ironia de que, quando a pessoa desencarna, esta sente a necessidade de seguir trabalhando em algo, no caminho da Eternidade, no modo com Tao está sempre criando, mas não como um workaholic que não respeita a si mesmo, no fato bíblico de que Ele repousou no sétimo dia, como um senhor que conheci, o qual trabalhava, mas não era workaholic, um homem que se dava ao respeito, acabando por deslanchar na carreira, no modo como o Mundo não vai abonar você por você ser workaholic, numa lição que aprendi, quando eu próprio tive uma fase workaholic em minha vida. O pedestal aqui é doloroso, cheio de espinhos, como no demônio Pinhead da franquia de terror Hellraiser, cheio de pregos na cabeça. É como num momento difícil de crise na vida de uma pessoa, num momento doloroso, complicado, numa pessoa em crise, sem identidade, sem saber qual é o seu lugar no Mundo, como um amigo meu, o qual se tornou padre para tal homem saber qual é o seu lugar no Mundo, e cabe a mim respeitar as escolhas de outrem, no modo como as pessoas são tão diferentes umas das outras, no caminho da individualidade, num Pai que faz o filho de forma única, no fato de que cada um de nós é completamente especial, e ninguém é pequeno demais para desmerecer a integral atenção de Tao, a Mãe que sempre prospera, na imagem poderosa da Nossa Senhora, a imagem para nos fazer entender de que nada é perdido, e de que tudo conta, na mente sobrevivendo à morte do corpo físico, remetendo a um vídeo de outrora, quando um pregador de alguma igreja insultou a imagem de Nossa Senhora, agredindo esta, na sabedoria de Osho de que o rebelde, antes de tudo, tem que respeitar a tradição, na noção taoista de que tenho que me curvar se quiser reinar. O homem aqui parece engessado, num bloco só, nas brutais ocultações de cadáveres na Ditadura Militar Brasileira, cimentando cadáveres e jogando-os no mar, nesta eterna capacidade humana em ser o mais cruel e brutal possível, pessoas que não têm o discernimento de que grosso é fraco e de que fino é forte, no modo como a hierarquia espiritual gira em torno de apuro moral, classe e polidez – os finos regem os grossos, ao contrário da hierarquia militar, a qual é exatamente o oposto, impondo as coisas pela brutalidade, em déspotas como Putin, travando uma insana guerra sem sentido. Aqui é como um faquir, na imagem da cama de pregos, nos espinhos de roseiras, na mescla encarnatória entre beleza e dor, havendo no Plano Superior a ausência de tais espinhos, de tais dores, no modo como a encarnação dói em cada um de nós, e a diferença reside se sofro ou não por tal dor, na capacidade da pessoa de rir de seus próprios problemas e de rir da Vida, na sabedoria popular de que rir é o melhor remédio. O homem aqui parece ter virado pedra ao olhar para a feiúra do monstro Medusa, este mito misógino que monstrualiza a mulher, culpando Eva por todos os flagelos do Ser Humano.

 


Acima, Adad 04. As mãos múltiplas são um amparo, como num trabalho em equipe, numa cooperação, como numa cooperativa, num sharing, que é o compartilhamento dos méritos, no modo como o Esporte ensina a pessoa a trabalhar em equipe, remetendo a um engraçado momento de minha faculdade nos anos 2000, quando eu assumi toda a autoria do trabalho em grupo, negando-me a trabalhar em equipe, como numa pessoa que não gosta de interferências, como no artista renascentista, assumindo toda a autoria, no palco que foi Florença, uma cidade cheia de aspirantes a astros da Renascença, numa brutal competitividade, como em rivais tentando desbancar da Vinci, o qual, em sua classe e genialidade, atraía muita inveja, na capacidade de uma pessoa em saber sair de cena no momento certo, sabendo da inveja que poderia atrair. Aqui é como um pai cuidando do filho, ou como um mentor apadrinhando alguém, como uma certa atriz certa vez decidiu me apadrinhar, numa intenção tão nobre, na intenção de ajudar os outros, numa pessoa que observa que precisa de alguma ajuda, como na ajuda que a Fada Madrinha deu a Cinderela, num papel coadjuvante decisivo na trama, no caminho da humildade de admitir que se precisa de alguma ajuda, remetendo a um certo cantor americano, o qual embarcou em uma de Ego, do tipo “Sou perfeito, autossuficiente e de ninguém preciso”, um artista que acabou perecendo e sumindo no decorrer do caminho, afundando em sua própria presunção e arrogância, no modo como, para certas pessoas, uma ínfima gota de sucesso já é capaz de fazer que tudo suba à cabeça, pois se você quiser conhecer alguém, de a este um pouco de sucesso, no egocentrismo de “Não nasci para esperar; nasci para ser esperado”, como um artista que pisa deliberadamente atrasado no palco, desrespeitando o espectador que chegou ali pontualmente para ver o espetáculo, com tantos e tantos egos que ascendem e descendem todo os dias, numa fogueira de vaidades, numa pessoa sem papo, desinteressante, que só sabe falar de si mesma, como uma certa estrela brasileira, eternamente dando uma entrevista, só sabendo falar de si mesma: Eu, eu e eu – é o hino do egoísmo. Aqui são como os múltiplos braços de divindades hindus, como um super herói, com superforça, nos heróis que conquistam as crianças, no menininho sonhando em crescer, ficar forte e ser jogador de Futebol, nos sonhos de infância, na maravilha que é a inocência da criança, um espírito que há pouco tempo reencarnou, trazendo um residual da pureza do Plano Superior, numa época da Vida em que não há os interesses, em amizades puras, sem interesse, na noção cristã de que o Reino dos Céus é das criancinhas, no caminho de amor de Jesus, o espírito que veio ao Mundo para nos ensinar de que somos iguais perante Tao, o Pai que nos fez com perfeição. Aqui, o corpo pequeno parece estar carbonizado, como nas cruéis execuções de Mary Tudor, queimando pessoas vivas em fogueira, num estado de terror, assustando o cidadão comum, nas atrocidades que o Homem é capaz de fazer dizendo agir em nome de Jesus, fazendo coisas que Ele jamais faria, no modo como nem a suprema passagem de Jesus pela Terra foi capaz de resolver os problemas do Mundo: Num aguerrido Mundo de amarelos em pé de guerra com azuis, veja verde, pois não resolverás os problemas do Mundo, mas poderás ser uma figura na qual o povo possa depositar esperanças, na esperança de que um Mundo de Paz nos espera após o Desencarne, um plano de apuro moral, onde ninguém quer enganar ninguém, no poder da Paz, algo tão subestimando pelo Ser Humano, sempre com raiva, sempre sofrendo – é um horror. Aqui temos um zelo, um aconselhamento e uma condução, no trabalho do psicoterapeuta em nos mostrar a Vida do modo mais claro e saudável possível, numa visão realista, fresquinha, por assim dizer, no caminho da Eternidade, na perspectiva de que teremos todo o tempo para nos relacionarmos com os entes queridos, ao contrário do amor fixado, possessivo e doente, desesperado, numa dependência que definitivamente foge do Amor desapegado, incondicional e leve.

 


Acima, Adad 05. Aqui é um sono, um estado de inconsciência, como no videoclipe surrealista de Madonna, o Bedtime Story, cheio de misteriosos símbolos oníricos, na noção de que os sonhos são partes de nossos selfs com tais partes projetadas, com a função de nos dar mensagens existenciais, no modo como tudo em meu sonho é um “pedaço” de mim mesmo, no trabalho em consultório psicológico paras desvendar tias signos. Aqui é como uma erosão e uma degradação, na danação da matéria, como produtos com prazo de validade, remetendo aos apegos de acumuladores compulsivos, os quais se negam a descartar uma embalagem de leite longa vida que está há anos vencida, repleta de bactérias venenosas, num apego pelo material, pelo tangível, no modo como somos vítimas da Sociedade de Consumo, pois somos escravos de um sistema insano, no qual tenho que trabalhar feito “louco” para produzir capital e, assim, adquirir bens cobiçados de consumo, no Mito da Caverna, quando somos prisioneiros, no papel do filósofo de abrir nossos olhos e nos libertar de tal caverna auspiciosa, como no sistema de Matrix, aprisionando o indivíduo num consumismo sem sentido, pois a Vida é boa quando é simples, na noção de da Vinci de que a simplicidade é o mais elevado grau de sofisticação, no caminho da limpeza, do essencial, na limpeza minimalista da Eternidade, neste presente poderosíssimo, que é o indicativo do poder imenso de Deus, o qual sempre esteve aqui e sempre estará, algo muito, muito além da compreensão humana, na incapacidade do sociopata em ver além no Plano Material, num espírito mundano, de raso apuro moral, sempre querendo obter vantagens sobre seus irmãos de caminhada – é um horror. Neste descascamento, vemos uma revelação, como uma pessoa se revelando por dentro, como na arrepiante e apolínea estreia da inglesa Susan Boyle num reality show, uma mulher a qual, pouco atraente por fora, revela dentro de si mesma um tesouro belíssimo, numa voz avassaladora, numa experiência arrebatadora, mostrando que fora subestimada por simplesmente não ser uma mulher muito bela por fora, pois de que adianta uma pessoa bela que não tem competência para algo produtivo? Não diz a sabedoria popular de que beleza não põe à mesa? Aqui é como um bandido de telenovela sendo desmascarado, revelado em sua pequenez moral, no modo como chega um ponto em que o sociopata quer ser reconhecido como tal, numa máscara que cai, causando decepção nas pessoas, num espírito que se revela de tosco apuro moral, subestimando o poder da verdade, a qual é eterna, frente à mentira, a qual tem “prazo de validade”, no caminho natural do perdão, vendo que as desavenças não são eternas, na noção taoista de que as coisas se resolvem por si, e se resta ainda na Terra alguma amargura, o que pode ser feito? O pescoço aqui é a força e o sustentáculo, nas decapitações de condenados, num espetáculo horrendo, de pouca beleza, em pessoas que terminam a vida de tal modo, na sobrevivência do espírito, dando a volta por cima a todos perdoando, como num filme em que a rainha escocesa Mary Stuart, a qual, segundo antes de ser decapitada, disse ao executor: “Perdoo você com todo o meu coração!”, como na oração da Ave Maria, com a pessoa pedindo à Santíssima que rogue por aquela no momento da morte, no modo como a morte faz parte da Vida, como grandes pessoas com funerais tão opulentos e grandiosos, como no funeral de Diana, com as pessoas jogando inúmeras flores sobre o caixão em cortejo pelas ruas de Londres, na morte de uma figura na qual o povo depositava esperanças, nessas pessoas que nos trazem acalento e esperança, em píncaros de popularidade, numa Inglaterra em que ninguém pode ser mais do que realeza, numa Diana que, apesar de ter perdido o título oficial de Alteza, seguiu soberana nos corações do povo. Aqui é como um peeling dermatológico, num trabalho de renovação, nas “loucuras” que as mulheres são capazes de fazer em nome da beleza

 


Acima, Adad 06. Aqui temos uma tentativa de libertação, na canção de Freddy Mercury, I want to break free, ou seja, Quero me libertar, na tragédia na vida de tal artista, contraindo AIDS, numa geração que foi surpreendida pelo vírus letal, ao contrário da minha geração, que foi criança nos anos 1980, já chegando na maturidade sexual alertada sobre a importância de se usar camisinha, remetendo a um professor irresponsável que tive, uma pessoa que disse que a AIDS é uma piada e que podemos transar loucamente por aí sem nos protegermos, como na irresponsabilidade de um certo chefe de estado, que veio a público falar contra essa coisa importante que é a vacina contra a Covid, numa pessoa que disse a enorme bobagem que tal vacina transmitia AIDS, o que é uma mentira, sinto em dizer, no modo como eu não me envolvo com política, numa neutralidade, não me importando quem foi, quem é ou quem será. Aqui é como um casulo, na lagarta virando borboleta, numa revelação ao Mundo, como num popstar sendo revelado, no boom de uma Lady Gaga, uma artista a qual, além de ter uma voz muito boa, tem uma atitude transgressora monumental, sabendo que, se a pessoa quer se sobressair, tem que ter muita, muita atitude, na capacidade de um artista em atrair um milhão em meio de pessoas para as areais de Copacabana, nas palavras de um certo terapeuta: Tens que ter agressividade, pois vives num Mundo competitivo! Aqui, da escuridão nasce a luz, no negro gerando o branco, nos deliciosos jogos de contraste do grande mestre MC Escher, um mago, um gênio, um artista sobre o qual já falei no Blog desde 2015 por Gonçalo Mascia – é só ir lá para ver. Aqui é como o ovo do terrível alienígena da franquia Alien, numa ferocidade tenebrosa, num ser tão letal e perigoso, alimentando a imaginação humana sobre Vida fora da Terra, num mistério que perdura até hoje, no modo como a Humanidade está muito aquém de tais descobertas, mandando tímidas sondas para planetas do sistema solar, num Cosmos o qual, de tão vasto, é infinito, fazendo da Via Láctea uma era galaxiazinha numa sopa infindável de galáxias, no mistério: Por que o Cosmos é tão vasto? Qual a razão de tudo? Na noção espírita de que Deus é o infinito, num mistério infinito, no poder inconcebível da Eternidade, na assustadora perspectiva de que jamais findaremos, nesse presente que é o eterno, havendo no eterno a explicação lógica para tudo, pois nada teria sentido se a Vida acabasse com a morte do corpo físico, na incapacidade da Ciência de ver algo além da morte, crendo que a Vida acaba com a morte, o que não teria sentido, havendo em Tao a beleza fria e lógica dos números, na sabedoria lógica de que dois mais dois é quatro etc. Aqui temos um vazamento, como no infame site Wikileaks, vazando documentos confidenciais, em pessoas que se enroscaram com as autoridades, buscando refúgio para não serem presos, no modo como cada pessoa conduz a própria vida, pois cabe a mim respeitar tua escolha – a vida é tua, meu irmão! Nas palavras da chef Rita Lobo: “Você é livre, meu amor!”. Este rompimento é como uma transgressão, numa tentativa de inovar, revolucionar e quebrar barreiras, como no início dos anos 1980, rompendo definitivamente com os anos 1970, na sabedoria de que o novo sempre vem, e que a pessoa tem que se adaptar aos novos tempos, nas modas indo e vindo, modas volúveis, como ondas indo e vindo na beiramar, pois há algo melhor do que estar na moda, que é ser respeitado, pois o respeito é inoxidável, resistindo à passagem do tempo, em homens tão modestos e respeitados como Senna e Pelé, vivendo seus dias com humildade, merecendo todo o respeito que obtiveram, no homem de Tao, agindo sempre na luz, sempre na simplicidade, sempre na humildade: Não sou o centro do Universo! É na simplicidade de um homem que se manteve pés no chão, mesmo tendo se tornado poderoso, como numa cena do clássico Titanic, num certo senhor o qual, apesar de rico, manteve-se simples, como gostar de tomar um café do tipo mais simples e comum, na sabedoria de que a Vida é boa quando é simples.

 


Acima, Adad 07. Aqui é um ponto de rompimento, em algo ruindo, marcando épocas, como no infame 11 de setembro, o dia em que a Terra parou, no título do vilão Esqueleto: “O senhor malévolo da destruição”, nas sábias palavras desde grande homem que é Obama: “Você será lembrado pelo que construiu, e não pelo que destruiu!”, no modo como há espíritos equivocados, que se perdem na Vida, como um sociopata que conheço, o qual se perdeu na malícia, no mal, na má fé, pessoas com as quais não devemos nos relacionar, no modo como eu mesmo me sinto socialmente pressionado a me relacionar com pessoas as quais creio que sejam sociopatas, mas pessoas as quais só cumprimento brevemente, sem me enroscar, como uma pessoa que conheço, a qual tem um pai sociopata, sendo ela neutra, no pensamento: “É meu pai, quer eu queira, quer não!”. Aqui é como no sucesso Robocop, no cérebro de um homem que é transplantado para um corpo mecanizado de robô, fazendo metáfora com o pensamento racional, no espírito desencarnado, vivendo para sempre como uma máquina eterna racional, imune a dores ou sofrimentos, no caminho espírita da mortificação, num espírito desprovido de tolas expectativas, ficando imune aos insanos apelos da Sociedade de Consumo, no Mito da Caverna, da pessoa se libertando da caverna e vendo o Mundo da forma mais fria e clara possível, no trabalho do psicoterapeuta em nos mostrar o Mundo da forma mais fria possível, num papel de guia espiritual, guiando pessoas confusas, trazendo o mais possível de paz, havendo na mortificação a paz, na pessoa imune a tolos sinais auspiciosos, no papel do filósofo em nos libertar da “caverna”. Aqui é esta paixão de Demetz pelo corpo humano, em aulas de Anatomia, num Leo da Vinci tão precursor, tão à frente de seu próprio tempo, dissecando cadáveres, muito antes da Revolução Científica, nos avanços do pensamento racional, no ponto decisivo da Escrita, não mais fazendo com que as tradições fossem transmitidas oralmente de geração para geração, como nas tribos neolíticas amazônicas, sem o conceito da Escrita, em línguas mortas como o egípcio antigo, só sendo traduzido pela descoberta da famosa Pedra de Roseta, num Egito tão incessante em curiosidade científica, em mistérios sobre onde está a tumba da famosa Cleópatra, na incessante curiosidade humana, como no nome da sonda espacial Curiosity, ou seja, Curiosidade. Aqui é como um engessamento, num machucado, no modo como eu mesmo tive que ficar três semanas com o pé engessado após uma torção, exigindo de mim uma grande paciência, enclausurado e entediado dentro de casa, no modo como a Vida exige de nós tal paciência, como um casal longevo que conheço, ambos repletos de defeitos, tendo um que ter toda a paciência para aguentar os defeitos do outro, como um não fumante aturando um fumante, nas palavras de um certo senhor: “Estou até hoje casado com minha esposa porque ela aguenta meus defeitos!”, neste âmbito duro e difícil que são os relacionamentos amorosos, em clássicos tão cativantes como Harry e Sally, nesses filmes tão gostosos, cativantes, na formidável capacidade humana de rir de si mesmo, fazendo do senso de humor algo tão humano, havendo em Deus tal senso de humor, como uma mulher famosa disse que a gravidez e o parto são grandes piadas de Deus para com as mulheres! Aqui é como um esboço, um projeto, numa etapa inicial, na paciência do diretor Tim Burton, construindo pacientemente maquetes, ou fazendo o trabalhoso ofício de stopmotion, que são inúmeras fotografias para dar o efeito de movimento, nessas pessoas que tanto se envolvem com o labor, nas palavras da personagem Maria Callas interpretada pela deusa Marília Pêra, desdenhando dos que creem que o sucesso não exige dedicação da parte da pessoa que almeja tal sucesso. Aqui é como um quebrar de ovos, num rompimento, na metáfora popular de que não se faz omelete sem quebrarem os ovos, num sacrifício. Aqui é um retrato de decadência, como um certo senhor arrogante que foi prefeito, sendo “destronado”, no modo como a arrogância precede a queda.

 


Acima, Adad 08. Aqui é como um desfile de moda, na competência de uma modelo em desfilar como uma deusa, no modo como eu já ouvi dizer que o glamour da moda é bem superficial – eles fingem que são deuses e nós fingimos que acreditamos, neste hábito humano de “brincar” de ser espírito perfeitamente depurado, como nos ídolos hollywoodianos, deslumbrando-nos com tal glamour, na modéstia de uma Gisele, dizendo em entrevista: “Não sou isso tudo aí não!”, na capacidade humana em manter a humildade, sabendo instintivamente que quem se curva, governa, na noção taoista de que tenho antes me submeter para depois vencer, como uma pessoa entrando numa empresa, subindo dentro da firma, como meu finado cunhado, um homem respeitado, o qual construiu carreira num banco, até chegar ao posto de presidente nacional de tal banco, um homem o qual, apesar de desfrutar das regalias do poder, manteve-se sempre humilde, pois não é insuportável uma pessoa arrogante e presunçosa, que se acha Deus? É como um publicitário que conheci, o qual simplesmente se achava imune a erros – se algo dava errado, não era culpa de tal publicitário, uma pessoa que me disse que eu tinha que desenvolver humildade, mas um publicitário pouco humilde, ou seja, hipocrisia, meu irmão. Aqui uma pedra dá o suporte, como na rocha sobre a qual foi sedimentada a Catedral Diocesana de Caxias do Sul, um templo que foi por muito tempo o ponto mais alto da cidade, num recado claro de poder, num Vaticano ainda poderoso, apesar da concorrência de outras igrejas hoje em dia no Brasil, num Vaticano tão rico com seu banco famoso, pregando que devemos dar aos pobres, mas na capacidade humana de condescendência, fazendo da caridade um ato de esnobice, quando que a verdadeira caridade está na igualdade entre irmãos – o Deus em mim reconhece o Deus em você, no poder do Amor em nos igualar perante Tao, o Pai de todos, o Pai de todas as inúmeras galáxias que povoam o Universo, num poder imenso, muito além da compreensão humana. A modelo aqui tem uma longa trança, no mito da Rapunzel, sempre esperando pelo príncipe perfeito e encantado, numa pessoa com expectativas, esperando por um príncipe que não vai chegar, uma pessoa que ainda não acordou para o fato de que não há vitória sem luta, no espírito de Marte, batalhando pelas coisas na Vida, como uma atriz guerreira que conheço, a qual veio do nada e se tornou uma estrela de peso, batalhando sempre, como na construção de seu próprio site, indo atrás de fotos que marcaram sua carreira, uma estrela que hoje em dia está meio sumida, o que é um desperdício, como um grande amigo meu, o qual está ocioso, uma pena, pois de trata de uma fina e sofisticada, de bom gosto e fino trato, na necessidade da pessoa em se colocar para o Mundo, revelando seu talento para algo de válido, nobre e produtivo, ao contrário do submundo, a caverna que nos aprisiona, definitivamente nos impedindo de ver o Mundo de uma forma clara e saudável, no modo como nossos pais nos colocaram no Mundo para o Mundo, e não para um submundo. A moça aqui são esses cruéis padrões de beleza, nos quais só é considerada sexy a mulher que esteja na antessala da Anorexia, um padrão que atinge em cheio a autoestima da mulher, remetendo a um recente anúncio de sabonete, como uma mulher se dizendo dona de uma beleza que não se encaixa em padrões, no caminho da autoestima, remetendo a uma menina sofredora que conheci, a qual, além de nada comer, também sequer estava bebendo água, pois acreditava que a água a inchava e engordava – é um horror. Tal magreza é uma miséria, numa moça a qual, de tão subnutrida, simplesmente para de menstruar, tal o dano para o organismo, a chegar a pontos extremos da moça engolir bolotas de algodão para encher o estômago e assim não comer, num ato de baixíssima autoestima. Aqui a moça é esguia como uma serpente, como uma fumaça subindo de forma curvilínea, na sensualidade aquosa, fluidia, no conforto uterino.

 

Referências bibliográficas:

 

Aron Demetz. Disponível em: <www.artsy.net>. Acesso em: 4 set. 2024.

Exhibitions. Disponível em: <www.arondemetz.it>. Acesso em: 4 set. 2024.

Publications. Disponível em: <www.arondemetz.it>. Acesso em: 4 set. 2024.

Works. Disponível em: <www.arondemetz.it>. Acesso em: 4 set. 2024.

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