Falo pela quarta e última vez sobre a artista italiana barroca Artemisia Gentileschi. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!
Acima, A Virgem amamentando Jesus. Artemisia ama esses seios fartos, estourando de tão opulentos, nos sonhos de qualquer mulher siliconada, ambicionando seis fartos, invejando os seios da cantora americana Dolly Parton, nessa violência misógina que é enxertar tais enchimentos artificiais, atacando a autoestima da mulher, como uma certa atriz brasileira, com seios mínimos, mal exigindo o uso de sutiã, no caminho da pessoa em aceitar a si mesma, amando-se do jeito que se é, talvez num intenso trabalho de autoestima num consultório de Psicologia, na maravilha que é uma pessoa gostando de si mesma, não querendo ser outra pessoa. O menino aqui tem uma aureola, indicando sua divindade, no modo humano de compreender o sacrossanto, o metafísico, longe de sofrimentos, na metáfora de Jesus no Calvário, passando por uma dor excruciante e ressuscitando depois, sequer se lembrando do sofrimento pelo qual passou, nas palavras de um célebre pensador: “A Lei é razão livre de paixão”, ou seja, livre de sofrimento, no caminho espírita da mortificação, lançando mão da racionalidade, na libertação da mente sobre os caminhos traiçoeiros do coração, um coração que tanto pode nos enganar e iludir, na necessidade da pessoa em ouvir esta coisa maravilhosa que Deus nos deu, que é a fria razão dos números, os quais são infinitos, no modo como Deus é o infinito, na dádiva inestimável da Vida Eterna, no poder incompreensível de Tao, no poder de que jamais findaremos, fazendo metáfora com produtos de material nobre, os quais resistem à passagem do tempo. Aqui é na delícia de se mamar numa caixinha de leite condensado, no leite puro da Virgem, no milagre de uma vaca aparecendo na devastada fazenda de Tara em ...E o vento levou, com leite para as crianças, numa memória boa de infância que tenho, quando eu estava na fazenda de amigos meus, com uma vaca cujo leite fora extraído, conosco tomando o leite quentinho, recém saído da teta, remetendo a uma cachorrinha que tive, a qual, ao dar de mamar para os filhotes recém nascidos, começou a ficar desnutrida, como pêlo caindo, e tive que dar suplemento alimentar para a pobre cachorrinha – ser mãe é padecer no paraíso, diz a sabedoria popular. Os pés descalços da dama são a simplicidade, no estar dentro de casa, de pés descalços, como numa linda floresta metafísica, com chão de carpete, com almofadas de confortável estofado, com perfume de casa bem limpinha, acordando numa cama com lençóis suavemente perfumados, na sensação de lar, no glorioso Desencarne, quando vamos a um lugar onde há, acima de tudo, Paz, com todos se respeitando mutuamente, com cada um levando sua vida com produtividade, trabalhando, como nos trabalhos de Deus nos seis dias da Criação, repousando no glorioso Domingo, visto que a Vida não é só labor, ao contrário do workaholic, desrespeitando a si mesmo, obcecado em trabalho, não se permitindo viver ou descansar, e o Mundo não vai me abonar por eu ser workaholic, sinto em dizer. Aqui é uma imagem de zelo, de cuidado, e o seio da Virgem está farto, estourando de tanto leite, como comer um delicioso mingau da Farinha Láctea, num sabor de infância, na época da Vida em que a pessoa traz bastante residual do Plano Superior, tendo recém reencarnado, na pureza da criança, a qual não entende a pequenez mesquinha aguerrida do mundo dos adultos: Num aguerrido Mundo de amarelos versus azuis, seja verde, pois não resolverás tais problemas, mas poderás ser uma pessoa na qual as pessoas possam depositar esperanças de um amanhã melhor, visto que nem a Suprema Divindade de Jesus soube resolver as guerras no Mundo. Neste quadro temos saúde, como na saúde de uma pessoa que come bem, come certo, como comer aveia, um dos alimentos mais perfeitos que existem, na sabedoria popular de que você é o que você come, como uma pessoa que decide virar vegana, sentindo efeitos imediatos, como a melhoria do fluxo intestinal. Aqui, Maria está sentada em seu trono metafísico, assumindo seu decisivo papel bíblico, sendo a Mãe de Deus, numa enorme responsabilidade, como uma jovem Diana, recém casada com um príncipe, encarando a perspectiva de ocupar um trono que reina sobre um terço da Humanidade, transcendendo, depois, o título oficial de princesa, tornando-se a Rainha do Povo.
Acima, Adoração dos Magos. Esta imagem remete aos mágicos fins de ano, quando estamos de férias da escola e temos decorações natalinas para fazer, como montar um pinheiro e fazer um presépio, na magia colorida de bolas na árvore, na magia das cores, como lustres de cristal emitindo um arcoíris de cores. Os reis magos são altivos, cheios de classe e dignidade. Um deles usa uma coroa, num símbolo de poder e respeito, no desafio de uma pessoa em obter o respeito do Mundo, no caminho do autoencontro, numa pessoa com autoestima, não querendo ser outra pessoa, ao contrário do quadro depressivo, quando a pessoa odeia ser ela mesma, numa autoestima lá em baixo, no fundo do poço, remetendo ao Umbral, o lugar das almas perdidas, como no controverso filme Calígula, num homem o qual, em frente a tanto poder, perdeu-se de si mesmo, como uma agulha se perdendo em meio à palha, como em clínicas psiquiátricas, com internos perdidos, no fundo do poço, enfrentando um momento tão humilhante, no qual estamos nas mãos de um psiquiatra, e de lá só sairemos se o médico assim permitir, num sentido de responsabilidade, como no filme cult Labirinto, com a menina que vira mulher, assumindo a responsabilidade de livrar seu irmão bebê Toby das garras do malévolo rei dos duendes, interpretado pelo deus David Bowie, num filme frente ao qual, de tão sui generis, fica difícil de se imaginar um remake, nesses fenômenos como Bowie, pioneiro, trazendo nos anos 1970 um estilo de cabelo que só se populizaria uma década depois, em artistas à frente de seu próprio tempo, como Elvis, trazendo os primórdios dos astros pop rock, no gênero pop que só se solidificou nos anos 1980, em monstros sagrados como Jackson, abrindo a mão da vaidade e arrebatando o Mundo como lobisomem no clipe célebre de Thriller. Maria aqui exibe com orgulho e carinho o rebento, no mito do Útero Imaculado, do qual todos viemos, numa forma de se fazer o Ser Humano entender nossa natureza sacrossanta, numa imaculada conceição, num Deus que nos fez de forma tão única e especial, no caminho da autoestima – gosto de ser eu mesmo! Na porção inferior do quadro, um dos reis se ajoelha perante a majestade sagrada do menino, tendo em Jesus a maior mente do todos os tempos, num homem que, apesar disso, nunca teve educação formal, no modo como educação formal é uma ferramenta – tudo depende de como usamos tal ferramenta, no modo como a mão e a cabeça precisam do intermédio de um coração bom, e Jesus não é o coração mais bondoso de todos os tempos? De que adianta eu ser inteligente e ser um sociopata de marca maior? As vestes aqui são essas vestes nobres que Artemisia tanto ama retratar, talvez numa mulher estilosa, uma mulher a qual, se vivesse em nossos tempos, seria uma designer de Moda, no modo como estilo e atitude são importantes e capitais, como uma certa pessoa, cujo nome não mencionarei, uma pessoa que esbanja estilo e atitude, ao contrário de outros artista sem estilo, os quais creem que só a voz garante o estrelato – discordo respeitosamente. Ao alto no quadro, um fálico raio de luz desce dos Céus abençoando Jesus, numa revelação de divindade, apontando a natureza divina do pensamento, o qual se sobrepõe à matéria, no glorioso modo como a mente sobrevive à morte do corpo físico, na noção taoista: Se seu corpo morrer, não tem problema! O raio de luz é a mensagem de esperança do Espírito Santo, num mundo fabuloso que nos espera, no irônico modo como, no Céu, segue imperando a necessidade de termos algum trabalho nobre para fazer, na eternidade do trabalho, a força que nos faz dignos de felicidade e respeito. Aqui temos tal moda barroca, com contrastes de iluminação, ao contrário da Renascença, onde tudo era iluminado, nos versos imortais de Elis: O novo sempre vem! É como na decadência da Era Analógica, sepultando o televisor de tubo e o telefone de gancho, no modo absurdo como, hoje em dia, é tudo software.
Acima, Autorretrato. A pena é o ditado de que a caneta é mais poderosa do que a espada, na revolução humana que foi a chegada da Escrita, da Letra, da civilização, sepultando a era da transmissão oral de tradição, ao contrário das tribos neolíticas amazônicas, sem escrita, na suma importância da Pedra da Roseta, permitindo ressuscitar uma língua morta, que é o egípcio antigo. O autorretrato é uma reflexão sobre si mesmo, sem narcisismos, numa pessoa se debruçando sobre sua própria vida, vendo a que estado está sua existência, numa pessoa assumindo o controle sobre si mesma, nessa espécie de feminista que foi Artemisia, adquirindo luz própria num mundo de homens, competindo de igual para igual com homens, ao contrário da icônica Monroe, a qual passou a vida em busca de figuras paternas, numa mulher vulnerável, frágil, que acabou nas drogas, malditas sejam estas, provocando a morte prematura de grandes estrelas como Elis, Eller e Houston, no caminho do sofrimento vicioso – é muito fácil dizer a uma pessoa viciada em heroína que é só parar de usar heroína, em drogas tão destrutivas como o crack, remetendo a um rapaz que conheci, já falecido, viciado em crack, numa vida toda destruída, impedindo de namorar, estudar e divertir-se com os amigos, ou seja, impedido de viver – é deprimente. Artemisia aqui nos olha plácida sem nos desafiar, nesse talento de artistas em penetrar poderosamente nas mentes das pessoas, no enigmático sorriso da Monalisa, protegida por uma grossa camada de vidro indestrutível, decepcionando quem vai vê-la, revelando-se um quadro pequeno, longe de épicas cenas de quadros gigantescos, na sabedoria popular de que tamanho não é documento. Artemisia aqui é jovem, bem jovem, talvez querendo se retratar mais jovem do que realmente era em tal momento, como numa pessoa coloca fotos de si no Facebook mais jovens, com tudo girando em torno da eterna juventude metafísica, no plano divino em que temos a aparência que queremos ter, no caminho delicioso da liberdade, em regimes democráticos que visam libertar o cidadão, ao contrário do Brasil, no qual o cidadão é obrigado a votar, ou seja, é obrigado a ser livre – temos um paradoxo aqui, assim como no paradoxo americano, no qual o cidadão não precisa votar, mas não pode se prostituir. Os dedos da artista são delicados, como na delicadeza de dama dos dedos da jazzista canadense Diana Krall, na vitória do sutil sobre o grosso, na vitória do bom gosto sobre a vulgaridade, na vitória da cabeça sobre a bunda, com o perdão do termo chulo. O cabelo de Artemisia está coberto e recatado, numa norma social de decência e discrição, talvez em parâmetros misóginos que oprimem a mulher, como nos cruéis espartilhos, sempre oprimindo a mulher, castrando a sexualidade feminina, no absurdo modo como tenho que me confessar se eu me masturbar, na sexualidade que nos faz humanos, nos deliciosos pecadinhos capitais, como na delícia da Preguiça, da qual se geraram grandes invenções – porque tenho que levar horas cozinhando algo na panela convencional se posso fazê-lo por muito menos tempo numa penal de pressão e, assim, gastar menos gás? Na artista não vemos um mínimo cabelo branco, no modo como já ouvi uma colocação um tanto machista, que é: Cabelo branco, no homem, é sabedoria; na mulher, desleixo. Não é machista? O pescoço aqui revela uma Artemisia bem nutrida, forte, numa época em que a mulher obesa era considerada sexy, no modo como não me canso de dizer que hoje em dia, numa crueldade misógina, só é considerada sexy uma mulher que esteja na antessala da Anorexia, em meninas as quais, de tão subnutridas, simplesmente param de menstruar – é um horror. Aqui temos a prova de tal talento, de tal pincel, na textura das roupas e nos fios de cabelos, numa artista que teve que evoluir muito numa academia, vivendo, repito, num mundo dominado por homens, no título de uma famosa escritora feminista americana: Contra o vento, ou seja, desafiando os “tufões” da sociedade patriarcal, a qual existe desde sempre. As unhas da modelo aqui são impecáveis, lindas, aparadas propriamente, no ato de autoestima de uma mulher em frequentar o salão de beleza.
Acima, Maria Madalena penitente. A caveira é o inevitável fim, como no Tango, na morte inevitável que se aproxima, na cena emblemática de Shakespeare, como o “ser ou não ser”, ou seja, Yin e Yang, as forças opostas que geraram o Universo, no jogo de sedução entre positivo e negativo no carimbo da xilogravura, no jogo binário entre zero e um, na foto em preto e branco dos astros de Hollywood, imitando os espíritos elevados, perfeitos em apuro moral, nossos irmãos superiores, que nos amam profundamente, como numa família saudável, que é unida, reunindo-se em datas, como na família de meu cunhado falecido, uma família unida, que faz brincadeiras, uma família nobre que me acolheu, ao contrário de outras famílias disfuncionais e complicadas, com irmãos que simplesmente não se relacionam, num irmão que se sequer telefona para o outro irmão no aniversário deste, no modo como os vínculos de família não se desfazem com o Desencarne, na eternidade do Amor, na imortalidade do nobre, de Tao, na nobreza da Virgem Santíssima, na imortalidade do que importa, que é o espírito, na noção taoista: Matéria é nada; pensamento, tudo. Madalena aqui apalpa a si mesma, como num exame de mama para detectar um câncer, remetendo a épocas em que o Câncer não tinha tratamento, ou seja, era tomar morfina para abrandar a dor e esperar a morte, como no fim trágico de Evita, sofrendo de um câncer uterino originado por um brutal procedimento de aborto, num dano tal que simplesmente impedia a líder de fazer sexo vaginal com o marido, tendo Perón dado umas puladinhas de cerca, tendo amantes em Buenos Aires, mas uma Evita que se manteve fiel ao marido até o final, numa mulher a qual, definitivamente, não governou para todos, bem pelo contrário, dividiu a Argentina em duas: De um lado, o proletário; do outro, a classe média e a aristocracia rural, contradizendo Obama, o qual disse que um líder tem que governar para todos, como num Getúlio Vargas, o qual governou para os ricos e para os pobres, num homem infeliz, matando-se, na prova de que poder não traz felicidade, no absurdo de uma pessoa em crer que tem que se matar, que não tem escolha, no caminho da loucura, no modo como a morte física não quer dizer muita coisa: Está infeliz encarnado, está infeliz desencarnado – simples assim. A santa aqui tem cabelos opulentos, soltos, livres, numa mulher livre, vivendo sua sexualidade, rejeitando os preconceitos rançosos do patriarcado, em figuras libertárias como a Mulher Maravilha, dando uma surra em qualquer marmanjo mal intencionado. Aqui é este pincel barroco tão talentoso de Artemisia, com a luz natural entrando, tanto revelando quanto escondendo, no jogo barroco entre claro e escuro, num contraste, nessa moda tão imponente e avassaladora que foi o Barroco, nas inevitáveis ondas de renovação, como no momento em que o Cinema se tornou uma ferramenta de manifesto político, de cabeças pensantes, na frustração para um artista que é ser censurado, como no Brasil Ditatorial Militar, em manifestos tão finos e sutis como Águas de Março, passando despercebidos pelas mentes vazias e obtusas dos censores, na vitória do fino sobre o grosso. A santa fita profundamente a caveira, antevendo o futuro, numa mulher que fez do Sexo um leilão, arrependendo-se depois, acolhendo Cristo na cruz, colocando Ele no colo da Virgem da imagem poderosa da Pietà, num retorno ao útero, como no fim de 2001, no feto, no filho retornando ao lar, no glorioso retorno às origens, numa Humanidade tão jovem, que ainda tem muito pela frente, em humildes e curiosas sondas espaciais mandadas sistema solar afora, numa fome humana em conhecer o que há lá fora, alimentando e excitando os ufologistas, na desafiadora crença de que o Homo sapiens recebeu, no passado, ajuda civilizatória extraterrestre, maculando, assim, a vaidade humana, ferindo a crença de que o Ser Humano veio do nada e que construiu a sim mesmo. Aqui, a pessoa se debruça sobre sua própria vida, tendo consciência de si mesma, talvez se deparando com um deprimente vazio existencial, uma pobreza, num choque, como levar um choque na tomada elétrica.
Acima, Santa Catariana de Alexandria. Airbag duplo. Deus Jesus do Céu, o que é a opulência dos seios aqui, quase estourando e rasgando a roupa, dando inveja a milhões de mulheres que usam silicone. Aqui é como na famosa foto com as atrizes Jane Mansfield e Sophia Loren, com Jane com um decote ousadíssimo e provocante, escandaloso, com os seios de Jane quase revelados, e, ao lado, o claro olhar de reprovação de Sophia, a qual usava um decote sexy, mas não vulgar, nessa linha divisória entre sexy e vulgar, como na Playboy brasileira, num nu de extremo bom gosto, sexy sem ser vulgar, numa revista de que até os homens homossexuais gostavam, tal o bom gosto, como na emblemática Playboy de Maitê Proença na Itália, num nu antimisógino, que não agride a dignidade da mulher, no modo grego clássico de lidar de forma natural com a nudez, nos inúmeros clubes de striptease ao redor do Mundo, como uma pessoa que conheci, a qual levava vida dupla: De dia, era uma pacata estudante universitária; de noite, um stripper numa casa de shows. A santa olha para cima, elevando-se ao metafísico, ao Céu, ao prometido Reino dos Céus, como numa altiva Whitney Houston numa edição do Grammy, numa época em que a voz da diva ainda não tinha destroçada pelas drogas, na artista, de raízes Gospel, cantando e olhando para o alto em elevação, elevando-se ao metafísico, como orar e olhar para cima, no revolucionário conceito cristão do Reino dos Céus, o lar metafísico ao qual todos pertencemos, havendo no Umbral os que não querem sair da prisão, ou seja, o caminho da loucura, num prisioneiro que simplesmente não quer sair da prisão, querendo voltar ao físico, ao mundano, como um sociopata que conheci, mundano, materialista, que só queria saber de boas roupas e bons vinhos, como no playboy Oscar Schindler, o qual cresce e acaba se compadecendo com as dores do Mundo, tecendo a famosa lista que salvou muitas vidas, num filme que causou comoção, no poder da Arte em arrebatar nossas mentes e corações, na característica da grande obra de Arte, que é nos deixar perplexos e comovidos, em filmes que têm algo de interessante para nos dizer, ao contrário de filmes pretensiosos e desinteressantes, vazios, que ganham o prêmio deboche Framboesa de Ouro, na prova de que ninguém está por cima o tempo todo – Tom Hanks, que por duas vezes consecutivas foi considerado a nata da nata hollywoodiana, esteve recentemente no rol do infame troféu, na divertida liquidiscência aquosa da Vida, nos altos e baixos ondulantes inevitáveis, como ondas indo e vindo sensualmente, respirando, num fato que não deixa de ser engraçado, com lições sendo aprendidas, pois todos estamos no Mundo para um enorme depuração. A santa está bela, arrumada, enjoiada, com um belo par de brincos aristocráticos, na magia das bijuterias, na revolução de Chanel, trazendo a noção de que o que importa não e ó preço do objeto, mas o efeito que o objeto causa, em cabelos majestosamente arrumados com flores silvestres, as quais não custam um só centavo, como no filmão O Tigre e o Dragão, com o mestre Li Mu Bai ensinando uma lição de humildade à aluna, pegando um ínfimo graveto e mostrando que o poder não está no instrumento, mas na mão que o guia, num graveto mais poderoso do que uma aristocrática, preciosa e cara espada, pois o graveto foi guiado pelo grande mestre Li, no caminho viril da simplicidade, na noção de da Vinci de que a simplicidade é o mais elevado grau de sofisticação. Os seios aqui são a vida, a exuberância, como na artista Gabi Amarantos, exuberante, linda, apesar de não ser magérrima, na prova de que magreza não é sinônimo de beleza, remetendo a moças anoréxicas, que sofrem. As mãos da santa aqui sugerem um momento de prece, num recolhimento, numa reflexão, como numa sessão de Psicoterapia, debruçando-se sobre assuntos importantes na existência do paciente, no divertido modo como já ouvi que um psicoterapeuta é uma comadre bem paga!
Referências bibliográficas:
Artemisia Gentileschi. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 30 out. 2024.
Artemisia Gentileschi. Disponível em: <www.pt.wikipedia.org>. Acesso em: 30 out. 2024.





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