quarta-feira, 30 de julho de 2025

aBSurdamente talentoso (Parte 7 de 10)

 

 

Falo pela sétima vez sobre o pintor italiano Bernardo Strozzi. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Madona da justiça. A lei é fria razão, livre de paixão, de sofrimento, no modo como não podemos ouvir o coração, pois o coração é traiçoeiro, e o coração nos engana e nos faz sofrer, no caminho da razão, da cabeça, protegendo, assim, o coração, nos versos de uma famosa canção pop: “Rosas lindas são o caminho para teu coração, mas este homem precisa começar com tua cabeça!”. É como uma pessoa que concorda em ser um mero amante, como um certo senhor, o qual leva vida dupla, com duas famílias, dois lares, dois cônjuges e duas proles, e isso é gravíssimo, em saber que tenho no Mundo meios irmãos os quais sequer conheço, como numa certa telenovela há muito tempo, com um homem que não tinha duas, mas três famílias, no modo como a Vida exige que sejamos unos e íntegros. A lei é a imparcialidade, na imagem da justiça cega, imparcial, pesando as coisas na fria balança, na arrogância de uma pessoa que se acha acima da lei, na verdade que doa a quem doer, como numa infeliz Cristina Kirchner, em prisão domiciliar, no modo como só damos valor à liberdade quando esta perdemos, pois posso estar preso num lindo castelo de ouro maciço cravejado de diamantes e, mesmo assim, estar infeliz, preso, pois estar encarnado já é uma prisão; estar numa penitenciárias é pior ainda, com a prisão dentro da prisão, no método humano de punir os que desrespeitam a lei, como dizem que o Presídio Central de Porto Alegre é uma sucursal do inferno, com todos os detentos tendo verminose, chegando até a comer carne de gato, remetendo à culinária chinesa, com pratos impensáveis no Mundo Ocidental, como carne de cachorro, numa China de jure comunista; de facto capitalista, nos sonhos liberais de Smith de uma economia global autorregulamentada, sem interferência estatal, no paradoxo de Trump, numa nação tão capitalista e liberal com o estado intervindo de forma por-no-grá-fi-ca na economia. O livro aqui é a base das religiões, as quais precisam de um livro base, na imortalidade da Bíblia, atravessando milênios, na imortalidade de Tao, um livro escrito há milênios, permanecendo atual até os dias de hoje, em plena era digital, na universalidade da espiritualidade humana, com caminhos diferentes que levam ao mesmo destino, que é Tao, com dedos da mesma mão que visam o bem, remetendo a uma certa senhora católica fervorosa, a qual rechaçava o Espiritismo, uma senhora falecida, à qual eu gostaria de dizer: “Se desejares, podes voltar à Terra numa nova encarnação e numa nova bateria de aprendizados e crescimento – viste como os espíritas não estavam errados?”. É o caminho do respeito, como nas três grandes religiões monoteístas, buscando existir em harmonia. A Madona é o poder da feminilidade, de algo doce, como mamar numa deliciosa caixinha de leite condensado, no gostoso pecadinho da gula, como na embalagem do chocolate em pó Nestlé, com dois frades idosos se deliciando numa receita achocolatada, na crença de que no Plano Superior há confeitarias deslumbrantes, deliciosas, num lugar onde não há obesidade ou diabetes, na glória dos desencarnados, longe de todos os problemas relacionados ao corpo carnal, a prisão da qual sairemos cedo ou tarde – ninguém está no Mundo para sempre. O Menino Jesus é a promessa de esperança, na mágica noite de Natal, nas crianças rasgando os papéis de presente, na magia dos presentes sendo entregues, no modo como sinto falta dos Natais de antigamente com minha família, fazendo um divertido amigo secreto, no poder de um patriarca ou de uma matriarca em manter a família unida, pois quando estes se vão, as família sofrem uma certa desintegração, no modo como as épocas passam, deixando-nos lembranças e a esperança do desencarne. Na base do quadro, uma coroa, na coroa divina da Virgem, regendo o Plano Superior. A coroa é a soberania da mente sobre o traiçoeiro coração, mas não num caminho de empedernimento, numa pessoa a qual simplesmente não se permite ser feliz, remetendo a uma grande amiga minha psicóloga, a qual faz escolhas visando sempre a felicidade, sendo feliz ao lado do marido que escolheu, vivendo feliz seus dias de casada. As nuvens aqui são a luz, o luxo e a leveza, numa linda sala metafísica, com pessoas bonitas e elegantes.

 


Acima, Madona e criança com Santa Clara, Santo Ambrósio e Santo Erasmo. A tocha é a iluminação do pensamento, ou como um desejo ardoroso, que queima dentro de uma alma, numa vontade enorme, num tesão de viver e conquistar, numa pessoa que ama estudar e trabalhar, e o Plano Superior é o Éden para tais pessoas, na sabedoria popular de que sem tesão não há solução! É como numa certa imagem sacra de uma santa sendo atingida por flechas no coração, em algo que inunda a mente, pois só é feliz quem tem o desejo de ser feliz, remetendo a uma certa pessoa deprimida, xoxa, desanimada, como um surfista sem vontade de pegar ondas, uma pessoa a qual, antigamente, adorava “escalar montanhas”, com vontade de empreender, de produzir, conquistando o respeito de um certo professor de descomunal cultura e inteligência, que Deus o tenha, na imortalidade da mente. A santa aqui é pudica, toda coberta, decente, como na rigorosa burca, impedindo a mulher, tolhendo a mulher, como num certo filme, em que uma mulher é tornada uma dama, absolutamente desprovida de qualquer agressividade, e isso não é bom, pois que vida é esta na qual estou nas mãos de outrem? Não dá para ser assim. Ao fundo, o santo padre, o papa em seu poder ecumênico, no sacrossanto trono de São Pedro, num Vaticano que tanto reinou soberano na Idade Média, havendo depois a transgressão protestante, num racha, enchendo a Europa de conflitos, numa sanguinolenta católica Maria Tudor, queimando protestantes vivos em figueiras, dizendo agir em nome de Jesus, mas fazendo coisas que Jesus JAMAIS faria. O menininho é o início da virilidade, como vi certa vez na televisão uma matéria que mostrava um menininho dançando balé, fazendo-o com virilidade, derrubando por terra o preconceito de que um bailarino tem que ser veado, com o perdão do termo chulo. Santa Clara segura um relicário, nos enfeites dentro de uma casa, remetendo à casa de uma certa senhora, uma casa cheia de potes, cristais, enfeites e penduricalhos, num casa a qual, ainda por cima, tem uma minicristaleira cheia de tranqueiras, nas palavras de Jorge Amado em sua casa salvadorenha convertida em centro cultural: “Não posso viver sem minhas inutilidades!”. Na base do quadro vemos uma tiara papal, ou de um bispo, ou arcebispo, repousada, no chão, deixada de lado, no modo como os poderes mundanos no Mundo ficam, no complicado desencarne de um regente, com dificuldade em se desapegar de tal poder, como certos espíritos, os quais, no desencarne, querem voltar ao corpo carnal, na loucura de um prisioneiro que não quer sair da prisão no dia de soltura, num espírito mundano, identificado com a matéria. Também na base do quadro, rostos de anjinhos, que são o metafísico que sobrevive à morte do físico, no amor puramente espiritual e psicológico, mental, na cabeça, e não no coração, como numa conversa telefônica, no divertido modo como foi da preguiça que nasceram as grandes invenções da Humanidade: Por que sair de minha casa para conversar com Fulano se posso fazê-lo confortavelmente por telefone, dentro de minha casa? Os anjinhos são a fertilidade, como na fertilidade criativa de um artista, prolífico, laborioso, encantando o Mundo com talento, nessa claríssima paixão de Strozzi por cenas religiosas, num exercício de fé. A Madona é a responsabilidade de se criar um filho, incutindo valores nobres na mente da criança, no desafio de ser um pai e uma mãe sábios e zelosos, como tenho uma lembrança de infância de um pôster que dizia que a maior riqueza é se contentar com pouco, como me ensinou uma pessoa muito especial, ensinando-me que, para sermos felizes, não precisamos ser donos de meio Mundo. A tocha aqui é segurada por várias mãos, num compartilhamento, num sharing, como num trabalho numa agência de propaganda, nas chamadas “brainstorms”, reuniões catárticas onde cada um expressa sua opinião, no intuito de se formularem conceitos para algum apelo publicitário, no modo como eu sempre terei um flanco marqueteiro, tendo eu já atuado como publicitário, pois as experiências de vida ficam incrustadas na pessoa.

 


Acima, Martírio de Santa Lúcia. A martirização é como pessoas que buscam problemas, como um workaholic, achando que o Mundo abonará tal falta de respeito para consigo mesmo – não, o Mundo não vai! É como uma certa senhora, a qual foi por dois anos presa e torturada na ditadura militar brasileira, numa pessoa que partiu em busca de problemas, e se eu pudesse dizer: “Querida, você ‘cutucou o tigre com a vara curta’; você pediu; você partiu em busca de dor e sofrimento. A santa olha para o céu, na promessa do Reino dos Céus, no Lar Celestial ao qual todos pertencemos, todos filhos do mesmo Rei, sem exceção, numa santa rejeitando o mundano, o Mundo material, na imagem de esperança do Espírito Santo, na libertação, em figuras como Jesus, na qual podemos depositar esperanças, num poderoso Jesus o qual, mesmo em Sua Majestade, não soube sanar os problemas do Mundo, no modo como já ouvi dizer numa colação de grau do curso de Filosofia na UFRGS: “A Filosofia não muda  o Mundo!”; o que muda é o modo como vejo e como me relaciono com tal Mundo. O traje rubro é a cor dos mártires, como a católica Maria Stuart, rainha da Escócia, condenada à morte por ter conspirado contar a vida de sua prima protestante Elizabeth I, rainha da Inglaterra, numa Maria em busca de tal martírio, em santos como Joana d’Arc, morrendo em nome da Santa Sé, em santos posteriormente reconhecidos, como no caso de Jesus, o qual, num primeiro momento, foi mal compreendido e executado legalmente; num segundo momento, ressuscitando na fé as pessoas, ao ponto do césar romano se converter ao Cristianismo, na revolução monoteísta, rejeitando o paganismo tradicional, na ideia de que não existem deuses, mas nossos irmãos depurados, de perfeição moral, na hierarquia espiritual – os mais finos regem os mais grossos, numa hierarquia irresistível, ao ponto de fazermos questão de acatar nosso irmão depurado, ao contrário das cruéis hierarquias humanas, num Saddam acostumado a ser tão poderoso, dizendo a um subalterno: “Não estou pedindo; estou mandando!”, num homem que acabou tão mal, enforcado, julgado oficialmente, na metáfora de Matrix: Um homem poderoso quer mais poder! É o Anel do Poder, corrompendo bons corações, no aspecto de ouvirmos a mente e não o traiçoeiro coração, pois quem ouve só o coração, sofre, e a fria razão existe exatamente para deixar o coração tranquilo. A santa aqui é esfaqueada covardemente, como nos cristãos sendo queimados vivos em espetáculos romanos antigos, no eterno lema do Ser Humano: Quanto mais cruel, melhor. O céu aqui é escuro, fechado, em luto, como no céu escuro na crucificação de Jesus, neste dizendo: “Senhor, por que em abandonaste?”, num polido Jesus o qual provavelmente não se lembra de tal crucificação, dizendo em sua alta classe: “Todos me falam disso! Eu não lembro!”, na perspectiva de encontrarmos Jesus no Plano Superior, o plano em que as pessoas se respeitam mutuamente, sem querer enganar outrem, no caminho da perfeição moral, nas palavras de uma cativante canção do músico gaúcho Duca Leindecker: “Sonhei que as pessoas eram boas em um mundo de amor; e acordei neste mundo marginal!”. Aqui temos uma misoginia, como na Medusa grega, horrível, maliciosa, tóxica, como Eva, trazendo a ruína a Adão, este a obraprima apolínea do patriarcal Deus, como certa vez numa certa revista brasileira, culpando uma inocente moça pelo fracasso da seleção brasileira na Copa do Mundo, como em tempos idos nos EUA, condenando mulheres por bruxaria, num certo misógino senhor atacando suas oponentes mulheres, um homem que é uma porta de burro, conquistando a confiança do eleitorado – dá para entender? A discreta e coadjuvante vaca remete ao presépio, na simplicidade de Jesus, numa humilde manjedoura, resultando em homens tão simples como Papa Francisco, clemente, ao contrário de outro certo senhor, cruel, duro, rijo, inclemente, preconceituoso, um homem microscópico, longe da simplicidade do homem de Tao, o qual é visto, amado e respeitado, como num certo senhor brasileiro, um bom homem.

 


Acima, Natureza morta com flores em um vaso de vidro e frutas em uma saliência. A ironia de que as flores são a genitália da planta, em regalos que tanto agradam, seja em Dia das Mães, seja em Dia dos Namorados, fazendo da flor algo sutil, frágil e fino, belo, como na flor de lótus representando o faraó ou a flor de lis representando a finesse do rei da França. O vaso translúcido é o mistério científico da Matéria Escura, a “cola” que mantém o Cosmos coeso. É a transparência de uma alma amiga, que não quer nos enganar, havendo as amizades falsas, os sociopatas, pessoas interessadas em nossas ruínas, um amigo falso, o qual temos que extirpar de nossas vidas, um sociopata o qual não tem perspectiva de regeneração, em vida, morrendo e indo ao Umbral, a dimensão dos que zombam da Vida, como um certo rapaz em Porto Alegre certa vez, covardemente assassinado por um bandido que queria o carro da vítima, um bandido sociopata que não vê valor algum na Vida, trazendo uma tragédia para uma família inteira, um rapaz que estava prestes a se formar na faculdade, um bandido o qual, sendo só questão de tempo, vai reconhecer o crime que cometeu, e vai pedir perdão à vítima, a qual perdoará, pois os ressentimentos não são eternos, e o perdão é o caminho natural da Eternidade: Venha, irmão; venha para um lugar melhor! As frutas são os pomos da terra, numa árdua colheita, como nas vindimas, as quais há milênios são feitas a mão, desde o Antigo Egito, sendo complicado o vinho ser barato, pois existe muito trabalho em torno do produto final na gôndola de supermercado, como contratar muitas pessoas não só para a colheita, mas também para a poda no outono – não tem como não ser caro, sinto em dizer, ao contrário da cerveja e da cachaça, pois a captação dos insumos é toda mecanizada, fácil. O vaso é o receptáculo feminino, na mulher quieta no seu canto, fazendo as unhas, num momento de retiro e reserva, remetendo à filha de uma prima minha, tendo aquela amando muito de se maquiar, ficando horas na frente do espelho se maquiando, no modo como, para a mulher, a diversão não começa só na hora de chegar à festa, mas em todo o “ritual” de arrumação: Banho, arrumar cabelo, maquiar, enjoiar, vestir-se e colocar perfume, no caminho da autoestima, algo tão propagado em consultórios de Psicologia, pois a primeira pessoa que devo amar é eu mesmo, como uma certa senhora professora que tive, a qual, de manhã bem cedinho, estava impecavelmente arrumada, feminina, com autoestima, com a maquiagem impecável, fazendo-me imaginar com que antecedência deveria acordar de manhã cedo para abraçar tal rotina de arrumação, ao contrário de outra certa senhora, a qual, hoje, perdeu a autoestima, parando de se arrumar – é meio triste. As flores caídas são a passagem do tempo, como numa fruta “envelhecendo”, no caminho natural da matéria, do físico, numa fruta caindo de podre do pé, como o Comunismo caiu de podre, resultando no paradoxo chinês, um socialismo de mercado, numa China rica, construindo rapidamente muitos hospitais de campanha pelo país no boom da Covid. A água no vaso é a vida, que é o nervo da arte, como nos tambores africanos imitando o pulso do coração, numa fluidez, como um rio correndo, na vida pulsando, em cidades fascinantes como a do Rio de Janeiro, numa exuberância tropical, numa cidade que pulsa vida, beleza e natureza, numa sedutora mescla de urbe e natureza, com suas praias, como me disse uma gaúcha radicada lá: “Fora dos meses de inclemente verão ‘senegalês’ carioca, o Rio é um delícia!”. As flores trazem vida a uma casa, como uma certa senhora, a qual, em sua casa, sempre tem algumas flores, num gosto de lar, de casa, de muvuca, o termo carioca para o lar, remetendo aos hospitais, nos quais infelizmente não nos sentimos em casa, como me indagou um psiquiatra: “Quem gosta de ficar em hospital?”. As flores remetem à ranzinza Dona Florinda do seriado Chaves, dizendo: “As flores são a única cosia que enfeita essa droga de pátio!”. As flores são o frescor das debutantes na Primavera, no modo como a juventude feliz e plena é uma invenção de velhos, pois cada fase da vida é pautada de vicissitudes.

 


Acima, O anjo da guarda. As asas do anjo são a liberdade dos desencarnados, longe de todo e qualquer problema relativo ao corpo carnal, na glória dos desencarnados, livres para viver a plenitude espiritual, num plano sisudo, no qual segue a necessidade de nos mantermos ativos e produtivos. Aqui é a crença espírita de que cada um de nós é sempre acompanhado por um anjo da guarda, um espírito que sempre quer nos levar pelo bom caminho, no caminho do amor e da concórdia, alertando-nos quando estamos próximos de amigos falsos, como eu certa vez, quando eu me relacionei brevemente com um sociopata, e eu quase podia ouvir em minha mente as palavras de alerta: “Cuidado! Perigo! Afaste-se!”. Não há anjos, e assim nossos irmãos depurados que nos regem, como numa família, na qual o filho mais velho ajuda a criar os mais novos, num encargo de responsabilidade, como minha irmã mais velha, desde cedo sentindo o encargo de responsabilidade. O anjo aqui abre os braços, num ato de amizade, como minha querida avó quando me via, quando eu era pequeno, abrindo os braços para me abraçar, num ato de amizade, de carinho, nos laços de amor que nos ligam, como um carinhoso espírito superior me dizendo: “Como vai, pequenino?”. A criança aqui veste vestes nobres e luxuosas, numa família abastada, como numa família de realeza, cheia de privilégios, nas divertidas palavras da inesquecível Phoebe de Friends: “Eu não nasci rica como vocês! Eu não comi ouro, nem tive um pônei alado!”, nesses seriados que tanto marcam gerações, em artistas de talento e carisma, para sempre nos corações do público, no modo como o sucesso é um amante infiel – hoje está comigo intensamente; amanhã, não se sabe, como em seriados de sucesso, sendo o sucesso um problema, pois quando ele vem, temos que saber sobreviver a ele, buscando virar a página e encarar novos desafios, como na atriz Fran Drescher, até hoje tentando sobreviver ao sucesso do seriado The Nanny, ou como Michael Jackson, o qual passou o resto da vida tentando sobreviver ao clipe em que virava lobisomem – o exemplos são vastos. Aqui é uma companhia, como um fiel cãozinho em casa, num companheiro, como numa certa solteirona, a qual tem dois cães em casa, no modo como ter um bichinho é um encargo: Tenho que acordar para trabalhar e, assim, ter grana para comprar ração para o meu bichinho, isso sem falar de levar o cão diariamente à rua para urinar e defecar. Aqui é uma relação de confiança, numa pessoa em que podemos confiar, na noção taoista de que, quando usamos a confiança em nós depositada, perdemos tal confiança, como, por exemplo, uma diarista, na qual confiamos: Se esta roubar algo de nossa casa, não perdemos, desse modo, a confiança nela? Na base do quadro, as folhagens são a beleza da vida, como uma certa feiticeira que vi certa vez, linda, com um vestido vermelho, vibrante, sexy, intenso, sensual, na beleza de uma relva verde cheia de vida, na beleza eterna do espírito de luz, de paz, como certa vez numa cigana na rua, uma senhora cuja intensa energia me deixou a espinha arrepiada, energizado, como poucas pessoas assim me fizeram sentir. O anjo aqui não controla; apenas guia. Ele não quer nos possuir, e nos deixa livre para fazermos nossas escolhas, sem querer controlar, pois quanto mais Tao tenho, menos controle viso obter, remetendo a pessoas controladoras, obcecadas em mandar, como em ditaduras, seja fascismo, seja comunismo, no cidadão que é mantido sob controle, como no “presídio” capitalista, pois tenho que trabalhar feito um “burro de carga” para produzir capital e, assim, adquirir bens cobiçado de consumo, como um carro, um celular, um relógio etc., no mito da caverna: Estamos dentro da caverna, presos, sem poder observar o que há do lado de fora. Então, vem o filósofo para nos libertar, libertar nossas mentes, no processo cognitivo do Neo de Matrix, dando-se conta do prisioneiro que era, na verdade amarga que traz doces efeitos. O anjo é a letra de uma certa canção pop: “Aprender a ter e não a possuir”. Como ter um amigo, o qual não controlamos; apenas amamos.

 

Referências bibliográficas:

 

Bernardo Strozzi. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 11 jun. 2025.

Bernardo Strozzi. Disponível em: <www.meisterdrucke.pt>. Acesso em: 11 jun. 2025.

Bernardo Strozzi. Disponível em: <www.pt.wikipedia.org>. Acesso em: 11 jun. 2025.

quarta-feira, 23 de julho de 2025

aBSurdamente talentoso (Parte 6 de 10)

 

 

Falo pela sexta vez sobre o pintor italiano Bernardo Strozzi. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Davi com a cabeça de Golias. Aqui é a relação qualidade/quantidade, como numa fábula que conheci no colégio católico no qual estudei, quando os ricos ostentavam grandes somas de dinheiro para caridade, mas somas que eram reles sobras nos bolsos de tais ricaços. Na mesa situação, estava uma senhora pobre, doando moedas de seu humilde bolso, um dinheiro que significava algo de válido para tal senhora pobre. É como num certo famoso evento de gala de caridade, cujo ingresso custa muitos milhares de dólares, com as celebridades desfilando pelo tapete vermelho, ostentando seus caros vestidos majestosos, dignos de rainha, pessoas ricas para as quais tais milhares de dólares são dinheiro sobrando em suas gordas contas bancárias. As plumas ao topo são tal pompa, como nas pompas britânicas de casamentos de realeza ou cerimônias de coroação, em eventos ultramidiáticos, transmitidos por TV para todos os cantos do Mundo, no poder da tradição, a qual nos dá a sensação de que o tempo não existe, e de que existe uma linda dimensão atemporal no Plano Superior, na qual a paz é perene, longe das patetices bélicas humanas, nas competições fálicas para ver quem tem o maior pau do Mundo, com o perdão do termo chulo, em insanos como Putin, mexendo com uma pacata Ucrânia, num conflito condenando por grandes figuras, como o Papa, no modo como nem Jesus, em sua majestade de perfeição moral, soube sanar os problemas de guerras na Terra, mas num homem que se tornou, definitivamente, uma figura na qual o Ser Humano pode depositar esperanças, na promessa de que uma vida melhor nos espera, sendo só questão de tempo, na figura libertária do Espírito Santo, no glorioso dia de soltura que chegará invariavelmente. Aqui, Davi olha para o céu, agradecendo a Deus Pai, como num jogador de Futebol fazendo um gol, olhando para cima e agradecendo, no ato de humildade de entrar em campo sem “salto alto”, tendo a humildade para nunca subestimar o oponente, como na recente derrota do Cruzeiro sobre o Juventude, estando este em décimo oitavo colocado na tabela; aquele, em segundo, numa goleada previsível, num Ju que sente saudades do áureo patrocínio da Parmalat, havendo dinheiro para contatar jogadores bons! Golias aqui está, claro, mortificado, no caminho espírita da mortificação psíquica, numa pessoa sem expectativas, pés no chão, produtiva, no sentido da pessoa parar de pensar em frivolidades auspiciosas, nas sábias palavras de uma certa senhora: “O Mundo só pertence ao dignos merecedores – o resto são sinais auspiciosos!”. A espada é como se debruçar sobre as ações de um sociopata, um indivíduo cujas ações analisadas não apresentam lógica, como peças de um quebracabeça que não se encaixam, nos desenhos animados de super heróis, sempre ensinando à criança a diferença entre Bem e Mal, na noção dos dignos merecedores, os heróis, pessoas vistas, amadas e respeitadas, como num impecável Chico Xavier, o qual está sempre comigo quando falo dele no blog, na maravilha dessa “Internet” psíquica, conectando todos no Universo, num Tao que une todos, como uma estrela agregando planetas ao redor, como num patriarca, reunindo a família, como na família de meu falecido cunhado, uma família unida, que se reúne e faz brincadeiras, lembrando muito meus Natais de infância na casa de meus avós maternos, em Porto Alegre. A faixa no peito de Davi é uma distinção de príncipe, aristocrática, na dignidade representativa, das famílias de realeza, em famílias nas quais homossexualidade é absolutamente impensável, num conceito obtuso – homem é varão; mulher, fêmea, e não ouse contradizer! É como um príncipe nascendo, ecoando a notícia pelo reino: “É um menino!”, num indivíduo o qual, recém ao nascer, já está sendo soterrado pelos preconceitos do Mundo – é um horror, num Mundo o qual nunca tem a sensibilidade de nos perguntar se estamos felizes! Ou seja, mande o Mundo à merda, com o perdão do termo chulo. Aqui é o quadro da vitória, na vitória da luz sobre a sombra, no modo com a mente sobrevive à morte do corpo, na Terra da Estrela da Manhã, na aurora que nos liberta num novo dia, num plano em que cada momento é novo.

 


Acima, Estudo para a deposição da Pintura. Aqui remete aos homenzarrões corpulentos do pintor italiano Aldo Locatelli, cuja obraprima é o templo de São Pellegrino, em Caxias do Sul, uma igreja que é, na prática, um belo museu de Arte Sacra, na principal coisa que um turista tem a fazer na cidade serrana, numa Caxias do Sul na qual o único turismo expressivo é o executivo, com pessoas que vão à cidade em negócios, numa Caxias que tanto perde para Gramado em termos de turismo, ou tanto perde para o poderoso enotursimo em Bento Gonçalves, no deslumbrante Vale dos Vinhedos, na universalidade da bebida alcoólica, com o vinho, a vodca, o saquê etc. O homem aqui deitado é como o belo Jesus da célebre Pietà de Michelangelo, nos corpos apolíneos renascentistas, na divertida cena do seriadão The Big Bang Theory, num rapaz indiano dizendo ao olhar Jesus na Cruz: “Nenhum dos deuses hindus tem tal abdômen tão atlético!”, na universalidade da espiritualidade, em caminhos diferentes que levam ao mesmo destino, que é Tao, como na jovem Elizabeth no filmão homônimo, na cruel época em católicos queimavam protestantes vivos, numa contradição, pois na Roma Antiga os cristãos tinham o mesmo destino cruel, ou seja, é o sujo falando do encardido, fazendo coisas que Jesus jamais faria, como nunca me canso de dizer: Nada mais humano do que ser desumano! Aqui é um quadro sombrio, no estilo barroco de fundos pretos com formas iluminadas por alguma janela o lado, no discernimento taoista de que tudo traz em si sua própria contradição, pois quando digo que lago é liso, é porque conheço o oposto, que é áspero, no discernimento de que liso e áspero são faces do mesmo trabalho, num trabalho no qual tenho que ter a sisuda disciplina para encarar o labor produzir; num trabalho que, no frigir dos ovos, me dá prazer. Este corpo tão atlético é o sonho de qualquer fisiculturista, no modo como já ouvi dizer que vida de fisiculturista é sofrimento, no esforço para puxar pesos e academias, na sabedoria popular de que beleza não põe à mesa, pois há muitos, muitos corpões por aí que jamais serão astros, pois se tamanho fosse documento, qualquer pessoa acima de um metro e oitenta de altura seria um deus, remetendo a um certo rapaz, o qual sonhava em ser um topmodel mundial, em sonhos frustrados, como uma lindíssima mulher que conheço, numa beleza digna de Helena de Troia, mas uma mulher que acabou com os sonhos frustrados, encarando uma derrota profunda em seus sonhos de ser uma grande estrela, no modo como só a beleza não é o suficiente, pois é necessário ter um algo a mais, um algo intraduzível e indetectável, misterioso, como em belos como Brad Pitt, o qual, tem algo além do que uma bela estampa, num ator de carisma tão avassalador, amado pelo Mundo inteiro, nesses descomunais fã clubes mundiais, como num clipe de uma certa diva falecida, um clipe com mais de um BILHÃO de acesso do Youtube – Jesus do Céu! É como uma Lady Gaga arrastando milhões para as areias de Copacabana, numa estrela que é uma bomba atômica de atitude, sabendo que atitude é crucial para quem quer se destacar a nível mundial, remetendo a outra senhora, uma fracassada de marca maior, numa mulher que não tem um pingo de atitude, acreditando, mediocremente, que só a voz garante o estrelato. Vemos no quadro uma figura em prece, como num ato de penitência, no absurdo de se entrar num confessionário e pedir perdão por ter batido uma inocente punheta, com o perdão do termo chulo, pois sexualidade é natural nos seres vivos, como as flores, que são nada mais do que órgãos sexuais. O corpo aqui repousa, num merecida pausa, como em qualquer trabalho, num intervalo, como num recreio numa escola, nas sábias palavras de uma canção que ouvi certa vez: “Calma! Calma! A vida precisa de pausa!”, como em merecidas férias, num momento de nos desconectarmos, ao contrário do miserável workaholic, preso numa vida degradante de privação e sofrimento, num escravo de si mesmo – é um horror.

 


Acima, Figura alegórica. As vestes rubras são como sangue escorrendo, nas dores de cólicas menstruais, como eu já disse: Como é duro ser mulher! Aqui é o sangue que une famílias, como na lei do sangue italiano, dando passaportes italianos para descendentes de italianos no Mundo, ocorrendo, depois, uma grande restrição, e hoje só posso ter o passaporto se eu for, no máximo, neto de italiano. A armadura é um bloqueio, como numa certa médium espírita, a qual bloqueia maus fluidos, ou como no busto da Mulher Maravilha, blindada como um tanque de guerra, rechaçando tiros de canhão, num ícone feminista, numa super heroína capaz de dar uma boa surra em qualquer marmanjo mal intencionado. A armadura é esta tendência humana para o conflito, em Caim matando Abel, com irmão derramando sangue de irmão, remetendo a um certa senhora, uma sociopata que deu cabo da vida do próprio filho, uma senhora fria, a qual narrou o assassinato com a frieza de quem fala de alguma receita de bolo, numa reação anti humana, em contraste com a reação de outra certa senhora, a qual chorava intensamente pela morte do filho que sucumbiu ao Crack, esta droga tão destrutiva, remetendo a um certo senhor, o qual definitivamente se perdeu nas drogas, condenado a apodrecer o resto de sua décadas de vida numa clínica psiquiátrica, no modo como as drogas arruinaram a voz da diva Whitney Houston, cuja voz está irreconhecível no seu último trabalho de estúdio. O seio à mostra é a beleza, como na atriz pornô italiana Cicciolina, a qual enveredou para a Política, indo a público ao mostrar cartazes com reivindicações, mostrando um dos próprios seios para, é claro, obter atenção midiática, como uma certa senhora falecida, a qual amava e odiava ser uma supercelebridade midiática nos televisores do Mundo inteiro. A armadura é uma proteção, um resguardo, na oração a São Jorge: “Facas e espadas se quebrem sem o meu corpo não tocar”, na vocação humana em nome das inimizades, como o sociopata, o qual decepciona profundamente, uma pessoa que cremos ser um amigão, um irmão, mas uma pessoa que se revela com um apuro moral miserável, magoando-nos muito, ao ponto termos a seguinte decisão: Interromper o relacionamento e nunca mais, nesta encarnação, reatar. É um irmão, o qual passará por muitas vidas e tornar-se-á um grande espírito de luz, no caminho do amor incondicional, no fato de que, em amizade, não pode haver cobrança. A proporção de gordura na moça remete a eras em que tais mulheres eram consideradas sexys, em famílias ricas, que podiam arcar com mesa fartas, ao contrário de hoje em dia, na crueldade de só ser considerada sexy uma mulher que esteja quase anoréxica, vitimando a autoestima feminina, como uma mocinha que conheci certa vez, a qual simplesmente não mais se alimentava, e parara até de toma água, por achar que esta inchava o corpo, e o que um pai ou uma mãe deve fazer numa situação assim se não internar urgente a menina antes que a menina morra? A mulher olha aos céus em prece e súplica, no divertido nome do inseto louva a deus, na crônica do sempre genial LF Veríssimo: “Imagine você morrer, ir ao Céu, e só ver louva a deus; pisar em louva a deus; respirar louva a deus!”, num autor tão apaixonante, um homem de discrição notável, modesto, quando eu o vi certa vez sendo assediado no shopping portoalegrense, como pessoas querendo tirar seflies com o escritor, nessa insana celebrização, ou como numa Gisele, tendo que se disfarçar par andar na Rua no Brasil, em pessoas que são prisioneiras da própria fama, como um Michael Jackson, impedido de caminhar em qualquer lugar do globo terrestre, nas palavras de uma certa popstar: “A fama é uma prisão!”. Os pés à mostra são a simplicidade, como caminhar dentro de casa com os pés descalços, no termo carioca “muvuca”, que é o conforto do lar, nas palavras de O Mágico de Oz: “Não existe lugar como o lar!”. A moça aqui está desolada com a raiva, com a guerra, a qual destrói o lar dos outros, deixando rastros de fome, nas fortes palavras de Scarlet O’hara: “Jamais sentirei fome novamente!”, numa Scarlet que foi de menininha mimada a mulher forte, em personagens que crescem.

 


Acima, Fruteira. As frutas são a exuberância, a fartura, nos célebres adornos de Carmen Miranda, na época em que a alegria tropical e latina trazia acalento a um Mundo frente aos horrores da II Guerra Mundial, trazendo um pouco de cor e alegria às pessoas, mesmo por pouco tempo numa sala de Cinema, em duas horas aproximadamente. A plebeia aqui é trabalhadora, longe dos privilégios de mulheres ricas, como no Antigo Egito, no qual apenas as mulheres ricas podiam usar perucas, num país de piolhos endêmicos, em todo e qualquer egípcio raspando a cabeça, num Egito insalubre, no qual a mortalidade infantil era alta e a expectativa de vida era baixa, mesmo para o privilegiado harém do faraó, no preconceito patriarcal: Um homem pode ter várias mulheres; uma mulher deve ter apenas um marido – será que um dia nos desvencilharemos do patriarcado? A moça aqui é tentada pela maçã do pecado, no misógino mito de Eva, a mulher que corrompeu o perfeito Adão e trouxe o caos à Humanidade, fazendo da mulher um cidadão de segunda categoria, sempre abaixo do homem, no machismo dentro das próprias mulheres – quer ter um namorado mais alto do que ela mesma! Como no tampinha Tom Cruise, o qual, ao vir a público com a respectiva esposa, solicitava que esta usasse sapatos de salto baixo! Se tamanho fosse documento, Cruise não seria um mega astro. A moça laboriosa aqui remete à embalagem do tradicional Leite Moça, o leite condensado, com a moça equilibrando um tonel de leite, numa força adquirida, na mulher que precisa trabalhar, remetendo às tristes dondocas improdutivas, ociosas, nada fazendo de seus dias na Terra, algo que não pode acontecer, pois, no desencarne, permanece a necessidade de nos mantermos produtivos, no fato de que o Plano Superior é o Éden para os que gostam de trabalhar e estudar, no caminho da Eternidade, sempre com trabalho, no ponto do espírito alcançar o ponto de perfeição moral, gozando, assim, da Plena Felicidade, na noção espírita de que Deus é o infinito, o sempre, o inesgotável, nesse poder imensurável do infinito, a perspectiva que nos espera, na crença na sacrossanta Vida Eterna, e não é poder demais saber que nunca findaremos? É sim, e passaremos a Eternidade observando Tao, o eterno infindável. Aqui é uma cena de feira de frutas e verduras, no hábito brasileiro de fazer feira, em feiras que não existem nos EUA, por exemplo, nos vendedores interpelando o cliente, como nas ruas de Gramado, com uma agressividade de Marketing, com rapazes nas portas dos restaurantes anunciando preços e pratos, algo que gerou reclamações de turistas, numa cidade em que não se pode, de algum modo, caminhar em paz na Rua, numa cidade de alto custo, elitizada, na especulação imobiliária que encarece os aluguéis dos espaços comerciais, como num certo café em que fui lá, no qual me cobraram R$ 36 por um simples café expresso e um banal refrigerante, algo que me causou dissonância cognitiva, quando temos uma experiência desagradável, na seguinte consequência: Nunca mais colocarei meus pés em tal estabelecimento. As frutas são a fartura de um reino rico, em países tão apolíneos como o Canadá, organizado, rico, com produtos de alta qualidade, numa qualidade de vida suprema, fazendo com que Nova York seja terceiro mundo, como me disse certa vez um senhor, remetendo ao insano Trump, querendo anexar o Canadá aos EUA, numa fome napoleônica, no cidadão médio americano que se identifica com tal senhor, remetendo a Obama, este, sim, um grande homem, um grande líder, uma mão firme, porém gentil. Aqui é o clássico jogo barroco de luz e sombra, nas inevitáveis vogues de renovação, como no momento decisivo que foi a chegada do som ao Cinema, fazendo do Cinema de fato uma arte; fazendo do Cinema uma ferramenta de expressão sociopolítica, em cineastas pensantes, em comoções como A Lista de Schindler, na impactante cena de cadáveres cremados como cães executados, remetendo a uma certa pessoa insana, simpatizante do Nazismo, querendo doutrinar outrem – é um horror.

 


Acima, Isaac abençoa Jacó. As barbas brancas são a imagem que temos de Deus – a de um patriarca, nos líderes islâmicos ranzinzas, terríveis, cruéis, num Ser Humano cruel que se diz mensageiro de Deus, mas faltando com o amor de Deus, resultando no terrorismo destrutivo, no modo como até podemos entender a aversão de Marx pelas religiões, pois nenhuma forma de radicalismo e xiitismo é válida, nas palavras de uma querida amiga minha freira, que foi minha professora no Ensino Fundamental: “O católicos respeitam os espíritas!”. É como na cisão histórica entre católicos e protestantes, em pessoas executadas da forma mais cruel possível, fazendo do Ser Humano tal ser odioso, como no passado dos EUA puritanos, condenando mulheres por bruxaria, numa América que respira até hoje ares puritanos, num país em que o cidadão não pode se prostituir, ou seja, num corpo que não pertence ao próprio cidadão, mas ao estado, ao contrário do Brasil, mas, neste, o cidadão é obrigado a votar e se apresentar ao exército, no caso dos rapazes – cada país com suas carências. Aqui temos um quadro de doença, como contrair dengue, numa pessoa que fica duas semanas inteiras numa cama, mal tendo forças para tomar uma ducha, fazendo das doenças a prova de que é a Terra imperfeita quem tenta imitar o Céu perfeito, havendo no glorioso Plano Superior tais cidades apolíneas, limpas, bem administradas, em questões terrenas complicadas como o descarte do lixo, trazendo a metáfora: Guardar ressentimentos é como guardar lixo dentro de casa – vai começara feder. É o conceito cristão do perdão, como eu próprio resolvi perdoar uma certa pessoa a qual cometeu um grande erro para comigo, no modo como o Ser Humano é fadado ao erro, como outra certa pessoa, a qual resolveu me perdoar, e o perdão é maravilhoso, pois é o caminho da Eternidade – os ressentimentos e as desavenças não são eternos! É então o ineditismo de Jesus, trazendo conceitos de amor num mundo que agia na base do “Olho por olho; dente por dente”. Aqui é feita uma oferenda, uma doação, em trabalhos de caridade como a Campanha do Agasalho, no inverno do RS, com tantas pessoas miseráveis, que passam fome e frio, remetendo a um certo hospital psiquiátrico, o qual, no frio inverno gaúcho, vira, na prática, um albergue, como pessoas pobres em busca de comida, cama e cobertas, não se importando em estar confinadas numa clínica psiquiátrica, na qual não estamos em nossas próprias mãos, mas nas mãos de um psiquiatra, nos termos da estrela Britney Spears, a qual, ao voltar de um internação psiquiátrica em razão de um surto psicótico público, disse aos fãs, pelo Twitter, que a internação psiquiátrica é uma humilhação total, fazendo do paciente psiquiátrico uma pessoa que está num momento de fundo de poço em sua vida, numa miséria existencial. A senhora ao fundo é discreta e retirada, quase oculta, numa pessoa que não quer aparecer muito, no modo como as celebridades são assediadas na Rua, como nesses grandes astros, que não podem passear em paz na Rua, no modo como a celebrização pode ser problemática, como em badalados restaurantes da cidade de Los Angeles, frequentados pelas celebridades, com vários fotógrafos na porta fotografando as celebridades, fotógrafos que ficam se acotovelando uns com os outros, numa competitividade atroz e insana, como no célebre cineasta LC Barreto, indo a Mônaco fotografar o casamento de Grace Kelly, em meio a uma multidão de fotógrafos, num LC o qual, apesar da idade avançada, goza de boa saúde e disposição – está velho, mas está firme! Um bom homem, um homem simples, um herói do Cinema Brasileiro. Vida longa ao Barretão! A cama é o repouso, como numa pessoa em situação de Rua, tendo que descansar, fazendo-o num frio banco de praça, numa pessoa que quer fugir da Vida, da luta, pois o Mundo só pertence aos que lutam, como eu disse recentemente a um amigo meu na Rua: “Na luta sempre!”. Aqui são como pessoas numa cama de hospital, nessa doença horrível que é o Câncer, no recente falecimento da carismática Preta Gil.

 


Acima, José interpreta os sonhos. O homem ao fundo é o labor, sem roupas nobres, com o corpo exposto, sustentando um cesto, sustentando uma família, no peso da responsabilidade, como um certo senhor, sustentando um lar, tendo que trabalhar de Sol a Sol para prover tal nível de vida à esposa e aos filhos, na imagem de Atlas sustentando o Mundo, num peso nas costas, como nos pagadores de impostos, enchendo os cofres públicos, numa miserável Argentina, com seus cofres públicos exauridos, num Milei forçado a tomar atitudes impopulares, como cortar em cem por cento os incentivos ao Cinema Argentino, num Milei o qual hoje, inevitavelmente, está sendo profundamente odiado pelos cineastas daquele país, como outro certo senhor, o qual não teve escolha, tendo que alocar a própria mãe num lar de repouso para idosos, numa senhora com demência, perdendo a virilidade e a autonomia de “voo”, uma pessoa que simplesmente não pode mais sair sozinha na Rua. No lado direito, vemos roupas nobres, privilegiadas, remetendo a um certo quadro, de cujo autor não lembro o nome, num príncipe totalmente esnobe e condescendente doando um nobre veludo a um mendigo nu, havendo as pessoas que fazem trabalho de caridade, uma atividade que respeito, na noção taoista minimalista na qual devemos ter o mínimo possível de coisas, no caminho da limpeza, na glória de se tomar um banho num banheiro ensolarado pela luz da manhã, num espírito infeliz que desencarnou e foi ao Umbral, sendo resgatado por um espírito amigo, um anjo, sendo levado a um banheiro para um banho, no traço cultural baiano, no qual o padrão é tomar dois banhos por dia, ao contrário do gaucho, que é apenas um banho diário, em terras com clima e temperaturas diferentes uma da outra. No centro do quadro, temos uma flexibilização, num conceito sendo desenvolvido, como em conceitos publicitários, em nas chamadas reuniões de brainstorm, com cada um falando o que vem à cabeça, no “xixi” de um certo professor universitário que tive, um publicitário respeitado de Porto Alegre, dizendo aos alunos: “Vocês não podem ficar assim tão apáticos e desestimulados! Vocês têm que ter tesão, tomar nota, fazer perguntas!”, nesses professores excelentes, que valem cada centavo da mensalidade. A taça segurada é tal recipiente, no traço de se fazer um brinde de confraternização, na magia de um vinho harmonizado com boa comida, em pequenos prazeres mundanos, no gostoso pecadinho da Gula, inofensivo, no modo como há confeitarias no Plano Superior, no qual comemos, mas não engordamos! São os deliciosos pecadinhos capitais, como a ira, na delícia da vingança, ou na deliciosa preguiça, com mais horas em cima da cama, pois sempre digo: Da preguiça nasceram as grandes invenções da Humanidade – por que ficar horas cozinhando algo na panela convencional se posso fazê-lo em muito menos tempo numa panela de pressão? É o pecadinho da luxúria, apimentando relacionamentos amorosos, como nas sexshops, como numa certa boate portoalegrense, com uma sexshop, no modo de se aceitar que o Ser Humano tem todo um lado sexual, como na explosão de vida na primavera, com borboletas ensandecidas polinizando, nas sábias palavras da sempre formidável Dercy Gonçalves: “Se não houvesse tesão, ninguém faria filho!”, uma diva totalmente transgressora, hilária, estabelecendo uma identidade pública, sempre no humor avassalador, fazendo da comédia algo tão humano, tão único, no senso de humor de Tao, na noção de que tudo traz em si sua própria contradição, como nos jogos de ilusão do mestre MC Escher, estimulando nossa mente com tamanha perfeição de desenho, nesses grandes mestres que nos deixam perplexos e atônitos. A figura à direita é um auxílio, como num auxílio de psicoterapeuta, mostrando o Mundo da forma mais fria possível, sempre na cabeça, na mente, nunca ouvindo o traiçoeiro coração, na sobrevivência da mente após a morte do corpo físico, na noção taoista: Se o seu corpo morrer, não tem problema! Aqui temos um processo se desdobrando, no modo como tudo é processo.

 

Referências bibliográficas:

 

Bernardo Strozzi. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 11 jun. 2025.

Bernardo Strozzi. Disponível em: <www.meisterdrucke.pt>. Acesso em: 11 jun. 2025.

Bernardo Strozzi. Disponível em: <www.pt.wikipedia.org>. Acesso em: 11 jun. 2025.

quarta-feira, 16 de julho de 2025

aBSurdamente talentoso (Parte 5 de 10)

 

 

Falo pela quinta vez sobre o pintor italiano Bernardo Strozzi. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Bispo Alvise Grimani. Aqui é a dignidade, como uma certa psiquiatra, já falecida, a qual levou uma vida nobre e produtiva, auxiliando os que tinham problemas espirituais, uma mulher que voltou de cabeça erguida ao Plano Superior, no clima de missão cumprida, na dignificação do trabalho, no espírito desencarnado que se dá conta de que a vida continua, tendo que arranjar um trabalho lá em cima, num plano maravilhoso, no qual não existe desemprego. O bigode aqui é garboso, civilizado, num tato diplomático, no cavalheirismo no fio do bigode, no homem de Tao, na civilidade de se sentar e conversar, sempre primando pela paz, no Papa Leão XIV, sempre pedindo paz no Mundo, na sabedoria de que a paz é maior do que a raiva, nas patetices humanas, sempre em guerra, na eterna guerra para ver quem tem o maior caralho do Mundo, com o perdão do termo chulo, num Ser Humano que tanto subestima a paz, havendo tal paz inabalável no Plano Superior, num plano em que as pessoas se respeitam, numa paz deliciosa. O livro aqui é a erudição, como num senhor que conheço, um leitor voraz, com uma ampla biblioteca em casa, num homem que é um ratão de sebos, livrarias e bibliotecas, na revolução que a Escrita causou na Humanidade, num ponto em que as tradições deixaram de ser transmitidas por forma oral, trazendo o Homo sapiens à civilização, até chegar aos píncaros de sofisticação humana, surgindo o termo Homo sapiens sapiens, nas sofisticações da Era Digital, numa revolução que deixa perplexa minha geração, que foi criança nos anos 1980, com a TV de tubo e sem controle remoto, com poucos canais de TV aberta, chegando aos dias de hoje, na Era Streaming, na qual tudo vira software, assistindo tudo no conforto de casa, assim como na Era Download, na qual se perdeu o suporte físico, o bem de consumo, na coisa que compramos ou alugamos e levamos para casa – é um galgar tecnológico muito louco! As vestes aqui são nobres e solenes, remetendo a um coleguinha meu de colégio, o qual virou padre, numa escolha de vida, de carreira, uma pessoa pela qual torço muito, meu amigo, talvez uma pessoa que um dia possa ser Papa, num longo trabalho de formiguinha, dando missas diariamente em um templo tão belo, na magia da Arte Sacra, algo que tanto seduz Bernardo Strozzi, um monstro da Arte Sacra, como no legado supremo de Michelangelo, havendo em Caxias do Sul uma rara réplica da Pietà do mestre, num privilégio, não como muitos milhares de templos católicos ao redor do Mundo que não têm tal réplica, num presente do Papa; num presente de rei, talvez em questão de Caxias do Sul ter sido tal berço de imigração itálica, mas uma cidade que hoje é uma Babilônia, numa diversidade enorme, como em cidades cosmopolitas como Brasília, a cidade das embaixadas, com gente de todos os cantos do Mundo na capital brasileira. Os dedos do bispo aqui são delgados, finos, no modo como fino é forte e grosso é fraco, mas num Ser Humano que sempre tanto se equivoca, sempre optando pela grosseria da guerra, perdendo o tato diplomático, numa Rússia oprimindo uma inocente Ucrânia, tudo em nome do Anel do Poder, o qual corrompe o mais nobre dos homens, em homens tão excepcionais como o inesquecível Papa Francisco, sempre humilde, sempre sábio e discreto, nunca deixando subir à cabeça as regalias de ser o Santo Padre, remetendo a um certo senhor odioso, num complexo de Napoleão, num imperialismo como Roma, no Ser Humano sempre querendo ser o Senhor do Mundo, com impérios e egos que ascendem e descendem, e Jesus fica, com sua humildade, no centro sobrenatural da História, num legado de pensamentos, conceitos e ideias, no poder do pensamento, no Plano Superior, onde matéria é nada e pensamento é tudo, na vitória da cabeça sobre a bunda. As vestes aqui são solenes e formais, num homem que se arrumou para posar, no caminho da autoestima, remetendo a uma certa professora que tive no Ensino Médio, uma mulher que perdeu totalmente a autoestima, deixando de se arrumar, saindo de casa com qualquer roupa, com o cabelo de qualquer jeito, e a primeira pessoa que devo amar é eu mesmo! A tiara à esquerda é tal poder, na dignidade de um representante do santo trono de São Pedro, na imposição do metafísico sobre o vulgar físico.

 


Acima, Senhora idosa. Aqui é a inevitável passagem do tempo, no modo como a idade vai nos trazendo sabedoria, pois não é bom ser jovem demais, pois o jovem não juízo ou responsabilidade, num jovem inconsequente, pois quando olhamos para o passado e temos o desejo de “passar a borracha” e fazer tudo de novo, é porque aprendemos a lição. Neste quadro perdemos a identidade da modelo, em pessoas tão longevas como Elizabeth II, falecendo na casa dos noventa, numa vida de dedicação ao povo, num encargo enorme de responsabilidades, tendo que se manter digna e altiva pela vida toda, assumindo muito jovem um poderoso trono muito, numa moça na casa dos vinte, aprendendo “na marra” a ter responsabilidade e siso, gerando o filmão A Rainha, na monarca encarando um momento tão delicado, tendo que, quase à força, fazer reverência a uma mulher que tanto se tornou, mesmo tal mulher não sendo mais oficialmente membro da família imperial inglesa, no paradoxo dessas famílias de realeza: Por um lado, algo tão belo, fino e onírico, que nos remete a uma dimensão atemporal e apolínea; por outro lado, algo tão obtuso, em que homem é varão e mulher é fêmea, numa impiedosa imposição de heterossexualidade – e não ouse contradizer! Aqui é o inverno da vida, num caminho tão longo, cheio de sisos e responsabilidades, numa pessoa digna de respeito, que não viveu em vão, remetendo a um certo senhor hedonista, o qual nunca, nunca se centrou nem produziu, levando uma vida vazia, na desolação da vida dos que nada fazem de seus dias de “cárcere” aqui na Terra, esta prisão que tanto nos faz crescer, pois o aprimoramento como pessoa é o sentido da vida, no modo como morremos melhores do que quando nascemos; no modo como a vida nunca é em vão, e ninguém pode pura e simplesmente “passear”, num espírito o qual, ao desencarnar, vai se dar conta de tal vazio, querendo reencarnar e partir em busca do tempo perdido, no modo como são tristes as histórias de vida de pessoas que largaram uma faculdade no meio, subestimando a importância de se fechar um ciclo, como uma transa sem orgasmo – não tem sentido. A senhora aqui nos olha com discrição e humildade, longe das arrogâncias da juventude, num jovem que acha que jamais enfrentará vicissitudes e obstáculos, no modo amargo e doce como a vida vai nos dando duras lições de humildade, no caminho da mortificação espiritual, na pessoa se desprendendo de bobagens auspiciosas, nas palavras  sábias de uma certa senhora: “O Mundo só pertence ao dignos merecedores – o resto são sinais auspiciosos”. É o caminho da altivez, sem arrogância, numa linha divisória que tantas pessoas perdem de vista. Neste quadro, não vemos um sorriso, numa seriedade, no modo como, apesar de ser necessário ter senso de humor, a vida é algo muito sério, remetendo ao longevo Leonardo da Vinci, o qual se manteve brincalhão e irreverente até o fim da vida, no poder do palhaço em rir da vida, fazendo do senso de humor algo tão humano, tão único, no poder de grandes palhaços como Jim Carey e Rowan Atkinson, fazendo escola ao redor do Mundo, no modo como um palhaço o será estando ou não remunerado por tal, como Carey saindo de um restaurante de Los Angeles de mãos dadas com um amigo, como se fossem um casal gay, no poder do palhaço e nos fazer rir, como no filmão Dogma, no qual Deus tem um imenso senso de humor, nas palavras de uma mulher famosa e mãe: “A gravidez e o parto são grandes piadas de Deus para com as mulheres!”. Aqui é a moda barroca, com figuras iluminadas com um negro fundo atrás, na revolução barroca que “sepultou” a Renascença, nas novas vogues, nas ondas de renovação que sempre vêm, no surgimento de novas estrelas como Gaga, alimentando uma geração que veio depois da geração embalada por Madonna, no modo como cada geração tem seus ídolos, como na geração dos meus pais, a geração Elis Regina, ao contrário de minha geração, que é a geração Marisa Monte. Aqui remete aos idosos em asilos, numa vidinha pacata, como uma amiga minha idosa freira, aposentada, numa vida ociosa, infelizmente.

 


Acima, Caridade cristã. Aqui os bebês competem pela atenção da Mãe, como numa certa imagem sacra, com anjinhos aos pés das Virgem, num símbolo de fertilidade, como na fertilidade de um artista, como Tao, sempre criando, deixando-nos perplexos frente a tal perfeição, como num fã clube ávido pelo novo trabalho de um determinado artista. O seio aqui é a alimentação, como eu aqui no blog, alimentando semanalmente, mostrando algo ao Mundo, nas sábias palavras de Tom Cruise: “Tenho que mostrar alguma coisa!”. O seio é o doce leite, na magia de uma caixinha de leite condensado, no clássico de tardes em casa, fazendo o brigadeiro de panela, na magia do chocolate, algo amargo o qual, ao ser combinado com leite e açúcar, ganhou o Mundo, na universalidade da gastronomia humana, com a pizza italiana ganhando o Mundo, assim como o sushi japonês tomando o Mundo, na universalidade do Ser Humano, como nos Jogos Olímpicos, na prova de tal universalidade, como grandes artistas, com fãs em todos os cantos do Mundo. A Virgem aqui tem suas responsabilidades, como um certo senhor, pai de duas filhas, na enorme responsabilidade de prover um lar, com esposa e filhas, sustentando, assim, quatro pessoas, contando a si mesmo, naquele pai herói que nunca deixa algo faltar em casa, como na mãe zelosa, sempre deixando a casa limpa e organizada, no “choque térmico” que é sair de casa e sair debaixo da asa dos cuidados maternos, naquela mãe heroína que sempre deixou tudo impecável, numa casa abastecida com compras de supermercado, remetendo a uma certa senhora, a qual foi mãe ainda adolescente, tendo que amadurecer “na marra”, perdendo, de certo modo, seus dias de adolescente, na seriedade da vida, a qual tanto de nós exige. Aqui remete a uma cachorrinha que tive, a qual pariu crias, uma cachorrinha a qual, ao dar de mamar aos filhotes, começou a ficar desnutrida, com o pelo caindo, e tive que dar suplemento alimentar ao animal, numa mãe dedicada, sempre fazendo tudo pelos filhotes, como minha querida avó materna, sempre dando tudo aos filhos, como cheques em branco, uma avó que me disse que, ao ver uma das filhas casando e indo embora de casa, teve o sentimento de ter sido levado embora um dos braços da minha avó, tal a sensação de vazio. Aqui remete a uma certa vez num shopping em Porto Alegre, onde vi um carrinho de bebê com trigêmeos, na enorme responsabilidade de criar três ao mesmo tempo, como no raríssimo caso em que uma mãe deu a luz a oito meninas, numa responsabilidade inimaginável, dando conta de leite materno, de troca de fraldas – Jesus, que responsa! As vestes aqui são nobres, finas, em fina seda chinesa, na rota da seda que seduziu a Europa que se abria nas Navegações, num início de globalização, remetendo à China de hoje – de jure, uma ditadura comunista na qual o cidadão tem que aceitar tudo o que o partido único determina; de facto, um país perfeitamente capitalista, no qual o cidadão é livre para empreender da forma como desejar, em tantos containeres que partem todos os dias da China para o Mundo, nessa complexa teia global, nos sonhos liberais de Adam Smith de uma economia global autorregulada, sem qualquer interferência estatal, remetendo aos atuais tarifaços de Trump, um homem que faz uso do poder, afinal, foi democraticamente eleito, um homem que impõe o estado à economia, algo tão marxista, nuns EUA tão democráticos – que contradição! Aqui os bebês são gordinhos e saudáveis, bem nutridos, num lar cheio de cuidados, remetendo a certa vez em que conheci meninos pobres, os quais, já adolescentes, tinham tamanho de crianças de menor idade, tal a baixa nutrição, em lares pobres, com escassez de alimentos – é triste. A mãe aqui é a figura provedora, no trabalho de caridade, no qual me desprendo de coisas que me sobram para, assim, auxiliar os que têm menos, como um certo senhor, o qual só tinha a roupa do corpo, ou outro senhor certa vez, o qual usava bermudas num dia de inclemente vento gelado e cortante pelas vias invernais caxienses.

 


Acima, Conversão de Zaqueu. Aqui é a sacra intervenção de Jesus, no triste modo como nem Ele soube resolver os problemas da Humanidade, como guerras e conflitos, raivas, na noção taoista de que a paz é maior do que a raiva, como em polidos esforços diplomáticos em nome da paz, no homem de Tao, sempre cuidadoso, com tato, como atravessar um rio com cuidado, como se soubesse que ali há perigo, havendo em Chico Xavier um homem de Tao – visto, amado e respeitado, trazendo acalento às pessoas, numa fé imensurável, numa humildade, dizendo-se apenas um “carteiro”, numa sensibilidade incrível. Jesus é este príncipe da paz, na delícia metafísica de paz, de quietude, num lugar sem as patetices das ambições humanas, um plano no qual o Anel do Poder nada significa, no caminho da mortificação espiritual, ao ponto da pessoa resistir às tentações mundanas, bloqueando-se contra tolos sinais auspiciosos. O menininho é a inocência da infância, numa época em que a vida é mais simples, nas amizades puras, sem interesses, como num certo filme em que um menino judeu num campo de concentração fica amigo de um menino fora de tal campo, no modo da criança trazer um residual do Plano Superior, no brilho dos espíritos de paz e amor, nos versos de uma certa canção de um cantor gaúcho: “Sonhei que as pessoas eram boas em um mundo de amor, e acordei neste mundo marginal!”, remetendo a um certo senhor, o qual me ludibriou, enganou-me, e eu o perdoo, pois a palavra de um homem vale mais do que dinheiro, sendo este senhor um homem sem palavra, dignidade ou nobreza, um homem microscópico cuja vida deve ser um inferno, pois aos de má fé só cabe o Umbral, o presídio em que purgamos – uma pessoa assim não tem como estar ok! O homem trepando na árvore está discreto e coadjuvante, uma testemunha ocular, como no filme Sabrina, na menininha pobre e deslumbrada, trepada numa árvore para ver o glamour de festas de ricos, deixando-se corroer por sinais auspiciosos, deslumbrada, iludida, acreditando em “Papai Noel”, no caminho da mortificação, que é bloquear tais deslumbres e ver as coisas do modo mais frio possível, em esforços num consultório de Psicologia, como já ouvi dizer: O psicoterapeuta é uma comadre bem paga! Os pés descalços são a simplicidade, como nos pés descalços da Galadriel de Tolkien, como nos pés descalços da Virgem Santíssima, numa pureza, no conforto de casa, no lugar em que nos sentimos tão à vontade, no termo “Nosso Lar”, na tentativa de nos fazer entender que somos todos príncipes, filhos do mesmo Rei, remetendo aos espíritos revoltados, como uma certa pessoa, revoltada desde sempre na vida, fazendo questão de ir contra amorosos conselhos, na pessoa revoltada dizendo: “Não pode cheirar cocaína? Pois é aí então que vou cheirar!”. O espírito revoltado não tem consciência do sangue sacrossanto estelar que corre em suas veias, como no filme O Rei Leão, no leãozinho que não sabia do próprio destino. As barbas aqui são a masculinidade, num mundo de homens, num mundo em que as freiras têm que aceitar passivamente os homens no Vaticano, e será que um dia teremos cardeais mulheres? É o papel da feminista, indo contra tais ventos, num papel revolucionário, como numa transgressora Chanel, em sua coragem para libertar a mulher, como no clássico corte de cabelo Chanel, como reza uma lenda da cidade de Porto Alegre, um cabeleireiro o qual, ao atender uma perua, ouviu esta dizer que queria um corte Chanel, em quando o cabeleireiro estava no meio do procedimento, a mulher disse que não gostara, e ele lhe disse: “Olha aqui, você entrou aqui pedindo Chanel e Chanel é isto. Se não gostou, azar o seu!”, ou seja, temos que, de certo modo, mandar o Mundo à merda, com o perdão do termo chulo. A criancinha aqui é no termo de Jesus dizer que o Céu é das criancinhas. O cachorro no quadro é a fidelidade, num amigo que faz uma festa quando chegamos em casa, num encargo – tenho que ir ao super e comprar ração para meu bichinho.

 


Acima, Cristo carregando a cruz. Aqui remete a um senhor que eu vi certa vez numa praça caxiense, carregando uma enorme cruz, querendo fazer pregações, como pessoas que se propõem a ser de fato crucificadas, num masoquismo, algo que vai contra o Espiritismo, o qual diz: “Mortifique o espírito e não o corpo!”, como certa vez um padre decepou o próprio pênis, sofrendo dores imensuráveis, pois se mortificar o corpo adiantasse para algo, todos mortificaríamos nossos corpos e seríamos perfeitos! Aqui remete ao polêmico filme A Paixão de Cristo, no qual Mel Gibson culpa os judeus pela morte de Jesus, um filme que acabou por prejudicar Mel, um homem que já esteve no topo da cadeia alimentar hollywoodiana com o filmão Coração Valente, na gangorra da vida – hoje, lá em cima; amanhã, não se sabe, como não me canso de dizer que o sucesso é um amante infiel, pois na vida não há “controle remoto”, pois não podemos pausar, adiantar, retroceder etc., ou seja, relaxe a curta a viagem encarnatória, com lições sérias sendo aprendidas, pois tornar-se uma pessoa melhor é o sentido da vida, como num aprimoramento numa faculdade, como já ouvi palavras espíritas: Uma encarnação na Terra é algo muito valorizado no Plano Superior, como frequentar uma séria e respeitada instituição de ensino, remetendo a um certo senhor frustrado, o qual abandonou a carreira de ator para se tornar advogado, no modo como todos temos o direito de sonhar com uma vida melhor. A cruz pesada aqui é o peso da encarnação, numa responsabilidade, nas palavras de uma querida prima minha: “Deus nunca nos dá uma cruz além do que podemos aguentar!”, no caminho da esperança, na imagem de libertação do Espírito Santo, na promessa de uma vida melhor e mais plena, sem as doenças e problemas relativos ao corpo carnal, como eu digo a entes queridos já desencarnados: Você está na glória; você está desencarnado! As vestes rubras são o sangue de Jesus derramado em vão, num homem que foi tão mal compreendido, até ressuscitar na fé das pessoas, ao ponto do imperador romano se converter ao Cristianismo, na ironia de que, antes disso, os romanos odiavam os cristãos, queimando estes vivos, nesse eterno talento humano para a crueldade, como queimar pessoas vivas em fogueiras, no lema humano: Quanto mais cruel, melhor. A coroa de espinhos é tal crueldade psicopática – se és um rei, eis tua coroa! Aqui é a inevitável dor encarnatória, a qual acaba por nos fazer evoluir, no modo como a vida dói em todos nós, e o que muda é se decido sofrer ou não sofrer por tal dor, no caminho de rejeitar o masoquismo e entender que as durezas inevitáveis da vida servem para nos fazer evoluir, num espírito que observa o modo como precisa se aprimorar, encarando uma nova vida na Terra, esta grande escola. As mãos de Jesus são delicadas, num delicado tato diplomático, no caminho da conciliação – vamos sentar e conversar, meu irmão! É como num tato de psicoterapeuta, sempre respeitando o paciente, evitando grosserias, como uma certa senhora, a qual foi deliberadamente grossa comigo, e peguei rechaço de tal pessoa, pois não sou nem sádico, nem masoquista, como certas vezes em minha vida tive mandar à merda pessoas que pouco me respeitaram, com o perdão do termo chulo, e não é importante, de algum modo, mandar o Mundo à merda? Que vida é esta na qual sou um escravo sem autoestima, sendo tratado como uma ameba insignificante? Vá se foder, com o perdão do termo chulo. O perfil aqui é majestoso, como no perfil de um monarca em moedas, como no perfil de Cleópatra em moedas descobertas por arqueólogos e egiptólogos, no caminho da dignidade. Este quadro é sombrio, como no dia de Sua crucificação, num céu negro, em luto profundo, como nos antigos costumes de Páscoa, sendo vetado rir na Sexta Feira Santa, com músicas fúnebres tocando nas rádios, na imagem do Cristo morto, fazendo metáfora com a mortificação espiritual, ao ponto da pessoa ficar imune a apelos mundanos, como joias preciosas, as quais são cópias bem toscas da plenitude da Vida Eterna, pois a matéria está fadada à danação.

 


Acima, Davi coma cabeça de Golias. Aqui remete ao fracasso de uma certa empresária industrial, a qual lançou uma linha de certos produtos, numa firma pequena, competindo com gigantes nacionais, na situação de Davi vs. Golias, num anão desafiando um gigante, num fracasso que foi uma pena, pois esta empresária investiu pesado na qualidade e na mídia divulgadora, talvez lhe faltando agressividade para ter um marketing mais poderoso e marcante, nas palavras de um certo psiquiatra: “Tens que ter mais agressividade, pois vives num mundo competitivo!”, como em criancinhas na escola, com todos competindo para ver qual tem as melhores notas, ou seja, o queridinho do professor, remetendo a uma colega que tive, cujo sonho era gabaritar todas as matérias na escola, uma colega que tinha um semblante seríssimo ao receber a prova corrigida sem tirar conceito máximo, do tipo: “Mas o que aconteceu para eu não ter tirado nota dez?”. É a disciplina espartana de certas pessoas. Aqui a cabeça é tal prêmio de caça, como bichos empalhados, no divertido episódio do desenho da Pantera Cor de Rosa, com uma casa de caçador, cheia de pilhagens, de troféus, numa agressividade, remetendo a eras em que a caça era totalmente liberada, chegando aos dias de hoje, nas heresias antiecológicas, num ponto em que temos que dar ouvidos aos ecologistas: A Terra é nossa única casa, pois a Humanidade não tem para onde ir, pois, fora da Terra, o Cosmos é hostil ao Ser Humano. A espada é a racionalidade que detecta as malícias de falta de apuro moral, como um sociopata que conheço, o qual é um escravo de sua própria sexualidade, numa vida mundana, girando em torno de sexo, numa vida tão vazia, tão pobre, sem um pingo de amor pelo Mundo. No fundo do quadro, pessoas atônitas com a vitória de Davi, como em seleções zebras em Copas do Mundo, como certa vez a seleção de Camarões. Aqui é o quadro da vitória apolínea, gloriosa, numa pessoa vencendo na vida, vitoriosa, numa Gisele, num paradoxo: Como modelo, um monstro sem precedentes na História do Homo sapiens; já, como atriz, fodeu-se, com o perdão do termo chulo, na sabedoria popular de que, na vida, não se pode ter tudo. As vestes de Davi são finas e fluidias, dignas de deuses, na procura humana pelo nobre, pelo metafísico, no poder de certas pessoas, como uma mágica Diana, deslumbrando o Mundo, uma mulher a qual, ao sair oficialmente de uma famosa família de realeza, tinha tudo para cair no maior e mais completo esquecimento, obtendo tanto poder num império em que ninguém pode ser mais do que realeza, numa morte trágica que tanta comoção global causou, uma mulher a qual, no frigir dos ovos, nunca deixou de ser rainha nos corações das pessoas, a Rainha do Mundo, numa mulher de paradoxos – gostava de aparecer e, ao mesmo tempo, sentia-se invadida pela mídia. As plumas na cabeça de Davi são altivas, aristocráticas, elegantes, finas, suaves, num tato diplomático, na básica noção de que o Bem é sempre agradável e o Mal é sempre desagradável, mas num Ser Humano que sempre se deixa levar por sinais auspiciosos, como numa pessoa desperdiçando a própria vida fazendo do sexo um leilão, desperdiçando sua própria juventude, e eu gostaria de lhe dizer: Vá arranjar um emprego decente! A sólida árvore aqui é a força da Vida, sempre lutando por um lugar ao Sol, na competição da natureza, como eu vi certa vez uma cena degradante, com três ou quatro fotógrafos fazendo registros de um evento, e esses senhores acotovelando-se abruptamente, numa insana competitividade, na noção taoista de que, quando sou único, ninguém pode competir comigo! A bolsa de Davi é a recompensa, numa divertida Carmen Miranda, a qual desdenhava do fato das pessoas no Brasil acharem que a diva ganhara rios de dinheiro em Hollywood. Golias é a morte, a decapitação, como num Saddam enforcado, acabando tão mal, despertando a ira de uma superpotência, como num firme Obama dando permissão para matar Bin Laden, sendo aquele um homem firme, porém nobre, um grande homem, maior, muito maior do que outro senhor, cujo nome não mencionarei.

 

Referências bibliográficas:

 

Bernardo Strozzi. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 11 jun. 2025.

Bernardo Strozzi. Disponível em: <www.meisterdrucke.pt>. Acesso em: 11 jun. 2025.

Bernardo Strozzi. Disponível em: <www.pt.wikipedia.org>. Acesso em: 11 jun. 2025.