quarta-feira, 2 de julho de 2025

aBSurdamente talentoso (Parte 3 de 10)

 

 

Falo pela terceira vez sobre o pintor italiano Bernardo Strozzi. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, A libertação de São Pedro. O glorioso momento do Desencarne, quando deixamos para trás todos os problemas relativos aos nossos corpos carnais, havendo os espíritos revoltados, identificados com a matéria, não querendo desencarnar, bem pelo contrário, querendo voltar ao corpo carnal, no caminho da loucura – o que se pode dizer de um presidiário que não quer sair do presídio? O santo aqui é idoso, com uma vasta experiência de vida, no caminho do juízo e da sabedoria, no modo como não é bom ser jovem demais, numa época em que não temos responsabilidades, ao contrário de um filho primogênito, na incumbência de desde cedo a ajudar a criar seus irmãos mais jovens, num espírito que amadurece desde cedo, no encargo e nos pesos da responsa. O anjo é a juventude eterna dos desencarnados, no espírito idoso que desencarna e vive jovem e belo para sempre no Plano Superior, na vitória da beleza sobre a morte, na força avassaladora e irrefreável da beleza, impondo-se, na imposição da luz, na vitória da luz, na Terra da Estrela da Manhã, à qual todos pertencemos, como não me canso de dizer – somos todos príncipes, filhos do mesmo Rei, e todos fomos concebidos com imaculação e perfeição, e somos todos absolutamente distintos, num Pai que tanto nos ama, dando-nos o presente incrível da Vida Eterna, no fato de que nunca findaremos, e é muito poder, na noção espírita de Deus é o infinito, e o Tao sobre o qual podemos falar não é o verdadeiro Tao, no poder imenso de Deus, a Inteligência Suprema, havendo os espíritos depuradíssimos, os arcanjos que gozam da Felicidade Suprema, num espírito que sabe que a Vida é luta sempre, havendo no Plano Superior a necessidades de nos mantermos produtivos com algo nobre, ou seja, trabalho, meu irmão. As algemas são tal cárcere, tal prazo de reclusão, no modo como dizem que o Presídio Central de Porto Alegre é uma sucursal do inferno, ou como numa pessoa internada psiquiatricamente, numa prisão, na pessoa querendo, com todas as suas forças, voltar para casa, remetendo a um senhor muito infeliz que conheço, o qual se perdeu nas drogas, condenado a apodrecer o resto de seus dias na Terra numa clínica psiquiátrica, impedido de trabalhar, namorar, divertir-se, ter filhos, enfim, impedido de viver, sendo, de longe, a história mais deprimente que conheci em pessoa em minha vida, e o que dá pena é que se trata de uma pessoa basicamente boa, com bom coração, mas a Vida não é só coração, o qual pode ser traiçoeiro, ou seja, sempre ouça à cabeça, meu irmão; ouça à fria razão. Aqui é a energia que se respirava no funeral de uma certa pessoa, no clima de missão cumprida, numa pessoa totalmente consciente do próprio desencarne, no modo como todos estamos na Terra o mínimo de tempo possível, pois se não morri ainda, minha missão não está cumprida, com cada um com seu tempo de encarnado – uns morrem jovens; outros, velhos. O anjo aqui é o espírito de luz que nos guia por um túnel de luz, levando-nos para o Lar Metafísico, o lugar em que a mentira perece, sendo bloqueado em relação ao sociopata, o qual afunda nas próprias mentiras, como um certo senhor sociopata, uma pessoa que mente, mente e mente, viajando ao redor do Mundo para fazer turismo sexual, numa vida em torno de sexo, num espírito altamente mundano, não querendo desencarnar. São Pedro aqui está incrédulo, mal acreditando que seus dias de Terra acabaram, fundando a Igreja Católica Apostólica Romana, no santo trono de São Pedro, nas reformas ousadas de Francisco, as quais não podem ser ignoradas pelos papas posteriores, num caminho de evolução, num Francisco tão excepcional e humilde, clemente, fazendo valer a palavra de Jesus, ao contrário de regentes cruéis, como uma Maria Tudor, queimando protestantes vivos em fogueiras, numa crueldade insana, como não me canso de dizer – nada mais humano do que ser desumano. As algemas são os poderes mundanos, como dinheiro, na sabedoria popular de que se vão os anéis e ficam os dedos, num desencarne complicado, como um rei ou rainha, com dificuldade de se desprender de tais poderes mundanos, na divertida frase: “Isso não te pertence mais!”, ou seja, quanto mais humilde, mais tranquilo é o desencarne. O anjo aqui é nosso amigo fiel, sempre nos guiando pelo caminho bom.

 


Acima, A Sagrada Família com o Menino. Realmente, temos que reconhecer o pincel de Strozzi, numa pintura tradicional acadêmica que foi transgredida pelo Modernsimo, resultando na plena liberdade de que a Arte goza em nossos dias, fazendo da Arte algo divino, que liberta nossas mentes, fazendo da Arte algo que nos faz humanos – os macacos não fazem filmes. O protagonismo do quadro é da Madona e do filho, estando esses em maior evidência. A nudez do menino é pura e inocente, como chafarizes de menininhos urinando água, na inocência da nudez, como em praias de nudismo, numa deliciosa sensação de liberdade, como nadar nu no mar, no Éden antes da serpente, com a inocência nua, chegando à malícia da serpente, trazendo a vergonha em relação à genitália, no casal sendo expulso do jardim divino, na misoginia do mito de Eva, a mulher que corrompeu Adão e trouxe a miséria à Humanidade, sendo Adão uma obraprima e Eva um arremedo com a função única de procriação, algo que enfurece as feministas, as quais têm a coragem e a força de ir contra os poderoso ventos patriarcais, como no título do livre, digo, do livro de Susan Sontag : “Contra o vento”. São as nossas elites intelectuais, libertando nossas mentes, libertando-nos do Mito da Caverna, mostrando-nos a saída, o lado de fora, como o Neo de Matrix, dando sua vida para libertar e Humanidade, no mito de Jesus, um homem o qual, em vida, foi tão mal compreendido, acabando oficialmente executado, ressuscitando depois da fé das pessoas, ao ponto do cézar romano se converter ao Cristianismo, numa Roma cruel a qual, anteriormente, executava cruelmente os cristãos. O anjinho traz uma cruz, antevendo o destino duro do menino, executado numa cruel cruz, dolorido ao ponto de se sentir abandonado por Deus. Na cruz vemos palavras, no poder da palavra, na revolução que foi a chegada da Letra ao Ser Humano, fazendo assim registros, suplantando a transmissão oral da tradição, como nas tribos amazônicas, sem letra. Remete à suma importância da Pedra da Roseta, a qual proporcionou ressuscitarmos uma língua morta, que é o egípcio antigo. Aqui, São José, velho, está coadjuvante, em contraste com a Virgem, sempre doce, pura e jovem, nas “loucuras” das quais a mulher é capaz de fazer em nome da beleza, na febre global do Botox, o qual, sinto em dizer, não dá ao rosto um aspecto natural, em cidades como Los Angeles, com as estrelas de Cinema combatendo a passagem do tempo, como uma certa popstar, obcecada em não envelhecer, na inevitável passagem do Tempo, na metáfora do filmão Vanilla Sky, com um recurso científico de fazer com que a pessoa rejuvenesça e viva jovem para sempre, que é o Desencarne, o glorioso plano da autoestima, no qual tenho o cabelo que eu quiser ter, com a forma física que eu quiser ter, na eternidade da beleza, a beleza de Tao, o caminho natural, numa grande avenida que arrasta para si os caminho laterais. O binômio mãe & filho aqui se destaca exatamente porque está em contraste com o fundo negro, no básico discernimento taoista: Quando digo que algo é grande, é porque comparo com algo menor, ou seja, o ator coadjuvante fazendo o ator protagonista se sobressair, como na atriz Nicole Kidman, a qual, ao estar casada com o baixinho Tom Cruise, era obrigada a aparecer em público, com o marido, com sapatos de salto bem baixo! É como me disse uma certa moça: “Quero um namorado mais alto do que eu!”, e o que é isto? É o patriarcado, no homem sempre um nível acima da mulher, fazendo desta um cidadão de segunda categoria, respaldado por um homem, no ritual do casamento, na mulher passando das mãos do pai para as mãos do marido, na noiva branca, pura e casta, impedida de ter sexualidade, no mito de Maria, a qual é tida como perfeita só porque nunca transou, sem eu aqui querer ferir a fé das pessoas, pois o mito de Maria serve para nos dizer que todos fomos concebidos de forma imaculada, no sangue sacrossanto estelar que corre nas veias de todos nós, meus irmão, meus iguais, no paradigma democrático – o presidente é um dos nossos.

 


Acima, A Virgem com colher. Aqui são os encargos da vida de mãe, na responsabilidade de nutrir o filho, de trocar as fraldas etc., remetendo a um certo e triste caso de uma mãe que privou a própria mãe de ver o neto desta, movendo uma ação judicial contra senhora sua mãe que lhe gerou, amamentou, trocou fraldas e deu comida na boca, na crueldade do Ser Humano – existe algo pior do que não poder ver o próprio neto? É muita crueldade. Aqui parece ser um comercial de papinha de nenê, na época da vida sem dentes, como um certo senhor, o qual, ao fazer implantes dentários, teve que passar um tempo sem poder mastigar, comendo, assim, sopas e papinhas, num caminho de paciência, como num processo pós operatório, como na complicada e excruciante mudança de sexo, numa transmulher que percebe que, nem assim, é considerada mulher – pior: não é considerada nem homem, nem mulher, ou seja, uma aberração, num caminho triste, numa pessoa que fica exposta a tal crueldade da Sociedade, ao ponto de eu ver na Rua um certo senhor agredindo uma transmulher, berrando para esta: “Não é mulher de verdade!”. Aqui é a dedicação materna, no termo que diz que ser mãe é padecer no paraíso, como vi certa vez uma mulher mãe dizer à comadre: “É trabalhoso, mas vale a pena!”. A papinha é a pureza do leite materno, nos cuidados mamíferos, numa dedicação, como uma cachorrinha minha certa vez, a qual, ao dar de mamar às crias, começou a ficar desnutrida, tendo eu que dar suplemento alimentar à cachorrinha. A farinha é um delicioso mingau feito de farinha láctea, a qual amo, apesar de eu ser um senhor grisalho na casa dos quarenta, no modo como todos temos que nos manter jovens de alguma forma, como ter contato com pessoas mais jovens, como eu em minha faculdade, praticamente um tio para meus colegas, e o contato com os mais jovens nos traz, de alguma forma, os pés para o chão, na sabedoria de que a Vida segue em frente, sempre em frente, e que a batida continua, sempre, numa pessoa que sabe que não pode parar de tocar o barco para frente, como minha querida tia avó já falecida, a qual dizia: “Estou empurrando a Vida para Vida não me empurrar!”. Remete ao morador de Rua, uma pessoa que quer, com todas as suas forças, fugir da lida e da luta, não se importando de levar um estilo de vida tão degradante, como dormir numa calçada dura, fria, suja e úmida – é um horror. Aqui é uma alimentação, como num artista, que sabe que não pode parar de produzir, tornando-se prolífico, como em bandas longevas como U2, sempre injetando material novo na praça, sempre alimentando, sabendo que não pode parar no tempo, ao contrário de uma Cindy Lauper, incapaz de produzir material novo, vivendo até hoje nos anos 1980, sendo irrelevante para a meninada que nasceu depois de tal década, na metáfora de As Horas, de Michael Cunningham – doce ou amarga, a página terá que ser virada, pois o insucesso é complicado, porque é prostrante e depressor; já, o sucesso também é complexo, pois, depois de tal orgasmo, temos que virar a página e continuar tocando o barco para a frente, no modo como não me canso de dizer que o sucesso é um amante infiel! Aqui é tal vida de mãe, esposa e dona de casa, um trabalho que não traz identidade à mulher, numa mulher que simplesmente não sabe quem ela mesma é, na figura feminista da Mulher Maravilha, a qual trabalha e tem sua identidade, no caminho de emancipação, numa MM blindada que dá uma surra em qualquer marmanjo mal intencionado, numa posição de poder, como numa rainha da Festa da Uva, num poder representativo, representando todo um povo e toda uma história, como na identidade do povo brasileiro, o qual não foi encontrado numa “lata de lixo”, mas um povo que tem toda uma história e uma proveniência, nos esforços dos professores de História, sempre nos dizendo de onde viemos. O menino aqui é saudável e gracioso, remetendo a crianças carentes, as quais não são alimentadas devidamente, apresentando problemas de crescimento, num espírito que teve que ter muita coragem para decidir reencarnar num contexto social tão pobre.

 


Acima, A Virgem dá o Menino Jesus ao Beato Felice de Cantalice. As estrelas na cabeça da Virgem remetem a uma sarcástica capa da revista Veja simplesmente espinafrando o filme Lula – o filho do Brasil, de Fabio Barreto, com a cabeça do político coroada – como você se sentiria vendo seu próprio trabalho espinafrado publicamente, num veículo cagando em cima do seu trabalho, com o perdão do termo chulo? As nuvens são a leveza, o delicado toque, a delicadeza, num tato diplomático, sempre primando pela paz e pelo diálogo, em lamentáveis brigas de vizinhos, quando se perde a classe diplomática, pois vizinho é algo que temos que conduzir da forma mais cuidadosa possível, pois, querendo ou não, fazem parte de nossas vidas. O beato aqui tem um privilégio ao abraçar o Menino Deus, nas palavras do controverso Trump: “Um visto é um privilégio e não um direito”, num Mundo tão aguerrido, cheio de raiva e ódio, nas guerras que deixam rastros de fome, destruindo as casas das pessoas – como você se sentiria sendo arrancado de seu próprio lar? Na base do quadro, um cantil, que é a Vida, o que mata a sede, no modo como não se deve negar água aos que têm sede e pão aos que têm fome, nessas pessoas tão miseráveis, que não sabem se terão um pedaço de pão na barriga no fim do dia, num espírito corajoso, o qual, frente a tal dificuldade encarnatória, crescerá enormemente como espírito, no caminho da mortificação, no sentido da pessoa parar de pensar em bobagens e ater-se ao que é importante, no modo como o Ser Humano pode ser tão fútil, em personagens que crescem, como Scarlet O’hara, partindo de menininha mimada a mulher forte em meio aos horrores da guerra, na arrebatadora cena em que ela devora uma cenoura, jurando para si mesma que jamais sentiria fome novamente, nesses filmes que se baseiam num bom romance, no paradigma indestrutível da Sétima Arte: Um bom filme parte de um bom argumento, pois quando partimos de um roteiro ruim, não tem mais como consertar lá pela frente, vide o infame exemplo do filme Ricos, Bonitos e Infiéis, recheado de grandes astros e estrelas, fracassando retumbantemente na bilheteria, dando prejuízo ao estúdio! O Menino aqui é inocente, e não tem ideia de seu destino, numa inocência, como em Cidadão Kane, num menininho arrancado de sua feliz infância com seu trenó de neve Rosebud, um homem que tão importante, rico e poderoso se tornou, balbuciando no leito de morte o nome do amado trenó – a Vida é boa quando é simples, nos versos de Tim Maia: “Quando a gente ama, não pensa em dinheiro – só se quer amar!”, no modo como podemos ser felizes com pouco, no caminho taoista, uma religião tão limpa e minimalista, dizendo para termos o mínimo de coisas possível, na recomendação de que, quando precisamos tomar ação, temos que fazer apenas o necessário, como no filmão A Rainha, com a monarca confusa, tendo que se guiar por seu primeiro ministro, o qual recomendou diretrizes para se fazer jus ao falecimento de uma das maiores mulheres da história daquele país, uma estrela a seu próprio modo. A Virgem aqui é o zelo materno, numa mãe que mantém uma casa limpa, organizada, abastecida e com comida feita na mesa, no “choque térmico” que é a pessoa sair de casa para morar sozinha, sentindo falta de tais zelos, até a pessoa se acostumar a morar sozinha, dando conta de roupa lavada e comida sendo feita. Ao fundo no quadro vemos um senhor muito discreto, quase imperceptível, numa pessoa que não quer aparecer muito, sabendo das consequências da midiatização e da celebrização, numa celebridade que não pode caminhar na Rua, numa questão de assédio, como galãs da Globo, aos quais é recomendado e não ir a shoppings em fins de semana, para se preservarem das insanas e histéricas tietes, como me disse uma certa estrela, nesta tendo ido a um pub: “Tive que ficar a noite toda dando autógrafos!”. Os anjos são a fraternidade, num mundo de amor, de paz, onde ninguém desrespeita ninguém, num caminho de harmonia, num lugar onde temos tempo para tudo, na deliciosa sensação de paz e quietude. A Virgem aqui é altíssima e destacada.

 


Acima, A visão de São Domingos. Uma explosão de Arte e percepções, como tive um sonho certa vez, na Virgem Santíssima cercada de rosas, com anjos cantando ao redor, na maravilhosa vida metafísica que nos espera lá em cima, um lugar maravilhoso, onde não há desemprego, um lugar em que temos plena autoestima, podendo ter a aparência que quisermos, um lugar onde nosso cabelo fica direitinho como desejamos, um lugar de plena luz solar, forte luz, mas uma luz que não chega a nos ofuscar as vistas, um lugar onde estamos livres de nossos corpos carnais, os quais são sensíveis calor e frio, na glória da juventude eterna, o presente de Tao em seu imensurável poder – é a Vida Eterna! No topo do quadro, em destaque de protagonismo, as flechas, que são o pensamento racional, sem malícia ou sofrimentos passionais, na fria razão de consultórios de Psicologia, desmascarando sociopatas, cujas ações, ao serem desconstruídas e analisadas, não apresentam lógica, no caminho da loucura, em sociopatas emocionalmente burros, sem sensibilidade para apreciar qualquer arte, zombando de canções lindas que arrebatam os corações de pessoas com inteligência emocional. A forma física apolínea é a busca do Ser Humano pela beleza, um valor universal, em belezas naturais na Terra, sendo cópias fiéis do Éden, mas somente cópias, como comparar flores naturais com flores artificiais, no modo como a vida dos ricos é aparentemente perfeita, mas não é, no deprimente estado a que ficam reduzidos os ganhadores da loteria, aparentemente pessoas que gozam de plena e absoluta felicidade – dinheiro demais é uma merda, com o perdão do termo chulo. Neste quadro temos uma comoção, com em filmes causando comoções globais, no megassucesso de O Parque dos Dinossauros, com filas intermináveis de pessoas querendo ver a película, em talentos avassaladores como Spielberg, respeitadíssimo em Hollywood, um homem que nos mostra que, em Hollywood, não pode se mexer com os judeus, no modo como Mel Gibson se “enterrou” com um filme em que culpa os judeus pela norte de Jesus! Aqui temos o perfume da Vida Eterna, como um banheiro perfumado depois de um glorioso banho, no instinto de limpeza, em atos de higiene e limpeza, sendo tão desinteressante uma pessoa que não tem tais hábitos, como vi certa vez uma senhora que exalava um cheiro dantesco, péssimo, imundo, no caminho da autoestima, que é a pessoa se cuidar e manter-se limpa, pois a primeira pessoa que devo amar é eu mesmo! A cruz no quadro é tal símbolo perene, numa história tão trágica, num homem executado cruelmente, num legado metafísico tão forte, nas palavras sábias do Evangelho, na riqueza da cabeça de Jesus, na prova de que o metafísico sobrevive à morte do físico, numa sobrevivência, numa artista como Cher, sobrevivendo a décadas de carreira, num espírito de Marte, de batalhar pelas coisas, como uma certa senhora, a qual, definitivamente, não tem medo de arregaçar as mangas e trabalhar, jogando-se no labor, mas nunca se deve desembocar no estilo de vida workaholic, o qual é degradante e não traz retorno digno e merecedor – o Mundo não está nem aí se sou ou deixo de ser workaholic, portanto, dê-se ao respeito! Todos olham para cima para tal elevação, na vitória do pensamento sobre a matéria finita, na noção de que a Paz é infinitamente maior do que a raiva, na raiva inconsciente do Ser Humano – as mulheres hoje em dia, ao redor do Mundo, imitam os cabelos ondulados de Gisele, pois a mulheres têm raiva de Gisele, querendo arrancar desta o que esta tem de tão maravilhoso, na vitória do talento e da competência, mas uma megamodelo que não soube deslanchar como atriz – claro que a Vida tem lá suas durezas, mesmo para supercelebridades. Aqui é um corpo social se organizando em torno de um regente ou presidente, desembocando em ditaduras, as quais fazem do cidadão um escravo, como no sistema capitalista, fazendo-nos prisioneiros de Matrix – tenho que trabalhar como um “burro de carga” para produzir capital.

 


Acima, Acteon. O cão é a amizade e a fidelidade, como no início da supercomédia Um Vagabundo na Alta Roda, num mendigo que tenta se matar ao ser abandonado por seu próprio cachorrinho, como já ouvi dizer: Às vezes, tudo o que resta na vida de um homem é seu cão. É o carinho e o zelo, como certa vez tive que medicar um cão meu que teve verminose. As sandálias remetem a eras em que não havia sapatos, como num irônico quadro que faz parte da Via Sacra de Aldo Locatelli, mostrando um sapato, algo impossível na era em Jesus estava vivo, ou como num tênis All Star no filme Maria Antonieta, desenrolado no momento da Revolução Francesa, neste grande golpe de estado que trouxe a Idade Contemporânea, no paradigma democrático, sem regentes divinos, mas um presidente que é um dos nossos, nosso irmão, o qual elegemos para nos governar por apenas uns anos, na sabedoria popular de que a voz do povo é a voz de Deus, remetendo às verificações empíricas de pesquisas de intenção de voto, um método científico, como cursei, em minha faculdade, a cadeira de Estatística Mercadológica, uma cadeira a qual, de início, odiei e, no fim do semestre, acabei amando, numa cadeira rica em Matemática, a qual é o pavor de qualquer aluno de Publicidade & Propaganda, no modo como eu mesmo repeti de ano no Ensino Médio, tal o meu pavor pelas Ciências Exatas – hoje, se eu tivesse a oportunidade de voltar no tempo, seria mas estudioso, e quando temos a vontade voltar no tempo e corrigir o erro, é porque aprendemos a lição de vida. A árvore ao fundo está inclinada, quase caindo, numa fragilidade, como a famosa Torre de Pisa, uma imperfeição que acabou ajudando, num ponto turístico, no modo como as crises são positivas, pois os percalços acabam por ajudar a pessoa, como Madonna certa vez levando um grande tombo no palco, cantando uma canção que falava justamente de tomar tombos na Vida, nas inevitáveis imperfeições, as quais não deixam de ser engraçadas, pois as coisas nunca acontecem direitinho como imaginávamos, e essa imprevisibilidade é o que dá o tempero à Vida. A lança é a agressividade do Mundo, com suas guerras e desentendimentos, no lado macho da Vida, na divindade Capa Preta, da Umbanda, num homem que comeu (sexualmente) sete homens e sete mulheres, no lado de batalhar pela Vida, com metas a serem cumpridas, como e disse certa vez uma querida médium: Tudo na tua vida depende de ti, apesar de ser necessária a ajudinha de outrem, como na Cinderela, a qual recebeu um auxílio decisivo da fada madrinha, mas uma Cinderela que permanece protagonista de si mesma, em aliados poderosos, que nos ajudam a obter o respeito do Mundo, e ser levado a sério é muito importante. As guampas são a beleza, a decoração, a exuberância, como na estrela Gabi Amarantos, exuberante como a natureza do Brasil, nos chapéus exuberantes de Carmen Miranda, trazendo graça e alegria tropicais a um Mundo tão imerso nos horrores bélicos de então, trazendo ao Mundo um pouquinho de cor e alegria durante a projeção da película, como na Festa da Uva de Caxias do Sul, a qual passou por uma pausa desde a II GM até o ano de 1950 – não havia clima para festa. A pele alva do homem contrasta com o fundo enegrecido, no jogo de sedução entre Yin e Yang, com um trazendo um pouquinho do outro, na universalidade do jogo de sedução entre masculino e feminino, como no tradicional casal japonês: Ele, antipático, truculento, carrancudo e até grosso; ela, totalmente doce, receptiva, simpática e agradável, no modo como, no casal heterossexual, é inevitável, publicamente, ele personificar o Yang dela e ela personificar o Yin dele, pois quando cumprimentamos um deles, o casal está cumprimentado, na função representativa do casal heterossexual, a qual respeito. O corno amarrado à cintura é a eloquência, como num trabalho de divulgação e marketing, o qual não pode faltar, na experiência que eu mesmo tive como publicitário, algo ficando incrustado em mim – sempre terei um lado marqueteiro.

 

Referências bibliográficas:

 

Bernardo Strozzi. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 11 jun. 2025.

Bernardo Strozzi. Disponível em: <www.meisterdrucke.pt>. Acesso em: 11 jun. 2025.

Bernardo Strozzi. Disponível em: <www.pt.wikipedia.org>. Acesso em: 11 jun. 2025.

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