quarta-feira, 16 de julho de 2025

aBSurdamente talentoso (Parte 5 de 10)

 

 

Falo pela quinta vez sobre o pintor italiano Bernardo Strozzi. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Bispo Alvise Grimani. Aqui é a dignidade, como uma certa psiquiatra, já falecida, a qual levou uma vida nobre e produtiva, auxiliando os que tinham problemas espirituais, uma mulher que voltou de cabeça erguida ao Plano Superior, no clima de missão cumprida, na dignificação do trabalho, no espírito desencarnado que se dá conta de que a vida continua, tendo que arranjar um trabalho lá em cima, num plano maravilhoso, no qual não existe desemprego. O bigode aqui é garboso, civilizado, num tato diplomático, no cavalheirismo no fio do bigode, no homem de Tao, na civilidade de se sentar e conversar, sempre primando pela paz, no Papa Leão XIV, sempre pedindo paz no Mundo, na sabedoria de que a paz é maior do que a raiva, nas patetices humanas, sempre em guerra, na eterna guerra para ver quem tem o maior caralho do Mundo, com o perdão do termo chulo, num Ser Humano que tanto subestima a paz, havendo tal paz inabalável no Plano Superior, num plano em que as pessoas se respeitam, numa paz deliciosa. O livro aqui é a erudição, como num senhor que conheço, um leitor voraz, com uma ampla biblioteca em casa, num homem que é um ratão de sebos, livrarias e bibliotecas, na revolução que a Escrita causou na Humanidade, num ponto em que as tradições deixaram de ser transmitidas por forma oral, trazendo o Homo sapiens à civilização, até chegar aos píncaros de sofisticação humana, surgindo o termo Homo sapiens sapiens, nas sofisticações da Era Digital, numa revolução que deixa perplexa minha geração, que foi criança nos anos 1980, com a TV de tubo e sem controle remoto, com poucos canais de TV aberta, chegando aos dias de hoje, na Era Streaming, na qual tudo vira software, assistindo tudo no conforto de casa, assim como na Era Download, na qual se perdeu o suporte físico, o bem de consumo, na coisa que compramos ou alugamos e levamos para casa – é um galgar tecnológico muito louco! As vestes aqui são nobres e solenes, remetendo a um coleguinha meu de colégio, o qual virou padre, numa escolha de vida, de carreira, uma pessoa pela qual torço muito, meu amigo, talvez uma pessoa que um dia possa ser Papa, num longo trabalho de formiguinha, dando missas diariamente em um templo tão belo, na magia da Arte Sacra, algo que tanto seduz Bernardo Strozzi, um monstro da Arte Sacra, como no legado supremo de Michelangelo, havendo em Caxias do Sul uma rara réplica da Pietà do mestre, num privilégio, não como muitos milhares de templos católicos ao redor do Mundo que não têm tal réplica, num presente do Papa; num presente de rei, talvez em questão de Caxias do Sul ter sido tal berço de imigração itálica, mas uma cidade que hoje é uma Babilônia, numa diversidade enorme, como em cidades cosmopolitas como Brasília, a cidade das embaixadas, com gente de todos os cantos do Mundo na capital brasileira. Os dedos do bispo aqui são delgados, finos, no modo como fino é forte e grosso é fraco, mas num Ser Humano que sempre tanto se equivoca, sempre optando pela grosseria da guerra, perdendo o tato diplomático, numa Rússia oprimindo uma inocente Ucrânia, tudo em nome do Anel do Poder, o qual corrompe o mais nobre dos homens, em homens tão excepcionais como o inesquecível Papa Francisco, sempre humilde, sempre sábio e discreto, nunca deixando subir à cabeça as regalias de ser o Santo Padre, remetendo a um certo senhor odioso, num complexo de Napoleão, num imperialismo como Roma, no Ser Humano sempre querendo ser o Senhor do Mundo, com impérios e egos que ascendem e descendem, e Jesus fica, com sua humildade, no centro sobrenatural da História, num legado de pensamentos, conceitos e ideias, no poder do pensamento, no Plano Superior, onde matéria é nada e pensamento é tudo, na vitória da cabeça sobre a bunda. As vestes aqui são solenes e formais, num homem que se arrumou para posar, no caminho da autoestima, remetendo a uma certa professora que tive no Ensino Médio, uma mulher que perdeu totalmente a autoestima, deixando de se arrumar, saindo de casa com qualquer roupa, com o cabelo de qualquer jeito, e a primeira pessoa que devo amar é eu mesmo! A tiara à esquerda é tal poder, na dignidade de um representante do santo trono de São Pedro, na imposição do metafísico sobre o vulgar físico.

 


Acima, Senhora idosa. Aqui é a inevitável passagem do tempo, no modo como a idade vai nos trazendo sabedoria, pois não é bom ser jovem demais, pois o jovem não juízo ou responsabilidade, num jovem inconsequente, pois quando olhamos para o passado e temos o desejo de “passar a borracha” e fazer tudo de novo, é porque aprendemos a lição. Neste quadro perdemos a identidade da modelo, em pessoas tão longevas como Elizabeth II, falecendo na casa dos noventa, numa vida de dedicação ao povo, num encargo enorme de responsabilidades, tendo que se manter digna e altiva pela vida toda, assumindo muito jovem um poderoso trono muito, numa moça na casa dos vinte, aprendendo “na marra” a ter responsabilidade e siso, gerando o filmão A Rainha, na monarca encarando um momento tão delicado, tendo que, quase à força, fazer reverência a uma mulher que tanto se tornou, mesmo tal mulher não sendo mais oficialmente membro da família imperial inglesa, no paradoxo dessas famílias de realeza: Por um lado, algo tão belo, fino e onírico, que nos remete a uma dimensão atemporal e apolínea; por outro lado, algo tão obtuso, em que homem é varão e mulher é fêmea, numa impiedosa imposição de heterossexualidade – e não ouse contradizer! Aqui é o inverno da vida, num caminho tão longo, cheio de sisos e responsabilidades, numa pessoa digna de respeito, que não viveu em vão, remetendo a um certo senhor hedonista, o qual nunca, nunca se centrou nem produziu, levando uma vida vazia, na desolação da vida dos que nada fazem de seus dias de “cárcere” aqui na Terra, esta prisão que tanto nos faz crescer, pois o aprimoramento como pessoa é o sentido da vida, no modo como morremos melhores do que quando nascemos; no modo como a vida nunca é em vão, e ninguém pode pura e simplesmente “passear”, num espírito o qual, ao desencarnar, vai se dar conta de tal vazio, querendo reencarnar e partir em busca do tempo perdido, no modo como são tristes as histórias de vida de pessoas que largaram uma faculdade no meio, subestimando a importância de se fechar um ciclo, como uma transa sem orgasmo – não tem sentido. A senhora aqui nos olha com discrição e humildade, longe das arrogâncias da juventude, num jovem que acha que jamais enfrentará vicissitudes e obstáculos, no modo amargo e doce como a vida vai nos dando duras lições de humildade, no caminho da mortificação espiritual, na pessoa se desprendendo de bobagens auspiciosas, nas palavras  sábias de uma certa senhora: “O Mundo só pertence ao dignos merecedores – o resto são sinais auspiciosos”. É o caminho da altivez, sem arrogância, numa linha divisória que tantas pessoas perdem de vista. Neste quadro, não vemos um sorriso, numa seriedade, no modo como, apesar de ser necessário ter senso de humor, a vida é algo muito sério, remetendo ao longevo Leonardo da Vinci, o qual se manteve brincalhão e irreverente até o fim da vida, no poder do palhaço em rir da vida, fazendo do senso de humor algo tão humano, tão único, no poder de grandes palhaços como Jim Carey e Rowan Atkinson, fazendo escola ao redor do Mundo, no modo como um palhaço o será estando ou não remunerado por tal, como Carey saindo de um restaurante de Los Angeles de mãos dadas com um amigo, como se fossem um casal gay, no poder do palhaço e nos fazer rir, como no filmão Dogma, no qual Deus tem um imenso senso de humor, nas palavras de uma mulher famosa e mãe: “A gravidez e o parto são grandes piadas de Deus para com as mulheres!”. Aqui é a moda barroca, com figuras iluminadas com um negro fundo atrás, na revolução barroca que “sepultou” a Renascença, nas novas vogues, nas ondas de renovação que sempre vêm, no surgimento de novas estrelas como Gaga, alimentando uma geração que veio depois da geração embalada por Madonna, no modo como cada geração tem seus ídolos, como na geração dos meus pais, a geração Elis Regina, ao contrário de minha geração, que é a geração Marisa Monte. Aqui remete aos idosos em asilos, numa vidinha pacata, como uma amiga minha idosa freira, aposentada, numa vida ociosa, infelizmente.

 


Acima, Caridade cristã. Aqui os bebês competem pela atenção da Mãe, como numa certa imagem sacra, com anjinhos aos pés das Virgem, num símbolo de fertilidade, como na fertilidade de um artista, como Tao, sempre criando, deixando-nos perplexos frente a tal perfeição, como num fã clube ávido pelo novo trabalho de um determinado artista. O seio aqui é a alimentação, como eu aqui no blog, alimentando semanalmente, mostrando algo ao Mundo, nas sábias palavras de Tom Cruise: “Tenho que mostrar alguma coisa!”. O seio é o doce leite, na magia de uma caixinha de leite condensado, no clássico de tardes em casa, fazendo o brigadeiro de panela, na magia do chocolate, algo amargo o qual, ao ser combinado com leite e açúcar, ganhou o Mundo, na universalidade da gastronomia humana, com a pizza italiana ganhando o Mundo, assim como o sushi japonês tomando o Mundo, na universalidade do Ser Humano, como nos Jogos Olímpicos, na prova de tal universalidade, como grandes artistas, com fãs em todos os cantos do Mundo. A Virgem aqui tem suas responsabilidades, como um certo senhor, pai de duas filhas, na enorme responsabilidade de prover um lar, com esposa e filhas, sustentando, assim, quatro pessoas, contando a si mesmo, naquele pai herói que nunca deixa algo faltar em casa, como na mãe zelosa, sempre deixando a casa limpa e organizada, no “choque térmico” que é sair de casa e sair debaixo da asa dos cuidados maternos, naquela mãe heroína que sempre deixou tudo impecável, numa casa abastecida com compras de supermercado, remetendo a uma certa senhora, a qual foi mãe ainda adolescente, tendo que amadurecer “na marra”, perdendo, de certo modo, seus dias de adolescente, na seriedade da vida, a qual tanto de nós exige. Aqui remete a uma cachorrinha que tive, a qual pariu crias, uma cachorrinha a qual, ao dar de mamar aos filhotes, começou a ficar desnutrida, com o pelo caindo, e tive que dar suplemento alimentar ao animal, numa mãe dedicada, sempre fazendo tudo pelos filhotes, como minha querida avó materna, sempre dando tudo aos filhos, como cheques em branco, uma avó que me disse que, ao ver uma das filhas casando e indo embora de casa, teve o sentimento de ter sido levado embora um dos braços da minha avó, tal a sensação de vazio. Aqui remete a uma certa vez num shopping em Porto Alegre, onde vi um carrinho de bebê com trigêmeos, na enorme responsabilidade de criar três ao mesmo tempo, como no raríssimo caso em que uma mãe deu a luz a oito meninas, numa responsabilidade inimaginável, dando conta de leite materno, de troca de fraldas – Jesus, que responsa! As vestes aqui são nobres, finas, em fina seda chinesa, na rota da seda que seduziu a Europa que se abria nas Navegações, num início de globalização, remetendo à China de hoje – de jure, uma ditadura comunista na qual o cidadão tem que aceitar tudo o que o partido único determina; de facto, um país perfeitamente capitalista, no qual o cidadão é livre para empreender da forma como desejar, em tantos containeres que partem todos os dias da China para o Mundo, nessa complexa teia global, nos sonhos liberais de Adam Smith de uma economia global autorregulada, sem qualquer interferência estatal, remetendo aos atuais tarifaços de Trump, um homem que faz uso do poder, afinal, foi democraticamente eleito, um homem que impõe o estado à economia, algo tão marxista, nuns EUA tão democráticos – que contradição! Aqui os bebês são gordinhos e saudáveis, bem nutridos, num lar cheio de cuidados, remetendo a certa vez em que conheci meninos pobres, os quais, já adolescentes, tinham tamanho de crianças de menor idade, tal a baixa nutrição, em lares pobres, com escassez de alimentos – é triste. A mãe aqui é a figura provedora, no trabalho de caridade, no qual me desprendo de coisas que me sobram para, assim, auxiliar os que têm menos, como um certo senhor, o qual só tinha a roupa do corpo, ou outro senhor certa vez, o qual usava bermudas num dia de inclemente vento gelado e cortante pelas vias invernais caxienses.

 


Acima, Conversão de Zaqueu. Aqui é a sacra intervenção de Jesus, no triste modo como nem Ele soube resolver os problemas da Humanidade, como guerras e conflitos, raivas, na noção taoista de que a paz é maior do que a raiva, como em polidos esforços diplomáticos em nome da paz, no homem de Tao, sempre cuidadoso, com tato, como atravessar um rio com cuidado, como se soubesse que ali há perigo, havendo em Chico Xavier um homem de Tao – visto, amado e respeitado, trazendo acalento às pessoas, numa fé imensurável, numa humildade, dizendo-se apenas um “carteiro”, numa sensibilidade incrível. Jesus é este príncipe da paz, na delícia metafísica de paz, de quietude, num lugar sem as patetices das ambições humanas, um plano no qual o Anel do Poder nada significa, no caminho da mortificação espiritual, ao ponto da pessoa resistir às tentações mundanas, bloqueando-se contra tolos sinais auspiciosos. O menininho é a inocência da infância, numa época em que a vida é mais simples, nas amizades puras, sem interesses, como num certo filme em que um menino judeu num campo de concentração fica amigo de um menino fora de tal campo, no modo da criança trazer um residual do Plano Superior, no brilho dos espíritos de paz e amor, nos versos de uma certa canção de um cantor gaúcho: “Sonhei que as pessoas eram boas em um mundo de amor, e acordei neste mundo marginal!”, remetendo a um certo senhor, o qual me ludibriou, enganou-me, e eu o perdoo, pois a palavra de um homem vale mais do que dinheiro, sendo este senhor um homem sem palavra, dignidade ou nobreza, um homem microscópico cuja vida deve ser um inferno, pois aos de má fé só cabe o Umbral, o presídio em que purgamos – uma pessoa assim não tem como estar ok! O homem trepando na árvore está discreto e coadjuvante, uma testemunha ocular, como no filme Sabrina, na menininha pobre e deslumbrada, trepada numa árvore para ver o glamour de festas de ricos, deixando-se corroer por sinais auspiciosos, deslumbrada, iludida, acreditando em “Papai Noel”, no caminho da mortificação, que é bloquear tais deslumbres e ver as coisas do modo mais frio possível, em esforços num consultório de Psicologia, como já ouvi dizer: O psicoterapeuta é uma comadre bem paga! Os pés descalços são a simplicidade, como nos pés descalços da Galadriel de Tolkien, como nos pés descalços da Virgem Santíssima, numa pureza, no conforto de casa, no lugar em que nos sentimos tão à vontade, no termo “Nosso Lar”, na tentativa de nos fazer entender que somos todos príncipes, filhos do mesmo Rei, remetendo aos espíritos revoltados, como uma certa pessoa, revoltada desde sempre na vida, fazendo questão de ir contra amorosos conselhos, na pessoa revoltada dizendo: “Não pode cheirar cocaína? Pois é aí então que vou cheirar!”. O espírito revoltado não tem consciência do sangue sacrossanto estelar que corre em suas veias, como no filme O Rei Leão, no leãozinho que não sabia do próprio destino. As barbas aqui são a masculinidade, num mundo de homens, num mundo em que as freiras têm que aceitar passivamente os homens no Vaticano, e será que um dia teremos cardeais mulheres? É o papel da feminista, indo contra tais ventos, num papel revolucionário, como numa transgressora Chanel, em sua coragem para libertar a mulher, como no clássico corte de cabelo Chanel, como reza uma lenda da cidade de Porto Alegre, um cabeleireiro o qual, ao atender uma perua, ouviu esta dizer que queria um corte Chanel, em quando o cabeleireiro estava no meio do procedimento, a mulher disse que não gostara, e ele lhe disse: “Olha aqui, você entrou aqui pedindo Chanel e Chanel é isto. Se não gostou, azar o seu!”, ou seja, temos que, de certo modo, mandar o Mundo à merda, com o perdão do termo chulo. A criancinha aqui é no termo de Jesus dizer que o Céu é das criancinhas. O cachorro no quadro é a fidelidade, num amigo que faz uma festa quando chegamos em casa, num encargo – tenho que ir ao super e comprar ração para meu bichinho.

 


Acima, Cristo carregando a cruz. Aqui remete a um senhor que eu vi certa vez numa praça caxiense, carregando uma enorme cruz, querendo fazer pregações, como pessoas que se propõem a ser de fato crucificadas, num masoquismo, algo que vai contra o Espiritismo, o qual diz: “Mortifique o espírito e não o corpo!”, como certa vez um padre decepou o próprio pênis, sofrendo dores imensuráveis, pois se mortificar o corpo adiantasse para algo, todos mortificaríamos nossos corpos e seríamos perfeitos! Aqui remete ao polêmico filme A Paixão de Cristo, no qual Mel Gibson culpa os judeus pela morte de Jesus, um filme que acabou por prejudicar Mel, um homem que já esteve no topo da cadeia alimentar hollywoodiana com o filmão Coração Valente, na gangorra da vida – hoje, lá em cima; amanhã, não se sabe, como não me canso de dizer que o sucesso é um amante infiel, pois na vida não há “controle remoto”, pois não podemos pausar, adiantar, retroceder etc., ou seja, relaxe a curta a viagem encarnatória, com lições sérias sendo aprendidas, pois tornar-se uma pessoa melhor é o sentido da vida, como num aprimoramento numa faculdade, como já ouvi palavras espíritas: Uma encarnação na Terra é algo muito valorizado no Plano Superior, como frequentar uma séria e respeitada instituição de ensino, remetendo a um certo senhor frustrado, o qual abandonou a carreira de ator para se tornar advogado, no modo como todos temos o direito de sonhar com uma vida melhor. A cruz pesada aqui é o peso da encarnação, numa responsabilidade, nas palavras de uma querida prima minha: “Deus nunca nos dá uma cruz além do que podemos aguentar!”, no caminho da esperança, na imagem de libertação do Espírito Santo, na promessa de uma vida melhor e mais plena, sem as doenças e problemas relativos ao corpo carnal, como eu digo a entes queridos já desencarnados: Você está na glória; você está desencarnado! As vestes rubras são o sangue de Jesus derramado em vão, num homem que foi tão mal compreendido, até ressuscitar na fé das pessoas, ao ponto do imperador romano se converter ao Cristianismo, na ironia de que, antes disso, os romanos odiavam os cristãos, queimando estes vivos, nesse eterno talento humano para a crueldade, como queimar pessoas vivas em fogueiras, no lema humano: Quanto mais cruel, melhor. A coroa de espinhos é tal crueldade psicopática – se és um rei, eis tua coroa! Aqui é a inevitável dor encarnatória, a qual acaba por nos fazer evoluir, no modo como a vida dói em todos nós, e o que muda é se decido sofrer ou não sofrer por tal dor, no caminho de rejeitar o masoquismo e entender que as durezas inevitáveis da vida servem para nos fazer evoluir, num espírito que observa o modo como precisa se aprimorar, encarando uma nova vida na Terra, esta grande escola. As mãos de Jesus são delicadas, num delicado tato diplomático, no caminho da conciliação – vamos sentar e conversar, meu irmão! É como num tato de psicoterapeuta, sempre respeitando o paciente, evitando grosserias, como uma certa senhora, a qual foi deliberadamente grossa comigo, e peguei rechaço de tal pessoa, pois não sou nem sádico, nem masoquista, como certas vezes em minha vida tive mandar à merda pessoas que pouco me respeitaram, com o perdão do termo chulo, e não é importante, de algum modo, mandar o Mundo à merda? Que vida é esta na qual sou um escravo sem autoestima, sendo tratado como uma ameba insignificante? Vá se foder, com o perdão do termo chulo. O perfil aqui é majestoso, como no perfil de um monarca em moedas, como no perfil de Cleópatra em moedas descobertas por arqueólogos e egiptólogos, no caminho da dignidade. Este quadro é sombrio, como no dia de Sua crucificação, num céu negro, em luto profundo, como nos antigos costumes de Páscoa, sendo vetado rir na Sexta Feira Santa, com músicas fúnebres tocando nas rádios, na imagem do Cristo morto, fazendo metáfora com a mortificação espiritual, ao ponto da pessoa ficar imune a apelos mundanos, como joias preciosas, as quais são cópias bem toscas da plenitude da Vida Eterna, pois a matéria está fadada à danação.

 


Acima, Davi coma cabeça de Golias. Aqui remete ao fracasso de uma certa empresária industrial, a qual lançou uma linha de certos produtos, numa firma pequena, competindo com gigantes nacionais, na situação de Davi vs. Golias, num anão desafiando um gigante, num fracasso que foi uma pena, pois esta empresária investiu pesado na qualidade e na mídia divulgadora, talvez lhe faltando agressividade para ter um marketing mais poderoso e marcante, nas palavras de um certo psiquiatra: “Tens que ter mais agressividade, pois vives num mundo competitivo!”, como em criancinhas na escola, com todos competindo para ver qual tem as melhores notas, ou seja, o queridinho do professor, remetendo a uma colega que tive, cujo sonho era gabaritar todas as matérias na escola, uma colega que tinha um semblante seríssimo ao receber a prova corrigida sem tirar conceito máximo, do tipo: “Mas o que aconteceu para eu não ter tirado nota dez?”. É a disciplina espartana de certas pessoas. Aqui a cabeça é tal prêmio de caça, como bichos empalhados, no divertido episódio do desenho da Pantera Cor de Rosa, com uma casa de caçador, cheia de pilhagens, de troféus, numa agressividade, remetendo a eras em que a caça era totalmente liberada, chegando aos dias de hoje, nas heresias antiecológicas, num ponto em que temos que dar ouvidos aos ecologistas: A Terra é nossa única casa, pois a Humanidade não tem para onde ir, pois, fora da Terra, o Cosmos é hostil ao Ser Humano. A espada é a racionalidade que detecta as malícias de falta de apuro moral, como um sociopata que conheço, o qual é um escravo de sua própria sexualidade, numa vida mundana, girando em torno de sexo, numa vida tão vazia, tão pobre, sem um pingo de amor pelo Mundo. No fundo do quadro, pessoas atônitas com a vitória de Davi, como em seleções zebras em Copas do Mundo, como certa vez a seleção de Camarões. Aqui é o quadro da vitória apolínea, gloriosa, numa pessoa vencendo na vida, vitoriosa, numa Gisele, num paradoxo: Como modelo, um monstro sem precedentes na História do Homo sapiens; já, como atriz, fodeu-se, com o perdão do termo chulo, na sabedoria popular de que, na vida, não se pode ter tudo. As vestes de Davi são finas e fluidias, dignas de deuses, na procura humana pelo nobre, pelo metafísico, no poder de certas pessoas, como uma mágica Diana, deslumbrando o Mundo, uma mulher a qual, ao sair oficialmente de uma famosa família de realeza, tinha tudo para cair no maior e mais completo esquecimento, obtendo tanto poder num império em que ninguém pode ser mais do que realeza, numa morte trágica que tanta comoção global causou, uma mulher a qual, no frigir dos ovos, nunca deixou de ser rainha nos corações das pessoas, a Rainha do Mundo, numa mulher de paradoxos – gostava de aparecer e, ao mesmo tempo, sentia-se invadida pela mídia. As plumas na cabeça de Davi são altivas, aristocráticas, elegantes, finas, suaves, num tato diplomático, na básica noção de que o Bem é sempre agradável e o Mal é sempre desagradável, mas num Ser Humano que sempre se deixa levar por sinais auspiciosos, como numa pessoa desperdiçando a própria vida fazendo do sexo um leilão, desperdiçando sua própria juventude, e eu gostaria de lhe dizer: Vá arranjar um emprego decente! A sólida árvore aqui é a força da Vida, sempre lutando por um lugar ao Sol, na competição da natureza, como eu vi certa vez uma cena degradante, com três ou quatro fotógrafos fazendo registros de um evento, e esses senhores acotovelando-se abruptamente, numa insana competitividade, na noção taoista de que, quando sou único, ninguém pode competir comigo! A bolsa de Davi é a recompensa, numa divertida Carmen Miranda, a qual desdenhava do fato das pessoas no Brasil acharem que a diva ganhara rios de dinheiro em Hollywood. Golias é a morte, a decapitação, como num Saddam enforcado, acabando tão mal, despertando a ira de uma superpotência, como num firme Obama dando permissão para matar Bin Laden, sendo aquele um homem firme, porém nobre, um grande homem, maior, muito maior do que outro senhor, cujo nome não mencionarei.

 

Referências bibliográficas:

 

Bernardo Strozzi. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 11 jun. 2025.

Bernardo Strozzi. Disponível em: <www.meisterdrucke.pt>. Acesso em: 11 jun. 2025.

Bernardo Strozzi. Disponível em: <www.pt.wikipedia.org>. Acesso em: 11 jun. 2025.

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