quarta-feira, 23 de julho de 2025

aBSurdamente talentoso (Parte 6 de 10)

 

 

Falo pela sexta vez sobre o pintor italiano Bernardo Strozzi. Os textos e análises semióticas a seguir são inteiramente meus. Boa leitura!

 


Acima, Davi com a cabeça de Golias. Aqui é a relação qualidade/quantidade, como numa fábula que conheci no colégio católico no qual estudei, quando os ricos ostentavam grandes somas de dinheiro para caridade, mas somas que eram reles sobras nos bolsos de tais ricaços. Na mesa situação, estava uma senhora pobre, doando moedas de seu humilde bolso, um dinheiro que significava algo de válido para tal senhora pobre. É como num certo famoso evento de gala de caridade, cujo ingresso custa muitos milhares de dólares, com as celebridades desfilando pelo tapete vermelho, ostentando seus caros vestidos majestosos, dignos de rainha, pessoas ricas para as quais tais milhares de dólares são dinheiro sobrando em suas gordas contas bancárias. As plumas ao topo são tal pompa, como nas pompas britânicas de casamentos de realeza ou cerimônias de coroação, em eventos ultramidiáticos, transmitidos por TV para todos os cantos do Mundo, no poder da tradição, a qual nos dá a sensação de que o tempo não existe, e de que existe uma linda dimensão atemporal no Plano Superior, na qual a paz é perene, longe das patetices bélicas humanas, nas competições fálicas para ver quem tem o maior pau do Mundo, com o perdão do termo chulo, em insanos como Putin, mexendo com uma pacata Ucrânia, num conflito condenando por grandes figuras, como o Papa, no modo como nem Jesus, em sua majestade de perfeição moral, soube sanar os problemas de guerras na Terra, mas num homem que se tornou, definitivamente, uma figura na qual o Ser Humano pode depositar esperanças, na promessa de que uma vida melhor nos espera, sendo só questão de tempo, na figura libertária do Espírito Santo, no glorioso dia de soltura que chegará invariavelmente. Aqui, Davi olha para o céu, agradecendo a Deus Pai, como num jogador de Futebol fazendo um gol, olhando para cima e agradecendo, no ato de humildade de entrar em campo sem “salto alto”, tendo a humildade para nunca subestimar o oponente, como na recente derrota do Cruzeiro sobre o Juventude, estando este em décimo oitavo colocado na tabela; aquele, em segundo, numa goleada previsível, num Ju que sente saudades do áureo patrocínio da Parmalat, havendo dinheiro para contatar jogadores bons! Golias aqui está, claro, mortificado, no caminho espírita da mortificação psíquica, numa pessoa sem expectativas, pés no chão, produtiva, no sentido da pessoa parar de pensar em frivolidades auspiciosas, nas sábias palavras de uma certa senhora: “O Mundo só pertence ao dignos merecedores – o resto são sinais auspiciosos!”. A espada é como se debruçar sobre as ações de um sociopata, um indivíduo cujas ações analisadas não apresentam lógica, como peças de um quebracabeça que não se encaixam, nos desenhos animados de super heróis, sempre ensinando à criança a diferença entre Bem e Mal, na noção dos dignos merecedores, os heróis, pessoas vistas, amadas e respeitadas, como num impecável Chico Xavier, o qual está sempre comigo quando falo dele no blog, na maravilha dessa “Internet” psíquica, conectando todos no Universo, num Tao que une todos, como uma estrela agregando planetas ao redor, como num patriarca, reunindo a família, como na família de meu falecido cunhado, uma família unida, que se reúne e faz brincadeiras, lembrando muito meus Natais de infância na casa de meus avós maternos, em Porto Alegre. A faixa no peito de Davi é uma distinção de príncipe, aristocrática, na dignidade representativa, das famílias de realeza, em famílias nas quais homossexualidade é absolutamente impensável, num conceito obtuso – homem é varão; mulher, fêmea, e não ouse contradizer! É como um príncipe nascendo, ecoando a notícia pelo reino: “É um menino!”, num indivíduo o qual, recém ao nascer, já está sendo soterrado pelos preconceitos do Mundo – é um horror, num Mundo o qual nunca tem a sensibilidade de nos perguntar se estamos felizes! Ou seja, mande o Mundo à merda, com o perdão do termo chulo. Aqui é o quadro da vitória, na vitória da luz sobre a sombra, no modo com a mente sobrevive à morte do corpo, na Terra da Estrela da Manhã, na aurora que nos liberta num novo dia, num plano em que cada momento é novo.

 


Acima, Estudo para a deposição da Pintura. Aqui remete aos homenzarrões corpulentos do pintor italiano Aldo Locatelli, cuja obraprima é o templo de São Pellegrino, em Caxias do Sul, uma igreja que é, na prática, um belo museu de Arte Sacra, na principal coisa que um turista tem a fazer na cidade serrana, numa Caxias do Sul na qual o único turismo expressivo é o executivo, com pessoas que vão à cidade em negócios, numa Caxias que tanto perde para Gramado em termos de turismo, ou tanto perde para o poderoso enotursimo em Bento Gonçalves, no deslumbrante Vale dos Vinhedos, na universalidade da bebida alcoólica, com o vinho, a vodca, o saquê etc. O homem aqui deitado é como o belo Jesus da célebre Pietà de Michelangelo, nos corpos apolíneos renascentistas, na divertida cena do seriadão The Big Bang Theory, num rapaz indiano dizendo ao olhar Jesus na Cruz: “Nenhum dos deuses hindus tem tal abdômen tão atlético!”, na universalidade da espiritualidade, em caminhos diferentes que levam ao mesmo destino, que é Tao, como na jovem Elizabeth no filmão homônimo, na cruel época em católicos queimavam protestantes vivos, numa contradição, pois na Roma Antiga os cristãos tinham o mesmo destino cruel, ou seja, é o sujo falando do encardido, fazendo coisas que Jesus jamais faria, como nunca me canso de dizer: Nada mais humano do que ser desumano! Aqui é um quadro sombrio, no estilo barroco de fundos pretos com formas iluminadas por alguma janela o lado, no discernimento taoista de que tudo traz em si sua própria contradição, pois quando digo que lago é liso, é porque conheço o oposto, que é áspero, no discernimento de que liso e áspero são faces do mesmo trabalho, num trabalho no qual tenho que ter a sisuda disciplina para encarar o labor produzir; num trabalho que, no frigir dos ovos, me dá prazer. Este corpo tão atlético é o sonho de qualquer fisiculturista, no modo como já ouvi dizer que vida de fisiculturista é sofrimento, no esforço para puxar pesos e academias, na sabedoria popular de que beleza não põe à mesa, pois há muitos, muitos corpões por aí que jamais serão astros, pois se tamanho fosse documento, qualquer pessoa acima de um metro e oitenta de altura seria um deus, remetendo a um certo rapaz, o qual sonhava em ser um topmodel mundial, em sonhos frustrados, como uma lindíssima mulher que conheço, numa beleza digna de Helena de Troia, mas uma mulher que acabou com os sonhos frustrados, encarando uma derrota profunda em seus sonhos de ser uma grande estrela, no modo como só a beleza não é o suficiente, pois é necessário ter um algo a mais, um algo intraduzível e indetectável, misterioso, como em belos como Brad Pitt, o qual, tem algo além do que uma bela estampa, num ator de carisma tão avassalador, amado pelo Mundo inteiro, nesses descomunais fã clubes mundiais, como num clipe de uma certa diva falecida, um clipe com mais de um BILHÃO de acesso do Youtube – Jesus do Céu! É como uma Lady Gaga arrastando milhões para as areias de Copacabana, numa estrela que é uma bomba atômica de atitude, sabendo que atitude é crucial para quem quer se destacar a nível mundial, remetendo a outra senhora, uma fracassada de marca maior, numa mulher que não tem um pingo de atitude, acreditando, mediocremente, que só a voz garante o estrelato. Vemos no quadro uma figura em prece, como num ato de penitência, no absurdo de se entrar num confessionário e pedir perdão por ter batido uma inocente punheta, com o perdão do termo chulo, pois sexualidade é natural nos seres vivos, como as flores, que são nada mais do que órgãos sexuais. O corpo aqui repousa, num merecida pausa, como em qualquer trabalho, num intervalo, como num recreio numa escola, nas sábias palavras de uma canção que ouvi certa vez: “Calma! Calma! A vida precisa de pausa!”, como em merecidas férias, num momento de nos desconectarmos, ao contrário do miserável workaholic, preso numa vida degradante de privação e sofrimento, num escravo de si mesmo – é um horror.

 


Acima, Figura alegórica. As vestes rubras são como sangue escorrendo, nas dores de cólicas menstruais, como eu já disse: Como é duro ser mulher! Aqui é o sangue que une famílias, como na lei do sangue italiano, dando passaportes italianos para descendentes de italianos no Mundo, ocorrendo, depois, uma grande restrição, e hoje só posso ter o passaporto se eu for, no máximo, neto de italiano. A armadura é um bloqueio, como numa certa médium espírita, a qual bloqueia maus fluidos, ou como no busto da Mulher Maravilha, blindada como um tanque de guerra, rechaçando tiros de canhão, num ícone feminista, numa super heroína capaz de dar uma boa surra em qualquer marmanjo mal intencionado. A armadura é esta tendência humana para o conflito, em Caim matando Abel, com irmão derramando sangue de irmão, remetendo a um certa senhora, uma sociopata que deu cabo da vida do próprio filho, uma senhora fria, a qual narrou o assassinato com a frieza de quem fala de alguma receita de bolo, numa reação anti humana, em contraste com a reação de outra certa senhora, a qual chorava intensamente pela morte do filho que sucumbiu ao Crack, esta droga tão destrutiva, remetendo a um certo senhor, o qual definitivamente se perdeu nas drogas, condenado a apodrecer o resto de sua décadas de vida numa clínica psiquiátrica, no modo como as drogas arruinaram a voz da diva Whitney Houston, cuja voz está irreconhecível no seu último trabalho de estúdio. O seio à mostra é a beleza, como na atriz pornô italiana Cicciolina, a qual enveredou para a Política, indo a público ao mostrar cartazes com reivindicações, mostrando um dos próprios seios para, é claro, obter atenção midiática, como uma certa senhora falecida, a qual amava e odiava ser uma supercelebridade midiática nos televisores do Mundo inteiro. A armadura é uma proteção, um resguardo, na oração a São Jorge: “Facas e espadas se quebrem sem o meu corpo não tocar”, na vocação humana em nome das inimizades, como o sociopata, o qual decepciona profundamente, uma pessoa que cremos ser um amigão, um irmão, mas uma pessoa que se revela com um apuro moral miserável, magoando-nos muito, ao ponto termos a seguinte decisão: Interromper o relacionamento e nunca mais, nesta encarnação, reatar. É um irmão, o qual passará por muitas vidas e tornar-se-á um grande espírito de luz, no caminho do amor incondicional, no fato de que, em amizade, não pode haver cobrança. A proporção de gordura na moça remete a eras em que tais mulheres eram consideradas sexys, em famílias ricas, que podiam arcar com mesa fartas, ao contrário de hoje em dia, na crueldade de só ser considerada sexy uma mulher que esteja quase anoréxica, vitimando a autoestima feminina, como uma mocinha que conheci certa vez, a qual simplesmente não mais se alimentava, e parara até de toma água, por achar que esta inchava o corpo, e o que um pai ou uma mãe deve fazer numa situação assim se não internar urgente a menina antes que a menina morra? A mulher olha aos céus em prece e súplica, no divertido nome do inseto louva a deus, na crônica do sempre genial LF Veríssimo: “Imagine você morrer, ir ao Céu, e só ver louva a deus; pisar em louva a deus; respirar louva a deus!”, num autor tão apaixonante, um homem de discrição notável, modesto, quando eu o vi certa vez sendo assediado no shopping portoalegrense, como pessoas querendo tirar seflies com o escritor, nessa insana celebrização, ou como numa Gisele, tendo que se disfarçar par andar na Rua no Brasil, em pessoas que são prisioneiras da própria fama, como um Michael Jackson, impedido de caminhar em qualquer lugar do globo terrestre, nas palavras de uma certa popstar: “A fama é uma prisão!”. Os pés à mostra são a simplicidade, como caminhar dentro de casa com os pés descalços, no termo carioca “muvuca”, que é o conforto do lar, nas palavras de O Mágico de Oz: “Não existe lugar como o lar!”. A moça aqui está desolada com a raiva, com a guerra, a qual destrói o lar dos outros, deixando rastros de fome, nas fortes palavras de Scarlet O’hara: “Jamais sentirei fome novamente!”, numa Scarlet que foi de menininha mimada a mulher forte, em personagens que crescem.

 


Acima, Fruteira. As frutas são a exuberância, a fartura, nos célebres adornos de Carmen Miranda, na época em que a alegria tropical e latina trazia acalento a um Mundo frente aos horrores da II Guerra Mundial, trazendo um pouco de cor e alegria às pessoas, mesmo por pouco tempo numa sala de Cinema, em duas horas aproximadamente. A plebeia aqui é trabalhadora, longe dos privilégios de mulheres ricas, como no Antigo Egito, no qual apenas as mulheres ricas podiam usar perucas, num país de piolhos endêmicos, em todo e qualquer egípcio raspando a cabeça, num Egito insalubre, no qual a mortalidade infantil era alta e a expectativa de vida era baixa, mesmo para o privilegiado harém do faraó, no preconceito patriarcal: Um homem pode ter várias mulheres; uma mulher deve ter apenas um marido – será que um dia nos desvencilharemos do patriarcado? A moça aqui é tentada pela maçã do pecado, no misógino mito de Eva, a mulher que corrompeu o perfeito Adão e trouxe o caos à Humanidade, fazendo da mulher um cidadão de segunda categoria, sempre abaixo do homem, no machismo dentro das próprias mulheres – quer ter um namorado mais alto do que ela mesma! Como no tampinha Tom Cruise, o qual, ao vir a público com a respectiva esposa, solicitava que esta usasse sapatos de salto baixo! Se tamanho fosse documento, Cruise não seria um mega astro. A moça laboriosa aqui remete à embalagem do tradicional Leite Moça, o leite condensado, com a moça equilibrando um tonel de leite, numa força adquirida, na mulher que precisa trabalhar, remetendo às tristes dondocas improdutivas, ociosas, nada fazendo de seus dias na Terra, algo que não pode acontecer, pois, no desencarne, permanece a necessidade de nos mantermos produtivos, no fato de que o Plano Superior é o Éden para os que gostam de trabalhar e estudar, no caminho da Eternidade, sempre com trabalho, no ponto do espírito alcançar o ponto de perfeição moral, gozando, assim, da Plena Felicidade, na noção espírita de que Deus é o infinito, o sempre, o inesgotável, nesse poder imensurável do infinito, a perspectiva que nos espera, na crença na sacrossanta Vida Eterna, e não é poder demais saber que nunca findaremos? É sim, e passaremos a Eternidade observando Tao, o eterno infindável. Aqui é uma cena de feira de frutas e verduras, no hábito brasileiro de fazer feira, em feiras que não existem nos EUA, por exemplo, nos vendedores interpelando o cliente, como nas ruas de Gramado, com uma agressividade de Marketing, com rapazes nas portas dos restaurantes anunciando preços e pratos, algo que gerou reclamações de turistas, numa cidade em que não se pode, de algum modo, caminhar em paz na Rua, numa cidade de alto custo, elitizada, na especulação imobiliária que encarece os aluguéis dos espaços comerciais, como num certo café em que fui lá, no qual me cobraram R$ 36 por um simples café expresso e um banal refrigerante, algo que me causou dissonância cognitiva, quando temos uma experiência desagradável, na seguinte consequência: Nunca mais colocarei meus pés em tal estabelecimento. As frutas são a fartura de um reino rico, em países tão apolíneos como o Canadá, organizado, rico, com produtos de alta qualidade, numa qualidade de vida suprema, fazendo com que Nova York seja terceiro mundo, como me disse certa vez um senhor, remetendo ao insano Trump, querendo anexar o Canadá aos EUA, numa fome napoleônica, no cidadão médio americano que se identifica com tal senhor, remetendo a Obama, este, sim, um grande homem, um grande líder, uma mão firme, porém gentil. Aqui é o clássico jogo barroco de luz e sombra, nas inevitáveis vogues de renovação, como no momento decisivo que foi a chegada do som ao Cinema, fazendo do Cinema de fato uma arte; fazendo do Cinema uma ferramenta de expressão sociopolítica, em cineastas pensantes, em comoções como A Lista de Schindler, na impactante cena de cadáveres cremados como cães executados, remetendo a uma certa pessoa insana, simpatizante do Nazismo, querendo doutrinar outrem – é um horror.

 


Acima, Isaac abençoa Jacó. As barbas brancas são a imagem que temos de Deus – a de um patriarca, nos líderes islâmicos ranzinzas, terríveis, cruéis, num Ser Humano cruel que se diz mensageiro de Deus, mas faltando com o amor de Deus, resultando no terrorismo destrutivo, no modo como até podemos entender a aversão de Marx pelas religiões, pois nenhuma forma de radicalismo e xiitismo é válida, nas palavras de uma querida amiga minha freira, que foi minha professora no Ensino Fundamental: “O católicos respeitam os espíritas!”. É como na cisão histórica entre católicos e protestantes, em pessoas executadas da forma mais cruel possível, fazendo do Ser Humano tal ser odioso, como no passado dos EUA puritanos, condenando mulheres por bruxaria, numa América que respira até hoje ares puritanos, num país em que o cidadão não pode se prostituir, ou seja, num corpo que não pertence ao próprio cidadão, mas ao estado, ao contrário do Brasil, mas, neste, o cidadão é obrigado a votar e se apresentar ao exército, no caso dos rapazes – cada país com suas carências. Aqui temos um quadro de doença, como contrair dengue, numa pessoa que fica duas semanas inteiras numa cama, mal tendo forças para tomar uma ducha, fazendo das doenças a prova de que é a Terra imperfeita quem tenta imitar o Céu perfeito, havendo no glorioso Plano Superior tais cidades apolíneas, limpas, bem administradas, em questões terrenas complicadas como o descarte do lixo, trazendo a metáfora: Guardar ressentimentos é como guardar lixo dentro de casa – vai começara feder. É o conceito cristão do perdão, como eu próprio resolvi perdoar uma certa pessoa a qual cometeu um grande erro para comigo, no modo como o Ser Humano é fadado ao erro, como outra certa pessoa, a qual resolveu me perdoar, e o perdão é maravilhoso, pois é o caminho da Eternidade – os ressentimentos e as desavenças não são eternos! É então o ineditismo de Jesus, trazendo conceitos de amor num mundo que agia na base do “Olho por olho; dente por dente”. Aqui é feita uma oferenda, uma doação, em trabalhos de caridade como a Campanha do Agasalho, no inverno do RS, com tantas pessoas miseráveis, que passam fome e frio, remetendo a um certo hospital psiquiátrico, o qual, no frio inverno gaúcho, vira, na prática, um albergue, como pessoas pobres em busca de comida, cama e cobertas, não se importando em estar confinadas numa clínica psiquiátrica, na qual não estamos em nossas próprias mãos, mas nas mãos de um psiquiatra, nos termos da estrela Britney Spears, a qual, ao voltar de um internação psiquiátrica em razão de um surto psicótico público, disse aos fãs, pelo Twitter, que a internação psiquiátrica é uma humilhação total, fazendo do paciente psiquiátrico uma pessoa que está num momento de fundo de poço em sua vida, numa miséria existencial. A senhora ao fundo é discreta e retirada, quase oculta, numa pessoa que não quer aparecer muito, no modo como as celebridades são assediadas na Rua, como nesses grandes astros, que não podem passear em paz na Rua, no modo como a celebrização pode ser problemática, como em badalados restaurantes da cidade de Los Angeles, frequentados pelas celebridades, com vários fotógrafos na porta fotografando as celebridades, fotógrafos que ficam se acotovelando uns com os outros, numa competitividade atroz e insana, como no célebre cineasta LC Barreto, indo a Mônaco fotografar o casamento de Grace Kelly, em meio a uma multidão de fotógrafos, num LC o qual, apesar da idade avançada, goza de boa saúde e disposição – está velho, mas está firme! Um bom homem, um homem simples, um herói do Cinema Brasileiro. Vida longa ao Barretão! A cama é o repouso, como numa pessoa em situação de Rua, tendo que descansar, fazendo-o num frio banco de praça, numa pessoa que quer fugir da Vida, da luta, pois o Mundo só pertence aos que lutam, como eu disse recentemente a um amigo meu na Rua: “Na luta sempre!”. Aqui são como pessoas numa cama de hospital, nessa doença horrível que é o Câncer, no recente falecimento da carismática Preta Gil.

 


Acima, José interpreta os sonhos. O homem ao fundo é o labor, sem roupas nobres, com o corpo exposto, sustentando um cesto, sustentando uma família, no peso da responsabilidade, como um certo senhor, sustentando um lar, tendo que trabalhar de Sol a Sol para prover tal nível de vida à esposa e aos filhos, na imagem de Atlas sustentando o Mundo, num peso nas costas, como nos pagadores de impostos, enchendo os cofres públicos, numa miserável Argentina, com seus cofres públicos exauridos, num Milei forçado a tomar atitudes impopulares, como cortar em cem por cento os incentivos ao Cinema Argentino, num Milei o qual hoje, inevitavelmente, está sendo profundamente odiado pelos cineastas daquele país, como outro certo senhor, o qual não teve escolha, tendo que alocar a própria mãe num lar de repouso para idosos, numa senhora com demência, perdendo a virilidade e a autonomia de “voo”, uma pessoa que simplesmente não pode mais sair sozinha na Rua. No lado direito, vemos roupas nobres, privilegiadas, remetendo a um certo quadro, de cujo autor não lembro o nome, num príncipe totalmente esnobe e condescendente doando um nobre veludo a um mendigo nu, havendo as pessoas que fazem trabalho de caridade, uma atividade que respeito, na noção taoista minimalista na qual devemos ter o mínimo possível de coisas, no caminho da limpeza, na glória de se tomar um banho num banheiro ensolarado pela luz da manhã, num espírito infeliz que desencarnou e foi ao Umbral, sendo resgatado por um espírito amigo, um anjo, sendo levado a um banheiro para um banho, no traço cultural baiano, no qual o padrão é tomar dois banhos por dia, ao contrário do gaucho, que é apenas um banho diário, em terras com clima e temperaturas diferentes uma da outra. No centro do quadro, temos uma flexibilização, num conceito sendo desenvolvido, como em conceitos publicitários, em nas chamadas reuniões de brainstorm, com cada um falando o que vem à cabeça, no “xixi” de um certo professor universitário que tive, um publicitário respeitado de Porto Alegre, dizendo aos alunos: “Vocês não podem ficar assim tão apáticos e desestimulados! Vocês têm que ter tesão, tomar nota, fazer perguntas!”, nesses professores excelentes, que valem cada centavo da mensalidade. A taça segurada é tal recipiente, no traço de se fazer um brinde de confraternização, na magia de um vinho harmonizado com boa comida, em pequenos prazeres mundanos, no gostoso pecadinho da Gula, inofensivo, no modo como há confeitarias no Plano Superior, no qual comemos, mas não engordamos! São os deliciosos pecadinhos capitais, como a ira, na delícia da vingança, ou na deliciosa preguiça, com mais horas em cima da cama, pois sempre digo: Da preguiça nasceram as grandes invenções da Humanidade – por que ficar horas cozinhando algo na panela convencional se posso fazê-lo em muito menos tempo numa panela de pressão? É o pecadinho da luxúria, apimentando relacionamentos amorosos, como nas sexshops, como numa certa boate portoalegrense, com uma sexshop, no modo de se aceitar que o Ser Humano tem todo um lado sexual, como na explosão de vida na primavera, com borboletas ensandecidas polinizando, nas sábias palavras da sempre formidável Dercy Gonçalves: “Se não houvesse tesão, ninguém faria filho!”, uma diva totalmente transgressora, hilária, estabelecendo uma identidade pública, sempre no humor avassalador, fazendo da comédia algo tão humano, tão único, no senso de humor de Tao, na noção de que tudo traz em si sua própria contradição, como nos jogos de ilusão do mestre MC Escher, estimulando nossa mente com tamanha perfeição de desenho, nesses grandes mestres que nos deixam perplexos e atônitos. A figura à direita é um auxílio, como num auxílio de psicoterapeuta, mostrando o Mundo da forma mais fria possível, sempre na cabeça, na mente, nunca ouvindo o traiçoeiro coração, na sobrevivência da mente após a morte do corpo físico, na noção taoista: Se o seu corpo morrer, não tem problema! Aqui temos um processo se desdobrando, no modo como tudo é processo.

 

Referências bibliográficas:

 

Bernardo Strozzi. Disponível em: <www.en.wikipedia.org>. Acesso em: 11 jun. 2025.

Bernardo Strozzi. Disponível em: <www.meisterdrucke.pt>. Acesso em: 11 jun. 2025.

Bernardo Strozzi. Disponível em: <www.pt.wikipedia.org>. Acesso em: 11 jun. 2025.

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